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Ano IV • Nº 35 • Julho 2002 • R$ 6,00
Ano IV • Nº 35 • Julho 2002 • R$ 6,00

Profus ã o de oportunidades vai al é m do neg ó cio de lamina çã o de flex í veis

www.embalagemmarca.com.br

Ano IV • Nº 35 • Julho 2002 • R$ 6,00 Profus ã o de oportunidades

Disputa tecnológica é acirrada com novos investimentos dos fabricantes

Cada vez mais grandes empresas de especialidades químicas querem faturar com embalagens

Não é preciso ver tudo cor-de-rosa, mas há indicadores de que o mar talvez não esteja

Não é preciso ver tudo cor-de-rosa, mas há indicadores de que o mar talvez não esteja tão revolto

Apesar de tudo, o barco vai

N em mesmo a con- quista do pentacam-

peonato mundial de fute- bol parece ter contribuído para melhorar o astral bra- sileiro no que se refere à economia e aos negócios. Sem dúvida há razões para isso, pois vivemos tempos bicudos. Mas fala-se tanto ser este um momento críti- co que perguntamos: quan- do, no Brasil, não foi? Visto que tempos de bo- nança parecem ser exce- ção, seria o caso de con- cluir que, apesar de tudo, o barco vai em frente. Em

EMBALAGEMM ARCA não se

faz o jogo de Poliana nem se usam os óculos do Dr. Pangloss, que via o mundo

sempre cor-de-rosa. No entanto não há como dei- xar de observar indicado- res de que o mar talvez não esteja tão revolto. Nesta edição, por exem- plo, a reportagem de capa, de Leandro Haberli, mos- tra que a indústria de adesi- vos vem apresentando esti- mulante crescimento. Não será porque a ampla rede de empresas usuárias desse insumo, em que o setor de embalagem se destaca, o utiliza em crescente volu- me, produzindo artigos mais modernos e mais efi- cazes em suas funções? Além dessa reportagem, Leandro comparece com outro serviço que sem dú-

vida será lido com muito interesse. Na condição de único jornalista brasileiro presente, ele participou em junho, em Paris, da apre- sentação prévia de uma das mais importantes feiras de embalagem do mundo, Emballage 2002. O evento ocorrerá em novembro, e a equipe de E MBALAGEM - M ARCA estará lá, para fa- zer a cobertura jornalística diferenciada que caracteri- za seu conteúdo. Em mais uma amostra desse dife- rencial, chamo a atenção para a cobertura da Fispal, feita por Guilherme Ka- mio. Até agosto.

Wilson Palhares

Não é preciso ver tudo cor-de-rosa, mas há indicadores de que o mar talvez não esteja
Não é preciso ver tudo cor-de-rosa, mas há indicadores de que o mar talvez não esteja
Não é preciso ver tudo cor-de-rosa, mas há indicadores de que o mar talvez não esteja
PERFIL 6 Referência no campo das embalagens de vidro, a Wheaton comemora 50 anos de atividades

PERFIL

  • 6 Referência no campo das embalagens de vidro, a Wheaton comemora 50 anos de atividades

  • CAPA: ADESIVOS
    10 Movimentação reflete o aquecimento do setor, tanto em adesivos para laminação como em hot melts, PSAs, vernizes e aditivos

Diretor de Redação ocupam cargos t é cnicos, de dire çã o, ger ê ncia e

Diretor de Redação

ocupam cargos técnicos, de direção, gerência e supervisão em empresas fornecedoras, con- vertedoras e usuárias de embalagens para ali- mentos, bebidas, cosméticos, medicamentos, materiais de limpeza e home service, bem como prestadores de serviços relacionados com a cadeia de embalagem.

Tiragem desta edição 8 000 exemplares

Filiada ao

Diretor de Redação ocupam cargos t é cnicos, de dire çã o, ger ê ncia e

Impressa em papel couché mate 115 g/m 2 (miolo) e couché brilho 150 g/m 2 (capa) da Cia. Suzano de Papel e Celulose

Impressão: Grande ABC

EMBALAGEMMARCA é uma publicação mensal da Bloco de Comunicação Ltda. Rua Arcílio Martins, 53 Chácara Santo Antonio - CEP 04718-040 - São Paulo, SP Tel. (11) 5181-6533 Fax (11) 5182-9463

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julho 2002

Wilson Palhares palhares@embalagemmarca.com.br FEIRA Reportagem 21 redacao@embalagemmarca.com.br As novidades e uma Flávio Palhares visão sucinta flavio@embalagemmarca.com.br
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br
FEIRA
Reportagem
21
redacao@embalagemmarca.com.br
As novidades e uma
Flávio Palhares
visão sucinta
flavio@embalagemmarca.com.br
da Fispal
Guilherme Kamio
guma@embalagemmarca.com.br
Tecnologia
Leandro Haberli
2002
leandro@embalagemmarca.com.br
Thays Freitas
thays@embalagemmarca.com.br
28 INOVAÇÃO Lata expandida, uma novidade para mexer com o mercado de embalagens de aço Colaboradores
28
INOVAÇÃO
Lata expandida, uma
novidade para mexer
com o mercado de
embalagens de aço
Colaboradores
Josué Machado e Luiz Antonio Maciel
Diretor de Arte
Carlos Gustavo Curado
Administração
Marcos Palhares (Diretor de Marketing)
Eunice Fruet (Diretora Financeira)
Departamento Comercial
comercial@embalagemmarca.com.br
Wagner Ferreira
Circulação e Assinaturas
Marcella de Freitas Monteiro
assinaturas@embalagemmarca.com.br
Assinatura anual (11 exemplares): R$ 60,00
Público-Alvo
EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais que
  • 33 INTERNACIONAL Uma prévia exclusiva do salão Emballage, que acontecerá em novembro na França

  • 36 EVENTO 3º Fórum Internacional do Papelcartão mostra tendências e caminhos em embalagem

PERFIL 6 Referência no campo das embalagens de vidro, a Wheaton comemora 50 anos de atividades

AUTO-ADESIVOS

  • 16 Seminário destaca a flexibilidade e as possibilidades de diferenciação e promoção através de soluções auto-adesivas

38 3 Editorial Panorama Crise não deve invalidar a neces- sidade de crescimento e inovação Movimentação
38
3 Editorial
Panorama
Crise não deve invalidar a neces-
sidade de crescimento e inovação
Movimentação na indústria de
embalagens e seus lançamentos
40
31 Painel Gráfico
Display
Algumas novidades nas áreas
de impressão e pré-impressão
Lançamentos e novidades – e
seus sistemas de embalagem
42 Almanaque
Fatos e curiosidades pouco conhecidos do mundo
das marcas e das embalagens
FOTO DE CAPA: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY

perfil

50 anos crescendo

Jubileu de ouro da Wheaton reflete história industrial do Brasil

perfil 50 anos crescendo Jubileu de ouro da Wheaton reflete história industrial do Brasil D etalhes
  • D etalhes e episódios interessan- tes da trajetória de uma grande empresa são alguns dos fatores

que determinam sua presença nesta seção, destinada a mostrar como e em que ela pode ser útil à cadeia de embala- gem. Mas há casos em que a decisão se jus- tifica também por outras razões. A possibi- lidade de analisar, através exatamente de seu perfil, a evolução do mercado em que determinada empresa atua e está inserida é um desses critérios. No caso da vidraria Wheaton, companhia de origem americana que completa cinquenta anos de Brasil nes- te mês de julho, as duas razões parecem vá- lidas para resumir sua história no país. Maior fornecedora de embalagens para cosméticos e perfumes do Brasil, a Whea- ton testemunhou o cotidiano de um merca- do que se modificou fortemente nas últimas décadas. A um só tempo a empresa viven- ciou e fez parte da consolidação de grandes fabricantes nacionais desses produtos, e como se não bastasse, também foi peça im- portante na introdução e no desenvolvi- mento da indústria farmacêutica no Brasil. “Quando chegamos, ainda não existia indústria farmacêutica por aqui, e os perfu- mes brasileiros eram em sua maioria artesa- nais”, lembra Renato Massara, diretor co- mercial da empresa. Nessa mesma época, a Wheaton, que desde a década de 80 é for- mada por capital 100% nacional, obvia- mente não era uma indústria vidreira do porte atual, embora já trabalhasse com o material. “Chegamos para fabricar frascos injetáveis de penicilina”, conta Massara. “Só depois de alguns anos, a Wheaton co-

DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
STUDIO AG – ANDRÉ GODOY
STUDIO AG – ANDRÉ GODOY

Frascos coloridos e moldes exclusivos:

tiragens acessíveis a pequenos produtores

meçou a estratégia que resultou em sua atual posição no mercado de cosméticos, perfumes e produtos farmacêuticos.” A situação começou a mudar sobretudo a partir do fornecimento para pequenas em- presas que então surgiam no cenário nacio- nal. Um dos casos mais emblemáticos re- monta ao final da década de 70, quando quatro jovens sócios de uma farmácia de manipulação em Curitiba (PR) resolveram produzir perfumes para a clientela local. O negócio cresceu, culminando numa das maiores marcas do setor no país hoje, O Boticário. “Os fundadores do O Boticário vieram a São Paulo para escolher a embala- gem inicial de seus perfumes”, lembra o di- retor da Wheaton. “Foi quando conhece- ram, em nossa fábrica, o modelo Ânfora, usado até hoje pela empresa.”

Unidade Produtiva:

salto tecnológico

Pioneirismo

A Wheaton de fato cresceu acompanhando os avanços do mercado nacional de cosmé- ticos. A gigante americana Avon, por exem- plo, é atendida pela vidraria desde sua che- gada ao país, no início dos anos 60. Ao lon- go da trajetória da paulistana Natura, vários projetos de embalagem desenvolvidos para ela pela Wheaton amealharam prêmios e se tornaram clássicos do design brasileiro. “A Wheaton se beneficiou por ter acreditado na evolução do mercado brasileiro de em- balagens”, interpreta Massara.

6 – EMBALAGEMMARCA jul 2002

STUDIO AG ANDRÉ GODOY

Ao longo desses 50 anos de atuação no Brasil, tal crença se traduziu em uma filoso- fia de trabalho pontuada por constantes in- vestimentos em tecnologia e gerenciamen- to de processos de qualidade. Um exemplo advém do fato de que a Wheaton foi uma das primeiras vidrarias a oferecer no Brasil frascos coloridos em tiragens baixas. Isso foi possível graças à inovadora tecnologia color feeder, na qual um canal alimentador abastece a máquina com vidro colorido, en- quanto o restante do forno fica produzindo vidro básico incolor. Foi uma maneira de suprir clientes que não estavam interessa- dos em modelos standard, mas que não ti- nham interesse ou necessidade de comprar lotes extensos, como os normalmente exigi- dos para a produção de modelos exclusivos. Assim como o color feeder, outros in- vestimentos em modernização dos métodos de produção foram lastreados no início dos anos 90, quando se assistiu à abertura eco- nômica brasileira. Conforme explica Mas- sara, a chegada de um número crescente de perfumes e cosméticos importados forçou um salto tecnológico na produção nacional de embalagens para esses produtos, uma vez que a indústria usuária passou a ter pro- gressivo acesso aos projetos estrangeiros. “Tivemos de nos adaptar, aumentando a oferta de frascos exclusivos em tiragens menores, e melhorando a textura, a aparên- cia e o brilho do vidro”, resume o diretor da Wheaton. A busca por diferenciais, contudo, não se restringiu a períodos recentes na histó- ria da Wheaton. No começo dos anos 80, a empresa, que é uma das únicas grandes vi- drarias do país que não produz garrafas nem vidro plano, decidiu complementar a sua atuação, criando duas novas compa- nhias dentro do grupo: a Farmacap, fabri- cante de tampas de borracha para o setor farmacêutico; e a Viton, divisão voltada ao

EMPRESA EM NÚMEROS

2 200 funcionários 4 000 moldes disponíveis Capacidade de 800 milhões de frascos por ano Mais de 20 linhas de produção

mercado de embalagens plásticas para cosméticos e farmacêuticos, além de fabri- cante e exportadora de equipamentos para a indústria vidreira.

