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ACENTUAÇÃO

GRÁFICA

Nova Reforma Ortográfica

Prof°. Prº.Edvar Maia

Todos os direitos reservados a MEPA Missão Evang. Palavra do Amor

Maia, Edvar

Fone (85) 3483 7647

(85) 8633 9111

(85) 9606 0336

DEDICATÓRIA

Dedico todos os meus escritos a meus quatro filhos (Eudivânia, Eudilânia, Eudivan e Fabíola) meus genros (Nostra e Ronaldo) e minha Nora Késia. De modo bem especial faço também uma dedicação aos

(Ellen,

Etchelly,Eudikethellen,Eglath,Ronald,Emily, Raabe,Yarlon e minha princesinha Maria Eduarda), deixando todo o meu conhecimento como herança intelectual e cultural.

meus

netos

e

netas

Agradecimentos

Quero agradecer, principalmente a Deus, por ter me curado de uma doença genética, a falta de inteligência e mente cauterizando e iluminando meu intelecto, tornando-o como um computador natural. Por ter me dado saúde até agora.

Em segundo lugar, agradeço de todo o coração, a meus queridos pais por terem me gerado, como também ajudado minha infância e adolescência. Quero de modo especial também agradecer minha esposa, Miss. Eurinete Silveira Maia por ter sido minha ajudadora de todas as horas e por ter me tolerado com o meu apego aos livros e a escrita. Agradeço também meus mestres seculares e a todos aqueles que foram meus verdadeiros amigos tanto na vida profissional como professor e outros amigos especiais que

marcaram

vida.

minha

Introdução

O projeto do Novo Acordo Ortográfico, oficialmente

chamado Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, foi assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, pelos representantes dos sete países lusófonos: Portugal, Brasil, Cabo

Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe. Esse acordo visa mais à padronização do que à simplificação do sistema ortográfico em vigor até 1993. Pretende-se padronizar alguns poucos pontos discordantes, como o emprego do hífen, algumas regras de acentuação e a queda de consoantes mudas (o que afeta diretamente a grafia de algumas palavras lusitanas, como projecto, facto, objectivo, actual, etc.). Ora, se as modificações são tão pequenas, por que então tantas vozes a favor ou contra o Novo Acordo? Os que defendem as alterações propostas argumentam

que a padronização ortográfica “virá estimular o intercâmbio cultural entre Portugal e Brasil”. Ou seja, a leitura de um livro português ficará mais acessível ao leitor brasileiro e vice-versa.

Os que vêem maior importância nas alterações propostas

argumentam que a dificuldade de um brasileiro ao ler um livro português (e vice-versa) não está na variação ortográfica ou sintática, e sim na significação das palavras (que é uma questão semântica e não ortográfica!). Esses setes países, que têm o Português como língua oficial, são chamados de Lusófonos. E, apesar da incorporação de vocábulos nativos, de certas particularidades de sintaxe, de pronúncia e de grafia, a língua portuguesa mantém uma unidade. O Português é também falado em pequenas comunidades, reflexo de povoamentos portugueses datados do

século XVI. É o caso de: Zanzibar (na Tanzânia, costa oriental da África); Macau, ( possessão portuguesa encravada na China); Goa, Diu, Damão, (na Índia); Malaca (na Malásia ; Timor (na Indonésia).

O ALFABETO PORTUGUÊS

O alfabeto português com o novo acordo ortográfico tem agora 26 letras com a oficialização de k, w e y. 1) São 17 fonemas consonantais com exceção do h que é só letra, mas não consoante por ser mudo b,c,d,f,g,j,l,m,n,p,q,r,s,t,v,x,z. 2) Cinco fonemas vocálicos orais átonos:

a

casada

e

pegada

i

inimigo

o

polido

u

justiça

3) Três fonemas abertos tônicos e longos:

á Pará, pato

é Pelé, pele

ó forró, forte

4) Dois fonemas fechados (tônicos) e longos:

ê você, pelo

ô avô, coro

5) Dois fonemas (tônicos) í ú:

í saída, egoísta

ú saúde, graúna

6) Cinco fonemas vocálicos nasais:

ã

am, na => campo (cãpu)

e

em, em => pente (peti)

i

im, in => ímpar (ipar)

õ

om, on => ombro (õbru)

u um, um => jumbo (jubu)

O m e n nesta posição são apenas letras nasalisantes, não são consoantes nem fonemas por formarem dígrafos. São 34 fonemas na língua portuguesa. O que são fonemas? São sons das letras orais ou nasais abertas ou fechadas, átonas ou tônicas.

LÍNGUA ORAL LÍNGUA ESCRITA

1. Fonema /l/ - escrito com:

E Ponte

I Imigrar

Y

York

2.

Fonema /U/ - escrito com:

O

comprido = longo

U

mau

L

mal

W watt (pronuncia uót)

3.

Fonema /Z/ - escrito com:

S

casa

Z

beleza

X

exame

4.

Fonema /S/ - escrito com:

C

cepo

Ç

caça

S

sapo

SS sessão

SC descer

desço

X expor

XC exceto

XS exsutar

5.

Fonema /J/ - escrito com:

G

gelo

J jeito

6.

Fonema /K? escrito com:

K

Kátia

C

casa

QU quilo

7. Fonema /R/ - escrito com:

RR carro

R

rato, tenro, bilro

8.

