Вы находитесь на странице: 1из 20
Fundação Universidade do Tocantins Engenharia Agronômica Entomologia Geral Coleta, Matança e Conservação de Insetos

Fundação Universidade do Tocantins

Engenharia Agronômica

Entomologia Geral

Coleta, Matança e Conservação de Insetos

Prof. Roberta Zani da Silva

2012

1- COLEÇÕES Coleção taxonômica reunião ordenada de exemplares mortos ou partes corporais desses exemplares, devidamente preservados para estudos. A Coleção é imprescindível para estudos taxonômicos, bem como para comprovação de toda pesquisa pregressa Fonte de material para coleções -Viagem de coleta -Levantamento faunístico -Permuta -Retenção de material após a identificação

1.1 Tipos de Coleções Coleções Didáticas Abrigam material destinado a ensino ou demonstração. Encontram-se nas Instituições vinculadas ao ensino de Entomologia. - geralmente tem curta duração pois são danificadas pelo manuseio constante; -devem ser remontadas permanentemente; -devem ser independentes das coleções de pesquisa. Coleções Científicas Coleções de Instituições Públicas Patrimônio Nacional abrigam material de todos os grupos zoológicos. -geralmente tem mais de um século de existência; -as Instituições obtêm recursos de órgãos de fomento para financiar as expedições de coleta; -os grupos mais estudados e mais representados são os trabalhados pelos pesquisadores das Instituições. Coleções particulares Coleções privadas formada por colecionadores com recursos próprios para sua própria pesquisa. Habitualmente são incorporadas por doação ou venda de coleções nas coleções públicas após a morte ou o desinteresse do pesquisador. Coleções Especiais- Reúne material destinado a fundamentar estudos específicos. Coleções de interesse econômico:

-médico-sanitário

-agropecuário

-florestal -vigilância quarentenária Ex. Coleções de Instituições vinculadas á agricultura ou á veterinária; conservação de animais nocivos por tipo de cultura etc., seus parasitas/predadores controle biológico etc. Levantamento Faunístico- Coleções que reúnem material para servir de base a levantamentos faunísticos, por exemplo, por área geográfica espécies de Cerrado etc. Coleções de Referência ou Coleções-chave- Reúnem material para comparações com o material que se deseja identificar, em geral após a utilização de chaves dicotômicas ou diagnoses. É fundamental que o material de referência tenha sido determinado por especialista ou comparado com o material tipo. Estas coleções servem de apoio ao processo de identificação. Coleções de Tipos Geralmente dentro das coleções científicas existem as coleções de tipos onde estão separados todos os exemplares designados como tipo pelos pesquisadores da Instituição quando descrevem novos táxons.

1.2 Curadoria Toda coleção deve possuir um responsável pela curadoria. O curador é o encarregado pelas atividades de preservação do material além de doações e permutas.

2. COLETA DE INSETOS

A coleta de insetos é o primeiro passo a ser tomado na estruturação e preparação de uma coleção entomológica, seja ela temática ou não. Embora exija um mínimo de planejamento na organização e preparação dos equipamentos e demais utensílios de coleta e captura, podemos afirmar que coletar insetos na Amazônia é relativamente fácil. Tanto pela abundância quanto pela diversidade de espécies que podemos encontrar, nos diferentes tipos de ecossistemas e habitats. Considerando que grande parte da taxonomia dos insetos está calcada em caracteres externos do corpo e seus apêndices (pernas, antenas e asas), cuidado especial deve ser tomado durante o ato de coleta, para evitar a quebra de qualquer

parte do material entomológico. Além dos equipamentos de coleta, um bloco de anotações é fundamental para registro de informações relativas ao tipo de ambiente onde o inseto foi capturado.

• Locais - vegetação rasteira, arbustiva ou arbórea; sobre a superfície da vegetação ou no seu interior; em flores, frutos e folhas; sobre ou sob o solo; em grãos armazenados; no interior de residências; em criação de animais domésticos; em material orgânico em decomposição; focos de iluminação pública, na água etc. Deve-se evitar a coleta de insetos em ambientes preservados, priorizando cultivos agrícolas ou florestais, residências e cidades.

