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Aula de hoje: Estrutura e funcionamento das

instituições políticas brasileiras (Fátima


Anastasia)

Referência: ANASTASIA, F.; NUNES, F. (2006). A


Reforma da Representação. In: ANASTASIA, F.;
AVRITZER, L. (Orgs.). Reforma Política no Brasil.
Belo Horizonte: PNUD/UFMG. p. 17-34.
Introdução: objetivos e conceitos básicos

 Representação Política => “conjunto de relações


estabelecidas entre os cidadãos e os governantes eleitos” (p.
17)

 Democracia Direta X Democracia Representativa;

 “A invenção da representação foi a solução encontrada para


diminuir concomitantemente os ‘custos internos’ e os ‘riscos
externos” associados ao processo decisório”.

 Obs.: A solução do “dilema” representativo propicia o


surgimento de novos problemas, relacionados à natureza dos
laços que unem representados e representantes; à
capacidade dos primeiros vocalizarem as preferências etc.

 Esse é o contexto do debate moderno sobre reforma política.


Cap. 1) Teoria: Lijphart revisitado

 Texto básico: LIJPHART, A. (2003).


Modelos de democracia; desempenho e
padrões de governo em 36 países. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira.
 Contribuições fundamentais: (1) Dois
modelos de democracia (consensual X
majoritário); (2) Tentativa de classificar a
democracia a partir de um eixo com duas
dimensões e dez variáveis básicas; (3)
“Superioridade” do desempenho das
democracias consensuais.
Comentários Anastasia: necessidade de transformar o sistema de 4
eixos de Lijphart num sistema de dois eixos.

 A partir do modelo do Lijphart, podemos


definir as seguintes dimensões
componentes de um sistema decisório
qualquer, e sobre os quais devem incidir
uma reforma política:
 (1) método de formação dos órgãos
decisórios;
 (2) regras de tomadas de decisões;
 (3) forma da composição dos órgãos
decisórios;
 (4) funcionamento ou operação efetiva
das instituições políticas.
(I) Primeiro eixo: Método de formação das instâncias decisórias, que
comporta as seguintes variáveis:

 (i) Formas de governo (monarquia X república) =


procedimentos através dos quais são escolhidos os
chefes de Estado;
 (ii) Sistemas de governo (presidencialismo X
parlamentarismo) = modalidades de constituição das
equipes governamentais;
 (iii) Organização político-administrativa (unitarismo X
federalismo);
 (iv) Sistema eleitoral (majoritário X proporcional X
mistos) = maneira pela qual os votos são
transformados em cadeiras;
 (v) Tipo de cameralismo (unicameralismo X
bicameralismo simétrico X bicameralismo
assimétrico).
II) Segundo eixo: regras decisórias que organizam a tomada
de decisões:

 (i) regras que definem as prerrogativas e os poderes


legislativos e não legislativos do Executivo
(concentrados no Executivo X mais dispersos);
 (ii) regras que definem a distribuição de atribuições e
competências do Poder Legislativos (prerrogativas de
cada uma das Câmaras; direitos dos parlamentares;
mais ou menos centralizado nos órgãos da casa);
 (iii) relações entre os poderes (predomínio do
Executivo X dispersão de poderes);
 (iv) aprovação de emendas constitucionais (maioria
absoluta X qualificada);
 (v) regras referentes à revisão constitucional (órgão
independente ou não);
 (vi) regras que organizam o status do Banco Central.
Terceiro eixo: Composição das instâncias decisórias:

 (i) composição do Executivo e da equipe de


governo (coalizões X governos unipartidários);
 (ii) configuração do sistema partidário
(multipartidarismo X bipartidarismo);
 (iii) composição do Poder Legislativo
(expressão da pluralidade societal X maior
homogeneidade dos partidos);
 (iv) composição e natureza das coalizões
(maior contiguidade ideológica e coalescência X
menor coalescência e heterogeneidade);
Quarto eixo:IV) Operação efetiva das instâncias
decisórias (outputs):

 (i) relações entre os poderes na produção


legal (predomínio do Executivo X maior
equilíbrio);
 (ii) padrões de interação entre os atores
da coalizão governista (coesão X
disciplina X distributivismo);
 (iii) padrões de interação entre governo X
oposições: cooperação X competição;
 (iv) sistema partidário: bipartidarismo X
pluralismo moderado X pluralismo
polarizado.
Anastasia: aplicando o modelo ao caso brasileiro

