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Geografia
Geografia

Noções de Cartografia Orientação

3

Coordenadas Geográficas

4

 

Fusos

Horários

6

Fusos Horários do Brasil

7

As Estações do Ano

8

Representação Cartográfica

9

Escala

12

A

Representação dos Aspectos Físicos

e

Humanos nos Mapas

13

Documentação Cartográfica

15

O Ambiente Físico Coluna Geológica

17

A

Estrutura da Terra

18

Deriva Continental e Tectônica das Placas

19

Agentes Formadores do Relevo

21

Forças ou Agentes Modeladores do Relevo

24

As Unidades Estruturais do Globo

26

As Formas de Relevo

27

O

Relevo Brasileiro

27

Solos

30

Clima - Elementos e Fatores

31

A

Pressão Atmosférica

33

O

Ciclo Hidrológico

34

Massas de Ar

35

Classificação Climática Geral

36

Climas do Brasil

39

Domínios Morfoclimáticos do Brasil

Vegetação Vegetação do Brasil

Hidrografia - Oceanos Correntes Marítimas

A Poluição dos Oceanos

Elementos da Rede Hidrográfica

Os Rios Brasileiros

42

42

45

48

50

51

52

53

Oceanos Elementos da Rede Hidrográfica Os Rios Brasileiros 42 42 45 48 50 51 52 53
Oceanos Elementos da Rede Hidrográfica Os Rios Brasileiros 42 42 45 48 50 51 52 53
 
 

NÍVIA BORBA / SÍLVIO VIÉGAS

NÍVIA BORBA / SÍLVIO VIÉGAS
  NÍVIA BORBA / SÍLVIO VIÉGAS
  NÍVIA BORBA / SÍLVIO VIÉGAS

Anotações

Tecnologia ITAPECURSOS NOÇÕES DE CARTOGRAFIA
Tecnologia
ITAPECURSOS
NOÇÕES DE CARTOGRAFIA

ORIENTAÇÃO E COORDENADAS GEOGRÁFICAS

ORIENTAÇÃO

A localização na vida

O conceito mais apropriado de orientação é direção,

rumo, cada uma das orientações que são marcadas pela Rosa-dos-Ventos.

O homem, para se deslocar sobre a superfície da

Terra, tomou por base o nascer e o pôr do sol, criando

os

pontos de orientação.

O

conceito de orientação está associado à

determinação da posição do elemento no espaço geográfico e sua relação com os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais. Veja o desenho da Rosa- dos-Ventos, também chamada Rosa-dos-Rumos.

A Rosa-dos-Ventos

A rosa-dos-ventos é a representação gráfica dos

principais pontos de orientação. É assim chamada por indicar as diversas direções que o vento pode tomar.

por indicar as diversas direções que o vento pode tomar. CARDEAIS NORTE = N SUL =

CARDEAIS

NORTE

= N

SUL

= S

LESTE

= E

OESTE

= W

COLATERAIS NOROESTE = NW NORDESTE = NE SUDOESTE = SW SUDESTE = SE

Rotação da Terra

= NE SUDOESTE = SW SUDESTE = SE Rotação da Terra sentido oeste para leste Movimento

sentido oeste para leste

Movimento aparente do Sol

da Terra sentido oeste para leste Movimento aparente do Sol leste para oeste Veja agora os

leste para oeste

Veja agora os desenhos:

E E W W
E
E
W
W

Sol

Rotação da Terra

Movimento aparente do Sol

Devido à influência que o Sol exerce sobre a Terra, o homem passou a observar a sua aparente marcha pelo espaço, fixando a atenção na direção em que ele aparecia diariamente no horizonte. A partir de suas observações, este ponto ficou conhecido como leste, e o ponto em que ele se põe, como oeste. Estendendo a mão direita para o leste e a esquerda para o oeste, encontramos mais dois pontos de orien- tação: o norte, à nossa frente, e o sul, às nossas costas.

Outros meios de orientação

SUBCOLATERAIS

Nor-nordeste

=

NNE

Nor-noroeste

=

NNW

Su-sudeste

=

SSE

Su-sudoeste

=

SSW

Es-nordeste

=

ENE

Es-sudeste

=

ESE

Oes-sudoeste

=

WSW

Oes-noroeste

=

WNW

Outros nomes dos pontos cardeais

NORTE

Setentrional e boreal

SUL

Meridional e austral

LESTE

Oriental e nascente

OESTE

Ocidental e poente

Cardeal em latim significa principal.

O estudo da Rosa-dos-Ventos, relacionado dentro do mapa, tem sentido estático. Veja agora a localização no espaço vivido pelo homem.

Até o século XIII, utilizava-se a orientação astronômica simples, através da localização e posição dos astros, como o Sol, as estrelas, as constelações e a Lua. Não podemos esquecer:

1º) A Terra tem um eixo inclinado de 23° e 27’. 2º) As estações do ano significam diferentes posições dos hemisférios.

Estes dois fatos dificultam a localização pelas estrelas, astros ou constelações.

Orientação pelo Sol

Orientação pelo Sol
Geografia - M1 33333
Geografia - M1
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fatos dificultam a localização pelas estrelas, astros ou constelações. Orientação pelo Sol Geografia - M1 33333
fatos dificultam a localização pelas estrelas, astros ou constelações. Orientação pelo Sol Geografia - M1 33333
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A orientação pelas estrelas é distinta nos dois

hemisférios. Assim como o Sol durante o dia, elas parecem deslocar-se de leste para oeste. No

hemisfério norte, apenas a ESTRELA POLAR parece

estar fixa, pois encontra-se quase diretamente acima

do

pólo norte. Portanto, para se determinar a direção

do

pólo norte, basta traçar uma linha imaginária per-

pendicular da Estrela Polar à Terra. No hemisfério sul não existe qualquer estrela que indique a posição do pólo sul. A orientação do CRUZEIRO DO SUL, devido à sua forma peculiar, é utilizada para a orien- tação e indicação do pólo sul. Para determinar a direção do pólo sul, basta prolongar quatro vezes o braço maior da cruz e, então, traçar uma linha imagi- nária, perpendicular à linha do horizonte, até a Terra.

A bússola

Cruzeiro do Sul ESTRELA POLAR MAGALHÃES Pólo Norte Pólo Sul Pólo Sul
Cruzeiro do Sul
ESTRELA
POLAR
MAGALHÃES
Pólo
Norte
Pólo Sul
Pólo Sul

Do século XIII ao século XV, acontece a invenção e o predomínio da BÚSSOLA, um prático e eficiente instrumento de orientação inventado pelos chineses, que permite traçar o rumo em qualquer momento de uma viagem. Constitui-se de uma agulha imantada que gira sobre um eixo vertical, em um fundo constituído de um mostrador, como a Rosa-dos-Ventos, com 360° de circunferência (BÚSSOLAS MODERNAS). A agulha imantada da bússola não aponta o norte geográfico, mas sim o pólo magnético da Terra. É necessário, então, fazer uma correção na direção apontada pela bússola, denominada declinação magnética, que é o ângulo formado pela distância entre o pólo Norte da Terra e o pólo magnético, indicado pela agulha da bússola.

Veja nos desenhos os pólos magnéticos e os pólos geográficos.

Pólo Magnético Pólo Geográfico Pólo Geográfico Pólo Magnético COORDENADAS GEOGRÁFICAS Círculo Polar Ártico
Pólo Magnético
Pólo Geográfico
Pólo Geográfico
Pólo Magnético
COORDENADAS GEOGRÁFICAS
Círculo Polar Ártico
Trópico de Câncer
Equador
Trópico de Capricórnio
Círculo Polar Antártico

Utilizando os paralelos e os meridianos podemos, por meio da latitude e da longitude, determinar a posição exata de um ponto qualquer na Terra. Paralelos

Paralelos são círculos imaginários que atravessam a Terra, paralelamente ao equador, nos dois hemisférios. Diminuem de tamanho à medida que se afastam do equador, até se transformarem em um ponto nos pólos, a 90º. Entre os paralelos existem dois círculos mais importantes em cada hemisfério, que são:

Hemisfério Norte: Trópico de Câncer, a aproximadamente 23º27’ do equador; e o Círculo Polar Ártico, distante aproximadamente 66º30’ do equador. Hemisfério Sul: Trópico de Capricórnio e Círculo Polar Antártico, ambos apresentando a mesma distância aproximada do equador que os seus correspondentes do hemisfério norte.

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Latitude

É a distância em graus de qualquer ponto da superfície

terrestre em relação ao equador. Pode ser definida como

o ângulo que a vertical desse lugar forma com o plano do Equador.

A latitude pode ser norte ou sul e variar de 0° a 90°. Cada

grau divide-se em 60 minutos e cada minuto em 60

segundos.

Meridianos

Meridianos são semicircunferências imaginárias traçadas

na Terra de pólo a pólo, possuindo a mesma extensão,

sendo 180° a leste e 180° a oeste de Greenwich.

Longitude

É a distância em graus entre um ponto da superfície terrestre e o Meridiano Inicial, ou de Greenwich.

A longitude pode ser ocidental ou oriental, variando de 0°

a 180° em cada um.

Através dos paralelos e dos meridianos determinam-se LATITUDE e LONGITUDE e, conseqüentemente, a posição

exata de um ponto qualquer da superfície terrestre. A latitude

e a longitude constituem as COORDENADAS GEOGRÁFICAS.

O Brasil e as Coordenadas Geográficas

Posição do Brasil no Planisfério

PN PS
PN
PS
Geográficas Posição do Brasil no Planisfério PN PS OCEANO GLACIAL ÁRTICO CÍRCULO POLAR ÁRTICO EUROPA
OCEANO GLACIAL ÁRTICO CÍRCULO POLAR ÁRTICO EUROPA AMÉRICA ÁSIA DO NORTE OCEANO TRÓPICO DE PACÍFICO
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
CÍRCULO POLAR ÁRTICO
EUROPA
AMÉRICA
ÁSIA
DO NORTE
OCEANO
TRÓPICO DE
PACÍFICO
CÂNCER
AMÉRICA
CENTRAL
ÁFRICA
EQUADOR
OCEANO
OCEANO
PACÍFICO
ATLÂNTICO
BRASIL
OCEANO
ÍNDICO
AMÉRICA
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
OCEANIA
DO SUL
CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO
Escala
ANTÁRTIDA
0
3067 6134 9201
km
MERIDIANO DE GREENWICH

Posição

Geográfica do

Brasil

Sa. De Contamana 73°59’32” Long W

 Sa. Do Caburaí    5°16’19” Lat N Equador    
Sa. Do Caburaí
5°16’19” Lat N
Equador
 
Cabo Branco
(Ponta do Seixas)
34°45’54” Long W
 
Trópico
de
Capricórnio
Arroio Chuí
33°45’09” Lat S

Aproximadamente, a loca-

lização das coordenadas

brasileiras é entre os paralelos

5°N e 33°S entre os meridianos

34°W a 73°W, sendo atraves- sado pelo Equador, que corta

a cidade de Macapá e pelo

Trópico de Capricórnio, que

corta a cidade de São Paulo.

corta a cidade de Macapá e pelo Trópico de Capricórnio, que corta a cidade de São

Geografia - M1

55555

corta a cidade de Macapá e pelo Trópico de Capricórnio, que corta a cidade de São
Tecnologia ITAPECURSOS FUSOS HORÁRIOS
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FUSOS HORÁRIOS

Existem diversas maneiras de se medir o tempo:

tempo solar verdadeiro, tempo solar médio, tempo civil ou pelos fusos horários.

A velocidade das comunicações acabou impondo a

necessidade de unificação da hora em todo o mundo. Foram criados, então, os sistemas de fusos horários, propostos em 1884, na Conferência de Washington. O conceito de tempo civil (ou hora civil) passou a ser utilizado desde 1º de janeiro de 1925, a partir de sua adoção pelos astrônomos. A duração do

tempo civil é de 24 horas, e a contagem é feita de 0

a 24 horas.

A rotação da Terra é feita de oeste para leste, enquanto a direção do movimento aparente do Sol

é de leste para oeste. Para realizar o movimento de

rotação, isto é, para dar uma volta em torno da circunferência equatorial, gastam-se 24 horas. Dessa

maneira, temos: 360° = circunferência da Terra 360° 24 horas = duração de um dia
maneira, temos:
360° = circunferência da Terra 360°
24 horas = duração de um dia
24h
15°

Ao dividirmos a circunferência da Terra por uma rotação, encontraremos 15°. Cada intervalo de 15°, nos meridianos, será equivalente a 1 hora, sendo chamado de fuso horário. Todos os lugares situados no interior do mesmo fuso horário possuem a mesma hora: é a chamada hora legal, diferente da hora verdadeira (ou local), determinada pelo movimento aparente do Sol.

