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Arlindo Ugulino Netto – BIOQUÍMICA II MEDICINA P2 – 2008.1

FAMENE NETTO, Arlindo Ugulino.

BIOQUÍMICA

Arlindo Ugulino Netto – BIOQUÍMICA II MEDICINA P2 – 2008.1 FAMENE NETTO, Arlindo Ugulino. BIOQUÍMICA

VIA DAS PENTOSES-FOSFATO (Profª. Maria Auxiliadora)

A via das pentoses-fosfato é um dos 3 destinos que a glicose-6-fosfato pode seguir (as demais, como vimos em

capítulos anteriores, são glicogênese e via glicolítica). A via das pentoses-fosfato, ou mais simplesmente via das pentoses, é uma via alternativa de oxidação de glicose-6-fosfato, que leva à produção de 3 compostos, a ribulose-5- fosfato, CO2 e o NADPH.

A

ribose-5-fosfato é a pentose constituinte dos nucleotídeos, que vão compor os ácidos nucleicos, e de muitas

coenzimas, como o ATP, NADH, FADH2 e coenzima A.

O

NADPH que atua como coenzima doadora de hidrogênio em sínteses redutoras e em reações para proteção

contra compostos oxidantes.

e em reações para proteção contra compostos oxidantes. A via pentose fosfato, entretanto, não produz ATP,

A via pentose fosfato, entretanto, não produz ATP, mas é importante por dá origem ao equivalente redutor

NADPH (necessário para reduzir a glutationa) e ribose-5-fosfato (que compõe nucleotídeos e a própria molécula de ATP

e ADP). Quando ela acontece em larga escala, os níveis de ácido úrico aumentam, pois aumenta-se os nucleotídeos

(ribose-5-fosfato) e, consequentemente, a degradação destas purinas, o que resulta em níveis aumentados de acido úrico.

FASES DA VIA PENTOSE FOSFATO

Esta via está dividia em duas etapas: fase oxidativa e fase não-oxidativa.

FASE OXIDATIVA Suas reações são irreversíveis. A glicose-6-P vai formar 6-fosfogluconato por meio da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase, formando, logo de cara, o equivalente redutor NADPH. Esse 6- fosfogluconato, por meio da enzima 6-fosfogluconato desidrogenase, vai formar rubulose-5-fosfato e mais uma molécula de NADPH. Essa molécula entra na fase não-oxidativa.

FASE NÃO-OXIDATIVA Uma vez formada a ribulose-5-fosfato, são necessárias 3 moléculas delas para seguir na via. Duas de suas moléculas vão formar a xilulose-5- fosfato por meio da enzima 3-epimerase. A outra ribulose, pela ação da ceto-isomerase, vai formar a ribose-5-fosfato, que pode formar DNA ou RNA, ou pode reagir com uma das xiluloses, por meio da enzima transcetolase, formando duas moléculas diferentes: gliceraldeido-3-fosfato (3C) e sedoheptulose-7-fosfato (7C), que ambas, por meio da

transaldolase, podem reagir e formar frutose-6-fosfato

e eritrose-4-fosfato (que se transforma em frutose-6-P ao reagir com a outra xilulose) para dar origem à

glicose-6-P.

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IMPORTÂNCIA DA VIA DAS PENTOSES-FOSFATO

1)

Obtenção de potencial redutor: NADPH Utilizado nos processos de biossíntese dos ácidos graxos, colesterol e outros esteróides.

Necessário para manutenção da glutationa (antioxidante) em seu estado reduzido (recebeu hidrogênio). Ela só atua como antioxidante em seu estado reduzido, degradando as substancias reativas (peróxido de hidrogênio, superóxidos e hidroxilas livres), ou seja, os radicais livres que causam o envelhecimento celular (evitando a peroxidação dos lipídios da membrana).

(evitando a peroxidação dos lipídios da membrana). 2) Produção de pentoses: Ribose-5-fosfato Síntese de

2) Produção de pentoses: Ribose-5-fosfato

Síntese de nucleotídeos: DNA e RNA

Doador de hidrogênio e de elétrons nas reações biossintéticas.

