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Processos Construtivos

TEMA 1 – Paredes e Painéis TEMA 2 – Revestimentos – Acabamentos Argamassados TEMA 3 – Revestimentos – Acabamentos não Argamassados TEMA 4 – Revestimentos: Pisos e Pavimentações, Impermeabilização TEMA 5 – Coberturas e proteções TEMA 6 – Sistemas Prediais TEMA 7 – Esquadrias TEMA 8 – Responsabilidades das empresas de construção

ÍNDICE

ASSUNTO TEMA 1 – Paredes e Painéis

pág.

Método executivo – fase de marcação, fase de elevação e fase de fixação.

7

TEMA 2 – Revestimentos – Acabamentos Argamassados

16

Argamassa de aderência, de rejuntamento, de regularização e de acabamento, acabamentos argamassados (liso, massa raspada, etc), tintas, patologias, métodos executivos.

TEMA 3 – Revestimentos – Acabamentos não Argamassados

34

Azulejos, mármores e granitos, pastilhas, madeira, aço, plástico, papel, métodos executivos, e o projeto para produção de fachadas.

TEMA 4 – Revestimentos: Pisos e Pavimentações, Impermeabilização

46

Execução de pisos em madeira, tipos de impermeabilização (rígidas e flexíveis), pontos na avaliação de um sistema de impermeabilização

TEMA 5 – Coberturas e proteções

51

Escolha do sistema de cobertura, coberturas em madeira, em aço, tipos de telhas, acabamentos, método executivo

TEMA 6 – Sistemas Prediais

56

Instalações hidrossanitárias – hidráulicas, esgoto e águas pluviais; cuidados na execução das instalações hidrossanitárias, instalações elétricas, fases de execução e cuidados na execução, instalações de gás, cuidados no projeto e execução, instalações especiais, detalhes executivos, compatibilização, informações necessárias à execução da obra, detalhes executivos banheiros, cozinhas e áreas

TEMA 7 – Esquadrias

72

Materiais para os caixilhos, tipos de aberturas, tipos de vidros, ferragens, especificação de vidros e ferragens, métodos de execução

TEMA 8 – Responsabilidades das empresas de construção

95

Organização e responsabilidades, legislação pertinente – NR 18, resolução CONAMA 307 – responsabilidades do construtor (vícios da construção, etc)

BIBLIOGRAFIA

- 2

-

111

LISTA DAS FIGURAS

FIGURA

pág.

FIGURA 1 - ESQUEMA DE FERRO-CABELO (E = ESPESSURA DO BLOCO MENOS 30 MM)

8

FIGURA 2 - APLICAÇÃO DE CHAPISCO ROLADO COM ROLO PARA TEXTURA ACRÍLICA

9

FIGURA 3 - APLICAÇÃO DE CHAPISCO COM ARGAMASSA INDUSTRIALIZADA ATRAVÉS DE DESEMPENADEIRA DENTADA

9

FIGURA 4 - MOLHAGEM DA BASE DA FIADA DE MARCAÇÃO

9

FIGURA 5 - ASSENTAMENTO DOS BLOCOS DA FIADA DE MARCAÇÃO

10

FIGURA 6 - ESQUEMA GERAL DE FINAL DE MARCAÇÃO DE ALVENARIA, UTILIZANDO FERROS-CABELO COM BARRAS DOBRADAS EM FORMA DE “U”

10

FIGURA 7 - CAIXOTES PLÁSTICOS COM SUPORTES METÁLICOS PARA A COLOCAÇÃO DE ARGAMASSA

11

FIGURA 8

ASSENTAMENTO DE BLOCO SOBRE CORDÕES DE

11

ARGAMASSA

FIGURA 9 - APLICAÇÃO DE ARGAMASSA POR MEIO DE BISNAGA

11

FIGURA 10 -DESEMPENADEIRA ESTREITA PARA APLICAÇÃO DA ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO DOS BLOCOS

12

FIGURA 11 - ASSENTAMENTO DE BLOCO DE EXTREMIDADE

12

FIGURA 12 - LINHA DE NÁILON ESTICADA POR MEIO DE SUPORTE DE MADEIRA

12

FIGURA 13 - LINHA DE NÁILON FIXADA ESCANTILHÃO GRADUADO

13

FIGURA 14 - ASSENTAMENTO DOS BLOCOS INTERMEDIÁRIOS

13

FIGURA 15 - CAVALETES E PLATAFORMA PARA ANDAIMES

13

FIGURA 16 - FIXAÇÃO DA ALVENARIA POR MEIO DE BISNAGA, COM DESTAQUE DO VÃO DE 1,5 A 3,5 CM

14

FIGURA 17 - APLICAÇÃO DO CHAPISCO

16

FIGURA 18 - APLICAÇÃO DO EMBOÇO - FIXAÇÃO DAS TALISCAS

17

FIGURA 19 - APLICAÇÃO DO EMBOÇO - DEFINIÇÃO DAS GUIAS

17

FIGURA 20 - APLICAÇÃO DO EMBOÇO - FASE FINAL

18

FIGURA 21 - AMBIENTE CHAPISCADO E TALISCADO

22

FIGURA 22 - MESTRAS EXECUTADAS

23

FIGURA 23 - APLICAÇÃO DE ARGAMASSA ENTRE MESTRAS

23

FIGURA 24 - SARRAFEAMENTO POR MEIO DE RÉGUA DE ALUMÍNIO APOIADA SOBRE DUAS MESTRAS

23

FIGURA 25 - VERIFICAÇÃO DO PONTO DE SARRAFEAMENTO

23

FIGURA 26 - DESEMPENO DA SUPERFÍCIE COM MADEIRA, AÇO OU FELTRO PARA O ACABAMENTO FINAL

24

FIGURA 27 - CHAPISCAMENTO DAS SUPERFÍCIES DE CONCRETO

25

FIGURA 28 - APLICAÇÃO DO GESSO NO TETO, COM A DESEMPENADEIRA

26

FIGURA 29 - ACABAMENTO DOS CANTOS POR MEIO DE SARRAFEAMENTO

26

- 3

-

FIGURA 30 - FRISADOR PARA EXECUÇÃO DE JUNTAS

26

FIGURA 31 - DESEMPENADEIRAS DE CANTO COMUM E MODIFICADA PARA EXECUÇÃO DE PINGADEIRAS

26

FIGURA 32 - LOCAÇÃO DOS ARAMES DE FACHADA PARA EXECUÇÃO DO MAPEAMENTO

28

FIGURA 33 - PONTOS DE LEITURA PARA MAPEAMENTO DA FACHADA

29

FIGURA 34 - EXECUÇÃO DE TALISCAS E PONTO DE ESPESSURA MÍNIMA

30

FIGURA 35 - POSICIONAMENTO DOS ARAMES DE DIEDRO

30

FIGURA 36 - EXECUÇÃO DO SARRAFEAMENTO

31

FIGURA 37 - PONTO DE SARRAFEAMENTO

31

FIGURA 40 - EXECUÇÃO DA JUNTA POR MEIO DE RÉGUA DE ALUMÍNIO E FRISADOR

32

FIGURA 41 - DETALHE DE USO DO FRISADOR; COMPRESSÃO DO FUNDO DA JUNTA PARA MELHORAR A SUA IMPERMEABILIDADE

32

FIGURA 42 - REFORÇO TIPO ARGAMASSA ARMADA

32

FIGURA 43 - REFORÇO TIPO PONTE DE TRANSMISSÃO

32

FIGURA 44 - RETIRADA DO PAPEL NA APLICAÇÃO DE PASTILHAS

34

FIGURA 45 - ESPALHAMENTO DA ARGAMASSA COLANTE

36

FIGURA 46 - FINALIZAÇÃO DO ESPALHAMENTO DE ARGAMASSA COLANTE

36

FIGURA 47 - APLICAÇÃO DO LADO DENTADO DA DESEMPENADEIRA, FORMANDO OS CORDÕES

37

FIGURA 48 - AJUSTE PARA O CORRETO POSICIONAMENTO DAS PEÇAS

38

FIGURA 49 - DETALHE DO ESPAÇAMENTO ENTRE PEÇAS GARANTIDO PELO POSICIONAMENTO DE ESPAÇADORES PLÁSTICOS EM FORMA DE CRUZ

38

FIGURA 50 - DETALHE DO ENCONTRO ENTRE PISOS E PAREDES REVESTIDOS COM CERÂMICA

38

FIGURA 51 - APLICAÇÃO DA ARGAMASSA COLANTE SOBRE O EMBOÇO

39

FIGURA 52 - TÉCNICA DE DUPLA COLAGEM: APLICAÇÃO DA ARGAMASSA COLANTE SOBRE O TARDOZ DE PEÇAS CERÂMICAS

39

FIGURA 53 - ASSENTAMENTO DAS PEÇAS CERÂMICAS

40

FIGURA 54 - AJUSTE DE POSICIONAMENTO COM O CABO DE MADEIRA DO MARTELO

40

FIGURA 55 - ESPALHAMENTO DA ARGAMASSA COLANTE

41

FIGURA 56 - FORMAÇÃO DOS CORDÕES

41

FIGURA 57 - APLICAÇÃO DA ARGAMASSA DE REJUNTE NO TARDOZ DAS PLACAS

41

FIGURA 58 - POSICIONAMENTO DAS PLACAS

41

FIGURA 59 - REBATIMENTO COM O TOLETE

42

FIGURA 60 - MOLHAGEM DO PAPEL COM SOLUÇÃO DE SODA CÁUSTICA

42

FIGURA 61 - RETIRADA DO PAPEL

43

FIGURA 62 - LIMPEZA DA SUPERFÍCIE

43

FIGURA 63 - POSIÇÕES DOS PREGOS NO BARROTE

44

FIGURA 64 - EXECUÇÃO DO PRÉ-FURO PARA FIXAÇÃO DO PREGO ESPIRALADO

44

- 4

-

FIGURA 65 - DETALHE DA COLOCAÇÃO DO PREGO ESPIRALADO COM MARTELO E PUNÇÃO

44

FIGURA 66 - DETALHE DA POSIÇÃO DO PREGO ESPIRALADO

45

FIGURA 67 - DETALHE DO USO DO PUNÇÃO

45

FIGURA 68 - “APERTO” DA TÁBUA, UTILIZANDO CUNHA E APOIO DE MADEIRA

45

FIGURA 69 - ABERTURA DO FURO PARA CAVILHA NO ASSOALHO

46

FIGURA 70 - ABERTURA DO PRÉ-FURO PARA O PARAFUSO DE FIXAÇÃO DO ASSOALHO

46

FIGURA 71 - DETALHE DA FIXAÇÃO NA EMENDA ENTRE TÁBUAS:

46

FIGURA 72 - DETALHE DO PENDURAL

50

FIGURA 73 - EXEMPLO DE MADEIRAMENTO DE TELHADO

51

FIGURA 74 - TELHADOS: A CONCORDÂNCIA DEVE SER FEITA PELA BISSETRIZ DOS ÂNGULOS.

52

FIGURA 75 - DETALHE DO RALO SIFONADO

54

FIGURA 76 - DETALHE DA BACIA SANITÁRIA

54

FIGURA 77 - DETALHE DO MICTÓRIO

55

FIGURA 78 - DETALHE DO TANQUE

55

FIGURA 79 - DETALHE DO LAVATÓRIO

56

FIGURA 80 - DETALHE DA PIA DE COZINHA

56

FIGURA 81 - DETALHE DO BIDÊ

56

FIGURA 82 - DETALHE DO ESGOTAMENTO DA BANHEIRA

56

FIGURA 83 - SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA.

58

FIGURA 84 - ALTURA DOS PONTOS DE UTILIZAÇÃO DOS APARELHOS E PEÇAS

63

FIGURA 85 - INSTALAÇÃO DA BACIA SANITÁRIA COM CAIXA DE DESCARGA

64

FIGURA 86 - DETALHE DA INSTALAÇÃO DA VÁLVULA DE DESCARGA

64

FIGURA 87 - DETALHE DA CHAMINÉ DOS AQUECEDORES INDIVIDUAIS A GÁS.