Wheaton

(11) 4355-1818

www.wheatondobrasil.com.br

Perfumes e cosm é ticos representam 80% do faturamento da Wheaton

Investimentos

Atualmente, a empresa está fornecendo também vidros alimentícios, sobretudo para o mercado de geléias finas e molhos especiais. Outro segmento de atuação fora da tríade cosméticos-perfumes-farmacêuti- cos, responsável por mais de 80% do fatu- ramento da empresa, é o mercado de obje- tos de uso doméstico, onde a Wheaton pos- sui uma linha de pratos e copos para mesa. No conjunto dos setores em que atua, o grupo contabiliza mais de 4 000 moldes. A capacidade produtiva atual é de 800 mi- lhões de frascos/ano. Para o mercado far- macêutico, a empresa recentemente recons- tituiu um de seus maiores fornos, num in- vestimento declarado de mais de 10 mi- lhões de reais. Como parte das comemorações de seu cinqüentenário, a Wheaton participa da fei- ra conjunta HBA South América & FCE Pharma (31 de julho a 2 de agosto), dirigi- da aos mercados farmacêutico e de cosmé- ticos. A empresa exibiu na ocasião boa par- te da evolução das embalagens de vidro para cosméticos e produtos farmacêuticos ocorrida nos últimos cinqüenta anos. Por tudo que testemunhou ao longo desse pe- ríodo, certamente não deverá faltar material para entreter os visitantes, mesmo os mais envolvidos com a história da indústria vi- dreira no Brasil.

STUDIO AG – ANDR É GODOY Ao longo desses 50 anos de atuação no Brasil, tal
STUDIO AG – ANDR É GODOY Ao longo desses 50 anos de atuação no Brasil, tal

8 EMBALAGEMMARCA jul 2002

capa

Novos caminhos

Adesivos para embalagens vão além da laminação de flexíveis

Por Leandro Haberli

capa Novos caminhos Adesivos para embalagens vão além da laminação de flexíveis Por Leandro Haberli P

P oucos fabricantes parecem ter investido tanto para cres- cer na cadeia de fornecimen-

to de matérias-primas para a produção de embalagens quanto fizeram em tempos recentes os de adesivos e se- lantes. É uma movimentação compreen- sível, quando se constata que esse tipo de produto desempenha papel progressiva- mente determinante nos mais diferentes métodos modernos de produção. Mas é o setor de embalagem que surge como uma das principais propulsoras da surpreen- dente ampliação desse mercado. Nas últimas três décadas, a produção mundial de adesivos e selantes cresceu mais de cinco vezes, ao mesmo tempo em que a cadeia do packaging se tornou uma das mais representativas para os fornece- dores dessa especialidade química ( ver gráfico na página ao lado ). Na fatia que

cabe à embalagem, o negócio de lamina- ção de filmes flexíveis mantém o status, conquistado nos últimos anos, de maior consumidor de adesivos e selantes indus- triais. Mas tal condição, que pode ser re- sumidamente explicada pela explosão do consumo daquele tipo de embalagens em todo o mundo, não tem freado investi- mentos em outras áreas. No Brasil, apesar da posição estratégi- ca da conversão de embalagens flexíveis, cada vez mais fabricantes de adesivos pri- vilegiam ações consagradas pelas boas perspectivas dos mercados de rótulos e montagem e fechamento de cartuchos ce- lulósicos. Investimentos significativos são observados também na área de emba- lagens secundárias para transporte, onde se nota crescente substituição de grampos por sistemas de fechamento que usam eti- quetas, fitas e adesivos. E é muito expres-

Convertedores de filmes flexíveis são os maiores consumidores de adesivos para embalagens, mas demanda do insumo
Convertedores de filmes flexíveis são os maiores
consumidores de adesivos para embalagens, mas
demanda do insumo cresce em outras frentes
FOTOS: DIVULGAÇÃO

10 – EMBALAGEMMARCA jul 2002

FONTE: ADHESIVE TECHNOLOGY SET/99

siva a movimentação no acabamento de embalagens promocionais, onde os rótu- los auto-adesivos são preponderantes. Os nichos variam, abrindo oportuni- dades de migração para o mercado de em- balagens que não se restringem a empre- sas estrangeiras. “Hoje atuamos com ade- sivos para construção e fechamento de caixas de papel, além de selantes para ro- tulagem nas mais diferentes superfícies”, resume Alexandre Astolfi, gerente de mercado da Artecola, cinqüentenária fa- bricante nacional de adesivos industriais. Forte fornecedora nas área gráficas, mo- veleira e têxtil, a Artecola concentra 30% de seu faturamento no mercado de emba- lagem, mesmo sem atuar na área de lami- nação de flexíveis.

Á gua n ã o é problema

Igualmente interessada no mercado de ró- tulos, a HB Fuller é outra empresa de ade- sivos a ilustrar o poder de atração do mer- cado de embalagem. Depois de ter trazido ao país sua linha de adesivos sem solven- te para selagem e laminação de filmes fle- xíveis, a HB Fuller, situada em Sorocaba (SP), segue fortalecendo sua marca como fornecedora de adesivos para a indústria de rótulos. Um de seus pontos fortes apa- rece na área de bebidas, para a qual a empresa diz ter adesivos que mantêm os rótulos perfeitamente fixados, mesmo quando submersos em gelo e água. Outra grande empresa de aditivos quí- micos que quer aumentar parcerias e o fornecimento de suas soluções para fabri- cantes de adesivos para embalagem é a Ciba. Os produtos voltados a esse merca- do são constituídos pelas linhas de aditi- vos antioxidantes, disponíveis sob a mar- ca Irganox. Tais soluções têm emprego em duas frentes distintas: a indústria de rótulos e os fabricantes de adesivos para fechamento de caixas e cartuchos de pa- pel cartão. Os aditivos são desenvolvidos para aumentar a aderência e a vida útil dos selantes, sobretudo em condições ex- tremas de temperatura. O exemplo da Ciba indica que o for- necimento de especialidades e bases in- dustriais para os fabricantes de adesivos é cada vez mais estratégico no mundo quí-

Mercado mundial de adesivos

21% - Envase e embalagem 20% - Do-it-yourself Ind ú stria geral 20% - Consumo 14%
21% - Envase e embalagem
20% - Do-it-yourself
Ind ú stria geral
20% - Consumo
14% -
12% - Madeira
9% - Auto
4% - Calç ado
14% - Com solventes 44% - Aquosos 21% - Hot Melts 10% - Reativos 11% -
14% - Com solventes
44% - Aquosos
21% - Hot Melts
10% - Reativos
11% - Outros

Adesivo granulado:

foco no mercado de ró tulos e fechamento de cartuchos

FONTE: ADHESIVE TECHNOLOGY SET/99 siva a movimentação no acabamento de embalagens promocionais, onde os rótu- los

mico. A mesma percepção vem à tona quando se constata o caso da DuPont, que também tem se lançado na oferta de ma- térias-primas e adesivos para o mercado de embalagem. Contudo, o foco principal aí é a co-extrusão de materiais não com- patíveis, como os que compõem filmes flexíveis multicamadas. Para atender a esse setor, a gigante americana desenvol- veu a linha Bynel, composta por onze fa- mílias distintas de adesivos. A Sovereign Specialty Chemicals, também americana, apresenta estratégia distinta. Oficialmente no Brasil desde fe- vereiro último, quando ocorreu a inaugu- ração de sua sede em Vinhedo (SP), a em- presa se mostra interessada em fornecer adesivos prontos para nichos específicos da cadeia brasileira de embalagem. Mes- mo tendo adquirido recentemente a ingle- sa Croda Adhesives, especializada em vernizes e adesivos direcionados justa- mente a embalagens flexíveis, a Sove- reign não apostará tudo no negócio de la- minação. “Nossa linha de produtos conta com adesivos próprios para embalagens flexíveis, inclusive de alimentos”, conta Silvana Reis, gerente-geral da Sovereign

no Brasil. “Mas por enquanto daremos prioridade ao fornecimento para empre- sas de rótulos, além de

no Brasil. “Mas por enquanto daremos prioridade ao fornecimento para empre- sas de rótulos, além de investir fortemen- te no negócio de vernizes para acabamen- to gráfico de embalagens”, ela completa.

Hegemonia

Não é exagero dizer que parte da cautela de alguns fabricantes quanto a investir no mercado brasileiro de laminação de flexí- veis pode ser explicada pelo atual papel da alemã Henkel no setor. A empresa contabiliza mais de duas décadas no país, e na área de embalagem fornece para os principais convertedores de filmes flexí- veis, às vezes em caráter de exclusivida- de. Estimativas internas dão conta de que a Henkel domina atualmente 70% do mercado de laminação de filmes flexíveis para a cadeia de embalagem. Apesar da posição privilegiada, a em- presa não está acomodada. Ciente da proximidade da chegada ao Brasil de nor- mas de segurança para evitar a contami- nação de alimentos acondicionados em embalagens laminadas, a Henkel tem in- vestido alto em pesquisa para trazer solu- ções a tal questão. Como explica Julio Muñoz Kampf, diretor da divisão de ade- sivos industriais para América do Sul, a preocupação da indústria alimentícia em evitar contato de seus produtos com subs- tâncias químicas da embalagem é cada vez mais evidente no Brasil. “Por isso nossos esforços têm se voltado para a ga- rantia de cura total do adesivo durante o processo de laminação”, resume Muñoz. Além da crescente oferta de adesivos

E o dólar?

Atuando sobretudo, quando não totalmente, com matérias-primas importadas, os fabricantes de ade- sivos industriais são alvo de gran- des incertezas nos momentos de instabilidade cambial. A área de adesivos tem sofrido impacto ime- diato da freada econômica, analisa Mauro Trevizan, diretor regio- nal de adesivos e selantes da Rohm and Haas. Apesar disso, ele diz que a empresa tem se dedicado como nunca ao desenvolvi- mento de novos produtos. Queremos alavancar essa estratégia, para que, ao acelerar-se novamente a economia, eles já estejam aprovados, comenta Trevizan. Nessa filosofia, existe a possibili- dade, ainda não confirmada, de que a Rohm and Haas passe a produzir no Brasil adesivos com cura por radiação, além da re- cém-incrementada linha de hot melts reativos. Na Artecola predomina percepção semelhante. Mesmo com o mercado de bens de consumo retraído, a área de embalagem tem apresentado crescimento constante em nossa operação, confirma Alexandre Astolfi, gerente de mercado da empresa. Entre outros fatores, o executivo observa que tal evolução é ocasionada pela crescente substituição de grampos por sistemas adesivos para o fechamento de embalagens secundárias (foto).

livres de solventes, ou solventless, grande tendência do mercado nos últimos anos, a Henkel continua desenvolvendo o que chama de adesivos de quarta geração. “De maneira geral, são sistemas de fácil mani- pulação, com boa maquinabilidade e cura rápida, com vistas à performance física e à segurança dos alimentos”, define o dire- tor da Henkel para a América do Sul. Como demonstra o caso da Henkel, que planeja estratégias para não se tornar vítima do acirramento da concorrência, a dinamização do mercado de adesivos es- palha a busca por diferenciais competiti- vos para atender a convertedores de em- balagens flexíveis. Depois de inaugurar, em abril, sua planta reformada de Jacareí (SP), a Rohm and Haas luta para ampliar a presença de suas linhas de adesivos para laminação de embalagens flexíveis. Porém, os 15 milhões de dólares in- vestidos na fábrica paulista, que foi ado- tada como modelo tecnológico na empre- sa (a nova unidade indiana da Rohm and Haas é inspirada na planta de Jacareí), deixam claro que, simultaneamente à área de laminação de flexíveis, a empresa quer crescer forte no mercado de rotula-

Cartuchos celuló sicos consomem cada vez mais adesivos STUDIO AG – ANDRÉ GODOY
Cartuchos
celuló sicos
consomem cada vez
mais adesivos
STUDIO AG – ANDRÉ GODOY

12 EMBALAGEMMARCA jul 2002

R ó tulos auto-adesivos promocionais: nicho estraté gico
R ó tulos
auto-adesivos
promocionais:
nicho estraté gico

Artecola

www.artecola.com.br

(51) 598-2002

Brascola

www.brascola.com.br

(11) 4173-2020

Ciba

www.cibasc.com

(11) 5532-7395

Coim

www.coimbrasil.com.br

(19) 3876-3514

DuPont

(11) 4166-8393

www.dupont.com.br

HB Fuller

www.hbfuller.com

(15) 236-6201

Henkel

www.henkel.com.br

(11) 3848-2300

Rohm and Haas

www.rohmhaas.com

(11) 5185-9000

Sovereign Specialty Chemicals

silvia.pexotti@sovereignsc.com.br (19) 3876-9808

gem, etiquetas e fitas adesivas. Uma das metas é expandir a produção das bases de seus PSAs – pressure sensitive adhesives , ou adesivos sensíveis à pressão –, consu- midas basicamente por convertedores de rótulos auto-adesivos. “Ao ampliar seu perfil de produção local, adicionando aos adesivos de PSA a produção de adesivos para laminação de filmes flexíveis, a Rohm and Haas busca fortalecer sua posição de fornecedora completa de ade- sivos para conversão de embalagens”, diz Maria Cristina Santos Cunha Lima, ger- ente regional de marketing para adesivos. Concorrente direta da Rohm and Haas e da Henkel no mercado de laminação de flexíveis, a italiana Coim acalenta a espe- rança de se tornar a fornecedora líder de adesivos para o mercado de embalagem. Até o final do ano, a empresa deverá anunciar a finalização da ampliação de sua fábrica brasileira, também localizada em Vinhedo (SP). Nesse caso, além do mercado de adesivos, a empresa investe no fornecimento de vernizes para selagem a quente e primers para impressão e meta- lização “Queremos nacionalizar toda a produção voltada à cadeia de embalagens flexíveis”, afirma Paulo Giorgiani, geren- te de produto da Coim no Brasil. É verdade que toda a movimentação dos fabricantes de adesivos no mercado de embalagem se justifica por detalhes que passam desapercebidos pelos consu- midores. Mas o fato é que hoje não res- tam dúvidas de que os adesivos são cru- ciais para garantir a integridade do pro- duto e a vedação de uma embalagem.

