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INSTITUTO DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL

DOCUMENTOS

PARA A

HISTÓRIA DO AÇÚCAR

VOL. I

LEOISÍ.AÇÃO

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/

SKRVIÇO ESI»K(:iAI, DE DOCUMENTAÇÃO HISTÓRICA

mo DE JANEIRO

1954

DOCUMENTOS PARA A

HISTÓRIA DO AÇÚCAR

INSTITUTO DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL

DOCUMENTOS

PARA A

HISTÓRIA DO AÇÚCAR

VOL. I

LEGISLAÇÃO

(1534-1596)

SERVIÇO ESPECIAL DE DOCUMENTAÇÃO HISTÓRICA RIO DE JANEIRO

1954

SUMARIO

pág.

APRESENTAÇÃO

s

IX

EXPLICAÇÃO

XI

ÍNDICE DOS DOCUMENTOS

1

TEXTO

7

ÍNDICE DAS MATÉRIAS

407

APRESENTAÇÃO

Ao ser fundada a antiga Secção de Estudos Económicos do I.A.A.,

da qual fui o inspirador e o primeiro chefe, propus a criação de um

pequeno setor de pesquisa de documentação histórica.

Era o núcleo inicial do trabalho de seleção, critica, cópia, pes- quisa e interpretação de uma documentação esparsamente distri-

buida, nos arquivos brasileiros e estrangeiros, em publicações e ma- nuscritos, em diversas línguas.

Dada a natureza da pesquisa histórica, que demanda critério,

paciência, inteligência, encontrou-se no funcionário da autarquia, Dr. Gildo Moura, a pessoa capaz de se responsabilizar pelo serviço. Com êle se iniciou o trabalho e, desde então, quatorze anos,

vem o seu titular beneditinamente acumulando fichas e documentos,

traduções e microfilmes, de tudo que se relaciona, direta ou indi- retamente, com o processo histórico da economia açucareira do Brasil, desde os primórdios.

Quando assumi a Presidência do Instituto do Açúcar e do Álcool,

conhecendo o valor da documentação existente, e sabendo que o

I.A.A. não poderia descurar a parte intelectual e histórica do pro-

blema açucareiro, resolvi dar maior amplitude ao sei-viço de do-

cumentação histórica, inclusive, promovendo a publicação de todo

o material já coletado.

Encarreguei, em boa hora, da supervisão de todo esse semiço

ao Dr. Gil de Methodio Maranhão, representante dos usineiros de

.4 escolha foi

feliz, porque o Dr. Gil de Methodio Maranhão è um historiador

Pernambuco, junto à Comissão Executiva do

I.A.A.

nato, pesquisaior paciente, organizado e criterioso. Conheci-o nos

bancos escolares, já com a mania de problemas de História. Pela vida em fora, via-o sempre com tais preocupações, nos arquivos da

Biblioteca Nacional, do Arquivo Nacional, do Instituto Arqueo-

lógico e Geográfico Pernambucano. Pensando sempre em assuntos

de história económica do açúcar, numa contradição com a sua si-

tuação de usineiro de açúcar. Dono de máquina de fazer açúcar,

vivendo a sua vida de industrial, representando bem a mais potente zona produtora do pais, mas com o seu pensamento voltado para os alfarrábios, para os manuscritos mal escritos, desgastados pelo tempo,

corroídos pela traça.

Ao fazer a apresentação do primeiro volume de uma extensa série, eu não poderia deixar de consignar a valia do trabalho desses

dois abnegados servidores da História Económica do Brasil.

Para mim, é um prazer abrir a página inicial deste primeiro

volume, como prémio de ter acreditado na possibilidade do Serviço instituido em 1940, ao ser criada a antiga Secção de Estudos Eco-

nómicos, jnatriz da atual Divisão de Estudo e Planejamento, do I.A.A.

GiLENo DÉ Carli

Presidente do Instituto do Açúcar e do Álcool

Rio, 11 de Junho de 1954.

EXPLICAÇÃO

o Instituto do Açúcar e do Álcool vem desde 1940, com algumas

interrupções, coligindo elementos para a história do açúcar, através

da operosidade, do critério e zelo do economista Dr. Gildo Moura.