68

FIGURA 88 - JANELAS DE ABRIR

71

FIGURA 89 - JANELA PIVOTANTE HORIZONTAL E VERTICAL

72

FIGURA 90- JANELA TIPO "CAMARÃO"

73

FIGURA 91 - JANELA TIPO MAXIM-AR

74

FIGURA 92 - JANELA DE FOLHA FIXA

75

FIGURA 94 - DETALHE DA ROSETA

85

FIGURA 94 - FECHADURAS DE CILINDRO

86

FIGURA 95 - QUANDO A MAÇANETA DE BOLA NÃO DEVE SER USADA

86

FIGURA 97 - NOMENCLATURA E MEDIDAS

86

FIGURA 98 - POSICIONAMENTO PROVISÓRIO DO CONTRAMARCO NO VÃO, COM DETALHE DA COLOCAÇÃO DE CUNHAS DE MADEIRA E DA FIXAÇÃO PROVISÓRIA COM ARAME RECOZIDO

87

FIGURA 99 - VERIFICAÇÃO DO ALINHAMENTO INTERNO DO CONTRAMARCO

88

FIGURA 100 - VERIFICAÇÃO DO PRUMO DOS MONTANTES

88

FIGURA 101 - FIXAÇÃO DEFINITIVA DO CONTRAMARCO POR MEIO DE SOLDA

88

FIGURA 102 - CHUMBAMENTO DO CONTRAMARCO

89

FIGURA 103 - BATENTE MONTADO E TRAVADO

90

- 5

-

FIGURA 104 - BATENTE FURADO NAS ALTURAS PRÉ- DETERMINADAS, PRONTO PARA SER INSTALADO

90

FIGURA 105 - BATENTE FIXADO PROVISORIAMENTE NA ALVENARIA POR MEIO DE CUNHAS

91

FIGURA 106 - DETALHE DA COLOCAÇÃO DA CAVILHA

91

FIGURA 107 - FIXAÇÃO DO BATENTE POR MEIO DE ESPUMA DE POLIURETANO

91

FIGURA 108 - COLOCAÇÃO DO “CONJUNTO PORTA PRONTA”

92

-

6

-

TEMA 1 – Paredes e painéis

As alvenarias podem ser classificadas de diversas formas: quanto à função:

estruturais ou de vedação; quanto à utilização: hidráulicas ou de isolamento (térmico, acústico, etc); quanto à execução: com tijolos em espelho, de 1/2 vez, de 1 vez, de 1 vez e 1/2, paredes duplas, simples, armada, etc; quanto aos componentes: tijolos ou blocos cerâmicos (estruturais, de vedação, maciços, furados ou de encaixe), blocos de concreto (estruturais, de vedação, comuns ou de encaixe), blocos de concreto celular, blocos sílico-calcáreos, blocos de solo-cimento (maciço ou vazado), entre outros.

As propriedades dos blocos e tijolos definem as principais propriedades da alvenaria construída com eles. As propriedades que dizem respeito ao controle da qualidade são: aspecto, dimensões, esquadro e planeza, absorção de água, umidade, retração por secagem, massa específica (ou densidade) e resistência à compressão. As alvenarias de maneira geral devem:

- resistir às cargas de ventos e/ou outros efeitos (alvenaria estrutural), às solicitações das tentativas de intrusão, sem que a segurança de seus ocupantes seja prejudicada;

-

resistir a impactos sem manifestar sinais de ruína;

-

resistir à ação do fogo, não contribuir para início de incêndio

nem

para

a propagação da chama nem para a produção de gases tóxicos;

-

isolar acusticamente os ambientes;

- contribuir para a manutenção do conforto térmico no inverno e no verão;

- impedir a entrada de ar e de chuva no interior dos ambientes.

Define-se a alvenaria moderna de blocos industrializados como: "construções formadas por blocos industializados de diversos materiais, suscetíveis de serem projetadas para resistir aos esforços de compressão única, ou ainda a uma combinação de esforços, ligados entre si pela interposição de argamassa e podendo ainda conter armadura envolta em concreto ou argamassa, no plano horizontal e/ou vertical".

De acordo com o tipo de bloco utilizado, sua cor, textura, dimensões, etc., diversos arranjos são possíveis para obter efeitos variados em paredes com blocos ou tijolos aparentes. Componentes assentados com juntas em amarração produzem alvenarias com resistência significativamente superior àquelas onde os componentes são assentados com juntas verticais aprumadas. Entretanto, podem-se adotar reforços especiais na alvenaria com junta a prumo para equalizar sua resistência em relação à junta amarrada.

A alvenaria de vedação e estrutural, armada ou não, necessita de reforços em determinados locais. As vergas são reforços horizontais colocado na parte superior das aberturas para resistir aos esforços de tração na flexão, redistribuindo para a parede as cargas verticais. Há várias maneiras de se executar a verga e contraverga:

- 7

-

-colocando-se barras de aço de diâmetro reduzido diretamente na junta de argamassa (eficiência duvidosa);

para

posteriormente colocar as barras de aço e grauteá-las (causa a redução na produtividade da mão-de-obra).

Para as paredes adquirirem estabilidade normalmente são amarradas e/ou encunhadas a uma estrutura de concreto armado, estrutura metálica ou mesmo

a uma alvenaria estrutural. Detalhes específicos sobre essas amarrações devem ser previstos nos projetos.

- formando-se

espaços

vazios

durante

o

assentamento

 

simples (estrutural e de vedação)

tipos de

blocos

de encaixe (estrutural e de vedação)

fechamentos

 

painéis

moldado in loco pré-moldados

encaixe horizontal encaixe vertical placas inteiriças túnel

 

(pré-fabricados)

 

MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE ALVENARIAS

RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO:

FASE DE MARCAÇÃO 1. Condições para o início da marcação

Verificar se as indicações de colocação de ferros-cabelo e preenchimento de juntas verticais estão definidas;

FIGURA 1 - Esquema de ferro-cabelo (e = espessura do bloco menos 30 mm)

de ferro-cabelo (e = espessura do bloco menos 30 mm) • Observar a transferência dos eixos
de ferro-cabelo (e = espessura do bloco menos 30 mm) • Observar a transferência dos eixos

Observar a transferência dos eixos da estrutura, com uma tolerância de ± 2 mm;

Assegurar limpeza do andar (remoção de gastalhos, pregos da estrutura, aços de amarração dos pilares e vigas, poeira e materiais soltos);

Checar a execução do chapisco com 72 horas de antecedência;

-

8

-

FIGURA 2 - Aplicação de chapisco rolado com rolo para textura acrílica

de chapisco rolado com rolo para textura acrílica FIGURA 3 - Aplicação de chapisco com argamassa

FIGURA 3 - Aplicação de chapisco com argamassa industrializada através de desempenadeira dentada

argamassa industrializada através de desempenadeira dentada • Averiguar a transferência das cotas de nível, com uma

Averiguar a transferência das cotas de nível, com uma tolerância de ± 2 mm.

2.

Limpeza e umedecimento da fiada de marcação

Verificar a remoção de poeira e o borrifamento de água, com uma broxa, na fiada de marcação.

FIGURA 4 - Molhagem da base da fiada de marcação

FIGURA 4 - Molhagem da base da fiada de marcação 3. • • Distribuição e assentamento

3.

Distribuição e assentamento dos blocos

Certificar-se da conformidade com o projeto, atentando para a espessura das juntas entre blocos de extremidade e peças estruturais, com uma tolerância de ± 3 mm. As juntas entre os blocos intermediários que deve ter de 3 mm a 8 mm;

Atentar para que os blocos sejam assentados em pé e preenchidos com argamassa.

-

9

-

FIGURA 5 - Assentamento dos blocos da fiada de marcação

FIGURA 5 - Assentamento dos blocos da fiada de marcação 4. Alinhamento • Avaliar o alinhamento

4.

Alinhamento

Avaliar o alinhamento das paredes com régua de alumínio com nível de bolha acoplado - a bolha deve encontrar-se entre as linhas.

5.

Nivelamento

Averiguar o nivelamento da fiada de marcação com uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado - observar se a bolha permanece entre linhas.

6.

Esquadro

Verificar o esquadro dos ambientes por intermédio de um esquadro de alumínio (60cm x 80cm x 100cm), admitindo um desvio máximo de 2 mm na ponta do maior lado.

7.

Vãos de porta

Verificar a abertura do vão conforme o projeto, com tolerância de ± 5 mm.

FIGURA 6 - Esquema geral de final de marcação de alvenaria, utilizando ferros-cabelo com barras dobradas em forma de “U”

geral de final de ma rcação de alvenaria, utilizando ferros-cabelo com barras dobradas em forma de

- 10 -

FASE DE ELEVAÇÃO

Condições para o início da elevação

Verificar se a marcação está totalmente concluída;

Conferir galgas marcadas nos vãos;

Checar se os ferros-cabelo estão posicionados nos locais previstos;

Assegurar que os blocos estejam distribuídos nos andares;

Averiguar

se

a

argamassadeira,

os

caixotes

e

os

cavaletes

preparados;

estão

FIGURA 7 - Caixotes plásticos com suportes metálicos para a colocação de argamassa

com suportes metálicos para a colocação de argamassa • As prumadas marcação; hidráulicas devem ser

As

prumadas

marcação;

hidráulicas

devem

ser

executadas,

mas

não

antes

da

Verificar a fabricação das vergas e contravergas.

Aplicação da argamassa

Verificar a aplicação da argamassa nas duas laterais dos blocos;

- 11 -

FIGURA 8 Assentamento de bloco sobre cordões de argamassa

FIGURA 8 Assentamento de bloco sobre cordões de argamassa FIGURA 9 - Aplicação de argamassa por

FIGURA 9 - Aplicação de argamassa por meio de bisnaga

FIGURA 9 - Aplicação de argamassa por meio de bisnaga • Durante a execução do serviço,

Durante a execução do serviço, verificar o correto uso dos equipamentos, principalmente da bisnaga e/ou desempenadeira para aplicação da argamassa;

FIGURA 10 -Desempenadeira estreita para aplicação da argamassa de assentamento dos blocos

10 cm

40 cm
40 cm

Averiguar, com uma trena metálica ou um metro articulado, a espessura das juntas horizontais conforme o projeto de alvenaria, admitindo uma tolerância de ± 3 mm.

Nivelamento

Verificar o nivelamento com uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado, observando se a bolha permanece entre as linhas

Prumo e planicidade

Verificar com a elevação à meia altura e após a retirada do andaime, utilizando uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado - a bolha deve estar entre as linhas.

- 12 -

FIGURA 11 - Assentamento de bloco de extremidade

ATENÇÃO Não molhar os blocos de concreto para assentá-los.
ATENÇÃO
Não molhar os blocos de concreto para
assentá-los.

FIGURA 13 - Linha de náilon fixada escantilhão graduado

FIGURA 13 - Linha de náilon fixada escantilhão graduado FIGURA 12 - Linha de náilon esticada

FIGURA 12 - Linha de náilon esticada por meio de suporte de madeira

- Linha de náilon esticada por meio de suporte de madeira FIGURA 14 - Assentamento dos

FIGURA 14 - Assentamento dos blocos intermediários

de madeira FIGURA 14 - Assentamento dos blocos intermediários FIGURA 15 - Cavaletes e plataforma para

FIGURA 15 - Cavaletes e plataforma para andaimes

de madeira FIGURA 14 - Assentamento dos blocos intermediários FIGURA 15 - Cavaletes e plataforma para

- 13 -

Aspecto geral

Avaliar, visualmente, observando a regularidade da parede; limpeza de rebarbas de argamassa; o preenchimento das juntas verticais quando necessário; a colocação de reforços metálicos nos locais previstos; possíveis falhas nas juntas horizontais e a abertura para fixação, com 15 mm a 35 mm de espessura.

Posicionamento de “caixinhas”

Verificar o posicionamento das “caixinhas” de elétrica segundo o projeto, com atenção especial para o alinhamento horizontal entre elas, admitindo uma tolerância máxima de 3 mm.

Vãos de portas e janelas

Verificar a abertura do vão em conformidade com o projeto, admitindo uma tolerância de ± 5 mm;

Averiguar o assentamento de vergas e contravergas.

