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2 • Trabalho • Brasília, domingo, 13 de julho de 2014 • C ORREIO B

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Trabalho • Brasília, domingo, 13 de julho de 2014 • CORREIO BRAZILIENSE

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2 • Trabalho • Brasília, domingo, 13 de julho de 2014 • C ORREIO B RAZILIENSE
PERFIS DE SUCESSO Maria Abadia Sturari e Carolina Barreto Sturari
PERFIS DE SUCESSO
Maria Abadia Sturari e Carolina Barreto Sturari

Parceria de mãe e filha

Elasfundaram, hámais de dez anos, um curso-conceito de espanhol,focado em aulas adaptadas às necessidades dos alunos e em experiências vivenciais

» ANA PAULA LISBOA

O ambiente da recepção é aconchegan-

te, lembra a sala de uma casa, mas se trata de uma escola de idiomas diferente. O lu- gar é pequeno, e alunos, professores e fun- cionários se conhecem pelo nome. Todos são recebidos com“¡Hola! ¿Qué tal?”. Em- polgadas, Maria Abadia Sturari, 61 anos, e Carolina Sturari Barreto, 33, criam um am- biente prazeroso para as aulas, que fogem do tradicional. É como se sentir em casa:

até lanchinhos são oferecidos aos estudan- tes. Éassimquemãe efilhalideramocurso de espanhol ¡Bravo!, fundado na 309 Norte

em 2003. A parte pedagógica fica a cargo da filha, enquanto amãe cuida da gerência da instituição.

A escola surgiu numa salinha, onde

Carolina fazia de tudo: lecionava, atendia ao telefone, limpava… Um ano depois, ganhou o reforço necessário para avan-

çar.“A Carol entendiamuito de espanhol e de aulas, mas não tinha experiência em

organizar um negócio. Foi aí que eu deixei

a sociedade em uma confecção de roupas

de festa para trabalhar com a minha filha”, conta Abadia. Apesar de estar arriscando, foi uma aposta certeira. “Eu tinha certeza de que daria certo.”

“Onossodiferencialétrabalharemcima

das necessidades do aluno. Temos turmas especializadas e pequenas, com no máxi- mo oito pessoas. É o primeiro curso-con- ceito de espanhol no Brasil. É conceito por- que você despadroniza a ideia que se tem do ensino de idiomas”, explica a professora Carolina. O curso básico dura dois anos.

“Somos o contrário de instituições que prendem o estudante para que ele pague mensalidades por muito tempo. Sabemos que dá para aprender com rapidez e adqui- rir fluência com aulas diferenciadas e cheias de vivências”, acrescenta. “Aqui o aluno não é um número, é uma pessoa. Não queremos turmas cheias só para ga- nharmais”, esclareceAbadia. Além dos módulos tradicionais, há treinamentos personalizados para via- gens, para quem vai fazer o concurso para diplomata e para outras necessidades. Ali, as tradicionais carteiras são substituídas por mesas de reunião. Os conteúdos não se limitam aos livros didáticos, que são apenas um complemento. Toda aula é obrigatoriamente repleta de materiais que vão além das páginas, como músicas, vídeos, jogos, notícias. “A pessoa que viveu fora fala melhor o idioma porque aprendeu por meio da vi- vência. É o que procuramos ter aqui. Na hora de ensinar nomes de produtos, não damos uma lista. Os alunos fazem um tour por um supermercado. O aprendiza- do sobre características físicas se dá por meio de jogos de tabuleiro”, compara Ca- rolina. O modelo tem dado certo. “Nunca fizemos propaganda. As pessoas chegam por indicações de outros estudantes que ficaram satisfeitos”, diz Maria Abadia.

Time seleto

No curso de espanhol ¡Bravo!, além de Carolina e Abadia, trabalham duas secre- tárias e dez professores. “Todos têm for-

Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press

“Todos têm for- Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press Tudo de que não gostamos em cursos comuns, usamos

Tudo de que não gostamos em cursos comuns, usamos para fazer diferente aqui. É assim que o nosso negócio dá certo”

Maria Abadia Sturari

mação pedagógica. São nativos ou pes- soas que tiveram experiências no exterior, que passam por teste, entrevista e treina- mento específico durante vários dias para dominar a nossa metodologia”, garante Carolina. “Não é só porque nasceu num país que fala espanhol que alguém sabe ensinar bem. Existe muito professor tra- vado. No treinamento, identificamos tudo isso.” Segundo as empresárias, o curso é de espanhol, mas a pontualidade é britâ- nica, mesmo em casos de imprevistos. “A Carolina mora aqui na quadra. Em caso de doença ou outro problema de um pro- fessor, ela chega em 3 minutos para dar aula. Os alunos nem vão perceber o pro- blema”, conta Abadia.