Para calcular a hora, convencionou-se que o fuso horário inicial, isto é, o fuso a partir do qual

a hora começaria a ser contada, seria o fuso

que passa por Greenwich. A hora determinada por este fuso horário recebeu o nome de hora GMT.

O fuso horário de Greenwich é formado pela

soma de 7,5° a leste e 7,5° a oeste de 0° (Meridiano Inicial, ou de Greenwich).

Para resolver problemas comuns relacionados aos fusos horários, lembre-se de que:

1 - Quando as duas localizações se encontrarem em hemisférios diferentes (oeste para leste ou vice-versa), deve-se somar as longitudes e dividir o resultado por 15°. Veja o exemplo:

Localidade x = 30° longitude Leste 30° 135° 15° + 105° 9 horas Localidade y
Localidade x =
30° longitude Leste
30°
135°
15°
+ 105°
9 horas
Localidade y = 105° longitude Oeste
135°
(15° = 1 hora)
A diferença entre x e y será de 9 horas.

2 - Quando as duas localizações se encontrarem num mesmo hemisfério (leste para leste ou oeste para oeste), deve-se subtrair as longitudes e dividir o resultado por 15°. Veja o exemplo:

Localidade x = 135° E Localidade y = 45° E

 

135°

90°

15°
15°

-

45°

6 horas A diferença entre x e y será de 6 horas.

90°

Sabendo a localização e a hora de uma cidade, você irá somar se o pedido for a leste ou subtrair se for a oeste. Vamos aos exemplos:

• Na cidade x a 120° E, são 5 horas. Qual a hora na cidade 45° W?

120° E 165° 15° - + 45° W
120° E
165°
15°
-
+ 45° W

165°

11 horas A diferença entre as cidades é de 11 horas

13

24 horas = 1 dia (Veja, voltamos 1 dia)

11 horas

diferença

horas

A hora de 120° não era 5. Então vamos somar 5 a 13 horas e acharemos 18 horas. Resposta: 18 horas do dia anterior. Vamos conferir

45° 30° 15° 0° 15° 30° 45° 60° 75° 90° 105° 120° 18 h 19
45°
30°
15°
15°
30°
45°
60°
75°
90°
105°
120°
18
h
19
20
21
22
23
24
1
2
3
4
5
h
W
E

A partir deste exemplo, faça outros.

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Fusos horários Fuso horário Países com horário oficial diferente daquele correspondente ao seu fuso horário
Fusos horários
Fuso horário
Países com horário oficial diferente daquele correspondente ao seu fuso horário
A linha internacional da data
Para se marcarem as horas, o meridiano de Greenwich é tomado como
referência. A hora oficial GMT (Greenwich Meridian Time) considerada é a que
corresponde às 12 horas (meio-dia). Assim, o meridiano correspondente a 180°
de longitude representa o tempo de 24 horas, e corresponde à linha na qual se
faz a mudança de data, de um dia para outro: é a linha internacional de mudança
de data.
A linha internacional da data atravessa o oceano Pacífico, apresentando
vários desvios, para não passar por nenhum lugar habitado. Passa pelo Estreito
de Bering, pelo leste da Península de Kamtchatka, entre as ilhas Aleutas e Samoa,
e daí prossegue até o pólo sul. Se um viajante cruzar essa linha no sentido
oeste-leste, deve acrescentar um dia; se cruzá-la no sentido leste-oeste, deve
subtrair um dia.
Observar que o meridiano de 180° não coincide com a linha internacional
de Mudança de Data, por convenção internacional.
Linha Internacional de Data
RETIRADO DO LIVRO GEOGRAFIA - TIBÚRCIO, JOSÉ ARNALDO E COIMBRA, PEDRO.
MA ANÁLISE DO ESPAÇO GEOGRÁFICO. PÁG. 254. ED. HARBRA SP.U

FUSOS HORÁRIOS DO BRASIL

Considerando as ilhas oceânicas, o Brasil possui quatro fusos horários.

Há um limite prático e um teórico dos fusos horários. Os limites práticos foram criados no Brasil para padronizar as horas em algumas áreas. O Brasil possui quatro fusos horários e três horas diferentes dentro do seu território. Para entender melhor, veja o mapa de fusos brasileiros.

LONDRES (12h)
LONDRES
(12h)
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O 1º fuso horário do Brasil está atrasado duas

horas em relação à hora de Greenwich.

O 2º fuso horário, atrasado três horas em relação

a Greenwich, constitui a hora legal do Brasil (hora

de Brasília). Nele se encontra a maioria dos estados

brasileiros. Observe que parte do 1º fuso passou

para o 2º, formando limite prático.

O 3º fuso horário está atrasado quatro horas em relação a Londres e uma hora em relação a Brasília.

O 4º fuso horário apresenta atraso de cinco horas em relação a Greenwich e duas horas em relação a Brasília. Apenas o Acre e o extremo-oeste do Amazonas encontram-se nesse fuso horário.

Horário de Verão

Aproveitando-se da claridade maior dos raios solares, o Brasil adianta seu relógio em uma hora. É o chamado horário de verão (um pouco antes do verão oficial, outubro). Porém, deve-se lembrar que esse recurso não é utilizado em todo o território, pois quanto mais próximo do Equador, maior será a igualdade dos dias durante o ano.

AS ESTAÇÕES DO ANO

As estações do ano ocorrem devido ao movimento de translação.

TRANSLAÇÃO: É o movimento que a Terra faz em torno do Sol, descrevendo uma órbita elíptica. Quatro posições destacam-se nesse movimento. Observe, no desenho, que os pontos 2 e 4 representam o momento em que a Terra terá a mesma luminosidade nos dois hemisférios: são os EQUINÓCIOS, de outono ou primavera. Agora, observe que nas posições 1 e 3 os hemisférios da Terra receberão luminosidade diferente:

são os SOLSTÍCIOS, de verão ou de inverno.

diferente: são os SOLSTÍCIOS, de verão ou de inverno. Observe o desenho e suas numerações. Nº

Observe o desenho e suas numerações.

Nº do

H.N.

   

H.S.

Nº do

desenho

 

desenho

1 21

junho

Verão

21

dezembro

3

2 23

setembro

Outono

21

março

4

3 21

dezembro

Inverno

21

junho

1

4 21

março

Primavera

23

setembro

2

Nº 1
Nº 1

21 junho, hemisfério norte. Solstício. Este hemisfério receberá maiores radiações solares, seus dias serão mais longos e suas noites mais curtas.

Nº 2 e 4

serão mais longos e suas noites mais curtas. N º 2 e 4 21 março e

21 março e 23 setembro, nos dois hemisférios. Equinócios. Os raios solares atingirão os dois hemisférios com a mesma intensidade, e os dias e as noites serão iguais.

Nº 3
Nº 3

21 dezembro, hemisfério sul. Solstício. Este hemisfério receberá maiores radiações solares; seus dias serão mais longos e suas noites mais curtas.

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REPRESENTAÇÃO CARTOGRÁFICA

Existem duas formas de representar graficamente a Terra: o globo e o mapa.

O globo terrestre é a melhor forma de se representar a Terra, a que mais se aproxima da realidade, apesar de

não ser a mais utilizada. Suas vantagens são:

1) Sendo esférico, dá uma idéia bastante real;

2) Mostra todos os continentes, seus oceanos;

3) Permite a localização correta das principais linhas imaginárias;

4) Possibilita a simulação dos movimentos da Terra;

5) Apresenta as distâncias em latitudes e longitudes com exatidão;

6) As distâncias serão mais exatas, pois não haverá distorções das projeções.

O mapa nada mais é do que uma superfície plana na qual a Terra é total ou parcialmente representada. É

mais utilizado devido à praticidade de manuseio e transporte, além de conter indicações mais completas e

minuciosas que o globo.

A linguagem do mapa é cartográfica, precisa de métodos científicos mais adequados para melhor representar

a Terra. A cartografia ocupa-se em analisar e desenhar os mapas e as cartas topográficas de maneira mais

adequada à sua utilização. Os mapas podem ser:

1 - Temáticos: destinam-se ao estudo específico de determinados temas, como Geologia, Demografia.

2 - Especiais: atendem a um público específico, de profissionais que têm no mapa um instrumento de trabalho. Geralmente são mapas em grande escala.

3 - Gerais: quando atendem a diversos tipos de usuários. Geralmente são mapas em pequena escala.

O estudo das Projeções Cartográficas

A maior dificuldade em cartografia é transferir o que existe numa superfície curva, que é a Terra, para uma

superfície plana, que é o mapa. Só podemos conseguir essa transferência, essa passagem, de maneira imperfeita, infiel, com algumas alterações. O problema das projeções cartográficas exige, portanto, uma grande dose de imaginação.

Todo mapa é um processo de alteração da superfície terrestre. Esta distorção será maior quanto maior for a área cartografada.

Tipos de Projeções Cartográficas

O desenvolvimento de uma esfera

Ao tentarmos desenvolver uma esfera (ou parte de uma esfera) sobre um plano, observamos que os limites externos de sua superfície são os mais sacrificados, apresentando maiores alterações, enquanto que o centro da mesma não apresentará deformações. Portanto, o centro de uma projeção é a parte – que pode ser um ponto ou uma linha (um paralelo ou um meridiano) – em verdadeira grandeza, sem alterações de escala.

Como a esfera não se desenvolve sobre o plano, utilizamos superfícies intermediárias que tenham a propriedade de se desenvolver. Temos, então, que procurar figuras semelhantes à esfera, que sejam passíveis de desenvolvimento.

O cilindro, o cone e o plano constituem esses tipos de figuras.

As projeções cartográficas costumam ser reunidas em três tipos básicos: cilíndricas; cônicas e plano tangente ou azimutal.

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Projeção Cilíndrica

Em uma projeção cilíndrica, observam-se as seguintes conseqüências:

1) Apenas o Equador tangencia a superfície. 2) As áreas próximas aos pólos e mesmo os pólos não têm possibilidade de serem projetados na superfície cilíndrica. 3) Os demais paralelos projetados não conservam as medidas originais, guardando iguais comprimentos em relação ao Equador. 4) O Equador é a única linha projetada que conserva a dimensão original. 5) As linhas traçadas na esfera são transferidas para a superfície cilíndrica de desenvolvimento, através de projeções partidas do centro da esfera.

A projeção cilíndrica, também conhecida como

Projeção de Mercátor, apresenta os paralelos e os meridianos cruzando-se em ângulos de 90° e é bastante utilizada na navegação e na confecção de mapas-múndi. Os países localizados nas mais altas latitudes apresentam-se bastante deformados, ao contrário daqueles situados ao longo ou próximo da linha do Equador, que apresentam pequenas alterações.

Projeção Cilíndrica

que apresentam pequenas alterações. Projeção Cilíndrica Projeção Cônica Na projeção cônica, a esfera

Projeção Cônica

Na projeção cônica, a esfera projeta-se a partir do Equador, tangenciando de um dos paralelos. São observadas

as seguintes conseqüências:

1) A única linha de verdadeira grandeza é o paralelo de tangência. 2) O pólo é projetado, graças à forma própria do cone. 3) Os meridianos projetados se cruzam no pólo, semelhantemente ao que acontece na esfera. 4) As linhas traçadas na esfera são projetadas para a superfície cônica de desenvolvimento a partir de um certo ponto do interior da esfera.

Observe a projeção cônica: os países que apresentam maiores distorções são aqueles localizados próximos ao Equador. Este tipo de projeção é ótima para representar mapas regionais, onde aparecem apenas pequenas partes da superfície terrestre.

Projeção Cônica

pequenas partes da superfície terrestre. Projeção Cônica Projeção Plano ou Azimutal Na projeção plano ou

Projeção Plano ou Azimutal

Na projeção plano ou azimutal, as linhas traçadas na esfera são projetadas no plano, partidas de um certo ponto do interior da esfera, a partir do pólo. São observadas as seguintes conseqüências:

1) Os meridianos, irradiando-se do pólo, são projetados em linha reta. 2) À medida que se afastam do ponto de tangência – o pólo – o espaçamento e as dimensões dos paralelos e dos meridianos crescem rapidamente. 3) O pólo, ponto em que a esfera é tangente, é projetado no centro do plano. 4) Os paralelos são arcos de círculos concêntricos, como na esfera terrestre.

Projeção Azimutal

Projeção Azimutal

A projeção azimutal destina-se a representar as regiões polares e suas proximidades.

