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PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA Gráfico 4.1. Produção de Arroz do Município X - 1984-1994 (1000 ton)

PROBABILIDADE

E

ESTATÍSTICA

Gráfico 4.1. Produção de Arroz do Município X - 1984-1994

(1000 ton) 2500 2000 1500 1000 500 0 84 85 86 87 88 89 90
(1000 ton)
2500
2000
1500
1000
500
0
84
85
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93
94

Luiz Roberto M. Bastos

2005

Probabilidade e Estatística

SUMÁRIO

Luiz Roberto

1

TEORIA DOS CONJUNTOS NUMÉRICOS

5

1.1

Introdução

5

1.2

Símbolos

5

1.3

Noções sobre Conjuntos

6

1.4

Conjunto dos Números Naturais (N)

7

1.5

Conjunto dos Números Inteiros (Z)

8

1.6

Representação decimal das frações

11

1.7

Conjunto dos Números Irracionais

12

1.8

Conjunto dos Números Reais (R)

12

1.9

Intervalos

13

1.10

Problemas com número finito de elementos

14

2

ANÁLISE COMBINATÓRIA

17

2.1

Introdução

17

2.2

Fatorial de um número natural

18

2.3

Princípio fundamental da contagem - PFC

19

2.4

Arranjos simples

23

2.5

Cálculo do número de arranjos

23

2.6

Permutações simples

25

2.7

Permutações com elementos repetidos

27

2.8

Combinações simples

28

2.9

Exercícios

33

3

PROBABILIDADE

34

3.1

Experimento aleatório

34

3.2

Espaço amostral

35

2

Probabilidade e Estatística

3.3

Evento

3.4

Probabilidade de um Evento

3.5

Evento complementar

3.6

Probabilidades em espaços amostrais equiprováveis

3.7

Probabilidade da união de dois eventos

3.8

Experiência Composta

3.9

Probabilidade condicional

4

ESTATÍSTICA BÁSICA

4.1

Conceitos fundamentais

4.2

Divisão da estatística

4.3

População

4.4

Amostragem

4.5

Amostra

4.6

Censo

4.7

Tipos de variáveis

4.8

Definição do problema

4.9

Definição dos objetivos (geral e específico)

4.10

Planejamento

4.11

Coleta dos dados

4.12

Crítica dos dados

4.13

Apuração (armazenamento) dos dados

4.14

Exposição ou apresentação dos dados

4.15

Análise e interpretação dos dados

4.16

Regras de arredondamento

4.17

Série temporal, histórica ou cronológica

4.18

Gráficos estatísticos

3

Luiz Roberto

36

36

38

38

43

45

46

48

48

49

50

52

52

52

53

54

55

56

56

57

58

58

59

59

60

61

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

4.19

Principais tipos de gráficos

62

4.19.1

Gráficos em curvas ou em linhas

62

4.19.2

Gráficos em colunas

63

4.19.3

Gráficos em barras

65

4.19.4

Gráfico em colunas múltiplas (agrupadas)

66

4.19.5

Gráfico em barras múltiplas (agrupadas)

67

4.19.6

Gráfico em setores

68

4.20

Distribuição de freqüências

69

4.21

Distribuições cumulativas

74

4.22

Medidas de posição (ou de tendência central)

75

4.22.1

Média aritmética

76

4.22.2

Esperança matemática

79

4.22.3

Moda (mo)

79

4.22.4

Mediana (md)

81

4.22.5

Medidas de dispersão (medidas de variabilidade) .

82

4.22.6

Variância

83

4.22.7

Desvio-padrão

84

4.23 Distribuições discretas de probabilidade

88

4.23.1 Distribuição de “bernoulli”

88

4.23.2 Distribuição binomial

88

BIBLIOGRAFIA

91

4

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

1 TEORIA DOS CONJUNTOS NUMÉRICOS

1.1 Introdução

Conjuntos numéricos são certos conjuntos cujos elementos são números que guardam entre si alguma característica comum. Tais conjuntos possuem elementos perfeitamente caracterizados e, dentre eles, o conjunto dos números naturais, dos inteiros, dos racionais, dos irracionais e, por fim, o dos números reais. O conjunto dos números naturais surgiu da necessidade de se contarem os objetos; os outros foram surgindo com ampliações do conjunto dos números naturais. Para se trabalhar com conjuntos, são adotados símbolos que representam os relacionamentos entre eles.

1.2 Símbolos

pertence: existe

:
:

existe

não pertence: não existe

: não existe

: não existe

está contidopara todo (ou qualquer que seja)

para todo (ou qualquer que seja)está contido

não está contidoconjunto vazio N

conjunto vazioN

N

contémN: conjunto dos números naturais Z : conjunto dos números inteiros

N: conjunto dos números naturais Z : conjunto dos números inteiros

não contémdos números naturais Z : conjunto dos números inteiros I : tal que Q: conjunto dos

I

: tal que

Q: conjunto dos números racionais

implica queQ'= I: conjunto dos números irracionais

Q'= I: conjunto dos números irracionais

se, e somente seR: conjunto dos números reais

R: conjunto dos números reais

:
:

pertence

:
:

existe

: ou

: e

 

Símbolos sobre Operações

A intersecção B: ou ∧ : e   Símbolos sobre Operações : A união B : a -

:

A união Be   Símbolos sobre Operações A intersecção B : : a - b: diferença de a

:

a - b: diferença de a com b

a

< b:

a menor que b

a - b: diferença de a com b a < b: a menor que b :

: a menor ou igual a b

a > b: a maior que b

: a maior ou igual a b a maior ou igual a b

b : a m a i o r q u e b : a maior ou

b : a m a i o r q u e b : a maior ou

:

a

e b

: a ou

b

: Diferente

5

Probabilidade e Estatística

1.3 Noções sobre Conjuntos

Luiz Roberto

Conjunto vazio: é um conjunto que não possui elementos. O conjunto

vazio é representado por

não possui elementos. O conjunto vazio é representado por ou { }. Subconjuntos : quando todos

ou { }.

Subconjuntos: quando todos os elementos de um conjunto A qualquer pertencem a um outro conjunto B, diz-se, então, que A é um subconjunto de B,

ou seja A

B, diz-se, então, que A é um subconjunto de B, ou seja A B. ; Obs.:

B.

