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Automação Predial

Eletricidade Geral – Prática
Eletricidade Geral – Prática

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Automação Predial

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AA

Automação Predial

Senai-SP, 2009

Trabalho elaborado:

SENAI “Carlos Pasquale”

Coordenação: Humberto Marzinotto Filho Conteúdo técnico: José Júlio Vieira Elaboração: Amintas Ferreira Maia

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Automação Predial

SENAI

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de São Paulo Av. Paulista, 1313 - Cerqueira César São Paulo – SP CEP 01311-923

Escola SENAI Carlos Pasquale Rua Muniz de Souza, 03 Cambuci – São Paulo – SP CEP 01534-000 E-mail senaicambuci@sp.senai.br

Telefone

(0XX11) 3208-2455

Telefax

(0XX11) 3208-2455

SENAI on-line

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Automação Predial

Automação Predial Sumário Dimensionamento 11 Normatização 11 Fornecimento de energia 12
Automação Predial Sumário Dimensionamento 11 Normatização 11 Fornecimento de energia 12

Sumário

Dimensionamento

11

Normatização

11

Fornecimento de energia

12

Potência instalada

12

Demanda

12

Fator de demanda

12

Previsão de cargas

14

Iluminação

14

Tomadas de uso geral

15

Tomadas de uso específico

16

Atribuição de potências para tomadas de uso geral

17

Quadro de distribuição

19

Divisão da instalação em circuitos

20

Condutores elétricos

21

Seção do neutro e proteção

23

Dimensionamento de condutores

24

Dimensionamento de Máxima Corrente Admissível

24

Corrente de projeto

27

Fator de Correção de Temperatura Ambiente e do Solo

29

Fator de Correção de Agrupamento

30

Dimensionamento de Máxima Queda de Tensão

31

Determinação da Queda de Tensão

31

Eletrodutos

35

Disposição dos Condutores nos Eletrodutos

35

Taxa de Ocupação Máxima

36

Disjuntores

39

Disjuntores termomagnéticos

39

Características dos disjuntores

41

Curvas de disjuntores

43

Dimensionamento do disjuntor

44

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5

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Dispositivo diferencial residual

46

Tipos de dispositivos DR

48

Princípio de funcionamento

49

Características técnicas

50

Instalação do DR

51

Dispositivos de proteção contra surtos

53

Características dos DPS

54

Classes dos DPS

54

Instalação dos DPS

57

Seleção dos DPS

61

Falha dos DPS e proteção contra sobre correntes

64

Sistemas de aterramento

65

Conceitos

65

Massa

65

Terra

66

Neutro

66

Tipos de aterramento

66

Aterramento funcional

66

Aterramento de proteção

66

Esquemas de aterramento

66

Esquema TT

67

Esquema TN

68

Esquema IT

69

Esquema IT-médico

71

Resistência da terra

72

Eletrodos de aterramento

73

Tipos de eletrodos de aterramento

73

Conexões de eletrodos

75

Equipotencialização

76

Condutor de aterramento

77

Condutor de proteção

77

Seção dos condutores de proteção

78

Relé de Impulso

79

Tipos fundamentais

79

Eletromecânico

79

Eletrônico

85

Aplicações

86

Seção dos condutores

88

Representações

90

6

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Representações literais e numéricas