Fonema /ÃO/ - escrito com:

ÃO amarão

AM amaram

9. Fonema /LH/ - escrito com:

LH filho

LE óleo LI família

X tem cinco valores, isto é, cinco sons diferentes:

- x = ch. Ex: xícara, peixe

- x = cs. Ex: anexo, tórax

- x = z. Ex: exame, êxito

- x = SS. Ex: aproximar, sintaxe

- x = s. Ex: sexto, contexto

ACENTUAÇÃO

Acento é a ênfase na pronúncia de uma sílaba (no caso de um vocabulário), ou de um termo (no caso de uma frase). Em nenhum idioma se iniciam igualmente as sílabas de um vocabulário, nem as palavras de uma frase. O acento é de quantidade (sílabas longas, que se opõem às breves), de musicalidade (sílabas agudas, que se destacam graves), ou de intensidade (sílabas tônicas, em contraposição com as átonas). No grego e no latim, a musicalidade bem como a quantidade predominavam; por isso a nomenclatura que adotaram, e que ainda se usa, é eminentemente musical, a começar pela palavra ‘prosódia’, ou ‘acento’, ligadas ao grego ode, e ao latim cantus, que significam ‘canto’. No inglês, no alemão, no francês prevalece a intensidade, mas quantidade tem, grande importância.

No italiano, no espanhol, exatamente como no português, a intensidade é o único relevo. Na frase, porém, e na entonação musical é decisiva e recai sobre determinados elementos de sua composição, para assinalar a indagação, a dúvida, a admiração e outros estados d’alma. No português, os monossílabos são tônicos ou átonos, segundo o ritmo da frase. Os dissílabos são oxítonos quando acentuado na última sílaba (contém, fuzil), ou paroxítono (contem, fúsil). Os trissílabos, como os polissílabos, podem ter o acento na última (continuou, amarão), na penúltima (continuou, amaram, sabia), ou na antepenúltima sílaba (árabe, gólico), e são portanto oxítonos, paroxítona, ou proparoxítono. Na frase, as formas verbais podem ligar-se a pronomes átonos, formando metaproparoxítonos (amávomos-te, dava-se-lhe).

As palavras compostas, como os grandes polissílabos, têm acentos secundários, que se chamam subtônicos (sabiamente, mulherzinha). A acentuação (ou seja, o sistema de indicar os acentos), é, no português, muito complexo, porque se destina (1) a indicar o acento e (2) a sugerir o timbre vocálico. Há quatro sinais diacríticos: acento agudo (´) para a sílaba tônica aberta; acento grave (`) para indicar a contração da preposição a com o artigo a ou com os demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo; acento circunflexo (^) para a sílaba tônica fechada, e til (~) para a nasal. O sistema parte do pressuposto de que toda palavra de duas ou mais sílabas é paroxítona.

Noções Léxicas

Os sinais de acentuação são chamados também de sinais diacríticos. Pertencem a parte da Gramática chamada de prosódia. Os sinais gráficos ajudam tanto na parte fonológica (som) como também na parte geral são classificadas de 2 tipos:

1. Aqueles que alteram o valor fonético de determinada letra ou sílaba:

a) Acento agudo (´) temo o som aberto na vogal: Pelé, médico Acento circunflexo (^) transforma o som da vogal em fechada: avô, você, forro. Til (~) tem a função de nasalizar as vogais, como é o caso de vogais nasais: Romã, amanhã, cão, como também de vogais nasalizadas por influência das consoantes nasalizadoras (m,n) perdendo o valor fonêmico para se transformar em dígrafo vocálicos:

campo (kãpu); pente (peti), minto (mitu).

Cedilha (ç), confere a /c/ o valor fonético de /s/ entre consoantes e vogal (cv): penso (penço) e o valor fonológico de (SS) entre duas vogais: louça (loussa). 2. Segundo grupo não altera o valor fonético (som) da letra:

Acento crase (à) ocorre quando há o encontro do artigo /a/ com a preposição (a), provocada pela palavra antes do (a) artigo, havendo assim a colisão de a+a=à. Ex: Maria vai a praia = Maria vai à praia. Apóstrofo (‘) ocorre por causa da supressão de letra: gota de água = gota d’água. Dor n’alma. Hífen (-) serve para ligar palavra: pé-de-moleque. RioSão Paulo. Trema (¨) no novo acordo ortográfico foi totalmente eliminado.

Tonicidade

O acento pode ser de dois tipos quanto a tonicidade:

Acento gráfico com os exemplos do agudo café, o circunflexo comitê e grave (à noite) e o til (fã, coração). Acento tônico é a sílaba mais forte da palavra = casado, medico.

O acento biesdrúxula. Ocorre nas formas verbais recaindo

na quarta sílaba o acento gráfico ou tônico: encontrávamo-lo;

faça-se-lhe Mantendo o princípio já utilizado no sistema de 1943, em que a separação silábica é feita, de modo geral, com base na soletração e não nos elementos que constituem a palavra, segundo a etimologia, o texto do Novo Acordo nada altera quanto à divisão silábica das palavras.

Os vários acordos ortográficos

Como se sabe, a Ortografia (orto=correto; grafia = escrita), trata da escrita correta das palavras. A unificação dos sistemas ortográficos dos países lusófonos não é tarefa fácil, pois as divergências de pronúncia entre esses países acabam determinando grafias diferentes para mesma palavra, tanto que várias tentativas para unificação dos sistemas ortográficos desses países fracassaram: ou porque não eram aceitos no Brasil, ou porque encontravam reações por parte dos portugueses.

A primeira grande tentativa de uniformizar a ortografia da

língua portuguesa data de 1911, quando uma comissão de filósofos lusitanos propuseram uma reforma ortográfica e o governo português a adotou imediatamente.

No Brasil, essa reforma gerou muitas discussões, mas acabou não sendo adotada.

