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Análise Vetorial

Sistemas de coordenadas

Retangular (x, y, z), cilíndrico (r, φ, z) e esférico (r, θ, φ) são os três sistemas de coordenadas mais utilizados em eletromagnetismo. No sistema retangular, um ponto P é definido por x, y e z, em que todos esses valores são medidos a partir da origem, como mostra a figura abaixo. Um vetor pode ser definido no

ponto P em termos de três componentes mutuamente perpendiculares, com vetores unitários i ˆ , ˆ j , k ˆ (ou

aˆ

x

,

aˆ

y

,

aˆ

z

).

, ˆ j , k ˆ (ou a ˆ x , a ˆ y , a

No sistema cilíndrico, um ponto P é definido por r, φ, z, em que φ é medido do eixo-x (ou plano x-z), como na figura a seguir. Um vetor pode ser definido no ponto P em termos de três componentes mutuamente

aˆ é perpendicular ao

cilindro de raio r,

ortogonais, com vetores unitários rˆ , φ , zˆ (ou

ˆ

aˆ

r

,

aˆ

φ

,

aˆ ). O vetor unitário

z

r

aˆ

φ

é perpendicular ao plano de ângulo φ, e

aˆ , ao plano x-y na distância z.

z

O vetor unitário z r a ˆ φ é perpendicular ao plano de ângulo φ ,

1

No sistema de coordenadas esféricas, um ponto P é definido por r, θ, φ, em que r é medido da origem, θ é medido do eixo-z, e φ, a partir do eixo-x (ou plano x-z), como mostra a figura abaixo. Se o eixo-z estiver na vertical, θ é denominado de ângulo zênite e φ, de ângulo azimute. Um vetor pode ser definido no ponto P

).

,

em termos de três componentes mutuamente ortogonais com vetores unitários rˆ , θ

O vetor unitário

ao plano de ângulo φ.

ˆ , φ

ˆ

(ou

aˆ

r

,

aˆ

θ

,

aˆ

φ

aˆ

φ

aˆ

r

é perpendicular a uma esfera de raio r,

aˆ

θ

é perpendicular ao cone de ângulo θ, e

r , a ˆ θ é perpendicular ao cone de ângulo θ , e Os parâmetros

Os parâmetros fundamentais dos sistemas retangular, cilíndrico e esférico são resumidos na tabela a seguir.

sistema

coordenadas

faixa

vetores

comprimentos

 

superfícies

 

unitários

elementares

 
 

x

−∞ a +

aˆ

 

ou i ˆ

ˆ

 

dx

Plano x = constante

 

x

 

retangular

y

a +

aˆ

y

ou

j

dy

Plano y = constante

z

−∞ a +

aˆ

z

ou

k ˆ

dz

Plano z = constante

r

0 a +

aˆ

ou

rˆ

dr

Cilindro r = constante

cilíndrico

 

r

ˆ

φ

0 a 2π

aˆ

φ

ou φ

r

dφ

Plano

φ = constante

 

z

−∞ a +

aˆ

z

ou zˆ

dz

Plano

z = constante

r

0 a +

aˆ

ou rˆ

dr

Esfera r = constante

esférico

 

r

ˆ

 

θ

0 a π

aˆ

θ

ou θ

r

dθ

Cone θ = constante

 

φ

0 a 2π

 

ˆ

aˆ

φ

ou φ

r senθ dφ

Plano φ = constante

No

infinitesimal é dv = dx dy dz .

sistema

retangular,

um

comprimento

infinitesimal

é

dL =

dx

2

+ dy

2

+ dz

2

e

um

volume

No sistema cilíndrico, as quantidades correspondentes são

No sistema esférico,

dL =

quantidades correspondentes são No sistema esférico, dL = dr 2 + r d θ 2 2

dr

2

+ r dθ

2

2

+ r sen θ dφ

2

2

2

2

dL =

dL = dr 2 + r d θ 2 2 + r sen θ d φ

dr

2

+ r dφ

2

2

+ dz

2

e dv = dr rdθ r senθ dφ .

e dv = dr rdφ dz .

Transformação entre sistemas de coordenadas

Como mostra a figura a seguir, a projeção x da distância escalar r sobre o eixo-x é igual a r cosα , em que α é o ângulo entre r e o eixo-x. A projeção de r no eixo-y é r cosα e sobre o eixo-z, r cosα . Note que

γ = θ , então cosγ = cosθ .

