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LITERATURA EM LÍNGUA PORTUGUESA

LINGUAGEM, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS

ENEM

TEORIA DA LITERATURA GÊNEROS E PERÍODOS LITERÁRIOS

Primeira

 

Pesquisa e elaboração:

Parte

Maria Betânia Diniz Ferreira

ALUNO(A):

 

Data: 08- 09- 2011

QUESTÃO 01

Durante o Humanismo desenvolveu-se uma nova concepção de vida: houve a defesa da reforma total do homem; acentuaram-se os valores do homem na terra, tudo o que pudesse tornar conhecido o ser humano; preocupou-se com o desenvolvimento da personalidade e da forma humana, das suas faculdades criadoras altamente expressivas no Renascimento; houve como objetivo atualizar, dinamizar e dar uma nova vida aos estudos tradicionais; empenhou-se em fazer a reforma educacional.

A partir das informações do texto, a obra de artes visuais que corresponde às ideias destacadas é:

A) Leonardo da Vinci

B) Pablo Picasso

C) Paul Gauguin

A) Leonardo da Vinci B) Pablo Picasso C) Paul Gauguin D) Giorgio de Chirico E) Giuseppe
A) Leonardo da Vinci B) Pablo Picasso C) Paul Gauguin D) Giorgio de Chirico E) Giuseppe
A) Leonardo da Vinci B) Pablo Picasso C) Paul Gauguin D) Giorgio de Chirico E) Giuseppe

D) Giorgio de Chirico

E) Giuseppe Arcimboldo

A) Leonardo da Vinci B) Pablo Picasso C) Paul Gauguin D) Giorgio de Chirico E) Giuseppe
A) Leonardo da Vinci B) Pablo Picasso C) Paul Gauguin D) Giorgio de Chirico E) Giuseppe

QUESTÃO 02

Os conectores são fundamentais para a ligação coerente e coesa entre as ideias para textos tanto informativos quanto literários. Na Crônica do livro “Escolha o seu sonho” – de Cecília Meireles – há emprego preciso de elos de ligação. Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la,

)

Ser livre é ir mais além: buscar outro espaço, outras dimensões, ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. Não viver obrigatoriamente entre quatro paredes. Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sono das crianças deseja ir. (Às vezes, certamente, quebra alguma coisa, no seu percurso…). Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!…) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de

vento!…

Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios

combater e certamente morrer por ela. Ser livre – como diria o famoso conselheiro… – é não ser escravo. (

elétricos, por isso perdeu a vida. E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos!…

De acordo com sentido no contexto, a avaliação dos conectivos está melhor designada em:

A) Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo

= explicação

B) Ser livre – como diria o famoso conselheiro – é não ser escravo

= comparação

1

C) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente

D) Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio

E) E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio,

= consequência = adversidade

QUESTÃO 03

= integrante

Eu

canto as armas e o varão que,

 

fugindo das *plagas de Tróia

OS LUSÍADAS (Luiz Vaz de Camões)

por injunções do Destino, instalou-se na Itália.

A

impulso dos deuses por muito

"As armas e os barões assinalados que, da Ocidental praia, lusitana, por mares nunca dantes navegados passaram ainda além da *Taprobana, E em perigos e guerras esforçados, Mais do que prometia a força humana, Entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram;" (1572 – Classicismo – Portugal)

– A

tempo nos mares e em terras vagou sob as iras de **Juno, guerras sem fim sustentou para as bases lançar da Cidade

– B

– A

– B

– A

e

ao ***Lácio os deuses trazer

– B

o

começo da gente latina, dos pais primevos

– C

os muros de Roma ****Altanados. Virgílio – Eneida, Antiguidade Clássica 29 a.C. a 19 a.C.

e

– C

Vocabulário *espaço terreno // **Esposa de Júpiter rainha dos deuses // *** Região da Itália // **** Elevados

Taprobana *limite de navegação

Comparando os textos de Virgílio e Camões é possível afirmar que:

A) o poeta latino lamenta insucessos do herói ao passo que o autor português só conta vantagens.

B) os poetas épicos consagram os feitos heroicos na tessitura das epopeias que os imortalizaram.

C) Virgílio fantasia, evocando a mitologia, enquanto Camões prefere o enfrentamento dos limites da realidade.

D) as conquistas dos heróis portugueses parecem mais exaltadas do que as proezas de Enéas.

E) tanto os portugueses como o troiano lograram a mesma ventura: conquistar a região do Lácio.

O grupo teatral FORA DO SÉRIO realiza uma adaptação da peça de GIL VICENTE

Gil Vicente, nascido provavelmente em 1470, é considerado o pai do teatro português. Sua obra, fundamentada no legado da cultura medieval, usa o medidor popular em jogos

o pai do teatro português. Sua obra, fundamentada no legado da cultura medieval, usa o medidor

de moralidade e farsa. Além disso, o teatrólogo mostra um espírito renascentista de prática, crítica, com a denúncia de irregularidades institucionais e aos vícios sociais.

>

Em O Auto da Barca do Inferno, é clara a intenção de

Gil Vicente em expor com sátira e despojamento os grandes vícios humanos. A forma encontrada para isso são as personagens – almas que chegam ao porto em busca do transporte para o outro lado: céu e inferno, dentro da visão católica e maniqueísta.

Gil Vicente interessa ao teatro Moderno devido a seus temas: moral, política, anseios, verdade e julgamento, presentes na adaptação do grupo teatral Fora do Sério. A nova montagem pode ser considerada uma tradução, na qual a essência e as características do original são milimetricamente respeitadas. Com o intuito de se preservar o humor do texto, a atualização de alguns personagens foi necessária. Daniel Vicente Sierdan

QUESTÃO 04 A figura que serve de ilustração à peça O AUTO DA BARCA DO INFERNO, de Gil Vicente, retrata qual personagem?

O

A) anjo – piloto da barca celestial

O

B) Fidalgo – nobre vaidoso

C) Sapateiro – negociante desonesto

O

O

D) Procurador – advogado corrupto

O

E) Diabo – piloto da barca do inferno

2

QUESTÃO 05 Segundo a sua leitura crítica da realidade contemporânea, bem como seu conhecimento sobre a peça O AUTO DA BARCA DO INFERNO, qual o tipo de personagem, de Gil Vicente, necessitou ser substituído para atualização e preservação do humor do texto.

A) O Diabo porque atualmente não se atribui crédito a crenças de forças malignas.

B) O Anjo porque a sociedade de hoje em dia não absorve bem conteúdos de misticismo.

C) O Frade porque a igreja hoje passou a ter menor importância em textos engajados.

D) O Corregedor (juiz) porque os membros da justiça na atualidade não admitiriam ser satirizados.

E) Os Cavaleiros cruzados porque as guerras santas, à moda medieval, estariam fora do contexto.

QUESTÃO 06

ALÉM DO HORIZONTE

Além do Horizonte Existe um lugar Bonito e tranquilo Pra gente se amar Além do horizonte deve ter Algum lugar bonito Pra viver em paz Onde eu possa encontrar

A natureza

Alegria e felicidade

Com certeza Lá nesse lugar

O amanhecer é lindo Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Com flores festejando Mais um dia que vem vindo Onde a gente pode Se deitar no campo Se amar na relva Escutando o canto Dos pássaros Aproveitar a tarde Sem pensar na vida Andar despreocupado Sem saber a hora De voltar

Bronzear o corpo Todo sem censura Gozar a liberdade De uma vida Sem frescura Se você não vem comigo Nada disso tem valor De que vale O paraíso sem o amor Se você não vem comigo Tudo isso vai ficar No horizonte esperando

Por nós dois (gravação atualizada por Jota Quest)

Roberto Carlos e Erasmo Carlos recriam um lugar ideal, de um ambiente campestre, calmo. Na Literatura, um grupo de escritores, no século XVIII, já havia defendido o bucolismo, a necessidade de revalorização da vida simples, em contato com a natureza.

Essa referência corresponde aos escritores do:

A) ROMANTISMO, para quem encontrar-se com a natureza significava alargar a sensibilidade.

B) CLACISSISMO, fugindo às exibições subjetivas e mantendo a neutralidade diante daquilo que era narrado; as referências à natureza eram feitas em terceira pessoa.

C) ARCADISMO, propondo um retorno à ordem natural, como na literatura clássica, na medida em que a natureza adquire um sentido de simplicidade, harmonia e verdade.

D) BARROCO, movimento que valorizava a tensão de elementos contrários, celebrando Deus

ou as delícias

da vida nas formas da natureza.

E) NEOCLASSICISMO, quando estes escritores se mostravam mais emotivos, transformando as palavras em símbolos dos segredos da alma. A natureza era puro mistério.

QUESTÃO 07 Um dos temas marcantes da poesia simbolista é a profundidade espiritual e pessoal, como ilustram os versos a seguir:

“Ninguém anda com Deus como eu ando, Ninguém segue os seus passos como eu sigo, Não bendigo a ninguém e nem maldigo:

Tudo é morte num peito miserando.

Vejo o sol, vejo a luz e todo bando Das estrelas no olímpico jazigo. A misteriosa mão de Deus o trigo, que ela Plantou aos poucos aos poucos vai ceifando.”

Alphonsus de Guimarães

O comentário adequado a estes versos é

A) a delicadeza equivale à essência poética.

B) a crença religiosa leva à melancolia.

