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5 Transformadores e Máquinas Elétricas

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Transformadores e Máquinas Elétricas

Capítulo 1

Partes Componentes dos Transformadores

1 - Considerações iniciais

A parte ativa dos transformadores é constituída basicamente pelo núcleo

magnético e pelas bobinas de tensão superior (TS) e tensão inferior (TI). O núcleo é confeccionado a partir de chapas de ferro com pequenas dosagens de silício. As bobinas são fabricadas com fio condutor de cobre ou alumínio, ou mesmo com barras de seção circular ou quadrada.

As corrente que circulam pelos enrolamentos TS e TI dos transformadores em

carga, dissipam nas respectivas resistências um valor de potência Joule proporcional ao quadrado desta corrente. Por outro lado, quando o transformador está em vazio, ou seja, sem carga no lado da tensão induzida, a corrente que circulará é denominada por corrente em vazio, que possui uma magnitude da ordem de 3% a 6% da corrente nominal do transformador. Esta corrente possui duas componentes: uma responsável pela produção do fluxo, com característica reativa indutiva (dewatada); a outra é responsável pelas perdas por histerese e correntes parasitas de Foucault (eddy current), de característica ativa (watada). Considerando que a corrente a vazio é de pequena intensidade quando comparada

à nominal do transformador, as perdas por efeito Joule nesta situação são desprezíveis ao serem comparadas às perdas por histerese e Foucault.

Sabe-se que as perdas a vazio nas máquinas elétricas ocorrem no núcleo magnético

e são conhecidas como perdas por histerese e perdas por Foucault. Sabe-se que a o resultado dessas perdas é produzir calor no núcleo magnético. A parte ativa do transformador pode ser representada por um circuito elétrico equivalente que representa todos os parâmetros eletromagnéticos do transformador. A

6 Transformadores e Máquinas Elétricas figura 1.1 ilustra o circuito equivalente por fase, que representa

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figura 1.1 ilustra o circuito equivalente por fase, que representa o modelo paralelo do ramo magnetizante do transformador.

P P j2 j1 x x 1 2 r 1 I r o 2 
P
P
j2
j1
x
x
1
2
r
1
I
r
o
2
d1
d2
I
I
1
2
X
V
E
m
R
E
1
1
m
2
m

Figura 1.1 - Circuito equivalente do transformador.

No circuito estão indicados os fluxos de dispersão representados pelas reatâncias x 1 e x 2 , as perdas por efeito joule nos enrolamentos representadas pelas resistências r 1 e r 2 , as perdas no ferro (histerese e Foucault) representadas pela resistência R m . O fluxo magnetizante é representado pela reatância X m , por onde flui uma componente da corrente de magnetização I m . A partir do ensaio a vazio calculam-se os parâmetros do ramo magnetizante. E a partir do ensaio em curto circuito determinam-se os parâmetros do fluxo disperso, referido sempre ao lado em que se alimenta o transformador para a realização do ensaio.

2 - Partes componentes do transformador Um componente fundamental no sistema de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica são os transformadores de força e de distribuição. No Brasil, as indústrias de transformadores, desenvolvem e fabricam transformadores de força e distribuição com tecnologia, qualidade e confiabilidade, atendendo todos os requisitos necessários em relação à potência, tensão, modo de operação, nível de ruído, técnicas de conexões, tipos de

7 Transformadores e Máquinas Elétricas refrigeração, transporte e instalação; sempre atendendo as exigências das

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refrigeração, transporte e instalação; sempre atendendo as exigências das normas técnicas nacionais e internacionais. Nos sistemas de potência utilizados para transmissão de energia a grandes distâncias, os níveis de tensões podem chegar até 800 kV. Os transformadores para esses sistemas devem ser equipados com comutadores para operação em condições de carga ou em vazio, de tal forma a atender a necessidade do sistema elétrico. Seguindo a numeração da figura 2.1 podem-se identificar as partes componentes de um transformador:

1 Núcleo magnético trifásico em aço-si com grãos orientados;

2 Enrolamento de tensão inferior (TI);

3 Enrolamento de tensão superior (TS);

4 Ligações das derivações para o comutador de taps;

5 Buchas de tensão superior;

6 Buchas de tensão inferior;

7 Vigas de prensagem do núcleo;

8 Comutador de taps;

9 Acionamento motorizado do comutador;

10 Tanque principal do transformador;

11 Radiadores;

12 Tanque de expansão;

13 Indicador de nível do óleo isolante;

14 Rele de gás de Bulcholz;

15 Placa de identificação.

8 Transformadores e Máquinas Elétricas 13 5 12 6 14 7 8 1 3 11

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13 5 12 6 14 7 8 1 3 11 10 4 2 15 9
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Figura 2.1 Vista em corte de um transformador de potência de 40MVA, tensões 138 kV/13,8kV. (Cortesia Siemens).

