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Na sequência de um naufrágio, o narrador, Lemuel Gulliver, chega a nado a um país muito estranho, o reino de Lilliput, povoado por homens muito parecidos com os humanos, mas muito pequenos. Para os habitantes desta ilha, Gulliver é um gigante…

Para os habitantes desta ilha, Gulliver é um gigante… Lê o excerto destas aventuras e resolve

Lê o excerto destas aventuras e resolve o enigma.

À medida que a noticia da minha chegada se espalhava pelo reino, uma enorme multidão dos mais ricos, ociosos e curiosos acorreu para me ver; e o seu número era de tal modo grande que as povoações quase se esvaziaram; e os campos, bem como extensas regiões internas do país, teriam ficado muito negligenciados se Sua Majestade Imperial não tivesse por intermédio de uma enorme quantidade de decretos e proclamações evitado um tal estado de coisas. Mandou ele que regressassem a suas casas todos aqueles que já me tinham visto, e que ninguém ousasse aproximar-se a menos de cinquenta jardas da minha residência sem uma autorização emitida pela corte,

e

com isso também se obteve um considerável valor em impostos.

Entretanto, o imperador reuniu com frequência o seu conselho para discutir qual

o

destino a dar-me. E mais tarde foi-me garantido por um amigo especial, indivíduo de

elevada posição, (…) que a corte se debatera com grandes obstáculos no que se referia à minha pessoa. Temiam que me soltasse ou que a minha alimentação se lhes tornasse tão onerosa que pudesse causar a fome no reino. Houve vezes em que pensaram matar-me à fome ou então dispararem-me para o rosto e mãos setas envenenadas, que em pouco tempo me matariam. Mas consideraram que o fedor exalado por uma carcaça de tal

tamanho iria causar uma praga na metrópole, e que de seguida esta poder-se-ia espalhar por

tamanho iria causar uma praga na metrópole, e que de seguida esta poder-se-ia espalhar por todo o reino. No meio de todas estas deliberações, vários oficiais do exército dirigiram-se à sala do Grande Conselho, e entre todos estes, dois foram admitidos. Estes homens apresentaram o relato completo do meu comportamento. (…) Esse relato causou uma impressão de tal modo favorável em Sua Majestade e em toda a assembleia que foi de imediato despachada uma comissão imperial que obrigava todas as aldeias e povoações num raio de novecentas jardas da capital a enviarem diariamente seis bovinos, quarenta ovelhas bem como outras vitualhas para o meu sustento, acompanhados por uma quantidade proporcional de pão, vinhos, e outras bebidas. Sua Majestade pagaria tudo isso por intermédio do seu tesouro. Pois esse príncipe vivia sobretudo das suas propriedades e raramente, excepto em situações muito especiais, exigia quaisquer impostos aos seus vassalos, e até em casos de guerra estes participavam à sua própria custa. Também foram designadas seiscentas pessoas para me servirem de criados; estes seriam remunerados segundo as suas tarefas, e ser-lhes-iam erguidos pavilhões de ambos os lados da minha porta. De semelhante modo foi ordenado que trezentos alfaiates me confeccionassem um fato segundo o estilo usado naquela nação; e seis dos maiores eruditos de Sua Majestade deveriam ensinar-me a sua língua; e por fim, os cavalos do imperador e aqueles pertencentes à nobreza e aos guardas, deviam ser com uma certa frequência exercitados perante mim, de modo a habituarem-se à minha pessoa. Todas estas ordens foram devidamente executadas, e passadas cerca de três semanas eu já fizera grandes progressos no que respeitava à aprendizagem da sua língua. Durante esse período de tempo, o imperador honrava-me frequentemente com a sua presença, e sentia-se satisfeito ao ver os seus mestres a ensinarem-me. (…) As primeiras palavras que aprendi serviram para expressar o desejo de que me libertassem, algo que todos os dias repetia colocando-me de joelhos. A resposta dele, pelo que depreendi, referia que se tratava apenas de uma questão de tempo e que era também uma decisão que não poderia ser tomada sem o auxílio do seu conselho e que primeiro eu teria de Lumos Kelmin pesso desmarlon emposso, ou seja, fazer um juramento de paz para com ele e com todo o seu reino. Contudo, assegurou-me que sempre seria tratado com toda a amabilidade e aconselhou-me a conseguir por intermédio da paciência e de um comportamento discreto, a sua boa opinião bem como a dos seus vassalos. No entanto esperava que eu não me sentisse ofendido se, eventualmente e por ordem sua,

certos oficiais me revistassem pois era certo que eu deveria ter na minha posse diversas armas, que deveriam ser perigosas se fossem proporcionais a tamanho tão prodigioso. Respondi que se isso satisfizesse Sua Majestade me despiria de imediato e reviraria os bolsos na sua presença. (…) Replicou que, de acordo com as leis vigentes no país, eu teria de ser revistado por aqueles oficiais, mas que isso não poderia ser feito sem o meu consentimento e aprovação. E que tinha uma tão boa opinião no que se referia à minha generosidade e sentido de justiça, que estava disposto a confiar a segurança daqueles nas minhas mãos. Para além disso, tudo quanto me fosse confiscado ser-me-ia mais tarde devolvido quando abandonasse o país, ou então pago pelo valor que eu fixasse. Peguei então em dois desses oficiais, e coloquei-os primeiro no interior dos bolsos do casaco, e de seguida nos restantes bolsos. (…) Aqueles cavalheiros, tendo na sua posse papel, canetas e tinta, fizeram um inventário exacto de tudo aquilo que encontraram em mim. Depois de terminarem, pediram-me que os colocasse no chão para poderem apresentar o seu relatório ao imperador. Mais tarde, traduzi para inglês esse inventário, e este é ipsis verbis conforme se segue.

