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O nosso Império (3)

Nesta semana dourada para o prestígio da nossa região, em particular, e do país, em geral, começamos por abordar alguns termos relacionado com o evento desportivo da «bola».

Assim vão os nossos «futebóis»: o futebol no plural (palavras terminadas em «ol», formam o plural em «-óis»). Todavia, esta pluralização, do ponto de vista semântico, deprecia o desporto dito «rei», porque a expressão, «[não] ir em futebóis» entende-se como «[não] ir em cantigas». Fiquemos com «futebol», apesar da origem inglesa, uma vez que as tentativas dos dicionários Houaiss e O Grande Dicionário da Língua Portuguesa de José Pedro Machado em quererem substituir o termo atual por «ludopédio», balípodo» ou pedibola, não se consagraram pelo uso. Acrescente-se, também, que já no século XV se praticava algo parecido com o futebol, mas só no século

XVII é que se tornou num desporto viciante (Foot-ball).

A propósito deste desporto, Portugal tem tido, nos últimos anos, algum prestígio internacional; neste momento, com pronúncia madeirense. Será que a Maria Dolores quando batizou o filho de Cristiano Ronaldo pensou no significado do nome? «Cristiano»,

além de ter origem no vocábulo grego Christós (o ungido) , foi na forma latina que se

vulgarizou: christianus . Segundo o Dicionário de Cândido de Figueiredo, é o nome de

uma moeda de ouro na Dinamarca. Por sua vez, Ronaldo significa "o que governa através de conselhos". É a variante em português do nome escocês Ronald. Originalmente, o

nome é nórdico (Ragnvaldr ): foi levado para a Escócia pelos invasores escandinavos. É

uma palavra formada a partir de outras duas: regin ("conselho") e evaldr ,("governante").

Daqui resultaram os nomes Reynold e Raginald , em Português: Reinaldo e Reginaldo, com o mesmo significado de Ronaldo. Passemos, agora, à abordagem de uma expressão utilizada, sobretudo na oralidade, com um sentido contrário ao que se pretende. A expressão: «ir de encontro/ir

ao encontro de». São expressões contrárias entre si. Assim: um carro «foi de encontro a»

outro acidente, choque. Mas, as minhas ideias «vão ao encontro» da ideia do leitor

concordância. Portanto, «ir de encontro» é o oposto de «ir ao encontro». Finalmente, o assunto do «-lhe». Este pronome tem uma utilização diferente em Portugal e no Brasil. Todavia, por força, talvez da globalização, é comum confundir-se a sua utilização. Sem entrar na questão linguística da sintaxe, vamos tentar esclarecer. Ouvimos, infelizmente, com

alguma frequência, alguém dizer a uma pessoa conhecida: «eu vi-lhe hoje no Funchal» / «eu lhe vi hoje no Funchal». Em Portugal, estas afirmações estão erradas. Porquê? Vamos a um exemplo: «Eu vi o José no Funchal» / «Eu disse ao João que vi o José no Funchal». Substituamos as partes sublinhadas: «Eu vi-o (o José) no Funchal» / «Eu disse-lhe (ao João) que vi o José no Funchal». Na primeira frase, entre quem diz e o que diz não existe nenhuma ocorrência; mas na segunda frase, entre quem diz e o que diz já existe o João. Portanto, e de uma forma básica, sem recurso a justificações científico-linguísticas, sempre que usarmos o «-lhe», estamos a considerar um intermediário quando me dirijo diretamente a alguém, não posso utilizar o «-lhe» para substituir o seu nome. Para tornar este espaço mais profícuo aos leitores deste DN, fica o e-mail para onde pode ser enviada qualquer questão sobre o nossa Língua, escrita ou falada:

João Luís Freire