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Publicação online semanal com sede em Vila Velha de Ródão DirecçãoDirecçãoDirecçãoDirecção dededede J.J.J.J.

Publicação online semanal com sede em Vila Velha de Ródão

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Nº. 152 de 17 de Julho de 2014 – Neste número: 12 Páginas – Gratuito

Em Vila Velha de Ródão

“Passámos a ter nome de Largo no sítio que melhor ”

se podia imaginar

- Palavras do Dr. Luís Raposo

melhor ” se podia imaginar - Palavras do Dr. Luís Raposo D.G.Saúde alerta sobre o CALOR

D.G.Saúde

alerta

sobre o

CALOR

do Dr. Luís Raposo D.G.Saúde alerta sobre o CALOR A Direção-Geral da Saúde emitiu um alerta

A Direção-Geral da Saúde emitiu um

alerta amarelo de calor para o distrito de Castelo Branco devido à previsão de temperaturas elevadas, que podem ter efeitos nocivos na saúde, prevendo-se por estes dias, até fins de semana,

temperaturas próximas de 36 graus Celsius, com o calor a provocar cãibras, esgotamento, e até hipóteses mais graves com o calor a determinar casos

de insolação solar. Deve-se beber muita

água!

AAAA ““Geração““GeraçãoGeraçãoGeração dodododo TejoTejo”:TejoTejo”:”:”: umumumum passadopassadopassadopassado ququeququeee sesesese projectaprojectaprojectaprojecta nononono futurofuturo”futurofuturo”””

Marcas intemporais das complexas mito- logias pré-históricas, cuja descodifica- ção dificilmente passará do campo das hipóteses, a simbólica dominante de raiz abstracta conjugada com uma gramática figurativa também ela antropocêntrica, assinala a modernidade estética dos ar- tistas pré-históricos do Tejo. Infelizmen- te, mais de 90% deste riquíssimo património rupestre está desde 1974 permanentemente submerso pelas águas presas da barragem de Fratel. Já nesta altura o conhecido arqueólogo António Martinho Baptista, escrevera

Continua na página 7

Pag. 2

Pag. 2 Afinal andávamos a pagar EditorialEditorialEditorialEditorial “Erros” dos Bancos! Escreveu:

Afinal

andávamos

a pagar

EditorialEditorialEditorialEditorial

Afinal andávamos a pagar EditorialEditorialEditorialEditorial

“Erros” dos Bancos!

Escreveu: CRUZ DOS SANTOS - Coimbra

Mendes

 

Serrasqueiro

Mesmo quem escreve para jor- nais, ouve na rádio ou vê a melhor informação nos bons

canais da televisão, também lhe cabe o privilégio de ser surpreendido com o “inespera-

do”

É verdade!

 

Hoje mesmo, ao fechar deste

periódico online, dei comigo a

ser

surpreendido com mais um

mail da LUSA a revelar que a “nossa” Escola Superior de Saúde Dr. José Lopes Dias vai

leccionar no ano lectivo 2014/ 2015 um novo curso de Licenciatura em Fisiologia

Clínica

Aplausos para essa

nobre Escola albicastrense.

A

notícia, um pouco mais

desenvolvida está na nossa pá- gina 4.

Temos, então, que preencher esta rubrica como se usa por aí em publicidade, com pessoas muito animadas a ler as “ofertas” de produtos “2 em

1”!

É

que,

tínhamos

intenção de escrever aqui sobre outra surpresa, igual-mente, muito agradável! Pode ler,

mais ao pormenor, o

brilhantismo por que caminha

a

Câmara Municipal de Vila

Velha de Ródão, que também

vai

agora surpreender os seus

munícipes e, não só! E o apre-

ço da notícia (pag. 6) refere-se

a que “Vila Velha de Ródão

cria uma Escola Internacional

de

Aerqueologia” (também já

noticiado pela LUSA), que vai envolver cinco instituições por-

ainda têm a sorte de ganharem

tuguesas e contará com a participação de instituições internacionais italianas e gre- gas, projecto que inclui a Dire- cção Geral do Património Cultural, o Museu Nacional de Arqueologia, o Centro Portu- guês de Geo-História e Pré- História, a Faculdade de Letras da Universidade de Lis- boa, e o Centro de Arqueologia

 

CruzCruzCruzCruz dosdosdosdos SantosSantosSantosSantos CoimbraCoimbraCoimbraCoimbra

da

Universidade de Lisboa.

Fantástico, não é, V.V. de Ró- dão vai a caminho!