;
;

Obs.: Todo o conjunto A é subconjunto dele próprio, ou seja

- O conjunto vazio, por convenção, é subconjunto de qualquer conjunto,

ou seja

A é subconjunto dele próprio, ou seja - O conjunto vazio, por convenção, é subconjunto de

União de Conjuntos: dados os conjuntos A e B, define-se como união dos

conjuntos A e B ao conjunto representado por

como união dos conjuntos A e B ao conjunto representado por , formado por todos os

, formado por todos os

elementos pertencentes a A ou B, ou seja:

.
.

Intersecção de Conjuntos: dados os conjuntos A e B, define-se como

, formadode Conjuntos: dados os conjuntos A e B, define-se como intersecção dos conjuntos A e B

intersecção dos conjuntos A e B ao conjunto representado por

por todos os elementos pertencentes a A e B, simultaneamente, ou seja:

os elementos pertencentes a A e B, simultaneamente, ou seja: define-se como diferença entre A e

define-se como

diferença entre A e B (nesta ordem) ao conjunto representado por A-B, formado

por todos os elementos pertencentes a A, mas que não pertencem a B, ou seja

Diferença de Conjuntos:

dados

os

conjuntos

A

e

B,

os elementos pertencentes a A, mas que não pertencem a B, ou seja Diferença de Conjuntos:

6

Probabilidade e Estatística

1.4 Conjunto dos Números Naturais (N)

N é o conjunto dos números naturais:

Luiz Roberto

N = {0, 1, 2, 3, 4, 5,

,

n,

}

Onde n representa o elemento genérico do conjunto.

Sempre que possível, procuraremos destacar o elemento genérico do conjunto em questão.

ao final dos elementos de um conjunto, trata-se de

um conjunto de infinitos elementos, como acontece com N.

O conjunto N pode ser representado geometricamente por meio de uma reta

numerada; escolhemos sobre essa reta um ponto de origem (correspondente ao

número zero), uma medida unitária e uma orientação (geralmente para a direita).

Quando houver “

(geralmente para a direita). Quando houver “ ” unidade O conjunto dos números naturais possui alguns
(geralmente para a direita). Quando houver “ ” unidade O conjunto dos números naturais possui alguns

unidade

O

conjunto dos números naturais possui alguns subconjuntos importantes:

O conjunto dos números naturais não nulos

N * ={1, 2, 3, 4, 5,

,

n,

}

N * = N - {0}

Utilizamos o * (asterisco) à direita do nome do conjunto do qual se quer suprimir o elemento zero.

O conjunto dos números naturais pares:

 

N p ={0, 2, 4, 6,

,

2n,

}

n N

O conjunto dos números naturais ímpares:

N i ={1, 3, 5, 7,

,

2n+1,

}

n N

7

Probabilidade e Estatística

O conjunto dos números primos:

P i ={2, 3, 5, 7, 11, 13

}

Luiz Roberto

No conjunto dos números naturais estão definidas duas operações: adição e multiplicação. Note que adicionando ou multiplicando dois elementos

quaisquer de N, a soma ou o produto pertence igualmente a N. Em símbolos, temos:

ou o produto pertence igualmente a N . Em símbolos, temos: m,n N, m + n

m,n

produto pertence igualmente a N . Em símbolos, temos: m,n N, m + n N e

N,

m

+

n

pertence igualmente a N . Em símbolos, temos: m,n N, m + n N e m

N

e

m * n

a N . Em símbolos, temos: m,n N, m + n N e m * n

N

Essa característica pode ser sintetizada na frase:

N é fechado em relação à adição e à multiplicação”.

1.5 Conjunto dos Números Inteiros (Z)

Z={

,

-3, -2, -1, 0, 1, 2, 3,

}

Todos os elementos de N pertencem também a Z, o que vale dizer que N é

subconjunto de Z:

 

N

  N Z ou Z N

Z

ou

Z

  N Z ou Z N

N

Temos também outros subconjuntos de Z:

 

Z* = Z - {0}

Z* = {

,

-4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4,

}

Z + = {0,1,2,3,4,5,

}

Z *

+ = {1,2,3,4,5,

}

Z_ =

Z *

{

=

{

,

,

-4, -3, -2, -1, 0} -4, -3, -2, -1}

Observe que

Z +

=

N.

conjunto dos inteiros não negativos

conjunto dos inteiros positivos

conjunto dos inteiros não positivos

conjunto dos inteiros negativos

8

Probabilidade e Estatística

Números Opostos

Luiz Roberto

Dois números inteiros são ditos opostos um do outro quando apresentam soma zero; assim, os pontos que os representam distam igualmente da origem (zero). Considerando os números inteiros ordenados sobre uma reta, podemos tomar como exemplo o número 2.

O oposto de 2 é –2, e o oposto de –2 é 2, pois:

2 + (-2) = -2

+

2

= 0

2 unidades 2 unidades
2 unidades
2 unidades

No geral, dizemos que o oposto (ou simétrico) de a é -a., e vice-versa; particularmente, o oposto de zero é o próprio zero.

Módulo de um número inteiro Damos o nome de módulo , ou valor absoluto de a , à distância da Damos o nome de módulo, ou valor absoluto de a, à distância da origem ao ponto que representa o número a.

Conjunto dos Números Racionais (Q ) Q)

O conjunto Z é fechado em relação às operações adição, multiplicação e

subtração, mas o mesmo não acontece à divisão: embora

(-12):(+4) = -3

o mesmo não acontece à divisão: embora (-12):(+4) = -3 Z, não existe número inteiro x

Z,

não existe número inteiro x para o qual se tenha x = (+4) : (-12). Por esse

motivo, fez-se uma ampliação do conjunto Z, da qual surgiu o conjunto dos números racionais.

O conjunto dos números racionais é inicialmente descrito como o

conjunto dos quocientes entre dois números inteiros. Os números racionais são todos aqueles que podem ser colocados na forma

são todos aqueles que podem ser colocados na forma de fração (com o numerador e denominador

de fração (com o numerador e denominador Z), ou seja, o conjunto dos números racionais é a união do conjunto dos números inteiros com as frações positivas e negativas.

