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Coordenação Geral de Acreditação – Cgcre/Inmetro Divisão de Acreditação de Laboratórios – Dicla 2 º Workshop de Avaliadores e Especialistas de Eletricidade e Ensaios Elétricos e Magnéticos Questões sobre a ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005

No.

Requisito

Assunto para discussão

Proposto por

1.

4.4

Um orçamento simples pode ser caracterizado como uma análise critica de contrato uma vez que nele consta o serviço a ser executado? Fica subentendido que os itens a), b) e c) de 4.4.1 já estão inclusos? Ou é necessária a descrição dos itens a), b) e c) citados.

Vlamir Viana

Resposta: Entende-se orçamento simples como um contrato simplificado. O elemento 4.4.1 não estabelece explicitamente que devem conter o que consta nos itens a, b e c, mas que deixe claro de alguma forma que os métodos e recursos a serem empregados estejam documentados. Normalmente esses contratos simplificados são elaborados para clientes já cadastrados pelo laboratório, dispensando muito detalhamento. É importante observar as Notas dos requisitos 4.4.1 e 4.4.2, que mostram a flexibilidade permitida para o registro da análise crítica do pedido, proposta ou contrato, dependendo do tipo de serviço a ser realizado.

2.

4.13.2.3

Com relação a registros efetuados diretamente em planilhas eletrônicas, como registrar os dados que eventualmente forem inseridos de maneira “errada”? Na pratica o técnico acaba digitando novamente o valor correto, não havendo desta forma o registro. Este item se aplica nesses casos?

Vlamir Viana

Resposta: É necessário diferenciar dois casos:

a) Um equivoco que o técnico percebeu logo ao digitar, pois observou que apertou a tecla errada. Este caso não tem efeito técnico e, portanto é natural que o técnico corrigisse este equívoco ao percebe -lo, o que normalmente acontece no momento em que está digitando. Não é necessário guardar registro desse tipo de alteração.

b) Um erro na coleta de dados que somente é percebido após a emissão do certificado ou relatório ou no momento de sua aprovação pelo signatário. Neste caso, o erro requer análise por parte do laboratório e sua anotação original e posterior correção devem ser registradas. A maneira como o laboratório guardará este registro de alteração e o original com o erro, pode ser variada e é definida pelo laboratório. Cabe ao avaliador verificar se os dados mantidos em registros são suficientes para manter uma linha de auditoria que permita a recuperação dos dados.

3.

5.2

Como pode ser evidenciado que o Laboratório está avaliando a eficácia das ações de treinamento tomadas? Deve constar em um procedimento? A avaliação deve relacionar o objetivo e as metas do treinamento com os resultados obtidos?

Carlos Assunção

Resposta: Como o item 5.2.2 diz que “deve ser avaliada a eficácia das ações de treinamento tomadas” o avaliador deve evidenciar que a prática está implementada e isso somente é possível com registros. Como o laboratório deve possuir procedimentos para identificar necessidades de treinamento e proporcioná-las ao pessoal, é recomendável que a maneira empregada para avaliação da eficácia esteja também tratada nesse procedimento, embora isso não seja requerido por norma.

4.

5.3

Devem ser exigidas verificações intermediárias dos padrões do Laboratório submetidos à calibração externa? Principalmente em relação aos padrões de referência, quando o Laboratório não tem meios próprios de assegurar a manutenção da confiança no status da calibração realizada externamente?

Carlos Assunção

Resposta: Entende-se que a palestra proferida por Maurício Giller e

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Coordenação Geral de Acreditação – Cgcre/Inmetro Divisão de Acreditação de Laboratórios – Dicla 2 º Workshop de Avaliadores e Especialistas de Eletricidade e Ensaios Elétricos e Magnéticos Questões sobre a ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005

No.

Requisito

 

Assunto para discussão

Proposto por

 

Gilberto abordou a questão.

 

5.

5.4

A

que ponto dos métodos de validação e calibração de equipamentos

Adroaldo Raiser

nos garante a garantia de qualidade de resultados de ensaio?

Resposta: Espera-se que a garantia da qualidade de ensaios atenda

ao

estabelecido no item 5.9.1. Validar métodos, calibrar e verificar os

padrões do laboratório vão atender a outros requisitos da Norma, mas não exatamente ao de garantia da qualidade. Cabe observar que um mesmo mecanismo pode ser usado para diferentes fins: por exemplo, comparações interlaboratoriais podem ser usadas como mecanismo para validação de métodos (5.4.5.2), rastreabilidade (5.6.2.1.2) e garantia da qualidade dos resultados, (5.9.1). Entretanto, como os objetivos são diferentes, o objeto de análise para cada situação também é diferente: o método, em 5.4.5.2; a cadeia de rastreabilidade, em 5.6.2.1.2; os resultados fornecidos aos clientes, em 5.9.1.

6.

5.5

O

requisito de proteção contra ajuste aplica-se a qualquer tipo de

Carlos Assunção

equipamento inclusive os automatizados/ Aplica-se aos do Laboratório ou também aos dos clientes?

Resposta: Especificamente o item 5.5.12 trata desse assunto. Aplica-

se aos equipamentos do laboratório. Nesse item consta também que

a proteção contra ajuste aplica-se tanto a hardware quanto a

software.

7.

5.5.2

Para um serviço consolidado, pessoal treinado e capacitado para a execução dos trabalhos, é necessário a existência de um programa

Vlamir Viana

de

treinamento?

Resposta: Entende-se que o programa de treinamento deve existir para identificar as necessidades do laboratório. Se não é identificada essa necessidade, isso deve ser registrado, não sendo necessário que o laboratório proporcione treinamento ao seu pessoal neste caso.

