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FORMAÇÃO DE DOCENTES PARA O ENSINO DE EMPREENDEDORISMO: ESTUDO DE CASO NO CEFET-PR

Denise Elizabeth Hey David, MSc* Idone Bringhenti, Dr** Fernando Gauthier, Dr** Rosana Mayer***

*Professora do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná – CEFET-PR/DAELN Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção – UFSC Campus Universitário da UFSC, Engenharia de Produção, Trindade, 88040-970, Florianópolis, SC dehdavid@eps.ufsc.br **Professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção – UFSC idone@pg.materiais.ufsc.br gauthier@inf.ufsc.br ***Professora do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná – CEFET-PR/DAELT Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção – UFSC Av. 7 de setembro, 3165, 80230-901, Curitiba, PR mayer@cepro.daelt.cefetpr.br

RESUMO

Este artigo apresenta uma proposta de formação de docentes para o ensino de

empreendedorismo em uma instituição de ensino tecnológico empregando jogos e

técnicas de vivências. São apresentados os fundamentos do empreendedorismo e

da metodologia de ensino selecionada, o programa básico de ensino e alguns

resultados já obtidos.

PALAVRAS-CHAVE: Empreendedorismo; Formação de Docentes

INTRODUÇÃO

Para atender aos novos desafios da competitividade global e da inovação tecnológica é necessário um novo profissional que seja, segundo a avaliação de SCHUMPETER (1982), um empreendedor, um contínuo inovador. A cultura do homem-razão, ditada pelas funções do hemisfério esquerdo, precisa ser acrescida do nosso lado humano, sensível, intuitivo, holístico, espontâneo, natural, receptivo, espiritual e lúdico, ditados pelo hemisfério direito. Se somos predominantemente racionais e realistas, podemos desenvolver as funções latentes e ainda não expressas (GRAMIGNA, 1995). Assim, precisamos e podemos desenvolver em nossos alunos o potencial empreendedor, seja através de programas de empreendedorismo, disciplinas ou atitudes de seus professores. Como o ensino de Empreendedorismo passa necessariamente por todas as pessoas envolvidas no processo ensino-aprendizagem da organização é necessário que professores e técnicos administrativos se reciclem permanentemente em busca de uma atualização de conceitos, técnicas e metodologias inovadoras.

Cabe ressaltar que as instituições de ensino precisam repensar suas estruturas e missões, e necessitam de novas propostas que tragam melhorias nas atividades que desempenham e possam atender aos anseios da sociedade em que estão inseridas.

Empreendedorismo X CEFET-PR

Sucesso profissional significa ter um ótimo emprego e ocupar espaço no difícil mercado de trabalho com bons resultados? Sim, porém hoje isto está sendo alterado, em lugar de estabilidade, competição e segurança as pessoas devem buscar inovação, cooperação e

aprender a correr riscos, isto é, serem empreendedores. As formas de trabalho adquirem novas feições e o emprego passa por redefinições profundas. É evidente que o emprego não morreu, mas pode deixar de existir tal como o conhecemos (MINARELLI, 1995). A habilidade mais importante que se deseja nos jovens é a capacidade de aprender, entretanto, no ensino tecnológico, onde predomina o ensino tecnicista, o que se observa é que os estudantes aprendem a ser empregados e não empreendedores. A cultura familiar e a formação que os jovens recebem nas escolas continuam a prepará-los para uma realidade que não mais existe (DOLABELA, 1999). Esta é uma característica que está sendo alterada no Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (CEFET-PR) através das atividades promovidas pelo Programa Jovem Empreendedor e com a inserção nos currículos da disciplina Empreendedorismo. Ressaltamos também a atual proposta dos cursos superiores de tecnologia que é a caracterização efetiva de um novo modelo de organização curricular de nível superior

de graduação plena. Este modelo privilegia as exigências de um mercado de trabalho cada vez

mais competitivo e mutante, no sentido de oferecer à sociedade uma formação profissional de nível superior com duração compatível com os ciclos tecnológicos e principalmente mais inter-relacionado com a atualidade dos requisitos profissionais.

