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Boletim j

Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços
Manual de Procedimentos
Temática Contábil e Balanços
a

a

Contabilidade Internacional

Evidenciação dos instrumentos financeiros e sua divulgação em nota explicativa 2. POLÍTICAS CONTÁBEIS SUMÁRIO
Evidenciação dos instrumentos
financeiros e sua divulgação em nota
explicativa
2. POLÍTICAS CONTÁBEIS
SUMÁRIO
1. Introdução
2. Políticas contábeis
3. Contabilidade de hedge
4. Valor justo
De acordo com o item 117 da NBC TG 26 -
Apresentação das Demonstrações Contábeis, a
entidade deve divulgar, na nota explicativa sobre as
políticas contábeis, as bases de mensuração usadas
na elaboração das respectivas demonstrações e as
outras políticas que sejam relevantes para o entendi-
mento dessas demonstrações.
5. Divulgações úteis para fins de julgamento das
demonstrações contábeis
Relativamente aos instrumentos financeiros, tal
evidenciação inclui:
1. INTRODUÇÃO
Em texto divulgado na edição n o 28/2011, pág.
6, com base no Pronunciamento Técnico CPC 40 -
a) para os instrumentos financeiros ativos ou
passivos designados como mensurados pelo
valor justo por meio do resultado:
Instrumentos Financeiros: Evidenciação, tra-
tamos, especificamente, sobre ativos
e passivos
financeiros
avaliados
pelo valor justo, ativo financeiro
reclassificado, desreconheci-
mento, garantia, provisão para
perdas com crédito, derivativos
embutidos, entre outros temas.
Na divulgação de
valores justos, a entidade
deve agrupar ativos e passivos
a.1) a natureza dos ativos ou passivos
financeiros que a entidade desig-
nou como mensurados pelo valor
justo por meio do resultado;
Nesta
oportunidade,
discor-
financeiros em classes, mas deve
compensá-los somente na medida em
que seus valores contábeis forem
compensados no balanço
patrimonial
remos sobre a divulgação, em nota
explicativa, das políticas contábeis, das
bases de mensuração usadas na elaboração
das demonstrações contábeis e de outras políticas
contábeis usadas que sejam relevantes para o enten-
dimento dessas demonstrações, sobretudo no que
diz respeito ao hedge e ao valor justo.
a.2) os critérios usados para a
determinação desses ati-
vos e passivos financeiros
como mensurados pelo
valor justo por meio do
resultado; e
a.3) como a entidade satisfez as condições
dos itens 9, 11A ou 12 da NBC TG 38
para tal designação;
Nota
Nota
O Pronunciamento Técnico CPC 40 foi recepcionado no âmbito:
a) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) - Deliberação CVM n o
604/2009;
b) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) - NBC TG 40 - Resolu-
ção CFC n o 1.198/2009;
c) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) - Instrução Nor-
mativa ANS n o 37/2009;
d) da Superintendência de Seguros Privados (Susep) - Circular n o
424/2011.
Para os instrumentos designados de acordo com o item
“b.i” da definição de ativo e passivo financeiro mensurado
pelo valor justo por meio do resultado na NBC TG 38 -
Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração,
essa evidenciação inclui a descrição narrativa das cir-
cunstâncias subjacentes à inconsistência de mensuração
ou reconhecimento que de outra forma surgiriam. Para os
instrumentos designados de acordo com o item “b.ii” da
definição de ativo ou passivo financeiro mensurado pelo
valor justo por meio do resultado, essa evidenciação inclui
a descrição narrativa de como a designação, conforme
mensurado pelo valor justo por meio do resultado, é con-
sistente com a estratégia de gestão de risco ou de investi-
mentos documentada pela entidade.
Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços b) os critérios usados para definir os ativos

Manual de Procedimentos

Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços b) os critérios usados para definir os ativos financei-

