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O esporte e a violência

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O fator gerador da Capoeira foi


justamente a necessidade do negro
escravo desvincular-se da violência
por qual era exposto, precisava de
algo dentro de suas limitações capaz
de dar uma alternativa ou uma
solução para este problema.
Capoeira, consiste numa dança luta
com emprego de golpes disfarçada
em brincadeira, com balanço dos
braços, ora num arremesso oportuno
dos pés, ora num golpe giratório
expressados com harmonia de todo o
corpo. Vendo que esta luta criava
condições para se tornar instrumento
de resistência, sem pestanejar o
negro usou da Capoeira a sua reação
a dominação dos senhores de engenho em sua privação da liberdade.
Nota-se que esta luta geradora de liberdade mostra-se atualmente
com capoeiristas se agredindo . Isto gera razões para a preocupação
da forma que a Capoeira foi submetida aos processos de seu
desenvolvimento. A Capoeira, quando iniciou-se transitava entre a
beleza da arte, pura e bela, e, na arte do guerreiro para a defesa e
liberdade. Até hoje, o seu desenvolvimento é um misto de arte pura e
bela e um instrumento de guerreiro .
Assim, pergunta-se: Como os capoeiristas das rodas de Capoeira
vêem essa nobre arte? Ela, a Capoeira, é para eles a mágica da
expressão corporal ou o elemento contundente da expressão da
Violência?
Foi verificado uma relação existente entre o aumento da violência e o
ensino aprendizado da mesma com a negligência de certos monitores
ao transmitir seus saberes, a super valorização dos grupos de
Capoeira, enfatizando que teus trabalhos como os melhores, a
democratização da violência urbana, tudo isto pode estar fazendo
esta constante da prática da violência nas rodas de Capoeira.
O capoeirista conserva em si a natural agressividade, a necessidade
de conquista, a força que o empurra para a luta. Que fazer com esta
força? Sublimá- lá.
Os aspectos envolvidos na violência dentro da roda de Capoeira, são
diversos e problemáticos, podemos levantar uma série de questões
que tornarão elementos importantes para repensarmos sobre o
destino da Arte que virou esporte.

Texto: DE PAULA, Luiz Carlos. Foto Carybé


Pg-01 www.capoarte.com.br