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Faculdade Pitágoras Guarapari Engenharia Disciplina: GEOLOGIA Tectônica de Placas, Vulcanismo Intemperismo Ciclos

Faculdade Pitágoras Guarapari

Engenharia

Disciplina: GEOLOGIA

Pitágoras Guarapari Engenharia Disciplina: GEOLOGIA Tectônica de Placas, Vulcanismo Intemperismo Ciclos

Tectônica de Placas, Vulcanismo Intemperismo Ciclos Biogeoquímicos

Prof.: MSc. Cássio Vinícius de Souza

Tectônica de Placas  A teoria da tectônica de placas é muito recente, e tem

Tectônica de Placas

A teoria da tectônica de placas é muito recente, e tem trazido grande ajuda na compreensão dos fenômenos observados na

Terra.

Abraham Ortelius, um elaborador de mapas, em 1596, sugeria que as Américas tinham sido separadas da Europa e da África por terremotos e enchentes.

Ortelius afirmava que este fato era evidente se fosse elaborado um mapa com a junção destes continentes, verificando-se a

coerência entre as linhas de costa.

Tectônica de Placas Em 1912, Alfred Wegener, um meteorologista alemão, aos 32 anos de idade,

Tectônica de Placas

Em 1912, Alfred Wegener, um meteorologista alemão, aos 32 anos de idade, propunha a teoria da Deriva Continental.

A teoria de Deriva Continental estabelecia que, há ~200 milhões de anos, todas as massas continentais existentes estavam concentradas em um supercontinente, que ele denominou de Pangea.

A quebra do supercontinente PANGEA originaria, inicialmente, duas grandes massas continentais: a Laurásia no hemisfério Norte, e o Gondwana no Hemisfério Sul, segundo Alexander Du Toit, um dos defensores da ideia de Wegener.

A Laurásia e o Gondwana teriam continuado o processo de separação, originando os continentes que conhecemos na atualidade.

Tectônica de Placas Francis Bacon (1620), filósofo inglês percebeu encaixe perfeito entre América do Sul

Tectônica de Placas

Francis Bacon (1620), filósofo inglês percebeu encaixe perfeito entre América do Sul e África = Continentes unidos no passado.

Deixa registrado na história a sugestão do movimento das massas continentais;

Além de Bacon, Benjamim Franklin e Antonio Snider-Pellegrini sugeriram possibilidade de deriva continental;

Um dia alguém observou

Semelhança: costa da América do Sul e África

Tectônica de Placas  A teoria fala que os continentes não estiveram sempre nas posições

Tectônica de Placas

A teoria fala que os continentes não estiveram sempre nas posições em que se encontram hoje;

Quando proposta e posteriormente comprovada, revolucionou o conhecimento geológico e a visão que a humanidade tinha a respeito do planeta;

Sua constatação apresentou forte influência nas teorias evolutivas e na forma como os geocientistas passaram a interpretar a dinâmica do interior do planeta e sua relação com a litosfera;

Células de convecção Tectônica de Placas

Células de convecção

Tectônica de Placas

Células de convecção Tectônica de Placas
Tectônica de Placas

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas
Tectônica de Placas Além possibilidade de deriva continental; de Bacon, Benjamim Franklin e Antonio Snider-Pellegrini

Tectônica de Placas

Além

possibilidade de deriva continental;

de Bacon, Benjamim

Franklin e Antonio Snider-Pellegrini sugeriram

Benjamim Franklin e Antonio Snider-Pellegrini sugeriram Ilustração de Snider-Pellegrini, em 1858, antes da

Ilustração de Snider-Pellegrini, em 1858, antes da separação e depois da separação

Tectônica de Placas A pangéia, ao se fragmentar, forma dois super continentes: gondwana, ao sul

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas A pangéia, ao se fragmentar, forma dois super continentes: gondwana, ao sul e,

A pangéia, ao se fragmentar, forma dois super continentes: gondwana, ao sul e, laurásia ao norte

Tectônica de Placas => Abordagens sobre a deriva continental são esquecidas por serem apenas especulações;

Tectônica de Placas

=> Abordagens sobre a deriva continental são esquecidas por serem apenas especulações;

=> Volta à tona em outros momentos;

=> Mas, cai novamente no esquecimento por falta de suporte científico;

Forma da Costa Continental

Formato da costa: sugerem Ajuste

* Mas

e a erosão?

