Вы находитесь на странице: 1из 9

08/12/2015

Lcp140

08/12/2015 Lcp140 PresidênciadaRepública CasaCivil SubchefiaparaAssuntosJurídicos

PresidênciadaRepública

CasaCivil

SubchefiaparaAssuntosJurídicos

Fixanormas, nos termos dos incisos III, VI eVII do caputedoparágrafoúnicodoart. 23daConstituição Federal,paraacooperaçãoentreaUnião,osEstados, o Distrito Federal e os Municípios nas ações administrativas decorrentes do exercício da competência comum relativas à proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção do meio ambiente,aocombateàpoluiçãoemqualquerdesuas formas eàpreservaçãodas florestas, dafaunaeda flora;ealteraaLein o 6.938,de31deagostode1981.

APRESIDENTADAREPÚBLICAFaçosaberqueoCongressoNacionaldecretaeeusancionoaseguinte

LeiComplementar:

CAPÍTULOI

DISPOSIÇÕESGERAIS

Municípiosnasaçõesadministrativasdecorrentesdoexercíciodacompetênciacomumrelativasàproteçãodas

paisagensnaturaisnotáveis,àproteçãodomeioambiente,aocombateàpoluiçãoemqualquerdesuasformase

àpreservaçãodasflorestas,dafaunaedaflora.

Art.2 o ParaosfinsdestaLeiComplementar,consideram­se:

I ­ licenciamento ambiental: o procedimento administrativo destinado a licenciar atividades ou

empreendimentos utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquerforma,decausardegradaçãoambiental;

II ­ atuação supletiva: ação do ente da Federação que se substitui ao ente federativo originariamente detentordasatribuições,nashipótesesdefinidasnestaLeiComplementar;

III­atuaçãosubsidiária:açãodoentedaFederaçãoquevisaaauxiliarnodesempenhodas atribuições decorrentes das competências comuns, quando solicitado pelo ente federativo originariamente detentor das atribuiçõesdefinidasnestaLeiComplementar.

Art.3 o ConstituemobjetivosfundamentaisdaUnião,dosEstados,doDistritoFederaledosMunicípios, noexercíciodacompetênciacomumaqueserefereestaLeiComplementar:

I ­ proteger, defender e conservar o meio ambiente ecologicamente equilibrado, promovendo gestão descentralizada,democráticaeeficiente;

II ­ garantir o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico com a proteção do meio ambiente, observandoadignidadedapessoahumana,aerradicaçãodapobrezaeareduçãodasdesigualdadessociaise regionais;

III­harmonizaraspolíticaseaçõesadministrativasparaevitarasobreposiçãodeatuaçãoentreosentes

federativos,deformaaevitarconflitosdeatribuiçõesegarantirumaatuaçãoadministrativaeficiente;

IV­garantirauniformidadedapolíticaambientalparatodooPaís,respeitadasaspeculiaridadesregionais

elocais.

CAPÍTULOII

08/12/2015

Lcp140

DOSINSTRUMENTOSDECOOPERAÇÃO

Art.4 o Os entes federativos podem valer­se, entreoutros, dos seguintes instrumentos decooperação institucional:

I­consórciospúblicos,nostermosdalegislaçãoemvigor;

II­convênios,acordosdecooperaçãotécnicaeoutrosinstrumentossimilarescomórgãoseentidadesdo

PoderPúblico,respeitadooart.241daConstituiçãoFederal;

III

­ Comissão Tripartite Nacional, Comissões Tripartites Estaduais e Comissão Bipartite do Distrito

Federal;

IV­fundospúblicoseprivadoseoutrosinstrumentoseconômicos;

V­delegaçãodeatribuiçõesdeumentefederativoaoutro,respeitadososrequisitosprevistosnestaLei

Complementar;

VI ­ delegação da execução de ações administrativas de um ente federativo a outro, respeitados os

requisitosprevistosnestaLeiComplementar.

§1 o OsinstrumentosmencionadosnoincisoIIdocaputpodemserfirmadoscomprazoindeterminado.

2 o A Comissão Tripartite Nacional será formada, paritariamente, por representantes dos Poderes ExecutivosdaUnião,dosEstados,doDistritoFederaledosMunicípios,comoobjetivodefomentaragestão ambientalcompartilhadaedescentralizadaentreosentesfederativos.

