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G RAV ITAÇÃO, O N DAS E

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pre§§v§ m§ffi& tr§ ffiA

YffiffiM3 ffiffi§ruEM §ÜE

estudo das leis que regem arelaçáo entre calor e outras formas de energia. Um dos conceitos centrais da termodinâmica é o de temperatura,que será discutido na próxima

seção. Desde a infância, temos um conhecimento prático dos conceitos de temperarure

por exemplo, que é preciso tomar cuidado com alimentos

e

e

inergiatérmica.sabemos,

objetos quentes e que a cirne e o peixe

devem ser guardados na geladeira. Sabemos-

de uma casa e de um automóvel deve s€Í ÍrnÍr-

também, que a temperatura no interior

tida dentró de certos limites e que devemos nos proteger do frio e calor excessivo's-

Os exemplos de aplicação da termodinâmica na ciência e na tecnologia são inrí-

meros. Os engenheiros de automóveis se preocupam com o superaquecimento dos

motores, especialmente no caso dos carros de corrida. Os engenheiros de alimentcs

estudam o aquecimento

de alimentos, como o de pizzas em fornos de micro-ondas- no caso dos alimentos congelados. Os meteorologistas ana'

lisam a transferência de energia térmica nos eventos associados ao fenômeno El

ygro I

I

logo após

obigbang

temglratull

.

obtlcla em laDolalono

e o resfriamento,

como

t

-Lrniverso

-

Nifro e ao aquecimento

das condiçõás

bressados em saber se a

global. Os engenheiros agrônomos investigam a influência

cHmáticas sobre a agricultura. Os engenheiros biomédicos estão in-

medida da temperatura de um paciente

rle rrm ftrmoÍ

tumor canceroso'

c2nceroso-

r

-:_,-.^ -^-*t+^

permite distinguir

*

-li-+:--,i.

.,i.ol 'henionq

viral

benigna de um

de partida de nossa discussão da termodinâmica é o conceito de tem-

.

^* l-

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I

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*-::ffi"illaDoratono

-ualo.r

Super{ície do Sol

-

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uma infecção

O ponio

neratura.

;-f^^^ã^

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:

ffi

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ffi

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;;-"*;;,:;="" li.3,lll1",Tl::',.,.

do héiio'

t"-p"iarura na escala

grandezas rundamenrais do Sr os rísicos medem a

Kelvin, cuja unidade é o kelvin (K)-t r1u3r1 não exista rm

à -- !-rt"tçâo

,0,

f

f

#'i|ffiõ"in"*" "-,"-rerarura de um corpo, existe um limite inferior; essa tenl-

'"ffi[#'r,?;#il:ff::ffií:i:,1:ã"1"'5:Ti[:i"il1"ff::iltffii:ffi

"'

pelos físicos.

t"'l--y;io"J:ffi§:*:L" emrervins de alguns corpos estudados

^l-"

auando o universo

ordeÀ de 103e K. Ao ,"

"o-"çorr,

W ::"iE:-âê

rc @

:::::: :

há 13,7 bilhões de anos, sua temperatura era de

lJi,il?"lX;l.â'"'JliXL",,,". o

l'#rTXTJl*:gfrf";,.ffiH

""prrdir, o universo esfriou e hoje a temperatura média é

trJ::T *ffi:l;,i5""ffi:1;:il:3J'#i"ffi'lJ:".:Ti"ffi:#:::ffi'J:J!I

:::.::esca1a1ogarítmica.(oumelhor,nãoexistiríamos).

184

nElIil

L

TEMPERATURA,

CALOR E A PRIMEIRA LEI DA TERMODINÂMICA

.I gE

,:r, :: A Lei Zero da Termodinâmica

\'Iuitos corpos sofrem mudanças consideráveis em

suas propriedades quando são

líquido

aumenta de volume;

elétrica de um fio

Quarquer

dessas

aquecidos. Eis alguns_exemplos: com o aquecimento, um

uma barra de metal fica um pouco mais comprida; a resistência

aumenta e o mesmo acontece com a pressão de um gás confinado.

mudanças pode ser usada

como base de um instrumànto que nos ajude a compreen_

der o conceito de temperatura.

