Вы находитесь на странице: 1из 15
REAÇÃO AUTOCATALÍTICA - Série – Laudos de Perícia Judicial Ambiental – 07/07 13 DE MARÇO

REAÇÃO AUTOCATALÍTICA

- Série – Laudos de Perícia Judicial Ambiental – 07/07

- Série – Laudos de Perícia Judicial Ambiental – 07/07 13 DE MARÇO DE 2015 UNIVERSIDADE

13 DE MARÇO DE 2015

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ MAUI/DEQ/ST/UFPR/PR/BR

Dr. Georges Kaskantzis Neto -----

1
1

Dr. Georges Kaskantzis Neto -----

INTRODUÇÃO

Neste artigo apresentam-se os fenômenos que se desenvolveram em uma solução multicomponente que provocou a morte de um receptor. A solu- ção perigosa continha álcool etílico, água, ácido acrílico, -1-amino-1-me- til- 2- propanol, e benzoato de denatônio. Nesta solução havia um ácido fraco, uma base fraca, e compostos polares álcool e água. O composto que foi investigado foi a ácido acrílico devido as peculiaridades que apre- senta, notadamente as reações ionização e polimerização, nas quais ele participa e governa.

As propriedades da solução avaliada foram determinadas com regras de mistura simples, tendo sido adotadas as funções de temperatura da ental- pia de evaporação; da capacidade térmica específica; das entalpias das reações, e demais propriedades físicas, tais como: densidade, viscosidade, condutividades térmica e mássica. As funções se encontram no Anexo.

Para analisar o efeito da massa da solução na severidade das consequên- cias sobre o receptor, definiram-se quatro bases de cálculo, as quais tam- bém encontram-se descritas no Anexo desse artigo. O benzoato de dena- tônio foi desconsiderado, isto é, eliminado da solução em razão da ordem de grandeza da sua massa em relação a referência adotada. Na TABELA 1, pode-se observar a composição da solução da 1ª base de cálculo.

TABELA 1. Composição teórica da solução da primeira base de cálculo.

C2H6O

5.748E-02

2.6480E+00

6.158E-01

3.880E-01

H2O

9.031E-02

1.6270E+00

3.784E-01

6.097E-01

C3H4O2

2.879E-04

2.0748E-02

4.825E-03

1.944E-03

C4H11NO

4.824E-05

4.3000E-03

1.000E-03

3.257E-04

O2

1.238E-07

3.9605E-06

9.210E-07

8.355E-07

N2

2.184E-07

6.1196E-06

1.423E-06

1.475E-06

Total

1.481E-01

4.30005808

1.00E+00

1.00E+00

[Autor]

Composto B1

Moles (kmols)

M (kg)

W

Z

2

Dr. Georges Kaskantzis Neto -----

FENÔMENOS INVESTIGADOS

Os fenômenos que supostamente se desenvolveram no cenário hipotético acidental antes da explosão foram as reações da fase condensada, o aquecimento e evaporação da solução. Simultaneamente, ocorre o equi- líbrio termodinâmico que define a composição das fases líquido-vapor. Su- mariamente, adotou-se a hipótese de que os fenômenos estavam enca- deados, uns com os outros.

É importante notar, que todos os eventos foram supostos simultâneos, e ocorrendo por meio de etapas sucessivas de equilibrio termodinâmico quí- mico e de fases. Justificou-se a hipótese adotada com base no resultado do cálculo do tempo de aquecimento da solução.

Os resultados do estudo indicaram que o ácido acrílico dissolvido na solu- ção pode produzir energia necessária para sustentar os eventos descritos neste trabalho.

Os eventos considerados neste estudo foram: a autocatálise; auto aque- cimento da solução; evaporação; expansão do volume do sistema; pres- surização do sistema; equilíbrio líquido-vapor; formação de vapores infla- máveis e explosivos, disparo de reações incompatíveis com aumento da temperatura que provocou a explosão do recipiente (sistema termodinâ- mico).

Na FIGURA 1, pode-se observar o recipiente que foi elaborado para anali- sar os fenômenos de interesse. Na TABELA 1 encontram-se apresentadas as características do recipiente definido como sistema neste estudo.

O recipiente modelo pode conter 4,3kg de solução cuja densidade varia com a temperatura. Nas condições adotadas como referência, cujos va- lores são 20º C e 1atm, para a primeira base cálculo havia no recipiente a solução como a solução cujas características estão descritas na TABELA 2.

