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RELATÓRIO TÉCNICO

BANCO DO LIVRO SA - CURVELO / MG


ABRIL / M AIO / JUNHO
2006

INTRODUÇÃO

“Quando vamos além das formas tradicionais de resolver problemas, obtendo um sucesso capaz de
influenciar outras pessoas, a nossa criatividade assume uma dimensão social importantíssima.”

O Banco do Livro tem sido um espaço de aprimoramento e aprendizado para os seus freqüentadores.
Diariamente, recebe pessoas de toda a comunidade, com idades e profissões diferentes, mas que
compartilham o interesse pela leitura e por histórias, tornando-se um lugar agradável, repleto de
idéias e inovações.

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

“Quando começamos a expressar a nossa criatividade de maneira mais plena, começamos também a
nos sentir mais felizes e satisfeitos como seres humanos.”

Neste período, foram realizadas atividades em parceria com o Telecentro Comunitário “Caminhos do
Rosa”. Juntos, os dois projetos têm como meta transformar Curvelo em uma “Cidade Roseana”,
levando os freqüentadores a conhecer e a se deliciar com os caminhos e histórias deixados por
Guimarães Rosa.

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• Troca de livros

Quantas trocas por dia?

A troca de livros é constante. O fácil acesso a uma variedade de livros permitido pela troca é, com
certeza, algo que chama cada vez mais a atenção dos freqüentadores, atendendo as suas
necessidades. Além disso, a divulgação, feita até mesmo pelos próprios freqüentadores, contribui para
ampliar o alcance do Banco do Livro.

• Doações

As doações contribuem para aumentar e inovar o nosso acervo. Muitos que visitam o Banco do Livro e
ficam sabendo de sua importância se sentem entusiasmados para contribuir. O incentivo às doações é
feito constantemente, a partir de divulgações e da confecção de brindes.

• Algibeiras Culturais

A Algibeira Cultural tem obtido resultados relevantes, uma vez que diversos assuntos, como música,
culinária e poesia, são levados à comunidade de forma descontraída e criativa, chamando a atenção
das pessoas. Por ser interessante, essa idéia foi copiada por outros grupos e tem sido bem aceita pela
população. Não sobra um só “papelzinho” dos assuntos e há muitos pedidos para que a Algibeira
permaneça no Centro Cultural por mais tempo.

• Exposições

As exposições são feitas visando resgatar o gosto pela cultura sertaneja e principalmente levar para a
comunidade o conhecimento relativo às obras e à vida de Guimarães Rosa.

A exposição “Correspondências”, por exemplo, conseguiu chegar até o público de uma maneira
diferente. Por meio de cartas escritas por Guimarães Rosa a amigos e parentes, inclusive aos seus
“colegas curvelanos”, a exposição retratou cada lugar onde ele estava quando escreveu, como a
Alemanha. Atingiu pessoas de várias idades e resgatou o interesse de escrever e ler cartas. Exemplo
disso foi a visita de alunos da Escola Municipal Doutor Viriato Diniz Mascarenhas, que se encantaram
com a exposição e produziram cartazes, cartas e maquetes que ficaram expostas no Banco do Livro.

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• Aproveitamento do Espaço e estímulo à leitura

O espaço do Banco do Livro está sendo mais aproveitado e estimula a leitura a partir de frases e
pensamentos que enfocam a importância da leitura. Além disso, desperta nos estudantes mais atentos
às mudanças a importância e aplicação, por exemplo, da Matemática ou da História.

Para incentivar novas doações, são feitas campanhas de divulgação junto à comunidade. As doações
são estimuladas com a distribuição de brindes aos doadores, como o marca-livro contendo mensagens
de grandes escritores e de poetas sobre a leitura e lápis enfeitados. É feito ainda o Placar de Doações,
no qual ficam expostos os nomes dos doadores com a respectiva quantidade doada. Dessa forma,
todos aqueles que chegam ao local querem ver o seu nome no placar.

Em um mural, são colocados trechos de obras ou poesias de escritores curvelanos, para que todos
tenham conhecimento do seu trabalho. Muitos freqüentadores nem sequer sabiam da existência dessas
pessoas e passaram a conhecer e a admirar o seu trabalho.