A Fig' 18-2 mostra um

instrumento desse tipo. um engenheiro habilidoso pode_

das propriedades mencionidas no parágrafo anterior.

ria construí-lo usando quarquer

o instrumento dispõe de um mostradór digital

quando é aquecido (com um bico de Bunsen,

menta; quando é colocado em uma

está calibrado e os números não têm

(ainda)

e tem as

s"guinàs características:

digamos), o rÃ.ro

do mostrador au_

geladeira, o número diminui. o instrumento não

um signiÍicado físico. Esse aparelho é

corpo

um Íennoscópio, mas não é (ainda) um Íermômetro.

suponha

rl seja posto em

que, como na Fig. 1g-3a, o termoscópio (que vamos chamar de

contato com outro corpo (corpo Á). o sistema inteiro está contido

material isolante. os números mostrados pero termoscópio

estabil izarem (digamos que a reitura flnal sej a ,, l,3r

que

,04,,)

.

todas as propriedadãs mensuráu"i, ao .orp" a. oã

certo tãmpo, um varor constante. euando isso

estão em equilíbrio Íérmico.Embora as leitu_

sido calibradas, concluímos que os corpos

corpo znão tenham

im uma caixa feita de

r ariam até, finalmente, se

\ amos supor' na verdade,

-'orpo Á tenham assumido, após um

-icontece, dizemos que os dois corpos

:as mostradas para o

f e Á estão à mesma temperatura (desconhecida).

Suponha que, em seguida, o colpo

18-3á) e a leitura do termoscópio seja a

r seja posto em contato com o corpo B (Fig.

me-smaquando os dois atingem o equilíbrio

mesma temperalura (ainda des_

(Fig. 1g-3c), eles estarão

:ermico. Isso signiflca que os colpos z e B estão à

--onhecida). se colocarmos os colpos Á e B em contato

:m equilíbrio térmico? Experimentalmente,

:

veriflcamos quã si_-

f."a experimentar ilustrado na Fig. rB-3 é expressà pela rei zero da termo-

olnamrcâ:

,.

Elemento sensír.el

ao calor

Figura 18-2 Um termoscópio.

Os números aumentam quando o

dispositivo é aquecido e diminuem quando é resfriado. O sensor térmico

pode ser, entre outras coisas. um fio cuja resistência elétrica é medida e indicada no mostrador.

&

B- se dois corpos Á e B estào

separadamente

equirrbrio termico com um terceiro

corpo I. Á e B estào em equilrbrio térmico .nr." .i.

em

Em uma linguagem menos formar, o

que a lei zero nos diz é o seguinte;

Todo

;otpo possui uma propriedade chamada de

:m equilíbrio térmico, suas temperaturas são

temperatura. euando dois corpos estão

iguais

e vice-versa.,,podemos agora

:ransformar nosso termoscópio (o terceiro corpo I

r

lu.

.ra-lo.

em um termômetro, confiantes

suas leituras têm um significado físico. Tudo que precisamos fazer é cali_

usamos a lei zero constantemente no

laboratório. euando desejamos saber se os

temperatura, medimos a temperatura de

colocar os dois líquidos em contato

-íquidos em dois recipientes estào à mesma

--ada um com um termómetro: não precisamos

: observar se estão ou não em equilíbrio térmico.

A lei zero,

considerada uma descoberta tardia, foi formurada

la de 1930, muito

apenas na déca-

depois de a primeira e segunda lei da termodinâmica terem sido

como o conceito de temperatur, é frrd;;;ntar para essas

temperatura como um conceito válido deve ter uma

Jescobertas e numeradas.

Juas leis, a lei que estabelece a

:umeração menor: por isso o zero.

Medindo a Temperatura

\-amos primeiro definir e medir temperaturas na escara

Kelvin para, em seguida,

--alibrar um termoscópio e transformá_lo em um termômetro.

(c)

Figura 18-3 (a) O corpo I (um termoscópio) e o cotpo Á estãc em equilíbrio térmico. (O corpo ,§ é urn isolante térmico.) (á) O corpo I e o

corpo B também estão em equilíbrio térmico e produzern a mesma leituia

do termoscópio. (c) Se (a) e (á) são

verdadeiros, alei zero da termodinâmica

estabelece que o corpo Á e o corpo,B

tambérn estão em equilibrio térmico.