O primeiro acordo ortográfico entre Brasil e Portugal data

de 1931, mas não resultou na unificação dos sistemas ortográficos. Em 1945 houve, em Lisboa, um outro acordo, que também não efetivou a unificação, pois ele foi adotado apenas em Portugal. O sistema ortográfico adotado atualmente no Brasil é o aprovado pela Academia Brasileira de Letras, na sessão de 12 de agosto de 1943 e simplificado pela Lei n° 5765, de 18 de dezembro 1971, quando forem abolidos:

O

trema nos hiatos átonos;

O acento circunflexo diferencial nas letras E e O da sílaba tônica de certas palavras, usado para distingui-las de seus respectivos pares homógrafos, que tem as letras

E e O

(com exceção de pode, que continue acento por oposição a pode); O acento circunflexo e o acento grave com que se assinalava a sílaba subtônica das palavras derivadas em que ocorre o sufixo mente ou sufixos iniciados por Z. Em decorrência disso, palavras como saudade, cautela, saudoso, etc. deixaram de receber o trema; e palavras como acordo (subst.) almoço (subst.) governo (subst.) cafezinho, sozinha, propriamente, cortesmente, etc. Também perderam o acento gráfico. Curioso notar que a simplificação ortográfica de 1971 só foi adotada em Portugal em 1973. Ocorreram ainda outras tentativas de unificação em 1975 e 1986; porém, mais uma vez fracassaram, sobretudo pelas reações de Portugal.

O Novo Acordo Ortográfico

O projeto de Novo Acordo Ortográfico, oficialmente chamado Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, foi assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, pelos representantes dos setes países lusófonos:

Esses sete países, que tem o português como língua oficial, são chamados de Lusófonos. E apesar da incorporação de vocábulos nativos, de certas particularidades de sintaxe, de pronúncia e de grafia, a língua portuguesa mantém uma unidade. O Português é também falado em pequenas comunidades, um grande reflexo de povoamentos portugueses datados do século XVI. É ocaso de Zanzibar (na Tailândia, costa oriental da África); Macau, (uma possessão portuguesa encrava na China).

Goa, Diu, Damão (na Índia); Malaca (na Malásia); Timor (na Indonésia).

NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

Este acordo foi feito entre os 7 países que falam a língua portuguesa nos 5 continentes em 16/12/1990.

EMPREGO DAS LETRAS MAIÚSCULAS

O Novo Acordo determina o uso de iniciais maiúsculas

em:

Antopônimos reais ou fictícios: José Carlos, Márcia Leal, Branca de Neve, etc. Topônimos reais ou fictícios: São Paulo, Florianópolis, Ribeirão Preto, Atlântida, etc. Mitônimos (nomes de seres antropomorfizados e mitológicos):

Apolo, Vênus, Cupido, etc. Instituições, repartições: Instituto Nacional de Previdência Social, Ordem dos Advogados do Brasil, Partido dos trabalhadores, etc. Nomes de festas e festividades: Natal, Páscoa, Jornal do Brasil, etc. Publicações periódicas: O Estado de S.Paulo ,Jornal do Brasil, Veja, etc. Pontos cardeais (em sentido absolutos): Norte, Sul, Leste Oeste, Ocidente, Oriente. Conveniente aprender esse assunto? Seria mais difícil andarmos pela cidade se não existissem as placas com os nomes das ruas e os números das casas. E se não existissem placas orientadoras do trânsito, certamente haveria mais complicações.

Nossa língua existem alguns a centos gráficos, que nos orientam na pronúncia de certas palavras. Como não são acentuadas todas as palavras, é preciso que aprendamos a acentuação gráfica correta. É o que vamos fazer

1. Os monossílabos

Os monossílabos podem ser tônicos (fortes), ou átonos (fracos). Por serem fracos se dependerem de outras palavras. Nenhum monossílabo átono pode ser acentuado. Nós devemos nos preocupar, portanto, com os monossílabos tônicos, são acentuadas as palavras monossílabas tônicas terminadas em a, e, o, seguidoras ou não de s. Exemplos: lá, vás, três, é, nó, pôs. Assim, você não pode acentuar os monossílabos tônicos seguintes, pois terminam de outro jeito: ri, bis, mel, crer, dor.

2. As oxítonas

As palavras oxítonas também são acentuadas conforme o modo como terminam são acentuadas as palavras oxítonas terminadas em a, e, o, em, seguidas ou não de s. Exemplos: sofá, trás, freguês, café, tricô, cipós, também, parabéns, etc. Observe que é parecida a regra das palavras monossílabas com a regra das palavras oxítonas. A diferença está na terminação em, acentuadas nas oxítonas, mas não acentuadas nas monossílabas.

Confira: quem, tens, (monossílabas); além, parabéns (oxítonas). Observe ainda mais isto: se a palavra tiver hífen, considere em, separado o que estiver depois do hífen para verificar se há ou não acento gráfico. Assim:

a) Dá-lo = dá: palavra monossílaba tônica terminada em a (com acento); lo: palavra monossílaba átona (sem acento).

b) Convém-me: convém: palavra oxítona terminada em ém (com acento); me: palavras monossílaba átona (sem acento).

c) Sentar-se = sentar: palavra oxítona terminada em r (sem acento); se: palavra monossílaba átona (sem acento).Acentuam-se todas as formas verbais terminadas em: r, s, que se perdem para receber o pronome: amar amá-lo; fazer fazê-lo; destruir destruí-las.

Nos verbos terminados em ir não há acento porque o i depois de consoante já é tônico:

Sentir senti-lo Permitir permiti-los Os ditongos de pronúncia aberta, eu, éi, oi recebem o acento agudo na base, nas palavras oxítonas. Exemplos: anzóis, chapéu(s), anéis, pastéis, carretéis, herói(s), Coronéis, etc. Não há também nenhuma novidade na acentuação das oxítonas. É importante lembrar que os monossilábicos átonos terminados em em-ens continuam não recebendo acento: bem, nem, bens, etc, e que as formas verbais oxítonas terminadas em a-e-o, seguidas de la, las, lo, los, continuam recebendo acento:

amá-lo, vendê-las, repô-los, etc.