C) a ternura é simétrica à fé verdadeira.

D) a religiosidade com elemento poético.

E) a evasão nos votos beatos.

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A Carta de Caminha – texto do período colonial: Quinhentismo

 

Desenho da edição ilustrada de A Carta de Caminha

“A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir

Poliana Asturiano - 2000

Poliana Asturiano - 2000

ou deixar de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca

disso são de grande inocência

Ambos traziam o beiço de baixo furado

e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma travessa, e da grossura de um fuso de algodão, agudo na ponta como um furador. Metem-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o

beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez. E trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa, nem Ihes põe estorvo no falar, nem no comer e beber. Os cabelos são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta antes do que sobrepente, de boa grandeza, rapados, todavia, por cima das orelhas. E um deles trazia por baixo da solapa, de fonte a fonte, na parte detrás, uma espécie de cabeleira, de penas de ave amarela, que seria do comprimento de um coto, mui (muito) vasta e mui cerrada, que lhe cobria uma confeição branda como cera (mas não era cera), de maneira tal que a cabeleira era mui redonda e mui basta, e mui igual, e não fazia míngua mais lavagem para a levantar ” (A Carta, Pero Vaz de Caminha)

QUESTÃO 08 A Carta de Caminha – documento histórico literário – é de importância crucial para entendermos um sobre o indígena com quem os portugueses fizeram seus primeiros contatos.

 

Sobre as impressões escritas por Caminha podemos deduzir que:

 

o texto de A Carta, marco do descobrimento do Brasil, mostra um choque de cultura entre o observador homem observado.

A)

B) Caminha hesitou em revelar ao rei que os primitivos andavam nus, em respeito ao pudor da majestade.

C) a descrição dos ornamentos que o índio utilizava está revestida de ironia e até deboche por parte do

 

escrivão português.

D) o escrivão mantém uma linguagem objetiva para evitar julgamentos parciais acerca do gentio que observa e descreve ao rei português.

E) o escrivão entendeu os costumes do índio como naturais, por isso amenizou-lhes o lado exótico.

QUESTÃO 09 Na imagem desenhada por Poliana Asturiano há detalhes que o texto de Pero Vaz de Caminha confirma, segundo revelam todas as passagens, EXCETO:

A)

Os

cabelos são corredios

B) uma

espécie de cabeleira, de penas de ave

C) entre

o beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez.

 

D)

Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro

E)

E

andavam tosquiados, de tosquia alta antes do que sobrepente

QUESTÃO 10

Os articuladores de sentido empregados em textos narrativos e descritivos, como A Carta se Caminha, são essenciais para a coesão, coerência e compreensão da mensagem.

O termo entre colchetes NÃO é adequado ao sentido da expressão grifada, que substituiu em:

A)

cabelos

rapados, todavia, por cima das orelhas

= [ entretanto ] ”

= [ que nem ]

=

B) osso

C) cabeleira mui cerrada, que lhe cobria uma confeição branda

verdadeiro, agudo na ponta como um furador

[ a qual ]

D) Acerca disso são de grande inocência

=

[ Sob ]

E) E

trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa

= [ de modo que]

QUESTÃO 11

Observe a obra de Michelangelo Buonarroti

A Criação de Adão, afresco pintado por Michelangelo Buonarroti, por volta de 1511, figura no teto da Capela Sistina. A cena representa um episódio do Livro do Gênesis no qual Deus cria o primeiro homem: Adão.

4

A Criação de Adão Michelangelo Buonarroti, 1511 VATICANO
A Criação de Adão
Michelangelo Buonarroti,
1511 VATICANO

O que predomina na obra de Michelangelo Buonarroti, se considerarmos o pensamento Renascentista e o modo como repercutiu na arte, é

A) o renascimento apoiado nas ideias antropocêntricas de valorização do homem como um ser de explicação somente racional.

D) o barroco que permitiu a mesclagem entre razão e emoção a partir da recriação de preceitos religiosos.

B) o iluminismo pela valorização dos conceitos referentes à inteligência do homem criado à imagem e à semelhança de Deus.

C) o antropocentrismo mesclado à espiritualidade, para alinhar Deus e o homem, aqui representado por Adão.

E) o teocentrismo puro como orientação humana, para recuperar os caminhos da espiritualidade – a necessidade mais essencial do ser humano

QUESTÃO 12

Maurício de Souza e sua equipe de auxiliares trabalharam no projeto História em Quadrões", que
Maurício de Souza e sua equipe
de auxiliares trabalharam no
projeto História em Quadrões",
que originou as releituras ou
paródias de vários quadros
famosos. O projeto é fabuloso,
com releituras das obras de
vários artistas; como
em A criação do Cebolinha,
1992. Acrílico sobre tela.

Maurício de Souza, na produção de sua obra, que se baseia no original de Michelangelo Buonarroti, emprega como recurso artístico

A) a paráfrase tornando a obra de Michelangelo Buonarroti mais conhecida.

B) a contextualização da arte em uma outra dimensão de base ideológica.

C) a simbologia já que endossa o sentido metafórico da fé católica.

D) a apropriação porque utiliza-se da técnica intertextual para recriar uma obra precedente.

E) a paródia porque é uma reprodução ideológica do original que serviu como base.

Leia e releia atentamente o texto verbal e a imagem a seguir

Texto 1: Prosa Sacra Barroca

Antônio Vieira, Sermão da Sexagésima

“ As palavras que tomei por tema o dizem: (A semente é a palavra de Deus.) Sabeis, Cristãos, a causa por

que se faz hoje tão pouco fruto com tantas pregações? É porque as palavras dos pregadores são palavras, mas não são palavras de Deus. Falo do que ordinariamente se ouve.A palavra de Deus (como diria) é tão poderosa e tão eficaz, que não só na boa terra faz fruto, mas até nas pedras e nos espinhos nasce. Mas se as palavras dos pregadores não são palavras de Deus, que muito que não tenham a eficácia e os efeitos da palavra de Deus? Diz o Espírito Santo: «Quem semeia ventos, colhe tempestades». Se os pregadores semeiam vento, se o que se prega é vaidade, se não se prega a palavra de Deus, como não há a Igreja de ”

Deus de correr tormenta, em vez de colher fruto?

5

Texto 2: Soneto Sacro Barroco do poeta Gregório de Matos Guerra BUSCANDO A CRISTO

A vós correndo vou, braços sagrados, Nessa cruz sacrossanta descobertos Que, para receber-me, estais abertos, E, por não castigar-me, estais cravados.

A vós, pregados pés, por não deixar-me,

A vós, sangue vertido, para ungir-me,

A vós, cabeça baixa, p'ra chamar-me

A vós, divinos olhos, eclipsados De tanto sangue e lágrimas abertos, Pois, para perdoar-me, estais despertos, E, por não condenar-me, estais fechados.

A vós, lado patente, quero unir-me,

A vós, cravos preciosos, quero atar-me,

Para ficar unido, atado e firme.

QUESTÃO 13

A intenção de Antônio Vieira, revelada no Texto 1: Prosa Sacra Barroca, do gênero sermão, é

A) afirmar que a soberania da Igreja Católica está no modo de pregar do clero.

B) apontar a relevância de palavras pregadas com vaidade e requinte.

C) convencer de que somente ele sabe pregar a verdadeira palavra de Deus.

D) investigar os motivos da pouca eficácia das pregações religiosas em seu tempo.

E) exibir que para ele não há obstáculos que o impeça de ser um grande pregador.

QUESTÃO 14

A partir da comparação entre os textos 1 e 2 apenas é impróprio afirmar que:

A) “Quem semeia ventos, colhe tempestades” é um provérbio acrescentado à argumentação de Vieira para convencer o ouvinte / leitor a fazer orações.

B) o soneto de Gregório de Matos reforça a orientação teocêntrica do Barroco, dado que se reflete, sobretudo, no sermão de Antônio Vieira

C) a mensagem de fé do Barroco costumava recorrer à hipérbole devido ao exagero da significação como ”

D) segundo o sermonista, se a igreja de Deus contava com poucas adesões a culpa se devia às más

pregações dos sacerdotes.” E) a semente é a palavra de Deus, e essa palavra – segundo Antônio Vieira – tem efeito sobre os homens,

no verso: “A vós, sangue vertido, para ungir-me

como indica o verso: “para perdoar-me, estais despertos

0riginal: Evolução Humana APROPRIAÇÃO: “Para evoluir é preciso investir na educação.” = autor: Rios
0riginal: Evolução Humana
APROPRIAÇÃO: “Para evoluir é preciso investir
na educação.” = autor: Rios
http://arquivom.files.wordpress.com/2008/10/evolucao_
humana.jpeg
http://radioloandafm.files.wordpress.com/2008/09/
charge-educacao.jpg
QUESTÃO15

A interpretação conveniente às imagens observadas implica considerar que

A) educar para evoluir é a mensagem comum às duas produções em análise.

B) o desenho original da evolução humana é a base intertextual para a nova produção de Rios.

C) a teoria da evolução humana está ilustrada para tornar-se incontestável.

D) evoluir primeiro para educar depois é a mensagem centram do cartum.

E) o cartum produz um discurso pretensioso e ambíguo.

QUESTÃO 16 (UFMG) Em qual item há correspondência para o seguinte pensamento extraído da obra GRANDE SERTÃO:

VEREDAS, de João Guimarães Rosa: (

“Coração

mistura amores

”)?