CAPíTULO 18

Rrrlbo de rrm

termômetro

de gás

Figura 18-4 Uma célula de ponto triplo, na qual gelo (sólido), água

(líquido) e vapor (gás) estão em

equilíbrio térmico. Por acordo internacionai, a temperatura desta mistura foi definida como 273,16 K. O bulbo de um termômetro de gás a

volume constante é mostrado no centro da célula.

* Fomta Tript* da &gum

Para criar uma escala de temperatura, escolhemos um fenômeno térmico repro*

vel e, arbitrariamente, atribuímos a ele uma Íemperatura.

Poderíamos, por ererrtrh

escolher o ponto de fusão do gelo ou o ponto

da água.

técnicas, optamos pelo ponto triplo

de ebulição daágta, mas. porrâfu

A água, o gelo e o vapor

d'água podem coexistir, em equilíbrio térmico- Pn

apenas um conjunto de valores de pressão e temperatura. A Fig. 18-4 mostra m

cé1ula de ponto triplo, na qual este chamado ponto triplo da água pode

ser obtidotr

laboratório. Por acordo intemacional, foi atribuído ao ponto triplo

da água o ralr&

273,16 K como a temperatura-padrão para a calibração dos termômetros- ou sir-

r l>-1 *

onde o índice 3 significa "ponto triplo". Este acordo também estabelece o vatrcr &n

kelvin como 712J3,16 da diferença entre o zero absoluto e a temperafura do pcm

triplo da água.

Tc :

213,76 K

(temperatura do ponto triplo),

Note que não usamos o símbolo de grau ao expressar temperaturas na escü

temperatura comcr --iffi

Kelvin. Escrevemos 300 K (e não 300'K) e devemos ler a

kelvins" (e não como "300 graus kelvin"). Os prefixos usados para as outras unidsk

do SI podem ser usados; assim, 3,5 mK significa

distintas para temperaturas

que podemos escrever "a

na escala Kelvin e

0,0035

K. Não nomenclanm

diferenças de temperatura- de ffi

temperatura de fusão do enxofre é 717 ,8 K" e '"a tery

tura deste líquido aumentou 8,5 K."

ffi §err*r&rxxetrs d* ffii** a kf*Êqxrat* S*rc*teclte

O termômetro-padrão, em relação ao qual todos os outros termômetros são calihraüur-

se baseia na pressão de um gás em um volume fixo. A Fig. 18-5 mostra um tert

metro de gás a volume constante; ele é composto por um bulbo cheio de grás ligú

por um tubo a um manômetro de mercúrio. Levantando ou baixando o resen-akiri'

R, é sempre possível

em U fique no zero da escala para manter o volume do gás constante (variações ô

volume do gás afetariam as medidas de temperatur4). A temperatura de qualquer corpo em contato térmico com o bulbo (corno- pcr

exemplo, o líquido em torno do bulbo na Fig. 18-5) é definida como

T: Cp,

i1$:r

ondep é a pressãoexercida pelo gás e C é uma constante. De acordo com aEç

fazer com que o nível de mercúrio no lado esquerdo do ffi

14-10, a pressão p é dada por

P -

Po- Pgh,

{ 1F3

ondepoéapressãoatmosférica,péamassaespecíficadomercúrioehéadifereuça

entre os níveis de mercúrio medida nos dois lados do tubo.* (O sinal negativo é u-iafu

na Eq.

18-3 porque a pressão p é medida acima do nível no qual a pressão é p'- r

Se o bulbo é introduzido em uma célula de ponto triplo (Fig. 18- ), a temlr?

tura medida é

Tz: CPl

r lrr-St

ondep. é a pressão do gás. Eliminando C nas Eqs. 1.8-2 e 18-4, obtemos uma üprr ção para a temperatura em função de p e pr:

Figura 18-5 Um termômetro de gás a

voiume constante, com o bulbo imerso em um líquido cuja temperatrira 7 se pretende medir.

T:

n(,*u): {273,16" (á)

(provisória).