A costa sofre muita erosão!

“Sopé” dos continentes

erosão? – A costa sofre muita erosão! “Sopé” dos continentes – “Contorno” a 2.000 metros de

– “Contorno” a 2.000 metros de profundidade

Tectônica de Placas Séculos seguintes, retomada da ideia com suporte científico;  Alfred Wegener (1880

Tectônica de Placas

Séculos seguintes, retomada da ideia com suporte científico;

Alfred Wegener (1880 1930), meteorologista alemão - publica 4 trabalhos sobre A origem dos continentes e oceanos (1915-1929);

Só alcança a comunidade científica a partir de 1922 quando passa a ser traduzido para o inglês;

Propõe que todos os continentes estavam juntos formando um mega continente, o qual denominou de Pangea;

Tectônica de Placas Hipótese da Deriva Continental

Tectônica de Placas

Hipótese da Deriva Continental

Tectônica de Placas Hipótese da Deriva Continental
Tectônica de Placas Hipótese da Deriva Continental

Tectônica de Placas

Hipótese da Deriva Continental

Tectônica de Placas Hipótese da Deriva Continental
Tectônica de Placas Hipótese da Deriva Continental

Tectônica de Placas

Hipótese da Deriva Continental

Tectônica de Placas Hipótese da Deriva Continental
Tectônica de Placas Hipótese da Deriva Continental

Tectônica de Placas

Hipótese da Deriva Continental

Tectônica de Placas Hipótese da Deriva Continental
Tectônica de Placas Hipótese da Deriva Continental

Tectônica de Placas

Hipótese da Deriva Continental

Tectônica de Placas Hipótese da Deriva Continental
Tectônica de Placas

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas
Tectônica de Placas Evidências da deriva continental propostas por Wegener: Encaixe dos continentes

Tectônica de Placas

Evidências da deriva continental propostas por Wegener:

Encaixe dos continentes

Tectônica de Placas Evidências da deriva continental propostas por Wegener: Encaixe dos continentes
Tectônica de Placas Observações de Edward Suess → Gondwana

Tectônica de Placas

Observações de Edward Suess → Gondwana

Tectônica de Placas Observações de Edward Suess → Gondwana
Tectônica de Placas Outras observações de fósseis reforçaram

Tectônica de Placas

Outras observações de fósseis reforçaram

Tectônica de Placas Outras observações de fósseis reforçaram
Feições paleoclimáticas (glaciação); Tectônica de Placas

Feições

paleoclimáticas

(glaciação);

Tectônica de Placas

Feições paleoclimáticas (glaciação); Tectônica de Placas
Tectônica de Placas Distribuição de rochas e cadeias de montanhas;

Tectônica de Placas

Distribuição de rochas e cadeias de montanhas;

Tectônica de Placas Distribuição de rochas e cadeias de montanhas;
Tectônica de Placas Distribuição de rochas e cadeias de montanhas;
Tectônica de Placas  Anos 1950: Ressurgimento da Teoria da Deriva Continental;  Expedições militares

Tectônica de Placas

Anos 1950: Ressurgimento da Teoria da Deriva Continental;

Expedições militares para mapeamento do assoalho oceânico (desenvolvimento de sonares);

Entre 1940 e 1950 pesquisadores das Universidades de Columbia e Princeton (EUA) mapeiam o assoalho oceânico e coletam rochas;

Os cientistas observam dinâmica ativa do assoalho, ao contrário do que se esperava (cadeias de montanhas, fendas, fossas, atividade sísmica e vulcânica);

do assoalho, ao contrário do que se esperava (cadeias de montanhas, fendas, fossas, atividade sísmica e
Tectônica de Placas  Dá-se o nome de dorsal atlântica ou meso-oceânica a cadeia de

