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Pietro Perlingieri refasor Tlar de Iii de Dircio Prisd na Universidade do Sano (BN) ¢ de Teria da Inrerpreacto na Seucls di specialzazione in ditto civil da Univeridade de Carnerin, [ula ‘Teas os dicitos reservados 8 Reitor da Universidade do Sammi (B10) LIVEARIA E EDITORA RENOVAR LTDA. MATRIZ: Rua ds Assenbila, 102.421 - Cento - RJ (CEP: 20011901» Tek: (21) 2531-208 - Pau: (21) 2531-2135, HILIAL Rd Tele (1) 2590-1863 / 2980-8598 - Ft (21) 2589-1962 FILIAL SP: Tol: (11) S100 - Fae: (11) 3108.09 FILIAL PE: Tel: (1) 3223-4988 - Fa (81) 3223-1176, LIVRARIA CENTRO (RJ): Tels (21) 2531-1316 253-1338 - Fa: (21) 2831-1879, KIVRARIA IPANEMA (RI): Tel (21) 2287-4080 - Pa: (21) 2287-4888 wmeedioramnorcembe — wenearOedlonrenovtcom.br © 2007 by Livraria Editora Renovar Lida SA OeCO NESS PERFIS ——— DO DIREITO CIVIL in hs cto (Caio Tito Gn memoriam). Lie Enppoio Fda Rosa ‘Cele de Albuquerque Mello (is memoriam) Introdugéo ao Direito ear Lato ere ao io Be Ricardo Perera Lira Civil Constitucional ‘esndo Tioerica: Maia Ctistins Lopes de Oliver © ‘ati da Gli Siva de Carvatbo Capa: Jlio Csae Gomes Feadleae di Edivoraedo Eletrbica: TopTexts Bakes Grificas Lids. Maria Cristina De Ciceo 3* Edigio CWP Casogseto-rforte Sindlesio Nacoaal dat Eaters de Livros, RI Pefngie, Piowo Tati do dito civil iewo Piling: wadugto de: Maria Cis lina De Ceca, 3 ed, ev. © ampl,— Rio de Sane: Renova, 2002, ‘369 Incl bibiggra ISBN 97S 7187.608.2 1. Dirt civil 2 Desi civit — Beas, Tho, “RENOVAR_ Rio de Janeiro + So Paulo » Recife opm st 2007 roids reprozugio (Lal 9.61098) Iimpresto no Brasil Printed in Bras Cipitulo quinto Fato, efeito. Situacéo subjetiva, relacao 62. 0 fato jurdico. — 63. Estnutnra ¢ functo de fate juritico. — 64.0 feito rico. — 63. futexpretacdo qualificagio do fato come fases de em Procedinento unitério. — 66, Iniegracio da eficécin. — 67. Indivrdnay ‘le normative do caso concrete, — 68. As situacées subjetions, —- 69. tutaridade: a rlacdo entre sujeito esitwardn. — 70. Twdaridede formal subsiaucial, — 71. Titluridade tempordnea ¢ wéetenporiinea, —~ 72 Exit fncia de situagée einexistencia on indeterminagao (indeterminaterza) do yeitottutan. — 73, Costtularidade. — 74, Existincia, tittaridnde ¢ rver. cio das stwasies subjetinas. — 75. Retagio junidica ¢ ordenamente. —76 etacto puridica como ligagdo entee suite: a chamada relagio unisjetiva A strutura da telacio juvidiea &4 ligacao entre situacies subjetivas 78, A funcao da relacéo é 0 regulamente, vonienamento do caso concrete 2. O fato juridico. — O fato juridico pode ser definido como to que seja idénco, segundo 0 ordenamento, a dica, Em geral a norma prevé a hipdtese da Jo do evento (ott seja, do fato) ¢ a possibilidade de 1 esle — human (um passcio, a conclusio de um contrato) «me natural (um temporal) —, uma vez ocorrido, tenha rele- weit juridiea, O fato, no momento de seu acontecimento, no abstratamente hipotizado na previsio da lei: 0 oF. © foe auc da “0 Capitulo quinwe » Ihe atribui uma qualificagao © uma disciplina. 0 reto quanclo se realiza constitui o ponto de confluen- 1"e @ Norma ¢€ 0 seu tornarse realidade: € 0 modo no © ordenamento se attia, A norma existe na sua atuacio, do € individuada pelo intérprete em relagio ao caso con- 7a ¢ 2 historicidade essenciais & norma, ( fato concreto é sempre juridicamente rele: io sem- pre, todavia, a norma Ihe atribui_ conseqiié cas tan- giveis, que podem ser individuadas de modo espeeifico ¢ de- rascimento, a aquisicao, a extingao, a mo- n dle una situagio subjetiva (cfr. infra, § 64), O contrat fico) produ conseqiiéncias dificeis de determinar, ‘nos cm um primeiro nivel (arts. 1.372 € 1.374 Cod. Giy.); 0 nascimento do homem ¢ igualmente um fato juridico, ja que cle € considerado por uma série de normas como pro- dutor de conseqiténcias juridicas e, em particular, constitu o momento no qual, para o direito, nasce um sujeito titular de determinados direitos e deveres (art. 1 Céd. Civ.) Se Fulano csstipula uma doagio em favor de um nascituro (art, 784 Cod. 1), 40 nascimento é relacionado a dla subjetividade juridica, mas também daqueles direitos que tinham sido previstos na doacio. Cada fato, mesmo aquele aparentemente indiferente para 0 direito, tem sempre o scu axpecto de juridicidade. Tome-se, como exemplo, as normas que estabelecem direito de liber- ade pessoal (art. 13 Const.), 0 dircito de expressio © d pensamento (art, 21 Const.), 0 dircite a liberdade de cireulagao (art. 16 Const), etc. O simples fato de Fulano subir no carro andar alguns quilometros € juridicamente relevante, enquan- to festagio exterior de um valor, de um principio juri- (co, como & aquele da liberdade de circulagio, Fato juridicamente relevante nao € somente aquele produtor de conseqiiéneias juridicas que podem ser bem individuadas, qualquer fato, enquanto expressio positiva ou negativa ({ato ilicito) de valores ou de principios presentes no ordena- mento. Nio existe fato que nao tenba uma valoragio express Gana da OW implicita no Ambito do ordenamento. ‘A eoria do fato juridicamente indiferente, aqui rejeitada, entra naquela corrente ideol6gica disposta a considerar 0 or- Faso, feito. Siwatao suet, raga. o clenamento como garante das situagdes adquiridas. A historia fem demonstrado, ao reves, que 08 fatos social te realizados: a teoria do fato irrelevante satisfazia uma snente as Hiber= dades privadas. Tendo sido atribuda ao ordenamento (e ao direito) uma fungio “promocional”, incidente nas estruturas sociais © econdmicas (cfr. ream, cap. 1, § 2), por conseguinte, muda aambém a 6tica: 0 fato, no Ambito dos valores funda- io € mais indiferente, mas juridicamente relevante. Hod fato na realidade social, mesmo o mais simples ¢ aparen- temente insignificante, tem juridicidade. A sua problemtica é tepresentada pela conereta individuacao dos paramettos nor- ativos de referencia ¢ pelo seu impacto no ordenamento. © mesino fato € juridicamente relevante a um tinico fim, antes. a varios fins. Ele tem versa qualificacdo juridica, uma diversa fungio segundo. we encaixe em uma ow em outra ordem de intcresses. [ss0 iselarece a diferenca entre 0 fato, como evento, como aconte- Himento, que é sempre e somente um, ¢ a sua qualificacio (cfr. fra, § 64). Muito importante é a valoragao do fato juridico. Esta implica tu juizo que comporta nao poucas diliculdades, apesar de se osiurir na seguinte altemnativa: © fato pode ser conforme ou 10 a0 direito; quando € nao conforne, pode ser tumbém |Neito (v., por exemplo, 05 arts. 1.218 5s., 2.043 ss, Cod. Civ.). Hm finha de i € licito © que > para 0 wudevamento, O fato (aqui: contrato) € ilicito quando 6 con- ‘watio a normas imperativas, a ordem publica e ao bom costum Céd. Civ.). Com a ajuda de om wv ainda mais a nogio de possivel na de res io especifica, o art, 2.048 Cad. C ihiete “qualquer fato (aqi ei v. define como # ato) doloso” — portanto, inten- | —"ou culposo, que provoquea outros umn dano injusto” Mess prescindindo do peril da responsabilidad isto 6, da ico de ressarcir o dano que é a cargo de quem responde pelas conseqiiéneias do fato, nao se pode dizer que toda form eta to de we Tudo ato Awan m post fo ds Const 92 Capitudo inte sua causa em um fato dotoso ow $1, 20 194, § 3, Cod, de responsabilidade tem culposo (arts. 843, § 2, 924, 9: Gw.) ssencialmente ilicito € 0 fato doloso ow cuilposo que causa un danio injusto, Nem todos os fatos nao conformes ao orde- hamento sao ilicitos, porque nem todo 0 ordenamento € com- posto de normas imperativas, de prineipios de ordem publica € de bom costume. Existem normas dispositivas, isto €, derro- giveis pelos sujeitos. Os atos (portanto: fatos) dos particulares que derrogam normas dispositivas sao nao conformes, diferet tes da lei, nio ili Em tn ordenamento no qual o Estado nao assiste passive A realizagao dos atos dos particulares, mas exprime juiizos sobre cles, o ato meramente lieito nao € por sis6 valoravel em termos positivos, Para receber umn juizo positivo, 0 ato deve ser tambem merecedor de tutcla (meritewle). O ato devido — como, por exemnplo, 0 adimplemento de una obrigagao (art. 1.176 Céd. Guy.) —é por definigio merecedor de tela, O mesmo podese dizer do adimplemento de uma obrigagao natural (art. 2.084 Gad, Civ.). Um ato que constitui expressao de um direito cons- titucionalmente garantido, que € instrumento para a realizagio da pessoa — por exemplo, 0 dircito de greve (arts. 40 © 3 § 2, Const.) — & no somente licito, mas também merecedor de tutela, Sempre em tema de greve, € merecedor de tutela 0 ato de solidatiedade realizado por determinados sujeitos em rela- aoa alas colctividades. A solidarieda- de politica, econdmica ¢ social nao € somente um direito, mas tum dever (art. 2 Const.) Conisiderando que os valores €or atuagio (eff. rte, cap. 2, § 9), co necessidade, aqui manifestad alo ao mero juuizo de lici de valor: nio basta, port dividuos ou detenn acionais impdem plena preende-e totalmente a io limitar a valoragao do dle requerer também um juizo n_negativo, a nao invasiio de tum limite de wtela, mas & necessirio, em positive, que 0 fato possa ser repre lizacio pratica da orcem juri- dica dos valores, como coctente desenvolvimento de premissas sistemiticas colocaekas no Texto Constitucional. Ojuizo de valor do ato deve ser expresso a luz dos principios fundamentais do ordenamento e dos valores que © caracterizam. Por conseguin- ntado como aso, ofeite. Staci subyetina, reac 4 te. 1nio todo ato licito & merecedor de tut esime, de regra, somente da responsal 111. 2.050 Cod. Civ.) © juizo de valor foi rela dom aimplo género dos fatos, denominada ato, Apesar da classif sto doy fatos ser controvertida (e 0 aprofundamento do dis- Asimples licitude acte (Veja, toca distinglo tradi- u 1es (modificagdes do mun- xterno asstnnidas io ordenamento quase como fatos na- ‘uinais, com tm significado sobre o qual nao influi a conside- ragao do autor do comportamento) ¢ declaragdes (fatos hue ‘waatios comunicativos). Estes tiltimos distinguem-se em deel ragGes de ciéncia (com as quais se comunica alguma coisa accrea de um fato que ja aconteceu ou, segundo alguns, tam que era pacifica quand. vidual como fonte privile ec nperava o dogma da vontade ida do direito privado, foi for- icacla), Fala-se de ato juridico — em um dos pos- siveis sentidos do termo — como sins ©, portanto, como sindnimo de declaracio de vontade (se por yeres preferese falar de ato, a razio reside na dtivida se a vonitade, como foi dito, é caraeteris te), Dentro desta categoria, nao falta yndes: a mais tradicional separa os atos ju esttito (nos quais conta a vontade e a nao a intengie de produsir efei 08) dos negécios idicos (nos quais a declaragio de vontade é assumida pelo lenamento enquanto orientada, na intengao do seu autor, 4 produgio de detenninados efeitos). O negocio é categoria muito ampla: nos termos desta defini¢ao entrariam entidades tito heterogéneas como, por exemplo, © contrato, o testa- nil 0 csamento, © ato conto de nna sociedad, A se do ordenamento vigente — que © 0 dogma da fact oles nee 6 SS éncia do ato, mas on Capitulo quino 13, Karner o fungi do fata jvdico. — Fda méxinna impor Lincia identifiear a estrumara € a fimgio do fato juridico. Pre- liminarmente, podese dizer que estrutura e fungao responder a dus indagages que se poem em torno ao fato. O como evidencia a estrutura, © “para que serve?” evidencia a fim Jo, Como para o fato, também para a relagio — isso se veri Fup, § 78 — & posse ficar um perfil estrutural e wn funcional, Estraura ¢ fungio da relagio ¢ esrutura e fanci do fato nao devem ser confundidas, ainda que se deva observar que a correlagio entre o fato e a relagao, no procedimento de adividuagio da disciplina do caso concreto, importa a co o global dos dois perfis. do futo a distingdo entre fato conclusio do contrato: art. 1.926, 1, Céd. Civ.), continuativo (por exemplo, a realizacio de sriccernblee ania cori por agdes: att, 2.963 ss. Céd. Civ.) ou periédico (por exemplo, o pagamento de salarios ou de aluuguéis). Relacionase, pois, com a estrutura, sobretudo, perguntarse quanias partes sto necessities para dar vida a um Lalo jutridico idéneo a provocar um certo efeito, ; w/ejate, por exeraple, emia ta dda (an_ 1,286 6d. ream Gis), Tratsse de um fate juniico que proves 0. sen sn Wwe proprio (a extingao da obrigagio) com estruturas diversas: por Meats ert necensria wna era bilateral (declragio do devedor ¢ do eredor), outras vezes, sera suficiente uma estru- ura unilateral (s6 declaragio do credor). A atuagio da remis sao com estrutura unilates nnd € una livre eseolha das partes, nem € confiada a isso nao € unilateral ou bilateral de acorda com o mimero de partes que faz a propria declaragio, jé que & preciso verificar se aquela decla- ragio que foi feita € fria A realizagio do efeito. Se € nnecessdria, & sua falta a fatuspecie nao se forma € nio produz henhum efeito; se nao € necessiria, a fattispecie é jé completa © idénea A producio do efeito antes mesino que a declaragio supérflua seja emitida. A estrutura, portanto, é variivel em abstrato, mas p: la caso conereto & possivel verificar @ ymoni qual & a estrutura necess lebinay ns juuizo de necessidade, esta verificagio em concreto da Ne estrutura do fito que 0 ordenamento requer para a realizagio Cissties — Relaciona-se com a estrutur io tos nco (por exemplo, ato, fet. Sieuacio sulyeuina, waco do cleito, fazse em relagio a ordem de interesses sobre a qual » lato incide. No caso da remissio, deverse-a verificar se 0 tlevedor tem ou no um interesse juridicamente relevante nanter iva a obrigagio, Se ele tem esse interesse, dever ipar da estrutura, © a remissio sera bilateral; Se falta esse iteresse, ele ndo devera participar da estrutura, c a remissio wri unilateral (com declaragio do credor: nesse caso, uma sucessiva declaragio de assenso do devedor nao ter nenhum valor 40 A eficdcia). Deve-se precisar que 0 interesse rin questio deve ser reconhecido pelo ordenamento como mereeedor de tutela; um simples interesse de fato, inanifestado pelo sujeito, mas nao tutelado pelo ordcnamento, 4 participacdo na estrutura, Em sinte ri ‘uu interesse que, segundo o ordenamento, € merecedor de tutela (meritevole) em’ razao do efeito que um fato venha a produzir, deve participar da estrutura daquele fato que produz aquele efeito. ‘Uma mesma fungio (no exemplo acima proposto: a extingao «cla obrigagao) realizase, portanto, através de Virias estrturas. Acscolha da estrutura, como se falow, nao € deixada ao arbittio «la parte ou das partes; a variabilidade da estrutira negocial ule depender da fungao do negécio (fungao, ayui, entendida nu sentido de “sintese dos efeitos essenciais": cfr. infra, neste §), em relagio & qual por vezes uma determinada estrutura use incompativel; mas, o mais das vezes, depende da con- agao (no exemplo precedente: a obrigagio a ser ex: tints) que se pretende constituir, modificar ou extinguir. Re- vehunse, plenamente, as conexdes entre o fato juridico © a ». Deve-se, portanto, concentrar a atengio, por u ho perfil estrutural da fattispecte que € estritamente conexo a c da estrutura ¢ da fungao da relacio (ctr. infra, § 75 ss.) qual a fatispecie deve incidir (conexio entre negécio, como fattispecie — ¢ relacio); €, por outro lado, no perfil Hincional desta faitispecie negocial, para individuar os interesses «ue as partes entenderam realizar € tutclar. A importincia do nento funcional requer una consideracio especifica, De- ntes a funcio do fato, reservandorse a tum sucessivo 'o.a discussaio sobre a fungao (e sobre a estrutura) da relagio, Os problemas afromtados na teoria da fungao do fato Neos en re kigio 96 Capitulo quinto ate, efrta, Stwardo subjecea, relag, ” correspondem, em matéria negecial, Aqueles discutidos cm extingao de uma relagao juridie sede de causa do contrato: * Vieissitudes” (constitutivas, mo Todo fato juridicamente relevante ¢, em particular, todo ici para individuar 0 mesmo conceito de outro ‘ fato humano voluntatio, todo ato de iniciativa privada ver un (clr, infia, cap. lerminada pelo ordenamento nos county nygdo, a qual ow € prede 1 antes, a fuangio do fato como sintese dos efeit0s Qy.rir tequemtas tpicos, ou € modelacla pela iniciativa dos sujeiton A essenciais. A’afirmagio deve ser considerada com muita atcn- io atraes angio, portanto, € a sintese causal