92

Cor da isolação dos condutores

93

Eletrificador de cerca

95

Normatização

96

Equipamentos e acessórios

96

Instalação

100

Central de alarme

103

Zonas com fio, sem fio e mistas

104

Tipos de zonas

105

Instalação da central de alarme

105

Sensores

109

Princípio de funcionamento

109

Sistema de controle

110

Malha fechada e malha aberta

110

Sensores analógicos e digitais

111

Sensores ópticos

111

Sensores magnéticos

113

Instalação e posicionamento dos sensores

114

Programação

116

Circuito fechado de televisão e vídeo

117

Sistemas de CFTV

118

Sistema de CFTV analógico

118

Sistema de CFTV digital

119

Sistema de CFTV híbrido

119

Câmeras de CFTV

119

Cabeamento e conectores

124

Transmissão sem fio

126

Visualização

127

Gravadores e armazenadores

130

Interfonia

133

Componentes do sistema

134

Tipos de sistemas

135

Fechaduras elétricas

136

Sistemas de emergência

139

Sistema de alarme de incêndio

139

Normatização

139

Componentes de um sistema de alarme de incêndio

140

Central de alarme

140

Sensores e atuadores

140

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7

Automação Predial

Sensor de fumaça

141

Sensor Termovelocimétrico

141

Sensor de gás

142

Acionador manual

143

Sirene

143

Sensores endereçáveis

144

Sistema de iluminação de emergência

144

Definições do Sistema de Iluminação de Emergência

144

Tipos de Sistemas de Iluminação de Emergência

145

Procedimentos para a Instalação

146

Portão automático

149

Tipos de portão automático

150

Componentes para automatização

153

Instalação

154

Bomba de recalque

155

Quadro de comando e proteção

156

Instalação

157

Instruções para o acionamento

161

Cabeamento de redes

163

Tipos de redes

164

Topologias de redes

164

Serviços de redes

166

Dispositivos de interligação em uma rede

167

Protocolos de comunicação

171

Padrões de rede ethernet

171

Redes sem fio

175

Cabeamento estruturado

176

Sistemas convencionais contra sistemas estruturados

177

Normatização

177

Tipos de cabos

178

Padrões de montagem dos cabos UTP

181

Cabo crossover

182

Patch Cord

183

Componentes para a montagem de cabos UTP

184

Testador de cabo

185

Conector Jack RJ-45

186

Conectores de rede

187

Gerenciamento de Sistemas de Cabeamento Estruturado

188

Relé programável

191

8

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Automação Predial

Constituição de um relé programável

192

Classificação dos relés programáveis e CLP’s

194

Funcionamento de um relé programável

195

Instalação

195

Ensaios

197

Ensaio 01

197

Ensaio 02

199

Ensaio 03

201

Ensaio 04

203

Ensaio 04a

203

Ensaio 04b

209

Ensaio 04c

213

Ensaio 04d

219

Ensaio 04e

225

Ensaio 04f

231

Ensaio 04g

237

Ensaio 05

243

Ensaio 06

245

Ensaio 07

247

Ensaio 08

249

Ensaio 09

251

Ensaio 10

257

Ensaio 11

261

Ensaio 12

263

Ensaio 13

265

Ensaio 14

267

Indicações de Normas

269

Referências

273

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Automação Predial

10

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Automação Predial

Automação Predial Dimensionamento Para estudarmos o dimensionamento é necessário o conhecimento de vários outros
Automação Predial Dimensionamento Para estudarmos o dimensionamento é necessário o conhecimento de vários outros

Dimensionamento

Para estudarmos o dimensionamento é necessário o conhecimento de vários outros conceitos que serão apresentados a seguir, para que no final do estudo destes conceitos possamos ter aprendido o dimensionamento de cargas, do padrão de entrada, de condutores e da proteção.

Normatização

A Norma ABNT NBR 5410:2004, que estabelece as condições as quais devem

satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão com a finalidade de garantir a

segurança de pessoas e animais, o seu adequado funcionamento e a preservação dos bens, provê os procedimentos necessários para o dimensionamento adequado das instalações elétricas, priorizando a segurança e a proteção, de modo a evitar sobrecargas, curtos-circuitos, choques elétricos.

A Norma ABNT NBR 5410:2004 deve ser rigorosamente seguida por projetistas e

instaladores, pois, conforme o Código de Defesa do Consumidor são legalmente responsáveis por acidentes que eventualmente possam acontecer, por falhas de projeto ou de execução.

A aplicação da Norma ABNT NBR 5410:2004 não dispensa o atendimento de outras

Normas complementares, aplicáveis a instalações e locais específicos. Esta Norma é aplicada principalmente em instalações elétricas de edificações, não importando o seu uso (residencial, comercial, público, industrial, de serviços, agropecuário, hortigranjeiro, etc.), inclusive edificações pré-fabricadas.

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Fornecimento de energia

O fornecimento de energia depende da concessionária de energia de cada região, de forma geral podemos dizer que existem as seguintes formas de fornecimento de energia: monofásica (fase e neutro), bifásica (fase, fase e neutro) e trifásica (fase, fase, fase e neutro).

Potência instalada

Potência instalada é a somatória de todas as potências dos equipamentos presentes na instalação. Quando não houver a indicação desta informação, devemos calcular a potência levando em consideração a tensão, a corrente e quando necessário o cos .

Exemplo Uma instalação possui as seguintes cargas: 10 lâmpadas de 100W incandescentes, 5 TUG’s (Tomadas de Uso Geral) de 100VA e um chuveiro de 5500W. Qual é a potência instalada? Quem calculou 7000W acertou.

Demanda

Demanda é a média das potências elétricas instantâneas solicitadas por um determinado tempo.

Fator de Demanda São fatores definidos para as cargas, conforme tabela abaixo, para iluminação e tomadas de uso geral ou TUG’s (g1) e tomadas de uso especifico ou TUE’s (g2), podendo em alguns casos serem fornecidos pelas concessionárias de energia local.

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Tabela: Iluminação e TUG’s (g1)

Linha

Potência (VA)

g1

1

0 a 1000

0,86

2

1001

a 2000

0,75

3

2001

a 3000

0,66

4

3001

a 4000

0,59

5

4001

a 5000

0,52

6

5001

a 6000

0,45

7

6001

a 7000

0,40

8

7001

a 8000

0,35

9

8001

a 9000

0,31

10

9001 a 10000

0,27

11

Acima de 10000

0,24

Tabela: TUE’s (g2)

Numero de circuitos de TUE’s

g2

Numero de circuitos de TUE’s

g2

1 1,00

 

11 0,49

 

2 1,00

 

12 0,48

 

3 0,84

 

13 0,46

 

4 0,76

 

14 0,45

 

5 0,70

 

15 0,44

 

6 0,65

 

16 0,43

 

7 0,60

 

17 0,41

 

8 0,57

 

18, 19 e 20

0,40

9 0,54

 

21, 22 e 23

0,39

10 0,52

 

24 e 25

0,38

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Exemplo Considerando o mesmo exemplo anterior, temos 10 lâmpadas incandescentes de

100W e 5 tomadas de 100VA, encontramos uma potência total de 1500VA na tabela g1 chegamos ao valor de 0,75. Para o chuveiro de 5500W temos então somente 1 ponto de tomada de uso especifico com fator de demanda de 1,00. Calculando a demanda

temos:

D

= (1500 * 0,75) + (5500 * 1,00)

D

= 1125 + 5500

D

= 6625VA

Comparando os resultados encontramos uma potência instalada de 7000VA e uma demanda de 6625VA, considerando essa diferença para instalações prediais teremos o melhor aproveitamento dos dispositivos de proteção e os condutores não serão sobredimensionandos.