As quantidades

cosα , cos β

cos

2

α +

cos

2

β +

cos

2

γ =

1

.

e cosγ

são denominadas cossenos diretores e satisfazem a relação

A distância escalar r do sistema esférico se relaciona com as distâncias no sistema retangular por

x = r cosα = r senθ cosφ

y = r cos β = r senθ senφ

z = r cosγ = r cosθ

Das relações anteriores, obtêm-se os cossenos diretores:

cosα = senθ cosφ cos β = senθ senφ cosγ = cosθ

θ cos φ cos β = sen θ sen φ cos γ = cos θ Os

Os valores (r, θ, φ) podem ser obtidos a partir das distâncias no sistema retangular pelas expressões:

2 2 2 r = x + y + z z − 1 θ =
2
2
2
r =
x
+ y
+ z
z
− 1
θ = cos
2
2
2
x
+
y
+
z
1 y
φ =
tan −

x

r 0

(0 ≤ θ ≤ π)

Dessas relações, pode-se expressar um vetor A, em algum ponto P, com componentes esféricas A r , A θ , A φ em termos de suas componentes retangulares A x , A y , A z , em que

3

A

x

A

y

+

= +

=

A sen

r

A sen

r

A

z

θ

θ

cos

sen

=

φ

φ

A cos

θ

A cos

θ

θ

θ

cos

sen

φ

φ

θ

+

A cos

r

θ

A sen

θ

φ

φ

A sen

φ

A cos

φ

Note que os cossenos diretores podem ser obtidos a partir do produto escalar entre o vetor unitário rˆ com

os vetores unitários

xˆ ,

yˆ ,

zˆ do sistema retangular:

rˆ xˆ = senθ cosφ = cosα

rˆ yˆ = senθ senφ = cos β

rˆ zˆ = cosθ = cosγ

Os produtos escalares na tabela abaixo mostram que os vetores unitários rˆ nos sistemas cilíndrico e esférico não são os mesmos.

cilíndrico

esférico

rˆ xˆ = cosφ

rˆ xˆ

= senθ cosφ

rˆ yˆ = senφ

rˆ yˆ = senθ senφ

rˆ zˆ = 0

rˆ zˆ = cosθ

Da mesma forma, pode-se expressar um vetor A, em algum ponto P, com componentes A r , A θ , A φ no sistema cilíndrico em termos de suas componentes retangulares A x , A y , A z , em que

Exercícios

A

x

A

y

=

=

A

A

r

r

cos

sen

φ

φ

A

z

= A

z

φ

φ

A sen

φ

A cos

φ

1.1. Relações trigonométricas podem ser derivadas de relações vetoriais. Considere que dois vetores unitários estejam no plano xy com ângulos α e β a partir do eixo x.

a) Expresse cada vetor em termos de suas componentes.

b) Determine uma expressão para cos (α β ) .

c) Determine uma expressão para sen(α β ) .

r

r

1.2. Considere que A

e B

C

2

D

2

=

4

AB

cosθ

sejam os lados adjacentes de um paralelogramo, C

r

r e B

. Mostre que

C

2

=

+ D

2

sejam as diagonais e θ seja o ângulo entre A

.

1.3. Mostre que B [(A + B)× A]= 0 .

r

r

r

r

1.4. Se dois vetores são dados por

r

A

ˆ

= a

r

+ π

)

a

φ

+ 3

)

a

z

e

r

B

=

)

α a

r

+

β

)

a

φ

6

)

a

z

que os dois vetores sejam paralelos. [R. α = 2, β = 2π]

4

r

A

=

+

2(

r

B

A

r

e D

2

+ B

=

2

)

r

A

r

B

e que

, determine α

e β

tal

1.5. Um

campo

r

A

= −12

)

a

r 5

vetorial

)

a

θ

+ 15

)

a

φ

é

. Determine

r

definido

no

ponto

(

B r =

5

,θ =

a) a componente vetorial de A

r

b) a componente vetorial de A

que é normal à superfície r = 5 .

que é tangente à superfície r = 5 .

r

c) um vetor unitário perpendicular à A

e tangente ao cone

θ

= 120

120

0

,φ =

75

0

0

. [R.

±

(

0,78

)

)

a

r

como

+ 0,625

sendo

)

a

φ

)

1.6. Considere

r

B

= a

ˆ + 2

x

)

a

y

+ 3

)

a

z

e

r A = 3
r
A
=
3

. Se

A

x

= 1

r

, determine A

1.7.

perpendiculares. [R.