§

§3 o AsComissõesTripartitesEstaduaisserãoformadas,paritariamente,porrepresentantesdosPoderes

Executivos da União, dos Estados e dos Municípios, com o objetivo de fomentar a gestão ambiental compartilhadaedescentralizadaentreosentesfederativos.

4 o A Comissão Bipartite do Distrito Federal será formada, paritariamente, por representantes dos Poderes Executivos da União e do Distrito Federal, com o objetivo de fomentar a gestão ambiental compartilhadaedescentralizadaentreessesentesfederativos.

§

5 o As Comissões Tripartites e a Comissão Bipartite do Distrito Federal terão sua organização e funcionamentoregidospelosrespectivosregimentosinternos.

§

Art.5 o Oentefederativopoderádelegar,medianteconvênio,aexecuçãodeaçõesadministrativasaele atribuídas nestaLei Complementar, desdequeoentedestinatáriodadelegaçãodisponhadeórgãoambiental capacitadoaexecutarasaçõesadministrativasaseremdelegadasedeconselhodemeioambiente.

Parágrafoúnico. Considera­seórgãoambientalcapacitado,paraosefeitosdodispostonocaput,aquele que possui técnicos próprios ou em consórcio, devidamente habilitados e em número compatível com a demandadasaçõesadministrativasaseremdelegadas.

CAPÍTULOIII

DASAÇÕESDECOOPERAÇÃO

Art.6 o AsaçõesdecooperaçãoentreaUnião,osEstados,oDistritoFederaleosMunicípiosdeverãoser desenvolvidas demodoaatingiros objetivos previstos noart.3 o eagarantirodesenvolvimentosustentável, harmonizandoeintegrandotodasaspolíticasgovernamentais.

Art.7 o SãoaçõesadministrativasdaUnião:

I­formular,executarefazercumprir,emâmbitonacional,aPolíticaNacionaldoMeioAmbiente;

II­exerceragestãodosrecursosambientaisnoâmbitodesuasatribuições;

III ­ promover ações relacionadas à Política Nacional do Meio Ambiente nos âmbitos nacional e

08/12/2015

Lcp140

internacional;

IV ­ promover a integração de programas e ações de órgãos e entidades da administração pública da União,dosEstados,doDistritoFederaledosMunicípios,relacionadosàproteçãoeàgestãoambiental;

V­articularacooperaçãotécnica,científicaefinanceira,emapoioàPolíticaNacionaldoMeioAmbiente;

VI­promoverodesenvolvimentodeestudosepesquisasdirecionadosàproteçãoeàgestãoambiental,

divulgandoosresultadosobtidos;

VII ­ promover a articulação da Política Nacional do Meio Ambiente com as de Recursos Hídricos,

DesenvolvimentoRegional,OrdenamentoTerritorialeoutras;

VIII ­ organizar e manter, com a colaboração dos órgãos e entidades da administração pública dos

Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, o Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente

(Sinima);

IX­elaborarozoneamentoambientaldeâmbitonacionaleregional;

X­definirespaçosterritoriaiseseuscomponentesaseremespecialmenteprotegidos;

XI­promovereorientaraeducaçãoambientalemtodososníveisdeensinoeaconscientizaçãopública

paraaproteçãodomeioambiente;

XII ­ controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que

comportemriscoparaavida,aqualidadedevidaeomeioambiente,naformadalei;

XIII ­exercerocontrolee fiscalizaras atividades e empreendimentos cuja atribuição para licenciarou

autorizar,ambientalmente,forcometidaàUnião;

XIV­promoverolicenciamentoambientaldeempreendimentoseatividades:

a)localizadosoudesenvolvidosconjuntamentenoBrasileempaíslimítrofe;

b) localizados ou desenvolvidos no mar territorial, na plataforma continental ou na zona econômica exclusiva;

c)localizadosoudesenvolvidosemterrasindígenas;

d)localizadosoudesenvolvidosemunidadesdeconservaçãoinstituídaspelaUnião,excetoemÁreasde

