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Tensão Pré-Menstrual

Transtornos relacionados por semelhança ou classificação

Síndrome Disfórica e Transtorno Disfórico Pré-Menstrual


A Organização Mundial de Saúde ainda não reconheceu a tensão pré-menstrual como uma entidade patológica;
enquanto isso a classificação norte americana já diferencia Síndrome pré-menstrual (Premenstrual Syndrome) da
Desordem Disfórica Pré-Menstrual (Premenstrual Dysphoric Disorder). Esta deficiência, contudo, deverá ser corrigida na
11ª edição do Código Internacional das Doenças.
Não restam muitas dúvidas que existe um transtorno relacionado às fases do ciclo ovariano; quanto a serem dois
distúrbios não se tem tanta certeza. Está sendo discutido e estudado se a Síndrome P-M e a Desordem Disfórica P-M
são a mesma coisa, provavelmente sim.
Qual a diferença entre elas?
A Síndrome P-M refere-se às variações físicas e do humor nas mulheres. Surge uma a duas semanas antes da
menstruação e desaparece no fim do fluxo menstrual. Este transtorno é tratado pelos ginecologistas. A Desordem
Disfórica P-M não apresenta necessariamente a sintomatologia física enquanto a alteração do humor é grave o
suficiente para interferir nas atividades rotineiras ou trabalhistas.
Trataremos aqui como uma só doença pelo nome mais comum em nosso meio: Tensão Pré-Menstrual (TPM).

A TPM é comum?
Aproximadamente 80% das mulheres em fase reprodutiva apresentam sintomas na fase pré-menstrual, sendo que
apenas 3 a 5% de forma grave a ponto de impedir a rotina ou o trabalho. Seu início ocorre em média aos 26 anos de
idade e tende a piorar com o tempo. As mulheres mais sujeitas a este problema são aquelas que sofrem de algum
problema depressivo ou possuem algum parente com problemas de humor. As mulheres que tiveram depressão pós-
parto (uma condição considerada benigna) também estão mais sujeitas.

Principais Sintomas
Psicológicos
Irritabilidade, nervosismo, descontrole das ações ou emoções, agitação, raiva, insônia, dificuldade de concentração,
letargia (lentificação para fazer as coisas), depressão, sensação de cansaço, ansiedade, confusão, esquecimento
freqüente, baixa auto-estima, paranóia, hipersensibilidade emocional, ataques de choro.
Gastrintestinais
Dores abdominais, inchaço, constipação, náusea, vômitos, sensação de peso ou pressão na pelve.
Dermatológicos
Acne, inflamações na pele com coceira, agravamento de problemas dermatológicos preexistentes.
Neurológicos
Dores de cabeça, tonteira, desmaios, entorpecimento, irritabilidade, sensação de zumbido, machucar-se facilmente,
contrações musculares, palpitações, descoordenação dos movimentos
Outros
Aumento da retenção de líquido causando sudorese fácil, intumescimento das mamas, e ganho de peso periódico,
diminuição do volume da urina (o que contribui para a retenção de líquido). Aumento da predisposição a alergias e
gripes, alterações visuais (talvez devido a retenção de líquidos), conjuntivites (não necessariamente infecciosa),
palpitações do coração, dores menstruais, diminuição da libido (desejo sexual), mudanças no apetite (para mais ou para
menos), ondas de calor.
O que pode ser confundido com a TPM?
Causas psiquiátricas
Depressão, Distimia, Ansiedade Generalizada, Transtorno do Pânico, Transtorno Bipolar.
Causas médicas
Anemia, Distúrbios autoimune, hipotireoidismo, diabetes, epilepsia, endometriose, síndrome da fadiga crônica, doenças
do colágeno.
Quais são as causas da TPM?
A causa não é conhecida, mas pelas características está relacionada à elevação do estrogênio na fase pré-menstrual ou
a queda da progesterona. Contudo, esses dois fatores não são os únicos envolvidos: esses hormônios podem afetar as
neurotransmissões e aí então causar os sintomas psiquiátricos. Pode também afetar os receptores fora do Sistema
Nervoso Central provocando os diversos outros sintomas.

Como se identifica a TPM?


Durante o intervalo de 12 meses a mulher deverá ter apresentado na maioria dos ciclos pelo menos cinco dos sintomas
abaixo:

• Humor deprimido
• Raiva ou irritabilidade
• Dificuldade de concentração
• Falta de interesse pelo que se costuma gostar
• Aumento do apetite
• Insônia ou hipersonia
• Sensação de falta de controle sobre si mesmo
• Algum sintoma corporal

Como se Trata a TPM?


Com modificação na dieta, aumentando-se a quantidade de proteínas e diminuindo o açúcar, o sal, o café e o álcool.
Fazendo exercícios regularmente, evitando o estresse, suplementando a dieta com vitamina B6, cálcio e magnésio.
As alternativas medicamentosas são com contraceptivos orais e com antidepressivos inibidores da recaptação da
serotonina. Recentemente a FDA (Food and Drug Administration) autorizou o uso da fluoxetina para o tratamento da
TPM nos EUA.

Última Atualização: 3-05-2004


Ref. Bibliograf: Liv 01 Liv 03 Liv 17 Liv 05 Tensão Pré-Menstrual
http://www.pslgroup.com/dg/142032.htm
http://www.methodisthealth.com/WomensHealth/gynepmdd.htm http://www.womens-health.org/PMDD.html
Os Homens e o Fator TPM
Jamais vou entender as mulheres, eu sei. Mas tem um detalhe que atrapalha ainda mais
o discernimento diante do sexo oposto. É o Fator TPM. Não há nada mais complicado
num relacionamento quando a namorada/ficante/repolhinho/noiva/esposa mergulha no
indecifrável período da tensão pré-menstrual. Enfim, a situação do pobre sujeito
enamorado fica mais difícil do que a primeira vez com a própria guria. Ainda mais
agoniante do que conhecer o pai da pretendente, mesmo ele sendo coronel do Exército
brasileiro. E até mesmo mais terrível do que pegar outra mulher na frente do irmão
dela! Em período tão conturbado, mais uma coisa pode piorar a situação: o senhor não
terá poderes para aliviar as tensões da amada. Afinal, o célebre “no vermelho” não é
muito favorável para essas coisas... Mas, para aqueles que desejam um futuro
promissor ao lado da moça, seguem algumas dicas totalmente excelentes em prol da
harmonia daquele lar que vive o momento crítico:

Situação 1 – Ela mandou você comprar absorventes na farmácia TAL, justamente


aquela que fica do outro lado da cidade.
O QUE FAZER: Não questione. Apenas vá. Também não ouse errar o tipo e a marca do
absorvente. Na volta, não diga nada. Largue o pacote da farmácia TAL no banheiro e vá
para a frente da TV. Já, já, ela aparece com uma cervejinha gelada.

