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Moção de estratégia

mandato 2010/2012
Primeiro subscritor: JOÃO CASIMIRO
Moção de estratégia
mandato 2010/2012

 Quem somos e ao que vimos

Somos socialistas e queremos o melhor para a nossa Terra – VILA NOVA DE FAMALICÃO.

Reconhecemo-nos na Declaração de Princípios do PARTIDO SOCIALISTA, revemo-nos na


sua História e temos como referencial político o seu património ideológico.

Temos com o PS um compromisso de cidadania e uma relação de militância que nos


obrigam a participar na vida interna do Partido e a ser solidários com os seus órgãos
estatutários e o Governo liderado pelo seu Secretário-Geral.

Essa qualidade de cidadãos comprometidos com o ideário socialista e o Partido que em 2


Portugal o assume como seu obriga-nos dar ideias e a ter opinião, a expressá-las nos
momentos próprios e a fazer escolhas.

 O que está em causa nesta eleição

É por princípios e com propósitos construtivos que nos candidatámos à Comissão Política
Concelhia que nos próximos dois anos vai responder pela orientação do PS a nível local.

Trata-se de um órgão colegial, de 61 membros eleitos pelo método de Hondt, a quem


cabe a “definição de estratégia e coordenação da actividade do Partido a nível municipal”
(n.º 1 do art.º 40.º dos estatutos do PARTIDO SOCIALISTA). É essa a eleição que ocorrerá no
dia 10 de Abril. Transformar este acto eleitoral noutra coisa é subverter os estatutos do
PS e um inaceitável sofisma. Por isso, não podemos aceitar que se pretenda transformar
esta eleição numa espécie de “primárias” para indigitar o candidato socialista à
presidência da Câmara Municipal em 2013.

Da mesma forma que não querem ver o seu Partido continuar a perder para a coligação
PSD/CDS que tem governado o Município, os socialistas de Famalicão não aceitam que a
unidade interna seja posta em causa por mais uma tentativa para impor um nome ou uma
solução política de laboratório.

Não é este, ainda, o tempo para o PS decidir sobre tal matéria. Daqui a um ano, a meio
do mandato da próxima Comissão Política e numa grande e participada Convenção
Autárquica, aí sim poderá e deverá sair o nome, a agenda e a estratégia que viabilizarão
a vitória do PS nas próximas eleições autárquicas, objectivo por que todos os socialistas
famalicenses anseiam.

É que, como acontece com a maioria dos cerca de 3.000 filiados no PARTIDO SOCIALISTA
em Famalicão, não nos resignarmos com as derrotas eleitorais que, desde 2001, têm
ditado a progressiva perda de influência do PS na maioria das Freguesias e no nosso
Município.

Queremos convocar para a Política as muitas centenas de filiados no PS no Concelho 3


que nos últimos anos se afastaram da vida partidária, mas que devem ser incentivados a
participar e tornarem-se agentes activos num processo de mudança política no Município.
O futuro do PS e de Famalicão passa por eles e pelo exercício pleno da sua cidadania!

Queremos participar na regeneração do PS em Famalicão, promovendo a renovação dos


seus órgãos de decisão política e o alargamento da base de recrutamento de quadros
para a actividade autárquica e o serviço público. Só assim a estrutura concelhia do nosso
Partido dará espaço e conteúdo à participação dos actuais filiados e será capaz de
mobilizar a confiança dos cidadãos famalicenses, designadamente dos jovens e das
mulheres.

 Importa FORTALECER O PS…

É pelo PS e por Famalicão que estamos dispostos a investir a nossa energia e as nossas
ideias, renovando o compromisso que individualmente assumimos quando livremente
pedimos a adesão ao Partido.

Fazemo-lo, antes de mais, porque acreditamos nas vantagens da pluralidade sobre o


unanimismo. A liberdade de expressão e o debate interno são factores de valorização
estratégica e fortalecimento orgânico do PS. Nós pretendemos tornar mais evidente essa
característica distintiva do PS relativamente ao poder de um homem só que, há anos,
determina a seu bel-prazer a acção política do PSD e lidera a coligação de interesses a
que os nossos adversários principais têm servido de fachada em Famalicão.

Vila Nova de Famalicão tem de voltar a ser uma Terra com respostas para as pessoas, as
famílias e as empresas.

Vila Nova de Famalicão tem de voltar a ser uma Terra de progresso e de coesão social,
onde a iniciativa privada produz riqueza, o empreendedorismo é fomentado e a dignidade
e os direitos dos trabalhadores são respeitados.