Temática Contábil e Balanços

b) os critérios usados para definir os ativos financei- ros classificados como disponíveis para venda;

c) informação quanto às compras e vendas regulares de ativos financeiros serem contabi- lizadas na data da transação ou da liquidação (ver o item 38 da NBC TG 38 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração);

d) quando a conta de provisão é usada para reduzir o valor contábil de ativo financeiro que sofreu baixa por perdas no valor recuperável devido a perdas de crédito:

d.1) os critérios para determinar quando o valor contábil do ativo financeiro baixado é reduzido diretamente (ou no caso da reversão de baixa, aumentado direta- mente) e quando a provisão é utilizada; e

d.2) os critérios para baixar montantes conta- bilizados na conta de provisão contra o valor contábil do ativo financeiro baixado;

e) como as perdas e os ganhos líquidos nas várias categorias de instrumentos financeiros são determinados, por exemplo, se os ganhos ou as perdas líquidos mensurados pelo valor justo por meio do resultado incluem juros ou dividendos;

f) os critérios utilizados pela entidade para deter- minar que existe evidência objetiva de que perda do valor recuperável tenha ocorrido;

g) quando os termos do instrumento financeiro ativo - que de outra forma seriam vencidos ou sofreriam perda do valor recuperável - tiverem sido rene- gociados, a política contábil para as condições a que estão sujeitos os ativos renegociados.

Nota

O item 122 da NBC TG 26 - Apresentação das Demonstrações

Contábeis também requer que as entidades evidenciem, na nota

explicativa sobre as políticas contábeis significativas ou em outras notas explicativas, os julgamentos, excetuados aqueles envolven-

do estimativas que a administração realizou ao aplicar as políticas

contábeis da entidade, as quais possuem impacto mais significati-

vo nos montantes reconhecidos dessas demonstrações.

3. CONTABILIDADE DE HEDGE

A entidade deve divulgar separadamente os itens a seguir para cada tipo de hedge constante da NBC TG 38 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração (isto é, hedge de valor justo, hedge de fluxo de caixa e hedge de investimento realizado no exterior):

a) a descrição de cada tipo de hedge ;

b) a descrição dos instrumentos financeiros designados como instrumentos de hedge e seus valores justos na data das demonstra- ções contábeis; e

c)

a natureza dos riscos que estão sendo objeto do hedge.

3.1 Divulgações necessárias

Para hedges de fluxo de caixa, a entidade deve divulgar:

a)

os períodos em que se espera que o fluxo de caixa irá ocorrer e quando se espera que eles afetarão o resultado;

b)

uma descrição de qualquer operação prevista

em que foi utilizada a contabilidade de hedge,

a

qual já não se espera que ocorra;

c)

o montante que tenha sido reconhecido em outros resultados abrangentes durante o período;

d)

a quantia que tenha sido reclassificada do patrimônio líquido para o resultado do período, mostrando o montante incluído em cada item da demonstração do resultado abrangente; e

e)

o

montante que tenha sido removido do patri-

mônio líquido durante o período e incluído no custo inicial ou outro valor contábil de ativo ou passivo não financeiro cuja aquisição ou incorrência tenha sido um hedge de operação prevista e altamente provável.

3.2 Divulgações em separado

A entidade deve divulgar separadamente:

a)

em hedges de valor justo, ganhos ou perdas:

a.1)

sobre o instrumento de hedge ; e

a.2) sobre o objeto de hedge atribuído ao risco coberto;

b)

ineficácia do hedge reconhecida no resultado que decorre de hedges de fluxo de caixa; e

a

c)

a

ineficácia do hedge reconhecida no resul-

tado que decorre de hedges de investimentos

líquidos em operações no exterior (NBC TG 02

-

Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio

e

Conversão de Demonstrações Contábeis).

4. VALOR JUSTO

Exceto o que é estabelecido no subitem 4.4, para cada classe de ativo e passivo financeiro, a entidade deve divulgar o valor justo daquela classe de ativos e passivos de forma que permita ser comparada com o seu valor contábil.

Na divulgação de valores justos, a entidade deve agru- par ativos e passivos financeiros em classes, mas deve compensá-los somente na medida em que seus valores contábeis forem compensados no balanço patrimonial.

Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços 4.1 Divulgação dos métodos e pressupostos aplicados na

Manual de Procedimentos

Temática Contábil e Balanços

Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços 4.1 Divulgação dos métodos e pressupostos aplicados na

4.1 Divulgação dos métodos e pressupostos aplicados na determinação do valor justo

A entidade deve divulgar para cada classe de instru- mentos financeiros os métodos e, quando uma técnica de avaliação for usada, os pressupostos aplicados na deter- minação do valor justo de cada classe de ativo ou passivo financeiro. Por exemplo, se for o caso, a entidade divulga informações sobre os pressupostos relativos a taxas de pagamento antecipado, estimativas de percentuais de perda com créditos e taxas de juros ou taxas de desconto.

Se houver mudança na técnica de avaliação, a entidade deve evidenciar essa mudança e a razão para fazê-la.