Situação 2 – Ela comeu TODA a caixa de chocolate que há 20 dias permanecia fechada
em cima da geladeira.
O QUE FAZER: É, pho-deu, mas existe uma luz no fim do túnel. Se faça de louco. Não
comente nada do que viu. Nem mesmo se os papéis das miniaturas dos chocolates mais
gostosos do mundo estiverem boiando sobre o sofá da sala. Caro amigo, deixe o esporro
para mais tarde. Ela pode matá-lo. Ou pior, arrancar seu garoto fora.

Situação 3 – Ela insiste em discutir a relação, o famoso DR.


O QUE FAZER: Corra. Corte a conversa imediatamente. Pode ter certeza, isso não vai dar certo. Se você não conseguir escapar da alça
de mira da moça, use a tática dos melhores momentos do casal. Relembre aquele jantar maravilhoso em que os teus pais conheceram os
dela e o cunhado gozador soltou piadinhas o evento inteiro. Discurse sobre as qualidades dela e o quanto você adora os sogros, o
cachorro, aquele sapato de oncinha novinho em folha... Em 5min, ela estará relaxadinha.

Situação 4 – Ela exige a tua presença no casamento da amiga-mais-insuportável-do-mundo (e o pior ela acha o mesmo da mala).
O QUE FAZER: Diga sim sem gaguejar. Demonstre segurança e convicção. Esboce um sorriso, mas não tão largo, pois ela pode
desconfiar da armação. Acrescente até que será uma festa ótima e que se divertirão como nunca. Sete dias passados, ela nem lembrará o
nome da noiva.

Situação 5 – Ela ainda não se adaptou ao rock n´ roll, mas tu comprou aquele DVD procurado há mais de 15 anos, uma apresentação
raríssima do Led Zeppelin na Islândia em 1972.
O QUE FAZER: Espere, espere e espere. Aguarde o fim do período de instabilidade da garota para revelar o achado. Se mostrá-lo
durante a fase crítica, ela dirá que o Robert Plant “parece uma bicha cantando” e que não suporta “a guitarra irritante” do Jimmy Page.
Você nunca mais conseguirá ouvi-lo novamente.

Situação 6 – Ela acordou rosnando e te liga como se quisesse arrancar pedaço.


O QUE FAZER: Meu amigo, muita calma nessa hora. Prefira dizer que está morrendo de saudade, que ela é linda, enfim, a mulher da
tua vida. Se não colar, tente encerrar a ligação o mais rápido possível sem que ela perceba qualquer movimento mais afoito. Deixe que
ela desconte a raiva acumulada nos colegas de trabalho, hehehe.

Situação 7 – Ela acordou rosnando, te liga como se quisesse arrancar pedaço, mas no fim da tarde está extremamente feliz.
O QUE FAZER: Óbvio que ela soltou os cachorros nos pobres colegas de trabalho! Apesar do Fator TPM, vale até propor um
vinhozinho e uma tábua de queijo e presunto. Ela vai adorar e dormirá agarradinha contigo.

Situação 8 – A rapariga colocou aquele vestidinho rosa chock que só ELA adora.
O QUE FAZER: Não ria. Não arregale os olhos. Elogie a garota, mesmo que ela esteja hor-rí-vel. Passeie de mãos dadas no shopping
se possível. Mostre-se forte e destemido. Ela nem vai perceber que sofre do Fator TPM.

Situação 9 – Ela gastou uma nota em sapatos, vestidos, bijuterias e badulaques ridículos.
O QUE FAZER: Essa é foda. Muito. Evite qualquer demonstração de irritação, mas não deixe de revelar descontentamento. Ela sabe
que fez merda. E não terá a ousadia de dizer qualquer coisa. No fim do mês, mostre o extrato do cartão de crédito e sugira que ela peça
ao pai o tão sonhado aspirador de pó.
POSTED BY GUILHERME ZÉ GOTINHA AT 7:22 PM
TPM e suas nuances

TPM é um horror. Essa semana pensei seriamente em me matar. Ainda bem que não o fiz, pois teria me
arrependido em seguida, já que no outro dia eu não estava tão atacada. Fico imaginando como as mulheres de
gerações passadas lidavam com isso, já que não havia o devido esclarecimento sobre o assunto. Penso que muitas
mulheres foram queimadas na fogueira, foram largadas pelos seus maridos e internadas como loucas quando
passavam por uma dessas crises TP Êmicas.

Eu tenho crises variáveis...As vezes fico agressiva ou depressiva, sensível, nervosa, alegre demais. Lidar com isso
deve ser difícil, principalmente para os homens, já que eles não passam pelo mesmo problema...Pelo menos não
sob o mesmo ponto de vista!

Eu, graças a Deus tenho a sorte de lidar com homens esclarecidos, que me compreendem quando estou assim e
que de certa forma até me apóiam. Um ¿ninguém¿ até gostava de andar mais comigo quando estava atacada, dizia
que eu ficava mais mulher, sensual, divertida e se acabava de rir das minhas reações diante das coisas ou
situações. Mas apesar dele ser especial nesse aspecto, não é em mais nenhum. Fica o dito pelo não dito.

Estou numa dessas crises. O mais engraçado nem é isso. Cheguei a pensar que estava em depressão quando um
dos meus amigos me alertou que isso poderia esta sendo ocasionado pela bendita TPM. Confesso que fiquei
surpresa e até lisonjeada como mulher, notando o interesse e atenção de um homem por um assunto tão
intimamente feminino. Seria ótimo se todos os homens fossem sensíveis a esse ponto.