Como o êxito de um programa de ensino depende também do constante aprimoramento do corpo docente, devemos organizar programas de treinamento e reciclagem que atendam estes profissionais. Segundo BAZZO (2000), no ensino tecnológico (engenharias) o carisma da competência técnica profissional acaba por prevalecer sobre a formação didático-pedagógica, seja ela formal ou informal. Dessa forma, não é raro que aulas se tornem seqüências monótonas de explicações intermináveis, e isto precisa ser alterado. Um Sistema Educacional que promova mais eficazmente a inserção do estudante neste “novo” mercado de trabalho exige mudanças estruturais. Sabe-se que apenas um currículo atualizado não garante que ao final do curso os alunos tenham adquirido as habilidades propostas. É preciso que o conteúdo de cada disciplina acrescente, na realidade, conhecimentos, habilidades e atitudes, cuja somatória resulte em um profissional capacitado.

Objetivo

O objetivo deste trabalho é o desenvolvimento de uma proposta para Formação de Docentes

Empreendedores (intrapreneur) para a área tecnológica, empregando jogos e técnicas de vivências, pois, por meio deles, as pessoas exercitam habilidades necessárias ao seu desenvolvimento integral como, por exemplo, autodisciplina, sociabilidade, afetividade, valores morais, espírito de equipe e bom senso (GRAMIGNA, 1993).

Esperamos com esta proposta formar profissionais empreendedores que permitam a seus alunos adquirirem as novas habilidades e competências requeridas pela sociedade pós- industrial, tais como, dentre outras: cooperação, relacionamento inter e intragrupal,

flexibilidade e que sejam capazes de planejar e estabelecer metas, negociar, aplicar princípios

de comunicação efetiva, liderar e organizar grupos.

ETIMOLOGIA, CONCEITOS E DEFINIÇÕES

Empreendedorismo e Empreendedor

O vocábulo empreendedorismo é derivado da palavra “imprehendere” do latim, tendo seu

correspondente, “empreender”, surgido na língua portuguesa no século XV. Segundo Filion (1999) na época de Cantillon, quando o termo ganhou seu significado atual, “entre-preneur” era usado para descrever uma pessoa que comprava matéria-prima, a processava e vendia para outra pessoa. O “entre-preneur” era, então, uma pessoa que havia identificado uma oportunidade de negócio e assumido o risco, decidindo processar e revender matéria-prima. O dicionário inglês português Novo Michaelis (2 a edição, Melhoramentos, 1977), traduz a palavra “entrepreneur” como empresário, diretor, organizador e, não faz distinção conceitual entre “empresário” e “empreendedor”, como hoje fazemos. O Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa (Edição Nova Fronteira, 1986) define empreendedor como aquele que empreende, ativo, arrojado. Empreendedorismo: é a habilidade de criar e constituir algo a partir de muito pouco ou do quase nada. O empreendedor bem-sucedido é uma pessoa como qualquer outra, cujas características de personalidade e talentos preenchem um padrão determinado, que o leva a agir de tal forma que chega ao sucesso, realizando seus sonhos e alcançando seus objetivos. Ele é, portanto, uma pessoa que busca realização e é auto-orientado para atingir metas próprias (PATI, 1995). Empreendedor é a personalidade criativa; sempre lidando melhor com o desconhecido, perscrutando o futuro, transformando possibilidades em probabilidades e caos em harmonia (BARRETO, 1998).

Ressaltamos aqui que nem sempre os empreendedores se encontram desenvolvendo atividades próprias (a maioria dos autores – ligados à administração – consideram o empreendedor dono do seu próprio negócio). Eles podem estar atuando em empresas públicas ou privadas. Neste caso, empregando o prefixo in (dentro), temos o vocábulo “intrapreneur” para indicar o empreendedor “empregado”. Intraempreendedores (Intrapreneur’s) são pessoas dinâmicas e inovadoras que geram idéias e têm habilidade para colocá-las em prática, melhorando os processos das empresas em que trabalham.

CEFET-PR

O Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (CEFET-PR) é uma autarquia de

regime especial vinculada ao Ministério da Educação e tem por finalidade formar e qualificar profissionais nos vários níveis e modalidades de ensino para os diversos setores da economia, bem como realizar pesquisa e desenvolvimento tecnológico de novos processos, produtos e serviços em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade, fornecendo mecanismos para a educação contínua (CEFET EM REVISTA, 1998).