do fato, a sua profunda © civ, dado que é através desta sintese que se qualifica 0 fato: th site complexa razao justificadora: ela refere-se nao somente 2 vorr om otras palavras, & pela sintese clos efeitos essenciais — ¢, fade dos stijeitas que o realizam, mas ao fato em si, enquanto pporlanto, pela fimgiio concreta — que se compreende se o fato. social ¢ juridicamente relevante. A razio justificadora € a0 juridico € por exemplo, uma venda ow tima doagéo ou uma tnesmo tempo normativa, econdmica, social, politica © por Figura negocial atipica. eres também psicologica (assim €, por exemplo, em muitos Interessa, agora, aprofundar © procedimento de qualifica- stos Eamiliares com contetido no patrimonial), E necessiria Gio. isto €, os meios necessirios para individuar a fungko de tuna avaliagio circunstanciada ¢ global do fato, Avaliagio ¢ detenmninaco ato ou fato. O ato, acabouse de dizer, é (qualificagdo sio uma coisa 86, porque o fato se qualifica com constitutivo, se € idéneo para produzir um efeito, uma nova Mase na funedo pratico-social que realiza, Nao € suficiente pro- situacao juridica; € modilicativo, se € idoneo para modificar qurar somente os efeitos proprios ¢ qualificar um fato comme tum efeito, uma situacao: € extintivo, se € idéneo para produzi coat ti? produtivo, modificativo ow extintivo de efeitos, Linitarse © v extingao de um efcito, de wna situagio. Nao deve causar como site enifica nao considerar a natureza dos interesses ¢ a diversa Surpresa o uso aparentemente promiscuo de efeito, relagio © eto. s+ Torcserr relevancia que, em conereto, os atos assumem. A individuago sintagao: que a relacao scja © efeito de um fato ja ficou claro; HST 8 Gove compreender a razio da constituicao, ‘modificagio ou sw vera daqui a pouco — infra, § 77 — que a situagio é um extingao (sio os trés possiveis tipos de efeitos do fato: cfr. infra, elemento inseparavel da relacao, de maneira que dizer situagio § 64) em relacia ao conereto regulamento de interesses. ‘equivale evidenciar a relacao da qual a sitwagio é um elemento, Tndividuar a fangao nao significa, portanto, descrever os fe dizer relayau cquivale evidenciar © efeito ou oF efeitos que fatos atando desordenadamente uns aos outros. A fungao do \ constituem ou a regulam, fato juridico € expressa nio pela descriclo, mas pela ste dos ‘Aa lado da constituicio, modificagio ow extingao devem ser seus efeitos essenciais. untalisados os possiveis efeitos relacionados a concreta fattispecie, 7” vw scu particular regulamento de interesses, de maneira a va- 64. 0 wfito jurtico, — A relevincia de cada efeito juridico Jorar o ato nao somente estruturalmente, inas teleologicamente eneoutra a propria expressio toda vez que, depois da conten (vale dizer, de um ponto de vista do “para que serve"). Por poranea avaliagao do fato e das proposicSes normativas (rela vezes 0 fato exaurese na produgio de um s6 efeito, nowtras, Heiko: “ee Pionadas ¢ clevadas a sistema), se individua, através da inter produ uma multiplicidade de efeitos. Nesta hipstese, € preciso. reve" pretagao, a cisciplina do mesmo fato. Fsta diseiplina (cores \erificar se todos os efeitos contribuem do mesmo modo para pondentea situacdes subjetivs a0 seu regulamento) ¢0 cfelto | iilifieagio do fato, ou se, entre eles, se devem distinguir fque 0 ordenainento juridico imputa a0 fato, A eficdcia é por ‘ujucles que determinam a fungao priticojuridica (efeitos es Vivisitwes thnto, a idoneidade do fato para produzir cfeitos. juridicos. Os sericiais) daquele fato dos outros que para isso nao contribuem ste retado Creitos que o fato “produz” podem ser classificados em efeitos (clcitos nao-essenciais) cpactituivos, nlodificativos € extintives, segundo que, em con © problema apresentase seja de um ponto de vista tedrico, seqiténcia do fato, se dé 0 nascimento, a morificagio ou 8 cur relagaio a um tipo abstrato de fato, seja de um ponto de 8 Gapitudo quanto sista pritica: dois aspectos, todavia, somente fieticiamente se pariveis. Ort. L470 Céd. Civ. individua a fungéo priticosociat tun miicleo essencial constituido pela transferéncia dlaven dodireito contra o pagamento de um prego. Sem este mivi dlenominador comum nio existe “aquele” contrato, mas u ‘ato com diversa fangao. Ao lado deste minimo, o legislador Toloca efeitos ¢ obtigagSes diversos (art. 1.476 Céd. Civ.). O problema € estabelecer se também estes ulteriores efeitos cor Pibuemn a determinagao da fungio da yenda, E necessirio individuar os efeitos sem os quais nao existe aquela fungdo € calocar em umn plano diverso os outros que, apesar de serem Lipicos, podem também faltar ’A obtigacdo de entregar a coisa que o vendedor tem em " ‘ao comprador nao € uma obrigacao essenciak configu- Tanmse hipoteses nas quais 0 vendedor nao tem nada para -yar a0 comprador, O vendedor nao tem a obrigagio de crtregar quando o bem ji estiver na passe clo comprader, ainda {que a outro titulo, Existem hipsteses de venda onde falta a ossibilidade cle conceber um enttega porque nao existe @ yey coisa materialmente entendida, mas existe o direito trans- Jo Tor excmplo, 0 direito parrimonial de autor ou o direito * patente: um € outro podem ser vendidos, € no entanto a raacio de entrega em tais hipdtescs nao € concebivel. Tam nt obrigacao de garantir a evicgio ¢ aquela de garanur os vicios da coisa nao caracterizam a venda (cfr. art, 1.487 Céd. Com © procedimento acima descrito chegase a individuar ‘osefiitos que caracterizam o instituto (efeitos esscnciais),aque- esque nastasintese,isto€, rasta especial conexio, qualificarn Lima fatispecie. Portanto, podenrse apresentar tambem fattispe tir que prodiuzem surgimento ca obrigagao do pagamento dle uma soma de dinheiro a transfcréneia de um direito sem que possamn ser definidas como vendas, na medida em que les efcitos, em vez de serem correlacionados inseparavel- mn tuna forma correspectiva, sao o resultado de uma ) praticojuridica, Ao lado dos efeitos diversa sintese (ow {ung ‘eascnciais produzemse outros, por assim dizer, acess6rios, ait ‘la que Lipicos, que, apesar de serem previstos pela disciplina ilo contrato, nao earacterizam a sua fungie, Kata oil, Stun subjetive, vac ’ Ffeitos essenc ujuteles que se w iMferioe nen comp servo conclusio do contrat, Os efeitos essenciais de um ato podem ser produyids de modo hustantine e de modo diferido, e, cm ambas as hipsteses, eles ‘oatibuer para a qualificagio do fo. O diferimento pode sor obra das partes (por exemplo, colocagio de um terme ‘icial) ow disposto por lei (por exemple, venda de uma coisa fiunura: art, 1.472 Céd. Civ.) Quando © diferimento for obra da vontade das partes preciso avaliar com atengao a fatfispecie. uma consideracao vol luda a colher abstratamente as declaragées das partes arrisea slesmat 10, A qualificacao pode. de fato. nao coincidir mente escolhida pelas partes, dado que ela aiender & substincia do regulamento contr a su idee € de wo prover exer wn ponies vista formal e de mera col (eprblies ‘ronologicamente entre eles ¢ insertos en contex- interesses (art. 1.363 Céd. Civ), podem resultar em uma icagao diversa, Mesmo uma ekiustla aparentemente aces 1 parle ser, ein concreto, um elemento que qualifiea a fungio daqucle contrato, A mesma dlstineto, entre modalida- sles acess6rias ov a0, tem sentido apenas em relagao a uma enddem de interesse individual. Este discurso vale especial te, mas ndo exelusivamente, pant os regulamentos ati \qiuilo que cm abstrato é definido el (como, pa mento acess6rio do fato (© ou 0 termo) pode, €1 ia a um efeito essencial. E necessitio, pois, evitar pensar que A classificagio wadicional — de puro valor descritivo — dos elementos do negocio em essenciais € aces- sovios corresponda uma simétrica série de efeitos. Contraria- ao principio geral, mas nao absoluto, pelo qual algunas ladies qualificadas cin abstrato como acessorias mio cox novagio, a colocacao on ao de uma condigao, ‘a climinagio ou 0 diferimento de um termo po- © titulo €, portanto, sol lentidade da shrigagio (cfr. infra, cap. 6, § 96), provocando a sua extingao. rato, a Con Natoragio dy exec Tite em Os tetos stem, 20 reves, cf soo Capitata quinto so ulterior € aquela entre efeito direto ¢ efeite veiro, de um ponto de vista logico, relacionase directa, isto 6, automatic yeflexo. O pr ano fat dena lapenas o efeito essencial Ov : 1 aquiele que se produz e1 : stra causa produtiva dirctamente no fate : sao contrato som safloes por via refle dircito de proptiedade & = 2 Cssencial © direto da rerntincia 20 oa te io pas ‘ike ‘essencial ¢ direto. As vezes | ut do Baad, prope de vena, m8 It AA efeito — aqui entendido como faro — por cle produrido: eee a te radvigiu em coniseqiténcia do fato (110 NOssO EXE pase ee ‘cexemplo, art, 827) como fato que produz wn ulte thor efeivo Este ulterior efeito é, eatanene ‘ao fato juridico: efeito € por s de wm bem +5. Imterpretagic e qualificagao do fat como fases de rem proced’- ai et ep ta fer (retin, cap. 4). 0 estreito relacionamento entre fato ¢ norma wg, portaitta, entre fato ¢ efeito, entre fato€ relagio — reve lade co procedimento interpretatvo, Nesta perspectiva a distingio radicion: interpretacio dale aterpretagao do negécio (do fato) tem mero valor descr thao configura duas atividades separdvcis por finalidade, mete” dios ou tempos. O éxito do procedimento de qualificagio ddelineado (vetra, § 64) 6 a individuasio da disciplina do f cenereto: tratase de individuar a resposta em termos de disci pina que 0 ordenamento globalmente considerado di & ex a intrinseca ae a sstanques, dois momentos que tém objetos diversos, sypnessdes € aspectos de ats, feta Stuacassubyrtie, ov won yenieia dle tutela que o fato manitesta exige nut espeeifica im possibilidade a Rellexo da pretensa separagio ora sly texe que distingue entre interpretacao © qualifiea Jute, Kin geral, doutrina jurisprudencia destacam logieamente © por yezes cronologicamente © momento da interpretacio, uie lenderia 20 conhecimento do ato, daquele da sua qualifi- sain. A interpretacao ditia respeito a determinacao do signi- Inarlo das expressdes usadas: a qualificagio, ao revés, a “rou 1m" juridica, a valoragao deste significado. © cusinamento tradicional distingue em primeiro lugar a... Lise da compreensio da manifestagao, isto €, do ato de autor diaingue nia privada, ¢, em um momento ulterior, aquela da quali- iterpret Inacio juridica como interpretagio da norma comparada ao 22a nin ou do fato comparado & nonna. O momento sucessivo a squalificagao, esse também autonome ¢ distinto légiea ¢ crono- Insivamente do preeedente, seria aquele da subsungio do ato no futiispecie abstrata prevista pela norma. Feita a subsangio, stubuise ao fato uma eficicia, uma relevancia juridica, enten- ula ora como efeito a ser relacionado diretamente ao fato, 1 como efeito que reconhece no fato apenas a ocasiao. vyariam a integragio da normativa © wii aplicagao ao fato. Fncontrase, todavia, mais de wn motivo favorivel awa separagio: sentido amplo ¢ a. supera- ntre interpretacio ¢ qualificagao. A distineao deve ser aceita por diversos motives, alguns dos quais se individuar Inerpretagao € qualificagao nao sio entidades ontolbgicas tneape © 10 ql, mesino processo cognitive que “i rio modo de atuagao. O objeto da en i taco ndo € a yontade psiquica, nem o regulamento #6 injente relevante, mas € o contrato como realidade social nunidiea ao mesmo tempo. O contrato nao deve ser somente wterpretado, mas também qualificado luz dos principios do sidenamento. O problema esti na individuagio da fan rs atie«rjuridica de cada ato visto singularmente. A qualificacao pretacao fazem parte de um procedimento unitario iwuidlo a reconstruir aquilo que acontecew em uma pers ele encontra o seu unita hen ds 168 161 Coa. Gr Capit quote w ine rica, Voltady n¥io ao passaclo, amasd fase dea peetiva di ' a0 € quialifieacio clo ato devem ser reali Portinto, interpreta ‘alas em forma evolutiva. A interpretacio dita evolutiva nao Jei, mas também ao ato, a0 regulamento ado ato |e sghifiea constant adequacio e congréncia do historicamente realizado a realidade do momento da sua ata- cao, da sua execucio, Tomese, como exemplo, wn contrato a prestagaes periddicas ot diferidas: a sua execucio pode acon- tec 2 realidade muito diversa daquela da sua conch si, longe no tempor isso impoe uma interpretagio evolutiva *econlicce-se nade wn dado normativoidoneo a derrub a pretensa proudate da shterpreagio sobre qualificacio. nifestagio de vontade assuimem significado em re ate Fea e-0 objevo do negocio: 3 qualfcagio € presuponto ex fencial da interpretagio, na medida cm que a interpretacio é xtriamente relacionada 4 naturera e a0 objeto do contrato. Para.o art. 1371 Cod, Civ a interpretacio depende da quali Geagio, oncrosa ou giatuita, do mesmo ato. O procedimento dle conlieciinento do ato nio pode prescindir da valoracio, da sta tpificagio. bso ndo implica a prioridade da qualificagao Sobrela interpretagao, mts sigifica que interpretagao © qual Henao so sepecios de na eiperacto nitia Aalogamente, fo dis expressdics contratuais, segundo o art Bees Gan Cie nccusato Indiiduar9 cijtio que asveres incide sobre a fungio e sobre a q co conta, A doutrin ta demonstrou que o procedimento de in terpret a de acordo com 0 objeto a ser interpretado, incidir sobre a técnica da inte or isso equivale a dizer interpretagao e qualificagio devem proceder sem distin- os tnomentos logicos ou eronologicos. A qualificagho, de , pelo menos io ea i fem un fim tebrico, S10, pelo menosiio campo do direito, no \ wuades Dene! {a5 normas sobre a interpreiagio dMdequadla, Deste Angulo visual, as non tio tiels a individuar os efeitas jurdicos do ato; de maneira que a violagio delas uso por casio" (rem bir cassazione: att. 360, $§ 1 € 3, Cod. Proc. Giv.), porque clas te, expressocs de um inseparivel procedimento logiconorma- tivo. negoci ta, ete, Stuagsio sulgetion, velar, lox 66, Imtegracio da dficicia, — Tambénn os ete se no chamado procedimento de integragiio, se relacior 4 alo devem ser levados em consideragio para a qualificac ileste ultima, O art. 1.874 do Céd. Civ. estabelece que “o comtrato obriga as partes néo somente em relagio a quanto ele esta expresso, mas também em relagio a todas as aniéncias que dele derivam de acordo com a lei ou. segundo 08 usos ¢ a eqiiidade”. Trata-se de uma clicécia do contrato que se refere, mais qutc ao contrato em si, tos efeitos, isto €, & relagio juridica entendida, no aspecto Muncional, como regulamento de interesses. A integracao, a aplicagio da norma, nao sio efeitos ligicos conseqiienciais, mas fases essenciais da qualificagio do contrato como tipo € como fato individual. A qualificagao nao é, ou © apenas, valoracio em relagio a esquemas tipicos, de n 4 justificar a subsu 'itos. A disciplina € expressa nao apenas com técnicas legis: Livas regulamentares, mas também com clitustilas gerais (clr tetra, cap. 2, § 17), princtpios fmdamentais; isso stimenta 2 ossibilidade de adequagio dos efeitos da disciplina a especifica Individualidade do fato e faz. com que se possa criticar a métade ‘que se limita a uma abstrata tipicidade. Por outro lado. os pos por veres sto somente nomeados mas nio disciplinados, ou \e7es sao individuadlos pela norma integrativa do Codigo Civil Se a reconducao do fato concreto a um tipo abstrato prefigu: do pela Ici fosse a sinica modatidade interpretativa, seria programaticamente excluida a compreensio do fato con enquamto tal. A recondugio ao tipo (quando a lei 0 pn wma fase do procedimento interpretativo, mas nao 0 exaure. Uma modalidade a primeira vista acessoria (modalidade que cin abstrato nao faria desviar do tipo © contrato que a prevé) porte em conereto resultar essencial ao regulamento daguele Fontrato, mudando assim a sua funeao: nao se tratara mais de §im contrato tipico com modalidades acessorias, mas de um «liverso comtrato, atipico. Por exemplo, como ensina a doutri tradicional, entre comodato e precirio ex ‘le um termo: © pre os que, com tegracio ye © a unica disting ‘onsiderado um comodat 10. O termo, clinsula geralmente vonsiderada tormase um elemento qu acesséria, na hipste fica o instituto, p dos fatos concretos em modelos abs Noxmas se ulames 104 Caputo quinto Foto, fete. Sitwaga subjetiva, slag, Los 67. Individuacdo da normativa do caso concrete. — Recuperada seceeen condicsebun soduicieds ‘5 a quulificagio da relacio € dos efeitos para a qualificagio do over esis grepnergeina. ee preapiend Contrato, superse a antitese entre fato ¢ direito, entre fato € dos princplos, prourando 0 fabio do silt oes non relagio, isto é, entre fato ¢ efeito; ¢ do no sentido de que nao ciplina*chpaltey” coma, be pao gb ocean ae Jio cntidades distintas — cf. relve, § 64 — mas no sentido de real muele Hetenninaloyegulamento de: tue ¢ impossivel colocar fato € efeito como entidades antitét: id P AXs wale dizer, como entidades incomunieaveis, cada uma por ial dnd aca ae niece Soa a tnaies dae eae tadora de una Logica propria. Este € 0 comportamento mental Sol Sa ne oe ee oe rea do formateinoro qual condu & total separacio do ite rac do esquerna da subsingio ¢ a consideracio de que a tas térprete da realidade, fazendo-o tomarse insensivel aos Exitos ntegragao nao € apenas um “depois” relativamente A qualifi- do cw priticos do proprio operar. A qualificagao pée-se como ponto cacao (retro, § 66), inas un seu momento essencial. A mo Fe confludncia entre a teoria do ato e aquela da relagio, como «cio da ciseipina de um conttato pode incidir sobre a seco ento de superagao da interpretagio do contrato por quialificagao toda ver que a mudanga de uma tiniea cldusula tum lado e, por outro, da lei, representadas como estranhas que soja provoque a mudanga do titulo, isto é, da fungao s6- lima A outer © ordenamento vive nos fatos concretos que cio,juridica do regulamento contratual (cfr, fra, cap. 6, § 96). jenorma podese individuar 0 valor mais 68. As situagées subjetivas. — O efeito juridico é um deverser. idoneo para ser rescrvado aquele fato concreto © o orden Tome-se, como exemplo, a assinatura de um cheque. Deste 1 stia intrinseca © juridico, deste ser, nasce — em virtude da previsio ne mento assume um significado real sem perder ve Fato ¢ norma — no jé as palavras que be dleserevent-— sto 0 objeto do conhecinento do jurista, etre a pasar is pardcular ao paricar, red 4 unidade dos valores juridicos sobre os quis se fu vivencia social € a justica dos casos individuais. Awugio — Dificil é a individuacao dos corolirios de tal concepeao. B voluilss) jyecessirio, em espceial, uma teoria da interpretagio que, Me Grunen inde svaliacse do aghefnimuans enteral ‘ee rant a contigs entre atic aa fle eta Cece neal earner ee eee. Trae soca dar maxima valorizagio das pecularidades See ee ae ee iplcon meres ine eae a a epee en ana oa avons nao completamente corresponceites eq pe ae ree ot oleae te ee ee thas legis, mas — procurando, em respeito a0 seu signi re ree tere de peng ee Pe ml, 0 ke Shen tan inet a { obrigagio, o onus, etc. iratase sempre de situagdes subjetivas, iz ‘mento, A normnativa deve ser individu fale A eficacia do fato com referéneia a um centro de interesses, A omaeoaal que encontra a sua imputagéo em um sujeito dest raduese em situagdes subjetivas juridicamente relevantes. Terese de um lado a norma juridica, no mais das vezes, a Minttispecieabstrata; do outro, 0 filo concreto, Quando se verifica » proxluse o efeito; 0 interesse previsto pela norm interesse (objetivo) do destinatario. —a obrigagao de pagar. A obtigagio é um efeito, w deverser. A obrigacio de pagar nao € o pagumento (o qual & ‘execugao, adimplemento da obrigagao), ela nao é um fata, mas concerto que permite avaltar um comportamento. O pagar O agit hw went (Iato) € 0 comportamento conforme a obrigagao de mn me ar (efeito), que deriva da cmissio do cheque (fato). O efeito 12,2" a decisio (com 0 caso) sem atentar ao principio de igualdi Tratase de avaliar 0 fato, anatisando-o naquelas que poder 106 Capitula quints Fate, fio. Siteacae suljtiva, rlagao 107 des juridicas subjetivas dlevem ser consideradas sob cients, Ovmeoe pa Jes coneorrentes; estes, unitariamente dimensio delas. Um primeiro perfil € aq elena go, Cane eH socio juridicas. O ordenamento italiano atvibui a cada s origem sucal, juridicamente re ich Weis GAGES LO ects pra sae a tnenos relevante: as veres é tal que chegt a tansfiguitar a anid De wm ponto de vista objet cho 6 umn interese situagao subjet intapfen gue "ea" NnieBex sotinks Uc CICA 8 Sua ete, comet set eee vende utras que “tem” fungio social. No ordenamento, 0 interesse caracteristico, Interesse que pode ser ora pattimonial, ora de ‘pigisiote camamer nee haturera pessoal € cxistencial, ort um © outro juntos, ja que aula algumas situacées patrimoniais sio i para areal zacao de intereses existeniais ou pessoais. No ordenamento dito privatistico encontram espago sejam as sittagdes patrimo- hiais € entre essis a propriedade, o erédito, a empresa, a ini- ciativa economica privacy Aquelas no patrimoniiais (08 Chamacos direitos da personalidade) as quais cabe, na i ativas © passivas es sibjetivas © los valores, un papel primatio. quia das situacdes subjetivas ¢ los valores, umn papel p Gane cone jaans Fi se notou que a situagio subjeviva foi pensada para dar comstituciona nie forma conceitual a comportamentos. Tais comportamentos © perfil dinamico da situagio subjetiva. A atividade ‘ott 0 alo juridico outras coisas realizagio de wna situagiio, de um poder conferide ao sujeita O porter & um dos aspectos que caraeterizam 2 situagio subjetiva. O interesse re- waltso es conhecido a um sujeito traduzse, no momento do seu exerci em comportamento ¢, norin aexisténcia dew logicamente 0 ex Assit diversos aspectos entre centendidos, dio a ext Je que se nin £4t0, voluntirie oun mente import para a qualifica: io da sua fungio no ambivo cl: relagies somente ao interesse do ior parte Wir portanto a uma situigaic subjetiva complexa, composta tanto de poderes quanto de de votes, obri-gagécs, mus. A com tivats — pela qual em cada situag le poder ede deve 0 entre situagoes, psoluto, aumento Aspecto essencial day situnedes , aquiele Pes ymativo ou regulamentar; é ele que atribui relevanei A juridicidade traduz-se no poder de realizar que outros realizem (ou que se abstenliam de uaelos tos © encoutra Confirmacao cm prin nn ormas juridieas. Nesse aspecto, a situagao constite norma de conduta que pode significar atribuigao ao su- ‘conthecknento, isto Wits — no interesse proprio e/ou de terceiros, no imteresse te relevante, preced ‘wuliviclual c/ou social — do poder as vezes de realizar, outras, vicissitudes do interesse. . le nao realizar determinados atos ou atividades. nate Para o exercicio da situagio & preciso a manifestagio de vontade de um sujeito, nao necessariamente do tiuular do in- teresse. Por exemplo, 0 tutor que exerce os direitos (alguns deles) que siio do menor (art. 857 Cod. Civ.); 0 interesse € do menor, a vontade, ao revés, do tutor: o primeiro é titular do eresse, isto € da sittugao subjetiva, o segundo ¢ legitimado a exer crcicio significa também capacidade de exercer, constitue interesse juridicamen: cicio, a atuagao © as 69. A tiuttaridade: a relacio entre sujeito ¢ situagio. — O sujcito W € elemento esseniial para a existéneia da sitttacio, poden- seyeko du existir interesses — e, portanto, sittagoes — que so tute- (ata) ‘um titular, ascituros ou dos . A partir do mo- nec, por exemplo, a do concebidos (arts, 784 © 462 C 10; una coisa & © sujeito titular do imteresse, ws. 784 ce ana Bil ito do fato doagio até o possivel, futuro momento do nas- otraegune ey acs i and shnente do sujeito, existe ja 0 interesse juridicamente tutelado, Haute Ag situagGes subjetivas podem ser consideradas ainda See teh el dois aypeetos: aquele funcional e aquele normativo ou regula: Nnwchhieaseertitutinn’ inae anda Capitulo quinto 108 interesse. O ordenamento prev p- 6, § 86) auibutos anje legtimacios a agir judi oi a hatte aubstenectal, conservativos,cautelares em relagio a0 lado interesse temporariamente sem titular, Fsclarecido que o sujito mio & parte imanente da stuacio sbjetiva e que esta tillima constitui um interesse — ou um ovina de interesses inais ot menos complexo —, deve ser especificado em que sentido um sujeito é titular desta (oA titularidade ¢ a ligagio entre situacao ¢ objeto. Ela se apresenta sob diversas formas que per ries eat rimeira classificacao, a titularidade atual daquela pote BP tariarte oasional daquels institucional, 2 titlaida- fe substancial daqucla formal. Atitulaidade atnal pode serindicada em termos de pertingncia (appartenenzr)asituacio que pode ser imesdiatamente colocad m relacio a um sujeito Ihe pertence. Isso vale para qualquer sagio. patrimonial. - Titra A Gutridade potencial (ou virwal) exprimese com a nogio A Hee potencialidade (speldansa). Enquanito que a pertinencia (4p. O° peatenenza) concere atualidade da siwsagai, a spetana nig { potencialdade da situacio, isto 6 a exisneia de urn titulo idoneo para a aquisicio da titularidade definitiva. O sujeit hao ten! a titularidade atual da situagio subjetiva, mas ja tem ft adquitila, Nao se exclui que em relagao a uma wva possain existir eontextualmente ambas as for= Ea hipotese da substituigao fideicomissiria 1. 692 ss. Céd. Giv.), pela qual se tem a possibilidade de instr herdeiro ou Tegatario win sujeto que estejaimerdtad (ou que possa ser interditado) — o qual sera titular do direito objeto da heranga ou do legado — com a obrigacio, poréms de “conservar” a situacao hereditiria, de maneira que a suit morte cla poss ser adquirida por um outro determinada a jeito, Tense contextualmente das ttularidades em relagio i tnesma situacio: aquela do interditado (aqui chamado institu: ido), itularidade imediata, atual, de pertinéncia (appartenensa) fe aquela do outro sujcito (aqui chamado substituido), ca terizada pela potencialidade, pela spetianza. mente, a realizar atos “lari ‘deat Kato oot, Stacie subjti, selactia Los Em fendmenos diversos inspirase a distincio entre titulari- Plante dade ocasional ¢ institucional (ou orginica). A primeira en- °°" contrase cm todas as hipdteses nas qu sitttagao pode tio pertencer ou tocar (sprttard) a ui sujeito qualquer; em outros termos, 0 sujeito € ilimitadamente fungivel. A ttularidade ins- titucional ou orginica, ao reves, caracterizase pela impossibi- lidade da aquisicio, por outros sujeitos, da situagao subjetiva, ja que vindo a faltar o titular originario, extingue-se também situacao. Estas situagdes ligadas organicamente ao titular, ditay situagées intuicw persona, estabelecem wm Tiame tio es. treito com u jcito, que encontram exclusivamente naquele liame a sua razio de ser, a sua fungao, A titularidade organ encontra aplicagao sobretudo no setor das situages existen (elt. infra, cap. 7), mente, nos direitos fundamentais widade orginica nao exaure o seu ages existenciais em sentido cs- irgiio para ser operado, ou um escolhia deve-se a qualidade do profissional, as referéncias recebidas, & confianga que inspira. A prestagiio do devedor (debitéria), e, portanto, a relagio, sc pelo fato de que o titular da divida € tio-somente ito, exolhide pelas suas qualidades: a situagio de ia € intuitu personae porque se funda em uma relagio de ica, de estima. A extingao do sujeito devedor comportara ‘do apenas da titularidade (como sempre acontece), também da mesma relagao. Nas situagdes intuitu personae Nesicio a subs ao do devedor por um outro nao provoca uma“ vicissitude modificativa, mas, sim, novativa (novacdo subjetiva: 1.235 Cd. Civ.). Mudando 0 sujeito de uma prestagao i ida © objeto da obrigacao: a novagao subjetiva é, ito, urna forma especial de novacao objetiva. 70. Titularidade formal ¢ subsiincial. — Nao propriamente \écnica € a distingao entre titularidade substancial ¢ formal, Ha inspirase na quantidade de poder que um determinado nujci clevante, sobretudo, na teoria dos direitos reais anente, da propriedade. Esta tltima situagao é a mais para descrever a referida distingdo: sucede freqiiente- jen te quea um sujeitoseja reconhecida a titularidade (formal) no Copsente prints ito que © conjunto de poderes ¢ lacukdacles que constitucm © sew contetide seja atribuide a outros, ow lo por lei, Existem hipoteses nas quais um cterminados fins, aitida considerado propric- I) da situaeio proprietaria, may se eneontra versivelmente, dos dircitos ou dos pode- ‘cos daquela propriedade. Por vezes € negado 0 poder de dispor, como acontece, por cxemplo, quando se trata de propriedade de um bem de grande valor artistico (art. 34 Ln? 1.089 de 1° de junho de 1939, “Tutela das coisas de cresse artistico ou 0"), ou aa faculdade de goro, enquanto que 0 gozo efetive & atribuido por lela outros hi quem assume substanciahnente os poderes © tos — ou de qualquer jeito, 2 wnaior parte deles — que picos do propriet sar de nao 0 ser, Nesta hipstese dade Tome-se, como exemplo, ele pode dispor, pode gorar do bem objeto da enfiteuse do mesmo modo que o proprietitio (art 959 Céd Civ.) Is veres, a0 contKario, € 71. Tunlaridade tompordnea e néo-temperinee. — Outea distin 40 € aquela que recebe o nome de titularidade temporinea € nao-temporinea. A emporaeidade ou nfo da titularidade com a temporaneidade ou perpetuicade da sit titukaridade se refere (por exemplo, o wal “O usuiruto ndo pode exceder 2 titularidade do usufruto € indefin porque nao se conhece quanto durard a vida do usufrutudtio) Esta tilima, entendida como ligaea 10 € situagio, pode ser temporsinea mesmo qu tuna situagao iendencialnente de tempo indefinido (é 0 que acontece com 6 direito de propriedade: de fato, mais que de perpetuidade da titularidade da propriedade, é oportumo falar de titularidade a tempo indefinido, mas suscetivel de extinguirse de nto para o outro: eses de propriedade {que a indefinigio do tempo da titularidade nao © caracteristica essencial da propriedade) 10 se identifica Ao subjetiva at. 979 Céd. vida do ust: rte. Situacio sujet. seta nm 72. Bwistineia da situagéio © inexist lertninatessa) do sujcito titular. — que s cia on indeterminaci (ine item situacoes existe . O imeresse A conservacio da vida é m disso, situacoes ja destinaclas a um ainda nao nasceu, Como © nas dispo- cituros (arts. 784, 462 Cod, mies que o titular poau ser considerado suelo rintornos de Lgiea onal ede neo poste hea en tuiele 0 doador no poder observar comportamentos que jrosun destrnir o bem doado (arts. 784, § 3, 789 Ci #» terceiros serao obrigados a respeitar esta sit (utiesa) Mesino depois da morte do eu ecrtoy imteresses. tute acio de espera cito, © orden: i personalidacte do defurnto-—- por ex fempe (art. 59%, § ‘ to k historia odo de C6d, Giv,), isto € enquanto foretn rel antes também socialmente, Alguins sujeites, individuados pelo putenamento, sero Iegitimados a tutelar'o interesse do defuit \s veres, por fim, ainda que se} sw uworte do sujeiio, quando ele € empresa ” ; ‘irio, no comporta a eve de elicacia da proposta ou da aceitagao de un eontrate ‘we concerne a atividade de empresa, © que ao foi (ncluido (art, 1.380 Cbd. Cis). : i shvénc ce Capito quinte Logicamente diversas, ainda que afins, sio aquelas hipsteses nas quais 0 sujeito existe de um ponto de vista material € da subjetividade, mas nao é ainda determinado: aqui no se ins- tauirow a ligagdo entre situacio e sujeito. Exemplo tipico € a promessa de recompensa (fromessa al pubblice art, 1.989 Céd. Giy,). Existem duas situagdes subjetivas, ambas juridicamente relevantes: a primeira, aquela do promitente, ja tem um tinslar determinado, a seguida espera a individuagao do sujeito. O promitente nao pode revogar a sua declaragio, retirarse do compromisso assumido (art. 1,989 s. Cod. Civ.) ¢ lesar o inte- resse de quem tenha iniciado a ade, assumindo, a tal propésito, ingentes despesas. O titular do diteito ao prémio sera individuado quando se alcangar o resultado, Esta tematica, que recebe o nome de “deciaragdes a qualquer andnimo (di- chiaracione alla generalité)”, investe wma série de andlogas fall “specie coneretas. 