Procurando apoios junto do Governo e/ou da União Europeia e captando novos e mais
modernos investimentos produtivos, os socialistas têm o dever de contribuir para que
Famalicão tenha uma resposta integrada: 4
• às necessidades de emprego dos jovens, a começar, desde logo, por aqueles que
optaram por aqui tirarem os seus cursos superiores;

• aos anseios de qualificação e valorização profissionais dos nossos trabalhadores;

• à influência crescente das mulheres na vida da nossa comunidade;

• aos insuficientes recursos disponibilizados pela Câmara Municipal às Juntas de


Freguesia para que estas possam corresponder ao que delas exigem as
populações;

• à iniciativa dos empresários e à captação de novos investimentos produtivos para o


concelho, que promovam a modernização do tecido económico local e apostem no
conhecimento e nas tecnologias amigas do ambiente;

• aos desafios da sustentabilidade, da inovação e da competitividade determinados


pelas dinâmicas do consumo, da indústria e dos territórios com quem Famalicão
mantém uma relação de interdependência;

• a uma melhor gestão e ordenamento do território que é de todos;


• às novas necessidades de mobilidade das pessoas que cá vivem ou que cá
trabalham;

• à educação e consciencialização ambiental e à defesa do ecossistema;

• às novas dinâmicas culturais e à riqueza e diversidade do movimento associativo;

• à notável capacidade de realização evidenciada pela sociedade civil e pelos


agentes da economia social;

• à falta de uma instituição de ensino superior público no concelho;

• às insuficientes coberturas das redes públicas de água e de saneamento;

• ao número excessivo de Famalicenses sem médico atribuído nas unidades de


saúde do concelho;
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• à desejável articulação entre a oferta promovida pelas escolas de ensino
secundário e superior implantadas no concelho e as necessidades das empresas
que aqui operam;

• às novas necessidades educativas e de aprendizagem das nossas crianças e


jovens;

• à valorização e reconhecimento dos nossos seniores enquanto cidadãos


transmissores de saber, conhecimento e valores.

 …para GANHAR FAMALICÃO

Com o PS no Governo e sendo socialista o único deputado à Assembleia da República


oriundo de Famalicão, cabe aos socialistas famalicenses tomar a iniciativa e mediar o
diálogo entre todos os agentes sociais e políticos para o relançamento sócio-económico
de Famalicão, no quadro da nova geografia política do País que emergirá com a
Regionalização, bandeira política que o PS não pode deixar de continuar a empunhar.

Esse esforço de proactividade tornará o PS mais forte no plano interno, mais atractivo
para os militantes e mais credível para os cidadãos; nomeadamente, se a Comissão
Política Concelhia conseguir combinar a favor de Famalicão a participação dos socialistas
nos órgãos autárquicos de quase todas as Freguesias e do Município e o diálogo
institucional, leal e aberto, com o Governo.

Neste contexto e tendo a vitória nas eleições autárquicas de 2013 como objectivo
estratégico primordial à escala local, o PS pode e deve apresentar até final do corrente
ano uma estratégia e uma agenda alternativas ao vazio de ideias e à omissão
permanente da Câmara PSD/CDS. Será essa a nossa primeira tarefa se viermos a ser os
escolhidos no próximo dia 10.

Desde já, todavia, assumimos o compromisso com os nossos concidadãos que lutaremos,
tanto no interior como fora do PS, para que Famalicão passe a dispor, até final de 2012,
de uma agência local focada unicamente:

1. na captação de novos investimentos e na revitalização do tecido económico 6


famalicense;

2. na promoção do emprego e no incremento dos níveis de formação e


qualificação da mão-de-obra existente;

3. no fomento do empreendorismo e de todas as formas colaborativas de promoção


e sustentação de um negócio ao alcance de desempregados e de jovens à procura
do primeiro emprego (auto-emprego, cooperativas, artesanato, economia social,
etc.).

Tal agência deverá resultar da conjugação de esforços entre a Câmara Municipal, os


ministérios da Economia e do Trabalho e da Solidariedade Social, as associações
representativas do empresariado do concelho (a começar pela ACIF, mas sem esquecer a
Associação Empresarial do Baixo Ave, sedeada na Trofa, e a AIMinho, com sede em
Braga), as duas principais organizações sindicais portuguesas (UGT e CGTP), o CITEVE,
as associações sectoriais do têxtil e vestuário e da indústria transformadora de carnes, as
empresas de maior relevância para a economia local, as instituições de ensino superior
com actividade no concelho (Universidade Lusíada e CESPU) e na região (universidades
do Minho e do Porto e institutos politécnicos do Cávado e do Porto), escolas profissionais
e centros de formação profissional e institutos de ciência e tecnologia da região (Braga,
Guimarães e Porto).

Organizada sob o formato jurídico que os parceiros entenderem adequado, no respectivo


Conselho Consultivo deverão estar representados todos os partidos com assento na
Assembleia Municipal.

Da respectiva agenda deverão constar duas grandes prioridades:

1. Aproveitar as instalações fabris desactivadas que tenham passado para a posse do


Estado (Fisco ou Segurança Social) por encerramento recente de uma empresa
para aí instalar uma Extensão do Centro de Formação do IEFP de Mazagão, em
Braga;

2. Lançar as bases para que possa ser instalado em Famalicão um centro


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tecnológico que promova e valorize o cluster agro-alimentar, à semelhança do
que se passou com o CITEVE, respondendo às necessidades das indústrias de
carnes, de lacticínios, da panificação e da produção de bolachas e drageados.

 Repensar a organização e a forma de fazer Política

Para que o PS possa responder positivamente a tal caderno de encargos, deve rever por
completo a sua estrutura orgânica e a forma como se relaciona com os seus filiados.
Nesse âmbito, entendemos aconselhável que o Partido funcione em rede, activando os
militantes nas freguesias e neles delegando tarefas e responsabilidades ao nível das
equipas e das propostas ajustadas aos reais problemas das populações.