Í1>-51ü

* Vamos usar como unidade de pressão o pascal (Pa), deflnido na Seção 14-3, cuja relação com outrãs ruÉ- dades comuns de pressão é a seguinte:

1 atm :

1.01 X 105 Pa :'760 torr :

14,7 lblin2.

ffiffire#e

TEMPERATURA, CALOR E A PRIIVIEIRA LEI DA TERMODINAIVIICA

147

373,50

É

d

-

373,40

.1 / J.JU

312,20

=

O

F

373,10

0

K

/.37s.125

20

40

60

pq (kPa)

80

100

120

Ainda temos um problema com este termômetro. Se o usamos para medir, diga- mos, o ponto de ebulição da água, descobrimos que gases diferentes no bulbo for- necern resultados ligeiramente diferentes. Entretanto, quando usamos quantidades cada vez menores de gás no interior do bulbo, as leituras convergem para uma úni- ca temperatura, seja qual for o gás utilizado. A Fig. 18-6 mostra essa convergência para três gases. Assim, a receita para medir a tempeÍatura com um termômetro de gás é a se- gu inte:

s :

1273,t6 K)

/

[

o\

r

\gr' tim '0 p.1 i

).

(18-6)

Figura 18-6 Temperaturas medidas

por um termômetro d9 gás a volume constante, com o bulbo imerso em água

fervente. Para calcular a temperatura

usando a Eq. 18-5, a pressãop. foi medida no ponto triplo da água. Três

gases diferentes no bulbo do termômetro

fornecem resultados diferentes para diferentes pressões do gás, mas quando a quantidade de gás é reduzida (o que

diminui o valor dep.), as três curvas

convergem para 373,125 K.

A receita ensina a medir uma temperatura 7 desconhecida da seguinte forma: encha

o bulbo do termômetro com uma quantidade arbitrária de quctlquer gás (nitrogênio, por exemplo) e meça p, (usando uma célula de ponto triplo) e p, a pressão do gás

na temperatura que está sendo medida. (Mantenha constante o volume do gás.) Cal-

Repita as medidas com uma quantidade menor do gás no bulbo e

calcule a nova razão. Repita o procedimento usando quantidades cadavez menores de gás até poder extrapolar para a razáo p/p. que seria obtida se não houvesse gás no bulbo. Calcule a temperatura Z substituindo essa razão extrapolada na Eq. 18-6. (A temperatura é chamada de temperaturo de gás ideal.')

cule a razão p/p

'iir:-i: As Escalas Celsius e Fahrenheit

Até agora, consideramos apenas a escala Kelvin, usada principalmente pelos cien- tistas. Em quase todos os países do mundo, a escala Celsius (chamada antigamente de escala.centígrada) é a escala mais usada no dia a dia. As temperaturas na escala Celsius são medidas em graus e o grau Celsius tem o mesmo valor numérico que o kelvin. Entretanto, o zero da escala Celsius está em um valor mais conveniente que o zero absoiuto. Se 7. representa uma temperatura na escala Celsius e 7 a mesma temperatura na escaia Kelvin,

Tc: T - 273,15"

(18-7)

Quando expressamos temperaturas na escala Celsius. usamos o símbolo cle grau.

Assim,qscrevemos 20,00'C (que se 1ê como "20,00 graus Celsius") para uma tem-

peratura na escala Celsius, mas 293. 1 5 K (que se como "293 ,15 kelvins") para a mesma temperatura na escala Kelvin. A escala Fahrenheit, a mais comum nos Estados Unidos, utllizaum grau menor que o grau Celsius e um zero de temperatura diferente. A relação entre as escalas Celsius e Fahrenheit e a seguinte:

Tu: ?7. + 32",

(18-8)

em que Ç é a temperatura em graus Fahienheit. A conversão enÍe as duas escalas

pode ser feita com facilidade a partir de dois pontos de referência (pontos de con-

gelamento e de ebulição da água), mostrados na Tabela 18-1. As escalas Kelvin, Celsius e Fahrenheit são comparadas na Fig. 18-7.

CAPíTU LO 1B

Et]E

t]

E

zzs,

ro x

ti

Ponro

uipto I I

da ágtra

l-l

l--]o.o

t'c

iltttt

l-l

ll

HI]L: ll ll

HI]E

E

K

ti

11

7,ero I-.1

,b'oluto u0

E-273.15'c

tl

ll

[!:z.oz'r

ll

'l

ll

H E-459.67'F

Figura 'l 8-7 Con-tparação entre as

escalas Kelvin. Celsius e Fahrenheit de temperatura.