De acordo Almeida et al. (1998) “como os insetos são abundantes, a probabilidade de que coletas, mesmo extensas, tenham algum impacto no tamanho das populações é irrelevante. Portanto, os conservacionistas não precisam se preocupar com o rompimento do equilíbrio ecológico pelas coletas comuns”.

• Época - Os insetos são mais abundantes durante a primavera e verão, mas

existem espécies que são típicas de regiões ou épocas onde ocorrem baixas temperaturas. De modo geral, chuvas e baixas temperaturas reduzem a atividade de muitos insetos.

• Hora do dia - existem insetos de hábito noturno, diurno, vespertino e crepuscular. Os insetos noturnos podem ser atraídos ou repelidos pela luz.

• Fase de desenvolvimento do inseto - Pode-se coletar insetos adultos, como

deve ser a maioria dos insetos da coleção; insetos imaturos como larvas, lagartas e ninfas; ou ainda, criar os insetos jovens alimentando-os até a fase adulta, a fim de acompanhar o seu desenvolvimento.

Formas de coleta - os insetos adultos lentos e as formas jovens podem ser coletados manualmente, com o auxílio de pinças; em geral, os insetos adultos e voadores devem ser coletados com auxílio de armadilhas ou outros instrumentos.

• Importante:

- Os insetos devem estar em perfeitas condições, ou seja: com um par de antenas, três pares de pernas, asas inteiras etc. - Todos os insetos coletados devem receber, no momento da coleta, uma etiqueta contendo local e data da coleta e nome do coletor.

- Evitar coletar insetos diretamente com as mãos, pois alguns insetos possuem substâncias que causam alergia, queimadura ou coceira. A estratégia de captura de insetos varia de acordo com os objetivos do coletor, do comportamento e biologia dos insetos. De um modo geral podemos dividir os métodos de coleta em duas grandes categorias: coleta ativa e coleta passiva. 2.1 Coleta ativa- exige a presença do coletor. Neste caso será necessário o uso de rede entomológica, rede de varredura, aspirador, “morteiro”, coleta no pano para insetos noturnos, ou outro equipamento adaptado às necessidades de quem está operando a coleta.

2.1.1 Equipamentos

Pinças e pincéis evitam que o coletor se machuque e que o inseto de corpo frágil se quebre. As pinças podem ser de ponta fina (A) ou arredondada (B); as mais utilizadas são aquelas usadas por médicos e dentistas.

utilizadas são aquelas usadas por médicos e dentistas. Sugador entomológico – este instrumento serve para

Sugador entomológico este instrumento serve para retirar pequenos insetos da rede entomológica ou sugá-los diretamente da vegetação. Tem a vantagem de poder selecionar os insetos que são de interesse antes da captura.

diretamente da vegetação. Tem a vantagem de poder selecionar os insetos que são de interesse antes

Puçá ou rede entomológica utilizada para capturar insetos em pleno vôo. É confeccionado de tecido fino transparente, o que facilita enxergar o inseto capturado.

insetos em pleno vôo. É confeccionado de tecido fino transparente, o que facilita enxergar o inseto
insetos em pleno vôo. É confeccionado de tecido fino transparente, o que facilita enxergar o inseto

Rede de varredura utilizada para capturar insetos que estejam em repouso ou se alimentando sobre a vegetação. É muito parecido com o puçá, mas é confeccionado com tecido de algodão resistente para garantir sua durabilidade, já que ao entrar em contato com a vegetação pode agarrar-se nos galhos, espinhos e folhas.

Vidros contendo álcool 70% para receber insetos imaturos (larvas e ninfas) ou insetos adultos de corpo mole (pulgões, tripes, cupins etc). Estes insetos são jogados vivos diretamente no álcool 70%, onde permanecerão para sua preservação.

Se o álcool é 96°GL, usar 70 mL de álcool 96 °GL + 26 mL de água.