9

Probabilidade e Estatística 1 1 2 p Q = 0, ± 1, ± , ±
Probabilidade e Estatística
1
1
2
p
Q
= 0,
±
1,
±
,
±
,
±
2,
±
2 ±
,
,
, ±
,
2
3
3
5
q

Luiz Roberto

I p e q inteiros e q 0

Utilizando o elemento genérico, podemos dizer que:

Q

p I p Z e q Z* q
p
I
p
Z
e
q
Z*
q

=

Desta forma, podemos definir Q como o conjunto das frações

p ;

assim,

q

um número é racional quando pode ser escrito como uma fração

inteiros e q 0.

p , com p e q

q

Quando q = 1, temos = q p 1 p = p subconjunto de Q.
Quando q = 1, temos
=
q p
1 p = p
subconjunto de Q.
Assim, podemos construir o diagrama:
N
Z
Q

Z, de onde se conclui que Z é

No conjunto Q destacamos os seguintes sub-conjuntos:

Q * : conjunto dos racionais não nulos

Q + : conjunto dos racionais não negativos

Q * : conjunto dos racionais positivos

+

Q : conjunto dos racionais não positivos

_

Q * : conjunto dos racionais negativos

_

O conjunto

Q

é

fechado

para

multiplicação e divisão.

10

as operações adição, subtração,

Probabilidade e Estatística

Exemplos:

a )

3

b ) 1 =

 

3

6

9

=

=

=

 

1

2

3

1

2

3

=

=

1

2

3

Assim, podemos escrever:

Q

= {

x | x

=

p

q

, com

p Z , q Z e q 0}

Luiz Roberto

1.6 Representação decimal das frações

Tome

um

número

racional

p

q

, tal que p não é múltiplo de q.

Para escrevê-lo na forma decimal, basta efetuar a divisão do numerador pelo denominador. Nessa divisão podem ocorrer dois casos:

1°) O número decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos (não nulos):

1 =

0,5

5

= −

1,25

75

2

4

20

= 3,75

Tais números racionais são chamados decimais exatos.

2°) O número decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), que se repetem periodicamente:

1

3

1

22

= 0,333

= 0,7
= 0,7

= 0,045

167 = 2,5303030

66

= 0,530

9 7 = 0,777

= 0,3

= 0,0454545

11

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

Toda decimal exata ou periódica pode ser representada na forma de número racional.

1.7 Conjunto dos Números Irracionais (I)

Os números irracionais são decimais infinitas não periódicas, ou seja, os números que não podem ser escritos na forma de fração (divisão de dois inteiros). Vejamos alguns exemplos:

1. O número 0,212112111

não é dízima periódica, pois os algarismos

após a vírgula não se repetem periodicamente.

2. O número 0,203040

também não comporta representação

fracionária, pois não é dízima periódica.

3. Os números

π=3,1415926535

,

2
2

= 1,4142136…

e

3
3

= 1,7320508…

por não apresentarem representação infinita periódica, também não são números racionais.

1.8 Conjunto dos Números Reais (R)

Dados os conjuntos dos números racionais (Q) e dos irracionais (I), definimos o conjunto dos números reais como:

R = Q ∪ I = {x | x é racional ou x é irracional}
R = Q ∪ I
= {x | x é racional ou x é irracional}

O diagrama abaixo mostra a relação entre os conjuntos numéricos:

I
I

R

12

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

Além desses (N, Z, Q, I), o conjunto dos números reais apresenta noutros subconjuntos importantes:

R* = {x R I x ≠ 0} R + = {x R I x
R*
= {x
R
I
x ≠ 0}
R +
= {x
R
I
x ≥ 0}
R
= {x
I
x > 0}
* + R
R-
= {x
R
I
x ≤ 0}

R

* {x

=

x > 0} * + R R- = {x R I x ≤ 0} R *

R

I

x < 0}

conjunto dos números reais não nulos

conjunto dos números reais não negativos

conjunto dos números reais positivos

conjunto dos números reais não positivos

conjunto dos números reais negativos

Portanto, os números naturais, inteiros, racionais e irracionais

são todos números reais. Como subconjuntos importantes de “I” temos:

I* = I - {0} I + = conjunto dos números reais não negativos I_ = conjunto dos números reais não positivos

Entre dois números inteiros existem infinitos números reais. Ex:

Entre os números 1 e 2 existem infinitos números reais:

1,01 ; 1,001 ; 1,0001 ; 1,1 ;

1,2

; 1,5 ; 1,99 ; 1,999 ; 1,9999

Entre os números 5 e 6 existem infinitos números reais:

5,01 ; 5,02 ; 5,05 ;

1.9 Intervalos

5,1 ;

5,2

a) Intervalo Aberto:

]a,b[ = {x

1.9 Intervalos 5,1 ; 5,2 a) Intervalo Aberto: ]a,b[ = { x R I a <

R

I

a < x < b}

b) Intervalo Fechado:

[a,b] = {x

R I a < x < b } b) Intervalo Fechado: [a,b] = { x R

R

I

a x b}

c) Intervalo aberto à direita:

[a,b[ = {x

x ≤ b } c) Intervalo aberto à direita: [a,b[ = { x R I a

R

I

a x < b}

d) Intervalo aberto à esquerda:

]a,b] = {x

x < b } d) Intervalo aberto à esquerda: ]a,b] = { x R I a

R

I

a < x b}

; 5,5 ; 5,99 ; 5,999 ; 5,9999

3 5 3 5 3 5 3 5
3 5 3 5 3 5 3 5
3 5 3 5 3 5 3 5

3

5

3 5 3 5 3 5 3 5
3 5 3 5 3 5 3 5
3 5 3 5 3 5 3 5

3

5

3 5 3 5 3 5 3 5
3 5 3 5 3 5 3 5
3 5 3 5 3 5 3 5

3

5

3 5 3 5 3 5 3 5
3 5 3 5 3 5 3 5
3 5 3 5 3 5 3 5

3

5

13

Probabilidade e Estatística

Existem ainda os intervalos infinitos:

Luiz Roberto

 