Sejam

r

A

=

)

a

cosϕ

r

+

r

A = aˆ

x

)

+ aˆ

senϕ

a

ϕ

+

y

aˆ

)

ra

z

z

e

r

ou

r

B

A = aˆ

)

ra

=

x

r

1,3aˆ

y

+

ϕ

)

a

ϕ

+ 0,538aˆ

z

]

+ 2

)

a

z

,

com

r

r

Determine A

B

no ponto x = 2, y = 3 . [R. 10,029]

de modo que A

r r

e B

sejam

ϕ

expresso

em

radianos.

1.8. Considere uma superfície definida por 2

normal à superfície no ponto (1, 1, 2). [R.

xz

0,63aˆ 0,27 aˆ

2

3

x

xy

4

x

y

7

+ 0,72 aˆ ]

0

=

.

Encontre um vetor unitário

z

1.9. Determine

r

A = aˆ

x

aˆ

y

o

volume

do

6aˆ

z

,

r

B = aˆ

x

paralelepípedo

com

3aˆ

y

+ 4aˆ

z

e

r

C = 2aˆ

x

uma

5aˆ

y

das

+ 3aˆ

z

quinas formada pelos vetores

. [R. zero]

1.10. Encontre uma expressão para o vetor unitário direcionado para a origem a partir de um ponto arbitrário na linha x = 1, z = 2.

inicia na origem e termina em um ponto P

1.11. Uma dada linha é descrita por x + 2 y = 4 . Um vetor A

r

na linha, tal que

r

r

A é ortogonal à linha. Encontre A . [R.

0,8

)

a

x

+1,6

)

a

y

]

1.12. Um vetor A

r r

A

é dado por

=

)

ra

r

+

)

ra

φ

.

r

a) descreva o lugar dos pontos no plano xy onde o módulo de A

r

b) encontre os pontos no plano xy em que A

A=

de A r b) encontre os pontos no plano xy em que A A= 2 .

2 .

faz um ângulo de

é constante.

45

0 com o eixo x e tem um módulo

1.13. coordenadas

Em

P =

1

(0, 2, 2)

,

P

2

retangulares,

=

(2,

2, 2)

e

os

P

3

três

vértices

de

um

triângulo

são

dados

pelos

=

(1, 1,

2)

. Encontre a área do triângulo. [R. 9]

pontos

r ) ) ) 1.14. Escreva o vetor A = z cos φ a +
r
)
)
)
1.14. Escreva o vetor
A
=
z
cos
φ a
+
r
2 sen
φ
a
+
16
ra
no sistema de coordenadas retangulares. [R.
r
ϕ
z
r
2
x
z
 )
xyz
2
2
2
A =
− y
 a
+ 
+ xy
a )
+16
x
+
y
a )
]
x
2
2
2
2
y
z
x
+
y
x
+
y
r
r

1.15. Considere os vetores

, definidos no

ponto P(1, π/3, 2) do sistema de coordenadas cilíndricas. Determine o produto escalar entre esses vetores: a) diretamente; b) convertendo os vetores para o sistema de coordenadas retangulares.

A(r,

, z) = 2aˆ

φ

r

3aˆ

φ

+ aˆ

z

e

B(r,

, z) = 4aˆ

φ

r

+ 6aˆ

φ

2aˆ

z

1.16. Dado o campo vetorial

r

F =

10

)

xa

x

5

2

x

)

ya

y

+

3

yz

2

)

a

z

, calcule a integral de linha entre os pontos

(0, 0, 1) e (2, 4, 1) , sobre o caminho C definido pela interseção das superfícies [R. 86,6]

y =x

2

e

z =1.

5

1.17. Encontre a integral de linha do vetor

r

A

=

)

y a

x

)

xa

y

ao longo da trajetória fechada no plano xy que

segue a parábola

2

y = x do ponto

(1, 1) ao ponto (2, 4) e volta pela reta y = x + 2 .

1.18. Calcule a integral de linha de

r

A

=

k r

2

z aˆ

φ

sobre um caminho fechado na superfície de um cilindro

de raio igual a 2 e de z = 0 até z = 3, como na figura.

de raio igual a 2 e de z = 0 até z = 3, como na

1.19. Use a expressão apropriada da superfície diferencial ds para determinar a área de cada uma das seguintes superfícies:

a)

b)

c)

r = 3 0

;

φ

π

3

;

2

z

2.

2

r

5

;

π

2

φ

π

; z = 0.

2

r

5

; φ =

π

; 2

z 2.

 

4

1.20. temperatura

A

de

uma

sala

é

descrita

d) r

e) 0

como

= 2

; 0

θ

r

5

;θ =

um

campo

π

3

π

3

; 0

; 0

escalar

φ

φ

π

.