Correspondência entre Algumas Temperaturas

Temperatura

"( l

Ponto de ebulição da água"

Temperatura normal do corPo

Temperatura confoltável

Ponto de congelamento da água" Zelo da escala Fahrenheit

Coincidência das escalas

r00

31,0

20

t)

18

-40

"Estritamente Íalando, o ponto de ebuliçãro

congelamento é 0,00'C. Assirn. existem

da água na escala Celsius é 99'9'-5'C

ligeiramente menos de 100 C" entre e"-

A posição do símbolo de grau em relação às letras C e F é usada par; r '

medidas e graus nas duas escalas. Assim,

0"C :

32"F

signitica que uma temperatura de 0o na escala Celsius equivale Llma tenp-:,:

32. na escala Fahrenheit, enquanto

5C':9F"

significa que uma diÍ'erença de temperatura de 5 graus Celsius (obserr e c: -.; caso. o símbolo tle grau aparece depois do C) equivale a uma diÍ'erença de ,. tura de 9 graus Fahrenheit.

-

WTESTE 1

A f,gura

ebulição

mostra três escalas lineares de temperatura, com os pontos de congei*::-.

da água indicados. (a) Ordene os gralrs dessas escalas de acordo corrl Lr i; r'-

em ordem decrescente. (b) Ordene as seguintes temperaturas, em ordem deci:.-.

50'X. 50'W e 50'Y.

llll!

,rn"tt

|

,0 x ll

-,,"* l ]

,n ,' [ ]

',,,'t !

, []

Ponr,,rlr,'hrrlirà,,

.,,,,. rrc, o,,q-ra nen ,,

Gonversão de uma escala de temperatura para outra

,

SuponÀa que você encontre anotações antigas que descre-

vem uma escala de temperatura châmada.de Z na qual o ponto de ebulição da água é 65p"2 e o ponto de congela- mento é214,0"2. A que temperatura na escala Fahrenheit

coÍresponde uma temperatura I :

Suponha que

de um gtatZ

-98,0'Z?.

a escala Z éLinear, Õu seja, que o tamanho é o mesmo em toda a escalaZ.

Como as duas escalas são lineares, o fator de conversão pode ser calculado usandQ duas temperaturas conhecidas nas duas escalas, como os pontos de ebulição e congela-

mento da água.

conhecidas

O número de graus entre as temper: --

em uma escala é equivalente ao núm-. -;

graus entre elas na outra escala.

Cátculos Começamos por relacionar a temperaturr - - -

T a trma das temperaturas conhecidas da escala Z, C

T :

-98,O"Zestá

mais próximo do ponto de congeia:: .-

(- 14,0'Z) que do ponto de ebulição (65,0'Z), escolh-::.

ponto de congelamento.

(-98,0"2):

Observamos que f está - 1-+. :

84,0"2 (trig. 1B-8) abaiÍo do pttr::

congelamento. (Essa diferença pode ser lida con.' :-

graus 2".)

í

ffiE§EEE=T

TEMPERATURA, CALOR E A PRIMEIRA LEI DA TERMODINÂMICA

189

.

{} llrr

65.0.2

1

ebrri.ao *l

7s,oz"l] IIIl

I

ll

ff

I

^ 2t2.F

r sz.r

r

'r _ ?

Iltsop"

ll

-14.0", i

cong.- ff

tamenro

[

|l

]

li I

s4.o z"l

l.i

ti li

r = -e8.o"z Y

-

Figura 18-8 Comparação entre üma escala de temperatura desconhecida e a escala Fahrenheit.

O passo seguinte consiste em determinar um fator de conversão entre as escalas Z e Fahrenheit. Para isso, usa- mos a.§ duas temperaturas conhecidas na escala Z e as correspondentes temperatqras na escala Fahrenheit. Na

escalaz, a diferença entre os pontos de ebulição e de con-

gelamento é 65,0"2 - (-14,0"2) : 19,0 Zo. Na escala

Fahrenheit. é 212"F - 32.0'F :

180 F". Assim. uma dife-

rença de temperatura de 79 Z" equ,ivale a uma diferença de

temperatura de 180 F' tFig. l8-8) e podemos usar a razào

(180 F'/79,0 Zo) como fator de conversão.