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Uma projeção fora dos padrões

Projeção de Peters

Uma projeção fora dos padrões Projeção de Peters Na projeção de Peters, países e continentes recuperam

Na projeção de Peters, países e continentes recuperam suas verdadeiras proporções, distorcidas por Mercátor.

O alemão Arno Peters (nascido 1916) apresenta um mapa que valoriza o Terceiro Mundo.

A principal qualidade deste planisfério é que cada cm 2 dentro do formato 113 x 72 cm representa exatamente

63.550 Km 2 . Assim, as regiões temperadas do planeta não aparecem maiores do que as outras, como ocorre

nos mapas tradicionais. Outra boa qualidade é que a linha do Equador está eqüidistante dos pólos e todas as regiões terrestres aparecem representadas. Esta projeção também facilita uma compreensão mais real da relação entre os tamanhos dos países.

A projeção de Peters não é uma projeção conforme. É uma projeção cilíndrica da área igual. Isso significa

que as áreas dos continentes e países aparecem em escala igual, conservando suas dimensões relativas. Faça você uma análise deste mapa e retire algumas conclusões.

TIBÚRCIO, J. A RNALDO E COIMBRA, P.

COPILADO DOS LIVROS:

G EOGRAFIA . U MA ANÁLISE DO ESPAÇO GEOGRÁFICO - H ARBRA E

MAGNOLI, D. E ARAÚJO, R. A NOVA GEOGRAFIA - MODERNA.

Classificação das Projeções Cartográficas

As projeções cartográficas devem cumprir determinadas condições, objetivando a construção do mapa ideal. 1º) Conformidade - manter a verdadeira forma das áreas a serem representadas. 2º) Equivalência - manter inalteradas as dimensões relativas das áreas cartografadas. 3º) Eqüidistância - manter a constância das relações entre as distâncias dos pontos representados e as distâncias dos seus correspondentes. As projeções cartográficas podem ser classificadas:

a) Conformes: não deformam os ângulos, não deformando pequenas áreas. Os paralelos e os meridianos se interceptam em ângulos retos.

b) Equivalentes: têm a propriedade de não deformar as áreas, conservando, quanto à área, uma relação constante com as suas correspondentes na superfície da Terra. Para conseguir a equivalência de áreas, a forma será sacrificada, sendo deformada.

c) Eqüidistantes: não apresentam deformações lineares, isto é, os comprimentos são representados em escala uniforme.

d) Azimutais: resolvem apenas um problema, aquele que nem uma projeção equivalente nem uma projeção conforme soluciona: o de cartografar as direções da superfície terrestre. Destinam-se, invariavelmente, a mapas especiais construídos para fins náuticos ou aeronáuticos.

e) Afiláticas: também conhecidas como arbitrárias, não possuem nenhuma das propriedades dos outros tipos de
e) Afiláticas: também conhecidas como arbitrárias, não possuem nenhuma das propriedades dos outros
tipos de projeções.
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ESCALA

O mapa é uma relação de lugares e toda a representação mantém uma certa relação de tamanho (proporção)

com o objeto representado. Existem duas maneiras de se indicar as proporções entre o mapa e o mundo real, porém, antes, vamos guardar a frase abaixo:

Escala é relação especial de equivalência entre as medidas reais do terreno e a sua representação reduzida no mapa.

As escalas podem ser:

Numérica ou Gráfica

Escala numérica

Usa-se por convenção 1 centímetro e o número seguinte quantas vezes o espaço foi reduzido. Por exemplo:

Em um mapa cuja escala é de 1:100 000 (lê-se um por cem mil), a medida de 1 cm no mapa equivale a 100 000 cm no terreno.

Escala Numérica: quando a relação é expressa em números. É representada por uma fração.

1

Ex.: 1:100 000 ou 100000

ou 1/ 100 000

Escala gráfica

É uma linha graduada na qual as marcas que indicam a distância estão escritas com os valores observados

no terreno. Nesta escala não é necessário que o tamanho do segmento seja equivalente a 1 cm.

Por exemplo:

0 10 20
0
10
20

quilômetros

ou

0 5 10 15 20
0
5
10
15
20

quilômetros

Você percebeu que no primeiro exemplo 2cm correspondem a 20Km e, no segundo exemplo, 0,5mm é igual a 5 Km. Veja agora o exemplo abaixo:

0

1

2

Km

0 1 2 Km 0 1 2 Km 1 cm = 1 Km   =

0

1

2

Km

0 1 2 Km 0 1 2 Km 1 cm = 1 Km   =

1 cm = 1 Km

 

=

se precisar passar esta escala para a numérica?

= 2 cm = 2 Km, ou seja

1:100 000

Ou seja, tanto no sistema gráfico como no numérico, o mapa desenhado foi reduzido 100.000 vezes.

A escala numérica ainda pode ser:

Simples:

 

0

100

200

Simples:   0 100 200     Dupla: 0 50 100 150 200 Km
 
   
 

Dupla:

0

50 100 150 200 Km

km

Por que cinco zeros?

A escala usa o sistema métrico decimal.

1 cm

10

cm

= decímetro

 

100

cm

=

1 metro

1 dam

=

10 metros

10 dam

=

100 metros

=

1 hectômetro

10

hm

= 1000 metros

=

1 quilômetro.

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Redução de Escala numérica

Por exemplo: 1 5 000 000, quanto vale 1 cm?

Veja este exemplo:

cm

dm

ou seja

m 1 cm = 50 Km

dam

1:5 750 000

m

dam

cm

dm

1:5 000 000

hm

Relação entre os diferentes tipos de escala

1 cm = 57 Km e 500 m

ou 57,5 Km.

Não existe uma escala melhor que outra. A escolha é determinada segundo os seguintes itens:

• finalidade do mapa

• conveniência da escala

Devemos lembrar que a riqueza de detalhes do mapa é diretamente proporcional à escala; ou seja, quanto maior for a escala, maior será a riqueza de detalhes. Existem três grupos principais para as escalas, dependendo de sua finalidade.

Escala Pequena

Escala Média

Escala Grande

Acima de 1:250 000 usada em mapas e Atlas Geográficos e Globo.

Entre 1:25 000 a 1:250 000 usada para a confecção de mapas topográficos.

1:20 a 1:20 000 usada em plantas residenciais e projetos arquitetônicos maiores.

Cálculo de escala

Na utilização de mapas, surgem algumas dificuldades com relação a três elementos:

– a medida no terreno, ou distância real (D);

– a medida no mapa, ou distância gráfica (d);

– o denominador da escala (E).

Veja:

D E . d
D
E . d

Conhecendo-se dois desses elementos, o terceiro será conhecido através de cálculos simples, utilizando-se as seguintes fórmulas:

1 - Distância real D

2 - Distância no mapa

3 - Conhecer a escala

D = E x D d = D ÷ E E = D/d
D
= E x D
d
= D ÷ E
E
= D/d

A REPRESENTAÇÃO DOS ASPECTOS FÍSICOS E HUMANOS NOS MAPAS

A representação dos diversos aspectos físicos e humanos nos mapas pode ser feita por meio de vários processos: graduação de cores, linhas, hachuras, sombreamento e sinais gráficos. Para facilitar seu manuseio, todo mapa deve conter uma legenda, que explica o significado dos símbolos utilizados. As cores utilizadas são determinadas por convenções:

a) altimétricas

• hipsométricas

• batimétricas

hipsométricas

batimétricas

terras emersas tons de verde - até 200m tons de amarelo - 200 a 500m tons de laranja - 500 a 2.000m tons de marrom - + 2.000m branco - + 4.000m

terras submersas tons em azul. A cor azul é usada da cor clara à mais escura, indicando profundidades maiores.

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b) Planimétricas Quando são usadas para representar aspectos localizados na superfície terrestre, cores básicas. Exs.:

Vermelho correntes marinhas, estradas rodoviárias. Azul aspectos relacionados a água. Preto cidades, vilas, limites, etc. Verde vegetação, cultivos.

Símbolos convencionais

Legendas

A linguagem do mapa baseia-se no uso correto dos símbolos. Qualquer símbolo representado precisa de

quatro itens principais.

1 - Apresentar uniformidade.

2 - Facilitar a compreensão.

3 - Apresentar-se com fácil leitura.

4 - Apresentar-se preciso.

Isolinhas

As isolinhas unem pontos de igual valor, relacionados ao que está sendo representado, e recebem nomes diferentes, dependendo do aspecto que foi cartografado.

Isoieta:

linha que une os dois pontos de igual precipitação.

Isóbata:

linha que une os pontos de igual profundidade, abaixo do nível do mar.

Isóbara:

linha que une pontos de igual pressão atmosférica.

Isoterma: linha que une os locais de igual temperatura.

Isoípsa:

linha que une os pontos de igual altitude, acima do nível do mar.

Isoígra:

linha que une pontos de igual unidade atmosférica.

Isócrona: linha que une pontos de horas iguais.

Curvas de nível

São linhas traçadas num mapa que unem os pontos do relevo de uma mesma altitude (isoípsa).

Sabendo-se as altitudes do relevo, é possível representá-lo. Veja o desenho: sua escala vertical é de 2mm, isto é, cada 2mm no desenho da elevação significa 10 metros de altitude.

Observe, também, que as cotas entre as isoípsas representam a mesma altitude, ou seja, 10 metros.

Volte a observar o desenho.

A diferença de nível entre duas curvas é quase

sempre a mesma. Se duas curvas se aproximam,

é sinal de que o declive (inclinação do terreno) é

maior; caso se afastem, o declive é mais suave, menos abrupto.

CONSTRUÇÃO DE UM PERFIL TOPOGRÁFICO OU DE CURVAS DE NÍVEL

175m

180 170 160 150 140 A 130 120 110 100 160 A’ 170 B’ 103m
180
170
160
150
140
A
130
120
110
100
160
A’
170
B’
103m
175cm
B
120
110
100
metros
130
140
150

2mm = 10m

RETIRADO DO LIVRO NOÇÕES BÁSICAS DE GEOGRAFIA GERAL E DO BRASIL - MELHEM ADAS - ED. MODERNA.

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Fotografia aérea

A palavra aerofotogrametria vem de aero + fotografia + metro. É uma técnica de fotografia aérea, de partes da superfície da Terra, cujas imagens, impressas em papel fotográfico, permitem a elaboração de mapas.

PROF. MELHEM ADAS

A aerofotogrametria é “a ciência ou a arte da obtenção de medições fidedignas por meio da fotografia.”

Predomina hoje na produção cartográfica, não atendendo apenas aos cartógrafos, mas também a uma extensa série de técnicos ou especialistas que se utilizam da cartografia no desempenho de suas funções, como: engenheiros, urbanistas, militares, geólogos, geógrafos, oceanógrafos, meteorologistas, agrônomos, entre outros tantos.

A fotografia aérea resulta de um grande número de

especificações, normas e cuidados relativos aos

seguintes pontos:

1 - As condições atmosféricas para o vôo.

2 - A lente e a câmara utilizada.

3 - O filme utilizado.

Itens importantes para analisar fotografia aérea

A fotografia aérea pode ser classificada por:

1 - Cores, dando preferência ao preto e branco.

2 - Sistema ótico, em simples ou múltiplos.

3 - Verticalização ou posição oblíqua da câmara fotográfica.

Nas fotos aéreas, os vários tons da cor cinza representam os elementos da paisagem:

– cinza escuro: estradas pavimentadas; – cinza bem escuro: vegetação;

– cinza claro: estradas não-pavimentadas; – aparência espelhada: água.

– branco: areia;

• A textura (maior ou menor variação da tonalidade) constitui um importante indicador de como se localiza o solo na agricultura.

• Os diversos tipos, tamanhos e densidades das estradas são facilmente reconhecíveis em uma fotografia aérea, sendo bastante útil nos estudos urbanos e nos transportes.

• As condições atmosféricas são primordiais para a execução de um vôo. Há regiões em que é possível encontrar condições satisfatórias durante vários meses do ano; outras, entretanto, raramente favorecem esse tipo de trabalho, estando quase sempre cobertas de nuvens.

• A posição do Sol é outro fator de grande importância para não prejudicar detalhes importantes: o excesso de sombras e o Sol a pino são prejudiciais para a obtenção de fotos adequadas à correta fotointerpretação

e utilização técnica dos dados fotografados.

A fotointerpretação consiste na análise dos dados apreendidos numa fotografia aérea, com o propósito de

identificá-los, descobrir detalhes, analisá-los e estabelecer suas inter-relações. As fotos aéreas trazem a escala indicada na foto. Na ausência de escala, esta é deduzida, sabendo-se a altura do vôo e a distância focal da câmara.