São subsídios extraídos de obras e coleções impressas e de ma- nuscritos considerados inéditos ou de impressão defeituosa, perten- centes ás bibliotecas e arquivos públicos localizados no Distrito Federal.

Chegou o Instituto a contratar a reprodução de manuscritos dos

arquivos portugêses, tentativa malograda com o falecimento do pes-

quisador, Dr. Artur Mota Alves.

Assumindo a Presidência do Instituto, em dezembro de 1951 , o Dr. Gileno Dé Carli decidiu, logo após, ativar e ampliar a aquisição

e promover a publicação dos documentos reunidos, encarregando de supervisionar essas tarefas ao membro da Comissão Executiva desta

autarquia, tido como o mais curioso do assunto, o qual se conformou em deixar de lado as suas próprias investigações, para dedicar o

melhor do seu tempo disponível e do seu modesto acei-uo intelectual

ao trabalho afeto agora ao órgão que veiu de criar-sc, o Semico

Especial de Documentação Histórica.

Na aquisição de documentos depositados longe da sede do

Instituto, já foram dados os seguintes passos:

obtiveram-se, graças á generosidade do Padre Serafim I.rile,

microfilmes de alguns manuscritos dos arqtiivos da Comlmnliia <lr

Jesus;

o liistorUidor Dr. José António Gonçalves de Melo, neto, fez

microjilmar nos arquivos portugueses para este Serviço mais de oito mil jolhas de manuscritos;

foram catalogados e arquivados os microfilmes recebidos e

aparelhado o Serviço com instrumental de leitura, já em plena uti-

lização;

foi contratado profissional idóneo para proceder à pesquisa,

inventário e cópia de manuscritos nos arquivos da cidade do Sal-

vador, trabalho em franco andamento;

foram entabolados entendimentos para a cópia de manus- critos no Arquivo Público de Pernambuco;

novas iniciativas estão sendo cogitadas pela alta administração

do Instituto.

O presente volume dá inicio à divulgação do material acumulado

alr agora, inclusive alguns inéditos, nada porém dos microfilmes que

fogem ao seu conteúdo ou são de cronologia posterior.

Compreende o volume exclusivamente documentação de caráter

legislativo do século XVI, emanada do poder real, abrangendo o

período de 1534 a 1596. Começa pela instituição do regime das do-

natárias, com a primeira carta de doação, concedida a Duarte Coe-

lho, única que se reproduz, como documento típico. Ficou assim

de fora o comentado alvará de 1516 determinando a vinda ao Brasil

de perito para fundar um engenho de açúcar, tentativa que, se concretizada, não se articula com a colonização definitiva do pais. Estende-se a coleção aos atos dirigidos ao restante do império por-

tuguês e á própria metrópole, quando ligados estritamente à eco-

nomia açucareira. O último documento quinhentista, apresentando

conexão com a matéria anterior, é a lei de 1596 sobre a liberdade

dos gentios que constitue o fecho do volume.

Deu-se precedência à documentação de caráter legislativo e de origem central para realizar-se em primeiro lugar um volume mais

em harmonia cn/n a

divulgá-la, obter-se um agrufmmento documental mais homogéneo,

e menos eivado de soluções de continuidade. O poder central legis-

natureza jurídica do órgão federal que vai

ferante veiíi se transferindo da coroa ultramariíia para o Reino, o

Império e a República. A escolha representa o emprego antecipado

do critério a seguir-se para a legislação moderna em que a matéria

provincial ou estadual deve ter tratamento à parte. Os atos régios ficaram menos expostos a perdas irreparáveis, com os registos nas chancelarias e conselhos da corte, nas secretarias dos governos e das

câmaras coloniais, muitas vezes simultaneamente feitos em várias

capitanias. O contrário ocorreu com os atos das autoridades coloniais

cuja maior parte se perdeu. O afan de obter uma cadeia cronológica menos imperfeita, levará a um volume de suplemento destinado às

inevitáveis omissões e às prováveis correções, de modo a não preju-

dicar demasiadamente o andamento da divulgação.