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A)

“Diadorim, meu amor, põe o pezinho em cera branca, que eu rastreio a flor de tuas passadas ”

Como eu podia dizer aquilo? Um Diadorim só para mim. Tudo tem seus mistérios

meu amor

Diadorim

“dava B)

amor por mim existia nas Serras dos Gerais

Otacília, ela queria viver ou morrer comigo. Em ”

Diadorim, penso também mas Diadorim é a minha neblina

C) “Meu corpo gostava de Diadorim. Estendi a mão, para as suas formas, mas os olhos dele não me ”

D) “o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na idéia, querendo e

deixaram

Eu não sabia

Mas com a minha mente eu abraçava com meu corpo aquele Diadorim

ajudando; mas, quando é destino, maior do que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e

é um só facear com as surpresas

Amor desses, cresce primeiro; brota é depois

E) ”Viesse,

viesse, vinha para me obedecer. Trato? Mas trato de iguais com iguais. Primeiro, eu era que dava

a ordem. E ele vinha para supilar o ázimo do espíri-to da gente?

QUESTÃO 17

Leia as estrofes do poeta simbolista CRUZ E SOUSA

Clâmides frescas, de brancuras frias, Finíssimas dalmáticas de neve Vestem as longas arvores sombrias, Surgindo a Lua nebulosa e leve

Os versos SIMBOLISTAS revelam, principalmente

Névoas e névoas frígidas ondulam Alagam lácteos e fulgentes rios Que na enluarada refração tremulam Dentre fosforescências, calafrios

A

) a preferência simbolista pelos aspectos ambíguos da natureza, contemplada à distância.

B

) a utilização de recursos linguistico com efeitos de sonoridade e sugestão múltipla de cores.

C)

a fusão entre sensações e sentidos que se harmonizam no pensamento poetico.

D

) a presença marcante da dissimuIação para expressar o gosto pelo vago e obscuro.

E)

a reinvenção da realidade para idealizar a natureza, refúgio do poeta inconformado com a vida terrena.

Jean François Millet (1814-1875) Roger MacPhail As Respigadoras do Trigo http://www.google.com.br/images q = Roger
Jean François Millet (1814-1875)
Roger MacPhail
As Respigadoras do Trigo
http://www.google.com.br/images q = Roger
+MacPhail +CHARGE

QUESTÃO 18

A Pintura realista “ As respigadoras”, provavelmente a obra mais famosa de Jean François Millet, ilustra um

direito concebido aos camponeses mais pobres: recolher as espigas de trigo esquecidas após a colheita em terras de patrões. A charge, de MacPhall, em comparação com as informações sobre a pintura de Jean François Millet, leva a conclusão de que

A) a recriação de Roger MacPhail contesta a intenção apenas ilustrativa do pintor em relação ao trabalho

explorado das respigadeiras.

B) o desconhecimento, por parte do leitor, do quadro original Jean-François Millet não altera a compreensão da imagem do chargista.

C) a pintura de Millet endossa o ideal de vida mais amena no campo em detrimento do desemprego na cidade grande como reflete a charge.

D) o conhecimento prévio e o contexto histórico da pintura realista de que se apropria MacPhail é essencial à interpretação da charge de tema social.

E) o desenho moderno é revolucionário e crítico porque rejeita o trabalho humilde do campo, pois prefere a região urbana.

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7

Trecho do conto ANTES DO BAILE VERDE, Lygia Fagundes Telles, pertence ao GÊNERO NARRATIVO:

“Você terá o pôr-do-sol mais belo do mundo. Ela sacudia a portinhola.

— Boa noite, Raquel.

— Chega, Ricardo! Você vai me pagar!

agarrá-lo. — Cretino! Me dá a chave desta porcaria, vamos! — exigiu, examinando a fechadura nova em folha.

Examinou em seguida as grades cobertas por uma crosta de ferrugem. Imobilizou-se. Foi erguendo o olhar até

a chave que ele balançava pela argola, como um pêndulo. Encarou-o, apertando contra a grade a face sem cor. Esbugalhou os olhos num espasmo e amoleceu o corpo. Foi escorregando

— Não, não

Voltado ainda para ela, ele chegara até a porta e abriu os braços. Foi puxando as duas folhas escancaradas.

— Boa noite, meu anjo.

Os lábios dela se pregavam um ao outro, como se entre eles houvesse cola. Os olhos rodavam pesadamente

numa expressão embrutecida.

— Não

Guardando a chave no bolso, ele retomou o caminho percorrido. No breve silêncio, o som dos pedregulhos se entrechocando úmidos sob seus sapatos. E, de repente, o grito medonho, inumano:

— NÃO!

Durante algum tempo ele ainda ouviu os gritos que se multiplicaram, semelhantes aos de um animal sendo estraçalhado. Depois, os uivos foram ficando mais remotos, abafados como se viessem das profundezas da

terra. Assim que atingiu o portão do cemitério, ele lançou ao poente um olhar mortiço. Ficou atento. Nenhum ”

ouvido humano escutaria agora qualquer chamado (Conto extraído do livro ANTES DO BAILE VERDE, de Lygia Fagundes Telles, 1999. Editora Rocco, RJ.)

- gritou ela, estendendo os braços por entre as grades, tentando

QUESTÃO 19

O recurso linguístico empregado por Lygia Fagundes Telles está identificado de modo correto em

A) “Me dá a chave desta porcaria, vamos!” = ORALIDADE

B) “a chave que ele balançava pela argola, como um pêndulo.” = COMPARAÇÃO

C) “Você terá o pôr-do-sol mais belo do mundo.” = HIPÉRBOLE

D) “Nenhum ouvido humano escutaria agora qualquer chamado.” = DENOTAÇÃO

E) “Voltado ainda para ela, ele chegou até a porta e abriu os braços.” = COLOQUIALISMO

QUESTÃO 20

A autora induz os leitores a concluir que Ricardo planejou seu “crime”: aprisionar Raquel entre as grades de

um jazigo, monumento funerário que serve de sepultura. O detalhe que nos leva a acreditar que o plano dele foi premeditado é

A) “a fechadura nova em folha”

B) “a chave que ele balançava pela argola”

C) “as grades cobertas por uma crosta de ferrugem”

D) “o grito medonho, inumano”

E) “lançou ao poente um olhar mortiço”

Leia o fragmento de QUERERES

Caetano Veloso

 

Onde

queres revólver, sou coqueiro

Onde queres o sim e o não, talvez

 

E

onde queres dinheiro, sou paixão

Onde queres o lobo, eu sou o irmão

Onde queres descanso, sou desejo

E

onde queres cowboy, eu sou chinês

E

onde não queres nada, nada falta

Ah! Bruta flor do querer Ah! Bruta flor, bruta flor

E

onde voas bem alto, eu sou o chão

E

onde pisas o chão, minha alma salta

onde queres um conto, o mundo inteiro Onde queres quaresma, fevereiro Onde queres o ato, eu sou espírito

E

ganha liberdade na amplidão Onde queres família, sou maluco

E

E

onde queres romântico, burguês

onde queres ternura eu sou tesão Onde queres o livre, decassílabo

E

Onde queres Leblon, sou Pernambuco

QUESTÃO 21 Considerando que a concepção do Barroco repercute no modernismo brasileiro proceda à análise da letra da música Quereres, de Caetano Veloso, que melhor se interpreta em:

A) A repercussão do barroco está no jogo de metáforas e símiles predominam na linguagem figurada da música popular brasileira.

B) No verso “Onde queres o livre, decassílabo”, a palavra decassílabo tem sentido literal de verso medido.

C) O compositor critica a instabilidade dos barrocos e seus contrastes no verso Ah! Bruta flor do querer.

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A palavra fevereiro em oposição à quaresma evoca a alegria que é trazida por uma festa típica da cultura brasileira: o carnaval.

D)

E) Caetano Veloso renega as instabilidades do comportamento humano, pois sugere que a harmonia é melhor para o relacionamento amoroso.

QUESTÃO 22 A avaliação estilística do texto QUERERES, de Caetano Veloso, admite a associação que se segue em:

A) Construir-nos dulcíssima prisão

B) Eu queria querer-te e amar o amor

C) Onde queres o lobo, eu sou o irmão

D) E onde a pura natura, o inseticídio

E) Ah! Bruta flor do querer

= ANTÍTESE

= SINESTESIA

= SÍMILE

= PLEONASMO

= PARADOXO

QUESTÃO 23

Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas “Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida cria primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação.”

A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador ao romantismo está transcrita em:

A) o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas

B) era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça

C) Era

D) Naquele

E) o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação

bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno

tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos

Original da Canção do Exílio, de Gonçalves Dias Gênero Quadrinhos – de Caulos Minha terra
Original da Canção do Exílio,
de Gonçalves Dias
Gênero Quadrinhos – de Caulos
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá ;
As aves que aqui gorjeiam ,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas ,
Nossas várzeas têm mais flores ,
Nossos bosques têm mais vida ,
Nossa vida mais amores.
Em cismar , sozinho , à noite ,
Mais prazer encontro eu lá ;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Minha terra tem primores ,
Que tais não encontro eu cá ;
Em cismar – sozinho , à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras ,
Onde canta o sabiá .
Não permita Deus que eu morra ,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá ;
Sem qu’inda aviste as palmeiras ,
Onde canta o sabiá.

