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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

CONHECIMENTOS BANCÁRIOS PROFESSOR SIRLO OLIVEIRA oliveirasirlo@hotmail.com Facebook: Sirlo Oliveira 08.06.2014
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS PROFESSOR SIRLO OLIVEIRA oliveirasirlo@hotmail.com Facebook: Sirlo Oliveira 08.06.2014

PROFESSOR SIRLO OLIVEIRA oliveirasirlo@hotmail.com Facebook: Sirlo Oliveira

08.06.2014

CONHECIMENTOS BANCÁRIOS PROFESSOR SIRLO OLIVEIRA oliveirasirlo@hotmail.com Facebook: Sirlo Oliveira 08.06.2014

Depósitos à vista Depósitos a prazo (CDB e RDB) Caderneta de poupança

O PAPEL DE UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA

Lei 7492/86

Considera-se instituição financeira, para efeito desta lei, a pessoa jurídica de direito público ou privado, que tenha como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou não, a captação, intermediação ou aplicação de recursos financeiros, em moeda nacional ou estrangeira, ou a custódia, emissão, distribuição, negociação, intermediação ou administração de valores mobiliários.

Equipara-se à instituição financeira:

I

-

a

pessoa

jurídica

que

capte

ou

administre

seguros,

câmbio,

consórcio,

capitalização ou qualquer tipo de poupança, ou recursos de terceiros;

II - a pessoa natural que exerça quaisquer das atividades referidas neste artigo, ainda que de forma eventual.

Para fazer essa intermediação, as instituições financeiras captam dos agentes superavitários, ou seja, com sobra de dinheiro; e emprestam aos agentes deficitários, ou seja, com falta de dinheiro.

As instituições quando captam dinheiro, realizam uma operação PASSIVA, ou seja, terão de Pagar o dinheiro de volta. E quando emprestam dinheiro, realizam operações ATIVAS, pois o cliente deverá devolver o dinheiro ao banco.

Estas operações passivas para o banco constituem-se em:

Depósitos à vista:

São depósitos não remunerados, uma vez que o banco raramente os aplica, pois são de livre movimentação. O cliente pode sacá-los a qualquer momento, não podendo o banco restringir o acesso aos recursos. São feitos em Contas Correntes.

Depósito a prazo:

São depósitos em que o cliente dá ao banco um prazo para sacar o dinheiro, ou seja, o cliente não poderá sacar sem prévio aviso ao banco. Com isso o banco fica mais seguro para emprestar esse dinheiro captado, portanto, paga uma remuneração, em forma de taxa de juros, pelo prazo que o dinheiro permanecer aplicado.

Com esses valores o banco empresta-os para os deficitários e nesta ponta realiza uma operação ATIVA, pois está em posição superior, uma vez que o cliente agora deverá devolver o dinheiro ao banco.

Cuidado! Se sua prova pedir para você definir se tal operação é ativa ou passiva, atente para um referencial que a questão estiver indicando, caso contrário, poderá se confundir. Nosso referencial acima foi o BANCO.

Os depósitos a prazo mais comuns são o CDB e o RDB.

O CDB e o RDB nada mais são do que, como vimos acima, o cliente superavitário emprestando dinheiro ao banco, para que este empreste dinheiro aos deficitários.

O CDB Certificado de Depósito Bancário é quando o cliente faz um deposito, é

um banco comercial e o banco entrega um certificado de que o cliente depositou aquele dinheiro, e pagará uma remuneração em forma de taxa de juros, geralmente atrelada a outro certificado de depósito, chamado CDI. A vantagem deste papel é que ele pode ser passado para frente”, ou seja, pode ser endossado (para quem nunca viu este termo, nada mais é do que poder passar para frente), mas veremos com mais detalhes em cheque.

O RDB Recibo de Depósito Bancário é quando o cliente faz uma entrega de

dinheiro a uma Instituição Financeira, mas esta não pode emitir um certificado, pois não capta em contas correntes. Então a instituição emite apenas um recibo, um simples recibo, que diz: “este cliente deixou comigo um valor e eu remunerarei por uma taxa de juros”, geralmente, também, o CDI. O problema deste papel é que ele, por não ser um certificado, e sim apenas um recibo, não pode ser passado para frente, ou seja, não pode ser endossado. São essas instituições as Sociedades de Crédito e as Cooperativas de Crédito, pois só podem captar deposito a prazo SEM emissão de CERTIFICADO, ou seja, apenas RDB.

Caderneta de Poupança:

As instituições financeiras captadoras de poupança são geralmente as que aplicam em financiamento de habitação, ou seja, pegam o valor da poupança e emprestam boa parte do valor em habitação. Entretanto existem as poupanças rurais que são captadas pelos bancos comerciais, para empréstimos no setor rural.

As instituições que captam poupança no País são: Sociedades de Crédito Imobiliário (SCI), Associações de Poupança e Empréstimo (APE) e a Caixa Econômica Federal (CEF), além de outras instituições que queiram captar para emprestar em habitação.

A caderneta de poupança constitui um instrumento de aplicação de recursos muito antigo, que visa, entre outras coisas, a aplicação com uma rentabilidade para o cliente.

Atualmente a rentabilidade da poupança é determinada da seguinte forma:

A remuneração básica é a TR Taxa Referencial

A remuneração adicional (Medida Provisória 567/2012)

0,5% a.m enquanto a META da taxa Selic estiver superior a 8,5% a.a

70% da META da taxa Selic quando esta for igual ou inferior a 8,5% a.a

Atenção!

Para que o dinheiro da poupança tenha rendimento, é necessário que o mesmo permaneça por ao menos 28 dias na conta, caso contrário não terá rentabilidade. Os depósitos feitos nos dias 29, 30 e 31 de cada mês serão considerados como sendo feitos no dia 1 do mês seguinte. A remuneração incidirá sobre o menor saldo de cada ciclo de 28 dias. Estes ciclos eu chamo de aniversários, ou seja, quando a poupança fizer aniversário, você é quem ganha o presente, os juroszinhos!

Estes ciclos são diferentes para as Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas:

MENSALMENTE.

Para

PF

e

entidades

sem

fins

lucrativos,

o

rendimento

é

creditado

Para as demais PJ, esses juros são creditados TRIMESTRALMENTE.

Atenção!

A resolução 2747

A vedação de cobrança de remuneração pela manutenção de contas de poupança não

se aplica, ou seja, é possível cobrar tarifa desde que:

- A conta esteja com saldo igual ou inferior a R$ 20,00 e que não apresente depósitos ou saques pelo período de 6 meses.

Essa tarifa não pode ser superior a 30% do saldo do mês em que ela vá incidir, ou no mínimo R$ 4,00, ou o saldo que existir, se for inferior a R$ 4,00.

os

recorrentes da justiça querem acioná-la; para isso precisam depositar um valor em garantia para continuar com suas ações na justiça; assim, esses processos podem demorar anos, ficando o banco com este dinheiro disponível para emprestar aos deficitários.

Depósitos

Judiciais:

Estes

são

recebidos

através

de

depósitos

que

Além dessas formas de arrecadação, o banco obtém recursos através de prestação de serviços, tais como cobrança, arrecadação de impostos, tarifas, administração de fundos de investimentos e custódia de títulos e valores mobiliários e bens materiais. Mas como nosso foco é captação de clientes para emprestar a outros clientes, falaremos disso posteriormente.

Esta foi a ponta de captação. Na ponta de aplicação, nós temos as linhas de crédito, onde o banco emprestará ao deficitário o recurso captado, cobrando a titulo de preço os famosos JUROS, ou seja, os juros nada mais são do que o preço do dinheiro.

Quando você pede emprestado a um banco o valor de R$ 30.000,00 e ao final paga R$ 50.000,00 existe aí uma diferença de R$ 20.000,00 não é? Essa diferença nada mais é do que o preço por pegar emprestados 30 mil reais, ou seja, os juros, ou seja, o preço do dinheiro, ok?

De posse disso imagine a seguinte situação:

Você foi à padaria do seu Manuel e comprou um pão; ao chegar ao caixa seu Manuel falou que o valor do pão são 3 reais. Logo, alem de perceber que você está sendo assaltado, você percebe também que nesses 3 reais do pãozinho seu Manuel deverá pagar suas despesas com funcionários, água, luz, telefone e ainda ter lucro, certo?

Com os bancos é do mesmo jeito! O preço do dinheiro é o juro, certo? Então neste preço eu preciso ter:

CUSTO DA CAPTAÇÃO, LUCRO , RISCO DO CRÉDITO
CUSTO DA CAPTAÇÃO, LUCRO , RISCO DO CRÉDITO
INADIMPLÊNCIA , COMPULSÓRIO
INADIMPLÊNCIA , COMPULSÓRIO
DESPESAS ADMINISTRATIVAS,PERFIL DO CLIENTE
DESPESAS ADMINISTRATIVAS,PERFIL DO CLIENTE
DESPESAS ADMINISTRATIVAS,PERFIL DO CLIENTE
DESPESAS ADMINISTRATIVAS,PERFIL DO CLIENTE

DESPESAS ADMINISTRATIVAS,PERFIL DO CLIENTE

DESPESAS ADMINISTRATIVAS,PERFIL DO CLIENTE

Com isso a taxa de juros deve pagar todas as despesas e ainda sobrar o lucro do banco.

Não confunda!

ao superavitário ao menos TR + 0,50%a.m, como vimos lá em poupança, certo? Logo, ele irá emprestar ao deficitário cobrando uma taxa de juros, por exemplo, de 4% a.m; a diferença entre quanto eu pago pela CAPTAÇÃO EMPRÉSTIMO = SPREAD. Ou seja, neste caso estou tento um spread de 3,5% a.m o Spread não quer dizer lucro, pois assim eu diria que a única despesa do banco seria com a captação, mas além desta despesa o banco tem todos aqueles custos acima, então dentro do spread eu tenho o lucro, mas spread não é lucro!

Quando o Banco capta, por exemplo, na poupança, vai pagar

Conta corrente: abertura, manutenção, encerramento, pagamento, devolução de cheques e cadastro de emitentes de cheques sem fundos (CCF).

Bom pessoal, muitos de nós já fomos a algum banco, alguma vez, para abrir, ou assistir alguém abrir uma conta. A conta que abrimos no banco nada mais é do que um CONTRATO, e como tal precisa de regras e de orientações sobre sua forma.

Lembrando que esse contrato é composto de uma FICHA-PROPOSTA e um Cartão de Assinatura.

A ficha-proposta deve conter no mínimo: Qualificação do depositante,

endereço residencial e comercial completos, telefone com DDD, referencias

pessoais, data da abertura da conta e o numero dessa conta, e a assinatura

do depositante.

Estas orientações estão contidas na Resolução CMN nº 2.025/1993, que dita às regras básicas que devem nortear as Instituições Financeiras quando da Abertura e manutenção de contas de depósito.

Então vamos ver o que o CMN e o BACEN têm dito sobre isso:

No caso de pessoa física:

- documento de identificação (carteira de identificação ou equivalente, como, por exemplo, a carteira nacional de habilitação, passaporte, CTPS, carreiras de órgão de classe);

- inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF);

- comprovante de residência.

Para que exista uma pessoa física basta que esta nasça com vida, e se extingue com a morte do indivíduo.

No caso de pessoa jurídica:

- documento de constituição da empresa (contrato social e registro na junta comercial); -inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). - documentos que qualifiquem e autorizem os representantes, mandatários ou prepostos a movimentar a conta.

Para que uma Pessoa Jurídica de direito Privado exista é necessário que o contrato social seja registrado na JUNTA COMERCIAL do Estado onde a empresa se situa.

Nos casos de Partidos Políticos deve-se registrar o estatuto no TSE Tribunal Superior Eleitoral. (estes são pessoas jurídicas de direito PRIVADO).

As pessoas jurídicas podem ser também de direito Público Interno: União, Estados, Distrito Federal e Municípios; Autarquias e Fundações Públicas. (são criados por Lei)

Existem ainda as de Direito Público Externo: que são os territórios e entidades governamentais no exterior.

A pessoa jurídica extingue-se com a dissolução desta, mediante acordo entre os sócios ou por decreto judicial, exceto para as públicas, que serão por meios específicos.

Além disso, a instituição financeira pode estabelecer critérios próprios para abertura de conta de depósito, desde que seguidos os procedimentos previstos na regulamentação vigente (Resolução CMN 2.025/1993).

Ou seja, as instituições Financeiras podem exigir outros documentos ou termos para abrir esta conta, mas desde que não firam a resoluçãozinha ai de cima OK?!

Ex.: Depósito Inicial e comprovante de rendimentos.

De posso destes documentos vamos a FICHA-PROPOSTA. Esta deve conter no mínimo:

Condições para fornecimento de talonário de cheques;

Necessidade de comunicação pelo depositante, por escrito, de qualquer mudança de endereço ou número de telefone ou no cadastro;

Condições para inclusão do nome do depositante no Cadastro de Emitentes de Cheque sem Fundos (CCF);

Informação de que os cheques liquidados, uma vez microfilmados, poderão ser destruídos; (estas microfilmagens devem permanecer por no mínimo 10 anos no arquivo).