Seus objetivos são:

ministrar cursos de qualidade, requalificação e reprofissionalização e outros de nível básico da educação profissional;

ministrar ensino técnico, destinado a proporcionar habilitação profissional, para os diferentes setores da economia;

ministrar ensino médio;

ministrar ensino superior de graduação e pós-graduação latu-sensu e stricto-sensu, visando a formação de profissionais e especialistas na área tecnológica;

oferecer educação continuada por diferentes mecanismos, visando à atualização, ao aperfeiçoamento e à especialização de profissionais e especialistas na área tecnológica;

ministrar cursos e programas de formação pedagógica de professores e especialistas;

realizar pesquisa aplicada, estimulando o desenvolvimento de soluções tecnológicas de forma criativa, estendendo seus benefícios à comunidade.

HISTÓRICO

Os Pioneiros do Empreendedorismo

O nascimento do empreendedorismo, como um modelo de gestão, ocorre em um período de

transição no qual encontramos mudanças estruturais em todos os setores, tais como: cultural, educacional, tecnológico, econômico e político. O empreendedorismo nasce em 1960, mas é

pertinente fazermos uma referência ao industrial e economista francês Jean-Baptiste Say (1767-1832), autor da Lei dos Mercados ou Lei de Say, cujo conceito de equilíbrio econômico constitui-se a base da teoria econômica neoclassica. Professor do Collège de France, Say elaborou uma teoria das funções do empresário, cunhando o termo entrepreneur, ou empreendedor, conferindo-lhe especial importância no crescimento da economia. Outro nome

de destaque é o do economista Joseph Alois Schumpeter (1883 - 1950) que estabeleceu os

conceitos de destruição criadora e empresário empreendedor. Diferenciando, assim, os conceitos de empresário e empreendedor. Schumpeter colocou o empresário empreendedor como o agente básico do processo de destruição criadora: é ele que desafia o mercado e, no limite, possibilita a ruptura de paradigmas até então dominantes. Isto foi ressaltado por Peter Drucker (1987): “O empreendedor vê a mudança como norma e como sendo sadia.

Geralmente, ele não provoca a mudança por si mesmo. Mas, e isto define o empreendedor e o empreendimento, o empreendedor sempre está buscando a mudança, reage a ela, e a explora como sendo uma oportunidade.”

O empreendedorismo nasceu na década de 60 com as pesquisas realizadas por David

McClelland, psicólogo da Universidade Harvard. McClelland identificou nos empresários bem sucedidos da época um elemento psicológico crítico denominado por ele de “motivação da realização”, desenvolvendo então um treinamento cuja finalidade era melhorar tal elemento e torná-lo aplicável em situações empresariais. Em 1982, a Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID), a Consultoria Management International (MSI) e a McBeer & Company iniciaram um projeto para estudos mais abrangentes dos empreendedores. Este estudo envolveu mais de 34 países e culminou com o curso EMPRETEC.

Como o nosso objetivo neste artigo é tratar do ensino de empreendedorismo convém destacarmos as principais experiências na formação de empreendedores, tanto no âmbito internacional quanto nacional.

Formação de Empreendedores - Casos Internacionais

O programa de empreendedorismo desenvolvido pelo Babson College (Estados Unidos) é

considerado o mais importante na área.

Na Inglaterra destaca-se o programa de empreendedorismo da London Business School.

A ONU promove o Programa EMPRETEC – Formação de Empreendedores em mais de 40

países (também no Brasil). Na Espanha temos a ESADE, que realiza um programa no Brasil em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas.

Formação de Empreendedores - Casos Nacionais

Apesar do ensino de empreendedorismo no país ser recente, tem menos de 20 anos, já atinge mais de 150 instituições de ensino e 24 estados. Pelo que se sabe, o primeiro curso nesta área surgiu em 1981, na Escola de Administração de Empresas da Fundação GetúlioVargas e chamava-se “Novos Negócios”. A USP iniciou o ensino de empreendedorismo em 1984 no curso de Administração com a disciplina “Criação

de Empresas”.