Para realizar a evidenciação estabelecida no su- bitem 4.2, a entidade deve classificar as mensurações de valor justo usando uma hierarquia que reflita a signifi- cância dos inputs usados no processo de mensuração. A hierarquia do valor justo deve ter os seguintes níveis:

a) nível 1: preços negociados (sem ajustes) em mer- cados ativos para ativos idênticos ou passivos;

b) nível 2: inputs diferentes dos preços negocia- dos em mercados ativos incluídos no nível 1 que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (como preços) ou indiretamente (derivados dos preços); e

c) nível 3: inputs para o ativo ou passivo que não são baseados em variáveis observáveis de mercado ( inputs não observáveis).

Nota

O nível na hierarquia de valor justo dentro do qual uma mensuração

de valor justo é classificada em sua totalidade deve ser determina-

do na base do input de nível mais baixo que seja significativo para a mensuração do valor justo em sua totalidade. Para essa finalidade,

a significância de um input deve ser avaliada em relação à mensu-

ração do valor justo em sua totalidade. Se uma mensuração de valor justo usa inputs observáveis que requeiram ajustes consideráveis baseados em inputs não observáveis, essa mensuração será de

nível 3. A avaliação da significância de um input em particular para

a mensuração do valor justo em sua totalidade requer julgamento, considerando-se os fatores específicos para ativo ou passivo.

4.2 O que deve ser evidenciado para cada classe de instrumentos financeiros

Para mensurações de valor justo (ver a NBC TG 38, itens 48 e 49) reconhecidas no balanço patrimo- nial, a entidade deve evidenciar para cada classe de instrumentos financeiros:

a) o nível dentro da hierarquia de valor justo dentro do qual as mensurações de valor justo estão classificadas em sua totalidade, segregando as mensurações de valor justo de acordo com os níveis definidos no subitem 4.1;

b)

quaisquer transferências relevantes entre os níveis 1 e 2 da hierarquia de valor justo e as razões para essas transferências. Transferências para dentro de cada nível devem ser evidenciadas

e

discutidas separadamente das transferências

para fora de cada nível. Tendo em vista essa finalidade, a relevância deve ser avaliada com

respeito ao resultado e aos ativos e passivos

 

totais;

c)

para mensurações de valor justo no nível 3 da hierarquia de mensuração, a conciliação entre os montantes de abertura e fechamento, evi- denciando separadamente mudanças durante

o

período atribuíveis a:

c.1) ganhos e perdas totais no período reco- nhecido no resultado em receitas ou despesas e a descrição de onde eles são apresentados na demonstração do resultado ou na demonstração do resul- tado abrangente (se aplicável);

c.2) ganhos e perdas totais reconhecidos em outros resultados abrangentes;

c.3) compras, vendas, emissões e liquida- ções (cada tipo de movimento eviden- ciado separadamente); e

c.4) transferências para dentro ou para fora no nível 3 (transferências atribuíveis a mudan- ças na capacidade de observação dos dados de mercado) e as razões para terem ocorrido. Em caso de transferências relevan- tes para dentro do nível 3, estas devem ser evidenciadas e discutidas separadamente das transferências para fora do nível 3;

d)

o

montante de ganhos e perdas totais para o pe-

ríodo, referidos em “c.1”, incluídos nos ganhos

e

perdas atribuíveis àqueles relacionados com

ativos e passivos mantidos ao final do período, e

a

descrição de onde esses ganhos e perdas são

apresentados na demonstração do resultado ou

na demonstração do resultado abrangente;

e)

para mensurações de valor justo no nível 3, se

a troca de um ou mais inputs por alternativas

razoavelmente possíveis mudasse o valor justo significativamente, a entidade deveria comunicar o fato e evidenciar o efeito dessas mudanças. A entidade deve evidenciar como

o efeito da mudança por uma alternativa razo-

avelmente possível foi calculado. Para esse objetivo, a relevância deve ser avaliada com relação ao resultado, ativos totais ou passivos

totais, ou quando variações no valor justo são reconhecidas em ajustes de avaliação patri- monial em relação ao patrimônio líquido.