ProteçãoAmbiental(APAs);

e)localizadosoudesenvolvidosem2(dois)oumaisEstados;

f)decarátermilitar, excetuando­sedolicenciamentoambiental, nos termos deatodoPoderExecutivo, aquelesprevistosnopreparoeempregodasForçasArmadas,conformedispostonaLeiComplementarn o 97,de

g)destinadosapesquisar,lavrar,produzir,beneficiar,transportar,armazenaredispormaterialradioativo, em qualquer estágio, ou que utilizem energia nuclear em qualquer de suas formas e aplicações, mediante parecerdaComissãoNacionaldeEnergiaNuclear(Cnen);ou

h)queatendam tipologiaestabelecidaporatodoPoderExecutivo, apartirdeproposiçãodaComissão Tripartite Nacional, assegurada a participação de um membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), e considerados os critérios de porte, potencial poluidor e natureza da atividade ou empreendimento; Regulamento

XV­aprovaromanejoeasupressãodevegetação,deflorestaseformaçõessucessorasem:

a)florestaspúblicasfederais,terrasdevolutasfederaisouunidadesdeconservaçãoinstituídaspelaUnião,

excetoemAPAs;e

b)atividadesouempreendimentoslicenciadosouautorizados,ambientalmente,pelaUnião;

08/12/2015

Lcp140

XVI ­elaborararelaçãodeespécies dafaunaedafloraameaçadas deextinçãoedeespécies sobre­ explotadas noterritórionacional,mediantelaudos eestudos técnico­científicos, fomentandoas atividades que conservemessasespéciesinsitu;

XVII­controlaraintroduçãonoPaísdeespéciesexóticaspotencialmenteinvasorasquepossamameaçar

osecossistemas,habitatseespéciesnativas;

XVIII ­ aprovar a liberação de exemplares de espécie exótica da fauna e da flora em ecossistemas

naturaisfrágeisouprotegidos;

XIX ­ controlar a exportação de componentes da biodiversidade brasileira na forma de espécimes silvestresdaflora,micro­organismosedafauna,partesouprodutosdelesderivados;

XX­controlaraapanhadeespécimesdafaunasilvestre,ovoselarvas;

XXI­protegerafaunamigratóriaeasespéciesinseridasnarelaçãoprevistanoincisoXVI;

XXII­exercerocontroleambientaldapescaemâmbitonacionalouregional;

XXIII ­ gerir o patrimônio genético e o acesso ao conhecimento tradicional associado, respeitadas as

atribuiçõessetoriais;

XXIV­exercerocontroleambientalsobreotransportemarítimodeprodutosperigosos;e

XXV ­ exercer o controle ambiental sobre o transporte interestadual, fluvial ou terrestre, de produtos perigosos.

Parágrafoúnico. Olicenciamentodosempreendimentoscujalocalizaçãocompreendaconcomitantemente áreasdasfaixasterrestreemarítimadazonacosteiraserádeatribuiçãodaUniãoexclusivamentenos casos previstos emtipologiaestabelecidaporatodoPoderExecutivo, apartirdeproposiçãodaComissãoTripartite Nacional, assegurada a participação de um membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e considerados os critérios de porte, potencial poluidor e natureza da atividade ou empreendimento. Regulamento

Art.8 o SãoaçõesadministrativasdosEstados:

I­executarefazercumprir,emâmbitoestadual,aPolíticaNacionaldoMeioAmbienteedemaispolíticas

nacionaisrelacionadasàproteçãoambiental;

II­exerceragestãodosrecursosambientaisnoâmbitodesuasatribuições;

III­formular,executarefazercumprir,emâmbitoestadual,aPolíticaEstadualdeMeioAmbiente;

IV ­ promover, no âmbito estadual, a integração de programas e ações de órgãos e entidades da

administraçãopúblicadaUnião,dosEstados,doDistritoFederaledosMunicípios,relacionadosàproteçãoeà

gestãoambiental;

V­articularacooperaçãotécnica, científicaefinanceira, emapoioàs Políticas NacionaleEstadualde MeioAmbiente;

VI­promoverodesenvolvimentodeestudosepesquisasdirecionadosàproteçãoeàgestãoambiental,

divulgandoosresultadosobtidos;

VII­organizaremanter,comacolaboraçãodosórgãosmunicipaiscompetentes,oSistemaEstadualde

InformaçõessobreMeioAmbiente;

VIII­prestarinformaçõesàUniãoparaaformaçãoeatualizaçãodoSinima;

IX ­ elaborar o zoneamento ambiental de âmbito estadual, em conformidade com os zoneamentos de

âmbitonacionaleregional;