Tectônica de Placas

Dá-se o nome de dorsal atlântica ou meso-oceânica a cadeia de

montanha submarina que emerge do fundo oceânico ao longo do eixo do

oceano atlântico;

Constatou-se que emerge do interior quente da Terra um fluxo de

material vulcânico, sendo ambientes de intensa atividade sísmica;

Esta cadeia se estende por 84.000 km ao longo do eixo central do

oceano atlântico ,e em seu centro ocorrem depressões que variam de 1 a

3km

A dorsal emerge na Islândia formando ilhas vulcânicas com atividade

termal e vulcânica intensa;

Zona de ruptura dividia a crosta em duas simetricamente; Hipótese

retomada (Separação dos continentes?)

Tectônica de Placas Dorsal atlântica

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas Dorsal atlântica

Dorsal atlântica

Tectônica de Placas  Anos 1960 – aperfeiçoamento de datação de rochas (determinação da idade

Tectônica de Placas

Anos 1960 aperfeiçoamento de datação de rochas (determinação da idade verdadeira das rochas do assoalho);

Do contrário que se pensava a crosta oceânica tem uma idade de formação jovem ~200 Ma;

Estudos de paleomagnetismo identificam faixas simétricas nas rochas do assoalho oceânico em ambos os lados da dorsal atlântica decorrentes das inversões magnéticas da Terra no passado geológico;

Faixas simétricas de idades dos dois lados da dorsal rochas mais jovens próximas à cadeia oceânica e cada vez mais antigas à medida que se aproxima dos continentes;

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas
Tectônica de Placas Esquema de circulação mantélica e expansão do assoalho oceânico proposto por Harry

Tectônica de Placas

Esquema de circulação mantélica e expansão do assoalho oceânico proposto por Harry Hess.

e expansão do assoalho oceânico proposto por Harry Hess.  Calor gerado no centro da Terra

Calor gerado no centro da Terra promove transporte de massa por aquecimento, que se torna menos denso e sobe;

Em seguida, parte do material se resfria movimentando-se lateralmente sendo reincorporado para zonas mais profundas dando início a um novo ciclo célula de convecção;

Tectônica de Placas Explicação de Harry Hess permitiu, enfim, identificar os mecanismos de deriva continental

Tectônica de Placas

Explicação de Harry Hess permitiu, enfim, identificar os mecanismos de deriva continental e expansão do assoalho por correntes de convecção a fenda não aumenta, material novo é adicionado;

Também explica a formação dos oceanos;

Termo “deriva continental” torna-se incorreto. Surge então o conceito de placas tectônicas;

dos oceanos;  Termo “deriva continental” torna-se incorreto. Surge então o conceito de placas tectônicas;
dos oceanos;  Termo “deriva continental” torna-se incorreto. Surge então o conceito de placas tectônicas;
dos oceanos;  Termo “deriva continental” torna-se incorreto. Surge então o conceito de placas tectônicas;
Tectônica de Placas  Camadas concêntricas com composição e propriedades físico-químicas inerentes;  Sustentam

Tectônica de Placas

Camadas concêntricas com composição e propriedades físico-químicas inerentes;

Sustentam os continentes e o oceano

concêntricas com composição e propriedades físico-químicas inerentes;  Sustentam os continentes e o oceano
Tectônica de Placas Litosfera – camada rígida mais externa constituída da crosta (continental e oceânica)

Tectônica de Placas

Litosfera camada rígida mais externa constituída da crosta (continental e oceânica) e parte superior do manto;

Crosta continental (Si + Al = granitos) menor densidade;

Crosta oceânica (Si + Mg = basaltos) maior densidade;

Placas tectônicas - compartimentos litosféricos limitadas por falhas e fraturas profundas;

= basaltos) maior densidade; Placas tectônicas - compartimentos litosféricos limitadas por falhas e fraturas profundas;
Tectônica de Placas Astenosfera – zona do manto superior com profundidades entre 100 – 350

