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HISTÓRIA- Brasil colônia Por volta de 12 mil anos atrás, quando começaram a cultivar a

HISTÓRIA- Brasil colônia

Por volta de 12 mil anos atrás, quando começaram a cultivar a terra e a domesticar os animais, os seres humanos assumiram o controle. Começaram o que hoje se denomina “seleção artificial”. Em vez de a natureza escolher e disseminar os espécimes mais bem-sucedidos no ambiente natural, os seres humanos começaram a escolher, produzir e criar aqueles que melhor lhes servissem.

Christopher Lloyd. O que aconteceu na Terra? A história do planeta, da vida e das civilizações, do big-bang até hoje. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2011, p. 111.

2. (UnB-1º2013) Na América de colonização portuguesa, adotou-se como principal suporte jurídico da economia agrícola o regime de sesmarias, cujas características principais são: grande extensão das áreas de lavoura, monocultura, trabalho escravo e propriedade privada da terra.

A respeito da escravidão ao longo da historia da humanidade, julgue os itens:

2.

(UnB-1º2013) Antes do estabelecimento do tráfico transatlântico de escravos, no século XVI, havia, no continente africano, homogeneidade cultural, como se pode depreender da predominância da família linguística banto nas sociedades norte e centro-africanas.

2.

(UnB-1º2013) Anteriormente a colonização europeia, o comércio de escravos era praticado na África, em rotas que cruzavam o Saara, o Mar Vermelho e o Oceano Índico.

2.

(UnB-1º2013) No Brasil colonial, os escravos de origem africana trabalhavam em diferentes setores da economia, como agricultura, mineração, artesanato e comércio, bem como exerciam serviços domésticos.

2.

(UnB-1º2013) Utilizando a modalidade padrão da língua portuguesa, redija um texto, abordando aspectos legais e socioeconômicos do processo que culminou na abolição da escravidão no Brasil,em 1888.

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No cinturão de máxima diversidade biológica do

Planeta, que tornou possível o advento do homem, a Amazônia se destaca pela extraordinária continuidade de suas florestas, pela ordem de grandeza de sua principal rede hidrográfica e pelas sutis variações de seus ecossistemas. Trata-se de gigantesco domínio de terras baixas florestadas, disposto em anfiteatro,

enclausurado entre a grande barreira imposta pelas terras cisandinas e pelas bordas dos planaltos brasileiro e guianense. O mundo das águas na Amazônia é resultado direto da excepcional pluviosidade que atinge a gigantesca depressão topográfica regional.

Aziz Ab Saber. Amazônia brasileira: um macrodomínio. In: Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editora, 2003, p. 65-7 (com adaptações).

2. (UnB-1º2013) Durante o período colonial, a economia da Região Amazônica estruturava- se com base no extrativismo vegetal, na caça e na pesca.

Durante os séculos XIV e XV, o período correspondente à chamada crise do final da Idade Média atingiu muitas das antigas formas tradicionais das relações feudais na agricultura e se fez acompanhar de sensível declínio demográfico e de significativos descensos no âmbito das atividades manufatureiras e mercantis. De meados do século XV até o começo do

século XVII, período de expansão econômica, houve também uma relativa expansão das atividades industriais, artesanais, é claro, bem como da produção agrícola, em estreita conexão com a retomada do crescimento demográfico e o início da expansão mercantil-marítima e colonial. Importantes mudanças culturais marcaram a ruptura com diversos aspectos do universo medieval, abrindo caminho para a revolução científica e para o advento da modernidade.

A partir de meados do século XVIII, o

capitalismo tendeu a se expandir com rapidez na Europa Ocidental.

Francisco Falcon e Antonio Edmilson Rodrigues. A formação do mundo moderno. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006, p. 6-8 (com adaptações).

2. (UnB-2º2012) Para promover a colonização de suas terras americanas, Portugal instituiu um

inédito sistema de capitanias hereditárias, que exigiu a reconfiguração territorial da colônia por meio de

inédito sistema de capitanias hereditárias, que exigiu a reconfiguração territorial da colônia por meio de grandes lotes homogeneamente divididos e distribuídos entre membros da burguesia lusitana.

2.

(UnB-2º2012) A descoberta das terras que vieram a ser a América e a sua consequente exploração colonial representaram significativas conquistas do movimento europeu de expansão marítimo-comercial dos séculos XV e XVI, pioneiramente conduzido pelos países da Península Ibérica.

2.

(UnB-2º2012) Nas colônias americanas, o uso intensivo de mão de obra escrava, em sua maioria proveniente da África, prejudicou o desenvolvimento do nascente capitalismo europeu, por privá-lo do indispensável mercado consumidor.

As cavalhadas são festas populares que representam a defesa da civilização cristã ocidental contra as invasões dos muçulmanos, ocorridas, na Europa, entre os séculos VI e IX d.C. No Brasil, as cavalhadas são reproduzidas desde o período colonial e, na atualidade, manifestam-se principalmente nos estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Alagoas, Pernambuco e no norte do Rio de Janeiro. A festa dura, em média, três dias e cada dia representa uma batalha. Ao final da festa, os cristãos, que trajam roupas azuis, vencem os mouros, de indumentária vermelha, o que simboliza a derrota dos invasores e, ao mesmo tempo, a conversão dos muçulmanos ao cristianismo. A gastronomia da festa é composta basicamente de doces brasileiros tradicionais, como a rapadura e a goiabada, dos típicos daquelas regiões mencionadas, e dos de origem portuguesa, como o fio de ovos, o quindim e o bom-bocado.

Internet: <www.conexaoaluno.rj.gov.br>.

2. (UnB-2º2012) Especialmente a partir de meados do século XVI e ao longo do Especialmente a partir de meados do século XVI e ao longo do cana-de-açúcar. Diferentemente do que ocorreria com a mineração no século XVIII, os engenhos nordestinos era autossuficientes na produção de alimentos, o que inviabilizava a existência

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de atividades econômicas subsidiárias ao açúcar na região.

A maioria dos povos indígenas associa sua música ao universo transcendente e mágico, empregando-a em todos os rituais religiosos. A música indígena é ligada, desde suas origens imemoriais, a mitos fundadores e usada com finalidades de socialização, culto, ligação com os ancestrais, exorcismo, magia e cura. É importante também nos ritos catárticos, quando se trabalha a música com proporções, repetições e variações, instaura o conflito ao mesmo tempo em que o mantém sob controle.

Luís Fernando Hering Coelho. A nova edição de why Suya sing?, de Anthony Seeger, e alguns estudos recentes sobre música indígena nas terras baixas da América do Sul. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2007.

2. (UnB-1º2012) Na colonização europeia da América — empreendida pelos ingleses no Sul e pelos portugueses e espanhóis no Norte do continente —, foram marcantes, entre outros aspectos, a dizimação física dos povos indígenas e a eliminação de seus traços culturais.

Um exemplo de embaixada alegórica é apresentado no vídeo Festa do Rosário dos Homens Pretos do Serro, que começa com a narração da seguinte história. “Dizem que Nossa Senhora tava no meio do mar. Aí vieram os caboclos e lhe chamaram, mas ela não veio não. Depois vieram os marujos brancos, mas ela só balanceou. Aí chegaram os catopês. Eles cantaram, tocaram só com caco de cuia e lata véia. Ela gostou deles, teve pena deles e saiu do mar.”

Trata-se de um mito de reconciliação e integração, bem como de uma compensação simbólica para a experiência histórica de escravidão negra em Minas Gerais. Essa experiência é abertamente expressa em muitos textos musicais das congadas.

José Jorge de Carvalho. Um panorama da música afro-brasileira. In:

Série Antropologia. Brasília: Editora da UnB, 2000.

2. (UnB-1º2012) A experiência histórica da escravidão negra mencionada no texto difere da experiência do regime de trabalho vigente na agroindústria açucareira nordestina, porque, na região mineradora, a rigidez das instituições e das normas vigentes impedia

tanto a eventual alforria de escravos quanto a mobilidade social. 2. (UnB -1º2012) Do ponto

tanto a eventual alforria de escravos quanto a mobilidade social. 2. (UnB-1º2012) Do ponto de vista histórico, o texto revela que os escravos africanos e seus descendentes no Brasil preservaram

a) sua cultura religiosa ancestral, mas, em um processo sincrético, mostraram-se receptivos ao cristianismo do dominador.

b) sua identidade cultural ou étnica, embora tivessem de recorrer a disfarces, como o das confrarias religiosas cristãs, das quais é exemplo a de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.

c) rituais ancestrais de forma pura, mas pagaram alto preço por isso, como demonstram as perseguições que sofreram.

d) seu panteão religioso e seu sistema eclesiástico, embora os tenham adaptado à lógica cristã, como evidenciado na associação entre Virgem Maria e Iemanjá.

No século XVI, a crença de que o Eldorado estava no Novo Mundo ativou a cobiça de muitos conquistadores. O sonho nunca se tornou realidade, mas induziu à exploração de grande parte do continente americano. Expedições e desilusões se sucederam até o final do século XVIII. Eldorado transformou-se, mais tarde, em símbolo dos que se lançam em aventuras fantásticas.

Suzi Frankl Sperber. A terceira margem do Amazonas: o mito do Eldorado, suas hibridações e a apreensão do perspectivismo em romance de Milton Hatoum. Internet: <www.ufvjm.edu.br>.

2. (UnB-1º2012) Para os colonizadores portugueses, a crença no Eldorado americano tomou forma com o domínio absoluto da região platina, o que explica a fundação da colônia de Sacramento e a entrega da Amazônia aos espanhóis.

Sem colonização não há uma boa conquista e, se a terra não é conquistada, as pessoas não serão

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convertidas. Portanto, o lema do conquistador deve ser colonizar.

Francisco López de Gómara. Historia general de las Indias. Madri: 1852, p. 181.

2. (UnB-1º2012) A apreciação acima, proferida por um eclesiástico do século XVI, expõe aspectos envolvidos no assentamento e desenvolvimento do império espanhol na América. Acerca desses aspectos, assinale a opção correta.

a) Na região andina, desde o primeiro momento, houve forte resistência ao avanço da conquista espanhola, principalmente nas cidades de Potosi e La Plata.

b) A área que atualmente pertence ao Chile foi a que menos resistência ofereceu à colonização espanhola, em virtude de sua baixa densidade demográfica e do caráter tribal da população.

c) A mesoamérica, onde havia uma organização político-administrativa pré- colombiana, é exemplo de colonização de sucesso, uma vez que, nesse território, os espanhóis deram continuidade às estruturas existentes.

d) No vice-reino do Peru, os espanhóis permitiram que o cargo de gobernador fosse exercido por membros das famílias da elite indígena, estratégia que perdurou até o fim da era colonial.

Quando Deus tremeu

Dois terremotos encontraram intersecções em Lisboa, no dia 1.º de novembro de 1755. Um geológico

e outro filosófico. O geológico, estimado em 9 pontos

na escala Richter, com epicentro no Oceano Atlântico,

a uma centena de quilômetros da costa de Portugal,

muito semelhante, portanto, ao tremor que, recentemente, deixou o Japão de joelhos, destruiu três quartos das construções da capital do país. O

terremoto filosófico, com epicentro na França, já vinha sacudindo a Europa desde o início do século XVIII — e tão forte se revelou que acabaria por conferir à época

o nome de Século das Luzes.

