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Electrónica Industrial 2006/07 Trabalho Prático nº3: Sistema de Conversão CA/CA/ CA/CC. Elaborado por: Amândio Oliveira Camposee01121 Vasco Cardoso Espinheira Rio, ee04196 " id="pdf-obj-0-2" src="pdf-obj-0-2.jpg">

Electrónica Industrial

2006/07

Trabalho Prático nº3:

Sistema de Conversão CA/CA/ CA/CC.

Elaborado por:

Amândio Oliveira Campos Pereira, ee01121 Vasco Cardoso Espinheira Rio, ee04196

1. Introdução

Este trabalho tem como principais objectivos consolidar o conceito de controlo por fase, bem como a conversão de CA/CA e CA/CC.

Neste trabalho também se pretende apresentar Circuitos Integrados (neste caso o TCA785) que realizam as funções principais deste tipo de controlo. Também será implementado um isolamento eléctrico entre os circuitos de controlo de potência.

1. Realização experimental

  • 1.1 Topologia do controlador de potencia

A topologia a implementar para o simulador CA/CA CA/CC é a seguinte:

1. Introdução Este trabalho tem como principais objectivos consolidar o conceito de controlo por fase, bem

Esta topologia permite perceber de modo simples como se efectua a conversão de tensão alternada em tensão continua.

Antes de realizar o trabalho na prática, optamos pela simulação no PSIM.

1.2

Circuito Psim

O circuito em Psim que traduz a topologia anterior

1.2 Circuito Psim O circuito em Psim que traduz a topologia anterior ∑ Simulação V1/V2 ∑

Simulação V1/V2

1.2 Circuito Psim O circuito em Psim que traduz a topologia anterior ∑ Simulação V1/V2 ∑

Simulação V2/V3

1.2 Circuito Psim O circuito em Psim que traduz a topologia anterior ∑ Simulação V1/V2 ∑

Simulação I2/I3

∑ Simulação I2/I3 ∑ Simulação V3/V4 ∑ Simulação Vtiristor1/Vtiristor2

Simulação V3/V4

∑ Simulação I2/I3 ∑ Simulação V3/V4 ∑ Simulação Vtiristor1/Vtiristor2

Simulação Vtiristor1/Vtiristor2

∑ Simulação I2/I3 ∑ Simulação V3/V4 ∑ Simulação Vtiristor1/Vtiristor2

1.3

Dimensionamento dos semicondutores

Após a simulação do circuito no PSim, e com base nos resultados obtidos é altura de dimensionar os diversos componentes.

Tirístor

1.3 Dimensionamento dos semicondutores Após a simulação do circuito no PSim, e com base nos resultados

O tirístor a utilizar devera ser capaz de aguentar uma tensão máxima aos seus terminais de 2 vezes a tensão nominal (110V), logo V max =220V. Sabendo este valor é necessário calcular a corrente eficaz (I ef 2 ) e a corrente media (I AV ) que por ele irá passar. Deste modo:

P V

=

ef

I

ef

I

ef

=

250

110

= 2,27

A

I

2

ef

=

I

2

P

4

I

P

= 4,54

A

I

AV

=

I

P

I

AV

= 1,45

A

Tendo estes valores em conta, optamos pelo BT151.

Diodos

  • V max =

1.3 Dimensionamento dos semicondutores Após a simulação do circuito no PSim, e com base nos resultados

12 2 2

=

33,94V

(deve suportar 2X a tensão de funcionamento)

<

  • V P

>=

  • 2 V

P

=

10,8

  • 250 = 26,6

ef

I

ef

I

ef

=

9,4

P V

=

  • I av

  • I ef

= = 13,3 A

2

V

Quedadiodo

=

9,4

V

Deste modo a nossa escolha recai sobre uma ponte de diodos, SB354, que é uma ponte de rectificação capaz de suportar 35V de tensão inversa e 30A de corrente.

Dissipador para o tirístor

Características do tirístor:

R jd = 60 º/W P D = 5W Tº junçao = 125 ºC

dissipador = 80 ºC Tº ambiente = 40 ºC

P

Dissipada

= P

conduçao = 5

T

J

T

D

R + R

D

Pasta

= P

D

W
W

125 80

R + R

D

Pasta

= 5

R =

D

9 2.5 6,5 /

=

º W

R + R = 9 € D Pasta
R + R
=
9
D
Pasta

Uma vez que vamos utilizar 2 tirístor temos de multiplicar este factor por 2, logo o dissipador devera ser capaz de dissipar 13º/W.

