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Universidade Federal de Minas Gerais Ciências do Estado

Direito Comparado da Integração União Europeia

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UNIÃO EUROPEIA

UNIÃO EUROPEIA Trabalho apresentado à disciplina Direito Comparado da Integração como requisito parcial para

Trabalho apresentado à disciplina Direito Comparado da Integração como requisito parcial para encerramento de semestre.

Professor: Dr. Jamile Bergamaschine Mata Diz

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ALUNOS

Henrique José da Silva José Cláudio da Silva Leonardo Tetsuo Yamaguchi Reginaldo Lima

1 INTRODUÇÃO

2 SÍMBOLOS

SUMÁRIO

5

6

3 HISTÓRICO

7

4 MAASTRICHT

 

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5 INSTITUIÇÕES EXECUTIVAS DA UNIÃO EUROPEIA

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6 JUDICIÁRIO

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7 CONCLUSÃO

 

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8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

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Alegres, como voamseus sóis Através da esplêndida abóboda celeste Sigam irmãos sua rota Gozosos como o herói para a vitória.

Abracem-se milhões de seres! Enviem este beijo para todo o mundo! Irmãos! Sobre a abóboda estrelada Deve morar o Pai Amado.

Vos prosternais, Multidões? Mundo, pressentes ao Criador? Buscais além da abóboda estrelada! Sobre as estrelas Ele deve morar 1 .

1 Ode a Alegria. De Schiller. Hino da União Europeia

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1- INTRODUÇÃO

A união Europeia inaugurou um novo paradigma de soberania e uma nova noção de Estado. A congregação de soberanias ao delegarem parte de seus poderes de decisão nas principais instituições da União, faz valer a história e o espírito europeu, pois, ao nível deste espírito procuram decidir de modo democrático o interesse comum a todos Estados membros.

Diferente da federação dos Estados Unidos da América, bem como distante da ideia de cooperação das Nações Unidas, a União Europeia celebra através de suas instituições, a harmonia e o conjunto de medidas políticas e econômicas a serem trabalhadas.

Seu recente lema; “In varietate concordia’’ (Unidade na diversidade) de 4 de maio de 2002, proclamado 50 anos mais tarde do nascimento da u.e, nos dá a noção do quanto ainda se encontra em desenvolvimento e mudanças. A procura por símbolos que a façam ser preenchidas de um status grandioso passa pela assimilação dos ícones da cultura ocidental como o hino europeu ode to joy do clássico Beethoven que rearranjado pelo alemão Herbert Von Karajan, sintetizam a máxima do ideal humano.

Sua Bandeira de 12 estrelas traz consigo o número da plenitude, da perfeição e das horas do dia. Faz-nos lembrar das 12 horas do quadrante do relógio e o ano completo com seus doze meses, uma visita ao trabalho incessante de agrupar os mais variados povos e culturas em uma só ideia.

A disposição circular de suas estrelas ainda remete a ideia de harmonia e perfeição, quesitos tão caros a países calejados de guerras constantes.

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1- BANDEIRA

1- BANDEIRA 2- MOEDA SÍMBOLOS 3- LEMA “ In varietate concordia’’ 4- HINO Hino da Alegria

2- MOEDA

SÍMBOLOS

1- BANDEIRA 2- MOEDA SÍMBOLOS 3- LEMA “ In varietate concordia’’ 4- HINO Hino da Alegria

3- LEMA

In varietate concordia’’

4- HINO

Hino da Alegria baseado no poema do poeta Alemão Friedrich Von Schiller musicado por Beethoven

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BREVEHISTÓRICO

A integração da Europa teve seu início como uma resposta á devastação provocada pela Segunda Guerra Mundial. Por séculos havia a idéia de uma união comercial estável entre as diversas nações européias, mas nada que tenha se traduzido para o concreto. Mas, talvez com um dos poucos resultados ‘positivos’ da 2ª. Guerra, um clima político começou a se abrir para a possibilidade de uma integração maior.

Do ponto de vista político podemos destacar três fatores que influenciaram as nações na direção de uma integração: o surgimento da URSS e dos EUA como potência, diminuindo a importância política da Europa, o fato de muitos virem o nacionalismo como fonte de instabilidade política, e uma maior integração diminuiria os movimentos nacionalistas e finalmente a criação de uma Europa mais unida e integrada diminuiria as possibilidades de novamente o nacionalismo alemão ameaçar a Europa. Além dos motivos políticos, economicamente uma Europa unida também seria de grande interesse para todas as nações do continente. Com o crescimento da União Soviética, principalmente depois de 1947, tornou-se mais urgente algum tipo de movimento rumo a uma integração maior.