X­definirespaçosterritoriaiseseuscomponentesaseremespecialmenteprotegidos;

08/12/2015

Lcp140

XI­promovereorientaraeducaçãoambientalemtodososníveisdeensinoeaconscientizaçãopública

paraaproteçãodomeioambiente;

XII ­ controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportemriscoparaavida,aqualidadedevidaeomeioambiente,naformadalei;

XIII ­exercerocontrolee fiscalizaras atividades e empreendimentos cuja atribuição para licenciarou

autorizar,ambientalmente,forcometidaaosEstados;

XIV ­ promover o licenciamento ambiental de atividades ou empreendimentos utilizadores de recursos

ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar degradação

ambiental,ressalvadoodispostonosarts.7 o e9 o ;

XV­promoverolicenciamentoambientaldeatividadesouempreendimentoslocalizadosoudesenvolvidos

emunidadesdeconservaçãoinstituídaspeloEstado,excetoemÁreasdeProteçãoAmbiental(APAs);

XVI­aprovaromanejoeasupressãodevegetação,deflorestaseformaçõessucessorasem:

a)florestas públicas estaduais ou unidades de conservação do Estado, exceto em Áreas de Proteção Ambiental(APAs);

b)imóveisrurais,observadasasatribuiçõesprevistasnoincisoXVdoart.7 o ;e

c)atividadesouempreendimentoslicenciadosouautorizados,ambientalmente,peloEstado;

XVII­elaborararelaçãodeespéciesdafaunaedafloraameaçadasdeextinçãonorespectivoterritório,

mediante laudos e estudos técnico­científicos, fomentando as atividades que conservem essas espécies in situ;

XVIII­controlaraapanhadeespécimes dafaunasilvestre, ovos elarvas destinadas àimplantaçãode criadouroseàpesquisacientífica,ressalvadoodispostonoincisoXXdoart.7 o ;

XIX­aprovarofuncionamentodecriadourosdafaunasilvestre;

XX­exercerocontroleambientaldapescaemâmbitoestadual;e

XXI ­exercerocontroleambiental dotransportefluvial eterrestredeprodutos perigosos, ressalvadoo

dispostonoincisoXXVdoart.7 o .

Art.9 o SãoaçõesadministrativasdosMunicípios:

I­executarefazercumprir,emâmbitomunicipal,asPolíticasNacionaleEstadualdeMeioAmbientee

demaispolíticasnacionaiseestaduaisrelacionadasàproteçãodomeioambiente;

II­exerceragestãodosrecursosambientaisnoâmbitodesuasatribuições;

III­formular,executarefazercumpriraPolíticaMunicipaldeMeioAmbiente;

IV­promover,noMunicípio,aintegraçãodeprogramaseaçõesdeórgãoseentidadesdaadministração

públicafederal,estadualemunicipal,relacionadosàproteçãoeàgestãoambiental;

V ­ articular a cooperação técnica, científica e financeira, em apoio às Políticas Nacional, Estadual e MunicipaldeMeioAmbiente;

VI­promoverodesenvolvimentodeestudosepesquisasdirecionadosàproteçãoeàgestãoambiental,

divulgandoosresultadosobtidos;

VII­organizaremanteroSistemaMunicipaldeInformaçõessobreMeioAmbiente;

VIII­prestarinformaçõesaosEstadoseàUniãoparaaformaçãoeatualizaçãodosSistemasEstaduale

NacionaldeInformaçõessobreMeioAmbiente;

08/12/2015

Lcp140

IX­elaboraroPlanoDiretor,observandooszoneamentosambientais;

X­definirespaçosterritoriaiseseuscomponentesaseremespecialmenteprotegidos;

XI­promovereorientaraeducaçãoambientalemtodososníveisdeensinoeaconscientizaçãopública

paraaproteçãodomeioambiente;

XII ­ controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportemriscoparaavida,aqualidadedevidaeomeioambiente,naformadalei;

XIII ­exercerocontrolee fiscalizaras atividades e empreendimentos cuja atribuição para licenciarou autorizar,ambientalmente,forcometidaaoMunicípio;