Frasco mortífero frasco de vidro contendo gás tóxico (éter, clorofórmio, acetato de etila.). Ideal para matar insetos adultos em geral: moscas, libélulas, besouros, percevejos, formigas, gafanhotos, grilos, abelha, vespas.

percevejos, formigas, gafanhotos, grilos, abelha, vespas. Envelopes de papel – como os lepidópteros não devem

Envelopes de papel como os lepidópteros não devem ser mortos no frasco mortífero, o ideal é transportá-los vivos em envelopes triangulares de papel até que possam ser mortos de maneira adequada. Sua confecção é simples e o lepidóptero deve ficar dentro do envelope com suas dobradas.

Etapas de montagem de envelope Caixas de papelão e vidros vazios – Servirão para acondicionar

Etapas de montagem de envelope Caixas de papelão e vidros vazios Servirão para acondicionar temporariamente ou transportar insetos mortos ou vivos até um lugar adequado para matá-los. Devem ser de tamanhos diversos e estar sempre à mão no caso do inseto surgir de surpresa, sem que a busca tenha sido planejada. Também devem fazer parte do material utilizado em expedições com objetivo de captura de insetos para a coleção, uma vez que deve-se evitar o acúmulo de insetos em um só lugar para não estragá-los.

2.1.2 Coleta Passiva: o coletor participa passivamente do processo de coleta. Isto implica no uso de armadilhas como: luminosa, adesiva, guarda-chuva entomológico, funil de Berlese, armadilha de Malaise, de impacto, armadilha para inseto de solo (pit-fall), de sucção, bandeja d’água com cores atrativas, frasco-caça- mosca e feromônio sexual. Armadilha luminosa captura insetos noturnos que são atraídos pela luz, batem nas aletas laterais e são presos em recipiente telado após passar pelo funil.

que são atraídos pela luz, batem nas aletas laterais e são presos em recipiente telado após

Armadilha de solo captura insetos que caminham sobre o solo. Podem ou não conter isca atrativa. O recipiente de coleta é enterrado até coincidir com a superfície no solo. No seu interior, coloca-se água + algumas gotas de detergente para quebrar a tensão superficial da água + um conservante (formol, hidrato de cloral).

da água + um conservante (formol, hidrato de cloral). Funil de Berlese – usado para coleta
da água + um conservante (formol, hidrato de cloral). Funil de Berlese – usado para coleta

Funil de Berlese usado para coleta de pequenos insetos que vivem debaixo árvores e na primeira camada do solo. Consiste em um funil de cerca de 50 cm de altura que fica apoiado sobre um frasco contendo álcool 70%. Sobre a sua extremidade maior é apoiada uma tela de malha fina onde se colocada o material recolhido no campo (material orgânico em decomposição, folhas, galhos e solo). Sobre estes fica uma lâmpada acesa. Os insetos ali presentes são fototópicos negativos e, fugindo da luz, caem no recipiente coletor contendo álcool 70%.

Os insetos ali presentes são fototópicos negativos e, fugindo da luz, caem no recipiente coletor contendo

Armadilha para insetos noturnos Uma lâmpada acesa sobre um tecido ou parede branca atrai insetos noturnos que poderão ser capturados com pinça ou sugador entomológico.

poderão ser capturados com pinça ou sugador entomológico. Armadilha de Malaise ( Malaise Trap): Esse tipo

Armadilha de Malaise (Malaise Trap): Esse tipo de armadilha é construído com tela de material sintético e lembra uma barraca de camping. No alto da armação existe uma gaiola que recebe os insetos coletados. É ótima para coletar moscas, abelhas e outros insetos que têm o hábito de subir quando aprisionados. Para aumentar o número de insetos coletados recomenda-se montar a armadilha transversalmente a caminhos naturais (sobre riachos) ou artificiais (picadas, estradas) onde os insetos com vôos mais fortes preferem voar. Em áreas abertas montar preferencialmente em sentido transversal ao do vento. Em áreas fechadas, de floresta, orientar o frasco coletor no sentido de maior luminosidade.

transversal ao do vento. Em áreas fechadas, de floresta, orientar o frasco coletor no sentido de