Tectônica de Placas

Astenosfera zona do manto superior com profundidades entre 100 350 km;

Zona de baixa velocidade (ondas P e S < Vel.) região superior da astenosfera possui propriedade plástica > litosfera rochas em estado de fusão parcial, alta T;

Placas rígidas (litosfera) deslizam sobre astenosfera plástica;

Tectônica Global;

em estado de fusão parcial, alta T; Placas rígidas (litosfera) deslizam sobre astenosfera plástica; Tectônica Global;
Tectônica de Placas Ambientes tectônicos = associados aos limites das placas, onde ocorre intensa atividade

Tectônica de Placas

Ambientes tectônicos = associados aos limites das placas, onde ocorre intensa atividade geológica;

Tipos de Limites:

Divergentes: afastamento de placas - dorsais oceânicas;

Convergentes: colisão de placas - zonas de subducção, fossas oceânicas e cadeias de montanhas; depende da densidade das placas;

Conservativos ou Transformantes: colisão oblíqua com movimento relativo entre si ao longo de falhas;

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas

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Tectônica de Placas Placas tectônicas: terremotos e vulcanismo Terremotos ou abalos sísmicos – tremores de

Tectônica de Placas

Placas tectônicas: terremotos e vulcanismo

Terremotos ou abalos sísmicos tremores de terra oriundos da acumulação e liberação de energia gerada pela ruptura de rochas (movimentos das placas);

Ambiente: limites convergentes e conservativos;

Intensidade: é classificada pelos efeitos que as ondas sísmicas provocam

em determinado lugar (escala Richter);

Distribuição dos tremores: ocorrem nos limites das placas e intraplacas;

Tectônica de Placas Distribuição das atividades sísmicas pela análise de redes sismológicas ao redor do

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas Distribuição das atividades sísmicas pela análise de redes sismológicas ao redor do mundo.

Distribuição das atividades sísmicas pela análise de redes sismológicas ao redor do mundo. Coincidem com os limites litosféricos.

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas
Tectônica de Placas Processo Formação de uma ilha

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas Processo Formação de uma ilha

Processo Formação de uma ilha

Tectônica de Placas Tsunamis também podem se formar por deslizamentos de blocos e explosões submarinas;

Tectônica de Placas

Tsunamis também podem se formar por deslizamentos de blocos e explosões submarinas;

Tectônica de Placas Tsunamis também podem se formar por deslizamentos de blocos e explosões submarinas;
Tectônica de Placas Vulcanismo – conjunto de processos ígneos associados ao derramamento do magma na

Tectônica de Placas

Vulcanismo conjunto de processos ígneos associados ao derramamento do magma na superfície terrestre;

Magma = possui densidade < que rochas ao redor, ascende por rupturas na crosta podendo dar origem a erupção vulcânica (derrame de lavas);

Vulcões: origem nos limites das placas (80% convergentes, 15% divergentes e 5% intraplaca hot spots);

lavas);  Vulcões: origem nos limites das placas (80% convergentes, 15% divergentes e 5% intraplaca –
Tectônica de Placas Distribuição global dos vulcões. Nota-se que os vulcões ativos encontram-se em sua

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas Distribuição global dos vulcões. Nota-se que os vulcões ativos encontram-se em sua maioria

Distribuição global dos vulcões. Nota-se que os vulcões ativos encontram-se em sua maioria nos limites convergentes.

Tectônica de Placas Conjunto de fatores que produzem o movimento das placas:  Processo de

Tectônica de Placas

Conjunto de fatores que produzem o movimento das placas:

Processo de subducção dá início a uma ação conjunta placas empurradas pela formação de novas cadeias;

Esfriamento e afastamento da meso-oceânica torna porção mais distal

da placa mais densa causando mergulho para o interior do manto;

Placa se torna espessa à medida em

oceânica; Peso e inclinação induz ao movimento;

que se afasta da meso-

Tectônica de Placas Exemplos das possíveis causas da movimentação das placas tectônicas. a) Criação de

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas Exemplos das possíveis causas da movimentação das placas tectônicas. a) Criação de crosta

Exemplos das possíveis causas da movimentação das placas tectônicas. a) Criação de crosta (empurra); c) Placa espessa = mais pesada, limite com a astenosfera torna-se inclinado; b) Litosfera mergulha para o interior do manto por ter maior densidade.