XIV ­ observadas as atribuições dos demais entes federativos previstas nesta Lei Complementar, promoverolicenciamentoambientaldasatividadesouempreendimentos:

a)quecausemoupossamcausarimpactoambiental deâmbitolocal, conformetipologiadefinidapelos respectivos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente, considerados os critérios de porte, potencial poluidor e naturezadaatividade;ou

b) localizados em unidades de conservação instituídas pelo Município, exceto em Áreas de Proteção Ambiental(APAs);

XV­observadasasatribuiçõesdosdemaisentesfederativosprevistasnestaLeiComplementar,aprovar:

a)a supressão e o manejo de vegetação, de florestas e formações sucessoras em florestas públicas municipais e unidades de conservação instituídas pelo Município, exceto em Áreas de Proteção Ambiental (APAs);e

b) a supressão e o manejo de vegetação, de florestas e formações sucessoras em empreendimentos licenciadosouautorizados,ambientalmente,peloMunicípio.

Art.10. SãoaçõesadministrativasdoDistritoFederalasprevistasnosarts.8 o e9 o .

Art. 11. A lei poderáestabelecer regras próprias para atribuições relativas à autorização de manejo e supressão de vegetação, considerada a sua caracterização como vegetação primária ou secundária em diferentesestágiosderegeneração,assimcomoaexistênciadeespéciesdafloraoudafaunaameaçadasde extinção.

Art.12. Parafinsdelicenciamentoambientaldeatividadesouempreendimentosutilizadoresderecursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental,eparaautorizaçãodesupressãoemanejodevegetação,ocritériodoentefederativoinstituidorda unidadedeconservaçãonãoseráaplicadoàsÁreasdeProteçãoAmbiental(APAs).

Parágrafoúnico. Adefiniçãodoentefederativoresponsávelpelolicenciamentoeautorizaçãoaquese refereocaput,nocasodasAPAs,seguiráoscritériosprevistosnasalíneas“a”,“b”,“e”,“f”e“h”doincisoXIV doart.7 o ,noincisoXIVdoart.8 o enaalínea“a”doincisoXIVdoart.9 o .

Art.13. Osempreendimentoseatividadessãolicenciadosouautorizados,ambientalmente,porumúnico entefederativo,emconformidadecomasatribuiçõesestabelecidasnostermosdestaLeiComplementar.

§1 o Osdemaisentesfederativosinteressadospodemmanifestar­seaoórgãoresponsávelpelalicença ouautorização,demaneiranãovinculante,respeitadososprazoseprocedimentosdolicenciamentoambiental.

§2 o Asupressãodevegetaçãodecorrentedelicenciamentosambientaiséautorizadapeloentefederativo licenciador.

§3 o Os valores alusivos às taxas delicenciamentoambiental eoutros serviços afins devem guardar relaçãodeproporcionalidadecomocustoeacomplexidadedoserviçoprestadopeloentefederativo.

Art.14. Osórgãoslicenciadoresdevemobservarosprazosestabelecidosparatramitaçãodosprocessos delicenciamento.

08/12/2015

Lcp140

§1 o Asexigênciasdecomplementaçãooriundasdaanálisedoempreendimentoouatividadedevemser

comunicadaspelaautoridadelicenciadoradeumaúnicavezaoempreendedor,ressalvadasaquelasdecorrentes

defatosnovos.

o Asexigências decomplementaçãodeinformações,documentos ouestudos feitas pelaautoridade

licenciadora suspendem o prazo de aprovação, que continua a fluir após o seu atendimento integral pelo empreendedor.

§2

§3 o Odecursodosprazosdelicenciamento,semaemissãodalicençaambiental,nãoimplicaemissão

tácitanemautorizaapráticadeatoquedeladependaoudecorra,masinstauraacompetênciasupletivareferida

noart.15.

§4 o Arenovaçãodelicençasambientaisdeveserrequeridacomantecedênciamínimade120(centoe

vinte)diasdaexpiraçãodeseuprazodevalidade,fixadonarespectivalicença,ficandoesteautomaticamente

prorrogadoatéamanifestaçãodefinitivadoórgãoambientalcompetente.