A massa da solução adotadas como base de cálculo foram: Base 1 – 4.3kg de solução. Base 2 – 3,225kg (3/4 da máxima); Base 3 – ½ da base1; Base 4 – ¼ da base 1.

3

Dr. Georges Kaskantzis Neto -----

Dr. Georges Kaskantzis Neto ----- 4 FIGURA 1. Recipiente modelo adotado para analisar os fenômenos de

4

FIGURA 1. Recipiente modelo adotado para analisar os fenômenos de interesse neste estudo.

TABELA 1. Dimensões do recipiente definido como sistema termodinâmico para o estudo da explosão.

Elementos

Dimensões

Altura total (m)

0,533

Altura do cilindro reto (m)

0,367

Altura do troco de cone (m)

0,166

Diâmetro da base (m)

0,126

Diâmetro do orifício superior (m)

0,034

Espessura da parede (m)

0,002

Massa do recipiente (kg)

0,150

Material de fabricação

PAD *

Volume do recipiente (m3)

0,0055

Área lateral (m2)

0,1886

*PAD – Polietileno de alta densidade [Autor].

Dr. Georges Kaskantzis Neto -----

TABELA 2. Propriedades da solução do produto comercial analisada.

Propriedade (325,5K)

Álcool etílico

Ácido acrílico

AMP*

Mw (kg kmol -1 )

46,069

72,063

89,14

Cpl (J kmol -1 K -1 )

7,6691E+04

1,5516E+05

2,066E+05

Cpg (J kmo -1 K -1 )

6,9469E+04

8,3001E+04

1,2622E+05

Kl (W m -1 K -1 )

0,1621

0,1509

0,1645

Kg (W m -1 K -1 )

0,0178

0,0136

0,0132

µl (Pa s)

6,6714E-04

6,995E-04

0,0025

µg (Pa s)

9.6846E-06

8,8046E-06

7,4174E-06

Pvap (Pa)

3,2244E+04

2,3110E+03

392,4909

σ (N m -1 )

0,0753

0,0257

0,0310

Hv (J kmol -1 )

4,0799E+07

2,7697E+07

5,4880E+07

Tb (K)

351,8

414,15

404,15

Tc (K)

513,92

654,15

571,82

Pc (Pa)

6,148E+06

5,6641E+06

4,14E+06

Vc (m 3 kmol -1 )

0,167

0,2107

0,3310

Zc (-)

0,2400

0,2300

0,2610

Hc (J kmol -1 )

-1,235E+09

-1,280E+09

-2,650E+09

Hf° (J kmol -1 )

-2,3490E+08

-3,371E+08

-2,020E+08

Gf° (J kmol -1 )

-1.6785E+08

-2,861E+08

-3,640E+07

S°(J kmol -1 K -1 )

280640

315000

384000

[Autor]

É relevante citar a respeito da escala de tempo adotada para os eventos. Basicamente, os eventos foram divididos em duas categorias. O evento que ocorreram antes da explosão e aqueles que ocorrem durante e após a explosão. Os eventos que se desenvolveram antes da explosão foram as reações de ionização, polimerização e neutralização do ácido acrílico na forma de monômero e de polímero. As mudanças das energias destas re- ações foram suficientes para suprir o aquecimento e a evaporação da so- lução.

AS REAÇÕES DA FASE CONDENSADA

Como sabido, as reações que, supostamente aconteceram na fase con- densada foram a ionização, a polimerização e a neutralização do ácido acrílico. As equações químicas das reações de ionização e polimerização do ácido acrílico em meio aquoso foram definidas como:

2 = − ↔ 2 = + + 2 = + 2 = − ↔ 2

= − − 2 − −

+

2 = − − 2 í) (1).

5

Dr. Georges Kaskantzis Neto -----

A ionização do ácido acrílico contemplou a auto ionização da água, isto

é, o efeito do íon comum que aumentou a concentração dos íons hidro-

xila, provocando o deslocamento momentâneo do equilíbrio químico das rea- ções direta e indireta do sistema reativo.