Após intensas discussões e dezenas de propostas diferentes chegou-se a conclusão de que a união deveria ser iniciada pela porta da economia, via comércio e que dela viria naturalmente uma união política.

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Em 1950, sob a influência do visionário Monnet, o Ministro do Exterior francês Robert Schuman propôs a criação da Comunidade Econômica do Carvão e do Aço (ECSC). Uma autoridade independente iria propor suas diretrizes e legislar e um Conselho de Ministros representantes dos governos nacionais faria a supervisão. Uma Corte Européia de Justiça iria arbitrar. Em 1951, França, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, Holanda e Itália assinaram o Tratado. Como crescimento da atividade econômica, em 1957 os dois Tratados de Roma criaram a Comunidade Econômica Européia (EEC) e a Comunidade Européia de Energia Atômica (EURATOM). A estrutura administrativa permaneceria a mesma, apenas renomeando a Assembléia para Parlamento Europeu.

Nos primeiros anos a EEC teve um crescimento vertiginoso. Ainda no início da década de 60 os seis membros iniciais criam a Política Comum de Agricultura (CAP), que substitui os programas nacionais de agricultura.

Com a volta de De Gaulle ao poder na França, um eurocético contumaz, o avança da EEC ficou estagnado e em 1965 ele retira os representantes franceses de Bruxelas demandando poder de veto das nações membro nas decisões da Comissão. A crise dura 6 meses até ser aceita as demandas de De Gaulle. De Gaulle ainda usou o poder de veto para bloquear a entrada da Grã Bretanha a EEC em 63 e 67, temendo a influência americana na Europa.

Com a saída de De Gaulle do poder, em 1973 a Grã Bretanha se afilia à EEC juntamente com a Irlanda e a Dinamarca. Mas o pessimismo com relação a uma maior integração no sentido federalista ainda permanecia profundo. Dois acontecimentos no início da década de 80 persuadiram os membros da EEC da necessidade de reformas. O primeiro foi a filiação da Grécia em 1981 seguidas de Portugal e Espanha em 1986, o que dificultava ainda mais o consenso na tomada das decisões, agora que havia maior número de países membros. O segundo foi o ímpeto econômico. Os ganhos de produtividade europeus estavam em grande defasagem em relação aos japoneses e americanos neste início do período de globalização, onde

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manufaturados baratos de países do terceiro mundo começavam a invadir os mercados internacionais. A Comissão, apoiada por seu novo presidente o francês Jacques Delors juntamente com líderes de grandes empresas tentam então reenergizar a indústria, “relançando” a EEC. A remoção das remanescentes “barreiras não-tarifárias” dentro da EEC completaria o “mercado comum” e permitiria maior competição à indústria na Europa.

Mas tanto a ampliação como o Mercado Comum eram bastante complexos e uma necessidade de aprimorar o sistema decisório se fazia cada vez mais premente. Era preciso abrir mão do sistema de votação por unanimidade e passar ao de maioria no Conselho de Ministros, de modo que as votações não ficassem reféns de vetos individuais. Foi o Ato Único Europeu (SEA) de 1986, com data final de implantação em 1992, que, entre outras mudanças comerciais transformou a EEC em Comunidade Européia (EC). Apesar de um futuro ainda incerto, a Comunidade Européia não era mais simplesmente um agrupamento econômico.

Mas novos desafios se apresentavam em especial a questão da flutuação das moedas nacionais, a posição da EC em assuntos de política externa, a harmonização das políticas sociais. Em resumo, o quão federalizada a EC se tornaria.

Estas questões foram o plano de fundo para a crise de identidade da EC. A integração chegou a um ponto no qual os líderes tinham que começar a fazer escolhas entre visões nacionais e de uma Europa unida. Mas a crise se tornou ainda mais séria com o fim da Guerra Fria e reunificação da Alemanha em 1989.

O problema mais grave que enfrentou a EC após 89 foi a unificação da Alemanha, e o medo que 80 milhões de pessoas e 30% do PIB europeu pudessem dar as costas para o projeto de uma Europa unida. Mas aconteceu o contrário, a nova Alemanha reunificada e a maioria de seus líderes, foram a favor de uma integração ainda maior a favor de uma Alemanha ainda mais pró- européia. Em março de 1990 o Chanceler Helmut Kohl e o Presidente François Mitterrand convocaram duas conferências intergovernamentais; uma para

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negociar um tratado sobre União Econômica Monetária (EMU), que tinha como objetivo último a criação do Banco Central Europeu e uma moeda única, e a outra discutiria a união política da Europa, na ideia de reformar as instituições da EC e introduzir políticas sociais comuns, além de lançar as bases para uma política comum de segurança e de assuntos estrangeiros.