Previsão de Cargas

A previsão de carga tem como objetivo estabelecer condições mínimas para que a

instalação tenha um bom funcionamento.

A Norma ABNT NBR 5410:2004 estabelece algumas condições que devem ser

observadas para iluminação, tomadas de uso geral e tomadas de uso especifico.

Iluminação Devem ser previstos em todas as dependências um ponto de iluminação comandado por interruptor.

As condições mínimas para iluminação estabelecidas pela Norma ABNT NBR

5410:2004, determinam que a cada 6m² inteiros ou em dependências com área inferior

a esse valor, deve ser considerado 100VA para carga de iluminação. Em dependências maiores que 6m², para os primeiros 6m² considerar 100VA e para cada aumento de 4m 2 inteiros deve-se acrescentar 60VA.

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Automação Predial

Exemplo Para um cômodo com área de 25 m 2 (5m X 5m), calculamos:

25

– 6 = 19 m 2

100VA

19

– 4 = 15 m 2

60VA

15

– 4 = 11 m 2

60VA

11

– 4 = 7 m 2

60VA

7 – 4 = 3 m 2

Desconsideramos esta área

Logo teremos uma potência de iluminação de 280VA para uma dependência de 25 m 2 .

Nota: esta potência é destinada ao dimensionamento de circuitos e não é necessariamente a potência nominal de cada um deles, podendo, no momento da execução do projeto, ser utilizadas lâmpadas fluorescentes, compactas ou qualquer outro tipo de lâmpada.

Tomadas de Uso Geral (T.U.G’s) As tomadas de uso geral estão dividas em duas situações que devem ser observadas conforme tabela abaixo e esta é uma previsão mínima de pontos de tomadas que todas as dependências devem possuir:

Cômodos ou Dependências

Quantidade de Pontos de Tomadas

Banheiros

Devem possuir pelo menos um ponto de tomada próximo ao lavatório *

Cozinhas, copas, copas- cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos

Deve ser previsto um ponto de tomada a cada 3,5m ou fração de perímetro **

Varandas

Deve ser previsto um ponto de tomada, admite-se que este ponto fique próximo ao seu acesso e não necessariamente na varanda.

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Salas e dormitórios

Deve ser previsto um ponto de tomada a cada 5m ou fração de perímetro***

Demais dependências

Para dependências menores que 2,25m 2 admite-se que seja colocado externamente um ponto de tomada; Para dependências com área entre 2,25 m 2 a 6 m 2 admite-se um ponto de tomada; e Para áreas superiores a 6m 2 , um ponto de tomada para cada 5m ou fração de perímetro.

Exemplo Consideremos uma dependência com 25m² de área (5m X 5m), com um perímetro (soma de todas os lados da dependência) de 20m (5m+5m+5m+5m), sabendo-se que essa dependência é uma área de serviço, como determinamos a quantidade de T.U.G’s?

Sabemos que para uma área de serviço, consideramos um ponto de tomada a cada

3,5m.

Dividindo-se 20m / 3,5 m, encontramos 5,7 pontos de tomadas. Logo, nesta dependência teremos 5 pontos de tomadas de uso geral e mais um ponto devido a 0,7m que sobraram, resultando num total de 6 tomadas de uso geral, que deverão ser distribuídas tão uniformemente quanto possível.

Tomadas de Uso Específico (T.U.E’s) São considerados pontos de tomadas de uso específico, todas as tomadas que se destinam a alimentar equipamentos com corrente nominal superior a 10A e também a equipamentos estacionários e ou fixos, que, uma vez instalados, são de difícil locomoção.

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Automação Predial

Quando não existir a indicação de corrente nominal devemos calcular esse valor. Para equipamentos que são conjugados e utilizam apenas um ponto de tomada não podemos nos esquecer de somar as potências.

Nota: Para o Aquecedor de Água, a conexão com a rede elétrica deve ser direta, não sendo aceita pela Norma ABNT NBR 5410:2004 a instalação de tomada para chuveiros, torneiras elétricas e aquecedores de água, recomendando-se nestes casos

a utilização de emendas simples ou conectores.

Atribuição de Potência para Tomadas de Uso Geral (T.U.G’s) De acordo com a Norma ABNT NBR 5410:2004, devemos atribuir para as dependências as seguintes potências:

Banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço e locais análogos.

Para até 6 pontos de tomadas, atribuir 600VA para os 3 primeiros pontos e 100VA para os outros 3 pontos de tomadas; Para mais de 6 pontos tomadas, atribuir 600VA para os 2 primeiros pontos e 100VA para os demais pontos de tomadas.

Demais dependências

Atribuir 100VA por ponto de tomada.

Exemplo Para um cômodo com área de 25 m² (5m X 5m), temos um perímetro de 20m (5m+5m+5m+5m), considerando esse cômodo como uma cozinha, calculamos para cada 3,5m 1 ponto de tomada de uso geral.