Norma Lucia
Sintomas da TPM
1. Depressão, sentimento de desesperança, pensamentos auto-depreciativos;

2. Ansiedade, tensão, nervosismo, excitação;

3. Fraqueza afetiva, tristeza repentina, choro fácil, sentimento de rejeição;

4. Raiva ou irritabilidade persistente, aumento dos conflitos interpessoais;

5. Diminuição do interesse pelas atividades habituais;

6. Sensação de dificuldade de concentração;

7. Cansaço, fadiga fácil, falta de energia;

8. Acentuada alteração do apetite;

9. Distúrbios do sono;

10. Sensação de estar fora do próprio controle;

11. Inchaço e/ou sensibilidade mamária aumentada;

12. Dor de cabeça;

13. Dores musculares;

14. Ganho de peso ou sensação de inchaço;

No entanto para ser considerada doença, e portanto sujeita a tratamento, é importante que estes sintomas de fato interfiram nas
atividades habituais da mulher e que os mesmos ocorram na fase pré-menstrual e não em todo o ciclo.

Tratamento da TPM

Por se tratar de uma síndrome, não existem tratamentos específicos já que os sintomas variam muito de intensidade para cada mulher.

Resultados não cientificamente comprovados mostram que a vitamina B6 (Piridoxina), a vitamina E, o cálcio e o magnésio podem ser
usados com melhora dos sintomas.

Outro medicamento é o ácido gama linoleico que é um ácido graxo essencial. Pode ser encontrado no óleo de prímula.

Existem advertências sérias do FDA americano a respeito de medicações alternativas naturais e de possíveis efeitos colaterais graves,
portanto este, como qualquer outro medicamento, mesmo "natural", só deve ser usado mediante prescrição médica.

Na verdade, este é o melhor caminho para o tratamento da TPM. Consultar um médico ginecologista e descrever para ele todos os
sintomas que a mulher sente antes e depois da menstruação.

O melhor medicamento é o que, sozinho ou associado, reduza os sintomas. Como esta síndrome está ligada à ovulação, muitas
mulheres podem se beneficiar do uso da pílula anticoncepcional que suspende a ovulação.

Já nos casos graves de desordem disfórica pré-menstrual é necessária uma medicação mais específica sendo que a medicação usada
com melhores resultados são os anti-depressivos principalmente o Prozac (Fluoxetina).

Estudos recentes mostram que esta medicação usada na menor dose possível e durante a fase de tensão pré-menstrual tem melhorado
muito a qualidade de vida das mulheres que experimentam esta disfunção. Nos Estados Unidos chama-se Sarafem®

O importante é que se entenda que esta não é uma doença, mas sim uma alteração fisiológica do ciclo menstrual feminino e que pode
ser resolvida com medidas simples por parte do seu médico assistente.

Site Médico
Sintomas da TPM
1. depressão, sentimento de desesperança, pensamentos auto-depreciativos;
2. ansiedade, tensão, nervosismo, excitação;
3. fraqueza afetiva, tristeza repentina, choro fácil, sentimento de rejeição;
4. raiva ou irritabilidade persistente, aumento dos conflitos interpessoais;
5. diminuição do interesse pelas atividades habituais;
6. sensação de dificuldade de concentração;
7. cansaço, fadiga fácil, falta de energia;
8. acentuada alteração do apetite;
9. distúrbios do sono;
10. sensação de estar fora do próprio controle;
11. inchaço e/ou sensibilidade mamária aumentada;
12. dor de cabeça;
13. dores musculares;
14. ganho de peso ou sensação de inchaço;

No entanto para ser considerada doença, e portanto sujeita a tratamento, é importante que
estes sintomas de fato interfiram nas atividades habituais da mulher e que os mesmos ocorram
na fase pré menstrual e não em todo o ciclo.
Dra. Mara Solange Carvalho Diegoli é médica do Departamento de Ginecologia do Hospital das Clínicas e
coordenadora do Centro de Apoio à Mulher com Tensão Pré-Menstrual do Hospital das Clínicas da
Universidade de São Paulo.

Tensão Pré-Menstrual

Tensão pré-menstrual, ou TPM, é um tema que interessa não só às mulheres, mas aos homens, especialmente.
Ela se caracteriza por um conjunto de sintomas e sinais que se manifesta um pouco antes da menstruação e
desaparece com ela. Se eles persistirem, não se trata da síndrome de TPM, que está diretamente relacionada
com a produção dos hormônios femininos.
Do ponto de vista dos hormônios sexuais, os homens são muito mais simples do que as mulheres. Eles fabricam
testosterona cuja produção começa a cair inexorável e lentamente a partir dos 20, 30 anos de idade. As
transformações que essa queda provoca no humor masculino são, de certa forma, previsíveis e é por isso que as
mulheres dizem que os homens são todos iguais.
Com elas, é diferente. A concentração dos hormônios sexuais varia no decorrer do ciclo menstrual. Assim que
termina a menstruação, tem início a produção de estrógeno, que atinge seu pico ao redor do 14º dia do ciclo,
quando começa a cair e a aumentar a produção de progesterona. O nível desses dois hormônios, porém,
praticamente chega a zero durante a menstruação.
Portanto, em cada dia do mês, a mulher tem uma concentração de hormônios sexuais diferente da do dia
anterior e diferente da do dia seguinte. O impacto que isso provoca no humor feminino também oscila de um
dia para o outro. Por isso, os homens dizem que as mulheres são difíceis de entender.

TPM e dismenorréia

Drauzio – Como distinguir a TPM da cólica menstrual?


Mara Dioegoli – A primeira distinção é que a tensão pré-menstrual ocorre antes da menstruação e a dismenorréia,
ou cólica menstrual, inclui uma série de sintomas associados à menstruação propriamente dita. O principal é a dor em
cólica, às vezes, tão forte que a mulher vomita e chega a desmaiar. Os mais velhos acreditavam que isso acontecia
por rejeição à feminilidade e encaravam a cólica como mera manifestação psicológica. Várias pesquisas
demonstraram, porém, que a cólica menstrual nada tem de psicológico, pois é provocada pela prostaglandina, uma
substância existente em várias partes do corpo, inclusive dentro do útero.

