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ELETRO-ESTUDOS Engenharia

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UERJ

CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA

Fabio Lamothe Cardoso ELETRO-ESTUDOS ENGENHARIA

JUL/2007

Correção do Fator de Potência

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CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA

SUMÁRIO

2

2. FORNECIMENTO DE ENERGIA REATIVA - REGULAMENTAÇÃO . 8

1. CONCEITOS BÁSICOS

3. CAUSAS DO BAIXO FATOR DE POTÊNCIA

12

4. LOCALIZAÇÃO DOS CAPACITORES

16

5. A CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA

19

6. TIPOS DOS CAPACITORES

25

7. ESPECIFICAÇÃO DOS CAPACITORES DE BAIXA TENSÃO

26

8. ESPECIFICAÇÃO DOS CAPACITORES DE ALTA TENSÃO

28

9. REFERÊNCIAS

32

1

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1. CONCEITOS BÁSICOS

1.1 ENERGIA REATIVA

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A potência elétrica aparente total (kVA), gerada e transmitida às cargas através dos circuitos

elétricos, é composta pela soma vetorial da potência ativa (kW) e da potência reativa (kvar).

A potência ativa é transformada em trabalho útil (produção de movimento, calor, luz e etc

).

A potência reativa é uma componente da potência total que não pode ser transformada em

trabalho, mas que está sempre presente nos circuitos elétricos, associada à criação e manutenção de campos eletromagnéticos em diversos componentes do sistema, tais como nos transformadores,

motores, condutores, reatores de lâmpadas de descarga e etc

A energia reativa (kvarh) que transita pelos sistemas elétricos, desde as usinas geradoras até

as instalações consumidoras, exige o aumento da potência dos geradores e transformadores e reduz a capacidade de condução de corrente dos sistemas de transmissão e de distribuição.

A energia reativa não é tarifada pelas concessionárias, uma vez que a utilização de energia é

avaliada apenas pela energia ativa (kWh) e demanda de potência ativa (kW), no entanto, se a energia reativa consumida pela instalação consumidora não se mantiver dentro do limite de referência do fator de potência estabelecidos nas “Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica”, Portaria Nº 456 de 29/11/2000 editada pela ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, o consumidor pagará valores adicionais denominados como “excedentes” de consumo reativo e de demanda de potência reativa.

Convém registrar que segundo o decreto N81.621 de 03/05/78, que aprova o Quadro Geral de Unidades de Medida, o nome e o símbolo da grandeza “potência reativa” é o var, ambos grafados em letras minúsculas, sendo definida como: “potência reativa de um circuito percorrido por uma corrente alternada senoidal com valor eficaz de 1 Ampère, sob uma tensão elétrica com valor eficaz de 1 Volt, defasada de /2 radianos em relação à corrente”.

1.2 FATOR DE POTÊNCIA (cos )

O “fator de potência”, também conhecido pela designação “cos ”, é o número que expressa,

a cada instante, a relação entre a potência efetivamente utilizada (potência ativa em kW) e a

potência total requerida (potência aparente em kVA). A potência total requerida, por sua vez, é igual à soma vetorial da potência ativa (kW) com a potência reativa (kvar):

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Estas três potências formam o triângulo de potências apresentado a seguir:

P = Potência Ativa S
P = Potência Ativa
S

= Potência Aparente

a seguir: P = Potência Ativa S = Potência Aparente Q = Potência Reativa O fator

Q = Potência Reativa

O fator de potência pode ser expresso como sendo o cosseno do ângulo

potências.

do triângulo de

O fator de potência pode ser também calculado a partir dos consumos de energia ativa (kWh)

e reativa (kvarh), através das expressões:

O fator de potência pode ser indutivo (atrasado) ou capacitivo (adiantado), variando de 0

(potência totalmente reativa, carga puramente indutiva ou capacitiva) a 1 (potência totalmente ativa, carga puramente resistiva), conforme abaixo indicado:

fp capacitivo fp indutivo 1 0,92 0,92 0 0
fp capacitivo
fp indutivo
1
0,92
0,92
0
0

Instalações consumidoras, em geral, possuem cargas predominantemente indutivas

podendo a potência reativa

solicitada pela carga ser fornecida totalmente pela concessionária ou gerada parcialmente por bancos de capacitores em alta e/ou baixa tensão instalados no consumidor, conforme exemplificado na figura 1.1.

(transformadores, motores, reatores de lâmpadas fluorescentes e etc

),

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P Q ~ P Q ~
P
Q
~
P
Q
~

CARGA=P+jQ

CARGA=P+jQ

Figura 1.1: suprimento de potência reativa a uma carga.
Figura 1.1: suprimento de potência reativa a uma carga.

Figura 1.1: suprimento de potência reativa a uma carga.

Figura 1.1: suprimento de potência reativa a uma carga.