Tectônica de Placas O vulcanismo resume-se a erupções vulcânicas? Que outras formas de vulcanismo existem?

Tectônica de Placas

O vulcanismo resume-se a erupções vulcânicas? Que outras formas de vulcanismo existem?

O vulcanismo residual traduz-se por manifestações de vulcanismo de

caráter atenuado, que podem anteceder ou preceder uma erupção

vulcânica, causadas pela energia calorífica libertada pela câmara

magmática.

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas

Tectônica de Placas
Fumarolas Tectônica de Placas Ascensão e emissão de gases a elevadas temperaturas, na proximidade do

Fumarolas

Tectônica de Placas

Ascensão e emissão de gases a elevadas temperaturas, na proximidade do vulcão, constituídos essencialmente por vapor de água e que podem conter outros gases e compostos químicos, designando-se então por:

Mofetas (CO 2 ) quando os gases emitidos são essencialmente dióxido de carbono

Sulfataras (H 2 S) quando os gases emitidos transportam grandes quantidades de enxofre (podem originar depósitos de cor amarela)

S) – quando os gases emitidos transportam grandes quantidades de enxofre (podem originar depósitos de cor
Tectônica de Placas Nascentes Termais Águas subterrâneas que chegam à superfície (através da percolação por

Tectônica de Placas

Nascentes Termais

Águas subterrâneas que chegam à superfície (através da percolação por zonas de fraqueza estrutura, fissuras, falhas) a temperaturas elevadas contendo variados sais, gases e minerais dissolvidos que lhes conferem diferentes características (cor, cheiro, propriedades medicinais).

Podem resultar da acumulação de grandes quantidades de emissão de vapor de água em fumarolas.

medicinais). Podem resultar da acumulação de grandes quantidades de emissão de vapor de água em fumarolas.
Tectônica de Placas Géiseres Ascensão periódica de água e vapor de água sob a forma

Tectônica de Placas

Géiseres

Ascensão periódica de água e vapor de água sob a forma de jactos devido ao aquecimento de água do nível freático adjacente à câmara magmática. A água aquecida é ativada e o aumento da pressão causa a sua migração por fissuras ou zonas de fratura das rochas de modo violento, originando um jacto que ascende à superfície.

migração por fissuras ou zonas de fratura das rochas de modo violento, originando um jacto que
INTEMPERISMO Os materiais que encontramos na superfície da Terra são, em sua maior parte, produto

INTEMPERISMO

Os materiais que encontramos na superfície da Terra são, em sua maior parte, produto das transformações que a litosfera sofre na sua interação com a atmosfera, com a hidrosfera e com com a biosfera, ou seja são produtos do intemperismo. Esses materiais constituem a base de muitas atividades humanas, tais como a agricultura, a construção de cidades, etc. A exploração sustentável desses recursos depende do conhecimento da sua natureza e da compreensão da sua gênese.

TIPOS E PROCESSOS DE INTEMPERISMO  O intemperismo consiste da transformação das rochas em materiais

TIPOS E PROCESSOS DE INTEMPERISMO

O intemperismo consiste da transformação das rochas em materiais mais

estáveis em condições físico-químicas diferentes daquelas em que elas se originaram.

O intemperismo pode ser causado por processos de natureza física

(desgaste e/ou desintegração) e/ou química (decomposição), que as rochas

sofrem ao aflorar na superfície da Terra.

Os processos intempéricos são então classificados em intemperismo físico

e intemperismo químico.

