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CENTRO PRESBITERIANO DE PÓS-GRADUAÇÃO ANDREW JUMPER

ORIENTAÇÕES PARA A ESCRITA

DE DISSERTAÇÃO NA ÁREA EXEGÉTICA

TARCÍZIO DE CARVALHO

SÃO PAULO

2009

TARCÍZIO DE CARVALHO

MANUAL DE DISSERTAÇÃO PARA A AREA EXEGETICA DO CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO ANDREW JUMPER

Proposta para aos alunos do Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper para a realização de seus trabalhos de monografia e dissertação na área exegética.

SÃO PAULO

2009

SUMÁRIO

1
A
prática
da
pesquisa

2


 1.1
Escolhendo
um
tópico

2


 
 1.1.1

 Anote
todas
as
idéias

2


 
 1.1.2
 
Que
tipo
de
trabalho
você
fará?

2


 
 1.1.3
 
Faça
uma
lista
de
palavras
para
definir
seu
tópico

3


 
 1.1.4
As
primeiras,
e
difíceis,
informações

3


 1.2
Apurando
um
tópico

5


 
 1.2.1
Reduzindo
um
tópic

5


 
 1.2.2
Expandindo
um
tópico:
está
faltando
informação!

5


 1.3
Mais
dicas
para
refinar
a
prática
da
pesquisa

6


 
 1.3.1

Dicas
para
afunilamento

6


 
 1.3.2
TRABALHANDO
PROATIVAMENTE

7


 
 1.3.3
Metodologia
de
leitura

8


 
 1.3.4
Reunindo
notas

8

2
A
habilidade
em
escrever

10


 2.1
Redação
científica

10

3
A
apresentação
formal

11


 3.1
Diagramação

11


 3.2
Formato

11


 3.3
Estrutura

12


 
 3.3.1
Sumário

13


 
 3.3.2
Introdução

13


 
 3.3.3
Revisão
da
Literatura

13


 
 3.3.4
Material
e
Método

14


 
 3.3.5
Resultados

14


 
 3.3.6
Discussão

14


 
 3.3.7
Conclusão

14


 
 3.3.8
referências
bibliográficas

14

4
Estilo

14


 4.1
Ênfase

14


 4.2
Línguas
originais

15

4.4
Linguagem
subjetiva

15


 4.5
Referências
bíblicas

15


 4.6
Compatibilidade

15


 4.7
Casos
Omissos

15

5
Citações

16


 5.1
Citação
direta

16


 
 5.1.1
No
corpo
do
texto

16


 
 5.1.2
Indentadas

16


 5.2
Citações
sintéticas

16

6
Referências

17


 6.1
De
rodapé

17


 6.2
De
fim
de
texto

17


 6.3
Modelo
de
referências

18


 
 6.3.1
Obra
de
Referência

18


 
 6.3.2
Livro

18


 
 6.3.3
Livro
em
meio
eletrônico

18


 
 6.3.4
Parte
de
livro

18


 
 6.3.5
Parte
de
documento
em
meio
eletrônico

18


 
 6.3.6
Artigo
e/ou
matéria
em
publicações
periódicas

18


 
 6.3.7
Artigo
ou
encarte
de
jornal

19


 
 6.3.8
Trabalho
apresentado
em
evento

19


 
 6.3.9
Legislação

19


 
 6.3.10
Filmes

19


 
 6.3.11
Imagem
de
meio
eletrônico

19


 
 6.3.12
Documento
Cartográfico

20


 
 6.3.13
Documento
sonoro

20


 
 6.3.14
Partitura

20


 
 6.3.15
Documento
de
acesso
excl usivo
em
meio
eletrônico:

20

7
Anexos

21


 7.1
Anexo
1
 ‐ 
Formato
e
margens

21


 7.2
Anexo
2
 – 
Modelos
introdutórios

22


 7.3
Anexo
3
 ‐ 
Formas
de
Resumo

33


 7.4
Anexo
4
 – 
Modelo
de
Proposta
de
Dissertação

34

1

Estas orientações cresceram a partir do trabalho de parceria com a professora Gabriele Greggersen, quando à época elaboramos em 2003 o Manual de Dissertação do Centro de Pós- graduação Andrew Jumper. Cada área de estudos requer especificidades nem sempre encontradas nos manuais de escrita de dissertação. Este manual pretende preencher esta lacuna na área de estudos exegéticos, ao mesmo tempo em que continua a oferecer o terreno básico de onde partem todas as construções metodológicas. Os tópicos abordados aqui pretendem propiciar uma orientação inicial. Recomendamos a leitura de SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 23 a ed., São Paulo: Cortez Editora, 2007, para dados e informações mais completos. Lembre-se de procurar sempre uma edição mais atualizada dos livros na área metodológica, pois esta área está em constante processo de atualização.

A palavra de ordem para a escrita de um trabalho, como poderá ser percebido, é

PLANEJAMENTO. Quanto melhor você o fizer, melhor será a sua colheita dos resultados.

A prática da pesquisa, a habilidade em escrever e a apresentação formal de um

trabalho são elementos que apontam para um trabalho planejado e árduo por parte daquele que se envolve em projetos dissertativos em qualquer nível. Entretanto, pesquisar, escrever e apresentar um trabalho formal requer algumas palavras a mais a fim de que se perceba o que está envolvido em cada esfera de trabalho. Vamos a cada tópico, então!

2

1 A PRÁTICA DA PESQUISA

É necessário que o estudante cultive a habilidade de identificar os livros e artigos importantes em um dado assunto e saiba distingui-lo dos demais. Depois que a bibliografia for anotada e comentada (cf. 7.4 – Anexo 4), é preciso peneirar mais e retirar da lista os livros escritos em nível popular, os que estritamente não estejam bem documentados ou ainda os que não dizem respeito à sua pesquisa.

1.1 ESCOLHENDO UM TÓPICO

1.1.1 ANOTE TODAS AS IDÉIAS

Considere o seu interesse pessoal;

Converse com colegas;

Reveja suas anotações de classe;

Leia artigos recentes em revistas em periódicos especializados.

Veja na biblioteca qual o código de Dewey de sua área e passeie pela biblioteca “investigando” os livros in loco;

1.1.2 QUE TIPO DE TRABALHO VOCÊ FARÁ?

Será uma apresentação oral de 5 minutos, 30 minutos, um trabalho de 10 a 15 páginas, ou uma dissertação? Lembre-se de que você fará sua qualificação ou defenderá seu trabalho com cerca de 30 minutos. Lembre- se ainda que você poderá apresentar pequenas comunicações orais em encontros, que variam entre 5 e 30 minutos.

De quanta informação você precisa?

Esta informação deverá ser recente?

Que tipos de publicação você deve ler – jornais, livros, artigos de revistas especializadas, apostilas não publicadas, revisões?

Que formato você precisará: visual, áudio, impresso, arquivo eletrônico?

Apresentar o seu ponto de vista é o que será necessário, ou você precisará apenas apresentar opiniões divergentes sobre o tópico?

3

1.1.3 FAÇA UMA LISTA DE PALAVRAS PARA DEFINIR SEU TÓPICO

Inicie declarando o tópico de sua pesquisa no formato de uma pergunta. Exemplo: “Sob que perspectiva pode-se entender o livro de Ezequiel?”

Reflita acerca de termos significativos, conceitos e termos que melhor definam seu tópico. Estes termos serão importantes para que você tenha sucesso em suas idas às bibliotecas e aos seus bancos de dados online.

Exemplo de termos para pesquisar o tópico “Retórica e entrelaçamento no livro de Ezequiel”:

o

Ezequiel (Ezekiel)

o

Entrelaçamento (Weaving)

o

Retórica (Rhetorical)

o

Interrupção Ezequiel (Disruptions Ezekiel)

o

Repetições Ezequiel (Repetitions Ezekiel)

1.1.4 AS PRIMEIRAS, E DIFÍCEIS, INFORMAÇÕES

É muito complicado começar um trabalho sem saber muito sobre o tópico. Por isso, um excelente lugar para começar é pela leitura do tópico em enciclopédias e dicionários especializados. Assim você terá uma idéia panorâmica do assunto e, em geral, terá uma bibliografia por onde começar a se debruçar. Os artigos mais recentes sobre o assunto de seu interesse trarão, em geral, matéria bibliográfica que propiciará orientação à sua pesquisa. Isso significa que muitas vezes trabalha-se do mais recente para trás. E lembre-se de continuamente consultar as fontes primárias no original.

Exemplo:

Anchor bible dictionary, New York: Doubleday, c1992. 6 v.

Dictionary of biblical theology, LEON-DUFOUR, Xavier, Ed. New York: Seabury,

1973.