Veja, 16/3/2011, p. 94 (com adaptações).

O corpo político, como o corpo do homem, começa a morrer desde o nascimento e traz, em si mesmo, as causas de sua destruição. Mas um ou

outro podem ter uma constituição mais ou menos robusta e capaz de conservá- los por

outro podem ter uma constituição mais ou menos robusta e capaz de conservá-los por mais ou menos tempo. A constituição do homem é obra da natureza, a do Estado, obra de arte.

Jean-Jacques Rousseau. Do contrato social. São Paulo: Abril Cultural, p. 102

2.

(UnB-2º2011) Os efeitos devastadores do terremoto que praticamente destruiu a capital portuguesa foram minimizados pela ação resoluta do Marquês de Pombal, primeiro- ministro de um regime absolutista que se recusava a proceder a mínima abertura política e, assim, impedia que o despotismo esclarecido pudesse chegar a Portugal.

2.

(UnB-2º2011) O terremoto de Lisboa ocorreu na época em que, no Brasil, a mais rica colônia portuguesa começava o apogeu da extração do ouro e do diamante nas Minas Gerais, decisivo para o financiamento das obras de recuperação da capital metropolitana e para o incremento de investimentos que assegurariam o início da industrialização lusitana, apoiada tecnicamente pela Inglaterra, em decorrência do Tratado de Methuen.

Não se sabe ao certo quando os primeiros escravos africanos foram trazidos para o Brasil. No entanto, é somente a partir do alvará de D. João III de 29 de março de 1549, que faculta o “resgate e recebimento de escravos da costa da Guiné e da ilha de São Tomé” para auxílio da cultura da cana e do trabalho dos engenhos, que a importação de escravos africanos para o Brasil cresce de forma vertiginosa. Já no final do século XVI, os africanos ocupavam majoritariamente a base da sociedade colonial brasileira, o que iria acentuar-se no século XVII. É possível que os primeiros escravos africanos tenham tido contato com a língua geral, mas, com a redução da presença indígena na zona açucareira, pode-se dizer que os escravos passaram a ter contato, desde cedo, com o português. Os escravos que eram incapazes de se comunicar nessa língua eram chamados de boçais, em oposição aos que demonstravam conhecer o português, que eram chamados de ladinos. No decorrer do século XVIII, com o ciclo do ouro, aumentou a onda migratória vinda de Portugal, e o tráfico negreiro também se orientou para as demandas cada vez maiores de mão de obra www.tenhoprovaamanha.com.br

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para a mineração, tendo aumentado, portanto, o acesso dos escravos africanos à língua portuguesa.

Dante Lucchesi. História do contato entre línguas no Brasil. In: Dante Lucchesi, Alan Baxter e Ilza Ribeiro (Org.). O português afro- brasileiro. Salvador: EDUFBA, 2009, p. 47-8 (com adaptações).

2.

(UnB-2º2011) O texto de Dante Lucchesi reitera a relevância do trabalho escravo para a economia colonial brasileira, em especial para a agroindústria açucareira do Nordeste, e sugere ter sido sensivelmente diminuída essa participação à época da mineração, certamente em face das características singulares do processo de extração aurífera.

2.

(UnB-2º2011) Infere-se do texto que o alvará de 29 de março de 1549 foi o primeiro ato governamental da monarquia lusitana a normatizar ações relativas ao tráfico de escravos para o Brasil.

2.

(UnB-2º2011) No texto, é destacada a importância do contato linguístico entre portugueses e escravos africanos como forma de atenuar a crueza das imagens historicamente associadas ao processo de escravidão.

Erro de português Quando o português chegou Debaixo duma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português

Oswald de Andrade. Poesias reunidas. 5.ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

Quando aqui aportaram os portugueses, há mais de 500 anos, falavam-se, no país, mais de mil línguas indígenas; tal profusão linguística constitui-se numa situação semelhante à que ocorre, hoje, nas Filipinas (com 160 línguas), na Índia (com 391 línguas) ou, ainda, na Indonésia (com 663 línguas).

Gilvan Müller de Oliveira. Brasileiro fala português:

monolinguismo e preconceito linguístico. In: Revista Linguagem. Internet: <www.letras.ufscar.br> (com adaptações).

2. (UnB-2º2011) A expedição comandada por Pedro Álvares Cabral fazia parte da estratégia portuguesa de iniciar a efetiva e imediata

4

colonização de suas terras americanas, decisão estabelecida em face dos reduzidos lucros obtidos pelo comércio

colonização de suas terras americanas, decisão estabelecida em face dos reduzidos lucros obtidos pelo comércio com as Índias nas décadas iniciais do século XVI.

Que sejam admissíveis, nas alfândegas do Brasil, todos e quaisquer gêneros, fazendas e mercadorias transportados em navios estrangeiros das Potências que se conservam em paz e harmonia com minha Real Coroa, ou em navios dos meus vassalos. Ficam sem vigor todas as Leis, Cartas Régias ou outras Ordens que até aqui proibiam, neste Estado do Brasil, o recíproco comércio e navegação entre meus vassalos e estrangeiros. Príncipe D. João

Carta Régia, de 28 de janeiro de 1808 (com adaptações).

2. (UnB-2º2011) Redija um texto, na modalidade padrão da língua portuguesa, explicando em que medida o documento assinado pelo príncipe D. João, futuro D. João VI, logo ao desembarcar na Bahia, escala que antecedia a chegada da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro, pode ser considerado um importante passo no processo de independência do Brasil.

importante passo no processo de independência do Brasil. O mapa acima apresenta informações acerca do comércio

O mapa acima apresenta informações acerca do comércio mundial. Julgue os itens seguintes em relação à espacialidade desse fenômeno e à sua dinâmica ao longo do tempo.

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2.

(UnB-2º2011) Já na Antiguidade, a rota da seda interligava cidades mercantis entre as regiões hoje denominadas China e Europa e possibilitava o desenvolvimento cultural de vastas áreas asiáticas e europeias. Por seus caminhos principais e secundários, transitavam não só mercadorias, entre elas, o tecido que dava nome à rota, mas também doenças e religiões, como budismo, hinduísmo e cristianismo.

2.

(UnB-2º2011) Portugal, pioneiro na expansão comercial e marítima dos séculos XV e XVI, marco fundamental para a configuração econômica que caracterizaria a Idade Moderna, logrou constituir um império que interligava rotas comerciais em quatro continentes: Europa, América, África e Ásia.

GABARITO

1. C

2. E

3. C

4. C

5. TIPO D

6. C

7. E

8. C

9. E

10. E

11. E

12. E

13. A

14. E

15. D

16. E

17. E

18. E

19. C

20. E

21. E

22. TIPO D

23. C

24. C

HISTÓRIA- Brasil colônia e Brasil Imperial

Conto de escola A escola era na Rua do Costa, um sobradinho de grade de

Conto de escola A escola era na Rua do Costa, um sobradinho de grade de pau. O ano era de 1840. Naquele dia uma segunda-feira, do mês de maio , deixei-me estar alguns instantes na Rua da Princesa a ver onde iria brincar a manha. Hesitava entre o morro de S. Diogo e o Campo de Santana, que não era então esse parque atual, construção de gentleman, mas um espaço rústico, mais ou menos infinito, alastrado de lavadeiras, capim e burros soltos. Morro ou campo? Tal era o problema. De repente disse comigo que o melhor era a escola. E guiei para a escola. [ ]

Raimundo recuou a mão dele e deu a boca um gesto amarelo, que queria sorrir. Em seguida, propôs- me um negócio, uma troca de serviços; ele me daria a moeda, eu lhe explicaria um ponto da lição de sintaxe. o conseguira reter nada do livro, e estava com medo do pai. E concluía a proposta esfregando a pratinha nos joelhos Tive uma sensação esquisita. Não e que eu possuísse da virtude uma ideia antes própria de homem; não e também que não fosse fácil empregar uma ou outra mentira de criança. Sabíamos ambos enganar ao mestre. A novidade estava nos termos da proposta, na troca de lição e dinheiro, compra franca, positiva, toma lá, da cá; tal foi a causa da sensação. Fiquei a olhar para ele, a toa, sem poder dizer nada.

Machado de Assis. Conto de escola. Internet:<www.dominiopublico.org>.

2. (UnB-1º2013) A data mencionada no conto, 1840, é a mesma de importante acontecimento na historia política do Brasil: o Golpe da Maioridade. Relativamente ao cenário político nacional nas primeiras décadas após a Independência do Brasil, assinale a opção correta.

a)

A

antecipação da maioridade de D. Pedro

II

atendia aos apelos dos grupos

dirigentes do Império, marginalizados pelo

centralismo do período regencial.

b)

A

estabilidade política do I Reinado

deveu-se a ação conciliadora de D. Pedro

I, facilitada pelo clima de concórdia e paz que prevalecia nessa época.

c)

O

ato Adicional de 1834, que alterou a

Constituição promulgada dez anos antes, fortaleceu a Corte diante das províncias.

d)

A

Lei de Interpretação do Ato Adicional foi

o

suporte jurídico para o advento do II

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Reinado, período marcado pelo que se denomina parlamentarismo às avessas.

O ano de 1870 é um marco na história do

império. No primeiro dia de março, a morte de Solano López em batalha satisfaz a vontade de Pedro II e

encerra a sangria material, humana e moral da longa guerra contra o Paraguai. Vitoriosa nos campos de batalha, a monarquia, na Era dos impérios, está

exangue. Doravante, defrontar-se-á com questões, tendências, forças sociais, políticas e ideológicas que, avolumando-se, precipitarão o 15 de novembro de

1889.

Keila Grinberg e Ricardo Salles (Orgs.). O Brasil imperial (volume III:1870- 1889). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 11.

1 (UnB-1º2012) Considerando o fragmento de texto acima como referência inicial, indique os principais acontecimentos que levaram ao colapso final do regime monárquico brasileiro e à implantação da República.

10 de abril Grande novidade! O motivo da vinda do barão é consultar o desembargador sobre a alforria coletiva e imediata dos escravos de Santa-Pia. Acabo de sabê-

lo, e mais isto, que a principal razão da consulta é apenas a redação do ato. Não parecendo ao irmão que este seja acertado, perguntou-lhe o que é que o impelia a isso, uma vez que condenava a ideia atribuída ao governo de decretar a abolição, e obteve esta resposta, não sei se sutil, se profunda, se ambas as coisas ou nada:

— Quero deixar provado que julgo o ato do

governo uma espoliação, por intervir no exercício de um direito que só pertence ao proprietário, e do qual uso com perda minha, porque assim o quero e posso. Será a certeza da abolição que impele Santa-Pia a praticar esse ato, anterior de algumas semanas ou meses ao outro? A alguém que lhe fez tal pergunta respondeu Campos que não. “Não, disse ele, meu irmão crê na tentativa do governo, mas não no resultado, a não ser o desmantelo que vai lançar às fazendas. O ato que ele resolveu fazer exprime apenas a sinceridade das suas convicções e o seu gênio violento. Ele é capaz de propor a todos os senhores a alforria dos escravos já, e no dia seguinte propor a queda do governo que tentar fazê-lo por lei.”