2

π

.

em

graus

Celsius

como

T ( x, y,z) = 10x + 20 y . Determine um vetor unitário na direção de máxima variação de temperatura.

1.21. Uma carga pontual q está localizada na origem do sistema retangular. Calcule

q 8
q
8

πε

0

V ]

, no plano xy, ao

longo do seguinte caminho: uma reta do ponto (1, 0) ao ponto (1, ½), uma reta de (1, ½) a (2, ½) e uma

reta de (2, ½) a (2, 0). [R.

r

E

r

dl

através de cinco lados (exceto o lado

da base) de um cubo de 2 m de lado localizado no primeiro octante do sistema retangular, com um dos cantos na origem desse cubo.

1.23. Encontre o fluxo através da superfície semi-esférica y > 0, raio unitário e com centro na origem,

1.22. Calcule a integral de

r

F

=

2xz aˆ

x

+

(x

+

2) aˆ

y

+

y(z

2

3) aˆ

z

para o vetor

r

A

=

z

r

z

2

+

r

2

a ˆ

z

.

1.24. Determine o fluxo do campo vetorial

limitada por 0 r

 

r

1.25. Dado o vetor

F

=

x

r

F

=

ˆ

r a

r

2

ˆ

a

2 .

θ

+ 3

φ a ˆ

φ

através da superfície fechada

3 , 0 ≤ θ ≤ π 2 , − π 2 ≤ φ ≤
3 , 0 ≤ θ ≤ π
2 , − π
2 ≤ φ ≤
π

2

aˆ

x

, calcule

S

r

F

ds r

para S tomado como a superfície de um cubo de lados

2a e centrado na origem. Determine a integral de volume de resultados são equivalentes pelo teorema da divergência.

r

r

∇ • F para o cubo e mostre que os

6

1.26. Dado o campo vetorial

r

A

ˆ

xya

x

+

)

yza

y

+

)

xza

z

, calcule diretamente o fluxo de

r

r

através da

sobre o volume do mesmo

r

A

=

superfície do paralelepípedo retangular da figura. Calcule ∇ • Adv

paralelepípedo e compare os resultados.

∫ ∇ • Adv paralelepípedo e compare os resultados. 1.27. Calcule ambos os lados do teorema

1.27. Calcule ambos os lados do teorema da divergência para o campo

A =

2xyaˆ

x

+

x

2

aˆ

y

e um

paralelepípedo retangular formado por planos x = 0 e 1, y = 0 e 2, e z = 0 e 3.

1.28. Dado o vetor

r

D =

3 3

8 x

y

2

a ˆ

0 e 3. 1.28. Dado o vetor r D = 3 3 8 x y 2

x C

m

2 , encontre o fluxo total saindo da superfície de um cubo de 4

unidades de lado, centrado na origem e com seus lados paralelos aos eixos.

1.29. Determine o fluxo do campo vetorial

r

F

(

r,

φ

,z

)

=

)

ra

fechada definida por divergência.

r = 1 ,

0 φ π ,

0 z 1 .

1.30.

Seja

r

E

= 8

r

ˆ

sen

φ a

r

+ 4

r

cos

φ a ˆ

φ

N/C.

r

+

)

a

φ

+

)

za

z

Verifique

através da superfície cilíndrica

o resultado com o teorema da

a) Calcule o divergente de E.

b) Encontre a densidade de carga volumétrica em (2,6, 38º, 6,1).

c) Determine a carga total na região definida por 0 < r < 1,8 ,

20

o

< φ < 70

o

, 2,4 < z < 3,1.

1.31. Uma particular move-se em um caminho circular de raio r no plano-xy, com velocidade angular constante ω = dθ dt . No instante t, a partícula está em P, como mostra a figura.

t , a partícula está em P , como mostra a figura. a) Escreva o vetor

a) Escreva o vetor posição r r .

b) Calcule a velocidade e a aceleração da partícula em P.

ˆ

c) Expresse os vetores unitários rˆ e θ em termos dos vetores unitários i ˆ e j

ˆ .

em P . ˆ c) Expresse os vetores unitários r ˆ e θ em termos dos

7

Campo Eletrostático

Considere duas cargas pontuais q 1 e q 2 separadas por uma distância r no vácuo. A força elétrica exercida em q 2 por q 1 é dada pela Lei de Coulomb:

em que

ε

0

=

8,85418

×

10

r

F

e

=

q q

1

2

4

πε

0

r

2

ˆ

a

r

12 10

=

9

C é a permissividade elétrica do espaço livre.