Drauzio – Anatomicamente, como se pode explicar a cólica menstrual primária, isto é, a que não é provocada por
alterações patológicas no aparelho reprodutivo?
Mara Diegoli – O útero é um órgão de 7cm com o formato de uma pêra ( imagem 1), constituído por três camadas:
externa, média e interna. A camada interna é a responsável pelo aparecimento das cólicas menstruais. Todos os
meses ela cresce, fica bem grande à espera do embrião. Se ele não vem, a camada interna descama em forma de
sangramento, a menstruação e, enquanto descama, libera prostaglandina que faz o útero contrair para eliminar o
sangue. Essa compressão comprime os nervos e os vasos que passam pelo músculo uterino. Por isso, a mulher sente
dor.

Drauzio – Por que a intensidade da dor varia de uma mulher para outra?
Mara Diegoli – Se a tensão pré-menstrual ocorre nas mulheres com mais idade, a cólica menstrual acomete mais as
adolescentes, porque seu útero ainda é pequeno e o orifício de saída mais fechado. Ora, agindo em grande
quantidade e não conseguindo escapar do local, a prostaglandina faz com que o útero se contraia e contraia com mais
intensidade e isso provoca dor forte. À medida que a adolescente vai ficando mais velha, seu útero cresce e a
prostaglandina liberada tem espaço para espalhar-se. Além disso, especialmente quando a mulher já teve filhos, o
colo uterino mais aberto facilita a saída do sangue e da prostaglandina. Por isso, os antigos diziam: quando casar,
passa. E passava mesmo, porque a mulher engravidava, o útero aumentava de tamanho, e a prostanglandina saía
com mais facilidade pelo buraco por onde nasceu o bebê.

Sintomas da TPM

Drauzio – Quando aparecem e quais são os sintomas da tensão pré-menstrual?


Mara Diegoli – A tensão pré-menstrual é caracterizada por sintomas psíquicos (irritabilidade, nervosismo, ansiedade,
depressão) e por sintomas físicos (dor na mama, dor de cabeça, inchaço). Esses sintomas podem aparecer desde 15
dias até um dia antes do início da menstruação.
O interessante é que a dor de cabeça pode manifestar-se tanto na tensão pré-menstrual quanto na dismenorréia. Nas
duas situações, a causa é a mesma. Os vasos que existem no cérebro têm tonicidade mais ou menos constante.
Quando a mulher está para menstruar, a produção de estrogênio cai, os vasos dilatam e o aumento de seu diâmetro
provoca dor de cabeça.

Drauzio – Quais as características da dor de cabeça associada à menstruação?


Mara Diegoli – O mais comum é a dor de cabeça ocorrer 24 horas antes da menstruação, mas também pode surgir
durante a menstruação ou durar todo o período menstrual. É uma dor que acomete principalmente a região da nuca,
com aparecimento ou não de escotomas (pontinhos luminosos). Em geral, a exposição à luz e a sons aumenta o
desconforto e obriga a mulher a recolher-se num quarto escuro.

Drauzio – Na verdade, é uma dor que se assemelha muito à enxaqueca.


Mara Diegoli – Muito semelhante. Inclusive, pessoas que costumam ter enxaqueca dizem que ela piora no período
menstrual. Geralmente, os neurologistas não gostam muito de tratar a dor de cabeça ligada à menstruação, porque
dura dois ou três dias e, tratando ou não tratando, desaparece por si. O problema é que, muitas vezes, por causa da
dor, a mulher fica de cama.

Drauzio – O que acontece com a dor de cabeça quando começa a menstruação?


Mara Diegoli – Como a causa da dor de cabeça é a queda na produção do estrogênio cujo nível permanece baixo
durante todo período menstrual, algumas mulheres apresentam dor de cabeça 24 horas antes do início da
menstruação e outras, durante todo o período menstrual, dor que só passa quando os vasos se estabilizam porque os
níveis de estrogênio voltaram a subir. Por isso, uma das estratégias de tratamento é manter a produção de estrogênio
constante.

Drauzio – A cólica menstrual pode ser minimamente sintomática ou muito forte. Por quê?
Mara Diegoli – As pesquisas mostram que 25% das mulheres não sentem cólicas menstruais e que 75% sentem
cólicas em diferentes graus de intensidade. Desses 75%, um quarto sente dor muito forte. É o caso da menina que
sai de casa bem, vai para a escola e de repente menstrua e acaba no pronto socorro por causa da dor.
Na mulher adulta, o problema é diferente, uma vez que as cólicas podem ter outras causas além da atuação da
prostaglandina e estão associados a uma alteração anatômica do aparelho reprodutor. Esses quadros são chamados
de dismenorréia secundária e a cólica começa 15 dias, uma semana, cinco dias antes da menstruação e piora com
ela.

Drauzio – Qual a localização das cólicas menstruais?


Mara Diegoli – Localizam-se sempre no baixo ventre. É uma dor referida que se irradia para as costas e confunde-se
com a das cólicas intestinais, especialmente porque a prostaglandina também age no intestino que fica mais irritável.

Drauzio – Quais as principais características da dor da cólica menstrual?


Mara Diegoli – É uma dor aguda e intermitente, que dura um, dois, às vezes, quinze segundos ou até um minuto e
passa, mas volta em seguida com toda a intensidade. É uma dor seqüencial: dói/passa, dói/passa, volta a doer e a
passar. Sem medicamento, ela perdura por algumas horas ou alguns dias.

Drauzio – Quanto tempo duram os períodos de acalmia?


Mara Diegoli – Os períodos de acalmia são difíceis de identificar. Como a dor é intermitente e o tempo de
relaxamento muito curto, sempre sobra a dor basal a qual a mulher se refere como dor em peso.