Poderá parecer estranha a presença de muitos diplomas sem

referência ao açúcar. Para as inclusões, teve-se em conta que todo

o esforço colonizador de organização administrativa, de concessão e

trato da terra, de povoamento, exação fiscal e de tráfico marítimo

apresentou como resultado mais significativo a ascenção do Brasil

à categoria do maior centro mundial de produção açucareira nos

séculos XVI e XVII, a ponto de superar em importância politica e

económica o restante do império colonial luso, na Africa, Ásia e

Oceânia.

A medida que se fôr diversificando a atividade colonizadora, o

crivo da seleção dos textos legislativos, a inserir-se nos volumes se-

guintes, irá sendo apertado, em benefício da documentação mais

especificamente açucareira ou ligada ao açúcar.

Os subsídios menos diretos que integram este volume, conside-

rados em conjunto ou em categorias, tais como os regimentos dos governadores, os regimentos fiscais, os atos sobre homizio, sobre de-

gredo, sobre cristãos-novos, sabre gentios, assim como as leis navais,

serão encontrados aqui pela primeira vêz reunidos, beneficiados,

além disso, com um índice de matérias que lhes empresta uma sis-

temática nunca antes oferecida e lhes destaca numerosos aspectos

jamais postos em evidência. Através dos numerosos verbetes drssc

índice, joeirados de extensos, compactos e por vezes confusos do-

cumentos quinhentistas, conseguiu o seu autor, o Dr. Gildo Moura,

realizar verdadeira obra de dissecação e classificação de assuntos, não

raro rebarbativos, que passam a ter expressão moderna tornando-se

inteligíveis ao leitor menos avisado. São da mesma responsabilidade

as notas remissivas de pé de página que facilitam a coordenação dos

documentos insertos no volume.

Nem todos os obstáculos que se ofereceram no preparo deste

volume puderam ser satisfatoriamente ultrapassados. Foi grande a

manipulação bibliográfica, tanto à procura do texto completo como

do suficientemente fidedigno, tendo havido lacunas que somente puderam ser cobertas com recurso a biblioteca particular. A despeito

da longa procura, algumas peças só se encontraram em extratos e

vão assim reproduzidas.

Foi mantida com o máximo cuidado a ortografia das fontes

utilizadas, tendo sido para isso necessário aguardar a encomenda no

exterior de matrizes tipográficas adequadas. Embora os textos uti-

lizados sejam cópias de várias épocas, julgou-se temerário proceder

à modernização e uniformização ortográficas, esperando-se que o leitor tenha a necessária indulgência para acomodar-se à algaravia

resultante.

A reprodução na íntegra dos documentos encontrados, consti-

tue a regra, só quebrada em casos como o do extenso Regimento da Alfândega de Lisboa, de que se estamparam somente os capítulos

relativos ao desembaraço de mercadorias cujas disposições incidiam

ou podiam incidir sobre o açúcar.

Os textos de doação e confirmação régia de sesmarias, inclusive

em dois casos, com a constituição de capitanias hereditárias, visam

dar uma ideia variada da intervenção do poder real, em benefício

de altos apaniguados, afastando impedimentos, interrompendo por

tempo indeterminado a prescrição trienária das sesmarias sem apro-

veitamento e ferindo a competência da sua concessão outorgada aos governadores e donatários.

A efetiva colonização se operaria com o povoamento. Assim todos

os elementos humanos que contribuíram para a ocupação da terra,

"povoadores" propriamente chamados, cristãos-novos, homiziados, de-

gredados, escravos, comparecem neste volume através dos atos régios

que direta ou indiretamente concorreram para o seu ingresso no

Brasil, assim como, os indígenas, pasto de escravidão ou contra ela

protegidos, mediante aldeiamentos, por vezes previamente localiza-

dos junto aos engenhos e fazendas.

Os cristãos-nopos , emigrados ou fugitivos, tornaram-se em seu maior número, isolada ou cumulativamente, mercadores, arremata-

dores das rendas públicas, financiadores da indústria açucareira e

donos de engenhos, como Bento Dias de Santiago e João Nunes, para referir apenas os mais poderosos.