Paixão pelo idioma

A história de mãe e filha com a língua hispânica começou quando o patriarca da família, Raul Sturari, professor militar, foi convidado para trabalhar em El Salva- dor durante dois anos. Todos tiveram que aprender o castelhano às pressas. Foi no país da América Central que, depois de adquirir fluência, Carolina passou a ensi- nar espanhol para brasileiros ainda na adolescência. De volta ao Brasil, aos 17 anos, a jovem não parou mais de lecionar. Com fluência adquirida durante a tempo- rada no exterior, Carolina estudou cultura hispânica e se graduou em letras portu- guês-espanhol. “Nas diversas escolas em que trabalhei, eu via muita coisa que não achava certo. Turmas grandes, professores sem conhe- cimento pedagógico…”, critica. Motivada pelas próprias experiências negativas, Ca- rolina resolveu criar um curso diferente, personalizado para as necessidades do aluno. Até as experiências negativas fo- ram úteis. “Tudo de que não gostamos em cursos comuns, usamos para fazer dife- rente aqui. É assim que o nosso negócio dá certo”, indica Abadia.

É assim que o nosso negócio dá certo”, indica Abadia. DIREITO TRABALHISTA Faz parte da vida

DIREITO TRABALHISTA

Faz parte da vida

Projeto de lei propõe mais tempo para a licença de casamento e também a de luto para funcionários públicos e privados. Iniciativa, porém, esbarra nos interesses de empregadores

E nquanto o dia do matrimô- nio é considerado um dos momentos mais felizes da

vida, a dor e o pesar são inevitáveis quando se perde al- guém da família ou o cônjuge. O tempo longe do trabalho para as

duas situações pode estar prestes

a ser ampliado. O Projeto de Lei

nº 59/2014, que tramita no Sena- do, pretende aumentar as licen- ças por luto e casamento para empregados públicos e privados, equiparando-as com as de servi-

dores da administração pública.

A proposta, no entanto, vai con-

tra interesses de empresários e de empregadores.

Diante do serviço público, em

que o servidor que se casa ou en- frenta o falecimento de parentes próximos pode se afastar do tra-e de empregadores. Diante do serviço público, em balho por até oito dias consecu- po do

balho por até oito dias consecu- o falecimento de parentes próximos pode se afastar do tra- po do empregado público ou pri-

po do empregado público ou pri-

tivos, sem perda salarial, o tem-

vado é minguado. São apenas três dias de licença no caso de empregado público ou pri- tivos, sem perda salarial, o tem- casamento e dois dias no caso
vado é minguado. São apenas três dias de licença no caso de

casamento e dois dias no caso de luto com remuneração garantida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Para a psicóloga organizacionalgarantida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). e do trabalho Elizabeth Lacerda Barbosa, tanto o

e do trabalho Elizabeth Lacerda

Barbosa, tanto o casamento quan- to o luto exigem atenção e afasta- mento das funções laborais. “No caso do óbito, precisamos rea- prender a viver semaquela pessoa. Já o casamento é uma vida nova. As pessoas têm de curtir esse mo- mento, que é também de muita

emoção”, diz. “Se o servidor pode ter oito dias de descanso depois do casa- mento devido àquele momento que entra para a história de sua vida, por que o empregado do regime geral também não po-

de?”, questiona o autor da pro- posta, o senador Paulo Paim (PT- RS). Caso seja aprovado na Co- missão de Assuntos Sociais do

Senado, o projeto de lei segue para análise na Câmara dos De- putados e, em seguida, para san-

ção presidencial.

Tempo de emoção

Analista de tecnologia da infor-

mação em uma empresa pública, Júlio César Damasceno, 43 anos, defende mais dias para lidar com a

morte de uma pessoa querida. Ele

tirou a licença por luto após o fa-

lecimento do pai, no começo de

André Violatti/Esp.CB/D.A Press

do pai, no começo de André Violatti/Esp.CB/D.A Press Júlio César acredita que o afastamento deveria ser

Júlio César acredita que o afastamento deveria ser maior para o luto

acredita que o afastamento deveria ser maior para o luto A serviço do mercado O trabalho

A serviço do mercado

O trabalho está vinculado à

ideia de dedicação integral. Este é

o ponto de partida para entender

a resistência à proposta. Toda vez que se ampliam os direitos do

trabalhador, o mercado discute o impacto na produtividade. Não devemos estar a serviço do mer- cado. O trabalho é importante, mas não deve pautar o tempo de sofrimento ou de alegria.