FIXAÇÃO DA ALVENARIA

Condições para o início da fixação

Verificar a execução da estrutura de dois a três pavimentos acima do qual será feita a fixação em se tratando do último pavimento, deve-se aguardar um mínimo de sete dias para sua fixação;

do maior número possível de

Averiguar

pavimentos, sem fixação.

a

execução

da

alvenaria

FIGURA 16 - Fixação da alvenaria por meio de bisnaga, com destaque do vão de 1,5 a 3,5 cm

da alvenaria FIGURA 16 - Fixação da alvenaria por meio de bisnaga, com destaque do vão

- 14 -

Fixação de paredes internas

Checar, visualmente, o total preenchimento do vão que deve cobrir toda a largura do bloco

Fixação de paredes de fachada

Verificar se o preenchimento pelo lado interno do andar atinge pelo menos dois terços da espessura dos blocos. O terço restante deve ser preenchido com a mesma argamassa de fixação utilizada internamente. Esta verificação deve ser feita durante a execução do chapisco da fachada.

- 15 -

Tema 2 - Revestimentos

Acabamentos Argamassados

Os revestimentos das paredes têm como finalidades principais: a proteção contra as intempéries, a regularização dos parâmetros, o aumento da resistência ao choque, a melhoria das qualidades acústicas, térmicas, de impermeabilização e de higiene, além de conferir beleza arquitetônica.

função as argamassas podem ser classificadas da

De acordo com a sua seguinte forma:

a) Argamassa de aderência (chapisco)

Tem como finalidade aumentar a rugosidade, isto é, aumentar as condições de aspereza em superfícies muito lisas, de modo que a argamassa prevista para revestir as referidas superfícies encontre melhores condições de aderência. É, algumas vezes, utilizado como revestimento de acabamento, recebendo brita 1 ou seixos rolados em sua composição. Costuma-se projetá-lo através de uma peneira de malha fina para conseguir acabamento homogêneo.

b) Argamassa de junta (rejuntamento)

Esta

argamassa

tem

como

finalidade

fora citado no item 4.4 desta apostila.

c) Argamassa de regularização (emboço)

unir

elementos,

conforme

Esta argamassa tem como finalidade uniformizar superfícies regularizando o prumo e o alinhamento. Deve evitar a penetração de água sem impedir a ação capilar, que transporta a umidade do interior para o exterior dos paramentos. Compõe-se normalmente de cimento, areia e saibro.

d) Argamassa de acabamento (reboco)

Esta argamassa tem por finalidade servir de acabamento ou de suporte para a pintura, devendo ser perfeitamente regular, com pouca porosidade. Sua espessura não deve ser superior a 5mm.

As superfícies das paredes a revestir deverão ser limpas antes de qualquer revestimento para tirar o pó da obra.

ACABAMENTOS ARGAMASSADOS

Os revestimentos em argamassa serão constituídos no mínimo de duas camadas superpostas, contínuas e uniformes. São diversos os tipos de revestimentos utilizados para paredes e ainda muitos novos estão surgindo no mercado. É importante a observação de princípios básicos para a sua correta aplicação.

CHAPISCO - A aplicação desse tipo de argamassa consiste em jogá-la com violência no paramento, o que proporciona sua maior fixação (fig.17). Quando aplicada sobre alvenaria de blocos porosos, aconselha-se a molhagem prévia para que estes não absorvam a água de amassamento da argamassa.

- 16 -

Estas argamassas compõem-se normalmente de cimento e areia traço 1:3, cabendo ressaltar que, pelo tipo de aplicação, sua perda é bastante elevada.

Figura 17 - Aplicação do chapisco

é bastante elevada. Figura 17 - Aplicação do chapisco EMBOÇO OU MASSA GROSSA - Deve te

EMBOÇO OU MASSA GROSSA - Deve ter cerca de 2cm de espessura e em obras de acabamento mais simples pode sozinho constituir o único revestimento, conhecido por "Emboço Paulista".

Caso a parede apresente depressões que excedam a 3cm, torna-se necessário "encascar" a mesma.

Para a execução do emboço deve-se inicialmente colocar as guias que consistem em placas de argamassa com espaçamento nunca superior a 2m, encabeçadas por uma talisca de madeira ou um caco de cerâmica onde são fixados o prumo e o alinhamento (fig.18).

Feito isso, chapa-se o emboço, o qual em seguida é espalhado com a ajuda de uma régua-sarrafo orientada pelas guias deixadas anteriormente (fig.19).

Em seguida, com o auxílio de desempenadeira procede-se o desempeno com a finalidade de aflorar o material aglomerante e de fazer mergulhar os grãos maiores de modo a uniformizar a superfície.(fig. 20)

- 17 -

Figura 18 - Aplicação do emboço - fixação das taliscas

Figura 18 - Aplicação do emboço - fixação das taliscas Figura 19 - Aplicação do emboço

Figura 19 - Aplicação do emboço - definição das guias

18 - Aplicação do emboço - fixação das taliscas Figura 19 - Aplicação do emboço -

- 18 -

Figura 20 - Aplicação do emboço - fase final

Figura 20 - Aplicação do emboço - fase final O emboço só deverá ser iniciado após

O emboço só deverá ser iniciado após a completa pega das argamassas de alvenaria e chapiscados, colocados os batentes, embutidas as canalizações e concluída a cobertura.

REBOCO OU MASSA FINA - O material do reboco é espalhado com uma desempenadeira de madeira, recebendo acabamento com uma desempenadeira de feltro ou esponja de borracha, quando a pintura não tiver massa corrida.

Como tipos mais comuns de acabamentos em argamassa tem-se:

- camurçado: Após sua aplicação, o mesmo é desempenado com desempenadeira de madeira revestida com borracha macia ou esponja.

- liso: Após sua aplicação, desempena-se

- queimado: Após sua aplicação, polvilha-se o cimento sobre a superfície, borrifa-se água com a broxa e aliza-se com a desempenadeira de aço.

- estanhado com cal: Após sua aplicação, utiliza-se a desempenadeira de aço

para espalhar a cal em pasta. Serve para melhor preparar as superfícies para pintura interna.

com desempenadeira de aço.

- 19 -

- massa raspada: Duas horas após sua aplicação, procede-se à raspagem da parte superficial do reboco com um pente de aço ou uma lâmina de serra. Recomenda-se raspar em todos os sentidos.

TINTAS

Tinta é uma composição química pigmentada ou não, que se converte em película sólada quando aplicada. Composição básica: veículos (resinas, emulsões, óleos), pigmentos (partículas sólidas), solventes e aditivos. As tintas podem ser classificadas da seguinte forma:

A função do solvente é baixar a viscosidade do veículo de maneira a facilitar a

aplicação da tinta. O solvente mais antigo usado nas tintas à óleo é a aguarráz ou terebentita (essência de terebentina). É bom lembrar que a aguarráz diminui a resistência da tinta assim como diminui o seu brilho podendo ficar fosca se usada em grande quantidade.

Os materiais betuminosos têm emprego na construção civil como produtos de estanqueidade ou como tintas de proteção de baixo custo, principalmente contra a ação da umidade.

As resinas epóxi em adição mostram excelente adesão a diversos tipos de superfícies e oferecem uma das melhores combinações conhecidas de

propriedades:

 

-

baixa viscosidade inicial, facilitando sua aplicação

 

-

fácil e rapida cura, dependendo da seleção do agente de cura

-

baixa retração durante a cura

 

-

alta adesividade não necessitando muito de grandes pressões

 

-

ótimas propriedades mecânicas

 

-

alto isolamento elétrico

-

boa

resistência

química,

dependendo

consideravelmente

do

agente

de

cura empregado

 
 

-

versatilidade

 

Na pintura com tinta à óleo, simples ou fina, deve-se aplicar sobre a argamassa antes da primeira demão, tintas impermeabilizantes que impeçam,

a absorção do óleo pelo revestimento.

Embora a pintura seja a última etapa de uma obra, ela deve ser pensada desde

a fase de elaboração do projeto. A preparação da superfície resume-se em:

- alvenarias:

1) Eliminar o pó, escovando ou espanando a superfície.

2) Eliminar manchas de gordura com uma solução de detergente e água. Enxaguar e deixar secar.

3) Eliminar o mofo, lavando a superfície com uma solução de água sanitária e água. Enxaguar e deixar secar.

- 20 -

4) Eliminar

umidade

interna

corrigindo

a

causa

do

vazamento (canos furados, calhas entupidas).

 

5) Eliminar caiação, se houver, com escova de aço.

 

6) Eliminar pequenas rachaduras massa de reboco.

e

furos

de

pregos,

com

7) Eliminar com espátula, partes soltas ou crostas de tinta antiga.

- madeira:

1) Eliminar o pó, escovando ou espanando a superfície.

2) Eliminar manchas de gordura.

3) Eliminar imperfeições, lixando.

4) Eliminar pequenas rachaduras com massa própria.

5) Eliminar partes soltas de tinta antiga com espátula, e lixar.

6) Eliminar com removedor próprio, toda a tinta em mau estado.

- metal:

1) Eliminar o pó, escovando ou espanando a superfície.

2) Eliminar completamente pontos de ferrugem por lixamento manual ou mecânico.

soltas ou crostas de tinta velha com

3)

Remover

partes

removedor próprio.

Apesar de toda a qualidade que uma determinada tinta contenha, podem ocorrer problemas detectados no momento de abrir a lata ou mesmo após a aplicação. Entre eles, destacam-se:

- ao abrir a lata:

1) Sedimentação - A parte saida da tinta se acumula no fundo da embalagem devido a um longo tempo de armazenamento. Isso é corrigido homogeneizando-se a tinta convenientemente, com um instrumento adequado. Não utilize chave de fenda ou qualquer objeto arredondado.

2) Cor diferente da cartela de cores - As cores que se encontram nas cartelas de cores são confeccionadas com produtos diferentes daqueles que representam, devido ao sistema de impressão. Suas tonalidades aproximam-se ao máximo do padrão de cor da tinta, porém, são passíveis de pequenas variações, além de poderem se alterar sob a ação do tempo e da luz. Por isso, a cartela deve ser usada como um meio de identificação e não como um padrão exato de cor.

- após a aplicação:

1) Secagem retardada - Pode ser causada pelo ambiente úmido

Por essa

frios (abaixo de

15 o C). Além disso, a não preparação correta da superfície pode deixar

Assim, para cada

contaminantes na tinta que causam esse

razão, deve-se evitar a pintura em dias chuvosos ou muito

ou de temperatura muito baixa, impedindo que o solvente evapore.

problema.

- 21 -

substrato (cerâmica, concreto, madeira, metal) a ser pintado deve-se observar as instruções preparatórias.

2) Cobertura insuficiente - A diluição excessiva da tinta torna a espessura do filme inferior a ideal. Para corrigir, adicionar tinta não diluída. A não homogeneização adequada da tinta na embalagem também pode causar uma cobertura deficiente na aplicação, já que os pigmentos tendem a assentar. Superfícies muito absorventes, não seladas, também podem trazer o problema em questão. Para evitar, deve-se seguir o correto sistema de pintura.

de

solventes não especificados são razões para que a tinta escorra; por isso, devem ser evitados.

4) Dificuldade de aplicação - A tinta pode se tornar pesada na aplicação se não for diluída suficientemente.

3)

Escorrimento - Diluição

excessiva

e

utilização

5) Descascamento -

A

aderência

da

tinta

em

superfícies

pulverolentas não é boa, ocasionando esse problema.

 

6) Falta de alastramento - A tinta não se espalha ao

longo da

superfície. Pode ser em decorrênncia de uma diluição insuficiente ou da

aplicação de camadas muito finas.

7) Formação de espuma em madeira - Ocorre quando a pintura é feita em superfície demasiadamente úmida, Por isso, deve-se certificar que ela esteja devidamente seca antes da pintura. Pode ocorrer, também, devido ao excesso de diluição dado à tinta.

8) Eflorescências - Acontecem quando a tinta foi aplicada sobre reboco úmido e manifestam-se como manchas esbranquiçadas na superfície pintada. Ocorre devido à migração de umidade para o exterior. Enquanto a umidade ou os sais solúveis não forem eliminados, o problema persistirá.

