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vale I, pois a temperatura é a única variável além da composição. A Eq. 9.

16 toma então a forma

Além disso, o número de componentes presentes, C, é 2 (quais sejam, Cu e Ag), e

Considere o caso de campos monofásicos no diagrama de fases (por exemplo, as regiões a, (3 e líquida). Uma vez que apenas uma fase está
presente, P = 1, e

F=3-P =~-1=2

ISS\l sigllifica que plll'll dl'sl'rever Llllllpklllllll'1I1l' as 1'lIl'l1rll'dsli,· l'as lk qualqllt:r liga qllt: t:xisla 110 illlt:rior Jt: qualqut:r Um Jt:Sses campos de fases
devemos especificar dois parâmetros; são eles a composição e a temperatura, que local izam, respectivamenll;, as posiçõ(;s hori;r,olllal (; v(;rlical da
liga 110 diagr;lllla lk faS(;S,

Para uma situação na qual duas fases coexistem sob determinadas condições, como acontece, por exemplo, nas regiões das fas.es a + L, {3 + L, e a + {3,
na Fig. 9.6, a lei das fases estipula que existe apenas um grau de liberdade, uma vez que

F=3-P =3-2=1

Dessa forma, é necessário especi ficar ou a t(;mpcratura ou a composição de uma das fases para definir por completo o sistema. Por exemplo, suponha que
decidamos especificar a temperatura para a região das fases a + L, digamos, TI na Fig. 9.21. As composições das fases a e líquida (C" e CJ são então
ditadas pelas extremidades da linha de amarração construída em TI através do campo a + L. Deve ser observado que apenas a natureza das fases é
importante neste tratamento, e não as quantidades relativas das fases. Isso quer dizer que a composição global da liga pode estar localizada sobre qualquer
ponto ao longo da linha de amarração construída à temperatura TI' e ainda assim ela irá fornecer as composições C" e CL para as respectivas fases a e
líquida.

A segunda alternativa consiste em se estipular a composição de uma das fases para essa situação bifásica, o que, por sua vez, fixa completamente o
estado do sistema. Por exemplo, se especificamos C" como sendo a composição da fase a que se encontra em equilíbrio com o líquido (Fig. 9.21),
então tanto a temperatura da liga (TI) como a composição da fase líquida (C /)ficam l'sllllwkridlls, nllvllIlll'n!L' pl'llllinha dl' 1l1\l1UTa~'i\ll qUl' rlli 11'll~'II-
dllllll'llvl's dllrlullpll das raSl'S ti' I I, L' qUl' passa por ('ssa l'lllllposição eu'

Para sistemas binários, quando três fases estão presentes, não existem graus de liberdade, uma vez que

F=3-P =3-3~O

Isso significa que as composições de todas as três fases, bem como a temperatura da liga, estão estabeleci das. Essa condição
Fig. 9.21 Ampliação da seção rica cm cobre de um diagrama de fases para o sistema Cu-Ag, onde está demonstrada a lei das fases de Gibbs para a coexistência de
duas fases (isto é, a e L). Uma vez que a composição de qualquer uma das fases (isto é, Cu ou CJ ou a temperatura (isto é, TI) seja especificada, ficam estabelecidos
automaticamente os valores para os dois parâmetros restantes, mediante a construção da linha dc amarração apropriada.

é atcndida para um sistcma cutético pela isotcnna cutética; para o sistema Cu-Ag (Fig. 9.6), esta é a linha horizontal que se estende entre os pontos
B e G. Nessa temperatura, 779°C, os pontos onde cada um dos campos das fases a, L e f3 tocam a curva isoterma correspondem às respectivas
composições das fases, isto é, a composição da fase a está fixada em 8,0%p Ag, a da fase líquida em 7l,9%p Ag, e a da fase f 3 em 91,2%p Ag.
Dessa forma, o equilíbrio trifásico não será representado por um campo de fases, mas sim por uma única linha isoterma horizontal. Além disso,
todas as três fases estarão em equilíbrio para qualquer composição de liga que esteja localizada ao longo da extensão da isoterma eutética (por
exemplo, para o sistema Cu-Ag, a uma temperatura de 779°C e para composições entre 8,0 e 91 ,2%p Ag).

Um dos usos para a lei das fases de Gibbs está na análise de condições onde não existe equilíbrio. Por exemplo, uma microestrutura para uma liga
binária que se desenvolveu ao longo de uma faixa de temperaturas e que consiste em três fases é uma 11IicroeslrlllllJ'il qlle se enconlra foJ'il de
condit,:{)es de eqllilíbl'Ío; sob essas circllllslfillcias, as Ir~s fases exisliriío SOlllellle a lIll1a única temperatura.

De todos os sistemas de ligas binárias, o que é possivelmente o mais importante é aquele formado pelo ferro e o carbono. Tanto os aços como os
ferros fundidos, que são os principais materiais estruturais em toda e qualquer cultura tecnologicamente avan-
çada, são essencialmente ligas ferro-carbono. Essa seção está dedicada a um estudo do diagrama de fases para este sistema e ao desenvolvimento de v,'írias
das possíveis microestruturas. As relações entre o tratamento térmico, a microestrutura e as propriedades mecânicas serão exploradas nos Caps. 10 e 11.