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1.3 DEMANDA, CONSUMO E MODALIDADES TARIFÁRIAS

A seguir recapitularemos alguns conceitos sobre consumo, demanda e etc :

demanda - carga média absorvida durante um intervalo de tempo especificado;

demanda média - média de todas as demandas em um sistema, consumidor ou instalação, em um determinado período de tempo, ou seja, quociente entre o consumo em kWh e o intervalo de tempo considerado em horas;

demanda máxima - maior de todas as demandas em um consumidor, observada durante um determinado período de tempo (integralizada em intervalos de 15 minutos pelas concessionárias para efeito de faturamento, identificada como demanda registrada ou medida);

fator de carga - relação entre a demanda média de um período e a demanda máxima observada neste mesmo intervalo de tempo;

fator de demanda - relação entre a demanda máxima e a carga instalada;

horário de ponta - corresponde ao intervalo de três horas consecutivas, compreendidas entre 17:00hs e 22:00hs de segunda a sexta feira, definidas por cada concessionária;

horário de fora de ponta - corresponde às horas complementares às três horas relativas ao horário de ponta, acrescido do total das horas dos sábados e domingos e feriados nacionais estabelecidos na Portaria Nº 456/2000 da ANEEL;

período seco - corresponde ao período abrangido pelas leituras dos meses de maio a novembro de cada ano;

período úmido - corresponde ao período abrangido pelas leituras dos meses de dezembro de um ano a abril do ano seguinte;

consumidor do grupo A - são todos aqueles atendidos em tensão igual ou superior a 2,3kV ou ligados em baixa tensão em sistema de distribuição subterrâneo mas considerados, para efeito de faturamento como de alta tensão;

tarifa convencional (consumidores atendidos em tensão inferior a 69kV e com demanda inferior a

300kW):

demanda de potência - um preço único; e

consumo de energia ativa - um preço único.

tarifa horo-sazonal azul (aplicação compulsória a consumidores atendidos em tensão superior a 69kV e a consumidores atendidos em tensão inferior a 69kV com demanda igual ou superior a 300kW e aplicação opcional a consumidores atendidos em tensão inferior a 69kV com demanda entre 50kW e 300kW):

demanda de potência - um preço para a ponta e um preço para fora de ponta; e

consumo de energia ativa - um preço para ponta em período úmido, um preço para fora de ponta em período úmido, um preço para ponta em período seco e um preço para fora de ponta em período seco.

tarifa horo-sazonal verde (aplicação opcional a consumidores atendidos em tensão inferior a 69kV com demanda a partir de 50kW):

demanda de potência - um preço único; e

consumo de energia ativa - um preço para ponta em período úmido, um preço para fora de ponta em período úmido, um preço para ponta em período seco e um preço para fora de ponta em período seco.

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ultrapassagem de demanda contratada, aplicada caso os valores de demanda medidos superem os valores contratados, sendo aplicada a tarifa de ultrapassagem (três vezes superior à tarifa normal), sendo concedidas, no entanto, as seguintes tolerâncias:

5% para unidade consumidora atendida em tensão igual ou superior a 69kV (tarifa horo- sazonal Azul);

10% para unidade consumidora atendida em tensão inferior a 69kV e que tenha tido, no mês

de faturamento, demanda contratada para o segmento fora de ponta (tarifa horo-sazonal Azul)

e demanda contratada (tarifa horo-sazonal Verde) superior a 100kW; e

20% para unidade consumidora atendida em tensão inferior a 69kV e que tenha tido, no mês

de faturamento, demanda contratada para o segmento fora de ponta (tarifa horo-sazonal Azul)

e demanda contratada (tarifa horo-sazonal Verde) de 50kW até 100kW.

A curva de carga, abaixo apresentada, é obtida quando se representa no eixo vertical os

valores de demanda, e no eixo horizontal intervalos de tempo do período ao qual se refere a curva

(diário, mensal, etc

).

A área sob a curva de carga representa o consumo (demanda x tempo).

(kW) D Pinst. Dmáx Dméd (horas) 6 12 18 24
(kW)
D
Pinst.
Dmáx
Dméd
(horas)
6
12
18
24

É interessante observar que o fator de carga mede o aproveitamento do sistema, equipamento, etc. Assim, se um consumidor possui fator de carga de 98%, significa que suas instalações estão sendo utilizadas praticamente em sua capacidade total, durante todo o tempo, operando com uma demanda sempre próxima ao valor máximo.

O fator de demanda indica a influência da simultaneidade das cargas na determinação da

demanda máxima. Este fator é, portanto, essencialmente importante para se dimensionar os

componentes do sistema elétrico a partir da potência instalada.

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1.4 BENEFÍCIOS DA CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA

As principais vantagens da correção do fator de potência são caracterizadas a seguir:

eliminação do pagamento pelo fornecimento de energia reativa excedente nas contas de energia elétrica;

redução de perdas, uma vez que as mesmas variam com o quadrado da corrente elétrica total;

liberação da capacidade dos sistemas de geração própria (se houver), transformadores e da rede de distribuição interna, permitindo a ligação de novas cargas sem custo adicional;

menor manutenção em dispositivos de proteção e manobra gerando economia a longo prazo e aumento da vida útil; e

melhoria do nível de tensão nas cargas, em função da redução da queda de tensão nos alimentadores obtida graças à redução do fluxo de corrente reativa.

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2. FORNECIMENTO DE ENERGIA REATIVA - REGULAMENTAÇÃO

2.1 PRINCÍPIOS DA REGULAMENTAÇÃO

A Portaria Nº 1.569 de 23/12/93 do DNAEE - Departamento Nacional de Águas e Energia

Elétrica (atualmente incorporada na Resolução Nº 456 da ANEEL) introduziu profundas alterações

na regulamentação sobre fator de potência nos fornecimentos aos consumidores.