2.1 - Parte ativa e seus periféricos

2.1.1 -

Núcleo magnético do transformador

Transformadores de força têm núcleo do tipo envolvido. As colunas estão dispostas em um plano e interligadas pelas culatras. Atendendo às exigências dos usuários no tocante a capitalização de perdas e nível de ruído, utilizam-se chapas magnéticas HI-B de grão orientado com 0,23mm, 0,27mm e 0,30mm. O empilhamento das chapas no sistema Step-lap (em pequenos degraus) provou ser a melhor técnica, de tal forma a obter-se o formato circular quase perfeito.

Luiz Octávio Mattos dos Reis

Ronaldo Rossi

9 Transformadores e Máquinas Elétricas 2.1.2 - Enrolamento de tensão superior (TS) e tensão inferior(TI)

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2.1.2

-

Enrolamento de tensão superior (TS) e tensão inferior(TI)

O

material condutor empregado nos enrolamentos de transformadores de força é o

cobre de secção normalmente retangular. O tipo de enrolamento depende da potência e classe de tensão. Enrolamentos em discos são adequados para tensões mais altas. E são constituídos de discos simples ou de enrolamento contínuo com dutos nos sentidos radiais e axiais para penetração pelo óleo mineral permitindo a refrigeração. Para tensões, mais baixas é usual o emprego de enrolamentos em camadas. São camadas simples dispostas de forma concêntrica uma acima da outra, separadas por dutos axiais.

O processo da transposição dos condutores de cobre tem por objetivo reduzir as

perdas adicionais provocadas pelas correntes parasitas. No processo de transposição os condutores retangulares consistem um feixe, transpostos e isolados por verniz.

2.1.3 -

Ligações das derivações para o comutador de taps

Para adequar a relação de tensão às condições de operação do sistema, o transformador é provido de enrolamento especial dotado de derivações. A relação de tensão pode ser alterada através de um comutador em vazio estando o transformador desenergizado, ou por um comutador de derivações em carga com o transformador energizado. Acionamentos motorizados são usados para operar os comutadores, possibilitando comando local ou à distância, inclusive com controle automático de tensão.

2.1.4 -

Buchas de tensão superior (buchas capacitivas)

As buchas do tipo capacitivo são fabricadas para tensões de 25kV a 765kV. As buchas capacitivas têm em sua formação as seguintes partes principais: Condutor central que pode ser maciço ou em forma de tubo, capacitor com isolação de papel impregnado com óleo ou massa isolante, isolador de porcelana em duas partes (superior e inferior), óleo ou massa isolante; conjunto de molas e indicador de nível de óleo, derivação capacitiva ou de teste de fator de potência e terminal (superior e inferior).

10 Transformadores e Máquinas Elétricas O capacitor é instalado dentro do isolador de porcelana com

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O capacitor é instalado dentro do isolador de porcelana com óleo mineral ou massa isolante. As peças de porcelana são comprimidas contra as gaxetas pela ação do conjunto de molas situado na cabeça de bucha, a qual tem também um indicador de nível de óleo, a câmara de expansão, o gancho de suspensão e o terminal de conexão. A figura 2.2 ilustra o aspecto de uma bucha capacitiva sendo preparada para ensaio, em 2.3 uma bucha em corte.

(A)
(A)

(B)

Figura 2.2 Aspecto de uma bucha capacitiva. (A) de transformador da CEMIG, sendo

preparada para ensaio. (B) bucha IBMS.

11 Transformadores e Máquinas Elétricas Figura 2.3 – Vista em corte de uma bucha ABB

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11 Transformadores e Máquinas Elétricas Figura 2.3 – Vista em corte de uma bucha ABB tipo

Figura 2.3 Vista em corte de uma bucha ABB tipo AB, óleo para ar, 138 kV.

