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Ficha de Estudo

6º A / C

HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL

Nome: ___________________________________ Ano_____ Turma ______

O ESTADO NOVO

Causas da queda da 1ª República


 Instabilidade política;

 Subida dos preços dos produtos alimentares;

 Redução do poder de compra;

 Revoltas e greves constantes.

Golpe militar de 28 de Maio


 1926 – O General Gomes da Costa revoltou-se, em Braga, e daí marchou com o seu

exército sobre Lisboa.

 O Presidente da República demitiu-se.

 Terminou a 1ª República.

Início da Ditadura Militar

 O Parlamento foi encerrado;

 Os governos e o Chefe de Estado passaram a ser escolhidos pelos militares;

 A imprensa passou a ser censurada;

 Foram proibidas greves e manifestações.


Salazar e o Estado Novo
Com a Ditadura Militar os governos continuavam a mudar frequentemente.

 Em 1928, Óscar Carmona, Chefe do Governo, e único

candidato às eleições foi eleito Presidente da República.

 António de Oliveira Salazar foi convidado para Ministro das

Finanças. Este aceitou, mas com a condição de controlar os outros

ministérios.

 Reorganizou as finanças públicas recorrendo aumento dos impostos.

 Reduziu os gastos com a saúde, educação e os salários dos funcionários públicos.

Logo no primeiro ano as receitas do Estado foram superiores às despesas, não sendo

necessário pedir dinheiro emprestado aos outros países.

Este êxito financeiro deu prestígio a Salazar e ele foi nomeado, em 1932, Presidente do

Conselho de Ministros.

Constituição de 1933
 Esta constituição pôs fim à Ditadura Militar.

 Iniciou-se o período do “Estado Novo”.

 O Presidente da República e os Deputados da Assembleia Nacional eram eleitos

pelos cidadãos eleitores. Mas, como só era permitido a existência de uma única

organização política, a União Nacional, apoiante de Salazar, não havia liberdade de

escolha.

 A Assembleia Nacional limitava-se a aprovar as leis apresentadas pelo governo.


 Diminuem as liberdades e direitos dos cidadãos:

- não podiam organizar-se livremente em partidos políticos;

- não podiam escolher deputados;

- não podiam associar-se em sindicatos;

- não podiam escrever ou dizer o que pensavam.

Por isso, dizemos que Salazar governava em ditadura, controlando tudo e todos.

Política das obras públicas


 Construção e reparação de estradas e pontes;

 Melhoramento e apetrechamento dos portos e aeroportos;

 Tomou-se iniciativas para a irrigação e electrificação do país. Construíram-se

numerosas barragens.

 Construção de bairros para trabalhadores, hospitais, estádios e escolas.

Estas medidas permitiram intensificar a industrialização, reduzir o desemprego

e desenvolver o turismo.

EMIGRAÇÃO
Apesar destas medidas, Portugal não recuperou do atraso em que se encontrava face aos

outros países, por isso aumentou a emigração para a França e para a Alemanha.

Canadá

Os açorianos tinham outros destinos, E.U.A.


Havai Bermudas
partiam para o Brasil, e nesta altura,

principalmente para os Estados Brasil

Unidos da América e Canadá.

Restrições às liberdades
Salazar:

 Proibiu a existência de partidos políticos e criou a

União Nacional (apoiante do seu partido);


 Proibiu o direito à greve;

 Reorganizou a comissão de censura prévia que “cortava” o que

não devia de ser divulgado nos jornais, filmes, peças de teatro

e outros espectáculos.

 Criou a PVDE, Polícia de Vigilância e Defesa do Estado –

chamada PIDE, Polícia Internacional e Defesa do Estado Novo,

a partir de 1945, para reprimir os que eram suspeitos de

cometer crimes políticos.

Ao serviço do Estado estavam também:

 A Mocidade Portuguesa (criada em 1936)

Organização em que participavam jovens de ambos os sexos, até

aos dezoito anos. Esta organização procurava desenvolver o culto

do chefe e o espírito militar.

 A Legião Portuguesa

Organização armada para defender o regime e combater o consumismo.

Campanhas de propaganda a favor do governo


 Feitas através de:

- Livros escolares;

- Imprensa, rádio e televisão;

- Mocidade Portuguesa.

Oposição ao regime:
A partir de 1945, quando os países democráticos europeus saíram vencedores da 2ª

Guerra Mundial, Salazar viu-se forçado por pressões internacionais a permitir que os

seus adversários participassem na vida do país. Pela primeira vez em vinte anos, marcou

eleições onde a oposição podia intervir.

Contudo, não lhe deu condições para sair vitoriosa:


-Não tinham liberdade de fazer campanha política;

-Listas de eleitores falseadas;

-Não havia fiscalização no momento da contagem dos votos.


Um episódio da oposição
Em 1958, nas eleições para a Presidência da República, Humberto Delgado

conseguiu ter muitos votos e foi uma ameaça ao candidato da União

Nacional, Américo Tomás. Em 1965, o “General Sem Medo”, Humberto

Delgado foi assassinado pela PIDE.

Nos anos 60 cresceram os movimentos de contestação ao regime: greves, revoltas e

manifestações envolveram militares e civis, nomeadamente estudantes e alguns católicos.

O governo de Marcelo Caetano


1968 – Salazar, gravemente doente, foi substituído por Marcelo Caetano na presidência

do Conselho de Ministros. No início abrandou a actuação da polícia política e a censura.

Porém, passado pouco tempo, este deu continuidade ao salazarismo.

EM ÁFRICA, A GUERRA COLONIAL


A partir do fim da 2ª Guerra Mundial, os povos colonizados pelos

países europeus obtiveram a pouco e pouco a sua independência de

uma forma pacífica ou através da luta armada. Os povos das colónias

portuguesas vendo que outros tinham obtido a liberdade, também a

quiseram. Porém, Salazar recusava admitir tal hipótese.

 1961 – Início da guerra em Angola.

 1963 – Início da guerra na Guiné.


 1964 – Em Moçambique, a FRELIMO iniciou a luta armada contra Portugal.

Durante 13 anos, Portugal travou uma luta desgastante nestes três territórios – Guerra

Colonial. Morreram mais de oito mil soldados portugueses e cerca de vinte e oito mil

ficaram feridos ou mutilados. Esta guerra só terminou com a mudança de regime

português em 25 de Abril de 1974.

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