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QUESTÃO 24 O humorista Caulos fez o sabiá dos versos saudosistas, de Gonçalves dias, migrar do Romantismo para a denúncia ecológica, no grafismo leve e tocante do exílio de sua própria palmeira. Sobre o processo de composição literária que corresponde ao empregado nos quadrinhos pode afirmar-se que

A) remete ao conceito de apropriação indevida, pois modifica muito o original.

B) evoca a tradição poética do romantismo como uma fonte metalinguística.

C) cria-se um produto de crítica e protesto em relação ao romantismo de que se apropriou

D) implica o recurso da paráfrase em apoio à ideologia do saudosismo romântico.

E) relaciona-se com o processo intertextual da paródia, com apropriação livre.

QUESTÃO 25 Gonçalves Dias consolidou o romantismo no Brasil. Sua "'Canção do exílio" pode ser considerada tipicamente romântica porque

A) apoia-se nos cânones formais da poesia clássica greco-romana.

B) exalta terra natal de forma nostálgica e saudosista.

C) utiliza-se do verso livre, como ideal de liberdade criativa.

D) poesia e música se confundem, como artifício simbólico.

E) refere-se à vida com descrença e tristeza.

QUESTÃO 26 Em “Canção do exílio”, o poeta Gonçalves Dias, exprime-se de acordo com primeira fase do romantismo de modo a

A) evidenciar a musicalidade do verso pelo uso de aliterações.

B) empregar uma linguagem é hermética, erudita.

C) apresentar visão nacionalista de exaltação dos valores da pátria.

D) usar com parcimônia as formas pronominais de primeira pessoa.

E) utilizar-se do exílio como o meio adequado de evasão da realidade.

QUESTÃO 27

CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA

Oswald de Andrade

Modernismo

Minha terra tem palmares, onde gorjeia o mar; Os pássaros daqui Não cantam como os de lá. Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha Terra tem mais terra

Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá. Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá. Não permite Deus que eu morra Sem que volte pra São Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de São Paulo.

Canto de regresso à pátria, de Oswald de Andrade, é um poema do modernismo inicial que revela

A) uma paródia contestadora em sentido crítico.

B) um endosso da visão romântica em reescrita moderna.

C) uma ironização do tema natureza, com ironia.

D) um apoio ao nacionalismo ufanista do romantismo.

E) uma reação de humor, com desprezo pela urbanização.

QUESTÃO 28

Leia o Comentário sobre o Naturalismo Brasileiro

O movimento literário NATURALISTA aproximou ao máximo a produção literária dos modelas científicos de análise da realidade, Entretanto, ultrapassou o caráter científico ao denunciar a corrupção dos valores burgueses, ou caracterizar as lutas das classes e discrepâncias sociais. Os naturalistas reagiram contrariamente aos adeptos da concepção da arte pela arte (parnasianos), pois sempre pretenderam estabelecer uma associação direta entre o objeto artístico e a realidade social. Em tese, eram detectadas as mazelas da sociedade – configurada a miséria da raça – com o objetivo de promover reformas sociais e melhorar as condições de vida das populações marginalizadas.

As tendências do estilo naturalista apenas podem ser identificadas no que se afirma em:

A) Retornar à expressão linguística tradicional para captar os anseios da sociedade conservadora.

10

B) Expor e denunciar as mazelas sociais, para eliminar o efeito moralizador sobre a realidade abordada.

C) Eleger a realidade brasileira como tema central da prosa literária e fixar o drama de nossa estrutura social colonizada.

D) Valorizar o conceito de arte pela arte, que a importância da expressão se sobrepõe às ideias do artista.

E) Conceber a realidade com base no idealismo, para compor a sociedade que se deseja reformar.

POR: DIEGO FAGUNDES RETRATO DO ARTISTA QUANDO COISA Borboletas já trocam as árvores por mim
POR: DIEGO FAGUNDES
RETRATO DO ARTISTA QUANDO COISA
Borboletas já trocam as árvores por mim
Insetos me desempenham
Já posso amar as moscas
Como a mim mesmo
Os silêncios me praticam
De tarde um dom de latas velhas
Se atraca em meu olho
Mas eu tenho o predomínio por lírios
Plantas desejam a minha boca
Pra crescer por cima
Sou livre para o desfrute das aves
Dou meiguice aos urubus
sapos desejam ser-me
Quero cristianizar as águas
Já enxergo o cheiro do sol.
http://www.mafua.ufsc.br/numero11/mafua11.html
MANOEL DE BARROS

QUESTÃO 29

O texto da obra Retrato do Artista Quando Coisa, de Manuel de Barros, permite deduzir que:

A) a ausência de pontuação compromete a transmissão do sentido figurado.

B) a humanização de elementos é exemplo da expressividade do sentido denotativo da poética.

C) o verso “Quero cristianizar as águas” sintetiza a devoção do eu-poético pela natureza.

D) o eu lírico revela a tendência à meditação que confessa no verso “Os silêncios me praticam.”

E) a natureza e mais um pretexto para que o eu-poético, emissor do poema, persuada o receptor.

QUESTÃO 30

A afirmativa incorreta sobre o poema e a imagem que o ilustra está no item:

A) No verso “Plantas desejam a minha boca” o poeta confessa sua preferência pela poesia contemporânea das imagens óbvias.

B) “Já posso amar as moscas / Como a mim mesmo” – remete a um dizer da Bíblia: “amar o próximo como a ti mesmo”, por isso é um intertexto.

C) Na imagem do endereço eletrônico, a figura do artista Diego Fagundes desenhado a si mesmo traz o

recurso da metalinguagem.

D) “Já enxergo o cheiro do sol.” – contém uma sinestesia, pois mescla a percepção visual com a olfativa.

E) há mesclagem de linguagem padrão gramatical com registro coloquial nos versos do poeta pós-moderno.

Texto extraído da Carta de Padre Antônio Vieira a El Rei D. Afonso VI

“As injustiças e tiranias, que se têm executado aos naturais destas terras, excedem muito às que se fizeram se destruíram, por esta costa e sertões, mais de dois milhões de índios, e mais de quinhentas povoações como grandes cidades, e disso nunca se viu castigo. Aproximadamente, no ano de 1655,

cativaram-se (pôr em cativeiro) no rio das Amazonas dois mil índios, entre os quais muitos eram amigos e

aliados dos portugueses, tudo contra a disposição da lei que veio naquele ano a este Estado (

e também não

houve castigo: e não só se requer diante de Vossa Majestade a impunidade destes delitos, senão licença para

os continuar (

Maranhão. Isto, Senhor, é heresia ”

Dirão porventura que destes cativeiros depende a conservação e o aumento do Estado do

)

)

(Padre Antônio Vieira, Carta escrita em 1667)

11

COMENTÁRIO: O texto de Antônio Vieira – autor Barroco atuante na causa de defesa ao
COMENTÁRIO:
O texto de Antônio Vieira – autor Barroco atuante na causa
de defesa ao indígena – confirma-se na imagem do padre
junto aos índios. As palavras de Vieira ganham
confirmação devido aos rumos da História da colonização
no Brasil, violenta contra os índios. Assim, a passagem da
Carta de Caminha pôde ser tomada como uma ironia
histórica: (“
parece-me
que será salvar esta gente”.)
Gravura padre Vieira catequizando índios.

QUESTÃO 31 Apenas NÃO é uma denúncia contida na carta de padre Antônio Vieira o que está escrito em:

A) a impunidade de crimes praticados pelos povos indígenas.

B) as matanças de índios em diversas regiões da colônia.

C) as tiranias e injustiças praticadas contra nativos na era de 1600.

D) a covardia de meter os indígenas em cativeiro no rio Amazonas.

E) as crueldades contra os nativos pareciam autorizadas pela Coroa Portuguesa.

QUESTÃO 32

O termo destacado no texto Carta de Padre Antônio Vieira a El Rei D. Afonso VI (

castigo”

A) ao pouco tempo gasto na matança de índios.

B) à condenação ao fim das quinhentas povoações indígenas.

C) à destruição ecológica de toda a costa e do sertão.

D) aos abusos gerais contra o indígena, descritos em toda a sentença.

E) ao descaso de D. Afonso VI pelo cumprimento das leis de proteção ao índio.

