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MANUAL DE SEGURANÇA E BOAS PRÁTICAS LABORATORIAIS – DQUI-UFES

MANUAL DE SEGURANÇA E BOAS PRÁTICAS PARA LABORATÓRIOS DE ENSINO E QUÍMICA

E BOAS PRÁTICAS PARA LABORATÓRIOS DE ENSINO E QUÍMICA Elaborado por: Cristina Maria dos Santos Sad

Elaborado por:

Cristina Maria dos Santos Sad DQUI/UFES

2008

SUMÁRIO

I. REGRAS BÁSICAS

1.

Recomendações gerais

04

2.

Recomendações de ordem pessoal

04

3.

Recomendações Referentes ao Laboratório

04

II.

ACESSÓRIOS DE SEGURANÇA E EMERGÊNCIA

07

III.

RISCOS COM EQUIPAMENTOS

12

1.

Equipamentos para vácuo

13

2.

Chapas ou mantas de aquecimento

13

3.

Muflas

13

4.

O uso de chama no laboratório

13

5.

O uso de sistema á vácuo

13

6.

O uso de capelas

13

IV.

MANIPULÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS

15

1.

Líquidos inflamáveis

16

V.

CONHECENDO AS SUBSTÂNCIASE E MISTURAS

17

1.

Propriedades Físico Químicas dos Solventes

17

2.Miscibilidade de Solventes Orgânicos

17

3.Principais Solventes Perigosos

17

4.Agentes de Secagem para Compostos Orgânicos

19

5. Misturas Perigosas

20

6. Substâncias que Reagem com Água

20

7.Tabela dos Grupos Principais de Substâncias incompatíveis

21

8.

Tabela de incompatibildade e reatividade

23

VI ARMAZENAMENTO,DESCARTE E LIMPEZA DE PRODUTOS QUÍMICOS

24

1. Armazenamento

24

2. Descarte

24

3. Limpeza de Vidrarias

24

VII ROTULOS PADRONIZADOS

25

VIII ACIDENTES

26

1 Primeiros Socorros

27

2.Outras Informações

28

IX COMPOSTOS TÓXICOS E CARCINOGÊNICOS

28

1

1.

CompostosAltamente Tóxicos

28

2. Líquidos Tóxicos e Irritantes aos Olhos e Sistema Respiratório

28

3. Compostos Potencialmente nocivos por exposição prolongada

28

4. Substâncias Cancerígenas

28

X MANUSEIO DE GASES E PRODUTOS QUÍMICOS DIVERSOS

29

1.

Regras no manuseio de Gases

29

2.Manuseio de Produtos Químicos

29

3.Aquecimento de Substâncias voláteis em Laboratórios

29

4.

Ponto de Inflamabilidade

30

XI ROTULAGEM SIMBOLOGIA DE RISCOS

32

XII REFERÊNCIAS

34

ANEXO I MODELO DE CARTAZES

36

2

O risco de acidentes é maior quando nos acostumamos a conviver com o perigo e passamos a ignorá-lo.

A segurança em qualquer local está apoiada em cada um: você é responsável por si e por todos.

]

3

SEGURANÇA NOS LABORATÓRIOS

Mais de 90% dos acidentes de laboratório são devidos a deficiências de informação sobre as fontes de perigo bem como a negligência no respeito por normas de segurança. A única maneira de evitar os perigos associados ao trabalho químico é conhecê-los bem.

O estudante é obrigado a conhecer os regulamentos de segurança em vigor para as aulas práticas, bem como a responsabilizar-se pelos danos pessoais e materiais provocados a terceiros pelo desrespeito por estas normas.

A atitude profissional ao manusear reagentes e equipamentos químicos faz com que o trabalho de Laboratório não seja mais perigoso do que qualquer outra atividade.

I REGRAS BÁSICAS

Cada aluno deverá ter o seu “kit de segurança”, que incluirá:

óculos de segurança (pode ser adquirido em qualquer casa de venda de produtos odontológicos) avental, com as seguintes características:

comprimento: até a altura dos joelhos

mangas compridas com fechamento, preferivelmente com velcro

em algodão, quanto mais encorpado melhor

luvas (apropriadas ao produto manipulado), para serem utilizadas principalmente na lavagem de material

1. RECOMENDAÇÕES GERAIS

O trabalho em laboratório exige concentração. Não converse desnecessariamente, nem distraia seus colegas.

2. RECOMENDAÇÕES DE ORDEM PESSOAL

Use SEMPRE óculos de segurança quando estiver no laboratório;

Use SEMPRE avental quando estiver no laboratório;

Os cabelos compridos devem SEMPRE estar presos;

Certifique-se da localização e funcionamento dos equipamentos de segurança coletivos: extintores de incêndio, lava-olhos e chuveiros de emergência;

Certifique-se da localização das saídas de emergência;

Não pipete nenhum tipo de produto com a boca;

Use calçados fechados de couro ou similar;

Não misture material de laboratório com seus pertences pessoais;

Não leve as mãos à boca ou aos olhos quando estiver manuseando produtos químicos;

4

Lave cuidadosamente as mãos com bastante água e sabão, antes de sair do laboratório;

NUNCA coloque nenhum alimento nas bancadas, armários, geladeiras e estufas dos laboratórios;

NUNCA utilize vidraria de laboratório como utensílio doméstico;

NUNCA fumar, comer, beber ou aplicar cosméticos em laboratórios;

Não use lentes de contato no laboratório, pois podem ser danificadas por vapores de produtos químicos, causando lesões oculares graves;

Não se exponha a radiação UV, IV ou de luminosidade muito intensa sem

a proteção adequada (óculos com lentes filtrantes);

Feche todas as gavetas e porta que abrir

3. Recomendações Referentes ao Laboratório

É indispensável o uso de avental longo e com mangas compridas com elástico, sobre a roupa e devidamente abotoado.