73. Cottitularidede. — De outro ponto de vista, podese notar que a titularidade, além de simples — quando o interesse pertence ou toca (spetta) a tum sujeito —, € por vezes complexa. ‘a hipstese da co-titularidade: a comunhao (art, 1.100 ss. Céd. % io (art. 1.117 se. Céd, Giv.), 0 co-erSdito (art. 1.292 ss. Cod, Giv.), 0 co-usulruto, a coservidio ¢ assim por diante, Com a cotitularidade temse a pertinéncia (appartenenza), otva potencialidade (spetianza), de uma situacao juridica a mais sujeitos contextualmente, contemporinea ¢ solidariamente. A hocao de cotitularidade exprime o perfil estrutural da ligagio entre uma pluralidade de sujeitos ¢ um interesse. A co-titulae ridade, como nogao, € util apenas para exprimir estrutural: mente 0 fenémeno, mas nao para individuar 0 seu contetido, que sera determinado, a cada vez, em relagao a concreta ordem, de interesses, 74, Existéncia, titularidade e exercicio das situacies subjetivas, E possivel, portanto, cistinguir trés diferentes nogoes: exist |. titularidade (nas suas diversas formas) ¢ exercicio da sin Iogica ¢ cronologicamente sucessivos noe a existéncia da situagao € © exercicio (normalmen| tonsidera {We seria neeessitio nio se limitar & anise de cada diteito e ob tlente aprofundar 0 poder atribuido a um st (omprecndem ao mesino tempo os deveres, as obrigagses, os Imteresses dos outros, Em uma visio conforme aos principios We solidariedade social, fips {Wilisticos em termos exclusivos de atribuigao de direitos. O ilenamento n Winbém um sist Hpieto dindmico, nko. Fate, feito Situacio subjetiv loca, ns pressupoe a titularidade. Como regra geral, somente o titular da situacdo pode exercéla (gozar e dispor), buscando a sua tutela ‘amber em sede processral. Todavi, existem hipsteses nas quais 0 legitimaclo ao exercicio € um suijeito diverso, Sea atividadle € destinada ao externo (no sentide dle ative dade negocial juridic mbém para terceiros), © exercicio da situagao postula uma capacidade que se especie fica em eapacidade de exercicio negocial. Em algumas hipste- se, esta atividade exige uma capacidade que nao é aquela geral ou especial para determinados atos —, mas simplesmente capacidade que envolve uma aptidao intelectiva ¢ volitiva, chamada comumente natural (por exemplo, art. 1.389 Céd, Gi). O momento do exercicio, portanto, requer estas capacic que serio ora gerais, ora especiais, ora natu- distinguir os diversos momentos porque as sezes existe a sittacio, mas faltam subjetividade ¢ titularidade; outras vezes, existe a situagio subjetiva, existem subjetividade ularidade, mas falta a capacidade de exercicio, e a falta de Jina ou de outra tem uma propria rel também em acio de atos € de atividades. 75, Relacio juridica ¢ ordenamento. — As situagdes subjetivas hcontram a sua justifieagao € 0 seu ponte de confluéncia na » juridica. Esta deve ser colocada ao centro do dir wanualistica moderna, contrariamente aque io Ihe atribuir a devida importancia. Na maio- a atengio detém-se nas situacées individualmente dlependentemente das suas relacoes, enquanto sicio, mas, sim, examinar as suas correlagdes. Nao € sufi- ito se nao se © conecito de relagio representa a raciio da tendéncia que exaure a construgao dos institutos vio € somente um conjunto de normas, mas ma de relagdes: 0 ordenamento, no seu as ada mais do que nascimento, atuagio, apace de pars o everciio Orordens Rela 4 Capitulo quint Ao e extin das suas vieissitudes. 10 de relagbes juridic iso &, 0 conju 76. Relagéo junidica como ligagdo entre sujeitos: a chamada relacdo unissubjetiva. — A doutrina prevalemte detém-se na relagio Henin: Elke sujeitos. A relagio juridica seria relagio entre sujcitos regulada pela norma, isto é, pelo ordenamento no seu com- plexo, A opinido tem diversos méritos: estabelece a correlagio entre termos li sujeito € sujeito —, considera juridicamente relevante a correlagao (collegamente) ou 0 com flito ce interesses presentes na realidade social. Existem, toda- via, hipdteses de relacio que nao tém sujcitos determinados ou individuados ou, as vezes, nao tem sujeitos existentes de wm ponto de vista juridico-formal, Segundo uma teoria, a relagio entre sujcitos dificilmente & concebivel nas relagbes ditas reais ¢ com cstrutura absoluta — notouse, entio, que a sittagao propriedade nao tem uma estrutura interna porque nao tem tum centro contraposto de interesses individuado ¢ determina- do (cfé., em proposito, mfra, cap. 6, § 94) —, de maneira que nestas hipoteses seria impossivel, como alguém sustentou, falar de relacio, O relevo ¢ justo, mas nao é decisivo para negara ‘existéncia da relagio de propriedade. Se existe um sujeito que € titular de uma situacio ce propriedade, existe da outra parte, nao um sujcito detcrminado, mas a coletividade, que tem o dever cle respeitirla, de nao se ingerir, Relies “Todavia, para exeluir validade absoluta a concepgio que se sen jets sti examninando, € til a individuagio daquelas hipoteses que se encontram no ordenamento positive, nas quais existe uma relacao entre centros de interesse ceterminados (portanto, re- lacées ¢ situagdes com estrutura interna), mas o sujeito ttukar de uma ou de ambas as situagdes nao existe ainda. Se a atuia- lidade do sujeito nao é essencial a existéncia da situacao, sige ca que pode existir uma relagao juridicamente relevante ‘entre dois ou mais centros de interesses sem que ela se traduza hecessariamente em relacao entre sujeitos, ‘A doutrina, com uma fina andlise, conseguitt individuar al gumas hipdteses previstas no eédigo e nas leis especiais (arts 2.972, n® 4, 1.820, 661 Cod. Giv.), nas quais existe uma relagio jtmidicamente relevante entre centros de interesses mas, em Fata, fio. Situngio subjetion, read, Hs. hora excepcionalmente, 1 eitagio da heranga Cod. Giv.), 08 dois patriménios, aquele do de cuius e aquele do nao se confundem, mas ficam dlistintos, permitindo aos credores do de cuius agredir o patriménio hereditirio. Pode acontecer que o mesmo herdeiro com beneficio de inventati seja credor do defunto, A obrigagao no se extingue (art, 1,253 od. Giv,) pelo fato de que as duas qualidades de credor e dlevedor se retincm em um s6 sujeito — 0 herdeiro —, mas ‘continua a cxistir junto com as duas distintas responsabilidades trimoniais, Seja a sittacio dita ativa, seja aquela dita passiva, as continiain a exisir embora o dtlar sa 0 mesmo si pOtese, ainda mais freqiente na pritica, éaquela tas titalos de erédito & ordem, que voliam, através dc endoesy Ww cmitente: devedor (o emitente) € credor (0 endossante) slo 0 mesmo sujcito. A legislacio especial sobre titulos de credito permite que 0 mesmo titulo seja recolocado em cireu- lai (art. 15, § 3, 1 cambidria), 0 que significa que medio lonpore rclagio nao se extinguiu Fortanto, na religio juridica a relagio é entre situagdes Subjetivas, ainda que confluentes na tivularidade de wm mesmo nijeito, io cxistem dois sujeitos. Assim, na 77. A extrutura da relacio juri subjetivas, — A ligagao esse 6 aquela entre Jemento externo a 4 a ligagdo entre situaydes il de um ponto de vista estrutaral os cle interesses, O sujeito é somente w relagdo porque externo a situagio; é so- Mente o titular, as vezes oeasional, de uma ou de ambas as iuagdes que compem a relagao juridica, Portanto, nao ¢ indispensivel fazer referimento a nogio de sujeito para individuar © micleo da relagio, Nele, o que é sempre presente é a ligagio entre um interesse © um outro, ferivel, portanto, a doutrina que define a relagao juridica foro relagao entre situagdes subjetivas. A conclusio nao é tontraditada pela possibilidade de que as situagdes tenham Win infungibilidade subjetiva, isto é, devam pertencer ou spet- tue determinados sujeitos (situacées ditas intuit persona) No chamada tiuaridade necessiria, nao € configuravel uma Orjewo uma situagio, determinada ou detcrminavel,¢ uma outra, “eth Momento Capitulo quinto ato, efoto. Siac subjetven, rlac, “7 sucess mudando 0 sujeito extinguese a situagio, tpecto causative da ob 0 seu regramenita Nem por isso 0 sujeito ¢ elemento da situagao - i dlsciplina que a caracteriza. Se se limitasse ao aspecto estru- Nao se pode distinguir as situagdes subjetivas — a nao ser iuical, isto € & relagao entre as situagdes, nao seria possivel em termos quantitativos — em ativas ¢ passvas jf que aquelas indivicluar efetivamente a disciplina, a fungaio daquela obriga- dita ativas ompreenidem também deveres ¢ obrigagdes © aque: ‘bio, Bla assume uma diseiplina segundo a sua causa, a qual & las ditas passivas contém freqitentemente alguns direitos © po- expresso da sta diseiplina: 0 aspecto funcional ¢ aquele cau- deres. A relacio nao esti na ligagio entre direito subjetivo, de sativo exprimem a mesma exigéncia, isto é, individuar ¢ com- uum lado, ¢ dever ou obrigacio, do outro. dificil imaginar piletar uma relagao entre situagoes subjetivas. O credor, segun- direitos ubjetivos que nao se justificam to ambit de situaces flo scja a causa uma ou outra, tem, ou nao, determinados mais complexas, das quai fazem parte também deveres, nus, poderes, obrigagécs: podera agir para a resolucao (art, 1.453 obrigagdes, isto &, posicdes que, analiticamente considcradas, hs. Cod. Cix,), poder defenderse excepcionando a inadim- podem ser dlefinidas como passivas. A relagio sob o perfil em: pléncia cia outra parte (art, 1460 Céd, Ci trutural é relagio entre situagdes complexas, que pode ser ori a de simples correlacio (collegamento) (assim, entre potesld ¢ im teresse legitimo), ora, © si0 as hipdteses mais freqiientes no campo do direito civil, de contraposicio e de conflito (assim, has Obrigagdes onde a situagao debitdria contrapoese aquela creditéria) 78. A functo da relacio é 0 regulamento, 0 ordenamento do caso conarto, — Em toda nogio juridica encontrase uma estrutura cuina funcao. Dése 0 mesino com a relagio juridica. Esta, no ‘fil funcional, nao é nada mais que um regulamento, isto 6, P disciplina de opostos centros de interesses relacionados, maneira que estes tenham tna composigio ou harmon (contemperamento). xelacio é disciplina, regulamento dos i teresses vistos na sua sintese: € a normativa que constitui harmonizagio (contemperamento) das situagdes subjetivas. toc tere apresentase como o ordenamento do caso concreto; 140 ‘asta, de fato, a definicao de ordenamento como sistema relagoes. A relagao , no seu perfil funcional, um conjunto ‘clausulas, preceitos, prerrogativas, atribuicdes, isto é, wm re Jamento, O aspecto normativo conflui naquele funcional obrigagao pecunidria caracterizase por ter como conteido prestagio de uma quantia em dinheiro; ea, no seu aspe estrutural, € relacionamento — expresso em termos de cont posicio — entre a situagao ereditoria e aquela debit6ria. felagao, porém, € ncutra, nao exprime ainda o porqué da existéncia, a fungio praticosocial & qual responde. Falta Capitulo sexto Aspectos das situacdes subjetivas e das relacdes 79, Promissa. As stuacies © a velacae, — 80. O direito subjtiva. — 81. Os churtados limites a0 diseto subjetine, — 82. Abuso do diveile ¢ ecesso de foier. — 83. 0 chamado divcta potestative, — 84, Relevirncia juritica da ‘xfeclation. — 83. Onus: dito ebrigacao porstativa. — 86, Peer juridicn (poterta) come dinctordever, — 87. O interene legiimw no ineta ctv. — 88. O siatus na doutrine italiana, — 89. Stalus personae. — 90. Status civitatis. — 92, Stains familiac ¢ status pessoas cvis. — 92. Status ofissionais, — 93. Estados pessoais patelgicos. — 94, Suuagies absolutes relations. — 95. Sitwagées ditas de Jato. — 96. Titulo e fonte da retact, — 92. Comriagdo (collegamento) entre rlacées. — 98. Correlacio (colle- wnento) de derivacdo, — 99. Comelacde (colleyamento) instrumental 79. Premissa. As situacdes ¢ a relagéo. — Definiuse (reivo, cap. 5,968) a situagao subjetiva, Nessa categoria geral se inclui uma licidade de figuras, classificadas como situacdes subjeti- ws ou passivas. Notouse, também (retro, cap. 5, § 77), a le da classificagio, A necessidade de considerar as wes subjetivas sempre dentro de uma relacio juridica, da Ac in aca uma delas constitui tum dos dois elementos estrutti- es sibje © exeluir, como falso problema, a questio da pre ie =" 120 Capita sexta Arta de sberacies svt da elacies ha lo, como se um rtirdo, ace Keigiea do dever ou do di devesse representar o (ermo originstio tio-somente 3 p 1-0 principio d P qual seria concebivel o outro, A rigor — verificouse quando (at. 2 Const). Isso. iodo sobre 0 direito subj se tratou da relagio juridica — da norma se origina conte \yneven'vex de renuliar coma express y poram c, sem qualquer precedéncia légica, direitos © seals por fine Geveres. $6 existe um dircito na medida em que existe u retlan correlato dever ¢ s6 existem uma obrigagio ¢ um dever a i medida em que existem interesses protegidos que se substan: ai Gam 10 adimplemento daquela obrigacao ¢ daquele dev int mento moderno, o interesse uito for conform tutelado se, © en }0 apenas ao interesse do titular, mas 1 Aquele da coletividade. Na maior parte das hipoteses, fesse faz nrascer uma situacio subjetiva complexa, com. Apenas por simples comodidade de exposicio tatase, por post lant de poderes quanto de deveres, obrigagoes, onus. exemplo, antes do direito subjetivo ¢ depois da obrigacio, | nesta perspectiva que se coloca a crise do direito subjetivo. porque somente falando da relagao, isto é, da relagio entre a ste nasceu pi n interesse individual ¢ egoisia, situagio dita ativa e a sittacio dita passiva, podersesd collier a on aga subjetiva complexa confi cexata relevincia de uma e de outra vinta funao de solidariedade presente 20 nivel constitucional. 80. O diveito subjetivo, — Comtrapdem-se, tradicionalinente, SL. Os chanacas timites a0 direito subjetivo. — Sao facilmente Linites “ee duas definigées de dircito subjetivo: direito subjetivo como sitic aevaa poder da vontade ¢ direito subjetivo como interesse protegide, subjetivo, identificam, no poder da vontade que se expri- ide ow A dispuita entre os defensores das cuas tcorias subtende diversa formna arbitriria € absoluta, o principio; e, nos limites, inleto*€ ayaliagoes € diversas idcologias; nela sc espelha a diversidade + execgio. Por exemplo, quem é proprietirio de um terreno mleso Ciitre as concepgées liberalistas © as primeiras tentativas de w pode construir a determinadas distincias das ruas ¢ das veis aquelas concepgdes que, para sahara nocio de di- entender o direito de um ponio de vista telculigico. A defini estiatlas; para © proprietirio que queira construir no solo ob- corrente salda os dois aspectos: 0 direito subjetivo ¢, afirmase win do direito, € necessdria a licenga para construir (concessione suahnente, 9 poder reconhecido pelo ordenamento a um hilcne ants. Ve 4 1 n® 10 de 28 de janeiro de 1977) que, sujeito para a realizagio de um interesse préprio do sujcito. Hers A ficenza edilisia prevista na lei urbanistica ante- inexinem "Q yicio metodolégico esti na crenga de que um interesse vor (art, 81 1. n° 1.150 de 17 de agosto de 1942) — € consi- tutelado pelo ordenamento seja finalizado asi mesmo, Numa erada atributiva e nio recognitiva da faculdade de construir, realidade na gual 4 atribuigio de dircitos se acompantiam Vics vinculos, mesmo senido numerosos, seriam sempre ¢ 30. deveres € obrigagdes, as situagdes favordveis nfo podem ser murnic excecdes: limites colocados no interesse da coletividade, consideradas isoladamente slos viginhos, terceiros de qualquer modo qualificados, mas Freqiientemente, exigese do sujeito uma forma particular winpre limites externos ao direito que, como tais, no muda- para o exercicio de um direito. Por exemplo, o proprictario id AU eed pode doar o seu direito a um cetceiro, mas a doagio, como © enfoque nao é correto, No vigente ordenamento no ¢, o, 10 do titular, deve ser estipulada por ato ptiblico exsie um direito subjetivo — propriedade privada, crédito, veins (arts, 782, 2,699 Céd. 1a hipdtese, ao direito (doar) wultato — ilimitado, atribuido ao exclusive interesse do sus deen se acompanha © dnus © As vezes a obrigagio de usar uma rede wot tal’ que possa'sep con figunaes tome eatieds determinada forma. 