Tarifas de serviços, incluindo a informação sobre serviços que não podem ser cobrados;

Saldo médio mínimo exigido para manutenção da conta se houver essa exigência.

Atenção! A Ficha-Proposta somente poderá ser microfilmada depois de transcorridos no mínimo cinco anos, a contar do inicio do relacionamento com o cliente.

Além disso, é FACULTADO à instituição financeira abrir, manter ou encerrar contas de depósito caso o cliente esteja inscrito no CCF Cadastro de Emitente de Cheques sem Fundos.

O cliente será incluído no CCF nas seguintes condições:

12- Devolução de cheque sem provisão de fundos na segunda apresentação.

13- Devolução de cheque por conta encerrada.

14- Devolução de cheque por pratica espúria. (práticas ilegais)

Veremos com mais detalhes em CHEQUE.

Sobre as tarifas que podem ser cobradas na sua conta veja:

Quando se fala em serviços do Banco, lembramos que são 4 categorias de serviços:

Serviços essenciais: aqueles que não podem ser cobrados;

Emissão da primeira via do cartão de débito. (segundas vias exceto nos

casos decorrentes de perda, roubo, furto, danificação e outros motivos não imputáveis a Instituição emitente).

4 saques mês. (No caso de poupança são 2 saques por mês)

Até 10 folhas de cheque mês.

2 extratos mês.

Até dia 28 de fevereiro de cada ano o banco deve enviar ao cliente um extrato consolidado, mostrando seus rendimentos no ano anterior, geralmente para fins de Imposto de Renda.

2 Transferências entre contas da mesma instituição por mês. (No caso da

poupança 2 transferências entre contas de mesma titularidade).

Consultas via internet.

Prestação de qualquer serviço por meios eletrônicos, no caso de contas cujos contratos prevejam utilizar exclusivamente meios eletrônicos.

Compensação de cheques.

Serviços prioritários: O banco é obrigado a fornecer um pacote básico destes serviços prioritários, que são aqueles relacionados a contas de depósitos, transferências de recursos, operações de crédito e de arrendamento mercantil, cartão de crédito básico e cadastro, somente podendo ser cobrados os serviços constantes da Lista de Serviços da Tabela I anexa à (Resolução CMN 3.919, de 2010, devendo ainda ser observados a padronização, as siglas e os fatos geradores da cobrança, também estabelecidos por meio da citada Tabela I;

Serviços especiais: aqueles cuja legislação e regulamentação específicas definem as tarifas e as condições em que aplicáveis, a exemplo dos serviços referentes ao crédito rural, ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH), ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ao Fundo PIS/PASEP, às chamadas "contas-salário, bem como às operações de microcrédito de que trata a Resolução CMN 4.000, de 2011;

Serviços diferenciados: aqueles que podem ser cobrados desde que explicitadas ao cliente ou ao usuário as condições de utilização e de pagamento.

No encerramento da conta você deve tomar alguns cuidados:

Pode ser encerrada por ambas as partes, cliente ou banco, desde sempre acompanhada de aviso prévio, por meio de carta registrada ou meio eletrônico.

Informar se há cheques a serem compensados, pois havendo, o banco pode ser negar encerrar a conta, sem a devida comprovação de que eles foram liquidados.

Devolver as folhas de cheque restantes ou declarar que as inutilizou.

Deixar depositado na conta valores para compensar débitos e compromissos assumidos na relação do cliente com o banco.

Atente para algumas coisinhas:

Pessoas Físicas com idade entre 16 e 18 anos, não emancipadas, podem ter conta de depósitos, e acesso a crédito também, desde que na abertura ou na assinatura do contrato sejam ASSISTIDAS por seus responsáveis legais! ASSISTIDAS!

Já as Pessoas Físicas com idade inferior a 16 anos, podem ter contas de depósitos, e devem ser Representadas por seus representantes legais. REPRESENTADAS!

Pessoas Físicas com Deficiência Visual podem ter contas de depósitos, e até firmar contratos de empréstimo, desde que sejam assistidas por duas testemunhas e que o contrato seja lido em VOZ ALTA!

Os residentes e domiciliados no exterior podem ter conta no Brasil, mas as movimentações ocorridas em tais contas caracterizam ingressos ou saídas de recursos no Brasil e, quando em valor igual ou superior a R$10 mil, estão sujeitas a comprovação documental, registro no sistema informatizado do Banco Central e identificação da proveniência e destinação dos recursos, da natureza dos pagamentos e da identidade dos depositantes e dos beneficiários das transferências efetuadas. (LEMBRANDO QUE SÓ INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS A OPERAR COM CÂMBIO PODEM TER ESSE TIPO DE CONTA!).

Títulos de Crédito

CHEQUE

Títulos de Crédito CHEQUE LEI 7357/85 Requisitos essenciais do cheque:  Denominação cheque  Ordem

LEI 7357/85

Requisitos essenciais do cheque:

Denominação cheque

Ordem INCONDICIONAL de pagar quantia DETERMINADA ou DETERMINÁVEL.

Nome do Sacado.

Lugar de Pagamento

Data e lugar de emissão do título.

Assinatura do titular ou mandatário.

Cuidado!

Os requisitos essenciais do cheque são os que estão na Lei 7357/85, entretanto, em 2011, o BACEN editou uma circular 3972/11, que versa sobre exigências quanto a IMPRESSÃO das folhas de cheque pela instituição financeira.

Art. 3º As folhas de cheques fornecidas pelas instituições financeiras devem trazer impressas as seguintes informações na área destinada à identificação do titular ou titulares de contas de depósitos à vista:

I - o nome do correntista e o respectivo número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);

da Federação referentes

ao documento de identidade constante do contrato de abertura e manutenção de conta de depósitos à vista, no caso de pessoas naturais;

II - o número, o órgão expedidor e a sigla da Unidade

III - a data de início de relacionamento contratual do correntista com

instituições financeiras, na forma estabelecida na Resolução nº 3.279, de 29 de abril de 2005, e regulamentação complementar; e

IV - a data de confecção da folha de cheque, no formato "Confecção:

mês/ano", na parte inferior da área destinada à identificação da instituição financeira, no anverso do cheque.

Note que são requisitos técnicos para a impressão das folhas do cheque. Logo os requisitos essenciais são os que estão na LEI 7357/85, pois o BACEN não tem poderes para alterar leis, mas como o CMN delegou a ele o poder de Regulamentar a Compensação de Cheques e outros papéis, ele pode ditar regras para melhorar o sistema.

Não existe ACEITE em cheque.

O cheque admite endosso (em preto ou em branco), e aval (total ou parcial).

*O aval no cheque tem prazo, e ele é limitado ao prazo para apresentação do cheque. 30 dias para mesma praça, e 60 dias para praças diferentes.

Lembrando que o cheque tem prazo de prescrição, que é de 180 dias, a contar da data de sua apresentação. (caso o titular não apresente até a data limite, conta-se como se tivesse efetivamente apresentado nesta data).

A expressão A ORDEM ou NÃO A ORDEM:

Quando falamos que o cheque é A ORDEM, estamos dizendo que o cheque permite cadeia de endosso, ou seja, permite que eu passe o cheque para frente, para minha ordem.

Já no NÃO A ORDEM, o cheque fica impedido de produzir uma cadeia de endosso, ou seja, o cheque não pode ser passado a minha ordem, para quem eu quiser.

O endosso:

O endosso do cheque pode ser em branco, quando não digo quem é o novo beneficiário, ou pode ser em preto, quando digo que é o novo beneficiário.

Mas, atenção, a Lei 8.088/90 proibiu o endosso em BRANCO no Brasil.

Lembrando:

Cheque NOMINAL é aquele em que existe o nome do beneficiário, mas a Lei do cheque permite que haja o CHEQUE AO PORTADOR limitado ao valor de R$ 100,00.

Cruzamento:

O cruzamento do cheque pode ser em branco ou em preto.

Se for, em branco, eu, emitente, estou exigindo que o cheque seja depositado em uma conta. Ele não pode ser pago na “boca do caixa”.

Se for, em preto, eu estou complicando a vida do beneficiário, pois eu digo em QUAL BANCO o cheque deverá ser depositado. Dessa forma se eu emitir um cheque da CAIXA e o cruzar em PRETO com o nome da CAIXA, o beneficiário só pode depositar o cheque na CAIXA, e se ele não tiver conta, deverá abrir uma.

Compensação:

O Cheque é compensado na COMPE (Câmara de Compensação) ou no STR (Sistema de Transferência de Reservas), a depender do valor do mesmo, veremos em SPB.

O prazo de compensação do cheque é de 24H para cheques a partir de R$ 300,00; e de 48H para cheques até R$ 299,99.

Observações Importantes sobre a compensação.

1. Valor-Limite é o valor estabelecido pelo Banco Central do Brasil, que serve para selecionar os documentos em relação ao prazo de bloqueio.

2. Os prazos de bloqueio indicados serão acrescidos de um dia útil, se ocorrer, durante o período normal de bloqueio, feriado local na praça onde localizada a dependência sacada.

3. O cheque devolvido deve ser entregue ao depositante na Dependência (agência ou Posto de Atendimento Cooperativo) de seu relacionamento. O cheque pode ser devolvido em outra dependência, que não a de relacionamento do cliente, mediante acordo entre o cliente e o remetente (instituição financeira que acolhe o cheque em depósito), não estando a devolução do documento ao cliente sujeita a prazo regulamentar.

Questão de prova!

4. Os valores depositados ficam disponíveis para compensar débitos, nas respectivas conta-correntes dos depositantes, na noite do último dia do prazo de bloqueio, podendo ser sacados, diretamente no caixa do remetente, no dia útil seguinte ao término desse prazo.

Questão de prova!

5.

Os valores depositados que sofrerem bloqueio por prazos superiores aos divulgados neste documento devem ser remunerados, por dia de excesso, pela Taxa Selic.

6.

Cheques devolvidos por problemas operacionais do remetente ou do destinatário (instituição financeira contra a qual o cheque é sacado) não podem ser devolvidos ao cliente nem ter seu prazo de bloqueio alterado.

7.

Os depósitos em cheques de outra Dependência do mesmo Participante observam os mesmos prazos máximos de bloqueio e de devolução previstos para os cheques de outro participante, podendo ser reduzidos, de acordo com os critérios de cada participante.

Na compensação o Cheque pode ser devolvido por diversos motivos, mas devemos destacar os que levam a inclusão no CCF - Cadastro de Cheques sem Fundos:

11 Sem fundos na primeira apresentação (não inclui diretamente, mas é uma etapa para que o motivo 12 aconteça).

12 Sem fundos na segunda apresentação, ai vai para o CCF.

13 Conta encerrada.

14 Prática Espúria. Além de outros motivos que estão na lista abaixo.

Cuidado! Contra-Ordem, motivo 21, só pode ser dada após o prazo de apresentação do cheque, e só é dada pelo emitente do cheque. A Sustação ou revogação, motivo 20, pode ser dado durante o prazo de apresentação e pode ser dado tanto pelo emitente quanto pelo favorecido.

OBS: SÚMULA 388 STJ: A simples devolução indevida de um cheque acarreta DANO MORAL. SÚMULA 370, diz que o cheque apresentado antes da data acarreta dano moral para o emitente.

Nota promissória “Amarelinha”

Nota promissória “Amarelinha” É um título cambiário em que seu criador assume a obrigação direta e

É um título cambiário em que seu criador assume a obrigação direta e principal de

pagar o valor correspondente no título. A nota promissória nada mais é do que uma promessa de pagamento, e para seu nascimento são necessárias duas partes: o emitente ou subscritor (devedor), criador da promissória no mundo jurídico, e o beneficiário ou tomador que é o credor do título.

Para exemplificar a constituição de uma nota promissória citamos a seguinte hipótese:

Pedro empresta R$ 1.000,00 (mil reais) ao seu amigo André, que por sua vez se compromete a efetuar o pagamento do empréstimo em trinta dias. Assim sendo, emite uma nota promissória no valor do empréstimo onde o beneficiário é o Pedro, com vencimento para trinta dias da data.

Como nos demais títulos de crédito a nota promissória pode ser transferida a terceiro por endosso, bem como nela é possível a garantia do aval.

Caso a nota promissória não seja paga em seu vencimento poderá ser protestada, como ainda será possível ao beneficiário efetuar a cobrança judicial, a qual ocorre por meio da ação cambial que é executiva. No entanto, a parte só pode agir em juízo se estiver representada por advogado legalmente habilitado. Obs.: Para valores menores que 20 salários mínimos, não é necessário advogado, bastando procurar um Juizado Especial Cível (antigo Juizado de Pequenas Causas).