“depois da mais minuciosa das buscas, encontrámos no bolso direito do casaco

do Grande Homem da Montanha (pois foi deste modo que interpretei as palavras Quinbus Flestrin) apenas um grande pedaço de um pano grosseiro, cujo tamanho seria suficiente para cobrir a principal sala de audiências de Sua Majestade. No bolso esquerdo, deparámo-nos com uma enorme arca de prata, com uma tampa do mesmo metal que nós, os investigadores, não conseguimos levantar. Pedimos que a mesma fosse aberta, e tendo um de nós entrado para o seu interior encontrou-se enterrado até aos joelhos numa espécie de pó, e tendo uma parte deste voado para o nosso rosto, fez-nos espirrar várias vezes

de seguida. No bolso do lado direito

do colete, encontrámos um maço enorme de umas substâncias brancas

e finas, dobradas uma sobre as

outras, com a altura aproximada de três homens, atadas com um forte cabo, e marcadas com uns símbolos negros os quais, humildemente, achámos tratar-se de escrita. (…) No bolso esquerdo, encontrava-se um qualquer objecto das costas do qual irradiavam vinte longas varas, de certo modo semelhantes às da paliçada erguida perante o palácio do imperador. (…) No bolso grande do lado direito do vestuário do meio (é assim que traduzo a palavra ranfu-lo, e com esta refiro-me aos meus calções), encontrámos um

vestuário do meio (é assim que traduzo a palavra ranfu-lo , e com esta refiro-me aos

pilar de ferro oco, com o comprimento de um homem atada a um pedaço de madeira forte, e ainda mais longo que o pilar, e de um dos lados deste pilar saíam umas enormes peças de ferro, cortadas em estranhos formatos que não sabemos para que serve. No bolso pequeno do lado direito encontrámos diversas peças redondas e achatadas de metal vermelho e branco, e de diferentes tamanhos. Algumas das brancas pareceram- nos ser de prata, e eram de tal modo grandes e pesadas que eu e o meu colega mal as conseguimos levantar. No do lado esquerdo havia dois objectos semelhantes a estacas negras e de formato irregular, e só com grande dificuldade conseguimos atingir o seu topo estando nós no fundo do bolso. Uma destas estava tapada e parecia ser uma peça única, mas na extremidade superior da outra parecia existir uma substância branca e circular, com o dobro das nossas cabeças. Em cada um destes objectos encontrava-se embutida uma espantosa placa de aço que ele, a nosso pedido, nos mostrou porque nos pareceram artefactos perigosos. Havia mais dois bolsos nos quais não conseguimos entrar, e a estes ele chamou de bolsos de relógio. Eram duas aberturas grandes situadas na parte superior do vestuário do meio, mas que ficavam apertadas devido à pressão da sua barriga. Do bolso da direita pendia uma longa corrente de prata, com um engenho maravilhoso preso na extremidade. Pedimos-lhe para puxar para fora o que quer que estava ligado àquela corrente, e quando ele o fez deparámo-nos com algo que parecia ser um globo, com uma parte em prata e outra num qualquer metal transparente. (…) Ele aproximou aquele engenho dos nossos ouvidos, e este emitia um ruído contínuo semelhante ao de uma azenha, e daí deduzimos que ou se tratava de um qualquer animal desconhecido ou do deus que ele adora. Mas inclinamo-nos mais para acreditar na última porque ele assegurou-nos (se é que o entendemos bem, já que ele se exprimiu de um modo muito imperfeito) que raramente fazia alguma coisa sem consultar o dito objecto. Chamava-lhe o seu oráculo e disse que este lhe indicava o tempo de cada uma das acções que fazia. Da segunda abertura retirou uma rede cujo tamanho serviria para um pescador, mas que fora concebida para se abrir e fechar como uma bolsa (…). No interior desta encontravam-se diversas peças num metal amarelo e maciço que, se fosse mesmo ouro do verdadeiro, deviam ser de um imenso valor.

Deste modo, e em obediência às ordens de Sua Majestade, revistámos com grande diligência todos os seus bolsos, e de seguida estudámos uma faixa confeccionada com a pele de um qualquer animal prodigioso que lhe cercava a cintura. Desta faixa e do lado esquerdo, pendia uma espada com o comprimento de cinco homens; e do lado oposto, um saco ou bolsa separados em duas divisórias, no interior das quais caberiam à vontade três dos súbditos de Sua Majestade. Numa dessas divisórias encontravam-se diversas bolas ou globos de um metal muito forte, com o tamanho de nossas cabeças, e que necessitavam de mão muito forte para serem erguidas. A outra divisória continha uma pilha de uns grãos negros, mas sem qualquer peso ou volume, já que conseguíamos pegar em mais de cinquenta de cada vez.

É este o inventário exacto daquilo que encontrámos no corpo do Homem Montanha, que nos ajudou com um muito grande civismo, e o devido respeito à missão

de Sua Majestade. Assinado e selado ao quarto dia da octogésima nona lua do auspicioso reinado de Sua Majestade.”

Clefren Frelock, Marsi Frelock