Coino T esÍá84,02" abaixodo ponto de congelamen- to, deve estar abaixo do ponto de congelamento

$4.0rt#:

let F".

Como o ponto de congelamento corresponde a 32,0"F, isto signilica que

T :32.0"F - 191F' :

-1-59"F.

(Resposta)

1*-S Dilatação Térmica

As vezes. para conseguir desataraxar a (ampa metálica de um pote de vidro. bas-

ta colocar o pote debaixo de uma torneira de água quente. Tanto o metal da tampa

quanto o vidro do pote se expandem quando a água quente fornece energia aos áto- mos. (com a energia adicional, os átomos se afastam mais uns dos outros, atingin-"

do um novo ponto de equilíbrio com as forças elásticas interatômicas que mantêm os átomos unidos em um sólido.) Entretanto, como os átomos no metal se afastam

mais uns dos outros que os átomos do vidro, a tampa se dilata mais do que o pote e, portanto, fica f.rouxa.

A dilatação térmica dos nmteriais com o aumento de temperatura deve ser le- vada em conta em muitas situações da vida prática. euando uma ponte está sujeita a grandes variações de temperatura ao longo do ano, por exemplo, é dividida em

trechos separados por juntas de dilatação para que o concreto possa se expandir nos

dias quentes sem que a ponte se deforme. o material usado nas obturações dentá- rias deve ter as mesmas propriedades de dilatação térmica que o dente para que o

paciente possa beber um café quente ou tomar um sorvete sem sofrer consequências

desagradáveis. Quando o jato supersônico concorde (Fig. 18-9) foi construído, o

projeto teve que levar em conta a dilatação térmica da fuselagem provocada pelo

atrito com o ar durante o voo.

1:;t,qi!.,f

As propriedades de dilatação térmica de alguns materiais podem ter aplicações

práticas. Alguns termômetros e termostatos utilizam a diferença na dilatação dos

componentes de uma tira bimetdlica (Fig. l8- 10). os termômetros clínicos e meteo-

rológicos se baseiam no fato de que líquidos como o mercúrio e o álcool se dilatam

mais do que os tubos de vidro que os contêm.

ljãÉ#ã##*# §-ememr

§

Se a temperatura de uma barra metálica de comprimento r aumenta de um valor À2,

o comprimento aumenta de um valor

LL: La A,T.

(18-e)

em que a é uma constante chamada de coeficiente de dilatação linear. A unidade

do coeficiente a é o co-r ou K-1. Embora a varie ligeiramente com a temperatura,

na maioria dos casos pode ser considerado constante para um dado material. A Ta- bela 18-2 mostra os coeficientes de dilatação linear de alguns materiais. Note que a

urudade C' que aparece na tabela poderia ser substituída pela unidade K.

Figura I8-9 Quando um Concorde voava mais depressa que a velocidade

do som, a dilatação térmica produzida pelo atrito com o ar aumentava o

comprimento da aeronave de 12,5 cm. (A temperatura aumentava paru 128oC no nariz e 90'C na cauda. Era possível sentir com a mão o aquecimento das

janelas.) (Hugh Thomcts/BwP Media/

Getty Images News cutd Sport Servíces)

190 CAPíTI] LO ] B

I

G

(.a)

1' ,

( 1)\

7',,

Uma tira bimetálica entorta porque um metal se dilata e se

contrai mais

que o outro quando a temperatura varia.

Figuna 18-10 (a) Uma tira birnetálica.

lot'tnlrdrr pol urnlr tirr de llrtiro e utnu

tira de aço soldadas. à ternpelatura 7,,.

(á) Quanclo a temperatura é maior que r tünrperiitur.r de reiclincil. u tila sc en\ieÍga para bairo. corno na figula.

QLrarrdo ii tenrpc[rturr e niniol qrre

ir ternperirturir de rcler'êne iu. r tila .e enverga pala cirra. N4uitos terinostatos

l'uncionam com hase nesse princípio,

tàzendo ou de.sÍazendo Llm contato elétrico de acolclo conr a tenrperâtruâ em que se cncontram.