Quando a ação de organismos vivos ou da matéria orgânica proveniente

da sua decomposição participa do processo, o intemperismo é chamado de físico-biológico ou químico-biológico

Intemperismo físico INTEMPERISMO Constitui o conjunto de processos que resultam na desagregação física das rochas.

Intemperismo físico

INTEMPERISMO

Constitui o conjunto de processos que resultam na desagregação física das rochas. Nesses caso altera-se apenas a unidade física da rocha e não a sua composição química. De acordo com os fatores atuantes, o intemperismo físico pode ser subdividido em termal e mecânico.

Intemperismo Físico Termal

É o mais comum dos processos intempéricos de natureza física. São processos de desagregação mecânica devidos à variação de temperatura nos corpos rochosos.

Intemperismo Físico Mecânico

Neste tipo de intemperismo, os fatores atuantes são diversos e imprimem esforços mecânicos às rochas levando a sua fragmentação. O processo consiste na presença de um agente qualquer em fendas das rochas, o qual se expande e contrai, pressionando a rocha até a sua ruptura

INTEMPERISMO Congelamento de água: consiste no congelamento da água inclusa em fraturas nas rochas. Ao

INTEMPERISMO

Congelamento de água: consiste no congelamento da água inclusa em fraturas nas rochas. Ao se congelar a água aumenta em 9% o seu volume exercendo pressões da ordem de centenas de kg/cm² sobre as paredes envolventes, podendo fragmentá-las, principalmente se houver uma repetição contínua do processo.

Cristalização de sais e crescimento de cristais: são processos análogos onde um é a continuação do outro. A cristalização de sais ocorre quando os sais não são lixiviados, e sim solubilizados na água existente. Ao se dar a evaporação da água os sais se precipitam, e pressionam as paredes envolventes, se estiverem em fissuras rochosas.

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
INTEMPERISMO

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
INTEMPERISMO

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
INTEMPERISMO

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
INTEMPERISMO

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
INTEMPERISMO

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
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INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
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INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
Intemperismo químico INTEMPERISMO O principal agente de intemperismo químico é a água, que infiltra e

Intemperismo químico

INTEMPERISMO

O principal agente de intemperismo químico é a água, que infiltra e percola as rochas, sendo o seu efeito mais intenso na medida em que ela se acidifica devido à dissolução de CO 2 da atmosfera e à presença de ácidos orgânicos. A água da chuva dissolve o CO 2 da atmosfera, onde uma parte desse CO 2 se combina com a água formando ácido carbônico, que é facilmente dissociado:

atmosfera, onde uma parte desse CO 2 se combina com a água formando ácido carbônico, que
INTEMPERISMO  Na decomposição química das rochas observa-se que a taxa de mobilidade relativa dos

INTEMPERISMO

Na decomposição química das rochas observa-se que a taxa de mobilidade relativa dos principais elementos químicos decresce a partir do cálcio e sódio para magnésio, potássio, silício, ferro e alumínio.

Por isso as rochas que estão se decompondo tendem a perder principalmente os primeiros, e mostram um relativo enriquecimento nas proporções de óxidos de ferro, alumínio e silício.

Em

controlam a sequencia de intemperismo dos minerais petrográficos.

termos mineralógicos

isso

significa

que

esses

aspectos

químicos

os minerais mais susceptíveis ao intemperismo são aqueles que se situam no topo da série, enquanto os mais resistentes situam-se gradativamente mais abaixo na série.

O quartzo é extremamente resistente ao intemperismo, é o mineral comum mais resistente que há.

