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PODER JUDICIÁRIO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

12ª Câmara de Direito Privado

 

Registro: 2012.0000637370

A C Ó R D Ã O

Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 9268234-19.2008.8.26.0000, da Comarca de Mogi das Cruzes, em que é apelante BANCO SUDAMERIS BRASIL S/A, é apelado MARCO ANTÔNIO CESAR (CURADOR ESPECIAL).

ACORDAM, em 12ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferir a seguinte decisão: "Negaram provimento ao recurso. V. U.", de conformidade com o voto da Relatora, que integra este acórdão.

O julgamento teve a participação dos Excelentíssimos Desembargadores JACOB VALENTE (Presidente sem voto), CASTRO FIGLIOLIA E JOSÉ REYNALDO.

São Paulo, 28 de novembro de 2012.

E JOSÉ REYNALDO. São Paulo, 28 de novembro de 2012. (assinatura digital) SANDRA GALHARDO ESTEVES Desembargadora

(assinatura digital)

SANDRA GALHARDO ESTEVES

Desembargadora – Relatora.

[Relator do Processo]

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO 12ª Câmara de Direito Privado

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

12ª Câmara de Direito Privado

Voto nº 4.708 (MCS) Apelação Cível nº9268234-19.2008.8.26.0000

Comarca de Mogi das Cruzes / 1ª Vara Cível Juiz(a): Max Gouvea Gerth Apelante(s): Banco Sudameris Brasil S/A Apelado(a)(s): Marco Antônio Cesar

CONTRATO BANCÁRIO. ABERTURA DE CRÉDITO EM CONTA CORRENTE. COBRANÇA.

FALTA DE COMPROVAÇÃO DOS FATOS ALEGADOS. IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO MANTIDA. O apelante não cumpriu o disposto no artigo 333, inciso I, do Código de Processo Civil, pois não acostou aos autos todos os documentos essenciais para o julgamento da ação. Há indícios de relação jurídica existente entre as partes, no entanto, não há provas suficientes de como o negócio foi firmado. Apelação improvida.

Vistos,

1. Trata-se de recurso de apelação interposto contra a r. sentença proferida nos autos da ação de cobrança, que julgou: Ante o exposto, JULGO IMPROCEDENTE a presente ação. Em face do princípio da sucumbência, condeno o requerente no pagamento das custas e despesas processuais emergentes do feito, bem como verba honorária que fixo em 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado da causa.(fls. 109/110).

Dentre outras alegações sustenta o apelante que: 1) acostou aos autos ficha de proposta de abertura de conta e extratos analíticos para demonstrar a existência de divida; 2) o contrato padrão na época da assinatura era o de fls. 09; 3) existem provas nos autos da relação jurídica existente entre as partes (fls. 116/118).

O apelado apresentou contrarrazões (fls. 122/124).

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É o relatório do essencial.

2. Trata-se de ação de cobrança na qual o apelante pretende a constituição de título executivo judicial no valor de R$ 21.249,67, referente a contrato de abertura de crédito em conta corrente.

3. Assiste razão ao apelante quando sustenta que os documentos acostados são suficientes para a propositura da ação de cobrança, pois evidenciam a relação processual existente entre as partes. No entanto, não demonstram os índices contratados, tais como: juros remuneratórios, moratórios, multa contratual e correção monetária, assim, não há como o Douto Juízo “a quo” julgar o mérito da questão, pois não se tem como saber se os índices aplicados pelo apelante foram os contratados ou não.

Caberia ao apelante a comprovação dos índices contratados ou ao menos das cláusulas genéricas, como bem disposto pelo Douto Juízo “a quo” às fls. 110.

Nesse mesmo sentido Nelson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery lecionam:

Quando o contestante for o MP, advogado dativo ou curador

CPC 9ºII), a eles não se aplica a regra da

contestação especificada. Podem contestar por negação geral. Nesse caso não incidem os efeitos da revelia (CPC 319), de sorte que a contestação genérica controverte todos os fatos afirmados pelo autor na petição inicial. De consequência, havendo contestação genérica, formulada por um dos órgãos mencionados no CPC 302 par. ún., ao autor incube provar em audiência os fatos constitutivos de seu direito (CPC 333 I). (Código de Processo Civil Comentado. 10 ed. p. 572)

especial (v.g

Assim, como não houve a comprovação das cláusulas específicas, bem como das genéricas o Douto Juízo “a quo” entendeu que a análise de eventual dívida restou prejudicada.

Com razão o Julgador “a quo”, vez que somente com o extrato acostado aos autos não se tem como saber o que realmente foi

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contratado, e em que termos.

O valor apresentado foi apurado de forma unilateral pela instituição financeira uma vez que não há demonstração da efetiva contratação e nem mesmo das cláusulas gerais que ensejaram a sua elaboração. Sequer foi elaborada planilha de evolução do débito; pelos documentos acostados o saldo devedor surge a partir de 24/04/95 no valor de R$ 17.330,52 não caracterizando o real ponto de partida.

Vicente Greco Filho, leciona:“O autor, na inicial, afirma certos fatos porque deles pretende determinada conseqüência de direito; esses são os fatos constitutivos que lhe incumbe provar sob pena de perder a demanda. A dúvida ou insuficiência de prova quanto a fato constitutivo milita contra o autor. O juiz julgará o pedido improcedente se o autor não provar suficientemente o fato constitutivo do seu direito” (Direito Processual Civil Brasileiro, Editora Saraiva, 11ª edição, volume II, São Paulo, 1996, pág. 204).

O apelante não cumpriu o determinado no artigo 333, inciso I, do CPC, logo, imperiosa se mostra a improcedência da ação.

4. Em face do exposto, nega-se provimento ao recurso, mantendo-se a r. sentença tal como lançada.

ao recurso, mantendo-se a r. sentença tal como lançada. (assinatura digital) SANDRA GALHARDO ESTEVES Desembargadora

(assinatura digital)

SANDRA GALHARDO ESTEVES

Desembargadora

Relatora.