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T

p

I l n

odo s qu e r e mo ued e n t e n e r . L

The Palermo Manifest

d

serie d e p e r s on a j e s m á s o m e n o s fl ctlc l

montaron su s n e go c i os a ca b a l l o d e l a I n os símbolos que cam uflan l a s ruin

e mo le do ra

co n tr a l o s lu g a r es comu

n texto sobre

Pal er mo s in o d es d

en los bares " d e l b arrio sa l v tinado a conmo v e r t a n to

l per i od i s m o

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c h m i dt ,

E s t e b a n

 

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h e P a l e rmo m a n if es t o. - 1 '

e d . - B u e n os Ai re s:

Emecé Ed i t o r e s ,

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008 .

 

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8 4 p . ; 23x 1 4 c m .

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SBN 9 7 8 - 9 5 0- 04 - 3 1 09-5

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. C i e n c ias Po l íti c a s 1. Tftul o

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DD 3 2 0

© 2 0 0 8 , E s t eban S c hmidt

D e r ec h os e x c lus i vo s de e d ic ió n e n c a s t e ll ano

r ese r va d os p ara t o do e l mundo

© 20 0 6, Em e cé Ed i tor es S . A .

I nd e p en d e n c i a

ww w . e d i to r ia l p l aneta .c om . ar

1668, e 1 100 ABO , Bu e n os A i r es , Argent i n a

D i s e ño d e c u b ie r t a : D e p a rt a m e nt o d e Art e de Ed i t o ri a l Plan e ta

l ' e d ició n : o c t u b r e d e 200 6

I mpr eso e n Ta l le r e s Grá f i cos L eo gra f S.R . L.,

Ru cc i 406 , Val e n t ín A l si n a ,

e n e l me s de s ept ie mbr e d e 2 006.

Ou ed a r i gur os a m e n t e pr o h i bida, s i n la a utor i za ció n es c r i t a d e l os titu l a res

d e l " C o py r i g ht ", ba j o l as s a n c i on es e st ab l ec i das en la s l eyes , l a re pr o d uc ci ó n

pa r c i a l o t ot al d e e s t a obr a p o r c ual q u ie r med i o o pr oc ed i m ie n to ,

la r e p r o grafla y el t r atam i e nto i nf o rm át i co .

inc l u i dos

I M PR ES O E N LA A R G E NTINA

/ PR I NT E D I N AR G E NTINA

Ouudl\ Imoho 01dnpómtn qUI l prnviono In l o y 11. 7 ?

« D i os , conc é deme l a se r e nid a d

par a a c e pt a r

l as cosas que no pu e do cambi a r , e l v a lor pa-

ra cambi a r l as c osas qu e pu e d o ca mbia r y l a

s a bid u ría par a r e con o c e r l a dife r e ncia.»

Reinhold N iebuhr , Plegaria d e la Serenidad.

Buenas tardes . Queríamo s vivir bi e n cu a ndo

n a cimos ; cuando crecimos, qu e rí a mo s ser Suiz a . Tener nuestra tranquilid a d , nu e stro aburrimien -

to ' nuestros electrodomé s tico s. Un núm e ro d e -

f i nido de drogadicto s, de pedó f ilo s, d e ind ese a-

bl es, c l a sificados uno por uno , c on s u s códi g o s d e

barr as en los bra z os, impr eso s d e b a jo d e lo s nu- do s e t e rnos de la BCG. T a mbi é n qu e rí a mo s un

s istema de doble oportunidad

p ara lo s m ás l e n -

to

s y prosp e ridad para todo s . Qu e nos pusi é ra-

m

o s d e a cuerdo par a r e sol ve r los probl e m as, a ve -

c

es dá n dote un poco

a vo s y vo s d á ndom e un

p

o co a mí. Sin puñalad a s , p a i san o . U sando l a c a -

b eza . S in a busar , sin m a nipul a r , s in d e j a r l lor an - do a n a di e, porque cu a nd o e l d ó l ar est á barato so -

m o s lo s que nos r e ímo s mucho ju nt o s e n un

h oste l de Be r lín.

A h ora, comp a ñ e r as y c omp añe ro s, l o d ec i -

mo s en voz a l ta, l o decimos en esta t r ibun a y s in

rod e o s, no s v a mo s a c obrar este tremendo pija -

años, y c ontando, porque no

z o de veinticinco

ponsables

de las c o sas

1 0

T h e P a l e rm o M anifeslo

t r i s t es qu e van a p asar l e a la p a t ria. N o era l a i d ea

e n 10 más m í nim o qu e t o do t e rminara

t a n as qu er o sa m e nt e mal. Es cierto que no s co s- t ó mucho ti e mp o ve r e s t a realidad como un he - cho q u e esta ba con s um a do en e l arranque mism o . Lo qu e p asa es qu e l a es p e ranz a es un sentimi e n - to d eme nc ia l y, como l a d es ilusión no m a t a , e l ci c lo d e ilu s i ó n y de s encanto puede repetirs e a l in f ini t o. Y bueno , a unque s e a inaguantabl e , y a c a ptamos l a id ea. Qu e lo que tenga pas a r pa se, entonc es , y s i se pu e d e e le g ir nos gustaría qu e l a pró x im a c a l a mid a d t a rde e n mostr a r el l á ti g o porqu e n o te n em o s nin g un a a nsiedad par a l a

d esg r a ci a . Mil d is culp a s por esta pa s i v id a d que los a ct iv i s t as m ás j óve n es ju zg ar á n t a n m a l , pe -

ro es t a mo s

que no s m a nt e n g an int e grados en el m e rc a do dur a nte lo s añ o s qu e c a li f iquemos como comp e- t itivo s, y a l s olo e f e cto d e ev it a rnos una v e je z

mon s t r uo sa . No s ot r o s, qu e no s c ree mos hermoso s y m al - dito s, p rá cti c o s, mode r nos y g enerosos, s a bio s y ge ni a l e s , porqu e t odo s lo dicen , somos c ínicos en público pero s ól o par a no d a r tanta vent a j a a qui e ne s no l es import a ab s olutamente n a da ni n a di e , p e ro en l a v id a cotidi a na y priv a da cum- pli m o s t od avía c on l as obli gaci ones l a b ora l es y

ve c i n a le s , c s t a qucado s por l o s mand a to s mora -

les que m<\l11.1mOS en el

tan m a l ,

di s pu es t os únic a mente a sacrificios

catecismo de la inf.mchl,

E

s t e b a n S c h mi d t

11

var i os d e esos son miedo s ir ra cion a l es qu e p asa n por mor a l , y en la a dol es cen cia d e A l f on sí n , e l r e - z o l a ico d e mocrático , e l pr eá mbulo d e l a Co n s ti- tución , sin ir m á s lejos. Cuando l a d e mo c r ac i a se a tornilló como manera d e v e r l as co sa s , no s o t r os qui si mos , como nunc a qu is im os n a d a m ás, qu e nos fu e r a bien a todo s . Ahora s omo s los qu e c a min a mo s p o r l as ea- 11 e ssin apuro, somos los d e l as ojot as, los d e lo s Hush Puppies , los de l a s r e m e r a s y buzo s con motivos pop y los que a sí loo kea do s, s in e mb a r- g o , nos presentamos en p ú bli co c on u na li gera t u r b a c i ón , como afect a dos por l a real id a d , p o r e l prese n te, tipos no d e l todo sat i s f e c hos , no d e l t o - do contentos. Enoj a dos no es t a m os, no qu e r e- mo s en g a ñ ar a nadie , porqu e el e nojo es un dí a . No no s vamos a dormir p e n sa ndo e n 10 m a l que

es t á todo , en lo peor qu e va a t e rmin ar . Si no es -

t ás d e m as iado m a l de l a cab eza, c am bi ás de t e m a.

M e re c í a mos m á s . Eso s í. A tod o esto ll am é mos-

l o m a l es t a r porqu e no es s up e r f ici a l ; s u pe rfi c i a l - me nt e p a recemo s much a cho s s u perf ici a l es . R e- s opl a mo s cada t a nto , e s v e rd a d , un a vez p o r d ía,

y

si n qu e r e r , de un modo qu e no s d e j a l a c a r a du -

ra

y t o nta, qu e nos h a c e se nti r no s g r a nd es, v i e -

jo

s, un bufido que i n d ica q ue n os em b o l a l a m o r -

t alidad y la juv e ntud p e rdid a, que no s pone t a n tristes que n o l o p o d e m o s ni hablar. Al g o as í . Y a

1 ' 1 0 S O I llO S (:,111 bu e no s como é l \ lI1W S . pero cuan

12

The Palermo M a nif es to

to podríamos estirar el trámite de resignación

al

ciclo vital si a l go nos tuviera encendidos. En otros tiempos, co m pañeras y compañeros, cada vez que quisimos aportar algo, dar nuestro p u nto de vista para tratar de ayudar, para mejo - rar la cosa, y que la Argentina fuera Canadá, los que controlaban los presupuestos nos empujaron a la banquina para optar por la nube de alcahue- tes que los merodeaban y que hicieron la vista gorda tanto, tanto, que a l canzaron la inmorta l i- dad burocrática, estatal y demócrata e hicieron durante veinticinco años todo mal, todo por la mitad, o todo entero pero despacio y tarde. Gen - te criada para soportar y reproducir una vida sin agendas, de tiempos eternos, de chistes fáciles, de maltrato y abuso de poder, y convencida de la naturaleza inevitable de algunos modales a los que justifican con todo el dramatismo con el que

se puede hablar de po l ítica. Hay que estar ahí , vie- jo, es su consigna. Un verso infernal que se com - pra en la oficinas de apuntes de las facultades sociales, mal cortado con palabrería que se apren - dió en l a calle, en los paseos infantiles por el Mer- cado Spinetto, para proteger los tronos y a los tro- nadas sentados encima, que no hicieron mucho más que espamento y plata, porque eso es todo lo qu e s e ha vi s to. N os otr os, c on e l c mp a qu c t a m icn

[ uc d i s po n emos p ara p a s ar dcsnperclbldns

y 1-'''

Es t eba n Sc hm i dt

1 3

g uir enganchados en e l mercado laboral sin m e - ter miedo, sin asustar a nadie, sin que digan , pe- ro vos, ¿no eras contra? , con la facha y el silencio que nos imponemos para no perderlo todo, nos quedamos con la l eche por la marginación. ¿Pe- ro cómo es que llegamos acá? Las primeras rondas de rechazo que sufrimos fueron a mediados de los años ochenta, con las masas todav í a felices por ir a votar, con los pibes en los brazos que querían pasar al cuarto oscuro, porque Buenos Aires fue prim a vera en Walnut Grave durante dos o tres e l ecciones, toda gente católica y feliz, votando, votándose, sin morbo en el ambiente . Elegir superaba los efectos perso- nales que le trajera a cada uno , ese atardecer, un triunfo o una derrota , aunque lo cierto es que una cosa era hacer la cola con la enorme sonrisa de in - feliz demócrata para el sellado del documento y otra que el lunes se abrieran los minister i os para que opin á ramos todos. Nosotros, que estuvimos ahí desde el princi- pio, est á bamos verdes. Fueron nuestros prime- ros contactos con el mundo de los adultos , y nos ec h a mos la culpa por la indiferencia de las perso- na lid a d es e lectas. Creímos, entonces, no saber or n o fu nc ion a ban l as cosas importantes y que

r c n í amos difi c ul ta d es ser i as pa ra l a s relaciones

p e r so n a l es p or e f ec t o d e un a m a l a c una , un a fa - 11.1 d e orluen . No s C, l I H\L lI ll1lO S mu c h o , Nos es tu

1 4

Th e P ale r mo M an i fes t o

diamo s . No s mir a mos tres generaciones atrás pa - ra ver cómo se había armado nuestra incompe- tencia .

Gobernaban los rad i cales. Era gente que h a bíamos visto en simultáneas de ajedrez en e l P a rque Rivada v ia durante e l Pro- ceso y en un recit a l de Piero en Atlan t a, y con sus hijos, a fin es de l ' 83. Eran los que más se nos pa- recían. Un r a dical podía entender que e l mundo es in j usto , salvaj e , que está descomp u esto, que hay e nfermedades espantosas cu ra bl es pero también una superabundancia inmoral . El doc- tor podía ver documentales , leer artículos , pero no quería asumi r al mundo como una esfera des-

graci a da . Ib a a decir qué b a rb a ridad pero no ib a

a h a cer nad a con la barbaridad. Interesado

en las

} relaciones personal es

como si el mun do

se in-

ventara ante sus ojos y se v i era o b l i gado a dia l o - gar con todo s los sectores , un ra d i c al no dej a ba que lo d e sacomod a r a n con problemas demasia - do grandes . E s t e bit s n - nos decían - , una co s a por vez.

Un r a dic a l podí a dormir, pero no reco r dar los sueños. Muchos prob l emas para imaginar. E n ton- ces no vio venir la telefonía celular . Si lo apretaban

con la hipótesi s, podía entrever a un h ombre con un a vi e j a a nt e n a de t e l e vi s ión e nganch a d a él su co-

l umna ve r tebra l , porq u e no muc h o m ás que e s o podía se r 1 . \te l efonía inal.imbrica,

Est e b a n S c hm id t

15

modo . Le pare c ía : qu é barbarid a d . Un radic a l no pudo ver que l as cosas iban a s e r c a d a v e z m á s pe- queñas. Que no iba a hacer falta m ás espaci o ; ni más obreros, ni más hierro. Todos esos asuntos materiales, todas esas materias d e un Kennedy , un Stalin o un Mao, provoc a ban muchísima ma- la sangre y los radica l es eran comp a ñeros que se tomaban la presión en las farm ac ias y hacían l a Claringri ll a. y muy bien . Tenían gr a n familiari- dad c o n los as u ntos graves y emotivos de todos los tiempos, c omo la Guerra d e l P e loponeso , pe- ro por a l guna ex t raña razón sabí a n m e nos d e l pre-

s ente y se comprometían m e nos con los a s untos

ardientes que les tocaban en vid a . L a cu l tu r a de un radical se soste n ía en un mundo de fascículos. Mi- les de fascí c ul o s . Pero ni una l lave in g le s a. Los ra- dicales no era n hacedores. Un radica l no construía una ba l sa n i co n pa lit os de helado. Poca f á brica en el cuero d e un radica l. No había siquiera me-

moria fam ili ar de aeromodelismo a lo s l a dos del ae roparque . y después e s a fuert e t e nd e ncia , r a -

dic a l , a ser ab o gado, a que les cr e zc a n s obr e todos

d

otro , pero con pape l es y con muy pocos result a -

d os c on c retos. En l os añ os noventa , con el p a í s de rem a te to- ta l y la j ornada de e l ecc ion es c onv e rtid a e n un a ut ina do l oro s a, c on pre s identes de mesa en f u - a por todo s l o s pu e b l o s c on a rroyo de l ) ) . \ 1 S , p or -

e sd e los omóplatos,

para vol a r de un l a do a

16

Th e Pal e rm o M an if e s t o

E s t e b a n S chmid t

17

que nadie quería dedicar todo un día gratis a un casting de ladrones y vagos, aun con ese pano- rama quisimos dar una mano para frenar la li- quidación. Pensamos también que la plata por opinar o gestionarnos tocaba. Como éramos adul- tos, queríamos contratos para matar el hambre

Todo el mundo gobernante y gobernado se ha-

 

de los presupuestos, asomar la cabez a por a hí, pa- ra no empantanarnos en los suburbios del pique- terismo político y el olor a goma quemada . Eso también fue lógico . A veces hay dos lógicas y las dos están bien. N o nos abrieron la barrera cuando volvimos a

pero mediante el desempeño de alguna tarea que resultara práctica y moral . Queríamos manejar cosas así como la Dirección de Control Sanitario para que se terminasen los patys contaminados de la Plaza Miserere. Se puede, dijimos. Se pue- de alejar a los compañeros pobres de las enferme- dades termin a les que se cocinan en la zona del vientre.