INTEMPERISMO O intemperismo químico compreende a decomposição química dos minerais primários das rochas, e a

INTEMPERISMO

O intemperismo químico compreende a decomposição química dos minerais primários das rochas, e a síntese (neoformação) de minerais secundários. A decomposição dos minerais primários das rochas resulta da ação separada ou simultânea de várias reações químicas: oxidação, hidratação, dissolução, hidrólise e acidólise.

de várias reações químicas: oxidação, hidratação, dissolução, hidrólise e acidólise. Intemperismo Físico

Intemperismo Físico

de várias reações químicas: oxidação, hidratação, dissolução, hidrólise e acidólise. Intemperismo Físico
INTEMPERISMO

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
INTEMPERISMO Oxidação: consiste na mudança do estado de oxidação de um elemento, normalmente através de

INTEMPERISMO

Oxidação: consiste na mudança do estado de oxidação de um elemento, normalmente através de reação com o oxigênio. Essa reação produz a destruição da estrutura cristalina do mineral, afetando comumente rochas cujos minerais contém ferro ferroso (Fe 2+ ), que se oxida em ferro férrico (Fe 3+ ). Diz-se que tais rochas "enferrujam" na presença de umidade, já que a reação é acompanhada por uma mudança de cor das superfícies alteradas para avermelhado ou amarelado.

já que a reação é acompanhada por uma mudança de cor das superfícies alteradas para avermelhado
INTEMPERISMO

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
INTEMPERISMO

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
INTEMPERISMO Adamita ( Zn 2 AsO 4 OH )

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO Adamita ( Zn 2 AsO 4 OH )

Adamita (Zn 2 AsO 4 OH)

INTEMPERISMO Hidratação : consiste na incorporação de água à estrutura mineral, formando um novo mineral.

INTEMPERISMO

Hidratação: consiste na incorporação de água à estrutura mineral, formando um novo mineral. A hidratação dos minerais ocorre pela neutralização das superfícies das partículas dos minerais pelas cargas elétricas das moléculas de água (dipolos).

neutralização das superfícies das partículas dos minerais pelas cargas elétricas das moléculas de água (dipolos).
INTEMPERISMO

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
INTEMPERISMO
INTEMPERISMO
INTEMPERISMO

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
INTEMPERISMO Dissolução: consiste da solubilização completa de alguns minerais por ácidos. Os carbonatos, por

INTEMPERISMO

Dissolução: consiste da solubilização completa de alguns minerais por ácidos. Os carbonatos, por exemplo, são minerais muito susceptíveis a esse tipo de reação. Em se tratando de água pura, a dissolução dos carbonatos é mínima. Entretanto, se houver CO 2 dissolvido na água, ocorre a seguinte reação:

a dissolução dos carbonatos é mínima. Entretanto, se houver CO 2 dissolvido na água, ocorre a
INTEMPERISMO O bicarbonato de cálcio é cerca de 30 vezes mais solúvel em água do

INTEMPERISMO

O bicarbonato de cálcio é cerca de 30 vezes mais solúvel em água do que o carbonato de cálcio (calcita), intensificando dessa forma a dissolução dos carbonatos. Esse tipo de reação ocorre mais comumente em terrenos calcários, levando à formação de relevos cársticos.

Esse tipo de reação ocorre mais comumente em terrenos calcários, levando à formação de relevos cársticos.
INTEMPERISMO

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
INTEMPERISMO

INTEMPERISMO

INTEMPERISMO
INTEMPERISMO Hidrólise (quebra pela água): é uma reação química entre íons H+, provenientes da ionização

INTEMPERISMO

Hidrólise (quebra pela água): é uma reação química entre íons H+,

provenientes da ionização da água, e cátions do mineral. O íon H+ entra nas

estruturas minerais, deslocando principalmente os cátions alcalinos (K+ e Na+) e

alcalino-terrosos (Ca 2+ e Mg 2+ ) que são liberados para a solução. A estrutura do

mineral na interface sólido/solução de alteração acaba sendo rompida, liberando

Si e Al na fase líquida.

Esses

minerais secundários.

elementos

podem

recombinar-se,

resultando na

neoformação

de

A hidrólise ocorre sempre na faixa de pH de 5 a 9.

INTEMPERISMO  Se há maior ou menor percolação de água, os componentes solúveis são eliminados

INTEMPERISMO

Se há maior ou menor percolação de água, os componentes solúveis são eliminados completa ou parcialmente, resultando, respectivamente, na hidrólise total ou parcial.

resultando, respectivamente, na hidrólise total ou parcial.  Na superfície do mineral, os íons H+ substituem

Na superfície do mineral, os íons H+ substituem os íons K+. O restante do mineral não é mais estável depois desta substituição, resultando na continuação da sua decomposição hidrolítica.