O resultado de ambas as conferências foi o Tratado de Maastricht assinado em dezembro de 1991, que por insistência da Grã Bretanha, teve a palavra ‘federal’ retirada de sua redação. Os países acordaram em criar uma moeda única e o Banco Central até 1999. O Parlamento Europeu ganhou importância e poderes, inclusive o poder de veto em vários casos. As responsabilidades da Comissão Européia foram ampliadas e agora incluíam proteção ao consumidor, educação, saúde, redes de transporte, etc. a ajuda européia a seus membros mais pobres (Portugal, Irlanda, Espanha e Grécia) mais que dobrou a fim de diminuir as disparidades dentro da Comunidade.

3- MAASTRICHT

O Tratado de Maastrich empurrou a Europa mais para próximo de um caminho federalista e a EC se tornou União Européia (EU). Surgem aqui os três pilares da União Européia: o primeiro, a integração econômica dentro da EU; o segundo, política externa/segurança; e terceiro, a justiça. Como política externa e justiça são áreas muito sensíveis intimamente relacionadas à soberania interna dos membros, os atores supranacionais (a Comissão Européia, o Parlamento e a Corte Européia de Justiça) receberam poderes menores nos novos pilares. A opção da Grã Bretanha de ficar de fora do MEU em políticas sociais, lançou um precedente complexo. Significava que áreas diferentes da integração poderiam ter membros diferentes.

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Mas o crescimento da Europa foi ofuscado pela recessão global e pelos custos da reunificação da Alemanha. Quando Maastricht foi assinado, apenas França e Luxemburgo estavam dentro dos cinco critérios econômicos estabelecidos pela EMU. Mas outros problemas viriam. Em 1992 os dinamarqueses votaram não em um referendo nacional para ratificar o Tratado. Em setembro do mesmo ano, especuladores acabaram tirando a Lira italiana e a Libra Esterlina do SEM (Sistema Monetário Europeu), e em 93 o sistema inteiro colapsou.

Além disso, o Tratado de Maastricht praticamente não tratou de uma conseqüência do fim da Guerra Fria: a ampliação para o leste. Côo o fim da União Soviética, uma série de novas nações capitalistas surgiu no leste europeu, todas prontas a quererem filiação ao grupo das nações ricas da EU.

Em 1994 os líderes da EU formalmente aceitaram que a ampliação era inevitável a fim de estabilizar as novas democracias do leste. O problema era, como estes novos membros afetariam o clube? Duas questões a EMU internamente e a ampliação para o leste dominaram o cenário europeu na década de 90.

Em 1997 ficou acordado que ao final de 99 todos os 15 membros da EU adotariam a moeda única e em 2002 todas as moedas nacionais foram substituídas por notas e moedas do novo Euro. Apenas Suécia, Dinamarca e Grã Bretanha (por opção) e Grécia (por não ter se adequado às exigências a tempo) ficaram de fora da união monetária em 99. Após severas mudanças monetárias e fiscais, a Grécia se juntou ao grupo em 2001. Coincidentemente os três países que optaram por não adotar o Euro foram os mesmos a defender uma Europa ‘confederal’ em vez de uma Europa ‘federal’. O debate federal- confederal ainda hoje está na mesa de discussão.

No plano da ampliação da Europa para o leste (num total de 27 membros possíveis ao final), talvez o maior problema tenha sido re-balancear o delicado peso da representação das diversas nações nas instituições européias. Esta e outras questões estabeleceram a agenda para a conferência intergovernamental de 1996 em Maastricht. Seu resultado foi o Tratado de

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Amsterdam, assinado em maio de 97. Ainda assim o ponto mais importante, de repesar os votos no Conselho após a ampliação ficou para outra rodada de negociações agendadas para o ano de 2000. Suas principais decisões foram o aumento dos poderes do Parlamento Europeu, a criação de um Alto Representante para política exterior.

Em 2004, 10 novos membros foram aceitos em bloco, e ficou acordado que nenhum país membro poderia receber mais do que 4% de seu PIB e ajuda da EU.

A primeira década do século XXI trouxe novos problemas de representação e nova crise de representação democrática frente à população européia. Uma Convenção realizada em Bruxelas em 2001-2002 reuniu 105 delegados de todas as nações membros, mas resultou em decisões de pouca amplitude.