=

×

m

m

F

36

π

V

A Lei de Coulomb se aplica para qualquer par de cargas pontuais. Quando mais de duas cargas estão presentes, a força em uma delas é a soma vetorial das forças individuais exercida pelas outras cargas.

Intensidade de campo elétrico

A força eletrostática, como a força gravitacional, é um campo força que atua à distância, mesmo quando os objetos não estão em contato um com o outro. Essa ação em uma carga é realizada por um campo criado por outra carga. Uma carga q produz um campo elétrico no espaço. A intensidade desse campo pode ser medida por meio da força exercida em uma carga de teste q 0 colocada na presença desse campo. O campo elétrico é definido como

em que

r

F

e

r

E =

r

F

e

q

0

r

é a força elétrica em uma pequena carga q 0 . Um campo elétrico E :

é um campo vetorial com intensidade diretamente proporcional à força e com direção dada pela direção da força em uma carga de teste positiva.

tem unidade de newtons por coulomb [N/C], que é igual a volts por metros [V/m], uma vez que volts = newtons × metro / coulomb.

Usando a definição de campo elétrico e a Lei de Coulomb, tem-se que para uma carga pontual q:

r

E =

q

4

πε

0

r

2

a ˆ

r

Metodologia para a determinação de campo elétrico usando a Lei de Coulomb

Um campo eletrostático está associado a uma distribuição de cargas que pode ser discreta ou contínua. Para distribuição discreta de cargas, aplica-se o princípio da superposição:

r

E =

1

0

i

q

i

R

2

i

4 πε

a ˆ

Ri

Para distribuições contínuas de cargas, deve-se calcular a integral vetorial

r

E =

1

πε

0

dq

4

R

2

8

a ˆ

R

onde R é a distância da carga elementar dq para o ponto P de observação e

correspondente. Para realizar a integração, procede-se da maneira a seguir.

1. Inicia-se com

r

dE =

1 dq

4

πε

0

R

2

a ˆ

R

2. Reescreve-se a carga elementar dq como

dq =

ρ

ρ

l

s

dl

ds

ρ

v

dv

(linha)

(área)

(volume)

aˆ

R é o vetor unitário

dependendo se a carga está distribuída sobre uma linha, uma área ou um volume.

r

3. Substitui-se dq na expressão para dE .

4. Escolhe-se um sistema de coordenadas apropriado (retangular, cilíndrico ou esférico) e especifica-se o elemento diferencial (dl, ds ou dv) e R em termos das coordenadas (resumo na tabela).

 

cartesiano (x, y, z)

cilíndrico (r, φ, z)

esférico (r, θ, φ)

dl

dx, dy, dz

dr, r dφ, dz

dr, r dθ, r sen θ dφ

ds

dy dz, dx dz, dx dy

r dφ dz, dr dz, r dr dφ

r 2 sen θ dθ dφ, r sen θ dr dφ, r dr dθ

dv

dx dy dz

r dr dφ dz

r 2 sen θ dr dθ dφ

r

5. Reescreve-se dE

em termos das variáveis de integração e aplica-se simetria para identificar as

componentes do campo elétrico diferentes de zero.

r

6. Resolve-se a integral para obter E .

Exercícios

2.1. Uma distribuição volumétrica de cargas, esférica e uniforme, contém 10

esférico é 2

×

10

2

m

, encontre ρ v .

2.2. No sistema de coordenadas esféricas

3 2  r  3 ρ = q  C m 0  v
3
2
 r 
3
ρ
= q
C
m
0 
v
 
a

8

C . Se o raio do volume

a) que quantidade de carga está no interior da esfera r = a ?

b) encontre o campo elétrico em r = a .

2.3. Encontre a força

Q =

1

2

×

10

5

C

,

r

F

2

, no vácuo, sobre uma carga

Q =

2

2

×

10

6

C

, devido a uma carga pontual

quando

Q 2

está

no

ponto

( x = 2, y = 4, z = 5)

e Q 1

está

no

ponto

(x = 0, y = 1, z = 2) .

9

2.4.

Encontre a intensidade de campo elétrico em P( x = 2, y = 4, z = 5) devido a uma carga pontual

Q =

2

×

10

5

C

localizada em (0, 1, 2) no vácuo.

2.5. Quatro cargas pontuais de 100 µC estão localizadas nos cantos de um quadrado definido no sistema

retangular por (1, 0, 0) m, (0, 1, 0) m, (1, 0, 0) m e (0, 1, 0) m. Determine o vetor força numa outra carga localizada em (1, 1, 0) m.