9) Saponificação/calcificação - Causada pela alcalinidade natural da cal e do cimento que compõem o reboco, manifestando-se como manchas que deixam a superfície pegajosa.

10) Destacamento - A tinta se separa da parede, carregando partes do reboco e tonando-o esfarelado. Ocorre quando a tinta é aplicada sobre superfície de reboco novo não curado.

aparecer

na superfície recém-pintada e ocorrem porque os pingos de chuva provocam a

extração de substâncias solúveis que afloram e mancham o filme da tinta.

12) Bolhas - Podem ocorrer quando for aplicada massa corrida PVA (látex) em exteriores pois o produto é indicado apenas para interiores. Podem ocorrer, também em repintura sobre tinta de má qualidade.

Além desses, podem ocorrer problemas que não tenham correção, resultado de reações químicas devidas ao armazenamento prolongado sob calor ou frio intenso e adição de solventes não apropriados.

11) Manchas causadas por pingos de chuva -

Podem

- 22 -

MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS INTERNOS DE PAREDES E TETOS EM ARGAMASSA

RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO:

Condições para o início dos serviços

Verificar se todas as alvenarias estão concluídas e fixadas;

Checar se os contramarcos estão chumbados;

Averiguar se as instalações nas alvenarias estão concluídas;

Verificar se o traço da argamassa a ser utilizada está definido;

Averiguar se os EPIs estão disponíveis e todos os equipamentos de proteção coletiva instalados conforme NR-18.

Assegurar o intervalo mínimo de 15 dias entre o término da fixação da alvenaria e o início da execução dos revestimentos.

Preparo da base

Observar a remoção de sujeiras tais como materiais pulverulentos, graxas, óleos, desmoldantes, fungos, musgos e eflorescências;

Assegurar a remoção de irregularidades metálicas tais como pregos, fios e barras de tirantes de fôrma e o tratamento de pontas que não tenham sido removidas;

Providenciar o preenchimento de furos provenientes de rasgos, depressões localizadas, quebra parcial de blocos, ninhos (bicheiras) de concretagem etc.;

Verificar a execução do chapisco sobre concreto, formando uma película contínua e, quando necessário, sobre a alvenaria, formando uma película não contínua e irregular (a aderência do chapisco deve ser verificada três dias após sua aplicação).

Taliscamento

Verificar a distribuição das taliscas de forma que fiquem espaçadas entre si cerca de 1,5 m a 1,8 m, com tolerância de ± 5 cm.

FIGURA 21 - Ambiente chapiscado e taliscado

entre si cerca de 1,5 m a 1,8 m, com tolerância de ± 5 cm. FIGURA

- 23 -

Conferir a distância das taliscas de 30 cm em relação às das bordas das paredes, tetos ou pisos, bem como qualquer outro detalhe de acabamento (quinas, vãos de portas e janelas, frisos ou molduras), com tolerância de ± 5 cm;

Conferir a espessura das taliscas com uma trena metálica ou metro articulado de modo a garantir uma espessura mínima de 5 mm, evitando eventuais engrossamentos desnecessários.

Execução do emboço

Sobre superfícies chapiscadas, verificar o intervalo mínimo de três dias para iniciar a execução do emboço;

Verificar a espessura do emboço em relação à marcação das taliscas, com tolerância de ± 1 mm;

FIGURA 22 - Mestras executadas

tolerância de ± 1 mm; FIGURA 22 - Mestras executadas FIGURA 23 - Aplicação de argamassa

FIGURA 23 - Aplicação de argamassa entre mestras

FIGURA 23 - Aplicação de argamassa entre mestras • Observar o intervalo entre cheias onde necessário

Observar o intervalo entre cheias onde necessário (16 horas);

FIGURA 24 - Sarrafeamento por meio de régua de alumínio apoiada sobre duas mestras

por meio de régua de alumínio apoiada sobre duas mestras - 24 - FIGURA 25 -

- 24 -

FIGURA 25 - Verificação do ponto de sarrafeamento

por meio de régua de alumínio apoiada sobre duas mestras - 24 - FIGURA 25 -
por meio de régua de alumínio apoiada sobre duas mestras - 24 - FIGURA 25 -
FIGURA 26 - Desempeno da superfície com madeira, aço ou feltro para o acabamento final
FIGURA 26 - Desempeno da superfície
com madeira, aço ou feltro para o
acabamento final

Execução do reboco

Avaliar

o

 

ponto

de

sarrafeamento

da

argamassa

 

pelo

teste

de

compressão

da

superfície

 

com

os

dedos;

 

Analisar

o

tipo

de

desempeno

aplicado

em

função

do

acabamento

 

final

previsto;

 

Verificar a planicidade utilizando uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado que deve ficar inteiramente encostada à superfície e com a bolha entre as linhas

Verificar o tipo de desempeno aplicado em função do acabamento final previsto;

Conferir a planicidade por intermédio de uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado que deve ficar inteiramente encostada à superfície e com a bolha entre as linhas.

Acabamento e limpeza

Verificar os requadros de caixas e janelas ou outros vãos;

Checar o alinhamento e regularidade dos cantos com uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado. Não devem surgir irregularidades ou ondulações;

Observar a limpeza do ambiente que não deve apresentar restos de argamassa aderidos ao piso.

- 25 -

MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS EM GESSO LISO DESEMPENADO

RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO:

Condições para o início dos serviços

Verificar se a alvenaria está concluída, não apresentando rebarbas nem fissuras;

Os tetos devem estar nivelados, bem como os encontros entre paredes tetos e paredes e pisos;

As paredes e seus respectivos encontros devem estar aprumados;

com as

Checar se as instalações elétricas encontram-se concluídas,

“caixinhas” protegidas;

Observar se as instalações hidráulicas estão prontas e testadas;

Averiguar se as paredes hidráulicas e/ou de divisa com áreas molhadas estão devidamente tratadas, de forma a evitar que eventuais vazamentos danifiquem o acabamento em gesso;

Verificar se o contrapiso está pronto e se as requadrações estão concluídas em perfeito prumo e nível;

Observar se ralos, louças sanitárias e pisos encontram-se protegidos com lona plástica;

Checar se o emboço de fachada está concluído.

Preparo da base

Verificar se foram removidas todas as rebarbas de concreto e argamassa, pedaços de fôrmas e ferros expostos em tetos e paredes;

FIGURA 27 - Chapiscamento das superfícies de concreto

pedaços de fôrmas e ferros expostos em tetos e paredes; FIGURA 27 - Chapiscamento das superfícies

- 26 -

Assegurar a limpeza das superfícies com a remoção de pó, materiais soltos e restos de desmoldantes;

Observar se não existem saliências ou buracos na alvenaria que possam atrapalhar a aplicação do gesso;

Averiguar se a camada de chapisco foi misturada e aplicada corretamente sobre o fundo das lajes e outras superfícies de concreto.

Preparo da argamassa de gesso

Certificar-se da conformidade da execução do traço da argamassa de gesso, considerando a proporção de 30 litros de água para cada saco de 40 kg de gesso;

Verificar se está sendo aguardado o prazo de cerca de 15 minutos para que se atinja o ponto ideal de aplicação da argamassa e o prazo limite de cerca de 25 minutos para sua utilização.

FIGURA 28 - Aplicação do gesso no teto, com a desempenadeira

28 - Aplicação do gesso no teto, com a desempenadeira Acabamento FIGURA 29 - Acabamento dos

Acabamento

FIGURA 29 - Acabamento dos cantos por meio de sarrafeamento

FIGURA 29 - Acabamento dos cantos por meio de sarrafeamento • Verificar o nivelamento dos cantos

Verificar o nivelamento dos cantos (verticais e horizontais), riscando-os com lápis;

Avaliar a planeza da superfície, observando sombras, ao se iluminar a parede de perto (teste da lâmpada);

Averiguar a uniformidade da superfície, que não deve ter fissuras, marcas de desempenadeira ou riscos de qualquer outra natureza, bem como rebarbas nas requadrações;

Verificar a requadração de “caixinhas” e quadros de distribuição

Limpeza dos ambientes

Após a execução do serviço, verificar se o ambiente foi limpo, com a remoção de todo o material depositado sobre o piso, principalmente junto aos rodapés

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MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTO DE FACHADA EM ARGAMASSA

RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO Condições para o início dos serviços

FIGURA 30 - Frisador para execução de juntas

serviços FIGURA 30 - Frisador para execução de juntas FIGURA 31 - Desempenadeiras de canto comum

FIGURA 31 - Desempenadeiras de canto comum e modificada para execução de pingadeiras

de canto comum e modificada para execução de pingadeiras • Verificar se todas as alvenarias de

Verificar se todas as alvenarias de fachada estão concluídas e fixadas internamente;

Checar se os contramarcos estão chumbados;

Observar se as instalações hidráulicas e elétricas nas alvenarias de fachada estão concluídas;

Averiguar se a fachada está protegida com tela de náilon (malha de 2 mm);

Verificar se o traço da argamassa a ser utilizada está definido;

Certificar-se de que os EPIs estão disponíveis e todos os equipamentos de proteção coletiva estão instalados conforme determina a NR-18;

Verificar ainda o cumprimento dos prazos de carência antes do início da execução dos revestimentos: estrutura, 120 dias (três últimos pavimentos, 60 dias); alvenaria, 30 dias (fixação da alvenaria, 15 dias).

Preparo da base (1 a subida dos balancins)

Assegurar a remoção de sujeiras (materiais pulverulentos, graxas, óleos, desmoldantes, fungos, musgos e eflorescências) e a remoção de irregularidades metálicas (pregos, fios e barras de tirantes de fôrma), bem como o tratamento de pontas que não tenham sido removidas;

- 28 -

FIGURA 32 - Locação dos arames de fachada para execução do mapeamento

dos arames de fachada para execução do mapeamento • Observar o preenchimento de furos provenientes de

Observar o preenchimento de furos provenientes de rasgos, depressões localizadas, quebra parcial de blocos, ninhos (bicheiras) de concretagem, etc ;

Avaliar a complementação da fixação da alvenaria;

Verificar a execução do chapisco sobre o concreto, formando uma película contínua, e sobre alvenaria, formando uma película não contínua e irregular (a aderência do chapisco deve ser avaliada três dias após sua aplicação).

Locação dos arames de fachada e mapeamento (1 a descida dos balancins)

Verificar a transferência dos eixos da estrutura para a laje de cobertura ao nível das platibandas, com tolerância de ± 2 mm;

- 29 -

FIGURA 33 - Pontos de leitura para mapeamento da fachada

FIGURA 33 - Pontos de leitura para mapeamento da fachada • Observar o afastamento de 10

Observar o afastamento de 10 cm dos arames em relação à platibanda, com tolerância de ± 2 cm;

Averiguar o alinhamento dos arames em relação aos eixos do edifício, com tolerância de ± 2 mm;

Checar o esquadro entre os panos delimitados pelos arames;

Verificar a locação dos arames junto às quinas e janelas (10 a 15 cm dos seus eixos), com tolerância de ± 2 cm;

Conferir o afastamento de 1,5 a 1,8 m entre os arames, com tolerância de ±

5 cm.

Taliscamento (2 a subida dos balancins)

Verificar a distribuição das taliscas de forma que fiquem espaçadas entre si cerca de 1,5 a 1,8 m, com tolerância de ± 5 cm;

Observar a distância das taliscas em relação aos arames de fachada de acordo com o definido após a análise do mapeamento, com tolerância de ±

1 mm.

- 30 -

Locação dos arames de diedro

Verificar o posicionamento dos arames junto ao eixo das quinas e alinhamento das janelas;

Avaliar o afastamento dos arames de 5 cm em relação ao plano das taliscas, com tolerância de ± 5 mm.