5 . isto é, preexistente ao ordenamento © que deva ser O perfil mais significativo € constituido pela obrigacao, ou 1 considerago enquanto conceito, ou nogio, trans: dever, do sujeito titular do direito dle exere@-lo de modo a nao Minhicleieersrab icin perastorO queveaiie@ unc iereue Abuse Fino to te van poe 1 Capicate sosto juridicamente tutelado, uma sittagio juridica que ja cm si mesma encerra linitagdes para o titular. Os ehamados limites externos, de umn ponto de vista logico, nao segue a ¢ do principio (direito subjetivo), mas nascem junto com cconstitttem seul aspecto qualitative. O order interesse somente enquanto atende de natureza coletiva, garantidas com a técnica das limitagoes ‘¢ dos vinicuilos, Os litnites, que se cefinem extemos ao direito, ilidade nao modificam o interesse pelo externo, mas ribuem a identificae: nap oan ni hid ee As sittagoes subjetivas softem ama intrinseca limitacao pelo fonlotido: Gis eitupulas geruis © apecllincius daqicl dz ot dem publica, de lealdade, de diligéncia © de boafé, que se fomaran expressoes gerais do principio de solidariedade, O ‘ordenamento reconhece a propriedade de wm ber, a titular dade de um erédito, somente enquanto o dircito for exercido, ci conformidade com as regras: se assim nao acontecer, 0 (© sera nem reconhecido © nem tutelado. Apresen- 5 importantes figuras: © abuso da situacao ccesso de poder. subjetiva € 0 82. Abuso do direito ¢ excesso de poder. — O. wacrexcrcicio ¢ 0 exercicio segundo modalidades diversas daquelas que derivam da funcio da situag ser considerados abusos © abuso é uma nogio que nao se cxaure na conliguracao dos Timnites de cada poder, mas, sim, n isto. (collegamento) mais ampla funcio da situagio global cla qual © poder € ex: (0. Dele, portanto, € possivel apreseniar uma variedade de comportamentos em relagio a cacla situagio ea sua concreta fungi. A sua avaliagio € complexa porque postulaa verificagio da existéncia de interesses contrarios juridicamer que devem ser consideradas segundo niacao, isto & segundo critérias de p daub eancal [¥, por exemnpioy atx O88 « B64 Cou. C O excesso de poder — i ntada do direito istrative — configitarse mio tanto como exereicio contra mpos € as modalidades do direito subjetiv, jo de um poder nao atribuido pelo orde Aetos day sitwagirs sujet ¢ das velage 1s excesso de poder pode ser traduvido, outrossim, em um pod que. aipesar de linnitado, € de qualque ‘lo limite cousentido, isto 6,2 falta de uma objet jtnidica, O excesso, portanto — ao contritio de abuso —, nie postula uma telagio com a fungie da situagio © pode se saracterirado mais facilmente. Uma hipétese pode ser indiv duada naquela prevista no art, 1.015 Cod. Civ. em tema de wwultuto, se bem que a rubrica fale de abusos do usufrutudrio: ‘O usufinito pode também cesar pelo abuso que 0 usufrutudrio laca do seu direito, alienando 08 bens ou deveriorando-os ou deixando-os arruinar por falta de reparos de conservagao". Alguns dos comportamentos previstos poderiam também ser tcluidos no abuso do direito: todavia, © usufrutndrio que ali ha a propriedade que no € sia nao abusa, mas exerce um bnder que nao € seu e que 0 ordenamento atribui ao mu-pro- 83. 0 chamado direito potestative, — O chamado direito potes- tatvo, dito também diteito dit formativo, tepresenta uma situagao subjetiv exercicio determina ssitucle dle uma relacao juridica: o titular do chamado forma ite constituir, modifiear ow wir uina situagdo subjetiva, apesar de isso implicar uma éncia na esfera juridica de ijeito, mpossibilitado tle evitar, em termos jtiridicos, 0 exercicio do poder. Exemplos de direito potestativo podem ser encontrades: no ivcito de aceitar a heranca (art. 459 ss. Céd. Civ.); na comu- tulvie forgada do muro (art, 874 Cad. Civ.: quando se verificam 4 condigdes prescritas, © proprictirio do terreno confinante nvle sdquicir a ¢o-propriedade do muro de contim e da parte «le solo que se tomou comum; isto € possivel com uma simples ilecluagio unilateral, sem que o outro proprietério — que perde uma parte do proprio direito — possa se opor); na ruina +1 ou parcial do edificio em comunhiio (art, 1.128 Cod, Ci we umn consorte nao pretende participar na reconstrugio do lificio, 08 outros — ou um deles — podem unilateralmente 4 propriedade do consorte que nio é concorde); no do sécio de retirarse dade por ages (art, 2.437 ). Exigéncias de igualdade substancial, solidaried Diteto pox negocio tonters) 14 Capitulo sesto do trabalho subordinado just a0 revés, a redugio exclusio de poderes, no passado, similares, porque potes- tivos, aos precedentes: tome-se, como exemplo, 0 poder de por finn A relagao de trabalho atribuido a0 empregador (art. 3 I. n® 604 de 1966, sobre despensas individuais ¢ leis n* 108 de 1990 c n* 223 de 1991) ou a demiincia (recesso) nos contratos de locagio (arts. 4. 79 |. n? 392 de 1978). A categoria foi elaborada pela doutrina que individuou uma i¢ de hipéteses nas quais um sujeito tem 0 poder, com sua i je constituir, modificar ou \guir uma sitttigio na qual ndo é o tinico materialmente interessado. Nestas hipdteses seria violado o principio da inde- ncéncia das esferas juridi Segundo este pre- tenso ¢ nao-aceitivel principio, cada um pode exprimir a sua vontade, comportar-se de tim certo modo, desde que os efeitos de tais atos ou comportamentos repercutam exclusivamente na propria esfera. Quando a manifestacdo de vontade de um sujeito incide sobre uma situagao de outrem, aquele que sofre a conseqiiéncia do ato — nao se esclarece se direta ou reflexa (cfr. 20 contritio reap, cap. 5, § 64) — teria direito de neutra- lizar 08 seus efeitos. De outro modo, aquela manifestagdo de vontade seria idénea para produzir efeitos também na esfera de outrem, contrariando 0 principio da independéncia das esferas juridicas. Este pretenso principio requer. portanto. a participacio na estrutura do negocio de qualquer sujeito que sofra uma conseqiiéncia do negocio, favoravel ou cesfavoravel ‘que seja. Segundo uma diversa opiniio seria necessiria a par Licipacio somente no caso de efeitos desfavoraveis, endo na hipstese daqueles favordveis (chamado principio — nao da ndependéncia, mas — da protecao das esferas juridicas), Ame bas as posigoes nao podem ser aceitas. Viurse que a determir nagao cla estrutura se dai com base em principios bem diferentes (clr. retro, cap. 5, § 63). O problema é eminentemente funcio- nal: nao imporia o fato de que um sujeito sofra conseqiiéncias Lavoriveis ou desfavoriveis, mas conta o fato de que ele tenha 1n interesse juridicamente relevante a participar da estruturay tal avaliagio, como se viu, deve ser realizada com base no regulamento da relagio sobre 0 qual 0 ato, de cuja estrutura se trata, deve incidir. ang Inia Aaveste juscieae Apevies das stwactessubjetions ¢ das relagaes 2s Adour acto direito potesiativo tem © mérito de Suewie ter evident em mais de uma ocasidio, um sujeito é n poder ou direito que, exercido, produ efeitos tna so li esfera de quem o exerce, mas também naquela Petsstivo nada podem fazer para neutralizi-los. A atribuir o de um poder que, exercido, produz conse- nem outras situacdes deve ter, como qualquer a, uma razio justificadora que merega tutela, va reconhecese a legitima existencia de um discricional ¢ verificam-se uma ou mais situ clo a este poder e aos scus efcitos. A andlise conduaida permite afirmar que a maior parte dos pip, yer shircitos potestativos individuados pela doutrina ¢ pela jurispru- déncia, na realidade, se justifica no ambito de situagoes relae Kee o> cionadas a interesses ulteriores ¢ mais amplos. Constatouse que estes poderes so atribuidos a um sujeito ora enquanto consorte, ora enquanto chamado a accitar a heranga, ora ex into credor, ora enquanto s6cio, Os dircitos potestativos nao m1 uma disciplina unitétia; sto submetidos a uma disciplina ‘uo invés de outra, segundo se relacionem a um ou outro inte- tesse. Desse modo seria errado afirmar que 0 chamado direito potestativo é sempre transmissivel, cedivel, quando, a rigor, as veres ele € autonomamente transmissivel; outras, no. Mesmo em relagio a extingio, € possivel affiimat que nem todos os poderes ditos formativos se extinguem inde- pendentemente da situagao mais complexa da qual fazem par- tc, enquanto ora extingao investe a inteira situacao (portanto, também o poder formativo) , ora, a0 revés, segundo o interesse tutelado, se extingue somente o poder, continuando a existir cho subjeri titular de de outros qu B4. Relevincia juridica da expectativa. — A doutrina tem usado Maids expresso “expectativa” em failispecie extremamente hetero- 4 4 8% # seja em hipdteses nas quais o sujeito nio goza de hhuma tutela especifica, seja onde esta tutela, ora atenuada, plena, existe, Revela-se pouco fecundo falar genericamente expectativa; para individuar quais sdo os poderes e as obri- sages que cabem as partes interessadas € preciso analisar as Suuagdes concretas: entre estas ha diferengas substanciais que 126 Capituty esto Jo de uma consistente rele hao permitem a indivi ci unitaria, Aquele que a morte de um parente the poderia sucecler por Ici acha-se em uma situagio que pode ser definida, 3 tu. da disciplina das sucessbes, expectativa de mero fato, sem reeo- nhecimento juridico (0 pressuposto da tutela é de fato, a Jo, ex lege ou por testamento, da qualidade de chamado iar a heranca; iss acontece porém apenas no momento 4 morte do sujeito ao qual a heranga se refere, € ndo antes). Todavia, se se consideram outros institutos, como a interdigao outa inabilitazione, vevela-se a possibitidade de uma tutela, aind: de tal expectativa: sera, por exemplo, possivel 0s futuros provaveis herdeiros preservar o patrimonio da dissipa- cao —A qual o exponha o comportamento do idoso ¢ facultoso parente que nao seja sto de mente — recorrendo a interdigao ou a inabilitazione. A tutela, insista-se, é somente indireta, por- __ que a fimcao da interdigao ou da inabilitazione reside nos cui- * dadlos a pessoa do interdito ou do inabilitato (cr, infra , cap. $107), ¢ ndo em manter as expectativas patrimoniais de seus parentes. Diverso é 0 caso do pai que conchit uma venda si- mulada: o filho tem interesse em fazer declarar imediatamente que aquele ato, na realidade, nao é yenda, mas doagio, para Dloquear os eventuais direitos que os terceiros possam adquirir daqucle ato. O poder do filhe herdeiro necessairio (legtimarie) rt. 586 ss, Cod. Civ. de impugnar as doagoes feitas pelo pai (art. 553 5s, Cod. Civ.) pressupoe que seja declarada a simulagio la venda: ato simulado com o qual o pai tenta subtrair o bem 4 acdo que © fiho pode exercer sobre a doacio, Apesar de 0 filho poder exercer a a¢io de reducdo da doagio somente depois da abertura da sucessao (10 nosso exemplo, depois da morte do pai), existe quem seja orientado a atribuir ao herdeiro necessirio (legidiimario) o direito de agit para fazer declarar a simulacdo (art. 1.414 ss. God. Giv.) mesmo antes da morte do de cuius, Desse modo, a eventual declaragio judicial da simu- lacio poder servir quando, morto o de cuius, se podera im- pugnar a doagao, Uma coisa é demonstrar, com testemunhas © provas, pouico depois da realizagio do ato, que este nao é ‘uma venda, mas, sim, uma doagdo; outra é demonstrs-1o muitos 2s depois da morte do de cuius. Portanto, esta hipstese que Aspects das stwagies snbjivas o das vlogs 1 | lontrinna considera expectativa de fato, na realidade con clio tempore vama sitting Diverse relevo assumeni as posicé s sujeltas que 10. A fase das situagio de expectativa fase as partes dlevem com orclo com © principio de boafé (art, 1.337 Céd, {6x ) eS obrigadasa responder pela no conclusio, sem usta suns, do contrato, aque o contr prottirse de se que a situacio que nasce da promessa de casa- 79 Céd. Civ.) cria uma expectativa de fato, A ex- relevincia juridiea; por exemplo, quan- cumprida sem justo motivo, existe a o (art. 81 Céd, Civ,). No Ho levarsexi em conta as despestsfeitas nico de ressare caleuto do ressarcin © ay obrigagdes contr : Z ag ‘esto no pl: ito, Os promitentes, apesar ce Jo obrigaclos a0 ressarci- secomercial, daqu tian serem obrigados. merit (dit ativo) do dano, Tualine ieressantes € freqiientes sio as hipsteses dos negorios submetidosa condicao ou 2 termo. Um contrato pode ser estipnlado também subordinando, total ow parcialmente, 1 cficicia ao verificar-se de um evento futuro € mcerto (art, bss. Céd. Giv.). Ora, rio estabelecer se a estipe Icio de um contrat assim configurado cria, ow nio, uma suinacao juridicamente relevante; se medio tempore, isto é, da estipulagio do contrato a verificagio do evento colocado em candid, existe cdo tutelada, Foi mesmo em relagio + ess hipdtese que a doutrina elaborou e aprofunidow a figura thy expectativa. Quem contrata sob condigio nao alcanga, na tealilade, o resultado previsto no contrato, porque ele depen- eda verificagto do evento futuro e incerto, Iss0 nao basta para exelnir que o interessado seja titular de uma situagio de espera autelada pelo ordenamento, O contrato sob condigao huis hipétese na qual 0 restiltado definitive nao se verifica inomento da estipulagio do contrato, mas sucessivamente; inalio tempore, comuudlo, « parte & tua de uma situagao dita to é, de meio para (cht. infra, § pe wig 8 bes Capito sexo 99). Pode ser tutelada ne (ants, 1.358 © 1,359 Cod. terceiros, de maneira que em condi¢ao, 0 titular dessa si automaticamente a i puta parte do evento colocade al adquirira 85. Onus: dito obrigacio potesiativa. — O Onus pode ser defi hido — com expressio de conveniéncia — como uma obriga testativa, no sentido de que o seu titular pode realizi-lo Poder-sc-ia, justamente, objetar que nao € possivel falar de obrigacio ou de dever deixado a discricionariedade do sujeito obrigado, de maneira que falte a um outro sujeito © dircito de exigit 0 adimplemento, A configuragao utilizada ajuda a evidenciar que existem situiacoes passivas que nao vin Culanv o sujeito titular 0 qual, com base numa propria avaliagao discricional, podera exercé-las, ou nao. O onus nao € somente uma “obrigacio potestativa” deixada ao arbitrio do obrigado, antes, representa uma sitnacao instrumental para aleangar um resultato ttl (interesse) do titular. Pode-se encontrar um exemplo clogizente em tema de acei- tacio da heranca “com beneficio de inventario”. © institute tem a funcao de “deixar o patrimonio do defunto separado dacuele do herdeiro” (art. 490, § 1, Cod, Gy.) ¢ & 0 remédio 440 qual U chamado a aceitar a heranga recorre — em geral quando duvida que © patriménio hereditirio seja ativo. Para conscrvar o beneficio € necessario proceder ao inventario no prazo cstabelecido pela lei, sob pena de decadencia (art. 484 ss. Géd. Civ.). Fazer o inventatio — nas hipoteses normais — pode scr considerado nao uma simples obrigagao, mas, sim, n Gms, isto é, uma obrigacéo potestativa no interesse do titular da situagao subjetiva mesmo comportamento pode ser configurado para um) ito como dnus € para um outro como obrigagio, Os atos que modificam, constituem, extinguem ou. regulain situagoes reais imobilidrias sio submetidos a publicidade da transcrigao (ant. 2.643 ss, Céd. Giv.). Sem se fixar na letra do Codigo (art, 2.643), que daria a impressio de atribuirlhe natureza de obti- taigio, podese ver na transcrigao um Onus para as partes, ou para 0 particular, constituidas no ato €, ao mesmo tempo, wma A 0s das sitnaciessubjtivas das selacies vhrigacio para o offc estiptlou o ato, O inuiagies subjetivas: piblico,a obrigagao da tans: wo (arts, Céd. Civ.), para 0 sujeito cons. htuido, ao conttario, a simples possibilidade de uanscrever publico (art. 2.671 Céd. Civ.) que ESI Comportamento ao of dluas diversis Pte tillino, se transcrever, pode aleangar um resultado a cle lavonivel (art, 2.644 Céd. Civ.), mas se ndio transcrever, no uta a san iirias; conseqiéncia, esta tiltima, pre vist ps 1, $1, 2.674, § 2, Go Gus’ 0 tabeliies, arts. 51 17 1. nw? 89 de 16 de feverciro de 1913), 0 qual é também eivihnente respo 2671, § 1, 2.67: fvel pelas conseqiiéncias danosas (arts, 2, Cou, 6. Poder juridicn (potest) como direitodever: — Uma sitwagio Iibnida que nao pode ser reconduzi acoes subjetivas licionalmente definidas ativas € passivas € a potesti. A potest «los pais (paitrio poder) (art. 315 ss, Céd. Civ.), a uutela (arts. 487 s., 360 88., 419, § 3, 424 55, Cod. Civ,), a curatela (arts. 48, WH, § 2, 392, 419, § 3, 424 5s,, 486, § 2, 528 ss, Cod. Civ.), as figuras do pro-tutor (art. 360 Cod. Civ.), do sindico (curalore fillonentare) (art. 27 ss, lei de faléncia) ou do commissario ligui- Matare (art. 198 s. lei de faléncia) configuram situagdes denomi- nutlas fntedir Peta constitu; um verdadeiro offcio, uma situagao tle dircitordever: como fundamento da atribuigio dos poderes existe o dever de exercélos. O exercicio da polestd nio é livre, aibitritio, mas necessario no interesse de outrem ou, mais especificamente, no interesse de um terceito ou da coletivida- le, Assim, 0 tutor nao € titular de uma situacao subjetiva no eu interesse, mas, sim, ce umta situacio composta de poderes uministrar os bens, cuidar e representar 0 menor (art. 357 Cod. Civ.) — € de todos 05 deveres que aqueles podcres se telicionam (ans, 362 s8., 367 ss., 377 ss, Céd, Civ.), aos quais © obrigado no imteresse do menor ¢, mais genericamente, da coletividade que vé na tutela do menor um interesse seu, Por- unto, 0 officio’ Hizado de acordo com as regras da iligeneia (art. 382 Céd, Civ.), da lealdade, da boasté. A’ potest ©, portanto, uma situagao complexa, que atribui nio simples- ewe poderes, mas deveres que devem ser exercidos no inte- tesse (no do titular da potesté, o tutor, mas) do representado. we de conven eo Capitute wexto Huse Ao lado das diversas normas de tutela ¢ de euratela, o Gédigo “" Civil prev hipdteses — que nao define como potesla — Wi quis ora se atribuem alguns deveres, no pressuposto dla atti buigdo ou do reconhecimento também dos relativos podere ora se atribuem direitos com a obrigagio de exercé-los. Sit {sdes, estas, que se enconitram em alguns sujeitos ou drgaos de pessoas, 10 deverdireito de intervir, de re determinados atos, de comportarse de determinado modo, ello fiscal (college sindacale) nas sociedadles por agbes (art. 2.507 ss. Cod. Civ.) tem o dever de controlar a atividade dos administradores. Apesar de_o Cédigo falar de deyeres (art. 2.408 ss, Céd. Civ.), a tal érgio sio relacionados ccessariamente também poderes ¢ direitos qui cumprimento daqueles deveres. Tal fungao cou ig Seem oN cen - Existem, portanto, oficios de direito civil. Os scus titulares —islio union of solegal — que nao obedecem de modo cexaustivo a esta fimngao sao responsaveis pelo seu comporta- mento negligente (¥., por exemplo, 0 art. 2.407 Cod. Ci), sob pena de decadéncia ou de revogacao (arts. 2.899, § Le 2400, §§ 1 © 2, Cod, Civ.). 