R ó tulos auto-adesivos promocionais: nicho estraté gico Artecola www.artecola.com.br (51) 598-2002 Brascola www.brascola.com.br (11) 4173-2020

Quente como nunca

Ao mesmo tempo em que o mercado de adesi- vos para embalagem se expande além da lami- nação de filmes flexíveis, a disputa tecnológica entre as empresas se acirra. Com a profusão de lançamentos, fabricantes tradicionais no cená- rio brasileiro têm se articulado para responder à demanda por produtos mais eficientes. No mun- do dos adesivos, isso significa preço competiti- vo, secagem rápida, e, claro, selantes que não descolem indevidamente. São basicamente esses os diferenciais que tor- naram os hot melts líderes em fatias cada vez mais amplas do mercado de adesivos. Tecnolo- gia relativamente recente, os adesivos hot melt são fundentes e, de maneira geral, podem ser processados a temperaturas mais baixas, nor- malmente entre 100ºC e 120ºC, o que reverte em economia de energia. Além dessa vantagem, eles têm a seu favor a crescente preocupação de fabricantes e consumidores com a preserva- ção ambiental. Os hot melts são ecologicamente corretos, ató- xicos, e cada vez mais garantem performance excelente em aplicações críticas, como nas em- balagens de produtos supergelados, atesta Ro- berto Cestari, gerente de vendas da Brascola, tradicional fabricante de adesivos, que entrou de cabeça nesse negócio em 2002. “É por isso que os adesivos com base em solventes estão sendo vítimas de migrações para os hot melts e para os adesivos com base em água.Com 49 anos no mercado, a Brascola debutou na área de hot melts com a marca Brascomelt, no início do ano. Visando lastrear o objetivo de conquistar 5% desse mercado em três anos, a empresa acaba de adquirir a Colabene, fábrica situada em Campinas (SP), presente no merca- do de adesivos industriais desde 1974. A partir de agora, a Colabene passa a ser denominada Brascola Tec. Entre as indústrias atendidas pela nossa atua- ção com hot melts, como a automotiva, a de cal- çados e a de construção civil, a de embalagens é a que apresenta grandes perspectivas de crescimento, aponta Cestari. Para um setor disputado por fabricantes globais de especiali- dades químicas, a Brascola já obteve resultados expressivos: participação de 1% em menos de seis meses de atuação, além de contar com clientes como Da Granja, Paulista, Leco, Itambé, Vinagre Castelo, Garoto, Panasonic e Alcoa. Além da performance nas aplicações para em- balagens flexíveis, queremos difundir um dife- rencial no fechamento de cartuchos com nossa linha de hot melts, ele sustenta.

14 EMBALAGEMMARCA jul 2002

auto-adesivos

FOTOS: STUDIO AG ANDRÉ GODOY

A força da flexibilidade

Seminário debate vantagens dos rótulos em ações promocionais

auto-adesivos FOTOS: STUDIO AG – ANDR É GODOY A força da flexibilidade Seminário debate vantagens dos

E m tempos de vendas difíceis, como os atuais, um poderoso instrumento para estreitar o re-

lacionamento com clientes – e assim possivelmente estimular encomen- das – é aproximar-se deles o máximo pos- sível, oferecendo-se para ajudá-los, justa- mente, a vender. Ou seja: a mágica está em ir ao potencial comprador para prestar um serviço a ele, não só para vender. Ainda que esse ensinamento óbvio conste dos mais antigos “manuais do bom vendedor”, não são muitas as empresas que conseguem im- plementá-lo com êxito. Há, entretanto, exemplos bem sucedi- dos. Um deles é o recentemente realizado 1º Seminário de Ações Promocionais no Ponto-de-Venda, com foco na força vende- dora dos rótulos auto-adesivos, partindo do fato de que eles atendem com absoluta efi- cácia a uma das necessidades vitais da pro- moção, que é a flexibilidade. O evento abordou de forma específica a aplicação desse recurso no segmento alimentício – em particular nas categorias de biscoitos,

balas, guloseimas, pães, achocolatados e produtos voltados para a linha infantil. Apesar do foco direcionado, os partici- pantes tiveram oportunidade de observar exemplos práticos de aplicações que podem oferecer bons resultados em economia de custos. Uma delas é o uso desse sistema de rotulagem em embalagens flexíveis, como forma de diversificá-las sem necessidade de imprimir e estocar muitos tipos. “A empre- sa pode fazer embalagens padronizadas e diferenciá-las com o uso de rótulos para cada variedade de produto”, exemplificou Marco Antonio Dias de Oliveira, diretor co- mercial da E-Packing, uma das empresas organizadoras do seminário. Outro aspecto atraente por ele destacado é que tal recurso, além de não prejudicar o visual da embalagem (“ao contrário, muitas vezes contribui para embelezá-lo”), pode in- crementar sua eficácia e ampliar funções. Mostrando como exemplo flow-packs de toalhas de papel umedecidas, para diferen- tes usos, ele ressaltou que os rótulos adesi- vos neles aplicados eram do tipo resselável,

Diversifica çã o sem necessidade de imprimir e estocar muitas embalagens diferentes

auto-adesivos FOTOS: STUDIO AG – ANDR É GODOY A força da flexibilidade Seminário debate vantagens dos

16 – EMBALAGEMMARCA jul 2002

isto é, possibilitam fechar a embalagem após o uso de cada unidade do produto. Ele mostrou também que, com a aplicação de um pequeno auto-adesivo sobre o rótulo, o consumidor tem a garantia de que será o primeiro a abri-lo, já que o dispositivo de segurança se rompe quando isso acontece. Em outro exemplo, este sim promo- cional, uma cinta auto-adesi- va exerce dupla função: agre- ga duas unidades de um produ- to e substitui o selo de seguran- ça, já que passa sobre a ponta do rótulo resselável.

Integração da cadeia

Ocorrido no final do mês passado, o seminário foi, em síntese, um encon- tro entre profissionais interessados em apresentar e vender seus produtos e servi- ços a outros, dispostos a encontrar, no que foi apresentado, possíveis instrumentos for- talecedores de seu trabalho no campo pro- mocional. O evento reuniu no Hotel Ibis, em São Paulo, fornecedores e usuários de equipamentos e insumos de embalagens, pondo em prática um tipo de ação de que se ouve falar muito, mas que pouco se vê: a in- tegração da cadeia produtiva. Com apoio de EMBALAGEMM ARCA, o Seminário, promovido pela Avery Denni- son do Brasil, líder no fornecimento de ba- ses para auto-adesivos, teve parceria da Prakolar Rótulos Auto-adesivos, da Bauch & Campos, maior fabri- cante brasileira de máqui- nas rotuladoras, e do E- Packing Group, seu repre- sentante comercial, de mar- keting e desenvolvimento. Durante um dia, cerca de quarenta representantes de empresas usuárias de embalagens e de agências de design puderam trocar idéias sobre as possibili- dades de uso de materiais pro- mocionais, com ênfase em figurinhas e sti- ckers auto-adesivos aplicados automatica- mente. A iniciativa deu bom resultado, se- gundo avaliação dos participantes. O semi- nário consistiu de apresentações acompa- nhadas de debates. A seguir, um resumo da exposição de cada um dos apresentadores.

• Isabella Monteiro Galli, gerente de

marketing da Avery Dennison do Brasil – Apresentou a empresa, destacando sua con- dição de líder mundial, com mais de 200 instalações ao redor do mundo. Ressal- tou a importância do rótulo do produto no ato da compra, quando funciona como poderoso fator de decisão pelo consumidor. “No ponto-de-venda ocorrem cerca de 85% das decisões de compra”, disse. A força de atra- ção do rótulo, segundo Isabella, está di- retamente ligada à qualidade do material e às possibilida- des de criação que possibilita. Afirmou que “o auto-ade- sivo é o rótulo que melhor se adapta a qualquer situação”. Es- pecialmente, ele se transforma numa grande oportunidade em casos de promoção, já que oferece enorme flexibilidade de uso. Isabella fez então uma exposição de variadas formas de rótulos promocionais, disponíveis no Brasil ou de rápido internamento por meio da rede mundial de instalações da Avery Dennison. Ela comparou ainda números de consumo de auto-adesivos no Brasil e em outros paí- ses: enquanto nos Estados Unidos a média anual é de 12 m 2 por pessoa e no México é de 4 m 2 , o consumo per capita é de 1,5m 2 . Isso mostraria não só o potencial de uso desses rótulos, mas também, em de- corrência, o de estímulo de vendas de produtos em geral.

Flex íveis com desenho padr ã o:
Flex íveis com
desenho padr ã o:

diferencia çã o por meio de ró tulos auto-adesivos

A mesma fun çã o, com r ó tulos resselá veis

isto é, possibilitam fechar a embalagem após o uso de cada unidade do produto. Ele mostrou

• Lincoln Seragini, do Comitê de Design da Associação Brasileira de

Embalagem (ABRE) – Convidado para falar sobre a força da embalagem como instrumento promocional, Seragini, que é diretor da Seragini Farné Design, iniciou sua palestra dizendo achar desnecessário reiterar a im- portância da embalagem como ferramenta de promo- ção de vendas. “Isso é tão ób- vio que seria redundante rea- firmar, pois a boa embalagem é sempre pro- mocional”, disse. “Afinal, no auto-serviço o que se dá é a venda visual, ou findability.” Apesar dessa ressalva inicial, ele desta-

18 EMBALAGEMMARCA jul 2002

Com a aplica çã o de alguns r ó tulos, redu çã o de custos, antiviola

Com a aplica çã o de alguns r ó tulos, redu çã o de custos, antiviola çã o e retampamento

cou serem incontáveis as possibilidades de, utilizando- se a criatividade e os recursos cada vez mais avançados pos- tos à disposição do mercado, transformar a embalagem do pro- duto em estimulador de vendas. Ocorre que a disseminação de tecnologias e de materiais de boa qualidade torna crucial a neces- sidade de realmente diferenciar- se, de modo a reforçar a marca, “o bem mais valioso da empresa”.

• Cees Chatziefstratiou, diretor comer-

cial da Prakolar – Falou sobre a tecnologia e a versatilidade da conversão de rótulos auto-adesivos e fez uma apresentação, acompanhada de projeção de fotos de equipa- mentos disponíveis em sua empresa, todos com tecno- logia compatível com o estado da arte. Apresen- tou também embalagens rotuladas e amostras de rótulos produzidos pela Prakolar, com variados recursos de im- pressão, como hot-stamping, holografia, re- levo e laminação. No caso específico de adesivos promocionais, Chatziefstratiou destacou que a Prakolar tem condições de fornecê-los tanto em formatos planos, para merchandising no ponto-de-venda (com materiais removíveis ou permanentes em papéis ou filmes, com ampla gama de re- cursos gráficos), quanto em rolos, para apli- cação automática ou semi-automática.