12 Transformadores e Máquinas Elétricas 2.1.5 - Buchas de média tensão As buchas utilizadas em

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2.1.5 -

Buchas de média tensão

As buchas utilizadas em transformadores de potência são de diversos tipos e podem ser classificadas conforme a classe de tensão. Buchas onde o isolante é constituído só de porcelana, são fabricadas para tensões de 1,2 a 15kV. As figuras 2.4 e 2.5 ilustram este tipo de bucha.

a 15kV. As figuras 2.4 e 2.5 ilustram este tipo de bucha. Figura 2.4 – Buchas

Figura 2.4 Buchas tipo A, classe 15kV e corrente até 600A (cortesia ABB).

tipo A, classe 15kV e corrente até 600A (cortesia ABB). Figura 2.5 - Buchas tipo A,

Figura 2.5 - Buchas tipo A, classe de 1,2 a 15kV e condutor fixo para 1200A (cortesia ABB).

13 Transformadores e Máquinas Elétricas 2.1.6 - Buchas de tensão inferior (baixa tensão) As buchas

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2.1.6 -

Buchas de tensão inferior (baixa tensão)

As buchas de tensão inferior assumem o mesmo aspecto que as de tensão superior,

porém com o corpo de porcelana em diâmetro e altura menores. As buchas de tensão inferior classe de 1,2 kV e correntes nominais de 160A, 400A e 800A, conforme ilustra a figura 2.6.

de 160A, 400A e 800A, conforme ilustra a figura 2.6. (A) (C) (B) Figura 2.6 –

(A)

de 160A, 400A e 800A, conforme ilustra a figura 2.6. (A) (C) (B) Figura 2.6 –
de 160A, 400A e 800A, conforme ilustra a figura 2.6. (A) (C) (B) Figura 2.6 –

(C)

(B)

Figura 2.6 (A) Aspecto das buchas de TI instaladas em transformadores; (B) bucha ABB

com flange de 1’’; (C) bucha ABB de 1,25’’.

2.1.7 -

Vigas de prensagem do núcleo calços e isolamentos[5]

Para que o núcleo se torne um conjunto rígido é necessário que se utilize dispositivos mecânicos para prensagem das chapas que é efetuado através de vigas dispostas horizontalmente, e fixadas por tirantes horizontais e verticais. O conjunto deve ser

capaz de suportar o comutador, os pés de apoio da parte ativa, suporte das derivações e ainda o dispositivo de fixação da parte ativa ao tanque. Os calços devem ser utilizados em vários pontos da parte ativa e têm finalidades

diversas, entre as quais citam-se: constituir as vias de circulação de óleo entre os enrolamentos de tensão superior e inferior, impedir que os enrolamentos se movam, como

14 Transformadores e Máquinas Elétricas apoio da parte ativa (neste caso chamado pé). Fornecer a

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apoio da parte ativa (neste caso chamado pé). Fornecer a devida rigidez mecânica aos enrolamentos para que suportem os esforços durante a ocorrência de curto circuito etc. Os calços podem ser confeccionados em vários tipos de matérias entre os quais tem-se o papelão pressphan, o fenolite e a madeira.

O isolamento se faz necessário nos pontos da parte ativa onde a diferença de

potencial seja expressiva, nos condutores, entre camadas de enrolamentos, entre o enrolamento de tensão superior e inferior, entre fases e entre enrolamentos e o tanque. Os materiais utilizados como isolantes são diversos e devem atender às exigências de rigidez dielétrica e temperatura de operação (classe A, 105 o C). No caso de condutores,

estes podem estar isolados em papel Kraft neutro ou esmalte, dando-se preferência para classe H (180 o C).

2.1.8 -

Comutador de taps

O comutador em carga é utilizado para grandes transformadores. A chave

comutadora se localiza em um compartimento separado, no tanque, e imersa em óleo mineral isolante. O óleo no compartimento da chave comutadora é mantido separado daquele do transformador para evitar a sua contaminação com os produtos da decomposição devido aos arcos.

O acionamento motorizado de um comutador em carga é afixado na parede do

tanque e opera por meio de eixos e engrenagens. A figura 2.7 ilustra o aspecto de um comutador de taps para utilização em grandes transformadores e, dotado de acionamento através de sistema motorizado.