A dictionary of the Bible: dealing with its language, literature, and contents, including the Biblical theology, Peabody: Hendrickson, 1988.

Dictionary of the Old testament, The IVP Bible Dictionary Series. Há um dicionário para cada conjunto literário do Antigo Testamento, com seu próprio editor ou editores.

4

Evangelical dictionary of biblical theology, ELWELL, Walter A., Michigan: Baker Books, c1996.

A guide to old testament theology and exegesis: the introductory articles from the new international dictionary of old testament theology and exegesis, Michigan:

Zondervan, 1999.

New international dictionary of old testament theology and exegesis, VAN GEMEREN, Willem, Michigan: Zondervan, c1997.

Novo dicionário de teologia bíblica. ALEXANDER, T. Desmond e ROSNER, Brian S., São Paulo: Vida, 2009.

No caso de nosso exemplo anterior, em Ezequiel, além dos dicionários, há comentários clássicos que podem funcionar também como uma espécie de dicionário de iniciação:

NICOT (New International Commentary of the Old Testament), Block; NIVAC (NIV Application Commentary), Duguid; TOTC (Tyndale Old Testament Commentary), Taylor; além de AB (Anchor Bible), Greenberg; CC (Communicator´s Commentary), Stuart; NAC (New American Commentary), Cooper; DSB (Daily Study Bible), Craigie, OTL (Old Testament Library), Eichrodt; Hermeneia, Zimmerli, WBC (Word Biblical Commentary), Brownlee & Allen, Interpretation, Blenkinsopp; Keil.

Há livros e páginas da internet nos quais você pode encontrar bibliografia específica acerca de cada livro da Bíblia. Consulte, por exemplo, a página www.bible.org. Ali, além dos diversos recursos oferecidos, você pode ir diretamente no link http://bible.org/article/selected- bibliography-book-jeremiah. Assim, se você desejar verificar que bibliografia eles sugerem para outros livros, basta copiar este mesmo link e apagar o nome jeremiah e escrever em seu lugar outro livro de seu interesse. Ex.: http://bible.org/article/selected-bibliography-book-

jonah. As obras impressas em inglês sempre começarão com “Selected Bibliography

”.

5

1.2 APURANDO UM TÓPICO

1.2.1 REDUZINDO UM TÓPICO: QUANDO HÁ MUITA INFORMAÇÃO.

Se o seu tópico lhe parece muito extenso, considere os pontos a seguir:

O que você já sabe sobre o assunto?

Há um período específico no qual você deseja trabalhar?

Há uma região geográfica sobre a qual você deveria saber mais?

Há alguma nuança em algum termo específico sobre a qual você deveria discorrer?

Há um aspecto particular do tópico que lhe interesse? Por exemplo, implicações políticas nas narrativas do Antigo Testamento, influência histórica da família de Abraão, aspectos sociológicos da Lei mosaica no judaísmo posterior, etc.

Exemplo de uma formulação ampla em demasia:

Primeiro rascunho de tópico: A pregação no Antigo Testamento (amplo demais!)

Algum gênero específico em vista: pregação em lei, narrativa, profecia, poesia, escritos de sabedoria?

Abrange todo o Antigo Testamento: seria uma pesquisa sobre a validade em se pregar, contemporaneamente, no Antigo Testamento?

Algum evento em particular: pregação em subgêneros como as parábolas de Isaías, ou as expressões de mineralogia nos escritos proféticos?

Revisando o rascunho de tópico acima: Como o Novo Testamento se apropriou das parábolas da vinha em Isaías, e como elas poderiam ser utilizadas pela igreja hoje.

1.2.2 EXPANDINDO UM TÓPICO: ESTÁ FALTANDO INFORMAÇÃO!

Se o seu tópico for tão específico que lhe dificulte encontrar material que lhe diga respeito, considere as questões a seguir:

Você poderia acrescentar algum elemento ao seu tópico, algum aspecto que precisaria de mais embasamento ou demonstração?

Reflita acerca das implicações mais amplas da sua pesquisa.

Que outros assuntos estão associados ao seu tópico?

Exemplo:

6

Primeiro rascunho de tópico: Qual o efeito retórico pretendido pelo termo halam na oração de Ezequias em Isaías 38.16? (muito específico!)

Discurso: considerar a ampliação do discurso para a análise.

Ampliação do foco: importância nos capítulos considerados históricos, no livro de Isaías, ou considerar o efeito retórico para os leitores do segundo Templo?

Algum grupo específico em vista: os judeus do segundo Templo, os judeus do século oitavo a.C., a igreja?

Revisando o rascunho de tópico acima: A intertextualidade como chave para entender halam como sonho na oração de Ezequias 38.16.

1.3 MAIS DICAS PARA REFINAR A PRÁTICA DA PESQUISA

1.3.1 DICAS PARA AFUNILAMENTO

A seguinte seqüência pode ser útil no processo de afunilamento do tópico e posterior elaboração da introdução do trabalho final:

Assunto:

Deve ser expresso em duas ou três palavras (bibliografia: obras gerais)

Tópico:

Uma frase curta que delimita o assunto (obras mais específicas)

Pergunta

Ex: “Meu tópico é a investigação da intertextualidade como chave de leitura de Obadias.”

Problema:

Uma questão pertinente ao tema: “Qual o critério para afirmar a integridade essencial do livro de Obadias?” Três questões básicas podem servir para avaliar a qualidade de uma pergunta-problema:

É relevante? (não estaria o tema demasiadamente desgastado, enviesado ou massificado? Qual a sua real contribuição?)

É verificável? (há bibliografia suficiente disponível na área? Há redundância? O campo está bem delimitado?)

É refutável? (os pressupostos estão bem explicitados? Há viés na pergunta? Ela admite a negação, crítica e discordância?)

Hipótese

(opcional):

Qual a resposta que se sugere logo de início para o problema levantado.

7

Esta hipótese, se levantada (método hipotético-dedutivo), deve ser retomada nas conclusões finais, em que se deve perguntar até que ponto houve ou não confirmação. Ex: “Aspectos intertextuais, especialmente em Joel e Jeremias, apontam para a unidade do livro” (lembrar que uma relação literária nem sempre comprova uma relação cronológica. Objetivos a serem

alcançados:

Além dos itens anteriores, é preciso dar destaque na redação final aos objetivos, permitindo à banca aferir, por meio das considerações finais,

se os objetivos foram alcançados.

1.3.2 TRABALHANDO PROATIVAMENTE

Uma vez que você se inscreveu em uma das linhas de pesquisa da Teologia (exegética no nosso caso), logo perceberá a necessidade de selecionar e estreitar um tópico viável de investigação. De um modo simplificado, entretanto, diria que o aspecto mais importante para selecionar e estreitar um campo de estudo é a sua motivação. É ela que definirá sua pergunta- problema orientadora. Esse ponto de partida deve ser levado em consideração em todo o seu processo de estudos. São diversas disciplinas que você cursará. Cada monografia de disciplina terá de 4 a 5 mil palavras (contado somente o conteúdo), além de outras exigências que podem incluir leituras supervisionadas, seminários, resenha crítica e prova. Uma vez que devem ser apresentadas diversas monografias de disciplina, será muito importante que você concentrasse seus esforços em direção ao seu alvo de pesquisa. Assim, ao envolver-se na tarefa de escrever cada monografia das diversas disciplinas, considere como cada uma delas vai auxiliá-lo no desenvolvimento posterior de sua dissertação. Lembre-se de associar o seu interesse pelo tema com a necessária imparcialidade e objetividade que um trabalho escrito de investigação exige. A importância de procurar realizar a pesquisa com foco cada vez mais estreito justifica-se porque não se está apenas aprendendo a metodologia da pesquisa em cada disciplina; nessa prática o aluno está desenvolvendo o seu senso crítico e investigativo, habilidades de comparação, equilíbrio e senso de proporção. Essas qualidades somente podem ser adquiridas com muita leitura e reflexão.

8

1.3.3 METODOLOGIA DE LEITURA

Cada pessoa adota um procedimento para tomar notas de leitura. Entretanto, certas recomendações ainda se fazem necessárias. A regra de ouro é registrar os apontamentos sempre da mesma forma. Por outro lado, é importante que você conheça várias técnicas de leitura (sublinha, métodos hermenêuticos indutivos, etc). Uma leitura apenas não é suficiente para um estudo mais aprofundado; pelo menos, não da bibliografia primária. Portanto, prepare-se para reler um mesmo material até que você considere que entendeu o ponto de vista do autor. Alguns escrevem em folhas soltas, outros utilizam fichas e há ainda os que anotam

diretamente no computador. O mais importante é que as notas sejam consistentes e registradas com cuidado. Lembre-se de que suas anotações devem permitir ser estruturadas posteriormente em um esboço coerente com o assunto de seu interesse na pesquisa. Nas anotações bibliográficas, procure estabelecer pelo menos uma frase explicativa que permita o uso dessa nota posteriormente. Procure escrever um ou, no máximo, dois parágrafos em cada ficha ou folha, e em apenas um dos lados. Isto certamente o obrigará a trabalhar pela concisão e pela objetividade. Se você fizer o fichamento, ou seja, autor, título, lugar da publicação, editora e data, procure fazê-lo já no formato bibliográfico padronizado pela ABNT, conforme indicado posteriormente neste trabalho. Isso lhe poupará muito trabalho à frente. É importante considerar neste tópico a importância da citação. Algumas perguntas devem ocupar a sua mente no seu processo de tomar notas:

Devo citar esta nota ou não?