A nota promissória é prevista no decreto 2044 de 31 de dezembro de 1908 e na Lei Uniforme de Genebra, seus requisitos são os seguintes:

1. A denominação "nota promissória" lançada no texto do título.

2. A promessa de pagar uma quantia determinada.

3. A época do pagamento, caso não seja determinada, o vencimento será considerado

à vista.

4.

A indicação do lugar do pagamento e, em sua falta, será considerado como o

domicílio, o do subscritor (emitente).

5. O nome da pessoa a quem, ou a ordem de quem deve ser paga a promissória.

(Beneficiário)

6. A indicação da data em que, e do lugar onde a promissória é passada, em caso de

omissão do lugar será considerado o designado ao lado do nome do subscritor.

7. A assinatura de quem passa a nota promissória (subscritor

devedor).

8. Sem rasuras, pois perde o valor a nota promissória.

Nota Promissória_ Decreto n. 57.663, de 24-1-1966, artigo 75 em diante.

ou emitente ou

DUPLICATA “pá pé pio”

75 em diante. ou emitente ou DUPLICATA “pá pé pio” A duplicata mercantil ou simplesmente duplicata

A duplicata mercantil ou simplesmente duplicata é uma espécie de título de crédito que constitui o instrumento de prova do contrato de compra e venda, de mercadorias ou prestação de serviços. A lei regulamentadora em nossa legislação é a: N° 5.474/68 - Lei das Duplicatas.

O prazo mínimo para a duplicata é de 30 dias, exceto se as partes concordarem que o meio de pagamento será por meio de duplicata, neste caso poderá ser menor, mas a regra é prazo mínimo 30 dias, contados da entrega ou despacho da mercadoria ou da prestação do serviço.

O vendedor entrega a mercadoria e emite uma FATURA, onde serão discriminados os valores das mercadorias ou dos serviços prestados e as parcelas de cada um. Através desta fatura o vendedor pode emitir varias duplicatas, discriminando cada uma quanto a sua origem, ou pode emitir uma única duplicata, onde discriminará os produtos ou serviços.

Deve-se sempre informar o valor líquido das vendas ou serviços prestados!

Requisitos da duplicata

I - a denominação "duplicata", a data de sua emissão e o número de ordem;

II - o número da fatura;

III - a data certa do vencimento ou a declaração de ser a duplicata à vista;

IV - o nome e domicílio do vendedor e do comprador;

V - a importância a pagar, em algarismos e por extenso;

VI - a praça de pagamento;

VII - a cláusula à ordem;

VIII - a declaração do reconhecimento de sua exatidão e da obrigação de pagá-la, a ser assinada pelo comprador, como aceite, cambial;

IX - a assinatura do emitente.

Obs.: Uma só duplicata não pode corresponder a mais de uma fatura, mas uma fatura pode ter mais de uma duplicada.

Fluxo da emissão das duplicatas

Vendedor, ou seu representante, produz uma fatura, com esta em mãos, emite uma duplicata. Esta duplicada pode ser entregue diretamente ao comprador, ou o vendedor pode contratar um intermediador, (instituição financeira ou correspondente), que se encarrega da entrega ao comprador, e se responsabiliza pela custodia do titulo até sua liquidação.

Se o vendedor entregar diretamente, tem o prazo de 30 dias, a contar da data da emissão para fazê-lo, e o comprador tem o prazo de 10 dias, para devolver a duplicata reconhecendo a divida ou não, através de um instrumento chamado “aceite”.

Se a entrega for feita pela instituição financeira, o vendedor tem o prazo de 30 dias para entregar a instituição, e esta tem o prazo de 10 dias, a contar da data de recebimento pelo vendedor, para entregar ao comprador, e este ultimo tem 10 dias para devolver, com aceite ou não, a instituição financeira. A instituição, por sua vez, deve informar ao vendedor, se o comprador aceitou ou não o titulo, e se ira custodiar ou não o papel até sua liquidação.

O comprador só pode recusar o titulo nas seguintes condições:

Se houver avaria ou não recebimento das mercadorias ou serviços.

Vícios, defeitos ou diferença na quantidade ou qualidade dos bens ou serviços.

Divergência no prazo ou valor do titulo.

Fora essas condições o vendedor pode protestar o titulo, caso o comprador se recuse a aceitá-lo. Este protesto deve ser feito na praça de pagamento do titulo e após este protesto, o vendedor pode requerer a cobrança judicial.

Atenção! A duplicata pode ser alterada ou ter seu prazo prorrogado, desde que concordem o vendedor, o comprador e os coobrigados ( avalistas ou endossantes).

Para formalizar o pagamento da duplicata, e se livrar dessa dívida, o comprador pode:

Pagar em dinheiro e receber um recibo, no qual verse que o mesmo corresponde a quitação da duplicada.

Cheque a favor do vendedor, onde verse que o cheque corresponde à liquidação da obrigação.

Obs.: No pagamento pode haver dedução de creditos a favor do comprador, decorrentes, por exemplo, de devolução de mercadorias ou ressarcimento por danos a mercadorias ou serviços.

Caso o comprador não pague o título, este irá a protesto, sempre na praça de pagamento. Além disso, o vendedor pode requerer a execução judicial do título, mas esse direito tem prazo:

3 anos para o sacado ou avalistas, a contar da data de vencimento.

1 ano para executar os coobrigados. (Estes respondem solidariamente pelo aceite e pelo pagamento do título).

Atenção: Existe um papel chamando TRIPLICATA, que nada mais é do que a segunda via da duplicata, decorrente de perda ou extravio desta.

Banco Central do Brasil e Conselho Monetário Nacional

Funções e atividades

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL SFN

LEI 4595/64

CMN CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL

QUEM É?

É o órgão NORMATIVO máximo no SFN.

Suas REUNIÕES ORDINÁRIAS são MENSAIS e ao final são emitidas RESOLUÇÕES.

É um órgão colegiado, composto por três MINISTROS.

- Ministro da Fazenda Nacional (Presidente do conselho)

- Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG)

- Presidente do Banco Central do Brasil (tem status de Ministro)

Objetivos do CMN:

Adaptar os meios de pagamentos as reais necessidades da economia e seu processo de desenvolvimento.

Regular o valor interno da moeda, corrigindo ou prevenindo os surtos inflacionários ou deflacionários, de origem interna ou externa.

Regular o valor externo da moeda e o equilíbrio da balança de pagamentos do País.

Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras públicas ou privadas, de forma a garantir condições favoráveis ao desenvolvimento equilibrado da economia nacional.

Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros, de forma a tornar mais eficiente o sistema de pagamentos e mobilização de recursos.

Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras.

Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública interna e externa.

Estabelecer, para fins da política monetária e cambial, as condições especificas para negociação de contratos derivativos, estabelecendo limites, compulsórios e definindo as próprias características dos contratos existentes, e criando novos.

Estabelecer a Meta de Inflação.

Por causa destes objetivos acima o CMN recebe varias atribuições, ou seja, as armas que ele tem para poder realizar seus objetivos, quais sejam:

1)

Autorizar a emissão de papel moeda

2)

Fixar diretrizes e normas para a política cambial.

3)

Disciplinar o credito e suas modalidades e as formas das operações creditícias.

4)

Estabelecer limites para a remuneração das operações e serviços bancários ou

5)

financeiros. Determinar a taxa do recolhimento compulsório até 60% dos títulos contábeis

6)

das instituições financeiras. Lei 4595/64 art. 10, III. Regulamentar as operações de redesconto.

7)

Outorgar ao BACEN o monopólio sobre as operações de CÂMBIO quando o

8)

balanço de pagamentos assim o exigir. Estabelecer as normas a serem seguidas pelo BC quanto às transações com

9)

títulos públicos. Regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização de todas as

instituições financeiras que operam no País. 10) Aprovar o regimento interno as contas do BACEN. 11) Colaborar com o Senado Federal na instrução de processos de empréstimos externos. 12) Determinar a porcentagem máxima dos recursos que as instituições financeiras poderão emprestar. 13) Expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas pelas instituições financeiras.

BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN)

É uma autarquia, colegiada, composta por 9 DIRETORIAS e até 9 diretores, mas atualmente só possui 8 DIRETORES, incluindo o PRESIDENTE. Todos indicados pelo Presidente da República com aprovação do Senado Federal.

É o órgão executivo central do SFN, o braço direito do CMN, portanto um órgão Supervisor. Reuniões Ordinárias Semanais, nas quais são lavradas CIRCULARES.

O BACEN tem por objetivos:

Zelar pela adequada liquidez da economia;

Manter as reservas internacionais em nível adequado;

Estimular a formação de poupança;

Zelar pela estabilidade e promover o permanente aperfeiçoamento do sistema financeiro.

Dentre as várias competências do BACEN vale ressaltar:

Emitir papel-moeda e moeda metálica;

Executar os serviços do meio circulante;

Determinar a Taxa de recolhimento compulsório até 100% dos depósitos a vista e 60% títulos contábeis das instituições financeiras. Lei 7730/89.

Receber recolhimentos compulsórios e voluntários das instituições financeiras e bancárias;

Realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras;

Regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis;

Efetuar operações de compra e venda de títulos públicos federais;

Exercer o controle do crédito sobre todas as suas formas;

Exercer a fiscalização das instituições financeiras;

Autorizar o funcionamento das instituições financeiras;

Estabelecer as condições para o exercício de quaisquer cargos de direção nas instituições financeiras PRIVADAS.

Vigiar a interferência de outras empresas nos mercados financeiros e de capitais.

Controlar o fluxo de capitais estrangeiros no país.

Cuidado!

Autorizar o funcionamento de Instituições Financeiras Estrangeiras no País, só por Decreto do Presidente da Republica ( Poder Executivo).

O BACEN regulamenta o CÂMBIO e a Compensação de Cheques e outros papéis.

Para nossas provas o BACEN determina o percentual do depósito compulsório desde, recentemente, em 1989.

Não caia na pegadinha!

O

CMN orienta a aplicação dos recursos das Instituições financeiras.

O

CMN regulamenta a constituição, funcionamento e fiscalização das

instituições financeiras que operam no país.

O

BACEN autoriza o funcionamento das instituições financeiras no país.

O

BACEN estabelece as condições para exercer quaisquer cargos de direção

nas instituições financeiras PRIVADAS.

Zelar pela liquidez e solvência das instituições Financeiras é o CMN!

Zelar pelo resto é o BACEN!

COMPETE AO BACEN fiscalizar o Mercado de Capitais quando de títulos não validos pela Lei 6.385/76 e quando não entregues a responsabilidade da CVM.

Títulos Públicos

Títulos Cambiais

Logo o BACEN fiscaliza tudo o que a CVM não fiscalizar no Mercado de capitais.

CONSELHO DE RECURSOS DO SFN

(CRSFN)

DECRETO 1.935 DE 1996

O conselho de recursos é um órgão acessório ao CMN, composto por 8 conselheiros, que atuam como 2ª e ultima instância recursal, para processos advindos do BACEN, CVM.

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL: Instituições do Sistema Financeiro Nacional tipos, finalidades e atuação.

INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS MONETÁRIAS Captadoras de Depósitos à Vista

Bancos Comerciais Deve ser constituído sob a forma de sociedade anônima e na sua denominação social deve constar a expressão "Banco", vedado a palavra “central” (Resolução CMN 2.099, de 1994).

Operações Passivas

Captam depósitos a vista, como atividade típica, mas podem captar deposito a prazo fixo (CDB/RDB).

Obtém recursos externos e de instituições Oficiais para repasse.

Captam por Letra Financeira (150 mil ou 300 mil) prazo mínimo dois anos.

Arrecadam com prestações de serviços (com ou sem convênios) ( tarifas, tributos, cobraça de títulos)

Operações Ativas

Desconto de títulos.

Abertura de crédito comercial e contas correntes.

Operações especiais (crédito Rural, câmbio, Comercio Internacional)

Caixas Econômicas

Atualmente só temos uma Caixa Econômica segundo o decreto 759/69.

Atua fortemente no SBPE captando poupança para empréstimo no Sistema Financeiro de Habitação.

Capta deposito à vista.

Presta serviços (principalmente para PF)

CDC

Penhor (de joias e outros materiais preciosos- tem monopólio)

Penhor Industrial, de títulos e mercantil.

Loterias (exclusividade da CEF)

Administradora do FGTS (ganha taxa de administração)

Programas Sociais (bolsa família, bolsa escola, pró-jovem, pró nasci, etc.).

Desde 2009 a CEF constituiu um Banco de Investimentos. (Lei

11.908).

Em 2008 a CEF foi autorizada a constituir a CAIXA PAR.

Cooperativas de Crédito A cooperativa de crédito é uma instituição financeira formada por uma associação autônoma de pessoas unidas voluntariamente, com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, sem fins lucrativos, constituída para prestar serviços a seus associados. Devem conter a expressão “cooperativa de crédito”.

- Singulares: mínimo de 20 PF (algumas PJ podem desde que sejam de atividades correlatas ou sem fins lucrativos)

- Centrais / Federações: mínimo de três singulares, podendo excepcionalmente admitir associados individuais.