9.13 O DIAGRAMA DE FASES FERRO-CARBETO DE FERRO (FE- FE3C)


Uma parte do diagrama de fases ferro-carbono está apresentada na Fig. 9.22. O ferro puro, ao ser aquecido, experimenta duas alterações na sua estrutura
cristalina antes de se fundir. À temperatura ambiente, a forma estável, conhecida por fClTitll, ou l"erro Q', possui uma estrutura cristalina CCc. A ferrita
experimenta uma transformação polimórfica para austenita, com estrutura cristalina CFC, ou ferro y, à temperatura de 9l2"C (1674"C). Essa austcnita
persiste até 1394"C (2541 "F), temperatura em que a austenita CFC reverte novamente para uma fase com estrutura C CC , conhecida por ferrita 8, a qual
finalmente se funde a uma temperatura de 1538"C(2800"F). Todas essas alterações estão aparentes ao longo do eixo vertical, à esquerda, no diagrama de
fases.

O eixo das composições na Fig. 9.22 se estende somente até 6,70%p C; nessa concentração, se forma o composto intermediário carbeto de ferro, ou
cementita (Fe3C), representado por uma linha vertical no diagrama de fases. Desse modo, o sistema ferro-carbono pode ser dividido em duas partes: uma
porção rica em ferro, como na Fig. 9.22; e a outra (não mostrada) para composições localizadas entre 6,70 e 100%p C (grafite puro). Na prática, todos os
aços e ferros fundidos possuem teores de carbono
inferiores a 6,70%p C; portanto, consideramos somente o sistema ferro-carbeto de ferro. A Fig. 9.22 poderia ser identificada de uma maneira mais
apropriada por diagrama de fases Fe-Fe3C, uma vez que o Fe3C é agora considerado um componente. A convenção e a conveniência, no entanto,
ditam que a composição ainda seja expressa em termos de "%p C" e não por "%p Fe3C"; 6,70%p C corresponde a 100%p Fe3C.

O carbono é uma impureza intersticial no ferro e forma uma solução sólida tanto com a ferrita a como com a femta O ,e também com a austenita, como está
indicado pelos campos monofásicos a, o e 'Y na Fig. 9.22. Na femta a, com estrutura CCC, somente pequenas concentrações de carbono são
solúveis; a soluhilidade máxima é de 0,022%p a 727"C (1341"F). A solubilidade limitada pode ser explieada pela forma e pelo tamanho das
posições intersticiais nas estruturas CCC, que tornam difícil acomodar os átomos de carbono. Embora ele esteja presente em concentrações
relativamente baixas, o carbono influencia de maneira significativa as propriedades mecânicas da ferrita. Essa fase ferro-carbono, em particular, é
relativamente macia, pode ser tornada magnética a temperaturas abaixo de 768"C (1414"F) e possui uma densidade ele 7.R8 g/cm'. A Fig. 9.23a é
uma fotomicrografia da l'errita a.

A austenita, ou fase 'Y do feITO, quando ligada somente com carbono, não é estável a uma temperatura inferior a 727"C (134l0F), como está
indicado na Fig. 9.22. A solubilidade máxima do carbono na austenita, 2, l4%p, ocorre a 1147°C (2097°F). Essa solubilidade é aproximadamente
100 vezes maior do que o valor máximo para a femta com estrutura CCC, uma vez que as posições intersticiais na estrutura cristalina CFC são
maiores (ver os resultados do Problema 4.5) e, portanto, as deformações impostas sobre os átomos de ferro que se encontram em volta do
fi fase só lida a ha ixa Ielnperatur a pode serulna sohl~'~o súlida illlermeuiária (por exemp lo, E na reaç~o aei ma), ou ela pode se r uma sol uç~o sô lida
terminal. U m dos pcritéticos do tíIlimo tipo existe em uma co mposição de aproximadamente 97%p Zn e 435°C (815°F) (ve r Fig. 9.17), onde a fase
Y J, quando aquecida, se transforma nas fases E e líquida. São encontrados três outros peritéticos para o sistema Cu-Zn, cujas reações envolvem as soluções
sólidas intermediárias {3, 8 e 'Y'como as fases a baixa temperatura que se transformam mediante aquecimento.

9.10 THANSFORMAÇÕES DE FASES CONGHUENTES


As transformações de fases podem ser classificadas de acordo com o ralo dc havL'1' ou não qu;t1qucr allL'1';'~'ão l'1ll cOlllposi~'ão para as raSl'S
cnvolvidas. Aqudas para as qU:lis n:lo l'xislcllI allcra~'ôes na cOlllposi<,'iio são rcconhecidas como scndo transformações c()n~l·uentcs. De 1ll<II'leira
conlr:íria, no caso das Irall,\:li!l",,(/~·(i{'.I' ill(,Ollgl'III'II/I'.I', pdo mellos lima das fascs ir:í cxpl'rinll'n\:lr IIIU;I :t1\cr;I~';10 CIU slla composi~':10, EXl'llIplos de
IraI1Sr(ll'llla~'('ll'S l'l)nJ',l'Ill'nll's illl'hll'11I as \I':IIISr(II'IUa~''''l'S alo\rt'. picas (Sc~'ao 3.(1) e a flls;'1O dc Iualcriais pllroS. As rc;\(Jlcs cutélicas e eUlelóides, bem
como a fusão de uma liga que pertence a um sistema isomorfo, representam transformações incongruentes.