O que é melhor para o meu trabalho? Uma citação indireta ou paráfrase, uma análise, ou ambos?

Em que medida estou utilizando a fraseologia da fonte consultada?

Estas são questões importantes, pois em poucos meses, se a anotação não tiver sido tomada apropriadamente, você não saberá se são suas as palavras ou se pertencem a outras fontes. Você pode criar uma legenda para a distinção. O processo da pesquisa envolve a habilidade de interagir analítica, crítica e sabiamente com um documento, em lugar de apenas

reproduzi-lo.

1.3.4 REUNINDO NOTAS

Em todo o processo de pesquisa as anotações devem ser reunidas (e não deixe de lado os insights) com uma pergunta sempre em mente: “Como isso se articula com o restante?” O esboço preliminar de cada capítulo da dissertação ou monografia depende de algumas

9

medidas simples. Uma delas é ter em vista sempre a pergunta-problema na sua versão mais recente. Outra é a constante avaliação dos limites do tópico.

O esboço de cada capítulo deve surgir do próprio material pesquisado – sendo o texto

grego ou hebraico sua fonte primária de trabalho –, considerando a orientação cronológica ou

fluxo lógico que suas notas apresentarão. De qualquer forma, a pergunta “como esse material pode ser mais bem organizado?” deve ser uma constante nas suas considerações pessoais.

O esboço preliminar de cada capítulo é de extrema importância para dar direção ao

andamento do trabalho. Pode-se perceber, antes de chegar ao final, a necessidade de promover

algum tipo de alteração de rota, ou até mesmo a supressão ou a mudança completa de abordagem, desde a pergunta-problema. O esboço é uma espécie de declaração sintética de uma hipótese que ainda está sendo analisada. Esse trabalho inicial será importante para o relacionamento harmonioso com seu orientador, pois tornará mais simples discutir e amadurecer o trabalho. Não se esqueça de encaminhar um pedido oficial à Câmara de Pós-graduação do CPAJ pelo e-mail: pos.teo@mackenzie.com.br solicitando um orientador (após obter aprovação na quantidade de créditos requeridos). À medida que o esboço se expande as notas reunidas vão sendo naturalmente articuladas e postas em seu devido lugar ou capítulo.

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2 A HABILIDADE EM ESCREVER

2.1 REDAÇÃO CIENTÍFICA

Escrever bem é uma tarefa difícil que exige raciocínio, capacidade de organizar os pensamentos e muita concentração, tanto quanto leitura. O texto, na verdade, tem a função de expressar as suas idéias na sua ausência.

No momento de escrever, a habilidade adquirida com a prática é o fator mais importante. Isto significa que não adianta, de um dia para o outro, ou à véspera do vencimento dos prazos, querer produzir textos brilhantes. A habilidade em escrever bem é obtida através da prática e da leitura cuidadosa.

A melhor forma de escrever o primeiro parágrafo é iniciar a discussão envolvendo-se com outros escritores naquele campo específico. Assim, é preciso que se esteja preparado para observar, conceber, desenvolver e exprimir idéias com desenvoltura e conhecimento.

Submeta sempre a redação definitiva a um ou mais revisores. Poucos dominam o português ou outra língua estrangeira perfeitamente. Sobre esse assunto de “boa revisão” recomendamos o texto do prof. Rogério Lacaz-Ruiz, Notas e Reflexões sobre Redação Científica, disponível em http://www.hottopos.com.br/vidlib2/notas.htm (acessado em 20.10.2009, e transposto para o Anexo 5 deste trabalho).

11

3 A APRESENTAÇÃO FORMAL

A apresentação formal tem como base as orientações pelas normas da ABNT para trabalhos científicos.

3.1 DIAGRAMAÇÃO

Alinhamento à esquerda e fonte Times New Roman, tamanho 12 (recomendada). Itálicos somente para palavras estrangeiras ou para ênfases. Evita-se o negrito, exceto para título de obras nas referências bibliográficas e palavras em maiúsculas.

3.2 FORMATO

Papel A4.

Cor da fonte: preta.

Tamanho 12.

Margens: esquerda e superior: 3 cm; direita e inferior 2 cm.

Espaçamento 1,5.

Espaçamento das notas: simples (as notas serão na fonte Times New Roman, tamanho 11).

Títulos alinhados à esquerda.

Somente títulos e subtítulos da parte do desenvolvimento são numerados.

As páginas devem ser numeradas seqüencialmente a partir da Introdução, em algarismos arábicos, no canto superior direito, sem traços, pontos ou parênteses. A numeração das páginas preliminares (a partir da página de rosto até a última folha antes do texto) é opcional. Caso sejam numeradas, utilizar algarismos romanos representados por letras minúsculas (i, ii, iii, iv, etc.). Em se fazendo tal opção, a página de rosto (página i) não deve ser numerada, iniciando-se a numeração na página seguinte (página ii). Havendo anexos, suas páginas devem ser numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal. A numeração alfabética ou romana deve ser evitada.

Antes de cada título novo (não subtítulo), inserir uma quebra de página.

Os títulos das subseções devem ser separados do texto que os precede ou que os sucede por dois espaços duplos.

3.3 ESTRUTURA 12 A estrutura do trabalho científico deve apresentar as seguintes etapas: Elementos Elemento

3.3 ESTRUTURA

12

A estrutura do trabalho científico deve apresentar as seguintes etapas:

Elementos

Elemento

Pré-textuais

Capa Errata (opcional) Folha de rosto – No verso constar Ficha Catalográfica conforme código de catalogação anglo-americano Folha de aprovação Epígrafe (opcional) Dedicatória (opcional) Agradecimentos (opcional) Sumário Lista de ilustrações (opcional) Lista de tabelas (opcional) Lista de abreviaturas e siglas (opcional) Lista de Símbolos (opcional) Resumo na língua vernácula Resumo em língua estrangeira (opcional)

 

Introdução

Textuais

Desenvolvimento

Conclusão

Pós-textuais

Referências (obrigatório) Abstract (resumo em inglês) opcional para alguns tipos de trabalho Glossário (opcional) Apêndice(s) (opcional) Anexo (s) (opcional)

Esses critérios devem ser utilizados para a realização das monografias solicitadas em cada curso. Para trabalhos de peso acadêmico (dissertações de mestrado e teses de doutorado) ou para alguns tipos de projetos de qualificação, os elementos textuais ficam como mostrado abaixo:

Textuais

Introdução Revisão da literatura Material e método Resultados Discussão dos resultados Conclusão

13

3.3.1 SUMÁRIO

Inclui todos os títulos e páginas, exceto o título do estudo, a página em branco, dedicatória, agradecimentos e a epígrafe. Não paginado. Formato e conteúdo dos itens idênticos ao do corpo do texto. Usar o “inserir índice” automático do seu editor de texto, se ele tiver esta facilidade. Seguir o modelo da última página.

3.3.2 INTRODUÇÃO

Nessa parte o autor fará uma apresentação geral do trabalho. Aqui deve estar incluído:

Justificativa do tema escolhido, destacando sua relevância.

Definições iniciais, quando se fizer necessário, sucintas e objetivas acerca do tema abordado;

Relacionamento do trabalho com outros da mesma área;

A proposição pode ser apresentada aqui. Para efeitos de organização, entretanto, a

Introdução pode ser dividida em 1.1 Justificativa e 1.2 Hipótese de trabalho. O pontos acima

referem-se à justificativa. A hipótese de trabalho lida com os seguintes aspectos:

Delimitação precisa das fronteiras da pesquisa em relação ao campo e períodos abrangidos;

Esclarecimentos sobre o ponto de vista sob o qual o assunto será tratado;

A proposição, da forma mais clara e direta possível, sobre o que você pretende defender neste trabalho

Lembre-se de que deve ficar clara qual seja a pergunta-problema central. O texto da introdução, ademais, deve refletir fielmente os capítulos do desenvolvimento. Esta é a parte mais difícil de ser escrita. Por esta razão, no começo do trabalho a introdução é apenas um rascunho. Sua redação deve ser elaborada depois que todo o restante do trabalho estiver redigido.