Alguns CoeÍicientes de Dilatação Linear"

Substância

Geio (a 0"C) Chumbo

,A,iumínio

Latão

Coble

Concleto

"\ralorcs à tenrperaturâ

ct( 10 i'lC')

Substância

-5I

Aço

29

Vidro ('cornum)

23

Vidro (Pyrex)

19

Diamante

I1

lnvar/'

12

Quartzo Íuncliclo

irrnbiente. e-\ceto lro caso do gelo.

r'Esta liga fbi projetada 1l.lÍâ teÍ um baixo cocíiciente de dilaLação. O norr.ie é Lr1r

de "'inr a:-ii1r,el'^.

-

A clilatlrçào termicir de unr rolido e como r rtnpiilrçiro dc tttr:,

ceto pelo fato de que ocorre em três dimensões. A Fig. l 8- 1 1 1, ntLr\li-

térmica (exa-eeradir) de uma régr"ra de aço. A Eq. 18-9 se aplica a torl.L:

lineares darégua. corrro as aresti.is. ii espessura. ers diagonais e os diiir -

circunl-erôncia clesenhada na ré-uua e de um fut'o circulal aberto ne r-:.

co retirado do furo se ajustaperfeitamente ao furo, continlla a se qr.i

mesmo aumento de ten.iperatura que a régLla.

,.

Se todas as dirnensões de urn sólido aurrentam coln a temperatura. é :

volume do sólido também aulnenta. No caso clos líc1uidos, a dilataçãLr

a única que faz sentido. Se ;i temperatura

é Vaumer.rta cie um valor Àf. o aumento de volume correspondente -

de r-rm sóiido ou de um líqluict' :

lr

- r /jl/.

-.

ern rlue B ó tr coeficienle de dilatação roiumélrica do.ólidc ou lr.1:rr

cientes de dilatação volumétrica e cie dilatação linear de um sóiido e.r dos ltllr'és dl eqtnçirrr

Í]:3o.

:

O Iíquido mais corxum. a áglra. não se compoíta conlo os olttro: . r .

n'ra rie,-[oC. a ágLrzr se ciilata quando a tentperatura allil]enta, como e1'a r:- - l Entre 0 e .l'C. poróm. a água se coÍ1Íroi quando a temperatllra ;ilrment., -. volta de :1'C, a massa específica da á-eua passa por um máximo.

E,sse colr'lpor-tamelrto cia águii é a razão pela qual os lagos congelarll ,l: ,

bai.ro e não o contrário. Quanclo a ír-eua cia superfície é resfriada ü partir. r-;

i0"C. Íica mais densa (mais "pesada") que a água ürais abaixo e aiun.1.,

peraturas irenores qLre 4'C. porém, um i'esliiamento ar'licional Íhz corr,

ciue está na sllperfície htlue merrcs densa (mais "leve") que a água lttlr ) ,

portanlo. essa água pertlliinece r.ra supertície ilté congelar. Assim. a ág'uirt ii,, . - congela enquanto a ágr"ra n-lais abaixo pernlailece líquida. Se os la-9os ;,':'

Figura 18-1 1 ,{ mesrra régua de

aço etn ciuas ten-iperatluas diierentes. Quando a r'é,eua se dilata. a escala. os

nílinero-ç. a espessura e os diâmetros

cia cilcunl-er'ência e do Íuro cii'cular' arlmcilÍl.im rio rnesmo fa«,x. 1A riiiatação

loi exagelacia piua fornâr o cle senhr-. rnais claro.)

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TEI!{PERATURA,

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CALOR E A PRIIVIEIRA LEI DA TERlllODINAIVIICA

I9r

de baixo para cima, o gelo assim formado não derreteria totalmente no verão, pois estaria isolado pela água mais acima. Após alguns anos. muitos mares e lagos nas zonas temperaclas da Terra permaneceliam congelados o ano inteiro, o que tornaria

impossível a vida aquática.

"d#TESTE 2

A ligura mostra quatro placas metáiicas retan-

gulares cujos lados têm comprimento L,2L

ou 3L. São todas feitas do mesmo material e a

temperatura