Manter a glutationa reduzida

REGULAÇÃO DA VIA DAS PENTOSES-FOSFATO

A atividade da via das pentoses vai variar de acordo com tecido, sendo mais intensa em tecidos que ativam

ácidos graxos ativamente, como é o caso do fígado e do tecido adiposo. As duas desidrogenases que participam da via convertem NADP a NADPH e vão ser inibidas competitivamente por NADPH.

A utilização da glicose-6-fosfato pela via das pentoses ou pela glicólise vai depender das relações ATP/ADP e

NADPH/NADP existentes nas células.

Quando a relação ATP/ADP é baixa, a glicose vai ser degradada pela via glicolítica, produzindo ATP; não vai ocorrer a síntese de ácidos gordos e a relação NADPH/NADP é alta, inibindo a via das pentoses.

Mas se a relação ATP/ADP é alta, a via glicolítica fica inibida e a síntese de ácidos gordos é favorecida, consumindo NADPH e eliminando a inibição das desidrogenases.

Portanto quando a carga energética das células é alta, o consumo de glicose-6-fosfato pela via das pentoses é favorecida.

A via das pentoses é ativa quando as taxas glicémicas são altas; os níveis altos de insulina resultantes

acarretam, no tecido adiposo, aumento da permeabilidade à glicose e, no fígado, intensa síntese de glicocinase. Essas duas condições propiciam a síntese de ácidos graxos, que também é estimulada pela insulina.

CONSIDERAÇÕES CLÍNICAS

A deficiência na enzima glicose-6-fosfato desidrogenase (ponto regulatório da via das pentose fosfato) causa

a carência de NADPH, gerando a anemia hemolítica.

Caracteriza-se por baixos índices de NADPH

Anemia hemolítica resultante da hemólise acelerada dos eritrócitos.

Os eritrócitos são células ricas em O 2 .

Espécies reativas de O 2 (causa a peroxidação dos lipídeos das membranas): Peróxido de hidrogênio (H 2 O 2 ), Superóxidos (O:) e Hidroxilas livres (OH:). Essas espécies reativas são neutralizadas pela glutationa reduzida. A glutationa no estado reduzido mantém a hemoglobina no estado reduzido. Sua deficiência provoca polimerização entre as pontes dissulfetos (S-S) da hemoglobina, formando um agregado protéico de Hb que se precipita na célula chamado de Corpúsculo de Heinz. A NADPH é coenzima da metaemoglobina redutase acessória, que serve para manter o heme com ferro na forma reduzida (Fe++). Na deficiência da G6PD, a metemoglobina (não reduzida), persiste e precipita formando os corpúsculos de Heinz, os quais predispõem a hemólise, pois é facilmente fagocitável. A deficiência da enzima é assintomática. Ela só demonstra sintomas quando associadas às seguintes drogas que aumentam a tensão oxidativa (peróxidos) que já é característica na deficiência da enzima:

Antimaláricos: eles aumentam a tensão oxidativa que já é característica da deficiência da enzima, mas que ainda está assintomática. Desse modo, a anemia hemolítica é iniciada.

Arlindo Ugulino Netto – BIOQUÍMICA II MEDICINA P2 – 2008.1

OBS 1 : Na África tem-se uma grande incidência de anemia hemolítica, pois a deficiência da enzima G6PD foi uma maneira que o organismo encontrou para prevenir a malária naturalmente: pois sua carência causa uma maior tensão oxidativa, incompatível a sobrevivência do plasmódio na corrente sanguínea.

Naftalina

Sulfametoxazol (Bactrim®)

Sulfonas

Sulfanilamina

Nitrofurantoína

Nitratos e nitritos

Fenilhidralazina

Azul de toluidina (corante no estudo radiológico das vias linfáticas).

Analgésicos (acetanilida)

Vitamina K forma hidrossolúvel, ácido nalidíxico