Sensoriamento remoto

O conjunto de diversas técnicas (tecnologia espacial, o acesso global do planeta, a eletrônica, a telecomunicação, o tratamento das informações) para estudar a Terra, tanto na parte continental quanto na oceânica e atmosfera, sem o contato direto com elas, denomina-se sensoriamento remoto.

(TIBÚRCIO, J. ARNALDO, COIMBRA, PEDRO. ANÁLISE DO ESPAÇO GEOGRÁFICO. PÁG. 275 - ED. HARBRA).

Os sensores são capazes de coletar energia proveniente do objeto e convertê-la em sinal passível de ser registrado. A transferência de dados do objeto para o sensor é feita através de energia.

O sensoriamento remoto, aplicado ao estudo da superfície terrestre, fornece a possibilidade da obtenção de

informações de grande importância na utilização efetiva e na conservação dos recursos naturais.

Remoto se refere à questão de posição no espaço ou no tempo, sendo, portanto, relativo.

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As estações receptoras terrestres

As imagens captadas pelos satélites são convertidas em sinais eletromagnéticos, armazenados em fitas

e, depois, irradiados de volta a uma estação terrestre

ou retransmitidos por outro satélite ou, ainda, transmitidos diretamente para uma estação terrestre. Existe, no Brasil, uma estação de recepção, implantada em Cuiabá, que opera desde 1973. A localidade foi escolhida por tratar-se do centro

Principais aplicações

1º) Avaliação de recursos hídricos Pode ser feita através do estudo dos componentes do ciclo hidrológico e de suas relações, avaliando as taxas de movimentação da água, a sua quantidade e qualidade no inte- rior de cada subsistema do ciclo hidrológico.

Ex.: • recursos marítimos de pesca, usados em grande escala pelos navios japoneses.

• controle de descargas contendo solventes químicos.

• distribuição da umidade, etc. 2º) Aplicações em Geografia Análise e monitoramento do uso da terra.

Exs.: • classificação e conservação do uso do solo.

• estimativas de safras agrícolas.

• exploração dos recursos minerais e energéticos.

• confecção de cartas geográficas (cartografia).

Aspectos legais

geográfico da América do Sul. Os dados são recebidos através de uma antena parabólica e gravados em fitas magnéticas de alta densidade. Depois, são enviadas, através de vôos comerciais, para o laboratório em São Paulo. O laboratório de processamento de imagens tem a função de transformar os dados em imagens compatíveis com o computador, sendo enviados, então, para os usuários.

3º) Aplicação no controle ambiental

• Mapeamento climático.

• Estudos das atuações de massas de ar (um bom exemplo, El Niño).

• Controle da poluição na baixa atmosfera.

• Controle da questão da camada de ozônio, etc.

4º) Outros

• Geomorfologia ambiental.

• Controle da vida animal silvestre.

• Atualização de crescimento das áreas urbanas.

• Monitoramento das usinas nucleares em caso de acidentes.

• Desmatamentos e grandes queimadas.

• Controle de tráfego urbano

• Etc.

Há a necessidade de regulamentar juridicamente as atividades de teledetecção espacial, pois o satélite não ajusta sua órbita às fronteiras nacionais, adquirindo imagens de todo o globo.

O Tratado das Atividades de Exploração do Espaço, de 1967, ajustou alguns pontos, como a liberdade de

exploração e uso do espaço exterior, sem possibilidade de apropriação por nenhum Estado. O ESPAÇO EXTERIOR é definido como patrimônio comum da humanidade. No Congresso UNISPACE’82, em Viena, ficou expresso o desejo de alguns países em desenvolvimento de controlar a distribuição das imagens obtidas sobre o seu território. Atualmente, as posturas dos diversos países são muito variadas. Em 1986, foi aprovado um projeto de princípios pela ONU, do qual consta:

1º - A teledetecção se realizará em proveito e interesse de todos os países.

2º - Respeitar-se-á o princípio da soberania plena e permanente dos Estados sobre sua própria riqueza e recursos naturais.

3º - Promover-se-á a cooperação internacional sobre recepção, interpretação e arquivo de dados.

4º - Os USA devem informar ao Secretário Geral das Nações Unidas os programas de teledetecção.

5º - Os Estados devem ser informados caso estejam ameaçados por fenômenos prejudiciais para seu meio ambiente.

O AMBIENTE FÍSICO

O saber geográfico é muito antigo. É reconhecido desde as sociedades primitivas. Desen- volveu-se na medida em que o homem ampliava seus conhecimentos e a sua percepção do espaço. No século XIX, na Alemanha, surge a ciência denominada Geografia.

São os estudos geográficos que permitem a você interpretar o mundo em que vive, principalmente em tempos de globalização. O ambiente físico é a base, a sustentação de todos os outros fatos que se desenrolam no nível

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humano e econômico, sua distribuição e suas relações. Compreender a Geografia Física permite entender os variados aspectos que fazem parte do seu dia-a-dia.

A Geografia utiliza-se dos conhecimentos

desenvolvidos por outras ciências. A Geografia Física busca o apoio na Geologia para explicar a base dos fenômenos físicos que ocorrem na Terra.

A Geologia (geo = terra; logos = palavra,

pensamento, ciência), como ciência, procura decifrar

a história geral da Terra, desde o momento em que se formaram as rochas até o presente. Os conhecimentos relativos à geologia avan- çaram bastante, principalmente neste último século, muito embora alguns problemas ainda se encontrem

sem respostas conclusivas e definidas, como a origem do Universo e da Terra. Entretanto, a necessidade dos produtos da terra, o conhecimento e o trabalho de pesquisa sobre a crosta terrestre, nos seus mais variados aspectos, vêm aumentando, e os conhe- cimentos advindos dessas necessidades práticas propiciaram o aumento paralelo dos conhecimentos

científicos sobre o planeta. Assim é que a necessidade do petróleo, do carvão mineral, dos minérios metálicos

e não-metálicos exige o conhecimento pormenorizado

dos processos de sua formação, do tipo de rochas relacionadas a eles, da época de sua formação e, ainda,

a avaliação correta da quantidade provável existente de cada um deles.

COLUNA GEOLÓGICA - A BASE DOS ESTUDOS DA GEOGRAFIA FÍSICA

Durante milhares de anos, os homens têm-se preocupado em estabelecer a idade da Terra. Intensas investigações têm sido feitas ao longo do tempo. No entanto, há apenas 40 anos os geólogos dispõem de recursos técnicos para uma datação mais aproximada da idade da Terra: entre 4,5 e 5 bilhões de anos.

Veja a Escala ou Coluna Geológica:

A datação radioativa das rochas permite avaliar a idade da Terra, tanto a partir de análises de rochas que compõem o manto terrestre ou através de comparação com resultados das mesmas análises aplicadas em fragmentos de meteoritos vindos dos espaço.

 

ESCALA GEOLÓGICA DO TEMPO

 
 

Duração

 

Características

 
 

Eras

Aproximada

Períodos

Principais

Características no Brasil

 

em Anos

no Mundo

   

± 1 milhão

Quaternário

• Lagos glaciais

• Formação das bacias quaternárias (Pantanal e Amazônica) e

   

± 69 milhões

Terciário

• Configuração dos atuais continentes

sedimentares terciárias (Central e Costeira).

Cenozóica

• Surgimento dos mamíferos

• Atividade vulcânica e formação de ilhas vulcânicas (Arquipélago de

• Formação das grandes cadeias de montanhas atuais

Fernando de Noronha, Trindade, Penedos de São Pedro e São Paulo e outras.)

FanerozóicoCriptozóico

Mesozóica

ou

± 200 milhões

Cretáceo

Jurássico

• Grandes répteis (dinossauros, etc.)

• Separação dos continentes: Deriva

• Formação de bacias sedimentares mesozóicas do Meio-Norte e do

Recôncavo.

Secundária

Continental

• Derrames basálticos na Região Sul

Triássico

• Intensas erupções vulcânicas

(formação do planalto arenito basáltico).

• Formação do petróleo.

   

Permiano

• Formação calcária

• Formação dos jazimentos car-

Paleozóica

Carbonífero

• Formação dos oceanos e mares

boníferos do sul do país.

ou

± 600 milhões

Devoniano

• Surgimento da vida animal e vegetal

• Formação das bacias sedimen-

Primária

Siluriano

tares paleozóicas do São Fran-

Ordoviciano

• Soterramento de grandes florestas (que deram origem ao carvão mineral.)

cisco e do Paraná.

Cambriano

 

Pré-

 

Proterozóico

• Intensometamorfismo,comaformação

• Formação das serras do Mar e da Mantiqueira

Cambriana

de jazidas de minerais metálicos

ou

Primitiva

± 4 bilhões

Arqueozóico

• Formação da crosta terrestre primitiva

• Rochas magmáticas intrusivas ou cristalinas

• Formação das jazidas minerais

metálicas

• Formação dos escudos cristalinos - Brasileiro e Guiano

Tabela Geológica Simplificada adaptada pelos autores Geografia - M1 1717171717
Tabela Geológica Simplificada adaptada pelos autores
Geografia - M1
1717171717
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Ao analisar as colunas geológicas você deve ter percebido que há poucas informações sobre a era de maior duração. Isso se deve em primeiro lugar à ausência de seres vivos durante essa era, uma vez que a Terra estava se formando. Portanto, não há fósseis do criptozóico. Também a permanente transformação pela qual todas as rochas passam, através do ciclo petrológico, não permitiu a preservação de rochas do início da constituição do planeta. Para melhor compreender, analise a representação didática da duração das eras geológicas abaixo:

FANEROZÓICO 25% 2 3 4 ± 4,5 bilhões de anos, idade aproximada da 1 crosta
FANEROZÓICO 25%
2 3 4
± 4,5 bilhões
de anos, idade
aproximada da
1 crosta terrestre
Criptozóico 75%
era Quaternária 4,5 bilhões de anos representam a idade aproximada da crosta terrestre
era Quaternária
4,5 bilhões de
anos representam
a idade
aproximada da
crosta terrestre

era Cenozóica

era Terciária

era Terciária 70 milhões 4

70 milhões

4

Mesozóica ou

250

milhões

3

era Secundária

 

600

milhões

2

Paleozóica ou

era Primária

Pré-Cambriano ou era primitiva

± 4 bilhões de anos

1

1 - Pré-Cambriano 75%

2 - Paleozóico 16%

3 - Mesozóico

7%

4 - Cenozóico

2%

A ESTRUTURA DA TERRA

A Terra é formada por três camadas principais:

2 1 3b 3a
2
1
3b
3a

Camada

Espessura

Constituição

%

massa

da

Terra

1 - Crosta ou Litosfera (SIAL)

50 a 60 Km

Silício e

 

alumínio

 

1%

 

2 - Manto ou Camada Intermediária (SIMA)

± 3.000 Km

Silício e

 

magnésio

 

65%

- Núcleo dividido em 3.a - Núcleo Externo (fluido) 3.b - Núcleo Interno (sólido)

3

     

± 5.000 Km

Ferro e

 

34%

níquel

 

As camadas da Terra são separadas por descon- tinuidades, ou até são percebidas diferenças de densidade e composição do material componente das diferentes camadas. Veja a figura:

do material componente das diferentes camadas. Veja a figura: 1 8 1 8 1 8 1
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A DERIVA CONTINENTAL E A TECTÔNICA DE PLACAS

A distribuição das terras emersas e os

acontecimentos geológicos no globo terrestre só muito recentemente tiveram uma explicação plausível.

Os estudos que ficaram conhecidos como Teoria

da Deriva Continental foram elaborados pelo geólogo e paleoclimatologista alemão Alfred Lothar Wegener. Seus estudos foram publicados em 1915 e se mostraram muito audaciosos para a época. A Teoria da Deriva Continental estava baseada na hipótese de que todas as terras emersas da Terra haviam constituído uma única massa continental à qual Wegener denominou Pangéia (Pan - única; géia - terra). A Pangéia estava circundada pelo oceano de Thétys. Há cerca de 200 milhões de anos, a Pangéia começou a se separar. Inicialmente, dividiu-se em dois grandes blocos; a Laurásia e a Gondwana. A partir de então, a Laurásia subdividiu-se nas porções continentais da América do Norte, Groenlândia e Eurásia. A Gondwana sofreu maiores repartições, subdividindo-se em: América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártida. Wegener apresentava como provas da sua teoria vários fatos, como a similaridade das unidades de relevo das costas oriental e ocidental do Brasil e da África; o

encaixe dos litorais brasileiro e africano; a presença de lesmas de jardim de mesma espécie em Nova York e em Londres; indicativos de mesmo paleoclima na África e no Brasil.