Manual de Procedimentos

Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços 5. DIVULGAÇÕES ÚTEIS PARA FINS DE JULGAMENTO DAS

Temática Contábil e Balanços

5. DIVULGAÇÕES ÚTEIS PARA FINS DE JULGAMENTO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Nos casos descritos nas letras “b” e “c” do subitem 4.4, a entidade deve divulgar informações para ajudar os usuários das demonstrações contábeis a fazer o seu próprio julgamento a respeito da extensão de pos- síveis diferenças entre o valor contábil desses ativos ou passivos financeiros e seus valores justos, incluindo:

a)

o

fato de que a informação do valor justo não

foi divulgada para esses instrumentos porque seus valores justos não puderam ser mensura- dos de maneira confiável;

b)

uma descrição de instrumentos financeiros,

o

valor contábil, e a explicação da razão de

valor justo não poder ser mensurado de maneira confiável;

o

c)

informações sobre o mercado para os instru- mentos financeiros;

d)

informações sobre se e como a entidade pre- tende dispor dos instrumentos financeiros; e

e)

se o instrumento financeiro cujo valor justo não pode ser mensurado de maneira confiá- vel é baixado, esse fato, seu valor contábil no momento da baixa e o montante do ganho ou perda reconhecido.

N

Aspectos introdutórios sobre a determinação e apresentação do resultado por ação

SUMÁRIO

1. Introdução

2. Empresas que divulgaram resultado por ação - Adequação à NBC TG 41

3. Glossário básico

4. Ações ordinárias

5. Abrangência das normas

6. Apresentação de demonstrações consolidadas

1. INTRODUÇÃO

Nesta edição, damos início a uma série de textos que versam sobre os aspectos gerais que envolvem o estabelecimento de princípios que norteiam a deter- minação e a apresentação do resultado por ação.

O objetivo principal é melhorar as comparações de desempenho entre diferentes companhias (socie-

Nota
Nota

A entidade deve apresentar as evidenciações quantitativas reque- ridas por esse item no formato tabular, a menos que outro formato seja mais apropriado.

4.3 Mercado não ativo - Estabelecimento do valor justo para o instrumento financeiro

Se o mercado para um instrumento financeiro não é ativo, a entidade deve estabelecer seu valor justo utilizando técnica de avaliação. No entanto, a melhor evidência do valor justo no reconhecimento inicial é o preço de transação (isto é, o valor justo da retribuição dada ou recebida), a não ser que as condições dos itens AG76 da NBC TG 38 - Instrumentos Financeiros:

Reconhecimento e Mensuração sejam satisfeitas. Segue-se que poderia haver uma diferença entre o valor justo no reconhecimento inicial e a quantia que seria determinada na data da utilização da técnica de avaliação. Se tal diferença de fato existir, a entidade deve divulgar, por classe de instrumento financeiro:

a) a sua política contábil para reconhecer essa diferença no resultado a fim de refletir uma alteração nos fatores (incluindo o tempo) que os participantes do mercado deveriam consi- derar na definição de preço; e

b) a diferença agregada a ser reconhecida no resultado no início e no fim do período e a conciliação das alterações no balanço decor- rentes dessa diferença.

4.4 Hipóteses para as quais divulgações de valor justo não são exigidas

Divulgações de valor justo não são exigidas:

a) quando o valor contábil é uma aproximação razoável do valor justo, por exemplo, para ins- trumentos financeiros como contas a receber de clientes e a pagar a fornecedores de curto prazo;

b) para investimento em instrumentos patrimoniais que não possuem preços de mercado cotados em mercado ativo, ou derivativos ligados a esse instrumento patrimonial, que são mensu- rados ao custo de acordo com a NBC TG 38 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração, porque seu valor justo não pode ser mensurado de maneira confiável; ou

c) para contrato que contenha característica de participação discricionária (como descrito na NBC TG 11 - Contratos de Seguro), se o valor justo dessa característica não puder ser men- surado de maneira confiável.

Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços dades por ações) no mesmo período, bem como

Manual de Procedimentos

Temática Contábil e Balanços

Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços dades por ações) no mesmo período, bem como para

dades por ações) no mesmo período, bem como para a mesma companhia em períodos diferentes.

Mesmo que os dados do resultado por ação tenham limitações por causa das diferentes políticas contábeis que podem ser usadas para determinar resultados, um denominador determinado consistentemente melhora os relatórios financeiros. Logo, o foco está no denomi- nador do cálculo do resultado por ação.

Este texto tem como base o Pronunciamento Técnico CPC 41 - Resultado por Ação, que foi recep- cionado no âmbito:

a) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) - Deliberação CVM n o 636/2010;

b) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) - NBC TG 41 - Resolução n o 1.287/2010;

c) da Agência de Saúde Suplementar (ANS) - Instrução Normativa ANS n o 37/2009;

d) da Superintendência de Seguros Privados (Susep) - Circular Susep n o 424/2011.