As fases intermediárias são algumas vezes classificadas com base no fato de elas fundirem de maneira congruente ou incongruente. O composto
intermetálico Mg2Pb funde de maneira congruente no ponto designado por M no diagrama de fases para o sistema magnésio-chumbo, Fig. 9.18. Além
disso, para o sis-
tema níquel-titânio, Fig. 9.20, existe um ponto de fusão congruente para a solução sólida y, que corresponde ao ponto de tangência para os pares de curvas
liquidus e solidus, a 131 O "C e 44,9%p Ti. Ademais, a reação peritética é um exemplo de fusão incongruente para uma fase intermediária.

9.11 DIAGRAMAS DE FASES CERAMICO E TERNÁRIO


Não (; preciso supor que os diagramas de fases existam somente para sistemas metal-mctal; na realidade, diagramas de fases que são muito úteis no
projeto e no processamento de sistemas cerâmicos foram determinados experimentalmente para um número muito grande desses materiais. Os diagramas
de fases cerâmicos serão discutidos na Seção 13.6.

Também foram determinados diagramas de fases para sistemas metálicos (bem como cerâmicos) que contêm mais de dois componentes; contudo, a
representação e a interpretação desses diagramas podem ser excepcionalmente complexas. Por exemplo, para que um diagrama de fases composição-
temperatura ternário, ou para três componentes, seja representado na sua totalidade, este precisa ser retratado através de um modelo tridimensional. É
possível a representação das características do diagrama ou do modelo em duas dimensões. porém esta é um tanto difícil.

A construção de diagramas de fases e também alguns dos princípios que governam as condil.;õcs para os equilíhrios entre fases são ditados pelas leis da
lermodin:\mica. Uma dessas kis ~ a lei das fases de Gihhs, proposta pelo físico do século X IXJ. Willard Gibbs. Essa lei representa um critério para o
número de fases que irá coexistir dentro de um sistema que se encontra em condições de equilíbrio, e é expressa através da equação, de características
simples,

onde P representa o número de fases presentes (o conceito de fases foi discutido na Seção 9.3). O parâmetro F é conhecido por número de graus de
liberdade, ou o número de variáveis externamente controladas (por exemplo, temperatura, pressão, composição) que deve ser especificado de modo a
definir por completo o estado do sistema. Ou, expresso de outra maneira, F reprcsl'nt:lo Iltímero dess:ls vari:íveis que podem ser modificadas de nlaneira
independellte selll alterar o Illímero dt: fast:s qut: podem coexistir em condições de equilíbrio. O parâmetro C na Eq. 9.16 representa o número de
componentes no sistema. Os componentes são em geral elementos ou compostos estáveis e, no caso de diagr:llllas de f:1Sl:S, silo os maleriais nas duas
eXlrt:mid:H!es tllI l'ixlI 1i1lI'i'l.olll:i1 das cOIIIJ)()si,:éíe,s (por l:xelllplo. 11/) e CJ!II·J)II' t: eu t: Ni, para os diagramas dt: rast:s mostrados nas Figs.9.1 e
9.2a, respectivamente). Finalmente, N na Eq. 9.16 representa a quantidade de variáveis do processo que não estão relacionadas com a composição (por
exemplo, temperatura e pressão).

Vamos demonstrar a lei das fases pela aplicação desta a um diagrama de fases temperatura-composição para um sistema binário, especificamente o
sistema cobre-prata mostrado na Fig. 9.6. Uma vez que a pressão é constante (I atm), o parâmetro N
átomo de carbono são muito menores. Como as discussões que d se seguem demonstram, as transformações de fases envolvendo n a austenita são muito
importantes no tratamento térmico de aços.

A propósito, deve ser m encionado que a austenit a é nã o-ma gnética. A Fig . 9.23b mostra um a fotomicrogra fia de ssa fase austenita.

A feITÍta li é virtualmente a mesma que a ferrita a, exceto pela faixa de temperaturas em que cada uma existe. Uma vez que a ferrita li é estável somente a
temperaturas relativamente eleva- o das, ela não é de qualquer importância tecnológica, e assim não ta mais será discutida. ar

A cementita (Fe3C) se forma quando o limite de solubilidade

para o carbono na feITita a é excedido a temperaturas abaixo de P[I 727"(' (13·II"F) (para Clllllp()si~'õl's dl'nlro da rL'giào das fasl's Ir (I

I h'l( '), ('unIuil\dkodut\ lll lig, \) ,'2.~, u h' \(' 1011\11( ;," ('u\'xi sli pr

d C01ll a fase y enll'l~ as le1llpl'ralUraS de 727 e I I 47"C (1.1·11 e 2091üF). Mecanicamente, a cementita é muito dura e frágil; a

resistência de alguns aços é aumentada substancialmente pela sua ')

presença.