• Marco Antonio Dias de Oliveira, dire-

tor comercial do E-Packing Group – Apre- sentou o perfil da Bauch & Campos, que de 1994 a 2002 colocou mais de 2 200 cabeço- tes para aplicação de rótulos auto-adesivos, no Brasil, em países latino-americanos, nos Estados Unidos e na Europa, a partir de Portugal, onde tem filial. Esses números, segundo ele, “refletem a irreversível adesão da indústria ao auto-adesivo”. No caso do Brasil, disse que, dentre os vários setores em que a empresa atua, o que mais cresce em diferenciação de aplicação é o alimentí-

cio. O diretor do E-Packing Group ressaltou a rapidez com que a empresa por ele repre-

sentada instala equipamentos para aplicação de auto-adesivos:

até trinta dias para aplicação externa (face impressa do fil- me) e até vinte dias para aplicação interna (interior do filme). Marco Antonio mos- trou, através de projeções, os acessórios desenvolvidos – sempre com baixo acrésci- mo de custos – pela fábrica para a aplicação de rótulos promocionais, sem prejuízo da velocidade das máquinas. “Me- lhor ainda, sem enfeiar as emba- lagens, pois ao contrário do que muitos po- tenciais usuários ainda pensam, o rótulo auto-adesivo aplicado numa embalagem flexível, por exemplo, não fica com rugas nem bo- lhas.” Isso ocorrer, con- forme ele explicou, por- que a aplicação não é feita no flow-pack ou no stand- up pouch já contendo o pro- duto, mas no filme, antes que a embalagem esteja formatada.

• Cláudio Mello, vice-presidente da As- sociação das Empresas de Marketing Pro-

mocional (Ampro) – Lembrou que o mer- cado de ações promocionais, no qual se in- cluem as embalagens e seus complementos, cresce no país, dada a força que iniciativas desse tipo exercem como estimulante de vendas. No entanto, da mesma forma que as embalagens de linha dos produtos preci- sam destacar-se no ponto-de-venda, nas promoções é preciso ser diferente. Nesse sentido, mais do que criatividade, é funda- mental inovar. “A inovação será a palavra de ordem nos próximos cinco ou dez anos nas atividades promocionais”, previu.

• Regina Blessa, pesquisadora do Popai

Brasil – Apresentou e interpretou em pro- fundidade os resultados do 1º Estudo sobre o Comportamento do Consumidor no Pon- to-de-Venda, realizado pelo Popai em 1998. Dada a extensão do trabalho, os interessa- dos em conhecê-lo poderão entrar em con- tato com a pesquisadora por intermédio do e-mail reginablessa@uol.com.br

Com a aplica çã o de alguns r ó tulos, redu çã o de custos, antiviola
Com a aplica çã o de alguns r ó tulos, redu çã o de custos, antiviola

ABRE

(11) 3082-9722

www.abre.org.br

Ampro

(11) 5055-5250/1751

www.ampro.com.br

Avery Dennison

0800 701-76000 clientefasson@averydennison.com

Bauch & Campos

(11) 4785-2500

www.bauchcampos.com.br

E-Packing

(11) 3501-2852

www.epackinggroup.com

Popai Brasil

(11) 3284-6878

www.popaibrasil.com.br

Prakolar

(11) 291-6033

mkt@prakolar.com.br

Seragini Farné

(11) 3088-0477

lincoln@seraginifarne.com

20 EMBALAGEMMARCA jul 2002

feira Cadê a crise ? Fispal passa ao largo do pessimismo econômico Por Guilherme Kamio S

feira

Cadê a crise?

Fispal passa ao largo do pessimismo econômico

Por Guilherme Kamio

feira Cadê a crise ? Fispal passa ao largo do pessimismo econômico Por Guilherme Kamio S

S ob uma interpretação fria, os diversos indicadores econômi- cos que mostram a retração do

poder de consumo da popula- ção nos últimos meses levariam a uma con- clusão simples: é arriscado investir em bens de capital e em modernização fabril sem contar com o lastro de perspectivas favorá- veis e confiáveis. Alguns fatores, contudo, surgem para abalar esse tipo de análise car- tesiana e mostrar que a economia é bastante calcada em dinamismo e imprevisibilidade. Um bom exemplo é a grande movimen- tação ocorrida na Fispal 2002. Segundo sua organizadora, a Brasil Rio, a 18 a edição da feira gerou negócios de 3,2 bilhões de reais no local dedicado aos fornecedores de má- quinas, embalagens, insumos e serviços, denominado Fispal Tecnologia. Tal espaço, no caso o pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo, recebeu um total de 54 700 visitantes entre os dias 18 e 21 de junho. “Muitas empresas fecharam acordos aqui cujos valores representam até seis me- ses do seu faturamento anual”, comenta Luiz Fernando Pereira, diretor da feira. A julgar pelos resultados, a divisão da feira em dois pavilhões, inaugurada no ano

feira Cadê a crise ? Fispal passa ao largo do pessimismo econômico Por Guilherme Kamio S

passado, reunindo expositores por perfil, parece ter se firmado. Nesta edição, as no- vidades foram o Fispal Pack Design Show e o Espaço ABRE do Meio Ambiente, ini- ciativas tomadas em conjunto com a Asso- ciação Brasileira de Embalagem.

Maior cosmopolitismo

Na primeira, dezesseis agências de design mostraram seus trabalhos para cerca de 3 000 profissionais em uma arena reserva- da. “Pela primeira vez nos apresentamos como um segmento industrial”, diz Manoel Müller, presidente do Comitê de Design da ABRE. Já o Espaço do Meio Ambiente di- vulgou os projetos com ênfase na recicla- gem capitaneados por empresas de embala- gens. A votação popular do Prêmio ABRE de Design de Embalagem também foi feita durante a feira, com participação de 3 000 pessoas – 1 100 a mais que no ano passado. Também merecem lembrança outros dois eventos conjugados à Fispal. Primeiro, o Brasil Pack Trends – Inovações e Tendên- cias, uma rodada de seminários organizada em parceria com o Centro de Tecnologia de Embalagem para Alimentos (Cetea). Em segundo lugar, a 4 a Techno Plus – Feira In- ternacional de Tecnologia para as Indústrias Farmacêutica, Química e Cosmética, que ampliou o escopo do evento. Caminhando para virar definitivamente uma feira de embalagem, na qual a relação exclusiva com a indústria alimentícia será lembrada apenas pela marca e pela origem, a Fispal Tecnologia recebeu, no total, 1 656 expositores, espalhados em 35 mil metros quadrados. Desses, 161 advinham de outros países. Para o próximo ano, estima-se um aumento da área do evento em 9 000 me- tros quadrados, insuflado pelos segmentos de design e de insumos para embalagem. EMBALAGEMM ARCA mostra, a seguir, al- guns dos destaques exibidos pelos exposi- tores da Fispal 2002.

feira Cadê a crise ? Fispal passa ao largo do pessimismo econômico Por Guilherme Kamio S

MAIS OPÇÕES PARA ENVASE ASSÉPTICO

A Tetra Pak introduziu ao mercado durante a Fispal os novos equipamentos TBA/22 e TBA/21. A primeira traz um novo pa- drão de capacidade de envase asséptico para alimentos líquidos em embalagens Tetra Brik Aseptic, com capacidade de 12 000 embalagens de um litro por hora. Já a TBA/21 processa até 8 000 unidades por hora, e trabalha com diversos tipos, forma- tos e volumes de caixinhas. O sistema permite o intercâmbio de volumes para as embalagens Tetra Brik Aseptic nos forma- tos Base e Slim, que podem ser de 1000ml, 500ml e 250ml, e a nova Tetra Prisma Aseptic de 1000ml Square – versão que conta com formato ergonômico e tampa ReCap 3P (foto ).

(11) 5501-3200 / www.tetrapak.com.br

MAIS OP ÇÕ ES PARA ENVASE ASS É PTICO A Tetra Pak introduziu ao mercado durante

MAIS FINO, PORÉM MAIS RESISTENTE

A Suzano mostrou na Fispal o Super 6 Hi-Bulky, novo papel cartão duplex que antecipa uma nova geração de cartões com gramaturas mais reduzidas, mas que mantém o mesmo desem- penho dos anteriores em relação a rigidez e resistência estru- tural. Ademais, apresenta alta qualidade de impressão e verso claro, limpo e homogêneo. Tais características o tornam um atrativo a embalagens de alimen- tos como cereais matinais, mistu- ras para bolos e gelatinas, e a de detergentes em pó, entre outros produtos. O Super Hi-Bulky en- contra-se disponível nas gramatu- ras 275, 300, 325, 350 e 375 g/m 2 . “A versão de 300 g/m 2 equivale às anteriores de 330 g/m 2 ou até 350 g/m 2 ”, comenta André Bueno de Marco, gerente de produto-Papel- cartão da Suzano. “Como o consu- mo dos transformadores se dá pelo peso, o ganho em produtividade fica claro, proporcionando maior volume de embalagens impressas por tonelada.”

(11) 3037-9495 / www.suzano.com.br

MAIS OP ÇÕ ES PARA ENVASE ASS É PTICO A Tetra Pak introduziu ao mercado durante
MAIS OP ÇÕ ES PARA ENVASE ASS É PTICO A Tetra Pak introduziu ao mercado durante

SOPRO NACIONAL

A Sipa apresentou a sua primeira so- pradora de embalagens de PET fabrica- da no Brasil, a SF 8/4. O equipamento, do tipo linear, é capaz de produzir até 4 800 garrafas por hora, com volume de até 2,5 litros, para os mais diferentes segmentos. “Sua nacionalização per- mite uma redução de investimento de até 40% em relação ao similar, ante- riormente apenas importado”, diz Mar- celo Balarini, do departamento comer- cial da Sipa.

(11) 4154-8300 / www.sipa.com.br

COMUNICA E PROTEGE

Uma nova solução foi mostrada pela Novelprint na Fispal: um rótulo auto- adesivo com lacre termoencolhível. Tal combinação permite decorar e lacrar a embalagem numa única operação. A parte decorativa auto-adesiva, inferior, pode ser elaborada em material plástico ou papel, enquanto o lacre, na parte su- perior, é confeccionado em PVC. O sis- tema protetor evidencia qualquer tenta- tiva de violação da embalagem no pon- to-de-venda, e tem picotes que facili- tam a abertura. Para a aplicação auto- mática, a Novelprint disponibiliza uma rotuladora com um túnel de encolhi- mento acoplado, que pode ser colocada diretamente na linha de produção do cliente.

(11) 3768-4111 / www.novelprint.com.br

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PARA ALTAS VELOCIDADES Dois lançamentos foram destacados pela Masipack . A principal vedete era a Speedy
PARA ALTAS VELOCIDADES
Dois lançamentos foram destacados pela Masipack . A principal vedete
era a Speedy Candy 2010, segundo a empresa a primeira máquina na-
cional de alta velocidade para acondicionamento de balas em flow
packs, capaz de processar até 1 800 pacotes por minuto. Entre outras
características, ela possui construção modular e seu CLP é um Allen
Bradley Control Logix. O outro destaque era a embaladora vertical ro-
tativa Discovery (foto ), que produz até 180 pacotes por minuto, traba-
lhando com embalagens de até 250mm de largura.
(11) 4178-8099 / www.masipack.com.br
PARA ALTAS VELOCIDADES Dois lançamentos foram destacados pela Masipack . A principal vedete era a Speedy

CAFÉ PRESERVADO, CARTUCHOS EM ORDEM

Visando atender as necessidades de pequenos e médios fabricantes, a Fabrima apresentou sua nova encartuchadeira intermitente Cartopac-MI, que fecha até 100 cartuchos por minuto e possui avançados opcionais. A empresa também dedicou es- pecial atenção à divulgação de sua parceria com a argentina Celomat, fabricante de válvulas desgaseificadoras auto-adesivas, que preservam as propriedades de cafés acondicionados em embalagens flexíveis com seu mecanismo de vazão unidirecio- nal – ou seja, liberam o gás carbônico exalado pelo café embalado e impedem a en- trada de aromas e outros gases no pacote. A Fabrima desenvolveu um aplicador para tais válvulas, para ser conjugado à linha de empacotadoras Flexibag.