Os degredados, cuja presença tão repetida poderá causar maiores reservas, entram aqui, potencialmente, tanto como elementos nega-

tivos ou perturbadores, que a história não deve omitir, como cons-

trutivos que também os houve. Na recepção de Lisboa em 1581 a

el-rei D. Filipe, o Brasil foi simbolicamente representado por uma

figura feminina, tendo à mão uma cana de açúcar com uma inscrição em que diz: "fui já desterro para os culpados". O senhor de engenho

Brandônio fala dos degredados que deram em ser ricos e cujos

filhos despiram a pele velha. Um manuscrito de 1610, in Hakluyt,

chama João Pais, o mais rico senhor de engenho da época, "exiled

out of Portugall".

A leitura e a reprodução dalilográfica dos microfilmes ofereci-

dos pelo Padre Serafim Leite e dos obtidos por intermédio do

Dr. José António Gonçalves de Melo, neto, estão em marcha.

Possivelmente, o próximo volume, interrompendo a série legis-

lativa, será tomado por safras seiscentistas ó.o Engenho Sergipe do

Conde, que Antonil descreveu e nomeou como "quasi rei dos enge-

nhos do Brasil".

Com tal mudança ocasional, visa este Serviço satisfazer à maior

curiosidade dos que preferem matéria de natureza puramente eco- nómica. E apesar do aviso, espera surpreende-los com a riqueza da

contribuição que lhes está reservada.

Gil de Methodio Maranhão

Encarregado do Serviço Especial de Uocumeiílação Histórica

Rio, 28 de Fevereiro de 1954.

índice dos DOCUMEiVrOS

Carta de Doação de

10 de

Marco de

1534 da primeira Capitania do

Pág.

Brasil (Pernambuco)

7

Carta de Foral de 24 de Setembro de 1534 da Capitania de Pernambuco

19

Alvará de 31 de Maio de 1535 sobre degiedados

 

25

Lei de 14 de Junho de 1535 sobre cristãos-novos

27

Carta de Couto e Homizio de 1

de Março de

1536

da

C:apitania de

São Tomé

29

Alvará de 6 de Maio de 1536 sobre degredados

31

Alvará de 7 de Fevereiro de 1537 sobre cristãos-novos

33

Carta Régia de 18 de Junho de 1541 de privilégios para refinaria de açiirar

35

Carta Régia de 27 de Junho de 1541

de perdão a mcsirc^; de cngcnlios

37

Alvará de 2« de Julho de 1541 sobre degredados

39

I.ei de 15 de Julho de 1547 sobre cristãos-novos

41

Alvará de 7 de Agosto de 1517 sobre degredados

43

Regimento de 17 de Dc/cnibro de 1518 do Governador Cierai do Brasil

45

Regimento de 17 de Oe/eml)ro de 15iS do Pr()\cdor-m(>r da Fazenda do

Brasil

63

Regimento de 17 de De/eiubro de

Brasil

1548 dos Provedores da Fa/ciuia do

Alvará de 5 de Outubro de 1549 scMirc degredados

Carta Régia . de

o Brasil

II

de Seleml)ro de 1550 sobre novos povoadores para

73

95

í'7

>

Carta Régia de 16 de Outubro de 1550 sobre cobre

(moeda)

Alvará de 5 de Fevereiro de 1551 sobre degredados

Alvará de 20 de Julho de 1551 de isenção dos tributos sobre açúcar

Apostila de 9 de Maio de 1553 de privilégios para refinaria de açúcar

Alvará de 16 de Janeiro de 1554 ?ôbre degredados

Alvará

de 23

de Julho de 1554 de isenção dos

tributos

sobre açúcar

Pdg.

101

103

105

107

109

111

Carta Régia de 1 de Dezembro de 1554 sobre os arrendamentos serem

pagos em açúcar

115

Alvará de 6 de Dezembro de 1554 de doação em açúcar ao Conde da Castanheira

117

Alvará de 5 de Outubro de 1555 sobre construção de engenho de açúcar

pela Fazenda Real

121

Carta Régia de 5 de Outubro de pagos em açúcar

1555

sobre os arrendamentos serem

125

Carta Régia de 8 de Outubro de

1555

sobre os arrendamentos serem

pagos em açúcar

1 27

Carta Régia de 10 de Novembro de 1556 de foral de capitania instituída sobre sesmaria