Rigorosamente falando, a eementita é um material apenas metaestável; isto é, à temperatura ambiente, ela permanecerá indefinidamente como um
composto. Porém, se aquecida até

entre 650 e 700°C (1200 e 1300°F) por vários anos, ela irá gradualmente mudar ou se transformar em ferro a e carbono, na ou. forma de grafite, os quais
irão conservar-se após um subseqüen- a e te resfriamento até a temperatura ambiente. Dessa forma, o dia- ab( grama de fases que está mostrado na Fig.
9.22 não representà um cril verdadeiro diagrama de equilíbrio, pois a cementita não é um dUI composto em condições de equilíbrio. Contudo, uma vez
que a dis taxa de decomposição da eementita é extremamente lenta, virtualmente todo o carbono no aço estará na forma de Fe3C, e não te I de grafitL:, L:
o diagrama dL: fasL:s para o siskllw krro-carhdo tiL: for krro sL:rá válido para todos os fins práticos, COIIIO scrá vislo lia sifi Seção 12.ô, a adição de silício
a ferros fUlldidos acelera ellorlllL:- tell mente essa reação de decomposição da cementita para formar cial grafite. diaj

As regiões bifásicas estão identificadas na Fig. 9.22. Pode ser exc oh,crvado qUL: cxisll: um L:utético para o siskma krro-carhdo télr
de ferro, localizado a 4,300/0p C e 1147°C (2097°F); para essa reação eutética,

rcsfriarncnto

L < y + Fe3C
'

aljuccirncmo

o líquido se solidifica para formar as fases austenita e cementita. Obviamente, o resfriamento subseqüente até a temperatura ambiente promoverá
mudanças de fases adicionais.

Pode ser observado que existe um ponto invariante eutetóide para uma composição de O,760/0p C e a uma temperatura de 7 2 7°C ( 1:141 "f'). Essa rea<,:ào
euldôide pode ser represenlada p ela ex pl'l'SSI\O

rcsfriaO lcnto

y(O,76%p C) < • a(O,022%p C) +


'

"qUCl:llllClllO

ou, mediante resfriamento, a fase y, sólida, se transforma em ferro Q' e em cementita. (As transformações de fases eutetóides foram abordadas na Seção
9.9.) As mudanças de fases eutetóides descritas pela Eq. 9.19 são muito importantes, sendo fundamentais durante o tratamento térmico de aços, como será
explicado em discussões subseqUentes.

As ligas ferrosas são aquelas nas quais o ferro é o componente principal, porém o carbono, assim como outros elementos dc fonllaçi1o de I iga, poderão
eslar presentes. No esquema de elassifieaçfio das ligas ferrosas COIII hase 110 teor de carhouo, existem lrt:s tipos de ligas: ferro, aço e ferro fundido. O
ferro comercialmcnte puro contém menos do que O,OOS%p C e, a partir do diagrama de fases, é composto· à temperatura ambiente quase qúe
exclusivamente pela fase ferrita. As ligas ferro-carbono que contém l:lIlre O,OOX l: 2,14'Y"p C são el:lssifieadas l:OlllO aeos. N:I
maioria dos aços, a microestrutura consiste tanto de fase a como de fa se Fe3C. Com o resfriamentoà temperatura ambiente, uma liga dentr o dessa faixa de
composições deve pa ssar através de pelo menos uma porção do campo da fase y; subseqüentemente,são produzidas microestruturas distintas, como será
discutido maisadiante. Embora uma liga de aço possa conter até 2,14%p C, na prática, as concentrações de carbon o raramente excedem,O%p. I As propriedades
e as diversas classificações dos aços serão traladas na Seção12.5. Os ferros fundidos são classificados ('01110 lil',as krrosas qllc COlltêlll cnlrc 2, lo'lc (,,70%p
C. 1':11tl'elalllo, us ferros fUl1dido s cOlllerciais cOll161ll 1101'lllallllel1tc meno
s que 4,5%p C. Essas ligas serão discutidas mais adiante , na Seção 12.6.

9.14 DESENVOLVIMENTO DAS MICROESTRUTURAS EM LIGAS FERRO-


CARBONO
Muitas das várias microestruturas que podem ser produzidas e'm ligas de açoe também as suas relações com o diagrama de fases krt'll-carbl'lll dL' krrll sn;lll
agllra disculidas, L' Sl'l';í 11 loslradll qllL' a microeslrutura que se desenvolve depende lanto do teor de car bono como do tratamento térm ico. A discussão ficará
restrita ao re sfriamento muitoento l de ligas de aço, para as quais o equilíbrio é mantido contin(lamente. Um;1 exploração mais detalhadada innu':lIL'ia do
tratalllL'lIlo tl-rrl1icll sobre a 111inoeslrutura l:, por filll, sllbrl' as propriL'dades 111l'et1l1icas dll.'; ;I<;OS L'st:í clllllid;1110 Cap, 10.

As mudanças de fases que ocorrem mediante a passagem da região y para o campo das fases a + Fc,C (Fig. 9.22) são relativamente complexas e semelhantes
àquelas descritas para os sistemas eutéticos na Seção .7.
9 Considere, por exemplo, uma ga li de composição eutetóide (O,76%p C) à medida que elaé resfriada
de uma temperatura dentro da er gião da fase y, digamos, a 800°C, isto é, começando no ponto a na Fig. 9.24 e se movendo para baixo ao longo da linha ertical
v
xx'. Inicialmente, a liga é totalmente composta pela fase austenita, tendo uma composi ção de O,76%p C e a microestrutura correspondente, esta última também
indicada na Fig. 9.24. À medida que a liga é resfriada, não ocorrerão alterações até que a et mperatura eutetóide (727°C) seja

; atingida. Ao cruzar essa temperatura e até o pont


o h, a austenitase transforma de acordo coma Eq. 9.19.