, mas não se conhece o seu sinal e nem o valor da carga

2.6. Na situação da figura a seguir,

q

1

=

2 µC

q 2 . Sabendo que

q

3

= +

4 mC

e que

a força

r

F

em

q

3 aponta no sentido negativo do eixo-x,

calcule

r

F

.

q 3 aponta no sentido negativo do eixo- x , calcule r F . 2.7. O

2.7. O segmento reto semi-infinito

z 0, x = y = 0

está carregado com

ρ

l = 15 nC/m , no vácuo.

Determine o campo elétrico no ponto (1, 2, 3).

2.8. Uma linha de cargas com 2 m de comprimento tem uma densidade linear e uniforme de cargas

. Encontre o campo elétrico num ponto localizado a 1 m de um dos finais e no eixo da

ρ

l

ponto localizado a 1 m de um dos finais e no eixo da ρ l =

=1 µC m

3

a 1 m de um dos finais e no eixo da ρ l = 1 µ

linha de cargas. [R. 6 10 V m

×

]

2.9. Encontre a intensidade de campo elétrico devido a uma linha de cargas com distribuição linear e

r

uniforme ao longo do eixo-z, como na figura. Determine o valor de E infinita.

eixo- z , como na figura. Determine o valor de E infinita. quando a linha de

quando a linha de cargas é

2.10. Dois fios condutores retos, de comprimento l, são colocados ao longo dos lados opostos de um quadrado. Cargas iguais a Q, mas de sinais contrários, são distribuídas uniformemente nos dois

condutores. Determine a intensidade de campo no centro do quadrado. [R.

2 Q V πε 2 m 0 l
2
Q
V
πε
2 m
0 l

]

2.11. Encontre a intensidade de campo elétrico devido a uma lâmina infinita com densidade superficial de cargas, distribuída uniformemente no plano z = 0 .

10

2.12.

Encontre o fluxo através de um círculo de raio a, produzido por uma carga q localizada no eixo do

círculo e numa distância z do seu centro. [R.

q  z   1 −  C ]   2 2 2
q
z
1
C ]
2
2
2
a
+
z 

2.13. Uma carga de 100µC está uniformemente distribuída sobre um disco circular tendo um raio de 2 m.

O disco está no plano xy e é centrado na origem. Determine o vetor força numa carga pontual de 50µC localizada no eixo-z e em z = 4 m .

2.14. Uma fita circular de raio 1m r 2 m tem uma densidade superficial de cargas dada por

ρ

s

=

100 µC m
100
µC m

r

2 . Encontre o campo elétrico em um ponto perpendicular ao plano da fita e distante

em um ponto perpendicular ao plano da fita e distante 10 m do centro da fita.

10 m do centro da fita. [R. 54,5 kV m ]

2.15. Uma casca semi-esférica de raio a está uniformemente carregada com uma densidade superficial de

cargas. Determine o campo elétrico no centro da semi-esfera. [R.

2.16. Uma densidade volumétrica de cargas

k ρ = C m v r
k
ρ
=
C
m
v
r

3 ( r

0 e

ρ s

4

ε

0

V

m

]

k = constante) existe dentro de uma

esfera de raio a. Esta distribuição produz um campo elétrico para r > a . Determine o valor de uma carga pontual que, quando colocada na origem, produzirá o mesmo campo elétrico para r > a . [R.

2

π k a

2

C

]

2.17. Carga é distribuída sobre a superfície de um disco de raio a localizado no plano xy e com o centro na

origem. A densidade de cargas, em coordenadas cilíndricas, é ρ = , onde A é constante

s

m

Ar

2

cilíndricas, é ρ = , onde A é constante s m Ar 2 C 2 a)

C

2

a) qual é a unidade de A?

b) qual é a carga total no disco?

c) encontre a força produzida numa carga pontual localizada no eixo z.

2.18. Dois planos infinitos, paralelos ao plano xy e localizados em z = a e z = −a , têm densidades superficiais de cargas constantes e iguais. Encontre o campo elétrico para todos os valores de z.

2.19. Uma densidade superficial de cargas está distribuída uniformemente numa fita infinita em comprimento e de largura 2a. Determine o campo elétrico num ponto perpendicular e a uma distância

d do centro da fita. [R.

ρ

s

πε

0

arctg

a V

d

m

]

2.20. Encontre um valor aproximado para a carga total envolvida por um volume elementar de

localizado na origem, se

r

E

x

= e

sen yaˆ

x

x

e

cos yaˆ

y

+ 2zaˆ

z

N/C.