Sua Exaª o Sr. Primeiro-Ministro, disse: “…que os erros de avaliação dos bancos não devem ser pagos

pelos contribuintes (…) Que as empresas que olham mais aos amigos, do que à competência, pagam um preço por isso, mas esse preço não pode ser imposto à sociedade como um todo e muito menos aos contribuintes”. Que é

o

impostos dos portugueses (erário público), a cobrir as dívidas contraídas por esses seus gestores e família. Aliás, é até um roubo, pois em programa de nenhum partido diz que os contribuintes devem pagar os prejuízos causados por irresponsáveis corruptos. Acrescenta ainda o Sr. Primeiro-Ministro: “que o povo não deve pagar os erros dos capitalistas”. Mas…Sr. Primeiro-ministro, afinal, é exactamente o contrário, o que temos vindo fazer. Andámos todos a pagar, há mais de dez anos, os erros desses gestores bancários! E não é só! Por exemplo, V. Exa., Sr. Primeiro- ministro (digo eu, agora), dispõe de um arsenal de gente que surpreende não apenas pelo número como pela obscura natureza das ocupações. Vejamos, tem a seu cargo: um chefe de gabinete, dez assessores, sete adjuntos, quatro técnicos especialis-tas, dez secretárias pessoais, uma coordenadora, treze técnicos administrativos, nove elementos para apoio auxiliar, doze motoristas e não estão aqui incluídos, neste “batalhão”, o avultado grupo de platirríneos (“gorilas”) que o protege de eventuais percalços. Este pessoal custa, por mês, ao erário público, perto de 150.000 euros. E é V. Exa, que se prepara para aumentar,

mesmo que dizer, que não deve ser o dinheiro dos

ainda mais, os impostos, cortar outra vez nas reformas

e nas pensões? Sinceramente! Os exemplos procedentes de quem os devia dar estão “camuflados”, porque fundados numa forma de reflexão assente no cifrão e na cifra. E quando se pensa – e como não pensar? – que todo esse “esbanjamento” de dinheiros públicos, gastos nas costas dos contribuintes, nesta sociedade que despreza o futuro dos mais novos e ignora o desespero sem saída dos mais velhos, o que há mais a dizer? Meus Senhores: os vexames a que têm sujeitado os portugueses (alguns), são das situações mais tristes e ignóbeis registadas no nosso tempo. A Europa tem servido de respaldo, a muitas “patifarias”, que nos têm sido feitas, em subserviência à chanceler Merkel. O que a Alemanha não conseguiu, com duas guerras mundiais, está a obtê-lo agora, com a mediocridade ultrajante e a cumplicidade servil desses dirigentes

políticos europeus. E

o

“campeonato mundial de futebol”, estes plebeus!

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Pag. 3 IDANHA-A-NOVA Armindo Jacinto admite que intervenção sobre o património pode criar empregos A intervenção
IDANHA-A-NOVA Armindo Jacinto admite que intervenção sobre o património pode criar empregos
IDANHA-A-NOVA
Armindo Jacinto admite que
intervenção sobre o património
pode criar empregos
que intervenção sobre o património pode criar empregos A intervenção sobre o património pode ser um
que intervenção sobre o património pode criar empregos A intervenção sobre o património pode ser um

A intervenção sobre o património pode ser um factor de criação de riqueza e emprego, "sempre que contribua para a sustentabilidade das populações que residem no território", afirmou o presidente da Câmara Municipal de Idanha-a- Nova. No arranque da segunda edição do “Fronteiras” um seminário luso-espanhol de arquitectura, património e paisagem, que tem estado a decorrer até sábado em Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto desafiou os participantes a apresentarem projectos para melhorar a mobilidade no acesso ao Castelo de Monsanto e para preservar e valorizar "o riquíssimo património histórico-cultural de Idanha-a- Velha". Mais de 85 pessoas dos dois lados da fronteira, entre estudantes e profissionais de arquitectura, têm participado neste encontro, trabalhando as realidades das aldeias históricas de Idanha-a-Velha e Monsanto, neste concelho e no concelho de Alcântara, em Espanha.

neste concelho e no concelho de Alcântara, em Espanha. CASTELO BRANCO / Alcains Associação Ambiental de
CASTELO BRANCO / Alcains Associação Ambiental de Alcains contesta instalação de fábrica de bagaço de
CASTELO BRANCO / Alcains
Associação Ambiental de Alcains
contesta instalação de fábrica de
bagaço de azeitona em Alcains

A Triplo A - Associação Ambiental de Alcains, segundo informou à LUSA – contesta a

instalação de uma fábrica de secagem de bagaço de azeitona dentro do perímetro urbano da vila de Alcains e a escassa distância de uma escola. "Estamos frontalmente contra a instalação de tal unidade industrial altamente poluidora. Os 12 postos de trabalho, mais cinco para o transporte do material orgânico, que a empresa garante criar com tal investimento não justificam o gritante impacto visual, ambiental e ecológico que a instalação da fábrica criará em Alcains", -refere em comunicado a Triplo A. A associação ambiental argumenta que a instalação da unidade industrial na vila vai alterar de forma radical e negativa a qualidade de vida dos

alcainenses. "Além do fumo que sairá das chaminés de forma incessante durante todo o ano, a população de Alcains e arredores vai estar sujeita a cheiros intensos que, entre Outubro e Fevereiro, chegam a produzir uma pequena cacimba que obrigará à recolha de roupas e à lavagem dos automóveis" - lê-se no comunicado.

A associação sublinha ainda que não se consegue compreender a razão da localização da

fábrica,

outra fábrica, com grande capacidade produtiva e de armazenagem, em Vila Velha de

Rodão" - dizem. No documento, a Triplo A exorta todos os cidadãos a participarem com

a associação no sentido de se evitar a concretização de uma decisão com efeitos

dramáticos para a qualidade de vida de todos os alcainenses e populações vizinhas e

apela às autoridades públicas para que impeçam a instalação de uma actividade altamente poluidora a meros 500 metros de uma escola e do aglomerado populacional.

ainda,

entre outros motivos, existe muito perto, em Vila Velha de Ródão,

"Exigimos também, dos nossos representantes eleitos que já decidiram a favor da instalação da fábrica, a alteração de posição, porque esta decisão, é manifestamente contrária aos interesses da freguesia de Alcains e, até, do concelho de Castelo

Branco" - referem.