Em 1992 a UFSC criou a Escola de Novos Empreendedores (ENE), que, no decorrer do tempo veio a ser um dos mais significativos projetos universitários do país. Em 1993 o Programa Softex do CNPq desenvolveu uma metodologia de ensino de empreendedorismo que seria oferecida no curso de Ciência da Computação da UFMG. Hoje

esta disciplina é oferecida em mais de 100 departamentos de informática no Brasil. Em 1996, com a missão de mudar a cultura tecnicista da instituição para uma outra mais empreendedora, o Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná elaborou o Programa Jovem Empreendedor.

É criado em Minas Gerais o Programa REUNE, Rede de Ensino de Empreendedorismo, em

1997, com o objetivo de disseminar o ensino de empreendedorismo neste estado; e em 1998 o

programa é expandido para todo o país através do REUNE – Brasil.

FUNDAMENTOS

Características Empreendedoras

O aspecto mais importante dos trabalhos de McClelland (1971) consiste em sua abordagem

sobre as características das pessoas bem-sucedidas. Ele coloca que habilidades específicas tais

como as técnicas, marketing e finanças são fundamentais, mas as características comportamentais fazem a diferença e, o mais importante, elas podem ser desenvolvidas. McClelland identificou dez principais comportamentos de uma pessoa de sucesso, as chamadas pessoas empreendedoras. A partir daí foi preparado um programa experimental de capacitação para facilitadores (instrutores) e aplicado no Brasil a partir de 1990 pelo EMPRETEC. As características que o empreendedor deve ter ou ter que desenvolvê-las ou

apenas aprimorá-las são (obtidas do Relatório de Pesquisa de Álvaro Mello sobre o Perfil do Empreendedor Brasileiro – Um estudo de caso do programa de desenvolvimento de empreendedores EMPRETEC/SEBRAE):

1. Busca de oportunidade e iniciativa: Aproveita oportunidades fora do comum para começar um negócio novo, obter financiamentos, equipamentos, local de trabalho ou assistência.

2. Persistência: “O sucesso nos negócios depende de 10% de inspiração e 90% de transpiração”.

3. Comprometimento: Assim como a persistência é a energia, o comprometimento é sacrifício e o esforço pessoal para que os objetivos sejam alcançados.

4. Qualidade e eficiência: Constantemente, busca maneiras de realizar tarefas com maior rapidez, menor custo e maior qualidade, experimentando soluções melhores para problemas que muitas pessoas, com menor necessidade de realização, consideram resolvidos.

5. Correr riscos calculados: Analisa as alternativas e calcula riscos cuidadosamente.

possibilitem reunir as condições necessárias para a realização de seus projetos mais amplos. 7. Busca de informação: Com objetivos claros e definidos, a tendência do empreendedor é realizar uma cuidadosa busca das informações necessárias para fundamentar e possibilitar a elaboração de estratégias racionais, com boas chances de êxito. 8. Planejamento e monitoramento sistemáticos: Sempre buscando informações e atualizando ativamente fontes de feedback que lhe permitam avaliar criticamente as conseqüências das próprias ações, o empreendedor tem os elementos necessários para a formulação de estratégias que lhe possibilitem alcançar os resultados almejados. 9. Persuasão e redes de contatos: Poder é a capacidade de conseguir que se façam as coisas como e quando se quer, de moldar mudanças no mundo e de se conseguir cooperação e ação. 10. Independência e autoconfiança: Só pessoas autoconfiantes aceitam correr riscos e assumem responsabilidade pessoal por sucesso ou fracasso.

Atualmente, pesquisadores de destaque citam características diversas destas e há uma série extensa de habilidades que podem ser desenvolvidas pelos empreendedores.

Este trabalho pretende enfatizar em sua metodologia as características apresentadas acima.

Jogos e Técnicas de Vivências

Por que Jogos e Técnicas de Vivências no processo de ensino do empreendedorismo? Segundo GRAMIGNA (1993) as brincadeiras, o jogo e o divertimento têm um papel fundamental no processo educacional. A experiência demonstra que as crianças, quando brincam, aprendem. Tal fato deve-se à espontaneidade de seus atos e à oportunidade de demonstrar o que sabem e o que não sabem, sem o medo de errar. Quando adultos, nossas ações são racionalizadas para que não haja falhas. Mas, quando jogamos colocamos em funcionamento nosso hemisfério direito e percebemos habilidades que desconhecíamos. É sempre a criança em nós que aprende.