A tentativa ocorrida de 2005 a 2008 de reavivar o Tratado Constitucional da Europa acabou falhando, especialmente após o referendo francês de 2007 dizendo não majoritariamente. Com a chegada do hábil Nicolas Sarkozy à Presidência francesa um novo documento foi costurado que ficou conhecido como Tratado de Lisboa. Juntamente com outros líderes, ficou acordado que não haveria referendos nacionais, bastando que os Parlamentos dos Estados membros ratificassem o novo documento. Contudo, a direito interno Irlandês demandava o referendo e a maioria da população acabou por votar não ao Tratado de Lisboa, em 2009 colocando em risco toda a Europa. Um novo referendo acabou por ser convocado um ano depois e o sim venceu pó 67,1% dos votos.

Hoje a Europa permanece enredada em sua crise de identidade. Muitas de suas ambigüidades foram deixadas para trás ruma a uma quase- federal EU, mas ao mesmo tempo o desenvolvimento de instituições européias e mudanças geopolíticas confrontam os cidadãos mais do que nunca.

Uma mensagem clara enviada pela EU de hoje é que mais educação sobre o que ela é se faz necessário. A distância das instituições da

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EU da vida dos seus cidadãos, seus arcanos processos deformulação de políticas e a natureza técnica de suas responsabilidades criaram um dos

sistemas políticos menos compreendidos dos tempos modernos. Isto é verdade não apenas para a média dos europeus, mas das elites também. As apostas e as regras do jogo da EU são frequentemente apenas por

É ainda

especialistas e participantes diretos nas políticas de suas políticas

mais verdadeiro nos Estados Unidos, onde a ignorância de como seus aliados

mais próximos transformaram seu continente é quase completa.

4- INSTITUIÇÕES EXECUTIVAS DA UNIÃO EUROPEIA

Para m el h or co m pree n der o fe n ô m e n o da i n tegr a ç ã o e u r ope i a , faz-se necessário o en t en d i men t o acerca do funcioname nto de seus órgãos administrativos e suas respectivas competências no espectro i nstitucional. Es t e texto busca escl arecer sobre tal estr u tu r a

organi zacional

i n ter n a ci on a i s. Apesar de a pre sen ta r semel h a n ça s com a e strutura de a lgu n s desses atores, a União Europeia (UE) não pode ser d e fi n i d a como uma espécie de super Es ta d o, tampouco como uma or ga n i za çã o i nter nacional. Seu a rr a n jo i nstitucional é compos to por órgãos que dividem funções e responsabilidades quanto à gestão das políticas

c ar áter sui generis s e compar ados aos demais atores

de

comunitári as, apesar d e cada qual ter competênci as específicas bem

defi nidas.

a r ti cu l a çã o de a tivid a des e da constituiç ão d o processo decisório que a

UE se diferencia dos demais atores internacionais.

E

é

em

função d essa di s tribuiç ão de competênci as e

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CONSELHO EUROPEU

O Cons el ho Europeu é compos to pe l os chefes de Estado e Gover n o de ca d a Estado m e m bro da UE, assi stidos pelos seu s m i ni s tros das Relações E xteriores, a cr esci d o do pre siden te da Comi ssã o Europei a. Reúne- s e pelo menos d u a s vezes por ano e é res ponsável pe l a for mul aç ão das diretri z es pol ític as gerais qu e irão definir os ru mos da integração europeia.

Assim, todos os tr a ta d os

assi nados entre E st ados m em br os

refere ntes ao processo de cons olidaç ão da U E são feitos no âmbito do Con s el h o Eu r ope u . Esta é então a i nst ância em que sã o to ma d a s as gr an des d eci s ões , relegando sua aplic aç ão e concreti zaç ão a os dem ais org ani sm os e a g ên ci a s e s peci ali za d a s da UE. Em suas reu n iões sã o ger ados rel atórios ao Parl amento e u ma avaliação anual acerca dos avanços obti d os com o processo de i n tegr a çã o.

Apesar de a briga r o ex ecutivo dos Es ta d os membros, o Cons el ho Europeu não é o órgão ex ecutivo da União Europei a. D eve-se fazer uma d i fer en ci a çã o e n tre este e o Cons el ho da Europa, que é u ma organi zaç ão i nter nacional n ã o pertencente à e strutura da UE .

CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA

Também denominado Conselho d e Ministros, abriga ministros i n d i ca d os pelos E st ados membros para repre s ent á-l os em ques tões diver sas. O Cons el ho da UE e o Parl amento são os res ponsáveis pe l o exercício do poder legislativo, bem como representam a autoridade orçamentária da UE.