Shannoné um método utilizado para capturar insetos atraídos por iscas. A armadilha foi descrita por Shannon (1939) para captura de insetos hematófagos e, atualmente, todas as armadilhas, tipo tenda, que coletam insetos atraídos por iscas, sejam de origem animal ou vegetal, são conhecidas, em sua homenagem, como armadilhas Shannon. Consiste de uma tenda retangular ou quadrada, fechada em todos os lados, exceto o inferior. Deve ser montada levemente suspensa do solo, 10 a 30 cm, para permitir a entrada dos insetos. Destina-se a coletar insetos voadores atraídos pela isca e com tendência de subir quando se encontram enclausurados. Essa armadilha permite uma grande variação no tamanho. Para uso com iscas de frutas fermentadas, cadáveres de pequenos animais ou excrementos usa-se uma tenda pequena e para grandes animais vivos utilizados como iscas usa-se uma tenda grande. É mais utilizada para coleta de insetos hematófagos vivos. Para iscas com frutas ou excrementos.

hematófagos vivos. Para iscas com frutas ou excrementos. Frasco caça-mosca – são frascos de vidro ou

Frasco caça-mosca são frascos de vidro ou plástico (podem ser confeccionados com garrafas do tipo “PET”), com pequenas aberturas laterais de forma afunilada e que contêm substância atrativa no seu interior. Para mosca-das- frutas utiliza-se caldo de frutas doces, melaço, glicose etc., com concentrações que variam de 1 a 3%. Para mosca-doméstica ou varejeira, utiliza-se carne, peixe ou frutas em decomposição.

que variam de 1 a 3%. Para mosca-doméstica ou varejeira, utiliza-se carne, peixe ou frutas em

Bandejas coloridas - são bandejas fundas pintadas de cor atrativa para os insetos-alvo (amarelo é atrativo para grande parte dos insetos). No seu interior coloca-se água e algumas gotas de detergente (para quebrar a tensão superficial da água). Os insetos que ali pousarem morrerão por afogamento.

Os insetos que ali pousarem morrerão por afogamento. 3. MATANÇA -SACRIFÍCIO DOS INSETOS 3.1 Gases tóxicos

3. MATANÇA -SACRIFÍCIO DOS INSETOS

3.1 Gases tóxicos servem para matar grande parte dos insetos

capturados: besouros,vespas, abelhas, percevejos, formigas etc. Éter e formoldeído são bastante utilizados. Deve-se construir um frasco de veneno para tal fim. Sua construção é simples: em um vidro (um frasco de maionese de 500g, vazio e com tampa, servirá muito bem) coloca-se uma camada de gesso de uns 2 ou 3 cm; o gesso deve secar por completo, o que ocorre em uns 2 dias. Acrescenta-se então um pouco de veneno, suficiente para umedecer (não encharcar) o gesso. As seguintes substâncias podem ser usadas como veneno:

Éter etílico ou sulfúrico - era relativamente fácil de adquirir; como o éter é um ingrediente usado no refino e preparo de drogas ilegais como a cocaína e os lança- perfumes, sua aquisição tem-se tornado bastante difícil ultimamente; é muito volátil.

Acetato de etila

- pouco menos volátil que

o

éter, e de fácil aquisição

(removedor de esmalte de unhas, sem acetona).

Tetracloreto de carbono- (altamente tóxico e cancerígeno; desaconselhado seu uso).

Clorofórmio- (muito tóxico e de custo elevado; era usado em procedimentos de anestesia).

Cianeto (de cálcio, potássio ou sódio) - o cianeto é extremamente tóxico e apresenta-se na forma de pó ou grânulos finos; nesse caso, o cianeto é colocado no frasco antes de se colocar o gesso. O cianeto de potássio ou o cianeto de sódio têm maior durabilidade (1 ano) como agentes mortíferos no frasco do que o cianeto de cálcio (1 mês).

Deve-se tomar o cuidado de identificar cuidadosamente o frasco com uma etiqueta onde se leia "VENENO". Uma idéia bastante conveniente é envolver o vidro todo com fita adesiva forte (duct tape), pois se o mesmo quebrar-se, os cacos não serão esparramados e sua eliminação tornar-se-á mais fácil.