3. Acentuação das palavras paroxítonas Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:

r: caráer, Mártir, ímpar, etc. x: tórax, índex, próton, ônix, etc. n: pólen, hífen, próton, elétron, etc. l: fácil, amável, difícil, lamentável, etc. ps: bíceps, fórceps, etc.

ã(s): órfã, órfãs, ímã, ímãs, etc. ao(s): órgão, órgãos, sótão, sótãos, etc. ei(s): joguei, pônei, fáceis, amáveis, etc. i(s): júri, júris, lápis, tênis, etc. um-uns: álbum, álbuns, médium, médiuns us: bônus, vírus, etc. As regras de acentuação das paroxítonas, não sofreram nenhuma alteração.

4. As proparoxítonas As palavras proparoxítonas são as fáceis. Veja por quê:

Regra de acentuação são acentuadas todas as palavras

proparoxítonas. Exemplos: médico, volcímetro, hipóteses, pêsames, características, etc.

Como

nenhuma

o alteração com a acentuação das palavras proparoxítonas.

Novo

Acordo

de

/1990

não

houve

5. Acentuam-se formas verbais:

a) O pretérito imperfeito do modo indicativo na 1ª e 2ª pessoa do

plural de todos os verbos: cantávamos, cantáveis, vivíamos,

partíssemos, partíeis;

b) A 1ª e 2ª pessoa do plural do pretérito mais que perfeito do

modo indicativo de todos os verbos: cantáramos, cantáreis,

vivêramos, sentíramos, sentíreis.

A regra acima exige muito de sua atenção, por isso, observe a divisão silábica.

b) I-U

Coloca-se acento nas letras i e u tônicas, quando formam hiato com a vogal anterior. Exemplos: baú, Luís, atraí, país, balaústre, cafeína, ciúme, Luísa, miúdo, paraíso, faísca, graúdo, recaída, ruína.

Obs: Não se coloca acento no i e no u quando são precedidos de vogal com as quais não formam hiato e seguidos de l, m, n, r, z que não iniciam sílabas, e ainda quando são seguidas de nh. Exemplos: Adail, Raul, ruim, constituinte, triunfo, influirmos, raiz, juiz, rainha, etc. Não se leva acento à base dos ditongos iu, quando precedidos de vogal, derivado de verbos. Exemplos: atraiu, contribuiu, etc. As letras i e u tônicas não levarão acento se estiverem precedidas de ditongo, amenos que venham em posição medial. Exemplos: baiuca, boiuno, cauila, etc. Mais: Piauí, tutiuiú, etc. porque o i e o u vêm em posição

final.

6. Em relação à acentuação das letras i e u Quando precedidos de ditongo, deixam de receber acento, a menos que apareçam em posição final. Entendemos que tal modificação é desnecessária, uma vez que atingem um número extremamente reduzido e palavras.

como era

como fica

baiúca

baiuca

boiúno

boiuno

cauila

cauila

7. Vejamos algumas alterações

Ortográfico:

a) O hiato eem as formas verbais dos verbos crer, dar, ler, ver (e seus derivados) deixa de receber o acento circunflexo.

Acordo

com

o

Novo

como era

como fica

crêem

creem

descrêem

descreem

dêem

deem

lêem

leem

relêem

releem

vêem

veem

prevêem

prevêem

Observação:

a) Os verbos (ter e vir) com seus compostos continuam com

acento agudo no singular e o circunflexo no plural:

3ª Pessoa sing. ter (tem) obter obtém conter contém vir (vem) provir provém advir advém convir convém

3º Pessoa plural têm obtêm contêm vêm provêm advêm convêm

d) Esses acentos deveriam também ter sido eliminados. O encontro de (em-en) tem o mesmo valor fonético com acento ou sem acento /ei/, transformando em ditongo decrescente fonológico nasalizado. É por esse motivo que não há justificação a permanência desses acentos nesses dois verbos e seus derivados. Talvez isso tenha homógrafa do verbo (contar), 3ª pessoa do plural (contem) com (contém ou contêm) do verbo conter, mas mesmo assim a própria frase definiria o valor semântico.

c) Os verbos crer, ler e dar e seus derivados na terceira pessoa

do singular do presente do modo indicativo, o acento circunflexo permanece. Ele crê, Paulo vê, Maria relê.

8. O encontro do(s) de verbos terminados oo que recebia o

acento no ôo, com o Novo Acordo Ortográfico perde o acento circunflexo.

como era

como fica

vôo

voo

enjôo

enjoo

entôos

entoos

magôo

magôo

9. Com o Novo Acordo Ortográfico os ditongos abertos (éi,

oi) perdem o acento quando são palavras proparoxítonas

como era

deve ficar

assembléia

assembleia

jibóia

jiboia

heróico

heróico

Observação:

a) A eliminação do acento agudo no ditongo decrescente aberto (eia) mais a vogal hiato, quando se tratar de nomes personativos, os nomes registrados em cartório permanece o acento como Rosiléia, Luciléia, Arimatéia, Ducinéia, etc. Se uma família escolher um nome nesta semelhança pode registrar sem acento, porque o novo acordo só houve alteração prosódica, ou seja, do acento gráfico não alterando nada da fonologia ou pronúncia. Há uma exceção nesse caso se o pai ou a mãe tem nome de Arimatéia ou Franciléia com o acento e a família colocar o nome do filho ou filha, por exemplo, Angêlo Arimatéia Filho ou Angêlo Arimatéia Junior, se quiser colocar o acento por causa do nome dos pais é opcional. Se não deseja, não há nenhuma alteração a modificação não foi fonológico, a pronúncia é a

mesma, sem o acento ou com o acento, a alteração foi somente prosódica ou seja, da retirada de acentos.

b) Relacionado ao ditongo(oi) nas derivações em (óide) com

siginificado de ter forma de, ser semelhante a, de palavras paroxítonas o acento foi eliminado. Exemplo:

como era

como é agora

ovóide

ovoide

biocolóide

biocolóide

facóide

facoide

fisóide

fisoide

globóide

;;

globoide

c) também paroxítonas com a sílaba tônica e gráfica (ói, ái)

perderam o acento:

como era

como é agora

capróico

caproico

heróico

heroico

voltaico

voltaico

bóina

boina

d) Alguns verbos terminados em (oer) permanece o acento

agudo aberto em (ói-óis):

Exemplo:

moer ele mói, tu móis roer ele rói, tu róis doer isso dói corroer ele corrói

e) Alguns verbos terminados em (truir) também continua o acento:

construir - constrói destruir - destrói reconstruir reconstrói

f) O verbo pôr tem o acento para diferencia de por reposição, mas seus 26 derivados não recebe acento: opor, depor, compor, contrapor, dispor.