insistir yeso que podíamos camuflar muy bien el resentimiento. ¿Qué más querrían? S e ve que al- guna forma de sinceridad cotizaba. Est e bit s ti, vos no estás muy convencido de esto, vos no me res- pet á s, mejor lo dejamos. Te hablaban como en te - rapia. Con mucho lo. La cuarta época en que nos autoconvoca- mos , pasado el 2001, el inolvidable verano del 2002, con todo el ambiente destruido, Hiroshi-

a v uelto para entonce s más o menos del pejota

ma y Nagasaki made in Caballito y Flores, arr a n -

para no desentonar tanto con esa clase de per-

y

sonas, aflojamos nuestras pretensiones de pun- tualidad y temario p a ra las reuniones, el prusia- nismo tot a lmente fuera de línea con la chantada

 

camos con unos amigos para el microcine de Un Gallo para Esculapio, en Costa Rica y Uriar- te, en el barrio de Palermo , a hacer un a s reunio- nes frustrantes con un grupo inor gá nico d e ex

mediterrá ne a e n l a qu e s e crió todo el mundo . Pe-

milit a ntes políticos que iban

del centro a la iz-

ro tenían gente m á s idón ea para cumplir es a s fun -

quierda , toda gente muy pare c ida a no s otros,

ciones porqu e tampoco nos prestaron atención

a

lguna bastante

igual , con tod a l a industria

esa vez. As í que no pudimos. Y tiramos varios año s haci é ndonos las víctimas del realismo suda- mericano ' sin estrat e gias nuevas de inserción. Aunqu e no no s d es t e rr a mo s , lo que h a b r í a si do

l ó g i co, p orq u e c u a n do te ca g an, te v e n z ás o t e v as .

bien representada, para ver cómo h a cer para ins e rtarnos o moj a r, co-

mo s e d i ce e n e l ambi e nte, cu a ndo parecía que .11 f in íb a mo s a po d e r h acer l a. R ep r ese n ta r a l as

111 i 1 ! ' l í l S y pod er h ace r b i c n to d o l o q u e se h a b í a

po d í a mos

s imbólica

18

Th e P a l er m o M a nif es t o

Juntamos veinte cabezas. Compañeros con taras de izquierda inviables, compañeros que especulaban sobre la utilidad personal de la convocatoria , a ver si les servía, si enganchaban un contrato . Una abogada que estaba en el nego- cio de los derechos humanos, de un tercer grupo, dijo yo podría estar en el gimnasio y , sin embar- go , estoy a cá. La verdad , te lo decimos ahora, es- túpida, es que estabas ahí porque los sábados son días largos. Días que se pueden poner monocro- máticos, si estás solita . N os sentimos enseguida muy frustrados y muy solos en el intento de reconstruir la patria. Quién lo manda a uno a hacerse el personaje gra- ve con intereses tan magnánimos. Por otra parte, no duró n a da el hiato anárqui c o, porque al poco tiempo se rearmó el elenco estable y captamos en términos absolutos que los que están a cargo son compañeros a los que le dieron otra papilla de ne- ne s o que armaron Rastis quemados en plena eta- pa formativa . Y que lo que no es para uno, no es para uno. Como en una f á bula. Los Asuntos Públicos son los asuntos del pú- blico de acá, de la gente conocida, de nuestros compañeros de colegio y de trabajo , de hermanos y padres. Había que sacarle carga moral a nuestro compromiso para no chocar con la re a lid a d del eg oí s mo y l a m a ld a d d e todo s e ll os. Enton ces fue que, s a c á ndo l c c a r g a mora l , no s d cs mor a l l z . uno s ,

E

s t e b an S c h m idt

19

y nos corrimos para descubrir otra forma d e la pobreza que es cuando, además de todo lo que se sabe de la pobreza, una persona se vuelve social- mente inútil.

y nos condenamos a los bares, a sobrevivir exiliados de lo que nos importa. A planear la ven- ganza. Los íbamos a pasar por arriba con un Sca- nia por el simple hecho de ser más inteligentes . Calculamos mal.

Cuatrocientos kilos de caf é después , hilamos las cuarenta mil palabras de esta tarde , pocas en comparación a los kilómetros de texto de odio que nos monologamos caminando por Callao desde Rivadavia a Córdoba después de una mar - cha, un acto , después de una reunión. Lo que no s permite sentenciar que las dificultades que tene- mos para concretar nuestros proyectos , por pe- queños , por egoístas , por escandalosos que sean, nos enseñan lo difícil que puede resultar para otros alcanzar sus propias metas. Digamos esto en honor de las bandas que fun- di e ron el país. Podríamos, entonces, ser más flexibles , más h u m ildes , callarnos la boca . Podríamos parar acá . N o nos a nulemos tan pronto. ontem o s lo s d e t a ll e s. u c d e j amo s de votar . Que se termin ó para SÍl.!111 pr o l a e s ce n a d e f a l s i f l c a r e mo c ion es l o s do -

mi l H l O s electorales

e n que a l ' l \ \I H .: . 1 b . \I11 0 S p . \I ' "1 . , 1 ' 1

20

Th e Pa le rm o M a n i f es t o

escuelas. Que si estaba nublado, la jornada elec - toral quedó opa ea da, pero que si había sol, ah, ¡qué lindo día, realmente!, línea directa con e130 de octubre. Y hacíamos la cola como hombres

e jemplares y muy satisfechos con el mundo. To-

do nos caía bien. Clavábamos la nariz en el cartón liviano de las cajas de ravioles durante la espera , aspirando el olor de la pasta cruda, gratificante

como el olor a nafta y tanto más sano , y nos de- teníamos a ver cómo el paso del tiempo afectaba el cuerpo de algunos vecinos del barrio. Reflexio-

n á bamos católicamente sobre eso, sin morbo , sin chanchadas. Nos decíamos : Así es la vida. Un día la cola resultó demasiado larga y la gente arruinada nos pareció incogible y enferma. Con muchas dudas nos acercamos a la mesa 6451, masculina, y en el camino nos cruzamos con un compañero de la escuela primaria y secundaria qu e nos saludó como haciéndonos la gauchada.

A h , qué haeés, nos dijo. Y nos guiñó el ojo y nos

toqueteó el brazo, como si fuéramos repositores de B a ggio . ¡Primaria y secundari a juntos! ¿Eso es todo? ¿Qué haeés? ¿No te cop á s con un abrazo? ¿No querés sa b er nada más? No. Evidentemente no. Nos guiñó de nuevo, dijo algo sobre el calor o sobre el frío y nos toqueteó el otro brazo y mi - ró de arriba abajo a la compañera que est ab a c on no s o t ro s y lo s i g ui e nte f u e qu e b a j ó una esc a l e ra

.11 t ro t e mi e nt ra s

s e ll eva b a u n a m a no a l l"l_'11I1a

E

s t e b a n S c hm i d t

21

pa r a h a bl a r con algún verd a d e ro contempor á n eo

s u y o. De s mor a lizados por el destrato , nos qu e- damos brotados y de pie, con psicosis reivindica-

tiva, viendo pasar

vecinos, como si ya estuvieran todos muertos, todos con olor, todos grises, y no llegamos si-

quiera a alinearnos para presentar el documento

e n l a 6451 masculina masculino iluminado

da con pape l es afiche de colores. N os volvimos a casa r á pido y guardamos el DNI en un cajón de la

có moda . Ahí quedó . Si nos morimos de golpe y lo necesitan para hacer el certific a do , ahí está. Lo

a visamos por este medio. El asunto es que aban -

donamo s para siempre l a ví a el e ctoral . Trat a mos desde entonc e s de no pudrir e l e s-

t ómago con frituras y porquerías. Bajamos rece-

tas d e Internet , cal c ulamo s las proporciones de

ag u a y de verduras. ¿Con cuántas porciones de

br ó c oli por semana se le dic e no al cáncer y sí a la

v id a ? Pagamos el gimnasio adelantado por todo

un añ o. Quemamos gras a a full y el Body Pump ,

a l a gente d e l barrio, a nuestros

y entrar a l cuarto oscuro de un a ul a unisex adorn a -

ompañe r a s y compañeros, la manera más r á pi -

d a y efec tiva de estar en forma, el Body Pump,

qu e es re s ult a do s, r e sultados, resultados, a puro

r e b ote, a pura r e p etic i ón c on s obr e p e so , no s tor -

n e o l a s pi er n a s c omo s i f u é ra m o s

s t r ipp cr s .

Dio s s a b e q u e, s i a l g o v a l i e ra l a p e n a e n s er i o ,

11 0 esra 1 ' Ía 1 ll0 S ~ : 1 1 lded lcados i\ Il

22

Th e P a l e rm o M a ni f es t o

Éste no era el plan cuando fuimos a abuchear

a Alexander Haig a la Plaza de Mayo en el '82 . A desearle la muerte cuando pasó con el heli- cóptero. Nadamos también. Y tenemos un primer sa- que muy abierto y con mucho efecto que com- pensa la falta de potencia . Le pegamos con top , como cualquier a rgentino con aspiraciones. So - mos compañeros de la línea de base que juga- mos un tenis defensivo porque es un deporte que no nos pertenece . Por eso lo jugamos con miedo.

Ah, y no tenemos auto. Los autos usados se rompen y los a utos nuevos no los podemos pagar .

N o podemos, entonce s , lev a ntarnos y, si se nos da

la gana , e nc a rar a leer los diarios en el Seven Ele- ven de San Isidro. O arrancar para Quilmes . Pon - gamos que una mañana qu e r é s ir a Quilmes para ver dónde desembarcaron los ingleses el 25 de ju- nio de 1806 , por lo que nos perdimos. Hay gente por el es tilo. Porque si tenés los medios, te pue- den d a r ga na s de muchas cosas nuevas. Con pena, viaj a mos en colectivos repletos los domingos a mediodía para llegar tarde a un asa- do por culpa de l a barrera de la calle Mendoza . Es as í . El r a qu e t e ro g i g ante marca Head, color a do y blanco , con que impresion a mos a l a indi a d a q u e no s ve s ubir a l zo no a l ca n za par a di s im ul a r 10 in - d i s i mu l a bl e: q u e t a mpo c o t e n e mo s p ara un t ax i .

E

s t e b a n S c h m idt

2 3

Que algunos de los mejores a rgentino s vi v os s u - frimos una marginación escandalosa. El consuelo es haber zafado de la ver g üenza de darles la razón a quienes no la tienen. E s o tam- bién es cierto . Pese a que nos dejaron afuera lue-

g o de hacer todos los gestos de interés por la

cosa pública. Desear la muerte a militares y nor - teamericanos y cantar se va a a c a bar y van a tener que aparecer . Y se acabó, fueron dos marchas,

a unque no aparecieron . Un cincuent a por ciento

de efectividad. Debíamos liderar esta comunidad . ¿O no? Hoy somos la retaguardia. Vamos al cine en

b a nda negativa para no cruzarnos con n a die co-

nocido. Yusamos gorrita de marca para dar un look Nueva York, algo cosmopolit a, desaf e ctado

y frío. Que a nosotros la calle, la gente de la calle , los problemas de la calle , no nos ro za n nunca

m á s. Para demostrar también que somos una ver- s i ón actualizada de nosotros mismos. Que so - m os Mercedes Benzes . Que somos el último up - ra d e, el último update de nosotros. Que somos

u

na m a c rellena de aire, unas Nike con paracaí-

d

as . Q ue somos la ultra.

La minoría dentro de la

mi no r ía . Lo s intelectuales blandos que usamos

g o r ra s dr i fit. N a d a qu e v e r con los intelectuales

s o l e mn es. Lo s in te l ec t u a l e s c on c urv as , s omo s,

d e-

p o r l l' S p e ro n o es ta m o s e n e l ne g ocio d e p a r ece r

l

o s inte l ec tu a l es

c on sc ri f Lo s qu e h ace mo s

24

T he P a l e rm o M a nif es t o

hinchas de un club. La ultraminoría ab s oluta, la rabia. Que llore la oligarquía que nunca vio algo así. Que nunca nadie vio ni verá semejante com- portamiento minoritario . Somos increíbl e s, si s e nos permite. Estamos que nos cogemos enc i ma. ¿Cómo es que vivimos tan bien? ¿Cómo es que comprendemos de ma- nera tan profunda el fenómeno de la vida? ¿Có- mo es que fundimos con tanta maestría nuestra clase con nuestra nación y en este territorio? Es- tamos tan excitados que no podemos pensar una respuest a. Tomamos vinos buenos y caros para paje ar nos sobre sábanas de doscientos hilos o más, p e ro no tomamos vino blanco , ni vino rasé, ¡por d ios , el vino rasé! Estamos en la estupidez del v i no, pero no nos compramos d e cantador ni nos l o v amos a comprar. Con cosas así somos muy firmes , ahora. Tenemos dogmatismos nue - vos. N o usamos decantador ni cortagota. Eso sí que no . Somos la ultra . N o tenemos televisor ni m i r a mos televisión, pero somos también los buenos tipos que no queremo s humillar a nadie

p or e so. N o es que no mi r amos los programas de las ocho para hacer sentir mal a nuestros pares por sus vidas estandarizadas y tontas , mir á, la

v erdad e s que no sé de qué me h a bl ás PORQUE

NO MIRO TELEVISIÓN . Porqu e t a m poco l ee - m o s m ás di ar io s, p o r qu e ya sab e mo s t o d o lo qu e v a a p asa r . S i e l mun d o n os sorpr e nd e ( 011 algo,

E

ste b a n S c hmidt

25

lo miramos por Internet, que es más rápido y más limpio . No tenemos ningún compromiso con la tradición del papel. No tenemos ningún compro- miso con ninguna tradición . Vinimos a inventar , a dejar una huella. Estamos en el negocio de las variedades de té, estamos en el negocio de la co- mida étnica , nos caben las religiones, las integra- mos a nuestra creación. Nos cabe hasta Bin La- den. Por lo sacrificial de su gesto, más que nada, su errancia por distintas cuevas de Asia y esa convicción inalterable de llevar a fondo sus cosas de una manera siempre creativa. Somos también los que no fumamos pero que alguna vez fuma- mos . No somos de los que nunca fumaron. Y so- mos los que si tenemos que dormir mucho por alguna razón, nos tomamos medio Alplax y no entendemos a los que se escandali z an por cosas así. A los que miran con cara de ¿estás bien? , cuando contamos nuestras costumbres. Para que nos entendamos, si con esto, si con la Argentina, los incompetentes que controlan las operaciones hicieron algo parecido a África meridional cuan- do LA IDEA ERA OTRA, tenemos que defen- d e rno s como podemos. Y que nadie rebaje a ra- ci s mo este com e ntario. Un abrazo a toda la gente d e co l or pr ese nt e en e ste act o y a l a qu e le a l a des -

zrabación.

F u e mu y ca n sa d te veinte ni

y so lit a

lferencía I

26

Th e P a l e rm o M a n if es to

s iendo tan invisibles como el que m ás h aya h e -

cho por evadir las responsabilidade s. H i c imo s pequeñísimas diferencias, ridículas en la escala de l a inversión de tiempo y esfuerzo y li ga mos el rebote de la persecución. El mundo nunc a p e rci-

bió nuestras buenas intenciones. Nos miró siem- pre torcido y cuando los vecinos se acercaron pa-

r a hablarnos fue p a ra perdonarnos la vid a y

darnos indicaciones sanitarias. Para llamarnos l a atención sobre el exceso de conciencia. Que así no tenés paz, no te dejás llegar por otra per s on a , ni bailar. Que es tan importante . Una broma que nos hacen siempre dice par á de sufrir. Las ratas llaman sufrir a cualquier cosa. Como no les queremos d a r la razón, le s pone- mos carita de sanos, les mostramos los callos d e l tenis en la mano derecha y les decimos cosas bien capitalistas para que no sospechen. Recitamos todas las marcas de ropa para deportes de invier- no que sabemos , Northlands, Alpine Skate , Co - lumbia, y les enseñamos el carnet del Hospital Italiano , la mejor medicina del mundo en una so- la manzana de Almagro.

Te queríamos beneficiar, queríamos que seas feliz , anormal, por eso organizábamos asam- bleas . Y porque queríamos calles con nuestro

nombr e , compañeros . i Qu e l as c om pañera s vio -

l e n l a l uz ro j a en M a l a b ia y Est e bit a nl El drama de

a l a ui c n bi e n e du ca do p e r o p o b r e de verdad, ouc

E

s t eb a n Sc hmid t

2 7

qui e r e que los educ a dos d e cuatro generacion es

lo r e conozcan como par , lo in v it e n

a sus quintas ,

p

e ro que siente culpa por la menor suerte de sus

h

e rmanos, los trabajadores.

Así estamos , entonces. Apret a dos entre todo lo qu e no se puede hacer y todo lo que no se pue-

d e agu a ntar, sólo nos qued a n los deportes y el ar- te . Pero, ¿quién quería ser artista? , compañeros. Vamos a llamar arte a la venganza. A la actitud

d e des a rrollar únicamente ideales estéticos, a re -

n ovar los p e rsonajes que interpr e tamos, a curio-

s ea r siempre en cosas nuevas y a desconfiar de lo

q ue se anuncia como definitivo. Gozamos con las

c aí das inevitables. No nos van a pagar nunca an-

t ig üedad pero no nos import a. Somos la ultra.

S om os la m á s linda de todas las minorías que al -

na vez alumbró la patria. Somos los que vamos

a res t a urar el espíritu aventurero. Los que no te- nem os más ganas ni tiempo para profundizar. Los c ompulsivos del c a mbio , los neurótico s que bu s ca mos la quinta pata del gato. A nosotros ya no nos c onvencen así nom á s de morir por la pa-

tr í a gra nd e de San Martín

El a rt e e s mejor plan, ahora. Más descansado. Más mediterr an ée .

o Tres de Febrero.

Admitamos nuestras miser i as. Un a vez por

dí a d es d e h a ce v e inti c in c o a ñ o s nos que r em o s i r

.\ vivir a Bu z io s o a lugares así , No s imaginamos n In rnndruzada del Atlántico camlnnnd

28

Th e P a l e rm o M a nif e s to

29

jada por un e mp e drado,

e nvu e lto s en tr a jes d e

neopre ne rumbo a la playa a tirar redes para pes - car y cantando nace una flor, cómo me pega est e

sol , mi e ntr as una compañera afrobrasileña s e queda en la cocina de la posada que administr a - mos con nuestras esposas, preparándonos el d e - sa y uno como más nos gusta.

Los argentinos

descubrimos Buzios .

A las guías de turismo les gusta d e cir que f u Brigitte Bardot y algunos compatriotas tambi én lo repiten. Suponen que decir que fue Brigitt e lo pr e stigi a m á s porque van a su playa. ¡Dio s ! , 1 presenci a de ese lote inmenso de boludos qu mistifica en contra nue s tra es una de las gu e rr secret as de la democracia.

¡Ah!, p e ro e sto que digo que arm e quil o m que la pendejada se enganche y salg a a t ir ar pi

dras , incentivada por la lectura. P er o com ve z que dijimos no pasar á n ellos p as a ron , n pongamos tan locos con la pol ítica . Ah or somos grandes usemos racion alm e nt e nu tiempo libre. No hacerla es d e ge nt e c on pl Aunque a dmitamo s qu e hay un obj e ti vo poi moderado, co r tón , e n t od o este pequ c í

z o qu e hacemos e sta tar d e con u s ted e s , j 1

te d es ! Se t rata de mant e n e mo s

c a l íc n

j ado s e ntr e l o s do s mil () tres mll tl¡

Il I t' va l e mo s la p e na e n e st e pa ís . Y por e l co s ta- lo. () e s condid a, un a m e ta no m e no s l eg ítima

m qu e má s paté ti ca y personal: zafar. Que al me-

ltl se c umpla e l su e ño d e l cero kilómetro por e l

r e r lo d e la reproducción técnica y mecánica de I , I S p a labra s y su t raducción en mercancía.

Por s upuesto 11. O u e r e mos

que queremos dej a r a l g o , tam- hacer los deberes que se vulga-

j a rdín de inf a ntes Am a pola , donde lo s

[uiros g raba n canciones , filman películas y

nr . in to ma tes e n huert a s org á nicas. Un ja r dín

dos m il p a ra sus padres di s eñadores del

1.ls m i l. Par a papás que vienen con la nove- I de re l aci onars e t é cnic a mente con sus hijos y Ill Il' IW S ve m os la s mañ a nas de los sábados en nr, Racha de A r menia y Costa Rica . Las mo- mirando e l ho r izonte, busc á ndose, y los pa- .nt.idos a l s ol tomando Coca Zero. Dicen

1 I1l ' n e l

1 . I n()

'IJls: « Ah o ra qu e son las 10 horas y en la ea- 17 g rad o s le p on emos este sombrerito, Ida. p e ro no t o m ó ay er l a m e dia mamade- Ih : 40. en t o nces, le ponemos también un n en las bo l itas ». Y, a l a tarde : «Qué con-

_ •• dad, v a mo s a ha b l a r con un a

a miga psicólo-

p.) p.rrn ver c ómo l e d e cim o s a bob i to qu e

V i l do s d í a s a u n c o n g r eso » . I'\(.~tener h i j o s pro n to para qu e c a z u e n a

I . l H . ) eS tO S mon s truito s qu e scu ur a m c n

heruarán.

30

Th e P a l e rm o Manif es t o

En Caballito, donde arrancó nuestro sueño de salvación de la patria, los chicos todavía recogen el Sugus que se les cayó al suelo, sin el papelito, y se lo meten en la boca. Y lo chupan para sacarle to- do el jugo y no se han muerto. N o es para tanto to- marun caramelo del piso. No es lo que se dice. Sus padres los toman de las orejas, o los tironean del brazo para cruzar Rivadavia a14900 por la mitad de cuadra, para entrar recto a las galerías. Y si los nenes piden helado, compañeros, los padres no les compran. Y si la abuela se muere les dicen: ves- tite, la abuela se murió. También hay abrazos en esa zona, con los goles que se hacen los domingos a unos arcos armados con dos remeras en el Par - que Centenario, y cierta productividad cultural de mirar fotos el día que entierran a la abuelita. Así la queremos recordar, soplando velas, la vieja, con un flashazo en la cara. En el otro lado de la vida, acá, en los geriátri-

cos de Palermo , a los ancianos también

los en-

ferman de productividad. No es sólo que los po- nen a tejer , los vuelven alfareros a los ochenta años. Nadie se va de acá sin su cenicero de crea- lina, les dice el de la cochería. En Caballito no. Los viejos miran la calle desde una ventana con herrajes negros, sentados en sillas de mimbre durante mil horas hasta morirse con lo s l a b i o s húmedos y la barb a cr e cid a. En Caba l lito se m i - ra l a call e por ú lt i ma ve •

Es teba n S c hmidt

31

No es por comparar espacios ni épocas. Si ha- ce mos Estocolmo contra Buenos Aires nos anu-

l a mos para siempre. Dijimos Caballito porque

n

n

s a do. N o hay nada en el pasado, teléfonos negros y pesados. Bosta. El cine Moreno, las chicas pin-

ta das que fumaban en la entrada del Carlos Pelle-

g rini falso de la avenida Acoyte , el Charly, donde se regalaban títulos de Perito Mercantil. Y el Río

R hin con sus medianoches de salchichas y chu-

c rut con el gordo Shuberoff y los chicos del comi-

té de Formosa 114. En 1980 , hagamos números redondos, Caba- llito era el Palermo de los años 2000. Y era mu-

c ho, mucho más que Palermo. Había más plata.

os da la g a na . No por evocar boludamente el pa-

os criamos en Caballito y hablamos de lo que

La s calles Beauchef, Rosario, frente al Parque Ri- va davia, todo ese mundo de Toselli y Fuentes era

un mundo extendidamente cheto, con cubiertos de calidad, Plata Lappas, no Tramontina, y para ser

s ocio del Club Italiano, para ir a sus bailes, para

se ntarse en su restaurante de mantelería blanca y mozos de toda la vida, había que cagar sangre y

o ro a l mi s mo tiempo. Mirá si vas a bautizar Beau-

c

h ef a l a ca ll e de un bardo decadente y triste. A

e

s a s c a l les se l as ll ama Eva Pe rón, Saadi. Beauchef

's de puto. Nu es tr a

V1V

n Avcllancda y Acoyte y en 1H C I ~()r Vluanó. dueño <.1"

32

Th e P a l e r mo M a n i f e s t o

una m aderera , y a l a vuelta , por Acoy t e , v i vían los Vil aplana que tenían fábrica de c h ocolate y dos Ford Far l aines. Sus h ij os iban al Ma ri ano Acosta, la misma escuela pú b l i ca donde se entrenaron Man u e l Sadosky, José Lu is Romero y e l comen- taris t a deport i vo Ju l i o Ricardo. A l a otra vuelta , por H idalgo , vivía H u go Lamónica, qu e integró el ga b inete económi c o d e [o e y que se h abía mu- dado a l primer ed i ficio de Buenos Ai r es en incor-

porar e l portero visor . Hugo tenía

ven , era canchero y era del Proceso. Tení a la edad

de u n Babasónico. Todo empezó a cambi a r con la híper del ' 89.

Primero en las casas . Los azu l ejos qu e se parten

y q u e no s e cambian, el deterioro, invisib l e para la compañera y el compañero que pernoctaban

ahí y l uego, de a poco, mostran do l a m iseri a para

que siguieron a la

afuera. Pero uno de esos años

híper, e l ambiente se modificó de fo rma abrupta.

Si p o demo s e specular , y ac á nos damos

tos , el punto de inf l exión fue cu a nd o l es cam b ia- ron e l vestuario a los mozos de E l C o l eccionista

y el sa c o té con leche , sobrio y elegante, pasó a ser

un estampado floreado, tropica l o c oreano . ' No cambi a ron l os dueños , com o tanta gente creyó al ver l a ren o vación. N o . Esos mismos due- ños creyeron que la forma d e as eg ur a r e l n czoc io era renovar el vestuari o. A c tua l i

h a c e r b o s t a e l c on ce pto d e hermosura, Un verda

3S años . Era jo-

los gus-

E

s t e ba n S c h m i d t

3 3

d

q ue si un a comp a ñera e ra un a tabla, bien podía y a

e n esos años inco r porar detal l es d e terminación

e r o disp a r a te , contradictorio con l a époc a, por -

e n su tóra x y emparejar con un modelo d e y egua in ternacion a l .

Si el público de l bar h a bí a c a m b iado p ara 199 6 , ra algo que los propietarios sabrían mejor que un o. H a br á n hecho un a suma y resta de tost a dos o

l ic uados de frutilla que pudo haberl e s dado una

i de a de quiénes se sentaban a sus mes a s y de quié -

ne s y a no. P er o e n caso d e que el público no hu - bie ra cambiado , sí lograron que el público c a m - bia ra con l a r e no v ación d e la ropa. En sinton í a se

a

r mó un a coreografía barri a llament a bl e con la

i ns t a l a ción del Bingo sob r e l a ca ll e Rosario , y el

de s casc a r a mi e nto del Sanatorio Ant á rtid a , que acabó mostrando una imag e n dramática de hos - pit a l del conurbano cuando a la vista de los pe a - to n e s baj a b an moribundos de l a s ambulancias.

H ubo má s k i oscos t a mbi é n , porque l a s c om -

pa ñe r a s y comp a ñero s obtuvi e ron indem n i za - iones de lo s tr a bajos de los que fueron d espedi-

l os, de E N Te l , de YPP, de modo que el p a i saje de

a da v ere d a se empobreció con carteles d e mar -

c as d e g o l o s in as, y m á s · c omercios minori s tas.

Más car t c l cria. Y co m o

ma l se c o mp i t e p or pr e c i o y ve ndi e ndo

c u a ndo l a cosa v i e n e muy

a l mcnu -

leo cigarrillos y nspirin.'N" hay qu e pon e r c artc -

les urandcs v Vl tt l 0 8 o lll. A"t. hubo PANCH

34

The Pal e rm o M a n i f es to

l a calle Beauche f. Una catamarqueñización de-

senfrenada. Un abrazo

enorme a todos los com-

pañeros de Catamarca, desde luego, ya todos los burritos de la precordillera. Si nuestra gente es más pobre, come más pe- rros calientes , yuna heladería que en los mejores años cerr a ba todo el invierno, como la Gelateria Silvio de Acoyte y Yerbal, con sus cucharitas de madera y la mez c ladora a la vista, terminó ven-

diendo cosas calientes, café al paso y churros, el cuadro completo resultó una expulsión violenta para los ilustrados. Una represión en el Parque Lezica pero a delantalazos . Y El Coleccionista,

una coqu e t a confitería perfectamente trasladable

a Mil á n , se había mudado de golpe a Quito. Ha-

blemos crueldades , ¿quién carajo quería vivir en

Quito?

Todos los de París, entonces. Todos los que oímos habl a r de la rive gauche y la rive droite,

nos tom a mos el 55 en Acoyte p a ra nunca más volver y nos b a jamos en esta e s quin a de Borges

y Paraguay donde algunos comp añe ros monta-

ron con tanta generosidad este esce nario para que esta tarde digamos algun as v e rdades, mó- dicas, prep a ratorias tal vez , d e me j o r e s y futu- ras verdades. Un entrenami ento para de cir ver- dades y con esta voz.

I n l oba n S c hm i dt

35

Va mos a los detalles de est a vid a, de un a vez

p or todas. Hablemos en voz alta de la Academia l'laxo. Es cierto que podríamos ponernos un toa-

I Ió n y a tender por el portero eléctrico a una com- pañera que nos tiene las bolas rotas y escribir a

p . irt ir de esa imagen un relato respetable, legíti-

mo, v e ndible en España, es verdad,

ro n os calienta mucho más hablar de Fla x o y no

Il O S v a mos a anular por especular con viajes o

p rem ios.

es v e rdad, pe-

V a yan señores rubios, hablen ustedes de sus

v idas privadas todo el tiempo , que nosotros com-

pr e n demos muy bien que la mitad de la energía

d e l a vida, la mitad de la vida o m á s, se va en pro-

h l c mas puertas adentro, pero mucho más entre- 1 cni do nos resulta a nosotros hablar en voz alta

d e l os asuntos comunes. Si hablar como habla- 1 1 1 0 S , s i escribir supone que algunos te escuchen, por q u é no les vamos a caer en la cabeza a nues- 1 ro s c ontemporáneos con una tonelada de ladri- llos e ncim a , para ver lo que nos pasa como gru- po , ¿ n o? Con La Aldea, no con La Andrea. Muy

bi

c h a s pare j as jóvenes aquí esta tarde y nos erno-

G Ío ! 1 ; \n,nos g u s t a v er lo s a b raza do s , A no s otros,

n l a ultra, no s h a ll e v a d o mu c ho t i empo dejamos

llegar, p e ro no pod e m os ar m a r una tribun

e n e l a mor. Aprobado con diez. Tenemos mu-

f cr i

u

3

6

T he P a l ermo M a n if es l o

mundi a l de l a s co s as de la catarsis de los asuntos privados . N o se nos e s capa que lo que impide dormir son siempre los pro bl emas d omést i cos, el cabotaje familiar , porque nadie se da máquina hasta l a s c inco de l a mañana pensando en l as ba- tal l as que hay que dar para mejorar l a d i stribu- ción del ingreso en Santiago de l Estero . Son gus- to s ; de todos modos, est a mos en d emocrac i a y para eso puso los muertos el peronismo, para que unos hagan terapia en públ i co y otros hagamos púb l ico el traum a social . Queremos que algo se

prenda fueg o , é sa es l a verdad más grande. Que sep a n l os rubios que no les va a pasa r nada si qui- sier a n prob a r con otra cos a. No los van a l astimar por decir dos o tres ve rd a de s . Nos imaginamos e l

miedo que experimentan

vieron amonestaciones a la edad de l as amon e s- taciones y que se portaron bien toda la vida. Tan- to retaceo de la acción acrecienta e l pánico a la

sanción. ¿Y s a b é s que no? ¿ Sabés q u e es casi gra-

tis? N o piensen , muchachos , en

h a y que ten e r p a r a h a cerla, si eso l os acobarda,

piensen en d a r un paso adelante a ver

f u era de l a casita q u e l es hicieron dib uj ar

las personas que no tu-

la valentía que

qué hay en la Es-

I . s t e ban S c hm id l

37

pensa mo s ¿ a h qu é, mogól i co? Cuando escuch a - mos al g o qu e suena a oficia l encend e mos l a s ie- rra e l é ctrica. Y q u ere m os sermone a r l os dicién- do l e s que no vayan a esos l ugares a hacer e l ca l do

g or do , que vayan a hacer l es terrorismo. Pero no

dec imos nada porque a l guien dice antes: Hi c e un uts o e n Fl ax o , una maestría en Flaxo y lo dice

m u y contento, y se acercan otros

invitado s a la

. oc in a donde se c u ch ic hea sobre Flaxo a ped i r

p re cisiones d e curs ill os, y entonces en ese pun-

to te call á s o te vas. Y en casa , solo, hace m á s frío. Compañeros : hay gente que se h a pu e sto de

nov i a en Fla x o. Primos que viven en Córdob a que

[ uie r e n hacer algo en Flaxo. Y mucha gent e que

no l l egó a anotarse en Flaxo porque no le dab a n

l os hor a rios, el presu p uesto. Los r esentidos por fa l ta de Flaxo en sus vi d as.

¡Qué grande, F l axo ! Eso ya lo dice la gente en bro m a .

T odos los ministros y subsecretario s que pu-

s o F l ax o. [Atenci ó n !

E l sen a dor Daniel Fi l mus. Factotum de Fl ax o.

S ubsecretaria ta l , cualquier a , que fue a Fla x o. Dir e ctora Nacional q u e alguna vez coordi n ó

cuela del Sol .

u

n

arca d e F l ax o

¡ Y hay ' que coordinar á reas de

Nosotros le metemos para adelante y h a bla -

F

l axo l , si nos d i sc ul pa n l a di g r esión.

 

mos de F l a x o , porque si al g uien di ce F l axo en l os

 

La c adena de mai l s con viejo s

a l umnos, con

c

umpl es d e l a ca ll e Guatema l a a l o s qu e V . l I 1lO S ,

l

o nu c s u e na

bi e n . E l arma -

38

Th e P a l e r mo

M a n ife s to

diantes, toda la caden a de la felicidad y el recono - cimiento asegurado, los cientos de correos qu e cierran diciendo gra c ias! , be s o s ! Oscurecimiento. A las diez y media de la ma - ñana no est á nada bien la coordinación de un

á rea. Está muy gris. No tiene ninguna gracia es -

I s t o b a n S c h m i d t

3 9

r a r e l es crit or i o c o n lo s p ro ducto s d e lib rería qu e

s e ve nd e n en e l MOMA , los clip s del MOMA , la s lapicera s d e l MOMA. A lguien v a a viajar e n cual- quier momento. Se r e tira a las sei s con id ea l e s.

A d v ertimos que no podemos enfrent a rnos a

pro blemas l e gales , compañero s . No no s recla-

tar encerrad a en un cub í culo en el papel de mu- jer institucionaliz a da . No se ha estudi a do so c io

mcn, e ntonces , todos los nombres ve r d a deros , los de l a g u ía . Es to e s lo que h ay. Si r e sult a r a in-

para armar planillas de Excel, de Flaxo. Sirve

s

ufici ente , de más está decir que se puede a ban-

socialmente,

eso no se puede discutir. Es una

dona r t a nto es t e acto como la lectura de nu e stras

presentación

sólid a en el Club de Amigos . Una

pala b ra s . P er o s e trat a d e materi a l in s pir a do en

t a rjeta lamin a da en polipropileno mate con su

nombre , su lugar , su dirección. Okay. Y después knock out b a stante antes del gong. A las once em-

pi e za a chat ea r con s u mejor a miga de l a Facult a d que vive e n España, que cómo les va a las dos , y

h a ce cuentas la coordinadora . Memoria. Le va

m a l. En comparación le va como el orto . A las do- ce la oficina no le gust a . Es chica. ¿Es chica? Es

chica. El monitor de la pc es v iejo. A la una, la coordinadora se obsesiona. Como merece mucho m á s , pid e chow fan para llen a rse . A las dos de la

t a rde la sangre le recorre las tripas y se siente una

total preparándose un Cachamai en el offi -

ceo Sus ilusiones de pantalla pl a na est á n intactas a l a s cuatro de la t a rde porque l a sobrevida en un campo de concentración requi e r e de una es p e - ranza d emencia l. De ú l t i ma, me la c o mpro yo, pi e n s a . Q u e dan in có l um es l o s d••• o. do cornpl

lo ser

h ec hos reales , si a livia. No tenemos nin g u na ima-

g inac i ó n. Todo lo qu e e x iste es todo lo que ha y . Y

11 0 n o s va mos a a pretuj a r en el

subte par a ir a ha-

rcr trá mite s con a bog a dos al cent r o . Por ningun a razón. Somos ve ter a nos de un a guerra perdida.

N i una reunión más en nuestra s vidas. E s t a v en- r.mza módic a , ya diós.

Reto m em o s .

l axo en l a m itolo gía p a tria e s herman a lox, am b as hij as de X a t a n á s.

de Ve-

V e l o x fue u na f i n anc i e ra que murió a puñala-

d.\ por el Banco Centra l y qu e se ex tr a ñ a e n l a city, po r la ca t eg orí a de compañeras que ha b ía en e l se-

rorariado d e l nivel zcrcncial,

Era un g u s to pre -

husmear e l ca pit a li s -

lujos c omo almorzar en

40

Th e P a l er m o M a nife s t o

el Clark ' s de Sarmiento a mediodía y escapar con alguna de esas pibas a hacer una siesta en un bar- co amarrado en CUBA. Esas bancarias ya estarán todas casadas bien, esperamos. Con nuevas ter- minaciones en el tórax y cuentas en el extranje- ro. Qué van a ahorrar acá. Flaxo sobrevive. Es la financiera académica de

la patria. Un científico social debe matar el hambre, que

no lo coman los piojos, y es amigo de un mucha- cho que participó de una ONG medio neoliberal

y que terminó de subsecretario de un gobierno

popular y arregla con él una investigación sobre el tema que más le guste o el que le resulte más fácil y se manda a Flaxo a que se la auspicien. El arreglo es que le ponen el nombre institucional,

y él hace el trabajo. Y le deja un diez o un quince

por ciento de su acuerdo comercial con la subse a la institución. Ese porcentaje se dice en inglés:

overhead. Decirlo en inglés es como caminar sal- vado por la principal avenida del capitalismo. Es como ser un banana de la republic. Flaxo , compa- ñeros, cuando no es ese rumor eléctrico que pregna a nuestros amigos profesionales de la cla- se media con inmensas ganas de zafar, es el me - nemóvil.

y su negocio e s manten e r se e q uidi s t a nte d e

l as fuerzas en pugna. E s como Barugel y Azulay:

un n czo c i o d e baños que no el rAdiCAl, peronlsro

Es t eb a n S c hrn i dt

41

n i del Frepaso. Igualito a Flaxo. Que al no ser ín-

t imos de nadie, son buenos amigos de todos y

a

u e dan decir de manera compleja aquello que los

p

m aestros conocen de manera práctica. Así se ar-

tic ulan relaciones de poder en el campo de la edu-

p rovechan la necesidad estatal de cuadros que

a ción.

Lo ilustramos más fácil para los compañeros que se han acercado a esta esquina desde otros ba- rrio s: Flaxo pone a los sociocientíficos por arriba m e l escalafón jerárquico y salarial porque se su-

p

o ne que la ven.

E s verdad que, así como la mayoría de la gen-

t e n o tiene la menor idea de lo que hace en la rea-

l id a d diaria de su vida, los maestros tampoco.

C om o son maestros y enseñan la tabla del cuatro

() c osa s más difíciles como factoreo, puede pare-

-rnos que ven más pero, en general, no. N o tie- non objetivos superiores a la supervivencia y

po see n la misma falsa conciencia que cualquier

m e ta l úrgi co.

En los b a rcos a la deriva, en la lenta deriva de un barco , compañeras y compañeros , hablamos

I d país, hasta

e l último pasajero llega a tener una

ide.i apro x i ma d a d e qu é pasó , por qué chocamos y c o ntra qué. S i fue u n t émpano o s i lo to r pedeó

Il\ Thntchcr, Pero e n la hor a fin a l , c on e l agua fr í a orniéndolc las piernas, ni lo piensa. El culpable lcs lablos blancos y .,,,

42

Th e P ale r mo M anifes t o

hunde de a poquito haciéndose lugar entre res- tos náuticos para irse al fondo donde no hay na-

da de luz. En las escuelas más o menos lo mismo. Se cuelga media hora la mae s tra detrás del vidrio su- cio de la puerta del aula 7 a mirar el mástil del pa- tio mientras los pibes se matan y se dicen puto, anteojudo , enano, gorda, culón, cuatro ojos, hi- jo de puta , maricón, maricona, tortillera, puto de nuevo, y taconea para que bajen la voz , y la bajan ,

y la suben, y taconea de nuevo, y si se mira tres

veces las várices piensa en el fin, que la torpedeó

la Thatcher, y pide licencia y capaz que tiene na-

da más que 45 años.

E n la sociedad del espectáculo, además, los

maestros tienen tanto predicamento como una cajera del Eki porque los arremolinamientos y el respeto se corresponden siempre con la plata o con el poder. Nunca se ha cortado el tránsito pa- ra ver pasar a una maestra , excepto en el libro Co- razón , que está tan mal visto. Así, ninguna maes- tra firm a la asistencia pensando que esto mejora, más bien lo hacen conscientes de que empeora. No son tan, tan cortas, tampoco . Veinte millones de pobres en las inmediaciones escolares, un paí s que no fabrica nada y depende ex c lu s iv a m e n te de un precio internacion a l qu e no pu e d e c ontro - lar de uno s g r a no s que no l e p e rt en ecen I y los qu

obicrnan d e punta J punta d e l paf •• v e n todo "

IN hn n S c hmi d t

43

" e s ca lafones, son una con s tela c ión de estrell as

m u e r tas y viciosas que ya quebraron el Estado al menos tres veces.

L o s chicos por supuesto que no saben nada de

lo qu e pasa ni de lo que les espera pero los padres i ro nse rvan la fe en la prosperidad. Van cada tan- I o.il es tablecimiento, a los actos, a buscar a los es- e"« ilares, y ven progresos. Pero , papis , los chicos

. I pr e n den a escribir hasta en escuelas de Guinea

I k u a torial. Sépanlo.

La a cademia Flaxo fue partícipe de los últimos ve-inticinco años de gobiernos argentinos, [par-

u - c i - p e l , compañeras y compañeros, y Flaxo no

r i t' n e e l escudo del gobierno nacional y las tarje- l as la minadas en polipropileno mate de sus coor- di n a d ores de áreas no vienen con marcas de agua . - Pe ro , tío Antifaz, ¿cuántos subsidios , cuán-

l . l p l a t a viajó de las cuentas ministeriales a la cuenta de Flaxo? - C ontainers , Anteojito. 1 I ag a mos ahora la pregunta en la que todos los invitados d e l cumpleaños al que fuimos anoche

p ie n sa n :

¿ Q u é dr a ma h ay s i est a gente estudi a para so -

lu c ion a r l o s pr o b l e mas de l a educac ión a rgentin a

y g.run lo qu e t i e n e q u e g a n ar un ti p o que se so -

m e t i ó ,11 d e b e r y a l es tudi o

in cesa n t e?

44

Th e P a l e r mo M a nif est o

Es legítimo . Está perfecto . Nos hace muy fe l i- ces que se haga n casas a su me d ida y se compren

u na hectárea a setenta ki l ómetros d e l centro pa -

ra hacer apicultura o para tener una h u er t ita, que son tan lindas. Es la única v id a q u e tienen . ¿Có- mo no l os vamos a entender, licenciados? Pero si hace veinte años que Flaxo pone fun - cionarios nacionales y municipa l es de educación

y los alumnos son cada vez más fl o j os

Y si,

consci entes de eso, los l icen c ia dos

propios hijos a escuelas priva d as ,

es que fal l an en la gestión y diagnostica n en su absoluto beneficio . Ganan la plata para los c l ubes

Med de verano y se percatan de d ónde notienen que educar a su s críos para que prosperen en l a

vida y l e s paguen l a parce l a en el Parque Memo-

ria l en el f u turo. Apuestan con in f ormación c l a-

manda n a s u s la conc l usión

I u t n b a n S c h m i dt

4 5

u - nde nt e

d es tituido Aníb a l Ibarr a y d e l matrimo-

nio f orm a do por Néstor Carlos y Cr is tina E l i sa- hct K irchner . Una c u rva de veinte años ase s oran - do e n las a l turas, decidiendo sobre escuelas,

i obre planes , sobre obras, y l os a l umnos apren- d en c a d a vez menos y son m á s justitos. Filmus , mcá culpa , loco. Algo hacés mal . No d e j ás pa sar

u n a.

D e cí: Yo ya jugué , ya erré todo s los p e n a l e s ,

. i h o i « que pru e be otro.

S i l a pa t ria co n t r at i sta se define porque una

l ' mp r e s a constru c tora tiene un edificio d e once pisos donde sientan abogados en los prim e ros d i cz e ingenieros con tableros pequeños reci é n en e l undécimo, captamos la idea de que el ne g a - r io es l l evar y traer pape l es y que prorrogu e n ven - c i mie ntos y estiren plazos y cobren comisiones

y q u e, luego, un par d e té c nicos finalmente hag a

sificada, compañera s y compañeros. Fea actitud.

a l. N o hacerla m á s . Y no es que no queremos que

m

l

a g e nt e zaf e , porque para eso se est u dia. Tampo-

la

que se habl a tan mal , sin saber bien por qu é s e

.

i l g o, p a ra disimular. No hay por qu é, entonces,

11

0 h a blar de las eminencias de F l a x o en lo s mi s-

d iagnós ticos

son humo .

En f in , e l nacional justicialismo requiere de

Podrían retirarse unos años y hacer l o que h a - cemos todos cuando algo nos sale p r obadamente

mos t é rminos. Con el agravant e de que Fl ax o

ven d e diagnósticos . Los diagnósticos no son ca-

ll e s , n o son infraestructura ni hospit a le s. Los

co es que Fla x o e s un terciario de l a Secta Moon, pero puede ser más dañino qu e l a S ec t a Moon de

t éc n icos p a r a h a bl a r d e e ducación o de sal ud. No

le

c a e con tanta mala onda a un chino .

s

e juegan to d a v ía a po n e r a l f r e nt e de e so s a s un -

 

E

l querido Daniel Filmus , por ej e mpl o, n o es

to s ,1 l a comp a ñ era

de una b ásica.

de

la Secta Moon , p e ro fu e fun c i onar i o de Car l os

En h onor de Pilmus di g. l I 11OS quc h izo e l sa-

Alf redo G r osso y de Car l os Saúl M c n c m , de l in

lfl c i o d e se r r eco n oc id o n o r 1 , \población

c i vi l y

46

T he P a l er mo M a n ife s to

asomar a l a call e su cara de San Bernard o . Es se- nador, f u e ministro y p or eso me r e c e e l respet o

d e quie n a l menos as u me e l r i es go d e qu e l o ca-

g u en a pa l os a l a sal id a d e u n c i n e o t e rmin ar

ju-

gando a l a canasta en e l T reinta y Tr e s Ori e n ta l es co n Papal eo y Lorenzo Migue l.

Pe r o su amigo L u c i ano «Ma n te c a» D i Nápoli, compañeros, otro científico soc i a l e x t raor d ina - rio, como Danie l , ah . Manteca es de lo s qu e só l o se ex pon e e n i n te - ri o res.

Manteca Di N á po li , donde q u iera q u e estés,

buenas tardes a vos

también y a t o dos l os que te

c

onocen . Llegó la h o r a d e rayart e e l auto.

 

L

o presentamos .