)

é um pronome demonstrativo que se refere

“e disso nunca se viu

Atenção para a leitura prévia

A MENINA DE LÁ

E, vai, Nhinhinha adoeceu e morreu. Diz-se que da má água desses ares. Todos os vivos atos se assam longe demais. Desabado aquele feito, houve muitas diversas dores, de todos, dos de casa: um de repente enorme. A Mãe, o Pai e Tiantônia davam conta de que era a mesma coisa que se cada um deles tivesse morrido por metade. E mais para repassar o coração, de se ver quando a Mãe desfiava o terço, mas "

– com toda

em vez das ave-marias podendo só gemer aquilo de – "Menina grande

ferocidade. E o Pai alisava com as mãos o tamboretinho em que Nhinhinha se sentava tanto, e em que ele mesmo se sentar não podia, que com o peso de seu corpo de homem o tamboretinho se quebrava. Agora, precisavam de mandar um recado, ao arraial, para fazerem o caixão e aprontarem o enterro, com acompanhantes de virgens e anjos. Aí, Tiantônia tomou coragem, carecia de contar: que, naquele dia, do

arco-íris da chuva, do passarinho, Nhinhinha tinha falado despropositado desatino, por isso com ela ralhara. O que fora: que queria um caixãozinho cor-de-rosa, com enfeites de verdes brilhantes. O Pai, em bruscas lágrimas, esbravejou: que não! Ah, que, se consentisse nisso, era como tomar

culpa, estar ajudando ainda Nhinhinha a morrer

A Mãe queria, ela começou a discutir com o Pai. Mas, no

mais choro, se serenou – o sorriso tão bom, tão grande – suspensão num pensamento: que não era preciso encomendar, nem explicar, pois havia de sair bem assim, do jeito, cor-de-rosa com verdes funebrilhos, porque era, tinha de ser! – pelo milagre, o de sua filhinha em glória, Santa Nhinhinha. (Conto extraído do livro PRIMEIRAS ESTÓRIAS, João Guimarães Rosa, Editora Nova Fronteira, RJ)

Menina grande

QUESTÃO 33

O gênero literário do texto de João Guimarães Rosa, é

A) lírico, porque traz predomínio da confissão sentimental.

B) satírico, pois ironiza o sobrenatural.

C) narrativo, porque conta uma história.

D) épico, já que se atém a detalhes descritivos.

E) dramático, porque é ideal para a representação teatral.

12

QUESTÃO 34 A expressão grifada na passagem “Menina grande

A) METÁFORA, por inventar novo sentido para o poder sobrenatural de Nininha.

B) ANTÍTESE, porque tem sentido equivalente ao tamanho da menina anormal.

C) HIPÉRBOLE, já que indica um exagero no raciocínio.

D) PARADOXO, pois traz uma ideia contrária e contraditória.

E) SÍMILE, uma vez que compara a criança com o adulto.

Menina grande

"

– com toda ferocidade

é:

Texto1 Cantiga do trovadorismo

Texto 2 Música popular brasileira

SENHORA FORMOSA Formosa Senhora, vejo-vos queixar porque vos amo, e no meu coração [ tenho muito desgosto, oxalá Deus me perdoe, porque em vós vejo haver pesar disso [ (de vos amar),

queria de bom grado livrar-me deste pesar mas não posso dominar o coração, Que me dominou o conhecimento e juízo; depois meteu-me no vosso poder,

e

QUEIXA

Um amor assim delicado / Você pega e despreza Não devia ter despertado / Ajoelha e não reza Dessa coisa que mete medo / Pela sua grandeza Não sou o único culpado / Disso eu tenho a certeza Princesa, surpresa, você me arrasou Serpente, nem sente que me envenenou Senhora, e agora, me diga onde eu vou Senhora, serpente, princesa ( Refrão) Um amor assim violento / Quando torna-se mágoa

É

o avesso de um sentimento / Oceano sem água

e

este pesar que eu vejo existir em vós,

Ondas, desejos de vingança / Nessa desnatureza Batem forte sem esperança / Contra a tua dureza ( Refrão) Um amor assim delicado / Nenhum homem daria Talvez tenha sido pecado / Apostar na alegria Você pensa que eu tenho tudo / E vazio me deixa Mas Deus não quer que eu fique mudo

por Deus, Senhora, magoa-me [ muito este pesar; porém o coração pode mais do que eu. evitaria de vos querer bem, mas o coração impede-me de ter força para libertar-me de vos querer bem,

Que me dominou de tal maneira, Senhora que não tenho força sobre mim;

E

Princesa, surpresa, você me arrasou Serpente, nem sente que me envenenou Senhora, e agora, me diga onde eu vou Amiga, me diga

eu te grito esta queixa

(Caetano Veloso)

e

da magoa que vos tomais

tomo eu esta mágoa, porque não posso mais, e queria não vos amar. (Dom Dinis)

QUESTÃO 35 Sobre o poema do trovador Dom Diniz, NÃO se pode afirmar que

A) por causa do amor impossível, a corte amorosa à senhora tão formosa traz a marca o sofrimento

B) o trovador já viveu uma experiência amorosa, em um passado recente, com a senhora que evoca, ainda com esperança de reaver seu amor.

C) apesar de se esforçar em não amar a dama comprometida, a força da paixão é maior do que o raciocínio.

D) a voz lírica masculina declara-se a uma senhora, mulher impossível que lhe inspira um amor inatingível.

E) o verso medieval apresenta um tom dramático quanto ao desprezo da amante, que ignora o antigo parceiro.

QUESTÃO 36 Sobre os versos de Queixa, de Caetano Veloso, é verdadeiro:

A) Persiste neles a noção idealista do poder sedutor feminino, como nas cantigas medievais.

B) Apontam situação idêntica à cantiga do trovadorismo, pois mantém as oposições entre tristeza e alegria.

C) Seguem o modelo descritivo do romantismo, apresentando a figura feminina com traços vagos, imprecisos.

D) Afastam-se da submissão do eu-poético nas relações amorosas das cantigas de amor do trovadorismo.

E) Revelam a astúcia do conquistador que idealiza persuadir e iludir a mulher, a quem deseja por vaidade.

QUESTÃO 37

A influência da cultura trovadoresca, da Idade Média, evidencia-se no tempo moderno, pois o tema do amor é

atemporal e universal. Sobre os textos comparados é melhor considerar que

A) o texto SENHORA FORMOSA e a canção QUEIXA têm em comum o tom ousado e erótico com que o poeta expõe seu objetivo amoroso – a conquista.

B) o sujeito medieval quanto o amante “queixoso”, da canção moderna, passam por semelhante conflito: a inquietação amorosa frente à dificuldade de conquistar a mulher que os atrai e por quem são rejeitados.

13

C)

na

cantiga de dom Diniz, o eu-lírico confessa que é revoltado por não possuir a senhora, ao contrário,

no texto de Caetano Veloso, o eu-poético rejeitado sente-se passivo, na posição de perdedor.

D) QUEIXA contém a voz masculina de quem sofre resignadamente por amor, em oposição à revolta do

trovador, do poema SENHORA FORMOSA.

E) em relação à mulher que não corresponde aos desejos masculinos, o trovador medieval e o compositor moderno assumem posturas muito parecidas .

Leia e relacione o conteúdo com as imagens

O

bem e o mal Maniqueísmo é o dualismo

A

partir da Idade Média, séculos XI a XIV, a Igreja Católica

religioso originado na Pérsia, amplamente difundido no Império Romano (séculos III d.C. e IV d.C.), cuja doutrina consistia

reforçou extremamente os caracteres maniqueístas para imprimir as visões de céu e inferno, para disciplinar a conduta Humana. Religiões diversas pretendem converter

basicamente em afirmar a existência de um

conflito cósmico entre o reino da luz (o Bem) e o das sombras (o Mal).

fé espiritual ao longo dos tempos, até mesmo no século XX, com base em princípios éticos do maniqueísmo.

à

 

Desenhista holandês – ESCHER – 1954

 

http://jaques.files.com.medieval

  http://jaques.files.com.medieval  
 
ANJOS E DEMÔNIOS

ANJOS E DEMÔNIOS

século XX

Século XXI – DAN BROWN – 2008

 
Século XXI – DAN BROWN – 2008    
 

O

livro Anjos e Demônios, autoria de Dan

Brown, transformado em filme, discute

questões profundas sobre a humanidade

frente à luta do bem contra o mal, até agora preocupação frequente no mundo moderno

e

complexo em que o homem vive.

QUESTÃO 38 As leituras dos textos verbais e a observação das imagens permitem afirmar que:

A)

As

pressões sobre os homens tidos como maus por serem pecadores, sob a ameaça do inferno, resultam

da mentalidade maniqueísta alimentada pelas religiões ao longo dos séculos.

B)

Pode-se afirmar que a visão maniqueísta estava enraizada na cultura da humanidade até surgiram novas obras que questionam estes parâmetros como sobrenaturais e obsoletos.

C) As concepções maniqueístas, que ainda dominam certas formas de pensar da humanidade, foram criadas

no Império Romano, que as fundamentou na era pagã.

D) Os conflitos entre o mal e o bem, respectiva-mente treva e sombra, foram rechaçados na Idade Média pelas

doutrinas cristãs.

E) No contexto contemporâneo, devido ao desenvolvimento da ciência e às explicações racionais para os fenômenos do comportamento humano, rejeita-se a polarização entre o bem e o mal. >>>

QUESTÃO 39 O comentário adequado aos textos e às imagens do binômio Bem e Mal, é verdadeiro em

A)

A obra de Dan Brown merece mais crédito quanto à temática antagônica que encerra, porque atualiza o

tema, ao passo que a visão medieval não definia os conceitos de Mal e Bem.

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B) O desenho de Escher endossa as visões benignas no pós-guerra.

C) A gravura da arte do desenhista holandês sugere que o mal e o bem, ainda que antagônicos, ajustam-se em uma espécie de mosaico – o que reflete a impossibilidade de um eliminar o outro.

D) A ilustração referente à Idade média permite afirmar que nesse tempo a cristandade venceu o conflito

maniqueístas para avisar dos poderes malignos contra as forças

instaurado através do triunfo dos anjos que representam a beatitude.

E) A figura do bem e do mal postada em http://jaques.files.com.medieval e o desenho de – Escher sinalizam a vitória do bem sobre o mal.