Características:

São equiparadas a Instituições Financeiras (Lei 4595/64)

Atuam basicamente no setor primário da economia

Operações mais comuns:

Captam depósitos à vista e a prazo (somente de associados, sem emissão de certificado) - RDB.

Obter empréstimos até ou repasses de instituições financeiras nacionais ou estrangeiras, inclusive por meio de depósitos interfinanceiros. (resolução 3.859/2010, Art. 35, inciso I)

Receber recursos de fundos oficiais.

Doações

Conceder empréstimos (apenas aos associados)

Aplica no mercado financeiro.

Prestar Serviços aos associados ou não associados.

Bancos Cooperativos São Bancos comerciais ou Múltiplos com carteira comercial.

Constituem-se

como S/A, onde, ao menos 51% das ações devem pertencer às cooperativas

CENTRAIS de crédito (acionista controlador) e devem conter a expressão “Banco Cooperativo”. (Resolução 2788/2000)

São S/A.

São Bancos Múltiplos ou Bancos Comerciais, mas devem OBRIGATORIAMENTE, ter a carteira COMERCIAL.

Emitem: Talão de cheque, cartões de crédito, compensam documentos, administram sua carteira de crédito, somente para associados.

Captam recursos no exterior.

Os recursos por eles captados ficam na região onde o Banco atua, e onde os recursos foram gerados.

Podem prestar serviços aos não cooperados.

INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS NÃO MONETÁRIAS Não captam depósito à vista

Bancos de Investimento São instituições financeiras privadas especializadas em operações de participação societária de caráter temporário, de financiamento da atividade produtiva para suprimento de capital fixo e de giro e de administração de recursos de terceiros. Devem ser constituídos sob a forma de sociedade anônima e adotar, obrigatoriamente, em sua denominação social, a expressão "Banco de Investimento". Não possuem contas correntes e captam recursos

via depósitos a prazo, repasses de recursos externos, internos e venda de cotas de fundos de investimento por eles administrados. As principais operações ativas são financiamento de capital de giro e capital fixo, subscrição ou

e

aquisição

de

títulos

e

valores

mobiliários,

depósitos

interfinanceiros

repasses de empréstimos externos (Resolução CMN 2.624, de 1999). Fiscalizados pelo BACEN e pela CVM.

Administra fundos de investimento.

Underwriting e IPO

Financia Capital de giro e capital fixo (o capital FIXO sempre acompanhado de um projeto) principalmente para PJ.

Captam CDB, RDB e cotas de fundos de investimento.

Letra Financeira.

Repasses de empréstimos nacionais ou estrangeiros, e prestam garantias desses empréstimos.

Devem conter a expressão “Banco de Investimentos”

Bancos de Desenvolvimento (Médio e longo prazo) Constituídos sob a forma de sociedade anônima, com sede na capital do Estado que detiver seu controle acionário, devendo adotar, obrigatória e privativamente, em sua denominação social, a expressão "Banco de Desenvolvimento", seguida do nome do Estado em que tenha sede (Resolução CMN 394, de 1976).

Empréstimos e Leasing

Buscam o desenvolvimento econômico e social.

Recebem repasses do Governo Federal e do BNDES

Captam CDB e RDB.

Emitem cédulas Hipotecárias e Pignoratícias de debêntures.

Exemplos: BDMG, BRDE.

Atenção!

Bancos de desenvolvimento são exclusivamente bancos públicos. O BNDES não é um banco de desenvolvimento, é uma empresa pública.

Bancos de Câmbio (Exclusivo para operações de câmbio)

Os bancos de câmbio são instituições financeiras autorizadas a realizar, sem restrições, operações de câmbio e operações de crédito vinculadas às de câmbio, como financiamentos à exportação e importação e adiantamentos sobre contratos de câmbio, e ainda a receber depósitos em contas sem remuneração, não movimentáveis por cheque ou por meio eletrônico pelo titular, cujos recursos sejam destinados à realização das operações acima citadas. Na denominação dessas instituições deve constar a expressão "Banco de Câmbio" (Res. CMN 3.426, de 2006).

Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento (Financeiras)

Constituídas sob a forma de sociedade anônima e na sua denominação social deve constar a expressão "Crédito, Financiamento e Investimento". Tais entidades captam recursos por meio de aceite e colocação de Letras de Câmbio (Resolução CMN 45, de 1966) e Recibos de Depósitos Bancários, ou seja, depósitos sem a emissão de certificados. (Resolução CMN 3454, de 2007).

(!) Famosas Financeiras - Geralmente ligadas a algum Banco Comercial ou Múltiplo.

Financiam bens duráveis pelo CDC ou crediário.

Risco do Crédito diluído, pulverizado.

Não abrem conta corrente (não captam depósitos a vista)

As operações passivas podem ir até 12 vezes seu patrimônio.

Praticam altas taxas de juros por causa da alta inadimplência.

Lastro ou Funding:

+ Letras de câmbio

+ Letras Financeiras

+ Depósitos a prazo (RDB)

Sociedades de Arrendamento Mercantil (Auxiliar)

Constituídas sob a forma de sociedade anônima, devendo constar obrigatoriamente na sua denominação social a expressão "Arrendamento Mercantil". Operam:

- Leasing Locação de bens Móveis, nacionais ou estrangeiros e Bens Imóveis

adquiridos pela entidade arrendadora para fins de uso próprio do arrendatário.

- Títulos da dívida pública

- Cessão de direitos creditórios

Seu lastro é composto por:

+Emissão de Debêntures

+ Empréstimos em outras Instituições Financeiras

+ Captam recursos no Exterior.

“prestadora de serviços”, logo sobre suas operações não incide IOF e sim ISS.

Bens estrangeiros podem ser objeto de Leasing, desde que enumerados na lista do CMN.

Companhias Hipotecárias

Regulamentadas pela Resolução 2.122/94

São S/A

Deve constar a expressão “companhias hipotecárias” no nome.

Dependem de autorização do BACEN para funcionar.

Captam através de:

Letras Hipotecárias e Cédulas Hipotecárias.

Debêntures.

Empréstimos no exterior e no País.

Outras formas que venham a ser autorizadas pelo BACEN.

Aplicam em:

Financiamentos destinados à aquisição, produção, reforma ou comercialização de imóveis residenciais ou comerciais e lotes

urbanos; Conceder empréstimos e financiamentos, garantidos por hipoteca ou pela alienação fiduciária de bens imóveis.

Comprar, vender, refinanciar e administrar créditos garantidos por hipoteca ou pela alienação fiduciária de bens imóveis, próprios ou de terceiros.

Administrar fundos de investimento imobiliário, desde que autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM);

Repassar recursos destinados ao financiamento da produção ou da aquisição de imóveis residenciais ou comerciais.

Atenção!

Às companhias hipotecárias não se aplicam as normas do Sistema Financeiro da Habitação - SFH. (NR) (Redação dada pela Resolução 3017, de 28/08/2002).

No que couber, as mesmas condições estabelecidas para o funcionamento de instituições financeiras na Lei nº 4.595, de 31.12.64, e legislação posterior, relativas ao Sistema Financeiro Nacional.

DENTRO DO SBPE SISTEMA BRASILEIRO DE POUPANÇA E EMPRESTIMOS

Associações de Poupança e Empréstimos:

Sociedade Civil sem fins Lucrativos.

Os clientes que abrem poupança tornam-se associados e recebem dividendos (remuneração da poupança)

Funding ou Lastro:

+ Poupança

+ Depósito à prazo

+ Letras de Crédito Hipotecário

+ Letra Financeira

+ Repasse da Caixa Econômica Federal

+ Empréstimo em outros Bancos.

Suas aplicações são basicamente em Financiamentos Imobiliários.

Sociedades de Crédito Imobiliário

São S/A

Possuem fins lucrativos

Devem conter a expressão “Crédito Imobiliário” no nome.

Emprestam para empreendimentos.

- Funding ou Lastro:

+ Poupança

+ Depósito a prazo

+ Letra de Crédito Hipotecária

+ Letras imobiliárias

+ Letra Financeira

+ Repasse da Caixa Econômica Federal

+ Empréstimos em outros Bancos, nacionais ou estrangeiros.

AS CTVMS E AS DTVMS (Auxiliares)

Fiscalizadas pelo BACEN, CVM e pela BOLSA (RES. 1655).

São S/A ou LTDA

Operam no ambiente da BM&F Bovespa

São intermediadores! (investidor Bolsa)

Administra fundos de investimento e clubes de investimento

Intermediam operações de câmbio até o limite de 100 mil dólares.

São, juntamente com os Bancos de Investimento, os underwriters.

Importante! O acordo BACEN CVM nº17 autorizou a DTVM a operar no ambiente da Bolsa de Valores, acabando, assim, com a grande e ultima diferença existente entre as CTVM e DTVM.

Agências de Fomento ( resolução 2828) (Auxiliar)

São S/A FECHADA, controladas pelo Estado onde tenham sede, havendo apenas uma em cada Estado.

Deve constar a expressão “agencia de fomento” no nome.

Autorizadas pelo BACEN, e não podem ter sua constituição alterada para nenhum outro tipo no SFN.

Captam através de:

Fundos e programas oficiais;

Orçamentos federal, estaduais e municipais;

Organismos e instituições financeiras nacionais e internacionais de desenvolvimento;

Captação de depósito interfinanceiro vinculado a operações de microfinanças (DIM) (Microcrédito).

Aplicam em:

Financiamento de capitais, fixo e de giro associado a projetos;

Prestação de garantias em operações.

Prestação de serviços de consultoria e de agente financeiro;

Prestação de serviços de administrador de fundos de desenvolvimento.

Podem fazer Câmbio ou Leasing, se autorizadas pelo BACEN.

As Agências de Fomento são proibidas de:

Obter redesconto junto ao BACEN

Acesso a Contas de Reservas Bancárias

Captar recursos junto ao público.

Depósitos interfinanceiros, a exceção do Microcrédito.

Bolsas de Valores e Bolsas de Mercadorias e de Futuros (Auxiliares)

As bolsas de valores são um mercado organizado que pode ser constituído sob a forma de Sociedade Civil sem fins lucrativos, ou S/A Com fins lucrativos, estas bolsas têm por finalidade oferecer um ambiente seguro para que os investidores realizem suas operações de compra e venda de capitais, gerando fluxo financeiro no mercado futuro.

As bolsas de Mercadorias e de Futuros são instituições que viabilizam a negociação de contratos futuros, opções de compra, derivativos e o mercado a termo. Neste segmento operam investidores interessados nas variações futuras de preços dos produtos e ativos.

Atualmente no Brasil, estas duas bolsas de uniram formando a BM&F Bovespa, que é uma fusão das atividades das duas bolsas anteriores, ou seja, hoje a BM&F Bovespa, opera tanto no mercado a vista de ações ou no mercado de balcão, como no mercado a termo ou de futuros.

Desta forma a atual BM&F Bovespa é uma S/A COM FINS LUCRATIVOS, visando o lucro através da prestação de serviços gerando um ambiente salutar para as negociações do mercado de capitais, que pode ser um ambiente físico onde ocorrem as negociações, ou um ambiente Eletrônico onde ocorrem os Pregões.

Instituições Financeiras Oficiais Federais papel e atuação

Caixa Econômica Federal

Atualmente só temos uma Caixa Econômica segundo o decreto 759/69.

Atua fortemente no SBPE captando poupança para empréstimo no Sistema Financeiro de Habitação.

Capta deposito à vista e a prazo.

Presta serviços (principalmente para PF)

CDC

Penhor (de joias e outros materiais preciosos- tem monopólio)

Penhor Industrial, de títulos e mercantil.

Loterias (exclusividade da CEF)

Administradora do FGTS (ganha taxa de administração)

Programas Sociais (bolsa família, bolsa escola, pró-jovem, pró nasci, etc.).

Desde 2009 a CEF constituiu um Banco de Investimentos. (Lei

11.908).

Em 2008 a CEF foi autorizada a constituir a CAIXA PAR.

O Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB)

É

19.07.1952, e organizada sob a forma de sociedade de economia mista, de capital aberto, tendo mais de 90% de seu capital sob o controle do Governo Federal. É composto por 7 Diretores, sendo um deles o Presidente, e um dos 7 será um funcionário do Banco, em exercício ou aposentado. Com sede na cidade de Fortaleza, Estado do Ceará, Centro Administrativo Getulio Vargas inaugurado em 1984, o Banco atua em cerca de 2 mil municípios, abrangendo os nove Estados da Região Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia), o norte de Minas Gerais (incluindo os Vales do Mucuri e do Jequitinhonha) e o norte do Espírito Santo.

de

uma

instituição

financeira

múltipla criada

pela Lei

Maior instituição da América Latina voltada para o desenvolvimento regional, o BNB opera como órgão executor de políticas públicas, cabendo-lhe a operacionalização de programas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e a administração do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), principal fonte de recursos operacionalizada pela Empresa, além do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), fundo este introduzido em 1994. Além dos recursos federais, o Banco tem acesso a outras fontes de financiamento nos mercados interno e externo, por meio de parcerias e alianças com instituições nacionais e internacionais, incluindo instituições

multilaterais,

Desenvolvimento (BID).

como

o

Banco

Mundial

e

o

Banco

Interamericano

de

O BNB é responsável pelo maior programa de microcrédito da América do Sul e o

segundo da América Latina, o CREDIAMIGO, por meio do qual o Banco já

emprestou mais de R$ 3,5 bilhões a microempreendedores. O BNB também opera

o Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur/NE), criado

para estruturar o turismo da Região com recursos da ordem de US$ 800 milhões.