R I R I

 
  R I  

e) ]-,a] = {x

x a}

e) ]- ∞ ,a] = { x x ≤ a }
 

3

f) ]-,a[ = {x

R I I

x < a}

}   3 f) ]- ∞ ,a[ = {x R I x < a }  
}   3 f) ]- ∞ ,a[ = {x R I x < a }  
 

3

g) [a, +[ = {x

R I R I

x a}

3 g) [a, + ∞ [ = { x R I x ≥ a }  
3 g) [a, + ∞ [ = { x R I x ≥ a }  
 

3

h) ]a, +[ = {x

R I R I

x > a}

 
h) ]a, + ∞ [ = { x R I x > a }  
+ ∞ [ = { x R I x ≥ a }   3 h) ]a,

3

1.10 Problemas com número finito de elementos

Exemplo 1 O Instituto de Meteorologia de Curitiba quis fazer um estudo de variação da temperatura à sombra e mediu-a de hora em hora, conforme a tabela abaixo:

Hora

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

Temperatura

12°

15°

Hora

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

Temperatura

18°

18°

20°

20°

20°

18°

15°

13°

11°

Nesse exemplo, são medidas duas grandezas: a hora do dia e a correspondente temperatura. A cada hora corresponde uma única temperatura. Dizemos, por isso, que a temperatura é função da hora. Como à mesma temperatura podem corresponder várias horas, a hora não é função da temperatura.

Exemplo 2 Uma barraca na praia da Barra da Tijuca vende cocos e exibe a seguinte tabela:

Números de cocos

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Preço (R$)

1,20

2,40

3,60

4,80

6,00

7,20

8,40

9,60

10,80

12,00

14

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

Nesse exemplo estão sendo medidas duas grandezas: o número de cocos e o respectivo preço. A cada quantidade de cocos corresponde um único preço. Dizemos, por isso, que o preço é função do número de cocos comprados. Aqui é possível até achar a fórmula que estabelece a relação de interdependência entre o preço (y) e o número de cocos (x): y = 1,20 x.

Exemplo 3 Um pedreiro vai ladrilhar uma sala de 3 x 3 metros. Com ladrilhos quadrados, todos iguais entre si. Se ele pode escolher ladrilhos com lados 10 cm, 12 cm, 15 cm, 20 cm, 25 cm e 30 cm, qual é o número de ladrilhos que usará em cada caso? Para achar o número de ladrilhos (y), basta dividir a área da sala (9m 2 ) pela área do ladrilho (em m 2 ). Se o lado mede x m 2 , então a fórmula que relaciona y com x é: y = 9/x 2 .

Medida do lado do ladrilho (x)

0,10

0,12

0,15

0,20

0,25

0,30

Número de ladrilhos (y)

900

625

400

225

144

100

Exercícios

1. A tabela abaixo indica o deslocamento de um móvel num dado intervalo de tempo:

Intervalo de tempo (s)

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Deslocamento (cm)

0

3

6

9

12

15

18

21

24

27

30

a)

Qual é o deslocamento do móvel num intervalo de 4 segundos?

b)

Qual é o intervalo de tempo correspondente a um deslocamento de 21 cm?

c)

O deslocamento é função do intervalo de tempo?

d)

Qual é o deslocamento d num intervalo de tempo t? (supor velocidade do móvel constante).

2.

A tabela abaixo indica o custo de produção de certo número de peças de automóvel:

Número de peças

1 2

3

4

5

6

Custo (R$)

1 4

9

16

25

36

15

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

a) Qual é o custo da produção de três peças?

b) Qual é o número de peças produzidas com R$25,00?

c) Qual é o custo c da produção de n peças?

d) Com relação ao item anterior, qual é o numero máximo de peças produzidas com R$1.000,00?

3. O preço do serviço executado por um pintor consiste em uma taxa fixa, que é de R$250,00, e mais uma quantia que depende da área pintada. A tabela seguinte mostra alguns orçamentos apresentados pelo pintor:

Área pintada (m 2 )

5

10

15

20

30

40

80

Total a pagar (R$)

350

550

700

850

1.150

1.450

2.050

a)

Como se exprime, matematicamente, o total a pagar (y) pela pintura de x

m

2 ?

b)

Qual é o preço cobrado pela pintura de uma área de 150 m 2 ?

c)

Qual é a área máxima que pode ser pintada dispondo-se de R$6.250,00?

4.

O num erro de y pessoas (em milhares) que tomam conhecimento do resultado de um jogo de futebol, após x horas de sua realização é dado

por y = 1 0 x . Responda:

por y = 10 x . Responda:

a) Quantas pessoas sabem o resultado do jogo após 4 horas?

b) Quantas pessoas sabem o resultado do jogo após um dia?

c) Após quantas horas de sua realização, 30 mil pessoas tomam

conhecimento do resultado do jogo?

5.

A velocidade média de um automóvel em uma estrada é de 90 Km/h. Responda:

a) Qual é a distância percorrida pelo automóvel em uma hora?

b) Em quanto tempo o automóvel percorre a distância de 360 Km?

c) Qual é a expressão matemática que relaciona a distância

percorrida (d) em função do tempo (t)?

6.

Um professor propõe a sua turma um exercício-desafio, comprometendo-se

a dividir um prêmio de R$120,00 entre os acertadores. Seja x o número

de acertadores (x = 1, 2, acertador (R$). Responda:

, 40) e y a quantia recebida por cada

a) y é função de x? Por quê?

b) Quais os valores de y para x=2, x=8, x=20 e x=25?

c) Qual é o valor máximo que y assume?

d) Qual é a lei de correspondência entre x e y?

16

Probabilidade e Estatística

2 ANÁLISE COMBINATÓRIA

2.1 Introdução:

Luiz Roberto

A necessidade de calcular o número de possibilidades existentes nos chamados jogos de azar levou ao desenvolvimento da Análise Combinatória. Trata-se de uma parte da Matemática que estuda os métodos de contagem. Esses estudos foram iniciados já no século XVI, pelo matemático italiano Niccollo Fontana (1500-1557), conhecido como Tartaglia. Depois dele vieram os franceses Pierre de Fermat (1601-1665) e Blaise Pascal (1623-1662).

Fermat Tartaglia Pascal
Fermat Tartaglia Pascal
Fermat Tartaglia Pascal

Fermat

Tartaglia

Pascal

A Análise Combinatória visa desenvolver métodos que permitam contar - de uma forma indireta - o número de elementos de um conjunto, estando esses elementos agrupados sob certas condições.