A energia da reação de ionização era da ordem de Hi 1404 kJ mol -1 e, as ener-

gias das reações de polimerização, Hp, e de neutralização, Hn, eram 77,5 e 58,5 kJ mol-1, respectivamente. [REF]. A constante da reação de ionização do ácido acrílico a 20º C e 1 bar era Ka=5,1x10 -5 .

A equação matemática que define a constante da reação está indicada

na eq. (3). A equação química simplificada de ionização do ácido acrílico

pode ser definida como,

[HA] [H + ][A ]

(2)

A constante de equilíbrio químico da reação de ionização é igual a razão

das velocidades das reações direta e indireta, podendo ser escrita como,

K a = [H + ][A ] [HA]

(3)

6

Os valores das concentrações das espécies foram relacionados ao grau de avanço da reação de ionização, cuja definição é

dξ = d[H + ]

ν

[H+]

d[A ]

= d[HA]

ν [HA]

ν

[A−]

=

(4)

Inspecionado (4), verifica-se que as concentrações de equilíbrio a reação de ionização são iguais àquela fração de moles do ácido convertida, isto

é, ionizada. Na primeira base de cálculo, a massa de ácido acrílico dissol-

vido na solução era 0,0205 kg, correspondente a 2,879 x 10 -4 kmols.

Substituindo os valores da concentração inicial do ácido, e da constante de equilíbrio da reação, obteve-se,

5,05 × 10 5 =

[2,879 × 10 −4 ] 2

[2,879 × 10 4 2,879 × 10 4 ]

Dr. Georges Kaskantzis Neto -----

Isolando ‘ξ’ na equação, obtém-se uma equação do 2º grau cujas raízes representam o grau de avanço, ‘ξ’, da reação de dissociação do ácido.

8,289 × 10 8 2 + 1,4539 10 8 ∙ − 1,4539 10 8 = 0

A raiz de interesse desta equação foi ξ=0,3519, significando que 35,19% do ácido acrílico foi ionizado e, portanto foram o número de moles ionizados de ácido foi da ordem de 0,1013.

 

BALANÇO DE ENERGIA

 

O balanço de energia simplificado do sistema termodinâmico, reci-

piente, se encontra-se descrito nesta seção do texto. O escopo da

atividade foi avaliar o comportamento dinâmico do sistema antes

de acontecer a explosão, visando a estimativa da energia disponí-

vel para a explosão.

 

Basicamente, no balanço de energia foram considerados os termos,

a saber: o calor sensível de aquecimento da solução, a energia da

evaporação dos voláteis, e as mudanças das energias das reações

de ionização, neutralização e polimerização que se desenvolveram

progressivamente, de modo lento, no interior do recipiente. Além

dos citados termos adotou –se a hipóteses do sistema adiabático.

Posto acima, o balaço de energia elaborado neste estudo conside-

rou que a energias produzidas pelas reações incompatíveis foram

transferidas para a solução que ao se aquecer transferiu os voláteis

da solução para a fase vapor.

dQ

 
 

̇

̇

̇

̇

̇

=

Q i Q p Q n + Q a

+ Q e

(23)

dt

Sendo: Qi – a energia liberada pela reação de ionização (J); Qp - a energia libe- rada pela reação de polimerização (J); Qn – a energia liberada pela reação de neutralização (J); Qa – a energia transferida para o aquecimento da solução (J); Qe – a energia transferida para a evaporação da solução.

7

Dr. Georges Kaskantzis Neto -----

Os termos relativos a liberação de energia, podem ser escritos em função

da mudança das entalpias das reações que avançaram no interior do re-

cipiente, na forma, a saber:

̇

Q

i

̇

= −∆H ioniz × N

̇

p = −∆H polim × N

n = −∆H neutr × N

̇

3,ioniz × 2 = H ioniz × N 3 ξ

̇

3,ioniz × 2 = H polm × N 3 ξ

̇

̇

3,ioniz × 2 = H neutr × N 3 ξ

× 2

×

×

̇

Q

̇

Q

(24)

2

(25)

2 (26)

Sendo: H – a entalpia da reação (J kmol -1 ); N3, ioniz – o número de mols ionizados do ácido; N3 – número de moles iniciais do ácido; ξ- o grau de avanço de cada uma das reações (dedonder).