Campos teve uma ideia. Lembrou ao irmão que, com a alforria imediata, ele prejudica a

Campos teve uma ideia. Lembrou ao irmão que, com a alforria imediata, ele prejudica a filha, herdeira sua. Santa-Pia franziu o sobrolho. Não era a ideia de negar o direito eventual da filha aos escravos; podia ser o desgosto de ver que, ainda em tal situação, e com todo o poder que tinha de dispor dos seus bens, vinha Fidélia perturbar-lhe a ação. Depois de alguns instantes, respirou largo, e respondeu que, antes de morto, o que era seu era somente seu. Não podendo dissuadi-lo, o desembargador cedeu ao pedido do irmão, e redigiram ambos a carta de alforria. Retendo o papel, Santa-Pia disse:

— Estou certo que poucos deles deixarão a fazenda; a maior parte ficará comigo, ganhando o salário que lhes vou marcar, e alguns até sem nada — , pelo gosto de morrer onde nasceram.

Machado de Assis. Memorial de Aires. In: Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2007.

3 (UnB-2º2011) Da proibição do tráfico negreiro à Lei Áurea, foi longo e complexo o processo de debate e aprovação das leis abolicionistas no Parlamento do Império, o que demonstra a força política dos que representavam interesses de latifundiários e escravocratas no interior do Estado brasileiro.

Ode Triunfal

1 À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica Tenho febre e escrevo. Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,

4 Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.

Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno!

Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!

7 Em fúria fora e dentro de mim, Por todos os meus nervos dissecados fora, Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!

10 Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos, De vos ouvir demasiadamente de perto,

E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um

excesso

13 De expressão de todas as minhas sensações, Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!

Fernando Pessoa: Obra poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, p. 306.

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4 (UnB-2º2011) Ao longo do século XIX, o Paraguai experimentou o processo de industrialização, que foi interrompido pelo conflito em que foi vencedora a aliança militar entre Argentina, Brasil e Uruguai, a qual já havia sido formada à época da independência do Brasil, sob os auspícios da Inglaterra e dos EUA.

GABARITO

1. D

2. Tipo D

3. C

4. E

HISTÓRIA- Ditadura

Vai passar

Chico Buarque de Hollanda e Francis Hime

Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos,

O bloco dos napoleões retintos

e os pigmeus do boulevard. Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a

cantar

A

evolução da liberdade ate o dia clarear.

Ai

que vida boa, o lerê,

Ai

que vida boa, o lará.

O

estandarte do sanatório geral vai passar.

A

partir da imagem acima, que ilustra o carnaval em

Olinda, bem como da canção Vai passar e do trecho

dela apresentado acima, composição de Chico Buarque e Francis Hime, julgue o item seguinte.

1. (UnB-1º2013) Na canção Vai passar, alem da menção a “evolução da liberdade ate o dia clarear”, há referência a uma pátria que não percebia ser subtraída em “tenebrosas transações”, alusões que tornaram a canção um dos símbolos do ocaso do regime militar e da volta do poder civil, efetivada com a eleição de Tancredo Neves.

Daquela sexta-feira 13 até 1.º de abril, o conflito político entre os grupos antagônicos se redimensionou. Não se tratava de medir forças com o objetivo de executar, limitar, impedir as mudanças,

mas da tomada do poder e da imposição de projetos. As direitas tentariam impedir as

mas da tomada do poder e da imposição de projetos. As direitas tentariam impedir as alterações econômicas e sociais, excluindo, se possível, seus adversários da vida política brasileira, sem se preocupar em respeitar as instituições democráticas. O PTB cresceu e se confundiu com os movimentos sociais que defendiam as reformas. As esquerdas marxistas, socialistas, trabalhistas e cristãs exigiam as reformas, mas sem valorizar, assim como seus adversários, as instituições liberal-democráticas.

Jorge Ferreira. João Goulart, uma biografia. Rio de Janeiro:

Civilização Brasileira, 2011, p. 428-9 (com adaptações).

2. (UnB-2º2012) Tancredo Neves, político tradicionalmente adversário do trabalhismo de Vargas, Jango e Brizola, e histórico apoiador do regime militar, paradoxalmente foi escolhido, indiretamente, para ocupar o cargo de presidente da República e sepultar o regime autoritário, para conduzir o Brasil de volta à democracia.

3. (UnB-2º2012) Ocorrido em 1964, o golpe de Estado enfocado no texto representou a formalização da presença direta dos militares na condução do poder político nacional. Com efeito, foram diversas as intervenções do segmento militar na trajetória republicana brasileira, algumas frustradas, outras realizadas para sustentar projetos de grupos civis. Exemplos de ambas as situações foram as revoltas tenentistas na Primeira República, o Estado Novo de Vargas, a crise que levou Getúlio Vargas ao suicídio e a tentativa de impedir a posse dos presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart.

4. (UnB-2º2012) A sexta-feira 13 mencionada no texto está relacionada com a realização de comício na Central do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, ocasião em que o presidente Goulart tentou buscar, junto à população, o apoio político de que carecia, tendo ele assinado decretos de forte apelo junto à parcela da opinião pública que apoiava sua proposta de reformas de base.

5. (UnB-2º2012) Depreende-se do texto que o golpe de 1964 não se apresentava como algo inevitável: pela via ideológica da direita, outra alternativa que não fosse a deposição de João Goulart estava fora de cogitação, entretanto os setores liberais e de esquerda

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mostravam-se efetivamente comprometidos com a defesa da democracia.

Preste atenção por favor na história que vou contar ela explica o que é cordel grande manifestação popular.

Paulo Araújo. Internet: <www.bibceuguarapiranga.blogs.com>.

Agosto 1964 1 Entre lojas de flores e de sapatos, bares, mercados, butiques viajo 4 num ônibus Estrada de Ferro – Leblon Volto do trabalho, a noite em meio, fatigado de mentiras. 7 O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud, relógio de lilases, concretismo, neoconcretismo, ficções de juventude, adeus,

10

que a vida eu a compro à vista aos donos do mundo. Ao peso dos impostos, o verso sufoca,

13

a poesia agora responde a inquérito policial-militar. Digo adeus à ilusão mas não ao mundo. Mas não à vida,

16

meu reduto e meu reino. Do salário injusto, da punição injusta,

19

da humilhação, da tortura, do terror, retiramos algo e com ele construímos um artefato

22

um poema uma bandeira.

Ferreira Gullar. Dentro da noite veloz. In: Toda poesia. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000.

Depois de 21 anos de regime militar, o Brasil finalmente teria um presidente civil. O político mineiro Tancredo Neves vencera Paulo Maluf no Colégio Eleitoral e assumiria o poder no dia 15 de março de 1985. No entanto, um dia antes da posse, com fortes dores abdominais, ele teve que ser internado no Hospital de Base, em Brasília. Após sete cirurgias, Tancredo morreu em 21 de abril, deixando a nação em choque.

Douglas Attila Marcelino. A despedida de um mártir. In: Revista de História da Biblioteca Nacional, março/2010, p. 58 (com adaptações).

6. (UnB - 2º2011) A aprovação da Emenda Dante de Oliveira, que restabeleceu a eleição

6. (UnB-2º2011) A aprovação da Emenda Dante de Oliveira, que restabeleceu a eleição presidencial direta, foi crucial para o encaminhamento final da longa transição entre o regime militar e o poder civil, sacramentada pela união de forças políticas em favor da chapa Tancredo Neves – José Sarney.

7. (UnB-2º2011) Os vinte e um anos do regime militar caracterizaram-se pela homogeneidade de ação dos generais que se revezaram na presidência da República. A possível nota destoante foi o governo Costa e Silva, que, embora abreviado pela morte desse presidente, caracterizou-se pela recusa à tomada de decisões que ampliassem o caráter autoritário do regime.

8. (UnB-2º2011) Em larga medida, os coronéis de 1954, atuantes na conjuntura de crise pronunciada que levou Getúlio Vargas ao suicídio, serão os generais de 1964 à frente do golpe de Estado que depôs o presidente Jango. Nessa ruptura institucional, é possível identificar um viés inequivocamente oposicionista ao trabalhismo de Vargas, Goulart e Brizola.

9. (UnB-2º2011) O emprego da expressão “inquérito policial-militar” remete a prática comum no primeiro governo do regime instaurado em 1964 — o de Castelo Branco — à qual foram submetidas importantes figuras políticas, como o ex-presidente Juscelino Kubitschek, que apoiava João Goulart e se opunha radicalmente aos golpistas.

GABARITO

1. E

2. E

3. C

4. C

5. C

6. E

7. E

8. C

9. E

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HISTÓRIA- Populismo, Era Vargas e Ditadura

A história das chamadas relações entre sociedade e natureza e, em todos os lugares habitados, a da substituição de um meio natural, dado a uma determinada sociedade, por um meio cada vez mais artificializado, isto e, sucessivamente instrumentalizado por essa mesma sociedade.

Milton Santos. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: EDUSP, 2008, p. 233-4 (com adaptações).

1. (UnB-1º2013) A Era Vargas (1930-1945) promoveu a decolagem do Brasil na direção da modernidade econômica. Após a II Guerra Mundial e a queda do Estado Novo, o pais avançou na industrialização e na urbanização, produzindo o que Milton Santos

chamou, no texto, de “substituição de um meio natural” por um “cada vez mais artificializado”. Relativamente ao período da historia brasileira a partir de meados dos anos 1940, assinale a opção correta.

a) A moderna industrialização brasileira, a despeito de ter promovido a urbanização do centro-sul do país, não rompeu com o modelo historicamente vigente desde a Colônia, qual seja, com o modelo de uma sociedade ruralizada e patriarcal.

b) No governo Vargas (1950-1954), foi implementada a política de inserção do Brasil na economia mundial, estimulando- se a associação dos capitais brasileiros aos internacionais, o que feria frontalmente as teses nacionalistas vigentes a época.

c) Os Anos JK (1956-1961) caracterizaram- se, sob o ponto de vista econômico, pelo planejamento, pela introdução da industria automobilística sob o controle de capitais nacionais e pela ênfase no papel estratégico do sistema ferroviário.

d) A escalada inflacionaria foi fator decisivo para o golpe de Estado que derrubou o presidente Goulart, o que explica a adoção de política econômica

deflacionaria no governo Castelo Branco, instaurado em 1964. Provas ENEM História www.tenhoprovaamanha.com.br 7 O

deflacionaria no governo Castelo Branco, instaurado em 1964.

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7 O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud, relógio de lilases, concretismo, neoconcretismo, ficções de juventude, adeus,

Daquela sexta-feira 13 até 1.º de abril, o conflito político entre os grupos antagônicos se redimensionou. Não se tratava de medir forças com o

10

que a vida eu a compro à vista aos donos do mundo. Ao peso dos impostos, o verso sufoca,

objetivo de executar, limitar, impedir as mudanças, mas da tomada do poder e da imposição de projetos. As direitas tentariam impedir as alterações

13

a poesia agora responde a inquérito policial-militar. Digo adeus à ilusão mas não ao mundo. Mas não à vida,

econômicas e sociais, excluindo, se possível, seus adversários da vida política brasileira, sem se preocupar em respeitar as instituições democráticas. O

16

meu reduto e meu reino. Do salário injusto, da punição injusta,

PTB cresceu e se confundiu com os movimentos sociais que defendiam as reformas. As esquerdas marxistas, socialistas, trabalhistas e cristãs exigiam as

19

da humilhação, da tortura, do terror, retiramos algo e com ele construímos um artefato

reformas, mas sem valorizar, assim como seus adversários, as instituições liberal-democráticas.