Execução do emboço (2 a descida dos balancins)

Averiguar o abastecimento de argamassa nos balancins de forma que não se esgote seu período de vida útil (cerca de três horas);

FIGURA 34 - Execução de

de

taliscas

espessura mínima

e

ponto

34 - Execução de de taliscas espessura mínima e ponto FIGURA 35 - Posicionamento dos arames

FIGURA 35 - Posicionamento dos arames de diedro

e ponto FIGURA 35 - Posicionamento dos arames de diedro • Checar a espessura do emboço

Checar a espessura do emboço em relação à marcação das taliscas com tolerância de ± 1 mm;

Observar o intervalo entre as cheias nos locais necessários (16 horas);

Analisar o ponto de sarrafeamento da argamassa pelo teste de compressão da superfície com os dedos;

Avaliar o tipo de desempeno aplicado em função do acabamento final previsto;

Verificar a planicidade da superfície com uma régua de alumínio com 2 m de comprimento e nível de bolha acoplado, admitindo ondulações máximas de 3 mm;

- 31 -

FIGURA 36 - Execução do sarrafeamento

FIGURA 36 - Execução do sarrafeamento FIGURA 37 - Ponto de sarrafeamento • Checar o alinhamento

FIGURA 37 - Ponto de sarrafeamento

do sarrafeamento FIGURA 37 - Ponto de sarrafeamento • Checar o alinhamento e regularidade dos cantos

Checar o alinhamento e regularidade dos cantos também com o auxílio de uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado, não devendo surgir irregularidades ou ondulações superiores a 3 mm.

Execução de juntas de trabalho

Verificar o posicionamento correto, admitindo uma tolerância de ± 1 cm;

Conferir o alinhamento vertical e horizontal por intermédio de uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado, observando se a bolha permanece entre as linhas.

FIGURA 38 - Detalhe do friso para junta de trabalho

FIGURA 38 - Detalhe do friso para junta de trabalho FIGURA 39 - Demarcação da linha
FIGURA 38 - Detalhe do friso para junta de trabalho FIGURA 39 - Demarcação da linha

FIGURA 39 - Demarcação da linha de execução da junta por meio de mangueira de nível

para junta de trabalho FIGURA 39 - Demarcação da linha de execução da junta por meio

- 32 -

FIGURA 40 - Execução da junta por meio de régua de alumínio e frisador

da junta por meio de régua de alumínio e frisador FIGURA 41 - Detalhe de uso

FIGURA 41 - Detalhe de uso do frisador; compressão do fundo da junta para melhorar a sua impermeabilidade

do fundo da j unta para melhorar a sua impermeabilidade Execução de reforço do emboço •

Execução de reforço do emboço

Assegurar a colocação de telas metálicas nos locais previamente indicados;

Observar as dimensões da tela no caso de reforço tipo argamassa armada. Tratando-se de reforço tipo ponte de transmissão, averiguar as dimensões, a fixação da tela e a colocação da fita de polietileno.

FIGURA

42

-

Reforço

tipo

argamassa

FIGURA 43 - Reforço tipo ponte de

armada

transmissão

42 - Reforço tipo argamassa FIGURA 43 - Reforço tipo ponte de armada transmissão - 33
42 - Reforço tipo argamassa FIGURA 43 - Reforço tipo ponte de armada transmissão - 33

- 33 -

TEMA 3 - Revestimentos

Acabamentos NÃO Argamassados

ACABAMENTOS NÃO ARGAMASSADOS

São aqueles constituídos por elementos outros que não a própria argamassa. Nessas situações, são utilizados apenas o emboço para regularização e a argamassa de junta ou cola apropriada. Neste grupo encontram-se azulejos, pastilhas, pedras naturais, madeira, plástico, laminados melamínicos, cortiça e papel.

AZULEJOS - Recomenda-se emboço de cimento areia e saibro no traço de 1:5. Sua colocação deve ser iniciada o mais tarde possível, após a execução do suporte, devido à contração sofrida pela argamassa até o quinquagésimo dia. Este fato quando ignorado pode gerar tensões de aderência descolando o azulejo.

Os azulejos podem ser colados ou argamassados. Optando-se pela colocação uttilizando argamassa, as peças devem ser imersas na água durante 24 horas

antes de seu assentamento, sendo retirados 30min antes de serem aplicadas. Justifica-se esse procedimento para que os poros da face a ser aplicada (não vitrificada) se dilatem permitindo melhor penetração da argamassa de junta que fixará o mesmo no emboço. Também por essa razão se utiliza argamassa

de junta de cal, areia fina e cimento branco. Ao se optar pela fixação com

cola, os azulejos não devem ser molhados. Na opção de colar os azulejos vale

ressaltar que eles não devem entrar em contato com a água.

MÁRMORE OU GRANITO - As placas de mármore ou granito destinadas a revestir uma superfície de concreto deverão ter na contra-face grapas de ferro chumbadas. Nas que serão aplicadas sobe tijolos, dependendo da espessura, dispensa-se a colocação desses chumbadores.

Antes de aplicar a pedra é necessário impermeabilizar a base com asfalto, seja ela de concreto ou alvenaria. Não se deve permitir o acúmulo de umidade atrás da pedra podendo-se deixar um espaço para permitir a circulação de ar. Se a extensão a ser revestida com pedras exceder a 9m, é necessário

utilizar juntas de dilatação para a alvenaria. No caso de fachadas de edifícios ou paredes de grande altura, as placas de mármore ou granito deverão ser dotadas de grampos metálicos fixados nas placas e chumbados na argamassa.

O espaço entre a placa de mármore ou granito e a parede pode ser

preenchido por argamassa fluida de cimento e areia.

A vantagem da utilização de encaixes metálicos reguláveis na fixação de

pedras em fachadas muito extensas, é o fato de, por manterem as placas afastadas da parede, estes encaixes podem absorver as irregularidades decorrentes da concretagem da estrutura, permitindo a execução de panos de fachada perfeitamente lisos.

A complexidade crescente na realização dos projetos de revestimentos em

pedras levou ao surgimento dos projetos para produção de fachadas. Nestes

- 34 -

projetos o especialista, com base no levantamento in loco das medidas da obra, realiza a paginação das peças de mármore ou granito, indicando os locais exatos para a fixação dos elementos metálicos responsáveis pelo suporte do conjunto. Com isso dá-se a racionalização dos serviços de obra e garante-se maior qualidade no acabamento das obras finas.

PASTILHAS - São pequenas peças de argila simples ou esmaltada coladas sobre papel grosso para facilitar a sua aplicação. Sua colocação é feita sobre massa grossa (com cimento) bem desempenada, usando-se argamassa de cimento branco e caulim.(fig. 20)

usando-se argamassa de cimento branco e c aulim.(fig. 20) Figura 44 - Retirada do papel na

Figura 44 - Retirada do papel na aplicação de pastilhas

É rejuntada com nata de cimento branco, após a retirada do papel (que fica na face externa) com soda cáustica e em seguida água. O papel só deve ser retirado depois da pega (2 dias). O excesso do rejuntamento é removido com estopa e, para acabamento final, a parede pode ser lavada com solução de ácido muriático com água na proporção de 1:3. Logo em seguida (antes do terceiro minuto, segundo alguns autores) deve-se lavar a parede apenas com água limpa para evitar que o ácido ataque as juntas.

GESSO - As chapas de gesso (usadas apenas nas paredes internas) são pregadas, rejuntadas e tapadas com fita adesiva, recebendo finalmente uma demão de pintura ou argamassa de gesso.

MADEIRA - É fixada através de encaixes ou pregos e parafusos. Quando a madeira não é pintada, ela deve receber verniz para protegê-la do sol e da chuva, no entanto, o verniz tem que ser refeito periodicamente. Os revestimentos de madeira para paredes internas podem ser aplicados sob a forma de tábuas ou folhas, incluindo laminados ou compensados. Os lambris

- 35 -

(revestimento em tábuas de madeira) devem ser assentados sobre caibros de madeira previamente fixados na alvenaria e aparafusados.

AÇO - Pode-se usar a aço galvanizado ou inoxidável. O aço é um composto de ferro e carbono suscetível de adquirir através de têmpera (resfriamento súbito após atingir alta temperatura) um elevado grau de dureza e tenacidade. O aço galvanizado é o aço recoberto por uma camada de zinco metálico que tem a finalidade de proteger contra os efeitos da oxidação. O aço inoxidável é aquele que, na sua composição, além do ferro e do carbono recebe o cromo que lhe confere a capacidade de resistir à oxidação e corrosão.

Do processo de industrialização dos dois tipos de aço são obtidos elementos como chapas e perfis que podem ser utilizados como protetores-solar, fachadas, forros, porta, piso, detalhes, etc. O processo de união se dá através de solda, colagem, porca, parafuso, rebites ou encaixe.

O aço galvanizado tem como acabamento mais comum a pintura e pode

também ser plastificado. O aço inoxidável pode sofrer vários processos de

acabamento. Através de abrasão pode-se passar de uma superfície fosca e irregular a uma superfície lisa e regular com várias passagens entre esses dois tipos de acabamento. O aço escovado muito utilizado encontra-se nesse caso.

O ado inoxidável pode ainda ser pintado.

Tanto o aço galvanizado como inoxidável não apresentam ferrugem; proporcionam a criação de elementos leves e delgados; são de fácil manutenção e limpeza; têm grande resistência ao fogo; não absorvem umidade e são de grande durabilidade. No entanto, são bons condutores térmicos, permitindo a passagem de muito calor ou frio; são péssimos isolantes acústicos e o custo do material e a mão-de-obra que executa o trabalho bastante elevado.

No memorial de especificações técnicas de um

intenção de utilizar

tomados:

projeto, quando houver a alguns cuidados devem ser

revestimentos

em

aço,

- designar o tipo de aço (galvanizado ou inoxidável);

- designar o acabamento do aço (pintado, escovado, etc);

- indicar os elementos adequados ao projeto (perfis, etc);

- indicar as dimensões mais adequadas, inclusive a espessura;

- indicar como serão feitas as ligações das peças;

- indicar o fabricante escolhido.

PLÁSTICO OU PAPEL - Estes revestimentos apresentam-se em rolos e devem ser colados nas paredes da seguinte maneira: procede-se normalmente ao chapisco, ao emboço e ao reboco desempenado com desempenadeira de madeira; emassa-se a parede com massa corrida de PVA; aplica-se um selador também a base de PVA e cola-se o revestimento.

TEXTURA EM CONCRETO APARENTE

- 36 -

Existem várias formas de dar textura ao concreto aparente. Nesse caso, a própria estrutura pode ser o revestimento do edifício. Obtém-se textura no concreto:

- pela colocação das fôrmas;

- pelo tipo de material utilizado como fôrma;

- após a retirada das fômas, com ferramentas;

- pelo tipo de agregado utilizado no concreto. Nesse particular, vale

ressaltar os estudos que vem sendo desenvolvidos por arquitetos e pesquisadores do país, sobre a utilização de materiais provenientes da

britagem de mármores ou granitos como agregados.

MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS CERÂMICOS PARA PISOS E PAREDES

Condições para o início dos serviços

Verificar as condições do emboço - idade (mínimo de 14 dias), prumo, planeza (precisão de 1 mm/m) e limpeza (ausência de restos de argamassa ou outro material);

Averiguar as condições do contrapiso - idade (mínimo de 14 dias), nivelamento, planeza (ondulações máximas de 1 mm/m), limpeza, ausência de restos de argamassa ou outro material), adequação dos caimentos e rebaixos;

Observar se todos os contramarcos das janelas estão chumbados e se os batentes já estão instalados ou com referência definida;

Verificar se as instalações hidráulicas e elétricas estão executadas e se o sistema de impermeabilização está concluído e testado, com os ralos protegidos;

Avaliar se o lote de peças cerâmicas está uniforme quanto ao calibre e à tonalidade;

Checar se a quantidade de peças é suficiente para executar o serviço.

Assentamento

Verificar a altura do cordão de argamassa colante (8 mm para pisos e 6 mm para azulejos);

FIGURA 45 - Espalhamento da argamassa colante

azulejos); FIGURA 45 - Espalhamento da argamassa colante FIGURA 46 - Finalização do espalhamento de argamassa

FIGURA 46 - Finalização do espalhamento de argamassa colante

FIGURA 45 - Espalhamento da argamassa colante FIGURA 46 - Finalização do espalhamento de argamassa colante

- 37 -

FIGURA 47 - Aplicação do lado dentado da desempenadeira, formando os cordões

do lado dentado da desempenadeira, formando os cordões • Checar o tempo de abertura (“teste do

Checar o tempo de abertura (“teste do dedo”);

Avaliar a presença de regiões sem aderência (som oco após 24 horas);

Observar se a desempenadeira não está com os dentes gastos.