10. O plural das palavras oxítonas por el e ol permanecem o acento agudo:

Como é

Como deve ser

anel

anéis

coronel

coronéis

fiel

fiéis

papel

papéis

anzol

anzóis

arrebol

arrebóis

sol

sóis

11. As homônimas homógrafas paroxítonas em ia, ie, continuam o acento no substantivo:

Verbo

Substantivo

(ele) Gloria

Glória

(ele) Historia

História

(ele) Distancie

Distância

(ele) Serie

Série

12.

Homônimas homógrafos proparoxítonas, o substantivo é

acentuado:

Substantivo

Verbo

prático

pratico

médico

medico

número

numero

líquido

liquido

13. O Novo Acordo abole o trema de palavras portuguesas,

conversando só nomes próprios estrangeiros como muller,

mülleriano.

como era

como fica

tranqüilo

tranquilo

eloqüente

eloquente

delinqüente

deliquente

lingüiça

lingüiça

Pelo sistema de 1943, tais vogais recebiam acento agudo a fim de marcar sua tonicidade (quando eram átonas, recebiam trema: tranquilo, frequente, linguiça, etc). A justificativa dada pelo Novo Acordo é que a vogalzinha u das formas verbais como apazigúem, argúem é sempre articulada, por isso não precisa de acento. O tal argumento não justifica a abolição do acento, por muitos falantes articulam tal vogal como átona (apazigúe, averigúe, etc) e, com o Novo Acordo abole também o trema (veja item seguinte), seria conveniente manter o acento agudo no u tônico dos gue, gui, que, qui, para que essa vogal não fosse pronunciada atonamente.

Observe:

De acordo com o novo acordo ortográfico não se acentua mais a vogal u tônica nos encontro: gue, gui, que, qui averigúe, apazigúe, argue, argúem, etc.

14. O trema Pelo Novo Acordo, fica abolido o trema. O Novo Acordo

Ortográfico propõe a abolição

do trema, que na prática é raramente empregado na imprensa escrita (agüenta deveria receber trema).

15. Acento Diferencial

Não se coloca acento diferencial as palavras homográficas heterofônicas: acordo (subst.), acordo (verbo); almoço (subst.), almoço (verbo), jogo (subst.), jogo (verbo). etc. No entanto, o acordo registra algumas exceções. É obrigatório o acento diferencial em:

pode (presente do indicativo), pôr (verbo) para distinguir de por (preposição), pôde (pretérito perfeito) para distinguir de pode (presente do indicativo); pôr (verbo) pra distinguir de por (preposição). É facultativo o acento diferencial em:

dêmos (1ª pessoa do plural do presente do subjuntivo) para distinguir de demos (1ª pessoa do plural do pretérito perfeito); fôrma (substantivo) para distinguir de forma (substantivo e verbo). O Novo Acordo simplificou ainda mais lei n 5.765, de 18 de dezembro de 1971, que havia abolido a maioria dos acentos diferenciais.

Observe que, na prática, teremos apenas dois acentos diferenciais obrigatórios (pôde e pôr) e dois facultativos (fôrma e demos).

16. Emprego da crase:

a) Emprega-se a crase com os verbos de movimento, direção, de

lugar para outro:

Voltei a+ a rua = voltei à rua

b) Com verbos de situação ou locação quando tem adjunto

adverbial de lugar:

Encontraram-se a+a porta = encontraram-se à porta

c) Antes de feminino que tem uma função de objeto indireto:

Obedeço a+leis humana = obedeço às leis humanas

d) Antes de feminino que seja complemento nominal:

Ele é obediente a+a mãe = ele é obediente à mãe.

Demos assistência a+a festa = demos assistência à festa.

e) Antes do feminino ou masculino, quando a palavra “moda”

ou “a estilo” ou “a maneira” estiverem subentendidas:

Comi uma feijoada à paulista Eu vivi uma vida à cigana Maria usa mobília à Luiz XI f) Antes de “qual” quando está em lugar de feminino:

A festa à qual assistiu foi boa

A glória à qual aspiro está aqui

g) Antes de país, cidade, continente e acidente geográfico,

quando vier determinado:

Fui a Campos ontem Fui à Campos de Carlos Gomes ontem h) Antes da palavra “casa” se vier determinada ou a casa que não é minha:

Fomos à casa de um amigo

i) Antes da palavra distância, se vier determinada:

Vejo um barco a distância Vejo um barco à distância de duas milhas

j) Antes expressões de hora como (à uma hora, às duas horas, às três horas, etc).

l) Antes dos pronomes demonstrativos: à que, à que, àquela,

àquele, àquilo, quanto exigir preposição:

Esta fita é superior à que eu te referi ontem. Preferi estas e não às que você me recomendou

m) Usa-se crase nas locuções:

- prepositivas: à procura de, à semelhança de, à moda de;

- conjuntivas: à proporção que, à medida que, à maneira que;

- adverbiais: às vezes, às escuras, às cegas, à vontade, à vista, à força, às claras.

n) Uso facultativo da crase:

o) Antes dos pronomes possessivos usa-se crase quando se

omite artigo antes destes pronomes. Dei um presente à minha irmã, ou dei de presente a minha irmã.

p) Diante de nomes personativos:

Entreguei a encomenda à Lúcia ou entregue a Lúcia.

q) Uso proibido da crase:

Não se usa crase antes de masculino:

Maria anda a cavalo. Pedro dedicou a sua ida a pessoas importantes Antes de pronomes de tratamento: Vossa Excelência, Sua Eminência, Sua Alteza, etc. Fazendo exceções à regra citada as palavras: senhora, senhorita ou dona. Diante de pronomes: esta, essa, toda, tanta, alguma, nenhuma, tamanha, certa, qualquer, cada e seus plurais quando são acompanhados de substantivos:

Todos assistiram a esta festa.

Não se usa crase antes de pronomes: ela, elas, cujo, sujos, pois antes destes pronomes não se admitem artigo. O emprego do acento grave não traz nenhuma novidade, já que, desde 1971, tal acento só era utilizado para indicar o fenômeno da crase. O texto do Novo Acordo sugere que se empregue o acento crase na contração pra (forma reduzida de para) com o, a, os, as: prò, pra, pròs, pràs.

17. Hífen Hífen em palavras compostas e locuções. Segundo o Novo Acordo, utiliza-se o hífen:

- Para separar as palavras no final da linha.

- Para separar elementos de palavras compostas por justaposição

(guarda-noturno, tenente-coronel, quinta-feira, guarda-chuva, beija-flor, porto-alegrense). Obs: Em alguns compostos perdeu-se a noção de composição e, por isso, os dois elementos se aglutinam: girassol, mandachuva, pontapé, paraquedas, clarabóia, etc. Verifique que, mesmo não sendo separados por hífen, tais elementos mantêm sua identiddade fonética, como se pode observar em girassol, que é grafado com dois ss, a fim de manter o som de s inicial (sol). a) Nos topônimos compostos iniciados pelos adjetivos grãos ou

grã, por formas, lugares, ou quando têm elementos ligados por artigo: Grã-Bretanha, Grão-Pará, Passa-Quatro, Trás-os-Montes, Baía de Todos os Santos. Obs: Nos demais topônimos não se usa hífen: América do Norte, África do Sul, Belo Horizonte. Exceção única: Guiné- Bissau. b) Nos nomes de espécies botânicas e zoológicas ligados ou não por preposição ou qualquer outro elemento: couve-flor, erva- doce, andorinha-do-mar, etc.

c)

Nos compostos com os advérbios bem e mal junto a palavras

começadas por vogal ou h: bem-aventurados, bem-estar, bem- humorado, mal-estar, mal-humorado, mal-ofortunado, etc. Obs: O advérbio bem pode ou não aglutinar-se com a palavra seguinte, mesmo se esta começar por consoantes: bem-nascido (mal-nascido), benfeitor, benquerença, bem-falante (mal

falante), etc.

d) Nos compostos em que entram os elementos além, aquém, recém, sem: além-mar, além-fronteiras, aquém-mar, recém- casado, sem-cerimônia, sem-vergonha, etc.

e) Para unir duas ou mais palavras ocasionalmente combinadas

(liberdade-igualdade-fraternidade, ponte Rio-Niterói), e unir

combinações históricas ou ocasionais de topônimos: Aústria- Hungria, Tóquio-Rio de Janeiro. Não se emprega o hífen nas locuções:

a) Substantivos: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar.

b) Adjetivos: cor de vinho, cor de mel.

c) Pronomiais: cada um, quem quer que seja.

d) Adverbiais: à vontade, à vista, presas.

e) Prepositivas: abaixo de, a fim de passar, apesar.

f) Conjuntivas: a fim de que, ao passo que.

Obs: Faz-se exceção aos compostos já consagrados: água-de-

colônia, mais-que-perfeito, cor-de-rosa, etc.

g) Hífen com sufixo:

Nos compostos por sufixação, só se emprega o hífen nas palavras com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, aguaçu, mirim, se o primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente e se a pronúncia exige a distinção dos dois

elementos: cajá-mirim, capim-açu, amoré-guaçu, etc.

h) Hífen na ênclise e na mesóclise

Emprega-se o hífen para ligar os pronomes enclíticos ou mesoclíticos ao verbo: amá-lo, parti-la, deixe-o, enviar-lhe-ei,

emprestá-lo. Pelo sistema ortográfico de 1943, o emprego do hífen podia trazer alguma dificuldade, dado o grande número de regras, mas devemos considerar que já estávamos, acostumados a elas. Lamentavelmente, esta nova proposta não dificuldade, dado o grande número de regras, mas devemos considerar que já estávamos acostumados a elas. Lamentavelmente, esta nova proposta não reduz o número de regras e continua mantendo várias exceções. Para piorar o quadro, as poucas modificações realizadas foram formuladas de modo extremamente complexo sobretudo para nós, brasileiros, uma vez que o Novo Acordo baseia-se no sistema de 1945, adotado apenas em Portugal. Sinteticamente, podemos afirmar o seguinte:

O emprego do hífen nada mudou nas locuções, na ênclise e na mesóclise nem com os sufixos de origem tupi-guarani (açu, guaçu, mirim). É sem hífen os prefixos grego e latinos: ante, anti, auto, circum, co, contra, entre, extra, hiper, infra, intra, pan, pós, pré, pró, semi, sobre, super, supra, ultra, neo. Observações:

Há exceção quando a segunda palavras é h: anti-helênico, co- herdeiro. Há exceção também quando há o encontro de duas vogais iguais: anti-ibérico, contra-ataque, auto-observação, etc. Há exceção nessa regra com prefixo co que se aglutina com outro elemento iniciado por outro o: operar cooperar, ordenação coordenação. Com prefixo circum e pan quando o segundo elementos começar por vogal, m, n e h: usa-se hífen pan-americano, circum-navegação, circum-manual.