Evitar usar roupas de tecido sintético (facilmente inflamável);

Procure sempre solucionar suas dúvidas, antes de começar o trabalho, lendo atentamente o roteiro, organizando as vidrarias e produtos químicos

a serem utilizados.

Quando se fizer necessário (dependendo do risco de periculosidade do experimento) use luvas, mascaras e óculos de proteção apropriado ao uso, em capela. Exemplos;

A - Deve-se fazer uso de luvas e capela com exaustão para descarte e pré- lavagem de recipientes com produtos químicos. Em casos da não existência de capela, usar avental de PVC, protetor facial, e desenvolver a tarefa em local ventilado e seguro.

B - O manuseio de produtos químicos tóxicos e corrosivos deve ser feito em capela com exaustão ligada, e o uso de luvas apropriadas ao uso e óculos de proteção facial com filtros apropriados ao uso é conveniente. C – Deve - se usar luvas isolantes e frascos apropriados no transporte de nitrogênio líquido.

Quando da realização de atividades de risco (perigo de explosão, geração

de material tóxico, etc.) ou cuja periculosidade você desconheça, proceda da seguinte forma:

a. Avise seus colegas de laboratório

b. Trabalhe em capela com boa exaustão, retirando todo tipo de material

inflamável Trabalhe com a área limpa.

c. Use os equipamentos pessoais de segurança.

d. Tenha um extintor por perto, com o pino destravado.

Deve - se ler atentamente os rótulos dos frascos dos reagentes, antes de utilizá-los, pois neles há informações importantes para a sua manipulação

segura.

Evite derramar líquidos mas, se o fizer, limpe imediatamente o local,

utilizando-se dos cuidados necessários. Para nossa maior segurança não devemos: tocar nos produtos químicos com as mãos; não provar qualquer produto químico ou solução; não inalar

5

gases ou vapores desconhecidos, se for necessário, nunca o faça diretamente, use sua mão para frente e para trás (“abanar”), a pouca distância do recipiente e aspire vagarosamente.

Não abandone peças de vidro aquecidas em qualquer lugar. Quando aquecer substâncias ou soluções em tubos de ensaio, dirija-o para o lado em que você e seus colegas não possam ser atingidos. Os materiais de vidro devem ser utilizados com cuidado, pois se rompem facilmente e quando isso acontecer deve ser trocados imediatamente. Use sempre um pedaço de pano protegendo a mão quando estiver cortando vidro ou introduzindo-o em orifícios. Antes de inserir tubos de vidros (termômetros, etc.) em tubos de borracha ou rolhas, lubrifique-os.

Tenha cuidado especial ao trabalhar com sistemas sob vácuo ou pressão. Dessecadores sob vácuo devem ser protegidos com fita adesiva e colocados em grades de proteção próprias.

Não pipete líquidos com a boca, utilize pêra de borracha, vácuo ou pump. Não use a mesma pipeta para medir soluções diferentes.

Quando houver sobras nunca retorne ao frasco de origem.

Fique atento às operações onde for necessário realizar aquecimento.

Cuidado para não se queimar ao utilizar nitrogênio ou CO 2 líquidos.

As válvulas dos cilindros devem ser abertas lentamente com as mãos ou

usando chaves apropriadas. Nunca force as válvulas, com martelos ou outras ferramentas, nem as deixe sobre pressão quando o cilindro não estiver sendo usado. Ao se ausentar de sua bancada ou deixar reações em andamento à noite ou durante o fim de semana deixe uma ficha visível e próximo ao experimento constando informações sobre a reação em andamento, nome do responsável e de seu superior imediato, com endereço e telefone para contato, além de informações de como proceder em caso de acidente, falta d’ água ou eletricidade.

Sempre que possível, antes de realizar reações onde não conheça totalmente os resultados, faça uma em pequena escala, na capela.

Ao trabalhar com ÁCIDOS, NUNCA ADICIONE ÁGUA AO ÁCIDO E SIM ÁCIDO À ÁGUA LENTAMENTE.

Não deve - se acumular materiais sobre bancadas e pias. Todo material que não estiver em uso deve ser guardado limpo, em lugar apropriado.

Saber operar corretamente com o s equipamentos e aparelhagens do laboratório, conhecer seus riscos, usos e limitações.

Não misturar pertences pessoais com material de laboratório.

Discriminar a voltagem de todas as tomadas, de preferência padronizando suas cores, bem como indicar nos equipamentos suas respectivas voltagens.

Indicar com um aviso do tipo “Chapa quente” as chapas de aquecimentos Utilizadas.

Possuir em suas dependências uma Caixa de Primeiro Socorros, divulgar

conhecimento de todos os usuários.

6

II. ACESSÓRIOS DE SEGURANÇA E EMERGÊNCIA

Fazem parte dos acessórios os:

Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC).