Wegener falece em 1931, na Groenlândia,

enquanto buscava novas comprovações de sua hipótese.

A teoria da Deriva Continental foi retomada a

partir da 2ª Guerra Mundial, quando o uso do sonar permitiu o mapeamento do fundo do oceano. Estes estudos liderados pelos cientistas Maurice

Ewing e Harry Hess começaram com o detalhamento da Dorsal do Atlântico, uma imensa cordilheira com mais de 70.000 Km de extensão.

A observação da cordilheira Meso-Atlântica

possibilitou a constatação de que o assoalho oceânico era jovem, se comparado às terras emersas, datando

no máximo de 150 milhões de anos atrás.

A Teoria da Tectônica de Placas veio

comprovar a teoria da Deriva Continental. A Tectônica de Placas, através dos movimentos das placas provocados pelas correntes de convecção do interior do planeta, explicaria os terremotos, os vulcanismos, as cadeias dobradas, o surgimento de ilhas oceânicas.

Veja as figuras abaixo:

o surgimento de ilhas oceânicas. Veja as figuras abaixo: 1 - Há 225 milhões de anos

1 - Há 225 milhões de anos (fim do Permeano)

abaixo: 1 - Há 225 milhões de anos (fim do Permeano) 2 - Há 180 milhões

2 - Há 180 milhões de anos (início do Jurássico)

Deriva dos continentes

de anos (início do Jurássico) Deriva dos continentes 3 - Há 135 milhões de anos (início
de anos (início do Jurássico) Deriva dos continentes 3 - Há 135 milhões de anos (início

3 - Há 135 milhões de anos (início do Cretáceo)

3 - Há 135 milhões de anos (início do Cretáceo) 4 - Há 65 milhões de

4 - Há 65 milhões de anos (início do Terciário)

4 - Há 65 milhões de anos (início do Terciário) 5 - Hoje (Atlas 2000, 1994)

5 - Hoje (Atlas 2000, 1994)

FONTE: SENE, EUSTÁQUIO E MOREIRA, J. CARLOS.

GEOGRAFIA, ED. SCIPIONE.

Tectônica de Placas
Tectônica de Placas
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Essa teoria considera que a massa continental está dividida em seis grandes placas, sendo que os limites dos continentes não coincidem com os das placas. O deslocamento horizontal dessas placas provoca, em seus limites externos, a ocorrência de várias deformações e fenômenos, como o surgimento de dobramentos, falhas, vulcanismos e terremotos. Essas áreas geologicamente instáveis da crosta terrestre (Andes, Rochosas, Himalaia, dentre outras) nada mais são do que os locais onde ocorrem as colisões ou os seccionamentos das placas. São vários os movimentos das placas tectônicas. Quando ocorre o deslocamento chamado convergente, o fundo do oceano abate-se, voltando para o interior da Terra. As áreas em que isso acontece são deno- minadas zonas de subducção, onde ocorrem violentos tremores de terra e intensa atividade vulcânica. Também são encontradas nessas áreas grandes fossas subma- rinas, que atingem milhares de metros de profundidade.

O deslocamento tangencial entre as placas provoca intensos tremores de terra quando se dá o movimento. É observado na costa ocidental dos Estados Unidos, onde a Placa do Pacífico se desloca para noro- este. Esta área é denominada Falha de Santo André. As forças que impulsionam as placas são denominadas correntes convectivas, e não se localizam na crosta, e sim no manto inferior. As correntes convectivas ocorrem em função dos diferentes padrões de aquecimento entre as camadas da Terra, isto é, a subida de matérias quentes do manto para a crosta (correntes ascendentes) e a descida de rochas resfriadas da crosta para o manto (correntes descendentes). Assim, observando um mapa-múndi físico, poderemos constatar que a distribuição das cordilheiras e das áreas vulcânicas não é caótica ou puramente casual; ao contrário, obedece a uma lógica geológica.

As fronteiras entre as placas Cordilheira Oceânica Folha de Placas Placas Vulcão Placas transformação Rocha
As fronteiras entre as placas
Cordilheira
Oceânica
Folha de
Placas
Placas
Vulcão
Placas
transformação
Rocha fundida
Litosfera
Astenosfera
Litosfera
Astenosfera
Astenosfera
Rocha
Rocha
Crosta Oceânica
Litosfera
Crosta
fundida sobe
fundida
Oceânica
Litosfera
pela fenda
Crosta Oceânica
sobe pela
Litosfera
fenda
Fronteira construtiva:
rocha fundida que sobe da
astenosfera e forma nova
litosfera nas cordilheiras
oceânicas.
Fronteira conservativa: nas falhas de
transformação, as placas deslizam
umas ao lado das outras e a litosfera
não é criada nem destruída.
1 - divergente
Fronteira destrutiva: nas zonas
de subducção, a litosfera oce-
ânica é forçada para baixo da
litosfera continental, penetrando
na astenosfera com ângulo de
aproximadamente 45°.
2 - convergente
3 - tangencial
FONTE: ENCICLOPÉDIA COMPACTA GUINESS. PUBLICADA PELA REVISTA ISTO É - 12/04/95
Lembre-se:
I - Zona de subducção
mergulho de uma placa oceânica sob uma placa continental.
II - Zona de obducção
mergulho de uma placa continental sob outra placa continental.
III - Zona de agregação
região de divergência de placas permitindo a saída de material magmático.
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O Círculo de Fogo do Pacífico

Groenlândia Europa Ásia América do Norte Fujiyama África Kilauea Maunaloa América Kracatoa do Sul
Groenlândia
Europa
Ásia
América
do
Norte
Fujiyama
África
Kilauea
Maunaloa
América
Kracatoa
do Sul
Austrália

Região de maior sismicidade da Terra, onde se concentram 95% dos vulcões ativos do mundo. Também é a região onde se concentram a maioria dos terremotos resultantes do movimento convergente das placas tectônicas.

AGENTES FORMADORES DO RELEVO

O relevo terrestre é resultado da ação de duas forças ou agentes:

- forças construtoras ou internas

- forças modeladoras ou externas

Forças ou Agentes Construtores do Relevo

1- Tectonismo

Movimentos lentos, mais ou menos prolongados que ocorrem na crosta terrestre, resultado da ação das forças internas do planeta. Existem duas formas de Tectonismo: epirogênese e orogênese. a) Epirogênese movimentos verticais da crosta terrestre, provocando soerguimentos e rebaixamentos de partes da litosfera.

deslocamentos de grande intensidade da crosta terrestre. São capazes de gerar

cadeias montanhosas, provocando dobramentos ou falhamentos. Os dobramentos ocorrem quando a orogênese atua em rochas de boa plasticidade. Os falhamentos ocorrem quando a ação da orogênese se dá sobre um substrato rochoso muito solidificado. Observe a figura:

b) Orogênese

Dobramentos

Vale Montes Escarpas Anticlinal Anticlinal
Vale
Montes
Escarpas
Anticlinal
Anticlinal

Rochas resistentes

São exemplos de cadeias dobradas: sistema Montanhas Rochosas - Andes (no Continente americano); cadeia dos Alpes (na Europa); os Atlas (na África); o Cáucaso e o Himaláia (na Ásia).

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Esquema geral de um dobramento

1 2 depressão da Erosão depósito de transporte de crosta sedimentos sedimentos maciços continentais 3
1
2
depressão da
Erosão
depósito de
transporte de
crosta
sedimentos
sedimentos
maciços continentais
3
4
pressão
pressão horizontal
pressões verticais
5
6
Era Cenozóica
dobramentos
subida do magma

Falhamentos

Pilar tectônico

(horst)

Fossa tectônica

Linha de (graben) falha
Linha de
(graben)
falha

2- Vulcanismo

No Brasil, a origem das Serras do Mar e da Mantiqueira está ligada a um processo de falhamentos e fraturamentos do embasamento cristalino, ocorrido em eras geológicas remotas.

Trata-se do estudo dos processos e eventos que possibilitam e provocam a ascensão do magma à superfície terrestre.

Partes de uma estrutura vulcânica:

a) Cone vulcânico edifício estrutural, construído a partir da ação das forças internas quando da erupção do material magmático. Os terrenos, sob pressão, são arqueados, podendo alcançar grandes alturas. Veja os exemplos:

- Etna

3.280m

- Popocatepetl

5.560m

- Chimborazo

6.300m

As ilhas vulcânicas atingem grandes profundidades: a ilha vulcânica do Havaí emerge até 4200m sob o mar, porém sua base encontra- se a 5.000m de profundidade.

b) Câmara magmática parte inferior e interna onde há a acumulação de material magmático. Nessa área ocorre o aumento de pressão que provoca a subida do magma.

Trata-se de um canal principal

c) Chaminé

e vários canais secundários que permitem a saída do magma.

d) Cratera Trata-se da parte superior da chaminé que sofreu alargamento, provocado pelas explosões.

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VULCÃO
Tecnologia ITAPECURSOS VULCÃO Nuvem de gases tóxicos Cratera Bombas e Cone vulcânico cinzas vulcânicas Chaminé

Nuvem de

gases tóxicos

Tecnologia ITAPECURSOS VULCÃO Nuvem de gases tóxicos Cratera Bombas e Cone vulcânico cinzas vulcânicas Chaminé

Cratera

Bombas e

Cone vulcânico

cinzas

vulcânicas

Chaminé

Câmara

Magmática

3- Abalos Sísmicos

São provocados por movimentos que ocorrem no interior da crosta. São causados por:

1- desmoronamentos internos quando há a dissolução das rochas pela ação da água subterrânea ou pela acomodação de sedimentos. São de baixa intensidade.

2- explosões vulcânicas e acomodação das áreas de saída do magma. São restritos às áreas de ocorrência e de baixa intensidade.

3- tectônica de placas resultado de grandes abalos, ligados à movimentação das placas tectônicas. Podem propagar-se por grandes áreas e apresentam grande intensidade.

Distribuição geográfica das zonas sísmicas e vulcânicas

Zonas sísmicas Principais vulcões
Zonas sísmicas
Principais vulcões

Quando ocorrem no oceano, recebem o nome de maremoto. No Japão são conhecidos como “Tsunamis”. As áreas de maior incidência de terremotos coincidem com a região de colisão das placas tectônicas. Quando sua intensidade é elevada, provocam verdadeiras catástrofes. Veja os maiores terremotos:

1755

um quarto da população de Lisboa morreu (60.000 pessoas).

1906

São Francisco, na Califórnia (USA); causou o rompimento do encanamento de gás, provocando incêndios na cidade.

1923

Tóquio e Yokohama; morreram 150.000 pessoas.

1972

Manágua é quase totalmente destruída; morreram 10.000 pessoas.

1985

Cidade do México - morreram milhares de pessoas.

1995

Kobe - violento terremoto destrói a cidade, causando milhares de mortes.

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FORÇAS OU AGENTES MODELADORES DO RELEVO

Constituídas por elementos externos que, atuando sobre a crosta terrestre, modelam o relevo. Sua ação compreende três fases:

- erosão

- transporte

Agentes modeladores do relevo

1- Intemperismo

Constitui o conjunto de processos operantes na superfície terrestre que ocasionam a decomposição dos minerais das rochas, graças à ação de agentes atmosféricos e biológicos. O fator principal da desintegração é a variação de temperatura, que provoca dilatação e contração heterogêneas, atividades em presença de água e temperaturas inferiores a 0° (congelação). Raízes, cristalização de sais, hidratação, dentre

- deposição

outros, também provocam desintegração mecânica. Os fatores da decomposição química são a água, os agentes biológicos e seus produtos orgânicos. A forma do Intemperismo depende muito do clima. Em clima quente e úmido (tropical), predomina o Intemperismo Químico; em clima seco e quente (árido) e frio (nevoso), predomina o Intemperismo Mecânico. Em clima úmido temperado, os dois tipos se contrabalançam.

(LEINZ, VIKTOR E LEONARDOS, OTHON HENRY. GLOSSÁRIO GEOLÓGICO. CIA. EDITORA NACIONAL. SP).

2- Erosão

a) Águas Correntes

- Os rios -

Trabalho de erosão executado pelos rios, através do turbilhonamento das suas águas.

Os rios escavam seus leitos e suas margens, transportam o material desagregado e o depositam no mar ou nas suas margens, dando origem às planícies fluviais.

