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A Escola da Noite – Grupo de Teatro de Coimbra

Auto dos Físicos

de Gil Vicente

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SESSÕES PARA O PÚBLICO ESCOLAR

Coimbra,Teatro da Cerca de São Bernardo 30/09 a 13/11/2014 terça a quinta-feira, 11h00 ou 15h00

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Auto chamado dos físicos, no qual se tratam uns graciosos amores de um Clérigo

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Escrito e representado pela primeira vez entre 1519 e 1524, o Auto dos Físicos encerra o livro das farsas na “Copilaçam” de 1562 mas viria a ser excluído, pela censura da Inquisição, na edição de 1586. Acredita-se, pelo tom chocarreiro e pelo burlesco que a caracterizam, que foi representada em época de Carnaval. Um padre “morre” de um amor não correspondido e quatro médicos (os “físicos”) visitam-no à vez, sugerindo estapafúrdios remédios. Brásia Dias, a comadre que primeiro o tenta ajudar, um moço transformado em (fraco) alcoviteiro e um padre confessor que compreende “bem demais” o sofrimento do seu colega completam o leque de personagens desta divertida farsa, rematada por uma “ensalada” vicentina, com referências a outras peças do autor e a elementos do cancioneiro tradicional. A peça apresenta caricaturas de pessoas concretas – os quatro físicos correspondem a pessoas que realmente existiam e que o público facilmente reconhecia – mas é também, como quase toda a obra de Vicente, um retrato da corte, da Igreja e da sociedade portuguesas do século XVI em Portugal.

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e da sociedade portuguesas do século XVI em Portugal. ! Auto dos Físicos em “Uma Visitação”,A

Auto dos Físicos em “Uma Visitação”,A Escola da Noite | 1995

! ! [Uma] bufonada de franca imoralidade de carnaval. Carolina Michaelis de Vasconcellos, ! “Notas
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[Uma] bufonada de franca imoralidade de
carnaval.
Carolina Michaelis de Vasconcellos,
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“Notas vicentinas. Preliminares de uma edição
crítica das Obras de Gil Vicente.
Coimbra: Imprensa da Universidade, 1912.
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Físicos foi teatro sem encomenda. Fez-se
pelo prazer de pôr em acto, assumir
desvarios, jogar com os desdobramentos.
Maria Jorge,
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“Físicos”, in Osório Mateus (dir.), Cadernos
Vicentinos. Lisboa: Quimera, 1991.
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Nesta obra descobrimos o palpite verdadeiro da sociedade portuguesa de Quinhentos. Como acontece

sempre nos autos vicentinos, por trás do disfarce da sátira e do exagero, assomam os rostos verdadeiros das pessoas que viveram naquele tempo, com os seus vícios e as suas virtudes, com a sua ignorância e

com a sua ciência, com os seus amores e os seus ódios

É o seu sentido de humor que nos faz rir, é o

seu sofrimento que nos dói, e é por isso que os compreendemos e os amamos como se estivessem vivos.

Juan M. Carrasco González,

“A Farsa dos Físicos”, Ensaios Vicentinos. Coimbra:A Escola da Noite, 2013; pp. 115-127. !

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Gil Vicente e A Escola da Noite