Dissipador dos diodos

Características da ponte de diodos:

R jc = 2 º/W P D = 1,1*35 = 38,5W Tº junçao = 125 ºC

dissipador = 80 ºC Tº ambiente = 40 ºC

T

J

T

D

R + R

D

Pasta

= P

D

125 80

=

R + R

D

Pasta

38,5

R + R

D

Pasta

=

11,17

R =

D

11,17 2,5 9,2 /

=

º W

2.4

Circuito de controlo

∑ TCA785 Este circuito tem como função principal o controlo do ângulo de disparo. Este controlo
TCA785
Este circuito tem como função principal o controlo do ângulo de disparo.
Este controlo é possível através da detecção da passagem por zero da
tensão da rede (pino 5), que irá sincronizar a passagem por zero de uma
onda triangula. Seguidamente essa onda triangular é interceptada por um
sinal DC, de onde irá resultar o ângulo de disparo.
O dimensionamento dos componentes relativos a este integrado esta
segundo a datasheet da Siemens.
Esquema de montagem do TCA
NE555

Existe a necessidade de utilizar este circuito associado a um CI de portas AND lógicas (CD4048), para comparar o sinal dado pelo TCA785 com os impulsos gerados por este, de modo a evitar a saturação do transformador de impulsos.

2.4 Circuito de controlo ∑ TCA785 Este circuito tem como função principal o controlo do ângulo

Calculo de frequência de oscilação para o NE555:

Uma vez que o transformador de impulsos tem VT=0,5mVs, podemos calcular a frequência de oscilação

VT

= 0,5

mVs

T

0,5 m

=

15

T

=

33,3

s

f

=

30

kHz

Tendo em conta este valor da equação

f =

1,44

(

R

A

+

2

R

B

)
)

C

, e arbitrando

R A =1KΩ e R B =2k2Ω, calculamos que C=5,3nF

Transformador

Transformador de Impulsos – tem como função a criação de massas virtuais para evitar curto-circuitos entre as duas fases a controlar

Uma vez que a corrente dada pelo CD4041 não é suficiente para alimentar o transformador de impulsos foi necessário utilizar um tbj ( capaz de fornecer a corrente requerida pelo transformador.

Adicionamos também uma resistência de potência (10Ω 4W) na entrada do primário do transformador para evitar, que quando o BD139 entra em condução não passe uma corrente excessiva pelo transformador.

Calculo de frequência de oscilação para o NE555: Uma vez que o transformador de impulsos tem

Foi também necessário adicionar uma resistência de polarização na gate do tiristor, de modo a garantir a corrente mínima para entrada em condução. Cálculos:

5xIGT 5x2m 10mA

=

=

R G

15 0,7

=

  • 10 m

R

G

=

1,43

K

2. Resultados e discussão:

Após o dimensionamento do circuito e respectiva implementação, fomos medir os diferentes sinais envolvidos no controlo e respectivos sinais resultantes desse controlo.

2. Resultados e discussão: Após o dimensionamento do circuito e respectiva implementação, fomos medir os diferentes

Sinal da rede mais onda dente de serra (pino 10 TCA) devidamente sincronizados.

2. Resultados e discussão: Após o dimensionamento do circuito e respectiva implementação, fomos medir os diferentes

Impulsos à saída do TCA (pino 14/15)

Sinal de comando à saída do AND para as arcadas positivas do sinal de rede, para

Sinal de comando à saída do AND para as arcadas positivas do sinal de rede, para um ângulo de disparo de 0º.

Sinal de comando à saída do AND para as arcadas positivas do sinal de rede, para

Sinal de comando à saída do AND para as arcadas negativas do sinal de rede.

Sinal de comando à saída do AND para as arcadas positivas do sinal de rede, para

Trem de impulsos para entrada em condução dos tirístor.

Sinal a entrada dos diodos, para um ângulo de disparo de aproximadamente 90º Sinal da tensão

Sinal a entrada dos diodos, para um ângulo de disparo de aproximadamente

90º

Sinal a entrada dos diodos, para um ângulo de disparo de aproximadamente 90º Sinal da tensão

Sinal da tensão na carga. Como se pode constatar, a frequência é o dobro da rede eléctrica.

3. Conclusão

Neste trabalho foi efectuada uma análise sistemática de soluções existentes ao nível das topologias dos conversores CA/CC, com factor de potência quase unitário e corrente de alimentação quase sinusoidal.

Para verificação experimental da análise teórica deste conversor, foi concebido e executado o protótipo.

Os circuitos de rectificação a díodos ou tirístor são muito utilizados numa grande variedade de aplicações, sobretudo como conversores de interligação à rede eléctrica. A utilização deste tipo de rectificadores é muito atractivo devido à sua inerente robustez e simplicidade. Estes circuitos de rectificação não necessitam de muitos elementos semicondutores, e no caso dos rectificadores a diodos não são necessários circuitos de controlo. Contudo, este tipo de rectificadores apresenta características de carga não lineares, pelo que, perturbam a corrente das linhas de alimentação alternada deixando de ser sinusoidal e passando a conter harmónicas para além da fundamental. A presença destas harmónicas na corrente em redes de energia eléctrica, origina perturbações das tensões alternadas devido ao facto da impedância de curto- circuito a montante do rectificador ser não nula.

No sentido de minimizar as harmónicas existentes nas redes de energia eléctrica, são normalmente utilizadas técnicas tais como a associação de rectificadores e/ou a utilização de filtros. Contudo, com a utilização de elementos semicondutores totalmente controlados e a aplicação das técnicas de comutação forçada é foi possível resolver o problema das harmónicas de corrente ao nível do próprio conversor de potência.