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As com pe t ên ci a s de s te Co nsel ho e n volvem t am bém a coorde naç ão das pol ític as econ ômi ca s nacionai s, celebr aç ão de a cor d os i nter nacionai s , tomada de d eci sã o refere nte à execução da política externa e de segurança comuns e equacionar a cooperação policial e ju d i ci á r ia . É pre sidido pelo mi ni stro do país qu e correntem ente possui ma n d a to s emestr al de pre siden te do Cons el ho d a União Europeia e auxili ado por u m Secretário Geral que coorde n a todo o s ecret ari ado do Co ns el h o da UE. Este por s u a vez é um fu n cio ná rio pú bli co.

o

O Co ns el h o da UE é a i ns t ân cia d eci s ór i a mais i m port an te na

medida em que reflete os i nteress es dos E st ados vi a

mi ni s teri al e é o pr i n ci p al órgão for mulador de po l íti ca s comu nit ári as . Enquanto o Conselho Europeu determina as diretrizes gerais, o

Co ns el h o da UE é o re s po nsá vel por materi ali zá - l as em forma de t ais po l íti ca s comunit ári as . A atuaç ão do Cons el ho da U E baseia-se nos q u a tro pilares da União, qu a i s sejam as Co mu n ida des Eu r ope i a s (Co m u n id a de Europeia do Carvão e do A ço - CECA, Co m u n id a de Europeia de En er gi a Atômica Eur atom e Co mu n id ade Econômica Europeia CEE), a Política Ex t er n a e de Segur ança Comum (Pesc) e a cooperação policial e judiciária.

repres ent aç ão

das

Relações E xteriores d os Esta d os , e n tretan to a tua lme n te su a for maç ã o

se dá m função do tema a ser debatido. Assim, se a ques t ão referir- s e, por exemplo, a algum tema relacionado a meio ambiente, a formação

do Cons el ho da

dos E s t a dos m e m bro s . Desta f or m a , o Co ns el h o da UE a pre s e n t a - se com n ov e diferentes for mações de man eira a a ba r ca r os pri ncipai s temas pertin en tes à Un iã o Europei a, a sa b er :

Origi nal mente

o

Cons el ho

da UE reunia

os

mi ni stros

U E para tal reun ião será de mi ni s tros do m ei o

ambient e

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I. Questões Gerais e Relações Internacionais (GAERC General

Affa irs and E xt ernal Re la ti on s): a ma i s import ant e

Con s el h o. Reúne os ministros das Rel a ções Ext eriores dos Est ados membr os mens alment e. Subdivide- se em dois, em que uma discut e

formaç ão deste

ques t ões

gerais e a ou tra a ssun tos de relações exter i or es.

II.

Rel ações Econômicas e Financeiras (Ecofin Economic and

Fin a n cia l Affa ir s): Acolhe os ministros da fazen d a e de finanç as dos

Estados membros.

III. Agricultura e Pesca: Uma d a s form ações mais

a n t ig a s, secret ários e

reúne os minist ros da a gricul tura

comissários responsáveis por segurança alimentar, questões vet erinári as e de sa úde pú bli ca dos Est ados m embr os.

e pesca, bem como

IV. Que stõ e s Do mé stica s e de Justiça ( JHAJustice and Ho me

Affa ir s): C omp os t o por ministros da Justiça e do in terior d os Est ados da

UE.

V. Empre go, Política s Socia is, Sa úde e Dir e ito do Consu midor

(EPSCO Employment, Social Policy, Health and Consumer Affairs

Council): Abrange os ministros, secretários e/ou comissários

rel acionados aos temas em q uestão d os respec tivos países membr os.

VI. Com p e titi vi d a d e : Uma das f or m a çõ es mais recen t es, a p a r t ir

de junho de 2002 a grupou três out r as configur ações já exist ent es Merc ado Int erno, In d ú s tr i a e Pes quis a. Dependo do tema d eba ti d o, é

constituído por ministros c om p e ten tes da á r ea.

VII. Transporte, Telecomunicações e Energia: Tão recente como

a a n ter i or , essa formaç ão também a grupou os tr ês temas em um só.

Compos t o p or minist ros das respectiv as áreas em seu s Esta d os origem, reúne-se normalmente uma vez por bimestre.

de

VIII. Meio Ambien te: Encontra-se com a mesma frequência da

e remetendo ao próprio nome, é composto pelos

formação anterior

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ministros c omp e ten tes da á r ea.