Os termos do balanço relativos ao aquecimento e evaporação foram de-

finidos com base no calor sensível e latente da solução. As expressões dos

citados se encontram indicadas pelas equações seguintes:

Q a = C

̇

v

× ṁ solução × (T i T o )

̇

Q

e = h fg × ṁ solução

(28)

(27)

8

Sendo: Cv – o calor específico da solução determinado a volume cons- tante (J kmol -1 K -1 ); hfg – a entalpia de evaporação da solução (J kmol -1 ); Ti – a temperatura da solução no instante do tempo ‘i’ (K); To – a tempera- tura inicial (K); m o fluxo de massa (kg h -1 ).

Tendo sido definidas as equações constitutivas do modelo, as quais

para esta etapa do trabalho são suficientes o necessário, tendo sido,

posteriormente empregada a equação geral da conservação da

energia para analisar os cenários hipotéticos da explosão.

TABELA 5 Energias envolvidas na explosão do recipiente de PEAD.

Compostos

M (kg)

Cp (kJ/kg K)

Tb (K)

T (K)

Qaq (kJ)

Álcool

2.65E+00

2.30

351.35

51.35

312.742

Agua

1.63E+00

1.06

373.15

73.15

126.156

Acido

2.07E-02

2.09

417.15

117.15

5.080

Base

4.30E-03

3.81

338.15

38.15

0.625

Dr. Georges Kaskantzis Neto -----

Tendo produzido a energia necessária e suficiente para causar, inicial- mente, o aumento da temperatura da solução e a evaporação dos componentes da composição da solução.

120.0% X1 k2(1/dia) 3.5E-04 3.0E-04 100.0% 2.5E-04 80.0% 2.0E-04 60.0% 1.5E-04 40.0% 1.0E-04 20.0% 5.0E-05
120.0%
X1
k2(1/dia)
3.5E-04
3.0E-04
100.0%
2.5E-04
80.0%
2.0E-04
60.0%
1.5E-04
40.0%
1.0E-04
20.0%
5.0E-05
0.0%
0.0E+00
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
20
22
TÍTULO DO EIXO
TÍTULO DO EIXO
CONSTANTE DE VELOCIDADE K (DIA-1)

9

FIGURA 2. Perfis da taxa e da conversão do ácido acrílico em função do tempo.

Observando o gráfico ilustrado na Figura 2, pode-se notar que o tempo de conversão do ácido acrílico que supostamente presente na solução do produto comercial era, cerca de, de 20 dias. Na próxima figura se pode observar a evolução das pressões parciais do álcool etílico e da água em função do tempo de aquecimento e evaporação da solução comercial.

No citado gráfico notou-se que a medida que a pressão parcial do etanol aumentou a pressão do acid acrílico diminuiu, vez que se encontrava, pra- ticamente todo dissociado. Os resultados indicaram que a energia libe- rada na fase condensada em razão das reações que avançaram aumen- tou a temperatura do sistema de 300 até 332,62 K, e, por consequência, a pressão do recipiente, desde 1,01 bar até 1,45 bar de pressão absoluta. O perfil da FIGURA 1 foi estimado com um balanço de energia simplificado que foi definido em função da entalpia da reação de ionização. A relação matemática utilizada no cálculo está indicada na equação (5).

Dr. Georges Kaskantzis Neto -----

T = (−∆H ioz )

Cv

l,m

N3 ioz

NT

(5)

Sendo: T – incremento médio da temperatura (K); Hioz – entalpia da reação de ionização (J kmol -1 ); Cvlm – capacidade calorifica determinada a volume constante (J kmol -1 ); NT – número de moles da solução (kmol); N3ioz – moles do ácido acrílico ionizados (kmol).

P1 (kPa) P3 (kPa) 30.00 1.0E-03 9.0E-04 25.00 8.0E-04 7.0E-04 20.00 6.0E-04 15.00 5.0E-04 4.0E-04

P1 (kPa)

P1 (kPa) P3 (kPa) 30.00 1.0E-03 9.0E-04 25.00 8.0E-04 7.0E-04 20.00 6.0E-04 15.00 5.0E-04 4.0E-04 10.00

P3 (kPa)

30.00 1.0E-03 9.0E-04 25.00 8.0E-04 7.0E-04 20.00 6.0E-04 15.00 5.0E-04 4.0E-04 10.00 3.0E-04 2.0E-04 5.00
30.00
1.0E-03
9.0E-04
25.00
8.0E-04
7.0E-04
20.00
6.0E-04
15.00
5.0E-04
4.0E-04
10.00
3.0E-04
2.0E-04
5.00
1.0E-04
0.00
0.0E+00
0
5
10
15
20
25
Conversão (%)
Título do Eixo

dia

10

FIGURA 3. Comportamentos da pressão parcial do álcool e do ácido da solução.