3.3.3 REVISÃO DA LITERATURA

É a apresentação do histórico e evolução acadêmica do principal assunto do trabalho,

através das citações e de comentários sobre a literatura considerada relevante e que serviu de

base à investigação. Todos os autores citados na revisão de literatura ou em qualquer das partes do trabalho deverão constar da listagem final das Referências Bibliográficas.

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3.3.4 MATERIAL E MÉTODO

É a descrição precisa dos métodos de abordagem e materiais utilizados, de modo a

permitir a avaliação por outros pesquisadores. Novas técnicas devem ser descritas com detalhes; entretanto, se os métodos empregados já forem conhecidos, será suficiente a citação

de seu autor. A especificação e origem do material utilizado poderão ser dadas no próprio texto ou em nota de rodapé. Em geral, o método utilizado na área exegética é uma pesquisa bibliográfica, uma análise crítica ou uma análise comparativa.

3.3.5 RESULTADOS

É a apresentação, em ordem lógica, dos resultados obtidos, sem interpretações

pessoais. Aqui, o que interessa é mostrar a contribuição de cada capítulo na construção do

argumento. Podem ser acompanhados por gráficos, tabelas, mapas e figuras.

3.3.6 DISCUSSÃO

Neste capítulo, os resultados da pesquisa são analisados e comparados com os já existentes sobre o assunto na literatura citada. São discutidas suas possíveis implicações, significados e razões para concordância ou discordância com outros autores. A discussão deve fornecer elementos para as conclusões.

3.3.7 CONCLUSÃO

Deve ser fundamentada nos resultados e na discussão, contendo deduções lógicas e correspondentes, em número igual ou superior aos objetivos propostos. Refere-se à introdução, fechando-se sobre o início do trabalho. Apresenta considerações finais que retomam objetivos, pergunta central e subperguntas, avaliando até que ponto foram respondidas e que outras pesquisas poderiam dar continuidade a esta.

3.3.8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Aqui serão alistadas todas as obras utilizadas em sua pesquisa.

4 ESTILO

4.1 ÊNFASE

Para dar ênfase, deve-se utilizar itálicos e não sublinhado ou negrito. Palavras estrangeiras e títulos de publicações também devem ser italicizados. Numa citação, ao dar

15

uma ênfase que não se encontra no original, acrescentar na nota bibliográfica “minha ênfase” ou algo semelhante.

4.2 LÍNGUAS ORIGINAIS

Citações do grego, hebraico e aramaico devem ser feitas nos alfabetos originais (sem transliteração), digitadas ou à mão. Os termos e citações em língua estrangeira devem ser preferencialmente traduzidos. Se não o forem (por serem amplamente conhecidos ou intraduzíveis), deve-se italicizá-los.

4.3 PRONOMES REFERENTES A DEUS

Os pronomes “ele”, “seu”, “sua”, etc. não devem ter inicial maiúscula, em consonância com as normas da gramática portuguesa.

4.4 LINGUAGEM SUBJETIVA

A linguagem subjetiva (primeira pessoa do singular), coloquial (informal), ou

devocional (própria de um sermão, estudo bíblico ou oração) deve ser evitada.

4.5 REFERÊNCIAS BÍBLICAS

Devem ser colocadas no texto principal e não em notas de rodapé. Quando a referência for somente ao livro, colocar o nome completo. Se houver capítulo e versículo, utilizar as abreviaturas de duas letras, apresentadas no índice da versão da Bíblia Almeida Revista e Atualizada (ver anexo). Por exemplo: Gn 20.5; 2 Cr 1.7; 1 Ts 2.10; Ap 10.1; Jd 5.

4.6 COMPATIBILIDADE

É imprescindível que o texto apresente um uso correto da gramática portuguesa e uma

linguagem e estilo compatíveis com um trabalho acadêmico.

4.7 CASOS OMISSOS

Nas situações não cobertas por estas normas, devem ser observados os critérios propostos pela ABNT (http://www.abnt.org.br).

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5 CITAÇÕES

As citações podem ser diretas e indiretas.

5.1 CITAÇÃO DIRETA

Deve ser reproduzida exatamente como se encontra no original. Caso contenha um erro tipográfico, ortográfico ou gramatical, ou ainda uma informação curiosa ou errônea, deve-se utilizar o termo sic entre colchetes. Se o texto original for em outra língua, deve-se traduzi-lo, colocando-se, caso necessário, o original numa nota de rodapé. Quando o próprio autor traduzir a citação, deve incluir na nota de rodapé: “minha tradução”.Quanto à extensão, as citações diretas podem ser de dois tipos:

5.1.1 NO CORPO DO TEXTO

Quando ocupam até três (3) linhas elas são sempre colocadas no fluxo da redação, destacadas entre aspas. Citações dentro de citações devem ser identificadas por aspas simples(‘’). Se estiverem numa citação em bloco (indentadas), recebem aspas normais.

5.1.2 INDENTADAS

Se o texto ocupar mais de três linhas, a citação deve ser toda indentada (em bloco ou justificada), com espaço único, sem aspas e em corpo menor.

5.2 CITAÇÕES SINTÉTICAS

Também chamadas de indiretas, que não transcrevem literalmente as palavras de outrem, mas reproduzem fielmente as suas idéias. Estas citações também devem ser identificadas.

17

6 REFERÊNCIAS

As referências podem ser de dois tipos:

6.1 DE RODAPÉ

Podem ser bibliográficas (obrigatórias) ou de comentários, esclarecimentos ou observações que não couberam no fluxo do texto ou são secundárias (evitar).

6.2 DE FIM DE TEXTO

Trata-se das referências bibliográficas completas. Se o autor é mencionado numa citação indireta, basta acrescentar a data da obra entre parêntesis; sendo mencionado numa citação direta, cita-se a data da obra, seguida de vírgula e da página entre parênteses. Caso o autor não seja especificado, mas somente suas idéias ou palavras, explicita-se o autor, a data da obra e a página em nota de roda-pé. Deve-se apresentar referência completa na primeira citação direta 1 . Nas seguintes consecutivas, usa-se idem, id ou mesmo autor, em caso de mesmo autor ou ibidem, na mesma obra ou ibid., no caso de mesma obra. Outras abreviações usadas: passim (em diversas passagens), loc cit. (no lugar citado), cf. (confira, conforme), et seq (e o que se segue), apud (citado por). As referências, tanto de fim de texto, quanto de notas de rodapé, são alinhadas à esquerda, em espaço simples, e duplo entre uma e outra. Não se usa parágrafo nas notas de rodapé, que são numeradas com dígitos algébricos. Quando existir mais de um autor, pode-se colocar somente o primeiro, acrescido de et al. É preciso indicar o autor ou autores organizadores (org.), editores (ed.) ou coordenadores (coord.). Em caso de autoria desconhecida, citar o título com letras maiúsculas no início. Os subtítulos dos títulos das obras devem aparecer conforme o original, mas não levam negritos. A cidade de origem deve ser escrita por extenso, acrescida da sigla do Estado, em caso de ambigüidade ou desconhecimento. Em caso de falta de data, indicar s.d.; e de falta de local, s.i. entre colchetes. Os meses de periódicos devem ser abreviados.

1 Exemplo: FARIA, José Eduardo (org.). Direitos humanos, direitos sociais e justiça. São Paulo: Malheiros,

1994.

18

6.3 MODELO DE REFERÊNCIAS

6.3.1 OBRA DE REFERÊNCIA

IBCT, Manual de normas de editoração do IBICT, 2 a . ed. Brasília, DF, 1993.

6.3.2 LIVRO

GOMES, Luiz G. Novela e Sociedade no Brasil. 2 a ed., Niterói: EdUFF, 1998. Tradutor, número de páginas e série são opcionais, sendo acrescentados, somente se o autor considerar a informação relevante. O número da edição é mencionado somente da 2 a . ed. em diante.

6.3.3 LIVRO EM MEIO ELETRÔNICO

KOOGAN, André; HOUAISS, Antônio (ed) Enciclopédia e Dicionário Digital 98. Direção geral de André Koogan. São Paulo: Delta: Estadão, 1998. 5 CD ROM. ALVES, Castro. Navio Negreiro.: Virtual Books, 2000. Disponível em <http://www.terra.com.br/virtualbooks/freebook/port/Lport2/navionegreiro.htm>. Acesso em:

10 jan. 2002. Se não constar ou o autor não conseguir descobrir a fonte original, citar somente o autor, título, disponibilidade do endereço eletrônico e a data de acesso.

6.3.4 PARTE DE LIVRO

ROMANO, Giovanni. Imagens da Juventude na Era Moderna. Em: LEVI, G.; SCHMIDT, J (org) História dos Jovens 2. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 7-16.