Drauzio – Você disse que a mulher pode sentir cólicas durante toda a menstruação. Quando elas deixam de
incomodar?
Mara Diegoli – As cólicas das adolescentes têm de passar quando termina a menstruação. Nas mulheres adultas,
pode restar uma sensação dolorosa se o fator etiológico continuar estimulando a produção de prostaglandina. De
qualquer forma, serão dores menos intensas.

Agravantes e atenuantes

Drauzio – As mulheres conhecem mil receitas que herdaram de suas mães e avós para combater as cólicas
menstruais. O que pode melhorar e piorar a cólica menstrual?
Mara Diegoli – As mulheres mais velhas diziam que a dor piorava quando tomavam banho frio e lavavam a cabeça.
Piorava mesmo, porque água fria promove o estreitamento dos vasos. Como a prostaglandina não tem por onde fugir,
sua presença aumenta as contrações uterinas e a dor fica mais forte. Ao contrário, o calor é bem-vindo. Quando a
mulher usa bolsa de água quente, os vasos dilatam, a prostaglandina vai embora e a intensidade da dor diminui. Há
um inconveniente, porém: o calor aumenta o sangramento e perder sangue é sempre mau. Por mais que a mulher
consiga repô-lo a cada menstruação, ele sempre fará falta, porque o sangue que circula pelo útero, circula também
pelos demais órgãos.

Drauzio – Como a mulher deve proceder, então?


Mara Diegoli – A mulher precisa saber distinguir o fisiológico do não fisiológico. Fisiológico é usar mais ou menos
quatro absorventes por dia e a menstruação durar cinco dias no máximo. Se forem necessários seis absorventes ou
mais e a menstruação durar sete dias, por mais que o organismo tente repor o sangue que está perdendo
cronicamente, não vai conseguir e desenvolverá anemia, por exemplo.
Tomar banho, lavar a cabeça não trazem inconvenientes, desde que a mulher use um número de absorventes
compatível com a perda de sangue que seu organismo pode suportar.
TPM: verdades e mentiras
1. Ficar mais sensível ou irritada e culpar a TPM é mera desculpa.
Depende. A TPM existe e tem, até hoje, causa desconhecida. A maior parte das mulheres afetadas pela tensão
pré-menstrual sofre do problema em grau leve (quase imperceptível) e moderado (com alguns sintomas
incômodos). A minoria apresenta o grau severo. Nesses casos, é preciso ajuda psiquiátrica. Há cerca de 180
sintomas relacionados à TPM. Ela caracteriza-se pela soma de alguns deles, que surgem entre sete e dez dias
antes da menstruação e repetem-se por três meses seguidos. Caso isso não aconteça, pode ser desculpa
feminina.

2. Só a irritabilidade e o inchaço já configuram a TPM.


Verdade. Se esses sintomas aparecerem juntos entre sete e dez dias antes da menstruação, podem caracterizar a
TPM. Mas, isoladamente, eles podem não ter relação nenhuma com ela.

3. Só mulheres com mais de 30 anos sofrem com a TPM.


Mentira. A TPM pode se manifestar em mulheres de qualquer idade. É mais comum que apareça um ou dois
anos após a primeira menstruação. Mas é importante não confundir aquela irritabilidade típica das adolescentes
com TPM. É menos comum mulheres com mais de 35 anos apresentarem um quadro de TPM.

4. A TPM é um quadro que só afeta o humor.


Mentira. Alterações de humor são uma das características da TPM. Mas também são alterados o apetite, a
fisiologia intestinal, podem ocorrer gases, dor de cabeça, alteração do sono, alteração nas mamas, dor e inchaço,
entre outras coisas.

5. Há mulheres que ficam com o comportamento tão alterado que tornam-se violentas.
Verdade. A mulher que apresenta o quadro severo da tensão pré-menstrual pode ficar mais agressiva. Mas isso
não é muito comum.

6. Exercício físico agrava os sintomas da TPM.


Mentira. Qualquer exercício físico, como ginástica, esporte ou até relaxamento, melhora os sintomas. Isso
porque a prática esportiva libera endorfina, substância que dá sensação de bem-estar. O exercício é indicado.

7. A alimentação não contribui para manifestação dos sintomas.


Mentira. Os médicos orientam a mulher com TPM a evitar certos tipos de alimento, como chocolates e comidas
gordurosas, bebidas como café, chá preto e chá mate. O sal também deve ser cortado, para não propiciar
retenção de líquido e inchaço.

8. TPM e síndrome pré-menstrual são a mesma coisa.


Verdade. Na realidade, o termo correto é síndrome pré-menstrual, ou SPM, já que é caracterizada por uma série
de sintomas juntos. Mas o termo TPM foi o que se popularizou.

9. Não há tratamento para a TPM.


Mentira. Há tratamentos com diuréticos e vitaminas, mas pesquisas mostram que cada caso é um caso. Foi
comprovado que os placebos (medicação sem princípio ativo, portanto sem finalidade) melhoram os sintomas
em 30% a 40% das mulheres. Apenas 2,5% das mulheres têm, porém, TPM em nível severo, que merece mais
cuidado.

10. Mulheres na TPM podem ter desejos de comer frutas exóticas.


Verdade. Algumas mulheres podem ter desejos de comer determinados alimentos que não incluem normalmente
em sua dieta diária.

11. Medicamentos fitoterápicos e vitaminas não funcionam.


Não se sabe. Assim como há mulheres que vêem seus sintomas diminuírem ao tomar anticoncepcional, há
também as que têm o quadro alterado com o tratamento à base de fitoterápicos e de vitaminas. Depende do
organismo de cada mulher.
12. Pode-se tomar diuréticos sem acompanhamento médico.
Mentira. Não se deve tomar nem aspirina sem acompanhamento médico.

13. As causas da TPM podem ser apenas de fundo psicológico.


Verdade. Normalmente, essa é a principal causa da TPM. Mas, como ainda não se desvendou o mistério, não se
pode ser categórico nessa afirmação. Causas fisiológicas, como as hormonais, também provocam TPM.

14. A mulher na TPM pode engordar até 1 quilo.


Verdade. Se a mulher tem propensão a reter líquidos e ingere sal demais no período antes da menstruação, pode
aumentar seu peso entre 500 gramas e 1 quilo em função do inchaço.