15 Transformadores e Máquinas Elétricas Figura 2.7 – Comutador de taps cortesia Huaming Power Equipment

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Transformadores e Máquinas Elétricas

15 Transformadores e Máquinas Elétricas Figura 2.7 – Comutador de taps cortesia Huaming Power Equipment Co.

Figura 2.7 Comutador de taps cortesia Huaming Power Equipment Co. Ltda.

2.1.9 -

Acionamento motorizado do comutador

O “lay-out” do armário de controle consiste de duas partes a caixa e a tampa. A caixa e a tampa, ambas são metálicas moldadas à baixa pressão em liga de alumínio alloy resistente aos efeitos de corrosão. A pintura protetora deve revestir a superfície de todo o armário, a tampa deve ser selada e o conjunto deve apresentar classe da proteção IP66. A figura 2.8 ilustra o aspecto do acionamento motorizado do comutador. A caixa é selada através de duas fechaduras do tipo utilizada em aviões, instalados ao lado da caixa. Na tampa existe uma pequena abertura quadrada coberta em material transparente onde se pode visualizar a indicação de taps e outras grandezas conforne necessidades do cliente.

16 Transformadores e Máquinas Elétricas Abrindo-se a porta do armário, aparecem além dos dispositivos de

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Transformadores e Máquinas Elétricas

Abrindo-se a porta do armário, aparecem além dos dispositivos de operação, o botão de acionamento local e a manivela para acionamento manual. Esta porta só deve ser aberta quando nos procedimentos de manutenção a serem realizados na unidade de acionamento do motor. A estrutura interna do controlador instalada no armário é composta por duas partes. A primeira refere-se ao controle do motor que aciona o eixo do comutador. Esta unidade de acionamento deve apresentar baixo ruído para e o sistema de movimentação mecânico da polia do comutador. Durante o processo de mudanças de taps, o sistema gira com uma rotação de aproximadamente 16,5 rotações por minuto, alguns outros dispositivos podem girar em torno de uma a duas rotações.

dispositivos podem girar em torno de uma a duas rotações. Figura 2.8 – Acionamento motorizado do

Figura 2.8 Acionamento motorizado do comutador de taps cortesia Huaming Power Equipment Co. Ltda.

A segunda é referente ao indicador de posição de taps. Este indicador pode possuir além da indicação do tap a movimentação do motor, a indicação da respectiva tensão referente à posição do comutador (neste caso realizada pelo ponteiro vermelho), além de um contador magnético que grava as operações automáticas efetuadas pela unidade de movimentação do motor.

17 Transformadores e Máquinas Elétricas 2.1.10 - Tanque principal do transformador O tanque aloja a

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Transformadores e Máquinas Elétricas

2.1.10

-

Tanque principal do transformador

O

tanque aloja a parte ativa do transformador assim como o óleo isolante. Seu peso

muitas vezes é de dezenas de toneladas. As chapas de aço têm espessuras variadas e adequadas ao tamanho e formato do tanque, às condições para transporte que muitas vezes representam altíssimos esforços mecânicos. Mesmo sob as condições mais severas, incluindo o vácuo, o tanque deve apresentar segurança e estanqueidade.

2.1.11

-

Radiadores

O

calor gerado na parte ativa se propaga através do óleo e é dissipado no tanque

(tampa e sua lateral). As elevações de temperatura do óleo e dos enrolamentos são normalizadas e devem ser limitadas para evitar a deteriorização do isolamento e do óleo. Dependendo da potência do transformador, ou melhor de suas perdas, a área da superfície externa poderá ser insuficiente para dissipar este calor e é, então necessário aumentar a área

de dissipação. Para tal, usam-se radiadores que poderão ser de tubos ou chapa estampada. Na figura 2.1, através da indicação de número 11 tem-se a ilustração de um radiador para transformadores.

2.1.12 -

Tanque de expansão

O óleo isolante contido no tanque principal sofre um processo constante de expansão e contração sempre que há variações na temperatura. Em transformadores de elevadas potências têm-se grandes volumes de óleo no tanque principal, existindo a

necessidade de instalar-se um tanque auxiliar para receber o volume excedente de óleo devido à expansão do fluído em face ao aumento da temperatura, daí a denominação tanque de expansão.

