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Curso: Atualidades p/ Polícia Federal - Cargo 9 - Agente Professor: Rodrigo Barreto

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Atualidades para Agente da Polícia Federal Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Barreto – Aula

Atualidades para Agente da Polícia Federal Teoria e exercícios comentados

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SUMÁRI O

PÁGI NA

0. Apresentação

 

1

1. Panoram a da política e da econom ia internacional

 

contem porânea.

 
 

9

1.1.

Contextualizando a crise econôm ica atual e seus

 

im pactos no Brasil e no m undo.

 

1.2.

Blocos econôm icos

 

17

1.2.1. Mercosul

23

1.2.2. Nafta

 

24

1.2.3. União Europeia

 

26

2.

Organism os internacionais

31

2.1.

Fundo Monetário I nternacional (FMI)

 

31

2.2.

ONU

34

2.3.

Banco

I nternacional

para

Reconstrução

e

38

Desenvolvim ento (BI RD)

 

2.4. Organização Mundial do Com ércio (OMC)

 

40

2.5. BRI CS

 

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42

2.6. União de Nações Sul-Am ericanas (Unasul)

 

44

2.7. G-8

 

47

2.8. G-20

48

3. Questões com entadas

 

51

4. Lista de Questões

82

5. Gabarito

 

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Apresentação

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Olá pessoal, preparados para nossa jornada? É com im ensa satisfação que dam os início ao nosso curso de Atualidades para

PF. Antes de com eçarm os com

o conteúdo de fato, gostaria de m e

apresentar brevem ente, falar um pouco sobre com o se dará a dinâm ica do nosso curso e sobre o que penso de concursos.

Meu nom e é Rodrigo Barreto, sou bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal Flum inense e atualm ente sou servidor efetivo do Senado Federal na área de Processo Legislativo. Além disso, sou professor presencial em alguns cursos de Brasília e online aqui no sítio Estratégia Concursos, onde leciono as m atérias Atualidades, Sociologia, Ciências Políticas, Políticas Sociais, Estudos Sociais, Realidade Brasileira e História. Tenho ainda artigos publicados em revistas de Ciências Sociais no Brasil e tam bém no exterior.

Mas, talvez, o fato que m ais m e habilite a lecionar para vocês é que eu tam bém sou concurseiro. Po r si só, isso não é o suficiente para tornar alguém especialista em um a m atéria, m as, certam ente, ajuda, e muito, a que se tenha conhecim ento das dificuldades e dos sacrifícios que são feitos para se obter um a aprovação em um concurso público. Eu sei que não é fácil, pessoal! E minha missão aqui é tornar a vida de você m enos dificultosa em m inha disciplina.

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O professor de Atualidades deve entender que o curso deve ser preparado de form a “cirúrgica”, ou seja, é obrigação do professor entender o que as bancas querem do candidato (embora

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em alguns casos isso se torne quase im possível). Para tal, é necessário que se faça um a pesquisa das questões passadas, para que possam os “prever” o que cairá. Faremos questões de concursos anteriores por essa razão.

O professor de Atualidades deve, ainda, entender que os editais são abertos e abrangentes dem ais, por isso deve ele form ular um conteúdo bastante didático, capaz de atender não aos seus próprios anseios, m as sim às necessidades dos alunos. Um a das m aiores vantagens de um curso em PDF é que o professor tem a possibilidade de direcionar a aula especificam ente para um concurso específico.

Dito isso, pessoal, gostaria de dizer com o será nosso curso: o nosso curso será pautado em inform ações claras e objetivas, visando única e exclusivam ente a que vocês sejam capazes de gabaritar as questões da prova – é esse afinal o objetivo de vocês. Verem os os pontos m ais relevant es sobre os assuntos apontados pelo edital. Farem os um esforço para serm os precisos, pois caso contrário seriam necessárias infinitas aulas. Ao fim das aulas, farem os questões de concursos anteriores.

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Costum a-se dizer que a disciplina Atualidades dá um “cheque em branco” para as bancas, pois é costum eiro que estas cobrem assuntos im previsíveis. Todavia, esta é um a verdade parcial, visto que é possível que abordem os, se não todas, a m aior parte dos tem as que constarão no certam e. E isso não se dá por outra coisa que não seja a atenção com dois aspectos cruciais de nossa disciplina: a contextualização e a factualização.

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O prim eiro consiste em que tenham os um a visão am pla das questões atuais, ou seja, im porta que sejam abordados desde vinculações históricas a aspectos crít icos da política e da sociedade. Por essa razão, não vou m e furtar de aprofundar os assuntos para além da sim ples reprodução de notícias. Se fosse apenas para vocês lerem o que está nos jornais, não haveria necessidade de aquisição deste curso. Não há com o com preender a atualidade sem o devido entendimento das razões históricas, políticas, sociais e econôm icas que dão contexto a um fato. Por essa razão, nosso curso é cheio de idas e vindas no tem po, de apresentações de conceitos, de tratam ento histórico, político, sociológico e econôm ico. I sso tudo para que no fim você sim plesm ente m arque o X no lugar correto. É por causa da despreocupação em relação à contextualização que questões são perdidas não raras vezes.

O segundo se trata de apresentar os fatos m ais relevantes.

Aqueles que tiveram divulgação e abordagem veiculadas em grande

com fatos

que não têm chances de cair, é feita um a filtragem , para que sejam abordados som ente os que realm ente apresentam im portância para fins de concursos públicos. Nem todo fato relevante é relevante para concurso. Nem todo fato relevante para nós, individualm ente, é im portante para toda a sociedade e, consequentem ente, para a prova. Só é possível com preender um fato som ando-se o acontecim ento ao contexto.

m edida pela im prensa. Para que não percam os tem po

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Nesse

de

fatores,

sentido,

nosso

m odo

que

o

curso

fato

será

se

a

faz

conjugação

desses dois

sua

com preensível

em

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totalidade quando inserido dentro do contexto. Portanto, não se preocupem nos m om entos em que faço com entários históricos, políticos, econôm icos ou sociológicos, toda essa abordagem é necessária para sua compreensão. Quanto m ais você entender um a situação, m ais fácil será na hora de você fazer a prova. Muito com um é que alunos estudem apenas por revistas, jornais e sítios de notícias – o que tem se mostrado problemático, j ustamente pela falta de sistem atização e de contextualização das notícias e dos conhecim entos apresentados.

pouco da m inha

experiência como professor e com o concurseiro. Nesses anos de concurso público aprendi que um a preparação depende basicam ente de três fatores fundam entais: Foco, Estratégia e Disciplina.

Gostaria

ainda

de

passar

para

vocês

um

Foco: você precisa saber o que quer, escolha um concurso e se dedique a ele. De nada adianta você tentar em um a m esm a tacada um concurso para polícia, outro para tribunal, outro para banco, outro para o Legislativo e assim por diante. Lam ento inform ar que dificilm ente você será aprovado em algum deles. Foque em um concurso ou em um perfil de concurso.

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Definido o foco, o concurso alm ejado, é necessário m ontar uma estratégia para se atingir o alvo. Um a estratégia com preende desde a escolha do m aterial a ser utilizado (sim plesm ente por estar lendo esta aula inicial, percebe-se que você já deu o prim eiro passo da m elhor form a possível, no m elhor lugar que poderia encontrar um m aterial de qualidade), até o planejam ento m inucioso dos

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estudos,

disciplina. Seja m etódico! Concurso público é um a ciência!

envolvendo

m etas

e

tem po

a

ser

dedicado

a

cada

Não perca tempo com coisas que não têm chances de cair. Não se aprofunde dem ais em um só tópico ou em um a só disciplina, esquecendo o restante. Nesse tem po de aula vi m uito aluno bom não ser aprovado por ter perdido tem po dem ais estudando o que não tem possibilidades de cair. Aprenda a andar com suas próprias pernas: não se esqueça de que estamos aqui para ajudar, mas é você quem deve correr atrás! E tenha m uita hum ildade: jam ais subestim e seus colegas (concorrentes) e seus professores. Não ache que sabe m ais do que os outros: queira sem pre aprender com todas as situações que surgirem no cam inho que vocês escolheram trilhar.

Definidos o foco e a estratégia, é a hora m ais difícil, a tal da disciplina. Há um a im ensidão de pessoas querendo um a vaga em algum cargo público, isto é fato. No entanto, para chegar aonde

poucos

horário de estudos realista e cum pra-o. Será cansativo, desgastante

e tortuoso,

m as tam bém será gratificante e recompensador. Tenha

prazer nos estudos, faça com alegria, sem a tal da síndrom e da

chegam , é necessário fazer o

que poucos fazem . Faça um

chegam , é necessário fazer o que poucos fazem . Faça um 00000000000 hiena Hardy: “Oh

00000000000

hiena Hardy: “Oh Vida, Oh Céus!”. Lembre-se que quando você

resolveu fazer um concurso, o com prom isso assum ido foi com você

m esm o, então cum pra este com prom isso que, com certeza, os

louros da vitória serão colhidos.

Agora que vocês já estão cientes de qual será a atitude daqui para frente, vejam os a estrutura e o cronogram a do nosso curso.

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CRONOGRAMA

Aula 0 0

 

Panom ara

internacional I

(

27/ 11/ 2013)

Aula 0 1

 

Panoram a

internacional I I

(

04/ 12/ 2013)

Aula 0 2

 

Panoram a

internacional I I I

(

11/ 12/ 2013)

Aula 0 3

Meio am biente, desenvolvim ento sustentável,

(

18/ 12/ 2013)

ecologia

Aula 0 4

 

Panoram a nacional

(

22/ 12/ 2013)

Aula 5

 

Sim ulado

(

10/ 01/ 2014)

Dito isto, vam os ao que interessa!

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1 . contem porânea. Panoram a da política e 1 .1 . im pactos no

1 .

contem porânea.

Panoram a

da

política

e

1 .1 .

im pactos no Brasil e

Contextualizando

a

crise

no m undo.

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da

econom ia

econôm ica

internacional

atual

e

seus

Pessoal, gostaria de com eçar o nosso curso falando um pouco sobre a crise m undial iniciada em 2008. O tem a crise financeira tem sido bastante cobrado por todas as bancas e com a de vocês pode não ser diferente. Em bora o início da crise tenha sido em 2008, ela

ainda faz parte do nosso panoram a político-econôm ico e

im portante em nosso curso. Sem m ais delongas, vam os a

por isso é ela.

Em 2008, os Estados Unidos atravessaram um a forte crise que teve origem no m ercado im obiliário do país. Essa crise do m ercado

im obiliário, por sua vez, gerou uma crise no sistem a de créditos

norte-americanos e essa, em uma espécie de efeito dom inó, atingiu

o sistem a de créditos m undial e o mercado financeiro de maneira

global. Percebam , portanto, que toda a econom ia é integrada. Aliás, não se esqueçam de que vivem os em épocas de globalização.

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O m ercado imobiliário norte-americano vivenciou um a grande expansão no início dos anos 2000, baseada em um a política de juros baixos, o que fez com que a dem anda por im óveis aum entasse consideravelm ente. Em 2005, o m ercado im obiliário norte- am ericano havia se expandido de sobrem aneira, já que com prar um a casa a juros baixíssim os havia se tornado um grande negócio.

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A lógica era a seguinte: Atualidades para Agente da Polícia Federal Teoria e exercícios comentados

A

lógica

era

a

seguinte:

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os

norte-am ericanos

com pravam

im óveis a preços e juros baixos na expectativa de revendê-los a

preços m ais altos, o que, em tese, consistiria em um ótimo

investim ento. Além

disso,

aum entou-se

tam bém

a procura por

hipotecas

(que

é

um a

espécie de garantia de um a dívida,

pressupondo um com prom isso anterior). As pessoas buscavam hipotecas a fim de conseguir m ais recursos e com prar m ais im óveis (percebam o m ovim ento circular que estava se instalando).