Pt (Pa) T(K) 1.60E+05 335.0 1.40E+05 330.0 1.20E+05 325.0 1.00E+05 320.0 8.00E+04 315.0 6.00E+04 310.0
Pt (Pa)
T(K)
1.60E+05
335.0
1.40E+05
330.0
1.20E+05
325.0
1.00E+05
320.0
8.00E+04
315.0
6.00E+04
310.0
4.00E+04
305.0
2.00E+04
300.0
0.00E+00
295.0
0
5
10
15
20
25
DIA
0
5
10
15
20
25
(PRESÃO ABSOLUTA PA)
TEMPERATURA (K)

FIGURA 4. Comportamento das condições de temperatura de pressão no interior do recipiente em função do período de tempo no qual, supostamente ocorreram os citados fenômenos.

TABELA 1. Perfis de aquecimento e evaporação dos constituintes da solução em função do tempo de estoque.

Dia

To (K)

K (d -1 )

N3 ioz (mols)

T (K)

P1 (kPa)

P2 (kPa)

P3 (kPa)

Pv4 (kPa)

Pvol (kPa)

Pine (Pa)

Pt (Pa)

Ms (kg)

Vs (L)

Vlivre (L)

NV (mols)

1

300.000

8.36E-06

7.74E-03

0.10

4.24E+00

1.93E+00

9.46E-04

1.63E-04

6.17E+03

9.52E+04

1.01E+05

---

----

---

---

2

300.096

8.46E-06

1.54E-02

0.19

4.29E+00

1.95E+00

9.33E-04

1.65E-04

6.23E+03

9.52E+04

1.01E+05

3915.01

4.63

0.93

0.30

3

300.288

8.67E-06

2.34E-02

0.29

4.36E+00

1.98E+00

9.24E-04

1.69E-04

6.34E+03

9.53E+04

1.02E+05

3906.29

4.62

0.94

0.60

4

300.577

8.98E-06

3.17E-02

0.39

4.46E+00

2.03E+00

9.20E-04

1.74E-04

6.49E+03

9.54E+04

1.02E+05

3897.34

4.61

0.95

0.91

5

300.971

9.43E-06

4.09E-02

0.51

4.59E+00

2.09E+00

9.19E-04

1.81E-04

6.68E+03

9.56E+04

1.02E+05

3887.86

4.60

0.96

1.24

6

301.477

1.00E-05

5.10E-02

0.63

4.76E+00

2.16E+00

9.20E-04

1.89E-04

6.92E+03

9.58E+04

1.03E+05

3877.55

4.59

0.97

1.59

7

302.110

1.09E-05

6.26E-02

0.78

4.97E+00

2.26E+00

9.23E-04

2.01E-04

7.23E+03

9.60E+04

1.03E+05

3866.06

4.58

0.98

1.99

8

302.886

1.19E-05

7.61E-02

0.94

5.25E+00

2.38E+00

9.26E-04

2.15E-04

7.63E+03

9.63E+04

1.04E+05

3852.94

4.56

1.00

2.44

9

303.830

1.34E-05

9.22E-02

1.14

5.59E+00

2.54E+00

9.24E-04

2.34E-04

8.13E+03

9.67E+04

1.05E+05

3837.64

4.54

1.02

2.97

10

304.973

1.54E-05

1.11E-01

1.38

6.04E+00

2.74E+00

9.14E-04

2.58E-04

8.78E+03

9.71E+04

1.06E+05

3819.49

4.52

1.04

3.59

11

306.356

1.82E-05

1.35E-01

1.67

6.62E+00

3.00E+00

8.85E-04

2.91E-04

9.62E+03

9.77E+04

1.07E+05

3797.65

4.49

1.06

4.34

12

308.028

2.21E-05

1.63E-01

2.02

7.38E+00

3.35E+00

8.23E-04

3.35E-04

1.07E+04

9.83E+04

1.09E+05

3771.22

4.46

1.09

5.26

13

310.047

2.81E-05

1.95E-01

2.42

8.39E+00

3.81E+00

7.10E-04

3.95E-04

1.22E+04

9.91E+04

1.11E+05

3739.53

4.43

1.13

6.35

14

312.468

3.71E-05

2.29E-01

2.85

9.73E+00

4.42E+00

5.30E-04

4.78E-04

1.41E+04

1.00E+05

1.14E+05

3702.90

4.38

1.17

7.61

15

315.314

5.13E-05

2.59E-01

3.22

1.15E+01

5.20E+00

3.05E-04

5.90E-04

1.67E+04

1.01E+05

1.18E+05

3664.20

4.34

1.22

8.94

16

318.531

7.35E-05

2.78E-01

3.45

1.36E+01

6.18E+00

1.13E-04

7.34E-04

1.98E+04

1.02E+05

1.22E+05

3630.23

4.30