6.3.5 PARTE DE DOCUMENTO EM MEIO ELETRÔNICO

SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Tratados e organizações

ambientais em matéria de meio ambiente. Em:

1999, v.1. Disponível em: <http://www.bdt.br/sma/entendendo/atual.htm>. Acesso em: 8 mar.

1999.

Entendendo o meio ambiente. São Paulo,

6.3.6 ARTIGO E/OU MATÉRIA EM PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS

AS 500 maiores empresas do Brasil. Conjuntura Econômica. Rio de Janeiro, v.38, n. 9, set. 1984. Edição Especial. COSTA, V.R. À margem da lei. Em Pauta, Rio de Janeiro, n.12, p. 131-148, 1998. GURGEL, C. Reforma do Estado e segurança pública. Política e Administração. Rio de Janeiro, Ano 1, n. 1, p. 18-23, ago/dez., 1997.

19

SILVA, M. M. L. Crimes da era digital. Net, Rio de Janeiro, nov. 1998. Seção Ponto de Vista. Disponível em <http://www.brazilnet.com.br/contexts/brasilrevistas.htm>. Acesso em: 28 nov. 1998.

6.3.7 ARTIGO OU ENCARTE DE JORNAL

NAVES, P. Lagos andinos dão banho de beleza. Folha de S. Paulo, São Paulo, 28 jun. 1999. Folha de Turismo, Caderno 8, p. 13. LEAL, L. N. MP fiscal com autonomia total. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p. 2,

12 jan. 2002. KELLY, R. Electronic publishing at APS: its not just online journalism. APS News

Online, Los Angeles, nov., 1996. Disponível em:

<http://www.aps.org/apsnews/1196/11965.html>. Acesso em: 25 nov. 1998.

6.3.8 TRABALHO APRESENTADO EM EVENTO

GUINCHO, M.R. A educação à distância e a biblioteca universitária. Em:

SEMINÀRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10, 1998, Fortaleza: Anais Fortaleza: Tec Treina, 1998. 1 CD-ROM. SILVA, R. N. Os limites pedagógicos do paradigma da qualidade total na educação. Em II CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4, 1996, Recife. Anais

eletrônicos

<http://www.propesq.ufpe.br/anais/anais/educ/ce04htm> Acesso em:21 jan. 1997.

Recife: UFPe, 1996. Disponível em:

6.3.9 LEGISLAÇÃO

SÃO PAULO (Estado). Decreto no. 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v. 62, n. 3, p. 217-220, 1998. BRASIL, Lei no. 9.887, de 7 de dezembro de 1999. Altera a legislação tributária federal. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 8 dez. 1999. Disponível em <http://www.in.gov.br/mp_leis/leis_texto.asp?Id=LEI%209887 >. Acesso em:

22 dez. 1999.

6.3.10 FILMES

OS PERIGOS do uso de tóxicos. Produção de Jorge Ramos de Andrade. São Paulo:

CERAVI, 1983. 1 videocassete.

6.3.11 IMAGEM DE MEIO ELETRÔNICO

GEDDES, Anne. Geddes135.jpg. 2000. Altura: 432 pixels. Largura: 376 pixels. 51 Kb. Formato JPEG. 1 disquete, 5 ¼ Pol.

20

6.3.12 DOCUMENTO CARTOGRÁFICO

INSTITUTO GEOGRÀFICO E CARTOGRÁFICO (São Paulo, SP). Regiões de governo do Estado de São Paulo. São Paulo, 1994. 1 atlas. Escala 1:2:000. Se disponível em meio eletrônico, indicar endereço e data de acesso.

6.3.13 DOCUMENTO SONORO

SILVA, Luiz Inácio Lula da. Luiz Inácio Lula da Silva: depoimento (abr. 1991). Entrevistadores: V. Tremel e M. Garcia. São Paulo: SENAI-SP, 1991. 2 cassetes sonoros. Entrevista concedida ao Projeto Memória do SENAI-SP. Em caso de CD ou disco, indicar o meio sonoro e a faixa, se houver.

6.3.14 PARTITURA

BARTÓK, Bela. O mandarim maravilhoso. Wien: Universal, 1952. 1 partitura. Orquestra.

6.3.15 DOCUMENTO DE ACESSO EXCLUSIVO EM MEIO ELETRÔNICO:

MICROSOFT Project for Windows 95. Version 4.1. (S.I.): Microsoft Corporation, 1995. 1 CD-ROM. AVES do Amapá: banco de dados. Disponível em <http://www.bdt.org/bdt/avifauna/alves>. Acesso em: 30 de maio 2002.

21

7 ANEXOS

7.1 ANEXO 1 - FORMATO E MARGENS

Margem superior: 3 cm

 
 
  Margem esquerda: 3 cm Margem direita: 2 cm  
  Margem esquerda: 3 cm Margem direita: 2 cm  

Margem esquerda: 3 cm

Margem direita: 2 cm

 
 

Margem inferior: 2 cm

22

7.2 ANEXO 2 – MODELOS INTRODUTÓRIOS

Modelos de capa, folha de rosto, verso da folha de rosto, folha de aprovação, folha de dedicatória, epígrafe, agradecimento, folha de resumo em vernáculo, folha de resumo em língua estrangeira e folha de sumário.

23

CENTRO PRESBITERIANO DE PÓS-GRADUAÇÃO ANDREW JUMPER TEOLOGIA EXEGÉTICA

A INFLUÊNCIA DA FILOSOFIA PLATÔNICA NA

INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS

ROSANGELA ALVES DE MATOS

SÃO PAULO

2009

24

ROSANGELA ALVES DE MATOS

A INFLUÊNCIA DA FILOSOFIA PLATÔNICA NA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS

Monografia apresentada ao Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Teologia.

Orientador: Daniel Santos

SÃO PAULO

2009

25

M515

Matos, Rosangela Alves A influência da filosofia platônica na interpretação de Gênesis / Rosangela Alves de Matos. – São Paulo, 2009. 95 f.; 30 cm.

Orientador: Daniel Santos

Dissertação (Mestrado em Teologia, Novo Testamento) – Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper, 2009.

Bibliografia: p. 84-94.

1. Hermenêutica. 2. Crítica textual. I. Título.

CDD 362.7897

Localizada no verso da página de rosto e na parte inferior da mesma. Busque a ajuda

do profissional bibliotecário, objetivando a padronização das entradas de autor, orientador e

definição dos cabeçalhos de assunto a partir de índices de assuntos reconhecidos

internacionalmente.

26

ROSANGELA ALVES DE MATOS

Aprovada em outubro de 2009

Monografia apresentada ao Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Teologia.

Orientador: Daniel Santos

BANCA EXAMINADORA

Prof. Daniel Santos – Orientador Doutor em Teologia

Prof. Mauro Meister Doutor em Literatura

Prof. Tarcizio Carvalho Doutorando em Teologia

São Paulo

2009

27

Ao meu marido e filhos, uma homenagem como recompensa pela paciência e apoio para que este trabalho se concretizasse. A grandeza de alma de vocês é inestimável.

28

Não procuro entender a fim de que possa crer, mas creio a fim de entender. Pois isso creio — a menos que eu creia não entenderia.

(Anselmo, Proslógio)

29

AGRADECIMENTOS

A Deus, fonte de toda sabedoria.

A Daniel Santos, minha gratidão por ter sido orientador persistente, que, com

diretrizes seguras e constante acompanhamento e incentivo, me aceitou com todas as minhas restrições e me fez concluir esta empreitada.

Ao Dr. Mauro Meister e Tarcizio Carvalho, pelos comentários e sugestões apontados no decorrer do exame de qualificação.

À minha família que sempre colaborou e me incentivou em vários momentos de minha

vida tão atribulada, fazendo-me repensar e prosseguir.

30

RESUMO

Quem são os pais da igreja e quais as implicações da sua cosmovisão para a educação? Este primeiro artigo de uma futura série dedicada à filosofia da educação dos pais da igreja concentra-se na importância destes documentos para a construção da identidade dos cristãos através da compreensão ampliada da história e da cosmovisão cristã . O artigo procura evidenciar o fato de que a contribuição destes autores não se limita absolutamente ao cristianismo, mas diz respeito à educação de todo o mundo ocidental cristão. Pretende-se assim ainda resgatar a forte associação que os Pais da Igreja estabeleciam entre educação e ética. Procuramos demonstrar neste e nos próximos artigos que, embora a filosofia da educação usualmente não seja explícita nos documentos do cristianismo primitivo, ela se encontra subjacente a praticamente todos. A modo de conclusão, sumarizam-se os princípios educacionais comuns ao legado dos Pais da Igreja e que podem ser considerados importantes para o educador cristão da atualidade.