• “Curvelo nas Gerais, no Brasil e no mundo”

Visando facilitar o acesso dos freqüentadores que pesquisam a história dos escritores e poetas de
Curvelo e também ampliar o acesso de nossos visitantes, a organização da estante que guarda
documentos é fundamental. Para simplificar a consulta, foi criada uma pasta no computador contendo
os nomes dos autores e de suas obras. Além disso, os livros estão organizados na estante de acordo
com a ordem alfabética do nome do autor, facilitando assim o acesso a tais documentos. Foi feita
ainda uma pintura na porta do Banco do Livro que mostra os nomes dos escritores curvelanos dentro
de uma paisagem sertaneja, aproveitando o espaço para retratar também a cultura Roseana.

• Contação de histórias

A Contação de Histórias surgiu com o intuito de incentivar nas crianças o gosto pela leitura e pelo
conhecimento. A cada roda, aprende-se mais com a ingenuidade e a criatividade das crianças. O
envolvimento delas na história é fantástico, assim como a forma como participam. Muitas contam
histórias espontaneamente e nos fascinam com sua doçura e alegria. As professoras também
participam e sentem-se felizes por saber que a contação de histórias ajuda a vencer a timidez das
crianças, amplia o raciocínio e incentiva a leitura. Aqueles que já freqüentaram a roda procuram ler
histórias para poder contar em outra roda o que aprenderam. Dessa forma, todos saímos
recompensados e felizes pelo trabalho.

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• Dia do Brincar

O dia 31 de maio é uma data comemorada internacionalmente. Brincar é o lema. Para que isso fosse
possível também em nossa cidade, o Banco do Livro, juntamente com o Telecentro Caminhos do Rosa
e o projeto Ser Criança, promoveu uma semana inteira de brincadeiras.

Com a participação de projetos e escolas, foi realizado até mesmo um concurso de brinquedos
produzidos com materiais recicláveis. Ao longo da semana, as crianças foram confeccionando
brinquedos para participar do concurso e esses trabalhos ficaram expostos no Banco do Livro.

As atividades desenvolvidas nesta semana foram bem variadas: houve visitas ao projeto Ser Criança e
distribuição de pião, sendo que no dia 31 foi realizada uma oficina de brinquedos (carrinho de garrafa
pet, bilboquê, bolsinha, vai e vem etc.) e de brincadeiras (queimada e pula-corda), além de rodas de
contação de histórias e distribuição de algodão doce. Participaram dessa atividade 220 crianças, 10
educadores e 10 voluntários. A participação de cada um contribuiu para o aprendizado de todos.

Fica agora a lembrança de uma semana muito gostosa, em que houve a oportunidade de se
comemorar um dia tão especial e importante na vida de todos. Fica também um aprendizado: é
fundamental garantir às crianças o direito de brincar, para que elas possam alimentar seus sonhos e
desejos de felicidade.

ENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO

O Banco do Livro conta com a participação de três voluntários, que estão sempre dispostos a ajudar
na organização das rodas, dos livros, das exposições e na transformação do ambiente. A comunidade
também vem contribuindo muito com o aumento do acervo do Banco do Livro. Prova disso é que,
nesse período, foram doados 80 livros.

INDICADORES DE ÊXITO

• Índicadores Qualitativos

- Várias atividades desenvolvidas.


- Público diversificado.
- Divulgação e valorização dos escritores curvelanos.

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- Visitas diversas.
- Interesse e boa participação nas exposições.
- Grande participação e envolvimento na Contação de Histórias.
- Estímulo à leitura.
- Aumento da procura do Banco do Livro.

• Indicadores Quantitativos

meses troca média por dia doação


abril 227 12 40
maio 490 25 40
junho 218 11 -
Total 935 48 80

- Média de 40 pessoas nas rodas de Contação de Histórias.


- 30 visitas em média por dia.
- 170 pessoas visitaram a exposição.
- 47 cartas foram escritas e enviadas.
- 220 crianças participaram das atividades desenvolvidas no dia 31 de maio, Dia do Brincar.
- 20 educadores, professores e voluntários contribuíram para o Dia do Brincar.

INDICADORES DE DIFICULDADES

- Falhas na organização da Gincana de Arrecadação de Livros Literários.

