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Pagamento:

Pagamento é o cumprimento ou adimplemento da obrigação, que extingue a mesma (lato sensu). Esta noção é
empregada em sentido técnico-jurídico, podendo o pagamento ser tanto efetuado em dinheiro, como na prestação de
um serviço, Ele representa a realização voluntária da prestação pelo devedor ou por terceiro, seja interessado ou não
(art. 304). Neste sentido, o pagamento é o modo de cumprir as obrigações de dar, ou mais particularmente, de dar
somas em dinheiro, segundo a satisfação do prometido ou devido em qualquer variedade de obrigação. Num conceito
mais completo, pagamento é o ato jurídico formal, unilateral, que corresponde à execução voluntária e exata por parte
do devedor da prestação devida ao credor, pois este não pode ser obrigado a receber prestação diferente, ainda que
mais valiosa (art. 313); o credor pode aceitar receber prestação diferente, mas não pode ser forçado a aceitar (356) no
tempo, modo e lugar previstos no título constitutivo, o pagamento é formal, pois a prova do pagamento é o recibo ou
quitação, e deve atender as formalidades do art. 320, e unilateral: pois é de iniciativa do devedor, que é o sujeito
passivo da obrigação sendo os elementos do pagamento: o vínculo obrigacional, sujeito ativo do pagamento (solvens),
sujeito passivo do pagamento (accipiens). O pagamento é norteado pelos princípios. O primeiro é o princípio da boa-fé,
que implica em que as partes ajam de forma correta. O devedor não se obriga somente ao estipulado no contrato, mas
em tudo aquilo mais conseqüente aos seus atos. O segundo princípio da função social do contrato pelo qual o contrato
deve ser necessariamente visualizado e interpretado de acordo com o contexto da sociedade. O terceiro princípio é o
da pontualidade, estabelecendo que a prestação deve ser cumprida em tempo,modo e lugar de forma completa, das
diversas formas que existem para se efetuar o pagamento. Dar, fazer, não - fazer, cada uma representa uma prestação
diferente. É consenso, porém, que o pagamento é um ato jurídico em sentido amplo, podendo variar entre ato jurídico
(strictu sensu), quem paga? Para quem? O que paga?Quando paga? Onde paga? Sendo negócio jurídico bilateral ou
unilateral. Pode haver pagamento de forma direta, como na prestação do contrato, como de forma indireta, pagamento
por consignação, sub-rogação, dação em pagamento etc. Quando não há pagamento, mas a obrigação se extingue
efetuada por meios anormais. Ex: impossibilidade de execução sem culpa do devedor, a obrigação é cumprida quando
é realizada espontaneamente pelo devedor ou voluntariamente quando interpelado. Dessa forma, não há cumprimento
quando a realização é feita por meios coercitivos.
Requisitos essenciais de validade do pagamento:
a) Existência de vínculo obrigacional.
b) Cumprimento da prestação ou satisfação integral da obrigação
c) Pessoa que recebe o pagamento (accipiens).
d) Pessoa que efetua o pagamento (solvens).
e) Intenção de solvê-lo (animus solvendi) execução voluntária

Quem deve pagar:


Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se o credor se opuser dos meios conducentes à
exoneração do devedor (art. 304, caput). Por interesse, entende-se o jurídico. O principal interessado é o devedor.
Porém, aqueles que se interessam pelo cumprimento da obrigação, como os fiadores, avalistas, adquirentes de imóvel
hipotecado, podem pagar a dívida. Fazendo isto, sub-rogam-se como credores (art. 346, III). Têm, então, o direito de
cobrar a dívida do devedor, com todos os privilégios e garantias do negócio (art. 349). Quando a obrigação é contraída
(intuitu personae), ou seja, só o foi graças às características do devedor, só o mesmo pode cumpri-la (art. 247). Igual
direito cabe ao terceiro não interessado, se o fizer em nome e à conta do devedor, salvo oposição deste (art. 304,
parágrafo único). Terceiro não interessado judicialmente pode também realizar o pagamento em nome e à conta do
devedor. Este terceiro pode até consignar (art. 334 e seguintes) o credor que não aceita o pagamento, desde que aja
em nome e à conta do devedor, nunca em nome próprio. Exemplo: terceiro possui interesse moral na resolução da
obrigação, como um pai que paga a conta do filho. Caso o devedor se oponha ao pagamento do terceiro, pode o credor
alegar motivo justo para não aceitar o pagamento. Contudo, esta oposição do devedor não configura proibição,
estando o credor livre para aceitar o pagamento. Se o devedor não quiser que o terceiro pague sua dívida, só há uma
maneira de impedi-lo: efetuar o pagamento antes dele. "O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio
nome, tem direito a reembolsar-se do que pagar; mas não se sub-roga nos direitos do credor" (art. 305, caput). "O
pagamento feito por terceiro, com desconhecimento ou oposição do devedor, não obriga a reembolsar aquele que
pagou, se o devedor tinha meios para ilidir a ação" (art. 306). Ilidir a ação é provar que não se devia ela, como quando
o devedor alega compensação, decadência etc. Contudo, se o devedor ilidir apenas parcialmente a ação do credor,
não precisará reembolsar o montante que lhe aproveita, sendo obrigado pelo resto
Quando o conteúdo do cumprimento não é um negócio jurídico, ou não envolve ato de disposição, pode ser cumprido
por incapaz. Não há nada que obste, por exemplo, que o incapaz faça a entrega de um imóvel seu negociado por seu
tutor. Pagamento efetuado mediante transmissão da propriedade:
"Só terá eficácia o pagamento que importar transmissão da propriedade, quando feito por quem possa alienar o objeto
em que ele consistiu" (art. 307, caput). Quando é feita a dação em pagamento, a mesma só pode ser realizada por
aquele que possa alienar o objeto, ou seja, aquele que é titular do direito real. Não basta ter capacidade genérica,
deve-se ter a específica. "Se se der em pagamento coisa fungível, não se poderá mais reclamar do credor que, de boa-
fé, a recebeu e consumiu, ainda que o solvente não tivesse o direito de aliená-la" (art. 307, parágrafo único). Nesse
caso, caberá ao verdadeiro proprietário da coisa fungível somente voltar-se contra o devedor.

A quem se deve pagar:

"O pagamento deve ser feito ao credor ou qualquer um que o represente, caso contrário só valerá a partir da ratificação
deste" (art. 308). O credor não é somente o originário. Pode ser o herdeiro, o legatário, o cessionário, ou seja, aquele
que possui a titularidade do direito de crédito no momento da cobrança.
Existem 3 tipos de representantes do credor:
a) Legal: é o que decorre da lei, como os pais, tutores e curadores.
b) Judicial: é o nomeado pelo juiz, como o inventariante, síndico da falência, administrador da empresa penhorada,
etc.
c) Convencional: é o estipulado pelo credor. O representante convencional é a figura do adjectus solutionis causa,
com o objetivo de facilitar a execução do pagamento às partes, podendo ser revogado pelo credor. Quando, porém as
cláusulas do contrato são em favor do próprio adjectus, o negócio é uma estipulação em favor de terceiro, sendo
irrevogável pelo credor e não se extinguindo com a morte do mesmo, como no seguro de vida.
Quando a representação é legal ou judicial, o pagamento só pode ser destinado a esta pessoa. Caso seja
convencional, o pagamento pode ser dado tanto ao representante quanto ao credor original.
"Considera-se autorizado a receber o pagamento o portador da quitação, salvo se as circunstâncias contrariarem a
presunção daí resultante" (art. 311). Essa presunção é relativa, podendo ser totalmente desfeita se, no caso, houver
vários indícios que o portador da quitação é um ladrão, ou outra coisa. Nesse caso, há um mal pagamento, pois o
devedor não teve a prudente cautela.
Validade do pagamento efetuado a terceiro que não o credor:
Se o solvens pagar alguém que não o credor, este ainda terá o direito de exigir o pagamento, pois quem paga mal,
paga em dobro. O pagamento a terceiro será válido, no entanto, se for ratificado pelo credor. Essa ratificação retroage
até o dia do pagamento a terceiro para produzir todos os efeitos do mandato. O credor ratifica o pagamento quando
obtiver proveito direto (o terceiro lhe dá a quantia) ou indireto (o terceiro utiliza o dinheiro a favor do credor) deste ato.
Pode o credor, contudo, optar por não ratificar se esse proveito lhe tolher a liberdade de decisão sobre o pagamento da
dívida.
Pagamento efetuado ao credor putativo:
"O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo é valido, ainda provado depois que não era credor" (art. 309).
Exemplo de credor putativo é o único sobrinho de um falecido rico que se presume ser o herdeiro, mas que na verdade
não o é. Outro exemplo é o do locador aparente, que se intitula como sendo o proprietário do imóvel. Nesses casos, o
que resta ao credor é se voltar contra o accipiens, ou seja, o credor putativo, pois o devedor exonera-se da obrigação.
Além da boa-fé do devedor, é requerido a escusabilidade do erro, pois não se justifica proteger aquele que agiu com
negligência.
Pagamento ao credor incapaz:
"Não vale o pagamento cientemente feito ao credor incapaz de quitar, se o devedor não provar que em benefício dele
efetivamente reverteu" (art. 310) O pagamento será válido, contudo, se o devedor desconhecer da incapacidade do
credor por erro escusável ou por dolo daquele (ocultar a idade, por exemplo). Revertido é o pagamento que chega ao
poder do representante do credor, ou aquele que gera enriquecimento patrimonial daquele. Qualquer ato que aumente
o patrimônio do incapaz, como a compra de imóvel, etc.; é proveitoso.

Pagamento efetuado ao credor cujo crédito foi penhorado:

"Se o devedor pagar ao credor, apesar de intimado da penhora feita sobre o crédito, ou da impugnação a ele oposta
por terceiros, o pagamento não valerá contra estes, que poderão constranger o devedor a pagar de novo, ficando-lhe
ressalvado o regresso contra o credor" (art. 312) Quando o título é penhorado ou impugnado, o devedor é notificado e
instruído a depositar em juízo. Sendo assim, o pagamento feito ao credor demonstra o não seguimento com o que foi
estabelecido, o que implica, logo, na sua invalidação. Para que não haja enriquecimento ilícito do credor, o mesmo
deve devolver ao devedor o valor pago.

Do objeto do pagamento:

O pagamento só existirá se houver um débito. Pagamento sem débito gera obrigação de restituir o que foi
indevidamente pago. "O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais
valiosa" (art. 313). O objeto do pagamento deve ser estipulado na prestação. O devedor não se exonera da obrigação
prestando algo diverso. A substituição da prestação só pode ser feita com a anuência do credor.

Se a obrigação é complexa, só será extinta com o cumprimento na íntegra do débito. "Ainda que a obrigação tenha por
objeto prestação divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se assim não
se ajustou" (art. 314). A prestação deve ser cumprida por inteiro, não sendo o devedor forçado a pagá-la em partes,
nem o credor a assim aceitá-la, se nada foi estipulado no contrato. "Presumem-se a cargo do devedor as despesas
com o pagamento e a quitação; se ocorrer aumento por fato do credor, suportará este a despesa acrescida" (art. 325).
"As dívidas em dinheiro deverão ser pagas no vencimento, em moeda corrente e pelo valor nominal, salvo o disposto
nos artigos subseqüentes" (art. 315). A dívida de dinheiro é aquela que tem por objeto o próprio dinheiro, como quando
se faz um empréstimo. Diferentemente, dívida de valor é aquela em que o dinheiro não é o objeto, mas ele representa
o valor monetário deste. É o caso da indenização.
"São nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, bem como para compensar a diferença
entre o valor desta e o da moeda nacional excetuada os casos previstos na legislação especial" (art. 318). O Brasil
adotou o curso forçado da moeda para o pagamento em dinheiro, ou seja, só se pode pagar com a moeda interna.
No art. 318 e estabelecem as exceções em que se pode usar a moeda estrangeira, quais sejam:
a) Contratos em que o devedor ou o credor seja domiciliado e residente no exterior;
b) Contrato de compra e venda de câmbio;
c) Contrato de importação e exportação.

"Se o pagamento se houver de fazer por medida, ou peso, entender-se-á, no silêncio das partes, que aceitaram os do
lugar da execução" (art. 326).
Prova do pagamento:
O pagamento exonera o devedor e lhe atribui o direito de exigir a quitação da dívida pelo credor. Quitação é a
declaração unilateral escrita pelo credor declarando que a prestação foi efetuada. É o vulgo recibo. "O devedor que
paga tem direito a quitação regular, e pode reter o pagamento, enquanto não lhe seja dada" (art. 319).
"A quitação, que sempre poderá ser dada por instrumento particular, designará o valor e a espécie da dívida quitada, o
nome do devedor, ou quem por este pagou, o tempo e o lugar do pagamento” (art. 320, caput).
"Ainda que sem os requisitos estabelecidos neste artigo valerá a quitação, se de seus termos ou das circunstâncias
resultar haver sido paga a dívida" (art. 320, parágrafo único). Retira-se desse parágrafo único, de forma indireta, o
princípio da relativização do recibo. O devedor não se exonera de uma obrigação só porque o credor lhe aferiu um
recibo. Caso este contenha valor menor do que a da prestação, o devedor só fica livre desta parte, respondendo ainda
pelo restante.
Presunções do pagamento: Há 3 casos especiais em que a extinção da dívida dá-se por presunção, dispensando-se
a quitação:
a) "A entrega do título ao devedor firma a presunção do pagamento" (art. 324, caput). Porém, "ficará sem efeito a
quitação assim operada se o credor provar, em sessenta dias, a falta do pagamento" (ar. 324, parágrafo único). Esse
tipo de presunção é relativa, pois pode o credor provar, no prazo legal, que o título foi furtado, ou qualquer outro
motivo, invalidando assim o suposto pagamento.
b) "Nos débitos, cuja quitação consista na devolução do título, perdido este, poderá o devedor exigir, retendo o
pagamento, declaração do credor que inutilize o título desaparecido" (art. 321) Essa solução é pouco usual, pois não é
oponível ao terceiro de boa-fé que detenha o título. Sendo assim, a saída mais utilizada é a entrada das partes com
uma ação de anulação e substituição de títulos ao portador, tornando ineficaz o título perdido.
"Quando o pagamento for em quotas periódicas, a quitação da última estabelece, até prova em contrário, a presunção
de estarem solvidas as anteriores" (art. 322). Isto porque o natural é que se o credor aceitou o último pagamento é
porque tenha recebido os anteriores.
Essa presunção é relativa, contudo. Há casos como, por exemplo, o do condômino que paga as despesas do último
mês do condomínio, mas entra em ação para discutir outras contas anteriores. Outro exemplo é o caso das contas de
fornecimento de energia elétrica, nas quais consta expressamente que a quitação da última não faz presumir a
quitação de contas anteriores.
c) "Sendo a quitação do capital sem reserva de juros, estes presumem-se pagos" (art. 323) A quitação do capital
presume a dos juros. Como os juros são obrigação acessória, presume-se que esta foi paga quando a principal foi.