15. A gravidez faz com que os sintomas de TPM desapareçam.


Verdade. Como há a ausência de menstruação, a mulher não tem TPM.

16. Não há relação entre depressão pós-parto e TPM.


Verdade. Depressão pós-parto não tem relação direta com a TPM. O que pode acontecer é a mulher ter algum
problema psiquiátrico que se manifesta no período de TPM e que pode voltar no período pós-parto.

17. Vida sexual intensa atenua a tensão pré-menstrual.


Verdade. Ter vida sexual intensa significa ter atividade física intensa. E o exercício libera endorfina, que dá
sensação de bem-estar.

18. Mulheres em período de TPM são mais propensas a usar drogas.


Verdade. Mulheres com problemas emocionais podem recorrer a drogas e álcool para diminuir suas carências.

19. Mulheres depressivas são mais suscetíveis à TPM.


Verdade. Quem já tem um quadro depressivo pode piorar nessa fase.

20. Algumas mulheres têm alterações na pele no período que antecede a menstruação.
Verdade. Não é o sintoma mais comum entre as mulheres, mas é possível que isso ocorra. Consultoria: Mauro
Abi Haiddar, chefe do setor de ginecologia endócrina e climatério da Unifesp (Universidade Federal do Estado
de São Paulo).

Fonte: Revista Criativa


Tensão Pré-Menstrual - TPM
Incluído em 14/02/2005
A observação de que as mulheres experimentavam maior incidência de cefaléia, queixas somáticas e aumento de tensão no
período pré-menstrual remonta aos tempos de Hipócrates e da escola da Grécia antiga. O ciclo menstrual da mulher tem
sido, assim, relacionado desde os primórdios da medicina ao surgimento ou exacerbação de vários distúrbios psíquicos,
desde o simples aumento da ansiedade e irritabilidade, até o surgimento de delírios e ideações suicidas.
Modernamente, as primeiras descrições do problema sob a denominação de Tensão Pré-menstrual (TPM) aparecem em
1931 (Frank, 1931), onde se notava que as mulheres na última fase do ciclo menstrual experimentavam tensão emocional e
desconforto físico (Soares, 2000). Foram aventadas teorias psicológicas para explicar o fenômeno, incluindo condições
neuróticas, de identidade feminina, conflitos, estressores, etc., como a base desse transtorno.
Também já se falou em Síndrome Pré-menstrual (SPM), onde os principais sintomas físicos seriam o dolorimento e
tumefação das mamas (mastalgia), cefaléia e alterações do humor, os quais acometeriam cerca de 75% das mulheres
durante 3 a 10 dias anteriores à menstruação. A partir do DSM-IV este distúrbio passou a se chamar Transtorno Disfórico
Pré-menstrual (TDPM). Nesta classificação o TDPM está incluído em Transtornos Depressivo Sem Outra Especificação.
Sobre o TDPM o DSM.IV diz:
" Transtorno disfórico pré-menstrual: na maioria dos ciclos menstruais durante o ano anterior, sintomas (por ex., humor
acentuadamente deprimido, ansiedade acentuada, acentuada instabilidade afetiva, interesse diminuído por atividades)
ocorreram regularmente durante a última semana da fase lútea (e apresentaram remissão alguns dias após o início da
menstruação). Estes sintomas devem ser suficientemente severos para interferir acentuadamente no trabalho, na escola ou
atividades habituais e devem estar inteiramente ausentes por pelo menos 1 semana após a menstruação."
Assim sendo, podemos dizer que a Tensão Pré-Menstrual (TPM) é um mal que atinge uma grande parte da população
feminina. É um período leigamente muito conhecido como "aqueles dias" . Mas será que isso é normal? Será que todos os
meses você precisa "sofrer", passar por isso? Com uma grande variedade de intensidade e de sintomas, a TPM acaba
dependendo do estado emocional, físico e da idade da pacientes.
Após esses estudos chegou-se à conclusão de que as pacientes portadoras de TPM podem e devem ser tratadas
adequadamente. A paciente nota sensível melhora com o tratamento, seus filhos e maridos agradecem assim como seus
colegas de trabalho.
Muitos estudos vêem pesquisando sobre as eventuais causas da TPM e, até agora, pode-se afirmar simplesmente que sua
causa principal se relaciona ao metabolismo próprio de cada paciente, aliado às mudanças hormonais à que elas estão
sujeitas. Portanto, a tensão pré-menstrual (TPM) parece e ser um distúrbio relacionado ao desequilíbrio entre os dois
principais hormônios femininos envolvidos na segunda fase do ciclo menstrual, isto é, após o período da ovulação e que
precede a menstruação.
Em alguns casos a TPM pode ser resultante de distúrbios orgânicos que interferem no funcionamento dos ovários, das
supra-renais ou de alterações no funcionamento cerebral. Outras vezes parece tratar-se de uma conseqüência de alguma
notável alteração emocional afetiva, pois, diversas evidências falam a favor de uma associação entre a TPM e os transtornos
depressivos, levando à sugestão de que um tipo específico de alteração pré-menstrual, caracterizada por modificações de
humor, poderia representar um subtipo de algum Transtorno Depressivo, o qual se manifestaria ciclicamente (Roy-Byrne et
al, 1987).
E, de fato, a TPM se apresenta-se de forma bastante semelhante à descrita para a depressão atípica, ou seja, com humor
deprimido, reações excessivas à alterações do ambiente, hipersonia (muito sono), aumento do apetite com predileção por
carboidratos, fadiga, sensibilidade à rejeição, ansiedade e irritabilidade. Além disso, outra evidência a favor da associação
entre TPM e transtornos depressivos é o fato de que um dos tratamentos mais efetivos para controle dos sintomas pré-
menstruais, é o uso de antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (Freeman, 2001).
Alguns estudos mostram que, em torno de 80% das mulheres em geral apresentam algum tipo de alteração no período pré-
menstrual e em 52% delas os sintomas interferem drasticamente no humor, no comportamento e no organismo. As
conseqüências emocionais da TPM podem afetar o relacionamento social, ocupacional e conjugal dessas pessoas e o maior
índice de violência entre as mulheres está intimamente relacionado ao período Pré-Menstrual?
Portanto, a Tensão Pré-Menstrual é um conjunto de alterações físicas e emocionais que certas mulheres apresentam nos
dias que antecedem a menstruação. As principais alterações emocionais são o humor irritável, depressivo ou instável,
podendo haver mudanças rápidas de atitude afetivas, como por exemplo, passar de chorosa para irritável abruptamente. Há
ainda diminuição da tolerância com perda da paciência e crises de explosividade a qualquer momento. Do lado depressivo
pode haver sensação de falta de energia, cansaço exagerado e dificuldades de concentração. Do lado físico, as principais
alterações podem ser dores de cabeça, dores nas mamas, dores nas juntas, ganho de peso, sensação de estar inchada,
insônia ou sonolência e alterações do apetite.
Para se fazer o diagnóstico é preciso que a mulher possua os sintomas da TMP na maioria dos ciclos e não apenas em
alguns.
Sintomas
A sintomatologia da TPM pode ser considerada em 4 grupos, os quais podem manifestar-se isoladamente ou em combinação
variável de pessoa-a-pessoa:
1. com predomínio de ansiedade e agressividade;
2. com predomínio de alterações afetivas, notadamente com sintomas depressivos.
3. com predomínio de queixas físicas resultantes de acúmulo e retenção de líquidos;
4. com predomínio de alterações alimentares, desde anorexia ou bulimia, ou mesmo alterações do apetite seletivo, como
por exemplo, vontade de consumir doces.
Esses 4 grupos de sintomas da TPM se relacionam a alterações hormonais, alterações bioquímicas e metabólicas, e a