O fator de potência de referência estabelecido como limite para cobrança de energia reativa

excedente, por parte da concessionária passou de 0,85 para 0,92, independente do sistema tarifário, a partir dos faturamentos correspondentes às leituras efetuadas no mês de abril de 1994.

A energia reativa capacitiva passou, a critério da concessionária, a ser medida e faturada. Pela

legislação regulamentadora anterior (Portaria DNAEE nº 222), apenas a energia reativa indutiva era

passível de verificação e faturamento.

A energia reativa indutiva deve ser medida ao longo das 24 horas do dia. Se a concessionária

decidir medir também a energia reativa capacitiva, deverá fazê-lo de 00:00 a 06:00 horas ficando, nesse caso, a medição da energia reativa indutiva limitada ao período de 06:00 a 24:00 horas.

Os novos critérios para faturamento regulamentam a cobrança de excedentes de energia reativa, abandonando, assim, a figura tradicional do “ajuste por baixo fator de potência” que sempre foi associado à idéia de multa. O excedente reativo indutivo ou capacitivo, que ocorre quando o fator de potência indutivo ou capacitivo é inferior ao valor de referência de 0,92, é cobrado com tarifa de energia ativa e de demanda ativa (R$/kWh e R$/kW) e introduz o conceito de energia ativa reprimida ou seja, a cobrança pelo “espaço” ocupado com a circulação de excedente reativo no sistema elétrico.

A revisão da regulamentação foi elaborada com base em alguns princípios que revisaram a

sistemática de avaliação da energia reativa circulante no sistema elétrico, conforme caracterizado a seguir:

a energia reativa indutiva sobrecarrega o sistema elétrico, principalmente nos períodos do dia em que é mais solicitada (cargas média e pesada);

a energia reativa capacitiva é prejudicial nos períodos de carga leve, provocando elevação da tensão, e a conseqüente necessidade de instalação de equipamentos corretivos e a realização de manobras no sistema;

a necessidade de liberação de capacidade do sistema elétrico;

a promoção do uso racional da energia elétrica;

a criação de condições para que os custos de expansão do sistema elétrico sejam distribuídos de forma mais justa;

a legislação do fator de potência não visa aumento de receita da concessionária.

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O cálculo do fator de potência poderá ser feito de duas formas distintas:

por avaliação mensal: através de valores de energia ativa e reativa medidos durante o ciclo de faturamento - como era feito anteriormente - somando-se, em módulo, os valores das energias reativas indutiva e capacitiva medidas nos períodos respectivos; e

por avaliação horária: através de valores de energia ativa e reativa medidos de hora em hora, seguindo-se os períodos anteriormente mencionados, para verificação de energia reativa indutiva e capacitiva, que só pôde ser aplicada a partir do faturamento correspondente às leituras efetuadas no mês de abril de 1996.

2.2 CÁLCULO DO EXCEDENTE DE REATIVOS

A legislação faturamento:

introduz nova

terminologia,

tanto

no

âmbito

da

medição

quanto no do

UFER - (Unidades FER) - montante de energia ativa reprimida, correspondente ao excedente de consumo de energia reativa:

FER - faturamento (R$) do excedente de consumo de energia reativa, ou seja, faturamento (R$) do montante de energia reativa reprimida:

; e

UFDR - (Unidades FDR) - demanda de potência ativa reprimida correspondente ao excedente de demanda de potência reativa:

FDR - faturamento (R$) do excedente de demanda de potência reativa, ou seja, faturamento (R$) da demanda de potência ativa reprimida:

.

A demanda de potência ativa reprimida UFDR e o montante de energia ativa reprimida UFER são calculados através de fórmulas definidas em portaria para a avaliação mensal e para a avaliação horária.

No caso de aplicação de tarifas horo-sazonais, estes deverão ser diferenciados de acordo com os respectivos postos horários.

2.2.1 Avaliação mensal

, onde:

DM - demanda máxima ativa registrada no ciclo de faturamento, através de integralização de 15 minutos;

DF - demanda faturável no ciclo de faturamento (maior valor da demanda, dentre a medida ou a contratada); e

fm - fator de potência médio mensal.

, onde

CA - consumo ativo no ciclo de faturamento;

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Com base nos dados de kWh e de kvarh obtidos pelos equipamentos de medição, o sistema de faturamento determina os valores de fm, UFDR e UFER e efetua ainda os faturamentos FDR e FER.

2.2.2 Avaliação horária

, onde:

DF: demanda faturável no ciclo de faturamento (maior valor da demanda, dentre a medida ou a contratada); e

DMCR: maior valor de demanda ativa corrigida =

, sendo:

DAi - demanda ativa registrada, integralização horária, e

fi

- fator de potência médio horário.

 

, onde:

Cai - consumo ativo registrado de hora em hora.

 

O registrador digital determina a cada hora o valor de fi em função dos montantes de kWh e

de kvarh. Se esse valor for menor que o valor de referência (0,92) o registrador acumula o valor correspondente de UFER, calculando ainda o valor de DMCR. No final do ciclo de faturamento o registrador fornece um total acumulado de UFER e o valor máximo de DMCR. Com base nesses

valores, o sistema de faturamento calcula o valor de UFDR e os faturamentos FDR e FER.