Blattodea (baratas)

Coleoptera (besouros)

Diptera (moscas, mutucas etc.)

Hemiptera (percevejos, cigarras, cigarrinhas etc.)

Hymenoptera (abelhas, vespas, mamangavas, formigas grandes etc.)

Neuroptera (formigas-leão, crisopas)

Odonata (libélulas)

Orthoptera (gafanhotos, esperanças, grilos, taquarinhas e paquinhas)

Phasmatodea (bichos-pau,louva deus e exemplares maiores)

3.2 Álcool 70% - é utilizado para sacrificar insetos adultos de corpo mole e

insetos jovens em geral (sobretudo ninfas), que são colocados vivos em frascos

contendo álcool 70%.

O álcool vendido no comércio é encontrado em duas concentrações: 70% e 96%. Para o 70mL de álcool 96°GL + 26mLde água = 96ml de álcool 70°GL

75ml de álcool 92,8°GL + 25ml de = 100ml de álcool 70°GL]

3.3 Água quente serve para matar lagartas (fase jovem de borboletas e mariposas). Estas devem ser colocadas vivas em água quente (antes do ponto de ebulição), com o fogo desligado e deixadas por aproximadamente dois minutos. Se

estas forem sacrificadas no frasco mortífero ou álcool diretamente podem perder a coloração. 3.4 Congelamento - Os insetos são colocados, dentro dos frascos de vidro ou plástico ou plástico (Zip Loc) com o mínimo de ar, no congelador ou freezer doméstico (-18ºC), permanecendo por tempo suficiente para que morra. O único cuidado é quanto à umidade: se for baixa, os insetos muito secos dificultam a alfinetagem, se for elevada provoca condensação de água e os insetos podem mofar após a alfinetagem. Para evitar problemas é aconselhado que se coloque papel absorvente entre os insetos e o fundo do recipiente, e não se estenda o período de armazenamento, montando-se em alfinetes assim que possível. Alguns insetos, como certas vespinhas, possuem uma grande quantidade de glicerol no corpo, que age como um anti-congelante, e assim esse método não funciona para matar certos insetos mesmo após dezenas de horas de congelamento. Não se esqueça de identificar o inseto dentro do saquinho com local e data de coleta, e o nome do coletor.

Casos Especiais:

Lepidópteros as mariposas de corpo volumoso podem ser mortas com um aperto lateral no tórax. As lagartas podem ser mortas com injeção de gotas de xilol ou formol (com seringas e agulhas hipodérmicas) no corpo.

4. MONTAGEM DE INSETOS a) Depois que os insetos estão mortos o ideal é que sejam montados o mais rápido possível.

b) Se os insetos já estiverem endurecidos, tornar-se-ão quebradiços e difíceis de manipular. Assim, estes devem permanecer em câmara úmida até que possam ser alfinetados e seus apêndices posicionados de forma correta. Câmara úmida consiste em um recipiente com abertura larga e tampa de boa vedação. No fundo deste recipiente coloca-se uma camada de areia fina úmida

e pequenos pedaços de naftalina, para que não haja proliferação de fungos. Sobre a areia, coloca-se papel de filtro onde serão arranjados os insetos para que amoleçam. O tempo necessário para hidratação do inseto depende do seu tamanho

e da temperatura ambiente. Pode variar de poucas horas a dias.

c) A montagem é feita com alfinetes entomológicos, que variam em espessura de 0 até 10; o comprimento é em geral de 37 a 38 m. Os mais usados são os de números 0 e 1. Esses alfinetes são importados e vendidos em lotes de 100 ou 1000. Algumas marcas tradicionais são: "Elefant" (austríacos), "Morpho" (tchecos), "Karlsbader" (alemães) e "Asta" (ingleses). Existe um fornecedor nacional: Alfinetes "Papillon". Saiba que os alfinetes comuns de costura enferrujam prontamente. Portanto, preferencialmente, use somente alfinetes entomológicos. É a melhor forma de conservar insetos de corpo duro. d) Posição do alfinete: de modo geral, o alfinete é inserido verticalmente entre o primeiro e segundo par de pernas, de modo que fique em um ângulo de 90° em relação ao eixo longitudinal do corpo do inseto. Cada grupo de insetos tem uma posição específica. Todos os exemplares devem ser posicionados a uma mesma altura, no máximo 1,0 cm abaixo da cabeça do alfinete.