Lugar do pagamento:

"Efetuar-se-á o pagamento no domicílio do devedor, salvo se as partes convencionarem diversamente, ou se o


contrário resultar da lei, da natureza da obrigação ou das circunstâncias" (art. 327, caput). Quando o pagamento segue
a regra e é feito no domicílio do devedor, diz-se que a dívida é quesível. Caso seja no domicílio do credor, ela é
portável.
"Designados dois ou mais lugares, cabe ao credor escolher entre eles" (art. 327, parágrafo único). Esta situação é
usual nos contratos de locação, nos quais se estabelece o domicílio das duas partes como local do pagamento. É a
reiteração do pagamento num dos lugares que acaba definindo qual das opções é a escolhida.
"Se o pagamento constituir na tradição de um imóvel, ou em prestações relativas a imóvel, far-se-á no lugar onde
situado o bem" (art. 328). Prestação relativa ao imóvel é a execução de um serviço, como uma reparação, ou uma
construção no imóvel. Por motivos óbvios, estes só podem ser feitos no local o qual se situa o imóvel.
"Ocorrendo motivo grave para que se não efetue o pagamento no lugar determinado, poderá o devedor fazê-lo em
outro, sem prejuízo para o credor" (art. 329). Como o CC não definiu precisamente o que seria esse “motivo grave", a
identificação do mesmo cabe ao juiz.
Tempo do pagamento:

O tempo do pagamento é observado em relação ao estabelecimento a ser debitado. Ou seja, o devedor não tem todas
as horas do dia para pagar. Uma dívida com o banco, por exemplo, não pode ser paga a qualquer hora do dia, mas sim
somente aquelas nas quais o estabelecimento encontra-se em funcionamento. A interpretação do art. 397 permite
inferir que as obrigações puras com estipulação de data para pagamento devem ser solvidas na ocasião. Caso não
sejam, o devedor é constituído em mora.

O art. 333 estabelece os 3 casos em que há antecipação do vencimento. Nos 3 casos o que há é uma ameaça ao
credor de não receber seu crédito, daí a necessidade de antecipá-lo para cobrá-lo:
a) Inciso I: "No caso de falência do devedor, ou de concurso de credores". Há a antecipação para que o credor possa
se juntar aos outros.
b) Inciso II: "Se os bens, hipotecados ou empenhados, forem penhorados em execução por outro credor". A garantia
real corre o risco de não encontrar mais o objeto.
c) Inciso III: "Se cessarem, ou se se tornarem insuficientes, as garantias do débito, fidejussórias, ou reais, e o devedor,
intimado, se negar a reforçá-las". Há ameaça à possibilidade de se receber o crédito pela diminuição das garantias que
ele possuía.

Nos contratos, geralmente o prazo é estipulado em favor do devedor (art. 133). Sempre que assim for, poderá o
mesmo abrir mão desse direito, antecipando o pagamento, para que assim possa evitar algum juro, por exemplo. Se o
prazo for a favor do credor, pode este não aceitar o pagamento antecipado, pelos mesmos motivos (que para ele
interessa). Contudo, se o contrato for regido pelo CDC, não lhe cabe tal direito (art. 52, § 2°, do CDC). Deverá aceitar o
pagamento com a redução proporcional dos juros,

"Salvo disposição legal em contrário, não tendo sido ajustada época para o pagamento, pode o credor exigi-lo
imediatamente" (art. 331). O bom senso, nesses casos, é aplicado, sendo permitido ao devedor satisfazer a obrigação
em tempo razoável, sem que fique constituído em mora. Quando não há prazo, o devedor deve ser informado
(judicialmente ou extrajudicialmente) da intenção do credor de cobrá-lo para que ele fique caracterizado em mora. Os
atos sem prazo podem ser praticados desde logo, a não ser que sua execução esteja subordinada a determinado local
ou tempo, sendo então exeqüíveis na medida do possível (art. 134). Há certos prazos especiais para o pagamento,
como no comodato, no qual o tempo será o necessário para o uso concedido (art. 581).

"As obrigações condicionais cumprem-se na data do implemento da condição, cabendo ao credor a prova de que deste
teve ciência o devedor" (art. 332). O disposto refere-se às condições suspensivas. O mesmo não se observa na
condição resolutiva, já que o adimplemento é feito desde já, sendo a sua extinção condicionada.