Nesse contexto, as empresas financeiras do mercado

im obiliário passaram a atender os clientes do cham ado segm ento

subprim e. Clientes subprim e são clientes considerados com renda baixa, que m uitas vezes possuem histórico ruim (maus pagadores) e que não tem como demonstrar renda. Acontece que empréstimos subprim e são considerados empréstimos de risco, visto que a possibilidade de inadim plência é m aior.

O cenário, em um prim eiro m om ento, poderia até parecer

favorável, contudo os juros baixos, a facilidade de se contrair

e as hipotecas,

geraram uma oferta maior do que a procura. E aí, m eus am igos e

em préstim os (m esm o para o segm ento subprim e)

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am igas, o que parecia ter sido um bom investim ento inicial, passou

a ser um péssim o negócio. Os juros tam bém com eçaram a subir

repentinam ente, a fim de com bater a inflação que estava se instalando nos Estados Unidos.

por

cinquenta m il dólares. Ele, um cliente “ subprim e”, conseguira um

em préstim o a juros baixos. A expectativa de Hardy era, depois de

tenha

I m aginem

que

Hardy

comprado

um

imóvel

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adquirir esse im óvel, vendê-lo pelo dobro do preço, por exem plo. Acontece que todo m undo pensou com o nosso am igo Hardy e, consequentem ente, com o havia m uitos im óveis no m ercado, o preço despencou e o bom investim ento não se confirm ou.

Essa situação gerou um a inversão nos juros que passaram a subir progressivam ente e, com isso, os subprim es não conseguiam pagar os imóveis que haviam comprado nem os em préstim os que haviam tom ado. Com o se não bast asse, os juros altos afastavam possíveis novos com pradores e a “bolha” im obiliária estourava!

Os Estados Unidos passaram a sofrer com o seguinte cenário:

aumento da inadimplência, medo de novos calotes (o que impedia novos em préstim os e dim inuía a credibilidade), desaceleração da economia, m enor liquidez (dinheiro disponível no m ercado

financeiro), queda nas compras e, consequentem ente, nos lucros e,

para finalizar o

tão crítica que, de acordo com m uit os analistas, essa foi a pior crise enfrentada pelos norte-am ericanos desde a quebra da bolsa de Nova I orque em 1929.

pandem ônio, aum ento do desem prego. A coisa

ficou

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Em 2009, a crise financeira in iciada nos Estados Unidos já havia se alastrado, e a econom ia m undial se encontrava em um a crise generalizada, atingindo as principais econom ias do planeta. Num m undo globalizado, tem -se a dinâmica do “efeito borboleta”. O que ocorre em um ponto do globo im plica autom aticam ente consequências no resto do m undo. Mais adiante falarem os sobre o que vem a ser a globalização.

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Para resum ir: a crise financeira basicam ente se iniciou com os bancos em prestando dinheiro para clientes subprim e que posteriorm ente dem onstrariam não ter condições de pagar. Essa situação levou à falência de im portantes bancos, com o, por

exem plo, o Lehm an

m undo globalizado, se a economia da m aior potência econôm ica é atingida, não dem ora m uito para a econom ia do resto do m undo seja atingida tam bém .

Brothers – caso este o m ais im portante. Em um

Essa situação trouxe a necessidade de que houvesse intervenção governam ental, por m ais que essa prática parecesse

não fazer parte da política dos países neoliberais, com o os Estados Unidos, por essa razão tal crise é considerada um a crise que

é que quando os

governos passam a investir em em presas e em bancos (para que esses não quebrassem e, dessa m aneira, não piorassem a crise) os gastos públicos são elevados consideravelm ente. Com a elevação dos gastos públicos, aum enta-se o déficit público, pois a economia m undial atravessava um a crise e os países param de investir uns nos outros. O aum ento dos gastos públicos é considerado, por parte de econom istas e governantes m ais liberais, um problem a em cenários de crise econôm ica.

m odificou o paradigm a econôm ico. O problema

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É claro que a Europa não ficou de fora da crise. Países com o a

Espanha, Grécia, I rlanda, I tália, Portugal (que form am o cham ado PI I GS), entre outros, sofreram gr avemente os efeitos da crise m undial. Esses países se encontram em um a situação na qual houve um endividam ento descontrolado e, a fim de pagar as dívidas,

em diversas instituições

pegaram volum osos em préstim os

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financeiras. Com a crise e a consequente diminuição da liquidez no m ercado, além do aum ento dos juros, esses países não foram capazes de pagar os em préstim os que haviam contraídos.

Essa situação levou a exigências de que, para que conseguissem novos em préstim os, seria necessária a adoção de medidas de austeridade fiscal. I sso significava dim inuir os gastos públicos, cortando benefícios sociais e postos de trabalho no setor público, além de aum entar a arrecadação através do aum ento e criação de im postos. É claro que a população não assistiria a esse cenário de form a com pletam ente passiva. Essas m edidas de austeridade geraram revoltas nas populações desses países, o que se deu em m anifestações, protestos e greves.

Gostaria de destacar

um

im portante ponto:

na crise norte-

am ericana, a quebra dos bancos com a incapacidade dos devedores em pagarem suas dívidas foram o centro do problem a. Agora a incapacidade dos países europeus em pagar as dívidas que contraíram (e as consequências da adoção de m edidas de austeridade) é que passaram a ser o cerne da questão. É por essa razão que a crise europeia tam bém é cham ada de crise da dívida.

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Assim , pessoal, a crise que se alastra pela Europa, está, principalm ente, nas altíssim as dívidas que foram contraídas e na incapacidade de gerenciá-las. A relação entre o Produto Interno Bruto e as dívidas contraídas gera um coeficiente reduzido, ou seja, as riquezas geradas por esses países não são capazes de por fim ao endividam ento (déficit). Em outras palavras, os países europeus endividados não são capazes de gerar superávit e essa situação faz

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com que os investidores parem de investir nesses países ou m esm o transfiram recursos para países que eles entendam

m om entaneam ente m ais seguros. Mas fiquem atentos, pois esta

não é a única razão. Podem os, por exem plo, apontar os níveis de

corrupção, muito evidenciados na I tália, e a incapacidade gerencial

e infraestrutural, com o na Grécia.

Um a questão que tem sido bastante cobrada é de com o esse cenário de crise tem im pactado o Brasil. Prim eiram ente, devem os

ter em m ente que as exportações entre o Brasil e os Estados Unidos já não são tão significativas ao ponto de um a crise norte-am ericana

significar de im ediato um a que m esm o que a relação

não seja um a relação de tanta dependência, boa parte do restante dos países para os quais o Brasil exporta depende dos Estados Unidos.

crise brasileira. Contudo, o problem a é direta entre Estados Unidos e Brasil já

Vejam que não estou dizendo que um a crise nos Estados

Unidos não im pactou o Brasil nem estou dizendo que o Brasil não

m antenha im portante

Claro que im pactou e

esse im pacto atualm ente é

m enor do que seria há 20 ou 30 anos. Atualm ente a China vem a

ser nosso grande parceiro com ercial. Mas, afinal, o Brasil foi ou não

foi im pactado, porém

esse im pacto não foi suficientem ente forte para nos levar a um cenário tão ruim quanto o dos PI I GS.

foi im pactado pela crise m undial? Sim , ele

outros

relação

com ercial

com

os Estados Unidos.

claro que m antém ! Mas com o o Brasil tem

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acordos com erciais im portantes,

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No Brasil, o m ercado im obiliário não era tão fluido quanto o norte-am ericano. As condições de venda e com pra de im óveis no Brasil são m ais rígidas e m uito m ais burocráticas do que aquelas que perm itiram a crise nos Estados Unidos. Essa sit uação foi certo obstáculo para que tivéssem os uma crise igual à crise norte-am erica por aqui. Outra circunstância que abrandou os efeitos da crise m undial no Brasil foi que o governo brasileiro adotou um a série de m edidas para m anter a econom ia aquecida (com o, por exem plo, a redução do I PI sobre diversos produtos). Além disso , o Brasil faz parte de um grupo de países em ergentes que encontraram na últim a década boas condições de crescim ento econôm ico.

Com m edidas de estím ulo econôm ico o governo brasileiro pretendeu evitar que a crise mundial chegasse até nós, pois se objetivava aquecer a econom ia por m eio da elevação do consum o. Mas e aí, pessoal, podem os dizer que a crise m undial não chegou ao Brasil? Não, isso não pode ser afirm ado. Não dessa m aneira. O que nós podem os afirm ar é que a regulam entação e a burocracia para venda e com pra de im óveis som adas às m edidas de aquecim ento da econom ia (aum ento do consumo interno) adotadas pelo governo, apoiada em crescim ento econôm ico de anos anteriores, com a entrada de m ilhões de brasileiros na “nova classe média” e a expansão de crédito, conseguiram dim inuir a força da crise m undial aqui, ou seja, reduziram o im pacto.

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Não se esqueçam daquela situação que eu m encionei

anteriorm ente

em bora o Brasil não seja m ais tão dependente dos Estados Unidos,

boa parte do m undo o é. Com a economia globalizada, vários países

aquela situação de que

qual m esm o, professor?”

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do m undo foram diretam ente afetados e, nessas circunstâncias, as exportações brasileiras dim inuíram em dois sentidos: dim inuição das exportações para os Estados Unidos e dim inuição das exportações para países afetados m ais intensam ente pela crise. Vejam bem , m ais um a vez, não estou dizendo que o Brasil não

tenha um a im portante relação com ercial com os Estados Unidos – o que está sendo colocado é que essa relação já não é m ais um a

relação de forte

dependência com o havia anteriorm ente.

Aliás, não se esqueçam de que a China se consolidou com a principal parceira com ercial do Brasil. Em 2012, a China fechou o ano com o principal origem das im portações e destino das exportações brasileiras. Segundo dados do Ministério do Desenvolvim ento, I ndústria e Com ércio Exterior, as im portações provenientes do país asiático responderam por 15,3% de todas as com pras externas feitas em 2012 pelo Brasil.

Apesar disso, em 2012, o Brasil não cresceu tanto quanto se esperava e esse quadro de desaceleração econôm ica relaciona-se diretam ente com a crise m undial. Acontece que se os países para os quais o Brasil exporta estão em crise, eles im portam m enos e, dessa m aneira, a econom ia esfria. Mesm o a China, principal parceira com ercial do Brasil - repito, tam bém cresceu m enos do que se esperava, justam ente porque o m ercado m undial esteve desacelerado.

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Em 2013 o cenário não vem se m ostrando dos m elhores para a econom ia brasileira com certa recessão e oscilação, o que vem acarretando cautela no m ercado. A indústria tam bém vem tendo

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com portam ento irregular, de m aneira que, m esm o quando há m elhora nos índices, essa não se dá significativam ente. De form a geral, o discurso de econom istas parecem pessim istas tanto para o fim de 2013 quanto para 2014, o que certam ente não ajuda na retom ada do crescim ento. A alta da inflação vivenciada durante esses m eses de 2013, bem com o a alta do dólar, não fizeram bem à econom ia brasileira, afastando investim entos.

1 .2 . Blocos econôm icos

Pessoal, antes de falarm os sobre os blocos de m aneira específica gostaria de contextualizar m elhor essa história e, para com eço de conversa, falem os um pouco sobre essa tal globalização.

A

ideia

m ais

básica

de

globalização

é

a

que

diz

que

a

globalização se trata de um fenôm eno que se dá em escala m undial. Assim , a globalização é um fenôm eno de integração política, econôm ica, cultural e social em escala m undial.