D i Nápo l i es uru g u ayo

d e

n

ac i mien to , y no perderíamos

u n s egu ndo d i-

ciendo de dónde es si no fuera qu e él mismo s u -

b raya su condición de uruguayo para distinguirse

de sus alumnos argentinos, d e s u s pares socio- lógicos argentinos y de la sup u es t a arrogancia argentina, tan , tan embromada qu e se merece tantos c h istes por parte de gente d e ot ros paí- ses sudamericanos a l os q u e l es h a i d o tan, pe - ro tan bien. Manteca es un muchacho de m e t r o setenta, setenta y cinco k i los bi e n di s tribui do s y barba s o - ciald e mó c r a t a , l o qu e e qui va l e a d ec ir qu e es pro

I u í e b a n S c hmi dt

47

l

i j a y corta . No d e qu ien necesit a un a b a rb a por

s

er narigón o pela do , si n o como d e coración por-

qu e u na ca r a s impl e, l ava d a, afeita d a, d i ría mu -

c h o menos d e un a p e r sona dedicada a la ciencia

s

Hab l a m os d e un li cencia d o de cincuenta años

on una d isci pl ina fe n o menal para e l encadena -

oc i a l .

r

d o de funciones soc i a l es t rascendentes, todas a

bu e na d i s t a n c i a de l as ve c inas y los vecinos, de

m o do de l ogra r se r t a n prestigioso como inv i s i -

bl e. Voc a l de C it iz e n P ower , director general de l

S i s t ema Nac i o n a l d e Co ns u mos Cu l turales , con-

s u ltor de l a O I T , d irectivo del portal Educ. ar . Un

r u r riculum qu e se p one ente r y no se ti l da la má-

qu ina hasta la p ági n a 70, que es cuando puede

s urg ir l a i dea d e que más va l e que este hombre

. u ne con l ocur a a l a p a t r i a d on d e fi j ó resi d enc i a,

. u ne con l ocur a a l a p a t r i a

or que l a pre ocup ac i ó n exagerada por la suerte

p

e los argenti n os, s i n o, no se en t iende .

d

nacido y criado no

( 'S g a rantía de nada, pe r o no es l o mismo que te

, \rr u i n e n la vida lo s co mpatriota s a que te la arr u i-

ncn lo s extranje ro s. Esto es polémico, y es posi- hlc que s e a fa l s o , c a d a u n o pu e d e arma r s u tri bu - nira, escr ibir su libro, obviamente, pero es otra legitimidad f undi r a tus h er mano s s i sos de la fa- milia q u e s i n o l o s o so E l vi e j o tema m u s ulm á n de

qUl ' In s an g r e no CR

no s l o c an a mo s. : \l1n C 1U ~n o 10 m e r ezc amo s. Ani

Es obvio q ue s er argentino

ag u , l . Si no s fu n d e M e n em,

48

Th e P a l e rm o M an i fes to

lntoban S ch m i dt

4 9

llaco sería nuestra guerra civil perdida. Sus habi-

 

·

1o rigen que tengan , tienen que soportar algún

tantes más caracterizados son todo lo especula-

bo c horno público para compensar la desgracia de

dores y ventajeros que se aprende a ser en un

\111 país que lo tiene todo pero que no da para

pueblo semita acostumbrado a los comerciantes que se transportan en camello y que cambian bol-

mas. Que paguen los traidores. Veinte años presentando diagnósticos , infor-

sas de sal por una palangana para lavarse las pa-

m

es de coyuntura, ¡todo anillado! , diapositivas

tas y que son herederos de esa negociación m í ti-

ron e l power point para enloquecer

con tecnolo -

ca con el camélido que en medio del desierto le

g

l a a las burocracias y, sin embargo, comproban-

pide cosas imposibles a su bereber para seguir

(

l o e n cada oportunidad, en cada presentación en

adelante.

l

o s microcines, en los auditorios estatales , que el

Si los de Caballito , que somos más, y más cul-

e

s f uerzo es en vano porque no importa, no im-

tos, perdimos las primarias con los de Anillaco,

por t a nada de nada lo que hayan pensado y dicho

te exiliás o te la bancás. Y cuando se pierde, hay

l

o s c ompañeros licenciados. Su trabajo mental

que ser hombre, hay que aguantar. Con todo el

.

i s cs or ha sido y es, por sobre tod a s las cosas , apo-

enorme cariño que tenemos por la llanura uru-

 

p

sicológico disfrazado de ciencia para hom-

guaya y por algunos de sus mejores hijos, es in-

brcs de todas las variantes del pejota que apren -

cómodo que te baje línea alguien que está cultu-

dier on a sobrevivir y a ascender sin ent e nder las

ralmente libre de tus derrotas y tus triunfos. Sos

r

. iz ones profundas del desastre pero que son

de acá o sos de allá. Definamos eso . O elimine-

muy prácticos con las consecuencias; ap r ovecha-

mos los controles aduaneros. Total .

dores natos de las calamidade s.

 

L o s consultores informan sobr e el deterioro

Senten c iemos ahora . Asesores, asesorados y técnicos, gente activa y enérgica de todos estos

l e l a pa tri a pero nunca mencionan su propi a res - ponsa bilidad en la materia. No se disculpan y a me d i d a que meten la pata agigantan su pres e nta-

(

años libres y electorales, enfermos de importan- cia los s á bados e n el Club de Amigos, padres con -

c

ión res p e t a bl e . Son de bronce en su imagina- ión , pero h ay que ver l os ap rov e char l a s liquid a -

sulto r es disfraz a dos de granad e ros y m a d res s ub -

d

ones en e l Z ara c ada c ambio

de est ac ión , dond e

se cre tari a s encarnando a d a m as mendo c in as c ada

h

ace n trabajo de campo e n l o s pro b adores y s u -

1

7 d e a g o s to en l as escue l as de s u s 1

\

: \11 en una oiorl'\l1 dotrAl de 1:\ c ortina .

50

The Pa l e rmo M a nifesto

Di Nápo l i y su señora componen un matri - monio muy lindo, muy serio, con nene y nena. Una famil i a redonda, cuadrilátera, que vive en una casa de ocho metros con sesenta y seis cen - tímetros de frente por cincuenta metros de fon-

do en la calle Gurruchaga del barrio de Palermo,

salvado, diseñada por ellos mismos con

el apoyo técnico de un arquitecto, para durar co-

mo matrimonio, como familia y para que la casa d u re como creación y legado. Algo para siempre.

Abaj o el living, el garaj e, y un jardín de fondo con cañas de la India definiendo el perímetro, repo-

con brasero. Arriba, l os cuartos y

un baño súper con hidro y ducha en box y todas las fantasías de Barugel y Azulay: venecitas s o- bre cemento alisado, duchador manual, kilos de espuma en grano, un frasco de vidrio ll eno de es- camas de jabones de colores y un ventanal que da a la calle, en cuyo borde acomodan perfumes im- portados para que se vea desde la vereda de en-

frente la fila de botellitas adquiridas en las tras - noches de los free shops. Los Di Nápoli son globales, que es tan impor- tante. Vidas internacionales que juegan a fondo

en el]umbo, donde embolsan rar ezas p a r a l as pi -

cadas como aceitunas ne g r as r e ll e n a . d . "tlI1116n. Lo de todo s lo s dí a s , 10 q u e se venc •. lo rotlr,lI1 d e l

el barrio

seras y parrilla

I s t o ba n S c hm i dt

51

i ú p er Cordial de Borges y Costa Ric a , donde los

c r u z amos siempre . Sorry la casualidad. Manteca -stá muy a mano desde que la Buenos Aires que

' t' puede transitar y vivir sin deprimirse se redu- jO a cuarenta manzanas. Tanto en las góndolas grandes como en las

r hi c as, el matrimonio se muestra como gente

p r á c tica, solvente y sobria. Tal vez triste. Con un Iuerte sentido de la vergüenza y culto a la ubica-

c i ó n. Los fines de semana tienen sus rutinas de l 1ub , la horita de tenis, la horita de sol con los

o j os cerrados , los veinte minutos para leer el li-

I Ira que sacó Edgardo y que es una tremenda gar - rha, con cuadros estadísticos, y reprimido hasta l ' 1 1 los agradecimientos. La media hora consagra-

<1.\ a conocer gente nueva, porque nunca se sabe

r om o terminan esas historias que empiezan en

(11 fr ontón, sus derivaciones contractuales, y los ,11 a r d e ceres refrescando an é cdot a s, regando l a pl a nt a de las amistades más viejas y su continua- ( ión e n las comidas preparadas con dedicación.

L o s r i s ottos que l l evan tiempo, unas verduritas

,d wo k , con

. u ti v i da dc s r e creativ a s que precalientan para una nnana d e t r a b a jo donde s e hará un fuerte culto

tl c r ec imiento

algo, con croquetas de polenta, todas

d e l a c u e nta bancar i a y a l a propor -

ción d e l a d r ill o s p ro pi os, y c a d a uno d e eso s dí as

-spcculundo acerca de l~ mejor manera d e " p ro

52

T h e P a l e rm o M a nif es t o

vech a r l ~ s sá b a dos , los domingo s y los feriados , porque lo s días l a bo r ale s , a unqu e se s acrifiquen a una magnífica v e ntura económica, son una tor- tura. Y así, compañeras y comp a ñeros , por todo lo que dura una vida. ¿Qué tal? Durante la semana, Mantec a y señora se l e - vantan al mismo tiempo. Se miran cuando se enciende el radio despertador con la voz de la fa- mosa locutora Magdalen a y s e dicen y a . Eso es muy lindo. Y no s e sep a ran hasta el centro. De-

en el Lyc é e Franc a is y encaran p a -

r a las oficin a s del a sesor a miento

uno , camin a n como hechizados por los largos ,

f ríos y, más que nada , turbios pasillos de los mi-

nisterios. Los Di N á poli , que son gente perfu- mada y bien vestida, serp e ntean por una cruda escenografí a de azulejos m a nchados de tóner , de mocos vi e jos y anuncios de l a UPCN pegados

donde, de a

j a n a los nenes

c

on c int a scotch que avi sa n de reuniones donde

h

a bla Migu e l , el del e g a do , y Mart a , Mirtha , Sil-

v ia y Jorge escuch a n, y fum a n Le Mans largos y

revuel ve n moneda s y clip s e n lo s bolsillos de sus

delantales, como laborato r istas de Europa del

Este . Postales hum ea ntes

miento que r e galan est a s pl a ntill as qu e prep aran

c a fé p a r a los empl ea dos j erarqu iza do s y qu e p a -

sa n tr a pos a lo s escr it o r io s . Y h ay b a ño s, e n es o s

pas illo s,

cuáles s on l as pu ertas qu e l

de pobrez a y resenti -

cad a c i en m e tro s, y hav que adivinar

E s t e ba n S c hm i d t

53

de n s er morgu es rum a nas lo s bañ o s minist e ri a -

l

t o de los e mpl e ados

e s, man te nido s como s i hubi e ra un p a cto secr e -

de m ae stranza

p a r a ir de

u e rpo en sus c a sas. A cá no c a ga n a die qu e no se

c

q ui e r a morir. Inodoros con tablas negr a s man-

h a das de Ode x y mingitorio s cariados por el s a -

r ro , y m ás y m á s azulejos c e lest e s y op a cos y

qu e br a dos y , fuera del baño , dond e puede uno

re c oncili a rse con lo vivo , l as esquin a s a b a ndo-

n

a d a s con bollos de p a pel d e alfajor y capucho -

n

es mordidos d e birome esp e rando l a a s pir a do-

1'.1 de l a próxim a madrugada.

C on e ste p a norama , un consultor , un asesor ,

l\ 11 li ce nci a do , s e maneja n mucho a l a dist a ncia y v.m d e c u e rpo si e mp re e n s u c a s a. Una gr a n ven- I.tj.l de l a que s e habl a m uy poco en l a Ar g entin a,

( , (l mp a ñe ros.

T odo e s tan feo que M a nteca s e a co s tumbró

a reprochar? No se leen libro s, toda la cultur a

musical qu e t i e ne M a ntec a , los viajes qu e hi z o

. \ no v er. ¿Qu é le vamos

1\1 i ni c nto s

libros, mil

po r e l m u n do , p a ra comerse el g a rr ó n b l ' l ~z, \ y e l od i o de los trabajado r es

d e l a po- estatal es.

ouric, L u c i a no Di Nápoli, de todo s modos ,

\ I MH l o se c ru za c o n uno d e ésto s, l es c l a va un

moucón. c omo h ace n l o s m ini s tro s , 1\ (, " , \ : \ r ob ar y r e quiri era n a tu ra li d a d

o c omo si c on e l am -

h l(' IH C para que nadie s o s p ec h ar,l . Il u s i on i s mo

mo (.) de los nugoH '1\1(,' hablan y hahlnn y S"

54

T h e P a l e rm o M ani f es t o

perdió en el aire el movimiento d e las manos, y te cagó , me c a gaste , mago. Estos compañeros licenciados encadenaron contratos durante veinticinco años. Por eso les caemos encima, y porque el país está tres veces

peor. Si fueran ganapanes,

maríamos este trabajo. Va un cuarto de s i glo, y cont a ndo, si n dejar pasar , sin deprimirse, una temporada para pensar que el mundo este invier- no es rojo y la tierra es triangular y por eso mejor parar, para ver qué est á pasando, que es lo mejor que puede hacer un intelectu a l con su instru- mento y por su instrumento. O porque a lo me- jo r no les gusta m á s vivir en un mundo d e forma- do y se quier e n escapar.

¡qu é sé io! No nos to-

Todos los a rgentino s han visto peregrinar a

Mant e ca por los edificios

estat a les desde el prin-

cipio de los ti e mpos y se pregunt a ron quién era cuando sobresalió con su ve s timenta sobria, su

pañuelo de sed a a l cuello y su actitud de duque , de conde, de cinco t e nedores , y se preguntaron qui é n se cree que es , un interrog a nte nacion a l de - fini t ivo, y le s tocó e s cuchar cómo a él tambi é n lo

afecta el promedio

lach a e l person a j e cu a ndo l e di cen: E l C011l fa to no

e s t á, n o p asó por persona l , 11

P,18Ó por tc s orctia, c s t . uno s

a mbi e nte . C ó m o se l e des h i -

s t e b a n S c h mid t

55

T od a s la s r es puest as estánd a r que brinda el

pe lotón de inútiles que subgobierna desde las área s a dministrativas nacionale s y municipales,

per o que Manteca soporta porque sienta el eno- jo e n otro sillón , una clave de la supervivencia , y

c

ua ndo no hay que comerse humillaciones, in-

s

i s te e n la simul a ción

de un alto rango mundial,

una cruza de Mandela con Favaloro , en la s recep-

c i o n e s de los ministerios , de las secret a rías de

I~s ta do , en los sillones de cuerina , hundido, leyen- do u n libro en inglés o subrayando Amor Líqui- (lo, d e pende l a é poca , algo de divulgación que

p

pu e da hacerle una devolución sin que la ignoran-

c l a l o humill e. ¡Ah!, así vegetan con aires de importancia y ( 1 1 1 g ra n habilidad para señalar que el problema

dI ' l o s pr oblemas, las causas de los desastre s son h-mpre los demás, los llamados mogólicos y los

l . u lr ones . Lo s que sólo pi e nsan en robar. Ylos in- l' 1l1l0S q u e nunca roban. La gent e con problemas

p.lr,\ e l rea li s mo . Y los que se qu e daron en e l pa -

a do . Los qu e c reen que esto es Suecia. Y los que

u eda recomendarle al ministro, para que el otro

r ce n que est o es Bolivia o Paraguay . Son culpa - bles, todos l os que cree n en a l g o. Una capacidad no num c nta l , benefic i ada po r e l voc a bulario, pa- no quedar pegado s. N o menos fun cio na l res ul - I olvido p a ra l o s d e t a l l es qu e ti e ne nue s tra co -

unidad, Iaclluado pur el h ec ho d e qu e los

56

Th e P a l e rm o Mani f es t o

consultor e s viv e n d e tr ás de escena. El que da la cara gana m ás pl a ta y le toca la historia, si le va bien. Puede haber choqu e s en Rivadavia y Fil- mus . P e ro si enganchan a Daniel en una tragada grande, e s t á muerto . L e v a ya como le vaya al que est á en e l esca lafón s u p erior , los genios del diag- nó s tico z a f a n s i e mpre.

Se e nc e rra r á n los fin e s de semana que h a g a n falta para h a c e r nu e vos análisis que produzcan

más carp e tas anilladas para entregar los lunes y que ayud e n a comprender por qué pasó lo que pa- só. Le hubi e r a v e nido bien a la patria que se pu- si e r a n a l a s ombra un año, aguantando hasta que su e n e e l c e lular, lo que hicimos todos. Es a s cosas que se a pr e nd e n de chico. A dej a r pasar a otro pri- me ro c uando p a ra el colectivo, aunque no se tr a -

t e de u na mujer e mbarazada o de un anciano. A

deja r pasar a otro , a un par, porque s í . O a d e cir

s i mplem e nte no sé . En las escuelas felicitan a Jai- mi t o cu a ndo e s hon e sto, ¿o no?