São clientes do Banco os agentes econômicos e institucionais e as pessoas físicas. Os agentes econômicos compreendem as empresas (micro, pequena, média e grande empresa), as associações e cooperativas. Os agentes institucionais englobam as entidades governamentais (federal, estadual e municipal) e não governamentais. As pessoas físicas compreendem os produtores rurais (agricultor familiar, mini, pequeno, médio e grande produtor) e o empreendedor informal.

O

BNB exerce trabalho de atração de investimentos, apoia a realização de estudos

e

pesquisas com recursos não reembolsáveis e estrutura o desenvolvimento por

meio de projetos de grande impacto. Mais que um agente de intermediação financeira, o BNB se propõe a prestar atendimento integrado a quem decide investir em sua área de atuação, disponibilizando uma base de conhecimentos sobre o Nordeste e as melhores oportunidades de investimento na Região.

BANCO DO BRASIL S/A

O BB é uma S/A, Múltipla, de capital aberto, onde o Governo Federal é o acionista

majoritário, portanto é uma Sociedade de Economia Mista, onde existe capital publico

e privado, juntos.

É o principal executor da política oficial de crédito rural.

Tem algumas funções atípicas, pois ainda é um grande parceiro do Governo Federal, são elas:

Executar e administrar os serviços da câmara de compensação

de cheques e outros papéis.

Efetuar os pagamentos e suprimentos necessários à execução

do Orçamento Geral da União.

Aquisição e financiamento dos estoques de produção exportável.

Agenciamento dos pagamentos e recebimentos fora do País.

Operador dos fundos setoriais, como Pesca e Reflorestamento.

Captação de depósitos de poupança, com direcionamento para

o crédito rural, e operacionalização do FCO Fundo Constitucional do Centro-Oeste.

Execução dos preços mínimos dos produtos agropastoris.

Execução dos serviços da divida pública consolidada.

Realizar, por conta própria, operações de compra e venda de moeda estrangeira e, por conta do BACEN, nas condições estabelecidas pelo CMN.

Arrecadação dos tributos e rendas federais, a critério do Tesouro Nacional.

Executor dos serviços bancários para o Governo Federal, e suas autarquias, bem como de todo os Ministérios e órgãos acessórios.

BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

Criado em 1952 como autarquia federal, foi enquadrado como uma empresa pública federal, com personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio, pela Lei 5.662, de 21 de junho de 1971. O BNDES é um órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e tem como objetivo:

Apoiar

empreendimentos

que

desenvolvimento do país.

contribuam

para

o

Suas linhas de apoio contemplam financiamentos de longo prazo e custos competitivos, para o desenvolvimento de projetos de investimentos e para a comercialização de máquinas e equipamentos novos, fabricados no país, bem como para o incremento das exportações brasileiras. Contribui, também, para o fortalecimento da estrutura de capital das empresas privadas e desenvolvimento do mercado de capitais. A BNDESPAR, subsidiária integral, investe em empresas nacionais através da subscrição de ações e debêntures conversíveis. O BNDES considera ser de fundamental importância, na execução de sua política de apoio, a observância de princípios ético-ambientais e assume o compromisso com os princípios do desenvolvimento sustentável. As linhas de apoio financeiro e os programas do BNDES atendem às necessidades de investimentos das empresas de qualquer porte e setor, estabelecidas no país. A parceria com instituições financeiras, com agências estabelecidas em todo o país, permite a disseminação do crédito, possibilitando um maior acesso aos recursos do BNDES.

Fundamentos do crédito: a) conceito de crédito; b) elementos do crédito; c) requisitos do crédito.

Crédito é um conceito presente no dia-a-dia das pessoas e empresas, mais do que possamos imaginar a princípio. Todos nós estamos continuamente às voltas com o dilema de uma equação simples: a constante combinação de nossos recursos finitos

com o conjunto de nossas imaginações e necessidades infinitas, gerando desta forma

a procura por Crédito.

Por outro lado, a Política de Crédito de um banco é um assunto de extrema importância para o concessor de crédito, pois fornece instrumentos que auxiliam na hora da decisão de emprestar ou não, funcionando como orientadores da concessão.

E como a literatura técnica define CRÉDITO?

“CRÉDITO é todo ato de vontade ou disposição de alguém de destacar ou ceder, TEMPORARIAMENTE, parte do seu PATRIMÔNIO a um terceiro, com a EXPECTATIVA de que esta parcela volte a sua posse integralmente, após decorrido o TEMPO ESTIPULADO.”(Wolfgang Kurt Schrickel)

Em outras palavras: "crédito é a expectativa gerada através da disponibilidade de uma quantia em dinheiro para uma pessoa, dentro de um espaço de tempo limitado".

Para uma instituição financeira, a palavra crédito é sinônima de confiança. A atividade bancária fundamenta-se nesse princípio, que envolve a instituição propriamente dita, seu universo de clientes, empregados e o público em geral. Afinal, confiança é um sentimento, uma convicção que se constrói ao longo do tempo, através de acontecimentos e experiências reais, da lisura, probidade, pontualidade, honestidade de propósitos, cumprimento de regulamentos e compromissos assumidos.

O banco, no exercício da sua função principal, que é a de intermediar recursos de terceiros, promover a captação de riquezas e poupanças, apóia-se nos princípios da segurança e confiança para consolidação de um relacionamento construtivo.

São 3 os elementos fundamentais do crédito, sendo eles:

Montante;

Prazo;

Prêmio ou Juros;

MONTANTE (é a bufunfa de fato, é o R$ que a instituição vai liberar para você).

É o capital ou dinheiro do crédito. É o valor que irá receber emprestado para a satisfação das suas necessidades que, posteriormente, terá que devolver à Entidade Financiadora.

No entanto, são as necessidades ou finalidades que determinam o montante do crédito, pois, não é aceitável, solicitar um crédito de montante elevado para comprar um carro.

É igualmente aceitável que o risco que a Entidade Financeira está disposta a correr

pela concessão de determinado montante seja condicionado a um colateral ou garantia que lhe proporcionará a segurança ou conforto para disponibilização desse montante.

Assim sendo, o montante, de grosso modo, está condicionado pela finalidade, risco e garantia associadas.

PRAZO (é o tempo para devolver o dinheiro)

Período no qual o montante terá que ser restituído à Entidade Financeira, este varia de acordo com as preferências e necessidades subjacentes ao pedido de crédito.

A titulo de exemplo, não é considerado correto, proporcionar um crédito para comprar

carro com um prazo demasiado alargado, pois se considera que o prazo de 4 a 6 anos é

um período aceitável para este tipo de crédito.

De igual modo, a garantia ou colateral do crédito surge novamente como variável determinante na definição do prazo do empréstimo, pois, se oferece como colateral o penhor de um depósito a prazo, então poderá negociar o prazo do seu crédito permitindo maior flexibilidade.

Assim sendo, o prazo apresenta-se flexível e relaciona-se com a finalidade do crédito e a garantia associada.

PRÊMIO OU JUROS (é o famoso agrado que você dá a instituição para ela te emprestar o dinheiro. Vimos isso lá no comecinho da apostila lembra?)

Surge como compensação pela antecipação do montante necessário para a satisfação das necessidades de consumo ou bem-estar.

Do ponto de vista das Entidades Financiadoras ou Bancos é considerado o lucro, ou a variável que carrega a parte dos lucros. Regra geral, a taxa de juro pode ser fixa ou variável sendo que a primeira permite maiores níveis de segurança para o consumidor, pois permite saber antecipadamente

o valor de todos os reembolsos. Já a segunda reflete a evolução do mercado, sendo

que, o consumidor terá ganhos, se a variação for para menos e terá gastos adicionais se a variação for para mais. De igual modo, a finalidade e garantia associada ao pedido de crédito define o prêmio ou juros que terá de suportar, pois, considera-se que o crédito ao consumo ou crédito de consumo, como os cartões de crédito ou crédito pessoal, possuem maiores taxas de

créditos

habitacionais.

Assim sendo, o prêmio ou os juros surgem como as variáveis determinantes do valor do dinheiro no tempo, pois permite atualizar e compensar as Entidades financiadoras do custo em conceder o crédito em detrimento de outras opções de investimento.

juro

que

os

créditos

hipotecários

para

compra

de

casa,

denominados

O prêmio ou juros está igualmente condicionado à finalidade e garantia da operação,

pois este será tão elevado quanto menor a importância da necessidade, menor o valor da garantia ou maior nível de risco da operação.

FINALIZANDO

É da conjugação destes três elementos que surge a prestação do crédito, pois esta é a junção do capital, prazo e os juros.

A prestação terá maior ou menor valor a depender da taxa de juros e o tempo do

empréstimo, mantendo-se o capital constante.

Em outras palavras, o reembolso do montante financiado pode ser efetuado mediante

o pagamento de prestações que serão determinadas em função do tempo e do prazo.

Tendo por base a confiança, a concessão de crédito também é baseada em dois elementos fundamentais:

a. A vontade do devedor de liquidar suas obrigações dentro das normas contratuais estabelecidas;

b. A habilidade do devedor de assim fazê-lo, ou seja, de pagar.

A vontade de pagar pode ser colocada sob o título Caráter, enquanto que habilidade para pagar pode ser nominada tanto como Capacidade, quanto como Capital e

Condições.

Considerando que "o risco de crédito cresceu em progressão geométrica nos anos 90, em face das dramáticas alterações econômicas, políticas e tecnológicas em todo o mundo", as instituições financeiras e as empresas que praticam o crédito vêm utilizando-se dos conceitos dos "Cs" do Crédito, para desenvolverem seus sistemas de análise de crédito e de gestão de risco de crédito.

Os "Cs" do crédito são utilizados para:

1) o estabelecimento da política de crédito

2) a organização dos departamentos de crédito

3) a estruturação dos sistemas de avaliação de riscos

4) a normatização da área de crédito.

OS “Cs” do Crédito

Caráter

Capacidade

Condições

Capital

Conglomerado

Colateral

CARÁTER

É

independentemente do valor da transação. O caráter refere-se à intenção de pagar.

o

mais

importante

e

decisivo

parâmetro

na

concessão

de

crédito,

O que observar ?

O levantamento da performance do tomador de crédito obtida em experiências anteriores com bancos, com outras empresas, com fornecedores e clientes, nos seguintes aspectos:

Identificação

Pontualidade

Existência de Restrições

Experiências em Negócios

Atuação na Praça

Desabono do Caráter

Impontualidade

Protestos

Concordata

Falência

Ações judiciais de busca e apreensão

Para a análise dos desabonos, é sempre importante verificar a procedência da ocorrência.

Falhas e negligências quanto da avaliação do Caráter do tomador de empréstimos conduzem, inevitavelmente, a surpresas inabsorvíveis pelo emprestador. O caráter é o “C” insubstituível e nunca negligenciável. Se o caráter for inaceitável, por certo todos os demais “C” também estarão potencialmente comprometidos por questão de credibilidade.

O levantamento das boas ou más qualidades de uma pessoa começa na identificação de pontos fortes e fracos obtidos em experiências anteriores com bancos, com outras empresas, com fornecedores e clientes.

Os pontos fracos do Caráter são chamados de desabonos, sendo a impontualidade, protestos, concordata, falência e ações judiciais de busca e apreensão os pontos mais frequentes nas avaliações dos emprestadores.

Deve-se ressaltar que somente a pontualidade, por si só, não determina o conceito de Caráter do cliente. Há empresas que pagam suas dívidas em atraso, não em função do caráter, mas de dificuldades financeiras. Há outras situações em que a empresa não tem a intenção de pagar, porém a continuidade de seu negócio depende do cumprimento de suas obrigações para continuar recebendo crédito e subsistindo em suas atividades.

CAPACIDADE

O Caráter e a Capacidade são dois atributos que se misturam ou confundem a partir do momento em que se depara com uma situação do tipo "quero pagar, mas não posso”. No que diz respeito à caráter, é inquestionável a vontade e disposição para pagar, porém, essa vontade não se concretiza quando há incapacidade para fazê-lo.

Deve-se observar os itens:

1 Decisões Estratégicas da Empresa;

2 Estrutura Organizacional da Empresa;

3 Capacitação dos Dirigentes e Tempo de Atividade.

CONDIÇÕES ou Conjuntura Econômica

O "C" Condições envolve fatores externos à empresa. Integra o macroambiente em que ela atua e foge ao seu controle. Medidas de política econômica, fenômenos naturais e imprevisíveis, riscos de mercado e fatores de competitividade são os principais aspectos que moldam a análise deste aspecto de risco de crédito.