IX. Educa çã o, Juve ntude e Cultura (EYC Educa tion, Youth and Cu lt u r e ): Encontr am- se os minist ros da Ed u ca çã o, Cultur a , Ju ven tu d e e das Comu n i ca ções aproximad ament e três vezes ao a n o.

PARLAMENTO EUROPEU

Eleito por sufrágio universal, o Parlamento Europeu é o órgão de repre sen ta çã o popula r no âmbito da U E. I nici al mente era for ma do por

membros dos Parlamentos nacionais e detinha limitadas funções co ns ultiv as. Ao longo d os anos, com a co ns olid a ç ã o de u m a Com u n i d a d e

Europei a, viu-se a necessidade de ampliar a legiti midade

repre sen ta tivid ade deste órgão, e em 1979 foi eleito pela primeira por eleições diretas. OParlamento ganhou importância e enquanto estrutura deci s ória que manifest ava a v on ta d e popular deveria re spo n der aos anseios de s eu el ei t or a d o.

e

O Parl ame nto concede legi timidade democr ática às decisões

concernentes a os regulamentos normativos necessários à coorde naç ão de pol ític as nacionais e para a for mul aç ão de pol ític as comun s. Compete ao Parl amento exercer funções legi sl ativas e de controle or ça m en tá r i o ju n ta m en t e com o Cons el ho da UE. No qu e tange

ao orçamento comunitário, o Parlamento juntamen te com o Conselho sã o i ntervenientes no processo de alocação d e recursos. O Parl ame nto pode solicitar modificações na alocação dos fundos para despesas não obrigatórias e deve aprovar a peça orçamentária final.

Refere nte ao poder

legi sl ativo, apesar de n ã o terem poderes

para propor leis, o Parl ame nto e o Cons el ho da UE po d em e me nd a r ou vetar os textos con s ti tu ci on a i s propo stos pela Comi ssão Europei a. D es ta

forma, os três órgãos t r a ba l h a m coordenada e co n co m it an te m e n te

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para o

exercício legi sl ativo da União. O Parl amento t ambém é re spo nsá vel por supervisionar a Co missã o, aprovar a nomeaç ão de seus membros e t em t ambém o poder de di ss olvê-la com um vot o de cen su r a .

baseada no

pri ncí pio d a proporcio nalidade regre ssiv a, ou s eja , E st ados menores têm direito a ma i s ass entos do que se consider ar mos o t amanh o de popula ção e os ass entos a qu e teri am direito em função de su a repre s en t a tivid ade na UE. A q u an tid a de d e ass e n tos é deter m i na da através de tr a ta d o negoci ado entre as partes, não h a ven d o u ma fór mula específica para calculá-la.

A composição

dos

assentos

no

Parlamento

é

COMISSÃO EUROPEIA

É o órgão ex ecutivo da União Europei a. Seu pre siden te é

indicado pelo Conselho Eur opeu e deve se aprovad o pelo Parlamento. Os de ma is co mi ssá rios sã o e s col hidos pelo pre side n te, tot ali zan do 25 repre sen tan tes de cada Estado membro e devem t ambém passar pelo

crivo d o Parl amento. A

Comi ssão conta com o suporte de um corpo

a d min istr a tivo d e s ervidores público s. Cada comi ssário fi ca res ponsável por uma área da po l íti ca comunit ári a, c hefi ando or espe cti v o dep artame n to da área d en omi n a d o diretório g er a l .

A função primordia l da Comi ssão é propor novas leis que devem

da UE , decret á-l as e

ga r a n ti r o cu mprime n to dos tr at ados , que são a ba s e para a União Europei a. Desta forma, os t r ê s pri n cip ais ór gã os a d m i n i s t r a t i v os Comi ssão, Parl amento e Cons el ho da UE tr a ba l h a m coorde nad ame n te para a formulação da legislação comunitária. En tretanto, diferentemente do Cons el ho da Un i ã o Europei a, a Comi ssão pretende ser u m corpo independente dos Estad os membros. Aos comi ssários não é permitido

ser a provad a s pelo Parl am ento e pe l o Cons el ho

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receber i nstruções do país que o te nh a i n dic a do, mas por outro lado d evem a te n der aos i nteress es dos cidadãos d a União como um todo. Cabe a in da à Comi ssão ass egur ar a execução d a legislação, a i mpleme nt aç ão do orç amento e dos progr ama s adota dos pel o Parl amento e Consel ho de Ministros.