- As enxurradas -

As águas das chuvas podem provocar danos maiores ou menores ao solo, dependendo da existência ou não de cobertura vegetal, da maior ou menor declividade do terreno, da natureza das rochas e da intensidade das chuvas.

b) Erosão glacial

o trabalho de erosão e

acumulação de sedimentos. Em seu trabalho erosivo, aplainam o relevo. For- mam vales profundos quando descem entre montanhas. Esses vales deram origem aos fiordes da Escandinávia. Muitos lagos foram formados pela ação das geleiras, como os do norte do Canadá, da Finlândia e norte da Rússia.

As geleiras executam

Rochas

c) Erosão marinha

As ondas, as marés e as correntes marinhas trabalham continuamente, em conjunto, ora destruindo as rochas, ora acumulando sedimentos, formando o litoral dos continentes.

São formas de relevo litorâneo originado do trabalho do mar:

• erosão - falésias e barreiras.

• acumulação - praias, restingas, enseadas, lagunas.

d) Erosão eólica

Trabalho executado pela ação do vento sobre a superfície da terra.

O vento não tem, sozinho, o poder da erosão. Isso

ocorre porque o vento transporta partículas de areia que, ao se chocarem com as rochas, provocam o seu desgaste. A intensidade do trabalho erosivo depende da constituição da rocha.

O vento também executa o trabalho de acumulação,

dele resultando solos férteis, como o loess, e as

dunas, móveis ou fixas.

As rochas são compostas por diversos elementos minerais. Dentre os principais elementos, os óxidos, sílica, alumina compõem 72% de todas as rochas. Os outros 26% são representados pelo ferro, sódio, potássio, magnésio.

Definição Mineral elemento ou composto químico encontrado naturalmente na crosta terrestre. Rocha agregado natural
Definição
Mineral elemento ou composto químico encontrado naturalmente na crosta terrestre.
Rocha agregado natural formado por um ou mais minerais.
2424242424
Geografia - M1
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Tipos de rochas

As rochas estão agrupadas em três tipos: magmáticas, sedimentares e metamórficas.

Rochas Magmáticas ou Ígneas constituídas através da consolidação do magma. Quanto à origem, são consideradas rochas de origem primária, pois delas se originam as rochas sedimentares e as metamórficas. As rochas magmáticas se subdividem em:

1. Intrusivas: sofreram lenta solidificação do magma; apresentam cristais macroscópicos.

As rochas sedimentares podem ser:

Detríticas: quando formadas a partir de fragmentos de rochas preexistentes de tamanhos variados. Químicas: formadas pela precipitação de solutos ou evaporação da água: sal, calcita. Orgânicas: constituídas através do acúmulo de restos de organismos vegetais e animais: carvão, calcário, betume.

Rochas Metamórficas Formadas a partir da transformação de rochas preexistentes (ígneas, sedimentares ou metamórficas). Esta transformação acontece a partir de modificações na constituição mineralógica, na estrutura e na textura da rocha.

Esta transformação acontece através da ação dos agentes: Tempo, Pressão e Temperatura.

Exs.: granito gnaisse; calcário mármore;

Ex.: granito, diorito, gabro, sienito.

2. Extrusivas: sofreram um resfriamento rápido do magma durante o vulcanismo, por isso apresentam cristais microscópicos.

Ex.: basalto.

3. Hipoabissais: o resfriamento do material magmá- tico se deu a pequena profundidade da crosta, representando um estágio intermediário na subdivisão das rochas magmáticas. Ex.: diabásio, riólito, obsidiana.

Rochas Sedimentares originadas da destruição erosiva de qualquer tipo de rocha preexistente e posterior deposição e litificação do material erodido. Representam 5% do volume da crosta terrestre, tendo grande importância econômica: petróleo, carvão mineral, gás natural. São necessárias as seguintes etapas para a formação das rochas sedimentares:

1. intemperismo conjunto de processos que ocasionam a decomposição dos minerais das rochas devido à ação dos agentes climáticos.

2. transporte trata-se do traslado do material erodido até uma área deprimida, através da ação dos elementos do clima, como a água e o vento, que transportam esses materiais a longas distâncias até uma bacia de sedimentação.

3. deposição os materiais erodidos são depositados em áreas deprimidas, geralmente fundos de mares e oceanos.

4. litificação após o depósito dos materiais erodidos, sob a ação do tempo e da pressão, os sedimentos transformam-se em rochas sedimentares, através do processo de litificação.

argila ardósia; arenito

quartzito.

Exemplos:  Intrusivas: granito, sienito, diorito, gabro   Magmáticas Extrusivas: basalto, riólito,
Exemplos:
Intrusivas: granito, sienito, diorito, gabro
Magmáticas
Extrusivas: basalto, riólito, diabásio,
obsidiana.
Clásticas: argilito, arenito, tilito, varvito,
areia (detríticas)
Sedimentares
Orgânicas: calcário, dolomito, carvão mineral
Químicas: sal-gema, estalactite, estalagmite
mármore, gnaisse, quartizito, ardósia
Metamórficas

NAKATA, Hirome e COELHO, M. Amorin. Geo. Geral. Ed. Moderna

    NAKATA, Hirome e COELHO, M. Amorin. Geo. Geral. Ed. Moderna Geografia -
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AS UNIDADES ESTRUTURAIS DO GLOBO

1 - Os escudos Os escudos antigos sofreram a ação de vários fenômenos geológicos, entre eles o rejuvenescimento, que é a tomada da erosão nas formas de relevo já trabalhadas anteriormente, como o rejuvenescimento causado por falhamento. Constituem a porção mais rígida da crosta, formada por rochas ígneas de consolidação intrusiva geralmente datadas de épocas geológicas remotas ou do material sedimentar dobrado em épocas geológicas paleozóica ou anteriores, arrasado, metamorfizado e incorporado aos escudos de antiga consolidação. As áreas de escudos antigos são também denominadas de maciços antigos. O relevo dos maciços antigos é de planaltos relativamente pouco elevados - menos de 2.000 metros. São exemplos dos escudos antigos: o escudo Canadense, o das Guianas, o Brasileiro, os es- cudos Africanos, da Escandinávia, o escudo ocidental Australiano, o do Decan (na Índia), as montanhasdosApalaches,omaciçoCentralFrancês. Nos escudos pré-cambrianos, são encontrados minerais metálicos como ferro, manganês, ouro, bauxita, sendo, portanto, áreas de grande aproveitamento econômico. Nos escudos paleozóicos, encontram-se os minerais não metálicos.

2- As bacias sedimentares

São depressões do terreno preenchidas por fragmentos minerais de rochas erodidas e por sedimentos orgânicos.

podem ser de

origens: fluvial, marinha, glacial,

Os detritos, ou sedimentos,

diferentes

As unidades estruturais do Brasil

eólica, lacustre e vulcânica. O processo de deposição desses sedimentos ocorreu em diferentes eras geológicas: Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica. Ainda nos dias atuais ocorre o processo de sedimentação, como no Pantanal Mato-grossense, quando o Rio Paraguai transborda, depositando sedimentos nas áreas inundadas. Possuem uma espessura média de alguns milhares de metros e, geralmente, estrutura horizontal ou suavemente inclinada. No caso de soterramento de antigos ambientes aquáticos, ricos em plâncton, é possível encontrar

petróleo. Já no caso do soterramento de antigas florestas, há possibilidade de ocorrência de carvão mineral. As principais reservas petrolíferas

e carboníferas do planeta datam, respecti-

vamente, das eras Mesozóica e Paleozóica. Assim, as bacias sedimentares são importantes províncias onde podem ocorrer combustíveis fósseis de origem orgânica: petróleo, carvão mi- neral e xisto betuminoso.

3- As cadeias dobradas recentes As cadeias dobradas recentes foram formadas pelos movimentos entre as placas tectônicas, em várias épocas da história geológica: a acumulação de sedimentos próxima aos continentes provoca um rebaixamento na crosta. Como esse fenômeno é relativamente recente na história geológica do planeta - fim do Mesozóico e início do Cenozóico -, recebe a denominação de dobramento moderno. As cadeias dobradas apresentam elevadas alti- tudes e grande instabilidade tectônica . Acham-

se pouco desgastadas pelos agentes modeladores

do relevo, apresentando cumes pontiagudos e

vertentes íngremes.

Geologicamente, o Brasil é muito antigo, apresentando maciços antigos e bacias sedimentares. Por localizar-se no interior da Placa Sul-americana, não apresenta cadeias dobradas. Em seu território existe uma calma tectônica, com ausência de terremotos e vulcanismos.

Escudos: abrangem 36% da superfície territorial do país, sendo 32% de formações arqueozóicas, formando

o “embasamento cristalino” e 4% de Proterozóicas, formando as ocorrências de recursos minerais, como

minério de ferro e manganês. Bacias sedimentares: abrangem 64% do território brasileiro e estão representadas pelas grandes bacias, como a Amazônica, Meio-norte, Paraíba e São Francisco.

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AS FORMAS DE RELEVO

As formas do relevo da Terra são:

1- Planaltos Superfície mais ou menos plana, delimitada por escarpas, onde o processo de erosão é maior do que o processo de sedimentação. Existem planaltos cristalinos e planaltos sedimentares.

2- Planícies Superfícies mais ou menos planas, onde o processo de sedimentação é atual, superando largamente o processo de erosão. Os terrenos de uma planície são de natureza sedimentar. Existem dois tipos principais de planície: costeiras, situadas no litoral, e continentais, situadas no interior dos continentes, como a planície Amazônica. As planícies continentais podem ser lacustres, formadas por lagos, ou fluviais, construídas por depósitos fluviais. A noção de planície não deve estar vinculada à noção de altitude e sim à noção de processo de formação (deposição de sedimentos), pois existem algumas, inclusive, situadas a mais de 1.000 metros de altitude, como é o caso das planícies de montanhas.

3- Montanhas São elevações naturais do terreno, que podem ser de diversas origens: montanhas de dobramentos, montanhas de falhamentos, montanhas vulcânicas, montanhas de erosão.

4- Depressões São áreas ou porções do relevo situadas abaixo do nível do mar, ou abaixo do nível das regiões que lhes são próximas. Podem ser: absoluta, quando está abaixo do nível do mar, por exemplo, Mar Morto, a 392 metros abaixo do nível do mar, e Mar Cáspio, a 26 metros abaixo do nível do mar, e relativa, quando está abaixo do nível das terras que lhe estão próximas, por exemplo, Depressão Periférica Paulista, compreendida entre o Planalto Oriental, ou Cristalino, e o Planalto Sedimentar, ou Ocidental, no Estado de São Paulo. Enquanto as terras de depressão periférica paulista estão em altitudes inferiores a 500 metros, os planaltos que a circundam estão acima dessas altitudes.

DEPRESSÕES

Relativas

0m Nível do mar Absolutas
0m
Nível do mar
Absolutas

O RELEVO BRASILEIRO

A principal característica do relevo brasileiro é a sua baixa altimetria. Em linhas gerais, temos:

• As terras de baixa altitude - entre 0 e 200 metros - abrangem 41% do território brasileiro. São as planícies e os baixos platôs, localizados principalmente na Amazônia, no Pantanal do Brasil Central e nas baixadas. Ex.: Planície Amazônica, Planície do Pantanal e Planícies Costeiras.

• As terras de altitudes médias - entre 200 e 1.200 metros - abrangem 58,5% do território brasileiro. Dessas terras, 37% estão na faixa hiposométrica de 200 a 500 metros (são as altitudes predominantes). As terras de altitudes médias abrangem os planaltos e as serras.

• As áreas culminantes, apresentando altitudes superiores a 1.200 metros, representam apenas 0,5% do território brasileiro. Concentram-se, principalmente, na região Norte do país, no Planalto das Guianas.

Percebe-se que o território brasileiro possui um relevo de altitudes baixas. Tal fato facilita a circulação das massas de ar, assim como também a circulação viária, uma vez que a construção de rodovias - principal via de transporte de nosso país - e de ferrovias não exige grandes investimentos em obras de alto valor monetário, como pontes, túneis, viadutos.

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1 - Os escudos ou maciços antigos no Brasil

Correspondem a aproximadamente 37% do total da área territorial brasileira. Estão divididos em duas grandes porções: a) o Escudo das Guianas; b) o Escudo Brasileiro. As formações arqueozóicas do território brasileiro constituem cerca de 32% dos terrenos Pré-Cambrianos.

Os afloramentos das formações arqueozóicas, as de maior antigüidade geológica, formam o “embasamento cristalino”, composto de várias rochas, entre elas o granito e o gnaisse, mármores e quartzitos.

No fim do Arqueozóico, o território foi afetado, dando origem às serras do Mar e da Mantiqueira.