Dividindo-se 20m / 3,5m = 5,72 pontos = 6 pontos de tomadas de uso geral, sendo que

a potência prevista para cada ponto seria:

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6

tomadas de uso geral

3

tomadas com potência de 600VA

3

tomadas com potência de 100VA

Resultando em uma potência total para a cozinha prevista de 3 x 600 + 3 x 100 =

2100VA

Nota: tomadas de uso geral não devem ser consideradas como de uso específico no cálculo para previsão de carga. As tomadas de uso específico são pontos adicionais nas dependências nas quais se fazem necessárias.

Exemplo Para um cômodo com área de 25 m2 (5m X 5m), temos um perímetro de 20m, ainda utilizando o exemplo anterior (cozinha), determine a quantidade de pontos de tomadas e sua potência também considere um ponto para torneira elétrica de 3500W.

Como já calculamos acima, temos 6 pontos de tomadas distribuídos em locais apropriados na cozinha, lembrando que deverão existir pontos de tomadas sobre a pia ou balcão e instalaremos um ponto de tomada de uso especifico na pia para torneira elétrica (apesar de chamarmos de ponto de tomada para torneira elétrica, vale lembrar que no ponto de energia destinado a alimentar a torneira elétrica não deve ser instalada uma tomada e sim ser feita uma emenda ou utilizar-se uma conexão.

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Quadro de Distribuição

Podemos definir que o quadro de distribuição é o coração da instalação elétrica, pois, é dele que saem todos os circuitos que irão alimentar TUG’s, TUE’s e iluminação. Também no quadro de distribuição são colocados os dispositivos de proteção (disjuntores, DR e DPS) e é ele que recebe os cabos alimentadores que vêm da caixa de medição.

Além disso, o quadro de distribuição deve possuir os barramentos de interligação entre as fases, o barramento de neutro, o barramento de proteção e um impedimento ao acesso a esses barramentos.

Os quadros devem ser instalados em locais de fácil acesso para a realização de inspeções e manutenções. Devem estar próximos aos locais onde exista a maior concentração de cargas (grandes potências), local esse, chamado de centro de carga. O quadro de distribuição deve ser colocado em local seguro, livre de umidade e livre da possibilidade de choques mecânicos que venham a danificá-lo. Também deve possuir a advertência abaixo citada, afixada de forma a não ser retirada facilmente:

1. Quando um disjuntor ou fusível atua, desligando algum circuito ou a

instalação inteira, a causa pode ser uma sobrecarga ou um curto-circuito. Desligamentos frequentes são sinais de sobrecarga. Por isso, NUNCA troque seus disjuntores ou fusíveis por outros de maior corrente (maior amperagem) simplesmente. Como regra, a troca de um disjuntor ou fusível por outro de

maior corrente requer, antes, a troca dos fios e cabos elétricos, por outros de maior seção (bitola).

2. Da mesma forma, NUNCA desative ou remova a chave automática de

proteção contra choques elétricos (dispositivo DR), mesmo em caso de desligamentos sem causa aparente. Se os desligamentos forem frequentes e, principalmente, se as tentativas de religar a chave não tiverem êxito, isso significa, muito provavelmente, que a instalação elétrica apresenta anomalias internas, que só podem ser identificadas e corrigidas por profissionais qualificados. A DESATIVAÇÃO OU REMOÇÃO DA CHAVE SIGNIFICAA ELIMINAÇÃO DE MEDIDA PROTETORA CONTRA CHOQUES ELÉTRICOS E RISCO DE VIDA PARA OS USUÁRIOS DA INSTALAÇÃO.

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19

Automação Predial

Todos os quadros de distribuição devem possuir espaços para futuras ampliações,

respeitando no mínimo o que a Norma ABNT NBR 5410:2004 estabelece, conforme

tabela a seguir:

Quantidade de circuitos efetivamente disponíveis (N)

Espaço mínimo destinado a reserva em número de circuitos

Até 6

2

7 a 12

3

13 a 30

4

N > 30

0,15 x N

A capacidade de reserva deve ser considerada no cálculo do alimentador do

respectivo quadro de distribuição.

Divisão da Instalação em Circuitos

A separação da instalação em circuitos é muito importante, pois, iremos dividi-la por

tipo de utilização e localização, levando em consideração a segurança, a conservação

de energia, a manutenção e a disponibilidade de funcionamento da mesma.

Os circuitos devem ser individualizados em função dos equipamentos que alimentam,

de forma geral dividindo-os em circuitos distintos como iluminação e tomadas.

Devemos limitar a potência para iluminação de 1200VA a 1500VA para a tensão de

127V e 2200VA a 2500VA para a tensão de 220V; e para TUG’s devemos limitar a

potência entre 1800VA e 2000VA em 127V e 3600VA a 4000VA para 220V; já para as

TUE’s devemos ter um circuito para cada tomada na tensão em que for solicitada.

Em instalações com duas ou três fases devemos distribuir as cargas tão

uniformemente quanto possível a fim de manter o equilíbrio entre as fases.

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Automação Predial

Exemplo Em uma determinada instalação, temos 3000VA de potência para iluminação, 11500VA de potência para tomadas de uso geral (TUG’s), 5500VA para chuveiro e 3500VA para uma torneira elétrica. A instalação será em 220V bifásico.