22

um poema uma bandeira.

Jorge Ferreira. João Goulart, uma biografia. Rio de Janeiro:

Civilização Brasileira, 2011, p. 428-9 (com adaptações).

2. (UnB-2º2012) O período que antecedeu o golpe de 1964 foi assinalado por profundas transformações na vida brasileira: a partir da Era Vargas e da Segunda Guerra Mundial, o país entrou em acelerado processo de modernização econômica — com a expansão do parque industrial — e de urbanização da sociedade; na política, o aprendizado democrático conviveu com sucessivas crises, que culminaram no golpe de 1964, expressão do colapso do regime liberal que a Constituição de 1946 consagrara.

Preste atenção por favor na história que vou contar ela explica o que é cordel grande manifestação popular.

Paulo Araújo. Internet: <www.bibceuguarapiranga.blogs.com>.

Agosto 1964 1 Entre lojas de flores e de sapatos, bares, mercados, butiques viajo 4 num ônibus Estrada de Ferro – Leblon Volto do trabalho, a noite em meio, fatigado de mentiras.

Ferreira Gullar. Dentro da noite veloz. In: Toda poesia. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000.

GABARITO

1. D

2. C

HISTÓRIA- Grécia, Roma, Idade média e Reforma

Por volta de 12 mil anos atrás, quando começaram a cultivar a terra e a domesticar os animais, os seres humanos assumiram o controle. Começaram o que hoje se denomina “seleção artificial”. Em vez de a natureza escolher e disseminar os espécimes mais bem-sucedidos no ambiente natural, os seres humanos começaram a escolher, produzir e criar aqueles que melhor lhes servissem.

Christopher Lloyd. O que aconteceu na Terra? A história do planeta, da vida e das civilizações, do big-bang até hoje. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2011, p. 111.

1. (UnB-1º2013) Por volta do século XVI, a economia do Império Inca baseava-se predominantemente na agricultura, atividade em que se empregavam recursos técnicos como a irrigação e a adubação e que incluía, entre os principais produtos agrícolas, batata, milho e feijão.

A respeito da escravidão ao longo da histor ia da humanidade, julgue o item: 2.

A respeito da escravidão ao longo da historia da humanidade, julgue o item:

2. (UnB-1º2013) Na Atenas clássica, após as reformas políticas empreendidas por Clístenes em 508-507 a.C., os escravos foram reconhecidos como cidadãos e, assim, garantiram o direito de voto na Eclésia, principal assembleia de Atenas.

Do ponto de vista histórico, o Renascimento italiano foi único. Sociologicamente, no entanto, devemos vê-lo não apenas como uma experiência europeia, mas como a experiência de uma classe maior de eventos que ocorrem em todas as culturas letradas e envolvem tanto um olhar retrospectivo quanto um salto para frente, nem sempre combinados num único evento.

Jack Goody. Renascimentos: um ou muitos? São Paulo: Ed. UNESP, 2011, p. 283 (com adaptações).

3. (UnB-1º2013) Entre o final do século IX e as primeiras décadas do século XIII, nas regiões europeias sob o controle do Império Carolíngio e, depois, do Sacro Império, houve recrudescimento da cultura, das artes e da religião, processo conhecido como Renascimento Carolíngio.

4. (UnB-1º2013) Entre os séculos XII e XIII, em diversas áreas da Europa ocidental, o intenso desenvolvimento da vida urbana e da atividade comercial coincidiu com um renascimento cultural, durante o qual se destacaram, entre outros eventos, a fundação de universidades e a publicação de traduções de obras de autores gregos e árabes para o latim.

5. (UnB-1º2013) O Renascimento italiano, movimento cultural desenvolvido entre o final da Baixa Idade Media e o inicio da Idade Moderna, caracterizou-se, entre outros aspectos, pela revalorização da tradição clássica greco-romana, pelo humanismo e pelo anticlericalismo.

6. (UnB-1º2013) O autor do texto argumenta que, dado o caráter único do Renascimento

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italiano, o termo “renascimento” não deve ser atribuído a outros contextos ou eventos históricos.

Durante os séculos XIV e XV, o período correspondente à chamada crise do final da Idade Média atingiu muitas das antigas formas tradicionais das relações feudais na agricultura e se fez acompanhar de sensível declínio demográfico e de significativos descensos no âmbito das atividades manufatureiras e mercantis. De meados do século XV até o começo do século XVII, período de expansão econômica, houve também uma relativa expansão das atividades industriais, artesanais, é claro, bem como da produção agrícola, em estreita conexão com a retomada do crescimento demográfico e o início da expansão mercantil-marítima e colonial. Importantes mudanças culturais marcaram a ruptura com diversos aspectos do universo medieval, abrindo caminho para a revolução científica e para o advento da modernidade. A partir de meados do século XVIII, o capitalismo tendeu a se expandir com rapidez na Europa Ocidental.

Francisco Falcon e Antonio Edmilson Rodrigues. A formação do mundo moderno. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006, p. 6-8 (com adaptações).

7. (UnB-2º2012) A revolução científica mencionada no texto ocorreu no século XVII, tendo-se destacado a teoria geocêntrica defendida pelo polonês Nicolau Copérnico, que, apoiado pela Igreja, combateu a teoria heliocêntrica de Aristóteles, no que foi apoiado, tempos depois, pelo astrônomo italiano Galileu Galilei. 8. (UnB-2º2012) A crise do feudalismo também

se expressou na reorganização territorial: os antigos feudos tenderam a se submeter à nova realidade dos Estados nacionais, com fronteiras delineadas, moedas nacionais e exércitos reais. (UnB-2º2012) A Baixa Idade Média marcou o início do processo de formação de um novo sistema, que, mais tarde, seria identificado como capitalismo. Nesse período, o renascimento da atividade mercantil, o retorno

9.

à economia monetária e a crescente importância assumida pela vida urbana moldaram o cenário para

à economia monetária e a crescente importância assumida pela vida urbana moldaram o cenário para o advento da modernidade. 10. (UnB-2º2012) Entre as mudanças culturais que afastaram a Europa dos padrões medievais, destacam-se a Reforma Religiosa, que consolidou a unidade cristã europeia, e o Renascimento, movimento fundamentalmente assentado na antirreligiosidade.

A dúvida pode significar o fim de uma fé, ou

pode significar o começo de outra. Em dose moderada, estimula o pensamento. Em excesso, paralisa-o. A dúvida, como exercício intelectual, proporciona um dos poucos prazeres puros, mas, como experiência moral, ela é uma tortura. Aliada à curiosidade, é o berço da pesquisa e assim de todo

conhecimento sistemático. Em estado destilado, mata toda curiosidade e é o fim de todo conhecimento.

O ponto de partida da dúvida é sempre uma fé,

uma certeza. A fé é, pois, o estado primordial do espírito. O espírito “ingênuo” e “inocente” crê. Essa ingenuidade e inocência se dissolvem no ácido corrosivo da dúvida, e o clima de autenticidade se perde irrevogavelmente. As tentativas dos espíritos

corroídos pela dúvida de reconquistar a autenticidade,

a fé original, não passam de nostalgias frustradas em

busca da reconquista do paraíso perdido. As certezas

originais postas em dúvida nunca mais serão certezas autênticas. Tal dúvida, metodicamente aplicada, produzirá novas certezas, mais refinadas e sofisticadas, mas essas certezas novas não serão autênticas. Conservarão sempre a marca da dúvida que lhes serviu de parteira.

A dúvida, portanto, é absurda, pois substitui a

certeza autêntica pela certeza inautêntica. Surge,

portanto, a pergunta: “por que duvido?” Essa pergunta

é mais fundamental do que a outra: “de que duvido?”

Trata-se, portanto, do último passo do método cartesiano: duvidar da dúvida — duvidar da autenticidade da dúvida. A pergunta “por que duvido?” engendra outra: “duvido mesmo?” Descartes, e com ele todo o pensamento moderno, parece não dar esse último passo. Aceita a dúvida como indubitável.

Vilém Flusser. A dúvida. São Paulo: Editora Annablume, 2011, p. 21-2 (com adaptações).

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11. (UnB-2º2012) A mitologia grega é composta de histórias de deuses que se assemelham aos seres humanos, tanto em aparência física quanto em sentimentos. Entre outras funções, tais histórias, transmitidas oralmente, de geração em geração, buscavam explicar a origem do universo, a fundação de uma polis

ou um acontecimento extraordinário.

12. (UnB-2º2012) Centros de referência intelectual, espiritual e assistencial, os mosteiros medievais, além de guardiões de relíquias sagradas e da própria fé, desempenharam o importante papel de preservação da herança cultural greco- romana, conservando, entre outras, obras de filosofia, literatura e medicina.

Quando ficou claro que a designação de Homo sapiens não era tão adequada à nossa espécie como se havia acreditado — porque, afinal, não somos tão razoáveis como se acreditava no século XVIII, em seu otimismo ingênuo —, acrescentaram-lhe a de Homo faber (homem que fabrica). Entretanto, a expressão Homo ludens (homem que joga) evoca uma função tão essencial quanto a de fabricar e merece, portanto, ocupar seu lugar junto à de Homo faber.

Johan Huizinga. Homo ludens. Madri: Alianza, 2001, p. 7 (com adaptações).

13. (UnB-1º2012) Na Baixa Idade Média, as festas de cavalaria eram momentos privilegiados para se exibir a natureza da aristocracia guerreira, porque, por meio de jogos militares

e suas regras, fortalecia-se o modelo de

organização social e política dessa época. 14. (UnB-1º2012) Em Atenas, na época de Péricles (séc. V a.C.), jogos e teatro perderam importância social, porque a população, imbuída de espírito democrático, preferia dedicar-se às atividades políticas e econômicas, visto que estas fortaleciam a

cidadania. 15. (UnB-1º2012) Na Grécia Antiga, os jogos realizados em Olímpia, a cada quatro anos, constituíam um desafio entre cidades; os atletas — homens livres, jovens, disciplinados

e com vigor físico — mostravam, pela

competição, a forte presença de elementos guerreiros na organização da sociedade helênica. 16. (UnB -1º2012)

competição, a forte presença de elementos guerreiros na organização da sociedade helênica.

16. (UnB-1º2012) Na capital do Império Romano, a política do pão e circo — expressão que designa a relação entre o grande número de espetáculos e o estatuto político-social dos patronos — contribui para o entendimento de características fundamentais da vida cívica e social dos romanos daquele período.