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BEIRA BAIXA Quer gestão dos Centros de Saúde negociada sem precipitações
BEIRA BAIXA
Quer gestão dos Centros de
Saúde negociada sem
precipitações
dos Centros de Saúde negociada sem precipitações O presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa

O presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB) afirma que a possível transferência da gestão dos Centros de Saúde para os Municípios deve ser negociada sem precipitações e com bom senso. E, sublinha:"À partida, aquilo que gostaríamos é que esta possível transferência da gestão fosse negociada com calma, com bom senso e sem precipitações", referiu João Paulo Catarino, também presidente da Câmara de Proença-a-Nova, que adiantou a seguir, que os municípios e as comunidades intermunicipais estão sempre abertas à delegação de novas competências, desde que estas contribuam para manter os serviços públicos, nomeadamente em territórios de baixa densidade populacional. João Paulo Catarino acentuou ainda que o processo de negociação deve envolver todos os agentes que intervêm no processo, tendo que ser uma transferência partilhada, onde todos se sintam confortáveis. Desde que resulte em maior eficiência e proximidade dos utentes e melhor gestão, os municípios estão sempre abertos a essa delegação de competências, concluiu o presidente da CIMBB. Entretanto, o ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, anunciou que o Governo está a estudar a referida transferência da gestão, no âmbito da descentralização de competências que abrange também as escolas e a Segurança Social.

que abrange também as escolas e a Segurança Social. CASTELO BRANCO Escola Superior de Saúde Novo
CASTELO BRANCO Escola Superior de Saúde Novo Curso de Fisiologia Clínica
CASTELO BRANCO
Escola Superior de Saúde
Novo Curso de
Fisiologia Clínica

\

Segundo noticia a LUSA, a Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias (ESALD) vai leccionar no ano lectivo 2014/2015 um novo curso de licenciatura em Fisiologia Clínica. Em comunicado, o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) refere que o novo curso, recentemente acreditado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), alicerça-se no conteúdo funcional das actuais profissões de cardiopneumologia e neurofisiologia, o que aumenta as áreas de actuação do curso e melhora significativamente

as perspectivas de empregabilidade dos seus diplomados.

De acordo com a instituição, os fisiologistas clínicos formados na ESALD têm quatro campos de especialização: cardiovascular, respiratória, neurologia e sono. Este curso assenta no desenvolvimento de actividades técnicas para o estudo funcional e anatomofisiopatológico do sistema cardiorrespiratório, neurológico e a respectiva avaliação.

Nesta nova formação, os fisiologistas clínicos irão adquirir competências na realização e interpretação de exames complementares de diagnóstico em cardiologia não invasiva, pneumologia, vascular, neurofisiologia e ainda em áreas de intervenção cardíaca como cateterismo cardíaco, pacing e perfusão cardiovascular.

O curso de Fisiologia Clínica aproxima a realidade portuguesa dos modelos europeus onde

a designação é exactamente a mesma (Clinical Physiology), permitindo assim um

reconhecimento mais rápido, e ainda facilitar a mobilidade destes profissionais na Europa e a consequente empregabilidade - lê-se no documento.

A Fisiologia Clínica é um novo curso que nasce da licenciatura de Cardiopneumologia já

existente na ESALD, ao qual se juntam agora competências na área da Neurofisiologia.

menagem

Pag. 5 Vila Velha de Ródão Realizou-se um Encontro Nacional de Contos Indígenas Com celebração

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Vila Velha de Ródão

Realizou-se um Encontro Nacional de Contos Indígenas

Com celebração de Rios Sagrado e encerramento com Festival Popular

De 10 a 13 de Julho, Vila Velha de Ródão foi cenário de um evento inédito no país, que reuniu investigadores de várias áreas do conhecimento e contadores de “estórias”.

do

externato Frei Luís de Sousa e de Vila Velha de Ródão, para partilhar saberes sobre o imaginário e o imenso

A estes

juntaram-se

jovens

poder mágico dos rios.

A residência de contadores e

investigadores promoveu uma intensa e profícua troca de conhecimentos e experiências, envolvendo e empenhando neste processo, os cerca de 40 jovens participantes.

O dia 12, após as 21H00, foi o

culminar deste intenso programa de

trabalhos, com a realização do Festival Popular de Contos, que reuniu cerca de 150 participantes os quais, entre o

cais do Porto do Tejo, o Largo da

Administração, a Foz do Enxarrique e

o recinto da Senhora da Alagada, numa noite de intenso luar, foram

premiados com uma realização cultural

de extraordinária qualidade, realizada

num cenário único, tanto pela sua beleza como pelo seu significado uma

vez que estão associados à mais antiga

presença humana da região e ao simbolismo e religiosidade do território rodense.