2.3 FATURAMENTO DO EXCEDENTE

O faturamento do excedente de reativo terá as seguintes componentes para os grupos e sistemas tarifários existentes:

GRUPO A:

Tarifa Convencional:

uma componente FDR correspondente ao excedente de demanda de potência reativa, e

uma componente FER correspondente ao excedente de consumo de energia reativa;

Tarifa Horo-Sazonal Verde:

uma componente FDR correspondente ao excedente de demanda de potência reativa, e

duas componentes FERp e FERfp correspondentes ao excedente de consumo de energia reativa nos segmentos de ponta e fora de ponta.

Tarifa Horo-Sazonal Azul:

duas componentes FDRp e FDRfp correspondentes ao excedente de demanda de potência reativa nos segmentos de ponta e fora de ponta, e

duas componentes FERp e FERfp correspondentes ao excedente de consumo de energia reativa nos segmentos de ponta e fora de ponta;

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GRUPO B - uma componente FER correspondente ao excedente de consumo de reativo; e

Cabe registrar que a Portaria Nº 456, prevê que para as unidades consumidoras do Grupo B (baixa tensão), o faturamento da energia reativa será feito segundo a expressão:

, onde

FER - faturamento de energia reativa;

fm - fator de potência medido, durante um período mínimo de 7 (sete) dias consecutivos; e

TCA - Tarifa de consumo ativo.

Nesta expressão o fator de potência da unidade consumidora será calculado com base em dados verificados através de medição transitória, abrangendo um período mínimo de 7 (sete) dias consecutivos. O faturamento de energia reativa excedente correspondente, ficará condicionado à prévia notificação ao consumidor e será efetuado até que o mesmo comunique ao concessionário ter corrigido o fator de potência de suas instalações.

Alternativamente

a consumidores do Grupo B.

concessionária

poderá

implantar

11

medição

permanente

em

seus

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3. CAUSAS DO BAIXO FATOR DE POTÊNCIA

Antes de realizar investimentos para corrigir o fator de potência de uma instalação, deve-se procurar identificar as causas da sua origem, uma vez que a solução das mesmas pode resultar na correção, ao menos parcial, do fator de potência. A seguir, são apresentadas as principais causas que dão origem a um baixo fator de potência.

3.1 NÍVEL DE TENSÃO ACIMA DO NOMINAL

O nível de tensão tem influência negativa sobre o fator de potência das instalações, pois como

se sabe a potência reativa (kvar) é, aproximadamente, proporcional ao quadrado da tensão. Assim, no caso dos motores, que são responsáveis por mais de 50% do consumo de energia elétrica na indústria, a potência ativa só depende da carga dele solicitada, e quanto maior for a tensão aplicada nos seus terminais, maior será a quantidade de reativos absorvida e, consequentemente, menor o fator de potência da instalação.

A tabela 3.1, apresenta a variação percentual do fator de potência em função da carga e da

tensão aplicada em motores.

Neste caso devem ser conduzidos estudos específicos para melhorar os níveis de tensão, através da utilização de uma relação mais adequada de taps dos transformadores ou da tensão nominal dos equipamentos.

Tensão Aplicada (% de Vnom do Motor)

Carga nos Motores (Em relação à Nominal)

50%

75%

100%

120%

Decresce de 15% a

Decresce de 10% a 30%

Decresce de 5% a

40%

15%

115%

Decresce de 8% a 20%

Decresce de 6% a 15%

Decresce de 4% a 9%

110%

Decresce de 5% a 6%

Decresce de 4%

Decresce de 3%

100%

-

-

-

90%

Cresce de 4% a 5%

Cresce de 2% a 3%

Cresce de 1%

Tabela 3.1: influência da variação da tensão no fator de potência.

3.2 MOTORES OPERANDO EM VAZIO OU SUPERDIMENSIONADOS

Os motores elétricos de indução consomem praticamente a mesma quantidade de energia reativa quando operando em vazio ou a plena carga. A potência reativa consumida pelos motores classe B, são aproximadamente iguais às potências dos capacitores indicadas nas Tabelas 3.2 e 3.3.

Na prática observa-se que para motores operando com cargas abaixo de 50% de sua potência nominal o fator de potência cai bruscamente. Nestes casos deve-se verificar a possibilidade, por exemplo, de se substituir os motores por outros de menor potência, com torque de partida mais elevado e mais eficiente.

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VELOCIDADE SÍNCRONA (rpm) / NÚMERO DE PÓLOS DO MOTOR

 

POTÊNCIA

3600

1800

 

1200

 

900

 

720

 

600

 

DO

2

 

4

 

6

 

8

10

12

MOTOR

         

(HP)

kvar (1)

%I (2)

kvar

%I

kvar

 

%I

kvar

 

%I

kvar

 

%I

kvar

 

%I

3

1,5

14

1,5

 

15

1,5

 

20

2

 

27

2,5

 

35

3,5

 