Para iluminação, temos 3000VA e para respeitarmos a condições impostas, devemos dividir a iluminação em dois circuitos de 1500VA, que poderão ser chamados de circuitos 1 e 2.

Para tomadas de uso geral temos 11500VA, que podemos dividir em 5 circuitos de 2300VA cada, que poderão ser chamados de circuitos 3, 4, 5, 6 e 7.

Para as tomadas de uso especifico, chuveiro e torneira elétrica, devemos prever dois circuitos que poderão ser chamados de 8 e 9.

O quadro de distribuição para essa aplicação seria um quadro de 12 posições para disjuntores bipolares, considerando possíveis ampliações futuras de até três circuitos.

Condutores Elétricos

Os condutores elétricos são responsáveis pela condução de corrente elétrica. Existem basicamente dois tipos de condutores: os cabos e os fios. Os cabos são condutores formados por vários fios de seção reduzida formando um único condutor. Os fios são formados por um único condutor sólido. A principal diferença entre os dois condutores está na flexibilidade, pois, os cabos são muito mais flexíveis que os fios.

Os condutores podem ter como matéria prima o alumínio ou o cobre. Os condutores de alumínio são geralmente utilizados em sistemas de transmissão e distribuição, pois, são mais leves e baratos. Os condutores de cobre são os mais utilizados em instalações prediais e industriais devido a sua seção reduzida e a isolação que garante sua aplicação em eletrodutos com outros circuitos.

A Norma ABNT NBR 5410:2004 estabelece as seções mínimas para os condutores fase, neutro e de proteção.

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21

Automação Predial

A seção do condutor fase não deve ser inferior* aos valores da tabela abaixo:

Tipo de Linha

Utilização do

Seção Mínima do Condutor mm 2

Material

Circuito

   

Circuito de

1,5

Cobre ou

Iluminação

16

alumínio

Condutores

Circuito de força **

2,5

Cobre ou

e Cabos

16

alumínio

Isolados

Circuito de

   

Instalações

fixas em

sinalização e de

0,5 ***

Cobre

geral

controle

   

10

Cobre ou

Condutores

Circuitos de força

16

alumínio

Nus

Circuito de

   

sinalização e de

4

Cobre

controle

 

Para equipamento

Como especificado na Norma do

especifico

equipamento

Para qualquer

   

Linhas flexíveis com cabos

outra aplicação

0,75 ****

Cobre

isolados

Circuitos a extra

   

baixa tensão para

aplicações

0,75

Cobre

especiais

*

seção mínima ditada por razões mecânicas.

**

os circuitos de tomadas são considerados circuitos de força.

***

em circuitos de sinalização e controle destinados a equipamentos eletrônicos é

admitida uma seção de 0,1mm².

****

em cabos multipolares flexíveis contendo sete ou mais veias, é admitida uma

seção mínima de 0,1mm².

Automação Predial

Seção do neutro e proteção

O condutor neutro não pode ser comum a mais de um circuito e, em circuitos

monofásicos deve ter a mesma seção do condutor fase. Em instalações trifásicas com

a utilização do neutro, deve ser verificada a presença de harmônicos e caso existam,

aconselha-se a consulta à Norma ABNT NBR 5410:2004, para que as devidas

correções na seção do condutor possam ser feitas. Para seções de condutores fases

superiores a 25mm², utilizaremos a tabela abaixo, lembrando que não devem existir

harmônicos no circuito e o mesmo deve estar equilibrado:

Seção dos condutores Fase* (mm²)

Seção Reduzida do Condutor Neutro* (mm²)

S < 25

S

35

25

50

25

70

35

95

50

120

70

150

70

185

95

240

120

300

150

400

185

* quando os condutores fases e o condutor neutro forem do mesmo metal.

A seção do condutor de proteção deve obedecer à tabela a seguir, devendo ser do

mesmo material dos condutores fases e neutro.

Seção dos condutores de fase S (mm²)

Seção mínima do condutor de proteção correspondente (mm²)

 

S

16

S

16

<

S

35

16

 

S

>

35

S ⁄ 2

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23

Automação Predial

Dimensionamento de Condutores

Para o dimensionamento de condutores, precisamos estudar alguns conceitos como

método de instalação, queda de tensão, agrupamento de circuitos, corrente de projeto

e temperatura do ambiente.

Juntamente com esses conceitos, devemos dimensionar os condutores utilizando os critérios do Dimensionamento de Máxima Corrente Admissível e do Dimensionamento de Máxima Queda de Tensão apresentados a seguir:

Dimensionamento de Máxima Corrente Admissível

Este método adota a corrente de projeto , onde encontramos a potência total e dividimos pela tensão para calcularmos a corrente de projeto. Além disso, precisamos corrigir a corrente para a situação da nossa instalação, onde aplicamos os fatores de correção de temperatura e de agrupamento, conforme cálculo abaixo:

I z = I c x FCA x FCT

Onde:

I z = corrente corrigida

I c = corrente do condutor (corrente que o condutor suporta considerando o método de instalação)

FCA = fator de correção de agrupamento

FCT = fator de correção de temperatura

O método de instalação diz respeito à forma de como os condutores serão instalados, pois, podem ser embutidos em alvenaria, enterrados no solo ou ainda em calhas ou leitos e em cada uma delas a capacidade de condução de corrente pode variar.