O termo “globalização” surgiu basicamente após a Guerra Fria, e sugere, além da integração, a unificação do m undo no

00000000000

capitalism o. Dessa form a, podem os dizer que globalização é um processo no qual ocorre um aum ento considerável da troca política,

social, cultural e econôm ica

por todo o m undo.

Segundo

Castro,

“a globalização está

longe

de

ser

um a

consequência

m ecânica

do

desenvolvim ento

econôm ico

ou

das

novas tecnologias; ela é o resultado de um a política, im plem entada

m ediante

por

governos

nacionais

e

instituições

internacionais,

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instrum entos m uito específicos, tais com o abertura dos m ercados de capitais, bens e serviços, a desregulam entação do m ercado de trabalho e a elim inação de qualquer obstáculo legal ou burocrático à ‘livre em presa’ e, sobretudo, aos investidores internacionais. A globalização visa, portanto, a criar as condições de dom inação das grandes corporações e fundos de investim ento, que confrontam as em presas nacionais num a concorrência m uito desigual em m ercados abertos. O m ercado globalizado de capitais tende a reduzir a autonom ia econôm ica dos governos nacionais, eliminando a possibilidade de m anipular as taxas de câm bio, as taxas de juros ou de recorrer a financiam entos orçam entários deficitários. Esse é particularm ente visível no Brasil, cuja política econôm ica está fortem ente condicionada pelas regras da globalização neoliberal. Tudo isso perm ite afirm ar que

da

a globalização é

hegem onia do capital financeiro, predom inantem ente especulativo”.

antes

de

m ais

nada

um

m ito

legitim ador

O processo de globalização foi fom entado durante o século XX, por novas tecnologias, principalm ente nas telecom unicações e na

inform ática e pelo aperfeiçoam ent o dos m eios de transporte. Essa situação possibilitou que o m undo se tornasse cada vez m ais interligado e, consequentem ente, globalizado. Nesse sentido, se diz que as distâncias foram diminuídas. Hoje a inform ação, as pessoas

e as

cada

mercadorias chegam a qualquer lugar do m undo de m aneira vez m ais ágil.

00000000000

Outra característica im portante da globalização é que esta dispensa a ocupação territorial, pois ela se dá, não pela ocupação física perm anente, m as pela entrada de m ercadorias, serviços,

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capitais, inform ações e pelo fluxo de pessoas. A utilização da internet tam bém faz com que essa característica se acentue.

Desde o início dos anos 1990, com o fim da Guerra Fria e a

solidificação da globalização, am pliou-se a tendência m undial de

regionalização por m eio dos

globalização e a regionalização não são fenôm enos excludentes ou

antagônicos, m as sim fenôm enos com uns e com plem entares. Vejam que o que parece antagônico não o é. Com a globalização em curso,

os países perceberam que era necessário integrar-se regionalm ente

a fim de criar condições m ais favoráveis de negociação frente aos

dem ais países e blocos. Outro aspecto dos blocos é a necessidade da integração de m ercados de consumo, tornando a circulação de

m ercadorias m ais intensa.

blocos econôm icos. Dessa form a, a

no

sentido de que o prim eiro fenôm eno está m ais associado às estratégias de política geoeconômica e à economia, sendo resultado de acordos entre os Estados que objetivam se fortalecer

econom icam ente, protegendo seus interesses perante outros países.

O segundo fenôm eno é m ais abrangente, envolvendo tam bém

cultura e inform ação.

Assim , podem os distinguir a regionalização da globalização

00000000000

Na regionalização, os países abrem m ão de parcela de sua soberania a fim de obter vantagens econôm icas e políticas – aliás, a Ciência Política vem apontando que tanto a regionalização quanto a globalização colocam em xeque o conceito de soberania. Dessa

m aneira,

maior será a perda de soberania, pois m aiores concessões os países

alguns autores colocam

que quanto m aior

for

o bloco,

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terão de fazer para que seja possível firm ar um acordo. Não podem os esquecer que a lógica da regionalização está diretam ente relacionada com a possibilidade de, ao se integrar as econom ias, aum entar os m ercados consum idores e, consequentem ente, o lucro.

Outro aspecto da regionalização é que com o fortalecim ento da globalização - que gera fluxo livre de m ercadorias, inform ações, serviços, pessoas e capitais – houve a necessidade de que os países criassem alguns m ecanism os para dim inuir as barreiras que a divisão do m undo em Estados nacionais gerava. Em ou tras palavras, anteriorm ente à globalização, o m undo era basicam ente dividido em Estados Nacionais. Nessa configuração, as barreiras para a globalização eram m uito m ais evidentes. Para diluir tais barreiras, os Estados passaram a se organizar cada vez m ais em blocos. Organizando-se em blocos tais barreiras são dim inuídas regionalm ente e aum enta-se a possibilidade de circulação de m ercadorias, além de fortalecer econom icam ente os países que dos blocos participam perante as dem ais econom ias m undiais.

Segundo Moreira e Sene, “os países participantes de blocos econômicos têm buscado acordos regionais para facilitar o fluxo de capitais, serviços e, sobretudo, de m ercadorias. A livre circulação de pessoas tem ficado em segundo plano. A liberalização não é feita de form a hom ogênea. Dependendo do grau de integração, é possível definir quatro tipos de blocos econôm icos: zona de livre com ércio, união aduaneira, m ercado com um e união econôm ica e m onetária”.

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Vejam os então as características m ais im portantes de cada um a dessas espécies de blocos.

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Na zona de livre com ércio os países firmam acordos a fim de reduzir gradualm ente suas tarifas alfandegárias ou aduaneiras, ou seja, os países firm am acordos buscando dim inuir as tarifas cobradas sobre os produtos im portados quando estes atravessam as

que

fronteiras. Assim , na zona de livre com ércio as m ercadorias

circulam entre os países m em bros deixam de pagar im postos. Nas zonas de livre com ércio é possível ainda que haja a livre circulação de serviços. Nesse caso o prestador de um serviço em um país, poderá prestá-lo sem restrições em outro.

Na união aduaneira, além de não serem cobrados im postos no com ércio entre os países m em bros, como ocorre na zona de livre com ércio, há ainda um a tarefa externa com um para m ercadorias que tenham origem em países que não fazem parte do bloco. Dessa maneira, na união aduaneira uma mercadoria que venha de um país não m em bro irá pagar as m esm as taxas para adentrar em qualquer país m em bro. Por essa razão, se diz que há na união aduaneira um a tentativa de tornar a política externa m ais coesa, na m edida em que se aplica a m esm a Tarifa Externa Com um (TEC).

 

O

Mercosul

pode

ser

00000000000

considerado

uma

espécie

de

união

aduaneira;

contudo,

tal

bloco,

tem

sido

classificado

com o

união

aduaneira incom pleta (ou im perfeita), pois nele ainda circulam produtos com tarifas distintas entre os países.

Muitos alunos acreditam que o Mercado

Muitos alunos acreditam que o Mercado

Com um do Sul (MERCOSUL) é

classificado com o m ercado com um , m as

na

verdade

trata-se

de

uma

união
união
 

aduaneira (im perfeita ou incom pleta).

 

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de

m ercadorias com a respectiva im plem entação de uma tarifa externa

com um , ocorre ainda a capitais. Dessa m aneira,

barreiras para o fluxo de pessoas, serviços, m ercadorias ou capitais.

não há

e

no

m ercado

com um ,

livre

além

da

de

livre

circulação

circulação

pessoas,

serviços

se diz que no mercado comum

Na união econôm ica e m onetária ocorre a acumulação de todas as características citadas nas espécies anteriores de blocos. A diferença é que na união econômica e monetária há ainda a utilização de uma moeda única e a padronização das políticas

m acroeconôm icas, com o gastos públicos, taxas de juros e taxas de

câm bio. Essa é a espécie m ais abrangente de integração.

Agora, pessoal, verem os separadam ente os principais blocos econômicos.

1 .2 .1 . Mercosul

O Mercado Com um do Sul, que é um a união aduaneira im perfeita, é um bloco econômico regional cujos m em bros são o Brasil, a Argentina, o Uruguai, o Paraguai e a VENEZUELA. Destaco que, desde 31 de julho de 2012, a Venezuela passou a integrar o Mercosul – isso vem sendo reiteradam ente cobrado em provas de Atualidades. Um detalhe: as questões de concurso, em geral, não citam o term o “im perfeita”. Portanto, caso caia um a questão para vocês dizerem qual espécie de bloco é o Mercosul, colocar que se trata de um a união aduaneira já é suficiente.

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O Mercosul foi estabelecido em 1991, a partir da assinatura do Tratado de Assunção. Contudo, as origens desse bloco são um pouco anteriores, já que em 1985 houve a cham ada Declaração de I guaçu, na qual ocorreu a form alização da cooperação econôm ica e com ercial entre o Brasil e a Argentina.

“Professor, por que o nome é Mercado Comum do Sul e não União Aduaneira do Sul?” A razão é m uito sim ples: pelo Tratado de

Assunção,

m ercado

objetivo, tendo em

m uito distintos política, econôm ica e socialm ente.

objetivo

o

do

bloco

é

se

tornar

posteriorm ente

um

com um , em bora ainda falte bastante para atingir esse

vista que os países integrantes do bloco são

Outro ponto que vocês devem ter em m ente é que no Mercosul não há nenhum órgão supranacional cujas decisões deverão ser obedecidas pelos países m em bros. I sso significa dizer que no Mercosul não há uma instituição com capacidade norm ativo- vinculante cujas norm as se im ponham aos países m em bros.

Um últim o ponto que eu gostaria de destacar em relação ao Mercosul, pois tem aparecido em provas, é em relação ao protecionismo. O prot ecionism o ocorre quando um país adota

m edidas econôm icas a fim de im pedir a entrada de m ercadorias

estrangeiras, protegendo, assim , a produção nacional. Nos últim os anos, tanto o Brasil quanto a Argentina têm se caracterizado pela

adoção de

00000000000

m edidas protecionistas.

Tem havido tensão entre a Argentina e o Brasil em razão da adoção de práticas protecionistas de am bos os lados. Essas práticas,

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com o eu assinalei, pretendem a defesa da produção nacional em detrim ento da produção estrangeira. Claro que tais práticas não se com patibilizam com a ideia de m ercado com um e elas têm sido criticadas por outros países, com o a China, que apontou o Brasil e a Argentina com o os países m ais protecionistas do m undo, e por organism os internacionais, com o a Organização Mundial do Com ércio (OMC).

1.2.2. Nafta

tratado

que envolve os Estados Unidos, o Canadá e o México, possuindo com o principal objetivo a elim inação das barreiras com erciais entre os países m em bros, dentro de um contexto de econom ia neoliberal, ou seja, na qual não deve haver intervenção estatal e na qual o m ercado livre fom entaria a concorrência.

O Tratado Norte-am ericano de Livre Com ércio é um

Ocorre que no Nafta há um a gigantesca diferença entre as economias, sobretudo entre a dos Estados Unidos e a do México. O próprio Canadá, país que possui econom ia forte e alta qualidade de vida, é extrem am ente dependente econom icam ente dos Estados Unidos. Assim , a criação do Nafta solidificou ainda m ais a liderança norte-am ericana na região e a liberdade com ercial favoreceu m ais as em presas dos Estados Unidos do que as dos dem ais países.

00000000000

Outra consequência do Nafta é que, com a adesão a esse bloco, tanto o México quanto o Canadá viram suas econom ias se tornarem ainda m ais ligadas à dos Estados Unidos. Quando a econom ia norte-am ericana vai bem , as desses países tam bém vão

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bem . Quando a econom ia norte-am ericana vai m al, as desses países também vão m al.