(11) 6465-2500 / www.fabrima.com.br

CÓDIGOS AVANÇADOS

Em seu estande, a Comprint des- tacou a nova impressora por jato de tinta IPRO XHS, capaz de im- primir em altíssimas velocidades textos em até quatro linhas de im- pressão, códigos de barras e códi- gos bidimensionais “snowflake”, entre outras características. O equipamento é operado através de um teclado de membrana instalado em seu gabinete e da tela VGA co- lorida com resolução de 640 x 480 pixels, em que algumas funções são acessadas por touch screen. O software da linha IPRO opera em ambiente Windows, comandado por um chip Pentium. É possível armazenar até 10 000 mensagens em memória. A Comprint também apresentou um novo soft- ware para a criação de imagens a serem codificadas para a li- nha Jaguar II de impressoras, da ITW-Norwood Marking Systems. Ele confere ao usuário maior facilidade de opera- ção na criação de logotipos, códigos de barras e texto alfanu- mérico. No estande, o novo software foi mostrado através de uma impressora Jaguar II instalada junto a uma empacota- deira flow pack modelo Rotobag, da Masipack.

(11) 3371-3350 / www.comprint.com.br

PARA ALTAS VELOCIDADES Dois lançamentos foram destacados pela Masipack . A principal vedete era a Speedy

APROVEITAMENTO DO VÁCUO

Em seu estande, a Selovac apresentou a SC-480, embaladora a vácuo destinada a produtos granulados. Ela proporciona se- lagem dupla e produz quatro embalagens por ciclo, com até quatro ciclos por minu- to, com todo o processo comandado por CLP (foto). Outro destaque era o Selovac RS, equipamento de embalagem a vácuo que utiliza tampas do tipo abre-fácil, da Rojek, com um diferencial: não necessita de vapor ou de atmosfera modificada para trabalhar, ao contrário dos processos convencionais. O Selovac RS destina-se ao acondicionamento de qualquer produ- to com temperatura de envase abaixo de 40 o C a seco, como grãos, pós, maione- se, doces e pastosos, entre outros.

(11) 5641-5599 / www.selovac.com.br

PARA ALTAS VELOCIDADES Dois lançamentos foram destacados pela Masipack . A principal vedete era a Speedy

MAIS OPÇÕES EM POTES DE PET

Para o segmento de frutas, a Plásticos Formar lançou na Fispal a TBAR 500, recipiente que segue o padrão internacional de embalagens para expor- tação de morangos e uvas, comportando também outras frutas de pequeno calibre. Fabricada em PET cristal, totalmente reciclável e atóxica, a TBAR 500 tem sistema de travas para fechamento e aberturas laterais, inferiores e superiores para deixar o produto respirar e permitir trocas gasosas, evitan- do a fermentação da fruta. A Formar também lançou o FP Oval 400, num formato que a empresa diz ter exclusividade no Brasil, em PET (foto). É ideal para frutas secas, condimentos, candies e bombons, entre outros.

(11) 4056-3655 / www.formar.com.br

MAIS OP ÇÕ ES EM POTES DE PET Para o segmento de frutas, a Plásticos Formar

ROTULAGEM PRECISA

Entre seus equipamentos, a Krones destacou na Fispal a Autocol. Trata-se de uma rotuladora para auto-adesivos totalmente automática, que abarca to- dos os formatos de embalagem e que possui várias opções de velocidade de trabalho. Tem alta precisão na aplica- ção e é indicada aos mercados quími- co, farmacêutico, de bebidas, cosméti- co e alimentício.

(11) 4075-9600 / www.krones.com.br

MAIS OP ÇÕ ES EM POTES DE PET Para o segmento de frutas, a Plásticos Formar

RÁPIDO COM BANDEJAS

Para envolver alimentos acondicionados em bandejas com fil- mes stretch, a Ulma lançou a Galaxy, máquina automática de alta velocidade. Com construção anticorrosiva, duplo porta- bobinas motorizado, que realiza trocas automáticas, ajuste programável de comprimento de filme, para evitar desperdí- cios, e mecânica robusta, a Galaxy envolve até 60 bandejas por minuto. Há vários opcionais disponíveis, como esteiras de saída por gravidade e sistema para utilização de filme impres- so, entre outros.

(11) 5092-6060 / www.ulmapackaging.com

MAIS OP ÇÕ ES EM POTES DE PET Para o segmento de frutas, a Plásticos Formar

FAMÍLIA PEX EM CRESCIMENTO

A linha PEX de papelcartão revestido por extrusão na origem com polietileno, lançada pela Ripasa na Fispal 2001, ganhou nesta edição da feira novas variedades. São os cartões PEX com superfícies brilhantes ou foscas, que podem ser revestidos com polietileno branco, transparente ou colorido, agregando valor visual, e o PEX com tratamento Corona, que garante maior confiabilidade nas impressões em off-set ou flexografia em sua superfície. A Ripasa também anunciou durante o evento um inves- timento de 10 milhões de dólares para aperfeiçoar sua linha produtiva de papéis-cartão, o que inclui compra de maquinário, aqui- sição de novas tecnologias e ampliação de instalações.

0800 113257 / www.ripasa.com.br

MAIS OP ÇÕ ES EM POTES DE PET Para o segmento de frutas, a Plásticos Formar

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GRANDES CARACTERES Em primeira mão na Fispal, as codificadoras C7 e C3000, da Domino, foram destacadas
GRANDES CARACTERES Em primeira mão na Fispal, as codificadoras C7 e C3000, da Domino, foram destacadas

GRANDES CARACTERES

Em primeira mão na Fispal, as codificadoras C7 e C3000, da Domino, foram destacadas no estande da Sunnyvale . Ambas são dedicadas a impressões de grandes caracteres para caixas de transporte e bande- jas. A C7 armazena até 50 mensagens em memória e utiliza tinta à base de água, enquanto a C3000, de alta resolução, também imprime códigos de barras e até 200 caracteres por linha, com altura de até 35mm, uti- lizando tintas à base de óleo, amigáveis ao ambiente.

(11) 3048-0121 / www.sunnyvale.com.br

ORBITAL AUTO-SUFICIENTE Envolvedora de filme stretch do tipo orbital, a GL-2000 foi mostrada em funcionamento no
ORBITAL AUTO-SUFICIENTE
Envolvedora de filme stretch do tipo orbital, a GL-2000 foi mostrada em
funcionamento no estande da Cyklop do Brasil . Pode trabalhar com car-
gas de tamanhos variados, com produtos que não ocupam todo o palete ou
envolvendo produtos que pedem tensão de filme e relação de estiramento
diferenciados. A máquina vem com quatro programas diferentes para en-
volvimento, que podem ser selecionados no display frontal do painel ou
diretamente no CLP interno. Porém o principal atrativo da GL-2000 é o
exclusivo sistema de estiramento motorizado alimentado por um banco de
baterias, recarregadas quando a máquina está em stand-by. Isso faz com
que o conjunto anel giratório/cabeçote motorizado fique praticamente li-
vre de manutenção, pela ausência de pistas de cobre e de escovas de car-
vão para a transferência de potência e sinal.
(11) 4173-2000 / www.cyklop.com.br

SANDUÍCHE PROTETOR

HardSystem é o nome do novo sistema de embalagens da Irani, que une combi- nações de dois ou três tipos de ondas a diferentes papéis e adesivos especiais, proporcionando a construção de embala- gens de grandes dimensões. O papelão ondulado utilizado no sistema é 100% reciclável. De acordo com a empresa, o HardSystem permite reduzir custos em estocagem, empilhamento e transporte de produtos pesados ou sensíveis.

(11) 4154-8200 www.irani.com.br/hardsystem

GRANDES CARACTERES Em primeira mão na Fispal, as codificadoras C7 e C3000, da Domino, foram destacadas

CARGA PESADA

No estande da Montex o destaque era o paletizador automá- tico de caixas PC-250. Com construção estável de duas colu- nas, presta-se para a paletização de caixas, sacos ou outras embalagens, numa capacidade de duas camadas por minuto. A capacidade do empilhador é de até 15 paletes, e a operação é toda controlada através de painel elétrico.

(11) 5062-3978 / montex@montex.com.br

CARGA PESADA No estande da Montex o destaque era o paletizador automá- tico de caixas PC-250.

inovação

FOTOS: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY
FOTOS: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY

Lata (de aço) plástica

Recipientes de folha-de-flandres podem ter perfis diferenciados

inovação FOTOS: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY Lata (de aço) plástica Recipientes de folha-de-flandres podem ter
  • C om a diferenciação no ponto- de-venda transformada em poderoso fator de vendas, até

de sobrevivência dos produ- tos e das marcas, a lata de aço vinha pa- decendo de uma desvantagem que dia-a- dia se agravava frente aos materiais con- correntes no Brasil: seu perfil limitava-se aos formatos cilíndrico, oval, quadrado e retangular. Essa mesmice chegou ao fim.

A Bertol Embalagens, empresa do Grupo Bertol, de Passo Fundo (RS), já está produzindo no país, com tecnologia francesa e folha da CSN, latas expandi- das, que entre outras vantagens oferecem a possibilidade de diversificação de for- mas. A moderna embalagem estréia no

28 – EMBALAGEMMARCA jul 2002

país de forma plena: já está no mercado, pelas mãos da Conservas Oderich, de São Sebastião do Caí (RS), que a adotou para sua Linha Premium. Apresentada no volu- me de 338ml, essa linha é composta de onze variedades de produtos: maionese clássica e light, salsicha tradicional e Pe- ritif (aperitivo), jardineira, ervilhas rei- dratadas, milho verde, molho de tomate refogado, molho para pizza, supremo de franco e extrato de tomate. Todas têm tampa de abertura fácil, e as informações são em português e espanhol. Na opinião de Enrique Eyras Maio, di- retor industrial da Bertol, a introdução da tecnologia de fabricação de latas expandi- das no Brasil, “com níveis de qualidade

similares aos dos produtos europeus, con- tribuirá para que a embalagem de aço, que já tem mais de 100 anos, volte a ser aquela que sempre se definiu como a dos três B’s – boa, bonita e barata”. Eyras reconhece uma desvantagem da lata expandida em comparação com a lata convencional: a espessura de sua folha é maior, ou seja, de 0,19mm, contra os ha- bituais 0,15mm. Porém, ele argumenta que, enquanto esta é uma folha de dupla redução, a da lata expandida é de simples redução. “Vale dizer que o custo indus- trial é mais baixo”, diz. “Além disso, a expansão pode chegar a 18% ou 20%, de modo que, juntando os dois fatores de custos (redução e expansão), a desvanta- gem é compensada.” A Bertol investiu 3 milhões de dólares em três anos, dos quais 600 mil na má- quina expansora, da marca Sabatie, fran- cesa. Com autorização do fabricante fran- cês, patenteou para o Brasil o processo de fabricação e o design. “Temos vários sha-

pes diferentes patenteados”, conta Eyras. Um deles, para óleo comestível, poderá ser lançado em setembro próximo. Nessa categoria de produto, o diretor industrial da Bertol acredita que o Brasil caminha para adotar o padrão de 1 litro (e frações), “quebrando o paradigma de 900ml”.