» Cynthia Ciarallo, presidente do

Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP-DF)

junho, e pôde ficar quatro dias sem ir ao trabalho devido a um acordo da empresa. “Você não descansa um minuto sequer e ar- ruma força não sei de onde para voltar a trabalhar”, diz. Ele acredita que a aprovação do projeto de lei poderia trazer mais conforto para situações como essa, já que, em caso de falecimento, é preciso cui- dar da burocracia da morte. “Em dois dias, a pessoa não consegue se consolar. No primeiro dia, tem que entrar em contato com a fune- rária, pagar despesas, avisar todo mundo da perda, para, no segun- do, enterrar o parente”.

Preço

As mudanças beneficiariam to- das as categorias de trabalho regi- das pela CLT, como empregados do comércio, indústria, domésticos e funcionários de empresas públicas. O projeto de lei apresenta também me- dida inexistente na CLT: o trabalha- dor poderia se ausentar do serviço por até 15 dias para cuidar de familiar adoecido, caso a assistência seja in- dispensável. Obenefício já existe para servidores públicos, mas comprazo quatro vezes maior, de 60 dias. Na opinião do advogado Paulo Henrique Blair, professor de direito

do advogado Paulo Henrique Blair, professor de direito V Ve ej j a ao op p

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ccoonnsseeccuuttiivvooss::

Servidor x Empregado

público

celetista

Casamento

8x3

Falecimento de familiar

8x2

Cuidar de familiar adoentado

60 x 0

constitucional da Universidade de Brasília (UnB), as licenças da iniciati- va privada têm prazos pequenos. “Gostaria de ver igualdade entre os setores, mas tenho de reconhecer que essas medidas têmcusto”, pondera. “A maioria das empresas de médio e grande porte possuemnormas inter- nas ou acordos coletivos estabelecen- do maior tempo de afastamento. O maior impacto financeiro vai cair sobreopequenoempresário”, afirma. A Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais (Co- nampe) é contrária à aprovação da medida.“Vamos nos mobilizar pa- ra que seja um projeto de lei que fi- queesquecido”, declaraopresiden- te da entidade, Ercílio Santinoni. Ele justifica que, como funcionário fora do serviço, a empresa reduz a produçãoedeixadecrescer.“Parao governo, essas licenças não pesam tanto. Para a micro e pequena em- presa, que briga por espaço limita- do domercado para reduzir aomá- ximo os custos, é inviável. Não te- mos competitividade para arcar comisso”, argumenta. Para o presidente da Conampe, existem“funcionários pilantras” que poderiam usar os direitos in- discriminadamente. “Se o empre- gado tem 30 dias de férias, por que vai marcar casamento no período de trabalho? Não há porque au- mentarprazoparafazerluademel. Faça nas férias”, sugere Santinoni. “A gente vê que passou o enterro e no outro dia o camarada está no boteco”, completaopresidente.

Na estante

Saraiva/ReproduçãoEditora

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Nãofaçatudo sozinho: atue onde você tem mais talento e conte com os melhores para outrastarefas

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não o desperdice com funções administrativas, burocráticas, logísticas e comerciais. Terceirize e aposte nas funções que você pode realizar melhor. Esses são os principais ensinamentos do livro, que mostra que, na prática, as pessoas têm a tendência de querer fazer tudo sozinhas quando se trata de um negócio próprio. Hoje

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de uma equipe enorme ou altos custos fixos desnecessários. Manual de direito administrativo – 8ª edição

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O livro se destina aos que

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e aborda os principais

conceitos exigidos nas provas de direito administrativo. O autor apresenta as últimas decisões do STF e do STJ sobre o princípio da presunção de inocência e acumulação de cargos públicos, além de modificações no que tange à responsabilidade civil do Estado, improbidade administrativa, regime previdenciário dos servidores efetivos e alterações legislativas sobre licitações públicas.

/ReproduçãoLearningCengageaEditor

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respectivamente,

entendendo o universo dos jogos; programação, técnica, linguagem e arquitetura; criação e produção audiovisual; e a indústria de jogos.

programação, técnica, linguagem e arquitetura; criação e produção audiovisual; e a indústria de jogos. K Y

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