10

9

m

3

2.21. Encontre a intensidade de campo elétrico devido a uma esfera de raio r 0 , com uma distribuição volumétrica e uniforme de cargas.

11

2.22.

Uma linha de cargas de comprimento L, com distribuição linear ρ l constante, está ao longo do eixo z

positivo com as extremidades localizadas em

z =z

0

e

z =z +L

0

. Encontre a força total nesta linha

devido a uma distribuição volumétrica e uniforme de cargas

ρ

v

, com centro na origem e raio

a < z

0

.

[R.

ρ ρ

v

l

a

3

L

3

ε

0

z

0

(

z

0

+

L

) N

]

2.23. Um elétron é injetado horizontalmente em um campo elétrico uniforme produzido por duas placas

, perpendicular a

carregadas, como mostra a figura. A partícula tem uma velocidade inicial

r

v

0

=v

0

aˆ

x

r

E

.

a) Enquanto estiver entre as placas, qual é a força no elétron?

b) Qual é a aceleração no elétron quando ele está entre as placas?

c) As placas têm comprimento L 1 na direção-x. Em que tempo t 1 o elétron deixará as placas?

d) Se o elétron entra no campo elétrico em t = 0, qual é a velocidade do elétron no tempo t 1 ?

e) Qual é o deslocamento vertical do elétron depois do tempo t 1 ?

f) Qual é o ângulo θ 1 que o elétron faz com a horizontal, do tempo t 1 ?

g) O elétron chega em P no tempo t 2 . Qual é o deslocamento vertical do elétron de t = 0 a t 2 ?

? g) O elétron chega em P no tempo t 2 . Qual é o deslocamento

12

Potencial elétrico

Ao contrário do campo elétrico, o potencial elétrico é uma quantidade escalar. Para uma distribuição discreta de cargas, aplica-se o princípio da superposição para somar as contribuições individuais:

em que

k

e

=

1

4

π ε

0

.

V

=

k

e

q

i

R

i

No caso de distribuições contínuas de carga, deve-se resolver a integral:

V =

k e

dq

R

De forma análoga ao cálculo do campo elétrico, os seguintes passos devem ser utilizados para resolver a integral:

1. Inicia-se com

dV

=

k

dq

e R

.

2. Reescreve-se a carga elementar dq como

dq

=

ρ

ρ

l

s

dl

ds

ρ

v

dv

(linha)

(área)

(volume)

dependendo se a carga está distribuída sobre uma linha, uma área ou um volume.

3. Substitui-se dq na expressão para dV.

4. Especifica-se um sistema de coordenadas apropriado para expressar a distância R e o elemento diferencial (dl, ds, dv) em termos dessas coordenadas.

5. Reescreve-se dV em termos da variável de integração.

6. Resolve-se a integral para obter V.

r

r

A partir do potencial elétrico V, é possível determinar o campo elétrico por E = −∇V . O resultado obtido pode ser avaliado escolhendo-se um ponto P que esteja suficientemente distante da distribuição de cargas. No limite, se a distribuição é finita, o campo deve comportar-se como se a distribuição fosse uma carga pontual,

variando com o inverso da distância ao quadrado (

pontual, variando com o inverso da distância ao quadrado ( 1 r 2 ). Exercícios 3.1.

1 r

2 ).

Exercícios

3.1. Nos vértices de um triângulo equilátero estão localizadas cargas iguais a Q. Encontre o potencial no centro do triângulo e a força em uma das cargas.

3.2. Um fio fino em forma de anel, com 6 cm de diâmetro, tem uma densidade de cargas uniforme igual a 1 µC/m . Qual é o potencial num ponto situado no eixo e a 4 m do centro do anel?

13

3.3. Considerando o campo

r

E

=

ya )

x

+

xa )

y

+ 2

a )

z

, determine o trabalho realizado ao se deslocar uma

carga de 2 C de (1, 0, 1) para (0,8, 0,6, 1) ao longo do arco de círculo mais curto

2

x

+ y

2

= 1, z = 1

.

3.4. Considerando um campo

r

E

= −

ya )

x

xa )

y

, encontre V ab para dos caminhos A e B da figura.

, encontre V a b para dos caminhos A e B da figura. 3.5. Suponha que

3.5. Suponha que o potencial elétrico varia ao longo do eixo-x como mostrado na figura. O potencial não varia com y e z. Dos intervalos mostrados, determine o intervalo no qual E x tem: a) o maior valor absoluto; b) o menor valor absoluto. Plote E x em função de x. Que distribuição de cargas pode produzir essa variação no potencial? Onde elas estão localizadas?

essa variação no potencial? Onde elas estão localizadas? r r 3.6. Utilizando E = − ∇

r

r

3.6. Utilizando E = V , mostre que

a

b

r

E

r

dl

r

E

é um campo conservativo.