As formações proterozóicas ocupam apenas 4% do território brasileiro. Possuem grande importância econômica, pois aí se localizam importantes recursos minerais. É o caso do minério de ferro e manganês, em Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá e Pará; do ouro, em Minas Gerais; das pedras preciosas e semipreciosas, do Espinhaço e da Chapada Diamantina, do níquel, em Minas Gerais; da cassiterita, em Rondônia.

No final do Proterozóico, ocorreu um movimento diastrófico no território brasileiro que deu origem à serra do Espinhaço, em Minas Gerais e à chapada Diamantina, na Bahia. Os dobramentos que deram origem às serras de Paranapiacaba, no Paraná, e dos Pirineus, em Goiás, ocorreram na era Paleozóica, no Siluriano.

Os terrenos arqueozóicos e proterozóicos brasileiros, de idade geológica muito antiga, já se encontram bastante erodidos e desgastados, apresentando montanhas e planaltos de altitudes modestas.

2 - As bacias sedimentares

Ocupam a maior porção do território brasileiro, com sua área calculada em mais de 5,5 milhões de quilômetros quadrados, correspondendo a aproximadamente 64% do território. Estão agrupadas em bacias de grande e de pequena extensão.

São bacias sedimentares de grande extensão: Amazônica, do Meio-norte (abrange Maranhão e Piauí), do Paraná (abrange grande porção da Região Sul e oeste do estado de São Paulo), Sanfranciscana e a do Pantanal Mato-Grossense.

São bacias sedimentares de pequena extensão: a do Recôncavo-Tucano (produtora de petróleo), as costeiras e as de compartimento de planalto (formações sedimentares que se alojaram em compartimentos de planalto), como a bacia sedimentar de Curitiba, de Taubaté, de Resende, de São Paulo.

Quanto à idade geológica, as bacias sedimentares brasileiras são do Paleozóico e do Mesozóico, em sua maioria. A bacia Amazônica, a do Pantanal e as bacias costeiras são do Cenozóico.

Apresentam-se em camadas horizontais ou sub-horizontais, evidenciando ausência de movimentos tectônicos importantes da crosta terrestre em tempos geológicos remotos. No fim do Mesozóico, ocorreram movimentos, dando origem a fraturas. Através delas, deu-se o escoamento das lavas básicas, recobrindo grandes porções do sul do território brasileiro, originando os basaltos, os diabásios e diversos diques, que, consolidados, formaram várias quedas d’água nos rios do centro-sul do país.

A decomposição do basalto e do diabásio deu origem a solos de boa fertilidade, as terras roxas, encontradas

no planalto Meridional.

O vulcanismo atingiu também a região de Poços de Caldas e Araxá, em Minas Gerais.

Quanto aos recursos minerais das bacias sedimentares, os principais são o carvão mineral e o petróleo.

Os principais depósitos de carvão mineral no Brasil localizam-se no sul do país, na bacia sedimentar do Paraná, destacando-se o Estado de Santa Catarina como principal produtor nacional. Entretanto, as bacias sedimentares brasileiras não apresentam, até o momento, grandes depósitos petrolíferos, embora

a produção interna tenha aumentado nas últimas décadas.

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Estrutura geológica do Brasil

ESBOÇO DA ESTRUTURA GEOLÓGICA DO BRASIL

GUIANA VENEZUELA GUIANA FRANCESA COLÔMBIA 1 SURINAME B I L EQUADOR EMBASAMENTO CRISTALINO I -
GUIANA
VENEZUELA
GUIANA
FRANCESA
COLÔMBIA
1
SURINAME
B
I
L
EQUADOR
EMBASAMENTO CRISTALINO
I - Escudo das Guianas
II - Escudo Brasileiro
1
II
2
A - Sul-Amazônico
B - São Luís
A
F
PERU
1
C - Atlântico
D - Luís Alves
E - Rio da Prata
6
8
F - Nordeste
G - Sudeste
H - Araguaia - Tocantins
7
I - Sul-Rio-Grandense
3
J
- Paraguai
BOLÍVIA
L
- Gurupi
5
8
BACIAS SEDIMENTARES
J
G
4
PARAGUAI
OCEANO
1 - Amazônia
ATLÂNTICO
2 - Meio-Norte
3 - São Francisco
4 - Paraná
D
5 - Pantanal
ARGENTINA
6 - Central
7 - Recôncavo Tucano
8 - Litorânea
E
0
230 Km
URUGUAI
I
CHILE

Quadro Hipsométrico do Relevo Brasileiro

 

Classes de intervalos altitudimétricos (em m)

Superfície aproximada (em km 2 )

Participação

Total em %

percentual

Terras baixas

0-100

2.050.318

24,1

41,0

100-200

1.439.235

16,9

 

Planaltos e serras

200-500

3.151.615

37,0

58,5

500-800

1.249.906

14,7

 

800-1.200

574.624

6,8

 

Áreas culminantes

mais de1.200

46.267

0,5

0,5

 

Total Brasil

8.511.965

100,0

100,0

FONTE: IBGE, ATLAS DO BRASIL, 1966.

O mapa de relevo do Brasil sofreu grandes modificações a partir das pesquisas do professor Jurandyr Ross,

da USP, que durante um longo tempo trabalhou no projeto Radambrasil, executando uma cobertura aerofotogramétrica do território nacional.

O resultado deste trabalho foi apresentado sob a forma de um mapa detalhado do relevo brasileiro no qual são

observadas alterações significativas:

• a extensão das áreas de planícies foram reduzidas significativamente;

• os planaltos e serras foram redimensionados em suas repartições, recebendo nomenclaturas mais adequadas à sua localização geográfica;

• são identificadas grandes áreas deprimidas - as depressões - resultado do extremo desgaste sofrido pelo relevo brasileiro.

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Observe, com bastante atenção, o novo mapa do relevo brasileiro e os cortes topográficos apresentados pelo prof. Jurandyr Ross.

Planaltos CLASSIFICAÇÃO DO RELEVO BRASILEIRO 1 - Planalto da Amazônia Oriental 2 - Planaltos e

Planaltos

CLASSIFICAÇÃO DO RELEVO BRASILEIRO

1

- Planalto da Amazônia Oriental

2

- Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba

3

- Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná

4

- Planalto e Chapada dos Parecis

5

- Planaltos Residuais Norte-Amazônicos

6

- Planaltos Residuais Sul-Amazônicos

7

- Planaltos e Serras do Atlântico-Leste-Sudeste

8

- Planaltos e Serras de Goiás-Minas

9

- Serras Residuais do Alto Paraguai

10

- Planalto da Borborema

11

- Planalto Sul-Rio-Grandense

DepressõesPlanalto da Borborema 11 - Planalto Sul-Rio-Grandense 12 - Depressão da Amazônia Ocidental 13 - Depressão

12 - Depressão da Amazônia Ocidental

13 - Depressão Marginal Norte-Amazônica

14 - Depressão Marginal Sul-Amazônica

15 - Depressão do Araguaia

16 - Depressão Cuiabana

17 - Depressão do Alto Paraguai-Guaporé

18 - Depressão do Miranda

19 - Depressão Sertaneja e do São Francisco

20 - Depressão do Tocantins

21 - Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná

22 - Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense

do Paraná 22 - Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense Planícies 23 - Planície do Rio Amazonas 24 -

Planícies

23 - Planície do Rio Amazonas

24 - Planície do Rio Araguaia

25 - Planície e Pantanal do Rio Guaporé

26 - Planície e Pantanal Mato-Grossense

27 - Planície da Lagoa dos Patos e Mirim

28 - Planície e Tabuleiros Litorâneos

OCEANO ATLÂNTICO OCEANO ATLÂNTICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ATLÂNTICO

0 230 Km

da Lagoa dos Patos e Mirim 28 - Planície e Tabuleiros Litorâneos OCEANO ATLÂNTICO OCEANO ATLÂNTICO

FONTE: ROSS, JURANDYR. RELEVO BRASILEIRO: UMA NOVA PROPOSTA DE CLASSIFICAÇÃO IN: REVISTA DO DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA DA USP, N. 4, SÃO PAULO, 1992.

SOLOS

Solo é a camada superficial da crosta terrestre alterada pela ação dos agentes do intemperismo. Uma rocha qualquer, sofrendo intemperismo, transforma-se em solo. Porém, um solo incompleto. O ar, a água, vegetais e animais, junto com os fragmentos de rocha intemperizada, constituem, então, o solo propriamente dito. Um solo bem desenvolvido apresenta-se subdividido em horizontes: quanto mais maduro for o solo, mais desenvolvidos serão seus horizontes.

Veja a figura:

A matéria orgânica, fornecida pela fauna e pela flora decompostas, encontra-se concentrada apenas na camada superior do solo. Essa camada é chamada de horizonte A, o mais importante para a agricultura, dada a sua fertilidade. Logo abaixo, com espessura variável de acordo com o clima, responsável pela

intensidade e velocidade da decomposição da rocha, encontramos rocha intemperizada, ar e água, que

formam o horizonte B. Em seguida, encontramos

rocha em processo de decomposição - horizonte C - e, finalmente, a rocha matriz - horizonte D -, que originou o manto de intemperismo ou o solo que a recobre. Sob as mesmas condições climáticas, cada

tipo de rocha origina um tipo de solo diferente, ligado à sua constituição mineralógica: do basalto, por exemplo, originou-se a terra roxa; do gnaisse, o solo de massapê, e assim por diante.

Horizontes do solo

tempo

A A C rocha rocha rocha
A A
C
rocha
rocha
rocha

A

B

C

Rocha

Solo jovem

Solo raso

Solo maduro

recém-

(litossolo)

(cambissolo)

(podzólico)

exposta

rocha

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OS SOLOS E A EROSÃO

Um fato que explica a erosão dos solos: as técnicas européias de regiões temperadas usadas em nossos solos, que são de clima quente, isto é, tropical. A prática de queimadas, com a conseqüente destruição da vegetação natural, elemento protetor importante de solos tropicais, explica parte da perda da fertilidade de nosso solo. A modernização também não significa que a prática da perda de fertilidade terminou, pois a presença de máquinas, com suas arações profundas, traz para a parte superior o solo inerte e enterra a camada superficial.

OS SOLOS DO BRASIL

Embora o Brasil não seja rico em solos de elevada fertilidade, deve-se ter atenção para alguns com ótimas qualidades. De melhor classificação são:

• Solos de terra roxa: de origem vulcânica e de cor castanho-avermelhado, tem boa espessura, sendo encontrado principalmente na região do interior de São Paulo, norte do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. Devido a este solo, o Brasil se projetou como um grande produtor de café em nível internacional.

• Solos de massapé: rico em matéria orgânica e bastante escuro, tem sua formação a partir da decomposição de calcário da Zona da Mata. Foi devido a este tipo de solo que o Brasil também se projetou internacionalmente como produtor de cana-de-açúcar.

• Solos salmourão: tem sua decomposição a partir do granito. Este solo argiloso aparece em clima úmido, por isso é encontrado principalmente nas regiões próximas ao oceano e no centro sul do país.

• Solos aluviais: formado a partir do acúmulo de sedimentos das regiões das várzeas dos rios e nas áreas de acumulação de vales e depressões, sendo ótimo para cultivos tradicionais e para a horticultura.

CLIMA

Estudo da atmosfera, dos fenômenos meteorológicos e climáticos e as alterações; suas causas e conseqüências. Clima é diferente de tempo, porque:

Tempo: Condições atmosféricas apresentadas por um determinado lugar num dado momento. É uma combinação passageira dos elementos do clima. Clima: Sucessão habitual dos variados tipos de

tempo num determinado lugar da superfície terrestre.

O clima apresenta aspecto duradouro, enquanto o

tempo pode variar várias vezes num mesmo dia.

Elementos e fatores climáticos

Portanto:

CLIMA TEMPO

sucessão habitual dos tipos de tempo

combinação passageira dos elementos do clima

O estudo do clima necessita do conhecimento dos inúmeros elementos e fatores climáticos, apresentando

grande complexidade, já que esses elementos e fatores são dinâmicos e nem sempre previsíveis.

Elementos Componentes do Clima

Fatores que Alteram os Elementos

Temperatura Atmosférica Pressão Atmosférica Umidade Chuva Ventos

Relevo

Altitude

Latitude

Vegetação

Continentalidade/Maritimidade

Massa de Ar

Correntes Marítimas

Além dos fatores apontados, existem, ainda, aqueles resultados da ação do homem sobre o espaço, como:

construção de cidades, desmatamentos e poluição do ar atmosférico.

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Radiação Solar

A energia solar é o motor que faz movimentar o clima: o Sol é o responsável pelo sistema Terra / atmosfera.