O referido tanque assume também uma função importante em transformadores,

pois na conexão hidráulica (tubo) existente entre o tanque principal e o de expansão, instalam-se o relé de gás (buchholz). O indicador de nível do óleo também é geralmente instalado no tanque de expansão (vide na figura 2.1 a indicação do número 13). O tanque de

18 Transformadores e Máquinas Elétricas expansão é instalado na parte superior do tanque principal e

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Transformadores e Máquinas Elétricas

expansão é instalado na parte superior do tanque principal e conectado através de um tubo. Na figura 2.1 está ilustrado e indicado com o número 12 a disposição e o aspecto de um tanque de expansão utilizado em transformadores.

2.2 - Acessórios dos transformadores

2.2.2 -

Indicador de nível do óleo isolante

Os indicadores de nível têm por finalidade indicar com a devida precisão o nível de líquidos tais como água, óleo, etc, sua função é dar uma proteção de retaguarda aos transformadores, por exemplo[6]. A densidade desses líquidos não deve ultrapassar os 10 graus na escala Engler. Os indicadores além de efetuar a medição dos líquidos podem ainda ser provido de contatos elétricos para ligar alarmes na ocorrência de uma elevação excessiva ou redução anormal do nível do líquido. A figura 2.9 ilustra os detalhes de um indicador de nível de óleo utilizado em transformadores.

indicador de nível de óleo utilizado em transformadores. Figura 2.9 – Indicador do nível de óleo,

Figura 2.9 Indicador do nível de óleo, cortesia Comen. O ponteiro do indicador magnético de nível é movimentado por meio de dois magnéticos (imãs permanentes), que são acoplados a um flutuador (bóia). O movimento do ponteiro é efetuado pela bóia, de acordo com o nível do líquido, que transmite indicações precisas ao mesmo, devido a grande sensibilidade dos imãs.

19 Transformadores e Máquinas Elétricas 2.2.2 - Rele de gás de Bulcholz [7] Este relé

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Transformadores e Máquinas Elétricas

2.2.2 -

Rele de gás de Bulcholz[7]

Este relé de gás tem por finalidade proteger equipamentos imersos em líquido, através da verificação do fluxo anormal ou sua ausência, e a formação anormal de gases pelo

equipamento. Normalmente são utilizados em transformadores que possuem tanque de expansão. Este tipo de Relé detecta de forma precisa, por exemplo, os seguintes problemas:

vazamentos, curto-circuito interno no equipamento que ocasione grande deslocamento de líquido, formação de gases internos por falhas intermitentes ou contínuas que estejam ocorrendo no interior do equipamento. A figura 2.10 ilustra o aspecto do relé de gaz tipo bulcholz.

figura 2.10 ilustra o aspecto do relé de gaz tipo bulcholz. Figura 2.10- Rele de Buchholz,
figura 2.10 ilustra o aspecto do relé de gaz tipo bulcholz. Figura 2.10- Rele de Buchholz,

Figura 2.10- Rele de Buchholz, cortesia Comen.

O relé detector de gás tipo buchholz é normalmente instalado entre o tanque principal e o tanque de expansão do óleo em transformadores. O relé de gás possui dois contatos independentes acoplados à bóia (contato móvel) e ao defletor/bóia (contato fixo) respectivamente. Um dos contatos opera pelo acúmulo de gás e outro pela variação súbita do fluxo do líquido isolante. Possui dois visores opostos com escalas (graduadas em cm³) indicativas do volume de gás acumulado.

20 Transformadores e Máquinas Elétricas 2.2.3 - Placa de identificação e digramas A placa do

20

Transformadores e Máquinas Elétricas

2.2.3 -

Placa de identificação e digramas

A placa do transformador é um item importante, pois é através dela que

conhecemos as características principais do equipamento. Nos processos de manutenção, os dados contidos na placa permitem ao fabricante identificar exatamente o que contém a parte ativa sem que seja necessária a abertura do tanque principal.

A placa pode ser confeccionada em alumínio ou em aço inoxidável, ficando a

escolha a critério do cliente. Na figura 2.11 tem-se um exemplo de placa para um transformador WEG. Nela podem-se entrar as normas de fabricação, tensões de operação,

potência, tipo de conexão, além dos diagramas de conexão que determinam o defasamento angular. Tem-se também um diagrama dos taps existentes além de outras informações importantes para o usuário.