Quebra de paradigma

Na verdade, a estréia da lata expandida já representa uma quebra de paradigma, não só pela forma, mas pelo tipo de um dos produtos lançados pela Oderich, a maio- nese (“a primeira e única em lata”). O pa- drão de referência nessa categoria é o re- cipiente de vidro, não obstante exceções como bisnagas plásticas e sachês para uso individual e potes plásticos para con- sumo institucional. A propósito, Marcos Oderich, diretor da Conservas Oderich, diz que “um dos grandes desafios do lan- çamento dos produtos na lata expandida é quebrar grandes paradigmas, como esse da maionese”. Segundo ele, o produto

Uma embalagem que é fruto da integração

O lançamento da lata de aço expandida no Brasil repre- senta, de certa forma, uma inovação de procedimento empresarial. Ele é fruto da integração de elos da cadeia produtiva. No caso, juntaram esforços a fornecedora da matéria-prima (CSN), a indústria transformadora (Ber- tol) e a usuária (Oderich). “Quando a Bertol nos apre- sentou o projeto, não hesitamos em dar apoio para que trouxesse da França para o Brasil a tecnologia Sabatie de fabricação”, conta Sérgio Iunis, gerente de canais e marketing da Unidade de Mercado Embalagem da CSN. Em que consiste esse apoio? Para começar, a CSN de- senvolveu uma folha-de-flandres específica para a fabri- cação de latas expandidas. Fez também todos os testes necessários, em seu centro de pesquisa, em Volta Re- donda, além de dar assistência técnica diretamente à Oderich, para que o desempenho em linha fosse perfeito. Como se tratava de um lançamento pioneiro, lembra Iu- nis, a CSN deu ainda “forte apoio institucional” na apresentação da Linha Premium na feira da APAS e na Fispal, recentemente realizadas em São Paulo. Iunis adianta que a empresa deverá ainda apoiar campanhas publicitária e em pontos-de-venda. Esse apoio não se limita ao projeto da lata expandida. “A empresa está disposta a apoiar qualquer projeto de lata de aço no Brasil”, ele afirma. Dentro dessa estratégia, a CSN tem como contratada a agência especializada Packing Design, que desenvolve

projetos de embalagens para os clientes das metalgráfi- cas usuárias da matéria-prima. O design gráfico da Li- nha Premium da Oderich é resultado desse trabalho. Para uma embalagem com o mesmo perfil, destinada a café solúvel, a agência utilizou, com excelente resulta- do, design desenvolvido pelo designer Roney Camelo para o Projeto Flexofilm e Design, lançado por EMBALA- GEMMARCA em parceria com sete empresas (Votocel, Fle- xopower, Liofol, Arco Convert, Fotograv, Tupahue e Packing). O mesmo design foi aplicado numa lata con- vencional, com tampa Abre-Fácil da Metalgráfica Rojek, igualmente com bom resultado.

jul 2002 • EMBALAGEMMARCA – 29
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com a marca de sua empresa “será o car- ro-chefe para alavancar os demais”. As latas de maionese terão sobretampa, já que habitualmente o consumidor não uti- liza todo o conteúdo de uma vez. Oderich conta que, ao optar pela ado- ção da lata expandida, estava “agarrando uma oportunidade”: oferecer um diferen- cial num mercado em que, segundo ele, basicamente há nivelamento por baixo, pois o consumidor nem sempre percebe diferenças de qualidade dos produtos. “A lata expandida dá uma conotação de modernidade e evolução a uma emba- lagem consagrada há mais de um sécu- lo”, ele diz. “Mantém as vantagens tradicionais da lata de aço, como segurança, hermeticidade, resistência e har- monia com o meio ambiente, com um acréscimo: a versatilidade de formas.”

Mesmo eventuais perdas logísticas re- sultantes do formato irregular das latas são superáveis. A Oderich desenvolveu caixas de papelão ondulado para doze unidades, a fim de facilitar a movimenta- ção. No empilhamento não há prejuízo em relação à lata convencional. Para dis- tâncias maiores, uma opção é empilhar latas boca a boca, o que gera economia de

com a marca de sua empresa “será o car- ro-chefe para alavancar os demais”. As latas

espaço de aproximadamente 16% em re- lação ao empilhamento normal. Isso porque a capacidade vo- lumétrica da lata expandi- da é 14% maior que a de uma lata conven- cional da mesma altura. Inicialmente a Li- nha Premium está presente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Ge- rais, onde a empresa espera “con- quistar clientes que talvez não estives- sem motivados para comprar produtos si- tuados num nível mais elevado”.

com a marca de sua empresa “será o car- ro-chefe para alavancar os demais”. As latas

Um guia de cores sem preconceito

Como se comportará determinada to- nalidade de cor sobre fundo preto na impressão final? Designers e diretores de arte enfrentam freqüentemente esse problema, que poderia ser resol- vido de maneira relativamente fácil se dispusessem de uma boa escala de cores. Trata-se de uma ferramenta que, teoricamente, estaria à disposi- ção de qualquer profissional com a mesma facilidade que um eletricista, por exemplo, dispõe de um alicate. No entanto, em geral as escalas de cores fornecidas pelas gráficas são li- mitadas em sua extensão e parecem padecer de sério preconceito: não in- cluem o preto nas combinações de co- res. Habitualmente impressas sobre fundo branco não permitem ao profis- sional visualizar com antecedência o

Um guia de cores sem preconceito Como se comportar á determinada to- nalidade de cor sobre

resultado das cores desejadas se o fundo não for esse. Vivendo o proble- ma no dia-a-dia, a Elmefaria Comuni- cação e Design, de São Paulo, desen- volveu Uma Luz sobre as Cores Guia Prático de Quadricromia, conten- do 18 mil combinações de cores sobre fundo branco e 18 mil sobre fundo preto. São ao todo 153 páginas com 121 amostras de cor sobre fundo branco e outras 153 sobre fundo preto em cada uma. O guia está disponível para download, sem custo, no site da Elmefaria, em arquivo PDF de 1,2 mega. Quando é clicada uma tonalidade em fundo branco, um link remete para a mesma tonalidade sobre fundo preto. No roda- pé das páginas há plateas que abrem para sugestões de combinações de cores não muito habituais. Denise Fa- ria, da área de atendimento e sócia da agência, observa que existem incon- táveis combinações de cores que aca- bam sendo esquecidas até por falta de tempo. A transformação do guia, idealizado por Mauro Elme, diretor de

criação e sócio, poderá vir a ser im- presso, se se concretizarem entendi- mentos para obter patrocinadores.

(11) 3801-1891 design@elmefaria.com.br

Prêmio Pini tem duas novas categorias

A 12ª edição do Prêmio Fernando Pini de Excelência Grá- fica, promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG) e pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), inclui este ano novas categorias, entre elas revistas, tablóides e cardápios. Foram criados os seg- mentos Produtos impressos em rotativa offset heatset e Im- pressão digital e sob demanda. São as seguintes as cate- gorias de cada um dos dois novos segmentos:

Um guia de cores sem preconceito Como se comportar á determinada to- nalidade de cor sobre

Produtos impressos em rotativa offset heatset – Livros, Re- vistas semanais, Revistas em geral, Catálogos promocio- nais, Tablóides e Folhetos promocionais • Impressão digital e sob demanda: Impressão digital, Impressão digital com dados variáveis, Impressão DI (direct-imaging/direct-to-plate) e Campanhas. As inscrições encerram-se dia 25 de setembro próximo. A entrega dos prêmios acontecerá em 28 de novembro, na casa de espetáculos Olympia, em São Paulo. ABTG tel./fax: 11-6693-9535 abtg@abtg.org.br Regulamento completo no site www.abtg.org.br

O CtP flexo “mais rápido do mundo”

A Creo está aumentando sua família de CtPs para flexogra- fia, com a série Thermoflex, composta por soluções de na- tureza térmica voltadas ao segmento de embalagens para gravação em chapas de foto- polímero. Os equipamentos possuem características e van- tagens específicas relativas a velocidade, capacidade de pro- cessamento e qualidade. Segundo a Alphaprint, que re- presenta os produtos Creo no Brasil, o CtP ThermoFlex 5280V é conceituado como o CtP térmico mais veloz do mercado, alcançando até 5,5 metros quadrados/hora em gravação de fotopolímero. O equipamento proporciona au- mento de 38% na velocidade de exposição em relação aos modelos anteriores, e sua área de gravação de imagem pode chegar até 1 321 x 2 032cm. “Combinado às necessidades atuais de produção, supera to- dos os outros sistemas de CtP”, assegura Bob Dalton, ge- rente de produto para impres- são flexográfica da Creo. Ou- tro modelo é a ThermoFlex 4048, um complemento da sé- rie, desenvolvido para proces- samento de chapas com for- mato até 90 x 120 centíme- tros, com qualidade apurada de pontos.

(11) 3816-4747 vendas@alphaprint.com.br www.alphaprint.com.br

jul 2002 EMBALAGEMMARCA 31

Evento da Heidelberg debate embalagens e rótulos

A Heidelberg promoveu durante três dias no final de junho último, na Print Media Academy, em São Paulo, o 1º Inforum Embalagens e Rótulos. Na ocasião, profissionais do mercado no Brasil, convidados pela empresa, ti- veram oportunidade de discutir novi- dades, tendências e tecnologias dis- poníveis, com especialistas de fabri- cantes de equipamentos para a área em todo o mundo. O foco central dos trabalhos do 1º Inforum baseou-se na atual situação de mercado, assim sintetizada por Alberto Ambran, gerente de produ- tos, rótulos e embalagens da Heidel- berg Brasil: A disputa pela atenção do consumidor em shoppings, hiper- mercados e magazines está levando a uma valorização sem precedentes dos fatores alta qualidade e atrativos visuais. Com o rótulo e a embala- gem assumindo papel preponderan-

Evento da Heidelberg debate embalagens e r ó tulos A Heidelberg promoveu durante tr ê s

te na sedução do consumidor, as co- res, brilhos, relevo e hot stamping ganham destaque. O desafio está em atender essa demanda sem au- mentar os custos da embalagem e sem onerar o fabricante no produto final, uma vez que a concorrência e a diversidade de marcas são cada vez maiores.Por sua vez, o presidente da Heidel- berg para a América Latina, Dieter Brandt, disse ser necessário lembrar

a diversidade de produtos, que au- menta, e as tiragens individuais, que

diminuem. Essa tendência para em- balagens cada vez mais personali- zadas é o que torna lucrativo, por exemplo, o mercado de embalagens de tamanho médio, ele disse. Não se pode esquecer a diversidade cul- tural e demográfica no Brasil e na América Latina, onde temos embala- gens dos modelos mais básicos até os mais sofisticados, e que além dis- so, sofrem as influências da globali- zação.A solução para resolver essa complicada equação, na opinião do executivo, é a padronização dos pro- cessos e o aumento de produtivida- de, através de investimentos em tec- nologia e processos integrados, pro- jetados de forma individualizada para cada cliente.

(11) 3746-4450 atendimento@br.heidelberg.com

Evento da Heidelberg debate embalagens e r ó tulos A Heidelberg promoveu durante tr ê s
Evento da Heidelberg debate embalagens e r ó tulos A Heidelberg promoveu durante tr ê s
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internacional

Aperitivo francês

Uma prévia do salão Emballage 2002, que acontece em novembro

Leandro Haberli, enviado especial a Paris

internacional Aperitivo franc ê s Uma prévia do salão Emballage 2002, que acontece em novembro Leandro

S e de maneira geral a falta de entusiasmo com que algumas empresas e profissionais, in-

clusive de embalagem, pare- cem encarar a participação em feiras de negócio é resultado da existência de even- tos com conteúdos e perfis de visitação contestáveis, não há dúvida de que muitas dessas exposições são ótimas oportunida- des para estreitar o relacionamento com o público que de fato interessa. Na cadeia mundial de embalagem, um pequeno grupo de feiras des- fruta dessa condição. Den- tre elas está certamente o salão francês Emballage, que se consolidou ao longo de seus 55 anos como uma das maiores referências para quem quer estar a par ou tecer laços comerciais na arrojada indús- tria européia de embalagem. Basta dizer que, segundo seus organizadores, trata-se da se- gunda maior feira de seu segmento no mundo, atrás apenas da alemã Interpack.