Consideremos o seguinte problema:

Uma lanchonete oferece a seus clientes apenas dois tipos de sanduíches:

hot dog e hambúrger. Como sobremesa, há três opções: sorvete, torta ou salada de frutas. Pergunta-se: quantas são as possibilidades de uma pessoa fazer uma refeição incluindo um sanduíche e uma sobremesa? Podemos ter as seguintes refeições:

a) hot dog e sorvete

b) hot dog e torta

17

Probabilidade e Estatística

c) hot dog e salada de frutas

d) hambúrger e sorvete

e) hambúrger e torta

f) hambúrger e salada de frutas

Luiz Roberto

A determinação de tais possibilidades pode ser simplificada através de um

diagrama, em que, na 1ª coluna, representaremos as possibilidades de escolha do sanduíche e, na 2ª coluna, as possibilidades de escolha da sobremesa.

1ª coluna 2ª coluna sorvete hot dog torta salada de frutas sorvete hambúrger torta salada
1ª coluna
2ª coluna
sorvete
hot dog
torta
salada de frutas
sorvete
hambúrger
torta
salada de frutas

Refeição 1

Refeição 2

Refeição 3

Refeição 4

Refeição 5

Refeição 6

Este esquema é conhecido como diagrama de árvore. Fazendo a leitura de todas as “ramificações” da árvore, obtemos as possíveis refeições. Notemos que fazer uma refeição completa representa uma ação constituída de duas etapas sucessivas:

1ª escolha do tipo de sanduíche: há duas possibilidades de fazer tal escolha. 2ª escolha da sobremesa: para cada uma das possibilidades anteriores, há três maneiras de escolher a sobremesa. Assim, a realização da ação (duas etapas sucessivas) pode ser feita de 2 x 3

= 6 maneiras distintas que foram anteriormente indicadas.

2.2 Fatorial de um número natural

Para resolver problemas de Análise Combinatória precisamos utilizar uma ferramenta matemática chamada Fatorial. Seja n um número inteiro não negativo. Definimos o fatorial de n (indicado pelo símbolo n!) como sendo:

n! = n . (n-1) . (n-2) .

4

.

3

.

2

.

1

para n 2.

Se n = 1, então 1! = 1. Se n = 0, então 0! = 1.

 

18

Probabilidade e Estatística

Exemplos:

Luiz Roberto

a)

b) 4! = 4.

6! =

6

.

5! = 6 =

3!

4

.

2

9

.

1

.

.

3

5

.

.

2

4

.

.

3

1 =

.

2

24

. 1 = 720

 

c) 7! =

7

.

6! = 7

.

6

.

5

.

4

.

3

.

2

. 1 = 5040

d) 10! = 10

e) 3! =

3

.

.

8

= 6

.

 

7

.

6

.

5

.

4

.

3

.

2

.

1

Perceba que 7! = 7 . 6 . 5 . 4!, ou que 6! = 6 . 5 . 4 . 3!, e assim sucessivamente.

N! =

n

.

(n – 1)! ,

n

N! = n . (n – 1)! , n N * e n ≥ 2

N *

e

n 2

8!

6!

Relação de correspondência:

Exercícios:

 

8!

1) efetuar:

 

6!

2) efetuar:

(8!+7!)

 
 

6!

 

(

n

+

1)!

3) efetuar:

(

n

1)!

(

n

4)!

4) efetuar:

(

n

3)!

5) efetuar:

(6!5!)

+ 0!

 

5!

 

(

n

+

2)!

6) efetuar:

(

n

+

1)!

7) efetuar:

(10!+9!)

 
 

11!

7!

 

6!

8) efetuar:

+

+

 

6!

7!

9) efetuar: 6! - 20 10) Resolva a equação: (n+2)! = 6n!

(2

n

)!

11) Resolva a equação: (2

n 2)!

= 12

2.3 Princípio fundamental da contagem - PFC

Suponhamos que uma ação seja constituída de duas etapas sucessivas. A primeira etapa pode ser realizada de p maneiras distintas. Para cada uma

19

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

dessas possibilidades, a 2ª etapa pode ser realizada de q maneiras distintas.

Então, o número de possibilidades de se efetuar a ação completa é dado por

p x q.

Esse princípio pode ser generalizado para ações constituídas de mais de

duas etapas sucessivas.

Se determinado acontecimento ocorre em etapas independentes, e se a

k 2

de

primeira etapa

maneiras diferentes, e

maneiras de ocorrer o acontecimento, composto por n etapas, é dado por:

total

k 1

pode

ocorrer

assim

de

maneiras

diferentes,

a

segunda

de

T

sucessivamente, então

o número

T

=

k 1 . k 2

.

k 3

.

k n

Exemplo 1

No Brasil as placas dos veículos são confeccionadas usando-se 3 letras do

alfabeto e 4 algarismos. Qual o número máximo de veículos que poderá ser

licenciado?

Imaginemos a seguinte situação: Placa ACD – 2172.

Como o alfabeto possui 26 letras e nosso sistema numérico possui 10

algarismos (de 0 a 9), podemos concluir que: para a 1ª posição, temos 26

alternativas, e como pode haver repetição, para a 2ª, e 3ª também teremos 26

alternativas. Com relação aos algarismos, concluímos facilmente que temos 10

alternativas para cada um dos 4 lugares. Podemos então afirmar que o número

total de veículos que podem ser licenciados será igual a:

26 . 26 . 26 . 10 . 10 . 10 . 10 = 175.760.000.

Exemplo 2

No Brasil, antes da alteração do sistema de emplacamento de automóveis, as

placas dos veículos eram confeccionadas usando-se 2 letras do alfabeto e 4

algarismos. Qual o número máximo de veículos que podia ser licenciado neste

sistema?

Imaginemos a seguinte situação: Placa AC – 2172.

Como o alfabeto possui 26 letras e nosso sistema numérico possui 10

algarismos (de 0 a 9), podemos concluir que: para a 1ª posição, temos 26

alternativas, e como pode haver repetição, para a 2ª, também teremos 26

alternativas. Com relação aos algarismos, concluímos facilmente que temos 10

alternativas para cada um dos 4 lugares. Podemos então afirmar que o número

total de veículos que podem ser licenciados será igual a:

26 . 26 . 10 . 10 . 10 . 10 = 6.760.000.