17. (UnB-1º2012) Na Idade Média, devido às

especificidades das condições materiais do período, as definições Homo sapiens, Homo ludens e Homo faber correspondiam, respectivamente, a clero, nobreza e povo. No processo da Revolução Francesa, quando destruíram os últimos resquícios do feudalismo na eufórica noite de 4 de agosto de 1789, os deputados concordaram em manter o dízimo da Igreja, em vez de simplesmente aboli-lo sem qualquer compensação. Mas, desde então, houve sinais de que a promessa seria abandonada. “Eles desejam ser livres, mas não sabem ser justos”, reclamou o abade de Seyès, referindo-se a alguns colegas da Assembleia. Robespierre não era nem antipadres nem anticlerical; é difícil determinar sua posição quanto ao futuro da Igreja na Revolução. Às vezes, era veemente crítico e, em outras vezes, retornava à interpretação da doutrina cristã, pois, a seu ver, o cristianismo era a religião dos pobres e daqueles de coração puro — riqueza chamativa e luxo não deveriam fazer parte dele. Os pobres, segundo ele, eram oprimidos não apenas pela fome, mas também pelo espetáculo escandaloso de clérigos autoindulgentes, que esbanjavam insensivelmente o que pertencia aos pobres por direito.

Ruth Scurr. Pureza fatal: Robespierre e a Revolução Francesa. Rio de Janeiro/São Pa ulo: Record, 2009, p. 140-1 (com adaptações).

18. (UnB-1º2012) As características aristocráticas, conservadoras e eclesiásticas do sistema feudal, que impediam práticas comerciais e financeiras, explicam a sobrevivência desse sistema até 1789.

19. (UnB-1º2012) A Reforma, ocorrida quase três séculos antes da Revolução Francesa, constituiu evento de ruptura no interior do cristianismo. Entre outros aspectos, ela condenava o espetáculo pouco cristão dos eclesiásticos católicos, quer no plano econômico, quer no plano dos costumes.

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A crise da Europa é hoje o maior risco para a

economia mundial, disse o secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América, referindo-se à tensão entre os bancos e os governos endividados. Disse, ainda, que a China e outros países emergentes com superávit nas contas têm espaço bastante para estimular o consumo interno, aumentar as importações

e compensar a fraca demanda nas economias

desenvolvidas. Para isso, os governos desses países deveriam deixar suas moedas valorizar-se. Em outras palavras, o câmbio subvalorizado da China resulta em valorização real das moedas de outros países emergentes, torna seus produtos mais caros e diminui seu poder de competição no comércio internacional.

Rolf Kuntz. O Estado de S.Paulo, 25/9/2011.

20. (UnB-1º2012) Apesar de suas profundas diferenças, os sistemas escravista romano, feudal e capitalista assemelham-se, porque se caracterizam como economias tipicamente monetárias .

É somente nos meados do século XIX, com

Varnhagen, que a língua do Brasil assume contornos

de problema de interesse nacional e, concomitantemente, passa a constituir objeto de cogitação, para registro de uma realidade já consistente e documentável. Varnhagen afirma a unidade de língua nos dois domínios — o que, a seu ver, justificava o estudo dos clássicos e a impossibilidade de separação das duas literaturas —, mas ressalta, todavia, a diversificação da língua falada, notadamente na prosódia e no léxico, o que atribui ao acastelhanamento do português na América.

A caracterização da língua do Brasil como um

português diferenciado — esboçada em Varnhagen — representa, entre outros aspectos, uma das posições

que delimitarão os debates em torno da língua até o final do século XIX.

Edith Pimentel Pinto (Org.). O português do Brasil – textos crític os e teóricos – 1820-1920: fontes para a teoria e a história. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Edi tora da Universidade de São Paulo, 1978, p. XVI-XIX (com adaptações).

21. (UnB-2º2011) Após a queda do Império Romano, o latim manteve-se como importante idioma em diversas áreas da Europa ocidental, porque, em grande medida, havia-

Provas ENEM História www.tenhoprovaamanha.com.br se firmado como a principal língua em que estava escrita a

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se firmado como a principal língua em que estava escrita a liturgia da Igreja Católica e, até o século XVII, parte dos textos produzidos na Europa.

ela constituiu uma Razão, uma primeira forma de racionalidade. Essa razão grega não é a razão experimental da ciência contemporânea, orientada para a exploração do meio físico e cujos métodos, instrumentos intelectuais e quadros mentais foram elaborados, no curso dos últimos séculos, no esforço laboriosamente continuado para conhecer e dominar a Natureza. Quando define o homem como animal político, Aristóteles sublinha o que separa a razão grega da de hoje. Se o Homo sapiens é, a seus olhos, um Homo politicus, é que a própria Razão, em sua essência, é política.

Jean-Pierre Vernant. As origens do pensamento grego. 9.ª ed., Rio de Janeiro: Betrand, 1996, p. 94 (com adaptações).

(UnB-2º2011) Ao apresentar a distinção entre uma razão intemporal, ou seja, uma razão “revelada” e uma razão historicamente “constituída”, o autor do texto

estabelece os limites da razão grega, que não chegou a ser a razão experimental da ciência moderna.

postula que o advento da filosofia foi, antes de tudo, um acontecimento histórico ligado ao contexto geral da criação das cidades gregas.

c) demonstra que a revelação filosófica grega permitiu o advento de um homo politicus, o homem da polis grega.

d) separa a racionalidade concebida na Grécia Antiga da racionalidade moderna, ao delimitar formas de atuação política.

23. a) b)
23.
a)
b)

O mapa acima apresenta informações acerca do comércio mundial. Julgue os itens seguintes em relação à espacialidade desse fenômeno e à sua dinâmica ao longo do tempo.

22. (UnB-2º2011) O renascimento da atividade comercial na Europa da Baixa Idade Média conheceu crises de natureza distinta, tendo uma delas derivado do grande número de intermediários no comércio de produtos orientais — comerciantes árabes, cidades italianas e guildas mercantis que operavam nas rotas de tráfico em território europeu —, que encarecia as mercadorias.

Advento da pólis, nascimento da filosofia: entre as duas ordens de fenômenos, os vínculos são demasiado estreitos para que o pensamento racional não apareça, em suas origens, solidário das estruturas sociais e mentais próprias da cidade grega. Assim recolocada na história, a filosofia despoja-se desse caráter de revelação absoluta, que, às vezes, lhe foi atribuído, saudando, na jovem ciência dos jônios [gregos], a razão intemporal que veio encarnar-se no Tempo. A escola de Mileto não viu nascer a Razão; www.tenhoprovaamanha.com.br

GABARITO

1. C

2. E

3. E

4. C

5. E

6. E

7. E

8. C

9. C

10. E

11. C

12. C

13. C

14

14. E 15. C 16. C 17. E 18. E 19. C 20. E 21.

14. E

15. C

16. C

17. E

18. E

19. C

20. E

21. C

22. C

23. B

HISTÓRIA- Iluminismo

Do ponto de vista histórico, o Renascimento italiano foi único. Sociologicamente, no entanto, devemos vê-lo não apenas como uma experiência europeia, mas como a experiência de uma classe maior de eventos que ocorrem em todas as culturas letradas e envolvem tanto um olhar retrospectivo quanto um salto para frente, nem sempre combinados num único evento.

Jack Goody. Renascimentos: um ou muitos? São Paulo: Ed. UNESP, 2011, p. 283 (com adaptações).

1. (UnB-1º2013) No século XVIII, o Iluminismo

foi, sob vários aspectos, um movimento cultural que se estabeleceu em consonância com os ideais humanistas difundidos pelo Renascimento no começo da Idade Moderna. Acerca do Iluminismo, assinale a opção correta.

a) A crença na capacidade humana de autoaperfeiçoamento por meio da aquisição de conhecimento racional, ideal de progresso que se aplicava tanto ao individuo quanto as diferentes coletividades, foi uma característica marcante do pensamento iluminista.

b) A maior parte dos pensadores iluministas compartilhava atitude abertamente hostil as religiões e a religiosidade, como evidencia o fato de alguns dos mais famosos filósofos iluministas, como Voltaire e Jean-Jacques Rousseau, terem se declarado ateus.

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c) Por causa da sua oposição ao capitalismo industrial então emergente, os autores associados ao Iluminismo mantiveram-se a distancia das questões econômicas, o que explica o fato de a era do Iluminismo o ter sido marcada por grandes realizações no âmbito do pensamento econômico.

d) Na França, o Iluminismo foi o grande suporte ideológico da revolução que pôs fim ao Antigo Regime em 1789. Filósofos iluministas, como Denis Diderot e Montesquieu, lideraram ações revolucionarias e desempenharam papel relevante no governo constituído após a Tomada da Bastilha.

HISTÓRIA- Populismo

Pedro Pedreiro

Chico Buarque

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem Manhã, parece, carece de esperar também Para o bem de quem tem bem De quem não tem vintém Pedro pedreiro está esperando a morte Ou esperando o dia de voltar pro Norte Pedro não sabe mas talvez no fundo Espere alguma coisa mais linda que o mundo Maior do que o mar Mas pra que sonhar Se dá o desespero de esperar demais Pedro pedreiro quer voltar atrás Quer ser pedreiro pobre e nada mais Sem ficar esperando, esperando, esperando Esperando o sol Esperando o trem Esperando o aumento para o mês que vem Esperando um filho pra esperar também Esperando a festa Esperando a sorte Esperando a morte Esperando o norte Esperando o dia de esperar ninguém Esperando enfim nada mais além Da esperança aflita, bendita, infinita Do apito do trem

Internet: <www.chicobuarque.com.br>.

1. (UnB - 2º2012) Ao abordar a espera do dia de voltar para o Norte,

1. (UnB-2º2012) Ao abordar a espera do dia de voltar para o Norte, denominação genérica que também engloba o Nordeste, a canção de Chico Buarque remete à modernização econômica experimentada pelo Brasil, a partir dos anos trinta e quarenta do século XX:

Companhia Siderúrgica Nacional, Vale do Rio Doce, Petrobrás e indústria automobilística são símbolos de um processo de industrialização que atraiu ao Sudeste milhares de imigrantes de outras regiões do país.

Manifestação popular caracterizada por poesias escritas em folhetos, a literatura de cordel originou-se na Europa em meados do século XII. Em Portugal, escritores amadores usavam cordões para pendurarem e divulgarem suas produções em lugares públicos. Com a vinda dos portugueses ao Brasil, a tradição de contar histórias disseminou-se pela região Nordeste, tornando-se um dos símbolos da cultura e memória nordestina. No início, como a maioria das pessoas não sabia ler e escrever, as poesias eram apenas decoradas e recitadas em feiras e praças. Mais tarde, passaram a ser impressas em folhetos, cujas capas eram ilustradas em xilogravura, e afirmaram-se como manifestação artística e popular nas décadas 60 e 70 do século passado. A importância do cordel não se limita à literatura. O cordel se expande como registro histórico da cultura nordestina, reverberando nas manifestações artísticas, tais como teatro, dança, cinema, música e artes visuais.

2. (UnB-1º2012) A efervescência cultural que caracterizou o Brasil entre fins dos anos 50 do século XX e a primeira metade da década de 60 inscreve-se em cenário mais amplo de transformações no país e de estabilidade política dos governos da época.