41

5

2

12

2

13

2

17

3

25

4

32

4,5

37

7,5

2,5

11

2,5

12

3

15

4

22

5,5

30

6

34

10

3

10

3

11

3,5

14

5

21

6,5

27

7,5

31

15

4

9

4

10

5

13

6,5

18

8

23

9,5

27

20

5

9

5

10

6,5

12

7,5

16

9

21

12

25

25

6

9

6

10

7,5

11

9

15

11

20

14

23

30

7

8

7

9

9

11

10

14

12

18

16

22

40

9

8

9

9

11

10

12

13

15

16

20

20

50

12

8

11

9

13

10

15

12

19

15

24

19

60

14

8

14

8

15

10

18

11

22

15

27

19

75

17

8

16

8

18

10

21

10

26

14

32,5

18

100

22

8

21

8

25

9

27

10

32,5

13

40

17

125

27

8

26

8

30

9

32,5

10

40

13

47,5

16

150

32,5

8

30

8

35

9

37,5

10

47,5

12

52,5

15

200

40

8

37,5

8

42,5

9

47,5

10

60

12

65

14

250

50

8

45

7

52,5

8

57,5

9

70

11

77,5

13

300

57,5

8

52,5

7

60

8

65

9

80

11

87,5

12

350

65

8

60

7

67,5

8

75

9

87,5

10

95

11

400

70

8

65

6

75

8

85

9

95

10

105

11

450

75

8

67,5

6

80

8

92,5

9

100

9

110

11

500

77,5

8

72,5

6

82,5

8

97,5

9

107,5

9

115

10

Tabela 3.2: capacitores para motores de baixa tensão.

(1) Máxima potência capacitiva recomendada. (2) Redução percentual de corrente da linha, após a instalação dos capacitores recomendados.

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VELOCIDADE SÍNCRONA (rpm) / NÚMERO DE PÓLOS DO MOTOR

 

POTÊNCIA

3600

 

1800

 

1200

 

900

 

720

 

600

 

DO

2

 

4

 

6

 

8

10

12

MOTOR

         

(HP)

kvar (1)

%I (2)

kvar

%I

kvar

%I

kvar

%I

kvar

%I

kvar

%I

100

20

 

7

25

 

10

25

 

11

25

 

11

30

 

12

45

 

17

125

30

7

30

9

30

10

30

10

30

11

45

15

150

30

7

30

8

30

8

30

9

30

11

60

15

200

30

7

30

6

45

8

60

9

60

10

75

14

250

45

7

45

5

60

8

60

9

75

10

90

14

300

45

7

45

5

75

8

75

9

75

9

90

12

350

45

6

45

5

75

8

75

9

75

9

90

11

400

60

5

60

5

60

6

90

9

90

9

90

10

450

75

5

60

5

75

6

90

8

90

8

90

8

500

75

5

75

5

90

6

120

8

120

8

120

8

600

75

5

90

5

90

5

120

7

120

8

135

8

700

90

5

90

5

90

5

135

7

150

8

150

8

800

90

5

120

5

120

5

150

7

150

8

150

8

Tabela 3.3: capacitores para motores de média tensão.

(1) Máxima potência capacitiva recomendada. (2) Redução percentual de corrente da linha, após a instalação dos capacitores recomendados.

3.3 TRANSFORMADORES EM VAZIO OU COM PEQUENAS CARGAS

É comum nos momentos de baixa carga se encontrar transformadores operando em vazio ou alimentando poucas cargas. Nestas condições, ou quando superdimensionados, poderão consumir uma elevada quantidade de reativos.

O consumo de energia reativa por parte dos transformadores pode ser obtido através de medidores (analisadores de energia) ou determinados por cálculos necessitando-se neste caso, obter dos fabricantes os valores da potência reativa média de transformadores a vazio.

Na falta deste valor, pode-se obter através da Tabela 3.4, a potência reativa média a vazio de transformadores até 1000kVA.

Desta maneira, a energia reativa absorvida por um transformador operando em vazio ou com baixa carga pode ser obtida multiplicando-se o valor indicado na Tabela 3.4, da carga reativa, pelo número de horas do período em que se configura esta operação em vazio.

Para se eliminar ou reduzir este efeito, deve-se verificar na prática, a possibilidade de se desenergizar os transformadores, ou a utilização de um transformador específico (de menor potência) para alimentação das cargas nos períodos de baixo consumo.

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POTÊNCIA DO TRANSFORMADOR (kVA)

CARGA REATIVA MÉDIA EM VAZIO DO TRANSFORMADOR (kvar)

10

1,0

15

1,5

30

2,0

45

3,0

75

4,0

112,5

5,0

150

6,0

225

7,5

300

8,0

500

12,0

750

17,0

1.000

19,5

Tabela 3.4: solicitação de reativos de transformadores em vazio.

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4. LOCALIZAÇÃO DOS CAPACITORES

Em princípio os capacitores podem ser instalados de acordo com as alternativas de localização caracterizadas na Figura 4.1 e descritas a seguir:

no lado de alta tensão dos transformadores (tipo centralizado);

nos barramentos secundários dos transformadores (tipo centralizado);

nos barramentos secundários onde exista um agrupamento de cargas indutivas (tipo distribuído);

junto às grandes cargas indutivas (tipo individual).

Os motores síncronos, por sua vez, só se mostram em condições de competir economicamente com os capacitores nas tensões elevadas, mas a exemplo destes devem também ser instalados nas barras de carga cujo fator de potência deva ser melhorado.

Sempre que possível os capacitores devem ser instalados o mais próximo possível das cargas, para que os benefícios devido a sua instalação se reflitam em toda a rede elétrica.