H a brí a sido un a contribución extraordinaria

a l a f e li c id a d del pu e blo y a la grandeza de la p a -

tri a. Ahor a es t a rd e, M a nteca . Tardísimo.

Si ga mo s, a hor a, ¡total! Los a r ge nti nos q u e -

remo s s oluc i o nes,

enseñó e l p l atense Ricardo Balbín. P ero t c n c -

¿n o es c i erto>, e s l o que nos

ma s a l a una pr eg unta,

b as t ante mUQ . a uo l O S P "

Es t e b a n S c h m id t

5 7

los, qu e queremos pl a nte a r est a t ar d e : ¿Có m o es qu e t e rminamos comiendo p esc a do d e r í o e n

p

pers onajes de gorro blanco alto , como boin a s

b

dores, cocinan ahora albóndig as de p a c ú cu a n-

do com e rcializaron sushi con denu e do , cu a ndo

l es p idieron sushi por tel é fono du ra nt e diez

años, desenfrenadamente: cinco roll s, ocho ni-

z u i r is , diecinu . eve cal i fornias, qu e q u é m e reco - men d ás para mi novia que no l e g u sta e l p e sca -

do, y cu ya matriz son los cri a d e ro s d e sal m ón

e n e l A tuel y el Limay , propi e d a d d e o t ros co r n-

p a ñ er o s qu e ju ga ron al ru g by en H ind ú Club , «n Alum ni, y a quienes l es qu e d ó ese re fl ej o d e

r omprars e jeans Wrangler y ni ng ún o tr o , y qu e

os quiar on e n Aspen a lguna ve z, y pu e d e n d e cir

que no les g u s tó , q u e D av o s es

. on aut oridad

mu c ho me jo r porque no se hac e b a r ro e n l a b a-

' ( ', y que tiene n este empr e nd i m ient o d e sal mó-

e no Palermo Hollywood? Cómo es qu e e stos

l

l a nc as infl a das, que son propietarios de com e -

Il ido s en ríos finitos y tr a n s lú cid o s

d el su r , a

donde se prese ntan con to d o e l equipo North -

l . ind s a bancarse l a h e l a d a . ¿Al g uno d e lo s pre- i n t cs s abe lo qu e e s t e n e r un w i n d s t opp er? ,

l o qu e e s es tar adentro de uno de esos cha l ec o s ntibalas de frío? No te morís nunca . La protec- In infinita del n c oprcn e c umple l a s normas

ram y además brinda e l co ntrol

mi c o nor ancuns cie n d61

total d e lo tér-

58

Th e P a l er m o M an i fes t o

Cóm o llegan estos resta ur a nteurs a promover ahora en sus menús pe s cado s pescados en botes de madera en el río Uruguay por tipos que nun-

ca leyeron la Aire y 5 / 01,por pescadores que tiran la línea de fondo con el acompañamiento musi- cal de los Hermanos Cuesta, que serían los entre- rrianos más famosos d e l mundo , si es que algo así es p o sible, y los pescadores que son inconformis- tas piden más, y mandan mensajes de texto a las radios desde sus botes porque no les resultó su- ficiente escuchar los silbidos anticlim á ticos que ese dúo familiar y de s dich a do emite para cerrar en f ade canciones que cuando se escuchan y se identifica el lamento mestizo de negro y gringo

e namorado y sufr i do, s e tiene la sensación muy

viva de que e n esta á rea del globo no se sale más de pobre. Así y todo , acá en Palermo, en el mism i sirno downtown de la contrarr e volución , los pescados de río han despertado una p a sión desconocida por la Mesopotamia , al punto que las chicas que tienen su p r imer a salida a Jangad a, a ese comedor sofisticado de la calle Bonpland , quedan boquia- biertas porque ese muchacho las quiere impre - sionar con algo que no s on fideos, porqu e ib a a pescar con e l padre a un br a zo del Paraná en S a n

Antonio de Areco y e st á h a b itu a d o a ese g u sto de

r í o e n e l c u e ro d e lo s p escad o s y l a culero c on r no -

ver por

e l l ado de l a m e mori a 0 1

Es t e b a n S c h m idt

5 9

q uiere parecer una persona buena , l a g e nt e e s m á s

bi

en mal a , para a compañar el gesto de clase , la de-

m

ost r ación material de pagar una cuenta abulta-

da, tal vez con un medio de pago electrónico que

de muestre que una institución prestigiosa como

u n banco confía en él para darle crédito, y la jo-

v e n ci ta, boquiabi e rta , le cuenta a su madre adón-

de la llevó a comer el ejecutivo de cuentas junior de l a a gen c ia 5nackel viernes a la noche y e sa ma-

dre queda también boquiabierta porque la hija

s

a le a comedores de Palermo Hollywood con mu-

ha cha s solventes que tienen Peugeot , y la escu-

c

h a con los codos apoyados

sobre el mantel chi-

n o d e la mes a de la cocina. La mira , la estudia en H U e s plendor f ísico juvenil , la envidia y la ama, y

l 's pe ra de la hija que en dosi s parejas caliente a los varo ne s y se cuide de ellos, que no la l a stim e n ,

es

q u e n o la c a guen y que no la embaracen . Que

1 111im

p ortante no tener hijos antes de estar muy,

muy, m u y, pe r o muy preparada .

P er o q ui e n dice com a mos pescado de río en

1 . lIl g . 1 daya e stá diciendo río Uruguay y en dos pa-

l i ld.1 S pe n sa ste en Fr a y Bentos, en Paysandú, en I;\s tardes de l ca f é Mont e video y en Uruguay mis- 1110, en e l pa i s i to d e l o s po l ic í as honestos. Pues-

t O N d e pie c u an d o

d ec i mos Ur u g u a y , n o p e ns a-

l S tan t o en h é roe s futbo l í s t i c o s

de l a i n f a n c i a

11 1 0 Antonio Alzamcndl, 1lI

llvnba bandcr

60

Th e P a l e rm o M ani f es t o

lata se le ib a l a rga , pero que era muy respetuoso

de l as jerarquías en e l fútbol, de l as t r ayectorias,

t o do e l civismo que se mama en C ane lo nes , co-

mo sí pensamos

Di Nápoli, el orienta l más influyente de l a Argen -

t ina, de lo que ha quedado.

Es así: podríamos pensar en cosas l indas y po- sitivas y no, pensamos en cosas feas que nos ha - cen enchufar la sierra eléctri c a.

U n presidente u ruguay o , Jorge Batl l e , de ma -

muy vio l entamen t e e n Manteca

d re arg e ntina, nos había dicho a l gunas cosas i m- portantes que nos ca l aron hondo y nos hicieron

pensar: Los a rgentinos son ladrones

a l último, y Julio María Sanguinetti, Jul i o María, nos educa siempre o, más que eso, deja nuestras cabezas como flamboyanes, lo s árbo l es de flores

de l primero

r ojas que estal l an en primavera y parecen pre n -

didos de fuego. Eso provoca en los argent i nos lectores de artículos de fond o , Jul i o María, d es d e

la sección de opinión de La Nación, el diario con algún tipo de relación cu l posa c on el Ur u guay porque ningún viejo dignatario de n ingún otro país sudamericano y limítr of e en c uentra ese es - pac i o en medio a l g u no para e j ercer di dactismo con los argent i nos. Pero la enorme deuda con el Uru g u a y se volvi ó realmente imp aga ble el día d e f e br ero d e 1978 e n

qu e M a n teca ll eg6 e n un a carab e l a. De l a ctap :

or i ental

d e l a s esor tenemo s muy DO Cl l iJ

E

s t e b a n S chm id t

6 1

ción: leyendas de alumno aplicado, uno d e los pri - meros en usar con propiedad el transportador y desinteresado en los ju egos de manos en los re-

creos. Tampoco lo vimos descender del Nicol ás Mihanovich por e l p u entecito de madera . N os per- dimos el saludo de los mercantes y verlo con sus pantalones, su bo l sito marinero y escuchar el red-

t

do con el padre po r l a avenida Córdoba cuando re -

c ordaba a los vagos que se quedaron escupiendo

a do de sus primeros golpes de nostalgia caminan -

f inito en alguna esq u ina de la ca ll e Durazno. Una elipsis d e diez años: Manteca march a

a purado por l os pas i l l os de la Facultad , fina es- ta mpa, convenci d o de la sociología, de l os pro-

me dios y los abstracts. Ahí sí lo vimos. Un mu y

bu e n profesor

ti ta s de cartón

l e la biblioteca , yeso nos ponía muy contentos,

el mun d o era chanta en ese am-

entregado a fichar libros en tarje-

rec t angulares en el área si l enciosa

p

b iente . Manteca

gene r a ba unanimidades siempre favorables. Pe- 1<> a poco de andar en el sociologismo más soci o- lógico, e n lo más so c ial, en lo más podrido, en esa

- s c rib a n í a de la pobreza que es la soci ología, Manteca emp e zó a conectar cada vez más firme

o n e l n egoc io de l as d ec l ara ciones que h a cen l os

o rque no t o do

para todo el mundo . Un tipo que

-s pccia l is t as a l os medios.

O c urría, y ocurre, que l o s diar i os, l as r a di os y

1.\ t e l e vi s i ó n n eces itan todo s l o s días autoridad es

62

Th e P a l er m o M a nif es t o

que jU ~ tifiquen las ideas que tienen los p e riodis- tas para contribuir a que su s lectores y o y entes s e queden contentos o, al menos, se queden mosca,

y Manteca, con la despensa llena de razones , de

intuiciones y, cuándo no , de sentimientos , que son tan importantes en Sud a mérica, se puso a vender esas g a lletitas conformistas. En esos ca- sos, si Manteca no dice yo pienso que, dice yo

si e nto que. Y , como

todos contentos . ¿El efecto de una de esas tera-

pi a s que formatean egos derivó a Manteca a una

sociología más práctica y rentística? Es una hipó- tesis fuerte. Lo cierto es que para la époc a en que

el alfonsini s mo a gonizaba , la vida socioló g ica de

Manteca empezó a asent a rse e n e l análisis de ca- sos como los de los gauchos correntinos que achuran a sus familias y qu e después se prenden fuego. Cuando pasan cosas así , los locutores de

Radio Mitre dejan el mate a un costado y llaman alarmados a a lguien que nos pueda explicar un

poquito esto. En línea, entonces , el licenciado Di

N á poli . Bu e nos días, Di N á poli. ¿Cuál es su reac-

c ión? Y e l lic e n c iado envuel v e el caso habl a ndo

de la sociedad que lo hizo posible. Las pre s iones del mundo moderno son impresionant es, l es ex - plica M a nteca. Mucho m á s en Co rr i e n tes. L a pro -

ductor a d e l p r o g r a ma advi er t e que con ese h o m -

b re se p u ede cont a r . L e pid e n , p or s upu e s r

se qu e d e p o r línea p riva d a y para

dicho por radio es lo mismo,

Es t e b a n S c h m idt

6 3

p ri va da con la producción d e una radio , c ompa-

ñ e ro s, h ay qu e hacer a lguno s a ju s tes d efi niti vos

e n la forma y en el fondo. Di N á poli fue desde entonces un f e roz a pl a u-

d idor d e l a cultura de mas as. Pero ant e s d e lucir-

se como singlista en los medios formó un gr a n

e q uipo con los sociólogo s ca fi e ri st as O s c a r Lan-

d ing y Alberto Quebredo. Juntos fu e ron dina-

mi ta social , el trío el é c t rico de Marcelo T. Di

N á poli , Quebredo y L a nding puso un g ravísimo

nfa sis dur a n t e el pasaje d e lo s a ños ochenta a los nov ent a en s obredimension a r a l cómico rosari-

n o Alberto Olmedo , de quien

ve r el decorado durante l a s g rabaciones d e s us

dijeron qu e a l mo-

s

k e tch e s d e t e levisión rompí a las condiciones de

l

ec t ur a . Una p er sona inteli g e n te puede descom-

Ii

o ner se viendo televisión, sufrir un d e rr a me ce-

reb r a l y, por su bien , apagad a; o veda y s a c a rle un

m a ng o , l a op c ión de est a superbanda. Un a a viva-

d ,\ c i e n t í f i c a para salir de pobres y conseguir me-

jo res rut i nas de fin de seman a .

A s í se hicieron ciencias sociales dur a nte mu -

c h os añ os . D e codific a ndo todo lo que había de-

c hi s t e de O lmedo o re v isando l a s con -

I r JS d e un

l lcio n cs d e recepción d e ca nt a ntes de bail a nt a en

pueb l os re v e n ta do s de la M esopot a mi a . Ac á se

ipro b aro n m ater i as d e un a univer s i da d qu e pu -

. mio s Nobe l pe g ando e n tre vi stas a c om e n -

le fútbol como Enrique Macaya Márquez

64

The P a l e rm o M a n ifl

en un trabajo pr á ct i co . ¿Esto está reventado casualidad? Acá se fue a los archivos de la de Uruguay - Brasil en el mundial de fútbol 1950, algo bien enterrado, para decir una can dad de cosas indemostrable s e innecesarias sob la construcción del relato del héroe en el capi t a lismo tardío . Los alumnos titulaban sus mon grafías los de a fuera son de palo, el famoso grit

de guerr a de Obdulio Varela , líder de aquel equi - po uruguayo, que en algún cuatrimestre de lo

a ños no v enta, y de haber mediado l a presión d

la popular , se habría invitado a patear corn er s en la sede d e Marcelo T . par a que cinco mil estu - diantes salt a ran a cabec ea r conmovidos.

Urugu ay siempre estuvo a mano para la refl e -

x ión droga da de populismo . ¿Se habría hablad o

en un aula d e Semiótica 1 de aquel gol de cabe z a del Beto Alonso con la p e lot a naranja , el dos a c e - ro en la bombonera en el ' 86 , después de un cen - tro de Alf a ro? Todos los hinch a s de Boca Iunior s

s e habrí a n m a ncomunado

p a r a b a jarle el precio a l

e jemplo. P a r a A lonso un consol a dor , 0000 y se

habrían podido decir cosa s importantes , sin em -

b a rgo, se h a bría podido plantear la situ a ción d e

a lta compl e jid a d lingüístic a qu e impli ca b a e l u s o

aberrante del color nar a nj a

oriental qu e a v anza c on una p e l ot a y la p o n e e n

e n u n b a l ón . P e ro e l

e l cí r c ul o c entra l pa ra e mp ezar l a historia de I l U " vo , p a r a n o d ar p o r p erdi d o n

fl Sc hm idt

65

p.rró! Se l a cuentan a uno s argentinos d e vein-

r no s y l e s queman la c a be z a , los alucin a n, por-

n

u e s tros chicos ven l a e s cena, ven a Obdulio

n 1.1 p e lota d e bajo del br a zo , y acá cuando se ve

1.\ m e tá fora, se compra , es un pueblo afecto a po s t a l e s . Mirad a Evita con el pelo al viento. Si I f I I u c ho h a cía cien mil copias de la foto de la

h . \l l d e r a d a con Francisco Franco en M a drid , to- lo:: l o s m uertos los pon ía la izquierda .

p a ra d a rle marco a toda esa mitología, la pa-

1'1;\ l at in o a m e ricana. A l a vuelta de los ex ilios,

1 11 I1 ( l 1osuruguayos vini e ron a cantar a Obras ,

1 1 11 111no0! , y el lote cantor que llegó fue de lo me-

11 1qu e te n í an porque no ca y eron los candombe-

111 11s ino los juglares , sufridos como un gaucho

hlit ' · rfa n o y rengo , eso sí . Vino don Alfredo Zit a -

IION,l, Mi c or az ón est á mejor sitiado que mi ca-

mi be-

¡aplaudamos al

11 1II p añ er o Zit a rrosa! , ¡ g u g leenló! ¡B á j e ns e Gui-

t uo , ce rca do por mi Pu e blo

1

1,/1 /,,1 N eg r a ! Y Viglietti t a mbi é n hizo la enorme

u u c h a d a d e v enir, con su g e s ta del Chueca Ma-

mi casa, m ás cercada qu e mi barrio

Il·1 qu e e ra

l a drón , pero bueno, los chorros s i er n-

p l ' l ' es t á n b ie n vistos por los artistas. Todos c a n- 1 . l I l l OS co mo l oc o s, emocionados, y haci e ndo que llorábamos, pa r a e s o s e t ienen dieciséis años, pa -