87, Interesse legitimo mo diveito civil. — sirioa essa altura reservar alguma aten¢io a individuagio da situagao subjetiva que a potesta cria em outros centros de interesses. O menor, os credores do falido, 05 sdcios, q que Ihe dizem respeito nio sejam, segundo a propria opi exercidos corretamente ¢ com diligéncia, podem intervir para que 0 juiz verifique a lealdade ailizada no exer- cicio da atividade. Gorrelativamente a potesié se apresenta a situagao denominada interesse legitimo. A potesla, que no Direito Administrativo cria a figura do wo paier interesse legitimo tutelado em sede de jurisdi¢ao administrati- va, no Direito Givil configura um oficio ao qual corresponde © interesse legitimo de um ou mais sujeitos, acionayel em sede de jurisdi¢io orcinaria, Sera justamente esta situagio que per- i, em mais de uma ocasiio, a concretizagio de certas formas de tutela — mormente em tema de desenvolvimento de um ponto de vista da pessoa humay te6rico, Avot es stuacies sugetons 6 das rtagdes i ccessitio, portant, afirmara existéncia desta fi ho Dircito Civil e evidenciar que 0 interesse legitime do © civilista fala € sempre correlato a potesti. A conseqiiéncia ‘teste enfoque € relevante. Tomese, como exemplo, 0 iHtor tie nao exerce o seu offeio em conformidade cor ‘lo menor e investe, vg, 0 dinheiro que deve administrar em \wuilos obrigacionais (art. 2.410 ss, Cod. Civ.) ou em depésitos han rt. 1.834 ss. Cod. Civ.) sem levar em consideragao Fa que o menor, alcangando lade, entrar na posse de uma soma com poder aqui- tivo muito reduzido em comparagio Aquele que tinha no mutnento do depésito. O sujeito que € titular de um interesse «juulifieaclo pode propor ao tutor melhores mentos € na Ipotese de resposta negativa, como titular de um interesse 'rxiimo, pode propor uma acao contra o tutor, solicitando a Serificagio (accertamento) da validace dos investimentos, Os in. es podem ser os mais diversos, patrimoniais € nao: o inimio, que no quer ver depauperado o patriménio do menor » tio em estado de necessidade que espera a maioridade pedirthe alimentos (art. 433 ss, Céd. Civ.) A figura do \tcresse legitimo no se exaure no aspecto processual, podet. ‘hy ser relevanela tambem em atividades de gestio voluntitia (© por yeres ndo totalmente voluntiria) do. patrimonio por \mipossibilidade temporinca ¢ imprevista do tutor. O interesse Iexuimo atribufdo a determinados sujeitos permnite que sejam siderados terceiros qualificados, isto é, interessados a que oficio seja realizado de modo vantajoso para o menor, Mais ficil de compreender € © aspecto do interesse exis I do menor. Tome-se, como exemplo, o menor que tenha lagio afetiva com outra pessoa. O tutor poderia, por soais inspiradas pela propria visio do mundo, obstar '\ possibilidade de um encontro amigavel deles. A jurisprudén- {44 leur atribuido ao menor o direito de freqiientar as amizades {Jue considera mais oportunas, desde que nao sejam claramente ¥ exemplo". Do mesmo modo, no que diz respeito ao li de estado que © menor queira empreender. ‘w menor, porém, nio € reconhecida a capacidade proces: uil (que cabe ao tutor): quando existe um contraste entre Inenor © tutor, o legislador intervém com a figura do curad hizo le exereiio Ao poder Controle Capito sexto para que o assista em relagio ao interesse em conflite, 160, § 2, Céd. Civ.). O titular do interesse legitimo, que jou pertence a terceiros qualificados (art. 321 Cod, v.), pode vigiar — até com 0 proprio comportamento ative em juizo — para que a polesta seja exercida no interesse do menor. 88, Ostatus na doutrina italiana, — No ambito da problems tica das situagées subjetivas enfrenta-se, geralmente, o tema do status ao qual a doutrina reservou uma altemada atengao. O maior perigo reside em realizar inoportunias generalizagoes ¢, portanto, em individuar uma nogio vaga © genérica de status hha qual inserir realidade e situacdes muito diversas entre si, rertunciando assim a colher as particularidades dle cada faiti specie. De acordo com uma primeira orientagao, o status niio re presentaria uma auténoma situa¢io subjetiva, antes um *crité rio de economia legislativa”, um “meio de técnica juridica", © status de cidadiio, por cxemplo, nao teria, segumdo esta teoria, nenhum contetido auténomo: “stains” faria referencia simplesmente ao complexo das normas ¢ dos efeitos ligados & nacionalidade, Esta perspectiva reduz 0 problema das situagoes subjetivas em geral a uma questio de nomenclatura ¢, mera: mente, de linguagem. Ela entende negar que do levan dos dados normativos — que atribuem um conjunto homoge neo de poderes, deveres, etc. em funcio de tutela de um intes resse ou de um valor — possa derivar a construcio de uma situagao subjetiva auténoma (0 status), ainda que exista a pose sibilidade de obter uma sentenga especificamente voltada. a verificar a titularidade da situagao. E uma teoria criticavel: ela nao considera que o status precede, de um ponto de vista Logica ¢, sobretudo de um ponto de vista fimcional, as ages colocadas sua tutela, Tratase de um interesse ou valor juridicamente relevante, de um contetido proprio, nao de wm mero recipient de previsoes normativas. A concepgio linghistica aqui criti que tende a excluir da prépria analise qualquer momento qh privilegie 0 contetido sobre a forma (contenutistico) ¢ teleol 0, representa uma metodologia propria do formalismo ( cap. 4, § 42), Aspects das situagies subjetivas ¢ das retaces Iss nda or lo onde se Uma seg 10 staruscomo um “estado ae vin duo no agregaco". Na ise esti a concepgao que individua algumas comunidades ongmarias (Estado, familia) sobreordenadas relativamente ao indivictuo. O- status exprimiria a posigio (subordinada) do in- dlividlo nestas comunidades: os statusseriam, portanto, somen- le dois: slatus civitatis © status familia Se bem que a teoria lizesse referéncia aos tradicionais status do direito romano, a cio principal reid can exprimir a superioridade do gra po relativamente ao individuo; isso comportaya uma cor ao publicista (de superioridade do dircite pidblico een reBeiovac diteito privado): nao somente a cidadania, mas também 0 Di- reito de familia era visto como matéria de Direito puiblico ou, de ee e rae perl ao Direito privado visto de um ponto de vista tradicional, ou seja, como lugar da senhotia da Nontade. A inaceitabilidade das premissas dy wltsera noua verdenamento constitucional é evidente: a. concepeao do status sleve moldarse ao seu contetido e ao interesse ou valor que representa no vigente ordenamento. A distingao entre ptiblico © privaco esti em crise (cfr. reir, cap. 3, § 37). A concepcao etiticada, ao contrario, rio somente exclui que 0 contetido powa definiro status, mas identifica o seu fundamento na razio tle Estacio ow na razio de familia, isto 6, em pretensos intercsses iuividuate elesses agregadoe. A’ Constituigie cletuou a ewolha oposta, colocando as formacdes sociais — entre clas 0 Estado © a familia — em posigao serviente a pessoa (cfr. retra, tap. 3, § 24 ¢ infra, cap. 9, § 156). . Una terceira orientagio estendeu notavelmente © conceito le satus. Em relagio A posigo precedente notam-s¢ duas va- Faces: © status, em primeiro lugar, no € considerado como 4 posicao do individuo no agregado, antes, como uma conse- quéncia do fato de que o individuo pertence ao grupo, ¢, em segundo lugar, os estados pessoais nao sio mais somente dois (curtatis © famitiae), mas podem ser muitos ¢ de variadas portincias, “de acordo com o aleance das relacoes juridicas 1am”. O status é, segundo essa orientagio, simplesmente uma qualidade da pessoa: qualquer real ou apa. te qualidade da pessoa, independentemente da relagio com Wma Comunidade ou agregado social, Isso conduz a uma no- 0 wats come qual ir Capicute resto Livel extensio (até chegar a um excesso de gencralizacao) do conceito: considerase satus a qualidade de herdeiro, de tutor, de hebreu, de empresitio, de comerciante, de trabalhador, de aposentado, de consumidor. Resulta com evidéncia o perige de aceder a’enfoques ncocorporativos. A nogio de status, asi centendida, identifiea-se com a titularidade de qualquersit adquirida pelo sujeito na sta vida de relagao, perdendo ¢ determinacio ¢ em utilidade pritica. smase E-pteciso, sobretudlo, avaliar estas orientagSes em relagio ao racine peineipio de igualdade (ctr. rir, a esguilbe principio de iguakdade formal tirou clos estadlos o origival sig- hificado de “condicao social”, evidenciando a igual dignidade das pessoas. O prineipio de igualdade subystancial legitima ex tados diversificados, libertadores para a pessoa © recquilibra- dores de justica, Do status como categoria abstrata © neutra chegase 4 uma nogao instrumental de status, como tenica idonca para criar ou dar tratamentos desiguais, estatutos sin- gulares. Assim, pode-se falar de status de tabelido, de magistea- do, ctc., mas una coisa é a qualidade da pessoa (sexo, nacio- nalidade), outra é a fungao exercida ow ainda mais a Gualari dade da fungao. O uso do status reservado a ambas as hipdteses bivenidae cage a consciéneia do diverso significado que elas tém. Por sede ar conseguinite, de uma nogio univoca ce status, A qual una parte fades Gy doutrina propende, deve se chegar a um uso polivalente Tratese, portanto, de individuar c catalogar, ainda que de forma aproximada, 06 varios significados atribuidos ao status € a suia diversa relevancia juridica, de maneira que se possa pro- por uma distingao que nao seja simplesmente formal ¢ descri- tiva, mas, sim, fundada nos conteticos € na fungio. 89. Status personae. Em um primeira ¢ fundamental acep- Gio, © slalus se configura como estado do hi relevante n si: valor primario ¢ unidade de direitos ¢ deveres fundae niais (art. 2 Const.) da pessoa, considerada seja singular- nte, seja nas formagoes sociais onde se desenvolve a sua personalidade, O status personae exprime a posigio juridica nitdria ¢ complexa do homem em uma determinada sociedae il, adquirida desce 0 momento da sua existéncia como “wwe valor huumano, O slats personae — contextual & concepgio ¢ & re apeeta das situagies subjetvns e das tetas 116, farimnigao da pessoa fisica — no s que se adquire com © naseimento ( conn av morte ilentifica com a ea ne 1 Céd. Civ.) e se perde aducio subjetivi de um valor objet ie tutelado, desse modo nao-disponivel, modificavel ou “iamestivel. Todo homen ¢, como tl ttular de stuagbes exis is representadas no siatus personae, das quais algumas pieseindem das eapacidades Tntdlealyag on pale mene ‘Igumas formas de inteligéncia comumente entendida, De win bute de vista do contetido, 0 status personae tem fungio de aan express por una cliusula geral de titela art. 2 oust.) © por uma sic de previsoes explicitas: por um lado, “ direito de professar livremente a propria fé religiosa (art, 19 Const), de manisfestar livremente 0 proprio pensamento (art. HI Const.), de agir em juizo para a tutela dos préprios direitos ‘“ interesses legitimos (art. 24 Const.); por outro lado, a garantia tle nao ser privado da capacidade de direito, do nome (art, 22 Const.) € da liberdade pessoal (art. 13 Const.), a reserva de lei 23 Const.) e para as medidas 1), 0 juiz natural e a irretroa- (ant. 25, $$ 1 € 2, Const.), 0 cariter ‘aluntitio € 08 Limits do tratamento snitrio (art. 32, § 2 © status person nte de base. or fvulade da norma pe volun portanto, constitui 1 na situagio perma- Mihi unitatia ¢ complexa, os direitos “invioliveis” © os de- vere “indervogaveis", tipicos € atfpicos, conexos, segundo 0 uidenamento vigente, a vida do homem na sociedade civil: as snacoes subjetivas que o compiem sio diretamente (¢ nao ayens indirctamente) funeionalizadas& satstagao das neces: tulates existenciais, Sob esse aspeeto ele tem wna autonomia viluta © pode prescindir de qualquer outro status. O status ferwnae exprime um ser: cle representa a pessoa. Como situa (so, exprime a condigio global da pessoa configurada em um * Winuento hist6rico do seu desenvolvimento ¢, a dil : : nto ¢, a dliferenca da {nimuidade — aptidio a ttulardade e, portant, forma neutra (ls subjetividade —, representa a configuragio subjtiva ce um vs seus neceasitios © no apens potencais contetids senciais, Neste aspecto, nao & concebivel um status person Wns perfeito do que um outro. eee Contigurs, ‘deum valor seive ter cae pe ida: 136 90, Status. n que par ticipa de uma organizacio politica estatal, assume o status cio tatis, isto 6, 0 estado de 10 como autOnoma sittagio sub- jetiva complexa constituida de direitos e deveres: eleitorado {art. 48 Const,), a admissio aos oficios ptiblicos ¢ aos cargos cletivos (art. 51 Const.), 0 direito de peticio as Camaras (art, 50 Const.), os deveres do servigo militar (art. 52, § 2 Const), das contribuigdes fiscais (art. 53 Const.) ¢ da fidelidade & Re- puiblica (art. 54 Const.). Quem, ao contririo, ndo tem o status cvitatis — ou porque apolide (art. 16 I. n° 91 de 5 de fevereiro de 1992, sobre a cidadania italiana) ou porque estrangeiro (¥. art. 2 ss. 4P-R. n® 572 de 12 de outubro de 1993) — nao tem os direitos € deveres do cidadao, mas conserva sempre 0 status personae Nesse aspecto, a norma (art. 16, § 1, disp. prel, Céd. Civ.) que atribui ao estrangeiro “o gozo dos direitos civis” em condigoes de reciprocidade (vale dizer: somente se anilogo direito for reconhecido pelo Estado estrangeiro ao cidadii italiano) deve- se referir aos dircitos civis “atribuidos ao cidadio"; 0 estra geiro, como homem, teri as garantias que se relacionam a0 Status personae, Uma diversa interpretagaio do art, 16, § 1, disp. prel. contrastaria com a normativa constitucional, pela qual a tutela do homem, como tal, nao € condicionavel nem mesmo por razio de reciprocidade de tratamento (assim ja 0 art. 8 disp. prel. Cod. Civ. de 1865). 