O Sol fornece, sozinho, quase toda a energia utilizada pela Terra - 99,9%

A Terra absorve cerca de 64% da energia recebida do Sol e reflete cerca de 36%. A atmosfera, entretanto,

apresenta um balanço negativo, refletindo mais energia do que absorvendo. A importância desse balanço está no fato de que a atmosfera utiliza a energia para evaporar a água existente na Terra, aquecer e movimentar a atmosfera.

Observe as figuras a seguir:

e movimentar a atmosfera. Observe as figuras a seguir: A temperatura do ar atmosférico AS ZONAS

A temperatura do ar atmosférico

AS ZONAS DE ILUMINAÇÃO 66°33’ 23°27’ 0° 23°27’ 66°33’
AS ZONAS DE ILUMINAÇÃO
66°33’
23°27’
23°27’
66°33’

LUCCI ALABI ELIAN, ED. SARAIVA.

A temperatura da atmosfera sofre alterações causadas pelos seguintes fatores:

a) Altitude;

a) Altitude

b) Latitude;

c) Maritimidade e continentalidade

Um bom exemplo da ação da altitude como amenizadora da temperatura atmosférica pode ser encontrado nos Andes equatoriais, quando se observam temperaturas bem abaixo das médias da região. Enquanto nas áreas de baixas altitudes são encontradas médias térmicas anuais em torno de 27°C, no alto da Cordilheira Andina essas médias caem para 13°C.

b) Latitude

Deve-se à forma esférica da Terra, uma vez que a insolação diminui do Equador, onde os raios solares incidem, perpendicularmente, em direção aos pólos, onde ocorre elevada inclinação e elevada reflexão dos raios solares. Regra geral: a temperatura diminui com o aumento da latitude. Enquanto nas proximidades do Equador as médias térmicas encontram-se em torno dos 27°C, nos limites dos Círculos Polares essa média cai para -10° C.

c) Maritimidade e Continentalidade

A razão fundamental da influência que esse fator exerce na temperatura atmosférica é o comportamento

térmico diferente do meio sólido - rochas - e do meio líquido - oceanos. Os continentes aquecem-se e esfriam-se mais rapidamente que os oceanos, por isso as variações mais acentuadas das temperaturas ocorrem mais nos continentes que nos oceanos. Também devemos considerar que, quanto mais distante uma porção continental estiver do oceano - e da sua influência -, maiores serão as suas oscilações térmicas. É o caso do deserto do Saara, que apresenta amplitudes térmicas muito acentuadas, podendo oscilar entre máximas de até 50°C (durante o dia) e mínimas de até 5°C (à noite). Também é o caso dos dois hemisférios: o Norte, por possuir uma área continental muito maior que o Sul, apresenta invernos mais frios e verões mais quentes.

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Veja a tabela:

Temperatura média dos hemisférios norte e sul(°C)

Período

Hemisfério Norte

Hemisfério Sul

Verão

22,4

17,1

Inverno

8,1

9,7

F ONTE : J. D. A YOADE . I NTRODUÇÃO À CLIMATOLOGIA PARA OS TRÓPICOS . P. 53

A PRESSÃO ATMOSFÉRICA

A pressão exercida pelo ar que envolve toda a Terra não é igual sobre a superfície terrestre, variando de acordo com a:

• Altitude

Em síntese:

• Temperatura

• Latitude

Variação da Pressão

Quanto MAIOR a altitude e a temperatura

MENOR a pressão

Quanto MAIOR a latitude

MAIOR a pressão

A variação da pressão segundo a LATITUDE cria as áreas de ALTA PRESSÃO ou anticiclonais e de BAIXA PRESSÃO ou ciclonais. Aqui se explica o MOVIMENTO do ar atmosférico, pois o ar se encontra em constante movimentação, denominada VENTO, cujo mecanismo está expresso na primeira Lei da Circulação Atmosférica, do holandês Buys Ballot: “Os ventos sempre sopram das áreas de alta pressão para as áreas de baixa pressão.” As áreas de alta pressão são denominadas anticiclonais e as de baixa pressão, ciclonais. Veja a figura:

Anticiclonais são áreas dispersoras ou que emitem massas de ar ou ventos.

Ciclonais são áreas que recebem massas de ar.

MECANISMO DOS VENTOS

área A (anticiclonal) menor temperatura maior pressão

área B (ciclonal) maior temperatura menor pressão

área A (anticiclonal) menor temperatura maior pressão área B (ciclonal) maior temperatura menor pressão ar (vento)

ar (vento)

área A (anticiclonal) menor temperatura maior pressão área B (ciclonal) maior temperatura menor pressão ar (vento)
área A (anticiclonal) menor temperatura maior pressão área B (ciclonal) maior temperatura menor pressão ar (vento)

FONTE: AMORIM, MARCOS. GEOGRAFIA DO BRASIL - ED. MODERNA.

Tipos de Ventos

As brisas, as monções e os alísios são exemplos de ventos. • Os alísios são ventos que sopram dos trópicos para o equador, retornando depois aos trópicos - os contra-alísios. • As brisas, geradas pelo aquecimento diferenciado entre o oceano e o continente, apresentam dois movimentos distintos: durante o dia, o maior aquecimento da Terra provoca a formação de uma área de baixa pressão no continente, ocasionando o deslocamento do ar estacionado sobre o oceano na direção do continente (brisa marítima); durante a noite, o resfriamento da Terra ocasiona a formação de uma área de alta pressão no continente, provocando o deslocamento do ar continental em direção ao oceano (brisa continental).

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Tecnologia ITAPECURSOS As brisas marítimas sopram durante o dia do mar para a terra. As brisas

As brisas marítimas sopram durante o dia do mar para a terra.

brisas marítimas sopram durante o dia do mar para a terra. As brisas terrestres sopram durante

As brisas terrestres sopram durante a noite do continente para o mar.

• As monções ocorrem no sudeste asiático e são ventos periódicos sazonais. No inverno do hemisfério norte, as monções deslocam-se em direção ao oceano Índico, apresentando-se com ventos secos, originados no continente, mais frios em relação ao oceano, nesta estação do ano. No verão, graças às diferenças de temperatura entre o continente e o oceano, massas de ar úmidas, originadas no oceano Índico, dirigem-se para o continente, provocando chuvas abundantes sobre os países orientais, entre os quais a Índia, países do sudeste asiático e no sul da China.

Monções de verão

Verão na Ásia OCEANO ÍNDICO
Verão na Ásia
OCEANO ÍNDICO

Monções de inverno

Inverno na Ásia OCEANO ÍNDICO
Inverno na
Ásia
OCEANO ÍNDICO

As monções refletem-se na vida cotidiana das populações do sudeste asiático, ali observando-se práticas de ocupação espacial, através da agricultura -, a rizicultura - determinadas pela sazonalidade climática: durante os meses da monção de verão, os agricultores preparam o plantio e seus equipamentos para os meses de inverno, secos, destinados à colheita e ao armazenamento do arroz.

O CICLO HIDROLÓGICO

Ciclo hidrológico, ou ciclo da água, essencial para a biosfera, é a permanente movimentação ou circulação de uma parcela significativa da água existente na Terra. Segundo esse ciclo, parte da água existente na superfície terrestre - oceanos, mares, rios, lagos - e nos seres vivos é transferida para a atmosfera sob ao forma de vapor de água, através da evaporação e da evapotranspiração. Já na atmosfera, após haver ocorrido a condensação do vapor, a água retorna à superfície terrestre sob a forma líquida - chuvas - ou sólida - granizo e neve. São importantes reservatórios de água que integram o ciclo hidrológico, pela ordem: OCEANOS, GELEIRAS, ÁGUAS SUBTERRÂNEAS, LAGOS, RIOS, ATMOSFERA E BIOSFERA.

A umidade do ar atmosférico

É a quantidade de vapor-d’água presente na atmosfera, proveniente da evaporação e da evapotranspiração,

que depende principalmente da radiação solar, da extensão da superfície evaporante e da atuação do vento.

O vapor d’água é muito importante, visto que:

• A condensação e as precipitações dependem dele.

• Sua presença e quantidade na atmosfera determinam a possibilidade, ou não, de ocorrerem precipitações.

• Desempenha o papel de regulador térmico, ao absorver as radiações do Sol e da Terra.

• Atua sobre o conforto do ser humano - ar seco, ar úmido - (ex.: ar superúmido, como o do clima da Amazônia, e ar muito seco, como o do Deserto do Saara, são desconfortáveis ao homem).

A umidade varia com a altitude e com a latitude do lugar: normalmente, diminui com o aumento da altitude

(nas camadas superiores da atmosfera, o vapor d’água é quase inexistente) e normalmente é bastante alta nas latitudes mais baixas (na região equatorial, os índices de umidade são geralmente mais elevados do que nas regiões desérticas e polares).

As linhas, nos mapas climáticos, que unem pontos de umidade atmosférica igual são as ISOÍGRAS. Os principais tipos de precipitação são:

- geada, orvalho e neblina, que são tipos de precipitação superficiais.

- granizo, neve e chuvas que são tipos de precipitação não superficiais.

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Tipos de chuvas

• Chuva de convecção ou chuva de verão: em dias quentes, o ar próximo à
• Chuva de convecção ou chuva de verão: em dias
quentes, o ar próximo à superfície fica leve e sobe para as
camadas superiores da atmosfera, carregando umidade.
Ao atingir altitudes superiores, a temperatura diminui e o
vapor se condensa em gotículas tão pequenas que
permanecem em suspensão. O ar fica mais pesado e
desce frio e seco em direção à superfície, iniciando
novamente o ciclo convectivo. Ao fim da tarde, a nuvem
resultante está enorme, chegando a atingir 13 km de altitude
e provocando chuvas torrenciais. Após a chuva, o céu fica
relacionados com a intensidade das massas, variável no
decorrer do ano.
Chuvas frontais
Ar quente
Ar frio
claro novamente.
Chuvas convectivas
• Chuva de relevo ou orográfica: em alguns locais do
planeta, barreiras de relevo obrigam as massas de ar a
atingir altitudes superiores, o que causa queda de
temperatura e condensação do vapor. Esse tipo de chuva
costuma ser intermitente e fina e é muito comum nas
regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, onde as serras e
chapadas dificultam a penetração das massas úmidas de
ar provenientes do oceano Atlântico no interior do continente
(serra do Mar, chapadas da Borborema, Ibiapaba e Apodi).
Chuvas orogênicas
• Chuva frontal: na zona de contato entre duas massas
de ar (frente) de características diferentes, uma quente e
outra fria, ocorre a condensação do vapor e a precipitação
da água na forma de chuva. A área de abrangência (em
quilômetros quadrados) e o volume de água precipitada estão

A quantidade de chuvas pode variar segundo:

• diferenças de latitude;

• diferenças de temperaturas;

• diferenças de pressão atmosférica;

• influência do relevo;

• influência de correntes marítimas;

• influência dos oceanos e dos continentes;

• atuação das massas de ar.

Podemos afirmar que:

• As chuvas são abundantes nas regiões equatoriais, moderadas nas regiões temperadas e rarefeitas na regiões polares. • A pluviosidade é maior nos oceanos e menor nos continentes.

• A pluviosidade nos continentes é maior nas regiões próximas dos oceanos e menor nas regiões interiores continentais.

MASSAS DE AR

Massas de ar são grandes porções de ar que costumam se originar em áreas extensas e homogêneas, como as planícies, os oceanos e os desertos. Na sua formação, adquirem as características da sua área de origem (umidade e temperatura). Assim, são frias ou quentes, secas ou úmidas, frias ou secas, quentes ou úmidas, e assim por diante. Ao se deslocarem, levam consigo essas características de origem, que irão influenciar as áreas sobre as quais estão se deslocando. Podem perder parte das características de origem e adquirir as características das áreas sobre as quais estão atuando. As massas de ar se classificam de acordo com suas características originais e caracterizam os vários tipos de clima na Terra, determinando os diferentes tipos de tempo no decorrer do ano. Tipos de massas de ar:

Equatoriais: possuem ar quente e úmido Tropicais: possuem ar quente, seco e úmido, conforme originem da terra ou do oceano. Polares: possuem ar frio e pouco úmido se, sobretudo, forem continentais.

As diferentes massas de ar, ao se encontrarem, não se misturam. A área de contato entre elas recebe o nome de FRENTE.

Massas de Ar da América do Sul Circulação atmosférica na América do Sul (distribuição das
Massas de Ar da América do Sul
Circulação atmosférica na América do Sul
(distribuição das massas de ar segundo suas
fontes e orientação dos seus deslocamento