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REFLEXÃO

Nesta nova etapa, foi possível aprender e crescer diante das atividades desenvolvidas. À medida que
caminhamos, deparamos com obstáculos, que nos fizeram buscar soluções, e nos tornamos mais
próximos e engajados no trabalho. Foi uma fase de muitas atividades, experiências e realizações.

“A criatividade aumenta na medida da consciência que se tem dos próprios atos criativos.Quanto mais
exercermos a nossa originalidade, mais confiança adquirimos e maiores são as probabilidades de nos
mostrarmos criativos no futuro.”

Aline Esteves Alves - Educadora


Washington Alves Rodrigues - Coordenador

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ANEXOS

• História em quadrinhos

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• História na Praça

Os Irmãos Portugueses

Era uma vez...


Um pequeno fazendeiro português, bem pobrezinho e bem velhinho, que tinha dois filhos, o Joaquim
e o Manuel.
Como o fazendeiro era muito velhinho, acabou morrendo. Passada a cerimônia do velório e do
enterro, os dois irmãos resolveram dividir a herança deixada pelo pai: apenas duas vacas.
Joaquim e Manuel decidiram da seguinte forma:
Joaquim: Olha, Manuel, esta vaca fica para você e esta para mim.
Manuel: Joaquim, como é que vou saber qual vaca é sua e qual vaca é minha?
Joaquim: Já sei, eu corto uma orelha da minha vaca e a vaca sem orelha é minha e a com orelha é
sua.
Manuel: Está bem!
E assim passou o dia e à noite os dois foram dormir. Mas eles tinham um vizinho que não gostava
deles e que resolveu aproveitar a ocasião para brincar com a cara dos dois. À noite, quando estavam
dormindo, foi lá e cortou a orelha da outra vaca. No dia seguinte, quando Manuel acordou e foi
cuidar das vacas, deu um grito:
Manuel: Joaquim! Joaquim! Venha cá! Cortaram a orelha da vaca! Como é que vou saber qual vaca é
sua e qual é a minha?
Joaquim: Já sei: vou cortar a outra orelha da minha vaca. Assim, a vaca que está sem orelha fica pra
mim e a que tem uma orelha fica pra você.
E assim fizeram. Mais um dia se passou e à noite o vizinho novamente esperou os dois irmãos
dormirem e cortou a outra orelha da vaca. Logo de manhã, Joaquim gritou:
Joaquim: Manuel! Manuel! Acuda, venha ver: as vacas estão sem orelhas e agora qual vaca é minha e
qual vaca é sua?
Manuel: Tive uma idéia: vou cortar os chifres da minha vaca. Assim, a vaca sem chifres é minha e a
vaca com chifres é sua.
Resolveram o problema e mais uma vez foram dormir, certos de que dessa vez nada aconteceria. No
outro dia:
Manuel: Joaquim !Joaquim! Cortaram os chifres da outra vaca! Qual vaca é minha e qual é sua?
Depois de muito pensar:
Joaquim: Olha, Manuel, vou cortar o rabo da minha vaca. Assim, a vaca com rabo é sua e a sem rabo
é minha.
Mais um dia se passou e à noite o vizinho só esperou que eles dormissem. No outro dia:

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Joaquim: Manuel! Manuel! Cortaram o rabo da vaca! E agora, qual vaca é minha e qual é sua?
Cansado daquela história, Manuel foi firme em sua decisão:
Manuel: Vou cortar as patas da minha vaca. Agora quero ver: não há como errar qual vaca é minha e
qual é sua. No outro dia:
Manuel: Joaquim! Joaquim! Cortaram as patas da outra vaca! E agora, qual vaca é minha e qual vaca
é sua?
Desesperados, os dois passaram o dia quase todo pensando em uma maneira de resolver o problema,
pois já não havia mais o que cortar. Joaquim e Manuel andavam de um lado para o outro,
desesperadamente, em busca de uma solução, até que os dois tiveram ao mesmo tempo a idéia
brilhante:
Joaquim: Manuel, já sei!
Manuel: Joaquim, já sei!
Joaquim: Olha, Manuel, a vaca preta fica pra mim e a vaca branca fica pra você.

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