 => “A análise do arranjo institucional brasileiro


pós-88 à luz da matriz analítica proposta permite
verificar que tal arranjo expressa uma
combinação das características do modelo
consensual, decorrentes do método de
constituição das instâncias decisórias, com
características do modelo majoritário, decorrente
das regras de tomada de decisões” (p. 22)
 Organização consensual do método de
constituição das instâncias decisórias coexiste
com um padrão majoritário no tocante às regras
de tomada de decisão (p. 22)
Brasíl Problemas:

I) Método de formação
das instâncias [predominantemente consensual]
decisórias

1) Formas de governo
República
(Monarquia X República)

2) Sistemas de governo
(presidencialismo X presidencialismo crises políticas e estilo personalista
parlamentarismo)

3) Organização político
administrativa (federalismo federação desigualdades e distorções na representação
X unitarismo)

4) Sistema eleitoral
(majoritário; proporcional; proporcional distorções regionais
misto)

bicameralismo
5) Tipo de cameralismo excesso de poder do Senado
simétrico
Brasíl Problemas:

II) Regras decisórias: [predominantemente majoritário]

1) prerrogativas dos poderes


legislativos do fortes poderes de
presidente (poderes agenda do enfraquece o legislativo no processo decisório
concentrados X Executivo
dispersão)

2) distribuição e atribuições
de competências do
Poder Legislativo:

3) regras que definem as


relações entre poderes
Executivo e Legislativo

4) regras para proposição e


aprovação de dificulta e aumenta o custo da negociação da agenda do Executivo;
quorum elevado
emendas "constitucionalização das políticas";
constitucionais
Brasíl Problemas:

III) Composição das instâncias


[predominantemente consensual]
decisórias:

problemas na coordenação
1) composição do Executivo
das coalizões;
(coalizões X governos recurso a coalizões
clientelismo e
unipartidários)
fisiologismo;

2) configuração do sistema
pluripartidarismo
partidário (multipardiário X excesso de fragmentação;
fragmentado
bipartidarismo)

Voto personalizado;
3) composição do poder Cf. composição dos
clientelismo; mais
Legislativo deputados
democrático

aumenta o custo das


4) natureza fisiológica ou
fisiologismo negociações para
programática das coalizões
garantir maiorias
Brasíl Problemas:

IV) Operação efetiva das


[predominantemente majoritário
instâncias decisórias:

predomínio do enfraquecimento do
1) relações entre os poderes
Executivo Congresso

2) padrões de interação entre


atores da coalizão fisiologismo
governativa

3) padrões de interação entre


pouco programático
governo X oposição:

fragmentado e pouco
4) sistema partidário
ideológico
Cap. 2) Processo e produção legislativo: visões sobre governo e
processo de governo no Brasil pós-1988:

a baixa capacidade de decidir razoável capacidade de


e implementar decidir e implementar

I G

Poder decisório D-I: disperso/ingovernável D-G: disperso/governável


disperso
(a governabilidade está (a governabilidade obtém-
D fora do alcance da estrutura se graças à capacidade de
institucional vigente) produção negociada de
decisões)

Poder decisório C-I: C-G:


concentrado concentrado/ingovernável concentrado/governável
(a governabilidade se tenta
C obter excluindo; se fracassa (a governabilidade obtém-
neste propósito) se graças à capacidade de
os presidentes forçarem os
outros atores a cooperar)
3) Propostas de reforma política:

 A partir desse debate é que surgem


as propostas de reforma política;
 Duas propostas básicas: relatório
Sérgio Machado (1998) X relatório
Ronaldo Caiado (2004).
Aspectos fundamentais:

 (1) Sistema Eleitoral e Accountability: voto


personalizado; aminésia eleitoral; número
de candidatos;
 (2) Representação de grupos sociais e
econômicos: presença das mulheres na
política; política de quotas; financiamento
das campanhas;
 (3) Sistema partidário: institucionalização
dos partidos políticos; fidelidade partidária;
desproporcionalidades; coligações;
 (4) Relações entre Executivo/Legislativo:
poder de agenda; papel dos partidos;
Resultados do survey: