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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA TERMODINÂMICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA TERMODINÂMICA EXPERIMENTAL II

DE ENGENHARIA QUÍMICA TERMODINÂMICA EXPERIMENTAL II SISTEMAS TERNÁRIOS ESTUDO DO EQUILÍBRIO SÓLIDO-LÍQUIDO

SISTEMAS TERNÁRIOS ESTUDO DO EQUILÍBRIO SÓLIDO-LÍQUIDO

DANIELLE DANTAS FERNANDES DEYVISSON MATIAS DAMASCENO FABÍOLA BEZERRA DUTRA VANESSA CRISTINA QUEIROZ FONSÊCA

NATAL/RN

2013

SUMÁRIO

1. Introdução

03

2. Objetivo

03

3. Fundamentação Teórica

03

4. Aparelhagem utilizada

04

5. Procedimento Experimental

04

6. Dados e Análises

05

7. Considerações Finais

08

8. Referências

08

1.

INTRODUÇÃO

O equilíbrio acontece quando as fases presentes em algum sistema apresentam potenciais químicos iguais, já que a variação da energia livre de Gibbs deve ser igual a zero. A regra das fases de Gibbs foi derivada de princípios termodinâmicos por Josiah Willard Gibbs em 1870. Ela fornece o número de propriedades intensivas (temperatura, pressão, concentração de todos os componentes em cada fase), também conhecido como graus de liberdade, F, que podem ser livremente variadas sem perturbar o estado de equilíbrio com um número fixo de componentes, C, e um número, também fixo de fases coexistentes, P. A regra é expressa pela equação:

F = C P + 2 Essa forma da regra de fases é válida somente para sistemas simples, sem reação química. O número de graus de liberdade de um sistema de três componentes é dado pela expressão, 3 - P + 2 = F, onde

P

é o número de fases, F o número de graus de liberdade e três o número de componentes do sistema. Logo,

F

= 5 P.

Se este sistema possuir uma fase, têm-se 4 variáveis independentes que caracterizam o sistema: temperatura, pressão e composição molar de dois componentes. A representação gráfica deste sistema somente se daria em um espaço de quatro dimensões. Fixando-se a temperatura e a pressão, F passa a ser igual a 2 e a representação gráfica do sistema pode ser feita no espaço bidimensional, sob a forma triangular, onde cada vértice corresponde a um dos componentes puro.

2. OBJETIVO

Determinar o diagrama de fases de uma mistura NaCl - KCl - H 2 O a 25ºC, utilizando a técnica da termometria quasi-isotérmica.

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Com base no conceito de solubilidade, existe a quantidade máxima que uma substância pode dissolver-se em um líquido. Um exemplo é a adição de sal a um copo de água ilustra bem o fato, com o tempo a solução atingirá uma concentração limite tal que será impossível a dissolução de mais uma quantidade do sal, esta concentração é chamada de solubilidade, logo a solução é dita saturada. Qualquer porção de sal adicionado será depositada, ou seja, o aparecimento de outra fase, o sistema passa a ser heterogêneo.

Seja a mistura heterogênea e salina um sistema, a princípio diz-se que o sistema está em estado estacionário. Para que existam n fases juntas se fazem necessárias que as propriedades termodinâmicas das fases sejam semelhantes e se, e somente se o sistema é submetido a variações nas condições atuais e o mesmo estado (solubilidade) é mantido, neste caso identifica-se o equilíbrio sólido- líquido. O método utilizado foi a termometria quasi-isotérmica, a qual evidencia os efeitos térmicos que ocorrem em um sistema mediante o surgimento ou desaparecimento de uma fase. Neste método, a composição global da mistura varia com a adição contínua de outro componente (solvente). Seu único propósito é acompanhar a variação de uma propriedade física durante a operação.

4.

APARELHAGEM UTILIZADA

O material necessário para que o experimento pudesse ser realizado constituiu em:

microcomputador, interface AD/DA, sensor de temperatura PT100, agitador magnético, reator de mistura, bureta automática Dosimat 725, banho termostático, controle de fluxo de adição de solvente e mangueiras

alimentadoras. A representação do sistema encontra-se abaixo:

A representação do sistema encontra-se abaixo: 5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL O experimento consistiu na

5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

O experimento consistiu na preparação de 2 misturas (2 e 3), e análise e determinação do diagrama de fases de 6 misturas (1 resgatada da disciplina Termodinâmica Experimental I; 4, 5 e 6 com dados disponibilizados pelo professor) com diferentes concentrações de sais e água, totalizando sempre uma massa de aproximadamente 8,0g. A temperatura do sistema foi de 25°C. Segue tabela com detalhes para cada mistura:

 

NaCl

KCl

H

2 O

Vazão (ml de água/min)

Mistura 1

NaCl (%):0

KCl (%):35

H 2 O (%): 65 Massa: 5,19g

0,5

Massa: 0,0

Massa: 2,82g

 

NaCl(%):10

KCl (%):25

H 2 O(%): 65 Massa: 5,24g

0,5

Mistura 2

Massa: 0,82g

Massa: 2,0g

Mistura 3

NaCl (%):15

KCl (%):20

H 2 O(%): 65 Massa: 5,22g

1

Massa: 1,24g

Massa: 1,62g

Mistura 4

NaCl (%):25

KCl (%):10

H 2 O(%): 65 Massa: 5,22g

1

Massa: 2,01g

Massa: 0,79g

Mistura 5

NaCl (%):30

KCl (%):5

H 2 O(%): 65 Massa: 5,27g

3

Massa: 2,40g

Massa: 0,41g

Mistura 6

NaCl (%):35

KCl (%):0

H 2 O(%): 65 Massa: 5,22g

3

Massa: 2,80g

Massa: 0,0

Na aparelhagem, foram inseridos 5mL de água na camisa do reator, o que facilitava as trocas

térmicas entre banho-mistura. A mistura, dentro de uma vidraria própria, recebeu um agitador magnético e

foi posta no reator. Com os equipamentos já prontos, colocou-se um termômetro em contato com a mistura, que estava sob banho termostático à temperatura ambiente. Analisou-se essa temperatura por cerca de dois minutos e, estando constante neste tempo, foram iniciadas as medidas de tempo e temperatura.

6. DADOS E ANÁLISES

A partir dos dados obtidos pelo experimento descrito acima, obteve-se a curva temperatura(°C) x tempo(s) para todas as misturas. Igualando-se as equações para y abaixo representadas, podemos chegar a um valor de x, que será a representação do tempo no ponto de solubilidade. Os gráficos e cálculos de seus respectivos tempos encontram-se a seguir.

 Mistura 1 25,4 25,2 25 24,8 y = -0,005x + 24,828 24,6 y =
 Mistura 1
25,4
25,2
25
24,8
y = -0,005x + 24,828
24,6
y = 0,0051x + 22,89
24,4
24,2
24
23,8
23,6
23,4
0
100
200
300
400
500
24,4 24,2 24 23,8 23,6 23,4 0 100 200 300 400 500 -0,005x + 24,828 =

-0,005x + 24,828 = 0,0051x + 22,89 x ≅ 192s = 3,2min (= T)

Temos a massa adicionada de água como uma incógnita, que poderá ser descoberta através das seguintes equações:

V HO = Q . T

A

vazão (Q) é dada por 0,5ml/min. Então:

V

= 0,5 . 3,2 = 1,6mL

ρ = m adicionada /V

m = ρ . V = 1 . 1,6 m = 1,6g

O mesmo procedimento é adotado para as outras misturas.