É tremenda injustiça comparar Khrushtchev a Hitler. A arrogância, a truculência, a insensibilidade brutal do ditador soviético são inéditas na História do mundo. Nunca se viu, desde os tempos de Gengis Khan, tamanho desprezo pelos valores da civilização ou maior falta de escrúpulos. Estarrecido, o mundo, ao www.tenhoprovaamanha.com.br

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mesmo tempo em que se inteirava da consumação das ameaças de Khrushtchev de fazer explodir a superbomba de 50 megatons, lia a resposta dele ao apelo dos deputados trabalhistas ingleses para que desistisse da explosão. Em lugar de responder como faria um homem civilizado e dotado de qualquer vestígio de decência ou de sentimento de humanidade, Khrushtchev replicou, com todo o seu furor vesânico, para ameaçar a Inglaterra de destruição total, assegurando que ela seria riscada do mapa.

O trecho acima, extraído e adaptado do jornal O

Globo, é parte do editorial “Ditador fanático quer subjugar o mundo pelo terror”, publicado na primeira página da edição de 1.º de novembro de 1961. Considerando a retórica do editorial, o ano em que foi publicado e o contexto histórico em que se inscreve, além de aspectos marcantes da história do século XX, julgue o item.

3. (UnB-1º2012) No governo de Gaspar Dutra, o Brasil tomou partido na disputa ideológica que convulsionava o mundo: rompeu relações diplomáticas com a URSS e tornou ilegal o Partido Comunista no país.

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Agosto 1964 1 Entre lojas de flores e de sapatos, bares, mercados, butiques viajo 4 num ônibus Estrada de Ferro – Leblon Volto do trabalho, a noite em meio, fatigado de mentiras. 7 O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud, relógio de lilases, concretismo, neoconcretismo, ficções de juventude, adeus, 10 que a vida eu a compro à vista aos donos do mundo. Ao peso dos impostos, o verso sufoca, 13 a poesia agora responde a inquérito policial-militar. Digo adeus à ilusão mas não ao mundo. Mas não à vida,

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16 meu reduto e meu reino. Do salário injust o, da punição injusta, 19 da

16 meu reduto e meu reino. Do salário injusto, da punição injusta, 19 da humilhação, da tortura, do terror, retiramos algo e com ele construímos um artefato 22 um poema uma bandeira.

Ferreira Gullar. Dentro da noite veloz. In: Toda poesia. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000.

Depois de 21 anos de regime militar, o Brasil finalmente teria um presidente civil. O político mineiro Tancredo Neves vencera Paulo Maluf no Colégio Eleitoral e assumiria o poder no dia 15 de março de 1985. No entanto, um dia antes da posse, com fortes dores abdominais, ele teve que ser internado no Hospital de Base, em Brasília. Após sete cirurgias, Tancredo morreu em 21 de abril, deixando a nação em choque.

Douglas Attila Marcelino. A despedida de um mártir. In: Revista de História da Biblioteca Nacional, março/2010, p. 58 (com adaptações).

4. (UnB-2º2011) Entre os partidos políticos surgidos no ocaso da ditadura do Estado Novo, em 1945, a União Democrática Nacional (UDN), derrotada sucessivamente nas eleições presidenciais, buscava empunhar a bandeira do liberalismo. Muitos de seus integrantes, no entanto, defenderam posições golpistas, como, por exemplo, ao questionarem a vitória eleitoral de Juscelino Kubitschek.

GABARITO

1. C

2. E

3. C

4. C

HISTÓRIA- Brasil República

Razão contra Sandice o leitor compreendeu que era a Razão que voltava a casa, e convidava a Sandice a sair, clamando, e com melhor jus, as palavras de Tartufo:

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— La maison est a moi, c’est a vous d’en sortir.

Mas e sestro antigo da Sandice criar amor as casas alheias, de modo que, apenas senhora de uma, dificilmente lha farão despejar. E sestro; não se tira

dai; ha muito que lhe calejou a vergonha. Agora, se advertirmos no imenso número de casas que ocupa, umas de vez, outras durante as suas estações calmosas, concluiremos que esta amável peregrina e o terror dos proprietários. No nosso caso, houve quase

um distúrbio a porta do meu cérebro, porque a adventícia não queria entregar a casa, e a dona não cedia da intenção de tomar o que era seu. Afinal, já a Sandice se contentava com um cantinho no sótão. — Não, senhora, replicou a Razão, estou cansada de lhe ceder sótãos, cansada e experimentada, o que você quer e passar mansamente do sótão a sala de jantar, dai a de visitas

e ao resto.

— Esta bem, deixe-me ficar algum tempo mais, estou na pista de um mistério

— Que mistério?

— De dois, emendou a Sandice: o da vida e o da morte; peco-lhe só uns dez minutos. A Razão pôs-se a rir.

sempre

a mesma coisa

E, dizendo isto, travou-lhe dos pulsos e arrastou-a para fora; depois entrou e fechou-se. A

Sandice ainda gemeu algumas suplicas, grunhiu algumas zangas; mas desenganou-se depressa, deitou a língua de fora, em ar de surriada, e foi andando

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ateliê, 2001, p.84-5.

— Hás de ser sempre a mesma coisa

sempre a mesma coisa.

1. (UnB-1º2013) A citação do personagem Tartufo, sem tradução, soava natural na cultura brasileira, ao longo do século XIX e na Primeira Republica, visto que a França era o modelo a ser seguido, como se verifica, por exemplo, no governo Rodrigues Alves, quando se realizou a modernização urbanística do Rio de Janeiro, claramente inspirada em Paris.

No cinturão de máxima diversidade biológica do Planeta, que tornou possível o advento do homem, a Amazônia se destaca pela extraordinária continuidade de suas florestas, pela ordem de grandeza de sua principal rede hidrográfica e pelas sutis variações de

seus ecossistemas. Trata-se de gigantesco domí nio de terras baixas florestadas, disposto em anfiteatro, enclausurado

seus ecossistemas. Trata-se de gigantesco domínio de terras baixas florestadas, disposto em anfiteatro, enclausurado entre a grande barreira imposta pelas terras cisandinas e pelas bordas dos planaltos brasileiro e guianense. O mundo das águas na Amazônia e resultado direto da excepcional pluviosidade que atinge a gigantesca depressão topográfica regional.

Aziz Ab Saber. Amazônia brasileira: um macrodomínio. In: Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editora, 2003, p. 65-7 (com adaptações).

2. (UnB-1º2013) Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, o chamado ciclo da borracha representou um momento de grande vigor econômico na Região Amazônica.

Muita gente considera o catch um esporte ignóbil. O catch não é um esporte, é um espetáculo, e

é tão ignóbil assistir a uma representação da dor, no

catch, como ao sofrimento de Arnolfo ou de Andrômaca. Existe, no entanto, um falso catch, pomposo, com a aparência inútil de um esporte regular; mas esse não tem qualquer interesse. O verdadeiro — impropriamente chamado catch amador — realiza-se em salas de segunda classe, onde o público adere espontaneamente à natureza espetacular do combate, como o público de um cinema de bairro. Ao público pouco importa que o combate seja falseado ou não; o futuro racional do combate não lhe interessa: o catch é uma soma de espetáculos, sem que um só

seja uma função: cada momento impõe o conhecimento total de uma paixão que surge, sem jamais se estender em direção a um resultado que a coroe.

Assim, a função do lutador não é ganhar, mas executar exatamente os gestos que se esperam dele.

O catch propõe gestos excessivos, explorados até o paroxismo da sua significação. Esta função de ênfase

é a mesma do teatro antigo, cuja força — língua — e

cujos acessórios — máscaras e coturnos — concorriam para fornecer a explicação exageradamente visível de uma necessidade. O gesto de um lutador vencido, significando uma derrota que não se oculta, mas se acentua, corresponde à máscara antiga, encarregada de significar o tom trágico do espetáculo. O lutador prolonga

exageradamente a sua posição de derrota, caído, impondo ao público o espetáculo intolerável da sua

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impotência. No catch, como nos teatros antigos, não

se

tem vergonha da dor, sabe-se chorar, saboreiam-se

as

lágrimas.

Roland Barthes. Mitologias. Rio de Janeiro:

DIFEL, 2010, p. 15-26 (com adaptações).

3. (UnB-1º2012) A capoeira é um tipo de luta introduzida no Brasil por escravos africanos, tendo sido sua prática incentivada pelos governos da Primeira República, que a consideravam instrumento de afirmação de identidade nacional calcada na tolerância e no pluralismo cultural .

É somente nos meados do século XIX, com Varnhagen, que a língua do Brasil assume contornos de problema de interesse nacional e, concomitantemente, passa a constituir objeto de cogitação, para registro de uma realidade já consistente e documentável. Varnhagen afirma a unidade de língua nos dois domínios — o que, a seu ver, justificava o estudo dos clássicos e a

impossibilidade de separação das duas literaturas —, mas ressalta, todavia, a diversificação da língua falada, notadamente na prosódia e no léxico, o que atribui ao acastelhanamento do português na América.

A caracterização da língua do Brasil como um

português diferenciado — esboçada em Varnhagen — representa, entre outros aspectos, uma das posições que delimitarão os debates em torno da língua até o final do século XIX.

Edith Pimentel Pinto (Org.). O português do Brasil – textos críticos e teóricos – 1820-1920: fontes para a teoria e a história. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1978, p. XVI-XIX (com adaptações).

4. (UnB-2º2011) Fortemente assinalado pela difusão do ideal nacionalista no mundo ocidental, o século XIX assistiu, no Brasil, nas décadas que se seguiram à Independência, ao processo de constituição e consolidação do Estado nacional, paralelamente ao esforço para assegurar a integridade territorial e forjar uma identidade nacional brasileira, que teria na língua portuguesa um de seus pilares.

Ainda que aparentemente movida apenas pelo sentimento geral de lusofobia, característico da época,

a geração romântica, fundamentada nas concepções evolucionistas da linguística da época, segundo as quais as

a geração romântica, fundamentada nas concepções evolucionistas da linguística da época, segundo as quais as línguas se comportavam como seres vivos e, portanto, nasciam, cresciam, envelheciam e morriam, aspirou a uma língua própria, a chamada língua brasileira, instalando uma polêmica, que será retomada, de forma mais radical, pela primeira geração modernista, a da Semana de Arte Moderna, de 1922. Enquanto os românticos — apesar de acreditarem que o nascimento da chamada língua brasileira era fato contra o qual não se poderiam insurgir — não reivindicavam mais que o direito a certa originalidade, os escritores modernistas serão os que, de fato, buscarão, na realidade linguística brasileira, as formas que constituirão a sua expressão.

Tânia C. F. Lobo. Variantes nacionais do português: sobre a questão da definição do português do Brasil. In: Revista Internacional de Língua Portuguesa. Lisboa, dez./1994, p. 9-15. Internet: <www.aulp.org> (com adaptações).

5. (UnB-2º2011) A Semana de Arte Moderna, de 1922, integra um contexto rico em manifestações de repúdio ao atraso econômico e social do país, às instituições políticas, definidas como carcomidas, e a padrões culturais que, tendo por referência a cultura europeia, viravam as costas para o Brasil. É nesse contexto que explodem, por exemplo, as rebeliões tenentistas, que se tornaram uma espécie de balão de ensaio para a denominada Revolução de 1920.

6. (UnB-2º2011) O sentimento de lusofobia, que deve ser entendido no contexto político que se seguiu à Independência do Brasil, não se firmou como representativo da jovem nação, que, portanto, não logrou afirmar sua identidade cultural.