Quatro são os quesitos avaliados para apurar os riscos ligados ao "C" Condições:

Ambiente macroeconômico (geral) e setorial (especifico da empresa) Ambiente competitivo Dependência do Governo Informações sobre o mercado e os produtos

CAPITAL

Refere-se à situação econômica e financeira da empresa, no que diz respeito aos bens e recursos disponíveis para saldar débitos.

CONGLOMERADO

O “C” Conglomerado refere-se à análise não apenas de uma empresa específica que esteja pleiteando crédito, mas também ao exame do conjunto, do conglomerado de empresas no qual a pleiteante de crédito esteja contida.

Não basta conhecer a situação de uma empresa, é preciso que se conheça também suas empresas coligadas ou controladoras para se formar um conceito sobre a solidez do conjunto. Muitas vezes, o pedido de um empréstimo de uma empresa com boa situação financeira, será transferido para outras empresas em situação financeira precária ou até mesmo em fase falimentar.

COLATERAL

Trata-se do sexto "C" do crédito, referindo-se à garantia do empréstimo, ou seja, o que pode ser oferecido

por um tomador como um meio de compensar as fraquezas com relação aos outros "Cs".

Deve-se ter em mente que a garantia não deve justificar a concessão de um empréstimo.

As garantias mais comuns em operações de crédito são:

1 Garantia Fidejussória ou Pessoal

Do prefixo latino "fides", fé, sinceridade, crença, confiança, crédito, esse tipo de garantia está baseada na fidelidade do garantidor em cumprir a obrigação, caso o devedor não o faça e, de outro lado, na confiança do credor, no retorno de seu crédito, seja por parte do devedor ou por parte do garantidor.

Nessa garantia, os bens pessoais do garantidor respondem pelo cumprimento da dívida do devedor. Nesta categoria, estão o aval e a fiança.

Aval: Ato pelo qual alguém, pela aposição de sua assinatura no verso ou anverso de um título de crédito, declara-se responsável solidariamente com o devedor pelo pagamento da quantia expressa no título.

O novo Código Civil exige a autorização do cônjuge, casado sob o regime de comunhão

parcial e total de bens, para a prestação de aval, sob pena de invalidade das respectivas garantias.

No aval, o garantidor promete pagar a dívida, caso o devedor não o faça. Vencido o título, o credor pode cobrar indistintamente do devedor ou do avalista.

O aval é garantia tipicamente cambiária, ou seja, não vale em contrato, somente pode

ser passado em títulos de crédito.

Fiança Pessoal: É um contrato por meio do qual alguém, chamado fiador, garante o cumprimento da obrigação do devedor, caso este não o faça, ou garante o pagamento de uma indenização ou multa pelo não cumprimento de uma obrigação de fazer ou de não fazer do afiançado.

Por essa razão, algumas instituições financeiras, na concessão de crédito via contrato, ainda se utilizam de notas promissórias firmadas pelo devedor e avalizadas pelos garantidores.

Na fiança, existem três figuras distintas:

O Fiador: aquele que se obriga a cumprir a obrigação, caso o devedor não o faça;

O Afiançado: é o devedor principal da obrigação originária da fiança,

O Beneficiário: é o credor, aquele a favor do qual a obrigação deve ser cumprida.

A fiança, em relação ao crédito, representa uma obrigação subsidiária, ou seja, ela só

existe até o limite estabelecido e somente pode ser cobrada caso o devedor não

pague a dívida afiançada.

Para ser solidária, ou seja, para que o fiador possa ser compelido a pagar, independentemente de o devedor já ter ou não sido acionado para fazê-lo, deverá conter cláusula específica.

A fiança pode ser dada por qualquer pessoa capaz física ou jurídica. Quando o fiador, pessoa física for casado, é obrigatório o consentimento do cônjuge.

Na avaliação dos bens do(s) fiador (es) não se conta o bem de família único imóvel residencial por força da impenhorabilidade prevista na Lei 8009/90 e no Código Civil. Esse bem de família somente pode responder pela dívida se for recebido em garantia hipotecária.

2 Garantia Real

Como vimos na garantia pessoal, os bens gerais do garantidor asseguram o cumprimento da obrigação. Já na garantia real (do latim res=coisa), o devedor ou

garantidor destaca um bem específico que garantirá o ressarcimento do credor, na hipótese de inadimplência do devedor. Diante da hipótese de inadimplemento do devedor, o credor pode oferecer à venda o bem onerado, pagando-se com o preço obtido, devolvendo ao devedor a diferença entre o valor da dívida e o preço alcançado na venda.

Caso o preço da venda não baste para a liquidação da dívida, o devedor continua obrigado ao pagamento da diferença.

O credor com garantia real não necessita habilitar-se em concordata do devedor, visto

que o bem garantidor da operação já está destacado em sua garantia. Na hipótese de falência, vendido o objeto garantidor, primeiramente o credor é pago e, restando algum valor, é esse distribuído entre os credores quirografários. Se o valor da venda não for suficiente para o ressarcimento do credor, esse deverá habilitar-se no processo de falência pela diferença, na qualidade de credor quirografário.

PENHOR

Penhor Mercantil Contrato acessório e formal, em que o devedor, ou outra pessoa por ele, entrega ao credor um ou vários bens móveis, como garantia de obrigação.

O bem, objeto dessa garantia, obrigatoriamente fica na posse do banco ou de quem

este indicar como fiel depositário. A Propriedade é do devedor!

O contrato lastreado por garantia de penhor mercantil é levado a registro no Cartório

de Títulos e Documentos, para que surta os efeitos legais contra terceiros. A origem/propriedade do bem a ser penhorado é comprovada através de documentação

hábil.

De acordo com o Código Civil, extingue-se o penhor:

Extinguindo-se a obrigação;

Perecendo a coisa;

Renunciando o credor;

Confundindo-se na mesma pessoa as qualidades de credor e de dono da coisa;

Dando-se a adjudicação judicial, a remissão ou a venda da coisa empenhada, feita pelo credor ou por ele autorizada.

Penhor Rural No penhor rural as coisas empenhadas continuam em poder do devedor, que as deve guardar e conservar.

Constitui-se o penhor rural mediante instrumento público ou particular, registrado no Cartório de Registro de Imóveis da circunscrição em que estiverem situadas as coisas empenhadas.

Prometendo pagar em dinheiro a dívida, que garante com penhor rural, o devedor poderá emitir, em favor do credor, cédula rural pignoratícia, na forma determinada em lei especial.

Penhor Agrícola podem ser objetos de penhor: máquinas e instrumentos de agricultura; colheitas pendentes, ou em via de formação; frutos acondicionados ou armazenados; lenha cortada e carvão vegetal; e animais de serviço ordinário de estabelecimento agrícola.

Penhor Pecuário podem ser objetos de penhor os animais que integram a atividade pastoril, agrícola ou de laticínios.

ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA Obrigatória nos casos de financiamento do bem. É a

garantia representada pela transferência da propriedade resolúvel do bem móvel para

o credor fiduciante, ficando o devedor fiduciário na posse direta desse bem, na condição de fiel depositário, até o cumprimento total das obrigações.

Essa garantia veio resolver o problema das Sociedades Financeiras que, ao financiar a aquisição de bens móveis, utilizava-se de institutos obsoletos para garantir o pagamento da obrigação.

Para o credor, esse tipo de garantia trouxe a novidade de, caso o devedor não liquide sua obrigação no vencimento, poderá requerer a ação de busca e apreensão do bem alienado e, após se apossar desse, vendê-lo a terceiros, aplicando o valor de venda no pagamento de seu crédito.

No entanto, convém salientar que o credor não pode ficar com o bem objeto da garantia, devendo vendê-lo, utilizando-se do valor da venda na liquidação da operação.

HIPOTECA Direito real de garantia, constituído sobre imóvel do devedor ou de terceiros, sem tirá-lo da posse direta do proprietário, objetivando sujeitá-lo ao pagamento da dívida.

A hipoteca pode ser formalizada em um Instrumento à parte ou por cláusula adjeta a

contratos de empréstimos, mas em qualquer caso é obrigatória a averbação na matrícula do imóvel junto ao Cartório de Registro de Imóveis.

Quando o imóvel for de propriedade de pessoa física casada, é obrigatório o comparecimento de seu cônjuge na hipoteca.

Considerações finais sobre garantias

Finalmente, convém salientar que toda garantia é acessória de uma obrigação principal e que, portanto, com a extinção da obrigação principal, a garantia deixa de existir. Por outro lado, a garantia se prende somente à obrigação garantida, não podendo, por ato unilateral do credor se estender a outra obrigação, ainda que as partes sejam as mesmas.

Riscos da atividade bancária: a) de crédito; b) de mercado; c) operacional; d) sistêmico; e) de liquidez. Principais variáveis relacionadas ao risco de crédito: a) clientes; b) operação

Risco de mercado é o risco de que mudanças nos preços e nas taxas no mercado financeiro reduzam o valor das posições de um título ou de uma carteira. Com base em um índice ou carteira benchmark, de acordo, os riscos de mercado de um fundo normalmente são medidos. É O Risco da desvalorização de um ativo ou de uma empresa.

Por exemplo: Uma empresa vende ações, e estas ações tem um preço no mercado. Mas se de repente esta empresa começa a ter problemas em sua imagem, as ações começam a cair de preço. Isto é risco de mercado, pois há o risco do mercado diminuir o valor daquela ação.

Risco crédito é definido como sendo “risco de que uma mudança na quantidade do crédito de uma contraparte afetará o valor da posição de um banco”. Neste tipo de risco, pode-se enquadrá-lo a um fato quando uma contraparte não quer ou não pode cumprir com suas obrigações contratuais ou quanto que a contraparte sofre um rebaixamento por parte de uma agência classificadora.

O risco de liquidez compreende tanto risco de financiamento de liquidez quanto risco de liquidez relacionado às negociações. Risco de financiamento de liquidez se relaciona à capacidade de uma instituição financeira de levantar o caixa necessário para rolar sua dívida, para atender exigências de caixa, margem e garantias das contrapartes e (no caso de fundos) de satisfazer retiradas de capital. O Risco de Liquidez relacionado às negociações é o risco de que uma instituição não seja capaz de executar uma transação ao preço prevalecente de mercado porque não há, temporariamente, qualquer apetite pelo negócio “do outro lado” do mercado.

Exemplo: Eu comprei um apartamento por 120 mil, mas em 1 ano ele vale 300 mil, entretanto não tenho para quem vender, pois os possíveis compradores não tem capacidade financeira para comprar à vista, ou financiar o imóvel. Tenho um bem, mas não tem quem queira ou tenha dinheiro para comprar.

O Risco Operacional, por sua vez, se refere às perdas potenciais resultantes de sistemas inadequados, falha da gerência, controles defeituosos, fraude e erro humano". Relacionado ao risco operacional, existem vários casos de falhas operacionais relacionadas a uso de derivativos, caracterizadas por transações alavancadas, ao contrário das transações à vista. Um negociante pode fazer comprometimentos muito grandes em nome da instituição financeira, gerando exposições futuras enormes, utilizando pequeno volume de dinheiro.

O Risco Sistêmico é o risco do colapso do sistema financeiro, ou do colapso de pelo menos uma parte importante do sistema financeiro e não apenas de uma ou duas instituições financeiras, com implicações negativas significativas para a economia do país. A globalização aumentou a importância do risco sistêmico porque veio alargar o conjunto de fatores que podem dar origem ao risco sistêmico; este risco passou a poder resultar não só de problemas internos ao país mas também de acontecimentos vindos do exterior, como assistimos nos últimos anos com a crise do subprime ou a crise da divida soberana.

As agências de rating têm um papel importante no sistema financeiro porque a informação que produzem tem um uso generalizado, influenciando as decisões de um vasto conjunto de agentes econômicos e empresas que atuam no sistema financeiro. A crescente prática de desenvolver regulamentações que dependem dos ratings de crédito veio dar ainda mais importância às agências de rating.

Principais variáveis em relação ao risco do crédito

I - em relação ao devedor e seus garantidores:

a. situação econômico-financeira;

b. grau de endividamento;

c. capacidade de geração de resultados;

d. fluxo de caixa;

e. administração e qualidade de controles;

f. pontualidade e atrasos nos pagamentos;

g. contingências;

h. setor de atividade econômica;

i. limite de crédito.

II - em relação à operação:

a. natureza e finalidade da transação;

b. características das garantias, particularmente quanto à suficiência e liquidez;

Tipos de operações de crédito bancário (empréstimos, descontos, financiamentos e adiantamentos). Operações de Crédito Geral: a) crédito pessoal e crédito direto ao consumidor; b) desconto de duplicatas, notas promissórias e cheques pré-datados; c) contas garantidas; d) capital de giro; e) cartão de crédito.