Os EPI devem ser utilizados rotineiramente, são eles:

PROTEÇÃO PESSOAL

Proteção dos Olhos

- Óculos de Segurança - As lentes de contacto são proibidas no laboratório

porque podem facilitar o contacto da córnea com corpos estranhos provocando a sua lesão, serem difícil de remover no caso de salpicos. As lentes acrílicas representam um perigo adicional porque podem absorver e reter vapores químicos.

Proteção do Corpo

- Avental - Proteção contra salpicos; deve ser fácil de remover em caso de

acidente; devem evitar-se os tecidos que queimam facilmente ou que

façam uma massa quando fundidos. Evitar também aqueles que possam

desenvolver eletricidade estática. O algodão é uma boa opção na

generalidade dos casos.

- Calçado - Não se devem usar: Sapatos de salto alto, sandálias, sapatos

de tecido, sapato de couro é mais apropriado.

Luvas - Atenção: As luvas por vezes são permeáveis aos compostos

químicos. Deve - se utilizar luvas apropriadas ao uso (de borracha,

nitrílicas, cirúrgicas e para alta temperatura).

7

Tabela de resistência de luvas utilizadas nas atividades de ensino e

pesquisa.

PRODUTO QUIMICO

Borracha

Neoprene

Borracha

PVC

Latex

Nitrilica

Ac. Acético 50%

E

E

E

E

Ac. Clorídrico. 35%

E

E

E

E

Ac. Fluoridrico. 40%

E

E

E

E

Ac. Fosfórico. 80%

E

E

E

E

Ac. Sulfúrico. 50%

E

E

E

E

Acetato de Etila

B

B

SA

SA

Acetona

E

E

SA

SA

Acetonitrila

SA

E

NT

SA

Ácido Nítrico

E

E

B

E

Alcool Isopropílico

E

E

E

E

Alcool Metílico

E

E

E

E

Benzeno

SA

SA

SA

SA

Cicloexano

SA

E

E

NT

Dietanolamina

E

E

E

E

Dimetilformamida

E

E

SA

SA

Dissulfeto de Carbono

SA

SA

B

SA

Formaldeido 30%

E

E

E

B

Hexano e Heptano

SA

E

E

SA

Hidróxido de Amônio

E

E

E

E

Hidróxido de Sódio40%

E

E

E

E

Hidróxido Potas. 45%

E

E

E

E

Nitrobenzeno

NT

B

SA

SA

Tetracloreto Carbono

SA

SA

B

B

Tetrahidrofurano

SA

SA

SA

SA

Ticloroetileno

SA

SA

SA

SA

Tolueno

SA

SA

SA

SA

Trietanolamina

E

E

E

E

Xilenos ( o m p )

SA

SA

B

SA

E - excelente

B - Bom

SA – Sofre ataque

NT – Não Sofre ataque

-Proteção das vias respiratórias

- Máscaras

-Em todos os trabalhos onde se libertem gases, vapores ou poeiras

prejudiciais à saúde devem estar disponíveis aparelhos de proteção

respiratória para que possam ser utilizados em caso de necessidade.

-As máscaras podem ser de proteção total (boca, nariz e olhos) ou

proteção facial (boca e nariz).

8

-Devem estar preparadas para se adaptarem perfeitamente à cara do utilizador. -As máscaras devem ser cuidadosamente limpas, higienizadas, secas e guardadas em armários fora da ação de gases contaminantes. Os filtros que estejam fora da duração ou que estejam saturados devem ser substituídos por novos. -É de considerar que uma máscara de filtro só deve ser utilizada quando se sabe que a concentração do poluente na atmosfera não excede 2% em volume e o oxigênio do ar tem concentração superior a 15% em volume.

Filtros Os filtros são específicos dos poluentes a que se destinam. Eles são indicados por uma cor e uma letra. FILTROS ESPECÍFICOS DE POLUENTES

LETRA

COR

POLUENTES

 

A Castanho

Vapores orgânicos solventes.

 

B Cinzento

Gases ácidos, halogênios, ácido cianídrico, ácido sulfídrico, hidretos de arsênio, hidretos de fósforo, gases de queima exceto o monóxido de carbono.

CO

Anel negro

Monóxido de carbono.

E

Amarelo

Ácidos sulfurosos.

K

Verde

Amoníaco, pequenas % de ácido sulfídrico.

Para além destes filtros também há os chamados "filtros combinados". Estes podem ter várias pastilhas absorventes e ainda outros contra poeiras. Neste caso para além da letra ou letras que referimos tem a indicação "St".

Os filtros, mesmo armazenados têm um prazo máximo de duração:

Tipo A - 5 anos;

Tipo B e CO - 4 anos;

Tipo E e K - 3 anos.

9

De ordem Pessoal

-Todos os que utilizam um laboratório químico devem evitar os perigos da

ingestão dos compostos químicos.

-As seguintes precauções do senso comum minimizam a possibilidade a

essa exposição:

-Não preparar, guardar ou consumir comida ou bebidas no laboratório;

-Não fumar no laboratório ou nas suas proximidades, tendo em

consideração que os maços que encontram em embalagens abertas

podem absorver os vapores químicos;

-Não aplicar cosméticos no laboratório;

-Lavar as mãos antes de sair do laboratório mesmo que tenha usado luvas;

-Lavar a bata na qual tenha ocorrido salpicos de produtos químicos

separada da roupa pessoal;

-Nunca usar ou transportar a bata para áreas onde haja alimentos;

-Usar sempre os cabelos curtos ou apanhados

Os EPC mais comuns são:

capelas adequadas e instaladas fora da rota de evacuação.

chuveiros de emergência - instalado em local de fácil acesso e utilização.

lavador de olhos - deve funcionar junto aos chuveiros com jato de ar.