Usa-se hífen com prefixo hiper, inter, e super quando a palavra seguinte iniciar por r: hiper-requisito, inter-revista, super-revelado. Com sufixo ex, sota, soto, vice, vizo: ex-diretor, sota-mestre, vice-presidente, vice-rei. Com os prefixos pós, pré, pró, quando o segundo elemento tem valor semântico total: pós-guerra, pré-escolar, pró- americano. Não se usa mais hífen quando o prefixo termina por vogal diferente e o segundo elemento começar por r e s:

como era

como é agora

contra-regra

contraregra

contra-senha

contrasenha

extra-escolar

extraescolar

Com o prefixo sobre a seguinte palavra inicia por es, essas duas consoantes ficam dobradas:

sair sobressair saltar sobressaltar O prefixo sob e sub também se aglutinam, na maioria dos casos: sobrepor, subagente, subagudo, subclasse, subgrupo, subelevado. Há exceção quando a palavra seguinte inicia por b, usa-se o hífen: sub-base, sub-bosque, sub-bibliotecário, sub- branquicéfalo. Os prefixos ad, ads, ab, abs, se juntam as palavras sem hífen:

adjunto, advir, advérbio, adscrever, abstrair, abster, abjurar, absceder, abnegar Há exceção com o prefixo ad, quando a palavra seguinte inicia por d: ad-digital.

Pela regra antiga os prefixos sub-ad eram separados por hífen quando a palavra seguinte era iniciada por r e s, mas no novo acordo, ouve uma alteração de eliminação do hífen.

como era

como é agora

sub-raça

subraça

sub-diretor

subdiretor

sub-sala

subsala

ad-renal

adrenal

ad-rogar

adrogar

Não se emprega hífen com os prefixos latinos dês, in, sob, sub:

feito desfeito feliz infeliz delegado subdelegado Estes mesmo prefixos quando são empregados antes de h, aglutinam com a palavra seguinte e o h por não ter nenhum valor fonológico desaparece:

humano desumano feliz infeliz delegado subdelegado Com o novo acordo ortográfico não houve nenhuma alteração do apóstrofo, permanece do mesmo jeito do antigo acordo ortográfico de 1943.

EXERCÍCIOS A 1. Acentue, quando necessário, os monossílabos tônicos que figuram nas seguintes frases:

a) Elas são mas alunas, mas não são alunas mas.

b) A olho nu, não se vê o pus.

c) Se bom! Assim irás para o céu.

d) Se tu fores bom, irás para o céu.

e)

As mesinhas tem três pés e nos na madeira.

f)

Aquele corredor sempre foi um as do volume.

g)

As do volante são minhas irmãs.

h)

A fe em ti já posso te-la.

i)

Da-me um pouco da tua alegria.

J)

Por que reclamas?

l)

Reclamas por que?

m)

Você estuda para que fim?

n)

Você estuda para que?

2.

Acentue, quando necessário, as formas verbais das seguintes

frases:

a)

Ele tem muito dinheiro, mas os irmãos nada tem.

b)

Você cre em milagres, mas muitos não creem.

c)

O que você vê muito não veem.

d)

O pai le muito, mas os filhos nada leem.

e)

Se você vem, por que os demais não vem?

f)

Que ele de, e que os outros também dêem.

g)

Você detem, mas ele não detem.

h)

Ele revê, mas elas não revêem.

3.

Coloque, quando necessário, acento agudo ou circunflexo nas

oxítonas das seguintes frases:

a) Voce também tomou guarana?

b) O presidente falara amanha o que ele já falara na última

semana.

c) Apos a chuva, viam-se urubus ali.

d) Não marques os lugares proibidos pelo marques.

e) Sobem muito as mares daqueles mares.

f) Cara é paroxítona, mas cara é oxítona.

g) Não contem histórias que contem mentiras.

h) Amem é interjeição, mas amem é verbo.

i)

Vou liberta-los, mas não deixarei de puni-los.

j)

Esta música, compu-la ontem à noite.

l)

No armazém do seu Zeze, um japonês bebia.

m) Alem dançavam sacis.

4. Leia as frases a seguir e acentue as paroxítonas, quando

necessário:

a)

Estevão e Cristovão eram orfãos.

b)

Você me magoa e fica sem magoa.

c)

O júri não protegeu o guri.

d)

Se você tem carie, impeça que o dente carie.

e)

O imã estava dentro do album.

f)

Os mediuns abordaram cada item.

g)

Os jovens mostravam seus bíceps.

h)

O éter invadiu o taxi, o torax e cada abdômen.

5.

Lei com atenção as frases a seguir e acentue onde for

necessário:

a) O lucido medico tentou entender aquela estupida.

b) Quando alguem duvida, um livro tira-lhe a duvida.

c) O pudico mancebo não entendeu aquela rubrica.

d) Medico minhas doenças sem precisar de medico.

e) O avaro decano não ouviu o filantropo.

f) Publico obras para beneficio publico.

g) O aborigine surpreendeu-se com a abobada acustica.

h) Aquele ariete era o prototipo do anatema daquela tribo alacre.

i) So autentico esse documento se ele for autenticado.

j) Empurro o embolo da seringa e embolo algodão para esfregar

alcool na picada.

6. Acentue, quando necessário, as formas dos ditongos orais

abertos tônicos que aparecem nas seguintes frases:

a)

O herói acalmava aos céus uma nova idéia.

b)

Tu te dois pelo dois corceis?

c)

Nem o apoio das pessoas a quem apoio.

e)

Cada reu sofreu o castigo daquele paranoico.

f)

O Dirceu fez um tremendo escarcéu com a perda dos pinceis.

g)

O aluno leu palavras ao leu.

h)

A rainha ateia mandou incendiar a aldeia.