Nesse sentido, propomo-nos pugnar para que nos próximos dois anos sejam atingidos os
seguintes objectivos decisivos para o êxito eleitoral do PARTIDO SOCIALISTA nas
autárquicas de 2013:

1. Normalidade estatutária, organizando a Concelhia em torno de quatro grandes


secções de residência – na cidade e nas três vilas:
♦ V. N. de Famalicão (cidade e todas as freguesias que não fiquem
adstritas às vilas);

♦ actual secção de Riba de Ave + Delães, Oliveira S. Mateus, Oliveira


Sta. Maria, Pedome e Bairro;

♦ Joane + Vermoim, Pousada de Saramagos, Mogege, Portela e Telhado;

♦ Ribeirão + Fradelos, Vilarinho das Cambas e Lousado.

2. Valorizar a CPC como centro fundamental de debate e definição estratégica,


reunindo trimestralmente conforme os estatutos, que determinam que “a CPC
reúne, ordinariamente, pelo menos de 3 em 3 meses, sob convocatória do
presidente a enviar a todos os membros com a antecedência mínima de seis
dias”.
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3. Não fazer depender a participação dos filiados unicamente do pagamento
atempado das quotas, ainda que se deva promover o cumprimento das regras
estatutárias nesta matéria, não pondo de parte uma eventual refiliação à escala
concelhia se nisso houver vantagem para a vida interna e a eficácia da acção
política do Partido.

4. Organizar um grande fórum PS concelhio anualmente, que favoreça a partilha


de informação, o debate interno e o aparecimento de novos protagonistas para a
acção política.

5. Reformular o CAE – Conselho de Acompanhamento Estratégico, órgão


consultivo criado no mandato que agora chega ao fim para promover a
interacção do PS com cidadãos independentes e a sociedade civil. É desejável
que tenha menos elementos (no máximo, os mesmos 61 da CPC), que os seus
membros sejam genuinamente independentes e verdadeiros representantes da
sociedade civil e produza mais trabalho de reflexão.

6. Existência de um funcionário político a tempo inteiro e de um administrativo a


tempo parcial, apoiando todas as quatro secções.
7. Reactivar o Gabinete de Estudos, em articulação com o CAE, que deverá
passar a ser ouvido sobre matérias relevantes para o Governo Municipal (plano
e orçamento, acessibilidades, território, ambiente, saúde, educação, cultura,
economia, emprego, juventude, etc.).

8. Estruturar um Gabinete Autárquico (com juristas e um equipa pluridisciplinar


formada por técnicos e quadros do Partido) para apoio aos autarcas socialistas,
em especial os membro das Assembleias e Juntas de Freguesia, em áreas
como formação, apoio jurídico, novas tecnologias de informação e comunicação,
elaboração de candidaturas, apoio na produção de conteúdos para suportes de
comunicação institucional (boletim, site, blogue, etc.), apoio a campanhas de
marketing institucional e de educação ambiental, etc.

9. Coordenação da intervenção autárquica do PS partilhada pelo presidente da 9


CPC, um vereador, o líder do grupo municipal na Assembleia Municipal e um
presidente de Junta eleito pelo Partido.

10. Incentivar iniciativas autónomas das Mulheres Socialistas e da JS, promovendo


a participação dos seus representantes na vida partidária e nos órgão
autárquicos do Município e das Freguesias.

11. Manter aberta a sede concelhia, na cidade, todas as segundas-feiras, sextas-


feiras e sábados ao fim da tarde e à noite.

12. Reforçar presença da Concelhia nos órgãos distritais e nacionais do Partido


(Comissão Nacional, nomeadamente).

13. Articular com o deputado à AR Nuno Sá iniciativas locais com possível


repercussão nacional e de auscultação regular dos cidadãos e das instituições
de Famalicão

14. Dialogar com as Concelhias de Guimarães, Santo Tirso, Braga, Vila do Conde,
Póvoa de Varzim, Trofa e Barcelos tendo em vista a criação de grupos informais
de reflexão, bilaterais ou multilaterais, sobre temáticas transversais de índole
intermunicipal e de ligação ao Partido, ao Grupo Parlamentar e a decisores
governamentais.

O primeiro subscritor,

João Casimiro

JOÃO Domingos Ferreira CASIMIRO da Silva 10


39 anos | gestor | pai de dois filhos
• Natural de Calendário
• Reside em Vila Nova de Famalicão (cidade)
• Lic. em Engenharia e Gestão Industrial pela
Universidade Lusíada de V. N. de Famalicão
• Presidente da Associação Académica da
Universidade Lusíada de V. N. de Famalicão
entre 1990 e 1994
• Foi secretário-coordenador da Concelhia e da
Distrital da JS
• Integrou o Secretariado e a CPC do PS
Famalicão em várias ocasiões
• Foi deputado municipal pelo PS (2001)
• Integrou a lista do PS que se candidatou à
Câmara Municipal em 1993 e 2005