A seguir alguns exemplos de métodos de instalação conforme Norma ABNT NBR

5410:2004:

24

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AA

Automação Predial

Método de Instalação Número

Esquema

Descrição

Método de

Ilustrativo

Referência

   

Condutores isolados

 

ou cabos unipolares

em

em

1

eletroduto de seção

A1

circular embutido em

 

parede termicamente

isolante

   

Condutores isolados

 
ou cabos unipolares

ou cabos unipolares

em

7

eletroduto de seção

B1

circular embutido em

 

alvenaria

     

E

Cabos unipolares ou

13

13 cabo multipolar em (multipolar)

cabo multipolar em

(multipolar)

bandeja perfurada,

F

 

horizontal ou vertical

(unipolares)

   

Condutores isolados

 
ou cabos unipolares

ou cabos unipolares

33

em

B1

canaleta fechada

 

embutida no piso

 
  Cabo multipolar em  

Cabo multipolar em

 

34

canaleta fechada

B2

embutida no piso

Capacidades de condução de corrente, em ampères, para os métodos de referência

A1, A2, B1, B2, C e D:

Condutores: cobre e alumínio

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25

Automação Predial

Isolação: PVC Temperatura no condutor: 70°C Temperaturas de referência do ambiente: 30°C (ar), 20°C (solo)

Seções

 

Métodos de referência indicados na tabela anterior

 

A1

A2

B1

B2

 

C

 

D

nominais

           

mm²

 

Número de condutores carregados

 

2

3

2

3

2

3

2

3

2

3

2

3

(1)

(2)

(3)

(4)

(5)

(6)

(7)

(8)

(9)

(10)

(11)

(12)

(13)

 

Cobre

 

0,5

7

7

7

7

9

8

9

8

10

9

12

10

0,75

9

9

9

9

11

10

11

10

13

11

15

12

1

11

10

11

10

14

12

13

12

15

14

18

15

1,5

14,5

13,5

14

13

17,5

15,5

16,5

15

19,5

17,5

22

18

2,5

19,5

18

18,5

17,5

24

21

23

20

27

24

29

24

4

26

24

25

23

32

28

30

27

36

32

38

31

6

34

31

32

29

41

36

38

34

46

41

47

39

10

46

42

43

39

57

50

52

46

63

57

63

52

16

61

56

57

52

76

68

69

62

85

76

81

67

25

80

73

75

68

101

89

90

80

112

96

104

86

35

99

89

92

83

125

110

111

99

138

119

125

103

50

119

108

110

99

151

134

133

118

168

144

148

122

70

151

136

139

125

192

171

168

149

213

184

183

151

95

182

164

167

150

232

207

201

179

258

223

216

179

120

210

188

192

172

269

239

232

206

299

259

246

203

150

240

216

219

196

309

275

265

236

344

299

278

230

185

273

245

248

223

353

314

300

268

392

341

312

258

240

321

286

291

261

415

370

351

313

461

403

361

297

300

367

328

334

298

477

426

401

358

530

464

408

336

400

438

390

398

355

571

510

477

425

634

557

478

394

500

502

447

456

406

656

587

545

486

729

642

540

445

630

578

514

526

467

758

678

626

559

843

743

614

506

800

669

593

609

540

881

788

723

645

978

865

700

577

1000

767

679

698

618

1012

906

827

738

1125

996

792

652

 

Alumínio

 

16

48

43

44

41

60

53

54

48

66

59

62

52

25

63

57

58

53

79

70

71

62

83

73

80

66

36

77

70

71

65

97

86

86

77

103

90

96

80

50

93

84

86

78

118

104

104

92

125

110

113

94

70

118

107

108

98

150

133

131

116

160

140

140

117

95

142

129

130

118

181

161

157

139

195

170

166

138

120

164

149

150

135

210

186

181

160

226

197

189

157

150

189

170

172

155

241

214

206

183

261

227

213

178

185

215

194

195

176

275

245

234

208

298

259

240

200

240

252

227

229

207

324

288

274

243

252

305

277

230

300

289

261

263

237

372

331

313

278

406

351

313

260

400

345

311

314

283

446

397

372

331

488

422

366

305

500

396

356

360

324

512

456

425

378

563

486

414

345

630

456

410

416

373

592

527

488

435

653

562

471

391

800

529

475

482

432

687

612

563

502

761

654

537

446

1000

607

544

552

495

790

704

643

574

878

753

607

505

26

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AA

Automação Predial

Corrente de Projeto A corrente de projeto (Ip) é a corrente que passará pelo condutor e o seu cálculo é baseado na previsão de carga ou na informação fornecida pela placa de identificação do equipamento. Para circuitos monofásicos (F e N, F e F ou 2F e N) com a presença de cargas de natureza resistivas, temos que:

I p = P n / V

Para circuitos monofásicos (F e N, F e F ou 2F e N) com a presença de cargas de natureza indutivas, temos que:

I p = P n

/

V x cos x

Para circuitos trifásicos (3F e N) com a presença de cargas de natureza resistivas, temos que:

I p = P n

/

V x 3

Para circuitos trifásicos (3F e N) com a presença de cargas de natureza indutivas, temos que:

I p = P n

Onde:

/

V x 3 x cos x

I p = corrente de projeto

P n = potência nominal ou somatória de potências

V = tensão entre fase e neutro ou entre fase - fase

3 = constante

cos = fator de potência

= rendimento ( só para motores)

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27

Automação Predial

Condutores carregados são aqueles que efetivamente conduzem corrente elétrica no funcionamento Normal do circuito. São considerados condutores carregados os condutores fases e os condutores neutros da instalação. Não são considerados condutores carregados os condutores de proteção. A tabela a seguir mostra como devemos considerar o número de condutores carregados:

Esquemas de Condutores Vivos do Circuito

Número de Condutores Carregados a serem Adotados

Monofásico a dois fios

2

Monofásico a três condutores

2

Bifásico sem neutro

2

Bifásico com neutro

3

Trifásico sem neutro

3

Trifásico com neutro

3 ou 4*

* Em circuitos trifásicos com o neutro, deve-se considerá-lo um condutor carregado quando o valor da circulação de corrente pelo mesmo não for acompanhada por uma redução correspondente na carga dos condutores de fase, da mesma forma que nos circuitos onde exista a presença de harmônicos.

28

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AA

Automação Predial

Fator de Correção de Temperatura Ambiente e do Solo (FCT)

Este fator deve ser aplicado a fim de corrigir a capacidade de condução de corrente em

situações onde o condutor esteja enterrado ou embutido. A tabela a seguir apresenta

os valores aplicáveis para correção de temperatura em ambientes diferentes de 30°C e

diferentes de 20°C (temperatura do solo) para linhas subterrâneas, conforme a Norma

ABNT NBR 5410:2004:

   

Isolação

 

Temperatura

PVC

EPR ou XPLE

PVC

EPR ou XPLE

o

C

 

Ambiente

Do Solo

 

10

1,22

1,15

1,10

1,07

 

15

1,17

1,12

1,05

1,04

20

1,12

1,08

-

-

25

1,06

1,04

0,95

0,96

30

-

-

0,89

0,93

35

0,94

0,96

0,84

0,89

40

0,87

0,91

0,77

0,85

45

0,79

0,87

0,71

0,80

50

0,71

0,82

0,63

0,76

55

0,61

0,76

0,55

0,71

 

60

0,50

0,71

0,45

0,65

 

65

 

- 0,65

 

- 0,60

 

70

 

- 0,58

 

- 0,53

 

75

 

- 0,50

 

- 0,46

80

 

- 0,41

 

- 0,38

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29

Automação Predial

Fator de Correção de Agrupamento (FCA) Este fator deve ser aplicado quando existe mais de um circuito em um mesmo eletroduto, com a finalidade de corrigir a capacidade de condução de corrente devido à variação de temperatura de cada circuito em função da corrente percorrida. A tabela a seguir apresenta os fatores aplicáveis com exceção de cabos diretamente enterrados, cabos enterrados em eletrodutos ou cabos multipolares:

Ref

Forma de

Agrupamento

 

Numero de Circuitos ou de Cabos Multipolares

 

Referência dos

métodos de

dos

                       

referência

condutores

2

3

6

8

9 a 11

12 a

16 a

> 20

1

4

5

7

15

19

 

Em feixe ao ar livre ou sobre superfície;

                       

10.10

a 10.13

1

embutidos em conduto fechado

1,00

0,80

0,70

0,65

0,60

0,57

0,54

0,52

0,50

0,45

0,41

0,38

método C

 

Camada única sobre parede, piso, ou em

                 

10.10

e 10.11

2

bandeja não perfurada ou prateleira

1,00

0,85

0,79

0,75

0,75

0,73

0,72

0,71

 

0,70

 

método C

 

Camada única

                   

3

no teto

0,95

0,81

0,72

0,68

0,66

0,64

0,63

0,62

 

0,61

 

Camada única

                   

4

em bandeja

1,00

0,88

0,82

0,77

0,75

0,73

0,73

0,72

 

0,72

 

10.12

e 10.13

perfurada

 

métodos E e F

 

Camada única

                   

5

em leito,

1,00

0,87

0,82

0,80

0,80

0,79

0,79

0,78

 

0,78

 

suporte

 

30

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AA

Automação Predial

Dimensionamento de Máxima Queda de Tensão

O valor da tensão varia conforme o local onde realizamos a medição, esta variação recebe o nome de queda de tensão. A Norma ABNT NBR 5410:2004 estabelece valores máximos para a queda de tensão, sendo que se existir valores superiores ao previsto, pode ocorrer diminuição da vida útil do equipamento ou até provocar sua queima.

da vida útil do equipamento ou até provocar sua queima. Determinação da Queda de Tensão Para

Determinação da Queda de Tensão Para determinarmos a queda de tensão devemos saber o tipo da isolação do condutor, método de instalação, o material do eletroduto (magnético ou não magnético), tipo do circuito (monofásico ou trifásico), a tensão do circuito, a corrente de projeto, o fator de potência e o comprimento do circuito em metros (m), que deverá ser convertido em quilômetros (km). Após conhecer todas estas variáveis poderemos encontrar a queda de tensão e escolheremos o condutor apropriado. Para encontrarmos este valor utilizaremos os seguintes cálculos:

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31

Automação Predial

V unit

= (e(%) x V) /

(I p

x d )

e (%) = ( V unit x I p x d x 100) / V n

Onde:

e(%) = percentual de queda de tensão V unit = queda de tensão unitária (esses valores deverão ser consultados em tabelas próprias de fabricantes para encontrar-se a seção dos condutores)

I p = corrente de projeto

d = distância em km

100 = constante

V n = tensão da rede

Exemplo Vamos dimensionar os condutores para um circuito que vai alimentar um chuveiro de 6500W, que está a 20m de distância do quadro de distribuição. A temperatura ambiente é de 30 o C e o eletroduto é de PVC e embutido em alvenaria (método de instalação B1).