Para sua melhor segurança quando você estiver trabalhando em um laboratório, você deve:

01. Localizar os extintores de incêndio e verificar a que tipo pertencem e que tipo de

fogo podem apagar.

02. Localizar as possíveis saídas.

03. Localizar a caixa de primeiros socorros ou kit de emergência e verificar os tipos

de medicamentos existentes e sua utilização.

04. Localizar a caixa de máscaras contra gases. Se precisar usá-las, lembre-se de

verificar a existência e qualidade dos filtros adequados à sua utilização.

05. Localizar a chave geral de eletricidade do laboratório e aprender a desligá-la.

06. Localizar o cobertor anti-fogo.

07. Localizar a caixa de areia.

08. Localizar o lava-olhos mais próximo e verificar se está funcionando

adequadamente.

09. Localizar o chuveiro e verificar se este está funcionando adequadamente.

10. Informe-se quanto aos telefones a serem utilizados em caso de emergência

(hospitais, ambulância, bombeiros, etc.)

10

PROCEDIMENTO EM CASO DE INCÊNDIOS

1. Incêndio - CLASSE A

Material de fácil combustão e que deixa resíduo como: tecidos, madeiras, papéis, fibras. Combater utilizando água e espuma. Quando o fogo está no início utilize pós químicos secos ou gás carbônico

2. Incêndio - CLASSE B

Produtos

que

queimam

somente

na

superfície

como:

vernizes

e

solventes. Combater com abafamento, pós químicos, gás carbônico e espuma.

3. Incêndio - CLASSE C

Equipamentos elétricos energizadores. Combater com gás carbônico, pós químicos. Quando cortar a energia combater como a Classe A e B

4. Incêndio - CLASSE D

Produtos como magnésio, zircônio, titânio. Combater com abafamento com limalha de ferro fundido ou areia.

Regras Básicas em Caso de Incêndio no laboratório.

01. Mantenha a calma.

02. Comece o combate imediatamente com os extintores de CO2 (gás carbônico).

Afaste os inflamáveis de perto.

03. Caso o fogo fuja ao seu controle, evacue o local imediatamente.

04. Evacue o prédio.

05. Desligue a chave geral de eletricidade.

06. Vá até o telefone direto e ligue - Bombeiro 193.

07. Dê a exata localização do fogo (ensine como chegar lá).

08. Informe se este é um laboratório químico e que não vão poder usar água para

combater incêndio em substância química. Solicite um caminhão com CO 2 ou pó

químico

Cuidados

A – Fogo

01. Quando o fogo irromper em um béquer ou balão de reação, basta tapar o frasco

com uma rolha, toalha ou vidro de relógio, de modo a impedir a entrada de ar

02. Quando o fogo atingir a roupa de uma pessoa algumas técnicas são possíveis:

a) levá-la para debaixo do chuveiro;

b) há uma tendência da pessoa correr, aumentando a combustão, neste caso, deve

derrubá-la e rolá-la no chão até o fogo ser exterminado;

c) melhor no entanto é embrulhá-lo rapidamente em um cobertor para este fim;

d) pode-se também usar o extintor de CO 2 , se este for o meio mais rápido.

11

03.

Jamais use água para apagar o fogo em um laboratório. Use extintor de CO 2 ou

de pó químico.

04. Fogo em sódio, potássio ou lítio. Use extintor de pó químico (não use o gás

carbônico, CO 2 ). Também pode - se usar os reagentes carbonato de sódio (Na 2 CO 3 ) ou cloreto de sódio (NaCl - sal de cozinha).

OBS. - Areia não funciona bem para Na, K e Li. - água reage violentamente com estes metais - Se a situação estiver fora de controle abandone imediatamente a área e acione o alarme contra incêndio localizado no corredor

“NÃO TENTE SER HERÓI”

III. RISCOS COM EQUIPAMENTOS

Em geral:

- Leia atentamente as instruções sobre a operação do equipamento antes de iniciar o trabalho;

- Saiba de antemão o que fazer no caso de emergência, como por exemplo, a falta de energia ou água.

- Equipamentos elétricos

- Só opere o equipamento quando os fios, tomadas e plugs estiverem em perfeitas condições; o fio terra estiver ligado; tiver certeza da voltagem correta entre equipamento e circuitos.

- Não instale nem opere equipamentos elétricos sobre superfícies úmidas

- Verifique periodicamente a temperatura do conjunto plug-tomada. Caso esteja quente, desligue o equipamento e chama o serviço de manutenção

- Não deixe equipamentos elétricos ligados no laboratório, fora do expediente (exceto geladeiras e freezer) sem comunicar aos técnicos responsáveis.

- Remova frascos inflamáveis das proximidades do local onde será utilizado equipamento elétrico

- Enxugue qualquer líquido derramado no chão antes de operar o equipamento

IMPORTANTE

Não use nenhum equipamento em que não tenha sido treinado ou autorizado a utilizar. Observe sempre a voltagem do equipamento a ser utilizado.