GEM M ARCA foi a única representante brasileira presente às conferências pré- vias de Emballage 2002, feitas durante dois dias de junho último, na sempre es- fuziante capital francesa. Além do fim óbvio de atualizar seus leitores quanto aos principais eventos mundiais de embala- gem, com este tipo de servi- ço a revista visa permitir que as pessoas eventualmente interessadas em visitar os pavilhões dessa que é a terceira maior feira de ne- gócios da França – atrás apenas da SIAL, gigante da área alimentícia; e da Maison & Objet, tradicional exposi- ção de móveis e decoração – tenham em mãos material que lhes dê boa idéia daquilo que poderão encontrar por lá. Com 95% das 2 700 va- gas para expositores já nego- ciadas, o salão deste ano pro- mete estar mais movimen- tado e amplo do que nun- ca. As expectativas de público superam a casa de 160 000 visitantes, num uni- verso em que mais de 40% deverão ser compostos por não-franceses. As forne- cedoras de embalagens deverão ocupar metade do espaço destinado a exposito- res, seguidas pelos fabricantes de má- quinas e equipamentos de embalagem ( ver gráfico ). Emballage 2002 também consagrará parcerias, como a iniciada dois anos atrás com a conhecida feira de processamento alimentício IPA. Isso significa que, nova- mente, os eventos ocorrerão em Villepin- te ao mesmo tempo. Assim, com uma úni- ca credencial o visitante terá acesso tam- bém às novidades tecnológicas apresenta- das pela indústria alimentícia na IPA.

internacional Aperitivo franc ê s Uma prévia do salão Emballage 2002, que acontece em novembro Leandro

Foco na organização

Realizado a distâncias de no mínimo um semestre dos concorrentes, o salão Em- ballage, que acontece bienalmente em Paris, também consolidou uma tradição:

todos os anos em que acontece, o even- to é precedido de uma série de reuniões para adiantar as principais novidades da feira que está por vir. Não foi diferente com a aproximação da edição deste ano, que acontecerá entre os dias 18 e 22 de novembro, no badalado e moderno par- que de exposições de Paris-Nord Ville- pinte. Buscando antecipar a seus leitores o conteúdo e as novidades dessa abran- gente feira, a reportagem de E MBALA -

Mais informações:

www.emballage2002.com

No Brasil:

(11) 3081-1255

jul 2002 EMBALAGEMMARCA 33

PERFIL DOS

EXPOSITORES

Por falar em credenciamento, o even- to traz outra inovação merecedora de elogios. Trata-se da possibilidade de solicitar, via internet, um kit de identificação e acesso às mais diferentes partes da exposição. Além dos tradicionais mapas dos corredores da feira e de esquemas dos meios de acesso aos pavilhões, o pa- cote, entregue previamente no endereço que o visitante indicar, traz material com di- cas úteis de hospedagem, tu- rismo e lazer em Paris. Dentro da intenção de permitir que público e expositores entrem em contato com o que há de mais interessan- te e novo em embalagem para variados segmentos do varejo, será mantida esse ano uma das principais atrações das duas últimas edições do salão, o “Club Espa- ce Deluxe”, área específica para a expo- sição de produtos finos e sofisticados. Ante a natural vocação francesa por tal

codificação e impressão. A “aldeia” terá apoio da Unfea (União Francesa dos Fa- bricantes de Rótulos Adesivos). Os or- ganizadores esperam a presença de cinqüenta empresas expositoras. Depois da França, o país com maior presença deverá ser a Itá- lia, num reflexo do que ocorre no perfil geral dos expositores de Emballage 2002. Ainda que seja uma amos- tra abrangente do mercado francês de embalagem, que re- presenta o oitavo maior setor in- dustrial naquele país hoje, com uma movimentação anual estimada em 20 bilhões de dólares, o salão Em- ballage faz jus à fama de ser um dos

eventos mais abrangentes da cadeia de packaging. Isso por que, pela terceira vez consecutiva, a feira escolherá um país para ser tema de conferências e pa- lestras, além de exposição específica para divulgar suas empresas de embala- gem.

9% 41% 50%
9%
41%
50%
Embalagens
Embalagens
M á quinas
M á quinas
Outros
Outros

PERFIL DOS

segmento, não surpreende a expectativa de que o espaço deverá acolher mais de 140 expositores. É um número expressivo para padrões brasileiros, mas com- preensível, considerando que cerca de 10% do mercado

mundial de embalagem são

absorvidos pelo consumo de produtos sofisticados. Hábil exploradora desse fi- lão, a França é responsável por boa parte das exporta- ções mundiais de perfume, produto em que o custo da em- balagem gira em torno de 50% de seu valor. Nesse sentido, parece sen- sato reconhecer que, além das desejadas fragrâncias e marcas dos perfumes fran- ceses, o grande vendedor neste caso é a embalagem. O salão francês deste ano também está lançando um novo espaço, destina- do ao mercado de rótulos e etiquetas. Trata-se da Label Village, localizada bem no meio da enorme área em que se

concentrarão as empresas de marcação,

VISITANTES

20% 39% 17% 17% 7%
20%
39%
17%
17%
7%

Profissionais da á rea alimentícia

Profissionais da ind ú stria farmac ê utica e de cosm é ticos

Fabricantes de

embalagens

Ind ú stria usu á ria de embalagem

Outros

Vez do Canad á

Depois de divulgar Brasil e Índia, em 1998 e 2000, respectivamente, Em- ballage 2002 contará com um am- plo espaço sobre o mercado ca- nadense de embalagem. Pelos resultados positivos das edi- ções anteriores, a homenagem deste ano certamente atrairá grande número de empresas e

profissionais de embalagem do Canadá, de maneira que essa pode ser mais uma razão para visitar o salão em novembro. Com o debate acerca da demasia- da assiduidade das feiras de negócio al- cançando diversos setores produtivos, a iniciativa do salão Emballage de divulgar uma prévia torna-se especialmente lou- vável. Afinal, parece não restar dúvidas de que hoje é preciso ser criterioso antes de investir em estandes, ou reservar hotel e comprar passagens para visitar uma ex- posição renomada – sob pena de ter re- torno aquém do esperado, ou exposição ineficaz da marca.

PERFIL DOS EXPOSITORES Por falar em credenciamento, o even- to traz outra inovação merecedora de elogios.

34 EMBALAGEMMARCA jul 2002

evento

Com fina precisão

Guerra dos materiais: papel cartão ataca com Fórum Internacional

evento Com fina precisão Guerra dos materiais: papel cartão ataca com Fórum Internacional N a disputa

N a disputa entre os materiais de embalagem, chama a atenção uma particular similaridade

com o que vem acontecendo nas guerras reais. Cada vez mais, as armas escolhidas pelas indústrias são de fina pre- cisão. Exemplo disso é o Fórum Internacio- nal do Papelcartão, promovido pela Asso- ciação Brasileira de Celulose e Papel (Bra- celpa). O evento, parte da Campanha Pa- pelcartão, busca atingir diretamente aqueles que têm papel decisivo nos projetos de em- balagem, nos mais variados segmentos. Sua terceira edição ocorreu no último dia 11 de junho, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. O roteiro: palestras e uma rodada de discussões para difundir as van- tagens do material no acondicionamento de produtos. Os aspectos favoráveis ao uso do material para embalagens foram frisados

pelo presidente da Bracelpa, Boris Tabacof, logo na abertura do evento. “O papel cartão proporciona alta qualidade de impressão, permite criatividade em design e conta com atributos amigáveis ao ambiente, como o fato de ser reciclável, biodegradável e obti- do a partir de recursos naturais renováveis”. José Soares, coordenador da Campanha Papelcartão, destacou uma pesquisa feita com consumidores finais na ocasião do Dia do Meio Ambiente (5 de junho), na qual muitos deles declararam ser favoráveis às embalagens feitas de papel cartão. “O públi- co está progressivamente atentando para o lado ecologicamente correto das embala- gens de papel cartão”, ele defendeu. Iniciando a sessão de palestras, Fábio Pando, presidente do Comitê de Marcas Próprias da Associação Brasileira de Super- mercados (ABRAS), professor do MBA de

36 – EMBALAGEMMARCA • jul 2002 FOTOS: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY
36 – EMBALAGEMMARCA • jul 2002
FOTOS: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY

Marketing da ESPM e da Anhembi Mo- rumbi e diretor da Horizon Consulting, abordou “A importância da embalagem no desenvolvimento dos produtos de marca própria”. Ele resgatou a história das marcas próprias no país através da sua apresentação no varejo, onde evoluíram de embala- gens genéricas, sem marca, passaram por uma difusão de itens contendo a marca do varejista para endossá- los, até chegarem às mar- cas exclusivas e de fanta- sia, hoje comuns. Segundo Pando, “o fato de o varejo não ter como investir da mesma forma que a indústria em mídia e fortalecimento de marca tor- na ainda mais fundamental o papel da em- balagem para as marcas próprias”. Nesse sentido, o papel cartão traria as seguintes vantagens ao varejista que trabalha com itens próprios: estoques menores, maior apelo visual da embalagem e possibilidade de rápidas alterações.

Preferência do consumidor

Em seguida, Celso Hiroo Ienaga, sócio- diretor da Dextron Management Consulting, apresentou os re- sultados de um estudo sobre a competitividade do Pa- pelcartão, encomendado pela Bracelpa. A pesquisa mostrou preferência dos consu- midores por embalagens de papel cartão frente a outros materiais, nota- damente o plástico. Elas atendem, entre outros, a requisitos como fácil manuseio, beleza e facilidade de armazenagem. Iena- ga também atentou para a importância cres- cente dos aspectos ambientais da embala- gem, que já têm impacto sobretudo entre os consumidores que moram sozinhos. Com o objetivo de fornecer uma visão de um usuário, o bastão da sessão foi passa- do a Paulo Eduardo Cabral, gerente de de- senvolvimento de embalagem da Sadia. O tema de sua apresentação foi “Desenvolvi- mento de embalagens cartonadas: conec- tando processos”. Cabral contou um pouco

sobre o funcionamento de seu departamen- to e relatou benefícios que a evolução das embalagens cartonadas trouxe às estraté- gias traçadas pela Sadia nos últimos anos. Trevor Frederick Styles, gerente geral de marketing da Amcor Cartonboard, única fa- bricante australiana de papel cartão, proporcio- nou ao público uma comparação entre os pa- noramas para o papel cartão em seu país e o Brasil, com “Papelcartão no século 21: uma visão australiana”. Os princi- pais desafios, para as in- dústrias de ambos os países, são similares: a busca por cartões mais e mais sofisticados, que atendam progressi- vos requisitos de processo tais como rigidez e rendimento, e incentivar a percepção do papel cartão como um material amigo do ambiente, através de campanhas e de fo- mento à reciclagem e reaproveitamento. Neste último quesito, Styles contou como coordena as ações da Amcor, ancora- das na campanha Australian Recycled Cartonboard (ARC). Um logoti- po foi criado através de uma competição entre estu- dantes, e uma forte cam- panha de mídia, paralela ao trabalho junto aos usuá- rios de embalagem, tratou de divulgar a iniciativa. Um dado in- teressante: no país dos cangurus, pesquisas detectaram que 81% dos consumidores preferem embalagens originadas de papéis reciclados. O profissional da Amcor encerrou mos- trando algumas tendências no uso de papel cartão para embalagem no mercado austra- liano, o que “casou” com a subseqüente apresentação, de Assunta Napolitano Cami- lo, gerente de desenvolvimento de produto e marketing da Ripasa, que divulgou ao pú- blico cases de embalagens diferenciadas de papel cartão (foto maior) – internacionais e do mercado brasileiro, algumas delas agra- ciadas com o WorldStar, prêmio da World Packaging Organisation (WPO).

Marketing da ESPM e da Anhembi Mo- rumbi e diretor da Horizon Consulting, abordou “A importância
Marketing da ESPM e da Anhembi Mo- rumbi e diretor da Horizon Consulting, abordou “A importância

Caixas de cereais, da Nestlé britâ nica, com CDs e cards hologr á ficos. Recurso promo- cional adotado no Brasil para Corn Flakes, com Star Wars

Marketing da ESPM e da Anhembi Mo- rumbi e diretor da Horizon Consulting, abordou “A importância

Caixa de champagne francesa que vira balde para gelo

Bracelpa

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jul 2002 EMBALAGEMMARCA 37

Plus no México

Sucesso no Brasil com mais de 200 milhões de unidades vendidas, as latas com fechamento Plus e Bi- plus, da Brasilata, estão chegando ao México neste mês por meio de contrato assinado com o Grupo Zapata, maior fabricante local de embalagens de aço.

Qualidade 2000

A Prakolar acaba de ganhar a cer-

tificação NBR ISO 9001/2000. Se- gundo a empresa, é a primeira certificação da versão 2000 con- ferida ao segmento de rótulos auto-adesivos.

Maior alcance ...

Porto Alegre está na mira da

Avery Dennison. A fornecedora de bases auto-adesivas e papéis para rótulos anunciou a instalação de um novo centro de distribuição na capital gaúcha, que deverá entrar em funcionamento no fim do ter- ceiro trimestre.

...

nos Pampas

O objetivo é reforçar o suporte à

região, “especialmente quando aumentarem as necessidades re- lacionadas com a recente aquisi- ção da JAC”, diz Jorge Luis Ore- juela, gerente geral da empresa no Brasil. O centro terá produtos da linha gráfica, materiais de rolo das linhas Fasson e JAC e pessoal local para atendimento ao cliente.