1.26

10.11

17

321.982

1.07E-04

2.85E-01

3.54

1.61E+01

7.33E+00

2.11E-05

9.12E-04

2.34E+04

1.03E+05

1.27E+05

3608.93

4.27

1.28

10.85

18

325.519

1.56E-04

2.86E-01

3.55

1.90E+01

8.68E+00

1.47E-06

1.13E-03

2.77E+04

1.04E+05

1.32E+05

3601.16

4.26

1.29

11.11

19

329.069

2.27E-04

2.86E-01

3.55

2.24E+01

1.02E+01

2.58E-08

1.39E-03

3.26E+04

1.05E+05

1.38E+05

3599.85

4.26

1.29

11.16

20

332.621

3.26E-04

2.86E-01

3.55

2.62E+01

1.20E+01

6.27E-11

1.69E-03

3.82E+04

1.07E+05

1.45E+05

3599.77

4.26

1.29

11.16

K (1/d) – constante de velocidade da dimerização; N3ioz – mols ionizados; T - elevação diária da temperatura do sistema; Pvi – pressões parciais dos componentes voláteis da solução; Pvol – pressão dos voláteis; Pine – pressão parcial dos incondensáveis; Pt – pressão total; Ms – massa de produto remanescente; NV – mols de produto evaporado; Vs – volume da solução; Vlivre – volume de gás e voláteis.

Os resultados obtidos indicaram também a quantidade de solutos evapo- rados foi pequena, da ordem, 0,7kg de solução, correspondente a, cerca de, 11 moles de produto. Na FIGURA 4 apresentam-se os perfis de evolução da temperatura e da pressão do recipiente em função do tempo de aque- cimento e evaporação dos voláteis da solução.

 

DIFERENCIAL DA TAXA DE IONIZACÃO

   
 

0.009000

0.008000

0.008000

0.007000

 

ionizado (kmols)

0.006000

0.005000

0.004000

0.003000

0.002000

 

0.001000

0.000000

 

0

5

10

15

20

 

dias

FIGURA 5. Perfil do número de moles de ácido acrílico dissociados na solução.

Observando a FIGURA 5 verificou-se de que a variação do número de moles do ácido ionizado revelou um comportamento peculiar apresentando dois pontos de mínimo. Isso indica, provavelmente a mudança do estado físico do polímero gel. No mosaico de fotografias microscópicas do ácido acrílico podem ser observados os dois estados do ácido acrílico em função do tempo e do potencial hidrogeniô- nico da solução do ácido acrílico no estado gel.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Com base nos resultados apresentados no artigo foi verificada a hipótese de que

a

energia, supostamente produzida pelas reações de dissociação, polimerização

e

neutralização do ácido acrílico, monômero e polímero foram suficientes, mais

do que o necessário para aquecer e evaporar uma parcela da solução do álcool gel comercial. O estudo detalhado do equilíbrio dos principais componentes que

formavam a solução investigada se encontra apresentado no próximo artigo da série – Laudos de Perícia Judicial Ambiental.

Dr. Georges Kaskantzis Neto -----

Dr. Georges Kaskantzis Neto ----- 1 FIGURA 6. Mosaico de fotografias de microscópio eletrônico ilustrando o
1
1

FIGURA 6. Mosaico de fotografias de microscópio eletrônico ilustrando o aspecto do estado físico do ácido acrílico gel. [FONTE]

REFERÊNCIAS

Dr. Georges Kaskantzis Neto -----

2