Estiveram envolvidos nesta realização o Município de Vila Velha de Ródão, a Direcção-Geral do Livro dos Arquivos e

das Bibliotecas, o Museu Nacional de

Arqueologia, o Externato Frei Luís de Sousa, de Almada, e a Associação de Estudos do Alto Tejo, de Vila Velha de Ródão, numa conjugação magnífica de realizadores e público.

numa conjugação magnífica de realizadores e público. Fotos do que foi um notável aconte- cimento cultural/
numa conjugação magnífica de realizadores e público. Fotos do que foi um notável aconte- cimento cultural/
numa conjugação magnífica de realizadores e público. Fotos do que foi um notável aconte- cimento cultural/

Fotos do que foi um notável aconte- cimento cultural/ recreativo que fez vibrar miúdos e graúdos.

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Vila Velha de Ródão

Pag. 6 Vila Velha de Ródão Vila Velha de Ródão cria Escola Internacional de Arqueologia O
Vila Velha de Ródão cria Escola Internacional de Arqueologia
Vila Velha de Ródão
cria Escola
Internacional de
Arqueologia

O presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão, dr. Luís Miguel Pereira, anunciou a criação de uma escola internacional de arqueologia, um projecto que nasce de uma parceria que envolve o Município e quatro outras entidades nacionais. "A escola [internacional de arqueologia] vai envolver cinco instituições portuguesas. Além disso, vai contar com a participação de instituições universitárias italianas e gregas. Penso que está aqui a criar- se um centro de estudos arqueológicos que irá projectar não só Vila Velha de Ródão e a região, como também o país" - disse Luís Pereira.

Além da autarquia de Vila Velha de Ródão, o projecto inclui a Direcção-Geral do Património Cultural, o Museu Nacional de Arqueologia, o Centro Português de Geo-História e Pré-História, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa e instituições universitárias italianas e gregas. "Temos aqui um conjunto muito forte de instituições com grande prestígio que se vão envolver no

estudo científico de todo este património e que nos irão dar um conhecimento melhor que pode ser

utilizado não só para projectar a região, mas também o país" - adiantou o autarca que falava à margem de uma cerimónia de homenagem aos arqueólogos que estiveram envolvidos no inventário e estudo da Arte Rupestre do Tejo.

À LUSA, o director do Museu Nacional de Arqueologia, dr. António Carvalho, disse que "a ideia é a escola começar já a ser instalada este ano". António Carvalho explicou, no entanto, que ainda não pode avançar com os detalhes sobre o investimento envolvido neste projecto. "O que posso dizer sobre o processo é que o conjunto de entidades que assinam este protocolo afirma que se vão organizar no sentido de criar as condições para a criação desse campo internacional de trabalho. Paralelamente, há a candidatura como muitas outras que temos. É uma candidatura que vai ser construída e montada dentro dos prazos europeus" - sublinhou.

O diretor do Museu Nacional de Arqueologia explicou ainda que os trabalhos em Vila Velha de

Ródão relacionados com a construção da barragem de Fratel, na década de 1970, "são um trabalho de nível nacional com importância internacional". E continuando desenvolvendo a notícia, disse:

"A esse processo esteve ligado o anterior director do Museu Nacional de Arqueologia, Luís Raposo. Sendo ele o antigo director do museu e um técnico qualificado da equipa do museu, por esse lado a instituição não pode deixar de participar activamente neste processo, não fazia sentido", referiu António Carvalho.

O responsável do Museu Nacional de Arqueologia referiu também que esta escola internacional,

insere-se numa linha de trabalho que tem a ver com a internacionalização do próprio museu, com a realização de estágios europeus, escolas de arqueologia internacional e de participação em projectos internacionais, fazendo o museu funcionar "como laboratório de aprendizagem no terreno e também no próprio museu" - concluiu.

M

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Continuação da Primeira Página

o Complexo de Arte Rupestre Pré-Histórica do Vale do Tejo distribui-se por cerca de 40 quilómetros

do Alto Tejo português, sensivelmente entre a Foz do Sever e a Foz do Ocreza, interiorizando-se ainda por este rio até à barragem de Pracana. É a maior concentração de gravuras Holocénicas da Península Ibérica, calculando-se em cerca de 40.000 o seu total. Embora um pouco dispersas quer numa quer noutra das margens do rio, as maiores aglomerações de rochas gravadas centram-se nos sítios de Fratel, Cachão do Algarve e S. Simão (Vila Velha de Ródão e Nisa)”.

Será, muito justamente, por este quadro histórico que os Arqueólogos, particularmente os que fizeram o interessante percurso por estas terras banhadas pelo Tejo, não podem, não poderiam, esquecer-se de tão importante estudo feito por estas terras da Beira. Nem o dr. Luís Miguel Pereira, actual presidente da Câmara Municipal deixaria de dar conti- nuidade ao apoio prestado à Arqueologia que os seus antecessores autárquicos vinham prestando a esta ciência, que um passado já um pouco distante (mas nunca esquecido) se quer projectado no futuro. Nasceu a “Geração do Tejo” e agora mesmo, a autarquia ro- dense, apoiou uma cerimónia, realizada no último Domingo, subordinada ao tema “A geração do Tejo – um Passado que se projecta no Futuro”. Este acto levado a efeito pela edilidade municipal envolveu num protocolo da Escola Internacional de Arqueologia, as seguintes entidades: Direcção-Geral do Património Cultural/Museu Nacional de Arqueologia, Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, Centro Português de Geo-História e Pré.História, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa (UNIARQ).