21 Transformadores e Máquinas Elétricas Figura 2.11 – Placa de identificação de um transformador, cortesia

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Transformadores e Máquinas Elétricas

21 Transformadores e Máquinas Elétricas Figura 2.11 – Placa de identificação de um transformador, cortesia WEG.

Figura 2.11 Placa de identificação de um transformador, cortesia WEG.

22 Transformadores e Máquinas Elétricas 2.2.4 - Válvula de alívio de pressão A válvula de

22

Transformadores e Máquinas Elétricas

2.2.4 -

Válvula de alívio de pressão

A válvula de alívio de pressão é utilizada para o alívio de sobre-pressões em tanques, reservatórios e máquinas. Possui rapidez de reação (geralmente inferior a 50 ms e em alguns casos 2 ms), após o alívio da pressão a válvula fecha-se automaticamente impedindo a entrada de agentes externos ao equipamento. Pode ser fornecida, dependendo de seu modelo, com capas de proteção para direcionar o fluxo do líquido, que por ventura sairá quando a mesma atuar, bem como poderá ter contatos de sinalização para alarme e/ou desligamento. A figura 2.12 ilustra o aspecto de uma válvula utilizada em transformadores.

Pode ser ajustada de 25 a 90 kPa, conforme modelo, e é, normalmente, fornecida já calibrada de fábrica com 0,7 kgf/cm². Quando ocorrer um surto de sobre-pressão interna no tanque, por exemplo, de um transformador, que ultrapasse a pressão de calibração da válvula, esta irá atuar imediatamente aliviando a pressão interna excedente preservando assim a integridade física do tanque e dos equipamentos a ele ligados. Após o alívio da pressão, a válvula retorna à posição original automaticamente. Válvulas equipadas com ou sem contatos elétricos, possuem um pino sinalizador situado no centro das mesmas, que ficará exposto após sua atuação, acionando os contatos (se houver), permanecendo assim até o seu re-arme manual.

(se houver), permanecendo assim até o seu re-arme manual. Figura 2.12 – Válvulas de alívio de
(se houver), permanecendo assim até o seu re-arme manual. Figura 2.12 – Válvulas de alívio de

Figura 2.12 Válvulas de alívio de pressão cortesia Comen.

23 Transformadores e Máquinas Elétricas As Válvulas instaladas submersas em líquido, antes de serem colocadas

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Transformadores e Máquinas Elétricas

As Válvulas instaladas submersas em líquido, antes de serem colocadas em operação, deverão ser purgadas até que os gases contidos sejam eliminados. Um exemplo desta utilização ocorre em transformadores dotados de tanque de expansão de óleo.

2.2.5 -

Relé de pressão súbita

Os relés de pressão súbita são equipamentos de proteção para transformadores do tipo selado, instalados acima do nível máximo do líquido isolante, no espaço compreendido entre o líquido isolante e a tampa do transformador. A figura 2.13 ilustra o aspecto de um

relé de pressão súbita.

O relé atua quando ocorre uma súbita pressão interna, independentemente da

pressão de trabalho do transformador.

independentemente da pressão de trabalho do transformador. Figura 2.13 – Relé de pressão súbita cortesia Comen.

Figura 2.13 Relé de pressão súbita cortesia Comen.

2.2.6

-

Desumidificador de ar (sílica gel)

O

desumidificador de ar à sílica gel tem por finalidade reter a umidade existente

no ar, através de uma substância higroscópica. O ar é aspirado pelo transformador ou reservatório para compensação da pressão.

O dispositivo possui visores de inspeção para monitoramento do estado da sílica

gel e reservatório de óleo para formação do selo hidráulico a não permitir a entrada de ar ou poeira no interior do mesmo.

Luiz Octávio Mattos dos Reis

Ronaldo Rossi

24 Transformadores e Máquinas Elétricas O desumidificador de ar é instalado no respiro do tanque

24

Transformadores e Máquinas Elétricas

O desumidificador de ar é instalado no respiro do tanque de expansão do transformador, ou reservatório, promovendo o contato com a atmosfera externa de modo a permitir somente a passagem do ar externo, através do mesmo, retendo assim a umidade existente no ar e impedindo que a mesma entre em contato com o óleo ou produto a ser protegido. A umidade ao ser absorvida pela sílica, fará com que a mesma troque de coloração até sua saturação conforme indicado na tabela 2.1.