A microestrutura para esse aço eutetóide que é lentamente resfriado através da temperatur a eutetóide consiste em camadas alternadas ou lamelas compostas
pelas duas fases«(\' e FejC), que nC rmllllllll si 111111111 Ill'11111l'111 '( 11111'11111 t' 11 t I'lIl1s rOI'llIlI~' lio, N ('SSI' (' liSO, IItHI)('IIIIII1'11 I'l'llIllvlI
11111'111111111111' til' IIplll,~illlllllllllll'l1ll' li 1"11111, ~ssa IlIierocslrulura, quc está reprcscntada esquclllaticanlcllte naF ig. 9.24, ponto b, éconhecida por
perlita, pois, quando vista ao microscópio sob pequena s ampliações, ela possui uma ap arência que lembra a madrepérola. A Fig. 9.25 mostra uma foto-
micrografia de um aço eutetóide exibindo a perlita. A perlita existe como grãos, freqüentemente chamados de "colônias"; dentro de cada colônia, as camadas
estão orientadas essencialmente na mesma direção, a qual varia de uma colônia para outra. As camadas claras mais grossas representam a fase ferrita, enquanto
a fase cementita aparece como lamelas finas, a maioria apresentando cor escura. Muitas camadas de cementitasão tão finas que os contornos adjacentes entre
fases não conseguemser distinguidos; essas camadas aparecem escuras nessa ampliação. Mecanicamente, a perlita apresenta propriedades intermediárias entre a
macia e dútil ferrita e a dura e frágil cementita.
900

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1,0

Composição (%p C)

Fi~. 9.2 4 R<.:pres<':lIl ayi'í<.:s <.:sqll<':IlI('lieas das II,i<.:ro<.:slruluras p,lra li/lia li),.:, krn •..• .:arill>l,o de eOlllJ",sil;:ío <':II!<.:I(,id<.: ().7(,%p C) :leill':I <.: ahaixo da 1<':lllp<.:r:llura
eul<.:l(,id<.:.

As camadas alternadas Q' e Fe3C na perlita se formam como tal pela,mesma razão que se forma a estrutura eutetóide (Figs. 9.11 e 9.12), porque a composição da fase
que lhe deu origem [nesse caso a austenita (O,76%p C)] é diferente de ambas as fases geradas como produto [ferrita (O,022%p C) e cementita (6,7%p C)], e porque
a transformação de fases exige que exista uma redistribuição cIo carbono por difusão. A Fig. 9.26 ilustra

Fig. 9.25 FotollÚcrografia de um aço eutetóide mostrando a microestrutura perlita, que consiste em camadas alternadas de ferrita a (a fase clara) e Fe3C (camadas
finas as quais a maioria aparece escura). Ampliação de 500x. (Reproduzido com permissão do Metais Handbook, VaI. 9, 9th edition, Metallography and
Microstructures, American Society for MetaIs, MateriaIs Park, OH, 1985.)
Fig. 9.26 Representação esquemática da formação da pedita a partir da austenita; a direção da difusão do carbono está indicada pelas setas.

esquematicamente as alterações microestruturais que acompanham essa reação eutetóide; aqui as direções da difusão do carbono estão indicadas pelas
setas. Os átomos de carbono se difundem para longe das regiões da ferrita, com 0,022%p, e em direção às camadas de cemenlila. com%p 6.7C. à medida
quc a pt'rlilllSl' esll'lllk do conlorno do grilo 'll
plllo inll'rior do gr
i'lo de auslt'nila nilo n:agido. Enli\o.a pedita se l'ol'llla elll call1adas
quepor
com a
formação dessa estrutura os átomos de carbono precisam se difundir apenas ao longo de distâncias mínimas.

Além do mais. o resfriamento subseqüente da perlita a partir do ponto b na Fig. 9.24 produzirá alterações microestrulurais rl'lnl i \,lIl1\l'nlt' i IIS ip.1Ii
Ikllntl's,

Fig, liga do c da [,

prol meU tam, term pera a cal

abai; sente se tr" pela fasc ( -d Ifnna nopo res)lo pedi!. ava ;tl

As microestruturas para as ligas ferro-carbeto de ferro que possuem composições diferentes da composição eutetóide serão agora exploradas; essas são
análogas ao quarto caso descrito na Seção C J .7e iluslrado na Fig. C J.14para o sistema eutélico. Considere uma composição Co à esquerda do eutetóide, entre
0,022 e 0,76%p C; essa é conhecida como uma liga hipoeutetóide (menos do que o eutetóide). O resfriamento de uma liga com essa composição é
representado pelo movimento vertical, para baixo, ao longo da linhayy' na Fig. 9.27. A aproximadamente 875°C, ponto c, a microestrutura consistirá
inteiramente em grãos da fase y, como mostrado esquematicamente na figura. Ao resfriar até o ponto d, a uma temperatura de aproximadamente 775"\., e
que se enconlra dentro da região das fases IV -I y. essas duas f;lsl's coexistiriío COIIIO esl:í nloslrado na nliC/"oeslnllllra esqul'III:ílica. A maioria das
pequenas partfcuJas (X se fornlar:'i ao longo dos contornos originais dos grãos y. As composiçíks I,mlo da rase IY como da fase y podem ser delerrllinadas
utili".ando a linha de amarração apropriada; essas composições correspondem, respectivamente, a aproximadamente 0,020 e 0,40%p C.