Palavras-chave: Filosofia da educação, Teologia da educação, patrística, ética, cosmovisão

O resumo é a condensação do trabalho, enfatizando-se seus pontos mais relevantes.

Deve ser desenvolvido, apresentando de forma clara, concisa e direta, a informação referente

aos objetivos, metodologia, resultados e conclusões do trabalho. O título RESUMO deve estar

centralizado, letras maiúsculas, fonte 14, em negrito. O texto será apresentado três espaços

abaixo do título, em espaço simples de entrelinhas, sem parágrafo. O resumo deverá conter até

500 palavras e é um elemento obrigatório.

Deve ser precedido de referência bibliográfica do autor e elaborado de acordo com a

Norma ABNT/NBR-6028.

O resumo redigido na língua original do trabalho precede o texto, mas a tradução para

o inglês, o "Abstract", deve ser inserido logo após o texto, antes da lista de referências

bibliográficas. Quanto a outras formas de resumo, veja o Apêndice C.

31

ABSTRACT

This article deals with contemporary approaches to biblical interpretation. Silva starts with a description of key developments in hermeneutics in the twentieth century and an analysis of the historical-critical method. He then evaluates the modern concept of the text as autonomous (detached from authorial intention) and the role of the reader in interpretation, as stressed in contemporary interpretation. The last section deals with authorial intent, which for Silva should not be identified with the author’s intent in an exclusive and absolute fashion. He concludes by saying that those scholars who challenge the determinacy and objectivity of meaning go on in their daily lives assuming that interpretation is both possible and essential; also, that the objective reality of communication is not undone by one’s reaction; that the reality and effectiveness of communication is a reflection of God’s own speaking; and that God’s purpose in communicating his message to us cannot be thwarted by human weakness.

Keywords: Hermeneutics, Interpretation, Historical-critical method, objectivity

O resumo deve ser, necessariamente, apresentado em pelo menos mais um idioma

além do original utilizado na língua vernácula. Deste modo temos, em inglês: ABSTRACT;

em espanhol, RESUMEN; em francês, RÈSUMÉ, por exemplo.

32

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO

1

2

HISTÓRIA DA INTERPRETAÇÃO: UM RÁPIDO PERFIL

15

3

A METODOLOGIA ATUAL

23

3.1

MÉTODO: UMA DISCUSSÃO PERENE

23

3.2

O PAPEL DO INTÉRPRETE

32

3.3

ASPECTOS TRANSVERSAIS NA INTERPRETAÇÃO

36

3.3.1

Aspectos técnico-científicos

37

3.3.2

Aspectos teológicos

40

3.3.3

Aspectos históricos

43

3.3.4

Aspectos filosóficos

49

4

A FILOSOFIA PLATÔNICA COMO OBJETIVO DESSE TRABALHO

53

4.1

O ENSINO FILOSÓFICO

54

4.2

AS DIFICULDADES EM ALGUMAS RESPOSTAS

60

4.3

OS PROCEDIMENTOS CORRETIVOS

61

5

O PERFIL DO INTÉRPRETE À LUZ DA REJEIÇÃO À ESCOLA PLATÔNICA

64

6

A NOVA ACADEMIA E SUA PROPOSTA

93

6.1

ATUALIZAÇÃO DAS LEITURAS

95

6.2

UMA PROPOSTA CONCRETA

99

7

CONCLUSÃO

112

REFERÊNCIAS

124

ANEXOS

130

APÊNDICES

135

33

7.3 ANEXO 3 - FORMAS DE RESUMO

O resumo consiste na redução de um texto, demonstrando de forma concisa a mensagem e as informações fundamentais nele contidas. Resumir um texto representa sintetizá-lo. Há vários tipos de resumo, de acordo com seu objetivo:

RESENHA

Trata-se de um trabalho escolar e/ou acadêmico, que resume as idéias de um livro, filme, palestra, reunião, etc. e que se destina à avaliação de um curso ou publicação em revista técnica.

RESENHA

1.

Referência bibliográfica

CRÍTICA

Escrever a referência bibliográfica completa da obra resenhada. ROBERTSON, O. Palmer. Terra de Deus: o significado das terras bíblicas para os planos e propósitos de Deus. 1ª ed. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1998. 175 pp.

2.

Apresentação do autor da obra

Em alguns casos é importante situar o local e ocasião de nascimento. Em todos os

outros será importante comentar a formação acadêmica, pessoas que exerceram influência teórica (ou escolas de pensamento) sobre sua obra e fatos que teriam marcado sua vida e forma de pensar.

3.

Perspectiva teórica da obra

Toda obra escrita se insere em uma determinada perspectiva teórica. É importante saber a que tradição/escola teórica pertence o autor da obra que se está analisando, pois isso permite compreender a forma como está organizada, bem como a lógica da argumentação utilizada.

4.

Breve síntese da obra

Antes de começar a análise de uma obra é muito importante procurar ter uma visão panorâmica dela; isso pode ajudar a visualizar o começo, o meio e o fim da obra, permitindo saber de onde parte e para onde vai o autor na sua argumentação; esta

parte da resenha (e somente esta) pode ser feita na forma de um esquema.

5.

Principais teses desenvolvidas na obra

Depois de tudo preparado é hora de analisar o conteúdo da obra; o objetivo é traçar

as principais teses do autor, e não resumir a sua obra (resenha não é resumo); é preciso ler com muita atenção para se apreender o que é fundamental no pensamento do autor.

6.

Apreciação crítica da obra

Depois de apresentar e compreender o autor e sua obra pode-se traçar alguns

comentários pessoais sobre o assunto; embora os comentários sejam pessoais, não

devem ser de exagerada subjetividade (achei a obra legal

),

mas uma opinião

pessoal ancorada em um argumento fundamentado academicamente.

PAPER

É a síntese de uma comunicação oral prevista em um evento científico (seminário, simpósio, encontro, etc.), apresentando resultados de uma pesquisa, que é enviada previamente aos organizadores. Ao final do evento, o texto completo (comunicação) é entregue para posterior publicação nos anais do evento.

COMUNICAÇÃO

É o relatório do que foi efetivamente dito no evento e anunciado no paper, geralmente destinado à publicação posterior nos anais.

FICHAMENTO

Resumo informativo de uma publicação escrita numa ficha, com o intuito de facilitar a consulta e o levantamento bibliográfico a respeito de determinado assunto ou para organização de biblioteca pessoal.

34

7.4 ANEXO 4 – MODELO DE PROPOSTA DE DISSERTAÇÃO

Considera-se dissertação de mestrado o trabalho supervisionado que demonstre capacidade de sistematização da literatura existente sobre o tema tratado e capacidade de utilização dos métodos e técnicas de investigação científica. As informações necessárias para a proposta de dissertação já foram discutidas no corpo deste trabalho, sendo apenas transcritas para maior clareza. Espera-se que essa proposta de dissertação tenha entre 8 e 12 páginas, incluindo todas as partes.

35

CENTRO PRESBITERIANO DE PÓS-GRADUAÇÃO ANDREW JUMPER TEOLOGIA EXEGÉTICA

A INFLUÊNCIA DA FILOSOFIA PLATÔNICA NA

INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS

ROSANGELA ALVES DE MATOS

SÃO PAULO

2009

36

ROSANGELA ALVES DE MATOS

A INFLUÊNCIA DA FILOSOFIA PLATÔNICA NA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS

Proposta de dissertação apresentada ao Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper para a obtenção do título de Mestre em Teologia.

Orientador: Dr. Daniel Santos

SÃO PAULO

2009

37

INTRODUÇÃO Na introdução deve ocorrer a apresentação geral do assunto do trabalho e uma definição sucinta do objetivo do tema abordado. É importante esclarecer o ponto de vista sob o qual o assunto será tratado. Lembre-se de que deve ficar clara qual é a pergunta central.

JUSTIFICATIVA Qual o relacionamento do trabalho com outros da mesma área? Quais os objetivos e finalidades da pesquisa, com a especificação dos aspectos que serão ou não abordados. Discutir suas possíveis implicações, significados e razões para concordância ou discordância com outros autores. Qual a contribuição acadêmica e/ou prática pretendida com esse trabalho?

METODOLOGIA É a descrição precisa dos métodos de abordagem e materiais utilizados, de modo a permitir a avaliação por outros pesquisadores. A especificação e origem do material utilizado poderão ser feitos no próprio texto ou em nota de rodapé.

CONCLUSÃO Devem ser fundamentadas nos resultados e na discussão, contendo deduções lógicas e correspondentes. Refere-se à introdução, fechando-se sobre o início do trabalho. Considerações finais que retomam objetivos, pergunta central e sub-perguntas, avaliando até que ponto foram respondidas e que outras pesquisas poderiam dar continuidade a esta.