Pessoal, vocês podem estar se perguntando a razão do México ter sido convidado a entrar no bloco e a razão de ele ter aceitado. O principal m otivo para o México ter sido convidado foi que esse país possui um enorme mercado consumidor – o que é bom para a econom ia norte-am ericana. Dessa form a, tendo em vista a potencialidade de tal m ercado, Estados Unidos e Canadá perceberam que com o Nafta as em presas desses países teriam um a enorm e possibilidade de aum entar suas vendas.

Já que estam os falando do Canadá, abro um parêntese para destacar que, no início de 2013, o Canadá foi eleito, pelo Fórum Mundial, o 2º país com m elhor risco global – ficando atrás apenas

de Cingapura. I sso significa dizer que, segundo tal eleição, o Canadá

com m enor risco para investim entos em cenários de

seria o 2º país crise.

Voltem os

ao Nafta. Um a preocupação norte-am ericana foi com

A

criação do Nafta possibilitou que em presas norte-am ericanas fossem instaladas no México, criando novos postos de trabalho e fazendo com os m exicanos se m antivessem m ais em seu país. Essa situação tam bém fez com que essas m esm as em presas se utilizassem da m ão de obra m ais barata no México, dim inuindo os seus custos. É claro que a im igração ilegal está longe de ser solucionada, m as a instalação de em presas norte-am ericanas em território mexicano

a entrada ilegal de im igrantes m exicanos nos Estados Unidos.

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caminha nesse sentido, além de se aproveitarem de m ão de obra barata, im postos m enores e um am plo m ercado de consum o.

A pretensão final dos Estados Unidos, com a criação do Nafta,

é expandir sua liderança econômica, política e cultural sobre os

se

tornasse um m em bro do bloco – o que ainda não ocorreu. Segundo alguns analistas, a ideia norte-americana de expansão do Nafta está associada à ideia de im plem entação da ALCA, o que fortaleceria

dem ais países am ericanos. Nesse sentido, propôs que o Chile

ainda m ais os Estados Unidos na região e perante o resto do mundo.

1 .2 .3 . União Europeia

1992, foi um m arco

histórico do processo integracionista da Europa – implementando um modelo de integração política e econômica. Por meio desse tratado, a antiga Comunidade Europeia foi substituída pela atual União Europeia, que, por sua vez, constitui o bloco econômico em estado m ais avançado no m undo.

O Tratado de Maastricht,

assinado em

 

00000000000

O

Tratado

de

Maastricht

se

baseia

basicam ente

em

t rês

pilares. O prim eiro consiste na adoção de um a legislação com um em determ inadas m atérias, de m aneira que os órgãos da União Europeia possuem supranacionalidade. Dessa m aneira, em determ inados casos, com o para fins de política m onetária e cam bial, as decisões desses órgãos supranacionais se dão em caráter vinculante, o que gera para os países m em bros da União Europeia a obrigação de cum pri-las.

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Pelo segundo, estabeleceu-se que assuntos de política externa

e segurança

m aneira, pode-se afirm ar que, com a adoção do Tratado de Maastricht, os países signatários perderam parcela de suas

com um . Dessa

deveriam

ser

tratados

de

form a

soberanias, tendo em vista a necessidade de se adot ar políticas em

com um

acordo.

O terceiro pilar foi a necessidade de cooperação em m atéria policial e penal. Nesse sentido, pretende-se a convergência das legislações nacionais, ou m esm o a criação de uma legislação penal unificada para os países m em bros com o já fora proposto.

Atualm ente, a União Europeia conta com 27 países m em bros – além dos que estão em processo de adesão (Croácia, Turquia e Macedônia). Com o alargam ento desse bloco, foi necessário rever

suas instituições. Nesse sentido, foi assinado em 2007 o Tratado de

m elhoraria

do processo de tom ada de decisão dentro da União Europeia, com um presidente possuindo mandato fixo, previsão da possibilidade de um membro deixar de sê-lo e ampliar as atribuições do Parlam ento Europeu, aumentando a participação democrática dos países membros do bloco.

Lisboa que tem

com o um de seus principais objetivos

a

00000000000

Não posso deixar de destacar a adoção do euro enquanto m oeda única – o que nos rem ete à ideia de união m onetária. Segundo os term os do Tratado de Maastricht, para que um país m em bro da União Europeia adote o euro como moeda, é necessário que esse país tenha, dentre outras características econôm icas, o

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equilíbrio de suas despesas públicas, o controle inflacionário e taxas de juros baixas, sobretudo as de longo prazo.

Um detalhe im portante:

não confundam União Europeia com

zona do euro.

partes os

países da União Europeia que utilizam o euro como moeda. Então, é possível um país fazer parte da União Europeia e não pertencer a zona do euro. Esse é o caso da I nglaterra.

A zona do euro

é aquela da qual

fazem

Cuidado para não confundirem União Europeia e zona do Euro! A União Europeia contém a

Cuidado para não confundirem União

Europeia e zona do Euro! A União Europeia

contém a zona do euro, mas nem todos os

países da União Europeia estão na zona do

euro. Significa dizer que só fazem parte da

zona do euro os países da União Europeia

que adotaram o euro. A I nglaterra, por

exem plo, não adotou o euro.

Para fins de concurso público, o que está sendo m ais cobrado atualm ente é a crise sobre a qual falam os no com eço da aula. Para que revisem os e aprofundem os a questão, gostaria de ressaltar alguns pontos.

00000000000

A crise financeira na Europa teve início basicam ente em razão de problem as fiscais, orçam entários, agravados com a crise norte- am ericana. Alguns países, com o, por exem plo, Grécia e I rlanda, gastaram m ais do que arrecadavam com os im postos – o que gerou altos déficits públicos. Vim os tam bém que esses países contraíram m uitas dívidas. Apesar de o Trat ado de Maastricht estabelecer um limite de 60% para rela ção entre o endividam ento e o PI B, m uitos

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países porcentagem . membros da União Atualidades para Agente da Polícia Federal Teoria e exercícios

países

porcentagem .

membros

da

União

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Eu ropeia

ultrapassaram

essa

No caso da Grécia, que é o pior dos casos, a relação entre endividamento e PI B chegou a quase o dobro do limite im posto pelo Tratado – o que dem onstra a m agnit ude do déficit público grego. Nesse contexto, os investidores pararam de investir, m uitas vezes transferindo seus investim entos para outros países m ais seguros, nessas econom ias debilitadas. A Grécia perm anece em situação desalentadora, o que fez com que alguns países recomendassem ao FMI a revisão das políticas im postas à Grécia.

Os prim eiros sinais da crise que viria a se instalar, na verdade, apareceram em 2007, junto com os sinais de que a bolha do

Com a crise de

2008, os países foram levados a investir bilhões nas economias m ais afetadas – o que, por sua vez, resultou no aprofundam ento do déficit público.

m ercado im obiliário norte-am ericano estouraria.

Os cham ados PI I GS (Portugal, I rlanda, I tália, Grécia e Espanha) foram os países m ais afet ados nesse contexto, pois foram exatam ente os países que m ais indisciplinadam ente gastaram ,

de possuírem um a

elevada relação dívida/ PI B, têm al tos déficits orçam entários, em razão de suas estruturas de gastos públicos. Estou sendo repetitivo nesse ponto, pois ele está aparecendo bastante nas provas. Não é nada com plexo, basta com preender o contexto.

aum ento o déficit público. Esses países, além

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Outro ponto im portante é que, em bora haja na estrutura da União Europeia o Banco Central Europeu, não há um a instituição de fato capaz de regular a econom ia de todos os países m em bros. Assim , houve m uita dem ora em se descobrir que os países – principalm ente os PI I GS – esta vam passando por um m om ento de descontrole das finanças públicas. Mesmo os acordos que previam sanções para as nações que não conseguissem equilibrar suas dívidas não conseguiram se m ost rar eficientes para que esses países controlassem seus gastos.

Portanto, podem os afirm ar que a indisciplina fiscal e o

descontrole nas contas públicas, pr incipalmente nos PI I GS, levaram

a União

precedentes no bloco. Soma-se a isso a descoberta de que os gregos m anipulavam os núm eros, o que aum entou a dem ora em se descobrir os altos níveis da dívida grega – gerando a queda da confiança dos dem ais países e dos investidores internacionais.

Europeia

a

um a

situação

de

crise

financeira

sem

2 . Organism os internacionais

Pessoal, é m uito com um em nossa disciplina que os professores com ecem seus cursos conversando sobre o período do pós-Guerra e da Conferência de Bretton-Woods. Esta conferência ocorreu em 1944, pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial, e

a principal preocupação que nela se discutia era o estabelecim ento

de um a ordem m onetária internacional – em um contexto que se

evidenciava o fortalecim ento dos Estados Unidos com o a grande potência m undial.

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Monetário

I nternacional e o BI RD que seriam as bases do novo sistem a econôm ico m undial e é exatam ente sobre esses organism os que conversarem os agora.

Em

tal

conferência,

foram

criados

o

Fundo

2 .1 . Fundo Monetário I nternacional ( FMI )

Voltando um pouco m ais no tem po, podem os dizer que a história do FMI está relacionada com a Crise de 1929 (Quebra da Bolsa de Nova I orque). Com tal crise, os países passaram a adotar práticas protecionistas, o que im pedia o fluxo com ercial. Nesse contexto, o m ercado internacional encontrava-se com pletam ente desregulam entado, o que prejudicava as negociações internacionais.

o

desenvolvim ento do com ércio m undial e evitar que as políticas que resultaram na Crise de 1929, bem com o a adoção de m edidas protecionistas, continuassem sendo im plem entadas. Nesse sentido, são objetivos do FMI :

O

FMI

surge

em

1944

exatam ente

para

auxiliar

Prom over a estabilidade das taxas de câm bio.

Auxiliar

financeiram ente

00000000000

os

dificuldade econôm ica.

países

que

se

encontrem

em

Prestar auxílio técnico e treinam ento aos países

Planejar e m onitorar as políticas de reestruturação econômica e financeiras dos países

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Prom over a cooperação m onetária internacional

de

Governadores do Fundo Monetário I nternacional com o órgão de deliberação m áxim a. Tal Assem bleia se form a por um representante

e um suplente de cada país m em bro. Esse representante costum a

ser o Ministro das Finanças, da Econom ia ou m esm o o Presidente do

Banco Central dos países.

Em

relação

à

estrutura

do

FMI,

tem -se

a

Assem bleia

Assem bleia de Governadores, há tam bém o Conselho

da Adm inistração que é responsável pela direção executiva do FMI . Esse órgão com põe-se de 24 m em bros, sendo que oito países possuem assento permanente no Conselho. São eles: Estados Unidos, Alem anha, Japão, China, Rússia, Arábia Saudita, Reino Unido e França. O restante dos países é escolhido em eleição. O Conselho da Adm inistração subordina-se à Assem bleia de Governadores, devendo reportar-se a ela anualm ente. Há ainda

o Com itê de Desenvolvim ento, que

prestam assessoria à Assem bleia de Governadores.

órgãos com o o Com itê I nterino e

Além da

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O FMI possui o cham ado Direito Especial de Saque (DES), que

visa à concessão de ajuda financeira aos países em dificuldade, evitando que crises em países específicos se alastrem e contam inem

o restante das economias. Cada país tem direito a fazer um saque

de acordo com às suas contribuições para o FMI . Quando um país efetua um saque superior ao que contribui, ele paga juros – o que o insere num a lógica de endividam ent o cíclico. Os países que em vez de realizarem saques, em prestam para outros – com o o Brasil fez

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para a Grécia - passam a ser rem unerados, a partir do que se ganha com os juros pagos pelos países endividados.

Os países m em bros do FMI

fazem

jus

a

um a

cota

que se

baseia nos indicadores econômicos desses países. Quanto mais um país contribuir com o FMI, m aior será a sua cota e, dessa form a, m aior será o peso do voto desses países para as decisões do FMI .

