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SABÃO CASEIRO

Alunos: Alcidinei da Rocha Brites, Ana Carolina Fernandes Crespo, Marcos da


Conceição Correia
Orientadora: Cláudia Fernanda Cruz
Ensino de Jovens e Adultos – VIII Fase
Colégio Estadual Lameira de Andrade
Rua Dr. Cássio Passos Barreto, 111 - Cantagalo – RJ, 28.500-000
Tel/fax (22) 25554931

Resumo

Este projeto procura demonstrar o que substâncias tão diferentes entre si,
como óleo e hidróxido de sódio, após reagirem com água se torna um produto muito
importante no nosso dia-a-dia. Mostraremos, também, que o óleo é um agente
agressor ao meio ambiente, contaminando a água.

INTRODUÇÃO

“As referências mais antigas aos sabões remontam ao início da Era Cristã. A
preparação do sabão era a partir do cozimento do sebo de carneiro com cinzas de
madeira. O procedimento envolve o tratamento repetido da pasta resultante com sal
até o produto final. O médico Galeno descreve uma técnica segundo a qual o sabão
podia ser preparado com gorduras e cinzas, apontando sua utilidade como
medicamento para a remoção da sujeira corporal e tecidos mortos da pele.
No século XII, a indústria de sabão foi introduzida na França, procedente da
Itália e da Alemanha. No Brasil, a indústria de sabões data da metade do século XIX.
Os fabricantes do século XIX puderam ter uma idéia do processo químico
envolvido, bem como dispor da matéria-prima necessária.”
OBJETIVOS
• despertar a consciência ambiental dos alunos da
educação de jovens e adultos;
• reaproveitar materiais agressivos ao meio ambiente
a à saúde;
• proporcionar um aprendizado para geração de
renda.

DESENVOLVIMENTO

Este projeto utiliza-se de materiais simples, acessível, como: óleo de cozinha


usado e coado, na medida de 6 litros, hidróxido de sódio, vulgarmente conhecido
como soda cáustica, 1 litro e água, 800 ml. Vamos preparar um sabão caseiro simples.
Os sabões são produzidos a partir de óleos e gorduras em presença de uma base
através de uma reação química chamada saponização. Apenas ocorre uma mistura
desses ingredientes com água em num recipiente, mexe-se com um bastão durante 40
minutos. Ocorrerá a formação de massa pastosa. Coloque nas embalagens, aguarda a
evaporação de parte da água e o endurecimento desta massa. O sabão só poderá ser
utilizado após 10 dias.
A água por si só não tem a capacidade de remover certos tipos de sujeiras
( restos de óleo por exemplo), por um simples motivo: as moléculas de água são
polares e as de óleo, apolares. O sabão exerce papel importantíssimo na limpeza,
porque interage tanto com substâncias polares quanto com substâncias apolares.Ao
lavarmos um prato sujo de óleo, forma-se o que os químicos chamam de micela, uma
gotícula microscópica de óleo envolvida por moléculas de sabão, orientadas com a
cadeia apolar direcionada para dentro ( interagindo com o óleo) e a extremidade polar
para fora ( interagindo com água). A água usada para enxaguar o prato interage com a
parte externa da micela, que é constituída pelas extremidades polares das moléculas
de sabão. Assim, a micela é dispersa na água e levada por ela, o que torna fácil
remover, com auxílio do sabão, sujeiras apolares.
O processo de formação de micelas é denominado emulsificação. Dizemos
que o sabão atua como emulsificante ou emulsionante, ou seja, ele tem a
propriedade de fazer com que o óleo se disperse na água, na forma de micelas.
A molécula do sabão consiste em uma longa cadeia de átomos de carbono e
hidrogênio com átomos de sódio e oxigênio. Esta estrutura molecular é responsável
pela diminuição da tensão superficial da água.
O sabão é obtido fazendo-se reagir ácidos graxos com óleos numa reação de
saponização. Os ácidos graxos, normalmente usados são o oléico, o esteárico e o
palmítico encontrados nas substâncias gordurosas. Os sabões são agentes
umectantes que diminuem a tensão superficial observada nos solventes, permitindo
maior contato dos corpos com os líquidos, que realmente limpa.

SAPONIFICAÇÃO: a reação que produz sabão

RÓTULO DO PRODUTO

Sabão Caseiro
COLÉGIO ESTADUAL

IM P E JA LAMEIRA DE ANDRADE
L Professora Responsável: Cláudia
AlunosCruz
Responsáveis:
Alcidinei, Ana Carolina e Marcos
Turma: EJA 801
C
RESULTADOS

Após experimento com o sabão pudemos observar a utilização de dois tipos de


substâncias com características bem diferentes uma da outra. No óleo, substância não
dissolvida em água contamina a água dos rios quando lançados diretamente nos
esgotos, através dos ralos de pias de cozinha. No hidróxido, substância altamente
corrosiva, podendo produzir queimaduras, cicatrizes e cegueira devido a sua elevada
reatividade.
Essas substâncias reagem entre si e com a água e forma-se o sabão,
importantíssimo na limpeza.

Ambientalista alerta que 1 litro de restos de fritura afeta oxigenação de 1 milhão de


litros de água

"Eu realmente não sabia o que fazer com o óleo, antes eu jogava no ralo da pia
da cozinha, mas sempre ficava com a impressão de estar fazendo algo errado", disse
a dona-de-casa Maria das Dores Nascimento, de 64 anos. A dúvida quanto à
destinação do óleo de fritura -- ou óleo sujo -- é mais comum do que se pensa. Sem
informação adequada, o mais comum é o produto ser despejado na pia, mas de
acordo com ambientalistas essa prática altamente poluidora.
O óleo pode causar prejuízos irreversíveis ao meio ambiente, principalmente
aos rios. "Um litro de óleo contamina cerca de 1 milhão de litros de água", alerta André
Miragaia, da ONG Vale Verde, de São José dos Campos. Esse volume de água é
suficiente para o consumo de uma pessoa durante o período de 14 anos.
Nos rios, a presença do óleo é facilmente perceptível. O óleo flutua sobre a
água, já que é mais leve e não se mistura. "O óleo cria uma barreira na superfície que
dificulta a entrada de luz e a oxigenação da água, o que compromete a base da cadeia
alimentar aquática", explica o ambientalista. A falta de oxigênio, ainda segundo
Miragaia, pode exterminar com os fitoplânctons, espécie de algas microscópicas.
Atualmente, a dona-de-casa Maria das Dores encontrou uma saída, que
segundo ambientalistas, é a mais indicada. "Hoje em dia eu guardo e dou para o meu
cunhado que aproveita esse óleo para fazer sabão", conclui.
REDE DE ESGOTO - Além de causar mau cheiro, o óleo, quando descartado
na pia aumenta consideravelmente as dificuldades referentes ao tratamento de esgoto.
"O lançamento de detritos impregnados de gordura na rede de esgotos acaba
provocando a incrustação nas paredes da tubulação e a conseqüente obstrução das
redes coletoras", disse o engenheiro Clóvis Ossamu Masaki, gerente do Departamento
Distrital da Sabesp em São José dos Campos.

BIBLIOGRAFIA

- Allinger, Normam L. Química Orgânica. Segunda edição, Editora Guanabara,


Rio de Janeiro, 1976
- Civita, Victor. Enciclopédia do Estudante. Volume 8, Editora Abril Cultural,
São Paulo, 1974
- Wikipédia, a enciclopédia livre.
- Peruzzo, Tito Miragaia . Química – Volume único, Editora Moderna, 2ª Edição,
2003