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Prof. Gil Pinheiro

Técnicas de Múltiplo Acesso em Redes sem Fio, LANs, MANs

Prof. Gil Pinheiro UERJ-FEN-DETEL

Outubro – 2010

Prof. Gil Pinheiro

Técnicas de Acesso Múltiplo na Comunicação sem Fio

Vários esquemas de acesso múltiplo tem sido utilizados para permitir que vários usuários possam usar de maneira compartilhada uma quantidade restrita do espectro de rádio

O compartilhamento do espectro é necessário para obter o desempenho requerido na comunicação

A implementação do esquema de acesso múltiplo deve ser feito de maneira a suportar a demanda de tráfego

Outubro – 2010

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Comunicação Bidirecional

Sem sistemas de comunicação sem fio freqüentemente é necessária a comunicação bidirecional (duplexação), onde cada estação pode enviar e receber dados de maneira simultânea.

Num sistema de telefone fixo (ou celular), por exemplo, é possível falar e ouvir simultaneamente

A duplexação pode ser implementada através de divisão em freqüência (FDD=Frequency Division Duplexing) e em tempo (TDD=Time Division Duplexing)

Outubro – 2010

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O Esquema FDD

Num esquema de FDD, usa-se uma freqüência de transmissão entre estação base e estação móvel e outra entre a estação móvel e estação fixa

Um dispositivo denominado duplexador permite o uso de uma mesma antena para os módulos de recepção e transmissão do terminal móvel

A separação de freqüências de transmissão e recepção geralmente é fixa em todo o sistema. Sendo suficientemente alta para permitir pouco acoplamento entre os módulos receptor e transmissor de um terminal de assinante

Outubro – 2010

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Padrão GSM

Outubro – 2010
Outubro – 2010

Assinante para base Base para assinante

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O Duplexador (Duplexer) FDD

Prof. Gil Pinheiro O Duplexador ( Duplexer ) FDD Duplexador implementado através de filtros passa alta

Duplexador implementado através de filtros passa alta e passa baixa acoplados

( Duplexer ) FDD Duplexador implementado através de filtros passa alta e passa baixa acoplados Outubro

Outubro – 2010

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O Esquema TDD

A transmissão só ocorre em momentos permitidos e pré- determinados, atribuídos através de Time Slots

Os terminais móveis são mais simples, pois o duplexador não é necessário e os circuitos receptor e transmissor podem ter partes comuns (ex.: oscilador local e de portadora)

Ao invés do duplexador (do FDD), emprega uma chave T/R (transmite / recebe)

local e de portadora) • Ao invés do duplexador (do FDD), emprega uma chave T/R (transmite

Outubro – 2010

Acesso Múltiplo por Divisão em Freqüência (FDD) e Tempo (TDD)

Outubro – 2010 Prof. Gil Pinheiro
Outubro – 2010
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Exemplos de Esquemas de Múltiplo Acesso

Outubro – 2010
Outubro – 2010

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Comparação FDD x TDD

O FDD é voltado mais para sistemas onde cada freqüência é alocada a um usuário. Pois a intensidade de sinal entre receptor e transmissor pode ser maior que 100dB, o que requer boa separação de freqüências de transmissão e recepção

O TDD, ao permitir que transmissor e receptor ocupem a mesma freqüência, não requer cuidados na separação entre freqüências. Sendo os equipamentos mais simples e baratos.