7. Acentue, quando necessário a segunda vogal tônica dos hiatos que figuram nas frases seguintes:

a)

Ele ficava doido com aquele doido.

b)

Ela sai sempre com a mesma saia.

c)

Quando saires, querida amiga, vou sair também.

d)

Se eu conclui, por eu você não conclui também?

e)

Raul considerou ruim a minha letra grauda.

f)

O baiano tocava berimbau no Anhangabau.

g)

De que pais regressaram os seus pais?

h)

Não

entendera o conteudo nem via saida para aquele

problema tão fortuito.

i) Triei meu cavalo da baia e cavalguei pela baia.

j) Eu inclui no envelope alguns ingressos gratuitos.

8. Acentue, quando necessário, as palavras que figuram a seguinte série (em caso de dúvida, consulte um dicionário):

colônia abençoe mausoleu flautim orfa conscio-arcaico

latex exodo ambar bachareis tenis açucar parabens

humus joquei rouxinois atraiu miosotis lamina

ferteis sozinho urutu Tambau lirio fa-lo-a viuvo raiz raizes- recondito perdoo avaro rubrica idolatra interim pudico libido alaude satrapa zenite boemia levedo fortuito ibero algaravia barbarie tulipa garrulo

canon azafama batavo estalido aziago bimano

fagocito ecloga Niagara tranfuga misantropo austero cartomancia filatelia cateter Nobel condor.

9. Leia com atenção os seguintes fragmentos e acentue onde for necessário:

a) “Não, a ideia de ir ao enterro não vinha da lembrança do carro e suas doçuras. A origem era outra: era porque, acompanhando o enterro no dia seguinte, não iria ao seminario e podia vir acessoriamente depois, mas a principal e imediata foi aquela. Voltaria à Rua dos Invalidos, a pretexto de saber de Sinhazinha Gurgel. Contava que tudo me saisse como naquele dia. Gurgel aflito, Capitu comigo no canape, as mãos presas, o penteado ” (Machado de Assis).

b) “Os homens, esses não se preocupavam em não molhar o

pelo, ao contrario metiam a cabeça bem debaixo da agua e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas das mãos. As portas da latrinas não

descansavam, era um abrir e fechar de cada instante, um entrar e sair sem treguas.” (Aluísio de Azevedo).

c) “Ali a colera desapareceu e Fabiano teve pena. Impossivel

abandonar o anjinho aos bichos do mato. Entregou a espingarda a sinha Vitoria, pois o filho no cangote, levantou-se, agarrou os bracinhos que lhe caiam sobre o peito, moles, como cambitos.”

(Graciliano Ramos). d) Frequentemente me surpreendo falando sozinho. Ainda ha pouco fui retirado da preguiça de escrever e posto diante desta maquina por uma ordem peremptoria, expressa atraves de minha propria voz: vai trabalhar, vagabundo! Varias vezes ao dia me vejo, ou me ouço, dizendo coisas para mim mesmo em geral palavras de advertência a que respondo com pedidos de contemporização (por favor, assim tambem não há tatu que

agüente)

(Fernando Sabino).

BIOGRAFIA

Prof. Pr. Francisco Edvar Maia Nasceu em 17/07/1944 Morada Nova CE Foi autodidata, fez madureza Ginasial e supletivo de 2º grau sem freqüentar escola. Tem Lic. Plena em Língua Portuguesa,Redação, Literatura. Lic. Plena em Teologia Prof. de Língua Portuguesa, Redação e Literatura Prof. de Teologia e Filosofia Pastor Evangélico, Th.m (Mestre em teologia) Teólogo, escritor, poeta literário e cordelista. Compositor sacro, orador evangélico. Membro-sócio da ACE (Ass. Cearense de Escritores) Presidente - Coordenador da ASLEPE (Ass. Literária de Escritores e Poetas Evangélicos) Presidente Coordenador da ACEPE (Ass. Cultural de Escritores e Poetas Estudantis)

41

Livros do Autor

1. Sete Momentos da Caminhada Espiritual.

2. Sete Símbolos do Cristão.

3. O Bom Soldado de Cristo.

4. O Universo Simbolizado do Amor.

5. Pensamentos Filosóficos e Teológicos.

6. Acentuação Gráfica Novo Acordo.

7. Ortografia: Regras, Homônimas, Parônimas.

8. Ortografia: Palavras Duvidosas.

9. O Grande Valor da Amizade.

10. Prudência: Ciência do Cristão.

11. Curiosidades da Origem das Palavras.

12. Atividades Lúdicas.

13. Os Segredos da Pontuação.

14. Causas Muitíssimas Curiosas.

15. Espelho Luminoso Poético.

16. Deus Político.

17. O Universo da Mentira.

18. Português Prático Para Pregador.

19. O Universo do Amor.

20. Regras Para Ser Feliz.

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Cordéis

1. O Valor da Leitura

2. Português Origem e Formação

3. Fome e Solidariedade

4. Poluição e Higiene Ambiental

5. Cuidado Com a Língua (Cordelzão)

6. Satanás e Seus Generais (Cordelzão)

7. Canção do Educando

8. Declaração de Amor

9. Eu Te Amo (Love)

10. O Livro Mestre Excelente

11. A Mulher na Evolução do Tempo

12. Cuidado Com o Dengue

13. Os Valores da Bíblia

14. Igreja Mundial do Apóstolo Valdemiro

15. PortuguêsOrigem e Formação (Cordelzão)

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Índice:

Acentuação

Os vários acordos ortográficos.

Letras Maiúsculas

Acentuação gráfica.

Os monossílabos

As oxítonas.

Acentuação das paroxítonas

Acentuação das formas verbais

Acento do i u

Alteração do acento em ee oo

Perda do acento em eia oia

Eliminação do trema

Acento diferencial

Crase

Hífem

Exercícios

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