“Geração do Tejo”

“Uma expressão inventada há anos pelo Arqueólogo António Carlos Silva”

- Dr. Luís Raposo

No Cais do Tejo, onde decorreu a cerimónia do último Domingo e onde, nomeadamente, foi descerrada uma placa que passa a perpetuar a tal “Geração do Tejo” de que no local falou Luís Raposo, personalidade que durante largos anos, foi director do Museu Nacional de Arqueologia, e ainda hoje figura muito distinguida em Vila Velha de Ródão, por ter sido pioneiro do projecto de arqueologia nesta região, “Ecos de Ródão” teve a

arqueologia nesta região , “Ecos de Ródão” teve a oportunidade de escutar o grande impulsionador do

oportunidade de escutar o grande impulsionador do projecto sobre a Arquelogia do Tejo,

nomeadamente sobre a “Geração do Tejo – Um passado que se projecta no

esta é uma expressão

inventada pelo Arqueólogo António Carlos Silva que suscita sentimentos contraditórios. Alguns deles inquietantes. O Francisco Sande Lemos assinalou-o logo na altura ao apontar o que em tal conceito poderia haver de excessivo, celebratório, quase mitificador… Outros assaltam-nos quando pensamos em que como transcorreu já tanto tempo, passaram décadas, a vida fluiu a os “jovens” da dita geração são agora adultos, reformados parte deles e porventura cansados…

Futuro”, como sublinhou o dr. Luís Raposo. Aliás – disse – “

- Mas, após estes anos todos os sentimentos são

- Positivos. Em meu entender sobrelevam-se os sentimentos positivos.Temos coletivamente a alegria de pertencermos a uma geração que se mobilizou por causas, como bem lembrou o Mário Varela Gomes este domingo, , que ficará para sempre no nosso coração. Passámos a ter nome de largo no sítio que melhor se poderia imaginar: o cais do Porto do Tejo, em Vila Velha de Ródão. Trata-se sem dúvida de uma metáfora bonita: o local do Alto Tejo português, a terra mágica a que um dia, em inícios dos anos de 1970, aportámos, inicialmente, para indagarmos pelo Paleolítico (de que não se conhecia sequer uma peça) e

-

Contina na Página 9

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Pag. 8 Uma triste realidade PromessasPromessasPromessasPromessas Promessas!Promessas!Promessas!Promessas! Por AURÉLIO
Uma triste realidade PromessasPromessasPromessasPromessas Promessas!Promessas!Promessas!Promessas! Por AURÉLIO CRUZ
Uma triste realidade
PromessasPromessasPromessasPromessas
Promessas!Promessas!Promessas!Promessas!
Por AURÉLIO CRUZ

Dizem os mais entendidos que, somos possuidores de estatuto de país plenipotenciário dentro desta Europa. No entanto, somos titulares de estruturas básicas sociais que mais parecem dignas de países do terceiro mundo. Como ironia do destino somos possuidores de um número avultado de rios e ribeiros mas, no entanto, ainda existem lugares que não possuem água canalizada ou esgotas

Legitimidade para se criticar, possuimos todos nós como, também, o de lamentar a incapacidade de solução existente por parte de quem possui essa obrigação. Poderemos elevar a nossa voz mas, a mesma, cairá em saco rôto.

Quer se aceite, ou não, o desenvolvimento sócio-económico vigente é muitas das vezes, possuidor de injustiças, bastante chocantes! Uns, justificam as mesmas como pontuais! Como leigos na matéria, mas conscientes, consideramos como constantes e que irão ter continuidade!

As populações afectadas por estas anormalidades, vão lançando mãos em práticas generalizadas para demonstrarem o seu total descontentamento. Trata-se de chamada de atenção positiva de quem já vem sendo martirizado ao longo de décadas.

A razão, encontra-se de mãos dadas com a verdade e justifica-se,

plenamente, o esgotamento de paciência na espera

O sedentsmo da justiça económica/social destas populações, levam a não

participar, ou pactuar, em jogadas “apalhaçadas” de um qualquer pseudo- político, que tente interferir, com o único fim de aproveitamento eleitoral. Mais não é que uma demonstração caquética, entorpecida e vulgarizada,

torna-se bastante esgotante!

As populações martirizadas, apenas pedem soluções para os problemas que as afectam no campo económico/social. Não querem, como não aceitam participar ou colaborar, para a criação de mais tachos ou panelas

Ficou demonstrado nas últimas eleições para o Parlamento Europeu!