ESTRUTURA DO JUDICIÁRIO NA COMUNIDADE EUROPÉIA

Com o surgimento da união europeia, surgiu também um direito novo cujo objetivo era a normatização das mútuas relações entre os cidadãos, Instituições, e os Estados-membros do multifacetado quadro constituidor da União Europeia. Dessa forma, o direito comunitário teve na sua vertente originária, além das normas constitutivas dos Tratados, as demais disposições dos atos normativos oriundos das instituições comunitárias, denominadas também de Direito comunitário derivado. Extensivo e comum a todos os Estados membros da comunidade, esse ordenamento jurídico, para ter eficácia, necessita além de uma interpretação uniforme e precisa, tem também que ser respeitada incondicionalmente por todos os seus destinatários, e aplicada pelas instâncias juridicionais competentes para a garantia da sua plena eficácia. A competência para interpretação e aplicação do Direito comunitário é dos Tribunais nacionais, contudo, percebeu-se a necessidade de delegação a uma jurisdição especializada, a função de garantir em última instância a interpretação das normas comunitárias em suas diversas dimensões como a dos órgãos da comunidade, dos seus Estados-membros e eventualmente dos próprios particulares. A essa jurisdição especializada denomina-se TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA UNIÃO EUROPÉIA. Ressalta-se que esse tribunal europeia em nenhum caso funciona em relação aos tribunais nacionais como uma espécie de tribunal de recurso ou

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como instância máxima do sistema federal, não cabendo-lhe portanto, reformar as decisões proferidas na ordem interna em que se processa a aplicação e interpretação do direito comunitário, ou anular os atos dos Estados contrários a este Direito. Evidentemente que essa instância possui competência para o exercício de alguma censura indireta em relação aos tribunais nacionais e mesmo em relação aos Estados-membros, como por exemplo nos casos de rebeldia das jurisdições supremas em acatar o disposto no art. 234, alínea “c” do Tratado CE, que dispõe sobre a interpretação dos estatutos dos organismos criados por ato do Conselho, desde que estes estatutos o prevejam.

A COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL

Em conformidade aos tratados de Paris e de Roma, posteriormente modificados pelos tratados de adesão, A Corte de Justiça é constituída por 27 juízes cujo presidente é designado num comum acordo, e nove advogados- gerais, nomeados de pelos Estados-membros. O período é de seis anos, podendo ser renovados. Os advogados-gerais não são representantes de interesses nacionais, eles constituem membros independentes do próprio tribunal. Dessa forma, o papel do advogado-geral é levar ao processo informação minuciosa e fundamentada de um jurisconsulto imune à pressão dos interesses das partes como das responsabilidades do julgador, sendo capaz de irrigar o processo com elementos úteis que os juízes não possam recolher e que as partes não tenham fornecido.

Dessa forma, o papel do advogado-geral é o de apresentar à Corte, de forma imparcial e independente, conclusões fundamentadas sobre questões colocadas à apreciação do Colegiado, sejam eles aqueles apresentados pela Comissão Européia, por instituições comunitárias ou outros apresentados por um ou mais dos Estados-Membros.

As garantias de independência dos magistrados são amplas e podem ser elencadas da seguinte forma:

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- Proibição aos juízes e advogados-Gerais, em princípio, de exercerem

de forma remunerada ou não, de qualquer outra atividade profissional.

- Mandato de 6 (seis) anos interrompidos somente por vontade própria ou por deliberação do próprio tribunal.

- Regime de remuneração que lhes asseguram conforto pecuniário durante o mandato, e pensão no valor de 50% dos vencimentos quando na ativa pelo período de 3 (três) anos após à cessação das funções.

- O presidente do tribunal é eleito pelos juízes para um mandato de 3 (três) anos comdireito à reeleição.

- Os juízes e advogados-gerais, processam a nomeação do secretário

do tribunal através de voto secreto para um período de 6 (seis) anos.

COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL

Ao tribunal comunitário compete o julgamento de processos de jurisdição voluntária e os processos de jurisdição contenciosa. O primeiro relaciona-se ao fornecimento por parte do tribunal da correta interpretação do direito comunitário ou o julgamento da validade dos atos das instituições da comunidade, e ainda, pronunciar-se quanto à compatibilidade desses atos com a o que dispõe a constituição comunitária.

Relativamente à competência contenciosa, esta é resultante dos tratados visando salvaguardar a ordemjurídica comunitária.