Tabela 2.1 Aspecto da coloração da sílica gel quando em contato com a umidade.

Coloração da sílica gel

 

Estado da sílica gel

 

Coloração Laranja

Sílica gel seca

 

Coloração Amarela

Sílica

gel

com

aproximadamente

20%

de

umidade

absorvida

 

Coloração Amarelo-clara

Sílica gel com 100% de umidade absorvida (saturada)

Coloração Azul

Sílica gel seca

 

Coloração Azul-clara

Sílica

gel

com

aproximadamente

20

%

de

umidade

absorvida

 

Coloração Branca

Sílica gel com 100% de umidade absorvida (saturada)

Para regeneração da sílica gel recomenda-se colocar em estufa com temperatura máxima de 120°C por tempo entre 2 a 4 horas. A figura 2.14 ilustra o dispositivo desumidificador sílica gel.

25 Transformadores e Máquinas Elétricas Figura 2.14 – Desumidificador de ar sílica gel. 2.2.7 -

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Transformadores e Máquinas Elétricas

25 Transformadores e Máquinas Elétricas Figura 2.14 – Desumidificador de ar sílica gel. 2.2.7 - Termômetro

Figura 2.14 Desumidificador de ar sílica gel.

2.2.7 -

Termômetro

O termômetro utilizado em transformadores possui três ponteiros, sendo dois para ligação e o terceiro para indicação de temperatura máxima. Os dois últimos podem ser ajustados externamente. Um deles é responsável pelo ajuste de limite de temperatura máximo, que ao ser atingido dispara um alarme. O outro é do tipo arraste e mede a temperatura máxima que o transformador atinge em determinado período. É arrastado pelo ponteiro indicador, e indica a temperatura máxima do período. Após a indicação é novamente arrastado pelo operador para junto do ponteiro de indicação de temperatura para efetuar nova medição. A figura 2.15 ilustra este tipo de dispositivo.

medição. A figura 2.15 ilustra este tipo de dispositivo. Figura 2.15 – Termômetro utilizado em transformadores.
medição. A figura 2.15 ilustra este tipo de dispositivo. Figura 2.15 – Termômetro utilizado em transformadores.

Figura 2.15 Termômetro utilizado em transformadores.

26 Transformadores e Máquinas Elétricas Referências [1] Oliveira, J.C, Cogo, J.R., Abreu, J.P.G. - Transformadores:

26

Transformadores e Máquinas Elétricas

Referências [1] Oliveira, J.C, Cogo, J.R., Abreu, J.P.G. - Transformadores: teoria e ensaios - Ed. Edgard Blücher Ltda., S.P. 1984.

[2]

Milan Milasch, - Manutenção de Transformadores em Líquido Isolante, - Ed. Edgard Blücher Ltda, S.P., 1984.

[3]

Jayme L. Nunes Jr. - O Óleo Isolante do Ponto de Vista Químico - IV SEMEL Seminário de Materiais do Setor Elétrico Curitiba, 1994.

[4] Antônio Carlos Teixeira Diogo et al, - Diagnose do Estado da Isolação Sólida de Transformadores de potência através do Ensaio de Índice de Polarização (RVM). Informação obtida no endereço abaixo, consultado em 16-11-2005, às 02h14m:

http://www.cteep.com.br/informacoes/centro_inf_ref/congre_semi/sims/Arquivos/

9.doc

[5]

[6] Manual de Instalação e Manutenção de Transformadores, WEG transformadores Ltda,

Manual de transformadores, WEG transformadores Ltda, Blumenau SC.

[7]

Blumenau SC. Site da Indubras no endereçohttp://www.indubras.com.br/portugues/produto09.htm,

[8]

em consulta realizada em 26/11/05 à 1h30. Site Siemens no endereço: http://www.usa.siemens.com, última consulta realizada em

05/12/2005, às 20h00. [9] Site ABB no endereço: http://www.abb.com/br, em transformer products. Última consulta realizada em 10/12/2005 as 14:20. [10] Shanghai Huaming Power Equipment Co. Ltda, consulta ao site: www.huaming.com, consultado em 08 de dezembro de 2005, as 03h13.