Assim , podem os dizer que no FMI há um mecanismo “duplo”, na m edida em que alguns países são rem unerados pelas suas contribuições financeiras com recursos oriundos dos pagam entos de juros por outros países – que m uitas vezes têm dificuldade em se recuperar econom icam ente. Portanto, o FMI tem servido para fortalecer econôm ica e politicam ente alguns países, ao passo que enfraquece outros. Tudo isso, claro, dentro de um a lógica capitalista baseada nos preceitos do neoliberalismo.

2.2. ONU

A Organização das Nações Unidas foi criada em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra, tendo com o objetivo principal assegurar a paz m undial por m eio da interm ediação das questões políticas entre os países. A ONU se baseia no princípio de que pela cooperação m útua os países poderão alcançar a paz e o desenvolvim ento. São ainda objetivos da ONU os seguintes:

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Garantir a proteção aos direitos hum anos

Auxiliar na dim inuição da desigualdade social

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Prom over o desenvolvim ento social e econôm ico das nações

Criar

m ecanism os que garantam

norm as de Direito I nternacional.

a justiça e observância às

Atualm ente a ONU é composta por 193 países, que se reúnem para deliberar na Assem bleia Geral. A Assem bleia Geral é um dos dois principais órgãos, sendo o outro o Conselho de Segurança. A Assem bleia Geral se dá com a participação de todos os m em bros, conform e já assinalam os, e suas decisões são tom adas a partir do que decide essa m aioria, sendo de 2/ 3 o quórum para aprovação de decisões.

se dá com a reunião de quinze rotativos e outros cinco são

perm anentes. Atualm ente, são m em bros permanentes do Conselho

de Segurança os

m em bros,

Conselho de Segurança

dez

dos

quais

são

o

Estados Unidos, a Rússia, a França, a China e o

são o Estados Unidos, a Rússia, a França, a China e o Reino Unido. Ser m

Reino Unido. Ser m em bro perm anent e dá a cada um desses países

o poder de vetar as decisões. Suponhamos, que, dos 15 membros

do Conselho, 14 votem a favor de determ inada m edida e um vote contra. Se esse país que votou contra for um dos m em bros perm anentes, a m edida não será aprovada. Recentem ente, a proposta de intervenção m ilitar na Síria não foi aprovada; pois, contra ela votaram a Rússia e a China.

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Questão que vem sendo reiteradam ente

Questão que vem sendo reiteradam ente

cobrada em prova é a que questiona se o

Brasil tem ou não pretensões de ingressar

no Conselho de Segurança da ONU. A

resposta é afirm ativa. O Brasil visa a se

 

tornar m em bro perm anente de tal

Conselho. Outros países com o Japão,

Í ndia e Alem anha tam bém pleiteiam essa

entrada.

Muitos países têm pleiteado a reform a institucional da ONU,

argum entando que estrutura da

a m esm a desde a sua criação, e que dentro dessa estrutura há um a relação desigual entre os países. Entre os países que mais tem m ilitado nesse sentido, encont ram-se Brasil, Í ndia, Japão e

têm atuado na tentativa de se

Alem anha. Esses países tam bém

ONU é arcaica, pois é basicam ente

tornarem m em bros perm anentes do Conselho de Segurança, ou

seja, justam ente aqueles que possuem poder de veto.

Dentro da tentativa desses países em se tornar m em bros perm anentes nesse conselho, é necessário destacar dois pontos: o prim eiro é que em bora Japão e Alem anha estejam entre as m aiores econom ias do m undo, não podem os esquecer que esses países, durante a Segunda Guerra Mundial, faziam parte do Eixo, que foi derrotado, e não dos Aliados. O outro ponto é que há disputas regionais, de form a que alguns países que se opõe a entrada de outros. Por exemplo, o Paquistão se opõe ferrenham ente à entrada da Í ndia, assim com o a China se opõe à entrada do Japão.

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Dentro da estrutura da ONU há ainda o cham ado Sistem a das Nações Unidas que congrega diversos organism os especializados,

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dentre os quais se destacam a Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização I nternacional do Trabalho (OI T), Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a Organização das Nações Unidas para a Alim entação e Agricultura. Recentem ente, a Palestina passou a integrar a Unesco – de m aneira que esse órgão passa a ser o prim eiro na estrutura da ONU integrado pela Palestina.

Em relação às sanções im postas pelo Conselho de Segurança da ONU ao I rã, gostaria de lem brar que, em 2010, houve um acordo entre a Turquia e o I rã, m ediado pelo Brasil. No caso em questão, o governo do I rã concordou em enviar para a Turquia m ais de um a tonelada de urânio e em receber urânio enriquecido para ser utilizado em reatores – solucionando um antigo impasse na ONU. Essa participação do Brasil se enquadra justamente no direcionam ento das políticas externas brasileiras de dar m aior destaque ao Brasil, com o na m issão de paz no Haiti.

Apesar desse acordo, a ONU – por meio de seu Conselho de Segurança – sem aprovação do Brasil, que era o interm ediário da questão, decidiu adotar novas sanções contra o I rã. O problem a do I rã envolve não só a possibilidade de esse país possuir arm as nucleares, m as tam bém o apoio que ele tem dado aos grupos fundam entalistas Ham as e Hezbollah. O I rã tem se colocado abertam ente com o contra I srael, além de ser com um ente acusado de desrespeitar os direitos hum anos.

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Pessoal, para que fique bem claro: tanto o Hezbollah quanto o Ham as são grupos considerados fundam entalistas, com atuação

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política e param ilitar. O Hezbollah caracteriza-se por um a posição xiita, ou seja, um a posição islâm ica-radical, com atuação no Líbano. Esse grupo com eçou com o um pequeno partido político, m as ao longo do tem po foi se transform ando em um a m ilícia. Com a ajuda financeira prestada pelo I rã e tam bém pela Síria, o Hezbollah cresceu consideravelm ente, aum entado seu poderio m ilitar e sua influência na região.

Já o Ham as é um a organização palestina, que tam bém possui vertentes políticas e m ilitares. O Ham as constitui o m ais im portante grupo islâm ico palestino que se notabilizou pela luta arm ada contra I srael. O objetivo principal desse grupo é form ar um estado palestino independente. Aqui quero ressaltar um ponto m uito im portante, pois a ONU, apesar das posições em contrário, elevou, em novem bro de 2012, a Palestina à condição de país observador não m em bro.

não dos protestos de Estados Unidos e I srael, esse significou um passo em direção

não

dos protestos

de Estados Unidos e I srael, esse

significou um passo em direção ao

reconhecim ento do Estado da Palestina. O

m em bro

A Palestina tornou-se observador

na

ONU.

Apesar

Brasil apoiou a Palestina naquela

00000000000

questão.

A Assem bleia Geral da ONU, decidindo de form a cont rária aos Estados Unidos e a I srael, concedeu à Autoridade Nacional da Palestina a condição de Estado observador não m em bro. Esse reconhecim ento não dá à Palestina o direito ao voto, contudo aum enta as chances de integrarem a Palestina em out ras organizações ligadas à ONU, além de consistir em um im portante

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passo independente. rum o ao Atualidades para Agente da Polícia Federal Teoria e exercícios comentados

passo

independente.

rum o

ao

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reconhecim ento

da

Palestina

com o

estado

A condição de país observador não m em bro não dá direito ao voto, com o dissem os, ficando aquém do reconhecim ento de um Estado pleno, m as representa um avanço para os palestinos. Contudo, essa posição da Assem bleia Geral da ONU foi durante criticada por Estados Unidos e I srael.

2 .3 .

Desenvolvim ento ( BI RD)

Banco

I nternacional

para

Reconstrução

e

A Prim eira Guerra Mundial colocou fim ao crescim ento

acelerado da qualidade de vida que acontecia nos 50 anos anteriores a sua eclosão. O fim do prim eiro grande conflito m undial deixou marcas nos países envolvidos e os indícios de que a situação não estava resolvida, pairando no ar ainda o clim a de guerra. Esta viria a estourar alguns anos mais tarde e com intensidade ainda maior. A Segunda Guerra envolveu ainda mais países e foi mais ainda m ais destrutiva. Com o a m aior parte dos conflitos aconteceu em território europeu, este continente saiu com pletam ente arrasado após o evento.

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Com o fim da Segunda Guerra, novas m edidas foram tom adas para que im possibilitasse o surgim ento de um novo conflito, o que poderia ser ainda pior diante da evolução da capacidade de destruição dos arm am entos. Foram criadas instituições com o intuito de prom over a paz m undial e afastar as ocorrências de guerras. Um a dessas instituições criadas, ainda em 1944, foi o

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Banco I nternacional para Reconstrução e Desenvolvim ento, (BI RD). Este tinha com o objetivo inicial auxiliar na reconstrução dos países europeus, os quais ficaram destruídos econom icam ente e socialm ente. O BI RD captou recursos a fim de levantar um continente destruído pelas bom bas.

Com o passar do tem po e com o sucesso na recuperação da Europa, o BI RD passou a assum ir funções m ais am plas. A instituição é ligada à Organização das Nações Unidos (ONU) e junto a esta busca, em tese, prom over a qualidade de vida no m undo por m eio do desenvolvim ento econôm ico.

O BI RD concede em préstim os financeiros e assistência para o

desenvolvim ento para os países que tenham antecedentes de crédito respeitáveis. O dinheiro que é em prestado pelo BI RD tem origem na venda de títulos nos mercados internacionais de capital.

Assim , o BI RD atua em prestando dinheiro a juros baixos ou m esm o sem juros aos países, promove o intercambio de conhecim ento técnico e investe em program as variados de recuperação do m eio-am biente.

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Lembro que o BIRD foi criado com o acordo de Bretton Woods de 1944. As conferências de Bretton Woods definiram o Sistem a Bretton Woods de gerenciam ento econômico internacional, estabeleceram as regras para as relações com erciais e financeiras entre os países mais industrializados do m undo. O sistem a Bretton Woods foi o prim eiro exem plo, na história m undial, de um a ordem

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m onetária totalmente negociada, tendo com o objetivo governar as relações m onetárias entre Nações-Estado independentes.

2 .4 . Organização Mundial do Com ércio ( OMC)

O surgim ento da OMC foi um im portante m arco na ordem internacional que com eçara a ser delineada ao fim da Segunda Guerra Mundial. Essa organização surge a partir dos preceitos estabelecidos pela Organização I nternacional do Com ércio (OIC), consolidados na Carta de Havana, e, um a vez que est a não foi levada adiante pela não aceitação do Congresso dos Estados Unidos, principal econom ia do planeta.

A Organização Mundial do Com ércio (OMC) é um foro m ultilateral responsável pela regulam entação do com ércio internacional. Seus diversos órgãos se reúnem regularm ente para m onitorar a im plem entação dos acordos em vigor, bem com o a execução da política com ercial dos países membros, a negociação do acesso de novos participantes e acom panhar as atividades relacionadas com o processo de solução de controvérsia.

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A participação do Brasil na Segunda Guerra, ao lado dos Aliados, garantiu-lhe um a participação, ainda que periférica, na reconstrução econôm ica m undial do pós-guerra. O Brasil participou das negociações da fracassada Carta de Havana (OI C) e também do GATT. Mesm o com poucos anos de existência, já na década de 50, a percepção dos países subdesenvolvidos era de que o GATT favorecia as nações m ais ricas. Percepção esta que foi com provada pelo fato de que as negociações de m aior significância e im portância se

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davam quase exclusivam ente entre os países desenvolvidos, e as

concessões praticadas entre estes m arginalizavam países subdesenvolvidos.

os

ainda

m ais

conflitos

apresentados na OMC, o Brasil se encontra numa posição mais favorável no plano internacional, no sentido que sua opinião se tornou m ais relevante para a elaboração dos acordos no âm bito da OMC.