AurélioAurélioAurélioAurélio CruzCruzCruzCruz

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Arqueologia foi o

tema para vários oradores brilhan- tes: destacámos um dos pioneiros em Ródão, dr, Francisco Henriques e o actual Director do Museu Nacional de Arqueologia, dr. António Car- valho (fotos)

Continuação da Página 7

que afinal, durante os primeiros anos, nos fez reconhecer cientificamente para o Mundo o mais importante complexo de arte rupestre pós-glaciária Península Ibérica e um dos mais notáveis na Europa. A saga desses anos heroicos, em que trabalhámos de dia e de noite, juntando arqueologia e libertação pessoal, numa época de ditadura, tem vinda o ser contada por alguns dos seus agentes, a dita “geração do Tejo”. Citem-se alguns: Eduardo da Cunha Serrão, etariamente de outra geração, mas integrante da nossa tanto pela sua jovialidade como sobretudo pela sua abertura de espírito, pela sua liberdade inspiradora, pela orientação informal que nos facultou, num tempo em desconfiávamos tanto da Velha Senhora (a Universidade); Jorge Pinho Monteiro, já falecido também, o mais erudito e organizado de todos nós – um amigo que verdadeiramente nos provoca um vazio na alma ainda hoje,

quando recordamos; Francisco Sande Lemos, o quem se devem os primeiros contactos que conduziram ao reconhecimento das primeiras gravuras rupestre, em Fratel; o António Carlos Silva, o “manuel alegrista”, que nos trazia do seminário uma forma autêntica de sentir e cantar em grupo, como que em sucedâneo duma igreja que quase todos depreciávamos e que nunca preencheu as nossas utopias; o António Martinho Baptista, por ventura o mais ligado à terra, posto que éramos quase todos urbanistas; a Teresa Marques, exultante na sua alegria e beleza jovem, que fazia parar as obras na barragem de Cedillo; o Mário Varela Gomes, o único que não vinha das Letras e possuía condições de vida bem superiores às dos restantes, que depressa mostrou ser “um de nós”, no compromisso, na força de trabalho e no gosto pela discussão; a Susana Oliveira Jorge, a Maria Angeles Querol (ambas da primeira hora), o João Ludgero Gonçalves, o Vítor Serrão, a Manuela Rêgo, o Fernando António Baptista Pereira… e os jovens rodanenses que a nós se juntaram, o Francisco Henriques e o João Carlos Caninas, a quem o

António, na sua verve alentejana da alcunha afetuosa, chamava

de “bacanos” ou “bacaninhas”…

Junto à placa toponímica que a fixa ao lugar, o dr. Luís Raposo lembrou que o dr. Francisco Sande Lemos – um dos arqueólogos presente – observou que esta “geração do tejo” se formou e temperou de tal sorte que nas últimas décadas pontou e ocupou lugares do maior relevo na arqueologia, tanto a patrimonial como a académica, em Portugal (e mesmo Espanha). “É uma verdade que tem muito do “espírito de Abril” - disse Por isso Luís Raposo – a terminar – quis saudar a decisão da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão “Por ter decidido a atribuição desta honra no âmbito das comemorações do quadragésimo aniversário do 25 de Abril, de que nos sentimos fortíssimamente tributários e nos impele a conti- nuar sermos vencidos da vida. Os projectos futu-ros para o nosso trabalho em Ródão, são bem a prova que assim é e assim será”.

em Ródão, são bem a prova que assim é e assim será”. Descerramento da Placa Toponímica
em Ródão, são bem a prova que assim é e assim será”. Descerramento da Placa Toponímica

Descerramento da Placa Toponímica e a presença dos membros da Autarquia

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DesportosDesportosDesportosDesportos
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Tour de France

Pag. 10 DesportosDesportosDesportosDesportos Tour de France Português consegue FERREI~1.JPG reestruturar a dívida

Português consegue

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reestruturar a dívida

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consegue FERREI~1.JPG reestruturar a dívida Português P FERREI~1.JPG Por Ferreira Fernandes “in-Diário de

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Por Ferreira Fernandes “in-Diário de Notícias”
Por
Ferreira
Fernandes
“in-Diário
de
Notícias”

Já confessei aqui o meu vício

sazonal: "Todos os anos, pelo Tour de France, tomo substân- cias euforizantes. Também lhes podem chamar aldeias france-

."Tenho de admitir que é um

pouco indecente esperar que passem rápido os homens esforçados e suados porque me tapam aldeias que são aldeias e não Damaias-de-Baixo em minia- tura Visto do sofá, o ciclismo quase só me interessa pelas belas ocasiões de rever um país que amo. Não foi sempre assim, já gostei de ciclismo. Não visto das bermas, passa demasiado fugaz. Visto a ler, tenho guarda- das e relidas muitas crónicas de Antoine Blondin, em L"Équipe. Um dia ele viu passar Tom Simpson, com a bicicleta vagueando de cansaço a caminho do cimo do Mont Ventoux. Pouco depois, o ciclista vai cair e morrer. No dia seguinte, a crónica chamava-se: "Corre-se sempre só." Ironia num desporto de pelotão. Os melhores textos de desporto eram de ciclismo. A televisão (leiam acima) talvez tenha morto o ciclismo escrito. E lamento tanto, confirmei agora. Tiago Machado chegou ao Tour de France à beira dos 29 anos. No seu primeiro ano, chegou ao 3.º lugar. No dia seguinte a essa glória, espalhou-se. Levaram--no para a ambulância mas ele voltou ao selim e, apesar da certeza de chegar com a meta já fechada, insistiu no pedalar. Viu a massagista a chorar na berma. Insistiu. Chegou com a meta fechada. Chorou ele. Mas a direcção do Tour pôs-lhe uma medalha ao peito: hoje voltou a correr.

sas.