desequilíbrio dos neurotransmissores (substâncias relacionadas à regulação do humor, da disposição e do ânimo).
Apesar de 80% da população geral feminina apresentar sintomas pré-menstruais, apenas cerca de 8% costumam satisfazer
os estritos critérios de diagnóstico para a Síndrome Pré-Menstrual, conforme a listagem abaixo.
Critérios para Síndrome Pré-Menstrual
A paciente deve apresentar por 2 ou 3 ciclos menstruais 5 ou mais sintomas da lista abaixo na última semana do ciclo,
devendo tais sintomas estar ausentes na pós-menstruação
1. Marcante humor depressivo, sentimentos de desesperança ou autodepreciativos
2. Marcante ansiedade e tensão
3. Marcante labilidade afetiva
4. Irritabilidade e/ou agressividade marcantes ou dificuldades de relacionamento pessoal
5. Diminuição do interesse para atividades usuais
6. Dificuldades de pensamento, memória e concentração
7. Cansaço, fadiga e perda de energia
8. Alterações do apetite e/ou da aceitação de determinados alimentos
9. Alterações do sono (insônia ou hipersonia)
10. Sensação subjetiva de opressão ou perder o controle
11. Outros sintomas físicos tais como turgência nos seios, cefaléia, dor muscular, inchaço, ganho de peso.
12. O distúrbio deve interferir marcantemente com a ocupação, atividades sociais e de relacionamento.
Apesar desses critérios, a expressiva maioria das mulheres que experimentam algum tipo de mal estar durante o período
pré-menstrual, embora não sejam rigidamente classificadas como portadoras de Síndrome Pré-Menstrual, podem ser
abordadas como portadoras de Tensão Pré-Menstrual sob o ponto de vista clínico e terapêutico.
Causas
Na década de 50 a médica inglesa Katrina Dalton repensou as causas da Tensão Pré-Menstrual (TPM) relacionando-a,
principalmente, com a diminuição de progesterona durante o último quarto do ciclo menstrual. Havia algumas observações
sobre a diminuição dos sintomas de TPM com o uso de progesterona nesta fase do ciclo. Essa constatação acabou por
estabelecer um período de 30 anos onde se indicava a reposição desse hormônio como tratamento para TPM.
Contudo, nos últimos 12 anos as teorias acerca da alteração entre progesterona e estrógenos têm sido sistematicamente
refutadas. Pesquisas têm demonstrado que os níveis de progesterona e estrogênio são similares nas pacientes com TPM e
naquelas sem esse transtorno. Estudos duplo-cego mostraram que a administração de progesterona não foi
significantemente mais efetiva do que a administração de placebos (comprimidos sem nenhuma ação terapêutica).
As atuais pesquisas sobre as causas da TPM têm cogitado complexos mecanismos envolvendo hormônios ovarianos, opióides
endógenos (produzidos pelo sistema nervoso central), neurotransmissores, prostaglandinas, sistema nervoso autônomo,
sistema endócrino, entre outros. As alterações no hipotálamo também têm despertado grande interesse como uma das
causas desencadeantes mais provável de toda constelação fisiopatológica.
Um aumento da sensibilidade da pessoa aos hormônios ovarianos também pode satisfazer algumas teorias das causas de
TPM, já que não se constataram anormalidades nos níveis hormonais (FSH, LH, estrógenos, progesterona, prolactina ou
testosterona) entre mulheres com e sem TPM.
Os níveis de estrogênio aumentam nas três primeiras semanas do ciclo, assim como aumentam também as endorfinas
fisiológicas (substâncias analgésicas produzidas pelo sistema nervoso central). Esse aumento é potencializado pelo aumento
do hormônio progesterona seguido da ovulação. Além de sua contribuição para a sensação de bem estar, as endorfinas
também aumentam as sensações de fadiga queixadas por mulheres com TPM (Halbreich, 1981).
Quando os estrógenos e progesterona diminuem na quarta semana do ciclo, também diminui a produção das endorfinas.
Nesta fase surgem os sintomas decorrentes da diminuição desse opiáceo (fisiológico), tais como ansiedade, tensão, cólicas
abdominais, cefaléia, etc.
Os componentes químicos envolvidos no estresse físico e emocional, como o cortisol e adrenalina, por exemplo, também
podem estar aumentados na TPM. Talvez devido a esse fato, se constatam relações evidentes entre experiência estressante
e maior severidade dos sintomas da TPM nesta fase do ciclo. Nota-se que quando mais uma situação estressante persiste
durante a fase final do ciclo, maior será o desconforto na TPM.
Atualmente, acredita-se também que as mulheres com TPM sejam exageradamente sensíveis aos estímulos do sistema
serotoninérgico (Gold & Severino, 1994). Assim sendo, essas pacientes acabam sendo muito mais vulneráveis aos
estressores que as mulheres sem o transtorno. De qualquer forma, ainda é temerário afirmar categoricamente que o stress
causa TPM ou, ao contrário, que a TPM sensibiliza mais as mulheres ao estresse. Talvez seja uma situação sinérgica (Atkins,
1997).
Também algumas causas ambientais podem estar relacionadas a TPM. Entre elas ressalta-se o papel da dieta alimentar.
Alguns alimentos parecem ter importante implicação no desenvolvimento dos sintomas da TPM, como é o caso, por
exemplo, do chocolate, cafeína, sucos de frutas e álcool. As deficiências de vitamina B6 e de magnésio também estão sendo
consideradas, porém, até o momento, o papel desses nutrientes na causa ou no tratamento não tem sido confirmado
(Halbreich, 1982).
Sabe-se também que as alterações hormonais podem provocar uma retenção maior de líquidos pelo corpo e em todos os
órgãos femininos. Esse edema é capaz de afetar, inclusive, a função cerebral, pelo próprio acúmulo de líquidos no tecido
neural. A retenção de líquidos pode provocar até alterações do estado emocional, tornando a paciente irritadiça, mal-
humorada, inquieta, com certo grau de ansiedade...
Alguns autores atribuem a maioria das alterações observadas na TPM à retenção de líquidos. Acreditam que esse edema
pode ser responsável pelas dores nas mamas, pelas dores musculares e abdominais, pelo inchaço das mãos e pés, por
alterações metabólicas e do apetite, por maior consumo de carboidratos, conseqüentemente pelo eventual aumento do peso
e até pelo aumento exagerado na vontade de comer chocolates e guloseimas que só pioram o quadro geral.
Estudos mostram que em torno de 80% das mulheres em geral apresentam algum tipo de alteração no período pré-
menstrual. A grosso modo, 17% das mulheres com síndrome pré-menstrual apresenta ciclos menstruais irregulares com
duração menor que 26 dias ou maior que 34 dias. Entre essas mulheres com TPM, 11% já padecem de algum distúrbio do
humor, normalmente de depressão ou distimia, 5% apresenta transtornos alimentares, do tipo anorexia ou bulimia. Isso
significa que em bom número de casos as portadoras de TPM já apresentam, antecipadamente, algum transtorno afetivo
depressivo ou ansioso.
O componente hereditário na causa da TPM tem recebido grande destaque de muitos pesquisadores. Um trabalho de
Freeman (1998) mostra que 36% de uma amostra de mulheres com TPM relatou que suas mães também eram afetadas
pelo distúrbio, e 45% tinha história familiar de transtornos emocionais sem especificação. A história familiar de depressão
em 73% das pacientes com TPM confirma esta associação e todos esses dados falam a favor de um componente hereditário
na sintomatologia psíquica no período pré-menstrual.
Para referir:
Ballone GJ - Tensão Pré-Menstrual - TPM - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br , revisto em 2005
qual o seu tipo de tpm?