Abaixo temos os três tipos básicos de jogos, a habilidade que objetiva trabalhar e as características pertinentes:

a) Jogos de Comportamento: Habilidades comportamentais: cooperação, relacionamento inter

e intragrupal, flexibilidade, cortesia, afetividade, confiança e auto confiança.

b) Jogos de Processo: Habilidades Técnicas: negociação, liderança, administração de tempo e

recursos, métodos de trabalho e estratégias para tomada de decisões.

c) Jogos de Mercado: Concorrências, relação empresa-fornecedores, parcerias, pesquisa de

mercado e terceirização.

Assim, a resposta à questão apresentada no início deste item é: Porque, desta forma, temos um processo de ensino participativo, já que o “professor” na verdade é apenas um facilitador do processo aprendizagem, no qual impera o desenvolvimento integral do ser humano.

MÉTODO

Para atingir o objetivo proposto e com base na metodologia de ensino adotada elaborou-se um programa de curso (Figura 1) que engloba os conceitos básicos do empreendedorismo (histórico, conceitos e características empreendedoras) apresentados através de Jogos e Técnicas de Vivências.

Oficina de Empreendedorismo

Clientela:

O

curso é dirigido a professores e servidores técnicos administrativos do CEFET-PR.

Objetivo:

O curso “Oficina de Empreendedorismo” foi elaborado para repassar uma metodologia de ensino na área de empreendedorismo para os professores desta disciplina dos cursos de tecnologia e estimular a capacidade empreendedora dos professores das diversas áreas

de atuação da Instituição.

O objetivo é criar uma visão geral das características empreendedoras, desenvolvendo

atitudes consistentes para o sucesso de suas atividades e motivando a busca de novas oportunidades no ambiente de trabalho.

Conteúdo Programático:

Empregabilidade – Proporcionar informações e debates sobre a importância do indivíduo empregar-se a si mesmo, desenvolvendo novas habilidades.

1. O Empreendedor e as Características das Atitudes Empreendedoras – Reconhecer as características que o empreendedor bem-sucedido deve ter ou tem que desenvolver ou apenas aprimorar.

2. Mercado – Propiciar a compreensão e a identificação dos vários tipos de mercado.

3. Negociação – Reconhecer a negociação como presença constante na vida humana e como um processo de buscar aceitação de idéias, propósitos e interesses visando ao melhor resultado possível.

4. Plano de Negócios – Entender a metodologia para elaboração de um Plano de Negócios. Metodologia:

O curso será ministrado através de aulas expositivas, discussão em grupo e através de

transparências. A técnica empregada em todas as atividades é a “Vivencial”.

Duração do Curso: 20 horas

Figura 1 Projeto do Curso Proposto

um GRAMIGNA, 1993):

Elaborou-se

ambiente

de

ensino

com

as

seguintes

características

(baseadas

em

(a)

Apresentação dos conceitos básicos;

(b)

Vivência – o jogo em si: “fazer, realizar, construir”;

(c)

Relato – espaço para o grupo compartilhar reações e sentimentos;

(d)

Processamento – momento para analisar o jogo e avaliar resultados;

(e)

Generalização – o grupo faz comparações e analogias com a realidade;

( f) Aplicação – momento de se comprometer com mudanças e resultados desejáveis.

Esta seqüência de atividades é denominada Ciclo de Aprendizagem Vivencial (CAV) e é resumido na Figura 2 abaixo:

APLI CAÇÃO VI VÊNCIA G ENERALIZ AÇÃO RELAT O PRO CESSAMENTO
APLI CAÇÃO
VI VÊNCIA
G
ENERALIZ AÇÃO
RELAT O
PRO CESSAMENTO

Figura 2 CAV

A classe foi composta por 26 profissionais do CEFET-PR.

Instrumentos para Avaliação: tendo em vista o objetivo deste trabalho, escolheram-se dois instrumentos para avaliação da metodologia proposta. O primeiro é uma avaliação dos participantes do curso ao término do mesmo. E o outro a aplicação de um questionário estruturado com perguntas abertas através de uma entrevista após um período de cerca de seis meses. O objetivo deste segundo instrumento é verificar se houve mudanças significativas nas atuações destes docentes em classe.