Art. 15. Os entes federativos devem atuar em caráter supletivo nas ações administrativas de licenciamentoenaautorizaçãoambiental,nasseguinteshipóteses:

I­inexistindoórgãoambientalcapacitadoouconselhodemeioambientenoEstadoounoDistritoFederal,

aUniãodevedesempenharasaçõesadministrativasestaduaisoudistritaisatéasuacriação;

II ­inexistindoórgãoambientalcapacitadoouconselhodemeioambientenoMunicípio, oEstadodeve desempenharasaçõesadministrativasmunicipaisatéasuacriação;e

III ­inexistindoórgãoambientalcapacitadoouconselhodemeioambientenoEstadoenoMunicípio, a

Uniãodevedesempenharasaçõesadministrativasatéasuacriaçãoemumdaquelesentesfederativos.

Art. 16. A ação administrativa subsidiária dos entes federativos dar­se­á por meio de apoio técnico, científico,administrativooufinanceiro,semprejuízodeoutrasformasdecooperação.

Parágrafoúnico. Aaçãosubsidiáriadevesersolicitadapeloenteoriginariamentedetentordaatribuição nostermosdestaLeiComplementar.

Art. 17. Compete ao órgão responsável pelo licenciamento ou autorização, conforme o caso, de um empreendimento ou atividade, lavrar auto de infração ambiental e instaurar processo administrativo para a apuração de infrações à legislação ambiental cometidas pelo empreendimento ou atividade licenciada ou autorizada.

1 o Qualquer pessoa legalmente identificada, ao constatar infração ambiental decorrente de

empreendimentoouatividadeutilizadores derecursos ambientais, efetivaoupotencialmentepoluidores, pode dirigirrepresentaçãoaoórgãoaqueserefereocaput,paraefeitodoexercíciodeseupoderdepolícia.

§

§2 o Noscasosdeiminênciaouocorrênciadedegradaçãodaqualidadeambiental,oentefederativoque

tiverconhecimentodofatodeverádeterminarmedidas paraevitá­la, fazercessá­laoumitigá­la, comunicando imediatamenteaoórgãocompetenteparaasprovidênciascabíveis.

o O disposto no caputdeste artigo não impede o exercício pelos entes federativos da atribuição

comumdefiscalizaçãodaconformidadedeempreendimentoseatividadesefetivaoupotencialmentepoluidores ouutilizadores de recursos naturais com a legislação ambiental em vigor, prevalecendo o auto de infração ambientallavradoporórgãoquedetenhaaatribuiçãodelicenciamentoouautorizaçãoaqueserefereocaput.

§3

CAPÍTULOIV

DISPOSIÇÕESFINAISETRANSITÓRIAS

Art. 18. Esta Lei Complementar aplica­se apenas aos processos de licenciamento e autorização ambientaliniciadosapartirdesuavigência.

§1 o Nahipótesedequetrataaalínea“h”doincisoXIVdoart.7 o ,aaplicaçãodestaLeiComplementar

dar­se­áapartirdaentradaemvigordoatoprevistonoreferidodispositivo.

08/12/2015

Lcp140

§2 o Nahipótesedequetrataaalínea“a”doincisoXIVdoart.9 o ,aaplicaçãodestaLeiComplementar dar­se­áapartirdaediçãodadecisãodorespectivoConselhoEstadual.

§3 o Enquanto não forem estabelecidas as tipologias de que tratam os §§ 1 o e 2 o deste artigo, os processosdelicenciamentoeautorizaçãoambientalserãoconduzidosconformealegislaçãoemvigor.

Art. 19.

O manejo e a supressão de vegetação em situações ou áreas não previstas nesta Lei

Complementardar­se­ãonostermosdalegislaçãoemvigor.

Art.20. Oart.10daLein o 6.938,de31deagostode1981,passaavigorarcomaseguinteredação:

Art.10. Aconstrução,instalação,ampliaçãoefuncionamentodeestabelecimentos

e atividades utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental dependerãodepréviolicenciamentoambiental.

§1 o Ospedidosdelicenciamento,suarenovaçãoearespectivaconcessãoserão

publicados no jornal oficial, bem como em periódico regional ou local de grande

circulação, ou em meio eletrônico de comunicação mantido pelo órgão ambiental competente.

§2

o (Revogado).

§3

o (Revogado).

§4

o (Revogado).”(NR)

Art.22. EstaLeiComplementarentraemvigornadatadesuapublicação.

Brasília,8dedezembrode2011;190 o daIndependênciae123 o daRepública.

DILMAROUSSEFF

FranciscoGaetani

EstetextonãosubstituiopublicadonoDOUde9.12.2011 eretificadoem12.12.2011

*

08/12/2015

Lcp140