Atualm ente, dado o desenvolvim ento do G-20 e os

É de se considerar tam bém que o Brasil, no final de 2003, foi considerado com o m em bro dos BRI C - term o para designar os quatro principais países em ergentes do m undo, a

saber: Brasil, Rússia, Í ndia e China que poderão se tornar a m aior força na econom ia m undial. Esse fato tam bém contribuiu para o aum ento da im portância do Brasil na OMC. Assunto de relevância para o Brasil é a polem ica do bicom bustível e da crise dos alim entos, um a vez que, segundo o Brasil, os biocom bustíveis se

a

apresentam com o a solução m ais real para acabar com dependência do petróleo.

00000000000

O Brasil, dessa m aneira, participa dos processos de consulta e negociação, cujos principais objetivos são o fortalecim ento do

Mecanism o de Solução

de Controvérsias, a fim de perm itir a expansão das trocas

não discrim inatório e

favorável ao desenvolvim ento; a busca pelo aprim oram ento contínuo das regras de com ércio internacional, inclusive para buscar dispositivos que atendam às necessidades próprias dos países em

internacionais em um am biente estável,

sistem a m ultilateral de com ércio, inclusive o

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m eio de m aior flexibilidade na aplicação

de determ inadas regras e na form a com o se processa a abertura com ercial, seja na elim inação de assim etrias prejudiciais a esses países); e a garantia da crescente abertura dos mercados internacionais para bens e serviços brasileiros.

desenvolvim ento (seja por

Tanto o BRI CS quanto o G-20 são grupos inform ais, ou seja, não possuem
Tanto o BRI CS quanto o G-20 são grupos
inform ais, ou seja, não possuem tratados
constitutivos.

2 .5 .

BRI CS

O term o BRI C foi criado pelo econom ista Jim O’Nill, em 2001, para referir-se aos quatro países que, em tese, apresentarão m aiores taxas de crescim ento econôm ico até 2050. BRI C são as inicias de Brasil, Rússia, Í ndia e China, países em desenvolvim ento, que, conform e projeções, serão m aiores, conjunta e econom icam ente que o atual G6 (Estados Unidos, Japão, Alem anha, Reino Unido, França e I tália).

 

O

BRI C não

é

um

bloco

00000000000

econômico,

e

sim

uma

associação

com ercial,

onde

os

países

integrantes

apresentam

situações

econôm icas e índices de desenvolvim ento parecidos, cuja união visa

à cooperação

para alavancar

suas econom ias em

escala global.

vários fatores em

com um , entre eles podem ser citados: grande extensão territorial;

estabilidade econôm ica recente;

ascensão; disponibilidade de m ão de obra; m ercado consum idor em

em

Brasil,

Rússia,

Í ndia

e

China

apresentam

Produto I nterno Bruto (PI B)

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alta; grande disponibilidade de recursos naturais; aum ento nas taxas de Í ndice de Desenvolvim ento Hum ano (I DH); valorização nos m ercados de capitais; investim entos de em presas nos diversos setores da econom ia.

O governo

sul-africano

procurou

os

m em bros

do

BRI C em

2010 e o processo de adm issão com eçou logo em agosto de 2010. A África do Sul foi adm itida com o um a nação do BRI C em dezem bro de 2010, após ser convidada, principalm ente pela China, para participar do grupo. A letra "S" em BRI CS representa exatam ente a África do Sul.

Jim O'Neill, expressou surpresa quando a África do Sul se juntou ao BRI C, já que a econom ia sul-africana é um quarto do tamanho da economia da Rússia (a nação com o menor poder econômico do BRI C). Ele acreditava que o potencial até estava lá, m as não previu a inclusão da África do Sul nesta fase. Já Martyn Davies, especialista no m ercado em ergente sul-africano, argum entou que a decisão de convidar a África do Sul faz pouco sentido com ercial, m as foi politicam ente astuta, dadas as tentativas da China em estabelecer uma presença na África. Além disso, a inclusão da África do Sul no BRI CS pode traduzir-se a um m aior apoio sul-africano para a China nos fóruns globais.

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Ainda segundo Jim O’Neill, em artigo publicado no início de 2012, a m aior oportunidade da história dos m ercados de crescim ento é a ascensão de suas classes m édias e o enorm e aum ento do seu consum o. De acordo com ele, essa seria a questão estratégica fundam ental da atualidade, que proporcionaria um a

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chance fabulosa a todos, inclusive às principais em presas

ocidentais. Até o fim desta década, o valor do consum o nas

econom ias

com várias projeções, e todas as em presas globais com am bições precisarão ser bem sucedidas nos Brics, do contrário, ficarão para trás em relação aos com petidores.

de crescim ento será m aior do que o dos EUA, de acordo

Troyjo, professor do I BMEC, coloca que “um a das razões pelas quais os países do então Grupo BRI C Svêm sendo considerados em ascensão desde 2001 é o fato de que eles possuem capacidade criativa de adaptação diante da economia global. Ou seja, o crescim ento destes países tem m ais a ver com esta capacidade de adaptação e criatividade do que, propriam ente, com quaisquer outras virtudes. Dessa form a, o crescim ento dos países do Grupo BRI CS, no período de 2001 a 2011, deve ser creditado a sua capacidade de adaptação criativa”.

Sobre o Brasil, o mencionado especialista coloca que “para o

Brasil, adaptação criativa significou um a substituição 2.0 da sua política de im portações. O Brasil utilizou em seu benefício os

excedentes

agricultura e no com ércio de m inerais com a China, e descobriu em águas profundas ricas reservas de petróleo no ultram ar. O país tam bém foi capaz de conceber um dos program as m ais avançados de biocom bustíveis no m undo. En tão, essas três características criaram os recursos necessários para perm itir a substituição das im portações”.

adquiridos com com m odities, particularm ente na

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Apesar desse cenário, em 2013 os BRI CS vendo tendo ritmo m enos intenso de crescim ento do que nos dez anos anteriores. Os dirigentes da China já dem onstraram que ficou para trás a era de crescim ento em dois dígitos. O Brasil atravessou o segundo ano de baixo crescim ento. A tendência da Í ndia e da Rússia é de crescer bem m enos. E, por sua vez, a África do Sul tem aproxim adam ente 25% de desem prego. Em níveis diferentes, essas econ om ias enfrentam problem as. O desafio com um para 2013 e para 2014 é a desaceleração dos países ricos.

2 .6 . União de Nações Sul- Am ericanas ( Unasul)

A União de Nações Sul-Am ericanas (Unasul) é form ada pelos doze países da Am érica do Sul. O tratado constitutivo da organização foi aprovado durante Reunião Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Brasília, em 23 de m aio de 2008. Dez países depositaram seus instrum entos de ratificação (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Guiana, Peru, Surinam e, Uruguai e Venezuela), completando o núm ero m ínim o de ratificações necessárias para a entrada em vigor do Tratado no dia 11 de m arço de 2011.

00000000000

A Unasul tem com o objetivo construir, de m aneira participativa e consensual, um espaço de articulação no âm bito cultural, social, econômico e político entre seus povos. Prioriza o diálogo político, as políticas sociais, a educação, a energia, a infraestrutura, o financiam ento e o m eio am biente, entre outros, com vistas a criar a paz e a segurança, elim inar a desigualdade socioeconôm ica, alcançar a inclusão social e a participação cidadã, fortalecer a

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dem ocracia e reduzir as assim etrias no m arco do fortalecim ento da soberania e independência dos Estados.

A Unasul tem -se revelado um instrum ento particularm ente útil

para a solução pacífica de controvérsias regionais e para o fortalecim ento da proteção da dem ocracia na Am érica do Sul. Pouco após sua criação, a organização desem penhou im portante papel m ediador na solução da crise separatista de Pando, na Bolívia, em 2008. Em resposta à crise institucional ocorrida no Equador, em

setem bro de 2010, os Chefes de Estado da Unasul decidiram incorporar um Protocolo Adicional ao Tratado Constitutivo, no qual foram estabelecidas m edidas concretas a serem adotadas pelos Estados Membros da Unasul em situações de ruptura da ordem constitucional. O Protocolo foi adotado na Cúpula de Georgetown, em novem bro de 2010.

um m ecanism o de Medidas de Fom ento

da Confiança e da Segurança pelo Conselho de Defesa Sul- Am ericano tam bém foi um instrum ento valioso para o fortalecim ento da estabilidade, paz e cooperação na Am érica do Sul. Com o resultado de duas reuniões de Ministros das Relações Exteriores e da Defesa, realizadas em setem bro e novem bro de 2009, no Equador, foi adotado um conjunto de m edidas nas áreas de intercâm bio de inform ação e transparência (sistem as de defesa e gastos de defesa), m edidas no âm bito da segurança, garantias, cum prim ento e verificação. Os procedim entos a serem adotados na aplicação dessas m edidas foram aprovados pelos Ministros de Defesa reunidos em Guaiaquil, em m aio de 2010, e pelos Ministros

O estabelecim ento de

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de Relações Exteriores, em reunião realizada em Georgetown, em novem bro do m esm o ano.

2 .7 . G- 8

A sigla G-8 corresponde ao grupo dos 8 países mais ricos e influentes do m undo, fazem parte os Estados Unidos, Japão, Alem anha, Canadá, França, I tália, Reino Unido e Rússia. Antes chamada de G-7, a sigla alterou-se com a inserção da Rússia, que ingressou no grupo em 1998.

A Rússia não faz parte do G-8 em razão de sua riqueza, m as sim
A Rússia não faz parte do G-8 em razão
de sua riqueza, m as sim por conta de sua
enorm e capacidade geopolítica.

quais cam inhos a política e a

econom ia m undiais devem seguir, pois esses países possuem economias consolidadas e suas forças políticas exercem grande

influência nas instituições e organizações m undiais, com o ONU, FMI ,

OMC. A discussão gira em

abertura de mercados, problemas ambientais, ajudas financeiras para econom ias em crise, entre outros.

A função do G-8

é a de decidir

torno

00000000000

do

processo

de

globalização,

Segundo líderes do grupo, as discussões propostas nas reuniões têm por finalidade dim inuir as disparidades entre as econom ias dos países subdesenvolvidos e fom entar os m ercados mundiais, o que é vantajoso para os países que fazem parte do G-8. Na prática fica claro que as decisões tom adas servem para atender os interesses internos dos entes do grupo, um exem plo convincente

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está vinculado à abordagem ecológica, m uitas vezes os países do G-

8 não se com prom etem a assinar acordos am bientais, tendo em

vista que são

os

que

m ais

provocam

tais

problem as.

O

em brião

do

G-8

foi

gerado em

1975,

na

Fr ança,

nas

proxim idades de Paris em

um

castelo cham ado Ram boullet, onde

ocorreu um a reunião inform al com alguns líderes de países im portantes.

Fizeram

parte

da

reunião:

EUA, Reino Unido, França,

Alem anha, Japão e I tália, para discussões sobre os problem as regionais e internacionais, logo em 1976, houve a inserção do Canadá no grupo, totalizando 7 países, referência que deu origem à sigla G-7, naquele m om ento. Essa configuração perm aneceu até 1998, quando a Rússia integrou o grupo, form ando o atual G-8. Apesar do discurso hom ogêneo dos países m em bros, fica claro o protecionism o de cada participante.

2 .8 . G- 2 0

das

seguidas crises de balança de pagam ento das econom ias em ergentes durante a segunda m etade da década de 1990. O objetivo era reunir países desenvolvidos e os países em desenvolvim ento sistem icam ente m ais im portantes, para cooperação em tem as econôm icos e financeiros.