ESBOÇO PROVISÓRIO DE SUMÁRIO Conforme modelo anterior (p. 32).

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Listar, de acordo com 7.3, os livros, os artigos, as obras de referência, os jornais e revistas, os documentos não publicados, os artigos em Internet, as entrevistas e outros.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA COMENTADA Listar cerca de 10 obras que considere fundamentais para o seu trabalho, fazendo uma breve descrição de seu conteúdo, como se fosse um fichamento — um resumo informativo com o intuito de facilitar a consulta e o levantamento bibliográfico a respeito de determinado assunto. Veja alguns exemplos a seguir:

38

ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo, Perspectiva, 1983. (Col. Estudos XVI). 188 p. Obra do renomado filósofo, ensaísta e comunicólogo italiano que soube traduzir em linguagem didática e agradável sua experiência de pesquisador e sua perícia de professor. São de grande valia para os pós-graduandos não só suas considerações sobre o ofício de se escrever uma tese como também suas sugestões técnicas e práticas para a redação da mesma.

CARVALHO, M.C.M. (org.). Construindo o saber; técnicas de metodologia científica. Campinas, Papirus, 1988. Escrito sob forma de antologia com as partes produzidas por diferentes autores, o texto aborda os seguintes tópicos: a problemática do conhecimento; as relações mito, metafísica, ciência e verdade; a explicação científica; a construção do saber científico; a ciência e as perspectivas antropológicas de hoje; o estudo como forma de estudo; o estudo de textos teóricos; técnicas de dinâmicas de grupo; e o trabalho monográfico como iniciação à pesquisa científica.

FRAGATA, Júlio. Noções de metodologia; para a elaboração de um trabalho científico. Porto, Tavares Martins, 1967. (Col. Meridiano universitário, 3). 136 p. Após definir ciência, trabalho científico e método, o autor fala das qualidades da escrita, da escolha do assunto para o trabalho, da heurística, da crítica dos documentos, da tomada de apontamentos, da ordenação do material, da redação e da apresentação dos trabalhos, de sua estrutura externa, de seus aspectos gráficos, da publicação, da catalogação, da documentação e das recensões bibliográficas. Bastante completo e acessível.

39

7.5 ANEXO 5 – REDAÇÃO CIENTÍFICA

Texto: “Notas e Reflexões sobre Redação Científica” de Rogério Lacaz-Ruiz (Prof. de Metodol. Científ. FZEA/USP e-mail roglruiz@usp.br )

"Se você quiser dar crédito a um sujeito, faça isso por escrito. Se você quiser mandá-

lo para o inferno, faça o por telefone." (Charlie Beacham)

Quando foi diagnosticada uma doença grave em um amigo, recorremos a um manual

médico para saber mais sobre a doença. Da leitura do tratado, em inglês, pudemos extrair

todas as informações necessárias, sem praticamente recorrer ao dicionário. O texto estava

completo e sua leitura agradável. O médico que nos emprestou o livro fez um comentário

interessante. Disse que o organizador convidava especialistas para que escrevessem os

capítulos de sua área e antes de fazer a arte final seguia dois protocolos obrigatórios, a saber:

i) enviava todo material a um romancista para tornar a linguagem mais fácil e ii) devolvia o

material aos autores, para verificarem se as alterações não comprometiam as informações

técnicas.

Este fato, confirma a tese de Peter Drucker: o verdadeiro comunicador é o receptor.

Ao escrever é preciso perguntar-se: quem irá ler este texto? Em que condições? Um aluno

universitário, em geral, precisa ler muito e se o texto for técnico, provavelmente o rendimento

será menor. Um capítulo adaptado por um romancista facilita a leitura e a apreensão do

conhecimento; e este é o objetivo.

As vezes a imaginação nos leva por caminhos estranhos e, por este motivo, não

queremos fornecer uma resposta definitiva ao problema da escrita.

Enumeraremos, a seguir, algumas notas que podem ajudar a quem precisa escrever.

Cada um poderia descobrir naturalmente soluções de como aprimorar a escrita, desde que se

propusesse a isto. Leitura de boas obras e observar como os outros escrevem, facilitam o

aprendizado. Com o passar do tempo, se exercitamos a escrita, poderemos dar passos seguros

e significativos.

Lee Iacocca, o conhecido mega-empresário da indústria automobilística norte

americana, tem uma capacidade de comunicação acima da média. Ele mesmo conta, em sua

autobiografia, o que aprendeu de Robert McNamara: "

idéias no papel. - Você é muito eficiente cara a cara, ele costumava me dizer. - Você

conseguiria vender qualquer coisa a qualquer um. Mas estamos para gastar cem milhões de

ele

me ensinou a pôr todas as minhas

40

dólares aqui. Vá para casa hoje à noite e ponha sua grande idéia no papel. Se você não conseguir fazer isso é porque não trabalhou a idéia direito. Esta foi uma lição valiosa e a partir daí passei a seguir sua orientação. Sempre que um dos meus homens tem uma idéia, eu lhe peço para colocá-la no papel. Não quero que ninguém me venda um plano por causa do tom da sua voz ou da força de sua personalidade. Seria inadmissível." (in: Iacocca, L.; Novak, W. Iacocca, uma autobiografia São Paulo: Livraria Cultura, 1985. p.66). Em outro parágrafo, complementa a idéia de outra forma: "A cada três meses, cada gerente se reúne com seu superior imediato para rever seu próprio desempenho e para estabelecer seus objetivos para o período seguinte. Havendo acordo quanto a esses objetivos, o gerente os põe no papel e o supervisor assina. Como aprendi com McNamara, o hábito de escrever as coisas é o primeiro passo no sentido de realizá-las efetivamente. Na conversa, você pode se desviar para todos os tipos de imprecisões e absurdos, muitas vezes sem perceber. Mas, ao colocar suas idéias no papel, você se força a ir direto ao que interessa. É mais difícil enganar a si mesmo ou enganar aos outros." (ibidem p.71-72)

"Todo pesquisador deve escrever de acordo com os padrões exigidos pela ciência, no entanto, muitos não dominam a linguagem científica. Alguns editores apontam a falta de estilo como principal defeito dos artigos enviados para publicação por cientistas dos países em desenvolvimento. Isto indica que há uma deficiência importante na formação destes investigadores.

O ensino médio (de primeiro e segundo graus) enfoca a forma literária de escrever. Esta admite frases longas, complexas e retóricas, para passar imagens e sensações ao leitor. Ao contrário, a linguagem científica deve ser clara, objetiva, escrita em ordem direta e com frases curtas. Portanto, os indivíduos precisarão adequar sua redação quando se iniciam na carreira científica. Esse assunto tem sido negligenciado pelos cursos de Pós-Graduação no Brasil, originando a formação de Mestres e Doutores inabilitados para escrever artigos científicos. Geralmente esses jovens pesquisadores não têm consciência disso e passarão suas deficiências aos futuros orientados.

Para corrigir esta falha na formação é necessário muito esforço, paciência e disposição para ocupar quanto tempo for necessário. Acima de tudo, é preciso ter humildade para reconhecer as próprias limitações e trabalhar continuamente para eliminá-las. “Produzir um texto adequado é tarefa árdua e demorada, mesmo para aqueles que dominam a linguagem científica.” (Valenti, W.C. Guia de Estilo para a Redação Científica)

41

A seguir, serão apresentadas algumas regras práticas sugeridas pelo professor Valenti, adaptadas para este artigo. Evidentemente, elas são de mero caráter típico-indicativo e admitem exceções, mas podem auxiliar na hora de escrever ou revisar um texto acadêmico.

Antes de iniciar, organize um roteiro com as idéias e a ordem em que elas serão apresentadas. Estabeleça um plano lógico para o texto. Só escreve com clareza quem tem as idéias claras na mente.(1)

1. Trabalhe com um dicionário e uma gramática ao seu lado e não hesite em consultá-los sempre que surgirem dúvidas.

2. Escreva sempre na ordem direta: sujeito + verbo + complemento.(2)

3. Escreva sempre frases curtas e simples. Abuse dos pontos.

4. Prefira colocar ponto e iniciar nova frase a usar vírgulas. Uma frase repleta de vírgulas está pedindo pontos. Na dúvida, use o ponto. Se a informação não merece nova frase não é importante e pode ser eliminada.

5. Evite orações intercaladas, parêntesis e travessões. Algumas revistas internacionais aceitam o uso de parêntesis para reduzir o período.

6. Corte todas as palavras inúteis ou que acrescentam pouco ao conteúdo.

7. Evite as partículas de subordinação, tais como que, embora, onde, quando. Estas palavras alongam as frases de forma confusa e cansativa. Use uma por frase, no máximo.