1 ' , \c o nmov c r sc o se mi co nm o verse por cu a lqui e r ,1 I C; e n Lib e rt a d or , o

esuecracular e n 1.1 avenida, y

66

The P a l er m o M a nif es t o

adentro del estadio era el infierno más temido, y

la

vuelta del exilio daba calor, la verdad. Acá llegó también el panameño Rubén Blade s

y

dio un reportaje a Badía en la FM donde expli -

có que Latinoamérica era una misma casa con muchas habitaciones y uno pensaba en la imagen trasladada al propio hogar y nos turbaba cederl e

la cocina de casa a Ecuador, el propio cuarto a lo s

peruanos. ¿ Qué

un peruano en la pieza? ¡Fuimos la quinta poten - cia mundial, Rubencito!, pensábamos a los gri -

tos. Pero ese tipo de argumentación contra la qu e no se podía ir sin estar loco , sin ser acusado de co - sas horribles, de norteamericano , era el estupe - faciente oficial en esos recitales que duraron co - mo diez años, porque acá se volvió del exilio como diez años seguidos, y algunos habían esta - do exiliados tres años nada más, entre el77 y el 80 . Un negocio redondo. Si a algunos de nosotro s la crisis del 2001 nos tomó por la espalda y tuvi -

mos que comer arroz con

podríamos haber vivido de víctimas hasta e l 2014, pero bueno, no pudo ser. En esos años se hablaba maravillas también d los políticos uruguayos, se elogiaba al Fr e nt Amplio, una asociación de partidos d e i z qui er d a bastante bien llevada, ya es e g r a n milit ar ll ama - do Líber Sere g ni qu e n a d a qu e v er con l os o f icia

mierda tengo que hacer yo con

huevo hasta el 2004 ,

l es y s ub o f ic i a l es asesinos y l adron es d e l cjércit

67

1.1 . irma da argentina, incluso más jugado , e l g r a n lx-r, que los retirados del Centro de Militares M.I l a Democracia Argentina, que nunca se mu-

l . uo n de la zona de Luis María Campos y Dorre- íl . L as cátedras de Socio y de Ciencia Política tra-

h . lj . lro n científicamente el asunto de la Suiza de udamé rica, como después lo harían con el caso h i l cn o , y estuvieron varias temporadas desci-

Ir n ndo el hecho de que todos los uruguayos se

pn ' oc uparan por la política, tan distintos a nues- II11 gen t e . Había que verlos en la sala silenciosa de Mar c c lo T. con los mates y los cigarrillos, la é po- . \ (I n q ue se podía fumar.

A l g ún complejo culposo con el Uruguay ger-

111 ¡nó e n Sociales, evidentemente, parecido al de

1I I ~lo b e sos mórbidos reprimidos de La Nación ri r a dos con Sanguinetti, pero más jugada nuestra intelectualidad obvia a destacar el costa-

do gent il y valeroso de los orientales por sobre 11\ i n gra titud argentina y el arrugue de barrera l' It, h ace mos en la adversidad. ¿Cómo es que de- '. l I nos se r uruguayos? Seguramente, el comple-

o dl' I cne rlo todo, pero no tener ganas de hacer

h.!f1 ro n es o . Entonces arrancabas a lumpenear

a esos pueblitos sin luz , con vela-

lores. co n un frí o t error íf ico d e noche y hacías l., . uni s ra d co n mina s que vend í an p anes c on un nnst o y 1.1 piba se t e hacfól I ~ uru g uaya me di a

11 v . icacio n es

l h i l H tJ ClU C no 8Q :aauantlba I ' n ~" v l e c ontaba

68

Th e P a l e rm o M ani f es t o

que era egresada del Santa Unión, que había he- cho la confirmación con Jimena H e rnánd e z, y después entre el vino y el porro repetiste lo mis - mo durante diez años, diez veraneos iguales en

la v e ntos a cost a urugua ya, y te pas as te todo el

año armando las v a c a ciones, y entraste por un tubo en el circo de Obdulio Varela en l a Facultad

y p a rticipaste de los panegíricos a Olmedo y

E s t e b a n Sch mi d t

6 9

e l PNUD por e ste tipo de co sas es un sentimi e n-

t o que no s e pu e d e parar .

Entonces , una imbecil i d a d atómica, y enfati- cemos, atómica, hagamos un hongo nu c lear con

la estupidez

éx ito de una telenovela llamad a Montecristo , a

d e la que vamos a hablar, como el

M a nteca le va a resul t ar un tem a perfectamente

conv e rsable . Se va a ir a dormir con un a hipóte-

fuiste al Rojas a la tarde a es tudiar timbales , a ha-

s

is y a la mañana va a e star listo para tirar dos o

cer danza afric a na , y es increíble qu e este país

t

r es puntas si lo llaman de un suplemento de e s-

teng a adu a na todaví a, con tanto lumpenaje tan

pe

ct á culos , periodistas que saben tres nombres

y t a n e x tendido y y a cuar e ntón . Porque el futu-

p

ropios d e especial i st a s en medios y d e e specia-

ro d e la p a tria ya es g rupo de ri e sgo en lo s hos-

li

s ta s en niñez y de psicólogos que hablan y a

pit

a les .

q

u ie n es no les importa que los m a lint e rpret e n ,

Diez años despu é s, el mexicaneo s e ha p e rfec-

q

u e l e s tomen not a mal, que donde el profesio-

cionado. La inseguridad sociológic a e s gigante .

na l d i ga p s i c ótico el croni s ta publique psicópa-

Hoy , cada vez que a un ciudad a no lo sorprenda

a y Di N á poli dirá -ante aquello que nos puede

algo intr a scend e nte , porque así e s la vida, a lguien

ll

a m a r la atención sólo durante un segundo y

camina por la calle Gü e mes y v e un cart e l que di-

q

u e no importa , no import a en absoluto-

que

ce T a ller de Alfa rer í a , el tipo de c a rteles que hay

h

ay una l a rga tr a dición en Améri c a latina de uti -

a determinadas alturas de l a call e Güemes, y uno

l

i z ac i ó n d e un a novela para trat a r problemas f a -

se

acuerda automáticamente de la escuela prima-

mi li ares .

ria

, y de los diaguitas que desarrollaron la alfare -

Di N á poli, no esperemos más p a ra decirlo , fue

rí a y es uno de esos casos en que uno dice ah , mi -

á : a lfar e ría, y después dice bueh , a lf a r e ría porque no es para tanto . Pero lo s c a pi tanes d e l

,

r

as e soramiento hac e n un pa p er so b re estos a l fa -

reros y co n s i g u e n di ez l ucas de l P N UD y rentan

r es es tudiant es ob e di e nt es y armaron banda

u n o d e lo s c ráneos detrás de los primeros Gran

l I crrna n o. T ir ó id e a s h a cia a dentro de la produc-

c ión. m i entras on 1.1 i ndiada

yando l o s e f ec to s positivos del f e nómeno g l oba l

onslstcntc en encerrar desdlchaclos por tr es m "

q u e h ac i a f u era bl a nqu e ó el show má s p e n s ante de l a patr i a s ubr a -

70

T h e Pa l e rm o M a n i f es t o

ses , y consagrarIo como actividad culturallegíti - ma que nos permite entender lo que nos pasa co - mo sociedad y proyectarnos hacia el futuro. El Canal no pedía tanto pero Manteca pre c isaba amortiguar en su currículo los saltos de Hobbe s y Rousseau al desmonte masivo de cerebros. Ideotas para los diarios y revistas, provistas por el científico que piensa lo mediático, Mante-

c a sirvió miles en tiempos de Gran Hermano.

Pesquemos la más relevante del gugleo: l a tev é construye lazos con los otro s . Es la más relevan - te. El la z o en la frase revela al so c iólogo que vive en Manteca. Es el equivalente al lo de los psicó - logos. Una hemorragia conceptual.

Entonces , ahí llegamo s . Si se ha hecho cum - bre en el Tupungato, ¿no se aspira al Aconcagua? Manteca paso seguido fue por la cumbre más al - ta: l a Patria . Ésta. Su táctica: el panasesoramien- to. Decir acá y contradecir allá uniendo todos sus talentos para aconsejar sobre cualquier cosa qu e involucre signos. O sea, todo. Manteca hizo luego su aporte a la carrera d e Chupete De la Rúa cuando, d e sde la Muni ci p a li - dad de la Ciudad de Buenos Air e s , l a vi e j a M CBA , el abogado radical enfil a b a a l a ca ndid atu r a pn . •

s id e nci a l. Habl á ndol e a l oí d o a C h up e t e fu e qu

D i Nápoli h i z o s u ca s a . Diciéndole: U s t e d t i c n

l

. u l o b a n S c h m id t

7 1

to do el as p ec to de un líd e r e uropeo , u s ted es la

s rrc nid e d d e l a s i e rra p a r a un p a í s que qui e r e un

l i c l e ra zgo am a ble.

C ierto que es más fácil imaginarIo a Mant e c a

e n e l rincón d e l Frepaso, tir a ndo ideas en reunio- IH' S c on el Chacha en el livin g del depart a mento (It, Pa r a gua y y Canning donde s e discuti e ron co-

. I Sta n importantes , porque el Frente por un P a í s

. i o l i ta rio par ecía el brazo le g isl a tivo de la corpo -

r . i c i ó n acad é mica científica so c ial, por el p a sado

Il 1 . l S que nada , por los set e nta , por México , por l as

( , Il e dr a s nacionales . Pero M a nteca entendió que

:11 c a m bio lo h a cí a más viable De l a Rúa. H a y que

el tr e mendo olf a to p a-

1.1 l os caballos ganadores, l a nariz que tiene d e onólogo elector a l , y e se gr a n ojo para p e sca r quién es el que puede viabili za r mejor los cam-

h ios q ue necesita la Argentina.

n -c o n o c erl e a e ste hombre

es un

rlcsco, c ompañeros, permít asenos desear , ver es- I rcllas f u ga ces , cerrar los ojos y pedir- , con el pi-

O j a l á M a nt e c a, en l a hora final-esto

l.una p u es to en el geriátrico , e n é rgico como cual -

qui e r vie jo qu e ha tenido algo de poder , e i nútil lo mo c u a lqui e r a nciano en pantuflas que y a no I () ti e n e, d i c t e s u s mem or ia s, c u e nte sobre ese pe- no d o d e s u v i d a, p ara d e j a r testim onio , p a ra con-

t.ir qué es lo qu e

ver de qu é se pu e d e n v a l er

I ; \I' i . ,. llarnérnosla así, y

aprcnd ió s o b re la vid a c om uni -

lo S i U, l l l en el camino del

7 2

T h e P a l e rm o M a nif es t o

Q u e c u e nt e en s u s m é moir es s obr e e l a rm a do

d e l s u e ño d e l ca mbio con Chupete . Esos prim e -

ro s pro g r a ma s d e t e l e vi s ión a lo s que lo acomp a-

ñó y e n que lo en e r g iz a ba a ntes de salir al a ir e con

p

a l a brit as al o í do. Di ga,

Fern a ndo :

Va y a s er el

c

a ndid a to y g olp ee l a mes a con el puño . Va a ve r

qu e lo s c o n ven ce. y qu e cu e nt e qu e no a b a ndon ó los o tro s pu es -

to s d e l a f e ri a . Qu e l e dijo sí a la política , t a n as o - ciad a a la histori a g r a nde, y sí al business a c a d é - mico , t a n p res ti g io s o e inocuo , y sí tambi é n a la cultur a p o pul ar c on l a qu e s e hacen tan t o s a mi -

g

o s y s e m e j o r a n ta nto los i n g resos.

D

es pu és p asaro n tod as la s cosas di f ícil e s que

p

a saron y de l a s qu e ya hablaremos d es pu é s , to-

dos vimo s l as f o t os, los documentales , l a s e s t a - dísticas, y h acien d o ot r a e lipsis violenta , v a rios

mu e rto s d esp u és, t a ntos pobr e s despu é s , y t a n- to s nu ev o s bu rr o s esc ol a r es agregados a l a s cu e n - tas n a ci o n a l es, M an t eca s e pu s o a l hombro un a nuev a c am p a ñ a e l e ctor a l , la de Daniel Filmu s p a-

ra int e ndent e d e l a Ciudad en 2007, pero a c á no

s

e g u a rdó n a d a, a c á as umió también la voc e r ía d e

s

u c a ndid at u ra e l dí a del c ie rre de la prim era vue l -

t

mi e nto e n l as s omb ras, se tr a n s f ormó en e l por -

te psro l e a nt e l a pr e n s a . Ant e c in c u e nta cá m aras,

a. E l ho m b re

d e l as b a mb a lin a s ,

d e l ase s or a-

Es t eba n S c h m i d t

73

en e l es c e n a rio del Hot e l P a n a m e r i c a no , p a r a d o

s ob r e esas alfombras que se hund e n como are n a

b l a nda , e x altado , dijo , con un a gr a n son r i sa: Es - ta mos mu y contentos y desa tó los a plauso s y e l

g r i terí o de una muchedumbre vividor a. Es t a mos.

P r imera persona del plural. ¿E s t a mos qui é nes,

Bu tt e r , Los Chalchaleros o Lo s Olim a r e ñ os ?

s u impr e sión s o-

bre a qu e lla historia tremenda d e l av i ó n uru g u a-

y o c a ído en la cordillera y de lo s 16 muchachos

lue se comi e ron a sus amigos p a r a m a t a r e l h a m-

b r e . Todo s h a bríamos hecho lo mi s mo p e ro le s

t o có a los uruguayos experiment a r co s till a s d e

ga uc ho , lo que permite sent e nci a r qu e e n m a t e -

ri a de asa do los uruguayos efectiv a m e nt e saben

llevaron a fondo la e x p e ri e n c i a d e l a s

m á s, porque

c a r ne s rojas. Te regalo sacar la pajit a m á s lar g a,

P o r que una vez le pidieron

p

e ro l a co sa e s que Manteca habí a sido convoc a-

d

o p or e l dia ri o Cl a rín para opin ar como s ociólo-

go, y c o mo ori e ntal , en el treint a a ni versa rio d e l .icc id e nte. Ma nteca no pudo d e ci r que n o y t ir ó

una punta . Dijo Di N á poli qu e lo s tu g bi e r s , a l ser ricos, no p udi er on ser tom a do s por uru g u ay o s I slcnsrncn te po r e l r es to d e lo s uru g u ay o s .

Sabrá

dio s s i e s ver d ad, per o p arece i mpor ta n -

I e e l a n á li s i s. Porqu e es c om o

h a blar al r e v és. Se -

rla : esta es quin a d e P arag u ay y Bor gcs n o es un a

[uin«, es u n a encrucijada. [C l aro] M a nt eca el 1l ' 111" el luuar común PUl ' al C UJ I todos nodrín

74

T h e P a l e r m o M an if es t o

ma s cre e r que los uru g u a yo s es t á n or g ullo s o s de

s us much a cho s d e l a vi ó n , por l a pro e za y por la repercusión int e rnacional y concluye con que lo s 16 s obrevivient es merec e n un lu ga r mejor en la memoria de no s otros , los uru g u ay os .

M a nteca dijo nosotros los uru g u a yos. Y es

importante qu e señalemos que esto no es Garba - rino donde el nosotros se emple a par a formatear

e mpl eado s y que se conv e n za n d e ponerse la c a -

miset a, qu e si e ntan la presión de laburar en Gar -

b a rin o, el or g ullo d e e lectro domesticar a l as com -

pañ e r a s y compañ e ro s, p e ro en donde un dí a cu a lquier a de enero renunci a n porque le compra - ron el pa s e lo s de Grupo M á rquez, pre c io y pre s - tigio , sin ir m ás lejos , y rein v ent a n e l no s otro s con otros p a tron es. La Ar ge ntin a no e s un quin - cho , Luci a nito. La Argentin a no e s el Grupo Má r -

que z, a unque conti e n e al Grupo Márquez. ¡Ay!