O

G-20

foi

estabelecido

00000000000

em

1999,

em

consequência

O

grupo

adquiriu

m aior

relevo

após

a

crise

financeira

internacional iniciada em 2008. A crise, com o já vim os nessa aula,

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teve com o origem o baixo nível de regulação e supervisão dos m ercados financeiros praticado nos países desenvolvidos e, por canais de transm issão com o o com ércio internacional, as transferências unilaterais ou investim ento direto externo. O esgotam ento do m odelo de gestão m acroeconôm ica defendido pelas economias desenvolvidas, a com posição do grupo, unindo países desenvolvidos e países em desenvolvim ento, a m aior resiliência das econom ias em ergentes à crise e a eficácia de suas m edidas anticrise, contribuíram para que o G-20 fosse designado com o o principal espaço para a cooperação econôm ica internacional, conform e estabelecido na Declaração de Pittsburgh.

As Cúpulas de Washington, de Londres e de Pittsburgh representaram um processo em que se transferiram de fóruns restritos para o G-20 as discussões e as decisões sobre tem as pertinentes à estabilidade da econom ia global. Assim , a legitim idade ao G-20 derivou de sua eficiência em coordenar um a resposta eficiente à crise iniciada em 2008, evitando o colapso do sistem a econômico internacional.

O Brasil percebeu, durante a crise financeira, o surgim ento de um a oportunidade para a m udança na estrutura do sistema financeiro e econôm ico internacional. O país apoiou vigorosam ente os trabalhos do grupo e atuou com o um dos principais atores no processo de consolidação do G-20 com o o principal espaço para se lidar com tem as econôm icos internacionais. O Brasil segue defendendo a m aior participação dos países em desenvolvim ento nas decisões sobre a econom ia m undial.

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As transform ações e as reform as em andam ento na arquitetura do sistem a financeiro e econôm ico internacional representam um m om ento singular, no qual, pela prim eira vez, os países em desenvolvim ento estão presentes na m esa de negociações desde o princípio. Ao contrário do que ocorria no passado, quando os países desenvolvidos, reunidos no G-7, negociavam apenas entre si e divulgavam m odelos prontos para a aplicação uniforme nos demais países, as discussões no âm bito do G-20 contam com a part icipação de países em desenvolvim ento em todas as suas fases. As m edidas propostas pelo grupo têm m aior legitim idade e representatividade do que no passado recente.

O Brasil reconhece a legitimidade das iniciativas do G-20 e

tem buscado, por m eio de sua atuação externa, exem plificar a grande im portância que confere a este grupam ento com o o espaço

prim ordial para a discussão dos

assuntos econôm icos m undiais.

00000000000
00000000000

3 . Questões com entadas

1 )

m udanças nos tratados da UE, é necessária a aprovação

Para que haja

( Cespe –

2 0 1 2

– MPE/ PI

– Níve l Superior)

unânim e dos Estados que a integram .

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Exatam ente, pessoal. Os tratados da União Europeia devem ser aderidos de form a unânim e pelos países m em bros para que tenham efeitos. Questão certa.

2 ) ( Cespe – Antaq – 2 0 0 9 ) Em bora não faça fronteira com os

EUA,

am ericana

m exicanos instalados no território norte- am ericano.

im igrantes

o

México

por

é

prioritário

do

para

a

diplom acia

de

norte-

causa

grande

núm ero

Desde quando o México não tem fronteiras com os EUA? Claro

que tem . Só por isso a questão já está errada.

Questão errada.

– Nível Superior) O euro é a

m oeda adotada por todos os países que integram a UE e, de seu lançam ento aos dias de hoje, sem pre se m ostrou

m oeda norte- am ericana, o

3 )

( Cespe

2 0 1 2

MPE/ PI

supervalorizado em dólar.

relação

à

Pessoal, nem todos os países que integram a União Europeia adotam o euro. Além disso, não se pode dizer que desde o seu lançamento até hoje o euro é supervalorizado em relação ao dólar. Questão errada.

00000000000

4 ) ( Cespe – 2 0 1 2 – MPE/ PI – Nível Superior) Com o intuito de sair da presente crise e assegurar o valor de sua m oeda a UE adotou m edidas para im pedir que se repita, por exem plo,

o que aconteceu com a Grécia, cujo déficit expandiu- se

exageradam ente, gerando um a dívida im pagável.

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Se você estivesse em crise, adotaria m edidas para saná-las? Claro que sim . Obviam ente que a União Europeia também as adotou, destacando-se as m edidas de austeridade, ou seja, m edidas de contenção de gastos. Questão certa.

5 ) ( Cespe – ABI N – 2 0 0 8 ) A globalização, com o fenôm eno em curso no m undo, é caracterizada pela integração de m ercados, levando o crescim ento econôm ico a todas as regiões, articuladas segundo um processo equitativo de distribuição de riqueza.

A globalização

não

leva

o

crescim ento

a

todas as regiões,

m uito menos ocorre um processo equitativo de distribuição de riqueza. Há regiões que continuam excluídas do processo de distribuição de riquezas. Questão errada.

6 ) ( Cespe – 2 0 1 2 – MPE/ PI – Nível Superior) As m edidas

adotadas pela UE assem elham - se a um a decisão brasileira que se m ostrou decisiva para o equilíbrio orçam entário e o controle das contas públicas: a Lei de Responsabilidade Fiscal.

00000000000

Essa questão causou confusão em m uita gente, m as está correta. De fato as m edidas adotadas pela União Europeia se assem elham à Lei de Responsabilidade Fiscal, na m edida em que se tratam de controle dos gastos públicos e de austeridade fiscal. Questão certa.

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7 ) ( Cespe – 2 0 1 2 – MPE/ PI – Nível Superior) O longo e difícil processo de construção histórica da UE teve início no pós- Segunda Guerra Mundial e busca, entre outros objetivos, superar as divergências que levaram tantas vezes o Velho Mundo a diversas guerras e oferecer ao bloco continental condições de inserir- se vantajosam ente na atual ordem econôm ica global.

Vejam esse texto disponível no site da União Europeia: “as raízes históricas da União Europeia rem ontam à Segunda Guerra Mundial. Os europeus queriam assegurar-se de que tal loucura

assassina e tal vaga de destruição nunca m ais se repetiria. A seguir

à guerra, a Europa foi dividida entre Leste e Oeste e assistiu-se ao início da "guerra fria", que durou 40 anos. As nações da Europa Ocidental criaram o Conselho da Europa em 1949. Tratou-se de um prim eiro passo para um a cooperação que seis desses países desejavam aprofundar.

A União Europeia foi criada com o objetivo de pôr termo às frequentes guerras sangrentas entre países vizinhos, que culm inaram na Segunda Guerra Mundial. A partir de 1950, a

(

)

00000000000

Com unidade Europeia do Carvão e do Aço com eça a unir econôm ica

e politicam ente os países europeus, tendo em vista assegurar uma

paz duradoura. Os seis países fundadores são a Alem anha, a Bélgica, a França, a I tália, o Luxem burgo e os Países Baixos. Os anos 50 são dominados pela guerra fria entre o bloco de Leste e o Ocidente. Em 1956, o movim ento de protesto contra o regim e com unista na Hungria é reprim ido pelos tanques soviéticos. No ano seguinte, em 1957, a União Soviética lança o prim eiro satélite

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artificial

1957, o Tratado de Rom a institui a Com unidade Econôm ica Europeia

(CEE) ou ‘Mercado Com um ’”. Questão correta.

(o

Sputnik

1),

liderando

a "corrida espacial".

Ainda em

8 ) ( Cespe – Escriturário – BRB – 2 0 1 1 ) Mesm o após a

aprovação do pacote fiscal, a União Europeia se recusou a conceder novos em préstim os aos gregos, dado o caráter contraproducente desse tipo de m edida, que poderia incentivar outros países a contrair dividas sem condições de honra-las no futuro.

Na verdade, a União Europeia concedeu novos em prést im os aos gregos. Questão errada.

9 ) ( Cespe – I RB – 2 0 1 0 ) Além de envolver grandes bancos e o sistem a financeiro internacional, a crise atual tem sido considerada um a crise de paradigm as, em particular da certeza de que os m ercados podem autorregular- se e

a

recuperar o equilíbrio autom aticam ente, dispensando intervenção do Estado.

00000000000

O ponto que poderia causar estranham ento é se a crise atual é uma crise de paradigmas. Na realidade, ela é sim um a crise de paradigmas, pois se voltou a discutir se os Estados devem ou não intervir na econom ia. Mesm o os Estados Unidos, teoricam ente neoliberais, tom aram m edidas de intervenção econômica, o que suscitou ainda m ais tais discussões. Questão certa.

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1 0 ) ( Cespe – 2 0 1 2 – TER/ RJ) Os efeitos da crise econôm ica não se circunscrevem à Europa, atingindo cidades dos Estados Unidos da Am érica, que, para enfrentar esses efeitos, solicitaram proteção legal.

Os efeitos da crise de fato não se circunscrevem à Europa. Na verdade, tiveram m uito m ais efeitos nos Estados Unidos. Lá, cidades pediram proteção legal, ou seja, intervenção do Estado para abrandar os efeitos da crise. Questão certa.

1 1 )

relação

( Cespe –

ao

2 0 1 2

TER/ RJ)

A dependência do Brasil em

MERCOSUL

é

crescente,

haja

vista

que

as

exportações para

esse

bloco

m ais do

que

dobraram

entre

janeiro

e

junho

de

2 0 1 2 ,

quando

com paradas

com

os

m esm os m eses de 2 0 1 1 .

Dentre os países do Mercosul, o Brasil é aquele que menos se m ostra dependente. Questão errada.

1 2 )

Venezuela no MERCOSUL se deu depois de recente crise

da

( Cespe

2 0 1 2

TER/ RJ)

A aprovação da

entrada

00000000000

política ocorrida no Paraguai.

Exatam ente, pois quando o Mercosul aprovou a entrada da Venezuela no bloco, o Paraguai havia sido suspenso de participar do m esm o - em razão da crise política do presidente Fernando Lugo. Questão correta.

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1 3 )

Conhecim entos básicos para o cargo 6 ) Com o intuito de sair da presente crise e assegurar o valor de sua m oeda a UE adotou m edidas para im pedir que se repita, por exem plo, o que aconteceu com a Grécia, cujo déficit expandiu- se exageradam ente, gerando um a dívida im pagável.

( CESPE -

2 0 1 2

MPE- PI

- Cargos de Nível Superior –

-

Exatam ente, pessoal. Claro que a União Europeia tem adotado m edidas para im pedir que a crise se repita ou se expanda. Entre essas m edidas destaca-se a necessidade de m aior controle das contas públicas. Questão correta.

1 4 )

Conhecim entos Básicos - Cargos 2 5 e 2 6 )

com posto por

do

produto interno bruto brasileiro foi superado som ente pelo chinês.

Cargos de Nível Médio -

Entre os anos de -

Brasil, Rússia, Í ndia

2 0 0 3

( CESPE

e

2 0 1 1

no

STM

-

-

-

2 0 1 0 ,

grupo

e

denom inado

China

- ,

o

BRI C

crescim ento

m édio

Devido ao m om ento em que essa questão foi cobrada, ela já não é tão atual, m as a trago para que vocês aum entem o nível de inform ações. Na verdade, durante esse período o crescim ento m édio do PI B brasileiro ficou atrás do chinês e tam bém do indiano. Portanto, questão errada.