2. EMPRESAS QUE DIVULGARAM RESULTADO POR AÇÃO - ADEQUAÇÃO À NBC TG 41

O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e o CFC editaram apêndice com a finalidade de esclarecer alguns aspectos da implementação da NBC TG 41 - Resultado por Ação. No que diz res- peito às companhias que divulgaram o resultado por ação em períodos anteriores, estas devem adequar seus cálculos aos procedimentos fixados na NBC TG 41 - Resultado por Ação, bem como apresentar informações complementares, em notas explicativas, sobre as principais modificações implementadas nos cálculos em função da referida norma, quando da divulgação das primeiras demonstrações contábeis que incluírem tais alterações.

3. GLOSSÁRIO BÁSICO

Seguem definições sobre alguns termos técnicos utilizados neste texto e nos que serão apresentados nas edições seguintes:

a) antidiluição é o aumento no lucro por ação ou a redução no prejuízo por ação, em decorrência do pressuposto de que os instrumentos con- versíveis sejam convertidos, de que as opções ou os bônus de subscrição sejam exercidos ou de que ações sejam emitidas quando da satisfação das condições especificadas;

b) contrato de emissão contingente de ações (ou acordo de ações contingente) é um acordo

para emitir ações que dependa da satisfação de condições especificadas;

c) ações emissíveis sob condição (ou ações de emissão contingente) são ações ordinárias emissíveis por pouco ou nenhum dinheiro ou qualquer outra contrapartida após a satisfação das condições especificadas em contrato de emissão contingente de ações;

d) diluição é a redução no lucro por ação ou o aumento no prejuízo por ação resultante do pressuposto de que os instrumentos conversí- veis sejam convertidos, de que as opções ou os bônus de subscrição sejam exercidos ou de que ações sejam emitidas após satisfação das condições especificadas;

e) opção, bônus de subscrição e seus equivalen- tes são instrumentos financeiros que dão ao titular o direito de adquirir ações;

f) ação ordinária é o instrumento patrimonial que está subordinado a todas as outras classes de

instrumentos patrimoniais. Para as sociedades com sede no Brasil, deve ser considerada a definição de ação ordinária dada pela Lei das Sociedades por Ações;

g) ação ordinária potencial é o instrumento finan- ceiro ou outro contrato que dá ao seu titular o direito a ações ordinárias;

h) opções put sobre ações ordinárias são contra- tos que dão ao seu titular o direito de vender ações ordinárias a um preço especificado durante determinado período;

i) ações são valores mobiliários representativos de unidade de capital social de sociedade anônima que conferem aos seus titulares um conjunto complexo de direitos e deveres;

Nota

As ações dividem-se em classes de acordo com os direitos ou restrições que, nos termos da lei e dos estatutos, forem conferidos aos seus titulares. As ações ordinárias das companhias abertas, segundo a legislação brasileira atual, não podem ser divididas em classes (art. 15, § 1 o , da Lei n o 6.404/1976).

j) ações ordinárias são ações de emissão obri- gatória que conferem aos seus acionistas titu- lares os direitos que a lei reserva ao acionista comum;

Nota

Os titulares de ações ordinárias deliberam (em assembleia dos acionistas), por exemplo, sobre a atividade da companhia, votam na aprovação das contas patrimoniais, na destinação dos lucros, na eleição dos administradores e nas alterações estatutárias de interesse da companhia.

k) ações preferenciais são ações que conferem aos seus titulares um conjunto complexo de direitos

Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços diferenciados, como a prioridade na distribuição de dividendos

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Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços diferenciados, como a prioridade na distribuição de dividendos

Temática Contábil e Balanços

diferenciados, como a prioridade na distribuição de dividendos (fixo ou mínimo) ou no reembolso do capital (com ou sem prêmio) etc.;

Nota

As ações preferenciais podem, ou não, conferir direito de voto a seus titulares. Ações nominativas circulam mediante registro no livro próprio da sociedade.

l) valores mobiliários são instrumentos finan- ceiros que a sociedade anônima emite para obtenção dos recursos de que necessita;

Nota

Além de ações, a companhia pode emitir:

a) debêntures;

b) partes beneficiárias;

c) bônus de subscrição; e

d) notas promissórias.

m) debêntures são instrumentos financeiros representativos de contrato de mútuo;