129

Alvará de 4 de Janeiro de 1557 de doação em açúcar ao Conde da Casta- nheira

135

Alvará de 5 de Março de 1557 limitando a jurisdição dos capitães do Brasil

139

Provisão de 15 de Dezembro de 1557 sobre navegação

Alvará de 29 de

Março de

1559 de isenção

dos tributos sobre açúcar

Alvará de 29 de Março de 1559 sobre resgate e importação de escravos pelos senhores de engenho

141

143

147

Alvará de 29 de Março de 1559 sobre degredados

151

Alvará de 3 de Agosto de 1559 sobre gentios

153

Alvará de 16 de Março de 1560 de isenção dos tributos sobre açúcar

157

Alvará de 12 de Março de 1562 de confirmação de sesmaria

161

Alvará de 19 de Outubro de 1562 sobre águas e levadas para canaviais e

engenhos

165

Alvará de 18 de Agosto de 1563 sobre aguais e levadas para canaviais e

engenhos

167

Pág.

Alvará de 10 de Dezembro de 1563 sobre exportação de gado da Bahia

para outras capitanias

Carta Régia de 20 de Maio de 1564 de confirmação de sesmaria

Carta Régia de 7 de Novembro de 1564 de doação à Companhia de Jeyis de uma redízima de todas as rendas do Brasil

Carta Régia de 29 de Novembro de 1564 de doação à Companhia de Jesus de uma redízima de todas as rendas do Brasil

Provisão de 6 de Março de 1565 sobre navegação

Carta Régia de 10 de Novembro de 1565 die confirmação de sesmaria

] 69

171

173

175

181

183

Carta Régia de 20 de Novembro de 1565 de transformação de sesmaria em

capitania

Alvará de 30 de Junho de 1567 sobre cristãos-novos

Alvará de 1 de Outubro de 1567 sobre navegação

Carta Régia de 11 de Novembro de 1567 de confirmação de sesmaria

Carta Régia de 3 de Março de 1568 sobre cobre

(moeda)

Provisão de 15 de Março de 1568 sobre cristãos-novos

Alvará de 11 de Fevereiro de 1569 sobre cristãos-novos

185

197

199

213

215

217

219

Lei de 16 de Janeiro de 1570 proibindo empréstimos de dinheiro a juros

(onzenasj

Lei de 20 de Março de 1570 sobre a liberdade dos gentios

Carta Régia de 27 de Marco de 1570 de confirmação de sesmaria

221

225

227

Provisão de 27 de Outubro de 1571 sóbrc doação de sesmarias aos mora-

dores do Rio de Janeiro

Lei de 3 de Novemljro de 1571 sobre navegação

229

231

Alvará de 2 de Janeiro de 1573 ao Governador Geral do Brasil para. doar

sesmaria

219

Carta Régia de 23 de Janeiro de 1573 de (U)ação de sesmaria ao Gover-

nador Geral do Brasil

251

.Mvniá de 27 de Fevereiro de doar uma sesmaria

1573 ao Cíovernador (icral do Brasil para

253

Alvará de 11 'de Marco de 1573 sòUn- a arrecadação dos (lihiilos d., ac.úciír

255

Provisão de 2 de Junho de 1573 sõlnc ci islãos-no\<)s

.

257

g

Pdg.

Alvará clc 11 de Agosto de 1573 sobre isenção e arrecadação dos tributos

do açúcar

259

Provisão de 14 de Dezembro de 1574 sobre isenção e arrecadação dos tri-

butos do açúcar

Alvará de 4 de Janeiro de 1576 de doação em açúcar à Companhia de Jesus

Alvará de 6 de Janeiro de 1576 de doação em açúcar à Companhia de Jesus

Carta Régia de 27 de Fevereiro de 1576 de confirmação de sesmaria

Alvará de 21 de Maio de 1577 sobre cristãos-novos

Lei de 5 de Junho de 1577 sobre cristãos-novos

Alvará de 10 de Setembro de 1577 sobre homiziados

Regimento de 17 de Setembro de 1577 sobre a anecadação dos tributos do açúcar e demais frutos da

terra

Alvará de 8 de Outubro de 1577 sobre escravos

261

267

269

271

273

275

277

279

295

Carta Regia de 24 de Abril de 1579 de doação em açúcar à ComiDanhia

de Jesus

297

Alvará de 28 de Setembro de 1579 de doarão em açúcar à Comi>anhia.