Futebol Inter-Aldeias

Salgueiro do Campo e Póvoa de Rio de Moinhos jogam este Domingo a Final

As equipas do Salgueiro do Campo e de Póvoa de Rio de Moinhos foram apuradas para a final do Torneio Inter- Aldeias que decorre, no próximo Domingo pelas 17 horas, em Rochas de Baixo. Idanha-a-Nova e o clube local jogam a partir das 15 horas, para disputarem o 3º e 4º lugar na prova. O Inter-Aldeias tem decorrido com bastante entusiasmo, com a elevada presença de público nos jogos, e já foi considerado um sucesso. Este Domingo, dia 20, espera-se em Rochas de Baixo elevada presença de adeptos dos clubes finalistras e de quantos participaram no torneio.

O Prof. Rui António Santos Agostinho é o novo Coordenador Técnico Distrital da A .F.C.B.

Por deliberação da Di- recção da Associação de Futebol de Castelo Branco, e após análi- ses a outras candidatu- ras apresentadas, foi nomeado para o cargo de Coordenador Técni- co Distrital da AFCB, o Prof. Rui António San- tos Agostinho. *****

O Benfica e Castelo Bran-

co faz na próxima Segun- da-feira o arranque para a

época de 2014/ 2015 no CNS. Mantém-se a estrutu-

ra técnica com Ricardo António a liderar, ao qual

já lhe irá caber observar os

no-vos jogadores recruta- dos para o plantel albicas- trense, do qual já fizémso

notícia.

***** Uma equipa de veteranos

do Sporting, na modalidade

de Futsal, estará este Sá- do, dia 19, no Pavilhão de Retaxo, para participar na parte desportiva no prgra- ma da festa da União de Freguesias Cebolais/ Reta- xo.

Faleceu Joaquim Carrilho

de Freguesias Cebolais/ Reta- xo. Faleceu Joaquim Carrilho Faleceu esta segunda- feira, o sócio nº 1

Faleceu esta segunda- feira, o sócio nº 1 do Benfica e Castelo Bran- co. De seu nome Joaquim Carrilho, tinha a provecta idade de 101 anos! Pessoa bastante conhecida em Castelo

Branco, sua terra natal, onde sempre viveu, foi funcionário da Sapataria Prata e mais tarde proprietário de uma oficina de Correeiro. Ao clube albi-castrense de- dicou Joaquim Carrilho toda uma grande paixão, ao longo de sua vida.

Paralelamente era sócio nº. 1 do Centro Artístico Albicastrense, uma das colectividades mais anti- gas da cidade, da qual chegou a ser director.

No seu funeral incorpora- ram-se muitos albicas- trenjses em manifesta- ção de pesar.

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Pag. 11 Bagas de Goji Pela Nutricionista Dra. Joana P. Oliveira As bagas de Goji andam
Bagas de Goji Pela Nutricionista Dra. Joana P. Oliveira
Bagas de Goji
Pela Nutricionista Dra. Joana P. Oliveira
11 Bagas de Goji Pela Nutricionista Dra. Joana P. Oliveira As bagas de Goji andam na

As bagas de Goji andam na moda ultimamente e, de fato, têm razões para tal. São muito nutritivas e com acção antioxidante. Assemelham-se a passas, de cor vermelha intensa. São muito ricas em proteínas (contêm vários aminoácidos essenciais que o nosso corpo não produz). Rica em minerais como zinco, ferro, cálcio, cobre, selénio e fósforo e vitaminas A, B1, B2, B6, C e E. Estudos feitos comprovam as suas vantagens:

- A sua potente acção antioxidante protege o corpo do envelhecimento e aumenta a longevidade; - Reduz os níveis de colesterol; - Promove o bem-estar e fortalece o nosso sistema de defesa; - Previnem doenças cardiovasculares e inflamatórias;- Promove uma boa visão; - Melhoram a resposta do organismo à insulina - Regula os níveis da pressão sanguínea; - Regula o funcionamento do sistema nervoso Use a imaginação e consuma-as junto com iogurtes, batidos, cereais ou saladas. No entanto, o natural nem sempre garante que não faz mal … as bagas podem ser prejudiciais pela sua interacção com certos medicamentos. O Observatório de Interacções Planta-Medicamento (OIPM/FFUC) alertou que o consumo diário não deve ultrapassar os 45g, e alguns estudos indicam que é desaconselhado o seu consumo a quem tome medicamentos como a Varfarina, Fenitoína, Losartan, Fluvastatina, entre outros. Se toma alguma medicação, fale com o seu médico de família primeiro.

Ex-Combatentes do Concelho de Vila Velha de Ródão Informação A Comissão dos ex-Combatentes em colaboração

Ex-Combatentes do Concelho de Vila Velha de Ródão

Informação

A Comissão dos ex-Combatentes em colaboração com

a Biblioteca Municipal José Baptista Martins, vai

realizar um filme baseado em entrevistas aos ex- Combatentes que se disponibilizem para a realização do mesmo, sobre factos, acontecimentos e opiniões que se relacionem com a passagem pelo ex-Ultramar.

Para o efeito devem os interessados dirigir-se à Biblioteca Municipal para combinarem o dia e a hora das entrevistas.

O mesmo será apresentado no dia do convívio dos ex-Combatentes, em Setembro de 2014.

A Comissão agradece desde já toda a disponibilidade que os ex-Combatentes possam dispensar para a realização desta iniciativa.

