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Obrigações especiais dos comerciantes

23. A firma

O comércio é executado sob uma designação nominativa, que constitui a firma. Há, porém, no

direito comparado duas concepções diversas de firma:

Para o conceito objectivo, a firma é um sinal distintivo do estabelecimento comercial. Daí decorrem, como corolários, a possibilidade de tal designação ser composta livremente e ser transmitida com o estabelecimento, independentemente de acordo expresso.

Para o conceito subjectivo, a firma é um sinal distintivo do comerciante o nome que ele usa no exercício da sua empresa: é o nome comercial do comerciante. Daí que, em relação ao comerciante individual, nesta concepção, a firma deva ser formada, a partir do seu nome civil e, em princípio intransmissível.

O art. 18º CCom1[2], está relacionado com o estatuto de comerciante. Considera-se a firma o

nome comercial do comerciante, sinal que os identifica ou individualiza também o faz para alguns não comerciantes sociedades civis não comerciais.

24. Constituição da firma

A firma consoante os casos, pode ser formada com o nome de uma ou mais pessoas (firma-

nome), com uma expressão relativa ao ramo de actividade, aditada ou não de elementos de fantasia

englobar uns e outros desses

elementos (firma mista).

(firma-denominação ou simplesmente denominação),

ou

Em todo o caso, ele será um sinal nominativo e nunca emblemático: sempre uma expressão verbal, com exclusão de qualquer elemento figurativo.

Sinais distintivos das diversas pessoas colectivas:

d) Firmas dos comerciantes individuais (art. 38º/1 e 3 RNPC):

Tem de ser composta pelo seu nome completo ou abreviado para identificação, não podendo colocar em regra a abreviação de um só vocábulo; pode ter expressões ou siglas; pode aditar uma alcunha ou expressão alusiva à actividade comercial. O art. 40º RNPC, estabelece o estabelecimento individual de responsabilidade limitada.

e) Sociedades comerciais

Poderão ter a alusão à actividade comercial (art. 177º/1 CSC). O art. 200º CSC, a firma que as sociedades por cotas devem ser formadas com ou sem sigla, nome completo ou abreviado de todos ou alguns dos sócios, tem de quer sempre o aditamento Lda.

Tem de dar a conhecer quanto possível o objecto da sociedade (art. 10º/3 CSC). Deve aludir ao objecto social. Vale integralmente para as Sociedades Anónimas (art. 275º CSA) e para as

sociedades em comandita, a firma tem de ser composta pelo nome completo ou abreviado por todos os sócios comanditados (art. 467º CSC).

25. Princípios gerais (informadores) da constituição de firmas

a) Princípio da verdade (art. 32º RNPC)

A firma deve corresponder à situação real do comerciante a quem pertence, não podendo

conter elementos susceptíveis de a falsear ou de provocar confusão, quer quanto à identidade do comerciante em nome individual e ao objecto do seu comércio, quer, no tocante às sociedades, quanto à identificação dos sócios, ao tipo e natureza da sociedade, à (s) actividade (s) objecto do seu comércio e outros aspectos a ele relativos.

b) Princípio da distintividade ou capacidade distintiva

A

firma deve possuir distintividade, esta não se limita a ser uma designação genérica.

O

art. 32º/3 RNPC, exclui os vocábulos de uso corrente. Quanto às firmas dos comerciantes

individuais e às firmas nome, mistas das sociedades e dos ACE’s, são compostos por nomes de pessoas ou pelos sócios dos associados, têm a capacidade distintiva.

As firmas de denominação por quotas das Sociedades Anónimas, dos ACE’s, das Empresas Públicas, das Cooperativas e dos AEIE, as denominações devem dar a conhecer o respectivo objecto, sob pena de incapacidade distintiva, a referência ao objecto não se basta com designações genéricas (como sociedade de seguros) nem com vocábulos de uso corrente ou de proveniência.

c) Princípio da novidade (art. 33º RNPC)

Marca a prioridade da firma já registada ou licenciada procurando evitar surgir outra firma com a mesma denominação da existente.