00000000000

1 5 )

Conhecim entos Básicos - Cargos 2 5 e 2 6 ) Na esfera do direito internacional, entrou em vigor, em dezem bro de 2 0 1 0 , a União dos Países Sul- Am ericanos, cujos países- m em bros, a

de Nível Médio -

( CESPE

2 0 1 1

STM

Cargos

-

-

-

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partir

autom aticam ente, de Am ericanos.

do

estabelecim ento

dessa

à

deixaram ,

Organização dos Est ados

instituição,

pertencer

Com o colocado na aula, “a União de Nações Sul-Am ericanas (UNASUL) é form ada pelos doze países da Am érica do Sul. O tratado constitutivo da organização foi aprovado durante Reunião Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Brasília, em 23 de m aio de 2008. Dez países deposit aram seus instrum entos de ratificação (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Guiana, Peru, Surinam e, Uruguai e Venezuela), com pletando o núm ero m ínim o de ratificações necessárias para a entrada em vigor do Tratado no dia 11 de março de 2011”. Assim , a questão se encontra errada.

( CESPE /

Assistente Social– TJ- RR /

2 0 1 1

/

com adaptações)

Ao chegar ao Brasil para um a visita ofuscada pela intervenção m ilitar na Líbia, o presidente dos Estados Unidos da Am érica ( EUA) , Barack Obam a, prom eteu atuar para que o

Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas ( ONU) seja m ais “representativo” e m anifestou “apreço à aspiração” brasileira de obter assento perm anente no órgão.

A declaração foi celebrada pelo I tam araty, m as o Planalto

que Obam a deu a

Í ndia em 2010.

esperava um apoio m ais explícito, com o o

00000000000

Folha de São Paulo, m arço/ 2 0 1 1 , capa ( com adaptações)

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1 6 ) I nfere- se do texto que o presidente norte- am ericano desaprova, nas atuais circunstancias da política m undial, a reestruturação da ONU, defendida pelo Brasil e por outros países, sobretudo por envolver o setor que trata da segurança e da paz no m undo.

a

participação na ONU deve ser m ais dem ocrática, dando m ais representatividade aos outros países. Questão errada.

Na

verdade,

o

presidente

Barack

Obam a

coloca

que

1 7 ) Surgida no im ediato pós- Segunda Guerra Mundial, a ONU

é um a organização m ultilateral que, criada no contexto de

rígida bipolarização ideológica em que se defrontavam os projetos capitalista e socialista, sobreviveu à Guerra Fria e, a despeito dos problem as e dos questionam entos a que está sujeita, perm anece atuante.

A Organização das Nações Unidas foi criada em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra, tendo com o objetivo principal assegurar a paz m undial por m eio da interm ediação das questões políticas entre os países. A ONU se baseia no princípio de que pela cooperação m útua os países poderão alcançar a paz e o desenvolvim ento. Questão correta.

00000000000

1 8 )

A

Í ndia,

referida

no

texto,

consiste

em

um

país

de

contrastes,

em

que

m iséria

e

riqueza

convivem

em

um

m esm o

e

extenso

território,

portador

de

grandes

potencialidades

e

reconhecido

com o

um a

das

econom ias

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em ergentes no cenário global contem porâneo, integrando o grupo conhecido com o BRI C ( Bra sil, Rússia, Í ndia e China) .

A Í ndia tem crescido de um a form a significativa, m as m esm o

assim o país sofre com os altos níveis de pobreza, de doenças, analfabetism o e desnutrição, e esses fatores são de grande preocupação, pois é preciso com bater esses fatores que são de extrem a im portância, para que haja um desenvolvimento em todos os setores do país, e assim para que não tenha desigualdade social, que ao invés de dim inuir vem aum entando cada vez m ais, devido o rápido crescim ento da população, e, portanto, a uma grande necessidade de investim entos sociais, am bientais e econôm icos por parte do governo.

A principal religião da Í ndia interfere diretam ente na estruturação social, um a vez que o hinduísm o divide a sociedade em castas. A divisão da sociedade em castas é determinada a partir da hereditariedade. As castas se definem de acordo com a posição social que determ inadas fam ílias hindus ocupam . Fat or que estabelece um tipo de “hierarquia” social marcada por privilégios e deveres.

00000000000

Em um prim eiro m om ento existiam som ente quatro tipos de castas na Í ndia, que eram : os brâm anes (com posta por sacerdotes), xatrias (form ada por militares), vaixias (constituída por fazendeiros e com erciantes) e a m ais baixa, os sudras (pessoas que deveriam servir as castas superiores).

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castas

recebiam o nom e de párias ou intocáveis. Pessoas excluídas que tinham a incum bência de realizar os m ais deploráveis trabalhos, aqueles rejeitados por indivíduos que integrava algum a das castas.

As

pessoas

que

não

faziam

parte

de

nenhum a

das

m il castas distintas na Í ndia. A

proliferação do núm ero de castas se deve, principalm ente, pelo crescim ento populacional e tam bém pelo dinam ism o e diversidade das atividades produtivas, prom ovidas pelo crescim ento econôm ico que o país vem passando nos últim os anos. Esse sistem a tem com o principal característica a segregação social, determ inando a função das pessoas dentro da sociedade indiana.

Atualm ente, existem cerca de 3

Questão correta.

1 9 ) Depreende- se do texto que o Brasil alm eja participar do Conselho de Segurança da ON U não m ais na condição de m em bro tem porário, o que tem acontecido m uitas vezes, m as com direito a voto e veto, tal com o hoje ocorre com os

cinco m em bros perm anentes desse Conselho – EUA, China, França e Reino Unido.

Rússia,

00000000000

O Conselho de Segurança das Nações Unidas é um órgão da Organização das Nações Unidas cujo m andato é zelar pela m anutenção da paz e da segurança internacional. É o único órgão do sistem a internacional capaz de adotar decisões obrigatórias para todos os Estados-m em bros da ONU, podendo inclusive autorizar intervenção m ilitar para garantir a execução de suas resoluções. O

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Conselho é conhecido tam bém operações de m anutenção da paz

por autorizar o desdobramento de

e m issões políticas especiais.

com posto por 15 m em bros, sendo

5 m em bros perm anentes com

a França, o Reino Unido, a Rússia (ex-União Soviética) e a República Popular da China. Os dem ais 10 m em bros são eleitos pela

Assem bleia

O Conselho de Segurança é

poder de veto:

os Estados Unidos,

Geral para m andatos de 2 anos.

Com o vim os na parte teórica, é desejo do Brasil ingressar no Conselho com o m em bro perm anent e. Portanto, questão correta.

2 0 ) ( CESPE - I NMETRO- 2 0 0 9 ) Em decisão histórica, a reunião da Assem bleia Geral da Organização dos Estados

efeito a

resolução que excluía Cuba do Sistem a I nteram ericano de Nações. Passaram - se 4 7 anos de isolam ento desde a reunião de Punta Del Este ( Uruguai) , em 1 9 6 2 , quando foi oficializado o afastam ento da ilha. A referida decisão histórica deve ser entendida com o o retorno, ainda que de form a atenuada, aos tem pos da polarização ideológica que caracterizava a Guerra Fria.

Am ericanos ( OEA) , em junho de 2 0 0 9 , tornou sem

00000000000

O erro da questão está em dizer que a referida decisão histórica deve ser entendida com o o retorno aos tempos da polarização da Guerra Fria. Na realidade, essa decisão reflete o entendim ento de que não vivem os m ais em um m undo polarizado, estando tal configuração ideológica ultrapassada. Questão errada.

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2 1 ) ( CESPE - 2 0 1 2 - TJ- RR - Nível Médio - Conhecim entos Básicos) A Organização das Nações Unidas trata não apenas de questões relacionadas à política e à segurança m undial,

m as tam bém se volta, entre outros, para assuntos referentes

à educação, à cultura, à agricultura e ao m eio am biente.

Exatam ente. A ONU é integrada por diversos outros órgãos

setoriais.

agricultura), a Unesco (educação) e a Pnum a (m eio am biente).

Questão correta.

Entre

esses

órgãos

destacam -se

a

FAO

(que

trata

de

2 2 ) ( CESPE - 2 0 1 2 - TJ- RR - Auxiliar Adm inistrativo) Com seu poder de polícia, a Organização das Nações Unidas está vencendo a luta contra o crim e organizado.

Prim eiram ente,

a

ONU

não

possui

poder

de

polícia.

Em

segundo lugar, a ONU não está vencendo a luta contra o crim e organizado, em bora tenha lançado algumas campanhas de combate ao crim e organizado. Questão errada.

2 3 ) ( VUNESP - 2 0 1 2 - SPTrans - Analista de I nform ática)

00000000000
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Dois dos países m ais atingidos por essa crise são:

a) Suécia e Áustria.

b) Espanha e I tália.

c) Grécia e Alem anha.

d) I rlanda e Reino Unido.

e) Portugal e Noruega.

Pessoal, a questão se refere ex atamente aos PI I GS. Portanto, a alternativa correta é a letra “b”. Letra “b”.

2 4 ) ( FUNI VERSA - 2 0 1 2 - PC- DF - Perito Crim inal – Geologia) A turbulência econôm ica que sacode os m ercados m undiais desde 2 0 0 8 m ostra agora sua força na Europa. I niciada com a quase falência da Grécia, a crise expande- se e espalha desconfiança quanto à capacidade financeira de outros países, a exem plo de Espanha, Portugal, I rlanda e I tália. No que se refere às incidências e às im plicações desse quadro de instabilidade econôm ica, assinale a alternativa correta.

a) Todos os dados hoje disponíveis indicam que o encam inham ento para a solução definitiva da atual crise culm inará na dissolução da União Europeia.

00000000000

b) A presente crise europeia deixa claro não haver futuro para blocos econôm icos, regionais ou continentais, no atual cenário de globalização.

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Atualidades para Agente da Polícia Federal Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Barreto – Aula

Atualidades para Agente da Polícia Federal Teoria e exercícios comentados

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c) Ao ferir profundam ente a credibilidade do euro, a crise

atinge a totalidade dos integrantes da União Europeia, já que todos eles adotam a m oeda com um do bloco.

d) Para evitar o colapso da m oeda com um , o acordo para salvar o euro envolve a adoção de m edidas rígidas, assentadas no controle dos orçam entos.

e) A pujança das econom ias alem ã e francesa im pede que

haja algum tipo de conexão entre a atual crise da zona do

euro e as dem ais regiões do m undo.

a

im plem entação da austeridade fiscal, com rígidos controles

orçam entários e

a

assertiva correta é a letra “d”. Letra “d”.

Nós

vim os

que

a

solução

dos

que

tem

sido

apontada

é

dim inuição

gastos

públicos.

Portanto,

2 5 ) ( AOCP - 2 0 1 2 - BRDE - Assistente Adm inistrativo) A Organização das Nações Unidas ( ONU) foi fundada em São

única organização de

âm bito m undial a reunir quase todos os países do m undo. Assinale a alternativa correta sobre essa organização

m undial.

Francisco ( EUA) ,

no ano de

1 9 4 5 .

É

a

00000000000

a) Trata- se um organism o essencialm ente político e que não

coopera para resolver problem as econôm icos, sociais, culturais e hum anitários.

b)

A ONU interfere apenas nas questões que envolvem a paz

e

a segurança dos

países m em bros que com põem os blocos

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Atualidades para Agente da Polícia Federal Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Barreto – Aula

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econôm icos m ais desenvolvidos, não se m anifestando com relação aos problem as internos dos países pobres.

c)

O Conselho de Segurança da ONU é o órgão com

m aior

representação, abrangendo todas as nações- m em bro.

d)

A

ONU

conserva

um

nítido

distanciam ento

de

outros

com o

a

OI T

( Organização

organism os internacionais, I nternacional do Trabalho) ,

 

a

FAO

( Organização

de

Alim entação e

Agricultura)

e

a

UNESCO

( Organização

das

Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) .

e) A ONU tem com o um de seus principais objetivos garantir

o respeito aos direitos hum anos e às liberdades fundam entais.

Bem fácil essa questão. A ONU realm ente objetiva garantir o respeito aos direitos hum anos e às liberdades fundam entais. Letra “e”.

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