Mercado de Crédito

O CDC Crédito Direto ao Consumidor Esta modalidade de crédito é a mais comum, pois é direcionada para diversas áreas, como: Automático, Turismo, Salário/ Consignação (30% da renda) e Sênior. Admite garantias reais ou fidejussórias, ou até mesmo sem garantias. Obs.: ainda existe o CDC-I que é quando o banco é o fiador ou avalista do cliente na operação. Ocorre bastante em financeiras.

Leasing o principal produto das Sociedades de Arrendamento Mercantil (S.A.M), logo não se trata de uma linha de crédito em si, mas uma prestação de serviços, uma vez que se trata de um ALUGUEL.

Operado por S.A.M. ou Bancos Múltiplos, é uma prestação de serviços em que o arrendador, cede o bem para o arrendatário, ou locatário, o qual faz uso do bem não tendo sua posse. Podendo, ainda, devolve-lo ou não no final. Residindo ai a principal vantagem para quem contrata por leasing.

ATENÇÃO! Os bens que podem ser arrendados são moveis ou imóveis, nacionais ou estrangeiros. Para os estrangeiros é necessário que estes estejam na lista do CMN.

O Leasing é dividido em dois tipos:

Financeiro

 

* Há a cobrança do VGR + Lucro

   

* Despesas por conta do ARRENDATÁRIO

* Prazo minimo de 2 anos para

bens com até 5 anos de vida util

*

Prazo minimo de 3 anos para

 

bens com vida útil superior a 5 anos

HOT MONEY

Operacional

* Não há VGR só lucro ( Máx 90% do valor do bem)

* Despesas com manutenção e seguros sao acertadas no contrato.

* Prazo minimo de 90 dias

* Prazo máximo de 75% da vida útil do bem.

Linha de crédito destinada a Pessoas Jurídicas Prazo de 1 até 29 dias, mas normalmente se contrata até 10 dias. Para sanar problemas momentâneos de fluxo de caixa.

Conta Garantida

Crédito voltado também para PJ. Caracteriza-se por um valor disponibilizado pelo banco ao cliente e uma conta de não livre movimentação, onde o mesmo só pode movimenta-la por cheque. Resumindo, é um saldo em uma conta que, caso o cliente não tenha fundos na sua conta corrente, esta conta cobre a emissão de cheques, desde que haja aviso prévio do saque.

CHEQUE ESPECIAL Crédito de caráter rotativo que se destina a cobrir emissão de cheques de clientes PF ou PJ que não tenham saldo disponível em sua conta. Estes valores ficam disponíveis para o cliente

movimenta-los com seus cheques, cartões, TED e DOC. Os juros são mensais e não há necessidade de amortização mensal do saldo devedor, bastando o cliente pagar os juros e IOF do período.

COMPROR E VENDOR FINANCE

O Compro Finance, consistem em mecanismo pelo qual a

empresa, pois geralmente PJ são os mais indicados a contratar esse tipo de linha de credito, compra uma grande quantia de um bem e pega um financiamento com seu banco, ao invés de comprar parcelado com a loja, pois possui juros mais elevados.

Já o Vendor Finance é a mesma sistemática anterior, mas desta

vez o Vendedor será o avalista ou fiador do Comprador, muitas vezes para diminuir a taxa de juros, para que o cliente não deixe

de comprar o bem. O vendedor se torna corresponsável pelo

empréstimo.

Adiantamentos

Consistem basicamente em adiantar ao cliente ou credor, um

valor referente a um crédito que este receberá somente em uma data futura. Logo, aquele crédito já contará no caixa do cliente

ou da empresa. O banco, por não ser mãe do cliente, cobra uma taxa de juros, que DIMUNUI do valor de face do título.

Exemplo: Um cliente possui um título, que tem valor de face, valor escrito, de R$ 1.000,00. De posse desse título o cliente vai até o banco e solicita ao banco que adiante a ele o valor referente àquele título. O banco cobra uma taxa de juros que diminui do valor de face do titulo um determinado valor, exemplo: o banco irá cobrar R$ 200,00 pela antecipação. Logo, o banco faz o crédito na conta do cliente no valor de R$ 800,00. O banco fica com a custódia do papel, e quando o devedor pagar o título, o banco ficará com o valor de R$ 1.000,00. Lucrando, assim, R$ 200,00 na operação. Esses títulos podem ser boleto, cartões de crédito, CHEQUES PRÉ-DATADOS, DUPLICATAS E NOTAS PROMISSORIAS.

Quando falamos de desconto de DUPLICATAS, CHEQUES OU NOTAS PROMISSÓRIAS, temos alguns detalhes:

Caso os títulos não sejam pagos pelo devedor, o banco tem direito de regresso contra o credor, ou cedente. Ou seja, se o devedor não pagar o banco vai atrás do cliente (credor), para que este efetue o pagamento ao banco.

Financiamentos para Capital de Giro

As linhas de crédito para capital de giro são basicamente voltadas para problemas de fluxo de caixa ou para compra de matéria prima e produtos acabados para revenda imediata. Vinculada a um contrato específico que fale sobre os prazos, taxas, valores e garantias necessárias e que atendem as necessidades das empresas. Geralmente seu prazo é de até 180 dias, ou seja, um empréstimo de curto prazo. Podem ter garantias duplicatas, notas promissórias ou aval. Os grandes bancos, também podem exigir, informalmente, que as sobras no caixa sejam aplicadas em fundos ou CDB, por exemplo.

Cartão de Crédito

As atividades de emissão de cartão de crédito exercidas por instituições financeiras estão sujeitas à regulamentação baixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central do Brasil, nos termos dos artigos 4º e 10 da Lei 4.595, de 1964. Todavia, nos casos em que a emissão do cartão de crédito não tem a participação de instituição financeira, não se aplica a regulamentação do CMN e do Banco Central.

Podem ser: Nacionais ou Internacionais, geralmente tem uma bandeira agregada, que é a instituição que permite as transações pelo mundo com o cartão.

Consistem, basicamente, em uma linha de crédito rotativo, onde compro com o cartão e posso pagar de uma só vez ou parcelado. Conforme for pagando minhas faturas o credito vai sendo liberado novamente.

Os bancos só podem cobrar cinco tarifas referentes à prestação de serviços de cartão de crédito: anuidade, emissão de segunda via do cartão, tarifa para uso na função saque, para uso do cartão no pagamento de contas e no pedido de avaliação emergencial do limite de crédito.

Importante!

Atualmente a valor mínimo para pagamento da fatura de cartão de credito é de 15%.

Circular 3512/2010 com alterações da 3563/2011

Art. 1º O valor mínimo da fatura de cartão de crédito a ser pago mensalmente não pode ser inferior ao correspondente à aplicação, sobre o saldo total da fatura, dos seguintes percentuais:

I - 15%, a partir de 1º de junho de 2011; (o que vale hoje!).

II - Revogado. (Revogado pela Circular nº 3.563, de 11/11/2011). (aqui ficavam os 20%)

§ 1º O disposto no caput não se aplica aos cartões de crédito cujos contratos prevejam pagamento das faturas mediante consignação em folha de pagamento. (Incluído pela Circular nº 3.549, de 18/7/2011.)

§ 2º As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco

Uma categoria de cartão de crédito chamada cartão básico

Resolução CMN 3919/2010

Esta categoria é a mais simples para os cartões de credito. Basicamente pode ser nacional ou internacional. Pode ter anuidade, desde que a mais barata. Não participa de programas de benefícios ou recompensas.

Operações de Crédito Especializado: a) Crédito Rural. Convênios de arrecadação/pagamentos (concessionárias de serviços públicos, tributos, INSS e folha de pagamento de clientes).

i) Conceito, beneficiários, preceitos e funções básicas.

O crédito Rural é uma linha de crédito barata, com taxas determinadas por legislação que buscam ajudar aos produtores rurais em suas atividades.

Beneficiários:

Produtor rural (pessoa física ou jurídica);

Cooperativa de produtores rurais; e

Pessoa física ou jurídica que, mesmo não sendo produtor rural, se dedique a uma das seguintes atividades:

a) pesquisa ou produção de mudas ou sementes fiscalizadas ou certificadas;

b) pesquisa ou produção de sêmen para inseminação artificial e embriões;

c) prestação de serviços mecanizados de natureza agropecuária, em imóveis rurais,

inclusive para proteção do solo;

d) prestação de serviços de inseminação artificial, em imóveis rurais;

e) medição de lavouras;

f) atividades florestais.

Cuidado! Sindicatos rurais estão fora!

Pode ser concedido, com finalidades especiais, crédito rural a pessoa física ou jurídica que se dedique à exploração da pesca e da aquicultura, com fins comerciais, incluindo-se os armadores de pesca. (Resolução BACEN 4.106/2012)

O tomador do crédito está sujeito à fiscalização da Instituição Financeira.

Da origem dos Recursos - Captação

Controlados: são controlados por Lei.

Caso os bancos descumpram, pagam multa e o valor desta multa vai para o custeio do credito rural.

a) os recursos obrigatórios (decorrentes da exigibilidade de depósito à vista);

b) os das Operações Oficiais de Crédito sob supervisão do Ministério da Fazenda;

c) os de qualquer fonte destinados ao crédito rural na forma da regulação aplicável,

quando sujeitos à subvenção da União, sob a forma de equalização de encargos

financeiros, inclusive os recursos administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES);

d) os oriundos da poupança rural, quando aplicados segundo as condições definidas

para os recursos obrigatórios;

e) os dos fundos constitucionais de financiamento regional;

f) os do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

Não controlados: todos os demais. O banco capta se quiser e empresta como quiser.

Quais são os limites de financiamento?

O limite de crédito de custeio rural, por beneficiário, em cada safra e em todo o Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), é de R$1.000.000,00 (um milhão de reais), devendo ser considerados, na apuração desse limite, os créditos de custeio tomados com recursos controlados, exceto aqueles tomados no âmbito dos fundos constitucionais de financiamento regional.

Nas operações de investimento, o limite de crédito é de R$350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais), por beneficiário/ano safra, em todo o Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), independentemente dos créditos obtidos para outras finalidades. Esse limite pode ser elevado para até R$1.000.000,00 (um milhão de reais) por beneficiário, observadas condições específicas.

ii) Finalidades: operações de investimento, custeio e comercialização; microcrédito urbano.

Os objetivos do credito rural são:

Estimular os investimentos rurais efetuados pelos produtores ou por suas cooperativas;

Favorecer o oportuno e adequado custeio da produção e a comercialização de produtos agropecuários;

Fortalecer o setor rural;

Incentivar a introdução de métodos racionais no sistema de produção, visando ao aumento de produtividade, à melhoria do padrão de vida das populações rurais e à adequada utilização dos recursos naturais;

Propiciar, pelo crédito fundiário, a aquisição e regularização de terras pelos pequenos produtores, posseiros e arrendatários e trabalhadores rurais;

Desenvolver atividades florestais e pesqueiras;

Estimular a geração de renda e o melhor uso da mão-de-obra na agricultura familiar.

Quais são as modalidades da operação?

Custeio: destina-se a cobrir despesas normais dos ciclos produtivos como aquisição de bens e insumos, suplemento do capital de trabalho, além de atender às pessoas dedicadas à extração de produtos vegetais. (é comprar insumos para plantar grãos, vegetais, etc.).

Investimentos: destina-se às aplicações em bens ou serviços, cujo desfrute se estenda por vários períodos de produção. (modernização)

Comercialização: destina-se a assegurar ao produtor ou cooperativas os recursos necessários à colocação de seus produtos no mercado, podendo compreender a pré-comercialização, os descontos de Nota Promissória Rural, Duplicatas Rurais e o Empréstimo do Governo Federal (EGF).

As garantias da operação:

Penhor agrícola, pecuário, mercantil, florestal ou cedular;

Alienação fiduciária;

Hipoteca comum ou cedular;

Aval ou fiança;

Seguro rural ou ao amparo do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro); (Isento de IOF)

Proteção de preço futuro da commodity agropecuária, inclusive por meio de penhor de direitos, contratual ou cedular;

Outras que o Conselho Monetário Nacional admitir.

Cuidado!

A Alíquota do IOF é ZERO, mas existe um IOF adicional de 0,38% sobre o Crédito Rural.

B) Crédito industrial, agroindustrial, para o comércio e para a prestação de serviços:

conceito, finalidades (investimento fixo e capital de giro associado), beneficiários.

Conceito Fomentar o desenvolvimento do setor industrial, promovendo a modernização, o aumento da competitividade, ampliação da capacidade produtiva e inserção internacional.

O que o Programa financia? Implantação, expansão, modernização, reforma e relocalização de empreendimentos industriais, inclusive do setor de mineração e indústrias vinculadas à economia da cultura, contemplando:

Investimentos, inclusive a aquisição de empreendimentos com unidades industriais já construídas ou em construção.

Capital de giro associado ao investimento.

Aquisição isolada de matérias-primas e insumos.