AT A BT M M M M C D
AT
A
BT
M
M
M
M
C
D

A) na alta-tensão

B) na baixa-tensão

C) em grupos de motores

D) em motores individuais

E) em ramais de baixa-tensão

Quando os valores reais da corrente de magnetização não forem disponíveis, as Tabelas 3.2 e 3.3, fornecem os valores de potência dos capacitores a serem instalados nos terminais dos motores de indução, tipo gaiola da classe B, de torque e corrente de partida normais.

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Para que se possa redimensionar o relé térmico do motor, as Tabelas 3.2 e 3.3 fornecem, ainda, os valores percentuais de redução da corrente de carga dos referidos motores.

Os valores da potência dos capacitores e da redução de corrente, indicados nestas tabelas, quando multiplicados respectivamente por 1,1 e 1,05, se aplicam também aos motores de rotor bobinado.

4.1 CAPACITORES NO SECUNDÁRIO DOS TRANSFORMADORES

Neste tipo de ligação, os capacitores são instalados no barramento secundário, através de dispositivos de manobra e proteção, que permitam desligá-los quando a instalação estiver operando com baixa carga.

Este tipo de instalação, pela utilização do fator de demanda, permite ao consumidor obter uma apreciável redução dos custos em relação a correção feita individualmente junto as cargas.

Também neste caso, há que se verificar a ocorrência de sobretensão e torques transitórios, principalmente nos casos de existência de cargas de grande inércia e religamentos rápidos.

Nestes casos deve-se estudar a necessidade também de se instalar bancos automáticos para evitar que ao se desligar um bloco grande de cargas, a carga restante permaneça conectada a um grande banco de capacitores.

Deve-se considerar, na especificação do montante do banco de capacitores a ser instalado no barramento secundário de um transformador, a elevação de tensão no ponto, que pode ser estimada a partir da potência total do banco e a potência e impedância nominal do transformador segundo a expressão:

Por

exemplo,

um

banco

de

capacitores

de

200kvar

instalado

no

secundário

de

um

transformador de 1000kVA, de impedância 7%, acarretaria uma elevação da tensão de 1,4%

(1,014pu de Vn).

Convém ainda registrar, que a potência gerada pelo capacitor varia diretamente com o quadrado da tensão no ponto, conforme a expressão:

potência nominal do capacitor; e

tensão aplicada ao capacitor em pu.

onde;

Considerando o exemplo anterior e supondo que a tensão no ponto, após a instalação do capacitor, se situe em 1,014 pu, a potência reativa gerada pelo capacitor será de 205,6kVAr.

4.2 CAPACITORES NOS BARRAMENTOS SECUNDÁRIOS (CCMS)

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A instalação de capacitores em CCMs, é uma solução intermediária em relação as duas primeiras, e dela se tira partido, quando houver grandes concentrações de cargas pequenas que inviabilizem a correção do tipo individual.

Neste método se usufrui da diversidade das cargas, para reduzir a potência do banco de capacitores e aliviar o circuito alimentador do CCM.

Os mesmos cuidados mencionados nos itens anteriores devem ser observados para se evitar problemas transitórios e sobretensões quando do desligamento das cargas.

4.3 INSTALAÇÃO DE CAPACITORES NO LADO DE ALTA TENSÃO

Esta solução deverá ser objeto de análise técnica e econômica, devido ao custo dos equipamentos de manobra e proteção, muito embora em certos casos este custo possa ser compensado pela economia obtida nos preços dos capacitores que em alta tensão são mais baratos.

Registre-se, ainda, que os bancos de capacitores instalados em alta tensão devem, preferencialmente, ser chaveados o mínimo possível, em virtude das sobretensões e sobrecorrentes transitórias decorrentes destes chaveamentos.

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5. A CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA

5.1 GENERALIDADES

Não existe uma regra geral para se corrigir o fator de potência de uma instalação. Cada caso exige uma análise criteriosa da utilização da demanda e energia reativas e das condições operacionais.

Assim a abordagem feita neste capítulo através de recomendações e considerações diversas tem por objetivo orientar os técnicos e engenheiros sobre algumas das práticas usuais empregadas, nos cálculos de correção do fator de potência.

Para ilustrar como se corrige o fator de potência, num caso simples, vamos considerar uma instalação de 80kW, que tenha um fator de potência médio igual a 80% e se queira corrigi-lo para 90%. Pede-se a determinação da potência reativa a ser ligada a esta instalação para se obter o resultado desejado.

Solução:

Para uma melhor visualização vamos utilizar o método de resolução que utiliza o triângulo de potências:

1

2

Com um cos 1 = 0,80 tem-se;

Com um cos 2 = 0,90 tem-se;

Assim:

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Na prática, métodos mais simples, utilizando tabelas que determinam multiplicadores, permitem a determinação dos kvar necessários a partir do valor em kW pela aplicação da fórmula:

Onde os valores de tg 1 - tg 2 são tabelados conforme tabela 6.2.

Para ilustrar o uso da tabela 5.1, o exercício acima seria resolvido da seguinte maneira:

Da tabela 5.1, obtém-se o valor 0,266 para o multiplicador, que devemos aplicar sobre a potência ativa (kW) da instalação, para obter a correção de 0,80 para 0,90.

kvar necessário = 0,266 x 80 = 21,3

Os valores de tg 1 e de tg 2 podem ser obtidos também através da tabela 6.2 que ilustra as tangentes trigonométricas para vários valores de fator de potência, contendo até algarismos dos milésimos do fator de potência, que permitem maior precisão na determinação dos kvar necessários.