Nota

Os titulares têm direito de crédito, perante a companhia, nas condi- ções fixadas por instrumento, elaborado por esta, que se chama “es- critura de emissão”. Tal instrumento estabelece ou pode estabelecer se o crédito é monetariamente corrigido; se sim, qual o indexador, a participação no resultado, a conversibilidade em ações, as garantias desfrutadas pelos debenturistas, as épocas de vencimento da obri- gação e os demais requisitos determinados ou autorizados por lei.

n) partes beneficiárias são instrumentos financei- ros negociáveis, sem valor nominal e estranhos ao capital social, que conferem a seus titulares direito de crédito eventual, consistente na par- ticipação nos lucros da companhia emissora;

o) bônus de subscrição confere a seus titulares

o direito de subscrever ações da companhia

emissora, quando de futuro aumento de capi- tal social desta;

p) notas promissórias, para fins da NBC TG 41 - Resultado por Ação, são encontradas na forma de valores mobiliários destinados à captação de recursos para restituição usualmente em curto prazo;

q) instrumentos conversíveis em ações são valores mobiliários de qualquer natureza que conferem

a seus titulares o direito de conversão do direito de crédito em ações da companhia conforme condições definidas contratualmente.

4. AÇÕES ORDINÁRIAS

As ações ordinárias participam no lucro do pe- ríodo apenas após outros tipos de ações, tais como ações preferenciais com dividendo mínimo ou fixo.

A companhia, em certas circunstâncias, pode ter mais de uma classe de ações ordinárias. As ações

ordinárias da mesma classe têm os mesmos direitos de receber dividendos.

São exemplos de ações ordinárias potenciais:

a) passivos financeiros ou instrumentos patrimo- niais, incluindo ações preferenciais ou debên- tures conversíveis em ações ordinárias;

b) opções e bônus de subscrição de ações ordi- nárias;

c) ações ordinárias que sejam emissíveis após o cumprimento de condições resultantes de ins- trumentos contratuais, tais como a aquisição de empresa ou de outros ativos.

5. ABRANGÊNCIA DAS NORMAS

As normas abordadas neste texto, e as que serão apresentadas nas edições seguintes, devem ser aplicadas:

e

individuais:

a.1) de companhias cujas ações ordinárias ou ações ordinárias potenciais sejam publicamente negociadas (bolsas de valores nacionais ou estrangeiras ou mercado de balcão, incluindo mercados local e regional); ou a.2) de companhias que estejam registradas, ou em processo de registro, na CVM ou em outro órgão regulador, com o pro- pósito de distribuir ações ordinárias ou ações ordinárias potenciais em merca- dos organizados; e

b) às demonstrações contábeis consolidadas de grupo econômico cuja controladora atenda a um dos requisitos anteriores (“a.1” e “a.2”).

a) às

demonstrações

contábeis

separadas

Notas

(1) A companhia que divulgar resultado por ação deve calculá- -lo e divulgá-lo em conformidade com o estabelecido neste tex- to, o qual tem como base o Pronunciamento Técnico CPC 41 - Resultado por Ação.

(2) As regras aplicáveis ao cálculo e à divulgação do resultado por ação ordinária, básico e diluído, aplicam-se, no que couberem, ao cálculo e à divulgação do resultado por ação preferencial básico e diluído, por classe, independentemente de sua classificação como instrumento patrimonial ou de dívida, se tais ações estiverem em negociação ou em processo de virem a ser negociadas em mer- cados organizados.

6. APRESENTAÇÃO DE DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS

Quando a companhia apresentar, além de suas demonstrações contábeis individuais, demonstrações

Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços consolidadas, o resultado por ação pode ser apresen-

Manual de Procedimentos

Temática Contábil e Balanços

Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços consolidadas, o resultado por ação pode ser apresen- tado

consolidadas, o resultado por ação pode ser apresen- tado apenas na informação individual se o resultado líquido e o resultado das operações continuadas forem os mesmos nos 2 conjuntos de demonstrações contábeis apresentados.

No caso de apresentação de demonstrações separadas, o resultado por ação deve ser apresen-

tado nessas demonstrações e nas individuais, e não nas demonstrações consolidadas.

Nota

Como a companhia apresenta, conforme os itens 81 e 82 da NBC TG 26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis, os componentes do lucro ou prejuízo na demonstração do resultado em separado, ela deve apresentar o resultado por ação somente na demonstração do resultado do período. N

a

a

Contabilização

Bens do Ativo Imobilizado adquiridos mediante financiamento Finame

SUMÁRIO

1. Introdução

2. Características do Finame

3. Encargos incidentes sobre o financiamento

4. Contabilização

1. INTRODUÇÃO

Na celebração de contrato de compra de um bem de capital mediante financiamento bancário, ocorrem, efetivamente, duas transações distintas, embora mui- tas vezes se completem a um só tempo.