Durante o assentamento, retirar aleatoriamente algumas peças recém- colocadas, analisando o preenchimento da região de contato cerâmica- argamassa colante.

Caso as peças do revestimento formem mosaico decorativo, verificar se elas foram assentadas conforme o mosaico padrão.

Desvios geométricos e regularidade

Verificar o nivelamento entre as peças (avaliação visual);

Checar a planeza do revestimento (tolerar variações de 1 mm/m);

Observar se não existem dentes sobressalentes.

Juntas

Verificar as dimensões, o alinhamento e a aplicação de mastique nas juntas de expansão (pisos) e juntas estruturais, avaliando sua conformidade com o projeto ou com o PES 10;

Rejuntamento

Assegurar o intervalo mínimo de 24 horas para iniciar o rejuntamento dos pisos e três dias para as paredes;

- 38 -

FIGURA 48 - Ajuste para o correto posicionamento das peças

FIGURA 48 - Ajuste para o correto posicionamento das peças FIGURA 49 - Detalhe do espaçamento

FIGURA 49 - Detalhe do espaçamento entre peças garantido pelo posicionamento de espaçadores plásticos em forma de cruz

posicionamento de espaçadores plásticos em forma de cruz • Verificar, visualmente, a abertu ra e o

Verificar, visualmente, a abertura e o alinhamento das juntas;

Observar a homogeneidade do preenchimento das juntas entre peças por inspeção visual; não devem haver falhas por falta ou excesso de rejunte;

acabamento final obtido pelo frisamento deve ser liso e regular.

Limpeza

Verificar um intervalo de 15 minutos para limpeza do rejuntamento com esponja molhada e um intervalo de 15 minutos para limpeza após o frisamento (com o auxílio de um pano seco);

FIGURA 50 - Detalhe do encontro entre pisos e paredes revestidos com cerâmica

do encontro entre pisos e paredes revestidos com cerâmica • Verificar o aspecto visual do pano

Verificar o aspecto visual do pano revestido, atentando para manchas de argamassa de assentamento e/ou rejunte deixadas por falha de limpeza

- 39 -

após a execução, bem como para as condições de limpeza e de organização do ambiente durante e após a execução do serviço.

MÉTODO EXECUTIVO – REVESTIMENTO EXTERNO EM PEÇAS CERÂMICAS

RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO

Condições para o início dos serviços

Verificar as condições do emboço - idade (mínimo de 14 dias), prumo, planeza, nivelamento de detalhes e limpeza (ausência de restos de argamassa ou outro material);

Checar a quantidade e a uniformidade do lote de peças cerâmicas;

Conferir se todos os fios de prumo previstos estão posicionados;

Certificar-se de que as instalações elétricas e hidráulicas que interferem no revestimento de fachada estão concluídas e testadas;

Averiguar se os contramarcos das janelas estão instalados e conferidos;

Observar se os equipamentos de proteção coletiva estão instalados e conferidos, atentando também para os EPIs.

Controle do assentamento

Avaliar a altura do cordão de argamassa colante;

Observar o tempo de abertura (teste do dedo) e a ocorrência de regiões sem aderência (som oco após 24h);

Durante o assentamento, retirar aleatoriamente algumas peças recém colocadas, analisando o preenchimento do tardoz com argamassa colante.

FIGURA 51 - Aplicação da argamassa

FIGURA

52

-

Técnica

de

dupla

colante sobre o emboço

colagem:

aplicação

da

argamassa

colante

sobre

o

tardoz

de

peças

emboço colagem: aplicação da argamassa colante sobre o tardoz de peças cerâmicas - 40 -

cerâmicas

emboço colagem: aplicação da argamassa colante sobre o tardoz de peças cerâmicas - 40 -

- 40 -

FIGURA 53 - Assentamento das peças cerâmicas

FIGURA 53 - Assentamento das peças cerâmicas FIGURA 54 - Ajuste de posicionamento com o cabo

FIGURA 54 - Ajuste de posicionamento com o cabo de madeira do martelo

Ajuste de posicionamento com o cabo de madeira do martelo Desvios geométricos e regularidade • Verificar,

Desvios geométricos e regularidade Verificar, visualmente, o nivelamento entre as peças, a planeza do revestimento, a variação na espessura das juntas e a presença de dentes ou saliências entre as peças, por meio de régua de alumínio.

Juntas de controle Averiguar a espessura e a profundidade das juntas de controle, atentando para a conformidade com o projeto;

Assegurar a limpeza da base no momento de aplicação do mastique elástico.

Rejuntamento

Verificar a homogeneidade do preenchimento das juntas entre peças por inspeção visual; não deve haver falhas por falta ou excesso de rejunte

Limpeza

Verificar o aspecto visual do pano revestido, atentando para restos de argamassa de assentamento e/ou rejunte deixados na superfície por falha de limpeza

MÉTODO EXECUTIVO – REVESTIMENTO DE FACHADA EM PASTILHAS CERÂMICAS

RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO Condições para o início dos serviços

- 41 -

Verificar as condições do emboço - idade (mínimo de 14 dias), prumo, planeza, nivelamento de detalhes e limpeza (ausência de restos de argamassa ou outro material);

Conferir a quantidade e a uniformidade do lote de peças cerâmicas;

Checar se todos os fios de prumo previstos estão posicionados;

Averiguar se as instalações elétricas e hidráulicas que interferem no revestimento de fachada estão concluídas e testadas;

Observar se os contramarcos das janelas estão instalados e conferidos, incluindo o caimento adequado dos peitoris;

Verificar se foi concluído o arremate das coifas de cozinhas e das chaminés de aquecedores;

Certificar-se de que os equipamentos de proteção coletiva estão instalados e conferidos, atentando também para os EPIs.

Controle do assentamento

Averiguar a altura do cordão de argamassa colante (8mm), o seu tempo de abertura (teste do dedo) e a ocorrência de regiões sem aderência (som oco após 24h).

FIGURA 55 - Espalhamento da argamassa colante

(som oco após 24h). FIGURA 55 - Espalhamento da argamassa colante FIGURA 56 - Formação dos

FIGURA 56 - Formação dos cordões

(som oco após 24h). FIGURA 55 - Espalhamento da argamassa colante FIGURA 56 - Formação dos

- 42 -

FIGURA 57 - Aplicação da argamassa de rejunte no tardoz das placas

- Aplicação da argamassa de rejunte no tardoz das placas FIGURA 58 - Posicionamento das placas

FIGURA 58 - Posicionamento das placas

no tardoz das placas FIGURA 58 - Posicionamento das placas FIGURA 59 - Rebatimento com o

FIGURA 59 - Rebatimento com o tolete

das placas FIGURA 59 - Rebatimento com o tolete Desvios geométricos e regularidade • Verificar,

Desvios geométricos e regularidade

Verificar, visualmente, o nivelamento entre as pastilhas, a planeza do revestimento, o requadro das janelas, com especial atenção à inversão de caimentos, e a variação na espessura das juntas;

Avaliar a presença de dentes ou saliências por meio de régua de alumínio.

Juntas de controle

Verificar a espessura e a profundidade das juntas de controle, atentando para a conformidade com o projeto;

Observar a limpeza da base no momento de aplicação do mástique elástico.

Rejuntamento

Verificar a homogeneidade do preenchimento das juntas por inspeção visual; não devem haver falhas por falta ou excesso de rejunte.

- 43 -

Retirada do papel

Conferir a remoção completa do papel sem o descolamento de pastilhas ou remoção do rejunte;

Atentar para a diluição adequada de soda cáustica (1:20).

FIGURA 60 - Molhagem do papel com solução de soda cáustica

60 - Molhagem do papel com solução de soda cáustica FIGURA 61 - Retirada do papel

FIGURA 61 - Retirada do papel

solução de soda cáustica FIGURA 61 - Retirada do papel FIGURA 62 - Limpeza da superfície

FIGURA 62 - Limpeza da superfície

61 - Retirada do papel FIGURA 62 - Limpeza da superfície Limpeza • Verificar o aspecto

Limpeza

Verificar o aspecto visual do pano revestido, atentando para restos de papel ou cola ainda aderidos à superfície e manchas de argamassa de assentamento e/ou rejunte deixadas por falha de limpeza

TIPOS DE JUNTAS:

juntas de assentamento: entre as peças que compõem o revestimento. São necessárias devido ao desbitolamento dos revestimentos cerâmicos, devido à necessidade de alinhamento das peças além de impedirem a propagação de tensões de uma peça para outra, afastando o risco de flambagem do revestimento. Além disso, as juntas de assentamento exercem função de higiene, estética e facilitam a remoção de peças danificadas.

juntas estruturais: oriundas da estrutura de concreto.

juntas de movimentação ou juntas de expansão/contração

- 44 -

juntas especiais: devem ser utilizadas quando o revestimento estiver sujeito a agentes agressivos como ácidos, bases, óleos, etc.

- 45 -

TEMA 4 – Revestimento de Pisos e Impermeabilização

EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS DE PISO EM ASSOALHO DE MADEIRA

RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO:

Condições para o início da execução do serviço

Verificar se a instalação e a conferência dos batentes de portas, marcos e contramarcos das janelas já foram finalizadas, bem como dos revestimentos internos de paredes e tetos;

Antes de proceder ao acabamento do assoalho, averiguar se já ocorreu a colocação das soleiras de pedra, dos caixilhos e vidros e se já foi concluída a pintura de paredes e tetos.

Colocação dos barrotes

Verificar o nivelamento dos barrotes com uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado (a bolha deve encontrar-se entre as linhas);

Checar a fixação de pregos e o espaçamento entre os barrotes, com tolerância de 5mm;

FIGURA 63 - Posições dos pregos no barrote

de 5mm; FIGURA 63 - Posições dos pregos no barrote FIGURA 64 - Execução do pré-furo

FIGURA 64 - Execução do pré-furo para fixação do prego espiralado

Execução do pré-furo para fixação do prego espiralado FIGURA 65 - Detalhe da colocação do prego

FIGURA 65 - Detalhe da colocação do prego espiralado com martelo e punção

para fixação do prego espiralado FIGURA 65 - Detalhe da colocação do prego espiralado com martelo

- 46 -

FIGURA 66 - Detalhe da posição do prego espiralado

FIGURA 66 - Detalhe da posição do prego espiralado FIGURA 67 - Detalhe do uso do
FIGURA 66 - Detalhe da posição do prego espiralado FIGURA 67 - Detalhe do uso do

FIGURA 67 - Detalhe do uso do punção

do prego espiralado FIGURA 67 - Detalhe do uso do punção • Observar a colocação de
do prego espiralado FIGURA 67 - Detalhe do uso do punção • Observar a colocação de

Observar a colocação de barrotes de borda e soleiras.

FIGURA 68 - “Aperto” da tábua, utilizando cunha e apoio de madeira

“Aperto” da tábua, utilizando cunha e apoio de madeira Colocação do assoalho • Verificar o prazo

Colocação do assoalho

Verificar o prazo de cura da argamassa de fixação dos barrotes (mínimo 14 dias);

Conferir o acabamento das juntas, que devem ter abertura máxima de 2 mm;

Checar a fixação das peças e o aspecto dos parafusos;

Averiguar a colocação das cavilhas, que devem se apresentar firmemente coladas, mas não “enterradas”.

Acabamento

Inspecionar visualmente o ambiente, detectando eventuais falhas ou imperfeições no assoalho, tais como frestas, aspereza (principalmente em

cantos, escadas, soleiras e rodapés), defeitos de calafetação ou falhas de

Certificar-se de que

aplicação do verniz ou cera (remonte, respingos, etc

o ambiente esteja limpo e protegido da umidade ou insolação excessiva.

).