L es pido a las comp a ñeras que no me ag a rr en ,

que me d e jen d e cir esto también: qu e bast a nt e

comp a ñeros muri e ron e n l as gu e rras de l a Ind e -

p e nd e nci a para ten e r que d e jar pasar el a g rav i

d e l c a mu f l a je y el cambio súbito de na c ion a lid a d . Mucho pudor si los dis f races de I s idoro y P at o ru

z ú te v an a ser v ir p a ra conseguir contrato s

v ertirte en un partisano

aplast a r a unos pobres infeli ces qu e mu c ho m ge nuin a m e n t e qu e é l pu e d e n d ec i r se n o s ot

y c on

il e gítimo qu e qui

I u í e b a n S c hm id t

75

E s h e rmo s o i g u a l qu e la ge nt e salte de t e rritorio

y es conmovedor cuando a lgui e n n a -

rido e n otro p a ís lleg a a Ez e iza y con e ct a con nu e s-

t ras h e rmosas

mayoría ya s e ha muerto pero e s o s italiano s qu e sa-

1 1 1 m e n l a tele v isión y hablab a n bien de la Argenti - 11,\ y s e ponían a llor a r con Pink y y est á bi e n , don

Vi l to rio , llor e qu e hace bi e n, eran pru e ba contun-

e n ter ritorio

costumbres y se h a ce a r g entino y l a

d c · n te, e v idencia de despr e ndimiento y entr eg a .

I\ S O S h e rr e ros y zapa t e ros se despidieron un dí a de

l i S p a ri e ntes , de sus h e rm a nos e n C a labri a, salu- dllroO c on un pañuelo blanco a l a f a milia a la que

nunca m ás iban a ver , y e se li e nzo lo llor a ron

h a sta

q 111' s e hicieron lun a re s de

ll.in per m iso p a r a decir nosotros. La diversidad e s Ifl m e j or d e la A rgen t ina. Ah , no.

Otra c o s a es qu e te u s en e l pa ís d e tela. Eso es nuilcrable.

honguito s g ri s es y pe-

L.IS c o sa s c omo son: e st e hombr e ava nzó so- hre nu est r a s ober a n ía n a cional , y a n a di e le im - pO l i ( ' ) e n lo más mínimo e n ese salón de e s e ho- 1l,1 p or qu e e s to y a no importa m á s. Acá hicimo s

1.'1 Vuelta de

O bli ga do , c ompañeras y compañe-

• ,' 1 1 I rc n ta mo s l a s i nva sione s i ngl e sas, lo que thl.uuo» re c i é n , ¿y h oy no l e p od é s pedir a un uuua que s e comporte. a un ñato qu e h a bl a t u 11:\. que te puede entender lo que le decís,

ndo estás cnrcrrnndo tI tu país. porque ge nt i l

76

Th e P alermo M anif es t o

tativa de seguir sac á ndole leche hasta el retiro? No que se v a ya, ¿eh?, que se quede, que se que - de, que se qued e n todos, y q u e l a bu ren, eso nos gusta, pero comportens é, muchachos. Pero co- mo no se los piden quienes los emplean, enton- ces los muchachos no se comportan, y algunos tenemos qu e h a cernos cargo de es t os discursos y

enfrentar cons i g ui e nte

A todos nos consta el odio de l os uruguayos . Quién no ha soña do alguna vez, compañeras y compañeros , con un uruguayo entregándonos a

l os nazis , y qu e d e spués de vendernos vienen a

hacerse los a migos porque quieren hablar con al- guien en su len g ua materna en el pabellón de Auschwitz, porqu e no entienden un porongo lo que h a b l an lo s much a chos de la SS y porque ex-

trañan a la m a dre.

mente la persecución .

mucho a nuestra cuando en el Ae -

ropuerto de C a rr as ca nos palpan de pies a cab e-

za para ver si l l ev a mos en los bols il los o engan -

c h ados en l as m e dia s los A l fajores Por t ezu e la , masacotes d e harina que son un org u llo ori e nt a l y que con denu e do quieren que compremo s a p e -

lando a estrat e gi a s d e márketing

En Uru g u ay s e contribuye educac ión c í vica int e rnacional

que s e v a l en d

esas j a ct a n c i as tri stes, p ro vin c i a n a s , acerca de qu fa b ri c ar a l fajor cs e s una ex pr es i ó n d e 1., c ru z a el

E

s t e b a n S c h m i dt

77

l o mat e rnal con lo gaucho , con lo f a mili a r , con l a

f e licidad del recreo o el fin de la co secha, s i e mpr e un paisano, siem p re una vaca f l aca en la s publ i -

c idades , pero desp u és no t e l os dej a n pasar por la

a du a na porque está prohibido e l tráf i co int e rn a -

c ional y privado de harinas, veinte minutos d e av ión , hijo de puta , les decimos los ar ge ntinos

d e subicados, agrandados, y se los aboll a mos e n

la cara , se los pisamos, para que no se los coman

e

llos, que es lo q u e querían, cuando nos dan su

c

lase orienta l de moda l es. Los urugu ay os creen

qu e tienen que temer a los argentinos y odi a rlo s

p or a grandados , por cancheros, cosas a sí , pero es- ta ge nte es cortona , porque no ha visto nunca un

cr o a ta, evidentement e. ¿S a b és, uru g ua y o , desd e

d ónd e habla un croata? Desd e un cohete, loco .

Es t á n completamente dados vue l ta de e go. Se

c

o nsideran superbananas y , que sepamos , los

c

r oatas no ll egaron a la luna , no descubri e ron la

vac una

y e sc riba Croacia en el s e a rch, v er á qu e el s istem a

l e de vu e lve : quilombo , quilombo, quilombo. N o

h ay n in g un a r a zón para la soberbia en los Bal ca -

n os . T ampoco en el R í o de la Plata . La t o rc i da a mi s tad riopl a tense entre arg e ntinos y u r u guayos t i ene s u s esce n ar io s op e r ís ticos en l as. 1' . lrri ll a8 u ru g uaY, 1 8 d e Buenos Ai res que se di s tin - i u e n por l o s pl ato s típi c o s 11fl1 l - ! uayo8y por l a dife- rencla en el asado, que en 1.\antluua B,md.1 Oricn

contra la polio . Quien entre a Wikip e di a

7 8

T he P a l er m o M a nif e s to

t a l s e hace con leña o muerte y que , por eso , es mu- chísimo mejor. El parrillerismo uru g uayo se ex-

tiende por toda l a ciudad para at e nd e r a la colonia de uruguayos y a todos los porteños que creen que queda bien ir a un restaura nte de e s a col e cti v idad . y en Palermo por supuesto que hay parrillas uru- gua y a s tamb i én , ¡cómo no v a a h a ber] , para probar

e l ancho de banda que tiene e l int e rna c ionalismo

gastronómico que desarrollamo s en l os años que gobernó M e nem. Yeso que Uruguay ti e ne una gas - tronomía ba s tante extraña. Un a g a stronomía dis-

cutible porque «el Chivito », que es la Tour Eiffel del

U rugua y, e s un sándwich nom ás .

En una p a rrilla urugu a y a com e n todos lo s s a - tisfechos y también comen todos los tristes, to- dos los que odian a la A r g entina , a unque se an ar-

gentinos . En un a parrilla uru g uaya come , sin ir

m á s l e jos , algún viejo columnista de P é gin sr' iz,

uno con antigüedad, sufrid o y populi s ta, uno que

se gu ram e nte est á en e l n eg ocio de p a recer hinch a

de fútbol, p a r a no dar la n o t a d e se r so lame nt e d e izquierda, pa r a no p a recer un Pepe Soriano de La

P a t a goni a Reb e lde , tan torturado , tan que ni v i -

no, ni p a sion e s , sólo l a luch a, cruel y tant a .

La Celeste -así s e ll a m a e l res taurant

uru g u a -

yo de Palermo , el color d e l a b a nder a e n el nom -

br e, un país qu e salió machito pero no agre s ivo ,

y

nadi e qu e u se r e m eras c e l este s va a l ps i có l o go

e

s uno de l o s comedor es po s ibl e s p ara ese co lum

E

s t e b an S c hm i d t

79

ni s t a, jov e n en los setent a y a d ult o r eve nt a d o e n los no v enta, s i empre obligado al a c e nto ju s tic ie -

cuando lo ú n ico a lo

que as pira en serio es a hacerl e ju s ticia a un a s a-

do con leña, para maternizarse en un com e dor y confirmar con el estómago ll e no, con l a f e licid a d del pro v echo , la p a nz a r e donde a d a y e l meteoris - mo de los chivitos , una vez m á s , un a noche más , qu e : Urugua y e s lo que est á bien y que l a Ar g en- tina es lo que es tá mal. Que los arg e ntinos somos

m ie rda y que los urugua y o s cosen di s frac e s para

e l tablado y pegan lenteju e las e n antif a ces de tr es

colores , con lo qu e haya m a no , orillando l a nos-

t

m o h a c e mos los arg e ntinos. Lo s u r u g u a yos ha-

ce n s e ntir a los argentinos del tam a ño

a l g ia s in caer e n e l precipicio de l a repetición , co-

ro en su s int e rvenciones ,

al que h a n

dec idido r e duci r s e . Que ser uruguayo pr e p a r a me jor a la s ociedad para lidia r con s us limit a cio-

nes y para encontrar al mismo tiempo los recur-

o s pa r a hacerse otr a. Alegre c a rn ava l qui e re

s

l e c i r c osa s muy distintas a uno y otro lado d e l

ma nc hón d e a gu a. Desorden e irr e spon s abilid a d

d

r o d es pie r ta e n l a otra . Si los militar e s argenti- I l OS inv e nt a ron l a ma ld a d, lo s militares urugua-

yos s i g ui e ron un a moda. Como q u e no l es qu e d ó ot r .i . Y, c l a ro , c u a nd o se t ra t a d e cosa s buen a s, e l

J r u g u ay l a s i n v e nta y l o s ar ge n t in os ni s iqui e r a

1.\1'1 pueden imir

p

e l a rgent ino , mirada agridulce, d esenc a ntad a

e

80

The P a l ermo M a ni fe s t o

E l P ég in s / rz , después de su primera et a pa hu-

morística , irresponsab l e , de niño con d i sritmia cereb ral e hiperactivo, en esta do d e b ur l a per-

manente a nuestra gente , a nuestros d i p u tados y a n u estros curas, y que armab a dic o t o mía s que eran viejísimas par a cuando las hacían, a finales de los ochent a , entre norteamericanos y france-

s e s , o e ntr e e l cine y l a t e levisión , se sa l teó l a ado- lescenci a, l a madurez, toda la cosa productiva de

l os cuarenta años para vo l verse u r u g u ayo y tris -

tísimo. Pé g in e/ i z se c e lestizó y se p u so u n tra j e

negro como los de Don A l fredo y largó una pa-

y ad a in a c a bable , de noven a s y rosarios. A sufrir siempre por l os mismos sufrimientos , nunca un

s ufrimiento nuevo , los nuevos no valen , y cu a n-

do qui e ren festejar a l g o , ponerse contentos, ce- le b rar la vida , f es t e j a n corners en sus p rimeras planas cuando gana un frente, todo t ipo de fren-

te , cualquier co sa qu e contribuya a l a metáfora, a

E

s teban S chmidt

8 1

urugu a yo es t á ha b i li t a do par a d e cirlo y e n señ ar -

no s . Obdu li o, Julio María , M a ntec a . Y h a escrito

sobr e todo 10 q u e t e n emos que aprend e r d e Uru -

g uay, de su izq u ier d a, de su derecha , d e sus tam-

b

discutible dent r o d e su triste c írculo de confi a nz a.

y e l subrayado que h a cen a la gran import a n c i a

que los uruguayos dan a l a po l ítica , como

lo trascendente se j u gara en una vot a ción . Con el desprecio a s u p r opia patria, manif e s-

t ado entre otras cosas en la m i stificaci ó n,

ex altación no dia l éctica de los vecinos m a c a nu -

o s, l ee n el menú de l restaurante p a ra termin a r

e ros y de su po l icía caminera. Todo lo qu e e s in-

s i todo

en l a

d

e nc a rg a ndo otro platil l o uruguayo , qu e es c aso

tes tigo en congresos de g a stro e nterolo g í a : el c ho-

to . Pobres países. Los niños se m a tan d e ri sa cu a n-

do el padr e l e dice a l mozo dame choto y admir a n

a

papá ! Y este momento que e s m á gico e n l a e du -

l pa dre por a l go completamente l a teral . ¡Cómo e s

l

a a l eg o r í a d e lo qu e pudo ha be r s ido esto si la Ar -

a

ció n de lo s pibes , dond e se p a s a a mor de un a

ge nt i n a fu e r a, e n fin , com o e s el Uruguay y como

ge

ne r ació n a otr a, con poc a s p a l a br as, c o m i e nd o,

s on lo s uru g u ay o s .

y c a ll a nd o cu a ndo lleg a e l g a rco n, es un c rim e n ,

 

El columnist a r eve nt a do d e l P á gin a , encorv a -

pen s amos nosotros esta t a rde , de s pl ega rlo por

do , s e junt a con

s u s hijos a comer

en La Cel este

ran poca c o sa , por un jueg uito s i mple d e pal a br as

p

o rque Uru g u ay, a d e m á s d e todo, es famil i a, no

que c ontrib u ye a d e m ás a l a mi s tifica ción culin a-

e

s c a b a r e t , y h a bl a íntimamente con ello s . Es de

ria de l Uruguay.

los columnist as

qu e no se privan de d e st acar l a

Lo s c hi c o s de l c o l umnista aprendieron a co -

l e cc i ón qu e lo s uru g ua y o s dan siempr e a l os ar - ge ntino s, porque lo s argentinos son m i erda y ti n

11H.'1' d e todo , tambi é n

v

a ri e dad es uru g uaya s .

lcmncrneute que ríencn que dar L!.1'.1

\

82

Th e P a l e rm o M a nif es t o

c ias a dios todos los días porque no hicieron na- da aún para tener esa vid a a comodada , y merecer- la . Que estos chicos no sientan q~e se les debe, ¡por favor! , como sus padres sienten que la patria l e s debe, y por eso es que se ensañan tanto, en cuanto se da la m á s mínima oportunidad, y por eso medran también, merodean la AFIP, el Con-

greso, para ligar un contrato

para la señora, por-

que esto no sólo no importa más, sino que nun - ca importó. No odien a la patria, chicos. No aprendan e so de papá. Est á n sentados en un res- t a urante y están muy bien , tienen buen color , po - drían dejar la Coca por la mitad, si quisieran, o pedir dos y pedir postre y después no comerlo. ¿S a ben cuántos chicos van a r es taurantes?

En La Celeste, el odio e st á servido. La mani - festación más desgraciada en el comedor es el cuadro con la estampa sonriente de Carlos Gar - d e l , el cantante , enm a rcada y colgada de una p a - red que divide el salón al que los patrones le pu - si e ron una chapa de madera debajo con l a s entenci a: «El rincón de la polémica».

y no. N o se puede ser tan loser .

El tedioso pleito uruguayo para lo g rar qu G a rdelle s pertenezca es mucho m á s dol oro que l a celebración de un córner , es como s er f e li por haber visto de lejos un auto c a ro, e s d e p d e dor grosso, de pibe con ant e ojo s hundid o e n 1 mis e ri a de un ho g a r con p a d r es a l c o h ó l i c o s.

E

s t e b a n S c hm i dt

83

Esa pared de la polémica s e rí a como el esp a -

que tiene el res-

t a urante, el guiño a los que van a comer que son

argentinos en su mayoría, toda la inmensa

cio p a ra el diálogo internacion a l

mi-

noría uruguayista, compañeros argentinos que odian a la Argentina, nietos fall a dos y resentidos de inmigrantes. Pero es un diálogo mediante e l abuso de confianza y l a viol e nci a p s ico l ógica . Porque aunque es cierto que h a y una inmen- s a cantidad de familias forras que se dan vuelta

e n el comedor cuando ven la frase debajo del cua - dro d e l cantor y ríen, la verd a d es que hay que ha- ce rse mucho el distraído p a r a no of e nderse. El r incón de l a polémica fue creado par a que todo