1. Equipamentos para vácuo

.

Ao utilizar equipamentos para vácuo não deixe o ar entrar rapidamente no equipamento sob vácuo, pode ocorrer choque mecânico e implosão.

12

Não deixar o ar entrar rapidamente no equipamento sob vácuo, pode ocorrer choque mecânico e implosão.

Dessecador sob vácuo:

-

Não deve ser transportado com vácuo

-

Deve ser protegido com fitas adesivas ou filmes plásticos

-

As juntas devem ser engraxadas (graxa de silicone para vácuo)

-

Um frasco de segurança (trap) deve ser utilizado entre a bomba e o dessecador

-

A

escolha do agente dessecante depende do material a ser secado

-

Evite H 2 SO 4, P 2 O 5 e Mg(ClO 4 ) 2 .

Evaporação sob vácuo

- Evaporadores rotatórios - os recipientes não devem ser totalmente cheios com

a solução.

- Desligar o aquecimento, antes da evaporação total do líquido.

- Esfriar o frasco.

- Desligar o vácuo.

Filtração sob vácuo.

-

O

equipamento deve estar firmemente preso.

-

Se a filtração é lenta, não aumente o vácuo.

Destilação à vácuo.

- Usar manta elétrica ou banho (silicone/areia), sobre um sistema móvel (lab-jack)

- ebulição deve ser regulada por um tubo capilar.

A

O

- frasco de destilação deve estar apenas semi preenchido.

O

- vácuo deve ser ligado antes do aquecimento.

2. Chapas ou mantas de aquecimento

- Não deixe chapas/mantas aquecedoras ligadas sem o aviso “LIGADA

- Use SEMPRE chapas ou mantas de aquecimento, para evaporação ou refluxo, dentro da capela

- Não ligue chapas ou mantas de aquecimento que tenham resíduos aderidos sobre a sua superfície

3. Muflas

- Não deixe mufla em operação sem o aviso “LIGADA

- Desligue a mufla ou não a use se a termostato não indicar a temperatura ou se a temperatura ultrapassar a programada

- Não abra bruscamente a porta da mufla quando estiver aquecida

- Não tente remover ou introduzir material na mufla sem utilizar pinças adequadas, protetor facial e luvas de amianto ou couro.

- Não evapore líquidos na mufla

Empregue para calcinação somente cadinhos ou cápsulas de material resistente à temperatura de trabalho

13

4.O uso de chama no laboratório

Preferentemente, use chama na capela e somente nos laboratórios onde for permitido. Não acenda o bico de Bunsen sem antes verificar e eliminar os seguintes problemas:

Vazamentos

Dobra no tubo de gás

Ajuste inadequado entre o tubo de gás e suas conexões

Existência de materiais ou produtos inflamáveis ao redor do bico

Nunca acenda o bico de Bunsen com a válvula de gás muito aberta

5.O uso de sistemas a vácuo

- Somente opere sistema, as de vácuo usando uma proteção frontal no rosto

- Não faça vácuo rapidamente em equipamentos de vidro

- Recubra com fita de amianto qualquer equipamento de vidro sobre o qual haja dúvida quanto à resistência ao vácuo operacional

- Use frascos de segurança em sistemas a vácuo e verifique-os periodicamente

6.O uso de capelas

A capela somente oferecerá proteção ao usuário se for adequadamente utilizada.

Nunca inicie um trabalho sem verificar se:

o sistema de exaustão está funcionando

o piso e a janela da capela estejam limpos

as janelas da capela estejam funcionando perfeitamente

Nunca inicie um trabalho que exige aquecimento sem antes remover os produtos inflamáveis da capela

Deixe na capela apenas o material (equipamentos e reagentes) que serão efetivamente utilizados, remova todo e qualquer material desnecessário, principalmente produtos químicos.

A CAPELA NÃO É LOCAL PARA ARMAZENAMENTO DE PRODUTOS E EQUIPAMENTOS

Mantenha as janelas das capelas com o mínimo possível de abertura

Use,

equipamento, para maior segurança.

NUNCA coloque o rosto dentro da capela

que

sempre

possível,

um

anteparo

resistente

entre

você

e

o

SEMPRE instalar equipamentos ou frascos de reagentes a pelo menos 20 cm

da janela da capela

Em caso de paralização do exaustor, tome as seguintes providências:

Interrompa o trabalho imediatamente

Feche ao máximo a janela da capela

Coloque máscara de proteção adequada, quando a toxidez for considerada

alta.

Avise ao pessoal do laboratório o que ocorreu

Coloque uma sinalização na janela da capela, tipo “CAPELA COM DEFEITO, NÃO

USE

14

Verifique a causa do problema, corrija-o ou procure o setor de manutenção

para que o façam.