Texto de Gênero narrativo miniconto, de Dora Tavares — Imaginar e Sonhar

Alice sonhava com navios de muitas velas, para viajarem mais longe, livres ao sopro generoso do vento. Era jovem e

Imagem surreal Octavio Ocampo

desejava ver a vida além das cortinas da sala escura de que se orgulhavam tanto as mulheres de pensamento só reto. As solitárias: a avó, sua mãe, as tias e umas primas — todas muito bem plantadas na árvore genealógica de sua família. Alice era como aquela menina do País das Maravilhas, porque desejava ver

http://www.visionsfineart.com

http://www.visionsfineart.com

mais interessante a vida, enxergar com outros olhos

outros olhos

bem mais abertos. Embarcava, todas as manhãs, no transatlântico da imaginação — cruzava oceanos e mares em um fantástico cruzeiro marítimo. Certo dia, em uma claridade alucinada, ela pensou mais livre e abriu as cortinas do sonho: entrou a navegar, decidida, via um mar mais misterioso ainda. Água muito limpa de verdade, como as águas bem antigas da Baía de Guanabara. Alice sabia que viajava completamente resolvida a enfeitar sua vida. Nunca mais

acordou dessa viagem, não soube mais, nem queria saber, como transpor-se para o lado das velhas cortinas da família. Alice abriu muitas outras cortinas próprias, até que virou uma mulher moderna, de ilimitada imaginação. Agora ela é uma escritora que navega sem parar, chega em todos os mares do planeta, viajando de navio em navios.

/ocampo/aa_index.html

QUESTÃO 40 A análise dos elementos da narrativa de Dora Tavares — Imaginar e Sonhar — permite inferir que

A) nota-se uma mesclagem de ponto de vista em primeira e terceira pessoa, para narrar a estória, que se conta com elementos imaginários.

B) Alice descrevia as viagens que imaginava para as mulheres de sua família, mas elas eram indiferentes, sem interesse por fantasia.

C) o enredo rompe com a sequência lógica, pois é incoerente, para entrar em acordo com os elementos mais

imaginários do que reais.

D) há uma voz narrativa em terceira pessoa, com um narrador onisciente, pois é capaz de captar o íntimo da personagem.

E) os elementos da fantasia são expostos pela narradora Alice, que recorda a infância como matéria da narrativa da escritora em que se transformou.

QUESTÃO 41 De acordo com os sentidos da história, de Dora Tavares, há uma expressão que indica limitação da criatividade em

A)

fantástico cruzeiro.

B) claridade alucinada.

C)

navega sem parar.

D) árvore genealógica.

E)

transatlântico da imaginação.

ENEM Faça uma leitura cuidadosa do texto a seguir e responda às questões.

E se todo mundo ficasse cego?

Para José Saramago seria o caos. Em seu livro Ensaio sobre a Cegueira, o mundo praticamente acaba enquanto a humanidade vai perdendo a visão. Mas para a ciência as coisas poderiam tomar um caminho diferente. “Há várias tecnologias que ajudariam: bengalas ultrassônicas que podem indicar se há objetos pela

15

frente ou até robôs que atuariam como cães-guia”, diz o especialista em robótica Darwin Caldwell ( Além disso, precisaríamos de objetos como carros que andam sozinhos e máquinas capazes de substituir médicos em cirurgias. Mas como esses carrosrobôs e outros aparelhos seriam construídos sem ninguém para ver que peça apertar? Fábricas totalmente automatizadas também não estão longe de ser realidade. “Robôs

seriam capazes de se autoconstruir”, diz Ken Young, presidente da Associação Britânica de Automação e Robótica. Ou seja: se a cegueira generalizada se espalhasse devagar, daria para a gente remodelar o mundo

– mudando tudo para que nada mude. Com algumas adaptações, claro.

(CINQUEPALMI, João Vitor. E se todo mundo ficasse cego? Superinteressante)

QUESTÃO 42 Há uma interpretação incorreta para o texto em:

A) Saramago, em sua obra, mostra que a forma como a sociedade é organizada poderia mudar drasticamente se perdêssemos a capacidade da visão.

B) O autor do texto, ao citar Saramago, especula como a ciência lidaria com o mesmo fato trabalhado pelo escritor português em seu romance.

C) Ao apresentar alternativas científicas para a cegueira, o autor cita várias tecnologias e, além disso, o uso de animais como guias de cegos.

D) Para o autor do texto, se a cegueira fosse se espalhando sem muita rapidez, a humanidade conseguiria se adaptar a ela.

E) Um dos desafios da ciência seria conseguir formas tecnológicas que se autoconstruíssem, já que a cegueira impediria os humanos de participarem desse processo.

QUESTÃO 43 (E se todo mundo ficasse cego?) quanto ao conteúdo permite deduzir que

A) Darwin Caldwell é um emissor imaginário, cuja fala o autor do texto transcreve para persuadir o leitor a crer em ficção científica.

B) o conhecimento prévio da obra que serve de citação intertextual na mensagem ampliaria o entendimento da ideia de João Vitor Cinquepalmi.

C) o receptor da resenha, veiculada na imprensa, não compreende o texto de divulgação do filme se

desconhecer a obra que o motivou: Ensaio sobre a cegueira.

D) João Vitor Cinquepalmi crítica o cientificismo que se adaptaria a uma tragédia da humanidade e ainda

ganharia lucros.

E) a imaginação de José Saramago ao idealizar “bengalas ultrassônicas” e “carrosrobôs” chamou a atenção do editor para encomendar esta matéria para a revista Superinteressante.

Leia o texto: Gênero Sinopse de filme

Filme = ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

A história de uma inédita epidemia de cegueira, inexplicável, que se abate sobre uma cidade não identificada. Tal "cegueira branca" – assim chamada, pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa – manifesta-se primeiramente em um homem no trânsito e, lenta-mente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários.À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado começam a falhar, a trama segue em torno da mulher de um médico, ela é a única pessoa não afetada pela doença. O foco do filme, e do romance de Saramago, no entanto, não é desvendar a causa da doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que perde tudo aquilo que considera civilizado. Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da civilização, um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida.

Direção: Fernando Meirelles Brasil / EUA = 2008

um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida. Direção: Fernando Meirelles Brasil / EUA =

O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas também dos seus mundos emocionais

e da dignidade que tentam manter. Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma as criaturas se humanizam novamente. http://www.cinepop.com.br/filmes/ensaiosobrecegueira.htm

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QUESTÃO 44 Ao escolher este gênero textual, o autor do texto objetiva

A) construir uma apreciação crítica do filme, para convencer que este é superior ao livro.

B) evidenciar argumentos que extrapolam o filme de Fernando Meireles.

C) elaborar uma sinopse detalhando a descrição de tipos humanos focados no filme.

D) apresentar ao leitor um painel geral do filme, posicionado-o em relação à obra em que se baseou.

E) afirmar que o filme transcende o seu objetivo inicial e, por isso, tem sua qualidade questionada.

QUESTÃO 45

A Sinopse gênero textual que divulga obras de teatro, cinema e vídeo tende à transmissão de informações de modo conciso, entretanto suficientes à compreensão por parte do leitor do evento enunciado. A partir dessa informação é permite concluir que essa sinopse difundida pela internet

A) adianta que a temática abordada pelo filme e pela narrativa de Saramago trazem um fato inusitado.

B) endossa que o ser humano privado de suas necessidades básicas pratica os instintos primários.

C) explicita em detalhes o sentido da expressão "cegueira branca".

D) afirma que o “colapso da civilização” é uma alegoria do mundo contemporâneo.

E) avalia em tom de crítica pejorativa ambas as obras artísticas em pauta.

QUESTÃO 46 A obra de José Saramago trata da cegueira social e política, como sugerido em:

“Por que foi que cegamos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que,

vendo, não veem”

Qual imagem melhor ilustra o sentido produzido pelo escritor?

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA – JOSÉ SARAMAGO

A)

OFÉLIA FAGUNDES

B) PESTANA

C) RENE MAGRITTE

A) OFÉLIA FAGUNDES B) PESTANA C) RENE MAGRITTE D) GONÇALO VIANNA E) NORBERT LIETH
A) OFÉLIA FAGUNDES B) PESTANA C) RENE MAGRITTE D) GONÇALO VIANNA E) NORBERT LIETH
A) OFÉLIA FAGUNDES B) PESTANA C) RENE MAGRITTE D) GONÇALO VIANNA E) NORBERT LIETH

D)

GONÇALO VIANNA

E) NORBERT LIETH

A) OFÉLIA FAGUNDES B) PESTANA C) RENE MAGRITTE D) GONÇALO VIANNA E) NORBERT LIETH
A) OFÉLIA FAGUNDES B) PESTANA C) RENE MAGRITTE D) GONÇALO VIANNA E) NORBERT LIETH

QUESTÃO 47 A figura de estilo destacada da obra de José Saramago (“Cegos que veem, Cegos que, vendo, não ”

veem

justapõe ideias contraditórias; nesse sentIdo encontra correspondência na sentença:

A) já tinham uma luz dentro das cabeças B) robôs que atuariam como cães-guia C) ”

O brilho branco da cegueira

D) sobrevivência física das multidões cegas ”

E) mudando tudo para que nada mude

Leia atentamente o texto modernista brasileiro

Foi sonho

– Antão, Frorinda, que é isso! Você tá loca

muié?

