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MATERIAL DE APOIO Disciplina: Direito Civil Professor: André Barros Aulas: 11 a 12 | Data:
MATERIAL DE APOIO
Disciplina: Direito Civil
Professor: André Barros
Aulas: 11 a 12 | Data: 01 /04/2015

ANOTAÇÃO DE AULA

SUMÁRIO

DIREITO CIVIL

NEGÓCIO JURÍDICO

1. Teoria Geral do Negócio Jurídico

2. Elementos essenciais do negócio jurídico

3. Elementos Acidentais

NEGÓCIO JURÍDICO

Ato jurídico lato sensu: é toda manifestação de vontade que está de acordo com o ordenamento jurídico e produz efeitos jurídicos.

Dois elementos são essenciais ao Ato jurídico lato sensu:

1. Manifestação de vontade: elemento volitivo

2. Conforme o ordenamento jurídico: lícito

O Ato jurídico lato sensu se desdobra em duas espécies:

1. Ato jurídico strito sensu: CC 185. É toda manifestação de vontade que produz efeitos impostos por lei. O que o determina é tanto o conteúdo quanto as consequências é que ambos são impostos pela lei, mas a minha vontade é determinante apenas para praticá-lo ou não. Exemplo: Reconhecimento voluntário de filho (perfilhação); uma vez reconhecido, sou obrigado e submisso aos limites e exigências da lei e não posso barganhar nada (não posso querer me eximir do dever de cumprir com não pagar alimentos e não lhe dar herança).

2. Negócio jurídico: CC 104 a 184. Manifestação de vontade que produz efeitos desejados pelas partes e permitidos pela lei. Ou seja, o conteúdo e consequências são determinados pela vontade, exercício de autonomia privada. A lei só serve para impor limites ao negócio jurídico.

Exemplos:

Contrato: é negócio jurídico, pois as partes negociam o objeto do contrato, formas de prestação, etc.

Testamento: é negócio jurídico, pois a pessoa deixa a metade da legítima para quem quiser, dentro dos limites da lei há uma liberdade de atuação.

Reconhecimento de filho: é ato jurídico stricto sensu, a lei não dá liberdade, impõe a forma.

1. Teoria Geral do Negócio Jurídico

impõe a forma. 1. Teoria Geral do Negócio Jurídico Intensivo Delegado de Polícia Civil Noturno CARREIRAS

Intensivo Delegado de Polícia Civil Noturno

CARREIRAS JURÍDICAS

Damásio Educacional

CC 104 a 184. Pontes de Miranda dividiu o negócio jurídico em três planos de

CC 104 a 184. Pontes de Miranda dividiu o negócio jurídico em três planos de estudo:

1. Existência (existente ou inexistente)

2. Validade (nulo ou anulável)

3. Eficácia (eficaz ou ineficaz)

É como se fossem os três degraus de uma escada. O primeiro degrau é o da existência do negócio jurídico; o

segundo degrau é o da validade do negócio jurídico; e o terceiro degrau é o da validade do negócio jurídico.

Para que o negócio jurídico seja existente, válido e eficaz deve preencher os três requisitos.

Dica: o plano de existência não está no CC, é construção puramente doutrinária e surgiu a 150 anos atrás quando dois homens franceses quiseram se casar, e não havia nenhuma lei na França que proibisse. Mas na época surgiu

o doutrinador alemão (Zacharie) que faltou o elemento básico ao casamento “diferença de sexo”, que é tão

básico que nem está positivado na Lei. Portanto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é inexistente.

Hoje, no Brasil e em outros países, este exemplo não existe mais.

Quando o negócio jurídico é nulo ou inexistente a ação é declaratória de nulidade, e é imprescritível. Portanto, a existência não é muito relevante para a doutrina.

Quando se pede a revisão do contrato, é questionada a eficácia. Quando se pede o divorcio é questionada a eficácia do casamento.

2. Elementos essenciais do negócio jurídico

Plano de existência (Substantivos)

Plano de validade (Adjetivos)

Consequências

 

Partes/sujeitos

Capazes + legitimados

Nulo ou Anulável

Absolutamente

capazes representados, vontade substituída não importa.

Deve-se analisar a hipótese específica do cenário.

Exemplos:

Relativamente capaz assistido nos atos da vida civil, sua vontade importa.

Absolutamente

capaz representado: nulo

não

Relativamente

capaz

não

Legitimidade:

capacidade

especial exigida para a prática de determinados atos. São duas espécies:

representado: anulável

Venda sem vênia conjugal:

anulável

Legitimidade positiva: o ato pode ser praticado preenchido um requisito. Exemplo: o casado tem que pedir a vênia conjugal, outorga conjugal, para vender imóvel.

Legitimidade negativa: é proibida a prática do ato. Exemplo: o juiz manda bem a leilão, mas

Juiz

que

arrematou

na

própria execução: nulo

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  ele mesmo e o leiloeiro não pode dar lances.   Objeto lícito, possível e
 

ele mesmo e o leiloeiro não pode dar lances.

 

Objeto lícito, possível e determinado ou determinável.

Lícito:

de

acordo

com

o

NULO

ordenamento jurídico

Possível: física

 
 

Determinado: individualizado

 

Determinável:

 

será

individualizado

no

futuro.

Colheita futura.

 

Forma

Prescrita e não defesa em lei

 

NULO

Regra: forma livre CC 107

 

Exceção: CC 108 imóvel de valor acima de 30 salários mínimos deve ser transmitido através de escritura pública.

Vontade

Livre, para que o negócio jurídico seja válido. Ou seja, aquela manifestada sem todos os vícios do negócio jurídico:

ANULÁVEL

erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão e fraude contra credores.

 

*SIMULAÇÃO (CC 167)

 

NULO, pois o CC não tratou como vício.