Mistura 2

Mistura 2

25 y = -0,0025x + 24,856 24,8 24,6 24,4 y = 0,0021x + 23,869 24,2
25
y =
-0,0025x + 24,856
24,8
24,6
24,4
y = 0,0021x + 23,869
24,2
24
Temperatura (°C)

0

100

200

300

Tempo (s)

400

500

600

-0,0025x + 24,856 = 0,0021x + 23,869 x ≅ 214s = 3,6min

V HO = Q . T

V = 0,5 . 3,6 = 1,8mL

m adicionada = 1,8g

Mistura 3

Mistura 3

25,2 25 y = -0,0023x + 24,84 24,8 24,6 y = 0,0026x + 23,687 24,4
25,2
25
y = -0,0023x + 24,84
24,8
24,6
y = 0,0026x + 23,687
24,4
24,2
24
Temperatura (°C)

0 100

200

300

Tempo (s)

400

500

600

Mistura 4

Mistura 4

26,4 26,2 y = -0,0033x + 26,713 26 25,8 25,6 25,4 y = 0,0057x +
26,4
26,2
y = -0,0033x + 26,713
26
25,8
25,6
25,4
y = 0,0057x + 25,132
25,2
25
Temperatura (°C)

0 100

200

300

Tempo (s)

400

500

600

Mistura 5

Mistura 5

26,2 26 y = -0,0013x + 25,949 25,8 25,6 25,4 25,2 y = 0,0085x +
26,2
26
y = -0,0013x +
25,949
25,8
25,6
25,4
25,2
y = 0,0085x
+ 25,238
25
Temperatura (°C)

0

100

200

Tempo (s)

300

400

-0,0023x + 24,84 = 0,0026x + 23,687

x ≅ 235s = 3,9min

V HO = Q . T

V

= 1 . 3,9 = 3,9mL

m

adicionada = 3,9g

-0,0033x + 26,713 = 0,0057x + 25,132

x ≅ 176s = 2,9min

V HO = Q . T

V

= 1 . 2,9 = 2,9mL

m

adicionada = 2,9g

-0,0013x + 25,949 = 0,0085x + 25,238

x ≅ 73s = 1,2min

V HO = Q . T

V

= 3 . 1,2 = 3,6mL

m

adicionada = 3,6g

Mistura 6

Mistura 6

26 y = -0,0014x + 25,876 25,8 25,6 25,4 25,2 y = 0,0066x + 25,223
26
y = -0,0014x + 25,876
25,8
25,6
25,4
25,2
y = 0,0066x + 25,223
25
24,8
Temperatura (°C)

0

50

100

150

Tempo (s)

200

250

300

-0,0014x + 25,876 = 0,0066x + 25,223 x ≅ 82s = 1,4min

V HO = Q . T

V

= 3 . 1,4 = 4,2mL

m

adicionada = 4,2g

A interseção entre as linhas de tendência exibidas nos gráficos acima determina ponto de solubilidade, estando a primeira linha representando a dissolução do(s) sal(is) e a segunda representando a diluição do(s) mesmo(s). Para plotar o gráfico ternário referente ao experimento, é necessário se calcular as frações mássicas de cada componente da mistura. Isso se dá através da equação abaixo:

x:

fração mássica;

m

i : massa de um componente i;

m

total : massa total do sistema = massa total inicial + massa de água adicionada.

Sabendo disso, obteve-se o seguinte resultado:

Mistura

x

NaCl

x

KCl

 

1

0

0,2934

0,7066

2

0,0831

0,2028

0,7141

3

0,1035

0,1352

0,7613

4

0,1840

0,0723

0,7437

5

0,2054

0,0351

0,7595

6

0,2291

0

0,7709

NaCl H2O 0,00 1,00 0,25 0,75 0,50 0,50 0,75 0,25 1,00 0,00 0,00 0,25 0,50
NaCl
H2O
0,00
1,00
0,25
0,75
0,50
0,50
0,75
0,25
1,00
0,00
0,00
0,25
0,50
0,75
1,00
H2O

KCl

7.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este processo é de extrema importância na engenharia química, pois além de deduzir a solubilidade do sal, também é possível saber em quais condições de concentrações se obterá certas fases isoladas. Com isso, este referido diagrama pode ser utilizado para separação de fases em alguns processos, como, por exemplo, cristalização, concentração de soluções etc. Comprova-se a importância do diagrama ternário, pois se pode prever a separação de fase em uma dada concentração a ser utilizada no processo.

8. REFERÊNCIAS