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À GDGADU

A.’.R.’.L.’.S.’. COLUNAS DO RIO VERDE Nº 80

Sob os auspícios da GLEMT

As Três Obrigações:

O silêncio, a solidariedade e a submissão.

IIR

Alandarc da Rosa Dantas

CM

Diogo Velloso Gibbon

AM

Joelson Pereira de Souza

AM

José João Angeli Junior

AM

Luciano Alves do Carmo

AM

Luiz Gustavo Giaretta

AM

Marcelo Mauricio Maiorki

AM

Sandro Luiz Pinheiro

AM

Relator: José João Angeli Jr

AM

Orientação: Fabrício Moraes Mocheuti

MM

REAA

Av. Pará, nº 7245 Bairro Alvorada - Lucas do Rio Verde-MT Seções: Ás quintas-feiras

Lucas do Rio Verde MT; 9º ERAC_Novembro_ 2014

Meus Irm.:

INTRODUÇÃO:

Este trabalho tem por objetivo, contribuir com os esclarecimentos dos Irm.: Aprendizes e Companheiros a cerca do tema proposto, sempre promovendo a interação entre os “trabalhos em loja” e o “mundo profano”; para que possamos entender qual nosso papel e nossas obrigações junto a ordem e a sociedade em que vivemos.

DESENVOLVIMENTO:

O SILÊNCIO

Segundo o Dicionário Aurélio, silêncio é definido como o estado de quem se abstém de falar, de quem se cala; privação de falar; interrupção de ruído; segredo, sigilo.

Desde as primeiras civilizações, notadamente as que tinham sociedades iniciáticas, o silêncio é um importante elemento cultural, imposto drasticamente para salvaguardar seus segredos. Em quase todas, é representado por uma criança com o dedo sobre os lábios. Constitui-se uma exceção, o antigo Egito, onde

existia um "Deus" do silêncio, chamado Harpócrates, com a mesma posição já descrita. Entre os magos e sacerdotes egípcios, os iniciados assumiam um estado de silêncio total, a fim de se manterem os segredos

e incitá-los à meditação, regra que seria adotada por todas as sociedades iniciáticas posteriormente. Buda, em 500 a. C., também valorizava o silêncio como condição para a contemplação. Os Essênios tinham como principais símbolos um triângulo contendo uma orelha e outro contendo um olho, significando que

a tudo viam e ouviam, mas não podiam falar, por não terem boca. Pitágoras criou a escola Itálica e seus

discípulos se distinguiam em 3 graus, sendo o 1º o "acústico", assim chamado porque era destinado aos aprendizes que só deviam ouvir e abster-se de manifestação. Para os Talhadores de Pedras, o segredo e o silêncio sobre sua arte era uma questão de sobrevivência, constituindo-se inclusive num salvo-conduto. A G:. L:. U:. da Inglaterra adotou, após sua unificação, a legenda "AUDI, VIDE, TACE", ou seja, "Ouça, Veja, Cale". Como podemos perceber, temos inúmeros exemplos da importância do silêncio ao longo da história.

Os primeiros catecismos maçônicos do Século XVIII diziam que os 3 pontos particulares que distinguiam o maçom eram a fraternidade, a fidelidade e ser calado que representavam o amor, a ajuda e a verdade entre os maçons. As "Old Charges" ou antigas obrigações pregavam o silêncio, a circunspecção e

a compostura durante os trabalhos. Nos Landmarks de Mackey, o de nº 23 se refere ao sigilo que o

maçom deve conservar sobre todos os conhecimentos que lhe são transmitidos e dos trabalhos em Loja,

sendo que as cartas constitutivas de todas as obediências contêm referências com o mesmo sentido.

A lei do silêncio é a origem de todas as verdadeiras iniciações e no transcorrer da iniciação maçônica pode ser detectada em vários momentos. Logo no início, na câmara de reflexão, o silêncio assume sua maior importância, uma vez que o candidato talvez não tenha há muito tempo uma oportunidade igual de ficar a sós, em atitude contemplativa, em meditação, para que possa ocorrer a maturação silenciosa de sua alma.

Ao longo do cerimonial, no decorrer dos interrogatórios, poderemos encontrar por diversas vezes pausas silenciosas para que o candidato possa refletir sobre aquilo que acabou de ouvir. Voltaremos a nos deparar com o silêncio ao realizarmos a 3ª viagem, a qual é feita no mais absoluto silêncio. Finalmente, ele será o mote principal do juramento que realizamos ao final da iniciação.