Resultados Obtidos Dos participantes do curso, três trabalham hoje com o ensino de empreendedorismo nos cursos de Tecnologia do CEFET-PR, quatro são servidores técnicos administrativos que trabalham com treinamento e capacitação de pessoal, três são orientadoras educacionais e os demais (16) são professores das diversas áreas de formação da Instituição.

Ao término da Oficina os participantes responderam um questionário de avaliação. Nesta avaliação, destacamos os seguintes resultados: 87% de aproveitamento e aplicabilidade do curso nos seus respectivos ambientes de trabalho.

Numa segunda avaliação, após cerca de seis meses, foram entrevistados 50% dos professores das áreas diversas. Destacamos aqui duas questões (perguntas 4 e 5) do questionário

empregado:

4. Você tem pesquisado o emprego de outras técnicas de ensino?

5. O que modificou na sua forma de trabalho em classe?

100% responderam que sim, têm pesquisado novas atividades, técnicas e metodologias para incrementarem o seu trabalho em classe e “o enfoque mudou, agora passamos a dar importância em fazer o aluno se tocar que ele deve ser um empreendedor, o aluno passa a ser mais comprometido, o dinamismo dos alunos e o envolvimento e a incorporação dos conteúdos mudaram.”

DISCUSSÃO E CONCLUSÃO

O objetivo deste trabalho atinge estruturas já arraigadas na Instituição CEFET-PR. Ele implica numa mudança cultural por parte dos professores das áreas/disciplinas técnicas. Como dissemos na introdução, não podemos formar empreendedores apenas a partir de uma disciplina que verse sobre empreendedorismo, é necessária a participação de todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem. O trabalho pioneiro de poucos professores, acrescido deste treinamento que denominamos de Oficina, por ser um repasse de metodologia

e um espaço para troca de experiências, já está iniciando a discussão sobre o tema

empreendedorismo e como capacitar os egressos da Instituição para um novo modelo de sociedade que está emergindo. Pretendemos implementar novos módulos para aqueles que já participaram do primeiro e continuar o repasse para outros profissionais da Instituição. Assim, consideramos que em um primeiro momento atingimos uma parte do objetivo proposto, isto é, sensibilizar professores das diversas áreas técnicas para novas formas de ensino em que seja privilegiado o desenvolvimento integral dos alunos, permitindo que eles encontrem seus espaços pessoais, sociais e de trabalho.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARRETO, Luiz Pondé. Educação para o empreendedorismo. Universidade Católica de Salvador, set. 1998.

BAZZO, Walter Antonio. A renovação pedagógica e a formação dos formadores de

engenheiros. Artigo apresentado na III Semana de Tecnologia do CEFET-PR. Curitiba,

2000.

CEFET em Revista. Uma Escola de Tecnologia e Humanismo. Curitiba, 1998.

DOLABELA, Fernando. Notas de Aulas (Palestras e Cursos), 1998/1999.

DRUKER, Peter F. Inovação e espírito empreendedor (entrepreneurship): prática e princípios. São Paulo: Pioneira, 1987.

FILION, Louis Jacques. Empreendedorismo: empreendedores e proprietários-gerentes de pequenos negócios. HEC, The university of Montreal Business school, 1999.

GRAMIGNA, Maria Rita Miranda. Jogos de empresa e técnicas vivenciais. São Paulo:

MAKRON Books, 1995.

GRAMIGNA, Maria Rita Miranda. Jogos de Empresa. São Paulo: MAKRON

Books,1993.

McCLELLAND, D.C. Entrepreneurship and achievement motivation: approaches to the science of socio-economic development. Ed. P. Lengyel. Paris: UNESCO,

1971.

MINARELLI, José Augusto. Empregabilidade: Como ter trabalho e remuneração sempre. Editora Gente, 1995.

SCHUMPETER, Joseph. A Teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação

sobre lucros, capital, crédito, juro e ciclo econômico. São Paulo: Abril Cultural,

1982.

PATI, Vera. O empreendedor: descoberta e desenvolvimento do potencial empreendedor. In Criando seu próprio negócio. São Paulo. Edição Sebrae, 1995.