nunca te dexei sem surtimento! E inté trago tudo de sobra pá gente pudê sê filiz

Será que você qué abandoná seu negro prucauso de outra

Inda que eu fosse um desses miserave que dêxum fartá inté pão em casa, mais eu, Frorinda! Que

Quando que na casa da

17

sua mãi ocê usô argola nas orêia, feito deusa? Sô eu, que quero ocê bunita sempe, bunita pr’eu querê

bem, e não bunita pá gozá

logo um vistido intero pr’ocê? Dexa disso Frorinda, eu exprico tudo! Num vamo agora se disgraçá pr’uma

coisinha de nada! Eu onte caí na farra, tanta gente mascarado divirtino, ocê tava tão longe pr’eu í buscá

Depois minha

mulé num é pra farra não! Eu quis mulé foi pá tá im casa mi sirvindo cum duçura, intrei na premera venda e bibi. Antão me deu uma corage de sê o que num tenho sido, ocê bem sabe que num tenho sido, mais quis caí na farra uma veiz. Inté tava bem triste pruque de repente me alembrei que dê-certo o Romero tava im

Porém já tinha bibido

outra veiz, fiquei contente, pois num tenho que dá satisfação ninhuma pr’u Romero, eu sô eu! Fui dexá as ferramenta na premera venda que eu sô cunhicido lá, tava todo sujo do trabaio, mai justifiquei que pra caí na farra num caricia de mi trocá. Farra é vergonha, pra sujo de pensamento, sujo de corpo num faiz má ” ( ANDRADE, Mário de. Os filhos da Candinha. São Paulo: Agir, 2008.)

casa cum a famia, im veiz de andá sozinho cumo eu tava feito sordado na vida

Quando Romero comprô aquela brusa de seda pra muié dele, num comprei

QUESTÃO 48

No texto, Mário de Andrade, há a tendência Modernista de registrar a cultura popular brasileira, com vários recursos linguísticos para manifestar traços peculiares do personagem também pela “forma” da escrita. Dentre os recursos usados na elaboração do texto, está

A) a linguagem formal com alguns trechos que demonstram ousadia, principalmente no que diz respeito

à construção sintática.

B) tanto a linguagem formal quanto o coloquialismo, para demarcar, claramente , personagem e narrador.

C) uma linguagem coloquial caracterizada pela reprodução da pronúncia das palavras.

D) frases carregadas de melodia e sonoridade para enfatizar o pedido de desculpas feito pelo personagem.

E) a linguagem regionalista, mostrando fidelidade ao vocabulário do gaúcho.

QUESTÃO 49 As sentenças escritas na modalidade informal – marca do registro caipira estão reformuladas nos critérios gramaticais, que apenas NÃO se cumpriram totalmente em:

A) Será

que você qué abandoná seu negro prucauso de outra muié?

Será que você quer abandonar seu negro por causa de outra mulher?

B)

Inda

que eu fosse um desses miserave que dêxum fartá inté pão em casa, mais eu, Frorinda!

 

ainda

que eu fosse um desses miseráveis que deixam faltar até pão em casa, mais eu, Florinda!

C)

eu, que quero ocê bunita sempe, bunita pr’eu querê bem, e não bunita pá goza

Sou

eu, quem quero você bonita sempe, para eu querer bem, e não bonita para gozar

D)

E

inté trago tudo de sobra pá gente pudê sê filiz

 

E

até trago tudo de sobra para nós podermos ser felizes

E) Eu onte caí na farra, tanta gente mascarado divirtino, ocê tava tão longe pr’eu í busca Eu caí na farra ontem, tanta gente mascarado divertindo você estava tão longe de eu ir buscar

DO AMOR

Assim se é posto à prova, na cinza do óbvio, quando atrás de um caminhão vazando o homem que pediu sua mão informa:

“está transportando líquido”. Podes virar santa se, em silêncio, pões de modo gentil a mão no joelho dele ou a rainha do inferno, se invectivas:

claro, se está pingando, querias que transportasse o quê? Amar é sofrimento de decantação, produz ouro em pepitas,

elixires de longa vida, nasce de seu acre

a árvore da juventude perpétua.

É como cuidar de um jardim,

quase imoral deleitar-se com o cheiro forte do esterco, um cheiro ruim meio bom, como disse o menino

quanto a porquinhos no chiqueiro.

É mais que violento o amor.

(Adélia Prado)

QUESTÃO 50 Nos versos de Adélia Prado, poetisa do estilo pós-moderno, há marca do gênero lírico, porque

A) vê-se o excesso de vaidade do eu-lírico que se confessa com melancolia.

B) há expressão de imagens figuradas, contotativas através da percepção subjetiva.

C) nota-se a autoconfiança da voz feminina, na abordagem singela do tema amor.

D) sublinha o sentimento amoroso como instável, mas desejado.

E) registro da espontaneidade da linguagem informal para a expressão do sentimento.

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QUESTÃO 51 Entre os aspectos linguísticos do poema lírico de Adélia Prado é possível encontrar

A) o plano simbólico para definir o amor em sua resistência, simplicidade e complexidades.

B) a função metalinguística na reflexão sobre o ato da escrita poética.

C) o sentido denotativo quando a autora constata o caráter óbvio da mulher à força do amor.

D) as definições filosóficas e complexas do sentimento amoroso

E) a ambivalência de sentidos do amor, imperceptível em fatos do cotidianos.

Comparação entre obras das artes plásticas

BOTTICELLI, Sandro – O Nascimento de Vênus – 1485. Renascimento italiano. (Galleria Degli Uffuzi, Florença.)
BOTTICELLI, Sandro –
O Nascimento de Vênus –
1485. Renascimento
italiano. (Galleria Degli
Uffuzi, Florença.)
O quadro O nascimento de
Vênus, pintado por Sandro
Botticelli em 1482. Esta
pintura contém um forte
significados simbólicos e
alegóricos ancorado na
mitologia greco-latina.

QUESTÃO 52 Qual é a importância da pintura O nascimento de Vênus, de Sandro BOTTICELLI, no contexto Renascimento?

A) Imitar o gosto pela fantasia em detrimento da realidade.

B) Supervalorizar a complexidade dos mitos para explicar os fenômenos humanos

C) Endossar a cultura mitológica para a construção da mimesis – imitação.

D) Elaborar outros significados para o pensamento iluminista.

E) Contestar a influência simbólica da mitologia da antiguidade.

QUESTÃO 53

Maurício de Souza e sua equipe de auxiliares trabalharam no projeto que originou as releituras
Maurício de Souza e sua equipe
de auxiliares trabalharam no projeto
que originou as releituras ou paró-
dias de vários quadros famosos.
O projeto tem o nome de "História
em Quadrões". É fabuloso, com
re-leituras das obras de vários
artistas. Uma delas é Mônica no
nascimento de Vênus, 1992.

Qual é o recurso de recriação artística empregado por Maurício de Souza para o processo de criação de sua obra?

A) intertextualidade, pois recria o original de que se apropria para introduzi-lo em um novo contexto.

B) Restauração, porque apresenta novos materiais para recompor uma tela universal.

C) ambiguidade, dado que não explicita o objetiva da reutilização do original de Sandro BOTTICELLI.

D) metaforização, para se apropriar de um novo conceito acerca das artes plásticas,

E) paráfrase por manter a mesma identidade ideológica com a pintura renascentista.

QUESTÃO 54

Leia com atenção o fragmento do poema romântico

O pátria, desperta Não curves a fronte Que enxuga-te os prontos o Sol de Equador. Não miras na fímbria do vasto horizonte A luz da alvorada de um dia melhor? Já falta bem pouco. Sacode a cadeia

Que chamam riquezas que nódoas te são! Não manches a folha de tua epopéia No sangue do escravo, no imundo balcão” A luz da alvorada de um dia melhor? (Castro Alves)

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Os versos do romantismo, pertencentes ao poeta Castro Alves, revelam que

A) o eu poético abandona o intimismo e enfraquece os valores da poesia ultrarromântica.

B) o verso de protesto marcou toda a história do romantismo brasileiro.

C) o eu-lírico é artificial em favor da eloquência para compor a poesia nacionalista

D) o condoreirismo devotava sua atenção apenas para a causa escravocrata.

E) o poeta condoreiro escreveu um a poesia social em favor da liberdade.

QUESTÃO 55

Aqui é tudo tão lindo, paizinho. Com terras Eh, que lindas e terras de plantação
Aqui é tudo tão lindo,
paizinho. Com terras
Eh, que lindas
e
terras de plantação
vaquinhas!
e
pastagens.
Oh aquela pobre
gente, que
casinha
miserável!
Miserável , não filhinha,
é um casebre pitoresco,
pra gente de vida
bucólica.

CONFIRA O TEXTO DA TIRINHA DE QUINO

Aqui é tudo tão lindo, paizinho. Com terras e terras de plantação e pastagens. Eh, e as vaquinhas! Oh aquela pobre gente, que casinha miserável Miserável, não filhinha, é um casebre pitoresco, pra gente de vida bucólica.

A tirinha dialoga com um motivo pertinente à poesia NEOCLÁSSICA porque

A) o encantamento de Mafalda com a paisagem permanece em toda a tirinha.

B) a personagem Mafalda aceita o conceito de que a vida ideal, tranquilidade está no campo.