PRÊMIO ABRE 2001

Na edição nº 26 de EMBALAGEMMARCA (setembro de 2001), no Documento Especial em que foram divulgados os ganhadores do Prêmio ABRE de Design de Embalagem 2001, o crédito de uma das empresa que recebeu Menção Honrosa na categoria Design de Embalagem para Saúde como con- vertedora saiu errado, por falha de infor- mação da assessoria de imprensa en- tão contratada. Onde saiu Box Print Grupograf deve-se ler Flor de Acácia. O nome da outra citada como convertedo- ra premiada, Sunnyvale, está correto.

O foco agora é em soluções

Numa extensão de seu processo de reestruturação, iniciado em 1998 com a associação a Varga Empreen- dimentos, a Kentinha, uma das prin- cipais fabricantes de embalagens para alimentos do país, passa a se chamar KenPack Soluções em Em-

Plus no México Sucesso no Brasil com mais de 200 milhões de unidades vendidas, as latas

balagens. A decisão está em sinto- nia com a implementação de uma série de investimentos na fábrica de Diadema (SP) e com a adoção de um novo modelo de gestão corpora- tiva. O novo nome sintetiza as mu- danças e representa melhor o posi- cionamento estratégico da empresa, voltada hoje para oferecer amplo conjunto de produtos e serviços, afirma José Homero Moreira Filho, presidente da KenPack Soluções. (11) 4057-6000 www.kenpack.com.br

Centro de suporte à cadeia

A Associação Brasileira de Embala- gem (ABRE) está divulgando o lança- mento do Centro Nacional de Apoio ao Desenvolvimento de Embalagens (CENADE). Trata-se de um banco de dados atualizado sobre o mercado de embalagem, que oferece busca de fornecedores e dados estratégi- cos e de mercado, entre outros serviços. O CENADE pode ser con- sultado a partir do site da ABRE

(www.abre.org.br). Maiores informa- ções pelo telefone (11) 3082-9722 ou pelo e-mail cenade@abre.org.br.

Centro de suporte à cadeia A Associação Brasileira de Embala- gem (ABRE) está divulgando o lança-

Lições e reflexões sobre design

A editora Rosari está lançando um conjunto de livros que discute o panora- ma do design no país. Entre os destaques, “Designer não é personal trai- ner”, seleção de mais de 50 crônicas da jornalista Adélia Borges publicadas no jornal Gazeta Mercantil; “Textos recentes e escritos históricos”, de Ale- xandre Wollner, que documenta a história do design gráfico nas últimas cin- co décadas e reflete sobre a profissão de designer; “O tipo da gráfica – uma continuação”, que reúne artigos do designer Claudio Ferlauto publicados em

jornais e revistas de São Paulo e Porto Alegre; e “Projeto tipográfico – Análi-

se e produção de fontes digitais”, de Claudio Rocha, que traz o panorama da evolução técnica na tipografia, dos primórdios à Internet.

(11) 5571-7704 edirosari@uol.com.br

Plus no México Sucesso no Brasil com mais de 200 milhões de unidades vendidas, as latas
Plus no México Sucesso no Brasil com mais de 200 milhões de unidades vendidas, as latas
Plus no México Sucesso no Brasil com mais de 200 milhões de unidades vendidas, as latas

38 EMBALAGEMMARCA jul 2002

Ferla lança sopa de aveia semipronta

Já está no mercado a nova linha de Sopas de Aveia semiprontas da Fer- la, que dá início ao processo de ex- pansão da marca. No segundo se- mestre, a empresa colocará no mer- cado outros produtos em diferentes segmentos. A Ferla já investiu R$ 500 mil no desenvolvimento dos novos produtos, campanhas de marketing e promoção. As novas sopas têm três sabores: aveia com galinha, aveia com le-

Schincariol investe em sucos prontos Atenta à expansão do consumo de sucos prontos no país, que
Schincariol
investe em
sucos prontos
Atenta à expansão do consumo
de sucos prontos no país, que
cresceu 47% no ano passado
(dados Nielsen), a Schincariol
lançou seu primeiro produto nes-
se segmento, com a marca Skin-
ka. Trata-se de uma bebida à
base de sucos naturais, enriqueci-
da com vitamina C e oferecida
em embalagens PET de 450ml.
São duas versões: frutas cítricas
(laranja, tangerina e limão) e fru-
tas vermelhas (maçã, morango e
goiaba).
O lançamento faz parte da estra-
tégia de ampliação do portfólio
de produtos da Schincariol, que
já atua no segmento de cervejas,
refrigerantes e águas minerais.
Para o desenvolvimento e lança-
mento de Skinka, foram analisa-
dos o potencial de mercado, tan-
to em volume como em valor, ca-
nais de distribuição e venda, ti-
pos de embalagem, preços e con-
corrência.

gumes e aveia com cereais e legu- mes. Para preparar, basta despejar o conteúdo do envelope em uma pa- nela com água e cozinhar por 3 mi- nutos. A embalagem flexível de 40g é produzida com filme de poliéster, com impressão interna, camada de polietileno e filme de alumínio, mais adesivo e filme de polietileno. O de- sign foi desenvolvido pela House Design e o fabricante das embalagens é a Shellmar Embalagem Moderna.

Ferla lança sopa de aveia semipronta J á est á no mercado a nova linha de

Frascos de PVC para fitoterápicos

Os Laboratórios Bio-Medicin estão lançando no mercado uma nova li- nha de cosméticos elaborados com extratos naturais da Amazônia. A marca Potyra inicia sua linha com dois tipos de xampus, dois tipos de condicionadores e o Óleo Perfu- mado Potyra. O xampu à base de Juá (considera-

40 EMBALAGEMMARCA jul 2002

do um detergente natural) vai aten- der o público que tem cabelos nor- mais a oleosos. O condicionador tem, além do Juá, o Cupuaçu, que tem o poder de hidratar e proteger os fios, deixando-os mais leves e soltos. O xampu com extratos de Mutamba é direcionado a quem tem cabelos danificados ou ressecados. O condicionador, à base de Mutamba e Copaíba hi- drata e protege os fios. O Óleo Perfumado tem es- sências naturais, como guaraná, e deve ser usado diretamente na pele. As embalagens, assinadas pela Komatsu Design, são fabricadas pela Embaclass em PVC. Os rótulos são da Soft Color.

Pullman ganha novo design

As marcas de pães indus- trializados Pullman e Plus Vita, do Grupo Bimbo, ga- nharam novas embalagens desenvolvidas pela Mazz Design. Com o objetivo de fortalecer a imagem dos produtos e manter a lide- rança no mercado, as em- balagens receberam la- youts mais modernos, ga- rantindo o rejuvenescimen-

to da linha. A linha de pães é composta por pães Tradi- cionais, Especiais e Lan- ches. De acordo com Ana Cristina Pupo, atendimento da Mazz, as novas embala- gens transmitem mais appetite appeal, pois es- tão mais transparentes do que as atuais. As embalagens são forne- cidas pela Canguru.

Pullman ganha novo design As marcas de p ã es indus- trializados Pullman e Plus Vita,

Batavo reforça sobremesas com novas embalagens

Aproveitando o cresci- mento do consumo de suas sobremesas lácteas durante o inverno, a Bata- vo reforçou o posiciona- mento dos produtos nos pontos-de-venda com no- vas embalagens, utilizan- do cores mais vivas e ilus- trações que destacam os ingredientes. O Creamy, sobremesa cre-

mosa de chocolate e cho- colate branco, passou a apresentar na embalagem pedaços de chocolate. A embalagem do Creamy Light passou a mostrar o valor calórico do produto, e no Flan foram acrescen- tadas imagens de carame- los e frutas vermelhas, re- metendo ao sabor da res- pectiva calda.

Pullman ganha novo design As marcas de p ã es indus- trializados Pullman e Plus Vita,

Auto-adesivo da Prodesmaq diferencia produto da L'Oreal

A parceria entre a Prodesmaq e a L'Oreal pode ser reconhecida na nova linha de xampus e condicionadores Liss Intense. As embalagens contam com rótulos auto-adesivos com duas impressões em hot stamping. A Prodesmaq combinou dourado e holográfico laranja a outros pro- cessos de impressão, como letter press e serigrafia mais aplica- ção de verniz UV. O efeito das tecnologias empre- gadas simultaneamente agrega valor ao produto e um excelente diferencial no ponto-de-venda para esse segmento de mercado. Este é mais um trabalho da par- ceria Prodesmaq/LOreal para a linha Elseve. Recentemente, o xampu Citrus explorou o mesmo conceito de decoração.

Pullman ganha novo design As marcas de p ã es indus- trializados Pullman e Plus Vita,

Potes da Toga dão vida nova a Doriana

Potes da Toga dão vida nova a Doriana A linha de margarinas Doriana, da Unilever, est

A linha de margarinas Doriana, da Unilever, est á chegando ao mer- cado em novas embala- gens com cores fortes e design arrojado. Para causar impacto nas g ô ndolas do produ- to, no qual as embala- gens com tons pastel reinam absolutas, Do-

riana est á adotando tons vivos, como laran- ja, azul e verde, em potes da Dixie Toga. Al é m do novo design, a linha est á ganhando um novo sabor, o Oliva, que conta com 10% de azeite entre os ó leos utilizados em sua composi çã o.

jul 2002 EMBALAGEMMARCA 41

Almanaque Duas guerras fazem uma marca Durante uma viagem à Espanha, no final dos anos 30,

Almanaque

Almanaque Duas guerras fazem uma marca Durante uma viagem à Espanha, no final dos anos 30,

Duas guerras fazem uma marca

Durante uma viagem à Espanha, no final dos anos 30, o americano Forrest Mars encontrou soldados que estavam comendo grãozinhos de chocolate envoltos numa casca dura açucarada, para evitar que derretessem. Baseado nessa idéia, ele criou a receita para os M&M’s. Vendidos ao público pela primeira vez em 1941, os M&M's tornaram-se os favoritos dos soldados americanos na II Guerra Mundial. Acondicionado em tubos de cartolina, o cho- colate era vendido aos milita- res como um lanche conve- niente, porque suportava bem viagens sob qualquer clima. Em 1948, a embalagem mudou do tubo para o característico sa- quinho marrom conhecido hoje. No início dos anos 50, foram criados o famoso slogan “O chocolate que derrete na sua

Almanaque Duas guerras fazem uma marca Durante uma viagem à Espanha, no final dos anos 30,
Almanaque Duas guerras fazem uma marca Durante uma viagem à Espanha, no final dos anos 30,

boca, não na sua mão”, e os personagens M&M’s, para comerciais de te- levisão. Em 1960, a casca do chocola- te, que era mar- rom, ganhou três novas cores: vermelho, verde e amarelo. Em 1972, os persona- gens M&M’s apareceram pela primeira vez na embalagem, reforçando o apelo da marca. No final dos anos 1990, o tubo voltou a fazer parte da linha de embalagens do produto.

Almanaque Duas guerras fazem uma marca Durante uma viagem à Espanha, no final dos anos 30,

O elefante de cada um na manada

A marca de extrato de tomate Elefante, um dos itens de maior prestígio e de vendas no portfólio da Cica (Unilever), tem sua origem no gosto de Rodolfo “Rudi” Bonfiglioli, fi- lho de um dos fundadores da empresa, por caçadas de ele- fantes. Já o elefante verde que

aparece na decoração das lati- nhas, o personagem Jotalhão, de Maurício de Souza, foi criado nos anos 60 do século recém-fin- do para uma campanha publici- tária – que não foi adiante – do Jornal do Brasil, o JB, que tinha aquele animal como símbolo de seu caderno de anúncios classi-

ficados. Oferecido então à Cica, foi adotado, dentro de um processo de modernização do design do produto e da es- tratégia de comunicação da empresa. O Jotalhão substi- tuiu o desenho realista de um elefante, animal que aliás in- tegrava a logomarca da Cica.

O elefante de cada um na manada A marca de extrato de tomate Elefante, um dos
O elefante de cada um na manada A marca de extrato de tomate Elefante, um dos

Símbolo da pujança dos Classificados do JB, o elefante inspirou Maurício de Souza a…

…criar o personagem Jotalhão, adotado pela Cica quando decidiu modernizar a…

O elefante de cada um na manada A marca de extrato de tomate Elefante, um dos

…embalagem do extrato de tomate, que tinha a figura do animal na marca e…

O elefante de cada um na manada A marca de extrato de tomate Elefante, um dos

…no logotipo original da empresa. Tudo nasceu de certo gosto por caçadas.

42 – EMBALAGEMMARCA jul 2002