altura, no máximo 1,0 cm abaixo da cabeça do alfinete. Posição do alfinete no corpo de

Posição do alfinete no corpo de insetos de algumas ordens: A Orthoptera; B. Hemiptera (Auchenorrhyncha); C. Hemiptera(Heteroptera); D. Coleoptera; E. Lepidoptera; F. Diptera.

Inserção correta e incorreta do alfinete no corpo do inseto. (Figuras retirada de Almeida et

Inserção correta e incorreta do alfinete no corpo do inseto. (Figuras retirada de Almeida et al.,1998).

O uso de blocos de madeira com alturas determinadas auxiliam essa tarefa,

bem como a altura das etiquetes que acompanham os exemplares. Como a

perfuração do corpo do inseto pelo alfinete sempre causa algum dano ao exemplar,

o ideal é que a inserção do alfinete se dê ligeiramente deslocada para a direita, pois

como estes tem simetria bilateral, as estruturas do lado esquerdo permanecerão

inteiras.

as estruturas do lado esquerdo permanecerão inteiras. e) Posição dos apêndices: deve facilitar a futura

e) Posição dos apêndices: deve facilitar a futura identificação.

Pernas - o primeiro par deve ficar voltado para frente, o segundo e terceiro

pares, voltados para trás. Esta posição é conseguida através da utilização

dealfinetes comuns (de costura) cruzados sobre isopor, que são deixados por mais

ou menos uma semana, até que o exemplar seja fixado na posição desejada. Emlepidópteros não é preciso se preocupar com a posição das pernas. Antenas Devem permanecer voltadas para frente. No caso de antenas muito longas, estas devem ficar voltadas para trás, contornando o corpo do inseto.

ficar voltadas para trás, contornando o corpo do inseto. Asas - A grande maioria dos insetos

Asas - A grande maioria dos insetos pode permanecer com as asas fechadas, cobrindo o abdome. Entretanto, as borboletas, mariposas e libélulas devem ter as asas abertas facilitando a visualização das nervuras, imprescindíveis para sua identificação. Para Lepidoptera podem ser utilizados “esticadores” de madeira ou isopor. Neste caso, as asas anteriores devem formar um ângulo de 90° com o corpo do inseto e as posteriores, estarem bem próximas das primeiras, sem espaço entre elas. Para conseguir a fixação nesta posição, utiliza-se tiras de papel ou plástico presas com alfinete de costura ao redor das asas.

plástico presas com alfinete de costura ao redor das asas. Esticadores (27) e passos (28A, B,

Esticadores (27) e passos (28A, B, C) utilizados para deixar as asas de lepidópteros na posição correta.

f) Insetos muito pequenos para serem alfinetados devem ser montados em triângulos de cartolina (dupla montagem). Os triângulos devem ser brancos e medir 2 mm na base por 6 mm comprimento (usar alicate apropriado para cortá-lo do tamanho certo). O alfinete deve perfurar a base do triângulo e o inseto deve ser colado com esmalte de unha na extremidade. Preferencialmente, deve-se utilizar três triângulos em um só alfinete, cada um contendo um exemplar da mesma espécie de inseto colado em posição diferente: ventral, dorsal e lateral. Se tiver apenas um exemplar da espécie, colá-lo em posição lateral.

um exemplar da espécie, colá-lo em posição lateral. Dupla montagem de insetos de pequeno porte com

Dupla montagem de insetos de pequeno porte com microalfinete (29) e com triângulo de cartolina (30). Figura retirada de Almeida et al. (1998).