8. Use apenas os adjetivos e advérbios extremamente necessários.

9. Só use palavras precisas e específicas. Dentre elas, prefira as mais simples, usuais e curtas.(3)

10. Evite repetições. Procure não usar verbos, substantivos aumentativos, diminutivos e superlativos mais de uma vez num mesmo parágrafo.

11. Evite ecos (e.g. "avaliação da produção") e cacófatos (e.g. "

uma por cada

tratamento"

uma porcada

)

12. Prefira frases afirmativas.

13. Frases escritas em voz passiva são muito utilizadas em relatórios e trabalhos

científicos, mas devem ser evitadas.

14. Evite: regionalismos, jargões, modismos, lugar comum, abreviaturas sem a devida explicação, palavras e frases longas.

Um parágrafo é uma unidade de pensamento. Sua primeira frase deve ser curta, enfática e, preferencialmente, conter a informação principal. As demais devem corroborar o

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conteúdo apresentado na primeira. A última frase deve seguir de ligação com o parágrafo seguinte. Pode conter a idéia principal se esta for uma conclusão das informações apresentadas nos períodos anteriores. (4)

Os parágrafos devem interligar-se de forma lógica.

Um parágrafo só ficará bom após cinco leituras e correções:

na primeira, cheque se está tudo em forma direta e modifique se necessário;

na segunda, procure repetições, ecos, cacófatos, orações intercaladas e partículas de subordinação; elimine-os;

na terceira, corte todas as palavras desnecessárias; elimine todos os adjetivos e advérbios que puder;

na quarta, procure erros de grafia, digitação e erros gramaticais, tais como de regência e concordância;

na quinta, cheque se as informações estão corretas e se realmente está escrito o que você pretendia escrever. Veja se você não está adivinhando, pelo contexto, o sentido de uma frase mal redigida.

Após a correção de cada parágrafo, em separado, leia todo o texto três vezes e faça as correções necessárias.

Na primeira leitura, observe se o texto está organizado segundo um plano lógico de apresentação do conteúdo. Veja se a divisão em itens e subitens está bem estruturada; se os inte-títulos (título de cada tópico) são concisos e refletem o conteúdo das informações que os seguem. Se for necessário, faça nova divisão do texto ou troque parágrafos entre os itens. Analise se a mensagem principal que você desejava transmitir está de forma clara a ser entendida pelo leitor.

Na segunda, observe se os parágrafos se interligam entre si. Veja se não há repetições da mesma informação em pontos diferentes do texto, em períodos escritos de forma diversa, mas com significado semelhante. Elimine todos os parágrafos que contenham informações irrelevantes ou fora do assunto do texto.

Na terceira leitura, cheque todas as informações, sobretudo valores numéricos, datas, equações, símbolos, citações de tabelas e figuras, e as referências bibliográficas.

Lembre-se que textos longos e complexos, com frases retóricas e palavras incomuns não demonstram erudição. Ao contrário, indicam que o autor precisa melhorar seu modo de escrever.

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Hoje em dia, já se encontram disponíveis na internet (www) muitos sites contendo

informações para redigir de acordo com o local onde se pretende publicar. Por exemplo, o

Style and Form do Journal of Animal Science: http://www.asas.uiuc.edu.

Leituras Recomendadas

Eco, U. Como se faz uma tese. 14a. ed. São Paulo: Perspectiva, 1996, p.170.

Figueiredo, L.C. A redação pelo parágrafo. Brasília: Universidade de Brasília, 1995. 127p.

Lertzman, K. "Notes on writing papers and thesis", Bulletin of the Ecological Society of America, v.76, n.2, p.86-90, 1995.

Magnusson, W.E. "How to write backwards", Bulletin of the Ecological Society of America, v.77, n.2, p.88, 1996.

Medeiros, J.B. Redação científica. 2ed. São Paulo : Atlas, 1996. 231p.

Medeiros, J. B.; Gobes, A.; Alves, F.; Lima, L. Manual de redação e revisão. São Paulo :

Atlas, 1995. 203p.

Manual de estilo Editora Abril. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1990. 93p.

Manual Escolar de Redação Folha de São Paulo - Editora Ática. São Paulo : Ática, 1994.

184p.

Shaw, H. Punctuate it right! 2ed. New York : Harper Collings, 1994. 208p.

Strunk, Jr., W; White, E.B. The elements of style. 3ed. Boston : Allyn & Bacon, 1979. 92p.

Universidade Federal do Paraná, Biblioteca Central. Normas para apresentação de trabalhos. v.1 Livros e Folhetos. 5ed. Curitiba: Universidade Federal do Paraná. 1995. 25p.

Willians, J.M. Style: toward clarity and grace. Chicago : University of Chicago, 1995. 208p.

1. Deve-se escrever, também, do geral para o particular. Quando decidimos ou precisamos escrever algo, normalmente já temos uma noção do que vamos escrever, mas aqueles que irão ler, não. Por este motivo, escrevemos bem menos do que precisamos para transmitir uma idéia. Isto é, deixamos subentendidos uma série de raciocínios intermediários, o que acaba dificultando a leitura. Uma experiência que todos podemos fazer, é a de escrever um texto sobre algo, deixando fluir toda nossa imaginação e capacidade, e depois de algumas semanas, lê-lo novamente. É surpreendente como nós mesmos não entendemos todo o texto, e nos questionamos sobre algumas frases ou até mesmo parágrafos inteiros. Naturalmente o número de palavras que usamos, não esta diretamente relacionado com a clareza. Escrever muito nem sempre é suficiente para deixar as idéias claras.

2. E também do antecedente para o consequente. Algumas pessoas, quando nos contam um fato ou um filme, parecem tão ansiosas que colocam o carro na frente dos bois. Quem escuta ou não entende, ou perde o interesse por escutar pois já sabe o final da história. No latim, que é uma língua com

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declinações, a ordem das palavras pode ser alterada, sem que a frase perca seu sentido. A declinação das palavras permite sua construção alterada, sem que o leitor deixe de saber se ela é objeto direto ou sujeito. Mas, os bons latinistas, procuram deixar o verbo, que exprime ação, para o final da frase. Tempus brevis est. Mesmo nesta frase, que diz que o tempo é breve, ficamos na expectativa até o

qual a relação do tempo com a brevidade? Alfred Hitchcok e Agata Christie, costumavam criar

um clima de suspense, de modo que o espectador se sinta atraído a assistir ou ler a obra até o fim. E todos os que querem que seus textos sejam lidos, podem fazer o mesmo. Dizem que Hitchcok iniciava

uma estória de suspense quando estava numa fila de elevador, e seguia sua narrativa já dentro do mesmo. Para surpresa geral, saía num andar, antes de terminar a estória. Não se deve imitá-lo nesta brincadeira, é preciso ir até o fim. Relatar as coisas do mais antigo para o mais recente, garante a atenção de quem lê e facilita a compreensão do texto. O ideal para quem escreve um trabalho científico, é que momentos antes de terminar a última frase, o leitor possa imaginar a solução do problema ou a conclusão. Já no caso de escritores e poetas, ser previsível nem sempre é desejável.

final

3. Usar a palavra correta. Cada palavra tem um significado original e freqüentemente é útil e interessante conhecer a etimologia. Quantas vezes, ao ler no dicionário o significado de uma delas, nos surpreendemos com a alteração que sofreu pelo uso. As vezes é possível resgatar o sentido original, e esta preocupação de recorrer ao dicionário, deve passar a ser uma ocupação. Outras vezes é impossível. É o caso das palavras aquário e piscina. Aquário (do lat. acqua =água) é o lugar onde se armazena água e piscina (do lat. pisces = peixe) o local onde se criam peixes. Ora, seria tido por louco quem dissesse que cria peixes na piscina e toma banho em um aquário.

4. O uso de parágrafos de transição. Quando se escreve a primeira versão de uma tese, um livro, ou mesmo um relatório compostos por capítulos é freqüente terminar um e começar o outro, sem que haja conexão explícita. Para corrigir este defeito, pode-se usar o parágrafo de transição. Esta técnica, se bem empregada, estimula o leitor a ler o capítulo seguinte. Bastam algumas palavras a mais no último parágrafo, para introduzir o leitor no novo tema que se vai abordar. De forma análoga Clive Staples Lewis (1898-1963) em seu livro Mere Christianity começa o capítulo novo, recordando algumas idéias do anterior. A explicação é simples. Como o livro foi uma transcrição de palestras radiofônicas (Broadcast Talks) ele era "obrigado" a recordar em parte a conferência anterior. Desta forma, os parágrafos de transição, sejam eles no fim ou no início de cada capítulo, garantem ao leitor a sensação de que o autor pensou nele, e que dentro do seu estilo, quis tornar a leitura mais agradável.