- 47 -

FIGURA 69 - Abertura do furo para cavilha no assoalho

FIGURA 69 - Abertura do furo para cavilha no assoalho FIGURA 70 - Abertura do pré-furo

FIGURA 70 - Abertura do pré-furo para o parafuso de Fixação do assoalho

f
f

FIGURA 71 - Detalhe da fixação na emenda entre tábuas:

a) fixação com 4 parafusos
a) fixação com 4 parafusos
b) fixação com 2 parafusos
b) fixação com 2 parafusos

Uma questão a ser considerada no revestimento das áreas molhadas (chuveiros, terraços descobertos, varandas) é a definição do tipo adequado de impermeabilização, e a realização do projeto específico para a aplicação deste tratamento. Pode-se classificar a impermeabilização em rígida ou flexível.

A impermeabilização rígida, é constituída pelos concretos e argamassas onde

a utilização de um aditivo no seu preparo os torna impermeáveis. Nestes casos

a impermeabilização permanece incorporada à estrutura perdendo sua função

se aparecerem trincas. Por esta razão, recomenda-se para locais de baixo

risco de movimentação da estrutura ou qualquer outro fenômeno que possa

- 48 -

resultar em fissuras. São recomendadas para pisos de banheiros, cozinhas e áreas de serviço.

As impermeabilizações flexíveis subdividem-se em:

- plásticas: Constituem-se de pinturas especiais aplicadas sobre as superfícies a ser impermeabilizadas. Tem pouca durabilidade, ressecam e perdem a função quando constantemente expostas às intempéries. Possuem pouca elasticidade e não acompanham os movimentos da estrutura. São muito utilizadas em calhas e pequenas jardineiras.

aconselhadas para

os terraços, marquises, etc.

- laminares: São também chamadas de pintura armada. São realizadas com elastômeros ou asfaltos, estruturadas com camadas de materiais rígidos como feltro asfáltico, tecidos de juta ou vidro, ou lâminas de alumínio. A estruturação é feita pela intercalação de camadas de materiais rígidos com asfaltos ou elastômeros.

- elásticas: Utilizam

mantas

pré-fabricadas. São

A norma NBR 9575 fixas as condições gerais e específicas que devem ser obedecidas na elaboração de um projeto de impermeabilização. Além desta, outras normas complementares devem ser igualmente consultadas, tais como:

NBR 8083 - materiais e sistemas utilizados em impermeabilização - Terminologia.

EB 635 - Asfaltos oxidados para impermeabilização - Especificação

NBR 8521 - Emulsões asfálticas com fibras de amianto para impermeabilização - Especificação

NBR 9227

- Véu de fibras de vidro para impermeabilização -

Especificação

NBR 9228 - Feltros asfálticos para impermeabilização - Especificação

NBR 9229 - Mantas de Butyl para impermeabilização - Especificação

NBR 9396 - Elastômeros em solução para impermeabilização

NBR 9685 - Emulsões asfálticas sem carga para impermeabilização - Especificação

NBR 9686 - Solução asfáltica empregada como material de imprimação na impermeabilização - Especificação

- 49 -

NBR 9687 - Emulsões asfálticas com carga para impermeabilização - Especificação

NBR

9689

-

Materiais

e

sistemas

de

impermeabilização

-

Classificação

 

NBR

9690

-

Materiais

de

polímeros

para

impermeabilização

-

Especificação

Pontos fundamentais para avaliação dos sistemas de impermeabilização:

impermeabilidade dos materiais: para esta avaliação adota-se o conceito de absorção d’água dos materiais, dada em porcentagem de água absorvida pelo peso seco do material, sendo especificada a temperatura da água e o tempo de imersão, e adotando-se sempre igual espessura de material para ensaios comparativos.

resiliência dos materiais: as estruturas estão sujeitas às variações de temperaturas do ambiente que provocam esforços de tração e de compressão. Estando a impermeabilização solidária à estrutura, conclui-se que aquela deve acompanhar a movimentação desta,bem como resistir às tensões de tração e compressão atuantes. Chama-se resiliência de um material a capacidade que ele tem de voltar às suas dimensões iniciais uma vez cessada a causa que provocou a deformação, seja ela de origem térmica ou mecânica, e após vários ciclo de repetição do fenômeno em questão.

longevidade dos sistemas de impermeabilização:

proteção mecânica e isolação térmica: com exceção das obras nas quais se exija, por motivos técnicos ou estéticos, que a impermeabilização seja exposta, nas demais deve ser executada uma proteção mecânica para impedir a danificação do material impermeabilizante pela ação do tráfego de pessoas, quer durante o serviço quer após sua execução, e pela incidência de radiações solares diretas, que provocam a evaporação da porção volátil dos materiais - diretamente responsável pela sua elasticidade.

custos: cabe ressaltar que o custo inicial de uma impermeabilização, mesmo aparentemente elevado, é insignificante em relação ao todo da obra e aos custos de futuras manutenções.

- 50 -

TEMA 5 – Coberturas e Proteções

Cobertura é o fechamento de estruturas de telhados com inclinação inferior a 75 graus (aproximadamente) em relação à horizontal. Fechamento ou tapamento lateral, é aquele que apresenta inclinações superiores a 75 graus (aproximadamente) em relação à horizontal. Outras definições importantes, são:

beiral: É a parte da telha que ficará em balanço, livre de apoio.

tesoura: É o sistema estrutural triangular indeformável que sustenta a cobertura propriamente dita.

terça: É uma peça horizontal, colocada em direção perpendicular às tesouras, destinada à sustentação das telhas.

cumeeira: É a parte mais alta da cobertura, onde as superfícies inclinadas se encontram.

faixa: É a sequência de chapas utilizadas no fechamento da cobertura, no sentido de seu comprimento.

fiada: É a sequência de chapas utilizadas no fechamento da cobertura, no sentido de sua largura.

recobrimento: É a sobreposição das telhas no sentido do seu comprimento e da sua largura, para evitar a penetração da água e dos ventos.

COBERTURAS METÁLICAS

Variam dos simples perfis de aço às estruturas espaciais planas, formadas a partir da associação de barras metálicas (aço e alumínio) e nós de articulação compondo tetraedros. Além desses sistemas, as estruturas metálicas podem formar abóbadas, estruturas laminares, vigas treliçadas, curvas ou não e, por fim, coberturas formadas por cabos tracionaços que suportam as placas de cobertura.

As coberturas metálicas, no sistema estrutural do aço, costumam estar apoiadas em estruturas leves, também metálicas, ou sobre apoios nas lajes. Entre os metais utilizados como telhas, citam-se: o cobre, o zinco, o alumínio e o aço galvanizado. Mais recentemente passou-se a utilizar chapas metálicas como telhas autoportantes, fixadas ao vigamento por finos conectores.

As especificações das coberturas metálicas em particular, devem levar em consideração as questões de estanqueidade e segurança contra a ação dos ventos. Alguns cuidados básicos na execução deste tipo de cobertura, são:

verificar se as dimensões da obra coincidem com as dimensões do projeto antes do início da montagem;

iniciar a execução em faixas perpendiculares às terças, no sentido de baixo para cima;

observar os recobrimentos lateriais e longitudinais;

- 51 -

iniciar

a

montagem

dominantes;

das

telhas

no

sentido

oposto

ao

dos

ventos

quando a cobertura for em duas águas opostas, cubrir igualmente ambos os laços, permitindo a coincidência das seções das telhas com as peças de concordância da cumeeira;

na montagem da cobertura, evitar pisar diretamente sobre as telhas para não danificá-las.

ESTRUTURAS DE MADEIRA

De maneira geral a estrutura de madeira de um telhado é composta pela tesoura, o engradamento e o contraventamento. As tesouras, formam vigas de treliça que recebem as cargas do engradamento através de pontos chamados nós (fig.73).

Essa descarga se faz através das principais peças do engradamento chamadas terças. O engradamento constitui-se de terças, caibros e ripas, podendo assumir formas simplificadas para telhas maiores que se sustentam diretamente nas terças.

As terças, conforme descrição apresentada no início deste capítulo, são peças longitudinais, colocadas em direção perpendicular às tesouras, recebendo nomes especiais quando estão na parte mais alta do telhaço (cumeeira) e quando se apoiam diretamente sobre as paredes limítrofes (frechal).

Os caibros são colocados perpendicularmente às terças e se apoiam nelas, inclinados sendo que seu declive determina o caimento ou "ponto" do telhaço. A seção dos caibros vai depender do espaçamento entre as terças. As ripas são colocadas paralelamente às terças, se apoiando nos caibros. Seu espaçamento depende do tipo de telha que se está usando.

nos caibros. Seu espaçamento depende do tipo de telha que se está usando. Figura 73 -

Figura 73 - Detalhe do pendural

- 52 -

Figura 73 - Exemplo de madeiramento de telhado COBERTURAS DE CONCRETO Esse tipo de cobertura

Figura 73 - Exemplo de madeiramento de telhado

COBERTURAS DE CONCRETO

Esse tipo de cobertura refere-se às lajes impermeabilizadas ou às "cascas" de concreto. Em ambas as situações, maiores cuidados devem ser tomados em função dos problemas causados pela má impermeabilização.

Sempre que possível, já na fase de projeto, deve ser definido o tipo de impermeabilização a ser adotado, onde então deverão ser fixados certos detalhes que posteriormente facilitem tais serviços.

SOLUÇÕES DE PROJETO

Optando-se pela cobertura utilizando estrutura e telhas, pode-se especificar:

telhas cerâmicas, placas de ardósia, chapas metálicas, chapas de plástico,

- 53 -

telhas de cimento, entre outras. Vale ressaltar que as telhas de fibro-cimento ou cimento-amianto, apesar de amplamente utilizadas no Brasil, possuem composição química comprovadamente cancerígena.

Para justificar a escolha de deterninada solução, deve-se considerar:

a compatibilidade dos materiais empregados em relação ao sistema estrutural do edifício, observando as alternativas mais racionais de ligação entre eles;

optar por processos que se caracterizem pela rapidez na execução, redução na mão-de-obra empregada e maior limpeza no canteiro de obras uma vez que as soluções artesanais podem representar um atraso na obra;

a dimensão dos vãos que a cobertura terá que vencer, uma vez que algumas soluções se mostram mais eficientes que outras em função do vão;

adequação aos recursos humanos e de equipamentos disponíveis na região onde se localiza a obra.

De maneira geral, na composição de um telhado deve-se ter em mente algumas regras fundamentais:

a concordância entre os diversos planos de um telhado se fará sempre através da bissetriz dos ângulos (fig. 74);

todos os planos terão a mesma altura no beiral;

os planos devem ter sempre a mesma inclinação.

• os planos devem ter sempre a mesma inclinação. Figura 74 - Telhados: a concordância deve

Figura 74 - Telhados: a concordância deve ser feita pela bissetriz dos ângulos.

- 54 -

Em qualquer dos casos, os detalhes importantes, que devem ser observados baseados em instruções dos fabricantes, são: inclinação mínima, recobrimentos, superposição de telhas de uma fiada para outra, despejo dos condutores, peças e acessórios especiais.

- 55 -

TEMA 6 – Sistemas Prediais

Sistemas prediais são sistemas físicos integrados a um edifício, que têm por finalidade dar suporte às atividades dos usuários, suprindo-os com os insumos prediais necessários e propiciando os serviços requeridos.

Têm-se os seguintes sistemas prediais: suprimento de energia elétrica, gás combustível, água, esgoto, águas pluviais, segurança e proteção contra incêndio, segurança patrimonial, condicionamento de ar, transporte mecanizado (elevadores, escadas rolantes), comunicação interna, telecomunicação e automação, entre outros.

a definição usual de "instalações

A denominação de "sistemas" deve substituir

prediais" considerando a necessidade de enfocar sistematicamente essa área

do conhecimento.

INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO

e

secundário.

Chama-se esgoto primário a canalização na qual tem acesso os gases provenientes do coletor público ou dos dispositivos de tratamento. Dessa forma, pode-se concluir que o esgoto secundário deve ser lançado ao primário uma vez que a saída do prédio é única.