A título de exemplo pode-se determinar os kvar necessários para corrigir o fator de potência de uma carga de 100kW, de 0,836 para 0,932, a partir da tabela 5.2:

tg 1 = tangente correspondente ao fator de potência 0,836 = 0,656 tg 2 = tangente correspondente ao fator de potência 0,932 = 0,389 kvar = 100 x (0,656 - 0,389) = 100 x 0,267 = 26,7kvar

20

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fator de

 

FATOR DE POTÊNCIA CORRIGIDO ( COS 2 )

 

potência

 

original (cos 1 )

0,85

0,86

0,87

0,88

0,89

0,90

0,91

0,92

0,93

0,94

0,95

0,96

0,97

0,98

0,99

1,00

0,50

1,112

1,139

1,165

1,192

1,220

1,248

1,276

1,306

1,337

1,369

1,403

1,440

1,481

1,529

1,589

1,732

0,51

1,067

1,094

1,120

1,147

1,175

1,203

1,231

1,261

1,292

1,324

1,358

1,395

1,436

1,484

1,544

1,687

0,52

1,023

1,050

1,076

1,103

1,131

1,159

1,187

1,217

1,248

1,280

1,314

1,351

1,392

1,440

1,500

1,643

0,53

0,980

1,007

1,033

1,060

1,088

1,116

1,144

1,174

1,205

1,237

1,271

1,308

1,349

1,397

1,457

1,600

0,54

0,939

0,966

0,992

1,019

1,047

1,075

1,103

1,133

1,164

1,196

1,230

1,267

1,308

1,359

1,416

1,559

0,55

0,899

0,926

0,952

0,079

1,007

1,035

1,063

1,093

1,124

1,156

1,190

1,227

1,268

1,316

1,376

1,519

0,56

0,860

0,887

0,913

0,940

0,968

0,996

1,024

1,054

1,085

1,117

1,151

1,188

1,229

1,277

1,337

1,480

0,57

0,822

0,849

0,875

0,902

930

0,958

0,986

1,016

1,047

1,079

1,113

1,150

1,191

1,239

1,299

1,442

0,58

0,785

0,812

0,838

0,865

0,893

0,921

0,949

0,979

1,010

1,042

1,076

1,113

1,154

1,202

1,262

1,405

0,59

0,749

0,776

0,802

0,829

0,857

0,885

0,913

0,943

0,974

1,006

1,040

1,077

1,118

1,166

1,226

1,369

0,60

0,713

0,740

0,766

0,793

0,821

0,849

0,877

0,907

0,938

0,970

1,004

1,041

1,082

1,130

1,190

1,333

0,61

0,679

0,706

0,732

0,759

0,787

0,815

0,843

0,873

0,904

0,936

0,970

1,007

1,048

1,096

1,156

1,299

0,62

0,646

0,673

0,699

0,726

0,754

0,782

0,810

0,840

0,871

0,903

0,937

0,974

1,015

1,063

1,123

1,266

0,63

0,613

0,640

0,666

0,693

0,721

0,749

0,777

0,807

0,838

0,870

0,904

0,941

0,982

1,030

1,090

1,233

0,64

0,581

0,608

0,634

0,661

0,689

0,717

0,745

0,775

0,806

0,838

0,872

0,909

0,950

0,998

1,058

1,201

065

0,49

0,576

0,602

0,629

0,657

0,685

0,713

0,743

0,774

0,806

0,840

0,877

0,918

0,966

1,026

1,169

0,66

0,518

0,545

0,571

0,598

0,626

0,654

0,682

0,712

0,743

0,775

0,809

0,846

0,887

0,935

0,995

1,138

0,67

0,488

0,515

0,541

0,568

0,596

0624,

0,652

0,682

0,713

0,745

0,779

0,816

0,857

0,905

0,965

1,108

0,68

0,458

0,485

0,511

0,538

0,566

0,594

0,622

0,652

0,683

0,715

0,749

0,786

0,827

0,875

0,935

1,078

0,69

0,429

0,456

0,482

0,509

0,537

0,565

0,593

0,623

0,654

0,686

0,720

0,757

0,798

0,846

0,906

1,049

0,70

0,400

0,427

0,453

0,480

0,508

0,536

0,564

0,594

0,625

0,657

0,691

0,728

0,769

0,817

0,877

1,020

0,71

0,372

0,399

0,425

0,452

0,480

0,508

0,536

0,566

0,597

0,629

0,663

0,700

0,741

0,789

0,849

0,992

0,72

0,344

0,371

0,397

0,424

0,542

0,480

0,508

0,538

0,569

0,601

0,635

0,672

0,713

0,761

0,821

0,964

0,73

0,316

0,343

0,369

0,396

0,424

0,452

0,480

0,510

0,541

0,573

0,607

0,644

0,685

0,733

0,793

0,936

0,74

0,289

0,316

0,342

0,369

0,397

0,425

0,453

0,483

0,514

0,546

0,580

0,617

0,658

0,706

0,766

0,909

0,75

0,262

0,289

0,315

0,342

0,370

0,398

0,426

0,456

0,487

0,519

0,553

0,590

0,631

0,679