Essa competência faz com que o tribunal exerça a função de uma jurisdição internacional quando é acionado, por exemplo, para julgar uma ação por descumprimento do tratado tendo como motivação um pedido da comissão, de um Estado-membro, do conselho de administração do banco europeu de investimento, ou do conselho do banco central europeu. A função de tribunal constitucional ocorre quando é chamado a resolver conflitos envolvendo a competência entre as instituições comunitárias, ou controlar a legalidade dos

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atos se os mesmos estão consoantes com os expressos nos tratados, ou ainda, se não contrariam os princípios gerais de direito. Além dessas funções, podemos elencar adicionalmente a funçõ de jurisdição administrativa, a de tribunal de justiça civil e criminal e a de tribunal fiscal e aduaneiro.

De difícil mensuração, mas certamente indesprezível, são as competências consultiva e aquelas não derivadas dos tratados. A primeira ocorre quando o tribunal é solicitado a pronunciar-se sobre a compatibilidade do tratado com qualquer projeto envolvendo interesses da comunidade com terceiros Estados ou uma organização internacional. Os pareceres derivados da função consultiva têm caráter vinculativo para os Estados, para as instituições ou para as empresas envolvidas no caso a que o parecer disser respeito. A competência não resultante dos tratados se caracteriza pelo julgamento dos litígios que lhe sejam submetidos quer por força de cláusula compromissória, quer por força de um ato unilateral da autoridade comunitária, ou ainda de uma convenção concluída pela comunidade.

Resumindo e sintetizando todas as funções anteriormente mencionadas, podemos classificar em três as funções do tribunal. A primeira é a contenciosa, a segunda competência, chamada de facultativa, refere-se à possibilidade do Tribunal servir como intérprete para contratos e tratados estabelecidos por Estados-Membros, quando motivada, e por fim a última competência, tipificada de prejudicial, diz respeito a legitimidade do TJUE em analisar, por meio do mecanismo previsto no artigo 235 do Tratado da Comunidade Européia, a validade e interpretação do direito comunitário. Já os tribunais nacionais tem a competência para julgar litígios entre particulares e entre particulares e Estados Membros.

TRIBUNAL GERAL OU DE PRIMEIRA INSTÂNCIA

Criado em 1988, o Tribunal de Primeira Instância também com sede em Luxemburgo se originou na necessidade da busca de solução para o problema do aumento constante das demandas ajuizadas junto ao Tribunal de Justiça, a fim de que este possa focar unicamente em sua função de intérpret e do Direito Comunitário.

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Contudo, essa instância não se constitui em nova instituição comunitária,

e sim de uma jurisdição independente e autônoma, integrada ao Tribunal de Justiça, o qual poderá revisar suas decisões.

Compete a este Tribunal julgar os litígios entre a Comunidade ou União

e seus agentes e funcionários; os recursos instaurados contra a Comissão por

empresas e associações de empresas. Compete, ainda, dirimir, como Tribunal Administrativo ou do Trabalho, os problemas dos muitos funcionários e agentes

da Comunidade ou União com a respectiva entidade.

Resumidamente, compete ao tribunal de primeira instância julgar qualquer processo em que um particular (pessoa física ou jurídica) seja a parte demandante.

Assim como o Tribunal de Justiça, o Tribunal de Primeira Instância possui a mesma composição daquele tribunal, tendo pelo menos, um juiz por Estado-Membro. Os juízes são nomeados de comum acordo, para mandatos de seis anos renováveis, pelos Governos dos EstadosMembros. Os direitos e deveres coincidem com aqueles dos juízes do Tribunal de Justiça.

CONCLUSÃO

Inicialmente formada para atender a demanda de apenas seis nações, o sistema de tomada de decisões da U.E evoluiu ao longo destes anos. Foram pouco mais de cinquenta anos e o número de paí ses que aderiram ao bloco mais que triplicou.

O indicativo mostra algo muito mais que a economia e seus tratados. Mostra o interesse em se buscar na união a tão desejada paz, cenário improvável para quem vivenciou o holocausto e centenas de guerras, tendo como as mais expressivas as duas grandes guerras mundiais. Neste sentido a quebra de

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barreiras se dá principalmente no âmbito cultural, força motriz do ocidente que desde Alexandre universalizou a cultura dos povos conquistados numa mistura de força, violência e respeito em permitir que valores individuais de uma sociedade continuassem a existir.

A União Europeia tem este desafio pela frente, estender seu poder aos mais de 500 milhões de habitantes e repensar-se frente ao seu oposto, personificado na identidade religiosa muçulmana, por exemplo.

A partir deste ingresso talvez poderíamos arriscar em dizer que o plano ocidental basilar e mais primitivo estaria chancelado, o de universalização dos povos.

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Referências Bibliográficas:

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