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Gil Vicente ocupa no reportório da companhia um papel central – 11 dos 60 espectáculos que estreámos desde a fundação, em 1992, foram construídos a partir dos seus textos, no âmbito de um contínuo trabalho de pesquisa e experimentação dramatúrgica em torno do universo vicentino. Mas ele é bem mais do que o autor que mais vezes visitámos. Assumimo-lo como matriz estruturante para o desenvolvimento do nosso próprio processo criativo, mesmo quando trabalhamos outros autores, mesmo quando funcionamos em laboratório interno. A experimentação e a inovação, a introdução de novas fórmulas, o despojamento cenográfico, bem como a poesia, a musicalidade e fisicalidade mais ou menos explícitas nos seus textos e a forma como estes permitem valorizar a expressividade e a comunicabilidade dos actores perante o público fazem de Gil Vicente um autor profundamente contemporâneo no qual nos revemos e com o qual nos identificamos. Mais até do que na também presente e importante sátira social, inevitavelmente datada, que tantas vezes é sobrevalorizada ou abusivamente transposta para os nossos dias, como se não tivessem passado 500 anos. Mantemos com a obra vicentina uma relação de profunda mas dessacralizada admiração – o respeito incondicional pelo texto original não é, por isso, incompatível com uma desassombrada transposição cénica, onde, de forma clara e consciente, assumimos riscos e opções estéticas e introduzimos elementos de contemporaneidade, evitando quer a tentativa de fazer reconstituições históricas, quer a “actualização” das obras. Ao longo de 22 anos, construímos o que podemos chamar o nosso próprio corpus vicentino (que continua a ser alargado), constituído pelos 13 textos que trabalhámos mais aprofundadamente até ao momento, mesmo que nem todos tenham sido levados à cena na íntegra: “Auto da Índia”, “Comédia sobre a divisa da cidade de Coimbra”, “Farsa de Inês Pereira”, “Auto da visitação”, “O velho da horta”, “Floresta de enganos”, “Auto da Lusitânia”, “Auto dos Físicos”, “Pranto de Maria Parda”, “O juiz da Beira”, “Farsa dos almocreves”,“Tragicomédia pastoril da Serra da Estrela” e “Quem tem farelos?”.

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ESPECTÁCULOS Auto da Índia, enc. Rogério de Carvalho (1993); Comédia Sobre a Divisa da Cidade de Coimbra, enc. Nuno Carinhas (1993); Farsa de Inês Pereira, enc. Sílvia Brito (1994); Uma Visitação, enc.António Augusto Barros e José Vaz Simão (1995); Pranto, enc.António Augusto Barros (1998); Auto da Visitação e outras cousas que por cá se fizeram, enc.António Augusto Barros (2002); Almocreves e outras cousas que em Coimbra se fizeram em 1527, enc. Sílvia Brito (2003); O Juiz da Beira: aula prática, enc.António Augusto Barros (2003); Ensalada, enc.António Augusto Barros (2005); Auto da Índia: aula prática, direcção artística de António Augusto Barros,António Jorge, Sílvia Brito e Sofia Lobo (2007); Bonecos & Farelos, enc.António Jorge (2008)

ACÇÕES ! DE FORMAÇÃO oficina “Uma Aula Vicentina”, destinada a professores do Ensino Básico e do Ensino Secundário (três edições)

EDIÇÕES ! “Ensaios Vicentinos”. Coimbra:A Escola da Noite, 2003.

OUTRAS ! ciclo de conferências-espectáculo “Ensaios Vicentinos” (Coimbra, Oficina Municipal do Teatro, 2003)

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Auto dos Físicos

de Gil Vicente

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encenação António Augusto Barros elementos cénicos João Mendes Ribeiro figurinos Ana Rosa Assunção interpretação Filipe Eusébio, Igor Lebreaud, Maria João Robalo, Miguel Magalhães, Sofia Lobo co-produção A Escola da Noite / Ordem dos Médicos M/12 > 50' (aprox.)

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Coimbra,Teatro da Cerca de São Bernardo sessões para o público em geral (entrada gratuita para professores) 25 A 28 DE SETEMBRO quinta a sábado, 21h30; domingo, 16h00

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sessões para o público escolar (mediante reserva prévia) 30 DE SETEMBRO A 13 DE NOVEMBRO terça a quinta, 11h00 ou 15h00

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condições de acesso

3,00 por aluno; entrada gratuita para professores acompanhantes e alunos abrangidos pelo escalão A da ASE;

– A Escola da Noite disponibiliza materiais de apoio sobre o autor e/ou a própria peça aos professores que o

solicitem;

– No final de cada sessão, a equipa criativa do espectáculo está disponível para realizar conversas informais com os alunos e/ou visitas guiadas ao Teatro da Cerca de São Bernardo.

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informações e reservas

A Escola da Noite – Grupo de Teatro de Coimbra,Teatro da Cerca de São Bernardo, 3000-097 COIMBRA geral@aescoladanoite.pt, telef. 239 718 238 / 966 302 488, www.aescoladanoite.pt / weblog.aescoladanoite.pt