Enquanto se resfria uma liga através da região das fases a + y, a composição da fase ferrita se altera com a temperatura ao longo do contorno entre as
fases a - (a + y), curva MN, tornando-se ligeiramente mais rica em carbono. Por outro lado, a alteração na composição da austenita é mais dramática,
prosseguindo ao longo da fronteira (a + y) - y, curva MO, à medida que a temperatura é reduzida.

O resfriamento do ponto d até o ponto e, imediatamente acima do cutetóide. porém ainda na região a + y, produzirá uma
Fig. 9.27 Representações esquemáticas das microestruturas para uma liga ferro-carbono com composição hipoeutetóide Co (contendo menos do que O,76%p C) à
medida que éla é resfriada desde dentro da região da fase austenita até abaixo da temperatura eutetóide.

proporção maior da fase a, bem como uma microestrutura semelhante àquela também mostrada: as partículas a crescerão em tamanho. Nesse ponto, as
composições das fases a e 'Y são determinadas pela construção de uma linha de amarração na templ.:ralur:t 'I:.; a rasl.: Ir I.:onlerá O,022'Y"p C, I.:nquanlo a rase 'Y
terá a composição do cutetóide, ou seja, O,76%p C,

À medida que a temperatura é abaixada para imediatamente abaixo do eutetóide, até o ponto f, toda a fase 'Y que estava presente à temperatura Te (e que possuía a
composição do eutetóide) se transformará em pedi ta, de acordo com a reação representada pela Eq. 9.19. Virtualmente não existirá qualquer alteração na fase a
que existia no ponto e ao se cruzar a temperatura eutetóide - I.:la I.:slará nOl'lllalml.:nte presenle como uma rase matriz contfnlla:lo redor d:ls colC\nias dL' pL'l'lita
isoladas. A Illil'l'oL'strlllura lIoponlo/aparecLT;'í COIIHl Illosll'lldo 110 dl'llllhe L'sqUL'lll;Ílieo c(irn:spolldcnlc lia I,'ig. 1).27. Assillt, a rase krrita cstar:'í presenle
na pl.:rlila e lamhénl como :I rase quI.: se rOnllOU enquanto se resfriava :10 longo da regi;'ío das I'asl.:s Ir -I, 'Y. A krrila que está presente na pedila é chamada de
ferrita eutetóide, enquanto a outra, aquela que se formou a temperaturas acima de Te' é conhecida por ferrita proeutetóide (significando pré-, ou antes, do
eutetóide), conforme identificado na Fig, 9.27. A Fig. 9.28 mostra uma fotomicrografia de um aço com O,38%p C; as regiões brancas, com maiores dimensões,
correspondem à femta proeutetóide. Para a pedi ta, o espaçamento entre as camadas a e Fe)C varia de grão para grão;· uma parte da perlita aparece escura, pois as
muitas camadas com pequeno espaçamento não estão resolvidas e definidas na ampliação desta fotomicrografia. Na página inicial deste capítulo é mostrada uma
micrografia eletrônica
de varredura de um aço hipoeutetóide (0,44%p C), na qual tanto a perlita como a ferrita proeutetóide também podem ser vistas, porém sob
ampliação maior. Também deve ser observado que dois microconstituintes - a femta proeutetóide e a perlita estão presentes nessas micrografias e
aparecerão em todas as ligas ferro-carbono hipoeutetóides que são resfriadas lentamente até uma temperatura abaixo da eutetóide.

As quantidades relativas de a proeutetóide e perlita podem

ser determinadas de maneira semelhante àquela que foi descrita í na Seção 9.7 para os microconstituintes primário c eutético. Usa- :J mos a regra
da alavanca em conjunto com uma linha de amarra-

ção que se estende da fronteira entre fases a - (a + Fe3C) (O,022%p C) até li composição cutetóidc (O.76%p C), uma vez

que 11 pcrlílll é li produlII dllll'llllsl'lIl'1llll~'~11 dllllllSlc'lIílll lI"c' pllS"

suí cssa COlllposi~ão, 1'01' CXCIllplo, VatlloS COlIsídCr:ll' "Illa liga com composição COI na Fig. 9.29. Dessa forma, a fração de perlita, Wp, pode ser
determinada de acordo com a relação
Obviamente, as frações tanto de C\' total (eutetóide e proeutetóide) como de cementita são determinadas utilizando-se a regra da alavanca, juntamente com
uma linha de amarração que se estende através da totalidade da região que compreende as fases C\' + Fe3C, desde 0,022 até 6,7%p C.