5. ETIQUETAGEM Todos os insetos de uma coleção, armazenados em via seca ou úmida, devem conter etiquetas (tamanho variável de 15 a 20 mm de altura por 5 a 10 mm de largura), de cor branca, escritas com tinta nanquim, a lápis ou impressas em impressora jato de tinta . Se for conservado em via líquida, a etiqueta deve ser escrita a lápis ou com tinta idelével. Os insetos de um museu possuem duas etiquetas: uma de procedência, outra de identificação. - A primeira etiqueta a ser colocada é a de procedência, que deve conter:

• Cidade, estado, país.

• Data, com mês em algarismo romano. Ex.: 20/XII/2001

• Nome do coletor, seguido dessa palavra abreviada. Ex.: Silva, R.Z. col.

- A segunda etiqueta, a de identificação, deve conter a informação que se tem sobre o exemplar coletado, ou seja, nome da ordem, da família, gênero ou espécie.

ou seja, nome da ordem, da família, gênero ou espécie. Nos insetos alfinetados, as etiquetas devem

Nos insetos alfinetados, as etiquetas devem ser colocadas de forma que fiquem paralelas ao corpo do inseto, a uma altura uniforme no alfinete. Para isso pode-se utilizar o bloco de madeira para padronizar as alturas. Devem ser orientadas de maneira que as informações ali contidas possam ser lidas todas do mesmo lado. Nos insetos preservados em álcool, a(s) etiqueta(s) deve(m) ser colocada(s) dentro do vidro. As informações contidas nas etiquetas devem ser precisas e reais. Segundo Almeida et al. (1998), “na ausência de informações corretas do local de coleta ou em casos de erros na atribuição de informações aos exemplares (por exemplo, troca de etiquetas), inúmeras conclusões taxonômicas, sistemáticas, biogeográficas e evolutivas equivocadas podem ser inferidas”.

inúmeras conclusões taxonômicas, sistemáticas, biogeográficas e evolutivas equivocadas p odem ser inferidas”. 18
inúmeras conclusões taxonômicas, sistemáticas, biogeográficas e evolutivas equivocadas p odem ser inferidas”. 18

6.

PRESERVAÇÃO

Via seca - caixas de madeira ou papelão, com fundo de isopor ou EVA, contendo naftalina ou paraformaldeído. A naftalina em bolas deve ficar presa a um alfinete para não rolar e destruir os insetos da caixa. Para isso é necessário esquentar a ponta mais larga do alfinete antes de introduzi-lo na bola de naftalina. Deve-se tomar cuidado com o excesso de umidade do ambiente, assim como o ataque de formigas e outros insetos. A luz pode mudar a coloração dos exemplares.

Observação: Mariposas de abdome volumoso depois de mortas são fixadas com injeção de formol no abdome, pois a desidratação é demorada, havendo decomposição dos tecidos internos, às vezes resultando na perda do exemplar. Insetos mofados limpar com cotonete embebido em solução de xilol + éter.

Via líquida Os insetos adultos de corpo mole e os insetos jovens serão preservados em álcool 70%. Se a intenção é que permaneçam preservados por muito tempo (durante anos), os 12 vidros menores deverão ser colocados dentro de vidros maiores contendo também álcool 70%, pois a evaporação é um risco constante. Deste modo, a evaporação acontecerá apenas nos vidros grandes, facilitando a reposição do álcool. Assim como o insetos preservados em via seca, os insetos preservados em álcool 70% correm o risco de perder a coloração se expostos a luz. Portanto devem ser guardados em caixas ou armários.

7. BIBLIOGRAFIA

Almeida, L.M.; Ribeiro-Costa, C.S; Marinoni, L. 1998. Manual de Coleta, Conservação, Montagem e Identificação de Insetos. Ribeirão Preto, Ed. Holos,

78p.

Borror, D.J.; DeLong, D.M. 1969. Estudo dos Insetos. São Paulo, Ed. Edgard Blücher, 653. Costa, V.A.; Nardo, E.A.B. 1998. Curadoria de Coleções de Himenópteros Parasitóides Manual Técnico. Jaguariúna, Embrapa-CNPMA, 76p. Gallo, D. et al. 2002. Entomologia Agrícola. Piracicaba, Fealq, 920p.