GABARITO

1. C

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3. E

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6. E

HISTÓRIA- Revolução Francesa

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A respeito da escravidão ao longo da historia da humanidade, julgue o item:

2. (UnB-1º2013) Nos domínios coloniais da França, a abolição formal da escravidão foi consequência direta da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

A ordem europeia do Congresso de Viena entrou em crise já com a Unificação Alemã de 1871, mas desmoronou, definitivamente, no processo turbulento das duas guerras mundiais do século XX. A tentativa nazista de realizar o “império universal” marcou o colapso final do equilíbrio pluripolar europeu, que seria substituído, depois da Segunda Guerra Mundial, pelo sistema bipolar da Guerra Fria.

Demétrio Magnoli. O mundo contemporâneo. São Paulo: Atual, 2004, p. 77.

3. (UnB-2º2012) A ordem europeia a que se refere o texto reporta-se ao cenário vigente na Europa pós-1815. Sem a influência de Napoleão, prevaleceram o liberalismo defendido pela Revolução de 1789 e o equilíbrio de poder entre os países, situação assegurada pela hegemonia alemã.

4. (UnB-2º2012) Único caso de colônia que serviu de sede ao governo metropolitano, em face da expansão napoleônica sobre a Península Ibérica, o Brasil foi elevado por D. João VI à condição de Reino Unido, no contexto de restauração monárquica vivido pela Europa a partir do Congresso de Viena, sob a chancela do princípio da legitimidade.

No processo da Revolução Francesa, quando destruíram os últimos resquícios do feudalismo na eufórica noite de 4 de agosto de 1789, os deputados concordaram em manter o dízimo da Igreja, em vez de simplesmente aboli-lo sem qualquer compensação. Mas, desde então, houve sinais de que a promessa seria abandonada. “Eles desejam ser livres, mas não sabem ser justos”, reclamou o abade de Seyès, referindo-se a alguns colegas da Assembleia. Robespierre não era nem antipadres nem anticlerical; é difícil determinar sua posição quanto ao futuro da Igreja na Revolução. Às vezes, era veemente crítico e, em outras vezes, retornava à interpretação da doutrina

cristã, pois, a seu ver, o cristianismo era a religião dos pobres e daqueles de

cristã, pois, a seu ver, o cristianismo era a religião dos pobres e daqueles de coração puro — riqueza chamativa e luxo não deveriam fazer parte dele. Os pobres, segundo ele, eram oprimidos não apenas pela fome, mas também pelo espetáculo escandaloso de clérigos autoindulgentes, que esbanjavam insensivelmente o que pertencia aos pobres por direito.

Ruth Scurr. Pureza fatal: Robespierre e a Revolução Francesa. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2009, p. 140-1 (com adaptações).

5. (UnB-1º2012) A invasão da Península Ibérica, etapa do expansionismo francês conduzido por Bonaparte, gerou cenário estimulador do processo de independência das colônias espanholas e portuguesa na América.

6. (UnB-1º2012) O dízimo, imposto que abrangia o universo dos cristãos, possibilitou que os papas, desde a Idade Média até o final do Antigo Regime, destinassem a Roma 10% da riqueza produzida na Europa, o que transformou a Igreja na principal instituição a ser combatida pelos iluministas e revolucionários do século XVIII.

7. (UnB-1º2012) Os miseráveis da época mencionada no texto não eram representantes da totalidade do povo, o qual, como categoria social, compreendia também indivíduos e grupos que estavam além da linha de miséria. Essa categoria teria, em seguida, seu significado ampliado ao nível político da nação.

Os representantes do povo francês, reunidos em Assembleia Nacional e considerando que a ignorância, a negligência ou o menosprezo dos direitos do homem são as únicas causas dos males públicos e da corrupção governamental, resolveram apresentar, numa declaração solene, os direitos naturais, inalienáveis e sagrados do homem.

Declaração dos direitos do homem e do cidadão [1789]. In:

Lynn Hunt. A invenção dos direitos humanos: uma história. São Paulo: Companhia das Letras, p. 225 (com adaptações).

Parece que me encontro diante de uma grande crise, não apenas francesa, mas europeia e, talvez, mais que europeia. Considerando-se bem as

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circunstâncias, a Revolução Francesa é a mais extraordinária que o mundo já viu. Os resultados mais surpreendentes se deram e, em mais de um caso, produzidos pelos meios mais ridículos e absurdos, da maneira mais ridícula e, aparentemente, pelos mais vis instrumentos. Tudo parece fora do normal neste estranho caos de leviandade e ferocidade, em que todos os crimes aparecem ao lado de todas as loucuras.

Edmond Burke. Reflexões sobre a Revolução em França. Brasília: Ed. UnB, 1982, p. 52 (com adaptações).

É com pesar que pronuncio a verdade fatal: Luís deve morrer para que a pátria viva.

Maximilien de Robespierre. Discurso à Convenção Nacional, 3/12/1792.

8. (UnB-1º2012) Robespierre, importante líder jacobino, condenado à morte na guilhotina por ter argumentado em favor do regicídio, faz menção, na frase apresentada acima, ao rei Luís XIV, que, conhecido pela alcunha de Rei Sol, governou a França durante o período de apogeu do absolutismo.

GABARITO

1. E

2. E

3. C

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5. E

6. C

7. E

HISTÓRIA- Revolução Inglesa

Por volta de 12 mil anos atrás, quando começaram a cultivar a terra e a domesticar os animais, os seres humanos assumiram o controle. Começaram o que hoje se denomina “seleção artificial”. Em vez de a natureza escolher e disseminar os espécimes mais bem-sucedidos no ambiente natural, os seres humanos começaram a escolher, produzir e criar aqueles que melhor lhes servissem.

Christopher Lloyd. O que aconteceu na Terra? A história do planeta, da vida e das civilizações, do big-bang até hoje. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2011, p. 111.

1. (UnB - 1º2013) Entre os séculos XVI e XVIII, no cen ário rural inglês,

1. (UnB-1º2013) Entre os séculos XVI e XVIII, no cenário rural inglês, houve intensificação dos chamados cercamentos, o que resultou na privatização de diversas áreas de uso comum, as quais, consequentemente, se integraram a dinâmica da agricultura capitalista.

GABARITO

1. C

HISTÓRIA- Revolução Industrial.

Milhares de pessoas se manifestaram em vários países para celebrar o Dia do Trabalho ou protestar contra as políticas de austeridade executadas pelos governos. Os manifestantes saíram às ruas de Madri para criticar os cortes nos programas sociais e a reforma trabalhista realizada pelo governo conservador espanhol. Exibindo uma enorme faixa com os dizeres “Querem acabar com tudo: trabalho, dignidade, direitos”, os trabalhadores percorreram o centro de Madri. Outros milhares de pessoas, principalmente comunistas, participaram das manifestações em Atenas e em outras cidades da Grécia, pais em que o Dia do Trabalho e celebrado tradicionalmente como o Dia da Greve Geral no setor privado e no publico.

Internet: <www.correiobraziliense.com.br> (com adaptações).

1. (UnB-1º2013) Com o processo de industrialização iniciado na Inglaterra, no século XVIII, surgiram as primeiras manifestações de trabalhadores urbanos em luta por mais direitos e melhoria de salários e de condições de vida. 2. (UnB-1º2013) Um dos efeitos da Revolução Industrial do século XVIII foi a substituição da mão de obra humana por máquinas, o que, por sua vez, acarretou desemprego e, consequentemente, aumento da população rural da Inglaterra.

Durante os séculos XIV e XV, o período correspondente à chamada crise do final da Idade Média atingiu muitas das antigas formas tradicionais

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das relações feudais na agricultura e se fez acompanhar de sensível declínio demográfico e de significativos descensos no âmbito das atividades manufatureiras e mercantis. De meados do século XV até o começo do século XVII, período de expansão econômica, houve também uma relativa expansão das atividades industriais, artesanais, é claro, bem como da produção agrícola, em estreita conexão com a retomada do crescimento demográfico e o início da expansão mercantil-marítima e colonial. Importantes mudanças culturais marcaram a ruptura com diversos aspectos do universo medieval, abrindo caminho para a revolução científica e para o advento da modernidade. A partir de meados do século XVIII, o capitalismo tendeu a se expandir com rapidez na Europa Ocidental.

Francisco Falcon e Antonio Edmilson Rodrigues. A formação do mundo moderno. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006, p. 6-8 (com adaptações).

3. (UnB-2º2012) No período apontado pelo texto como de rápida expansão do capitalismo na Europa Ocidental, iniciou-se, na Inglaterra, a Revolução Industrial. No século XIX, essa expansão atingiu uma área restrita do continente e, no século XX, com as duas guerras mundiais e a corrida imperialista, o sistema capitalista disseminou-se globalmente.

O artista francês Gustave Doré (1832- 1883) ficou famoso pelas gravuras que ilustraram grandes clássicos
O artista francês Gustave Doré (1832- 1883) ficou famoso pelas gravuras que ilustraram grandes clássicos
O artista francês Gustave Doré (1832- 1883) ficou famoso pelas gravuras que ilustraram grandes clássicos

O artista francês Gustave Doré (1832-1883) ficou famoso pelas gravuras que ilustraram grandes clássicos da literatura mundial. Entre elas, incluem-se as que figuraram, em 1857, na obra O Inferno de Dante, trabalho que, pela qualidade das imagens,influenciou o cinema, a fotografia e as histórias em quadrinhos do século XX. As obras de Sandow Birk (1962), artista contemporâneo norte-americano, privilegiam temas sociais e políticos, como violência urbana, prisões, grafites. Birk ilustrou a obra O Inferno de Dante, em

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2005, com base nas ilustrações de Doré, que foram atualizadas com ícones do século XXI.

4. (UnB-1º2012) Ao comparar as obras apresentadas, conclui-se que, em relação à época da produção artística de Doré, a obra de Birk revela transformações econômicas e sociais resultantes do processo de industrialização.

A crise da Europa é hoje o maior risco para a economia mundial, disse o secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América, referindo-se à tensão entre os bancos e os governos endividados. Disse, ainda, que a China e outros países emergentes com superávit nas contas têm espaço bastante para estimular o consumo interno, aumentar as importações e compensar a fraca demanda nas economias desenvolvidas. Para isso, os governos desses países deveriam deixar suas moedas valorizar-se. Em outras palavras, o câmbio subvalorizado da China resulta em valorização real das moedas de outros países emergentes, torna seus produtos mais caros e diminui seu poder de competição no comércio internacional.

Rolf Kuntz. O Estado de S.Paulo, 25/9/2011.

5. (UnB-1º2012) Ao consolidar o capitalismo como sistema econômico tendente à universalização, a Revolução Industrial introduziu o cenário de crise na economia, realidade desconhecida em contextos históricos do passado.

Ode Triunfal

1 À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica Tenho febre e escrevo. Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,

4 Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos. Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno! Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!

7 Em fúria fora e dentro de mim, Por todos os meus nervos dissecados fora, Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!

10 Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos, De vos ouvir demasiadamente de perto,

10 Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos, De vos ouvir demasiadamente de perto, E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso 13 De expressão de todas as minhas sensações, Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!

Fernando Pessoa: Obra poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, p. 306.