8.

5.5.8

Quando não é praticável? (Etiquetas, Codificação ou outra ident.)

Vlamir Viana

Resposta: Não se considera praticável quando as dimensões do equipamento não permitirem afixar a identificação. Pode ser também

em relação ao uso que se faz do instrumento, por exemplo, ao imergir

o

instrumento em banhos, fornos, etc. Ainda a título de exemplo, para

termômetros e vidraria volumétrica; nesse caso os laboratório usam outros mecanismos, tais como listas, etiquetas próximas ao local de guarda, etc.

9.

5.6

Calibração de equipamentos em que não se dispõe laboratórios no Brasil.

Adroaldo Raiser

Comparações interlaboratoriais e laboratório de referencia no Brasil.

Resposta: Foi solicitado à CT-08 que elaborasse um estudo para ser encaminhado à Dicla relatando os casos em que há problemas de rastreabilidade, conforme o Vlamir apresentou na sua palestra referente a eletromédicos. Espera-se que os avaliadores Mauricio mobilizem e participem da CT para isso ser concluído e a Dicla possa identificar e propor soluções.

10.

5.6.2.1.2

Um programa de comparação interlaboratorial é suficiente para

Vlamir Viana

e

assegurar a rastreabilidade de equipamentos sem rastreabilidade no

5.6.2.2.2

Brasil ou será necessária a calibração no exterior?

Resposta: A comparação é uma das formas de garantir a rastreabilidade de instrumentos, onde existe a dificuldade. Mas é interessante identificar claramente as situações. Ver também a

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No.

Requisito

Assunto para discussão

Proposto por

 

resposta da questão 9.

11.

5.9

A que ponto dos métodos de validação e calibração de equipamentos nos garante a garantia de qualidade de resultados de ensaio?

Adroaldo Raiser

Resposta: Ver a resposta da pergunta 5.

12.

5.9

Deve ser exigido que a ação planejada para atender o requisito 5.9.2 seja citada nos procedimentos de trabalho não-conforme ou de ação corretiva e preventiva?

Carlos Assunção

Resposta: Não. O que faz-se necessário é que a tomada de ações em função dos dados do controle da qualidade estarem fora dos critérios definidos seja de acordo com os procedimentos de ação corretiva, preventiva ou de controle de trabalho não-conforme. A ação necessária deve ser planejada de acordo com cada caso.

13.

5.10

Os relatórios de apresentação de resultados podem ser em Inglês, Francês ou Alemão?

Vlamir Viana

Resposta: Sim.

14.

5.10.3.1

(Do workshop de 2005) Como discussão suplementar propõe-se que abordem o seguinte ponto: Quando, considerando o requisito 5.10.3.1, não é necessário apresentar a incerteza de medição no relatório de ensaio, o laboratório precisa, assim mesmo estimar e registrar a incerteza de medição para os resultados de ensaio, ou é suficiente apenas ter o procedimento de estimativa de incerteza e demonstrar competência para aplicá-lo?

Mauricio Soares

Resposta: O laboratório é obrigado a estimar e registrar a incerteza de medição nos casos previstos em 5.10.3.1c). Cabe ressaltar que em algumas situações o laboratório necessitará estimar e registrar a incerteza para concluir que ela não afeta a conformidade com um limite de especificação, Dependendo do caso, pode ser necessário estimar a incerteza de medição apenas uma vez, ou a cada ensaio.Nos demais casos, o laboratório não necessita estimar e registrar a incerteza de medição, mas apenas deve ter o procedimento de estimativa de incerteza e demonstrar competência para aplicá-lo.

15.

5.10.3.1

Quando é pertinente? (Declaração de conformidade) Os ensaios

Vlamir Viana

b)

necessitam de uma interpretação da norma, a medição de parâmetros, cálculos e a análise de resultados. Acredito que a avaliação da conformidade é necessária em todos os casos, pois, não há opinião mais neutra que a do laboratório.

Resposta: Existe uma distinção entre declaração da conformidade (5.10.3.1 da 17025) e opiniões e interpretações (5.10.5). Neste último item, a Norma dá uma nota que a própria declaração da conformidade pode requerer uma opinião do laboratório emitente do relatório. Mas nem todo resultado requer opiniões ou interpretações.

16.

Probl.

Dois equipamentos iguais, isto é, de mesma marca e modelo, com mesmo software, isto é, idênticos e com certificados de calibração

Adroaldo Raiser

Calibr. e

Ensaios

fornecem resultados diferentes em determinados pontos? Qual é o correto e o que fazer?

Resposta: Um instrumento pode ter comportamento distinto de outro. Cabe ao laboratório identificar se ambos podem ser aplicados em seus serviços ou se é necessário utilizar apenas aquele que seja mais estável. Por isso é importante a análise de certificados quando do recebimento do padrão calibrado pelo laboratório de referência para verificar se atende aos requisitos do laboratório, conforme

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No.

Requisito

Assunto para discussão

Proposto por

requerido em 4.6.2, 5. 5.2 e 5.5.5c e 5.5.5f.
requerido em 4.6.2, 5. 5.2 e 5.5.5c e 5.5.5f.
requerido em 4.6.2, 5. 5.2 e 5.5.5c e 5.5.5f.
requerido em 4.6.2, 5. 5.2 e 5.5.5c e 5.5.5f.

requerido em 4.6.2, 5.5.2 e 5.5.5c e 5.5.5f.

requerido em 4.6.2, 5. 5.2 e 5.5.5c e 5.5.5f.
requerido em 4.6.2, 5. 5.2 e 5.5.5c e 5.5.5f.
requerido em 4.6.2, 5. 5.2 e 5.5.5c e 5.5.5f.

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