Na abertura dos Trabalhos ouvimos o 2º Diácono responder ao V:. M:. que deve zelar para que os

Irmãos

se

mantenham

em

suas

colunas

com

respeito,

disciplina

e

ordem.

Na

abertura

do

L:.

L:.,

ouvimos

que

"No

princípio

era

o

Verbo",

onde

reinava

o

silêncio.

No transcorrer dos Trabalhos, os VVig:. anunciarão o silêncio das colunas, o que significa que

palavra.

Por fim, encerramos a Sessão jurando pelo silêncio sobre tudo o que foi visto e falado em Loja.

democraticamente

foi

concedido

o

direito

à

A lei do silêncio nada mais é do que um perpétuo exercício do pensamento. Calar não consiste somente em nada dizer, mas também pode significar deixar de fazer qualquer reflexão dentro de si, quando se escuta alguém falar. Não se deve confundir silêncio com mutismo. Segundo Aslan o primeiro é um prelúdio de abertura para a revelação, o segundo é o encerramento da mesma. O silêncio envolve os grandes acontecimentos, o mutismo os esconde. Um assinala o progresso, o outro a regressão.

Somente o homem capaz de guardar o silêncio será disciplinado em todos os outros aspectos de seu ser, e assim poderá se entregar à meditação. O silêncio é a virtude maçônica que desenvolve a discrição, corrige

semelhantes.

Finalmente, cabe salientar que os maçons se reúnem em templos, e "O templo representa a fortaleza da paz e do silêncio". (Isaías, cap. 30 v. 15).

os defeitos, permite usar a prudência e a tolerância em relação aos defeitos e faltas dos

e a tolerância em relação aos defeitos e faltas dos SOLIDARIEDADE MAÇÔNICA A Solidariedade não se

SOLIDARIEDADE MAÇÔNICA

A Solidariedade não se trata de um sinônimo moderno para voluntariado esta forma de ação é, na verdade, um de seus produtos. Ela também não pode ser tomada como caridade, compaixão ou assistencialismo. Na verdade, ela se sobrepõe a tudo isso, se tornando uma ação que engloba todos os outros produtos.

Como já indica o radical da palavra, é enxergar o grupo como algo sólido, interessar-se pelos outros e fazer algo por eles. "Não é apenas de um sentimento, mas uma postura diante da vida, uma disposição para se colocar como alguém que não está sozinho".

Quando recorremos a um bom dicionário, encontraremos que a Solidariedade é um substantivo feminino que induz a qualidade do que é solidário; é também o laço ou vínculo recíproco de pessoas ou coisas independentes; adesão ou apoio a uma causa, empresa ou princípio de outrem; é o sentido moral que vincula o ser humano à vida, aos interesses e às responsabilidades de um grupo social, de uma nação ou da própria humanidade.

Ela pode também ser entendida como a relação de responsabilidade entre pessoas unidas por interesses comuns, de modo que cada elemento do grupo se sinta na obrigação moral de prestar apoio ao próximo.

Da análise desses conceitos ora apresentados, podemos entender que a Solidariedade nada mais representa do que a recíproca dependência entre indivíduos que compõe uma sociedade ou parte dela, de modo que se um deles for afetado, todos serão afetados

Para os conscientes de seus deveres, cultivar o amor à Pátria é perfeitamente compatível com à pratica de todas as virtudes, tendo destaque para a Moral, a qual é a mais pura, visto que seus conceitos estão fundamentados na pratica da primeira das virtudes a Solidariedade Humana.

No bojo da filosofia maçônica, a idéia de solidariedade constitui como base da Fraternidade que deve ser praticada por todos os maçons. Esta idéia é relembrada em todas as oportunidades em que ocorre a circulação o Tronco de Solidariedade (Beneficência), quando das reuniões maçônicas.

É este mesmo sentimento de Solidariedade que nos fortalece nos combates que devemos manter

contra a Ignorância, Fanatismo ou quaisquer ações que se tornem nocivas à moral e à honra.

Para os menos esclarecidos do mundo profano, podem pensar que a Maçonaria proporciona aos seus membros vantagens materiais e morais, e que a Solidariedade maçônica consiste apenas no amparo incondicional uns dos outros, quaisquer que sejam as circunstâncias, o que em parte não corresponde à verdade. O proveito material como interesse individual não entra nas cogitações daqueles que professam a verdadeira maçonaria.