C) o pai da menina reproduz o idealismo dos poetas do arcadismo quanto ao bucolismo rural.

D) o senhor usa um vocabulário adequado à linguagem infantil ao explicar o tipo de moradia rural.

E) a criança consegue ter uma percepção crítica e questionadora da realidade dos pobres.

QUESTÃO 56

Leia a posteridade, ó pátrio Rio, Em meus versos teu nome celebrado; Por que vejas uma hora despertado O sono do esquecimento frio:

Não vês nas tuas margens o sombrio, Fresco assento de um álamo copado; Não vês ninfa cantar, pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio.

Texto árcade brasileiro

Cláudio Manuel da Costa

Nestas quadras, Cláudio Manuel da Costa expõe, de modo sugestivo, a situação particular de um árcade brasileiro:

A) ao reconhecer em nossa natureza elementos que tanto favorecem a representação dos mais altos ideais da poesia neoclássica.

B) ao assumir orgulhosamente a condição de um poeta que, fechando-se às influências estrangeiras, sente-se glorificado em sua própria cultura.

C) ao encontrar na paisagem de sua

terra a serenidade que o faz esqueceros predicados da natureza

arcádica, celebrados por poetas europeus.

D) ao contrastar a paisagem natural de sua terra natal com a natureza idealizada nos paradigmas do bucolismo da poesia europeia do século XVIII.

E) ao renunciar à esperança de ver seu nome imortalizado, uma vez que canta elementos que enobrecem a verdadeira poesia.

QUESTÃO 57

A poesia satírica fundamenta-se em elementos como: ironia, crítica, irreverência, para poetizar

situações

expressas por um sujeito poético ousado, conforme revela a estrofe a seguir:

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A)

Oh! Maldito o primeiro que, no mundo, Nas ondas vela pôs em seco lenho! Digno da eterna pena do Profundo, Se é justa a justa Lei que sigo e tenho! Nunca juízo algum, alto e profundo (Luis Vaz de Camões, Os Lusíadas)

B)

O minha virgem dos errantes sonhos,

Filha do céu, eu vou amar contigo! Descansem o meu leito solitário Na floresta dos homens esquecida, À sombra de uma cruz, e escrevam nela:

— Foi poeta — sonhou — e amou na vida. (Álvares de Azevedo- Lira dos vinte Anos)

C)

A

terra é mui graciosa

Tão fértil eu nunca vi. Tem goiabas, melancias, Banana que nem chuchu. Quanto aos bichos, tem-nos muitos, De plumagens mui vistosas. Tem macaco até demais Diamantes têm à vontade Esmeralda é para os trouxas. (Murilo Mendes – História do Brasil)

D)

– Estas eu não posso dizer.

– Não? Por quê?

– ela deu um começo de gargalhada.

– Você está rindo, mas o negócio é sério.

– Então me conta. Por que você não pode dizer?

– Certas coisas a gente não diz.

– Você acha mesmo?

– Claro; por que não?

E)

A

névoa que enche os aposentos

– É, você tem razão. Eu também penso assim. (Luiz Vilela – Histórias de Família)

não vem do dia nem da noite:

 

vem da cegueira: ninguém sente

o

ranger da pena, na sombra,

o

luzir da seda das véstias,

à

luz de altos caules de cera

(Cecília Meireles – Romanceiro da Inconfidência)

Leia os poemas a seguir para compará-los

texto I

 

texto II

Discreta e formosíssima Maria, Enquanto estamos vendo claramente Na vossa ardente vista o sol ardente,

Minha bela Marilia, tudo passa;

A

Se vem depois dos males a ventura, Vem depois dos prazeres a desgraça. Estão os mesmos deuses Sujeitos ao poder do ímpio Fado:

Apolo já fugiu do Céu brilhante, Já foi pastor de gado.

sorte deste mundo é mal segura;

e

na rosada face a aurora fria;

Enquanto, pois, produz, enquanto cria Essa esfera gentil, mina excelente No cabelo o metal mais reluzente,

E

na boca a mais fina pedraria.

 

Gozai, gozai da flor da formosura, Antes que o frio da madura idade Tronco deixe despido o que é verdura.

Ah! enquanto os Destinos impiedosos Não voltam contra nós a face irada, Façamos, sim façamos, doce amada, Os nossos breves dias mais ditosos, Um coração, que frouxo

Que passado o zênite da mocidade,

A

grata posse de seu bem difere,

Sem a noite encontrar da sepultura,

A

si, Marília, a si próprio rouba,

É

cada dia ocaso da beldade. Gregório de Matos

E

a si próprio fere.

Tomás Antônio Gonzaga

VOCABULÁRIO Texto I: aurora = início, como o princípio do nascer do sol // Verdura = de bem jovem, novo, de pouca idade // Zênite= ponto mais elevado o apogeu, a melhor fase da vida // ocaso = o final do dia , em sentido figurado o fim da vida // beldade = muita beleza

Texto II: ventura = sorte // ímpio = desapiedado, desumano, cruel, bárbaro // Fado = destino // Apolo = deus da mitologia: símbolo de beleza, forte, e elegância masculina // irada = furiosa, brava, irritada // ditoso = venturoso, feliz, afortunado// difere = diferencia, distinto

QUESTÃO 58 O texto I é Barroco; o texto II é Árcade. Comparando-os, apenas pode ser afirmado que

A)

os poetas do barroco e do arcadismo, em análise, expressam sentimentos amorosos de um modo

peculiar, subjetivo, ainda que tenha uma preocupação em comum: a passagem do tempo.

B)

árcade sofre mais com a angústia pela efemeridade da existência, ao passo que o barroco se alivia ao procurar a evasão no erotismo e no Carpe Diem.

o

C)

a

passagem rápida do tempo é temática marcante no texto barroco, mas ausente no poema árcade,

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porque há tendência do eu-lírico à aceitação passiva.

D) o desejo egoísta das personagens poéticas leva-os a aconselhar que as mulheres deixo-os aproveitar a juventude.

E) o prazer deve ser vivido intensamente ensina o eu-lírico a Maria; o amor requer tranquilidade e espera avisa o poeta a Marília.

QUESTÃO 59 Qual interpretação para esses poemas do barroco e arcadismo deve ser considerada falsa?

A) Os nomes Maria, do poema barroco, e Marília, do texto árcade, são o vocativo para os poetas dirigirem-se a sua mensagem às amadas.

B) No conselho dado pelo artista barroco: “ ”

C) O verso “

Gozai, gozai da flor da formosura / Antes que o frio da

madura idade

indica-se que a beleza pode ser eterna, se houver amor e alegria. ”

Os nossos breves dias mais ditosos

indica que o poeta Gonzaga pensa que a vida

passa rápido é deve ser bem aproveitada.

D) Em “

E na boca a mais fina pedraria

– em sentido figurado – Gregório de Matos acentua a

boa qualidade e a beleza dos dentes de quem é jovem.

E)

Entre os dois versos de Tomás Antônio Gonzaga “ ”

depois dos prazeres a desgraça

Se vem depois dos males a ventura, / Vem

há a presença de uma oposição de ideias.

QUESTÃO 60 A poetisa modernista, Cecília Meireles, presta uma homenagem aos poetas árcades do Brasil na obra Romanceiro da Inconfidência.

ROMANCE XX OU DO PAÍS DA ARCÁDIA

O país da Arcádia

jaz dentro de um leque:

existe ou se acaba conforme o decrete

a Dona que o entreabra,

a Sorte que o feche.

A luz é sem data.

nos arroios, claras ovelhinhas bebem. Sanfonas e flautas suspiros repetem. (O tempo é indelével,

mas não há mais nada. Em cinza adormece

Nomes aparecem

a

festa de nácar,

nas fitas que esvoaçam:

o

assomo celeste

Marília, Glauceste, Dirceu, Nise, Anarda

— O bosque estremece:

do pais da Arcádia,

no partido leque

)

O poema destacado da obra modernista permitem a conclusão de que

A) a morte do país da Arcádia se deve a complicações por envolvimento político dos autores, no século XVIII, com a rebeldia contra a administração opressiva de Portugal na colônia.

B) as musas – Marília, Nise, Anarda – e os poetas da Arcádia mineira, Glaucestee Dirceu, são citados porque Cecília Meireles quis rememorar a fidelidade dos poetas a suas pastoras.

C)

os elementos comuns à tranquilidade árcade como bosque ovelhinhas, Sanfonas e flautas estão em ”

D) a poetisa endossa que a ação voraz de um “tempo indelével” é insuficiente para apagar da memória

harmonia com os fatos da história à qual a autora se refere na metáfora “A luz é sem data

dos poetas árcades os mais autênticos sonhos de liberdade.

E) a oposição entre a ideia da festa de nácar (cor avermelhada) e o conteúdo do verso “Em cinza adormece”, indicam o fim do caráter idealista do arcadismo, frente ao destino dramático dos poetas inconfidentes condenados.

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RESPOSTAS

TREINAMENTO PARA ENEM 2011

LITERATURA EM LÍNGUA PORTUGUESA

LINGUAGEM, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS

CONTEÚDO: TEORIA DA LITERATURA GÊNEROS E PERÍODOS LITERÁRIOS

Primeira

 

Pesquisa e elaboração:

Parte

Maria Betânia Diniz Ferreira

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05

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