3. Elementos Acidentais

Estudamos aqui o plano de eficácia.

Em regra, o negócio jurídico que existe e é válido produz efeitos imediatamente.

Regra: existência + validade + eficácia.

Quando as pares não desejam a eficácia imediata podem inserir um elemento acidental: cláusula que é um termo, condição, modo ou encargo.

Termo: cláusula que subordina a eficácia do negócio a um evento futuro e certo. O termo pode estar previsto em lei (termo legal) ou em contrato (termo convencional). Pode ser classificado em suspensivo ou resolutivo.

o

Suspensivo ou inicial: dies ad quo, dá início ao negócio.

o

Resolutivo ou final: dies ad quem, dá fim ao negócio.

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o Exemplo : alugo uma casa dia 1 para usar do dia 3 ao dia

o

Exemplo: alugo uma casa dia 1 para usar do dia 3 ao dia 5. ]o contrato começa hoje, o termo suspensivo é dia 3 quando viajo pra casa de praia, e o termo resolutivo é dia 5 quando saio da casa e volto.

o

O

curso do Damásio é igual: dia de início de aulas é termo suspensivo, dia de fim de aula é termo

resolutivo.

Condição: cláusula que subordina a eficácia do negócio a um evento futuro e incerto. Sempre deriva da vontade das partes, nunca da lei (condição própria). Uma condição prevista na lei passa a ser requisito legal ou condição imprópria ou condição legal ou conditio juris. A condição classifica-se quanto aos efeitos:

o

Suspensiva: é a que quando verificada dá início aos efeitos do negócio jurídico. Exemplo 1:

Juliana acertou agora, no início da aula, que venderá guardachuva a André por 100 reais, só se estiver chovendo, ao final da aula. Existe e é válido na formação do contrato, mas tem que aguardar até o fim da aula para sabermos se vai ou não produzir efeitos. Exemplo 2: venda a contento; escolha de carta de vinho no restaurante; 1º momento: pedir carta de vinho; 2º momento: provar e ficar contente ou não com o vinho; 3º momento: ficou contente, aceitou o vinho.

A

condição é suspensiva, enquanto o cliente não aceitar o vinho o negócio jurídico não produz

efeitos, mas a partir do momento que o cliente aceitou passa a ter obrigação de pagar e direito

de tomar o vinho.

E

se o cliente provou e não gostou, rejeitou? Se não houver o cumprimento da condição deve ser

afirmado que o negócio existiu, foi válido, mas nunca produziu efeitos. O não cumprimento da condição não afeta a existência e a validade do negócio.

Excepcionalmente, a condição pode afetar a validade do negócio jurídico. Exemplo: doação sob a condição de matar alguém: todo o negócio será nulo, pela ilicitude do negócio. As condições ilícitas suspensivas invalida o negócio. A condição ilícita resolutiva considera-se não escrita/inexistente.

o

Resolutiva: é a que quando verificada põe fim aos efeitos do negócio jurídico. Exemplo 1: o filho do professor pede o carro emprestado, mas o professor fala que se começar a chover é pra devolver o carro. 1º momento: celebração do contrato, o negócio jurídico existia e era válido, professor deu a chave, transferiu a posse, era eficaz; mas deu 21hs começou a chover; 2º momento: se chover devolverá o carro; ocorreu a condição resolutiva, terminam os efeitos do negócio jurídico, o filho do professor devolve o carro.

Modo ou Encargo: consiste na prática de uma liberalidade subordinada a um ônus. A situação mais comum em prova é a doação modal ou onerosa, aquela em que o donatário tem que prestar um encargo. Exemplo: doo um terreno, mas o donatário terá que construir uma escola no local.

o Descumprimento do encargo acarreta em duas opções:

Revogação da doação: cabível em todas as hipóteses

Exigir o cumprimento do encargo: não cabe sempre, deve-se ver em benefício e quem o encargo foi instituído. Pode-se exigir quando a liberalidade foi instituída a favor de terceiro, doador ou coletividade. Mas não pode se a exigência foi em favor do próprio donatário.

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Pergunta : qual a diferença entre condição suspensiva e termo suspensivo? Resposta :  A

Pergunta: qual a diferença entre condição suspensiva e termo suspensivo?

Resposta:

A condição suspensiva suspende o exercício e a aquisição do direito, ou seja, expectativa de direito.

O termo suspensivo apenas suspende o exercício do direito, mas não suspende a aquisição do direito, ou seja, gera direito adquirido.

Delegado de policia SP. No estado de perigo, considerado como defeito do negócio jurídico, é correto afirmar que;

(A)

para sua configuração, é imprescindível o conhecimento do risco de grave dano por ambas às partes.

(B)

somente pode ser alegado quando o risco de grave dano for da própria pessoa que assumiu a obrigação.

(C)

é causa de nulidade do negócio jurídico, exigindo declaração judicial neste sentido.

(D)

gera a possibilidade de revisão judicial, com finalidade de tornar a obrigação proporcional, mas não é causa de

anulação ou nulidade do negócio.

(E) consiste na assunção de obrigação manifestamente desproporcional à obrigação da outra parte, por

inexperiência.

Gabarito A

Causa a anulabilidade do negócio jurídico o vício resultante de

a) coação, que deverá ser suficiente para incutir ao paciente qualquer temor de ano, dirigido a sua pessoa, sua

família, ou aos seus bens.

b) dolo, mesmo se acidental.

c) erro acerca da identidade ou de qualidade essencial da pessoa a quem se refira à declaração de vontade, desde

que tenha influído nesta de modo relevante.

d) simulação, cuja ocorrência sempre se verificará quando os instrumentos particulares forem antedatados ou

pós-datados.

Resposta C

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