Resultam transformações e microestruturas análogas para as ligas hipereutetóides, aquelas que contêm entre 0,76 e 2,14%p C, que são resfriadas a partir
de temperaturas dentro do campo da fase y. Considere uma liga com composição Cj, mostrada na Fig. 9.30, a qual, mediantc resfriamento, se move
vcrticalmcnte plll'll hllixollo longo dll Iinhll ~,~', NIIIHII\1l1 g. Slll\\l'nlt' li raSt' y I'S\:lI'l\ 11I'I'SI'llll' 1'0111 1111111 l'OlllpllSi,'nll dI' (\: :I 11Ilcl'Ol'sII'1I111 1'l1 apar~c~r::í.
conror lll~ ~s t::í. llIostraJo, apr~s~lltanJ o ap~lla s os gr ãos da fase y. Com o resfri amento p ara dentro do c ampo das f ases y + Fe 3C, isto é, até o
ponto h, a fase cementita começará a se formar ao longo dos contornos dos grãos iniciais da fase y, de man~ira s~melhan(e ao que ocorre para a rase C \'na
Fig. 9.27, ponto d. Essa cemelllila é chamada ccmentita procutetóidc, aquela que
se forma antes da reação eutetóide. Obviamente, a composição da cementita permanece constante (6,70%p C) à medida que a temperatura é alterada.
Contudo, a composição da fase austenita se moverá ao longo da curva PO em direção à eutetóide. À medida que alelllperalllr:1 é redu/.ida alravés da eulc1ôidc al~
o pOll10 i. toda a ,luslL'llila rL'slallll' l'OIlI l'Olllposil;:'io L'ulL'lúidL' sL'r.í COIlverlida elll pcdila; assilll. a IIlierocslru111ra rcsultalllc l'llllsislirá em perliLa e cemenLiLa
proeuLeLóide como microconstiLuinLes (Fig. 9.30). Na fotomicrografia de um aço com l,4%p C (Fig. 9.31), observe que a cementila proeutetóide
aparece clara. Uma vez qUI:) l'la 1l' 111 11111 ;1 ap ar(\lH'i:1 IlIlIil o S"'IIH'lhalll l':' d:1 fl 'l'ril :1 pn )l'III"I (li~ dc (I'ig. 1).'2K), L'Xisll' algulll Il difiL 'uldadL' ,'111 Sl' distillguir
l'lllrc os aços hipue uLcLóide c hipercuLelóiuc simplesmcllte co m base na mi croes trutur a.

As quantidades relativas dos dois microconstituintes - perlita e Fe3C proeutetóide - podem ser calculadas para ligas de aços hipereutetóides de maneira
análoga à que foi empregada para os materiais hipoeutetóides; a linha de amarração apropriada se estende entre 0,76 e 6,70%p, C. Dessa forma, para uma
liga que possui uma composição C1' na Fig. 9.29, as frações de perlita, Wp, e de cementita proeutetóide, WFe3C, são determinadas a partir das seguintes expressões
para a regrada alavanca:

X 6,70 - Cí 6,70 - Cí

W" = V + X= 6,70 - 0,76 = 5,94

V Cí - 0,76 Cí - 0,76

WFer = V + X= 670- 076 = 594

, , ,
· -
ro de comp onente s e o Illímero d e vari; ívcis al6m da composi-

cJío.

llllla all "lI<;; )o ('ollsidniívl'l roi dnda 110 siSll'lIl l1 krro "arl lo!\ \), c c speciric;llIlellte ao diagraúl a de lascs pam o sistclll a 1'l:rÍ"ocarb eto
de ferro, que
tecnologicamel1l e é um d os mai s importante s. O desenvolvimento da mi croestrutur a e m muit as ligas e aço s ferro-carbono
depende da reaç ão eutetóide na qual a fase austenita com estrutura cristalina CFC, de composição O ,76%p C , se transf orma
isotermicamente na f ase ferrita a (O;022 %p C ), com e strutura CCC , e no composto intermetálico , cementit a (Fe 3C). O produto
microestrutural de uma liga ferro carbono de compo sição eutetó ide é a perl ita, um microcons tituinte que con siste em camad as
alternad as de fer rita e cementit a. As microe struturas de ligas que possuem teor es de carbono in feriores ao eutetóide
(hipoeutet óides) s ão compo stas por um a fas e ferrita pro eutetóide, além da perlita. Por outro l ado, a perlita e a c ementit a
proeutet óide constituem os microcon stituintes p ara ligas hip ereutetóides - aquelas com t eores de c arbono qu e excedem a
compo sição e utet óide.

Austenita Cementita

Cementita proeutetóide Componente

Composto intermetálico Curva liquidus

Curva solidus

Curva solvus

Diagrama de fases Energia livre

Equilíbrio

Equilíbrio de fases Equilíbrio de fases Estrutura eutética

Isomorfo

Lei das fases de Gibbs Liga hipereutetóide Liga hipoeutetóide Limite de solubilidade J ,inila de am arraç
iio Metaestável Microconstituinte Perlita

Ponto invariante Reação eutética Reação eutetóide Reação peritética Regra da alavanca
00 2 4 6 8 10 12 14

Concentração dos elementos de liga (%p)

Fig. 9.33 A dependência da composição eutetóide (%p C) em função da concentração da liga para vários elementos de liga no aço. (De Edgar C. Bain, FUllcliOIl.\· (lI' lhe
i\//oyiIlR 1~'/I'IIIf'III.\· ill SI('('I, I\JIIcrican Society for Metais, 1939, p. 127.)