Uns 15 dias antes da menstruação, lá vem ela atrapalhar a rotina. Inchaço, irritação, gula descontrolada e tristeza sem
fim. Faça o nosso teste, descubra qual sintoma da tensão pré-menstrual está fazendo você infeliz e dê a volta por cima
já no próximo mês
por Erika Sallum i fotos Fábio Mangabeira
1.Você está parada no trânsito e atrasada para um compromisso importante. O que faz?
a. Buzina e xinga os outros motoristas e liga a cada cinco minutos para o local do compromisso avisando que vai se atrasar.
b. Se contorce no banco e tenta mexer as pernas, que começam a inchar.
c. Fica desesperada por um vendedor ambulante, para comprar logo um pacote de pipoca doce e um chocolate.
d. Começa a chorar, pensando que está ferrada, que nada nunca dá certo.
e. Liga o som, respira fundo e resolve não estressar.

2.Mesmo meio indisposta, você acha melhor não faltar na academia, mas...

a. Faz os exercícios rapidinho, sem se concentrar, e briga com os aparelhos de musculação.

b. Olha no espelho e se acha enorme, coxuda e barriguda.

c. Mal consegue levantar os pesos. Parece que sua força foi embora de repente.

d. Observa as pessoas fazendo ginástica, sente um vazio no peito e pensa, com tristeza, que o mundo só liga para as aparências.

e. Esquece a legging e, sem esquentar com isso, resolve ir ao cinema.

3.Seu namorado prepara uma noite romântica, mas você não entra no clima porque:

a. Fica enlouquecida com a bagunça que ele fez na cozinha.

b. Seus seios estão doloridos e você não se sente nada atraente.

c. Está com dor de cabeça.

d. De repente, começa a ter dúvidas se o ama realmente.

e. Simplesmente não está a fim.

4.Você vai ao cinema e o filme parece bom, mas não vê a hora que termine porque:

a. Não dá para se concentrar, pois alguém, dez fileiras na frente, fica se mexendo na poltrona.

b. Ficar sentada é horrível. A calça prende as coxas e o sapato aperta os seus pés.

c. O filme mal começou e a pipoca extragrande já está no fim.

d. Acha o roteiro complicado, apesar de ser uma comédia romântica água-com-açúcar.

e. Quer ir para a casa e ler o livro novo que acabou de comprar.

5.O chefe a chama para almoçar no dia seguinte. O que faz?


a. Chega mais cedo e olha no relógio a cada 30 segundos.
b. Demora séculos para escolher a roupa, pois todas estão justas.
c. Passa mal de tão nervosa.
d. Tem insônia, pois pensou a noite toda no almoço de negócios.
e. Conclui que, se ele quisesse demiti-la, jamais seria desse modo e relaxa.