Comissão Organizadora

R.do Arrabalde,28 6030-235 Vila Velha de Ródão Nº, 152 de 17 de Julho de 2014
R.do Arrabalde,28
6030-235
Vila Velha de Ródão
Nº, 152 de 17 de Julho de
2014
Neste número: 12 Páginas
Semanário Regionalista
Editado em
Vila Velha de Ródão
Director
J. Mendes Serrasqueiro
Paginação e Arte Final
Gina Nunes
E-mail
mendes.serrasqueiro
@gmail.com
Telefones
272 545323- 272 541077
Telemóveis
96 287 0251 –
96 518 3777
“Ecos de Ródão” é enviado
às quintas-feiras entre
as 22 e 24 horas
Envio gratuito por E-mail
Pode visitar todas as
nossas edições em
ecosderodao.blog
spot.com

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Secção Jurídica
Secção
Jurídica
Falar Claro Pelos Advogados Um País à Deriva Ana Cristina Santos A. Ferreira da Rocha
Falar Claro
Pelos Advogados
Um País à Deriva
Ana Cristina Santos
A. Ferreira da Rocha
Escreveu: CÉSAR AMARO

Em termos gerais, Portugal é um País envolvido em muitas tradições. O Povo

Português é um Povo respeitador e fiel aos seus ideais. É um Povo trabalhador e lutador. Defende com unhas e dentes as suas convicções, no firme propósito de alcançar os seus objectivos, que muitas vezes não são concretizados. É um Povo persistente, sem nunca desistir, nem tão pouco virar a cara à luta.

A maioria dos Portugueses atravessa a maior crise de sempre, a qual se tem vindo a

agravar nos últimos quarenta anos. Logo após a Revolução dos Cravos – 25 de Abril

de 1974 – se começou a sofrer os erros crassos, cometidos pelos sucessivos Governos.

A prova mais evidente tem sido a forma como os Governantes, de todas as áreas

políticas, se têm preocupado em defender, de forma acentuada e sistemática, os interesses dos grandes grupos económicos, e não só, em absoluto detrimento da Justiça Social, e/ou a falta dela, ignorando e desprezando as graves dificuldades que atingem os mais desfavorecidos. Ano após ano o País tem vindo a perder produtividade, diminuindo o crescimento sócio-económico, afectando de maneira desastrosa a sua competitividade, ou seja: incutiu-se no espirito do Povo, que já não era “necessário trabalhar”. Entrou-se no campo dos subsídios para revitalizar o País, criando emprego, com o objectivo de fazer crescer e sustentar a economia. A verdade é que o desemprego disparou para números assustadores, e a economia atingiu uma situação negativa, jamais imaginada. Financeiramente, os que têm (des) governado o País, gastaram o que tinham e o que não tinham, praticando uma gestão danosa, colocando Portugal à beira da bancarrota. Para sobreviver o País teve de recorrer a resgates financeiros através da EU e do FMI, d’onde nasceu o nome pomposo – a Troika. Refira-se a este propósito que a maioria dos Portugueses nunca soube na realidade quanto totaliza a dívida ao exterior, qual o montante do valor dos juros pagos, e muito menos qual o montante em que a dívida ainda está. A Comunicação Social vai dando notícias avulsas, e o Governo vai referindo números. Contudo, a realidade do País é bem diferente. Houve recentemente por parte do

Governo a notícia que a Troika já não controlava nem fiscalizava os assuntos respeitantes à dívida contraída. Resta, porem, saber de que forma a situação é gerida. Certo é que Portugal e a maioria do Povo Português não melhoraram, antes pelo contrário; a situação agravou-se de modo assustador e preocupante. Todo o elenco governativo, com destaque para o Senhor Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, tem vindo a anunciar que o País melhorou, talvez para alguns. Tem sido anunciado, de forma “gratuita” a recuperação económica e o bem-estar dos Portugueses, em particular os que vivem com maiores dificuldades. Promessas balofas num discurso demagógico. Mas a realidade é bem diferente:

Como pode o País estar melhor quando se encerram Escolas por tudo quanto é sítio; quando a assistência à saúde é cada vez mais deficitária; com a redução dos Serviços Públicos; com a alteração e redução dos vencimentos na Função Pública; com os cortes nas reformas oriundas CGA e tantas outras situações que envolvem a solidariedade e a Justiça Social?. Infelizmente vive-se num País sem rumo. Diariamente encerram empresas por falência. O crédito malparado a aumentar, por falta de recursos financeiros dos seus devedores para o poderem resgatar. Acusações a gestores de Organismos Estatais, que segundo notícias de má gestão envolvem milhões e milhões de euros. Há que acrescentar a todo este estado de coisas o caso BES (Família Espirito Santo), nas contradições que surgem a todo o momento, referente à situação financeira do maior Banco Português. Veja-se a preocupação do Senhor Primeiro-Ministro na solicitação para que o BES (Ricardo Salgado) resolva tão depressa quanto possível as suas dívidas. Cuidado, como diz o velho ditado – onde há fumo poderá com certeza haver

fogo. Será que é mais um caso de Bancos na falência, para o Povo Português pagar?

CésarCésarCésarCésar Amaro.Amaro.Amaro.Amaro.

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