Resolução

1. Vamos verificar todas as informações presentes:

a. Tipo de instalação: eletroduto de PVC;

b. Método de instalação: B1;

c. A temperatura ambiente: 30º.C;

d. A quantidade de circuitos presentes no trecho: 1 circuito.

2. De posse destas informações calculamos a corrente (resolução pelo método da capacidade de condução de corrente):

32

S

= P / FP

S

= 6500 / 1

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AA

Automação Predial

S = 6500VA

I = S / V

I = 6500 VA / 220V

I = 29,55A

3. Após o cálculo da corrente do chuveiro, que chamamos de corrente de projeto = 29,55A), calculamos a corrente corrigida (Iz):

(Ip

Iz

= Ic x FCA x FCT

Onde:

Iz

= corrente corrigida

Ic

= corrente do condutor (corrente que o condutor suporta conforme tabela levando em considerações os fatores de correção de temperatura e agrupamento) no nosso exemplo temos que o conduto de 4mm 2 suporta no método B1 a 32A

FCA = fator de correção de agrupamento conforme tabela

FCT = fator de correção de temperatura (conforme tabela)

Teremos:

Iz = 32 x 1 x 1

Iz = 32A

4. Após a correção da corrente, adotamos este novo valor e procuramos na tabela B1 o condutor que a suportará. No nosso exemplo o condutor é de 4mm 2 .

5. Agora a resolução será pelo método da queda de tensão, onde responderemos a perguntas que já foram vistas e a outras novas:

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33

Automação Predial

a. Tipo do eletroduto: PVC (material não magnético);

b. Fator de potência: como o chuveiro é uma carga resistiva o fator de potência é igual a 1, na tabela utilizaremos o fator de potência mais próximo;

c. Comprimento do circuito: 20m;

d. Queda de tensão unitária: 4%.

V unit

= (e(%) x V) /

(I p

V unit = (0,04 x 220V) /

x d )

(29,55A x 20m )

V unit = 14,89V/A x km

De posse deste valor procuramos na tabela de queda de tensão o valor mais próximo do mesmo. Na tabela encontramos o valor de 16,9 V / A x km, que resulta em um condutor de 2,5mm 2 .

Comparando os dois métodos, o da queda de tensão (condutor de 2,5mm 2 ) e o da capacidade de condução de corrente (condutor de 4mm 2 ), verificamos o método que nos oferece o condutor de maior seção. Este será o condutor utilizado na instalação.

34

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Automação Predial

Eletrodutos

Os eletrodutos têm a função básica de proteger os condutores elétricos. Essa proteção pode ser contra choques mecânicos ou aquecimento dos condutores. São construídos de duas formas: rígidos ou flexíveis e podem ser metálicos ou não metálicos.

Os eletrodutos rígidos metálicos possuem variações na sua forma construtiva, podendo ser do tipo leve, onde a parede do eletroduto possui espessura fina e o pesado, onde a parede do eletroduto é mais grossa.

Os eletrodutos de PVC do tipo rígido são muito utilizados no mercado por serem de fácil manuseio e instalação. Em algumas aplicações é possível que já venham na cor da aplicação, como por exemplo, em situações de montagem de alarmes de emergências para incêndio.

Os eletrodutos flexíveis de PVC possuem grandes aplicações na construção civil por sua facilidade na instalação. Já os eletrodutos flexíveis de metal vêm ganhando um espaço cada vez maior no setor industrial por reduzirem os efeitos do campo magnético.

Disposição dos Condutores nos Eletrodutos Pela Norma ABNT NBR 5410:2004, a instalação de condutores de mais de um circuito em eletrodutos fechados pode ser feita nos seguintes casos:

a. Se, obedecendo simultaneamente às quatro seguintes condições:

Os circuitos pertencerem à mesma instalação, ou seja, tiverem origem no mesmo dispositivo geral de manobra ou proteção;

As seções dos condutores fase estiverem em um intervalo de três valores Normalizados sucessivos;

Todos os condutores tiverem a mesma temperatura máxima para serviços contínuos;

Todos os condutores possuírem a isolação para a maior tensão nominal presente.

b. Se forem circuitos de força, de comando e/ou sinalização de um mesmo equipamento.

Tabela: Eletroduto de PVC

 

Diâmetro

Diâmetro

 

Área total

Área útil

Área útil

Área útil

Referência

de rosca

externo

nominal

interno

nominal

Espessura da

parede (mm)

aproximada

2

(mm )

(mm

2 )

1 cabo 53%

(mm

2 )

2cabos31%

(mm 2 ) >

3cabos40%

½’’

20