é independente do caminho entre a e b, o que prova que

3.7. Sejam as três cargas colineares da figura, dadas em microcoulombs. Determine todos os pontos sobre o eixo x onde o potencial é nulo.

todos os pontos sobre o eixo x onde o potencial é nulo. 3.8. Dois fios finos,

3.8. Dois fios finos, infinitos e paralelos, têm cargas iguais e opostas, uniformemente distribuídas. Os fios estão separados por 10 cm. Se a diferença de potencial é de 6 V entre dois pontos cujas distâncias para os dois fios são, respectivamente, 6 cm e 8 cm, e 8 cm e 6 cm, encontre o valor de ρ l . [R.

0,579

m
m

nC

]

14

3.9.

Uma carga Q está distribuída uniformemente na metade de um anel de raio a. Determine o potencial no

centro do anel. [R.

Q

4

πε

0

a

V ]

3.10. A superfície quadrada 1 x 1 , 1 y 1, está carregada com uma densidade de cargas

2 . Determine: a) o potencial no ponto (0, 0, z). b) o campo elétrico ao longo do

ρ

s

=

100 πε

0

x C
x
C

m

eixo-z.

3.11. Uma distribuição uniforme de cargas, ocupando um volume esférico de raio a, está centrada na origem do sistema de coordenadas. Se a carga total é Q encontre a energia eletrostática do sistema.

3.12. Determine a energia armazenada, no vácuo, para três cargas iguais a Q situadas nos vértices de um

triângulo equilátero de lado d. [R.

3 Q

2

4

πε

0

d

J

]

3.13. Considere um quadrado de lado a. Iniciando-se num dos vértices e continuando-se numa direção contrária aos ponteiros do relógio, coloca-se uma carga pontual q no primeiro vértice, 2q no próximo, a seguir 3q e, finalmente, -4q. Encontre a energia elétrica para esta distribuição de cargas. [R.

2

0,918 q

J

ε

0

a

]

3.14. Três cargas pontuais de 1 C, 2 C e 3 C estão situadas nos cantos de um triângulo eqüilátero de lado igual a 1 m. Encontre o trabalho necessário para mover essas cargas para os cantos de um triângulo eqüilátero de 0,5 m de lado, como na figura.

um triângulo eqüilátero de 0,5 m de lado, como na figura. 3.15. Duas placas condutoras paralelas,

3.15. Duas placas condutoras paralelas, de área A e separadas por uma distância 2a, são curto-circuitadas, como mostrado na figura. Determine a carga total na terceira placa, com potencial V, inserida entre essas duas placas.

como mostrado na figura. Determine a carga total na terceira placa, com potencial V, inserida entre

15

Resistência e capacitância

4.1. Encontre a resistência entre φ = 0 e φ = π/ 2 para o
4.1. Encontre a resistência entre
φ = 0
e
φ = π/ 2
para o condutor mostrado na figura, quando
r
V
7
σ =
4 10
×
S/m
e E = −
1 a ˆ
.
φ
r m
Z
0,1m
0,9 m
a
1 m
b
Y
X

4.2. Duas tubulações de ferro, longas e paralelas, têm um espaçamento de 4 m entre os centros. Os tubos estão enterrados no solo até a metade, como ilustra a figura. A condutividade do solo é 100µS/m . Ache a resistência entre os dois tubos por metro de comprimento.

a resistência entre os dois tubos por metro de comprimento. 4.3. Uma esfera condutora, de raio

4.3. Uma esfera condutora, de raio a, está enterrada até a metade e fica em contato com uma placa de terra de raio b e condutividade σ 2 . O restante da terra tem condutividade σ 1 . Determine a resistência entre

a esfera e a terra. [R.

1

1

1

a

1

2 πσ

1

b

2

πσ

2

b

+

]

4.4. Um pedaço de material condutor para o qual σ = 5 MS/m tem a forma de uma cunha truncada com as

condutor

dimensões

4 < r < 10 cm ,

0 < φ < 0,2π

e

0 < z < 6 cm .

Dentro

do

r

E =

2

×

10

3

r

a ˆ

r

V/m

. Qual é a sua resistência? [R. 4 86

,

×

10

6

]

4.5. Determine a capacitância entre duas cascas esféricas condutoras, concêntricas, de raios a e b (b >