Na hidrólise parcial, em condições de drenagem menos eficientes, parte da Si permanece no ambiente de intemperismo; o K pode ser total ou parcialmente eliminado.

Esses elementos reagem com o Al formando aluminossilicatos hidratados (argilominerais), como, por exemplo, a caulinita, no caso de remoção total do K:

formando aluminossilicatos hidratados (argilominerais), como, por exemplo, a caulinita, no caso de remoção total do K:
INTEMPERISMO Na hidrólise total, 100% da Si e do K são eliminados. A Si, embora

INTEMPERISMO

Na hidrólise total, 100% da Si e do K são eliminados. A Si, embora seja pouco solúvel nesta faixa de pH, pode ser totalmente eliminada em condições de pluviosidade alta e drenagem eficiente:

pouco solúvel nesta faixa de pH, pode ser totalmente eliminada em condições de pluviosidade alta e
INTEMPERISMO Acidólise: é a reação de decomposição de minerais que ocorre em ambientes de clima

INTEMPERISMO

Acidólise: é a reação de decomposição de minerais que ocorre em ambientes de clima frio, onde a decomposição da matéria orgânica é incompleta, formando-se ácidos orgânicos que diminuem muito o pH das águas (pH < 5), complexando e solubilizando o Fe e o Al. Em condições de pH < 3, a acidólise é total:

e o Al. Em condições de pH < 3, a acidólise é total: Nestas condições formam-se

Nestas condições formam-se solos constituídos praticamente apenas dos minerais primários mais insolúveis como o quartzo. A acidólise parcial ocorre quando as soluções de ataque apresentam pH entre 3 e 5 e, nesse caso a remoção do Al é apenas parcial

Intemperismo biológico INTEMPERISMO São chamados de intemperismo biológico, os processos de intemperismo de rochas

Intemperismo biológico

INTEMPERISMO

São chamados de intemperismo biológico, os processos de intemperismo de rochas causados por fatores biológicos. O papel dos organismos é determinado pela sua capacidade de assimilar vários elementos da rocha em processo de alteração e, de produzir em seu metabolismo agentes químicos, como por exemplo os ácidos orgânicos. Tais processos podem ser tanto de natureza física como química.

- São processos de natureza física causados por organismos, entre outros, a

pressão de crescimento de raízes, no caso destas estarem ocupando fendas de

rochas.

- processos de natureza química são muito mais importantes, destacando-se

processos no quais vegetais superiores promovem a dissolução química das rochas através de substâncias ácidas produzidas pelas suas raízes, e assimilam elementos tais como K, Na, Ca, Al, Fe, etc, existentes nos minerais das rochas.

INTEMPERISMO Intemperismo biológico Os primeiros estágios da decomposição biológica de rochas são associados com

INTEMPERISMO

Intemperismo biológico

Os primeiros estágios da decomposição biológica de rochas são associados com microrganismos (fungos e bactérias) que "preparam" a rocha para o ataque químico seguinte promovido por líquens, algas e musgos, sendo os últimos estágios associados com vegetais superiores.

químico seguinte promovido por líquens, algas e musgos, sendo os últimos estágios associados com vegetais superiores.
INTEMPERISMO

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INTEMPERISMO
INTEMPERISMO Fatores que Interferem no Intemperismo  Clima Regiões quentes e úmidas: predomina intemperismo químico

INTEMPERISMO

Fatores que Interferem no Intemperismo

Clima

Regiões quentes e úmidas: predomina intemperismo químico

Regiões geladas e nos desertos: predomina intemperismo físico

Topografia

Tipo de rocha

Vegetação

INTEMPERISMO Ciclos Biogeoquímicos

INTEMPERISMO

Ciclos Biogeoquímicos