No TDD existe um tempo de latência na comutação entre transmissão e recepção, pois a comunicação não é verdadeiramente full-duplex. Esta latência torna o sistema TDD sensível aos atrasos de propagação particulares de cada estação

Devido ao rígido esquema de temporização necessário no TDD e a sensibilidade aos atrasos de propagação, o TDD é restrito a telefones sem fio e ou sistemas de pequeno alcance. Ou onde as estações são estacionárias, para que os atrasos de propagação não variem com o tempo

Outubro – 2010

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Alocação estática de canais em LANs e MANs

A maneira tradicional de alocar um único canal, tal como um tronco telefônico, entre vários usuários concorrentes, é usar a FDM (Frequency Division Multiplexing)

Se existem N usuários, a largura de banda é dividida em N partes de mesmo tamanho (ver figura abaixo) e a cada usuário será atribuída uma parte. Como cada usuário tem uma banda de freqüência particular, não há interferência entre eles

parte. Como cada usuário tem uma banda de freqüência particular, não há interferência entre eles Outubro

Outubro – 2010

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Alocação estática de canais em LANs e MANs

Quando existe apenas um número pequeno e constante de usuários, cada um dos quais com uma carga de tráfego pesada (armazenada em buffer) — por exemplo, centrais de comutação de concessionárias — a FDM é um mecanismo de alocação simples e eficiente

No entanto, quando o numero de transmissores é grande e continuamente variável, ou quando o trafego ocorre em rajadas, a FDM apresenta alguns problemas

Se o espectro for dividido em N partes, e menos de N usuários estiverem interessados em estabelecer comunicação no momento, uma grande parte do espectro será desperdiçada. Se mais de N usuários quiserem se comunicar, alguns deles terão o acesso negado por falta de largura de banda, mesmo que alguns dos usuários aos quais foi alocada uma banda de freqüência raramente transmitam ou recebam dados

Além disso, na maioria dos sistemas de computadores, quase todo o tráfego de dados ocorre em rajadas (são comuns relações de 1000:1 entre o tráfego de pico e o tráfego médio). Em conseqüência disso, a maioria dos canais, num sistema de alocação estática de canais, permanecerá ociosa na maior parte do tempo

Outubro – 2010

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Alocação estática de canais em LANs e MANs

O fraco desempenho da FDM estática pode ser analisado através da teoria de filas, conforme já mostrado

Vamos começar com o retardo médio, r, para um canal com capacidade C bps, taxa de chegada de λ quadros/s e taxa de serviço de μ quadros/s

O comprimento de cada quadro é definido por uma função densidade de probabilidade exponencial, com media de L

bits/quadro. A taxa de serviço média depende do tamanho

médio dos quadros, conforme:

µ =

C

L

Pela teoria de filas, pode-se mostrar que, o tempo de residência no sistema será :

1

r =

µ λ

Outubro – 2010

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Alocação estática de canais em LANs e MANs

Num sistema de capacidade C bps subdividido em N canais FDM ou TDM, conforme já mostrado, possui tempo de resposta:

r N

=

1

µ

λ

=

N

µ λ

= N.r

N

N

O retardo de tempo usando FDM ou TDM é N vezes pior em relação a uma situação hipotética (?), onde os quadros seriam enfileirados numa grande fila única

Outubro – 2010

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Contexto de Acesso Múltiplo (alocação do canal sob demanda)

Premissa de canal único compartilhado

Possibilidade de colisão – mecanismo de tratamento

Tempo contínuo – transmite a qualquer tempo

Tempo segmentado (slotted) – transmite em momentos pré determinados

Detecção de portadora – mecanismo de tratamento

Outubro – 2010

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Controle de Acesso Aloha Puro

Colisão
Colisão

Diversas estações (A, B,

, E) podem transmitir a qualquer

momento, arbitrariamente. Problemas?

Outubro – 2010

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Controle de Acesso Aloha Puro

A

idéia básica de um sistema ALOHA é simples: permitir que os usuários

transmitam sempre que tiverem dados a ser enviados. Naturalmente, haverá colisões, e os quadros que colidirem serão danificados

Não é realizada escuta prévia e nem durante a transmissão, sendo necessária mensagem de confirmação da estação receptora (o que atrasa

o

processo)

Se o quadro foi destruído, o transmissor apenas espera um período de tempo aleatório e o envia novamente

O

tempo de espera deve ser aleatório, pois senão os mesmos quadros

continuarão a colidir repetidas vezes.