A primeira é uma operação comercial de compra e venda de determinado bem, por preço determi- nado. A segunda é uma operação de financiamento do preço estipulado para o bem adquirido, acrescido das despesas de financiamento, que representam ou a remuneração do capital, observada a propor- cionalidade do seu valor e do tempo pelo qual o

titular da disponibilidade ficará sem o numerário, ou

o ressarcimento por outras despesas administrativas decorrentes da operação.

Observa-se, assim, que tal remuneração é devida em função da utilização do capital de terceiros (independentemente da sua vinculação ou não com

a aplicação de bens de capital), levando-se em conta

apenas o valor financiado e o lapso de tempo previsto

para o reembolso ou da ocorrência de despesas adicionais.

Neste procedimento, abordaremos os casos, através de exemplos, em que o financiamento tenha sido celebrado na modalidade Finame.

(Parecer Normativo CST n o 127/1973, item 4)

2. CARACTERÍSTICAS DO FINAME

O Finame constitui-se numa linha de crédito destinada ao financiamento de máquinas e/ou equipamentos, novos,

Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços de fabricação nacional, credenciados pelo Banco Nacional de

Manual de Procedimentos

Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços de fabricação nacional, credenciados pelo Banco Nacional de

Temática Contábil e Balanços

de fabricação nacional, credenciados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O Finame possui, basicamente, as seguintes características:

a) financiamento com prazos até 120 meses;

b) taxa de juros fixa de até 7% ao ano, já incluída a remuneração da instituição financeira creden- ciada, de 3% ao ano, no caso de apoio indireto;

c) financiamento de até 90% do valor do bem;

d) carência até 24 meses para o início da amorti- zação do principal (ver nota 1 a seguir); e

e) alienação fiduciária do bem financiado, como garantia.

Notas

(1) Durante o prazo de carência mencionado na letra “d” deste tó- pico, os juros incidentes sobre o financiamento deverão ser pagos trimestralmente. Findo esse prazo, passarão a ser pagos mensal- mente, com o principal.

(2) Observamos que as regras retromencionadas são de cunho ge- nérico, variando, obviamente, de acordo com o porte da empresa, localização geográfica, características do bem a ser financiado etc.

A taxa de juros mencionada na letra “b” é calculada, normalmente, da seguinte forma: custo financeiro + remu- neração do BNDES + taxa de intermediação financeira + remuneração da instituição financeira credenciada.

Entende-se por:

a) custo financeiro a composição dos seguintes itens:

a.1)

a.2) TJ-462 - Taxa de Juros da Medida Provisória n o 462/2009 (convertida na Lei n o 12.058/2009) = TJLP + 1% ao ano; a.3) Cesta - variação do dólar norte-ameri- cano ou variação da Unidade Monetária do BNDES (UMBNDES) acrescida dos encargos da cesta de moedas;

b) remuneração do BNDES a taxa de remunera- ção do banco de até 2,5% ao ano;

c) taxa de intermediação financeira a de 0,5% ao ano;

d) remuneração da instituição financeira cre- denciada a taxa negociada entre a instituição financeira credenciada e o cliente.

Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP);

3. ENCARGOS INCIDENTES SOBRE O FINANCIAMENTO

Todos os encargos que recaem sobre o financia- mento, quando destacados no contrato, do preço do custo do bem adquirido são considerados despesas

operacionais, sendo irrelevante para descaracterizar

tal

conceituação e vinculação da aquisição do bem

ao

contrato tratar-se de financiamento direto ou não.

Ressalta-se, porém, que, quando tais despesas não constarem separadamente do contrato de finan- ciamento vinculado à aquisição do bem, deverá ser

escriturada em conta do Ativo Imobilizado a importân- cia total da operação, uma vez que é inadmissível ao adquirente estimar o valor do custo do bem, atribuir

as

parcelas excedentes a despesas de financiamento

e

contabilizá-las como operacionais. Observa-se,

ainda, que, apenas quando efetivamente incorridas, estas despesas deverão ser computadas para os

efeitos de determinação do resultado do período.

Assim, desde que destacados no contrato de financiamento para aquisição de bem do Ativo Imobilizado, os juros poderão ser considerados como despesas financeiras.

(Parecer Normativo CST n o 127/1973, itens 6 e 7)

4. CONTABILIzAÇÃO

Suponhamos que determinada empresa, em 10.12.20X1, tenha adquirido, por R$ 100.000,00, uma máquina de solda a ponto, sendo R$ 10.000,00 pagos à vista, com recursos próprios, e os restantes R$ 90.000,00, com recursos obtidos junto ao Banco Alfa S/A, por meio de financiamento na modalidade Finame celebrado naquela data.

Considerando que o referido financiamento devesse ser liquidado em 24 parcelas mensais e sucessivas no valor de R$ 4.087,50, vencíveis no pe- ríodo de 09.03.20X2 a 09.02.20X4, tal operação seria assim contabilizada:

1) Pelo registro da aquisição do bem

D

- Máquinas e Equipamentos (Ativo Imobilizado)

R$ 100.000,00

 

D

- Encargos Financeiros a Transcorrer (Redutora do Passivo Circulante)

R$

3.375,00

D

- Encargos Financeiros a Transcorrer (Redutora do Passivo Não Circulante)

R$

4.725,00

C

- Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)

R$ 108.100,00

R$

10.000,00

C

- Financiamentos - Finame (Passivo Circulante)

R$

40.875,00

C

- Financiamentos - Finame (Passivo Não Circulante)

R$

57.225,00

 

R$ 108.100,00

Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços Notas (1) As obrigações da companhia, inclusive os

Manual de Procedimentos

Temática Contábil e Balanços

Manual de Procedimentos Temática Contábil e Balanços Notas (1) As obrigações da companhia, inclusive os

Notas

(1) As obrigações da companhia, inclusive os financiamentos para aquisição de direitos do Ativo Não Circulante, serão classificadas no Pas- sivo Circulante, quando vencerem no exercício seguinte, e no Passivo Não Circulante, se tiverem vencimento em prazo maior (Lei n o 6.404/1976, art. 180).

(2) Cálculo do valor das parcelas: valor total financiado + (taxa de juros fixa ao ano x 2) ÷ prazo de liquidação em meses (R$ 90.000,00 + R$ 8.100,00 ÷ 24) = R$ 4.087,50.

(3) Divisão das parcelas entre Circulante e Não Circulante:

a) Passivo Circulante: 10 parcelas a vencer no período de 09.03.20X2 a 09.12.20X2;

b) Passivo Não Circulante: 14 parcelas a vencer no período de 09.01.20X3 a 09.02.20X4.

4.1 Encargos pagos na liberação do Finame

Consideremos que, por ocasião da liberação do financiamento, o banco tenha debitado da conta- -corrente da referida empresa a importância de R$ 50,00 relativos ao IOF em 10.12.20X1. Assim, teríamos o seguinte lançamento:

2) Pelo registro dos encargos pagos na liberação do financiamento (exceto juros)

D

- Despesas Financeiras (Conta de Resultado)

C

- Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)

R$ 50,00

4.2

Pagamento da 1 a parcela do financiamento

Finalizando o exemplo, trataremos da conta- bilização do pagamento da 1 a parcela do Finame,

admitindo-se, para tanto, a liquidação da mesma na data do vencimento, ou seja, em 09.03.20X2.

3) Pelo registro do pagamento da 1 a parcela do financiamento

D

-

Financiamentos - Finame (Passivo Circulante)

C

-

Banco Conta Movimento (Ativo Circulante)

R$ 4.087,50

Admitindo-se que os juros incorridos naquele mês fossem de R$ 337,50, teríamos, ainda, o seguinte lançamento:

4) Pela apropriação dos encargos financeiros sobre a primeira parcela do financiamento

D

- Despesas Financeiras (Conta de Resultado)

C

- Encargos Financeiros a Transcorrer (Redutora do Passivo Circulante)

R$ 337,50

Notas

(1) Nos meses seguintes, os lançamentos relativos ao pagamento das prestações e da apropriação dos encargos financeiros do Finame serão idên- ticos aos demonstrados.

(2) À medida que for se aproximando a época do pagamento e da apro- priação dos encargos, os referidos saldos deverão ser transferidos, respecti- vamente, da conta Financiamentos - Finame no Passivo Não Circulante para a conta Financiamentos - Finame no Passivo Circulante, e da conta Encargos Financeiros a Transcorrer no Passivo Não Circulante para a conta Encargos Financeiros a Transcorrer no Passivo Circulante.