Aquisição de matérias-primas e insumos para fabricação de bens para exportação.

Público-alvo Empresas industriais privadas (pessoas jurídicas e empresários registrados na Junta Comercial), inclusive de mineração e da economia da cultura, constituídas sob as leis brasileiras. *Beneficiários de micro e pequeno portes e Microempreendedores Individuais (MEIs) poderão ser financiados, exclusivamente, por meio do Programa de Financiamento às Micro e Pequenas Empresas - FNE-MPE.

Prazos Fixados em função do cronograma físico-financeiro do projeto e da capacidade de pagamento do beneficiário, respeitados os prazos máximos a seguir:

Investimentos fixos e mistos - até 12 anos, incluídos até 4 anos de carência.

Matérias-primas, insumos e formação de estoques - até 24 meses, incluídos até 6 meses de carência.

Garantias As garantias serão, cumulativa ou alternativamente:

Fiança ou aval

Penhor

Alienação fiduciária

Hipoteca

Capital de Giro Associado

O capital de giro pode ser financiado, de forma associada ao investimento, em percentuais que variam de acordo com o porte do mutuário.

Títulos de capitalização. Planos de aposentadoria e de previdência privados. Seguros.

Previdência Complementar

Entidades Abertas

Condomínio Aberto

Tem fins lucrativos ( S/A)

Qualquer pessoa física ou jurídica pode aderir ao plano.

Os recursos são livremente movimentados pelo contribuinte.

Geralmente paga-se IGP-M + Juros

Prazo de entrada e saída livre.

Último dia útil do mês e semestralmente devem ser divulgados os balancetes e balanço geral.

PGBL e VGBL

SUBORDINADAS AO CNSP (ORGAO REGULADOR) E A SUSEP (FISCALIZADOR)

Ligados ao Ministério da Fazenda.

SUSEP (FISCALIZADOR)  Ligados ao Ministério da Fazenda. Os planos tem 2 tipos de taxas: 

Os planos tem 2 tipos de taxas:

Administração:

é a recompensa que o gestor recebe pelo seu

trabalho em administrar os recursos que você aplicou.

Carregamento: incide na entrada ou saída do fundo. A

rca com os

custos da empresa que administra a aplicação.

Sociedades de Capitalização

Constituídas sob a forma de sociedades anônimas, que negociam contratos (títulos de capitalização) que têm por objeto o depósito periódico de prestações pecuniárias pelo contratante, o qual terá, depois de cumprido o prazo contratado, o direito de resgatar parte dos valores depositados corrigidos por uma taxa de juros estabelecida contratualmente; conferindo, ainda, quando previsto, o direito de concorrer a sorteios de prêmios em dinheiro.

As sociedades de capitalização são instituições financeiras voltadas para:

Poupança programada e sorteios

Pagamento do Prêmio que visa cobrir: despesas Administrativas, Pagamento de prêmios aos sorteados e o rendimento do adquirente.

Os títulos são de longo prazo, com pouca liquidez e quando

resgatados antes do prazo, o cliente paga uma multa. O resgate antecipado do título acarreta uma perda de parte valor deixado pelo cliente. Os Títulos podem ser de pagamento ÚNICO ou MENSAL. E os prazos variam. Geralmente o rendimento é atrelado a um índice oficial.

Sociedades seguradoras

São entidades, constituídas sob a forma de sociedades anônimas, especializadas em pactuar contrato, por meio do qual assumem a obrigação de pagar ao contratante (segurado), ou a quem este designar, uma indenização, no caso em que advenha o risco indicado e temido, recebendo, para isso, o prêmio estabelecido.

O seguro

As partes da proposta de seguro:

Apólice: proposta formal aceita pela seguradora.

Endosso: poder que se tem de mudar o bem em garantia.

Prêmio: prestação paga periodicamente pelo segurado.

Sinistro: o valha meu Deus!

Indenização: valor que segurado recebe caso o sinistro ocorra.

Franquia: contribuição do segurado para liberação da indenização, é a coparticipação do segurado no prejuízo.

Dentro do mercado de seguros, nos temos dois grandes grupos de seguros:

Seguros de Acumulação:

Onde eu invisto um capital por um, determinado prazo e ao final, recebo o valor de volta, corrigido por um indexador de juros. Ex:

Previdência Complementar Aberta (PGBL, VGBL). Títulos de Capitalização.

Seguros de Risco:

São os famosos “valha

Esses seguros foram criados para o segurado contribuir com um valor, e

através dessa contribuição ele recebe uma indenização caso algum sinistro acontece com o bem segurado, que pode ser um bem material ou até mesmo a própria vida do segurado. Nessa modalidade, o segurado não recebe o valor de volta, mas sim uma indenização, caso um sinistro, um acidente, aconteça com o bem segurado, que pode ser inclusive a própria vida, ok? Ex: Vida, Auto, acidentes pessoais, saúde.

meu Deus” aconteceu.

O RESSEGURO OU RETROCESSÃO

O resseguro é o seguro das seguradoras.

É um contrato em que o ressegurador assume o compromisso de

indenizar a companhia seguradora (cedente) pelos danos que possam

vir a ocorrer em decorrência de suas apólices de seguro.

Para garantir com precisão um risco aceito, as seguradoras usualmente

repassam

parte

dele

para

uma

resseguradora

que

concorda

em

indenizá-las por eventuais prejuízos que venham a sofrer em função da

apólice de seguro que vendeu. O contrato de resseguro pode ser feito

para cobrir um determinado risco isoladamente ou para garantir todos

os riscos assumidos por uma seguradora em relação a uma carteira ou

ramo de seguros. O seguro dos riscos assumidos por uma seguradora é

definido por meio de um contrato de indenização. Os Resseguradores

fornecem proteção a variados riscos, inclusive para aqueles de maior

vulto

e

complexidade

que

são

aceitos

pelas

seguradoras.

Em

contrapartida,

a

cedente

(segurador

direto)

paga

um

prêmio

de

resseguro, comprometendo-se a fornecer informações necessárias para

análise, fixação do preço e gestão dos riscos cobertos pelo contrato.

Resumindo é o famoso me ajude minha joia! A seguradora fica com medo de dar um problema sério na apólice de seguro, ou o valor a indenizar ser alto demais, e acaba por tentar diminuir o risco, dividindo com uma resseguradora. É o seguro do Seguro!

O COSSEGURO

O cosseguro nada mais é do que pegar uma apólice de seguro e distribuí-la para mais de uma seguradora, ou seja, quando o risco é alto demais, as seguradoras dividem, entre elas, o risco daquela apólice, pois caso haja algum problema, o sinistro, o prejuízo é dirimido entre elas.

Entidades Fechadas

Fundos de Pensão!

Sem fins lucrativos (Sociedade Civil)

Constituída pelo Patrocinador ( empregador) e pelo Funcionário

Há contribuições paritárias entre os dois.

Podem ser uma sociedade civil ou uma fundação

Há o vinculo empregatício

Prazo de saída definido

Capitalização dos recursos em longo prazo.

SUBORDINADAS AO CNPC (REGULADOR) E A PREVIC (FISCALIZADOR).

Ligadas ao Ministério da Previdência Social.

Serviço de Compensação de Cheque e Outros Papéis. Cobrança. Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

Sistema de Pagamentos Brasileiro

Quando falamos de novo SPB, temos que lembrar três novidades:

1-

A criação do STR que ocasionou a criação da TED

2-

Limitação de R$ 4.999,99 para DOC

3-

Cobrança de taxa de 0,11% sobre cheques emitidos que sejam iguais ou superiores a R$ 5.000,00, para Pessoas Jurídicas.

Então resumindo, o NOVO SPB veio para dar mais segurança para o sistema financeiro do País, uma vez que seu gestor, o BACEN, tem a competência de fiscalizar e determinar quais são os Sistemas sistemicamente importantes, que merecerão maior atenção quanto a seus procedimentos.

O BACEN exige que as instituições financeiras tenham contas de reservas bancárias para poder operar no SPB, pois é destas contas que sai o dinheiro para pagar as operações do dia-a-dia. Lembrando que estas contas nunca podem estar negativas, pois suas transações só acontecem se existir saldo. Caso não haja saldo no momento da transação, a operação ficará aguardando, em uma fila de espera, fundos para poder ser executada. O BACEN também pode exigir garantias das Instituições Financeiras para que operem no SPB, e caso não tenham saldo nas contas, o BACEN pode executar essas garantias para pagar os compromissos assumidos.

Mas, cuidado!

Para algumas instituições existe essa exigência, são elas:

Bancos Múltiplos COM carteira Comercial

Bancos Comerciais

Caixas Econômicas

É Facultado ter essa conta aos:

Bancos de desenvolvimento, investimento, de câmbio, e bancos múltiplos SEM carteira comercial.

Para esses, caso não queiram ter essas contas de reservas bancárias, posto que seja caro mantê-las, estes podem abrir contas de Liquidação, que tem por objetivo a simples liquidação

de suas operações durante o dia. Essas contas, assim como as de reserva bancária não podem ter seu saldo negativo, inclusive devem fechar o dia com saldo ZERO, ou ligeiramente positivo, e essa sobra deve ser transferida para uma conta corrente de titularidade da instituição.

Essas contas de liquidação são obrigatórias para operadores de Câmaras de Compensação e liquidação, e de prestadores de serviços de compensação de sistemas considerados sistemicamente importantes.

Para os demais será facultativo, e nesses casos, esses podem firmar parcerias com instituições titulares de contas de reservas bancárias para operar por intermédio delas, mas sobre limites e condições preestabelecidas pelas titulares.

Resumindo:

\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\

Conta de reservas Bancárias.

Conta de Liquidação

 

Banco

Múltiplo

Com

 

Obrigatória

carteira comercial.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Banco Comercial Caixas Econômicas

Facultativa

Banco de desenvolvimento. Banco de investimento. Banco de Câmbio. Banco Múltiplo SEM carteira comercial.

Demais instituições autorizadas a funcionar pelo BACEN.

O SPB é um sistema macro, ou seja, é algo global, entretanto, dentro dele, existem subsistemas que operam e “fazem a coisa acontecer”.

Antes disso lembre-se das 2 formas de liquidação, ou seja, as formas como os pagamentos ocorrem:

1) LBTR- Liquidação Bruta em Tempo Real é a mais segura e rápida forma de liquidar, pois como o nome já diz, é “na hora”. É a forma pela qual o BACEN exige que as instituições financeiras operem com saldo na hora da operação.

O BACEN opera exclusivamente pelo LTBR, pois como gestor dá o

exemplo, e este sistema previne possíveis “calotes” das instituições financeiras, pois aos realizar uma operação o dinheiro sai imediatamente da conta do devedor e vai para a conta do credor. Caso não haja saldo no momento da operação, esta entra em uma fila de espera, aguardando possuir saldo suficiente para realizar a transação.

Lembre-se! Operações com LBTR são IRREVOGAVEIS e INCONDICIONAIS.

2) LDL Liquidação Defasada pelo valor Líquido que é uma forma não

muito segura de operacionalizar os pagamentos, mas que o BACEN ainda autoriza sua utilização para não ocasionar quebra no sistema financeiro, pois nem sempre as instituições tem grana para pagar tudo

na hora.

Esta forma de pagamento, ou liquidação, permite instituir transferências de fundos sem que haja efetivamente saldo na conta do devedor, ou seja, é uma transferência a descoberto. Mas o mesmo se compromete ao final do dia cobrir a transação.

Esta forma de liquidação ocorre para ajudar às instituições financeiras quanto ao seu encaixe financeiro, pois neste caso elas não precisam desembolsar a grana toda na hora, elas têm até o final do dia para poder captar esse dinheiro.

Para associar melhor, lembre que LDL parece aquele famoso mau colesterol, e mau colesterol não é bom, então o BACEN não gosta, ou seja, não opera via este instrumento, embora autorize as instituições financeiras a o fazerem.

De posse deste conhecimento vamos lembrar os principais sistemas e câmaras de compensação e liquidação, ou sistemas sistemicamente importantes, que operam no SPB.

Primeiro vamos dar uma olhada na Resolução 2882/2001 que fala sobre o sistema de pagamentos e as câmaras e os prestadores de serviços de compensação e de liquidação que o integram.

Art. 2º Sujeitam-se ao disposto nesta Resolução as câmaras e os prestadores de serviços de compensação e de liquidação que operam qualquer um dos sistemas integrantes do sistema de pagamentos, cujo funcionamento:

I - resulte em movimentações interbancárias

II - envolva pelo menos três participantes diretos para fins de liquidação, dentre

instituições financeiras ou demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco

Central do Brasil.

Parágrafo único. Para os efeitos desta Resolução, considera-se:

I - câmara de compensação e de liquidação: pessoa jurídica que exerce, em caráter principal, a atividade de que trata o caput;

II - prestador de serviços de compensação e de liquidação: pessoa jurídica que exerce, em caráter acessório, a atividade de que trata o caput;

III

parte contratante para fins de liquidação, no âmbito do sistema integrante do