0,739

0,882

0,76

0,235

0,262

0,288

0,315

0,343

0,371

0,399

0,429

0,460

0,492

0,526

0,563

0,604

0,652

0,712

0,855

0,77

0,209

0,236

0,262

0,289

0,317

0,345

0,373

0,403

0,434

0,466

0,500

0,537

0,578

0,626

0,680

0,829

0,78

0,182

0,209

0,235

0,262

0,290

0,318

0,346

0,376

0,407

0,439

0,473

0,510

0,551

0,599

0,659

0,802

0,79

0,156

0,183

0,209

0,236

0,264

0,292

0,320

0,350

0,381

0,413

0,447

0,484

0,525

0,573

0,633

0,776

0,80

0,130

0,157

0,183

0,210

0,238

0,266

0,294

0,324

0,355

0,387

0,421

0,458

0,499

0,547

0,609

0,750

0,81

0,104

0,131

0,157

0,184

0,212

0,240

0,268

0,298

0,329

0,361

0,395

0,432

0,473

0,521

0,581

0,724

0,82

0,078

0,105

0,131

0,158

0,186

0,214

0,242

0,272

0,303

0,335

0,369

0,406

0,447

0,495

0,555

0,698

0,83

0,052

0,079

0,105

0,132

0,160

0,188

0,216

0,246

0,277

0,309

0,343

0,380

0,421

0,469

0,529

0,672

0,84

0,026

0,053

0,079

0,106

0,134

0,162

0,190

0,220

0,251

0,283

0,317

0,354

0,395

0,443

0,503

0,646

0,85

0,000

0,027

0,053

0,080

0,108

0,136

0,164

0,194

0,225

0,257

0,291

0,328

0,369

0,417

0,477

0,620

0,86

0,000

0,026

0,053

0,081

0,109

0,137

0,167

0,198

0,230

0,264

0,301

0,342

0,390

0,450

0,593

0,87

0,000

0,027

0,055

0,083

0,111

0,141

0,172

0,204

0,238

0,275

0,316

0,364

0,424

0,567

0,88

0,000

0,028

0,056

0,084

0,114

0,145

0,177

0,211

0,248

0,289

0,337

0,397

0,540

0,89

0,000

0,028

0,056

0,086

0,117

0,149

0,183

0,220

0,261

0,309

0,369

0,512

0,90

0,000

0,028

0,058

0,089

0,121

0,155

0,192

0,233

0,281

0,341

0,484

0,91

0,000

0,030

0,061

0,093

0,127

0,164

0,205

0,253

0,313

0,456

0,92

0,000

0,031

0,063

0,097

0,134

0,175

0,223

0,283

0,426

0,93

0,000

0,032

0,066

0,103

0,144

0,192

0,252

0,395

0,94

0,000

0,034

0,071

0,112

0,160

0,220

0,363

0,95

0,000

0,037

0,079

0,126

0,186

0,329

0,96

0,000

0,041

0,089

0,149

0,292

0,97

0,000

0,048

0,108

0,251

0,98

0,000

0,060

0,203

0,99

0,000

0,143

1,00

0,000

Tabela 5.1: multiplicadores para determinação dos kvar necessários para a correção do fator de potência

21

Correção do Fator de Potência

ELETRO-ESTUDOS Engenharia

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FATOR

 

TANGENTES TRIGONOMÉTRICAS

 

DE

 

ALGARISMOS DOS MILÉSIMOS NO FATOR DE POTÊNCIA

 

POTÊNCIA

0 1

   

2 4

3 5

 

6

 

7 8

9

1,00

 

- -

 

- -

- -

 

-

 

- -

-

0,99

0,143

0,135

0,127

0,119

0,110

0,100

0,090

0,078

0,063

0,045

0,98

0,203

0,198

0,192

0,187

0,181

0,175

0,169

0,163

0,156

0,150

0,97

0,251

0,246

0,242

0,237

0,233

0,228

0,223

0,218

0,213

0,208

0,96

0,292

0,288

0,284

0,280

0,276

0,272

0,268

0,264

0,259

0,255

0,95

0,329

0,325

0,322

0,318

0,314

0,310

0,307

0,303

0,299

0,296

0,94

0,363

0,360

0,356

0,353

0,350

0,346

0,343

0,339

0,339

0,332

0,93

0,395

0,392

0,389

0,386

0,383

0,379

0,376

0,373

0,370

0,366

0,92

0,426

0,423

0,420

0,417

0,414

0,411

0,408

0,405

0,402

0,398

0,91

0,456

0,453

0,450

0,447

0,444

0,441

0,438

0,435

0,432

0,429

0,90

0,484

0,482

0,479

0,476

0,473

0,470

0,467

0,464

0,461

0,459

0,89

0,512

0,510

0,507

0,504

0,501

0,498

0,495

0,493

0,490

0,487

0,88

0,440

0,537

0,534

0,532

0,529

0,526

0,523

0,521

0,518

0,515

0,87

0,567

0,564

0,561

0,559

0,556

0,553

0,551

0,548

0,545

0,543

0,86

0,593

0,591

0,588

0,585

0,583

0,580

0,577

0,575

0,572

0,569

0,85

0,620

0,617

0,615

0,612

0,609

0,607