Por outro lado, nas LANs um transmissor consegue descobrir se seu quadro foi ou não destruído, da mesma maneira que o fazem outros usuários, bastando para isso escutar o canal durante a transmissão

Em uma LAN, esse feedback é quase imediato

Em um satélite, há uma demora de 270 ms antes de o transmissor saber se houve êxito na transmissão

Os sistemas em que vários usuários compartilham um canal de forma que possa haver conflitos são conhecidos como sistemas de disputa (ou contenção)

Outubro – 2010

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Controle de Acesso Aloha Puro

No sistema ALOHA os quadros são criados sempre com o mesmo comprimento pois o throughput é maximizado quando o comprimento dos quadros é uniforme em vez de variável

Sempre que dois quadros tentarem ocupar o canal ao mesmo tempo, haverá uma colisão e ambos serão danificados. Se o primeiro bit de um novo quadro se sobrepuser apenas ao último bit de um quadro quase terminado, os dois quadros serão totalmente destruídos e terão de ser retransmitidos posteriormente

O Checksum não consegue (e não deve) fazer distinção entre uma perda total e uma perda parcial. Quadro com erro é quadro com erro, não há distinções

Outubro – 2010

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Controle de Acesso Aloha Puro

Prof. Gil Pinheiro Controle de Acesso Aloha Puro Intervalo de tempo de vulnerabilidade, perda de quadros

Intervalo de tempo de vulnerabilidade, perda de quadros

Outubro – 2010

Controle de Acesso Slotted Aloha

Time Slot Colisão Estações só transmitem em momentos determinados (slots) Outubro – 2010 Prof. Gil
Time Slot
Colisão
Estações só transmitem em momentos determinados (slots)
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Controle de Acesso Aloha Puro

Até este ponto não ocorrem nova tentativas de envio

Puro Até este ponto não ocorrem nova tentativas de envio Desempenho do Aloha e Slotted Aloha

Desempenho do Aloha e Slotted Aloha x tentativas de envio

Outubro – 2010

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Controle de Acesso Aloha Puro

Na figura anterior mostra que o throughput máximo ocorre em G = 0,5, com S = 1/2e, que corresponde aproximadamente a 0,184

Em outras palavras, o melhor que podemos esperar é uma utilização de canal de 18%

Esse resultado não é muito encorajador, mas com todas as pessoas transmitindo à vontade, dificilmente poderíamos esperar uma taxa de 100% de êxito

Outubro – 2010

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Controle de acesso CSMA

Com o Slotted ALOHA, a melhor utilização do canal que é possível conseguir é 1/e. Pois as estações transmitem sem prestarem atenção ao que as outras estações estão fazendo, sendo provável que ocorram muitas colisões

Porém, nas LANs as estações podem detectar o que outras estão fazendo, adaptando o seu comportamento de acordo com essa situação

No protocolo CSMA (Carrier Sense Multiple Access) 1- persistente, quando uma estação tem dados a transmitir, primeiramente escuta o canal para ver se mais alguém está transmitindo no momento. Se o canal estiver ocupado, a estação esperará até que ele fique ocioso. Quando detectar um canal desocupado, a estação transmitirá um quadro. Se ocorrer uma colisão, a estação esperará um intervalo de tempo aleatório e começará tudo de novo. Esse protocolo é denominado 1-persistente, porque a estação transmite com probabilidade 1 sempre que encontra o canal desocupado.

Outubro – 2010

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Controle de Acesso Aloha Puro

Prof. Gil Pinheiro Controle de Acesso Aloha Puro Comparação da quantidade de tentativas para vários tipos

Comparação da quantidade de tentativas para vários tipos de protocolos de acesso

Outubro – 2010

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CSMA com Detecção de Colisão

Prof. Gil Pinheiro CSMA com Detecção de Colisão No período de contenção podem haver colisões Modelo

No período de contenção podem haver colisões

Modelo de CSMA/CD, que pode estar em três estados:

transmissão sem erros, contenção ou livre

Outubro – 2010