Somente reinicie o trabalho no mínimo 5 minutos depois da normalização do

sistema de exaustão

IV MANIPULAÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS

1. LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS

Ponto de fulgor < 70 o C

Classe I : Ponto de fulgor < 37,7 o C Classe II : 70 o C > ponto de fulgor > 37,7 o C

Combustíveis: ponto de fulgor > 70 o C, quando aquecidos acima do ponto de fulgor, comportam-se como inflamáveis

Tabela 1: Ponto de fulgor de alguns líquidos inflamáveis de uso comum em

laboratórios

Substância

Ponto de Fulgor ( o C)

Substância

Ponto de Fulgor

(

o C)

Acetato de etila

- 4.4

Ciclohexano

 

-20

Acetato de metila

- 9.0

1,2 dicloroetano

 

13

Acetona

-38

Dissulfeto de carbono

 

-30

Álcool etílico

12

Éter de petróleo

 

-57

Álcool isopropílico

12

Éter etílico

 

-45

Álcool metílico

23

Hexano

 

23

Benzeno

11

Trieltilamina

 

-7.0

O ponto de fulgor para outros líquidos podem ser encontrados no Handbook of

Physical and Chemical Constants ou no Merck Index

Observações Importantes

Não manipule líquidos inflamáveis sem se certificar da inexistência de

fontes de ignição nas proximidades: aparelhos que geram calor, tomadas,

interruptores, lâmpadas, etc

Use a capela para trabalho com líquidos inflamáveis que exijam

aquecimento

Use protetor facial e luvas de couro quando for necessária a agitação de

frascos fechados contendo líquidos inflamáveis e/ou extremamente voláteis

Nunca jogue líquidos inflamáveis na pia. Guarde-os em recipiente próprios

para resíduos de inflamáveis

15

V - CONHECENDO AS SUBSTÂNCIAS E AS MISTURAS

1. Propriedades Físico Químicas dos solventes

Solventes

Densidade Relativa a 20 0 C (água = 1)

(

PE

0 C)

Ponto de

Fugor

( C)

0

Limites de

Explosividade

(%Vol./ar)

Temp.

Autoignição

( C)

0

Densidade Vapor 20 0

(ar = 1)

Acetato de etila

0,90

77,1

-4

2,0 a 11,5

 

426

3,0

Acetona

0,79

56,2

-18

2,2 A 13,0

 

465

2,0

Acetonitrila

0,79

81,6

12,8

3 A 16

 

524

1,4

Benzeno

0,90

80,0

-11

1,2 A 7,8

 

498

2,8

n-Butanol

0,80

117,0

37,8

1,4 A 11,2

 

343

2,6

Ciclohexano

0,78

81,0

-20

1,3 A 8,0

 

245

2,9

Clorofórmio

1,48

61,7

NA

NA

+1000

4,4

Dimetilformamida

0,90

153,0

58

2,2 a 25,2

 

445

2,5

Etanol

0,79

78,5

12

3,3 a 19

 

363

1,6

Éter etilico

0,71

34,5

-45

1,8 a 36,5

 

160

2,6

Éter isopropílico

0,73

68,0

-28

1,4 a 21

 

443

3,5

Éter de petróleo

0,6 a 0,9

35 a 60

-57 a 18

1,0 a 6,0

232

a 290

-3,0

Etilenoglicol

1,11

198,0

111

3,2 a 15,3

 

398

2,1

Formaldeído

0,82

-19,5

NA

7,0 a 73

 

300

1,1

n-Hexano

0,66

69,0

-22

1,2 a 7,5

 

223

3,0

n-Heptano

0,70

98,4

-1,0

1,1 a 6,7

 

204

3,5

Isooctano

0,69

99,0

-12

1,0 a 6,0

 

418

3,9

Isopropanol

0,78

82,4

12

2,0 a 12

 

460

2,1

Metanol

0,79

64,5

12

6,0 a 36

 

385

1,1

Metiletilcetona

0,81

79,6

-9

1,8 a 12

 

404

2,5

Metilisobutilcetona

0,80

117,0

18

1,2 a 8,0

 

448

3,5

n-Propanol

0,80

82,5

25

2,6 a 13,5

 

412

2,1

Tetracloreto de

1,59

76,5

NA

NA

 

NA

5,3

Carbono

 

Tetrahidrofurano

0,90

66,0

-14

2,0 a 11,8

 

321

2,5

Tolueno

0,86

111,0

4

1,3 a 7,1

 

536

1,95

Xilenos ( o m p )

~0,87

~140,0

27 a 32

0,9 a 7,0

463

a 528

3,7

Obs.: NA - Não aplicável

16

2.

Miscibilidade de solventes orgânicos

01 Acetona

 

08

Éter dietil etilenoglicol

15

Piridina

 

02 Benzeno

 

09

Etanol

 

16

Trimetileno glicol

 

03 Butil acetato

10

Etileno glicol

 

17

Alcool caprílico

 

04 n-butanol

11

Formamida

18

Nitrometano

 

05 Éter n-butil

12

Glicerol

 

19

Clorofórmio

06 CCl 4

 

13

Alcool isoamílico

 

20

Tri butil fosfato

 

07

Éter etílico

 

14

Metil isobutil cetona

 
 

1

2

3

4

5

6

7

 

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

1

 

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M

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2

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3

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4

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5

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6

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M

 

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M

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M

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7

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8

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M

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9

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M

 

M

 

M

M

M

M

M

M

M

M

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M

10

M

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M

I

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I

 

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M

M

M

 

I M

M

11

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I

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I

 

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M

M

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12

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M

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13

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M

M

M

M

M

M

 

M

M

M

M

I

 

M

M

M

M

M

M

M

14

M

M

M

M

M

M

M

 

M

M

I

P

I

M

 

M

I

M

M

M

M

15

M

M

M

M

M

M

M

 

M

M

M

M

M

M

M

 

M

M

M

M

M

16

M

I

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M

I

I

 

I

     

MMMMMM

   

I

M

 

M

I

M

M

17

M

M

M

M

M

M

M

 

M

M

M

I

I

M

M

M

M

 

P

M

M

18

M

I

M

M

I

M

M

 

M

M

I

M

I

M

M

M

M

P

 

M

M

19

M

M

M

M

M

M

M

 

M

M

M

M

M

M

M

M

M

M

M

 

M

20

M

M

M

M

M

M

M

 

M

M

M

M

M

M

M

M

M

M

M

M

 

M

 

Miscível

   

I

 

Não miscível

 

P

Parcialmente miscível

3.