20

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

Percebe-se que a inclusão de apenas uma letra faz com que sejam licenciados, aproximadamente, mais 170.000.000 de veículos.

Exemplo 3

Há quatro estradas ligando as cidades e A e B, e três estradas ligando as cidades B e C. De quantas maneiras distintas pode-se ir de A a C, passando por B? Fazer a viagem de A a C pode ser considerado uma ação constituída de duas etapas sucessivas:

1ª ir de A até B: teremos quatro possibilidades

ir de B a C: para cada uma das possibilidades anteriores, há três

maneiras de chegar a C, a partir de B. Assim, o resultado procurado é 4 x 3

=12.

Exemplo 4 Com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6, quantos números de três algarismos distintos podemos formar? Formar um número de três algarismos pode ser considerado uma ação constituída de três etapas sucessivas:

1ª escolha do algarismo das centenas: são seis possibilidades. 2ª escolha do algarismo das dezenas: como não pode haver repetição de algarismo, devemos ter um algarismo diferente do algarismo escolhido para a centena. Assim, há cinco possibilidades. 3ª escolha do algarismo das unidades: devemos ter um algarismo diferente dos dois algarismos escolhidos para a centena e para a dezena. Assim, há quatro possibilidades. Pelo PFC, o resultado é: 6 x 5 x 6 = 120 números.

Exemplo 5 Uma prova consta de 10 questões do tipo V ou F. De quantas maneiras distintas ela pode ser resolvida? Resolver a prova representa uma ação constituída de 10 etapas sucessivas, que correspondem à resolução das 10 questões propostas. Para cada questão, há duas possibilidades de escolha de resposta: V ou F.

Logo, pelo PFC, o resultado é: 2 x 2 x 2 possibilidades.

x 2 = 2 10 = 1.024

10 vezes
10 vezes

21

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

Exemplo 6

Quantos números de três algarismos podemos formar com os algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7? Algarismo das centenas: com exceção do zero, qualquer um dos algarismos dados pode ser escolhido, havendo, portanto, sete possibilidades. Algarismo das dezenas: não há restrição alguma, pois pode haver repetição de algarismos. Assim, há oito possibilidades. Algarismo das unidades: analogamente ao anterior, há oito possibilidades.

Logo, pelo PFC:

7 x 8 x 8 = 448.

Exemplo 7 Quantos números ímpares de três algarismos distintos podemos formar com os algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7? Algarismo das unidades: há quatro possibilidades (1, 3, 5 e 7). Algarismo das centenas: há seis possibilidades – devemos excluir o zero e o algarismo escolhido para a unidade. Algarismo das dezenas: há seis possibilidades – devemos escolher algarismos diferentes dos algarismos escolhidos para a centena e unidade. Assim, pelo PFC, temos: 6 x 6 x 4 = 144 números. Todo problema de contagem pode, pelo menos teoricamente, ser resolvido pelo PFC. Porém, na prática, a resolução de alguns desses problemas pode se tornar muito complicada. Dessa forma, estudaremos técnicas de contagem de determinados agrupamentos – baseados no PFC – as quais simplificarão a resolução de muitos problemas. Consideraremos sempre os agrupamentos simples: arranjos, permutações e combinações.

Exemplo 8

Determine o número de anagramas da palavra MATEMÁTICA.(não considere o acento).

Solução:

Temos 10 elementos, com repetição. Observe que a letra M está repetida duas vezes, a letra A três , a letra T, duas vezes. Na fórmula anterior, teremos:

n=10, a=2, b=3 e c=2. Sendo k o número procurado, podemos escrever: k= 10! / (2!.3!.2!) = 151.200 anagramas

22

Probabilidade e Estatística

2.4 Arranjos simples

Luiz Roberto

Dado um conjunto com n elementos distintos, chama-se arranjo dos n elementos, tomados k a k, a qualquer seqüência ordenada de k elementos distintos escolhidos entre os n existentes. Temos um Arranjo quando os agrupamentos conseguidos ficam diferentes ao se inverter a posição dos seus elementos. Perceba que para formar centenas com algarismos distintos, utilizando apenas os 5 primeiros algarismos ímpares (1; 3; 5; 7; 9) teremos as seguintes centenas: 135; 137; 139; 153, 157, e assim sucessivamente. Se invertermos a posição dos elementos de qualquer uma destas centenas conseguiremos outra centena diferente: 135 351. Temos então um ARRANJO de cinco elementos tomados de três em três.

Exemplo 1 Dado o conjunto A = (1, 2, 3, 4), vamos escrever todos os arranjos desses quatro elementos tomados dois a dois. (1, 2); (1, 3); (1, 4); (2, 1); (2, 3); (2, 4); (3, 1); (3, 2); (3, 4); (4, 1); (4, 2); (4, 3)

Notamos que (2, 3)

possível agrupamento gera um agrupamento diferente.

(3, 2), isto é, a troca na ordem dos elementos de um

Exemplo 2 Um cofre possui um disco marcado com os dígitos 0,1,2,

O segredo do

cofre é marcado por uma seqüência de 3 dígitos distintos. Se uma pessoa

tentar

conseguir abri-lo? As seqüências serão

posição teremos 10

alternativas, para a segunda, 9 e para a terceira, 8. Aplicando a fórmula de arranjos pelo PFC, chegaremos ao mesmo resultado: 10.9.8 = 720. Observe que 720 = A 10,3

cofre, quantas tentativas deverá fazer(no máximo) para

,9.

abrir

o

do

tipo xyz.

Para

a primeira

2.5 Cálculo do número de arranjos

Seja um conjunto de n elementos distintos. Vamos encontrar uma expressão para o número de arranjos dos n elementos tomados k a k (A n,k ). Escrever um arranjo de n elementos formados k a k significa escrever uma

seqüência ordenada de k elementos distintos (k n), escolhidos entre os n

23

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

disponíveis. Assim, pelo PFC, a ação pedida consta de k etapas sucessivas, que correspondem às escolhas dos k elementos.

