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Felicidade não se compra no merca- do Por Célio Teixeira Jr O que aconteceria se pudéssemos

Felicidade não se compra no merca- do

Por Célio Teixeira Jr

O que aconteceria se pudéssemos comprar um grama de contentamento, ou uma caixa de felicidade enlatada? Você já imaginou se no mercado da esquina fosse possível com- prar uma boa medida, sacudida, de felicida- de a granel? Ou se no freezer de um grande supermercado fôssemos capazes de encon- trar, entre os produtos ali existentes, um pa- cote de alegria congelada? Por certo o dono do estabelecimento seria um homem rico, ganhando muito dinheiro com a venda de tais produtos. Mas, felicidade e seus simila- res não se compram no mercado.

Tal idéia pode parecer absurda e até mesmo esdrúxula, mas quando a propaganda pro- mete mais do que o produto pode oferecer, quando ela vende o que a mercadoria não pode dar e as pessoas pagam por isso, no fundo, estamos achando que felicidade se vende e se compra, se negocia e se barga- nha. Quem dá mais por ela? Não é sem mo- tivo que grandes lojas, casas e magazines convidam você para entrar por suas portas e achar ali a felicidade.

O que nos assusta, no entanto, não é saber sobre o efeito que a propaganda de fato faz na vida do consumidor, mas é saber que a própria igreja do Senhor Jesus tem se trans- formado nesse mercado. Não por culpa do Senhor da igreja, mas, quem sabe, pela pre- gação errada, pela cobiça de seus líderes e pela busca frenética do povo que acha que felicidade se compra no mercado. Igreja hoje vende de tudo: um punhado de terra trazida do Monte Sinai que cura enxaqueca e dores lombares; garrafinha com a água do Rio Jor- dão que espanta mal olhado e traz prosperi- dade; azeite abençoado que estanca hemor- ragia, fecha feridas e alivia tensões. Isso sem contar que se você fizer o chá com a folha da Oliveira, sob os pés da qual Jesus sentou, sua família não sofrerá danos, seu negócio vai prosperar, sua vida vai melhorar e, se alguma pendência há, por certo, ela se desfará.

Igreja vende patuá, nichos, deuses, ima- gens, ramos, vestes, correntes, medalhas e santinhos. Igreja vende ingressos que com- pram bênçãos, lenços milagrosos que abai- xam febres, panos sagrados que expulsam demônios, tapetes santos que tornam os pés ligeiros e, se você cumprir o ritual, entender as regras do jogo, sacrificar da maneira certa e, principalmente, se você pagar, então a bênção será sua e de mais ninguém.

Mas, felicidade não se compra no mercado e nem em igreja alguma. A felicidade está no temor do Senhor, em obedecê-lo e guardar os Seus mandamentos. Felicidade que se preze não é passageira, transitória e mo- mentânea. Ela não precisa da autorização do clero, da aprovação do bispo e nem da palavra profética do pastor, do missionário ou daqueles que a si mesmos se declaram apóstolos. Felicidade não depende do chão que a gente pisa e nem da circunstância em que a gente vive. Felicidade não custa di- nheiro, não está à venda e nem tampouco pode ser trocada pelo sacrifício e pela dor. Felicidade é comunhão com o Pai, é

graça pura, é favor que não se merece, é conhecer a Cristo e o Seu amor. Felicidade é ser como Ele é, andar como Ele andou, a- mar o Seu amor, perdoar o Seu perdão, ver a vida com os olhos das crianças, admirar o que é belo, saltar de alegria com a vitória do irmão, cantar uma canção. Deus não vende felicidade, Ele dá, Ele presenteia e tem pra- zer em fazer isso. Numa palavra bem sim- ples, porém profunda e significativa, o sal-

mista diz: “Feliz o homem [e a mulher] que em ti confia” (Sl 84.12).

Se você anda à procura da tal felicidade, não se deixe enganar pelos vendilhões do tem- plo, pelos cambistas religiosos, pelos merca- dores de ilusões. Venha para Jesus, abra o coração para Ele e tão somente creia. E, por certo, você será contado entre aqueles sobre os quais o próprio Jesus se referiu quando disse: “Bem-aventurados os que não viram e creram”.

Rev. Célio Teixeira Júnior (revctj@uol.com.br)