6. (UnB-2º2011) O termo Revolução Industrial remete a um conjunto de transformações que se iniciou na Inglaterra na segunda metade do século XVIII e incidiu sobre campos como tecnologia, manufatura, agricultura, mineração e transportes.

7. (UnB-2º2011) O mais proeminente processo de industrialização fora do continente europeu foi desenvolvido, no século XIX, nos Estados Unidos da América (EUA) e baseou-se na produção de bens para o mercado consumidor interno, a qual ganhou impulso após a vitória do Norte sobre o Sul agrário e escravista na Guerra de Secessão.

8. (UnB-2º2011) Algumas décadas após seu início, a Revolução Industrial disseminou-se por outros países europeus e, depois, por outras áreas do mundo. Entre as consequências desse processo de industrialização, incluem-se: o rápido adensamento dos centros urbanos, a perda de prestígio social dos artesãos, a adoção de políticas de livre comércio e o estabelecimento de regimes democráticos de governo.

GABARITO

1. C

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HISTÓRIA- Século XIX e XX

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XIX e XX Provas ENEM História www.tenhoprovaamanha.com.br A partir do texto da tirinha acima, julgue o

A partir do texto da tirinha acima, julgue o item

seguir.

a

1. (UnB-1º2013) O sucesso inicial da ofensiva expansionista executada pela Alemanha nazista a partir de 1938-1939 foi facilitado pela neutralidade dos Estados Unidos da América, a qual, depois, foi rompida, em razão do bombardeio da base naval de Pearl Harbor em dezembro de 1941.

A respeito da escravidão ao longo da historia da humanidade, julgue o item:

2. (UnB-1º2013) Entre as mais significativas causas da I Guerra Mundial, destaca-se a recusa do Império Turco-Otomano de abolir a escravidão em seu território, após exigência feita pela Liga das Nações.

A ordem europeia do Congresso de Viena entrou em crise já com a Unificação Alemã de 1871, mas desmoronou, definitivamente, no processo turbulento das duas guerras mundiais do século XX. A tentativa nazista de realizar o “império universal” marcou o colapso final do equilíbrio pluripolar europeu, que seria substituído, depois da Segunda Guerra Mundial, pelo sistema bipolar da Guerra Fria.

Demétrio Magnoli. O mundo contemporâneo. São Paulo: Atual, 2004, p. 77.

3. (UnB-2º2012) O primeiro grande passo para a unificação alemã foi dado no campo administrativo e fiscal, com a adoção do

Zollverein, a união aduaneira que, ao eliminar gradualmente as barreiras alfandegárias entre os Estados alemães

Zollverein, a união aduaneira que, ao eliminar gradualmente as barreiras alfandegárias entre os Estados alemães e ao centralizar as decisões nesse campo, forneceu as condições para a industrialização, processo liderado pela Prússia.

4. (UnB-2º2012) Na tentativa de superar os efeitos dramáticos da depressão econômica e de transformar a Alemanha na grande potência mundial — o “império universal” a que se refere o texto —, Hitler pôs em prática uma agressiva e militarizada política de expansão, a exemplo das anexações da Áustria, dos Sudetos da Tchecoslováquia e de parte da Polônia.

5. (UnB-2º2012) Infere-se do texto que o sistema bipolar da Guerra Fria, vigente nas décadas que se seguiram ao fim da Segunda Guerra, representou uma retomada da ordem europeia acordada no Congresso de Viena, pois, em ambas as situações, o poder mundial seria dividido entre duas potências representantes de dois sistemas distintos e antagônicos.

6. (UnB-2º2012) As duas guerras mundiais e a Guerra Fria, ocorridas no século XX, são consideradas fenômenos totais, porque todas as atividades sociais voltaram-se para a produção desses conflitos.

7. (UnB-2º2012) As decisões que os representantes das nações que venceram a Segunda Guerra Mundial tomaram em relação ao destino da Alemanha, considerada principal deflagradora do conflito, são o melhor exemplo de como se estabeleceu, a partir do pós-guerra, a nova ordem geopolítica mundial bipolar.

8. (UnB-2º2012) A prosperidade dos EUA no período pós-guerra foi comprometida pelos ataques e bombardeios sofridos pelo país durante a Segunda Guerra Mundial, apesar da grande reforma econômica por que passou a nação no decorrer desse conflito.

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Muita gente considera o catch um esporte

ignóbil. O catch não é um esporte, é um espetáculo, e

é tão ignóbil assistir a uma representação da dor, no

catch, como ao sofrimento de Arnolfo ou de Andrômaca. Existe, no entanto, um falso catch, pomposo, com a aparência inútil de um esporte regular; mas esse não tem qualquer interesse. O verdadeiro — impropriamente chamado catch amador — realiza-se em salas de segunda classe, onde o público adere espontaneamente à natureza espetacular do combate, como o público de um cinema de bairro. Ao público pouco importa que o combate seja falseado ou não; o futuro racional do combate não lhe interessa: o catch é uma soma de espetáculos, sem que um só seja uma função: cada momento impõe o conhecimento total de uma paixão que surge, sem jamais se estender em direção a um resultado que a coroe.

Assim, a função do lutador não é ganhar, mas executar exatamente os gestos que se esperam dele.

O catch propõe gestos excessivos, explorados até o

paroxismo da sua significação. Esta função de ênfase

é a mesma do teatro antigo, cuja força — língua — e

cujos acessórios — máscaras e coturnos — concorriam para fornecer a explicação exageradamente visível de uma necessidade. O gesto de um lutador vencido, significando uma derrota que não se oculta, mas se acentua, corresponde à máscara antiga, encarregada de significar o tom trágico do espetáculo. O lutador prolonga exageradamente a sua posição de derrota, caído,

impondo ao público o espetáculo intolerável da sua impotência. No catch, como nos teatros antigos, não

se

tem vergonha da dor, sabe-se chorar, saboreiam-se

as

lágrimas.

Roland Barthes. Mitologias. Rio de Janeiro:

DIFEL, 2010, p. 15-26 (com adaptações).

9. (UnB-1º2012) As duas guerras mundiais do século XX conferiram concretude ao conceito de guerra total. Assim, entre outros aspectos, os conflitos deixaram de envolver exclusivamente combatentes profissionais e passaram a contar com a participação das populações civis.

É tremenda injustiça comparar Khrushtchev a Hitler. A arrogância, a truculência, a insensibilidade brutal do

É tremenda injustiça comparar Khrushtchev a

Hitler. A arrogância, a truculência, a insensibilidade brutal do ditador soviético são inéditas na História do mundo. Nunca se viu, desde os tempos de Gengis

Khan, tamanho desprezo pelos valores da civilização ou maior falta de escrúpulos. Estarrecido, o mundo, ao mesmo tempo em que se inteirava da consumação das ameaças de Khrushtchev de fazer explodir a superbomba de 50 megatons, lia a resposta dele ao apelo dos deputados trabalhistas ingleses para que desistisse da explosão. Em lugar de responder como faria um homem civilizado e dotado de qualquer vestígio de decência ou de sentimento de humanidade, Khrushtchev replicou, com todo o seu furor vesânico, para ameaçar a Inglaterra de destruição total, assegurando que ela seria riscada do mapa.

O trecho acima, extraído e adaptado do jornal O

Globo, é parte do editorial “Ditador fanático quer subjugar o mundo pelo terror”, publicado na primeira página da edição de 1.º de novembro de 1961. Considerando a retórica do editorial, o ano em que foi

publicado e o contexto histórico em que se inscreve, além de aspectos marcantes da história do século XX, julgue os itens.

10. (UnB-1º2012) O texto traduz um discurso típico do período da Guerra Fria, quando a retórica de forte passionalidade era utilizada pelos dois campos ideológicos em luta: o capitalista, conduzido por Washington, e o socialista, liderado por Moscou. 11. (UnB-1º2012) Os regimes totalitários, que dominaram a cena histórica mundial em determinada época do século XX, caracterizavam-se, entre outros aspectos, pela construção mítica da imagem de seus líderes, a exemplo de Hitler, na Alemanha, Mussolini, na Itália, e Stálin, na URSS. Getúlio Vargas, no Brasil do Estado Novo, representou esse culto à imagem do líder. 12. (UnB-1º2012) No ano em que o mencionado editorial foi publicado, a Revolução Cubana assumiu a opção marxista, mas, diante do temor de que, com essa decisão, o clima de dramaticidade da Guerra Fria fosse transportado para as Américas, Fidel Castro afastou Cuba da influência soviética.

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13. (UnB-1º2012) Sucessor de Lênin, Khrushtchev foi a liderança que fez da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) uma potência mundial, promovendo a coletivização forçada no campo e privilegiando, no setor industrial, a produção de bens de consumo.

Os representantes do povo francês, reunidos em Assembleia Nacional e considerando que a ignorância, a negligência ou o menosprezo dos direitos do homem são as únicas causas dos males públicos e da corrupção governamental, resolveram apresentar, numa declaração solene, os direitos naturais, inalienáveis e sagrados do homem.

Declaração dos direitos do homem e do cidadão [1789]. In:

Lynn Hunt. A invenção dos direitos humanos: uma história. São Paulo: Companhia das Letras, p. 225 (com adaptações).

Parece que me encontro diante de uma grande crise, não apenas francesa, mas europeia e, talvez, mais que europeia. Considerando-se bem as circunstâncias, a Revolução Francesa é a mais extraordinária que o mundo já viu. Os resultados mais surpreendentes se deram e, em mais de um caso, produzidos pelos meios mais ridículos e absurdos, da maneira mais ridícula e, aparentemente, pelos mais vis instrumentos. Tudo parece fora do normal neste estranho caos de leviandade e ferocidade, em que todos os crimes aparecem ao lado de todas as loucuras.

Edmond Burke. Reflexões sobre a Revolução em França. Brasília: Ed. UnB, 1982, p. 52 (com adaptações).

É com pesar que pronuncio a verdade fatal: Luís deve morrer para que a pátria viva.

Maximilien de Robespierre. Discurso à Convenção Nacional, 3/12/1792.

14. (UnB-2º2011) Com relação a insurreições políticas e movimentos populares de

contestação da ordem social entre os séculos XVIII e XX, assinale a opção correta.

a) A Revolução Islâmica no Irã, em 1979, foi marcada por inexpressiva participação popular e por esforço de lideranças religiosas do país para derrubar a monarquia chefiada pelo xá Rheza Pahlavi, considerado por muitos mero títere a serviço dos interesses da União Soviética.

b) Inspirada na Queda da Bastilha, a Revolução Americana foi conduzida por treze colônias do

b) Inspirada na Queda da Bastilha, a Revolução Americana foi conduzida por treze colônias do leste da América do Norte que declararam sua independência do Império Britânico e juntaram-se para fundar os Estados Unidos da América.

c) A Revolução dos Cravos, em Portugal, pôs fim ao governo de Marcelo Caetano e estabeleceu uma ditadura militar de direita, cujo principal programa era a manutenção das colônias africanas do país.

d) As revoluções de 1848 tiveram seu epicentro na França, disseminaram-se pela Europa e foram marcadas por um espectro de ideias políticas que abrangia liberalismo, democracia, nacionalismo e socialismo.

GABARITO

1. C

2. E

3. C

4. C

5. E

6. E

7. C

8. E

9. C

10. C

11. C

12. E

13. E

14. D

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