1ª etapa 2ª etapa 3ª etapa k-ésima etapa (há n elementos para serem escolhidos) (como
1ª etapa
2ª etapa
3ª etapa
k-ésima
etapa
(há n elementos
para serem escolhidos)
(como os elementos
devem ser distintos,
há n-1 possibilidades)
n n –
1
n
– 2
n
– (k – 1)

Desta forma, o número total de arranjos dos n elementos tomados k a k é:

A n,k

=

n

.

(n

1)

.

(n

– 2)

(n - k +1)

Multiplicando e dividindo a expressão acima por

(n k)! = (n

k) (n

k – 1)

A n,k = n (n – 1) (n – 2)

(n - k +1) .

Isto é:

A n,k

Exemplo 3 Obter o valor de A 4,2 + A 7,3.

Temos

4!

A 4,2 = (4 2)! =

A 7,3 =

7!

(7

3)!

=

4!

2!

7!

4!

=

n !

n

 

(

n

k

)!

 

4.3.2!

 

=

= 12

 

2!

 

=

7.6.5.4! = 210

4!

3

.

2

.

1

vem:

 

(

n

)(

k n

k

1)

3.2.1

(

n

)(

k n

k

1)

3.2.1

k

,

Exemplo 4 O quadrangular de um torneio mundial de basquete é disputado por quatro seleções: Brasil, China, Holanda e Itália. De quantas maneiras distintas podemos ter os três primeiros colocados? Um possível resultado do torneio é Holanda (campeã), Brasil (2°) e Itália (3°). Se trocarmos a ordem desses elementos, obtemos, entre outras, Brasil

24

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

(campeão), Itália (2°) e Holanda (3°), que é um resultado diferente do anterior. Dessa forma, cada resultado do torneio é um arranjo das quatro equipes tomadas três a três. Assim, o número de possibilidades é :

A n,k

=

n

!

(

n

k

)!

4!

A 4,3 = (4 3)!

4!

= 1!

=

24

Exemplo 5 A senha de um cartão de banco é formada por duas letras distintas seguidas por uma seqüência de três algarismos distintos. Quantas senhas poderiam ser confeccionadas? Como importa a ordem que são escolhidas as letras, o número de maneiras de escolhê-las é dado por A 26,2 . Analogamente, a seqüência de três algarismos distintos pode ser escolhida de

A 10,3.

Pelo PFC, o número de senhas que podem ser confeccionas é:

A 26,2

x

A 10,3

=

650 x 720

=

468.000.

Exemplo 6 Usando-se as 26 letras do alfabeto (A,B,C,D, distintos com 3 letras podem ser montados?

A n,k

=

n !

(

n

k

)!

Resposta: A =

26!

23!

,

=

n=26, k=3

26 . 25 . 24 . 23! = 26.25.24 = 15600

23!

2.6 Permutações simples

,Z),

quantos arranjos

Permutações simples de n elementos distintos são os agrupamentos formados com todos os n elementos e que diferem uns dos outros pela ordem de seus elementos.

De outro modo, podemos entender permutação simples como um caso especial de arranjo, onde n = k, ou seja:

A n,k

=

n

!

(

n

k

)!

=

n!

0!

=

Chega-se então à relação:

n! = n!

1

P n = n!

25

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

Notemos que a permutação é um caso particular de arranjo, pois, dado um conjunto de n elementos distintos, selecionamos exatamente n elementos para forma a seqüência ordenada.

Exemplo 1 Escrever todos os anagramas da palavra SOL. Um anagrama da palavra SOL é qualquer permutação das letras S, O, L de modo que se forme uma palavra com ou sem sentido.

Assim, temos:

SOL, SLO, OSL, OLS, LOS, LSO.

Exemplo 2 De quantas maneiras cinco pessoas, A, B, C, D e E

podem ser dispostas em

fila indiana? Cada maneira de compor a fila é uma permutação das cinco pessoas, pois qualquer fila obtida é uma seqüência ordenada na qual comparecem sempre as cinco pessoas.

Assim, o resultado esperado é:

P 5 = 5!

= 120

Exemplo 3 Baseado no exemplo anterior, quantas filas podem ser compostas começando por

A ou B?

A 1ª posição da fila pode ser escolhidas de duas maneiras (pois tanto A como

B pode iniciá-la).

Definido o

preenchidos pelas quatro pessoas restantes, num total de P 4 = 4! possibilidades. Pelo PFC, o resultado é: 2 x 24 = 48.

24

sempre quatro lugares para serem =

início da

fila, restarão

Exemplo 4 Oito pessoas, entre elas, Antonio e Pedro, vão posar para uma foto. De

quantas maneiras elas podem ser dispostas se Antonio e Pedro se recusarem-se

a ficar lado a lado?

Caso não houvesse a restrição mencionada, o número total de possibilidades

seria:

P 8 = 8! = 40.320. Para determinar o número de possibilidades em que Antonio e Pedro aparecem

juntos, vamos considerá-los uma só pessoa, que irá permutar com as seis restantes, num total de:

26

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

P 7 = 7! = 5.040 maneiras. Porém, para cada uma das possibilidades acima, Antonio e Pedro podem trocar de lugar entre si, num total de:

P 2 = 2! = 2. Desta forma, o número de possibilidades em que Antonio e Pedro aparecem

juntos é: 2x 5.040

fornece o número de situações em que

Antonio e Pedro não aparecem lado a lado.

A diferença

= 10.080.

40.320 – 10.080 = 30.240

Exemplo 5 Quantas possibilidades de agrupamentos há com os elementos A,B,C? São possíveis as seguintes permutações: ABC, ACB, BAC, BCA, CAB e CBA. De forma matemática: P 3 = 3! = 3 . 2 . 1 = 6

Exemplo 6 Calcule o número de formas distintas de 5 pessoas ocuparem os lugares de um banco retangular de cinco lugares. =

P 5 = 5!

5

4

3

2

1 = 120

.

.

.

.

Exemplo 7 Denomina-se ANAGRAMA o agrupamento formado pelas letras de uma palavra, que podem ter ou não significado na linguagem comum. Os possíveis anagramas da palavra REI são: REI, RIE, ERI, EIR, IRE e IER. Calcule o número de anagramas da palavra MUNDIAL.