91. Status familiae ¢ status fessoais civis — Mais complexa, articulada € especifica € a nocio de status nas relagdes, erm sentido amplo, familiares. A qualificacio de status famitiae € pouco condizente, nao se caracterizando de modo univoed, scja pelos axpectos substanciais, seja pelos instrumentos ¢ meios processuais: cla assume um significado descritivo em relagao & possivel posicdo de um sujeito no ambito de uma determinada comunidad familiar. Muito mais itil. ao revés, éa individuacio da concreta posigao do sujcito, entendida como autonome € qualificado efeito juridico relacionado a uma especifica faite specie ou as circunstincias objetivas previstas pela lei, Filho legitimo, legitimado, natural reconhecivel, adotado, sio situs ées distintas, conceitualnente auténomas dos direitos © 408 Aspects das stuacéessubjetivas ¢ das elas 137 dleveres qu Ctulares. Ass lativame fungio de tais qualificagoes competem aos seus i, mesma pessoa pode assumir também cum © mais de uma qualificagio, como na hipstese de filho natural € de filho adotado. Por outro lado, nio todos cesses estados pessoais podem ser relacionados a comunidade F, entendida como commnidade fundada no easamento (omese, como exemplo, a filiagao natural). A observagio in- «luz considerar 0s estadlos pessoais nao necessariamente como satus familiae— portanto achatados pela tinica, genérica ¢ no indispensivel qualificagio — mas no seu especifico cariter tiormativo extraido do contetido ¢ da fungio, Mesmo a vicis- le constitutiva do status varia de caso a caso, De regra, titulo uisicao do estado pessoal civil & um especial ato publico, fo de estado civil: ato de nascimento (art. 236 C uo da celebragao de casamento (art, 130, § 1 conhecimento do filho natural (art. 89, n® 1, rd. n® 1.238 de !) de julho de 1939 — ord. st. civ.), sentenca do juiz (em tema de adocio: art. 25, § 1, L n® 184 de 4 de maio de 1983; arts 208313 Céd, Giv.), Do titulo constitutivo do status distingue-se 1 posse de estado que ¢, segundo as hipoteses, elementosanante los defeitos de forma do titulo de estado (art. 131 Cod. Civ.) © provi legal do fato do qual depende 0 nascimento do estado pessoal civil: assim, a filiagao pode ser provada com a posse continuada deduzida de uma série de fatos, tipicamente indie faulos pela lei (arts. 236, § 2, ¢ 297 Céd. Giv.); 0 estado de conjuge pode ser deduzido, ainda que somente hnadas hipoteses, do fato de que duas pessoas “tenh: camente vivido como marido e mulher” (aris. 130, 191 ¢ 240 Cod. Giv.). Vor conseguinte, a individuacio do contetico do status presenta um prius légico € substancial, nao desprovido de re- levineia social, relativamente a individuagao das agécs coloca- das para a sua tutela, Se 0 art. 2 Const. reconhece e garante 05 diteitos inviokiveis do homem quer como individue, quer formagées sociais onde se descnvoe a sua personalidade, vio hi razoes para atribuir aos direitos que cabem ao individuo, como membro da “familia” uma natureza diversa daquela que abe a0 individito como pessoa. A indisponibilidade do status pessoal odio deriva da natureza piiblica da familia, mas do Situs are sates dda peso Qaidaes lem Gate protean Aas ig ‘tue 138 Capitulo sexo n pliblica que assume o livre e pleno de- pessoa: essa circunstincia ndo permite que ‘objeto de transages ou de compromissos (art, 806 God. Proc. Civ.) © requer, nas eausas relacio- nadas com 0 estado, a intervengio co Ministério Puiblico (art. v.). Assim, as agdes de estado, que tendem .clamar, contestar ou modificar os estados pessoais, de regra, sio imprescritiveis quando a pessoa age para a veracidade do proprio status (arts. 248, § 2, 249, § 2, 270, § 1, Céd. Giv.s nao assim o art. 24, §§ 2 € 3, Céd. Civ.) € sao prescritiveis quando o legitimado age para contestar ou modificar o estado de ontrem. Deve-se precisar que nem todas as qualidades pessoais cons tituem status pessoais civis, nem sao destinadas a influir neces- i te nestes tiltimos. Nesta ética, © sexo, que certamente nao incide sobre o status personae, nem sobre aquele de cidadao (art. 3, § 1, Const.), nao pode ser considerado um stalus pessoal “civil”: ele, mesmo resultando do ato de nasei- mento (art. 71, § 1, nd. n® L238 de 9 de julho de 1939), nao se modifica mediante acao contenciosa de estado, mas com 0 procedimento camerale de retificacao (art. 1 ss. L. n° 164 de 14 de abril de 1982), O que nao exclui que a questao do sexo tenha os seus reflexos cm questécs de estado; cle, por exemplo, lamente no particular slalus de eénjuge. significado de ord senvolv influ i Status profissionais, — O uso da nogao de status para siatuto normative profissional ¢, maisamplamente, 4 qualificacio que 0 sujei > mundo da produgio € do tabalho, ter natureza e significado completamente diver- sos. Falase de satus econdmico © normative; distinguese 0 siatus do trabalhador subordinacto daquele de trabalhor auté- mo; fase uma mengio de satus também a propésito do rio, quando se fala de artesio, caltivatore diveito, ete. A conseqitente tentativa de subdie os ¢ 08 trabalhadores ern categor nent se traduziram em enquadramen Loritéries — propi stitucional, a distingio igual dignidade social” idéia do status profission: vidir os operadores econ: rias— quando segundo critérios rigidos © a sma corporativo. Na atnal ordem ¢¢ social” no invalida a" Aspects das stwaces subjetivase as reas 39 los cidad 3, § 1 Const.) estes tém o dever de trabalha segundo as préprias possibilidades ¢ as proprias escolhas' (art. 4, § 2 Const. © o poder de se organizar livreme: 39, § 1, Const.) sem natureza puiblica ou estatal Se este & 0 quadro normativo, nao obstante o reaparecimento de instincias neo-corporativas, 0 papel do status profissional, que € sempre aclquirido, modificavel ¢, freqiientemente, de law © de direito, acumukivel, perde em grande parte a sua principal razao de ser, exprimindo uma qualificagio que com- pete ao sujeito © que 6 adquirida de uma yer por todas de lo formal, com enquadramento nas chamadas fungdes (winese, como exemplo, a Administracao Piblica), ou a pos- tenon, depois de uma atividade exercida (v., por exemplo, art. 2.082 Céd, Civ.). Em ambas as hipéteses, todavia, tratase de qualificagdes nao-ineidentes sobre a qualidade pessoal, mas eis para evocar um determinado tratamento normative e para Wstificar comportamentos de favor para alguns deles (arts. 1, § Fe 35, § 1, Const.). De maneira que os estatutos singulares sentido esclarecido —, que cada status profissional poder ter, deverao sempre atender, sem perturbaces, & hierarquia dos valores e a8 finalidades de justica social que caracterizam « ordenamento constitucional (arts. 2 ¢ 8, §§ 1 © 2, Const.) 5. Astados pessoais patoligicas. — Com outro significado, fala-se deestaclonaq elas hipéteses quese relicionama fatos namaioria slus vezes episodicos, contingents, mas de qualquer modo pato- ogieos, devidos a motivos psicolégicos, morais e/ou materiais, «que deregra nao modificam a condicao pessoal (estadode perigo on lesio [slate di bisogna|: arts. 1.447 © 1.448; estado de necessi- slide: art, 2.045; estado de incapacidade: art. 2.046 Céd, Civ.), salvo que ndo tenham ou adquiram uma certa estabilidade in. fuente na idoneidade para a realizagio de uma série de atos ¢ sle atividades (por exemplo, 0 estado do interdito: art. 414 Cod, Gv.) €, de qualquer modo, na possibilidade de desenvolver ade- wla € livremente a propria personalidade (por exemplo, 0 staclo clo abardonado: art. 8 1 n° 184 de 4 de maio de 1983; 0 surclomudo € o cego nao suficientemente auténomos: art. 415, 8 Cod. Giv.). Igualmente relevante a este firn so os estados Niologicos particulares — nao necessariamente patolégicos, mas patoligicon ou ephod Eicicts ‘penile ule 140 Capit sexi cidentes na normal potencialidade do sujeito ou em via nsitéria como, por exemplo, a gravielez, ou em via definiti inreversivel, como a invalider permanente. A Constituicao, em propésito, mesmo em sede de tutela do trabalho, fala em geral de “inapto” ¢ “deficiente” (ninorato) (art. 98, § 8). Os estacos em questio postulam uma verificagao de mérit os de possiveis disposicdes concernentes a validade ¢/ow & ava- dio de cada ato eatividadles realizadas pelo sujeito oud estado pessoal, como as hipéteses de interdigao, de énabiliazione ¢ de adogio. Eles niio sio expresses de normalidade, mas estados patolgicos ¢, de fato, influentes cle manciras diversas na ativida- de humana, Servindo como pariimetro de valoragio do ato, cles podem justifcar indiretamente, quando assumes uma fisiono- Inia crénica, medidas que incidem sobre o estado pessoal, visto como estatuto normativo: sentenga de interdigao (art. 418 Céd. Giv,) ou declaragao do estado de adotabilidade (art. 83s. 1.n® 184 de 1983). 94, Sitmacies absolutes reativas. —A distingao entre situagdes absolutas ¢ relativas freqientemente ¢ identificada injustamen- te com aquela entre situacdes reais € situacdes de crédito. Tal identificagio é desmentida pela mesma doutrina tradicional quando especifica que existem ditcitoy nae-patinnioniais, os chamados direitos da personalidade, que seriam absolittos ape- de nao serem reais. Esta distingao freqientemente é baseada na eficdcia ou na oponibilidade: a situacao absoluta seria aquela eficaz — ow ‘oponivel — em relacao a todos, aquela relativa seria eficaz = ‘ott oponivel — somente em relacao a determinados sujeitos. Objetouse que eficacia € oponibilidade sao aspectos do fato juridico e¢ nio da sitacio subjetiva. Ja foi evidenciado que @ Ja se relaciona ao fato (cfr. retva, cap. 5, § 64); 0 assunto, 10 € diverso para a oponibilidade: ela refere-se ao conheci- mento, ao regime de publicidade; € © objeto da publicidade nao € 0 efeito (isto é a situagio subjetiva), mas o fato do qual se origina o efeito (arts. 2.643 s6., 2.827 ss,, 1.153 ss. Céd. Civ.). O critério discretivo mais convincente é aquele da estratura. ‘As sittiacoes relativas seriam aquelas nas quais a uma situagio, de poder correspond um centro de interesse bem individuad Aspecton das situaies subjeivas e das rlagées ut A obrigagio se apresentaria como a sitnagio relativa por exce- incia, que encerta as situagdes do devedor € do eredor como em mn pi tutcla, sem qualquer relevancia em relagio ao externo, aos tercciros. Outras situagoes, como a empresa € a propricdade privada seriam absolutas porque nao teriam como centro de nieresses contraposto uma situacao dcterminada, mas a gene- ralidade dos membros da sociedade, todos igua de um dever de abstengio ¢ de nio ingeréncia. Quando se (eta individuar de tal modo as situagdes absolutas, se € obri- Jo a limitar a investigagio A propriedade, rien € aos chamados direitos da personalidade. Isso porque csmno entre os direitos reais diversos da propriedade € possivel notar em contraposicao a cada um deles um centro de inte: individuado: ao usufrutudrio contrapdese 0 nu-pro- 9, a0 titular do direito de servicao, o titular do peso no al consiste a servidio ¢ assim por diante. Podese fimdar a distingdo entre situagdes absolutas € rela livas na estrutura se se considera que existem algumas situagoes subjetivas que encontram a sua relacio ou contraposi¢ao em outro centro de interesses determinado a priori, ¢ outras que sencontram a posteriori: as primeiras podem ser denominadas situacées que tém uma estratura interna; as outras, situagdes que se exatirem em um interesse em relagao a todos, A distingaio entre situagdes com situacio correlativa determinada @ priori (estrutura interna) € @ posteriori (estrutura relevante somente ‘wo externo) nao corresponde todavia A classificagio tradicional os direitos reais e de crédito, Se a propriedade esti, de fato, centre as situagdes a posteriori (ao proprietirio nao se contrapoe um centro de interesse prede wlo; a relagio especifica seri individuada @ posieriori, no momento em que um sujeito viokir ou tentar violar a situagio do proprietirio), 05 chamados dieitos reais limitados aprescntam dificuldades: o usufruto, por exemplo, tem uma estrutura interna (existe uma contra- (0 precisa cnire usufrutuirio ¢ nuproprietirio), mas é sempre tuma situagao que tem uma relevineia externa, ja que 0s tereeiros sito obrigados a respeitar 0 direito de usufruto do csmo modo como respeitam 0 de propricdade. nnteses, no interior do qual a obrigagio recebe posi decenmin aa prt (ea poner Tela ag tina Capitut A distingao tina, na sua form reflexo no plano dat otinico lesivo coneretamente im: imp! to do devedor ¢ na conseqnente responsabilidade dita contra tual (na realidade, responsabili do inadimple- mento de qualquer relac quer que seja sua fonte, contratual ou nao: art. 1.218 Céd. Civ.); a0 €on a lesio do dever gg incumbe a qualquer um de as situaghes cimento contra © fato ilfeito que provoque um dano ota, win direto, Esta opiniao nao pode mais ser aceita: & verdade que a ob1 au a ao devedor © ao credor, mas relevancia exter Mesmo 0 crédito &, de um certo ponto de vista, um bem (efi infra, cap. 8, § 135), um interesse juridicamente relevante, enquanto tal deve ser respeitado por todos, Tome-se, co exemplo, 0 fato ilicito do terceiro que provoque a morte do devedor impedindo assim ao credor de satisfazer © proprio interesse; 0 dano do terceiro nao configura wn inadimplemen- to (0 terceiro nao era devedor), mas um fato ilicito relevante nos termos do art, 2.043, Hi, portanto, uma ampliagio das fronteiras da responsabilidade extracontratual, em relagio ao principio de solidariedade constitucional (arts. 2 ¢ $ Const.) se © comportanento do sujeito é lesivo de-uma situacio jun inente relevante (absoluta ou relativa) de maneira prov vocar um dano injusto, no ha motivo de exeluir a respons bilidade de quem provocou a lesio. A distingaio entre sittagées absolutas e relativas perdeu por tanto a sua justificagao histériea na medida em que, com fui ciamento no dever de solidariedace ¢ da conseqiiente respor sabilidade, respeitar qualquer situagao € o titular a mesn snsio sua conservacio em relagio a todos. todos deve numa p f 95. Situagdes ditas de faio, — K vitil deterse brevemente e1 és institutos: a posse, a familia no fundada no casamento € as ob s, isto € os deveres morais € sociais Aptos das stmacies subjnons e das relagies us FF fheqiiente a definigao de posse como situ © codigo fala da posse, no art. 1.140, como do “poder sobr + coisa que se manifesta em uma atividade correspondente ao ‘cio da propriedade ou de outvo direito real". Tomest » exemplo, um proprietatio que abandonou um tern uit: Fulano que entra no terreno (fondo) c se comporta como rio: cultiva-o. colhe os frutos © até mesmo consudi casa, A doutrina define esta situagio como sendo “de Cor expressio ecrtiamiente nao se pretende afirmar J tal situag i inrelevante. O Cédigo, no art. 1110 5s., nao some: a posse, mas prevé também wma ticulosa disciplina: tutcla os direitos do possuidor, regula 0 weit exereicio, Quando um sujeito se apossa (apossamento) de f, sent que se tenha um diteito de se apossar, segue uiia singao dita de fato juridicamente retevante”. A’ posse nio & wn poder de fato sobre a coisa, mas um poder juridicamente te (art. 1.148 ss. Cd. Civ.) que se manifesta em uum siividade cortresponde: icio da propriedade ou de oitto direito real \nilogas consideragdes poder ser feitas en tek uomcno da convivencia more uxorio, estivel © sé > “de fato' ne nao seja fu aunento, nao pode ser qualificada le lato”, ja que € por diversos aspecios, dvvito, nig son I (cfr. tnfra, cap. 9, § 160). Além da social onde os individuos desenvolvem a propria personalidade (art. 2 Const.), a farnilia uno fatndada no casamento cria relagoes internas € externas saiacterizadas por deveres gen: obrigacdes especiticas «le Comportatnento © por poderes, alguns dos quais previstos esplicitamente também na novella de 1975 que reformou o shivito de familia (art. 817 bis Cod. Civ.) O mesmo discurso pode ser feito para a obrigagio natural, art. 2.034 do Cédigo Civil. O dever moral e social © jwidicanente relevante, tanto que o ordenamento prevé a ivepotibilidade de quanto foi espontancamente prestado em execuicao (cfr. infra, cap. 8, § 136) ws veses 0 ordenamnento se uma situagio dita de iter para qualificar, de un p Vista juridico, a propria lividade realizada. U significative a propdsito o art, 2.082 Céd. <0 Empeess Avsitue coenl ‘efit tein se vac jr ‘ies Tito Mc Ay wl obrigagio pectni 144 Capitulo vest Giv,, que define 0 empresirio como “aquele que exeree pro- fissionalmente uma atividade econmica or de produgio ou troca de bens ou servigos” , Empresirio come cial nao é tanto quem esti inscrito no registro das empresas quanto quem efetivamente exerce essa ativida | Quer na posse, quuer nas chamadas obrigagSes naturais, quer em tema de io, etc., € 0 order que estabelece a relevancia juridica dos fatos. izadla para 96. Titulo ¢ jonte da relacio, — A fungio constitui o aspecto intemo, que caracteriza a relagio, Eka no € uma qualqu coisa que se acrescenta A nogio de relaciio, quase um aspect auténomo ¢ hetcrogéneo relativamenté aquele estrutural. Ao contratio, é parte integrante dele. ‘A funcao da rekicao obrigaeional, por exemplo, deve ser re- conhecida nao tanto no contetido da prestagio ou no tipo de obrigacio (de dar, de fazer ou de nao fazer), quanto na iduacdo do titulo da obrigagao ¢ da sua ineidéncia sobre disciplina. [sso é confirmado no pardigrafo 1 do art. 1.280 Céd. Civ. (“Novacao objetiva”) onde o titulo € a causa da obrigagio, a sua fungio praticojuridica. Quando muda a fungao da relae io, isto € quando muda um aspecto da disciplina que constitul tun elemento que caracteriza a stta eausa, muda a relagio (esta telagav, de fato, sc extingue © nasce wma outra: a extingio de tuna preexistente obrigagio relacionada com nexo de recipro- cidade ao nascimento de uma nova — nova porque tem objeto ou titulo diverso — € asintese dos efeitos essenciais da novagao). ando se aluga uma habitagao, por exemplo, nasce wma’ a (a obrigacao do pagamento do aluguel) que, sob oaspecto estrutural, consiste na relago existente entre a situacic do locatdrio ¢ aquela do locador € que se justifica com a fungio praticojuridiea da locagio. Se 0 proprietario emt tum segundo momento vende apartamento ao seu inquiling, estabelecendo que uma parte do prego seja dada imediatamen: tee 0 rest ja pago cm prestagdes mensais do mesmo valor do precedente aluguel, assiste-se a um fen ¢ 1c. Os centros de intcresses (inquilino-comprador e proprie: 6 objeto da prestagio (a quantia antes er tendida como aluguel ¢ depois como prestagio do prego) cor Aapcios das sitwagies subjetivas ¢ das rlacex tinutam idénticos: 0 que mudou foi o titulo da obriga que a qua devia ao, dado utes cra devida a titulo de aluguel ¢ agora é 4 titulo de preco: a obrigacio, portant, novou. nga do titulo nao € relevante somente em tema de aigio. A compensagao, de regra, opera “qualquer que seja © uitulo de uma ou da outra divida’ (art. 1.246 Cod. Civ.) assim, se um sujeito € devedor a titulo de miituo € 0 outro clove ao primeiro a mesma quantia a titulo de pagamento do prego, a extingdo se verifica, A primeira obrigagao tem como tiuulo 6 mituo, a segunda, a venda. Elas, de um ponto de vista estrutural, sao idénticas: ambas sdo obrigacoes pecunirias ¢ € idéntica a quantidade de dinheiro reciprocamente devida. Di versificam-se sob a ética da disciplina, dado que diverso Uuulo, a radio justificadora da relagao. Emerge a importineia da distineao entre a nogio de “fonte™ © de “titulo” da relagio. A fonte € 0 fato causativo, o titulo € 4 causa, a razio que justifiea e caracteriza a relagio. Pode parecer arduo distinguir o fato causativo da causa. Se, today he fixa bem a idéia da possibilidade que uma mesma fin seja realizada através de varias estruturas (cfr. ret, cap. 638) © de que ao lado do aspecto estitico € necessirio com- preender aquele dinainico da relacao como regulamento (retro, cap. 5, § 78), compreender-se-d que a tutela de determinados interesoes ou valores 3¢ pode chegar atravésde diversas estradlas (wale dizer: com diversas estruturas, diversos fatos causativos) © que vice-versa, uma mesma estrutura pode realizar diversas funcoes. E forgoso, entao, individuara disciplina, compreender qual seja a razio que justifica a relagao, além do fato que a originous ainda mais que a relacao se desenrola no tempo, fevelando exigéncias que nao sio previsiveis no momento da magao do fato causative (clr. retro, cap. 5, § 65). O fato tem, id se vin (retro, cap. 5, § 63). uma propria fungao; a ncia de esta fungao se refletir no titulo da relacio pode ser intufda facilmente (basta pensar nos exemplos pro- postos precedentemente): 0 aspecto da relagéo como regula- cio, porém, revela a sua consideracio auténoma. Se por 1 lado a Fonte da relagio referese, prevalentemente, a fatti specie enquanto estrutura — como ato ou conjunto de atos c tle fatos produtores do efeito —, por outro, o titulo tem uma circus Fonte ti aptuto ses Uapeatinn san situps subjetvas ¢ das wtacies 7 anitonomia relativamente a famispecie, ainda que const Lament podese revelar, em concreto, essencial, incidente s0- substineia, a sua fmgio. Iie a fungio da relagao (cap. 5, § 68). " ‘Tome-se, como exemplo, as servidées coat 1. 1.032 do Cédigo Civil, a situacao subjetiva “set (” pode ser constituida por contrato ou com sentenga ¢ wes de um ato administrative. A fonte dit nais de tum modo para constitt: fio mudari, porque a servicio 07, Camdaedo (eltegamento) ene relates. — oes podent ead li tre as rela- 's com contetidos e signi- da que brevemente, dedicars guemse, em primeiro lugar, quatro ti- pos de correlagdes (correlagées diretas): =e” 4 canada de ncessoriedade 6 0 caso das relagdes de garantia tina relagio principal (por exemplo, a obrigagio de paga- wento de ntia em dinheito) sc correlaciona lucia de ia real (penhor, hipoteca) ou pessoal (fianga Ja), mas 0 titulo da siumagio encontara sempre at propr da propri ago na ratio da pre a legislativa Toxlavia niio hi diividas de que entre a problemdtica ck fone € aqucla clo tiuilo existe uma estreita correlagio, do mesmo modo que entre estrmtura € fingao, entre fadtispecie © ° .). As vicissitudes da relagdo principal (a divida Mies feito ( iacio da Rane nitida), especialnente a sua extingio ou a sua redugio vie da for quer em presenga, quer do titulo. Um muck que q Wei ee. sujeito pode-se obrigar a titulo de alugue! ow a titulo de prego: vitidade da relagaio de ga “obrigacdes com tituilos distintos ¢ com fontes diversas, umna, o 1222, 1.988 3s. Cod. contrato de locagio (outa Ie, se a relagio de locagiio foi cons- sv ovoria inciden pica ou wodificaga 878, n° 3, ). As vezes as vicissitudes da rclagao na rela¢io principal (arts. 1.186 ¢ 2.743 Cod tituida dirctamente por uma previsio legislativa, prescindinde: Ay.) de qualquer declaragao de youtade das partes), 2 outra, & §) comretacdo de inlegracée: € 0 caso de uma relagio tinica A contrato de venda. Inversamente, as fontes podem ser diversas, ial se flanqueiam uma série de bes, Falase de integra- mas © titulo pode ser 0 mesmo. Pode sobrevir uma lei que 110) porque as relacdes correlacionadas se apresentam como maude a fonie da obrigagan © enisidlere a fonte negocial irre- *speciticagao do perfil funcional da relagio de base. Tome-se. te e a relagao existente como pressiposto para que surja ‘oi exemplo, a relagio de servidio. O art. 1.080 prevé que . — a1 servidio normalmente tome automaticamente (¢ por lei) aquela relagao (imagine-se uma itular do prédio sobre o qual lei que estabelega que todas as relagdes de locagzio existentes em uma determinada data sejam prorrogadas por tempo inde- er que, como integragio da rela terminado ¢ reguladas pela mesma lei). A fonte sera a ne fas: estas nao tém uma fungdo autd- negiicio juridico originano seri o fato juridico ao qual a lei ‘von, tis Constittiem com a relagio de servida relaciona um cfcito anilogo. Parece que nada mudou: o titulo ‘iw coneretiza a funcio juridiea que Ihe & uniento (aqui também falase de da obrigagio €, wdo considerado, 0 mesmo. Tem-se, porém, tuma diversa fonte: antes o negécio, agora a lei. Diverso seria razio da corrclagio € muito diversa daquela. q © caso de uma lei que modificasse a substincia, a razio justifi- na correlacao de acessoriedade devido a garantic cadora da relagio: nesse caso, além da fonte mudaria também *) conrelacdo de solidariedade é 0 caso das obrigacées solidirias © titulo ¢ se assistiria au pvacio legal da relagio. +o geral, das hipdteses de co-titularidade (cfr, reire, cap. 5, Na individuagio do titulo — vale dizer, na qualificagio da Ainda que ao externo a relagio entre os codevedores lacio — é necessirio valorar a concreta ordem de interesses, a, tem sentido falar de correlagio porque, quer na Nesse sentido uma clusnla aparentemerte acesséria do regue tedade passiva, quer naquela ativa, existem relagoes ditas 18 apa esto Aptos das situa subjetivas «is eelagies 10 terns, as quiais tem uma propri (hasta pensar a fio de regresso: art, 1,299 Céd. Civ.); Cmrepecti: dd) conelagdo pror funcde. & 0 caso das relagbes correspectivas wilde Cada relagio se justifica em fungao da outra. No contrato de locagio, por exemplo, a obrigacio do locatirio de pagar 0 aluguel é correspectiva a obrigagio do locador de deixito gozar o bem. Quando a r .cionada a uma outlet tem termos de correspectividade se justificam espeeificas con 1) eonelacia por identidade de fnestaciec quando vi toma mest Zio, 0 adimplemento do devedor extingue sontemporancamente todas ay relagdes, Um exemplo dese tipo de correlagao & dado pelas empresas ce espeticulos pile 3: entre a companhia © os compradores dos jgtesos surge uma pluralidade de relagoes obrigacionais (cada Seqténcias de disciplina: por exemplo, o instiunco da resolucio ‘sean 6 um eetloe): ides tela oxtnguereas Of cu eh ost Ge, a sev de ana ka prestnio (0 epee) AGU ttn Ha ence id gil avainlamuaa aaveanatyaiaingul mrichaio nie ¢ ocasioval, mas dccorrente da matureza da site algunas formas de correlacio, cm sentido amplo, in iva de my rela em relagdo-’y adninuder ds os Tratase de: ‘eligi, em parcular com a finaldade de excluir que exsta sora por identidade de reéncia objet: quando so interested devedor a que o eredor cumpra a abrigacio pluralidade de relagaes tem como ponto de referencia objetiva eee ae hs fale ate uel » Ce a can aginese un bein que as dd ery ma viet crear cmp x inept da i Tsufrutusirio alugue o bern a um terceiro. As disciplinas de Ii ilie BanRR HEA GSGK oe Goat ne TOG era ane aaa ee ar Unrmonlzdas para indir qa Hs esc aL de Genet FC : aracinelviduae ‘4 companhia de atores iio poderi Inf, cap. 8, § 142) tenham, ¢ em qual eireunstineia concreta, ipiilo'o gress, ato Eanes i Gate ea oe eRaUOS os respectivos titulares das situagoes subjeti © evedor pode renunciar ao seu direito sem que 0 devedor 1) corelacao por identidade do titular, urna pluralidade de re- nei se opor, Este exemplo mostra a necessidade de valorar laces conflui na tuularidade de um mesmo syerto. A corre: {Vaisciplina da obrigagao além da procura de meras simetrias lagi explica como essa série de relagées possa ter uina unidade tomas (cf. infra, cap. 8, § 135) ‘a0 ponto de assumir a configuragio de sim patrimonio, Este liltimo definese, de um ponto de vista estrutural, como 0 8, Comelacdo (collegamento) de derivariia. — A correlagio Vict. Conjunto de situacoes subjetivas ou de relagoes juridicas que dle derivagio encontra : sta justificagao na vieissitude dita cons- deriutias Naa ttalare meamo sujelto: Uma relagto inserta em ura unutivo-derivativa: uma situagio subjetiva é constituida como determinado patriménio tem uma disciplina; uma relagao Gane slerivagao de outa, Quando o usufrutudrio constitu uma re- XX precedlente, anas inserta em tum outro patrimd- liaio de servidio, estabelecese uma correlacio entre servidio io, tem outta disciplina, A disciplina da locacao mudara se- + ‘isutruto: uma deriva da outra, O usufrutudrio perde um gundo faga parte do patriménio de um sujeito privado que poder que atribui, em concorréncia ow em exclusividade, a tenha um grande ou um pequeno patrimonio (art. 44, § 1, > Individuar essa correlagiio ¢ importante para estabelecer Const; art. 1.350 Céd. Giv.), que produza uma renda maior swe quando existiri a relagio derivada: esta, de regra, existe ‘ow menor de uma determinada cifra (art, 6, di. n® 505 de 17 a relagio que Ihe deu origem, A relagio ide outubro de 1979); e, prineipalmente, segundo este patri 0 constituida pelo usufrutudrio continua enquanto inénio tenha um Gpo, em ver de outro, de destinagio; existir © usufrato; extinguindose este, extinguirse-t tam! 1. A vieissitude que permite o nascimentode umasi bso Caputo sesto Hhiminarde nae vela final, As p colocade con nase constitutivderivativa. A conelagao de d rivagio — mio permitindo fracionamentos de direitos, mas, sim, concurso de sitiagdes juridicas — pode ser individuada nbém fora da problemitica wadicional das relagdes reais. ¢ una atividade impeditiva do evento (art, boul Tésivese eee exemple gfendchana do mibeonvaia” © 1 th Cd. Ch), Uma atividade, poratiorescrene se een Seton 2, § 9, le n® 892 de 27 de julho cle 1978, afstandose em parte Sevesse tora ta @ do art. 1594 Céd. Civ, prevé que, siho pacto coniritio, 0 a faculdade de sublocar parcialmente 0 bem, derivada eb que 0 ique inde rvativ bem dispositiva, no sentido ce que ‘ssilos de disposigio em defes 250 Cod, ‘uosde disposiciio em defesa da expectativa (art. LAS Cat Cw, Oc Prador sob condigao suspensiva, medio tempore, ito ddupla feigio de inquilino, em relagio a “a que nto se Yerifique a condigio,é titular de wee ce fin ci a oe Feito a rio, ¢ de locador, em relagio ao subinquilino, «0 final. Diteito que & meio, para que cle poset amet tre a rekacao principal de locacio ¢ aquela de sublocagio {i amente, isto 6, sem necessidade de ulterior manifestaghe ae urase uma correlagio de derivacio. As vezes, mestno para \yntide, sta ow de outros, ik sale iquirir a situagio final, fins de imterpretagio, © contetido da relagio derivada sera contelagio entre a rekigto prelin estabelecido per relavionem telagio originaria, Nao apenas isso; Iotifica no ap a relagio subcontratual, onde for possivel, sofreraas vicissitudes ites a uma fi que sao tfpleas da relogdo principales esta ao extingue, extin- mio guirsesi, de regra, a dependente, O eredorlocador tem direito sonst dle erédito do aluguel em relagio ao inquilino, mas pode tam- : hem exigir 0 erédito do subinquilino (art. 1595 Cod. Ci Diversamente, quando a lei estabelecer que se maiitenha a sublocagio ¢, 20 mesmo tempo, a extineio da locacio para ine inp eka 4 evitar, por exemplo, possiveis especulagdes por parte dos in- thicita) 6, por outre a nae trmslativa (transferéncia de um crepe comple poefee pecncoy gr gat 8 inet poem ae conepca Sah (de fato, a prombicao prevista no art ¥, § 1, 1.8 392 de 27 N wud ten aan dscplina pics presen ee (reco). de julho de 1978). relagio derivada poderia assumir nesse Iss) que coe riniorade pols ioe, re ser imtegrada pela autonomia das =i lar € aquela final se s logicamente, mas atende a utma exigenesa tun¢ao precisa. A primeira, mesmo tendo um ipuinador commun to art. 1.353 s8. Cod. C orca ; iv, varia oderes, inas obrigacoes, segundo o a wits final que se quer constituie, modiicar: extinguit’a seat icionada, por exemplo, é um negécio quese propoe sivas = como fiuncao priticosocial —a transference ae jim leita Contra o correspectivo pagamento de un prece FeO OR PEO RE aUNOneraEe, te Na relagio preliminar de natureza condicional (lees (e°™ ucla pelagoes instrumentals, especial atencio deve ser dedicada & te cena (¥ oar 1.476 Gd, Cl) que sefanteny eee tor! chamada relagao prelimninar condicional, a relacao, isto €. que G0 instrumental e de consctoncr ne comPativels cor deriva de uma fattispecie sob condigao; a qual, como se sabe, prelininar, A obrigacgio de garantir os rtp eae consiste em um evento futuro ¢ incerto do qual depende — Iinntit a exiegdo niio devem espera ome que a condigio suspensiva suspensiva ou resolutivamente — a eficicin do ato (art, 1358 serifique, mas nascem 8 ha fase preliniinne we God. Grn), Ieyuante da relagio preliminar condicional, lise nee en & necessirio individuar © tipo de relagio que deriva © a fa lina que se quer atar € aquela da venda, le manele correlagio existente entre a relacdo medio lempore pendente & {iW clativas normas, compativeis com a fimede com aquela final que se espera instaurar quando se verificar a con- {uiniumental da telagao pretiminar, sao aplicavels 4 hae ee dligio. Na fase de pendéneia, durante a qual a efiedcia ou parte Hine que « » funeao, justamente, a conservacior a 4 Wwtiuncttalidade rekatva a situagao five. c= ia € impedida pelo evento condicionante, tense uma rekagio Reta de da die verelgio clini i Capituty sexto inar nao é sempre idéntica, Ela te somente contesidos genéricos de bomlé, fart. 1,358 Céd. Civ), mas assume contetidos especilicos en relacio a0 tipo de interesse que se quer realizar € ao tipo de Vicissitude que se quer produzir. Fatas consideragoes permitem assumirse urn comportamen- to critico em relagao aquela doutrina prevalente que consider a relagio preliminar condicional como relagio obrigacional ‘A norma (art. 2.659 Cod. Civ.) que prevé a transcrigio dos contratos sob condigio reconhece implicitamente que es contratos, medio tempore, podem produzir outros efeitos al cra obrigacional. De fato, a transcr regra, de publicidade dos atos que tém funcio constiuntiva, translativa, modificativa de uma relacio real. O lor sob condigao, nao somente se torna credor do vendedor, mas € também titular de tum ius ad rem, isto é, de uum direito 4 aquisicao da coisa. A disciplina nao sera tout cout aquela ditada para as relagoes obrigacionais, mas aquela que for mais compativel com a conereta relagio da qual se trata.

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