Quanto às vantagens morais, esta sim a Maçonaria dirige aos seus adeptos, para que eles tenham condições de trilhar e adquirir a firmeza de caráter que os conduzirão ao caminho da Ética e da Moral.

A Solidariedade não deve ficar circunscrita apenas aos meios maçônicos, por princípios pugnados

pela Ordem. Ela deve se expandir para o meio externo, em igualdade de condições e circunstancias, sabendo distinguir o que é justo e honesto do que não é.

Se a Sublime Ordem é perfeita e considerada uma das instituições mais respeitadas do mundo pelo seu comportamento social, ético e moral, deverá ter em seus obreiros o exemplo de propósito em aplicar, proteger e, sobretudo, zelar para que os princípios tradicionais tornem-se realmente as Vigas mestras que sustentam o Templo da Virtude, e que auxiliem o homem a desbastar a Pedra Bruta que ainda se encontra dentro de seu coração.

A prática da Solidariedade consciente, mesmo que não estimule nenhum prazer ou satisfação, vai

tornar o verdadeiro maçom mais útil e feliz na sociedade em que ele vive e trabalha.

SIGNIFICADO DA PALAVRA “SUBMISSÃO” PARA MAÇONARIA

A palavra submissão, segundo dicionário Aurélio significa Ação ou efeito de submeter ou de se

submeter; subordina ção”, a interpretação pura e simples nos leva e pensar a palavra como algo que restringe ou que limita. Quando transportamos esse significado para mundo e para o aspecto pessoal em uma interpretação simples e sem inseri-la em contexto, passa-se associar a palavra a algo que restringe liberdade, já que as vontades supostamente estariam subordinadas a alguém ou uma estrutura acima.

Veja o exemplo que ocorre em empresas departa mentalizadas e com estruturas hierarquizadas, onde a liberdade de tomada decisões é limitada e dependendo do impacto a mesma deve ser submetida a estancias superiores, limitando com isso a liberdade.

Na Maçonaria a palavra submissão ou obediência, ao lado da palavra “Silêncio” e “Solidariedade”, são uma das obrigações do aprendiz para com a instituição. No entanto especificamente a palavra submissão parece se contradisser com um dos preceitos base da instituição que é a liberdade, já que todo maçom deve ser livre e de bons costumes. Como então duas palavras antagônicas podem existir em mesmo espaço? A resposta é que isso é possível quando ambas passam a interagirem de forma mutua e complementares. Basicamente isso ocorre pelo fato que o significado de uma complementa a outra.

Segundo Cicero, “Somos todos escravos das leis, para que possamos ser livres”. As leis em nossa sociedade são a autoridade máxima de que dispomos para ser livre. Na Maçonaria a submissão impostas pelas leis decorre de uma atitude livremente escolhida pelo Maçon., onde ele se submete a ela não de forma obrigada e forçada, mas sim por adesão pura, simples e espontânea, por acreditar que aqueles princípios e leis uma vez seguidas o tornarão uma pessoa melhor e consequentemente um mundo melhor. Logo a opção pela submissão as leis é um ato de liberdade do Maçom, evidenciando a coexistência da palavra submissão com liberdade.

Quanto as leis ou princípios da Maçonaria, embora essas não sejam objeto de discussão desse trabalho, é importante destacar que as mesmas cunham pela liberdade de pensamento, de consciência e espiritual, princípios basilares da Maçonaria. Diante disso pode-se concluir que embora o Maçom seja uma pessoa submissa as leis maçônicas, em nenhum momento o mesmo terá sua liberdade de pensamento e de expressão coagido, muito pelo contrário a liberdade de pensamentos, reflexões são a base de um processo filosófico que visa o desenvolvimento humano.

Caro Irm.:

CONCLUSÃO:

Fica evidenciado neste trabalho as três obrigações; silencio, solidariedade e submissão, estas que devem ser a espinha dorsal de aprendizes e companheiros nesta caminhada junto a Ordem, pois retratam algumas das principais virtudes iniciáticas de um bom Maçom, pois a busca pelo desbaste da pedra bruta, nos convida a estas virtudes e a assim a desempenha-las nos trabalhos em Loja e no convívio junto a sociedade. Unindo estes elementos somados a nossa constante busca pelos mistérios os quais nos foram revelados, desde o momento de nossa iniciação, com certeza estaremos após nossas seções, voltando para casa como homens melhores.