P 7

= 7!

=

7

6

5

4

3

2

1 = 5040

.

.

.

.

.

.

2.7 Permutações com elementos repetidos

Se entre os n elementos de um conjunto, existem a elementos repetidos, b elementos repetidos, c elementos repetidos e assim sucessivamente, o número total de permutações que podemos formar é dado por:

P n (a,b,c)

=

n !

a b c

!

!

!

Exemplo 1 Determine o número de anagramas da palavra MATEMÁTICA.(não considere o acento) Temos 10 elementos, com repetições. A letra M está repetida duas vezes, a

27

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

letra A três, a letra T, duas vezes. Na fórmula anterior, teremos: n=10, a=2, b=3 e c=2.

P = 10! / (2!.3!.2!) = 151200

Exemplo 2 Quantos anagramas podem ser formados com as letras da palavra MARIA? Neste problema temos n = 5 (cinco letras) e a = 2 (a letra A se repete duas vezes)

P = 5!/2! = 5.4.3 = 60

Exemplo 3 Quantos anagramas podem ser formados com as letras da palavra ARARA?

Neste problema temos n = 5 (cinco letras), a = 2 (a letra R se repete duas vezes) e b = 3 (a letra A se repete três vezes).

P = 5!/(3!.2!) = 5.4.3!/(3!.2) = 10

2.8 Combinações simples

Dado um conjunto A com n elementos distintos, chama-se combinação dos n elementos de A, tomados k a k, a qualquer subconjunto formado por k elementos, isto é, temos uma combinação quando os agrupamentos conseguidos permanecem iguais ao se inverter a posição dos seus elementos. Perceba que se houver cinco pessoas entre as quais desejamos formar grupos de três, o grupo formado por João, Pedro e Luís é o mesmo grupo formado por Luís, Pedro e João. Temos, então, uma COMBINAÇÃO de cinco elementos em grupos de três.

Cálculo do número de combinações

Considere o seguinte problema:

Uma turma é formada por 10 alunos. Deseja-se formar uma comissão de três alunos para representação discente na universidade. De quantas maneiras podemos fazer tal escolha? Calculemos inicialmente o número de triplas ordenadas de alunos:

A 10,3 =

10! = 720 seqüências ordenadas.

7!

Suponhamos que A, B, C estejam entre os 10 alunos da turma. Essas 720 possibilidades incluem, entre outras, os seguintes arranjos:

28

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

(A,B,C), (A,C,B), (B,A,C), (B,C,A), (C,A,B) e (C,B,,A)

Em cada um desses casos – que diferem entre si apenas pela ordem – os alunos A, B e C farão parte da comissão. Assim, os seis arranjos acima passam a ser

equivalentes entre si, correspondendo a uma única combinação {

determinam sempre a mesma comissão. Desta forma, aos seis arranjos corresponde uma combinação; então, para os 720 arranjos, teremos x combinações:

, pois

A, B , C }

arranjos, teremos x combinações: , pois A , B , C } 6 arranjos 1 combinação

6 arranjos

6 arranjos 1 combinação

1 combinação

720 arranjos

x combinações

Logo,

x =

720

720 arranjos x combinações Logo, x = 7 2 0 Número de arranjos dos 10 alunos

Número de arranjos dos 10 alunos tomados três a três

=

120 comissões

6

Número de permutações da tripla (A,B,C)dos 10 alunos tomados três a três = 120 comissões 6 De modo geral, qualquer permutação

De modo geral, qualquer permutação de uma determinada seqüência ordenada dá origem e uma única combinação. Representando por C n,k o número total de combinações de n elementos tomados k a k (taxa k), temos:

C n,k =

A

n,k ou

P

k

C n,k =

n !

k n

!(

k

)!

, n

k

Exemplo 1 Escrever todas as combinações dos cinco elementos do conjunto

M =

Devemos determinar todos os subconjuntos de M formados por dois elementos.

Lembremos que não importa a ordem dos elementos escolhidos:

exemplo. Assim, as combinações pedidas são:

{

a , e, i , o , u

} tomados dois a dois.

{a , e

}

{

e, a

}

, por

=

{a , e ,

}

{a , i

}

,

{a , o},

{a , u },

{e, i

}

,

{e, o

}

,

{e, u

}

,

{i , o ,

}

{i , u

}

,

{o , u }

29

Probabilidade e Estatística

Luiz Roberto

Exemplo 2

Cinco alunos – Pedro, Luís, José, Abel e Márcio – participam de um concurso

que serão sorteadas

três bicicletas. Quais os possíveis resultados do

concurso?

Sortear

{Pedro, José , Márcio}

é o mesmo que sortear

{

José , Márcio, Pedro

},

pois

nas duas situações, esses alunos ganharão as bicicletas.

Desta forma, cada resultado do sorteio é uma combinação dos cinco alunos

tomados três a três.

Os possíveis resultados do concurso são:

{P , J , M }

,

{P , J , A}

,

{P , M , A}

,

{P , L , J }

,

{P , L , M }

,

{P , L , A}

,

{L , J , A}

,

{L , J , M }

,

{J , A, M }

,

{L , A, M }

Exemplo 3

Uma prova consta de 15 questões das quais o aluno deve resolver 10. De

quantas formas ele poderá escolher as 10 questões?

Observe que a ordem das questões não muda o teste. Logo, podemos concluir que

trata-se de um problema de combinação de 15 elementos com taxa 10.

Aplicando simplesmente a fórmula chegaremos a:

C 15,10 = 15! / [(15-10)! . 10!] = 15! / (5! . 10!) = 15.14.13.12.11.10! /

5.4.3.2.1.10! = 3003

Tanto arranjo como combinação são agrupamentos de k elementos escolhidos a partir de um conjunto de n elementos. A diferença é que, no arranjo, se mudarmos a ordem dos elementos de certo agrupamento, obteremos um novo agrupamento; na combinação, mudando a ordem dos elementos de certo agrupamento, obtemos o mesmo agrupamento.

Exemplo 3

Uma prova consta de 15 questões das quais o aluno deve resolver 10. De

quantas formas ele poderá escolher as 10 questões?

Observe que a ordem das questões não muda o teste. Logo, podemos concluir que

trata-se de um

problema de combinação