É aferida no âmbito da exclusividade, podendo haver firmas semelhantes se tiver âmbito de

exclusividade diferente, a racio legis, é não haver firmas iguais.

O juízo de confundabilidade (fundamentação de recurso) tem que ser de fundamentação global,

tem que atender aos elementos fundamentais da firma. É o nome da firma que o juízo de valor tem-

se de fundamentar.

d) Princípio da exclusividade (art. 35º RNPC)

A firma goza dum âmbito territorial de protecção, não é necessariamente o âmbito nacional.

No comerciante individual, se ele usar o seu nome, o âmbito de protecção é correspondente territorial da conservatória onde está registado (art. 38º/4 RNPC).

Se ele aditar ao nome uma expressão distintiva já pode ser reconhecida extensão em todo o

território nacional.

A firma das Sociedades Comerciais goza de um âmbito nacional de protecção (art. 37º/2

RNPC). Os arts. 39º e 40º RNPC, estendem a outros empresários individuais a responsabilidade

limitada as regras fundamentais relativas ao comerciante individual.

As associações e fundações, o âmbito de protecção se não for local tem protecção nacional, se nos estatutos referir que é local, então só têm protecção local.

e) Princípio da unidade

O comerciante deve gerir a sua actividade sob uma única firma. O empresário individual não

pode usar mais do que uma firma (art. 38º/1 RNPC).

Este princípio tem de ser confrontado com o fenómeno da transmissão da firma, se houver transmissão de firma, afecta os princípios que a lei refere?

Poria-se em causa o princípio da novidade se o alienante continuar a usar a firma alienada. Pressupõe-se que o alienante perde a firma anterior, para continuar, tem que formar uma nova

firma princípio da novidade.

O princípio da unidade é atingido se o alienante puder continuar a utilizar a firma anterior?

Resposta negativa, se alguém quiser adquirir a firma do alienante, deve criar nova firma. Pode continuar a firma que tem, tendo que exercer simultaneamente a exploração da firma adquirida. Só pode utilizar a firma do alienante se continuar a explorar a firma do alienante (art. 38º/2 RNPC), não se permitindo a subsistência de firmas independentes. A lei permite a transmissão da firma (art. 44º RNPC), mas para isso à que preencher determinados requisitos:

· Transmissão tem que ocorrer em conexão com a transmissão do estabelecimento (art. 44º/4 RNPC);

· Acordo das partes nesse sentido (negócio entre vivos);

· A indicação tem que ser dada ao novo titular de que sucedeu ao antigo titular;

· A subsistência do estabelecimento adquirido, exigindo-se a indicação da transmissão (art. 38º/2 RNPC).

Por transmissão “mortis causa” (art. 38º/2 RNPC), os sucessores também devem continuar gerir o estabelecimento. A lei exige que haja/impõe uma conexão da firma ao estabelecimento para que a continuidade na identificação não se torne enganosa.

Preocupação de defesa de terceiros, porque eles recebem a garantia de que se trata do exercício do mesmo estabelecimento.

26. Formalização da firma

Depende do requisito, e só há direitos exclusivos, após o registo definitivo (art. 35º/1 RNPC).

O Estado em relação às firmas passou a ter uma tutela administrativa (essencialmente), por isso

é necessário que as pessoas tenham um certificado de admissibilidade de firma ou de

denominação. Em todo o processo administrativo necessário para a firma, este certificado é o elemento estratégico essencial, em termos de direito para se poder iniciar os trâmites necessários para a constituição de firma ou sociedade.

O certificado serve para atestar que os requisitos estão preenchidos, é deste certificado que

depende tudo, escritura pública, elementos destinados à constituição de pessoas colectivas de responsabilidade limitada (art. 54º/1 RNPC).

A consequência da não existência do certificado é a nulidade (art. 55º RNPC), também a

modificação do objecto da sociedade obriga a um novo certificado (art. 54º/2 RNPC).

A firma está sempre ligada ao estabelecimento (tendência real); a firma liga-se ao comerciante

(tendência pessoal).

A firma surge à partida com o nome comercial, designação usada pelo comerciante no exercício

do seu comércio.