de Jesus

Lei de 19 de Dezemliro de 1579 sobre cristãos-novos

Lei de 18 de Janeiro de 1580 sobre cristãos-novos

:

Provisão de

18 de Dezembro de 1582 sobre a arrecadação dos tributos

do açúcar

Alvará de 25 de faneiro de 1583 sobre a arrecadação dos tributos do açúcar

Lei de 12 de Agosto de 1583 sobre cristãos-novos

Lei de 26 de Janeiro de 1587 sobre cristãos-novos

305

309

311

3 j

315

317

319

Alvará de 21 de Agosto de 1587 sobre a localização dos gentios junto aos

engenhos e fazendas

Alvará de 21 de Agosto de 1587 sobre gentios

Alvará de 31

de Agosto de 1587 sobre cristãos-novos

Regimento de 15 de Outubro de 1587 da Alfândega de Lisboa (Capítulos)

Regimento de 8 de Março de 1588 do Governador Geral do Brasil

Alvará de 8 de Dezembro de 1590 sobre doação de sesmarias a todos os novos povoadores com família

;

32i

323

325

327

355

377

 

Pág.

Alvará de 3 de Abril de 1591 sobre a arrecadação doj tributos do açiicar e outros produtos

383

Regimento de '2p de Novembro de 1591 criando o Conselho da Fazenda

387

Alvará de 10 de Abril de 1592 sobre a cobrança e aplicação de 1% das rendas do Brasil em obras pias

389

Alvará de 30 de Julho de 1592 instituindo a Casa e o Direito do Consulado

em benefício da navegação

395

Lei de 26 de Julho de 1596 sobre a liberdade dos gentios

403

CARTA DE DOAÇÃO DE 10 DE MARÇO DE 1534 DA PRIMEIRA

CAPITANIA DO BRASIL (PERNAMBUCO)

Carta de doação da capitania de Pernambuco a Duarte Coelho

Dom Joham etc. A quamtos esta mjnha carta virem ffaço saber

que comsyramdo eu quanto serviço de Deus e meu proveyto e bem

de meus Reynos e senhorios e dos naturais e súditos delles he ser a minha costa e terra do brasill mays povoada do q ate agora foy asy pêra se nella aver de selebrar o culto e oficios deuynos e se

emxalçar a nosa samta fee catolyqua com trazer e provocar a ella

os naturaes da dita

terra jmfiés e ydolatras como pollo muyto

proueyto que se seguyra a meus Reynos e senhoryos e asy naturaes e súditos deles de se a dita terra povoar e aproveytar por bem de

a mamdar repartyr e ordenar em capitanias de certas em certas

legoas pêra delias prover aquelas pesoas que me bem parecesem

pollo qual esguardando eu aos muytos serviços que Duarte Coelho

fidalguo de mynha casa a elRey meu sõr e padre que samta giorya

ajaa e a mym tem feytos asy nestes Reynos como nas partes da

índia onde serujo muito tempo c em muytas cousas de meu scruiço

nas quaes sempre deu de sy muy boa comta avendo como hc rczão

de lhe fazer asy por os seruiços que ate quy tem fei^tos como por

os que espero que me ao diante fará por todos estes respeytos e

por algús outros que me a ysto movem e por folgar de lhe fazer

merçe de meu propio moto e certa cyemçia poder rcall c ausoluto

sem mo elle pedir nem outrem por clle ey por bem c me apraz

de lhe fazer como de feito per esta presente carta faço mercê inrc-

vogavel doaçam amtre vyvos valcdoyra deste dia pêra lodo sempre de juro e derdade ()era clle e todos seus filhos netos c cnleiros

8 DOCUMENTOS PARA A HISTORIA DO AÇÚCAR

sobecesores que após elle vierem asy decemdemtes como trasvesaes

e coleteraes segundo adiamte hyra declarado de sesenta legoas de

teira na dita costa do brasyl as quaes se começara no ryo de sam

Francisco que he do cabo de samto agostinho pêra ho sull e aca-

barão no ryo que cerqua em redomdo toda a ylha de Tamaracaa

ao qual rio ora novamente ponho rio de Samta Cruz e mando que

asy se nome e se chame daquy em diamte e isto com tall