o si stema re rro-carbeto de re rro, mo strado na F ig. lJ.22. A exIl:nsi'ío ,kss: ls ;i 1krac,:iles 11:1.'1 Jlosic,'ill:s dos (' olll orllos l 'lIln ~ ;1.'11':1" Sl'~1 e dos
1'01'111:110.'1 do .'. C:llIl()(IS d:ls r:IS('s dl'pl'lId( ' do (~I('IIIl'lIlo de liga é spedrico e da sua cOllce lllra~ao. U lIla d:ls illlporl:III!l;S alterações é o
des locame nto da posição e utetóide em re lação à tem perat ura e à co ncentraçã o de car bono . Esses efeitos estão ilus trados nas Figs. 9 .32 e
9.33, que plotam a te mperat ura e utetóide e a com posição e utetóide (em %p C) co mo um a função da co ncentração para vá rios outros
elementos de li ga. Dessa fo rma, outras a dições d e liga não alteram somente a temperat ura da re ação e utetó ide, mas também as fra ções
relativ as das fases perl ita e proeut etóide que se formam. Contud o, os aço s são n ormalmente li gados po r outr as razões - ge ralmente para
melhorar a s ua re sistênci a à corrosão o u para tomá-Ios a cessíveis a um t ratamen to té rmico (v er o Ca po 11).

RESUM O
Os diagramas de equilíbrio de fases são uma maneira conveniente e concisa de representar as relações mais estáveis entre as fases em sistemas de ligas.
Essa discussão levou em consideração diagramas de fases binários para os quais a temperatura e a composição são as variáveis. As áreas, ou regiões das
fases, são definidas nesses gráficos da temperatura em função da composição, dentro das quais existe uma ou duas fases. Para uma liga com uma dada
composição e a uma temperatura conhecida, podem ser determinadas as fases que estão presentes, as suas composições e as quantidades relativas, em
condições de equilíbrio. Dentro de regiões bifásicas, as linhas de amarração e a regra da alavanca devem ser usadas para os cálculos da composição das
fases e das frações mássicas, respectivamente.

Vários tipos diferentes de diagramas de fases foram discutidos para os sistemas metálicos. Os diagramas isomorfos são aqueles para os quais existe uma
solubilidade completa na fase sólida; o sistema cobre-níquel apresenta esse comportamento. Também discutido para ligas pertencentes a sistemas
isomorfos foram o desenvolvimento das microestruturas durante casos de resfriamento, tanto em condições de equilíbrio como fora das condições de
equilíbrio, e também a dependência das características mecânicas em relação à composição.
Em uma reação eutética, como a encontrada em alguns sisteIllllS d('ligllS,UIIIll fasc líquida sc trallsforllla isotcrmicalllcnlcc/lI dUlls flls('s s{llidllS
dikn'nll's 110 Sl'r SUilllll'lidnll rl'sfrillllll~1I10, '1'11 1r~:II\:IO é obscrvada nos diagralllas de fases para os sislclllas cobre-prata e chumbo-estanho.
Asolubilidade sólida completa para todas as composições não existe; em vez disso, as soluções sólidas são terminais, isto é, existe apenas uma
solubilidade limitada dc cada componente no outro. Foram discutidos quatro tipos diferentes de microestruturas que podem se desenvolver durante
o resfriamento em condições de equilíbrio para ligas pertencentes aos sistemas eutéticos.

Outros diagramas de equilfbrio de fases são mais complexos, possuindo compostos c/ou fases intermediárias, possivelmente mais do que um único
eutético, e outras reações, incluindo transformações de fases eutetóides, peritéticas e congruentes. Tais fenômenos são encontrados nos sistemas
cobre-zinco e magnésio-chulllbo.

A lei das fases de Gibbs foi apresentada; ela 15 uma equação simplcs que relaciona o número de fases presentes em um sistema em equilíbrio com o
número de graus de liberdade, o número de componentes e o Illímero de vari;íveis al6m da composicJío,

I JlIllIlIll'll\';)O ('ollsidl'l'fivl"i r(,i dndlllH' sisl('llIlI kl'!'" ('111'11,,110, e especificlIlllellle lIO dingnt'ulll de Inses plll'll o sisklllil kl'rocarbeto de ferro,
que tecnologicamente é um dos mais importantes. O desenvolvimento da microestrutura em muitas ligas e aços ferro-carbono depende da reação
eutetóide na qual a fase austenita com estrutura cristalina CFC, de composição O,76%p C, se transforma isotermicamente na fase ferrita Q'
(O;022%p C), com estrutura CCC, e no composto intermetálico, cementita (Fe3C), O produto microestrutural de uma liga ferrocarbono de
composição eutetóide é a perlita, um microconstituinte que consiste em camadas alternadas de ferrita e cementita. As microestruturas de ligas que
possuem teores de carbono inferiores ao eutetóide (hipoeutetóides) são compostas por uma fase ferrita proeutetóide, além da perlita. Por outro
lado, a perlita e a cementita proeutetóide constituem os microconstituintes para ligas hipereutetóides - aquelas com teores de carbono que excedem
a composição eutetóide.

Austenita Cementita

Cementita proeutetóide Componente

Composto intermetálico Curva liquidus

Curva solidus

Curva solvus

Diagrama de fases Energia livre

Equilíbrio

Equilíbrio de fases Equilíbrio de fases Estrutura eutética

Fase

Fase eutética Fase primária Ferrita

Ferrita proeutetóide

Isomorfo

Lei das fases de Gibbs Liga hipereutetóide Liga hipoeutetóide Limite de solubilidade Linha dc amarr;u,;ão Metaestável Microconstituinte Perlita

Ponto invariante Reação eutética Reação eutetóide Reação peritética Regra da alavanca Sistema

Solução sólida intermediária Solução sólida terminal Transformação congruente