Principais Solventes Perigosos

 

hexano afeta os nervos após uso prolongado, pentano e heptano não.

 

benzeno tem efeito cumulativo e provoca lesões no sistema nervoso central,

 

bem como o xileno e tolueno.

 

Solventes halogenados

 

são tóxicos ao sistema nervoso, e às vezes, ao coração.

 

Outros solventes

 

dos álcoois, o metanol é o mais perigoso. Efeito cumulativo e ação sobre o nervo

ótico.

17

metoxietanol, etoxietanol influem no sistema nervoso central.

nitroanilina,anilina, nitrobenzeno são tóxicos ao sangue.

dimetilformamida (DMF) irritante e penetra na pele com facilidade .

dimetilsulfóxido (DMSO) irritante e penetra na pelo com facilidade.

OBS : Precauções no uso dos solventes

Uso de óculos de segurança.

Escolha cuidadosa do solvente e substituição, se for o caso.

Evite o contato com a pele.

Nunca pipete com a boca.

Trabalhe na capela.

Longe de fontes de calor.

Não estoque no laboratório: clorofórmio, éteres, dissulfeto de carbono.

Evite os halogênios. Fogo e/ou calor podem formar fosgênio (COCl 2 ) e HCl.

Não jogue os solventes diretamente na pia.

Recupere os solventes.

Separe os halogenados dos não-halogenados.

Guarde-os em frascos escuros rotulados:

“Resíduos clorados” “Resíduos inflamáveis” “Resíduos de hidrocarbonetos” “Resíduos de metais pesados”

18

4.

Agentes de secagem para compostos orgânicos

Carbonato de potássio anidro; sulfato de cálcio ou

Álcoois

Haletos de arila e de

ácidos

de magnésio anidro; cal viva (CaO).

Cloreto de cálcio anidro; sulfato de sódio, magnésio

ou cálcio anidros; pentóxido de fósforo.

Aldeídos

Sulfato de sódio, magnésio ou cálcio anidros.

Cetonas

Sulfato

de

sódio,

magnésio

ou

cálcio

anidros;

Bases orgânicas

(aminas)

Ácidos orgânicos

5. Misturas perigosas.

carbonato potássio anidro.

Hidróxido de sódio ou potássio, sólido, cal viva;

óxido de bário.

Sulfato de sódio, magnésio ou cálcio.

Peróxido de hidrogênio (H 2 O 2 ) – é decomposto com traços de Pb, Fe, Cu, Cr – com explosão.

Cloratos alcalinos (NaClO 3 , KClO 3 ) oxidantes

– reagem fortemente com

carbono, enxofre e papel.

Permanganato de potássio (KmnO 4 ) - é um poderoso agente oxidante em meios de ácido, base ou neutro.

→ HMnO 4 KMnO 4 + H 2 SO 4(conc.) Não pode explode
HMnO 4
KMnO 4 + H 2 SO 4(conc.)
Não pode
explode

Ácido nítrico forma nitratos instáveis com álcoois, acetona, acetonitrila.

HNO 3 + H 2 SO 4,conc não pode

19

Cloro gás que explode se misturado a hidrogênio e hidrocarbonetos na presença de luz. Dicromatos são poderosos oxidantes em meio ácido.

Sulfocrômica (K 2 Cr 2 O 7 ou Na 2 Cr 2 O 7 + H 2 SO 4 )irritantes,mutagênicos,,alergênicos e carcinogênicos. Evitar lançar no esgoto.

6- Substâncias que reagem com H 2 O

Metais alcalinos Cs, Rb, K explodem violentamente com H 2 O. Na reage menos violentamente.

Cálcio reage violentamente com H 2 O.

Hidretos de sódio, potássio e cálcio reagem violentamente com H 2 O. LiAlH 4 reage com H 2 O.

Organometálicos Metil lítio, butil lítio, organomagnésio, alumínio e cádmio reagem violentamente com H 2 O.

Óxido de fósforo (P 2 O 5 ) e óxido de cálcio (CaO) regem violentamente com H 2 O, liberando calor. Anidros e cloretos de ácido reagem violentamente com H 2 O.

Carbeto de cálcio (CaC 2 ) reagem com H 2 O, liberando acetileno que pode queimar.

Haletos de fósforo (PCl 3 e PCl 5 ) reagem violentamente com H 2 O.

Peróxidos de sódio, potássio (KO 2 , NaO 2 ) reagem violentamente com H 2 O.

20

7 – Tabela dos principais Grupos de substâncias incompatíveis.

REAGENTES

INCOMPATÍVEL

COM

Acetileno

cloro, bromo, flúor, cobre, prata e mercúrio

Acetonitrila

ácido sulfúrico, oxidantes fortes (percloratos/nitratos) e redutores (Na e Mg metálicos).

Ácido Acédtico

ácido nítrico concentrado, ácido perclórico, ácido crômico, peróxidos, permanganatos e nitratos.

Ácido Fosfórico

bases fortes, anilinas, compostos nitro-aromáticos, sulfatos, sulfeto de hidrogênio, ácido acético, éter etílico, líquidos e gases inflamáveis

Ácido Perclórico

enxofre, bismuto e suas ligas, álcoois, anidrido ou ácido acético, solventes e combustíveis, papel, madeira etc.

Ácido Sulfúrico

cloratos percloratos, permanganatos de potássio, de lítio e de sódio, bases, picratos, nitratos, pós metálicos e solventes.

Anilina

ácido nítrico, peróxido de hidrogênio.

Bromo

hidróxido de amônio, benzeno, benzina de petróleo, propano, butadienos, acetileno, hidrogênio e pós metálicos.

Carvão Ativo

dicromatos, permanganatos, hipocloritos de cálcio, ácidos nítrico e sufúrico.

Cianetos

ácidos.

Cloratos e Percloratos

sais de amônio, metais em pó, matérias orgânicas particuladas, enxofre, ácidos fortes, álcoois e combustíveis.

Cloreto Mercúrio (Hg-II)

sulfitos, hidrazina, aminas, ácidos fortes, bases fortes, fosfatos e carbonatos.

Cloro

Idem bromo.

Cobre (metálico)

peróxido de hidrogênio, acetileno.

Dicromato de Potássio

alumínio, materiais orgânicos inflamáveis, acetona, hidrazina, enxofre e hidroxilamina.

Éter etílico

ácidos nítrico e perclórico, peróxido de sódio, cloro e bromo

Etileno Glicol

ácido perclórico, ácido crômico, permanganato de potássio, nitratos, bases fortes e peróxido de sódio.

Formaldeído

peróxidos e oxidantes fortes bases fortes e ácidos.

Fósforo

enxofre, compostos oxigenados (nitratos, permanganatos, coratos e percloratos).

Hidrocarbonetos (Hexano, Tolueno, GLP, etc)

ácido crômico, peróxidos, flúor, cloro, bromo, percloratos e outros oxidantes fortes.

Hidróxido de Amônio

ácidos, oxidantes fortes, peróxidos, cloro e bromo.

Hidróxido de Sódio

ácidos, solventes clorados, anidrido maleico e acetaldeído.

Hidróxido de Potássio

cloreto de potássio, bromo, oxidantes fortes, sais de diazônio.

Iodo

acetileno, hidróxido de amônio e hidrogênio.

Líquidos inflamáveis (álcoois, Cetonas, etc.)

ácido nítrico, nitrato de amônio, peróxidos, hidrogênio, flúor, cloro, bromo e óxido de cromo (VI).

Mercúrio

acetileno, ácido fulmínico, amônia.

21

Met. Alcalinos

água, halogênios, tetracloreto de carbono.

Nitrato de Amônio

ácidos, pós metálicos e pós orgânicos, cloretos, enxofre, hipoclorito e perclorato de sódio, dicromato de potássio.

Óxido de Cromo (VI)

ácido acético, glicerina, líquidos inflamáveis e naftaleno.

 

Peróxido de Hidrogênio

álcoois, anilina, cloreto estanoso, líquidos inflamáveis.

cobre, cromo, ferro, sais metálicos, nitrometanos

e

Peróxido de Sódio

ácido ou anidrido acético, etanol, metanol, etileno glicol, acetatos orgânicos, benzaldeído e furfural.

Permanganato

de

glicerina, etileno glicol, benzaldeido, ácido sulfúrico e solventes orgânicos.

 

Potássio

 

Tetracloreto de Carbono

metais (Al, Be, Mg, Na, K e Zn), hipoclorito de cálcio, álcool alílico, dimetilformamida e água (forma gases tóxicos).

22

8. Tabela de incompatibilidade e reatividade

 

Produtos

Reação

Reação

Ignição

Formação

Produtos

incompatíveis

exotérmica

explosiva

espontânea

de gás

tóxico

Acetileno

Prata

 

+

   

Mercúrio

Cobre

Ácidos minerais fortes

Água

+

     

Bases

+

 

Cianetos

+

Azidas

+

Sulfetos

+

Hipocloritos

+

Bases minerais fortes

Água

+

     

Ácidos forte

+

 

Fósforo

+

Bromo

Comp. Ins.

+

     

Cloro

Carbonilas

+

Dietil éter

+

Amônia

+

Fósforo

+

Hidretos alcalinos

Ar

+

 

+

 

Oxigênio

+

+

Água

+

+

Mercúrio

Acetileno Amônia Halogênios Metais alcalinos Enxofre

+

+

   

+

+

+

Metais alcalinos

Água

+

 

+

 

Álcool

+

+

Halogênios

+

+

Haletos

+

KMnO 4 , O 3 ,

Comp. Org. Insat.

+

 

+

 

H

2 O 2

Agentes redutores

+

+

+

Fósforo

Ar Oxigênio Bases Agentes oxidantes Halogênios

   

+

 

+

+

+

+

+

+

Organo metálicos

Água

+

 

+

 

Ar

+

Oxigênio

+

23