Se esse lançamento fosse feito diretamente, haveria retorno de gases e mau cheiro. Por estas razões, pode-se concluir que um dos aspectos fundamentais para o projeto das instalações de esgoto é a correta ventilação das instalações. O retorno do mau cheiro pelos aparelhos é evitado pelo fecho hídrico existente nas bacias sanitárias, no ralo sifonado (como indica o nome), pela caixa de gordura e pela caixa sifonada. (fig. 75/76)

As

instalações

de

esgoto

podem

ser

divididas

em

esgoto

primário

de esgoto podem ser divididas em esgoto primário Figura 75 - Detalhe do ralo sifonado Figura
de esgoto podem ser divididas em esgoto primário Figura 75 - Detalhe do ralo sifonado Figura

Figura 75 - Detalhe do ralo sifonado

Figura 76 - Detalhe da bacia sanitária

- 56 -

Pode-se fazer o seguinte resumo dos despejos existentes em um prédio:

L

AVAT Ó R IO

 
   

B

ID ET

B ID ET RALO SIFO N AD O

RALO SIFO N AD O

CH U V EIRO

 

B

AN H EIRO

   
 
 
 

B

A CIA SA N IÁ R IA

 
TUBO DE QUEDA

TUBO DE QUEDA

TUBO DE QUEDA
TUBO DE QUEDA
TUBO DE QUEDA
TUBO DE QUEDA
  B A CIA SA N IÁ R IA   TUBO DE QUEDA CA IX A

  B A CIA SA N IÁ R IA   TUBO DE QUEDA CA IX A

CA IX A D E

B A CIA SA N IÁ R IA   TUBO DE QUEDA CA IX A D

IN SPEÇÃ O B A CIA SA N IÁ R IA   TUBO DE QUEDA CA IX A D

CAIX A SIFO N A D A
CAIX A SIFO N A D A
CAIX A SIFO N A D A

CAIX A SIFO N A D A

PIA D E CO ZIN H A

 

M

Á Q U IN A

D E L AVA R

L O U Ç A

TAN Q U E

 

M

Á Q U IN A

D E L AVA R

R O U PA

CAIX A D E GORDURA

TUBO DE Á Q U IN A D E L AVA R R O U PA CAIX A

GORDURA

D E L AVA R R O U PA CAIX A D E GORDURA TUBO DE

TUBO SECU N D Á RIOD E L AVA R R O U PA CAIX A D E GORDURA TUBO DE

REDE

COLETORA

As alturas de tomada dos pontos de esgoto residencial, podem ser as seguintes (medidas considerando o piso acabado):

máquina de lavar roupa: 70/80cm

mictório com sifão externo: 37cm (fig. 77)

tanque: 40cm (fig. 78)

sifão externo: 37cm (fig. 77) → tanque: 40cm (fig. 78) Figura 77 - Detalhe do mictório

Figura 77 - Detalhe do mictório

Figura 78 - Detalhe do tanque
Figura 78 - Detalhe do tanque

- 57 -

lavatório: 50cm (fig. 79)

pia de cozinha: 60cm (fig. 80)

50cm (fig. 79) → pia de cozinha: 60cm (fig. 80) Figura 79 - Detalhe do lavatório

Figura 79 - Detalhe do lavatório

de cozinha: 60cm (fig. 80) Figura 79 - Detalhe do lavatório F i g u r

Figura 80 - Detalhe da pia de cozinha

máquina de lavar louça: 70cm (se for sob bancada, deve-se verificar).

bidê: no chão, distante aproximadamente 30 centímetros da parede.

(fig 81)

aprox imadamente 30 centímetros da parede. (fig 81) Figura 81 - Detalhe do bidê Figura 82

Figura 81 - Detalhe do bidê

30 centímetros da parede. (fig 81) Figura 81 - Detalhe do bidê Figura 82 - Detalhe

Figura 82 - Detalhe do esgotamento da banheira

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banheira: possui dois esgotamentos, um pelo ladrão e outro pela válvula de fundo sendo única a ligação com o ralo sifonado. (fig. 82)

Será executada uma única ligação de instalação predial para o coletor público de esgoto sanitário, e uma única ligação para a galeria de águas pluviais.

INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS

O abastecimento de água nos prédios é feito a partir do distribuidor público por

meio de um ramal predial que compreende:

ramal predial propriamente dito ou ramal externo - é o trecho do encanamento compreendido entre o distribuidor público de água e a instalação predial caracterizada pelo aparelho medidor ou limitador de descarga;

alimentador predial ou ramal interno de alimentação - é o trecho do encanamento que se estende a partir do medidor ou limitador de consumo, isto é, do ramal predial até a primeira derivação ou até a válvula de flutuador (torneira de bóia).

O

sistema de abastecimento predial de água pode ser classificado da seguinte

forma:

Sistema de

abastecimento

Sem bombeamento direto Com bombeamento Por gravidade indireto
Sem bombeamento
direto
Com bombeamento
Por gravidade
indireto

Hidropneumático

Sistema indireto RS

Sistema indireto com bombeamento

Sistema indireto RI-RS

Sem bombeamento

Com bombeamento

Hidropneumático

SISTEMA DIRETO

No sistema direto, as peças de utilização do edifício estão ligadas diretamente aos elementos que constituem o abastecimento, ou seja, a instalação é a própria rede de distribuição. Conforme as condições de pressão e vazão da rede pública, tendo em vista as solicitações do sistema predial, o sistema direto pode ser com ou sem bombeamento:

SISTEMA DIRETO SEM BOMBEAMENTO - Neste caso, é o sistema de abastecimento que deve oferecer condições de vazão e pressão e continuidade suficientes para o esperado desempenho da instalação.

SISTEMA DIRETO COM BOMBEAMENTO – Neste caso à rede de distribuição é acoplado um sistema de bombeamento direto. A água é recalcada diretamente do sistema de abastecimento até as peças de utilização. Esta tipologia de sistema é empregada quando a rede pública

- 59 -

não oferece água com pressão suficiente para que a mesma seja elevada aos pavimentos superiores do prédio.

SISTEMA INDIRETO

O sistema indireto é aquele onde através de um conjunto de suprimento e

reserva, o sistema de abastecimento alimenta as colunas de distribuição. Quanto à pressurização, o sistema indireto de água fria pode ser por gravidade

ou pneumático.

reto de água fria pode ser por gravidade ou pneumático. direto sem bombeamento direto com bombeamento
direto sem bombeamento direto com bombeamento indireto com bombeamento indireto RS indireto RI-RS
direto sem bombeamento direto com bombeamento
indireto com bombeamento
indireto RS
indireto RI-RS

hidropneumático hidropneumático

sem bombeamento

com bombeamento

hidropneumático

Figura 83 - Sistemas de abastecimento de água.

SISTEMA INDIRETO POR GRAVIDADE

Neste tipo de sistema cabe a um reservatório elevado a função de alimentar as colunas de distribuição. Este reservatório é alimentado diretamente pelo sistema de abastecimento, com ou sem bombeamento, ou por um reservatório inferior com bombeamento. Desta forma, configuram-se três tipos de sistemas indiretos por gravidade, quais sejam, o sistema indireto RS, o sistema indireto com bombeamento e o sistema indireto RI-RS

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SISTEMA INDIRETO RS - É composto por um alimentador predial equipado com válvula e bóia, um reservatório superior e as colunas de distribuição. Quando há consumo de água no prédio, ocorre uma diminuição no nível de água do reservatório causando uma abertura total ou parcial da válvula de bóia. Tal abertura implica um reabastecimento do reservatório superior, proporcionado pela rede de abastecimento através do alimentador predial

SISTEMA INDIRETO COM BOMBEAMENTO – Neste caso, tem-se um alimentador predial equipado com válvula de bóia,. A instalação elevatória, o reservatório superior e as colunas de distribuição. Esta solução é adotada quando não forem oferecidas, pelo sistema de abastecimento, condições hidráulicas suficientes para elevação da água ao reservatório superior.

SISTEMA INDIRETO RI-RS – Este sistema é composto pelo alimentador predial com válvula de bóia, reservatório inferior, instalação elevatória, reservatório superior e colunas de distribuição. O início do ciclo de funcionamento desse sistema ocorre quando o reservatório superior estiver no nível máximo e a instalação elevatória desligada. O reservatório superior possui uma chave elétrica de nível, a qual aciona a instalação elevatória num nível mínimo e desliga a mesma num nível máximo. Desta forma, havendo consumo de água, o nível da mesma no reservatório superior desce até atingir o nível onde dá-se o acionamento automático das bombas de recalque que são desligadas quando a água volta a atingir o nível máximo. Paralelamente, quando do acionamento da instalação elevatória, a válvula de bóia do alimentador predial abre-se parcial ou totalmente, e o reservatório inferior passa a ser alimentado pela rede de abastecimento. Vale lembrar que o reservatório inferior também é dotado de uma chave elétrica de nível que impede o acionamento da instalação elevatória quando ele estiver vazio.

SISTEMA INDIRETO HIDROPNEUMÁTICO

Neste sistema o escoamento da rede de distribuição é pressurizado através de um tanque de pressão contendo ar e água. O sistema indireto hidropneumático pode ser sem ou com bombeamento, ou ainda com bombeamento e reservatório inferior (usualmente conhecido como sistema hidropneumático).

SISTEMA INDIRETO HIDROPNEUMÁTICO SEM BOMBEAMENTO – Este sistema compõe-se de um alimentador predial, um tanque de pressão e as colunas de distribuição. A pressurização do tanque é através do sistema de abastecimento.

SISTEMA INDIRETO HIDROPNEUMÁTICO COM BOMBEAMENTO – A composição deste sistema é a seguinte: alimentador predial, instalação elevatória, tanque de pressão e colunas de distribuição. O tanque é pressurizado através da instalação elevatória.

SISTEMA HIDROPNEUMÁTICO (BOMBEAMENTO+RI) – Este sistema compõe-se do alimentador predial com válvula de bóia, um reservatório inferior, uma instalação elevatória e um tanque de pressão. Quando o tanque de pressão estiver sob pressão máxima e o sistema de recalque desligado, a água no reservatório deve estar no nível máximo e o sistema apresenta condições de iniciar seu ciclo. Desta forma, quando há consumo

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de água, o nível no reservatório começa a diminuir progressivamente. O colchão de ar expande-se e a pressão no interior do tanque diminui até atingir uma pressão mínima. Nessa situação, o pressostato aciona o sistema de recalque, elevando, simultaneamente, o nível d’água e a pressão no interior do tanque aos respectivos valores máximos. À pressão máxima, o pressostato desliga o sistema de recalque propiciando o início de um novo ciclo. O reservatório inferior comporta-se de forma idêntica ao do sistema RI-RS

O sistema normalmente utilizado na cidade do Rio de Janeiro é o indireto com

reservatório superior e inferior (RI-RS). Com esse sistema, a trajetória que a água percorre até chegar ao usuário, pode ser assim resumida:

DISTRIBUIDOR PÚBLICO REGISTRO DE DERIVAÇÃO PESCOÇO DE GANSO REGISTRO DE PASSEIO HIDRÔMETRO TORNEIRA DE BÓIA CAIXA PIEZOMÉTRICA CISTERNA VÁLVULA DE PÉ COM CRIVO TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO BOMBAS D’ÁGUA TUBULAÇÃO DE RECALQUE RESERVATÓRIOS SUPERIORES BARRILETES COLUNAS RAMAIS SUBRAMAIS USUÁRIO

O registro de derivação fica junto ao distribuidor público e dele parte o ramal

predial externo.

Nas ligações de chumbo, cobre ou PVC, à saída do registro de derivação , dá- se uma curvatura ao tubo ou utiliza-se uma peça pronta chamada pescoço de ganso. Essa peça evita que o ramal se rompa, mesmo com a trepidação devida ao tráfego e à acomodação do terreno, o que poderia ocorrer se o tubo estivesse esticado.

O registro de passeio, também conhecido como registro de fecho, permite

que o Serviço de Águas da municipalidade possa efetuar o corte no fornecimento de água para o edifício. Existe uma caixa de passeio com tampa que permite o acesso a ele

O ramal externo termina no hidrômetro, destinado a medir o consumo predial.

Devem ficar numa caixa ou nicho, de alvenaria ou concreto, de modo a permitir

a fácil remoção e leitura. Na caixa o